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RTI Fevereiro 2026

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sva como protagonista do crescimento

e a playhub como líder dessa transformação no brasil

Em um mercado cada vez mais competitivo, os SVAs deixam de ser apenas um benefício adicional e assumem um papel estratégico na agenda dos provedores de internet, impulsionando diferenciação, retenção e geração de valor para o negócio e para o assinante.

portfólio

playhub

filmes e séries

saúde e bem-estar

tv e benefícios adulto música gamer leitura educação

1º lugar em distribuição de svas para provedores de internet

pesquisa rti

infantil segurança

Ano 26 - Nº - 309

Fevereiro de 2026

Integradores de SVAs para provedores de Internet

Com a reforma tributária, os SVAs - Serviços de Valor Agregado passam a ser cada vez mais uma ferramenta estratégica de diferenciação comercial para os provedores regionais. Hubs e integradores desses conteúdos apostam em portfólios premium para aumentar engajamento, reduzir churn e ampliar a percepção de valor dos planos de Internet.

ESPECIAL

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SD-WAN x MPLS: o que muda na WAN corporativa e quando a migração faz sentido

A comparação entre SD-WAN e MPLS deixou de ser apenas uma discussão sobre custos e passou a refletir a transformação da WAN corporativa diante da nuvem, do uso intensivo de SaaS e da necessidade de maior agilidade operacional. O artigo analisa diferenças técnicas, modelos híbridos, impactos sobre desempenho, segurança e prazos de implantação, além das tendências de mercado que reposicionam o papel do MPLS.

SEGURANÇA22

Tecnologia para aplicações IoT em tempo real

As redes IoT exigem diferentes níveis de precisão temporal conforme a aplicação, variando de segundos a picossegundos. O artigo detalha tecnologias como o PTP (IEEE 1588) e o White-Rabbit, destacando desafios de sincronização em ambientes industriais e redes sem fio. Planejamento e modelagem prévia são fundamentais para garantir desempenho e viabilidade.

REDES LOCAIS26

Guia das instaladoras e integradores em telecom e redes

O projeto e instalação de redes, data centers e outras instalações de tecnologia demandam o conhecimento de profissionais altamente qualificados, foco do guia desta edição, que traz uma relação de empresas de engenharia e instaladores no Brasil, com detalhamento dos serviços prestados e áreas de atuação. Para facilitar a consulta, as empresas estão organizadas por Estado.

SERVIÇO30

Capa: Helio Bettega Fotos: Shutterstock e Deposit Photos

As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por RTI, podendo mesmo ser contrárias a estas.

MariaClara

EDITORIAL

N esta edição, RTI traz como reportagem especial um tema que ganha nova centralidade na estratégia dos provedores regionais de Internet: o papel dos integradores de SVAsServiços de Valor Agregado em um cenário de mudanças regulatórias, pressão competitiva e amadurecimento do mercado. Com a reforma tributária, os SVAs perdem parte do apelo fiscal que historicamente justificava sua adoção. A lógica, agora, passa a ser essencialmente comercial. Esse movimento ocorre em um mercado cada vez mais desafiador. Segundo dados da Anatel e de associações setoriais, o Brasil já ultrapassa 22 mil provedores de Internet, responsáveis por mais de 55% dos acessos de banda larga fixa do país. Em muitas regiões, a competição deixou de ser apenas por cobertura e preço: passa a ser, sobretudo, por diferenciação, experiência do usuário e fidelização. Em um ambiente em que a conectividade tende a se tornar um serviço comoditizado, oferecer apenas acesso à rede já não é suficiente para sustentar crescimento e margens.

É nesse contexto que os SVAs se reposicionam como ferramentas estratégicas. Streaming, telemedicina, segurança digital, educação, games, serviços corporativos e soluções baseadas em inteligência artificial passam a compor a proposta de valor dos provedores, como um instrumento real de retenção, aumento do tíquete médio e fortalecimento da marca junto ao assinante.

Para a maioria dos provedores, esse caminho é difícil de percorrer de forma isolada. A negociação direta com estúdios internacionais de streaming, desenvolvedores de plataformas digitais e fornecedores globais exige escala, estrutura jurídica, capacidade técnica e gestão operacional que nem sempre estão disponíveis internamente. É aí que entram os integradores e hubs de SVAs, que atuam como facilitadores desse ecossistema. Além de concentrar contratos e viabilizar o acesso a portfólios premium, esses integradores oferecem suporte técnico, contábil e operacional, ajudam na integração com ERPs e sistemas de billing, orientam sobre enquadramento regulatório e fazem a ponte entre provedores regionais e grandes players globais de conteúdo. Em muitos casos, são eles que permitem ao provedor acessar produtos que, de outra forma, estariam fora de alcance. Mais do que intermediários comerciais, esses hubs se tornam parceiros estratégicos na construção de modelos de negócio sustentáveis para a próxima fase do mercado de telecomunicações.

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REDAÇÃO REDAÇÃO REDAÇÃO REDAÇÃO REDAÇÃO: Diretor Diretor Diretor: José Rubens Alves de Souza ( in memoriam ) Jornalista responsável: Jornalista Sandra Mogami (MTB 21.780) Repórter: Repórter: Repórter: Repórter: Fábio Laudonio (MTB 59.526)

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RTI Redes, Telecom e Instalações, revista brasileira de infraestrutura e tecnologias de - Redes, Telecom e Instalações, brasileira infraestrutura e tecnologias

RTI Redes, Telecom e Instalações, revista brasileira de infraestrutura e tecnologias de - Redes, Telecom e Instalações, brasileira infraestrutura e tecnologias Telecom infraestrutura comunicação, é comunicação, é uma publicação da Aranda Editora Técnica Cultural Ltda. Aranda Editora Redação, Publicidade, Administração, Circulação e Correspondência: Redação, Administração, Circulação e Correspondência: Redação, Publicidade, Administração, Circulação e Correspondência: Redação, Administração, Circulação e Correspondência: Alameda Olga, 315 - 01155-900 - São Paulo - SP - Brasil. Tel.: + 55 (11) 3824-5300 e 3824-5250 inforti@arandanet.com.br – www.arandanet.com.br

A revista RTI - Redes, Telecom e Instalações é enviada a 12.000 profissionais das áreas de telecomunicações; redes locais, informática e comunicação de dados; instalações; TV por assinatura; áudio e vídeo; segurança (CFTV e alarmes); automação predial e residencial; e sistemas de energia, aterramento e proteção elétrica.

Leveduca, empresa de tecnologia e conteúdo conhecida no mercado de provedores regionais pela antiga marca Academia do Provedor, vem reposicionando seu portfólio e ampliando o foco em produtos próprios, com destaque recente para o fortalecimento do braço de livros digitais, o LevLivros. Criada no final de 2024, a plataforma tem ganhado tração em meio às discussões da reforma tributária, que manteve a imunidade fiscal para livros, jornais e periódicos, tornando esse tipo de SVA - Serviço de Valor Agregado, uma alternativa relevante para provedores que buscam eficiência tributária.

Segundo Gabriel Tatibana, diretor de relacionamento e cofundador da empresa, a estratégia atual prioriza dois produtos principais: a plataforma educacional Leveduca e o LevLivros, voltado exclusivamente para conteúdos em formato de e-book.

A Leveduca é dividida em dois subprodutos. O Leveduca Família é comercializado como SVA para consumidores finais e reúne atualmente mais de 250 cursos, com acesso para até quatro dependentes por usuário. “O total de certificados emitidos pela Leveduca já é superior a 100 mil”, destaca Tatibana. Já o Leveduca Empresas é direcionado ao treinamento corporativo, com recursos de acompanhamento de usuários, indicadores de desempenho e funcionalidades voltadas à gestão de pessoas.

A plataforma corporativa também incorpora treinamentos obrigatórios, como as NRs, e já é utilizada por entidades como a Abrint para capacitação de associados em temas como NR10 e NR35. Além dos cursos, a empresa mantém uma estrutura própria de produção de conteúdo, com dois estúdios e atuação em projetos sob demanda. “Desenvolvemos treinamentos exclusivos para cada

empresa, seja onboarding, novas funções ou processos específicos. Aquele conteúdo é da empresa, pode ser usado só internamente ou até em outras plataformas”, afirma o executivo, citando casos como projetos realizados para a EcoRodovias.

Apesar da diversificação, o mercado de provedores ainda responde pela maior parte da receita da Leveduca. “Já atendíamos empresas como Danone, L’Occitane e Boticário, mas o foco sempre foi o provedor, e agora estamos abrindo outros mercados também, como serviços de recorrência”, diz Tatibana.

É nesse contexto que o LevLivros surge como um dos principais vetores de crescimento. A plataforma reúne atualmente cerca de 2 mil títulos e também começa a incorporar

audiolivros. “Hoje temos um catálogo ainda reduzido, mas estamos trabalhando com um parceiro para integrar mais de 50 novos títulos neste primeiro semestre”, diz Tatibana. Todos os conteúdos do LevLivros são em formato digital, com novos lançamentos mensais e acesso vitalício para os assinantes, que podem baixar até três livros por mês, conforme o plano contratado. “O LevLivros é um app 100% de e-book, e tanto ele quanto a própria Leveduca são tributados como livro ou material didático, que têm imunidade”, explica Tatibana.

Segundo ele, a reforma tributária tem levado provedores a buscar alternativas aos SVAs tradicionais de streaming, que tendem a perder vantagens fiscais. “No final do ano passado já vimos uma movimentação forte de provedores atrás de SVA de livros”, afirma.

Inicialmente lançado apenas com publicações próprias, o LevLivros passou por expansões ao longo de 2025, tanto em volume de títulos quanto em funcionalidades. Desde dezembro, a plataforma opera com três planos diferentes, que permitem a entrega de um, dois ou três lançamentos mensais, além do acesso à biblioteca completa.

A empresa também oferece planos personalizados, com produção de conteúdos exclusivos para marcas de diferentes setores. “A gente cuida de toda a produção do conteúdo, formatação e até do registro do livro na Câmara Brasileira do Livro, garantindo a unidade tributária”, afirma. A estratégia permite, por exemplo, que farmácias, empresas de beleza ou varejistas ofereçam periódicos digitais com temas específicos de seus segmentos, em substituição a obras literárias tradicionais.

Para Rogério Carnevalle Júnior, gerente de Produto e Marketing, o ano passado foi marcado pela evolução dos SVAs proprietários. “Tivemos muitas melhorias nos produtos, novas funcionalidades e cursos no Leveduca, e a entrada do LevLivros, com um foco mais tributário, mas já com um volume muito grande de títulos”, afirma. Segundo ele, a empresa está desenvolvendo um aplicativo mais robusto, com integrações de outros fornecedores e maior capacidade de gestão.

No Leveduca Empresas, a plataforma incorpora recursos de avaliação de competências, definição de objetivos, métricas e feedback.

Com a reforma tributária, a expectativa da Leveduca é que os livros digitais ganhem ainda mais relevância como SVA. “Os outros aplicativos não vão perder apelo de engajamento, mas fiscalmente não terão mais a economia que tinham. Já a parte de livro vai continuar imune, inclusive com o novo IBS”, conclui Carnevalle.

Leveduca – Tel. (35) 3014-9480 n Site: https://www.nubbi.com.br/

ara provedores de Internet e empresas de comunicação que ainda não estão emitindo a Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação Eletrônica (NFCom –modelo 62), o Emissor NFCom, da Vigo Tecnologia, surge como uma alternativa rápida e simples para atender à nova exigência fiscal. Disponível em modelo SaaS, a plataforma permite a emissão de NFCom diretamente pela web, com mensalidade fixa de R$ 50 e sem limite de notas, reduzindo riscos tributários e a dependência de integrações complexas com sistemas de gestão.

Fundada em 2006 e especializada no desenvolvimento de softwares de gestão para provedores, a Vigo Tecnologia começou a se preparar para a NFCom há mais de quatro anos, antecipando os impactos da reforma tributária no setor.

definitivamente a partir de 1º de novembro de 2025. “Mesmo com as prorrogações, sabíamos que o tema ainda não estava totalmente estabilizado. A NFCom sofre ajustes frequentes, e isso exige monitoramento constante das mudanças feitas pela Sefaz”, diz Olivastro.

Hoje, mais de 700 empresas em todo o país utilizam a plataforma. O executivo observa que grande parte dos sistemas usados por provedores ainda não está preparada para a NFCom. “Existem centenas de sistemas de gestão para provedores no Brasil, comerciais e próprios, e a maioria não tem integração com a NFCom. Manter essa integração exige uma equipe dedicada para acompanhar atualizações mensais do fisco”, afirma.

O Emissor NFCom foi desenvolvido para funcionar de forma independente do ERP utilizado pelo provedor. “A empresa se cadastra, paga a mensalidade e, em poucos minutos, já consegue

“A NFCom era a nota que iria afetar diretamente os provedores, exigindo mudanças estruturais nos sistemas. Por isso, começamos a trabalhar nela muito antes da obrigatoriedade”, afirma Rafael Labiak Olivastro, CEO da Vigo Tecnologia.

Segundo o executivo, a empresa foi a primeira a emitir uma NFCom em ambiente de produção, em 1º de abril de 2024. A obrigatoriedade da NFCom, inicialmente prevista para abril de 2024, foi prorrogada duas vezes pela SefazSecretaria da Fazenda, passando a valer

emitir a NFCom pela web. Nós cuidamos de toda a comunicação com a Sefaz, validação de XML e adequação fiscal”, explica o CEO. A plataforma também oferece integração via API para empresas que desejem automatizar a emissão nos sistemas existentes. Outro diferencial, segundo Olivastro, é a cobertura nacional. “Para atender todo o Brasil, é necessário integrar com quatro secretarias de fazenda: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Já estamos integrados com todas elas”, diz.

Além do uso permanente, o sistema pode ser adotado de forma temporária por empresas cujos ERPs ainda não estejam prontos. “É uma forma de cumprir a obrigação fiscal sem risco de autuação, enquanto o sistema principal não implementa a NFCom”, conclui.

Vigo Tecnologia – Tel. (66) 99671-1701 n Site: https://vigo.com.br/

Surfix Cloud & Data Center, de Recife, PE, recebeu a certificação internacional Tier III Facility, concedida pelo Uptime Institute, que confirma a capacidade do data center de operar com elevados padrões de disponibilidade, redundância e governança. O reconhecimento atesta que toda a infraestrutura segue protocolos globais de resiliência, manutenção simultânea e tolerância a falhas, ratificando a certificação Tier III Design, conquistada em 2023.

“Operamos o primeiro e único data center Tier III Facility de Pernambuco certificado pelo Uptime Institute. A validação fortalece o posicionamento da Surfix como uma operação preparada para atender ambientes de missão crítica, ampliando sua relevância regional em soluções de tecnologia, data center, cloud, cibersegurança, conectividade e telecomunicações”, afirma Dárcio Macedo Filho, sócio e diretor de Marketing e Relações Institucionais.

Com mais de 22 anos de atuação, a Surfix iniciou suas atividades como provedor regional de conectividade e, ao longo do tempo, ampliou seu portfólio para serviços de data center, cloud computing, cibersegurança, conectividade e telefonia digital.

Atualmente, a empresa atende mais de 500 organizações de setores como finanças, saúde, governo, indústria, varejo e serviços essenciais, segmentos que demandam alta disponibilidade e continuidade operacional.

INFORMAÇÕES

O data center da Surfix foi projetado com sistemas redundantes de energia e climatização, monitoramento contínuo 24x7 por meio de um NOC - Network Operations Center, múltiplas rotas de conectividade e infraestrutura de proteção contra incêndio e eventos ambientais. A companhia também mantém certificações ISO 27001, voltada à segurança da informação, e ISO 27701, relacionada à privacidade e à governança de dados, ampliando o escopo de conformidade regulatória da operação.

Segundo a empresa, a consolidação do data center como infraestrutura certificada Tier III está alinhada à estratégia de atuação regional e à crescente demanda por serviços digitais no Nordeste. Executivos da Surfix apontam que a região apresenta potencial para expansão de operações de tecnologia, impulsionada pela disponibilidade de energia e pela necessidade de investimentos em conectividade e infraestrutura crítica.

Com a certificação Facility, o data center passa a integrar o conjunto de instalações no país validadas pelo Uptime Institute em operação, ampliando as opções regionais para empresas que buscam ambientes de missão crítica fora dos grandes eixos tradicionais de data centers no Brasil.

Surfix – Tel. 0800 081 0500

Site: https://surfix.com.br/

Segundo Carlos Fernandes Silva, vice-presidente da entidade, CEO da Internet Fibra e sócio da G5 Telecom, os problemas com a Neoenergia, concessionária de energia local, são recorrentes. “Chegamos a conversar com alguns deputados sobre essa questão antes de fundar a APROINTER, mas vimos que nossa luta seria fortalecida se estivéssemos reunidos em uma associação. O diálogo com a distribuidora é difícil, tendo inclusive episódios arbitrários, como o corte de fibra de provedores com contratos vigentes. Algumas empresas chegam a comprometer 20% do orçamento apenas com o aluguel de postes, que hoje chega a custar R$ 11,52 por unidade, um valor bem distante do proposto pelas agências reguladoras”, afirma.

necessidade básica, mas que infelizmente não tem os mesmos benefícios e a atenção de outros serviços essenciais como água e luz”, lamenta Emmanuel Alves, primeiro tesoureiro da APROINTER e diretor da CBR Fibra.

Mesmo com pouco tempo de existência, a APROINTER já obteve algumas conquistas. Uma delas é a parceria feita com o Sicoob para o barateamento na emissão de boletos. Com ela, os 120 provedores membros da associação têm um custo de R$ 0,65 por boleto, uma redução de aproximadamente 36% em relação ao teto normalmente praticado pelas operadoras no estado, que costuma variar entre R$ 1,50 e R$ 1,80.

ressionados por custos crescentes, entraves regulatórios e conflitos recorrentes na ocupação de postes, provedores regionais de Internet de Pernambuco decidiram se organizar para ganhar escala política e capacidade de negociação. Criada em junho de 2025 em Caruaru, a APROINTER - Associação dos Provedores de Internet de Pernambuco nasce como resposta direta às dificuldades enfrentadas pelo segmento no estado, especialmente no compartilhamento de infraestrutura elétrica e no acesso a linhas de crédito em condições competitivas.

O apoio governamental na concessão de linhas de crédito também é um desafio recorrente. “Os microempresários não têm um suporte governamental adequado. Se um provedor regional tenta adquirir um empréstimo via BNDES, é automaticamente direcionado para um banco parceiro, cujos juros anuais chegam a 20%. Já uma operadora de grande porte consegue obter diversos benefícios, como o acesso a capital oriundo do FUST e uma taxa de juros mais baixa”, diz o vice-presidente da APROINTER.

Outra questão que aflige o segmento é a Reforma Tributária em andamento. “A Reforma Tributária traz novos desafios em seu formato de imediato recolhimento após emissão, pois não existe garantia do pagamento por parte do tomador do serviço. O fornecimento de Internet é uma

“Só aceitamos como membros provedores que estejam devidamente licenciados pela Anatel. Para quem busca a regularização, auxiliamos em todas as etapas do processo, desde questões contábeis até orientações sobre o uso de EPIs”, afirma o primeiro tesoureiro.

Para 2026, a diretoria da APROINTER planeja participar de mais eventos do setor com o intuito de difundir a entidade e fomentar o surgimento de associações similares em outros estados brasileiros.

“Quando fundamos a APROINTER, pensamos em toda a parte burocrática, desde a distribuição de cargos até a elaboração do estatuto. É um trabalho voluntário cuja única cobra nça é união e responsabilidade”, finaliza Eraldo Pedro, presidente da APROINTER e diretor da Cabo X.

APROINTER – Tel. (81) 3299-5252 n Site: www.aprointer.com.br

Instituições financeiras modernas dependem de redes de TI rápidas e confiáveis e usam a IA para acelerar decisões, otimizar transações e fortalecer o engajamento do cliente. Mas esses ganhos dependem de infraestrutura preparada e eficiente:

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INFORMAÇÕES

montagem mais rápida e padronizada das estruturas de sustentação”, destaca.

Hartbau, de Joinville, SC, especializada em sistemas de sustentação modular para construção civil, infraestrutura elétrica, de telecomunicações e redes, pretende ampliar sua presença em projetos de data centers,

Já Renato Righi, key account da Hartbau, pontua que entre as principais vantagens dos sistemas modulares da empresa estão a eliminação de trabalhos com solda, a flexibilidade para alterações em campo e a melhoria da organização e do acesso para manutenção.” Essas soluções favorecem a conformidade com normas nacionais e internacionais e a redução do custo total do projeto ao diminuir etapas de soldagem e pintura, minimizar interferências em campo e facilitar adaptações futuras em ambientes de data center em constante evolução” , complementa.

que exigem soluções com alta organização, segurança e agilidade diante da expansão do mercado e da introdução de novas tecnologias. A empresa opera em aproximadamente 2000 m² de galpões setorizados, atendendo o mercado nacional e países como Chile, Argentina e Paraguai, sendo próxima a cinco portos e com fácil acesso às rodovias BR-101 e BR-116, o que permite entregas em até 48 horas para locais estratégicos.

Fundada em 2010, a empresa também conta com um escritório em Itupeva, SP, e atua com parceiros internacionais como a alemã Sikla, em soluções para estruturas modulares de suportação, e a inglesa Gripple, cujo portfólio oferece sistemas de suspensão em kits de cabos de aço prontos para uso. Nos projetos, a companhia adota a metodologia BIM - Modelagem de Informação da Construção, com definição de LOD – Level of Development. Segundo Maicon Pereira, sócio e diretor comercial da Hartbau, o sistema é adequado a cada fase do modelo e do projeto, o que garante maior precisão, transparência e detalhamento técnico. “Nossa equipe de engenharia consegue especificar perfis, elementos de conexão e demais acessórios de montagem com alto nível de exatidão em design e quantidade, aumentando a segurança para quem compra, reduzindo retrabalhos em campo e favorecendo uma

Segundo a Hartbau, a companhia ajudou a disseminar no Brasil o conceito de atuar não apenas como fornecedora de sistemas de suportação, mas como parceira com foco no cliente, acompanhando todas as etapas do projeto. “O suporte se estende desde a concepção e modelagem até a montagem em campo, apoiando clientes e projetistas em decisões técnicas e ampliando o acesso a tecnologias de suportação modular que antes eram pouco conhecidas no mercado, especialmente em aplicações de alta criticidade como data centers”, finaliza o diretor comercial.

Hartbau – Tel. (47) 3043-3800 Site: www.hartbau.com.br

O melhor do Bits

Data center - O Grupo Click IP, por meio da Click IP Data Centers, anunciou a obtenção da ANSI/TIA 942-C - Rated-3 - Facilities para o data center localizado em Manaus, AM. A certificação é uma das mais respeitadas referências internacionais no setor e atesta que a instalação atende aos critérios exigidos para operações de missão crítica. O selo contempla 100% dos domínios da infraestrutura, incluindo arquitetura, sistemas elétricos, mecânicos de climatização e telecomunicações, assegurando redundância e continuidade

dos serviços mesmo durante manutenções programadas ou eventos inesperados. Além da certificação, o data center da Click IP Data Centers está integrado ao backbone nacional próprio do Grupo Click IP, uma rede de alta capacidade que conecta Manaus a São Paulo com latência média em torno de 48 ms. Site: https://abrir.link/dShBK.

Parceria - O DCD - DatacenterDynamics, a unidade latinoamericana da Fiber Broadband Association (FBA Latam) e a Abrint anunciaram a formação de uma aliança voltada ao fortalecimento do ecossistema digital no Brasil e na América Latina. A iniciativa busca aproximar os segmentos de fibra óptica, provedores regionais de Internet, telecomunicações e data centers, considerados complementares para a expansão sustentável da infraestrutura digital na região. A cooperação pretende criar sinergias entre as comunidades representadas pelas três organizações, promovendo maior integração entre os diferentes elos da cadeia digital. Site: https://abrir.link/rbmab.

Fibra óptica - A aplicação de direito antidumping definitivo sobre cabos de fibra óptica importados da China, decidida pelo GecexComitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior no fim de dezembro de 2025, acendeu um sinal de alerta no setor de telecomunicações. Em manifestação conjunta, a TelComp e a Abramulti, entidades representativas do setor, apontam que a medida pode elevar de forma significativa os custos de um insumo essencial à expansão da conectividade no país, com impactos diretos sobre pequenos provedores, regiões menos atendidas e políticas públicas estruturantes. Segundo as entidades, dada a participação da China no mercado, a medida tende a provocar reajustes também nos preços dos fabricantes nacionais e dos cabos importados de outros países. Com isso, o preço de equilíbrio de todos os cabos de fibra óptica comercializados no Brasil poderia aumentar em cerca de 50%. Site: https://abrir.link/qWCRh.

Redes - A TP-Link, empresa global de soluções de rede e conectividade, anunciou o lançamento oficial do Omada Design Hub, uma ferramenta baseada em nuvem focada no ecossistema de soluções Omada, que apoia a criação de pequenos e médios projetos de redes corporativas. Na prática, a solução gratuita de desenho de projeto permite que o especialista realize o upload da planta baixa do ambiente e a partir da utilização de algoritmos inteligentes, detecta e desenha paredes automaticamente, simulando obstáculos que impactam o sinal. A partir dessa análise, o sistema sugere o posicionamento ideal dos dispositivos, gera mapas de calor para visualização da cobertura Wi-Fi e cria automaticamente uma lista completa de equipamentos sugeridos com estimativa de custos. Site: https://abrir.link/hvnXp.

O melhor do Bits traz um resumo das principais notícias sobre o mercado publicadas no RTI in Bits, boletim semanal enviado por e-mail para os leitores de RTI. Mais notícias podem ser encontradas no site: https:// www.arandanet.com.br/revista/rti/noticias.

Criptografia Pós-Quântica em Hardware para o Brasil

Criptografia na velocidade da vida

À medida que o cenário digital evolui, surge um desafio crescente: a computação quântica. Ela promete avanços em ciência e indústria, mas ameaça quebrar os padrões de criptografia atuais.

Os dados em movimento são o sistema nervoso da vida moderna. Sustentam mercados financeiros, redes móveis, plataformas em nuvem, serviços públicos e infraestrutura nacional. Cada transação, chamada de vídeo, sinal de controle e solicitação de API depende de movimentação instantânea, confiável e segura em redes que nunca param.

Usuários esperam proteção por padrão, sem atrasos ou falhas. Quando o desempenho cai, a confiança se perde. Quando a segurança falha, as consequências vão além da TI, afetando competitividade e reputação.

O custo oculto da “segurança suficiente”

poder decriptá-lo no futuro.

Esse risco não é mais teórico. Com o avanço da computação quântica, muitos algoritmos que protegem dados em movimento se tornarão vulneráveis. Para empresas no Brasil e no mundo, a questão é urgente: como proteger dados contra ameaças quânticas sem sacrificar velocidade, estabilidade ou infraestrutura existente?

Grande parte da criptografia atual foi projetada para outro contexto. Soluções baseadas em software, múltiplos túneis e dispositivos extras introduzem latência, instabilidade e complexidade operacional. Muitas vezes de forma imperceptível, até que o desempenho degrade ou sistemas falhem sob carga.

Em ambientes de alto desempenho, microssegundos importam. Latência afeta experiência do cliente, estabilidade e vantagem competitiva. Enquanto isso, adversários já capturam tráfego criptografado hoje, esperando

Por que a segurança dos dados em movimento deve evoluir

• Sensibilidade ao desempenho: 5G, interconexões em nuvem, negociações financeiras e serviços em tempo real operam com orçamentos de latência mínimos.

• Longevidade da ameaça: dados interceptados hoje podem continuar valiosos por anos em um mundo pós-quântico.

• Complexidade crescente: redes são mais distribuídas, dinâmicas e difíceis de proteger em escala.

A criptografia não pode mais ser uma escolha entre velocidade e segurança. Ela deve ser rápida por padrão, simples de implementar e adaptável aos padrões futuros.

Criptografia sem compromissos

sistente, mesmo nos ambientes mais exigentes — de serviços financeiros e telecomunicações a nuvem e infraestrutura crítica.

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Integradores de SVAs para provedores de Internet

Com a reforma tributária reduzindo o apelo fiscal dos SVAsServiços de Valor Agregado, esse tipo de oferta passa a ser cada vez mais uma ferramenta estratégica de diferenciação comercial para os provedores regionais. Hubs e integradores desses conteúdos apostam em portfólios premium para aumentar engajamento, reduzir churn e ampliar a percepção de valor dos planos de Internet.

Os SVAs - Serviços de Valor Agregado seguem como um instrumento relevante na estratégia comercial dos provedores regionais no Brasil, especialmente na composição de combos mais atrativos para o consumidor final. Tradicionalmente, esses serviços, que incluem streaming de vídeo, música, telemedicina, cursos online, e-books e outros conteúdos digitais, foram utilizados não apenas como diferenciais de marketing, mas também como ferramentas de planejamento tributário. Com a reforma tributária, porém, esse cenário muda de forma estrutural: a criação do IBS - Imposto sobre Bens e Serviços e da CBS - Contribuição sobre Bens e Serviços, que compõem o novo modelo de IVA - Imposto sobre Valor Agregado, tende a padronizar a tributação dos serviços, reduzindo ou eliminando a vantagem fiscal que muitos SVAs apresentavam em relação ao SCM –Serviço de Comunicação Multimídia. Nesse novo contexto, a lógica dos SVAs passa a ser predominantemente comercial, e não mais fiscal. A exceção permanece nos conteúdos digitais enquadrados como livros, jornais e periódicos, como e-books, audiobooks e revistas digitais, que mantêm imunidade tributária mesmo após a reforma.

Ainda assim, os SVAs não perdem relevância: serviços premium, bem integrados ao portfólio do provedor, seguem como uma das principais ferramentas para diferenciar ofertas, reduzir churn e aumentar a percepção de valor dos planos.

A seguir, apresentamos alguns hubs e distribuidores de SVAs, que não apenas oferecem serviços digitais, mas também apoiam os provedores na construção de propostas de valor mais completas, alinhadas a perfis específicos de clientes residenciais e corporativos.

Campsoft

A Campsoft atua como integradora de SVAs e soluções em plataforma SaaS voltadas ao mercado de provedores de Internet, reunindo um portfólio que vai de consultorias especializadas à personalização de produtos e serviços digitais. A empresa trabalha com mais de 40 SVAs, com foco em streaming, segurança, educação, saúde e bem-estar, além de soluções B2B, atendendo provedores de diferentes portes em todo o país.

Segundo Ricardo Camps, CEO da Campsoft, o modelo adotado busca simplificar a gestão e a integração de serviços digitais pelos provedores. “Muitas vezes o provedor quer negociar

Sandra Mogami, da Redação da RTI RTI RTI RTI

diretamente com cada fornecedor de SVA, mas isso exige estrutura técnica, jurídica e de negociação que nem sempre está disponível. O hub permite concentrar contratos e acessar um portfólio amplo de produtos de forma mais ágil”, afirma.

Ricardo Camps, da Campsoft: simplificar a gestão e a integração de serviços digitais

A empresa reúne atualmente mais de 460 clientes ativos e estima impactar cerca de 2,5 milhões de usuários finais. Em 2024, a base de clientes cresceu 30% em relação ao ano anterior, enquanto o crescimento médio anual tem sido da ordem de 23%. De acordo com Camps, o diferencial está na combinação entre tecnologia, consultoria e suporte estratégico. “Não vendemos apenas SVAs. Oferecemos soluções completas, que envolvem a parte técnica, comercial, contábil e fiscal, para que o provedor consiga operar de forma segura e eficiente”, diz.

A Campsoft se posiciona como um hub de atuação “360 graus”, apoiando o provedor desde a definição do portfólio até a escrituração contábil e o alinhamento com o Fisco. “Ajudamos inclusive o contador do cliente a entender como cada serviço deve ser tratado. Se isso não estiver correto, o risco aparece lá na frente”, explica o executivo.

Além dos SVAs voltados ao consumidor final, a empresa vem reforçando a oferta para o segmento corporativo. Para 2026, a estratégia prevê

ampliar soluções B2B destinadas a assinantes pessoa jurídica dos provedores. Entre os exemplos citados estão plataformas digitais para participação em licitações públicas, assinatura eletrônica de documentos e pacotes de benefícios corporativos ligados à saúde, educação e segurança. “O objetivo é fidelizar também o cliente CNPJ, entregando soluções relevantes para o dia a dia das empresas”, afirma Camps.

Outro ponto acompanhado de perto pela Campsoft é a reforma tributária. A empresa avalia os impactos das novas regras sobre os SVAs e identifica oportunidades ligadas a produtos com tratamento diferenciado, como segurança digital, educação e saúde. “Existe um período de transição longo e uma jornada de amadurecimento do mercado. Não faz sentido montar portfólios apenas com foco fiscal; é preciso equilibrar relevância para o assinante, estratégia de marca do provedor e conformidade tributária”, observa o CEO.

A personalização por perfil e região também faz parte da estratégia. “Cada provedor tem um DNA e está em um estágio diferente de crescimento. Nosso papel é entender essas dores e ajudar a compor um portfólio que reduza churn, aumente competitividade e faça sentido para o consumidor final”, conclui Camps. Site: https://www.campsoft.com.br/

ISP Solution

A ISP Solution vem se posicionando no mercado de provedores de Internet como um hub de SVAs com um modelo de atuação distinto dos formatos mais tradicionais. Criada no início de 2023, a empresa reúne hoje mais de 25 serviços em seu portfólio e atende empresas de diferentes portes em todo o país, a partir de escritórios em São Paulo e Belo Horizonte.

Segundo o CEO da empresa, Pablo Gauzzi, a principal diferença está na forma de relacionamento contratual e operacional. “Nos modelos tradicionais, o provedor contrata o serviço com o hub, que centraliza

a integração e a gestão. No nosso modelo, o contrato é feito diretamente entre o fornecedor do SVA e o provedor”, afirma. A ISP Solution atua como intermediária comercial, organizando agendas, apoiando a negociação e acompanhando o processo de integração, sendo remunerada por comissão. Nesse formato, a integração tecnológica ocorre diretamente entre o fornecedor do serviço e o ERP do provedor, enquanto a gestão permanece sob responsabilidade do próprio desenvolvedor do SVA. “Quem criou o produto entende melhor suas funcionalidades e consegue dar mais foco na gestão e no suporte. Isso reduz intermediários e torna a comunicação mais rápida”, diz Gauzzi.

O portfólio inclui soluções já consolidadas no mercado, como streaming de vídeo, jogos, segurança digital, telemedicina e MVNO, além de serviços considerados diferenciais. Entre eles estão uma plataforma de streaming de música em modelo white label e um ERP voltado a planos corporativos dos provedores,

Pablo Gauzzi, da ISP Solution: contrato feito diretamente entre o fornecedor do SVA e o provedor

destinado a clientes empresariais. “São produtos que ajudam na retenção e no aumento do tíquete médio, especialmente em um cenário em que conquistar novos assinantes ficou mais difícil”, observa.

A ISP Solution também oferece SVAs com imunidade tributária, como livros, audiolivros e produtos educacionais, tema que ganhou relevância com a perspectiva da reforma tributária. “Muitos provedores têm buscado esse tipo de serviço para

reduzir carga tributária, inclusive empresas menores que hoje estão no Simples Nacional, mas já se preparam para as mudanças previstas nos próximos anos”, explica Gauzzi. Ele pondera, porém, que o consumo desses produtos ainda é limitado, enquanto serviços de streaming de música e vídeo apresentam maior engajamento dos usuários finais.

Outro eixo de atuação é a incorporação de inteligência artificial como SVA para provedores, especialmente em aplicações de atendimento ao cliente e automação de processos. “A IA ajuda a ganhar velocidade, reduzir custos e escalar resultados. É um diferencial competitivo para o provedor”, afirma o executivo, citando desde agentes de atendimento até soluções em modelo white label para oferta aos assinantes.

Ao se posicionar como um “one stop shop” consultivo, a ISP Solution busca apoiar o provedor na escolha dos serviços mais adequados ao seu perfil de cliente, mantendo preços alinhados aos praticados pelos fornecedores. “O provedor compra pelo preço do desenvolvedor, sem acréscimos do hub. Isso muda bastante a lógica de custo e de parceria”, conclui Gauzzi.

Site: https://ispsolution.com.br/

PlayHub

A PlayHub atua como distribuidora e integradora de SVAs, conectando provedores de Internet e empresas de diferentes setores a um portfólio amplo e qualificado de aplicativos e conteúdos voltados a entretenimento, educação, saúde, segurança digital, game e bem-estar. Operando majoritariamente no modelo B2B, a empresa atende atualmente mais de 3 mil provedores de Internet em todo o Brasil e América Latina.

O catálogo da PlayHub reúne mais de 30 produtos, incluindo grandes plataformas de streaming e serviços digitais como Disney+, HBO Max, Apple TV+, Sky+ com Amazon Prime, Deezer, Kaspersky, Ubook, Docway, Looke, PlayKids+, Kiddle Pass, Queima Diária, ExitLag, entre outros.

Rômulo Carvalho, da PlayHub: flexibilidade de personalização das ofertas pelos provedores parceiros

Segundo Rômulo Carvalho, co-CEO da PlayHub, o principal diferencial da empresa está na amplitude do portfólio aliada à flexibilidade de personalização das ofertas pelos parceiros. “Ao levar esse ecossistema para o parceiro, ele passa a ter liberdade para estruturar ofertas e bundles alinhados à sua estratégia comercial, sazonalidade e ao perfil do cliente final”, afirma.

A PlayHub se posiciona como um intermediário estratégico entre programadoras de conteúdo e o mercado B2B, com forte presença junto a provedores regionais. De acordo com Carvalho, a contratação direta junto às grandes plataformas costuma ser inviável para a maioria das empresas, seja por exigências contratuais, mínimos garantidos, crédito, estrutura operacional, jurídico, entre outras.

“A PlayHub atua como um enabler. Conectamos esses dois mundos, viabilizando o acesso aos conteúdos para nossos clientes, ao mesmo tempo, ampliando a capilaridade das programadoras no mercado”, explica.

No modelo adotado, a empresa não opera um aplicativo próprio. Os serviços são integrados diretamente às plataformas dos programadores e entregues ao consumidor final por meio do parceiro.

“Somos um integrador puro. Não existe uma ‘plataforma PlayHub’ para o usuário final. O assinante acessa diretamente o Disney+, a HBO Max ou qualquer outro serviço contratado”, ressalta.

Além da integração técnica, a PlayHub mantém equipes especializadas de

hunting e customer success, responsáveis pelo acompanhamento estratégico dos parceiros — desde pequenas operações até grandes grupos com bases superiores a 1 milhão de usuários.

“Desenvolvemos uma metodologia escalável, capaz de atender parceiros em diferentes níveis de maturidade, orientando a definição da estratégia mais adequada a cada realidade”, afirma Carvalho.

Segundo ele, a estratégia da empresa é claramente orientada à geração de valor para seus clientes. “Vendemos conteúdo premium e serviços digitais de alto valor percebido. Não entramos em discussões tributárias — a composição fiscal é uma decisão do cliente. Nosso papel é entregar soluções que aumentem engajamento, elevem o tíquete médio e reduzam churn”, destaca o executivo.

Com sede em São Paulo, a PlayHub iniciou em 2024 seu processo de expansão internacional, passando a operar também na Colômbia, Peru e Equador. “A América Latina é estratégica para o nosso crescimento. Atuamos respeitando as particularidades de cada mercado, mas com uma visão integrada da região”, afirma.

Embora os provedores regionais sigam como principal foco, a empresa vem

ampliando sua atuação para novos canais e verticais. “Estruturamos uma área dedicada a novos negócios para atender varejistas, bancos, seguradoras, empresas de new economy e plataformas de loyalty, que enfrentam desafios semelhantes de retenção, engajamento e aumento de receita”, conclui.

Site: https://www.playhub.com.br/

Slim Pack

A Slim Pack, empresa especializada em distribuição B2B de canais de TV e conteúdos, vem ampliando sua atuação junto aos provedores de Internet com um portfólio de SVAs que combinam entretenimento, informação e serviços digitais. Entre os principais destaques estão as soluções de telemedicina e o lançamento do Slim Fast, uma plataforma que integra canais lineares no modelo FAST - Free AdSupported Streaming Television e conteúdo sob demanda, com foco na distribuição via provedores.

Segundo Newton Suzuki, fundador e CEO da Slim Pack, o mercado de SVAs passa por um processo de maturação. “Vai acontecer uma seleção natural dos SVAs, o que realmente tem utilidade e o que está agregando para a operação. O que vai

prevalecer são realmente os SVAs relevantes, não simplesmente ter o SVA para ter ganho fiscal, mas também com qualidade de negócio”, afirma.

Dentro desse portfólio, um dos produtos considerados estratégicos é o de telemedicina. “Apostamos muito no SVA de telemedicina Teleclínica Brasil, que além de ser um serviço essencial para a saúde, tem como diferencial as 25 especialidades, incluindo psicologia com tratamento. O paciente não fala cada vez com um profissional diferente, ele faz um acompanhamento com o mesmo médico”, explica Suzuki. A solução é operada por uma cooperativa médica, com experiência também em atendimentos para o setor público.

Outro lançamento que vem ganhando espaço é o Slim Fast , plataforma que reúne mais de 50 canais FAST, além de conteúdos on demand . A proposta é permitir que o provedor disponibilize TV e streaming para toda a sua base de assinantes, sem cobrança individual por usuário e com acesso gratuito ao consumidor final. “É um SVA com mais de 50 canais FAST. O provedor pode carregar esse serviço para todos os seus assinantes. A inserção de anúncios

é feita pela geradora do canal, o que simplifica a operação para o provedor”, diz Suzuki.

Os canais incluem opções temáticas e segmentadas, como o Lionsgate e o Moviesphere, especializado em filmes da produtora de Hollywood, o Rookie Blue e Heartland, além de canais de nicho voltados a agronegócio, culinária, filmes e séries. O aplicativo Slim Fast está disponível para smartphones e permite acesso também a canais abertos.

Para Bruna Fernandez, gerente comercial da Slim Pack, o Slim Fast se diferencia das ofertas tradicionais de streaming. “Hoje o provedor precisa carregar uma grande marca sem margem de lucro ou investir muito para ter a própria plataforma. Quando contrata de uma OTT, paga por assinante, o que dificulta escalar. O pequeno e médio provedor não tem estrutura para isso”, avalia. Segundo ela, o modelo FAST surge como alternativa mais acessível. “O Slim Fast é

uma plataforma de canais gratuitos para o assinante final, semelhante ao que já existe com Samsung TV, Pluto TV e Roku, mas agora voltada ao provedor de Internet. É uma solução pronta, disponível em TV, celular e set-top box, com mais de 50 canais e cerca de 1200 horas de conteúdo”, afirma.

A executiva destaca ainda o modelo comercial da plataforma. “Não há custo de setup e o valor é único, de R$ 690 por provedor, independentemente do tamanho da base. O cliente não paga por assinante. Ele pode atender 1000 ou 100 mil usuários pelo mesmo valor”, diz Bruna. Para ela, isso permite ao provedor diferenciar seus planos e ampliar a oferta de serviços sem elevar significativamente os custos.

Além do Slim Fast e da telemedicina, a Slim Pack atua como distribuidora de canais lineares, aplicativos e outros SVAs. Ao final de 2025, a empresa também passou a oferecer um SVA de telefonia móvel no modelo MVNO, em parceria com a Braz Móvel, ampliando sua presença no mercado de serviços digitais voltados ao ecossistema de provedores de Internet.

Site: https://slimpack.com.br/

Bruna Fernandez e Newton Suzuki, da Slim Pack: o mercado de SVAs passa por um processo de maturação

SD-WAN x MPLS: o que muda na WAN corporativa e quando a migração faz sentido

AA comparação entre SD-WAN e MPLS deixou de ser apenas uma discussão sobre custos e passou a refletir a transformação da WAN corporativa diante da nuvem, do uso intensivo de SaaS e da necessidade de maior agilidade operacional. O artigo analisa diferenças técnicas, modelos híbridos, impactos sobre desempenho, segurança e prazos de implantação, além das tendências de mercado que reposicionam o papel do MPLS.

discussão “SD-WAN versus MPLS” deixou de ser apenas um debate sobre custos e passou a refletir uma mudança estrutural: redes corporativas antes desenhadas para interligar filiais e data centers agora precisam atender a um tráfego cada vez mais distribuído entre nuvens públicas, SaaS, usuários remotos e bordas. Nesse cenário, o MPLS - Multiprotocol Label Switching segue relevante em muitos ambientes, mas cresce o uso de SD-WAN (isolada ou em modelo híbrido) como forma de ganhar flexibilidade, visibilidade e velocidade de provisão, como detalham análises de fornecedores especializados em WAN e SASE/SD-WAN-as-a-Service [1]. Ao mesmo tempo, os sinais de mercado apontam para expansão acelerada do ecossistema de SD-WAN. Estimativas da Markets and Markets projetam o mercado global de SD-WAN crescendo de US$ 7,91 bilhões em 2025 para US$ 21,67 bilhões em 2030, com CAGR (taxa anual de crescimento composta) de 22,3% [6].

O que o MPLS entrega (e por que ele ainda existe)

O MPLS é frequentemente associado à previsibilidade. Em redes

contratadas de operadoras, a tecnologia permite políticas de engenharia de tráfego e QoSQualidade de Serviço que favorecem aplicações sensíveis a latência/jitter (voz, vídeo, sistemas transacionais), além de facilitar a gestão do desempenho quando o tráfego circula entre pontos fixos conhecidos (filiais, data centers, sites industriais).

Essa previsibilidade, porém, tem um preço e uma limitação operacional: o circuito MPLS tende a ser mais caro por Mbit/s e costuma ter prazos de contratação/ativação mais longos, em especial quando há expansão geográfica ou aumento abrupto de banda. É exatamente esse “atrito” que fornecedores de SD-WAN citam como fator de pressão para mudanças — com a ressalva de que muitas empresas não “desligam” MPLS de um dia para o outro, preferindo arquiteturas híbridas [1].

Relatórios setoriais ainda projetam crescimento do mercado de MPLS gerenciado em alguns recortes, indicando que há demanda remanescente, especialmente em setores regulados e operações críticas.

A Mordor Intelligence estima o mercado global de MPLS gerenciado em US$ 18,56 bilhões (2025), com projeção de US$ 24,24 bilhões em

Redação da RTI RTI RTI RTI

2030 (CAGR 5,49%). Ao mesmo tempo, análises de serviços corporativos apontam tendência de declínio gradual do MPLS como serviço “puro” em portfólios empresariais, à medida que a conectividade de banda larga e SD-WAN avançam e o tráfego migra para a nuvem, segundo o Omdia [3]. O resultado, na prática, é uma transição em camadas: o MPLS permanece como underlay (camada física de conectividade) em alguns pontos, principalmente para aplicações críticas e SLAs – Acordos de Nível de Serviço rígidos, enquanto a SD-WAN cresce como camada de controle e otimização sobre múltiplos links.

O que a SD-WAN traz (e o que ela não resolve sozinha)

A SD-WAN, como categoria, é uma arquitetura que aplica software para seleção dinâmica de caminhos, agregação de múltiplos links (MPLS, Internet, 4G/5G), priorização por aplicação e visibilidade operacional. A lógica é alinhar a rede à realidade “cloud-first”: em vez de centralizar tudo no data center, muitas organizações querem sair diretamente para SaaS/nuvem com políticas consistentes e controle de performance. Essa visão aparece de forma explícita no estudo da Aryaka, que descreve a mudança do desenho de WAN em função da nuvem e da busca por agilidade e escalabilidade [1].

Por outro lado, a SD-WAN “tradicional” (baseada em appliances e túneis sobre a Internet) não elimina automaticamente preocupações com segurança e previsibilidade. Embora appliances SD-WAN resolvam gargalos clássicos do MPLS (prazo e custo), eles podem introduzir desafios de segurança e de operação quando o tráfego vai direto para a Internet e para múltiplas nuvens, o que abre espaço para o modelo “SD-WAN as a Service” e para a convergência com SASE [2].

SEGURANÇA

Em termos editoriais, isso ajuda a separar promessa de realidade:

SD-WAN não é sinônimo automático de “rede melhor”, e sim de mais opções para desenhar a WAN. O ganho depende de projeto, governança de políticas, observabilidade e integração com segurança.

Comparativo prático: onde cada abordagem tende a vencer

Custo e elasticidade

• MPLS: custo previsível e SLAs claros, porém com banda mais cara e expansão mais lenta.

• SD-WAN: tende a reduzir custo total ao permitir uso de links de banda larga/Internet e escalar banda por software, com políticas de priorização por aplicação. A Aryaka posiciona a SD-WAN “cloud-first” como caminho para agilidade e otimização de custos frente a demandas crescentes de banda e expansão de filiais [1].

Performance e experiência de aplicação

• MPLS: vantagem quando há necessidade forte de previsibilidade ponta a ponta em redes fechadas da operadora, especialmente em topologias estáveis.

• SD-WAN: vantagem quando a empresa precisa escolher rotas conforme aplicação e condição de link, com failover rápido e maior flexibilidade. A contrapartida é que o desempenho sobre Internet depende de arquitetura (rotas, backbones, POPs – pontos de presença, otimização).

Prazo de implantação e cobertura

• MPLS: em muitos mercados, o tempo de ativação do circuito pode ser um limitador em projetos urgentes.

• SD-WAN: acelera implantação ao aproveitar links existentes, incluindo 4G/5G como contingência (ou até

primário em alguns cenários), e padroniza políticas de rede por software.

Segurança e operação (o “ponto cego” das migrações)

• MPLS: muitas empresas historicamente tratam a rede MPLS como “mais fechada”, mas isso não substitui controles de segurança modernos ( zero trust, inspeção, segmentação).

• SD-WAN: exige atenção redobrada quando habilita saída local para Internet e acesso direto a SaaS. A SD-WAN baseada em appliances pode criar desafios de segurança e previsibilidade, motivando convergência com SASE /serviço gerenciado [2].

É nessa convergência que os números de mercado ganham contexto: o crescimento de SASE sugere que o mercado está comprando “rede + segurança” de forma cada vez mais integrada [4].

Três arquiteturas que vêm ganhando espaço

MPLS “puro” (cada vez mais seletivo)

Ainda aparece em ambientes com exigência de SLA rígido, baixa tolerância a variação e desenho de tráfego predominantemente lateral entre sites privados. Costuma permanecer em:

• operações críticas (indústria, serviços essenciais);

• redes corporativas globais com requisitos específicos;

• ambientes regulados;

• WAN híbrida (MPLS + Internet + SD-WAN).

É o modelo mais comum em migrações: mantém MPLS onde faz sentido (aplicações sensíveis/SLAs), adiciona banda larga para aumentar capacidade e reduz custo por bit e usa SD-WAN para orquestrar caminhos e políticas. O próprio recorte de mercado de “MPLS gerenciado” pode ser lido como compatível com esse

desenho híbrido (MPLS não some, vira parte do underlay) [5].

SD-WAN como serviço + backbone/POPs + SASE

É a evolução apontada por fornecedores que defendem uma malha global com pontos de presença e serviços de segurança integrados. A Cato Networks descreve a lógica de “SD-WAN as a Service” como resposta a lacunas do modelo somente com appliance , enquanto a expansão do SASE reforça a demanda por entrega integrada [2].

Como decidir: um checklist aplicável no projeto

Com base nos pontos recorrentes dos estudos, um roteiro prático para tomada de decisão inclui:

• Mapear aplicações e requisitos reais: nem tudo precisa de MPLS, e nem tudo funciona bem “no melhor esforço”. Classificar por criticidade, sensibilidade a latência/jitter e impacto de perda.

• Desenhar políticas por aplicação e por site: SD-WAN é mais forte quando há política consistente: o que deve ir por link “premium”, o que pode ir por banda larga, o que precisa de redundância, etc. [1].

• Definir a estratégia de saída para nuvem (SaaS/IaaS): se o tráfego é majoritariamente para nuvem, a arquitetura “cloud-first” passa a ser relevante [1].

• Tratar segurança como parte do desenho, não como “camada depois”: Especialmente com saídas locais para Internet, o modelo de inspeção, segmentação e controle de acesso precisa estar amarrado desde o início, ponto enfatizado pela abordagem SASE/serviço [1].

• Planejar observabilidade e operação: com múltiplos links e múltiplos caminhos, medir experiência (telemetria por aplicação, desempenho por link, visibilidade de rotas) deixa de ser opcional.

Mercado: crescimento de SD-WAN e reconfiguração do portfólio corporativo

Os números reforçam que a discussão não é marginal. A projeção da Markets and Markets para SD-WAN sugere aceleração sustentada, em linha com a migração de workloads e com a busca por redes mais adaptáveis. O avanço do SASE, por sua vez, indica que muitos projetos de SD-WAN estão sendo “puxados” por requisitos de segurança distribuída e por modelos de consumo em serviço [6].

Já o MPLS tende a se reposicionar: menos como “a WAN inteira” e mais como um componente para trechos específicos, sobretudo em desenhos híbridos. E, embora ainda haja crescimento em alguns recortes (como MPLS gerenciado), a tendência descrita por análises de mercado de

serviços corporativos é de queda gradual do MPLS como oferta dominante, com substituição parcial por SD-WAN e alternativas baseadas em Internet/broadband [3].

Conclusão

A comparação mais útil hoje não é “qual t ecnologia é melhor”, mas qual combinação entrega

REFERÊNCIAS

desempenho, segurança e custo com governança. Segundo o estudo da Aryaka [1], o MPLS continua adequado quando a prioridade é SLA rígido e previsibilidade; SD-WAN ganha quando a empresa precisa de elasticidade, múltiplos links, aceleração de implantação e políticas por aplicação — e tende a se consolidar ainda mais quando integrada a SASE e modelos entregues como serviço.

[1] SD-WAN vs MPLS considerations. Aryaka Unified SASE Solution For Secure.

[2] MPLS, SD-WANs, and the Promise of SD-WAN as a Service. Cato Networks.

[3] Global Enterprise Network Services Forecast – 2H24 Analysis Update. Omdia.

[4] SASE Gains Momentum in 4Q 2024 as SD-WAN Revenue Rebounds, According to Dell’Oro Group.

[5] Managed MPLS Market Size & Share Analysis - Growth Trends and Forecast (20262031). Mordor Intelligence.

[6] Markets and Markets. Software-Defined Wide Area Network Market Report - 2030.

Tecnologia para aplicações IoT em tempo real

As redes IoT exigem diferentes níveis de precisão temporal conforme a aplicação, variando de segundos a picossegundos. O artigo detalha tecnologias como o PTP (IEEE 1588) e o White-Rabbit, destacando desafios de sincronização em ambientes industriais e redes sem fio. Planejamento e modelagem prévia são fundamentais para garantir desempenho e viabilidade.

Dr. Wagner Luiz Zucchi, Professor Adjunto da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo

s redes IoT - Internet das Coisas estão encontrando inúmeras aplicações no dia a dia. As aplicações de uso interno residencial geralmente possuem requisitos fracos de medida de tempo. Em geral a precisão de alguns segundos é suficiente para atendimento das necessidades dos usuários. Assim, por exemplo, se um usuário solicita a ligação de um determinado equipamento em um horário específico, um erro de alguns segundos na execução de ação é irrelevante e, na maioria das vezes, imperceptível.

Já em aplicações comerciais é maior a necessidade de medidas de tempo mais precisas. Por exemplo, se a localização de um usuário deve ser conhecida em um determinado momento, precisões da ordem de milissegundos podem ser necessárias. O mesmo ocorre em aplicações para ambientes externos, tais como movimentação de animais, veículos para plantação, ceifamento e colheita, ou ainda aplicações militares envolvendo a movimentação de soldados ou veículos armados. Em aplicações de controle de processos industriais, ou controle de veículos aéreos em altas velocidades, a exigência de sincronização pode ser da ordem de microssegundos. A indústria 4.0 tem trazido muitos desafios nessa

área de sincronização que estão além da capacidade do protocolo NTPNetwork Time Protocol. Exemplos de aplicações onde a precisão temporal é crucial são frequentes [1].

A tecnologia mais usada para sincronização de redes em escala industrial é o padrão PTP - Precision Time Protocol, definido pela recomendação IEEE 1588. Neste padrão um nó central possui um relógio de alta precisão, tipicamente um receptor GPS, que distribui essa informação de sincronismo para outros nós usando um protocolo de troca de mensagens.

A figura 1, contida na própria recomendação do IEEE, ilustra o funcionamento do mecanismo de sincronização. Esse exemplo é muito didático e se o leitor tiver a paciência de seguir o texto confrontando-o com a figura 1, poderá entender a capacidade desse protocolo como mecanismo de sincronização de baixo custo.

A primeira mensagem na figura 1 é indicada pelo triângulo com a letra “a”. Nesta mensagem é transmitido o tempo de egresso da mensagem que, no exemplo dado, é igual a 144 s e 7,3 ns. Esta marca de tempo é designada como t1. Como se nota na figura, a parte inferior a 1 ns é colocada no campo de correção da mensagem, enquanto o

campo de marca de tempo apresenta uma resolução mínima de 1 ns. Desse modo, o valor de t1 é indicado pela soma da marca de tempo com o campo de correção. Também se observa que cada relógio possui uma identificação própria e que as mensagens sempre possuem um número de sequência.

A mensagem consome um tempo de trânsito de 0,65 ns para chegar ao equipamento de rede e o relógio deste equipamento está atrasado de 100,3 ns do relógio da origem. Além disso, o equipamento intermediário introduz uma latência de 207,4 ns para enviar a mensagem para seu destino. Note que o equipamento rede apenas retransmite e atualiza a mensagem, mas não guarda nenhuma informação sobre a mensagem que passou. Como se vê na mensagem indicada pelo triângulo com a letra “b”, a marca de tempo da mensagem não é alterada pelo equipamento de rede, mas a latência é acrescentada ao campo de ajuste, que passa a ter o valor de 207,7 ns.

O destinatário da mensagem está, no exemplo da figura 1, atrasado de 25,2 ns em relação ao relógio do transmissor. Além disso, a mensagem gasta 50 ns para viajar do equipamento de rede à estação destinatária.

Nessas condições a estação de destino anota como marca de tempo da chegada da mensagem o valor de 144 s e mais 7,3 + 0,65 + 207,4 + 0,5 + 25,2 = 241,05 ns. Esta medida é chamada t2. É importante observar que o valor de t2 não depende do conteúdo da mensagem recebida, mas apenas do instante em que a mensagem é recebida. O valor de t2 também não é influenciado pelo offset do equipamento de rede, uma vez que esse é apenas um erro de medida e não um atraso real da mensagem.

A partir da mensagem recebida, a estação de destino, que nesse caso atua como escravo, monta uma nova mensagem chamada delay request, marcada com a letra “c” na figura 1. O campo de correção desta mensagem tem valor 0 e a marca de tempo tem valor também igual a 0, ou igual a uma

estimativa de t1. No exemplo da figura essa estimativa foi igual a 144 s e 3 ns. Obviamente existe um erro na estimativa, mas isso não tem importância.

A estação de destino anota cuidadosamente o tempo em que a mensagem foi enviada, chamado t3. No exemplo este tempo é igual a 144 s e 651,1 ns. Este tempo depende da capacidade de processamento interno da estação escrava e pode ser maior ou menor em cada mensagem.

A mensagem leva 0,9 ns para chegar ao equipamento de rede. Isso significa que o tempo de chegada nesse equipamento será:

Tempo de chegada = tempo de transmissão – atraso de escravo + latência de transmissão + atraso do equipamento de rede

Ou seja:

Tempo de chegada = 144:651,1 – 25,2 + 0,9 +100,3 = 144:727,1

Fig. 1 – Mecanismo de sincronização do padrão 1588

REDES LOCAIS

Note que este tempo está apenas indicado na figura 1, mas as parcelas não estão somadas. O equipamento de rede apresenta uma latência interna neste caso de 237,5 ns, que é somada ao campo de correção da mensagem retransmitida, como se vê na letra “g” da figura 1. Supondo um tempo de trânsito de 0,55 ns, a mensagem chegará à estação de origem no instante:

Tempo de chegada = 144:727,1 + 237,5 -100,3 + 0,55 =144:864,85

Este tempo de chegada é chamado de t4. A parte não fracional deste valor corresponde ao tempo que é transmitido de volta na marca de tempo da mensagem delay response. O campo de correção da mensagem de retorno corresponde ao campo de correção do delay request menos a parte fracional de t4, isto é, 237,65 – 0,85 = 236,8. A mensagem de retorno é transmitida até o equipamento escravo sem alterações pelo equipamento intermediário.

Ao receber a resposta, a estação escrava realiza os seguintes cálculos:

Aplicações extremas de tempo real

O padrão 1588 original permite precisões de sincronização da ordem de 1 ns. Observa-se que essa precisão é uma medida estatística para a qual se aplicam técnicas especiais de medida que poderão ser discutidas em um artigo futuro. O valor de 1 ns é uma espécie de média, usada para efeito de comparações.

Esse valor é significativamente melhor que o mostrado no exemplo da seção

Atraso médio de trânsito = [(t2 – t3) + (t4 – originTimestamp) –correçãoSync – correçãoDelay-resp]/2

A conta é mostrada no triângulo com a letra “e” na figura 1 a qual resulta no valor 1,3 ns, que é a média dos atrasos de rede em cada sentido.

O valor do offset entre o relógio do escravo e do mestre é calculado por:

Offset = t2 – originTimestamp – atraso médio – correçãoSync

A conta está mostrada no triângulo marcado com a letra “f” da figura 1 e resulta no valor de 25,05 ns, ligeiramente diferente do valor real de 25,2 ns. Essa diferença se deve ao fato de que na operação mostrada não há correção da assimetria do atraso.

anterior (25,2 ns). Existe um aperfeiçoamento do padrão IEEE 1588, definido na versão de 2008, que permite compensar a assimetria do atraso. Os leitores interessados nesse mecanismo podem consultar o próprio padrão [4].

A versão 2019 também inclui outro mecanismo de alta precisão destinado a aplicações que exigem um grau de precisão inferior a 1 ns.

Um exemplo extremo pode ser encontrado no Grande Colisor de Hadrons (LHC – Large Hadron Collider) do laboratório CERN em Genebra [2]. Um conjunto de sensores espalhados ao longo do acelerador de partículas capturam os fragmentos das colisões de

alta energia e os analisam para pesquisas relacionadas com a estrutura de matéria. Nesta aplicação o momento da captura é de vital importância, pois ele determina a velocidade e a massa da partícula. Mas essas medidas de tempo exigem precisão da ordem de picossegundos, em razão das altíssimas velocidades envolvidas. Para essa aplicação foi criado o padrão White-Rabbit [3], com precisão de sincronização entre 10 e 100 ps. O sistema de sincronização de alta precisão está especificado nos anexos L e M da versão 2019 do padrão 1588.

Limitações da tecnologia WhiteRabbit e necessidade de planejamento Uma vez apresentadas as tecnologias, o leitor menos experiente poderá julgar que basta adquirir componentes que ofereçam essas técnicas para que o problema de sincronização esteja resolvido. Afinal, se o CERN está usando o sistema é porque funciona. Infelizmente em uma rede IoT a coisa não é tão simples. Os sensores do CERN funcionam interligados por fibras ópticas que são meios sem interferência e ponto a ponto com atraso constante.

Uma rede IoT é uma rede de múltiplos sensores, geralmente usando meios sem fio, sujeitas a perdas, atrasos variáveis e congestionamentos. É claro que o sistema de sincronização não pode operar se as mensagens não chegam a seu destino.

A figura 2 ilustra uma rede com muitos sensores distribuídos em uma região aproximadamente circular. As cores indicam o número de saltos necessários para uma mensagem de sincronização chegar ao seu destino. Supõe-se que o nó central se encontra nas coordenadas (0,0) e que existem 800 nós na região.

Fig. 2 – Exemplo de rede IoT sem fio de alta densidade

Em uma rede desse tipo os nós transmitem a informação de sincronização entre si: aqueles que estão mais próximos do centro transmitem para a segunda camada, a segunda transmite para a terceira e assim por diante.

Em um sistema desse tipo pode haver perdas por congestionamentos ou por erros de roteamento, assim como os atrasos de transmissão são variáveis em função da distância ao nó central e das rotas escolhidas para troca de mensagens.

Conclusão

Faz-se necessário um estudo prévio para que a rede seja adequadamente construída, atendendo os requisitos de sincronização de cada aplicação.

Em um trabalho realizado no Laboratório de Processamento de Sinais

da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo foi desenvolvido um sistema analítico que permite estimar a probabilidade de perdas e a distribuição estatística do tempo de transmissão do nó central a um nó escravo em uma rede desse tipo.

De posse desses dados, um modelo de simulação permite estimar o grau de sincronismo que poderá ser obtido. As

REFERÊNCIAS

experiências realizadas mostraram uma boa aproximação entre os resultados desses modelos e os dados experimentais.

Dessa forma, é possível fazer a implementação de uma rede IoT de grandes dimensões com razoável expectativa de que os requisitos de projeto serão atendidos antes de se comprometer o orçamento do projeto.

[1] Sima, V., Gheorge, I. G., Subic, J., & Nancu, D. (2020). Influences of the industry 4.0 revolution on the human capital development and consumer behavior: A systematic review Sustainability, 12(10), 4035.

[2] Lapka, M. White-Rabbit: a CERN born technology, sets a new global standard. CERN accelerating science . 26 Jun, 2020.

[3] Serrano, J. et al., The White-Rabbit Project. Proceedings of the ICALEPS , Kobe, Japan [s. n.] 2009.

[4] IEEE Standards Association. IEEE Instrumentation and Measurement Society. 1588:2019: IEEE standard for a precision clock synchronization protocol for networked measurement and control systems. Piscataway, 2019.

Guia das instaladoras e integradores em telecom e redes

O guia traz uma relação de empresas de engenharia e instaladores no Brasil, com detalhamento dos serviços prestados e suas respectivas áreas de atuação, como fibra óptica, data centers, virtualização, segurança, automação e IoT – Internet das Coisas. Para facilitar a consulta, as empresas estão organizadas por Estado.

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CALENDÁRIO 2026

FEVEREIRO

23 a 26/02. Curso BCOP presencial (Ribeirão Preto, SP)

27/02. IX Fórum Regional (Ribeirão Preto, SP)

MARÇO

04/03. Live Intra Rede (online)

24 a 25/03. IX Fórum Fortaleza

26/02. Fórum BCOP Fortaleza

ABRIL

13 a 17/04. Semana de Capacitação (online)

28 e 29/04. IX Fórum Setor Público (Brasília, DF)

MAIO

18 a 22/05. Curso BCOP a distância (EaD)

AGOSTO

10 a 13/08. Curso BCOP presencial (Campina Grande, PB)

14/08. IX Fórum Regional (Campina Grande, PB)

19/08. Live Intra Rede (online)

24 a 27/08. Programa Acelera NET presencial (Boa Vista, RR)

28/08. ConectaNET (Boa Vista, RR)

SETEMBRO

14 a 18/09. Semana de Capacitação (online)

21 a 24/09. Programa Acelera NET presencial (Blumenau, SC)

25/09. ConectaNET (Blumenau, SC)

OUTUBRO

14/10. Live Intra Rede (online)

19 a 23/10. Curso BCOP a distância (EaD)

27/10. ConectaNET (Vitória da Conquista, BA)

NOVEMBRO

4/11. Live Intra Rede (online)

09 a 13/11.Curso BCOP a distância (EaD)

23 a 26/11.Programa Acelera NET presencial (Vitória da Conquista, BA)

27/11.ConectaNET (Vitória da Conquista, BA)

DEZEMBRO

10/06. Live Intra Rede (online)

JUNHO JULHO

22/07. Live Intra Rede (online)

27 a 30/07. Curso BCOP presencial (Palmas, TO)

31/07.IX Fórum Regional (Palmas, TO)

07 a 11/12. Semana da Infraestrutura da Internet (São Paulo, SP)

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*Agenda sujeita a alterações. Acesse https://ceptro.br/cursos-eventos para informações atualizadas.

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Nota: (1) (1) Troncos interurbanos, regionais, troncos urbanos, redes de acesso/distribuição, centrais de comutação. O termo “telefonia” é aqui usado como um rótulo identificador de mercado, não significando que as redes/instalações listadas se prestem unicamente a serviços de voz. (2) ERBs, enlaces ERBs–central de comutação, centrais de comutação, troncos (interligação entre centrais).

Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 2.754 empresas pesquisadas.

Fonte: Revista Redes, T Redes, T Redes, T Redes, T Redes, Telecom e Instalações elecom e elecom e Instalações elecom e elecom , fevereiro de 2026.

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Potencializando a energia dos data centers na era da IA

Projetos de infraestrutura flexíveis e escaláveis são cruciais para possibilitar a inovação em IA –Inteligência Artificial. Para que essa meta se cumpra, é fundamental que as implementações e o uso não comprometam a confiabilidade e a eficiência das operações.

Plataformas de computação acelerada e serviços em nuvem estão impondo um desafio cada vez mais complexo aos sistemas de energia. Essas instalações precisam oferecer confiabilidade, suportar a crescente demanda por energia e reduzir o impacto ambiental – exigências que vêm pressionando as redes de distribuição elétrica e remodelando a forma como os operadores de data centers, tanto hyperscalers quanto corporativos, abordam o gerenciamento de energia. Fica claro que inovação e responsabilidade ambiental são prioridades críticas para o futuro.

Esta seção aborda aspectos tecnológicos das comunicações corporativas, em especial redes locais, mas incluindo também redes de acesso e WANs. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI RTI RTI RTI RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

em Energia da Vertiv

A IA emergiu rapidamente como uma força motriz em muitos setores. Mas, apesar de todo o seu potencial, a tecnologia apresenta requisitos energéticos significativos. O treinamento de modelos de IA consome uma enorme quantidade de poder computacional, muitas vezes resultando em picos intensos de demanda de energia que levam os sistemas aos seus limites. Ao contrário das cargas de trabalho de TI tradicionais, com necessidades de energia consistentes, a IA introduz picos imprevisíveis e de alta densidade que exigem que os sistemas sejam capazes de se adaptar rapidamente. Por outro lado, instalações mal equipadas para lidar com essas rápidas flutuações de carga podem causar rápida deterioração dos equipamentos e inesperadas paralisações. Para os operadores de data centers, isso representa um desafio técnico e um imperativo estratégico de negócios. Para enfrentar esses obstáculos, os sistemas de energia precisam evoluir para lidar com a variabilidade e a intensidade das plataformas de computação baseadas em IA. Com o aumento crescente das necessidades energéticas dos data centers, particularmente em regiões onde unidades hyperscalers estão concentradas, esses centros se tornaram importantes participantes do ecossistema energético. As

concessionárias de energia estão lutando para acompanhar essa demanda. A expansão da capacidade dos data centers é frequentemente atrasada porque as redes locais simplesmente não possuem a infraestrutura necessária para fornecer a energia exigida. Em segundo lugar, essa expansão exige que os operadores não apenas se concentrem na eficiência energética interna, mas também desempenhem um papel ativo na estabilidade energética regional. Uma das respostas pode ser a utilização de soluções de interação com a rede, como UPS. A incorporação de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) juntamente com ou integrados aos componentes de UPS permite que os data centers armazenem energia durante os horários de menor consumo e a liberem durante os picos de demanda. Essa funcionalidade mitiga a pressão sobre a rede e, simultaneamente, cria oportunidades para usar a energia armazenada e controles avançados de gerenciamento quando necessário. A meta é ajudar a rede a manter a estabilidade, equilibrando dinamicamente a oferta e a demanda de energia. O consumo de energia dos data centers colocou o impacto ambiental em destaque. Os operadores estão sendo cada vez mais fiscalizados em relação às suas

emissões dos Escopos 1 e 2, tornando fundamental a adoção de práticas que minimizem a pegada de carbono e as perdas de energia. Um dos avanços mais promissores nessa área é a transição das baterias de chumbo-ácido reguladas por válvula (VRLA) para as de íon de lítio (Li-ion), que oferecem maior vida útil, tempos de recarga mais rápidos e menor tamanho físico. Isso significa menos substituições, menos tempo de inatividade e maior flexibilidade de instalação. Mas a maior vantagem das baterias de íon de lítio é que elas são ideais para a integração de fontes de energia alternativas, servindo como a ponte que transforma fontes de energia intermitentes, como a solar, em energia de reserva confiável.

Sistemas de distribuição de energia eficientes, como projetos de barramentos abertos e distribuição de energia em rack de alta tensão, são essenciais para fornecer maior potência, minimizar perdas e maximizar a eficiência. Os operadores também estão adotando estratégias mais inteligentes, como sistemas de energia modulares, que permitem que as instalações expandam gradualmente o fornecimento de energia sem interromper as operações. Essas inovações não apenas

reduzem os custos operacionais, mas também se alinham com objetivos ambientais mais amplos.

Criar um roteiro estratégico de alto nível e lidar com esses desafios em constante evolução exige uma abordagem voltada para o futuro que envolve projetar para flexibilidade, ou seja, aplicar sistemas de energia moduláveis e escaláveis capazes de acompanhar o crescimento da infraestrutura em conjunto com a IA; integrar soluções avançadas de gerenciamento de energia capazes de fornecer insights em tempo real sobre o consumo; e trabalhar com parceiros experientes que ofereçam conhecimento em engenharia e um portfólio capaz de fazer a diferença.

O sistema de alimentação dos data centers está se tornando um foco central para a gestão de energia e o desenvolvimento tecnológico; é a espinha dorsal do futuro do setor. Adaptar-se a tendências como cargas de trabalho impulsionadas por IA, sobrecarga da rede elétrica e crescentes expectativas de responsabilidade ambiental exigirá que os operadores repensem cada etapa do sistema de alimentação, da rede elétrica ao chip. A hora de preparar o data center para essa evolução é agora.

40 anos do Manifesto

Hacker

O ano de 2026 marca o aniversário de 40 anos da publicação do Manifesto Hacker , um marco na história da segurança cibernética. O texto, cujo título é A Consciência de um Hacker ( The Conscience of a Hacker ), foi escrito em 8 de janeiro de 1986 pelo hacker The Mentor , codinome de Loyd Blankenship, logo após sua prisão por invasão de sistemas, incluindo phreaking , a técnica de explorar os sinais sonoros das antigas redes de telefonia analógica, seja para efetuar ligações de longa distância (na época caríssimas) sem custo ou invadir as centrais de controle das redes. Uma das técnicas, blue box , usava apitos para reproduzir os tons das redes. Blankenship tinha 21 anos quando foi preso em Austin, no Texas. No entanto, as leis da época, ainda incipientes, eram muito pouco abrangentes, e ele saiu pouco tempo depois, sem sofrer nem mesmo medidas restritivas. Mais tarde entrou na indústria de jogos de computador e se tornou escritor.

Quarenta anos em tecnologia da informação parecem quatrocentos, e as ideias do Manifesto soam como as filosofias hippies dos anos 60. Há ainda a crítica,

válida, de conceder a ele uma certa visão romântica. Mas, enfim, já se passaram quatro décadas e os personagens, cenários e objetivos mudaram drasticamente. A tecnologia também era inacessível à vasta maioria da população. O primeiro PC foi lançado pela IBM em 1981.

O texto, originalmente publicado na revista online Phrack em 8 de janeiro de 1986, ganhou notoriedade ao ser distribuído nas redes das comunidades hacker. Hoje o termo seria “viralizou” (para quem tem menos de quarenta anos, o “viralizar” dos anos 80 e 90 era muito diferente do atual).

O texto original pode ser encontrado na própria “Phrack Magazine, Volume One, Issue 7, Phile 3 of 10”, no site: https:// phrack.org/issues/7/3 .

O manifesto pode ser dividido em quatro partes. No primeiro parágrafo, Blankenship já diz do que trata o seu texto, dando a entender que foi concebido logo após a prisão. Ele faz menção às notícias dos jornais, como “Adolescente preso em escândalo de crimes cibernéticos”. E conclui o parágrafo com a ironia que repetiria ao longo de todo o texto: “Malditos jovens. São todos iguais.”

A segunda parte, repleta da mesma ironia, constitui seu protesto contra a sociedade e suas regras e começa com uma frase que soava como um alerta:

“Eu sou um hacker, entre no meu mundo…”. Em um tom quase de desabafo, situando a atividade hacker como uma espécie de contracultura contra uma sociedade presa a valores ultrapassados; imagem que se manteve por muito tempo, na qual as invasões de sistemas eram realizadas tão somente por adolescentes superdotados e deslocados na sociedade.

Ele se via como um estudante mais inteligente que seus colegas e professores. Por estar entediado com as matérias, era, no entanto, considerado um aluno fraco. Ao ser interpelado pela professora para apresentar seus cálculos, respondeu: “Fiz de cabeça”, mas não foi levado a sério. “Maldito garoto. Provavelmente copiou. São todos iguais”, escreveu ele a respeito do que a professora pensou dele.

A terceira parte revela a descoberta do computador e de todas as possibilidades abertas a jovens como ele: “Uma porta se abriu para um mundo... correndo pela linha telefônica como heroína nas veias de um viciado, um pulso eletrônico é enviado, um refúgio das incompetências do dia a dia é buscado... um fórum é encontrado”. Além de um novo mundo, Blankenship diz ter encontrado sua tribo: “é aqui que eu pertenço”, escreveu. Antecipando o que veríamos nas próximas quatro décadas, escreveu ter-se encantado com o fato de que pessoas que nunca

vira ou falara antes tornavam-se amigos. Sempre é bom lembrar que naquela época toda a comunicação era por texto. Nada de voz, vídeo ou mesmo uma foto. E continuava com sua ironia, a respeito das reclamações de que estava monopolizando a linha telefônica.

A quarta é composta dos últimos dois parágrafos, que dão o tom final de manifesto, uma ameaça ao sistema vigente da sociedade da época, que os considerava criminosos enquanto eles, os hackers, se viam como os desbravadores de uma nova era, sem as mazelas da sociedade vigente, como ganância, preconceito, repressão e violência: “Este é o nosso mundo agora... o mundo do elétron e do interruptor, a beleza da transmissão. Usamos um serviço já existente sem pagar por algo que poderia ser ridiculamente barato se não fosse administrado por glutões gananciosos, e vocês nos chamam de criminosos. Exploramos... e vocês nos chamam de criminosos. Buscamos conhecimento... e vocês nos chamam de criminosos. Existimos sem cor de pele, sem nacionalidade, sem preconceito religioso... e vocês nos chamam de criminosos. Vocês constroem bombas atômicas, travam guerras, matam, enganam e mentem para nós, tentando nos fazer acreditar que é para o nosso próprio bem, e ainda assim somos nós os criminosos”.

Blankenship, assim como todos os seus colegas da época, não se via como um criminoso, e sim como um perseguido. Eram mais inteligentes do que todos. Movidos pela curiosidade, possuíam o poder de transpor as barreiras que a sociedade impunha à busca do conhecimento e, por isso, foram perseguidos. Eram revolucionários, não criminosos.

A frase final reforça sua ameaça de que a sociedade nunca poderia interromper a ação transformadora dos hackers: “Eu sou um hacker, e este é o meu manifesto. Você pode deter este indivíduo, mas não pode deter todos nós... afinal, somos todos iguais.”

Quarenta anos depois, o manifesto soa um pouco como curiosidade e história, mas a sociedade de hoje tem uma certa semelhança com a de 1986. Estamos passando por uma transformação, assim como a dos anos 80. Naquela década, as bases da sociedade digital de hoje estavam sendo lançadas. Já nesta década, os alicerces da sociedade da IA – Inteligência Artificial do futuro é que estão sendo construídos.

Marcelo Bezerra é especialista em segurança da informação, escritor e palestrante internacional. Atua há mais de 30 anos na área, com experiência em diferentes áreas de segurança cibernética. No momento, ocupa o cargo de Gerente Sênior de Engenharia de Segurança na Proofpoint. Email: marcelo.alonso.bezerra@gmail.com.

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O que são resistência de laço em corrente contínua (DC resistance loop) e desequilíbrio resistivo (resistance unbalance) e qual a relação desses parâmetros com cabeamento balanceado e PoE - Power over Ethernet?

Começo a discussão explicando que ambos os parâmetros têm significados diferentes. Embora sejam em essência resistência elétrica em corrente contínua (medidos em ohms, Ω em frequência zero) e, portanto, isso pode gerar certa confusão, eles são aferidos de formas diferentes e representam parâmetros diferentes nesse sentido.

Resistência de laço em corrente contínua

Em sistemas de cabeamento estruturado, a resistência de laço em corrente contínua (DC resistance loop) é a resistência elétrica total de um par balanceado (dois condutores), medida em uma extremidade do par com o fechamento em curto-circuito do par na outra extremidade, conforme mostrado na figura 1.

Portanto, R loop , DC é a resistência elétrica de ambos os condutores de um par, quando considerado apenas o meio de transmissão ou cabo nesse caso. Um circuito

Esta seção se propõe a analisar tópicos de cabeamento estruturado, incluindo normas, produtos, aspectos de projeto e execução. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI RTI RTI RTI RTI, e-mail: info rti@arandanet.com.br.

mais amplo pode incluir o hardware de conexão. O valor dessa resistência depende principalmente do diâmetro do condutor e do comprimento da linha de transmissão, tornando-se um fator essencial a ser considerado no projeto e implementação de cabeamento estruturado balanceado e aplicações PoEPower over Ethernet.

A resistência em corrente contínua é um importante limitador da capacidade de transmissão de um canal e, portanto, de seu comprimento. Como há um comprimento máximo estabelecido para canais balanceados em cabeamento estruturado, que é de 100 m, o valor da resistência de laço em corrente contínua também é

balanceado. Esse desequilíbrio é crítico para aplicações PoE, podendo degradar o desempenho geral do sistema.

Em comparação com os sinais digitais, que são transmitidos em modo diferencial e aplicam tensões de mesmas amplitudes e defasados em 180° em cada condutor do par, a tecnologia PoE aplica uma tensão em corrente contínua em modo comum no cabo, ou seja, a mesma tensão é aplicada em cada condutor do par. Se a diferença entre os valores de resistência em corrente contínua de cada condutor for elevada (fora da tolerância aceita por normas técnicas), o desempenho da aplicação PoE pode ser comprometido pelo aquecimento

Fig. 1 – Esquema de medição de resistência de laço em corrente contínua de um par balanceado

limitado para canais e enlaces permanentes balanceados, conforme especificações de normas de cabeamento mostradas na tabela I.

Desequilíbrio resistivo em corrente contínua

O desequilíbrio resistivo em corrente contínua pode ser definido como a diferença entre as resistências em corrente contínua de dois condutores dentro de um mesmo par balanceado ou entre pares diferentes em um cabo

excessivo da fonte de tensão PoE (PSE - Power Sourcing Equipment).

A NBR 14565:2025Cabeamento Estruturado para Edifícios Comerciais especifica, por meio da ISO/IEC 11801-1, que o desequilíbrio resistivo em corrente contínua entre os dois condutores de um par em um canal balanceado deve ser no máximo 3% ou 200 mΩ, o que for maior. O desequilíbrio resistivo em corrente contínua entre pares em um cabo balanceado deve ser no máximo 7% ou 100 mΩ, o que for maior. Para o hardware de conexão, a

Tab. I – Especificação de resistência de laço em corrente contínua para cabeamento balanceado.

Fonte: ISO/IEC 11801-1

Resistência de Categoria de desempenho do cabeamento desempenho cabeamento

laço DC Categoria 5eCategoria 6Categoria 6ACategoria 7Categoria 7A canal/enlace (100 MHz) (250 MHz) (500 MHz) (600 MHz) (1000 MHz) permanente25 Ω / 18,3 Ω 1

1 Valor especificado para a implementação máxima de um enlace permanente, ou seja, quando há até três conexões no enlace.

especificação é um desequilíbrio resistivo máximo de 50 mΩ . Embora seja fortemente recomendado que o projetista verifique os requisitos da aplicação PoE a ser implementada no cabeamento, essas especificações normalmente atendem aos padrões IEEE 802.3bt para PoE dos tipos 2, 3 e 4.

A resistência de laço e o desequilíbrio resistivo em corrente contínua devem ser aferidos em laboratório (fábrica), porém não têm a medição em campo em um teste de certificação do cabeamento como requisito normativo.

Causas de desequilíbrio resistivo

O desequilíbrio resistivo em corrente contínua pode ocorrer devido ao próprio cabo ou resultado de uma terminação (conectorização) ruim. O desequilíbrio resistivo entre pares, ou seja, a diferença entre os valores de resistência em corrente contínua entre os condutores do mesmo par, pode ser desprezado em cabos balanceados como resultado de uma falha de fabricação. O mais comum, quando ocorre, é devido a um serviço de terminação inadequada de um dos condutores do par.

O desequilíbrio resistivo entre pares também pode ocorrer devido a comprimentos excessivos dos canais e enlaces permanentes em relação aos valores especificados em normas técnicas. Portanto, um canal ou enlace pode ser longo o suficiente para que os diferentes passos de torção levem

um par a ser significativamente mais longo que o outro, o que pode fazer com que o desequilíbrio resistivo entre pares exceda as especificações. Essa é uma típica falha de projeto e/ou instalação.

Outra falha de instalação que pode levar a valores excessivos de desequilíbrio resistivo em cabos balanceados é o mau contato na terminação. O mau contato ocorre devido à falta de pressão adequada nos processos de terminação com ferramenta punch-down . Esse tipo de problema de instalação é bastante comum e pode acontecer por causa da própria ferramenta por perda de pressão, pois há um ciclo de vida que deve ser respeitado. As lâminas que fazem a terminação punch-down e o corte do excesso de

Importante

O O O O O

PSE entrega alimentação elétrica à carga PoE e também gerencia todo o processo de alimentação PoE. Entre os PSE mais comuns estão os switches e roteadores PoE. Eles alimentam os dispositivos conectados via Ethernet e fornecem funções de detecção, análise e gerenciamento inteligente de energia. Ao colocar o PSE em dispositivos como switches, para citar um exemplo, dados e alimentação elétrica em corrente contínua podem ser transmitidos pelo mesmo cabo, simplificando a instalação e eliminando a necessidade de uma fonte de alimentação separada.

condutor também têm uma vida útil e precisam ser substituídas periodicamente.

Conclusão

A resistência em corrente contínua é um parâmetro importante em uma linha de transmissão e, portanto, em cabeamento estruturado. Esse parâmetro está diretamente relacionado à capacidade de condução de corrente do canal de transmissão, que limita seu comprimento. Considerando que o comprimento máximo de um canal de cabeamento estruturado é limitado a 100 m, o valor da resistência em corrente contínua deve estar em conformidade com as especificações de normas técnicas. Isso garante o desempenho adequado do cabeamento tanto para a transmissão de sinais digitais (dados) quanto para a alimentação em corrente contínua entregue a uma carga por meio do cabeamento balanceado.

A resistência em corrente contínua é especificada pelo fabricante do cabo e deve atender às especificações de normas técnicas pertinentes.

Os sistemas que usam tecnologia PoE precisam que a corrente elétrica da fonte de alimentação (PSE) seja distribuída uniformemente, considerando a tolerância tanto do cabo quanto do sistema PoE, entre os dois condutores do par. O desequilíbrio resistivo excessivo causa uma distribuição deficiente, que pode saturar a eletrônica e causar distorção importante do sinal

digital, inclusive. O impacto disto é levar a rede a erros de comunicação, perda de pacotes e instabilidade geral. Para finalizar, é importante enfatizar que as especificações de resistência em corrente contínua e o desequilíbrio resistivo em corrente contínua se aplicam a cabos balanceados de cobre, especificados para utilização em sistemas de cabeamento estruturado. Essa observação é importante, pois ainda há um entendimento equivocado (mesmo sem uma boa justificativa para isto) que cabos com condutores CCACopper-Clad Aluminum, alumínio revestido de cobre, podem ser utilizados em cabeamento estruturado para aplicações que entregam alimentação em corrente contínua no cabeamento. Para mais detalhes sobre as características dos cabos com condutores CCA e o motivo pelo qual não podem ser usados em cabeamento estruturado, ver Interface da RTI julho de 2024, edição no 290, e da RTI agosto de 2024, edição no 291. Todos os padrões reconhecidos para cabeamento estruturado e para a tecnologia PoE especificam cabos balanceados com condutores puramente de cobre.

Paulo Marin é engenheiro eletricista, doutor em interferência eletromagnética aplicada à infraestrutura de TI e telecomunicações e mestre em propagação de sinais. Marin é membro sênior do IEEE - Institute of Electrical and Electronics Engineers, consultor, palestrante, coordenador da ABNT/Cobei e autor de livros técnicos.

Compartilhamento de postes

O Fixer, da Fixer Alliance, é um dispositivo que auxilia na organização da ocupação de postes pelos provedores de Internet. A solução é capaz de acomodar de 2 a 10 ocupantes no poste, de forma ordenada

e legal. Com 9,80 cm de altura, o equipamento está de acordo com a legislação. Além do dispositivo que organiza a rede aérea, a Fixer compreende uma plataforma de alianças para redes subterrâneas, software de governança e mecanismos de economia compartilhada, inclusive para o drop que liga o poste à casa do assinante. Site: www.fixeralliance.com.

Transceivers ópticos

A Datacom oferece uma linha completa de transceptores ópticos e elétricos para as mais variadas aplicações. Estão disponíveis

módulos GPON, Gigabit Ethernet, 10GbE, 25GbE, 40GbE, 100GbE e 400GbE para diversas distâncias. Site: www.datacom.com.br.

Conectores

Os conectores de montagem em campo e-SC modelos APC e UPC foram desenvolvidos para entregar alto desempenho, precisão e confiabilidade em redes FTTH. Compatíveis com

redes GPON, XGS-PON e NG-PON2, as soluções conseguem reduzir em até 15% os custos com manutenção. Fabricados pela Sumitomo e distribuídos no Brasil pela Arsitec. Site: www.arsitec.com.br.

Resfriamento líquido

Fabricado pela Airsys, o Liquid Rack é uma solução de resfriamento líquido que utiliza a técnica de jet impingement, na qual jatos controlados de

fluido dielétrico são direcionados diretamente sobre os chips de CPU e GPU, removendo o calor no ponto exato onde ele é gerado. O sistema opera com fluido em temperaturas de até 70oC, o que elimina a necessidade de chillers e viabiliza o free cooling ao longo de todo o ano. Site: https://air-sys.com.br/.

Ponto de acesso

O ponto de acesso Wi-Fi 7 OmniAccess Stellar AP1570, da Alcatel-Lucent Enterprise, combina cinco rádios banda tripla em 2,4, 5 e 6 GHz. Oferece suporte a tecnologias como Bluetooth e

Zigbee para suporte a serviços IoT – Internet das Coisas baseados em localização. Com até 9,3 Gbit/s de taxa de transferência, a solução proporciona conectividade contínua para ambientes de alta densidade. Site: https:// www.al-enterprise.com/.

Sistema de energia para data centers

A Huawei Digital Power, unidade de negócios em soluções de energia inteligente da Huawei, disponibilizou no Brasil o PowerPOD3.0, um sistema de energia pré-fabricado para data centers. Combinando

UPS, distribuição de baixa tensão e monitoramento inteligente, o novo sistema acelera a implantação em 75%, reduzindo o tempo de instalação de mais de dois

meses para menos de duas semanas. Apresenta design compacto capaz de reduzir, em até 40%, a área física ocupada. Site: www.huawei.com/br.

Módulo plugável

O módulo plugável

QSFP-DD 400G Ultra Long Haul, da Padtec, pode ser utilizado no transponder TMD400G-SD da fabricante e em roteadores, aumentando a capacidade da transmissão em ultralongas distâncias. Capaz de alcançar até 120 Gbaud, o

design do produto foi pensado para atender às características de consumo e dissipação térmica dos transponders e roteadores de 400G da geração atual. Site: www.padtec.com.br.

Climatização

A Motivair by Schneider Electric comercializa a MCDU-70, unidade de distribuição de refrigerante (CDU) projetada para refrigerar data centers de alta

densidade em grande escala. Projetada com dois trocadores de calor, cada unidade do produto fornece refrigeração para até 2,5 MW. Site: www.motivaircorp.com.

editora Ciência Moderna lançou o livro O Pensar das Máquinas – A Inteligência Artificial no seu Dia a Dia, de José Maurício dos Santos Pinheiro, professor do UBM – Centro Universitário de Barra Mansa e do SEST/SENAT, além de autor de diversos artigos publicados em RTI. Com 148 páginas, o livro percorre das bases teóricas ao impacto real da IA –Inteligência Artificial no cotidiano: no trabalho, nas escolas, na privacidade, nas relações e na forma como uma pessoa interpreta o mundo. A obra é voltada para quem deseja interagir com a tecnologia de forma consciente, crítica e ética. Com 148 páginas, a publicação já está disponível para compra, nos formatos impresso e digital, no site da editora Ciência Moderna: https://abrir.link/DIGmp.

empresas. O panorama acima é evidenciado no estudo Os 10 Principais Riscos nas Telecomunicações em 2026, elaborado pela EY, empresa de auditoria e consultoria. A análise também chama atenção para outros riscos estratégicos que podem comprometer a competitividade das empresas. Entre eles estão o desempenho de rede e a proposta de valor inadequados, a adaptação insuficiente ao ambiente geopolítico em constante evolução e a incapacidade de aproveitar novos modelos de negócios. Com 20 páginas, o estudo em inglês pode ser acessado na íntegra pelo link: https://abrir.link/QaBNg.

catarinenses. Além de ampliar o acesso à Internet, o setor se destaca como importante vetor econômico, gerando 12 mil empregos diretos, 36 mil indiretos e movimentando mais de R$ 2,5 bilhões por ano na economia estadual. A análise completa está disponível no link: https://abrir.link/XMFZI.

setor de telecomunicações atravessa um momento decisivo em sua jornada de transformação digital. As práticas de IA - Inteligência Artificial responsável seguem em evolução e abrem espaço para avanços relevantes, enquanto as funções de cibersegurança têm a oportunidade de se consolidar diante de um cenário de ameaças cada vez mais complexo. Paralelamente, a adoção de novas tecnologias ainda enfrenta barreiras: a escassez de competências e a resistência cultural limitam a capacidade de inovação das

Apronet – Associação Catarinense de Provedores de Internet disponibilizou o estudo Provedores Regionais de Internet: Indicadores do Setor no Estado de Santa Catarina. Com oito páginas, o levantamento aponta que o estado registra 37,7 conexões de banda larga fixa a cada 100 habitantes, sendo os provedores regionais responsáveis por 71% dos acessos no estado. Essas empresas conectam mais de 2,1 milhões de domicílios e garantem presença em 100% dos municípios

s violações de políticas de dados associadas ao uso de ferramentas de IA – Inteligência Artificial generativa (GenAI) dobraram em 2025, mesmo com a maior adoção de versões corporativas dessas aplicações, segundo dados do Cloud and Threat Report: 2026 da Netskope. De acordo com o estudo, as empresas analisadas enfrentaram em média 223 incidentes mensais de GenAI envolvendo violações de políticas de dados, mais do que o dobro registrado no ano anterior. O aumento no uso de GenAI vem acompanhado de crescimento expressivo no número de usuários e no volume de prompts: 200% e 500%, respectivamente, no último ano. Já aplicações pessoais de nuvem continuam sendo uma fonte significativa de vazamento de dados, respondendo por 60% dos incidentes de ameaça interna, com exposição de dados regulados, propriedade intelectual, código-fonte e credenciais. A análise completa, em inglês, pode ser consultada no site da Netskope: https://abrir.link/LJCSY.

DrayTek

Institucional da Abrint

U m ano decisivo para a conectividade regional no Brasil

O ano de 2025 foi marcado por uma atuação institucional intensa da Abrint. A entidade ampliou sua presença junto ao Congresso Nacional, ao Poder Executivo e à Anatel, tendo como marco a primeira edição da Agenda Institucional, que passou a orientar de forma estruturada o posicionamento da associação. Ao longo do ano, a Abrint acompanhou centenas de projetos de lei, participou de audiências públicas e contribuiu tecnicamente em consultas públicas e tomadas de subsídio, consolidando-se como interlocutora qualificada dos provedores regionais nos debates regulatórios.

No debate público, já é amplamente reconhecido que os provedores regionais de Internet ocupam hoje uma posição central no ecossistema brasileiro de conectividade. Os provedores são vistos como os grandes responsáveis por levar banda larga a milhares de brasileiros, especialmente fora dos grandes centros. A consolidação desse papel decorreu, em parte, de um ambiente regulatório previsível, proporcional e alinhado à realidade operacional do setor.

Contudo, este cenário regulatório vem mudando e vai impor desafios evidentes na agenda de 2026. Um tema que ganha centralidade é o Plano de Ação para Combate à Concorrência

Desleal e Regularização da Banda Larga Fixa da Anatel, que passará a incluir ações de fiscalização em campo. O compliance deve estar no topo das prioridades de ação dos provedores.

Esta seção aborda aspectos técnicos, regulatórios e comerciais do mercado de provedores de Internet. Os artigos são escritos por profissionais do setor e não necessariamente refletem a opinião da RTI RTI RTI RTI

A consolidação de um ambiente mais organizado e transparente passa pela valorização de quem atua em conformidade com as regras e pelo fortalecimento da segurança jurídica. Nesse sentido, a Abrint já anunciou a criação de um selo inédito para avaliação completa dos provedores regionais, a partir de quatro pilares: regulatório, com avaliação dos quesitos legalidade e transparência; técnico, com avaliação da qualidade real da rede; governança, com avaliação de políticas e procedimentos com foco em ética, gestão e compliance; e ESG, com ênfase em impactos sociais e atuação sustentável.

Outro tema crítico para 2026 será o compartilhamento da infraestrutura de postes. Avançar em um modelo regulatório mais claro, equilibrado e executável é fundamental para destravar investimentos e reduzir os impactos negativos sobre a competição no mercado de banda larga. Ainda precisaremos resolver a fragmentação regulatória entre as agências reguladoras, mas a discussão efetiva sobre os custos do compartilhamento deve finalmente avançar neste ano.

Também vale destacar a democratização do espectro de radiofrequências, com destaque para o debate sobre a faixa de 6 GHz e a revisão do Regulamento de Uso do Espectro (RUE). O crescimento exponencial do tráfego de dados, impulsionado por aplicações em nuvem, streaming, IoT – Internet das Coisas e serviços digitais, impõe desafios técnicos relevantes às redes. Nesse contexto, a evolução do Wi-Fi torna-se estratégica para complementar as redes móveis, ampliando capacidade e qualidade de acesso. As decisões regulatórias sobre o uso do espectro terão impacto direto na inovação, na eficiência do uso das redes e na competitividade do ecossistema de conectividade. Além das pautas diretamente ligadas à infraestrutura e à regulação econômica, o setor de

telecomunicações enfrenta desafios crescentes relacionados à governança do ambiente digital. Os debates sobre responsabilidades dos diferentes agentes da cadeia da Internet, segurança cibernética, proteção e resiliência das redes (e dos próprios provedores) exigem abordagens multissetoriais e tecnicamente fundamentadas. Os provedores regionais, por sua capilaridade e papel na ponta da rede, precisam estar inseridos de forma ativa nessas discussões.

Temas como data centers, IAInteligência Artificial, operadores móveis virtuais e estímulo à concorrência também compõem esse cenário mais amplo. Todos convergem para a necessidade de políticas públicas e decisões regulatórias que considerem a diversidade do setor e garantam condições adequadas para a expansão sustentável da conectividade no país.

É nesse contexto que a Agenda Institucional da Abrint para 2026 , atualmente em fase final de consolidação, será apresentada no primeiro trimestre do ano. O documento reunirá as principais prioridades dos provedores regionais e servirá como referência para o diálogo com o poder público, reguladores e demais atores do setor. Acompanhar esse lançamento é fundamental para compreender os caminhos regulatórios que podem fortalecer os provedores e contribuir para um ambiente de telecomunicações mais equilibrado, competitivo e preparado para os desafios tecnológicos dos próximos anos.

Rhian Duarte é cientista político com especialização em políticas públicas e gestão, com foco em inovação, transformação digital e regulação. É gerente de relacionamento institucional da Abrint.

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