Skip to main content

PI Abril | Maio 2026

Page 1


www.arandanet.com.br/revista/pi

www.arandanet.com.br/revista/pi

Máquinas sopradoras

G uia reúne informações sobre as características técnicas e os diferenciais das máquinas disponíveis no mercado brasileiro.

GUIA IPÁG. 11

Análise térmica, uma avaliação precisa das resinas recicladas.

A aplicação de métodos de análise térmica, tais como a Calorimetria

Exploratória de Varredura e a Análise Termogravimétrica, permite a avaliação precisa de misturas de polímeros provenientes de rejeitos pós-consumo.

QUALIDADEPÁG. 12

Masterbatches,

corantes e pigmentos.

Conheça a oferta de insumos que aliam tendências de mercado à capacidade de melhorar propriedades de materiais poliméricos, garantindo a estética e a integridade das peças moldadas.

GUIA IIPÁG. 20

As

tendências emergentes na

indústria de sopro

Artigo explora as tendências-chave que moldam o futuro do setor, integrando informações de relatórios sobre o mercado brasileiro de máquinas para sopro de PET e o mercado global de máquinas de extrusão-sopro.

PROCESSOPÁG. 22

Transformadores por extrusão

Uma relação de empresas que atuam na fabricação de itens diversos para mercados que vão desde a construção civil até a área médica.

GUIA IIIPÁG. 28

Detectores magnéticos de metais

O s fornecedores de equipamentos que detectam partículas metálicas nos materiais plásticos e ajudam a preservar a estrutura das máquinas transformadoras.

GUIA IVPÁG. 33

CapaFoto: Fun Fun Photo /Shutterstock Layout de Alvaro Luiz Alves Piola e Pedro Franco de Moraes.

As opiniões expressas nos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por Plástico Industrial, podendo mesmo ser contrárias a estas.

As tendências do mercado de sopro, aspectos de controle da qualidade e rastreabilidade são alguns dos temas desta edição.

atual momento é de profunda revisão de estratégias para o mercado de transformados plásticos, com o cenário global marcado por uma conjuntura geopolítica complexa, onde a instabilidade das cadeias de suprimentos e a volatilidade dos preços das commodities exigem dos transformadores brasileiros uma agilidade sem precedentes.

O setor de sopro, que é destaque desta edição, enfrenta ainda a pressão por uma atuação mais sustentável e transparência na cadeia produtiva, considerando-se a sua ligação estreita com a percepção do consumidor final.

Nesta edição, que circula no evento InovaSopro, procuramos equacionar os atuais desafios, começando por uma análise detalhada sobre as tendências emergentes do setor de sopro (página 22), com o objetivo de proporcionar uma visão estratégica para o planejamento de longo prazo em meio às incertezas globais.

Partindo para a pauta técnica, um artigo aponta como aplicar métodos analíticos na avaliação das resinas recicladas (página 12), cada vez mais presentes no cotidiano da transformação. E na coluna sobre normas (página 36), a ênfase é sobre o ensaio de resistência à fissuração, uma análise vital para garantir a integridade de produtos soprados, especialmente embalagens que acondicionam substâncias quimicamente ativas. Em um mercado que busca por produtos com qualidade para aplicações exigentes, entender os mecanismos da resistência dos materiais é um diferencial tão competitivo quanto compreender o cenário macroeconômico em que está inserido o seu negócio.

Ainda no campo da inteligência de processo, a coluna Opinião desta edição (página 30) trata da rastreabilidade de embalagens sopradas, tema urgente para o atendimento de normas globais e segurança do consumidor.

Para apoiar o dia a dia das operações fabris, apresentamos um panorama da oferta atual de máquinas sopradoras, novidades em masterbatches, corantes e pigmentos, e equipamentos para a detecção de metais. E completamos com um mapeamento dos transformadores por extrusão, que identifica as empresas fabricantes de semiacabados para segmentos tão diversos quanto o setor médico ou da construção civil.

Ao compilar este conjunto de informações, esperamos que ele se torne uma ferramenta prática para apoiar nossos leitores a atravessar o atual momento e identificar novas oportunidades de crescimento.

Hellen Corina de Oliveira e Souza – Editora hellen.souza@arandaeditora.com.br

ARANDA EDITORA TÉCNICA CULTURAL LTDA.

Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam )

REDAÇÃO :

Diretora de redação: Hellen Corina de Oliveira e Souza

Editor técnico: Antonio Augusto Gorni

Redator: Adalberto Rezende (MTb 78.879)

Jornalista responsável : Hellen Corina de Oliveira e Souza (MTb 21.799)

SECRETÁRIA DE REDAÇÃO E PESQUISA: Milena Venceslau

PUBLICIDADE

Gerente comercial: José Rober to Gonçalves

São Paulo e Rio de Janeiro

Luci Sidaui – Cel. n (11) 98486-6198, luci@arandaeditora.com.br

Dora Bandelli - Cel. n (11) 95327-6608, dora.bandelli@arandaeditora.com.br

Paraná e Santa Catarina

Romildo Batista

Rua Carlos Dietzsch, 541, cj 204E – 80330-000 – Curitiba (PR) Tel. (41) 3501-2489/3209-7500, Cel. n (41) 9728-3060, romildoparana@gmail.com

Rio Grande do Sul Maria José da Silva Tel. (11) 2157-0291, C el. n (11) 98179-9661 e-mail: maria.jose@arandaeditora.com.br

INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES

China: Mr. Weng Jie – Hangzhou Oversea Adv Ltd 596 Tiyuchang Rd., Hangzhou, Zhejiang 310007, China

Tel.: (+86 571) 87063843, jweng@foxmail.com, wj@hz.cn

Germany: IMP InterMediaPro e K. – Mr. Sven Anacker Starenstrasse 94 46D – 42389 Wuppertal Tel.: (+49 202) 373294 11 , sa@intermediapro.de

Italy: QUAINI Pubblicità – Ms. Graziella Quaini Via Meloria 7, 20148 Milan Tel.: (+39 2) 39216180, grquaini@tin.it

Japan: Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina Grande Maison Room 303, 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073, Japan Tel : (+81 3) 3263-5065, e-mail: aso@echo-japan.co.jp

Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn 2nd fl, Ana Blsdg, 257-1 Myungli-Dong, Kangdong-Gu, Seoul 134-070, Tel.: (+82 2) 481-3411, jesmedia@unitel.co.kr

Switzerland: Mr. Rico Dormann, Media Consultant Marketing Moosstrasse 7, CH-8803 Rüschlikon Tel.: (+41 1) 720-8550, beatrice.bernhard@rdormann.ch

Taiwan: WORLDWIDE Services Co. Ltd. – Mr. Robert Yu 11F-B, Nº - 540, Sec. 1, Wen Hsin Road, Taichung Tel.: (+886 4) 2325-1784, global@acw.com.tw

UK: Robert G Horsfield International Publishers – Mr. Edward J. Kania Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA Tel.: (+44 1663) 750-242, Cel.: (+44 7974) 168188 – ekania@btopenworld.com

USA: Ms. Fabiana Rezak – 2911 Joyce Lane, Merrick, NY 11566, Tel.: (1 516) 858-4327, arandausa@gmail.com

ADMINISTRAÇÃO:

Diretor administrativo : Edgard Laureano da Cunha Jr.

CIRCULAÇÃO: São Paulo : Clayton Santos Delfino - Tel.: (11) 3824-5300

ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva

PROJETO VISUAL GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Estúdio AP

SERVIÇOS:

Impressão : Ipsis Gráfica e Editora S/A

Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima

PLÁSTICO INDUSTRIAL , revista brasileira sobre o processamento de materiais plásticos, é uma publicação mensal de Aranda Editora Técnica Cultural Ltda.

ISSN 1808-3528

Redação, Publicidade, Administração, Circulação e Correspondência: Alameda Olga, 315, 01155-900, São Paulo (SP), Brasil. Tel.: + 55 (11) 3824-5300 info@arandanet.com.br – www.arandanet.com.br

É enviada mensalmente a 12.000 homens-chave de empresas de transformação e processamento de materiais plásticos, fabricantes e importadores de máquinas, equipamentos e matéria-prima para a indústria do plástico e também para usuários de peças e produtos plásticos em todo o Brasil e demais países do Mercosul.

NOTÍCIAS

consultoria Global Market Insights (GMI) divulgou um relatório técnico projetando que o mercado global de polímeros autorreparáveis saltará de US$ 3,9 bilhões em 2026 para US$ 26,9 bilhões até 2035, com um crescimento anual composto (CAGR) de 23,8%. O avanço é impulsionado pela evolução da ciência dos polímeros e pela necessidade industrial de reduzir custos de manutenção e estender a vida útil de componentes em ambientes críticos. Embora a Ásia-Pacífico lidere em volume, a América Latina se destaca como a região que registrará a taxa de adoção mais rápida no mundo, sinalizando uma janela de oportunidade para os transformadores locais em setores como automotivo, construção civil e dispositivos médicos.

polímeros em revestimentos protetores de autopeças e componentes eletrônicos garante maior durabilidade sob estresse mecânico, reduzindo a necessidade de substituições frequentes.

De acordo com a GMI, o mercado é atualmente consolidado por grandes players como BASF (líder com 18,2% de participação), Covestro, Evonik, Arkema e Solvay, que juntos detêm quase 67% do setor.

A funcionalidade desses materiais está na capacidade de recuperar propriedades mecânicas e químicas após danos, operando via sistemas intrínsecos (ligações reversíveis) ou extrínsecos (agentes de cura incorporados). A tecnologia é estratégica para aplicações de alto valor agregado, nas quais a falha do material compromete a segurança ou resulta em prejuízos econômicos severos. O uso desses

Apesar do otimismo, ainda há desafios associados à escalabilidade e alto custo de desenvolvimento, que ainda limitam a produção. Contudo, a integração com a nanotecnologia e materiais como o grafeno prometem mitigar essas barreiras, tornando o processamento adaptável a linhas de produção já existentes e atendendo a requisitos de sustentabilidade e economia circular.

A longo prazo, a projeção indica que a personalização para aplicações específicas será o grande diferencial competitivo. Com a redução gradual dos custos de produção, os polímeros autorreparáveis deixarão de ser uma exclusividade de nichos como o aeroespacial para se tornar componentes fundamentais na infraestrutura e em bens de consumo duráveis.

GMI GMI GMI GMI GMI - www.gminsights.com

Avient (EUA), com fábrica em Itupeva (SP), lançou o Hiformer Slip + Antistatic, um novo aditivo líquido superconcentrado para filmes de polipropileno biaxialmente orientado (BOPP), disponibilizado comercialmente na América Latina. A solução foi desenvolvida para simplificar a gestão de estoque e eliminar erros NovoaditivotornamaisprevisívelocomportamentodoBOPP.

Imagem criada por IA/Gemini

de dosagem comuns no uso de aditivos isolados, garantindo maior eficiência produtiva e estabilidade nas propriedades ópticas e mecânicas do filme.

A principal inovação do produto está na combinação de agentes deslizantes e antiestáticos em uma única formulação líquida. Para o transformador de filmes de BOPP, essa integração

reduz a complexidade operacional e resulta em um processamento mais previsível. O uso do aditivo concentrado permite um controle de desempenho mais rigoroso, reduzindo variações de qualidade.

O Hiformer Slip + Antistatic foi formulado para manter a integridade das propriedades ópticas do polipropileno (PP), um

austríaca Engel (Cotia, SP) anunciou a construção da injetora de grande porte Duo 12000 US nas instalações de um cliente global, utilizando tecnologia de duas placas e tornando possível a moldagem de componentes com áreas projetadas superiores a 2,5 metros quadrados.

Com força de fechamento nominal de 110.000 kN e um sistema de injeção paralela, o equipamento foi desenvolvido para atender à crescente demanda pela moldagem de componentes de grandes dimensões (gigamoulding) para os setores de mobilidade e infraestrutura. A tecnologia, já presente também nos processos metal mecânicos, tem como objetivo obter peças complexas em uma única etapa produtiva. No caso da Engel, visa também substituir estruturas metálicas por polímeros de alto desempenho, com redução de custos e ganhos em termos de leveza.

aspecto crítico para embalagens de alto valor agregado. O aditivo já possui aprovação para aplicações em contato com alimentos, o que o torna apto para o mercado de embalagens flexíveis alimentícias, um dos maiores segmentos de consumo de filmes BOPP na América Latina.

Avient Avient – www.avient.com

mizando tensões residuais no material. Para suportar o peso máximo de molde de 170 toneladas, o projeto estrutural inclui oito colunas ( tie bars), embora o design modular da série Duo permita a montagem de modelos com quatro colunas, mantendo a precisão centesimal no fechamento e na repetibilidade do processo. As especificações técnicas da unidade revelam um grande desafio de engenharia: são 24 metros de comprimento, 8,4 metros de altura e peso total de 551 toneladas. Trinta

O sistema de injeção é configurado com duas unidades operando simultaneamente, equipadas com roscas plastificadoras de até 210 mm de diâmetro. Esta arquitetura permite um volume de injeção de até 65.000 cm³, garantindo o preenchimento homogêneo de cavidades de grandes dimensões e mini-

quilômetros de cabos conectam pontos da máquina, cuja potência instalada de 2,4 MW é gerenciada para alimentar processos de alta precisão, como a moldagem por injeção seguida de compressão, que permite definir dimensões com exatidão de centésimos de milímetro. Esse controle rigoroso é fundamental para aplicações em eletromobilidade, tais como carcaças de baterias e painéis estruturais inferiores, onde a estabilidade dimensional é crítica para a segurança e integração de plataformas automotivas.

Engel Engel – www.engelglobal.com

Novomodelodeinjetoraquesegueoconceitodegigamoldingecomporta moldes de até 170 toneladas.

NOTÍCIAS

Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgou o relatório de dados conjunturais do mês de fevereiro de 2026, revelando um cenário de desafios persistentes para o setor produtivo nacional. No período, o consumo aparente de máquinas e equipamentos — que soma a produção

retração das vendas no mercado interno quanto por uma perda de rentabilidade nas exportações, impactada pela valorização de 11% da moeda nacional frente ao dólar no último ano. Enquanto o mercado interno sofre com a baixa demanda da indústria de transformação e do setor de bens de consumo duráveis, as vendas externas, embora tenham crescido 20,5% em volume financeiro no comparativo interanual para atingir US$ 1,06 bilhão no mês, enfrentam margens mais estreitas devido ao câmbio e ao aumento dos custos logísticos globais.

Imagem: Abimaq

Dados da Abimaq consolidam a China como a principal fornecedora de bens de capital para o Brasil.

nacional destinada ao mercado interno com as importações — totalizou R$ 28,9 bilhões, o que representa uma queda nominal de 14,2% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Esse recuo é ainda mais acentuado quando analisado o acumulado do primeiro bimestre de 2026, que registra uma retração de 17,9% em relação ao primeiro bimestre de 2025. O desempenho negativo é atribuído, em grande parte, à manutenção de taxas de juros reais elevadas, que encarecem o crédito para aquisição de bens de capital e postergam decisões de investimento em ampliação de capacidade fabril.

A análise detalhada do faturamento líquido total do setor aponta para uma redução de 14,5% em fevereiro, alcançando a marca de R$ 20,4 bilhões. Essa queda foi influenciada tanto pela

No âmbito das importações, o Brasil adquiriu o montante de US$ 2,56 bilhões em maquinário estrangeiro durante o mês de fevereiro de 2026. A China consolidou-se como o principal player desse mercado, sendo responsável por 36% de todas as máquinas que entraram no País, seguida pelos Estados Unidos com 16,8% e pela Alemanha com 10,7%. Nem mesmo a queda de 2,7% nas importações de máquinas em geral no primeiro bimestre não se estendeu aos bens provenientes da China. As importações de máquinas para processamento de metais apresentaram uma alta de 7,4% no bimestre. Esse movimento sugere que, embora o volume total de compras tenha caído, ainda há nichos de modernização tecnológica que buscam no mercado chinês soluções de automação e precisão para manter a competitividade mínima frente aos produtos importados. A fragilidade da demanda interna também se refletiu na ocupação da estrutura produtiva dos fabricantes de máquinas. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) encerrou o mês de fevereiro em 78,5%,

Qualidade

Nossasmangueirasdepoliuretano sãofabricadascomosmaisaltos padrõesdequalidade,garantindo durabilidadeeresistência.

Variedadedeopções

Oferecemosumaamplagamade mangueirasdepoliuretanopara atenderàssuasnecessidades específicasdeaplicação.

Agilidadedeentrega Comprometemo-nosaforneceruma entregarápidaeeficienteparaque vocêpossacontarcomnossos produtosquandomaisprecisar

Suportetécnicoespecializado Nossaequipetécnicaestádisponível paraoferecersuporteeorientação, desdeaseleçãodoprodutoatéa assistênciapós-venda.

Soluçõesde altaqualidade econfiabilidade emtubosde poliuretano (TPU).

(54)3224.4303 vendas@mantova.ind.br CaxiasdoSul–RS

NOTÍCIAS

permanecendo abaixo da média histórica. Outro dado preocupante trazido pela Abimaq é a redução da carteira de pedidos, que agora garante apenas nove semanas de produção futura, uma redução de 6,4% em relação ao patamar registrado no mesmo período de 2025. Essa falta de visibilidade quanto ao fluxo de

encomendas no curto e médio prazo tem levado as empresas a adotarem uma postura defensiva, priorizando a gestão de caixa em detrimento da renovação tecnológica.

Como consequência direta desse desaquecimento produtivo, o setor de máquinas e equipamentos registrou o fechamento de aproximadamente

Associação Brasileira da Indústria Química (Abi quim), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), lançaram a primeira norma técnica setorial do Programa Selo Verde Brasil, focada em polímeros de eteno de fonte renovável. O objetivo da iniciativa é estabelecer critérios técnicos de padronização, transparência e credibilidade para a avaliação de atributos ESG (ambientais, sociais e de governança), criando um referencial metodológico que permita a valorização desses insumos sustentáveis em diversas cadeias produtivas e o fortalecimento de políticas de compras públicas.

3 mil postos de trabalho somente em fevereiro de 2026. Atualmente, o quadro total de colaboradores do setor soma 414,8 mil pessoas, o que representa uma estabilização negativa após os picos de contratação observados em anos anteriores.

Abimaq Abimaq Abimaq Abimaq – www.abimaq.org.br

A escolha do eteno verde como marco inicial é estratégica para o setor de transformação, uma vez que o polímero atua como um insumo intermediário fundamental com ampla aplicação industrial. A norma, construída por consenso técnico da ABNT, incorpora conceitos de economia circular e baixa emissão de carbono, servindo como uma “norma-mãe” que garante consistência na mensuração de desempenho ambiental e facilita a substituição de matérias-primas de origem fóssil por biomassa nacional.

Para a indústria de plásticos, a medida sinaliza uma nova fase de competitividade baseada na descarbonização e no acesso a mercados internacionais mais exigentes. Segundo os órgãos envolvidos, o selo não apenas orienta o mercado sobre a origem sustentável dos materiais, mas também funciona como um indutor de inovação ao longo de toda a cadeia de fornecedores.

Abiquim – www.abiquim.org

A moldagem por sopro exige equipamentos com alto controle e eficiência energética para atender à fabricação de geometrias especiais e grandes volumes de produção. As sopradoras atuais possuem recursos de automação e troca rápida de moldes, fundamentais para a competitividade em setores como o de embalagens, automotivo e o de utilidades domésticas. O guia a seguir detalha as características técnicas e os diferenciais das máquinas disponíveis no mercado brasileiro.

Extrusão-sopro A empresa é Injeção-sopro Pré-forma

Importadora Fabricante/País

Alfamach (11) 4525-5488 divisaosopro@alfamach.com.brTongda e Victor/China

Aoki (11) 98383-4297 n guilherme@aokidobrasil.com.br Aoki/Japão

Automa(*) sales@automabymagic.it

Bekum sales@bekum.com

Brásia(11) 97411-1919 n info@brasialtda.com.br Sansun/China

Cypet(*) info@cypet.eu

Dardi (41) 98801-7767 gerente.vendas@dardi.com.br Dardi/China

IMC Sopradoras imcsopradoras.oet@gmail.com

JBL Pet(45) 99807-0001 comercial@jblpet.com.br

Jomar sales@jomarcorp.com

MaqSopro (51) 99116-3106 n gilvan@maqsopro.com

Mingplast(11) 99185-7099 n mingplast@gmail.com Etdz/China

Multipet (45) 3056-1800 multipet@multipetsopradoras.com.br

Multi Pack Plas (11) 92115-3590 n carla.roberta@multiblow.com.br

Pet All cpetti@petallmfg.comCanadá

PET(*)t.pronikova@pet-eu.net

Sipa (11) 4772-8300 sipa.sulamerica@zoppas.com Sipa/Itália

Smigroup(11) 3601-5334sales.br@smigroup.net Smigroup/Itália

ST Blow Moulding sales@st-blowmoulding.com

Starky (19) 99955-3005 n mariana.camargo@starky.com.br Starky/China

Suzhou(*)sales@bestarmachinery.com

(*) A empresa procura por representante no Brasil.

Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 47 empresas pesquisadas.

Revista Plástico Industrial, abril-maio de 2026.

Este e muitos outros Guias PI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/pi e confira.

Também é possível incluir a sua empresa na versão on-linede todos estes guias.

A aplicação de métodos de análise térmica, tais como a Calorimetria Exploratória de Varredura (Differential Scanning Calorimetry, DSC) e a Análise Termogravimétrica (Thermogravimetric Analysis, TGA), permite a avaliação precisa de misturas de polímeros provenientes de rejeitos pós-consumo. A DSC separa e quantifica polímeros conforme suas entalpias de fusão específicas, enquanto a TGA determina as temperaturas de degradação e as frações de impurezas. Em conjunto, esses métodos oferecem uma solução eficaz para identificar e otimizar resinas recicladas, mesmo no caso de materiais complexos.

N. Rudolph, N. Laufer e S. Ofe

As crescentes exigências quanto à qualidade dos plásticos reciclados requerem métodos analíticos cada vez mais sofisticados. Isso é particularmente relevante no contexto de normas como a DIN SPEC 91446, que define padrões de qualidade para plásticos reciclados, garantindo a obtenção de materiais de alta qualidade para aplicações técnicas. Ao mesmo tempo, requisitos de regulações como a Portaria sobre Embalagens e a Diretiva Europeia sobre Veículos em Fim de Vida (End of Life Vehicles, ELV) pres-

Natalie Rudolph (natalie.rudolph@netzsch.com) é gerente da Divisão de Polímeros da NetzschGerätebau GmbH, em Selb, Alemanha. Nico Laufer (laufer@ipt-wismar.de) é presidente do Conselho do Instituto de Tecnologias de Polímeros e Produção e.V. (Institut für Polymer- und Produktionstechnologien, IPT) em Wismar, Alemanha. Stefan Ofe (ofe@iptwismar.de) é diretor comercial do IPT. Este artigo foi publicado originalmente na edição de outubro de 2024 da revista alemã Kunststoffe. Copyright by Carl Hanser Verlag. Direitos para o português adquiridos por Plástico Industrial. Tradução e adaptação de Antonio Augusto Gorni.

sionam a indústria da reciclagem para aumentar a qualidade e a quantidade de materiais recuperados. Essas diretivas promovem o uso de materiais reciclados de alta qualidade e exigem que a indústria aplique métodos precisos para analisar a composição dos rejeitos plásticos.

Métodos convencionais baseados em radiação infravermelha, tais como a espectroscopia no infravermelho próximo (Near Infrared,

NIR) e a espectroscopia no infravermelho com Transformada de Fourier ( Fourier Transform Infra Red, FTIR), frequentemente usados para a identificação rápida de plásticos, atingem seus limites na análise de misturas complexas de polímeros com cores escuras ou altamente pigmentadas. Métodos de análise térmica, como a Calorimetria Exploratória de Varredura (DifferentialScanningCalorimetry, DSC) e a Análise Termogravimé-

Fig. 1 – Na medição por análise de DSC de uma mistura de poliolefinas, o sinal de fluxo de calor (azul) mostra dois picos distintos. Pode ser usado um software para separar (verde, laranja) e analisar esses dois picos, caracterizando-os do ponto de vista material (Fonte: Netzsch; gráfico: © Hanser).

trica (ThermogravimetricAnalysis, TGA), fornecem informações mais detalhadas sobre as propriedades térmicas e são particularmente eficazes na determinação da composição de materiais reciclados.

Comparação dos métodos: DSC.

O método DSC mede a taxa de fluxo de calor de uma amostra em relação a uma referência para identificar transições de energia, como a fusão e a transição vítrea. Essas transições térmicas são características de certos polímeros e podem ser usadas para identificar os componentes em uma mistura e quantificar suas proporções. Principalmente no caso de misturas de polímeros, frequentemente encontradas nos fluxos de reciclagem, esses efeitos térmicos podem se sobrepor. A função “Separação de Picos” (Peak Separation) do software Netzsch Proteus per-

mite que esses picos sejam separados matematicamente para possibilitar uma análise precisa.

Um exemplo concreto (figura 1): uma análise por DSC (modelo de instrumento: DSC 300 Caliris; fabricante: Netzsch-Gerätebau GmbH) foi realizada numa mistura de PEAD contendo 20% em peso de PP, desde -20°C até 250 °C (mostrada aqui apenas na faixa entre 30 e 200°C) em atmosfera de nitrogênio. O sinal do fluxo de calor na DSC (cor azul) mostra dois picos distintos. Utilizando a função de Separação de Picos, esses dois picos podem ser separados numa primeira etapa (cores verde e laranja). Numa segunda etapa, os picos separados podem ser analisados usando a função “Identificar” (Identify), de forma a associar o primeiro pico a 110°C como sendo PEAD e o segundo pico a 163°C como sendo PP (apenas a identificação de PEAD é mostrada aqui).

Um aspecto importante da análise por DSC está no cálculo das frações percentuais dos polímeros individuais, feito com base na entalpia de fusão que foi medida. Esse parâmetro é comparado com as entalpias de referência (entalpias específicas de fusão) dos polímeros puros. O grau de cristalinidade do polímero desempenha um papel crucial, pois a entalpia de fusão depende diretamente da quantidade e do grau de cristalinidade do polímero. Ao separar os picos e calcular as áreas correspondentes, é possível determinar a composição exata da mistura de polímeros.

Aqui são utilizadas duas abordagens. Primeira: se o material puro for conhecido, a fração em peso do polímero pode ser calculada a partir da razão entre as entalpias de fusão medidas da mistura e do material puro (equação 1). Entretanto, isso raramente ocorre no fluxo de reciclagem.

Segunda: nessas circunstâncias, devese usar a entalpia de fusão dos polímeros correspondente a 100% de cristalinidade e assumir um grau típico de cristalinidade para o respectivo material na mistura (equação 2).

A entalpia de fusão de um polímero 100% cristalino é conhecida para muitos plásticos e é, por exemplo, igual a 207 J/g para o PP e 293 J/g para vários tipos de PE. Considerando os dois picos separados na figura 1, obtém-se, pelo Método 1 e com o conhecimento das entalpias de fusão dos materiais puros, uma fração em massa de 78% em peso para PEAD e de 18% em peso para PP, em vez dos valores reais de 80% e 20% em peso. O déficit de 4% decorre do ajuste matemático da curva, durante o qual pequenas frações da entalpia não foram incluídas neste caso.

Comparação dos métodos: TGA.

Fig.2–MediçãoporTGA,desdeatemperatura ambiente até 550°C, sob atmosfera de N‚ em PEAD, PP e PEBD, bem como em uma mistura. A curva de degradaçãodamisturasesobrepõeàdoPEBD,maso sinalc-DTApermiteumadistinçãoclara(©Netzsch).

A análise termogravimétrica (TGA) complementa a DSC monitorando as alterações de massa de uma amostra devido à temperatura. Isso é particularmente útil para determinar a estabilidade térmica e identificar processos de degradação. A tecnologia c-DTA (análise térmica diferencial) da Netzsch permite a calibração precisa da temperatura e a detecção de reações exotérmicas e endotérmicas. Isso também possibilita a obtenção de um sinal DSC calculado que, por sua vez, pode ser consultado no banco de dados da função Identify para identificação. Um exemplo mostra uma medição feita por TGA (tipo de dispositivo: TGA 309 Libra; fabricante: NetzschGerätebau) em PP, PEAD e PEBD, bem como uma mistura de PEAD com 30% em peso de PP (figura 2). A massa de todas as amostras permanece constante até aproximadamente 420°C. Acima dessa temperatura, todos os quatro materiais começam a se decompor. As resinas puras podem ser facilmente distinguidas umas das outras durante a degradação.

DUAS CORES. UMA INJEÇÃO ZERO RETRABALHO

DM III GEN-3, Bi Color

Solução Multimaterial

Plato servo-acionado, 168 a 568 ton, controle EtherCAT. Uma única etapa substitui processo, montagem e custo.

Quando o diferencial do seu produto começa na máquina.

Visite o Stand da Chen Hsong na maior vitrine industrial da América Latina. De 05 a 09 de Maio no Expo São Paulo

Fig. 3 – Medição por TGA numa fração de embalagem cartonada de bebida com amostra pesando 20 mg; configurações de temperatura: 25 a 800°C (20 °C/min), gás: N2 (23 ml/min) (Fonte: IPT; gráfico: © Hanser).

Entretanto, a decomposição da mistura é muito semelhante à do PEBD. Para diferenciar o resultado com precisão ainda maior, utiliza-se o sinal c-DTA (metade esquerda da imagem), que representa um sinal de DSC calculado. Assim, o comportamento de fusão das quatro resinas pode ser comparado, podendo-se observar então uma clara diferença entre o PEBD e a mistura.

Além disso, dois picos sobrepostos são visíveis na mistura. Numa etapa subsequente, esses picos de fusão podem ser comparados com os constantes no banco de dados e identificados como PEAD e PP. Também é possível separar os picos presentes no sinal. O sinal c-DTA calculado é, na maioria dos casos, impreciso demais para permitir a quantificação pela área do pico. Para isso, recomenda-se efetuar uma combinação com uma medição DSC.

Métodos baseados em radiação infravermelho: NIR E FTIR.

A espectroscopia no infravermelho próximo (NIR) e a espectroscopia no infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR) são métodos amplamente utilizados

para a identificação rápida de polímeros. Eles utilizam espectros de absorção específicos que servem como impressões digitais dos materiais. A espectroscopia NIR é particularmente eficaz na triagem de plásticos em fluxos de reciclagem, pois oferece resultados rápidos e é fácil de usar. Já a espectroscopia FTIR oferece uma análise espectral mais detalhada e pode fornecer informações mais aprofundadas sobre a estrutura química dos polímeros.

No entanto, os métodos baseados em infravermelho (IV) encontram dificuldades significativas na análise de misturas complexas de polímeros. A análise de poliolefinas como o polietileno (PE) e o polipropileno (PP) é particularmente problemática devido à similaridade nas estruturas químicas desses polímeros. Esse fato leva à sobreposição de bandas de absorção, o que dificulta uma diferenciação confiável. Em particular, a diferenciação quantitativa entre PEBD, PEAD e PELBD é praticamente impossível usando métodos baseados em infravermelho. Além disso, esses são bastante inadequados para a análise de resinas escuras ou pretas, pois elas absorvem fortemente a luz infravermelha,

levando a resultados de medição imprecisos ou nulos.

Em comparação, as análises de DSC e TGA oferecem informações mais detalhadas sobre as propriedades térmicas e físicas dos polímeros e podem ser usadas para quantificar as frações de polímeros em misturas. Uma das principais vantagens dos métodos de análise térmica é sua independência em relação à cor dos plásticos, o que os torna particularmente úteis para a análise de polímeros escuros ou pretos. Entretanto, são significativamente mais lentos, pois uma medição DSC relevante, por exemplo, leva de duas a 2,5 horas. Isso implica no fato de que ela não pode ser usada em linha no processo, como as medições NIR, mas apenas para medições no laboratório de controle da qualidade. Na prática, foi demonstrado que pequenas quantidades de amostra, de 10 mg, permitem tirar boas conclusões sobre amostras homogeneizadas, como formulações, mas um grande número de amostras é necessário no caso de flocos. Métodos como a tecnologia Madscan da Veridis Technologies, baseada em DSC e capaz de medir 30 g de uma só vez, são adequados neste caso.

Resultados: aplicação na reciclagem pós-consumo de embalagens cartonadas para bebidas.

O Instituto de Tecnologias de Polímeros e Produção (Institut für Polymer- und Produktionstechnologien, IPT) apresentou um estudo de caso sobre a aplicação desses métodos de análise térmica em pesquisa voltada para a indústria. O IPT mantém estreita a ligação com a indústria de reciclagem e se especializou na análise e otimização de materiais reciclados pós-consumo e pós-industriais.

QUALIDADE

Era necessário determinar a composição polimérica do material pósconsumo proveniente de diversos tipos de embalagens cartonadas de bebidas, provenientes do duales System (sistema de coleta seletiva de embalagens domésticas da Alemanha), que é reciclado mecanicamente. O principal componente desses materiais reciclados é o PE. Entretanto, eles também contêm outros polímeros, como PP e PET, além de resíduos orgânicos e inorgânicos como, por exemplo, fibras de celulose e partículas de alumínio. A análise por DSC revelou um pico para PP, bem como picos sobrepostos

temperaturas de degradação dos diversos componentes da seguinte forma: a celulose decompõe-se a temperaturas abaixo de 390°C, enquanto as poliolefinas, como PP e PE, degradam-se na faixa entre 390 e 550°C. O alumínio e as substâncias inorgânicas que não se degradam termicamente permanecem como resíduos após a comutação para oxigênio, acima de 800°C (figura 3). Esta análise detalhada permite a identificação dos componentes e também maximiza potencialmente o rendimento. A amostra continha aproximadamente 9% de componentes biodegradáveis, como resíduos

Fig. 4 – Medição por DSC das frações da mistura de embalagens cartonadas de bebidas com amostra pesando 5 mg (cadinho: Concavus Al, tampa perfurada); configurações de temperatura: 25 a 220°C (10 K/min), gás: N2 (40 ml/min) (Fonte: IPT; gráfico: © Hanser).

para PEBD e PELBD/PEAD, que foram separados pela função de Separação de Picos. PELBD e PEAD são compatíveis e aparecem como um único pico após a homogeneização no misturador. A quantificação da fração de polímero com base nas entalpias de fusão calculadas é significativamente mais precisa do que seria possível usando métodos de análise por infravermelho.

A análise termogravimétrica (TGA) (modelo de instrumento: TG 209 F1 Libra; fabricante: Netzsch-Gerätebau) identificou as

de fibras, e 17% de substâncias inorgânicas (principalmente alumínio).

A partir das entalpias de fusão medidas em paralelo por DSC (instrumento modelo: DSC 214 Polyma, Netzsch-Gerätebau), as frações em massa dos componentes individuais foram calculadas usando a equação 2 após a separação dos picos (figura 4), considerando os resultados da análise por TGA (correção da massa da amostra). As frações em peso determinadas foram iguais a 43% para PEBD, 17% para PELBD/PEAD e 5% para PP.

A somatória de todos os componentes de reciclado pós-consumo que puderam ser claramente identificados, sendo polímeros semicristalinos (65%), resíduos de fibra (9%) e alumínio (17%), resultou numa fração de peso residual de aproximadamente 9%. Esse resíduo consiste em substâncias desconhecidas e imprecisões de medição.

Uma ferramenta indispensável para a indústria da reciclagem

Os resultados mostraram que a combinação das análises de DSC e TGA é particularmente eficaz para a análise de misturas de polímeros. A capacidade da análise de DSC em medir com precisão a entalpia de fusão e quantificar com exatidão os

componentes de uma mistura a torna uma ferramenta indispensável para a indústria de reciclagem. A análise termogravimétrica (TGA) a complementa, fornecendo informações detalhadas sobre temperaturas de degradação, estabilidade térmica e proporções de componentes de materiais infusíveis. Como já mencionado, esses métodos de análise térmica também têm a vantagem de serem independentes da cor e, portanto, adequados para analisar polímeros de cor preta.

A aplicação desses métodos em embalagens cartonadas de bebidas demonstra a precisão e eficácia que a determinação das frações de polímeros pode alcançar, levando, em última análise, à maximização do rendimento de materiais reciclados valiosos.

Conclusão

Espera-se que o desenvolvimento contínuo de técnicas de análise térmica produza métodos ainda mais precisos e eficientes, que adicionalmente aprimorem a análise de misturas de polímeros. As inovações futuras poderão se concentrar na redução do tempo de medição, no aumento do volume das amostras e na integração com outras técnicas analíticas para permitir uma caracterização ainda mais abrangente dos materiais reciclados. O aprimoramento contínuo desses métodos será crucial para atender às crescentes demandas por qualidade e pureza dos materiais reciclados em uma economia circular sustentável.

A coloração de resinas termoplásticas ultrapassa aspectos estéticos, envolvendo a compatibilidade química entre pigmentos e polímeros, além da resistência à degradação térmica durante o processamento. A especificação correta dos masterbatches garante a uniformidade visual dos produtos finais e permite incorporar funções como a proteção contra radiação UV ou oxidação. Este guia reúne fornecedores que aliam o estudo de tendências de mercado ao suporte técnico necessário para assegurar a integridade das propriedades das peças finais de seus clientes.

Activas(11) 93078-6920 isabela.carvalho@activas.com.br

Ampacet (11) 2015-9001 info@ampacet.com

Avient (11) 3198-3494 geovanna.barbosa@avient.com

AWS Brasil (41) 99684-6867 contato@awsbrasil.com.br

Bevi Plastic (11) 4718-8888 bevi@beviplastic.com.br Braschemical (11) 5070-0970 vendas@braschemical.com.br

BSA(48) 99805-0075 comercial@bsa.ind.br

Colorfix (41) 3675-5300 comercial1@colorfix.com.br

Colormix (11) 98928-4753 aline.souza@colormix.net.br

Concept (54) 3260-5163 comercial2@conceptchr.com.br

Cristal Master (47) 3451-5056 marketing@cristalmaster.com.br

Cromex(11) 99499-8408 comercial@cromex.com.br

Dry Color (19) 99698-2746 vendas@drycolor.com

Kalay (41) 98446-2193 isabelle@kalay.com.br

Mix Color (12) 3958-7759 mixcolor@mixcolormaster.com

Petromaster (11) 98935-7835 rosana@petromaster.com.br

Plentychem (11) 98785-0743 plentychem@plentychem.com.br

Prime Polymers (15) 99615-0250 comercial@primepolymers.com.br

Procor(19) 3829-4070 vanessa@procorpigmentos.com.br

Sulpol (51) 99678-0093 sulpolplasticos.car@terra.com.br

Suprecolor (11) 99136-4760 comercial@suprecolor.com.br

Termocolor (11) 4053-4054 vendas1@termocolor.com.br

True Color (11) 2119-1299 comercial@truecolor.com.br

Vic Plásticos (54) 3213-1990 vicplasticos@vicplasticos.com.br

Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 141 empresas pesquisadas.

Revista Plástico Industrial, abril/maio de 2026.

Este e muitos outros Guias de PI estão disponíveis online, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/pi e confira.

Também é possível incluir a sua empresa na versão online de todos estes guias.

PROCESSO

Augusto Dornelles

A indústria de sopro, responsável pela produção de embalagens e componentes ocos, está em um período de profunda transformação. Fatores como pressões macroeconômicas, regulamentações ambientais e a evolução das expectativas dos consumidores estão redefinindo seu panorama tecnológico e operacional. Este artigo explora as tendências-chave que moldam o futuro do setor, integrando insights de relatórios sobre o mercado brasileiro de máquinas para sopro de PET e o mercado global de máquinas de extrusão-sopro.

Otriênio 2024-2026 está sendo desafiador para a indústria de polímeros e de sopro, com pressões inflacionárias, políticas monetárias restritivas e geopolítica complexa impactando a demanda. Apesar disso, projeções indicam um crescimento significativo para o mercado de máquinas de extrusãosopro em um horizonte próximo.

Inovação tecnológica e adaptação

A modernização das máquinas é guiada por eficiência energética, automação e compatibilidade com reciclados.

• Máquinas PET (Brasil): automáticas, semi-automáticas e manuais, com tecnologias de estágio único, dois estágios e híbridas.

Fig.1-Tamanhodomercadoeprojeçãodedesempenho nosetordemáquinasdesopro-2024-2032

• Extrusão-sopro global: máquinas multicamada 2D/3D, hidráulicas e elétricas/ servo-acionadas, sendo que estas ganham pela precisão e menor consumo.

Dinâmica dos materiais e suas aplicações

Augusto Dornelles é mestre em Engenharia Automotiva pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), tecnólogo em Mecânica (Unesp/ Centro Paula Souza), bacharel em Ciências Sociais & Econômicas e licenciado em Metodologia da Educação, ambos pela USP, com pós-graduação em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e formação em Green Transition pela University of Cambridge. Certificado como Auditor Internacional EuCertPlast e RecyClass (Plastics Recyclers Europe). Atualmente lidera o Head of Audit Office na Aceplas Certificação (Brasil) e na AC-ESG-PLAS (Portugal). Reprodução autorizada.

O gráfico destaca que “o mercado de SSEBM (Solid State Extraction Blow Moulding, moldagem por sopro com extração em estado sólido) deve crescer de USD 560 milhões em 2025 para USD 865,40 milhões até 2032” e que o mercado de BEBM (Bottle Extrusion Blow Moulding, moldagem de garrafas por extrusão-sopro) “projeta um crescimento de USD 15.500 milhões para USD 25.780,60 milhões” no mesmo período. Isso evidencia a dominância estrutural do segmento de garrafas.

A escolha do polímero é central para as características do produto final.

Polietileno (PE), o protagonista global em evolução

O polietileno (PE) é o material dominante no sopro global, especialmente PEAD, usado em garrafas, tanques e peças automotivas. Dentre as suas aplicações estão garrafas, contêineres, brinquedos, peças automotivas e produtos para uso doméstico.

Avanços em resinas permitem maior resistência à fissuração sob tensão ambiental-ESCR (Environmental Stress Cracking Resistance) e redução de espessura, conforme citado em US, Latin America & Asia Single Station Extrusion Blow Molding Machine Market Report Sample 2033, página 11.

Aplicações tradicionais e inovadoras

Garrafas de PEAD para leite e detergentes permanecem como um segmento estável em mercados desenvolvidos. No entanto, este segmento enfrenta pressão de alternativas mais sustentáveis. Tambores industriais e frascos para óleo automotivo representam nichos mais resistentes à substituição, devido aos requisitos específicos de resistência química e durabilidade. O relatório de SSEBM lista explicitamente “Plastic Bottles”, “Containers”, “Toys”, “Automotive Parts” e “Household Products” como “Aplicações”. (US, Latin America & Asia Single Station Extrusion Blow Molding Machine Market Report Sample 2033, Página 11.)

Inovações tecnológicas em resinas

Desenvolvimentos recentes em catalisadores e tecnologias

de polimerização têm permitido a produção de graus de PEAD com propriedades aprimoradas, como maior resistência à fissuração por estresse ambiental (ESCR). Saiba mais sobre o assunto lendo a coluna Normas, na página 36 desta edição.

Polipropileno (PP): especialização e nichos de alto valor O polipropileno (PP) é importante na indústria de alimentos e cosméticos, com forte crescimento na América Latina e Ásia. Tecnologias de clareamento ampliam o apelo es tético do PP, aproximando-o do PET.

Station Extrusion Blow Molding Machine Market Report Sample 2033, Página 12).

Polietileno Tereftalato (PET), dominante em garrafas e o foco brasileiro O polietileno tereftalato (PET) é o material central no Brasil, especialmente para a indústria de bebidas e farmacêuticos. Máquinas para PET evoluem rapidamente para alcançar maior eficiência e compatibilidade com a moldagem de material reciclado.

• Indústrias de uso final para PET no Brasil. Os mercados de alimentos, bebidas e fármacos são os principais usuários de máquinas de sopro de PET no Brasil. (Brazil PET Blow Molding

Fig.3-DemandaglobalporPPparaoprocessodesopro

Segmentos de crescimento e avanços estéticos

A demanda por embalagens premium, combinada com a capacidade do PP de aceitar decoração sofisticada, cria oportunidades para produtos de maior valor agregado. (US, Latin America & Asia Single

MachinesMarketReportSample 2033, Página 9.)

• Presença em extrusão-sopro. É marcante a evolução das máquinas de sopro de PET, automáticas e de dois estágios, assim como a busca de compatibilidade com o PET reciclado.

Fig.2-DemandaglobalporPEparaoprocessodesopro

Policloreto de vinila (PVC), declínio estrutural e nichos residuais

O policloreto de vinila (PVC) ainda é usado em frascos, mas a sua menor reciclabilidade o torna menos competitivo. (US, Latin America & Asia Single Station Extrusion Blow Molding Machine Market Report Sample 2033, Página 11.)

Outros polímeros e bioplásticos

Este mercado cresce impulsionado por metas ambientais e inovação em materiais bio-baseados.

A revolução da sustentabilidade

A sustentabilidade causa a transformação, impulsionada por compromissos corporativos e regulatórios.

Grandes marcas como Unilever, Nestlé e Coca-Cola têm metas ambiciosas para reduzir o uso de polímeros virgens e tornar suas embalagens recicláveis e /ou reutilizáveis.

Tab. 1 - Metas de sustentabilidade das empresas em embalagens plásticas

Regulamentações governamentais

A Regulamentação Europeia de Embalagens Plásticas e Resíduos (PPWR, Packaging and Packaging Waste Regulation, de 2024), cria metas obrigatórias de conteúdo reciclado, e esses mandatos impulsionam a demanda por material reciclado de alta qualidade, exigindo máquinas mais robustas e versáteis.

• Garrafas plásticas de uso único para bebidas: 30% de conteúdo reciclado até 2030 e 65% até 2040.

• Outras embalagens plásticas: 35% de conteúdo reciclado até 2030 e 65% até 2040.

Empresa Empresa Empresa Empresa Compromisso Compromisso UnileverReduzir em um terço o consumo de plástico virgem nas embalagens até 2025.

Johnson & JohnsonGarantir que 100% das embalagens plásticas sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025.

Nestlé Tornar todas as embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025.

Reduzir em um terço o uso de plástico virgem nas embalagens em relação aos níveis de 2018.

Kraft HeinzReduzir em 20% o uso de plástico virgem nas embalagens em relação aos níveis de 2021.

Coca-ColaTornar 100% das embalagens recicláveis globalmente até 2025.

Usar 50% de material reciclado nas embalagens até 2030.

L’OréalProjetar 100% das embalagens plásticas para serem recarregáveis, reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis. Usar 50% de plástico reciclado nas embalagens até 2025 (base 2019).

PepsiCoProjetar 100% das embalagens para serem recicláveis, compostáveis ou biodegradáveis até 2025.

Mars Alcançar 30% de conteúdo reciclado médio nas embalagens plásticas até 2025.

Colgate-PalmoliveEliminar um terço dos plásticos novos nas embalagens até 2025.

Danone Reduzir em 30% o consumo médio de plástico virgem até 2025.

Tab. 2 – Principais fabricantes e tipos de produtos reciclados

Empresa Empresa Empresa Empresa

Grau da resina Grau Grau da resina Grau

Tipo de resina Tipo de resina

SCG ChemicalsPCDH01BN, PCDH02BW,

Reliance Industries EcoRelene ECO HD03, EcoRelene ECO HD01

LyondellBasell

LyondellBasell

reciclado

reciclado

reciclado

reciclado

Total Energies50% rPE6314, 70% rPE 5673 r-HDPE 50% PCR

Total EnergiesrPP (Em desenvolvimento) r-PP50% e 70% PCR

PCR-HDPE Public Company Ltd.PCHR02BW, PCRH03BB

PCR-HDPE

CirculenRecover HD45U06 Natural r-HDPE 40% PCR-HDPE

CirculenRecover HD5603 Grey r-HDPE 98% material reciclado baseado em reciclado pós-consumo (PCW)

Braskem 70% DA055A, 40% DA054B, 70% DA065A r-HDPE 70% e 40% material reciclado (PCR)

Braskem 100% DAR 004GC, 50% DAR 005ª r-HDPE 50% e 100% cento material reciclado

Braskem RPR 7A2 WE, 70% RPR 7A5 WE r-HDPE Polímero reciclado pós-consumo

INEOS 55% rHD5502WT, 50% rHD5402, 50% rHD5603 r-HDPE 55% e 50% PCR

Fig.4- Metasregulatóriasdeconteúdorecicladona Europa(PPWR)

PROCESSO

A implementação desses compromissos enfrenta obstáculos significativos:

• Escassez de reciclados de qualidade. A oferta de material reciclado pós-consumo (PCR) de alta qualidade é limitada, e a infraestrutura de coleta e processamento ainda está em desenvolvimento em muitas regiões, incluindo partes da América Latina e Ásia.

• Variações na matéria-prima. O processamento de PCR exige máquinas com maior tolerância a variações na viscosidade, densidade e presença de contaminantes, impactando os ciclos de produção, as propriedades mecânicas do produto final e o desempenho dos sistemas de controle. Isso impulsiona a demanda por máquinas mais robustas e versáteis, como as “máquinas de extrusão-sopro elétricas/servo-acionadas” que oferecem controle preciso. Conta -se ainda com o apoio de

fornecedores globais desenvolvendo novas alternativas em plásticos com conteúdos reciclados (PIR & PCR).

Redução de peso e pressões de mercado

A redução de peso é essencial para reduzir custos e emissões. O documento citado destaca que o sopro multicamada com núcleo expandido é a “próxima fronteira”, permitindo paredes mais finas com manutenção da rigidez. A competição com embalagens flexíveis força a inovação em design, ergonomia e barreira.

Impactos da eletrificação veicular

A queda na demanda por tanques de combustível soprados é compensada por novas aplicações para o sopro nos veículos elétricos: dutos térmicos, componentes estruturais e peças técnicas.

Fig.5-:Principaisdriverserestriçõesparaomercadodeextrusão-sopro(SSEBMeBEBM)

Nota: Nota: Omercadodeextrusãosoprocresceimpulsionadopelademandapor embalagens,avançostecnológicosepressõesporsustentabilidade.Incentivos governamentaistambémcontribuemparaacelerarinvestimentos.Emcontraste,oalto custoinicial,regulamentaçõesrígidaseavolatilidadedasmatériasprimasatuamcomo barreirasrelevantes.Acomplexidadedoprocessamentoadicionadesafiosoperacionais aosetor.Aanálisedessesfatorespermiteidentificaroportunidadeseanteciparriscosque afetamdecisõesdeinvestimento.Comisso,empresaspodemplanejarestratégiasmais assertivaseavaliarsuacompetitividadefrenteaoutrastecnologias.

Oportunidades de crescimento e impulsores

Apesar dos desafios atuais, a indústria de sopro encontra crescimento em setores como energia, saúde e fitness. Bebidas funcionais e farmacêuticos impulsionam a demanda por embalagens com barreira específica e alta precisão. No Brasil, o segmento de alimentos e bebidas é o principal motor para as máquinas de sopro PET ( Brazil PET Blow Molding Machines Market Report Sample 2033, Página 9). Globalmente, a indústria de bebidas domina o mercado de BEBM com 46,8% de participação.

• Bebidas e farmacêuticos: principais motores no Brasil e globalmente.

• Mercados emergentes: Brasil, Índia e China impulsionam os mercados de higiene e cosméticos.

• Substituição tecnológica: sopro versus rotomoldagem em tanques menores.

• Indústria 4.0: automação, IoT e eficiência energética tornamse padrão.

A Ásia-Pacífico lidera o mercado, com “42,3% de participação em SSEBM e 38,7% em BEBM”.

Dinâmica de preços recente e fatores de pressão

Após os picos históricos de preços em 2020-2022 e agora de 2026, os valores do PE, PP e PVC

experimentaram correções significativas. Este fato se reflete na reformulação das cadeias de suprimentos e impactos na demanda devido ao atual impacto geopolítico de questões como a guerra Irã-Estados Unidos e as consequência do bloqueio logístico no Estreito de Ormuz.

Em termos de maquinário, fabricantes como Kautex, Bekum, Sidel, Nissei ASB e KHS investem em:

• automação e servo-acionamento

• compatibilidade com reciclados

• modularidade e eficiência energética

• expansão para mercados emergentes (Brazil PET Blow Molding MachinesMarketReportSample 2033, Página 35; US, Latin America & Asia Single Station ExtrusionBlowMoldingMachine Market Report Sample 2033, Página 39.)

Conclusões e perspectivas

A indústria de sopro avança para um modelo mais sustentável, automatizado e globalizado. O sucesso dependerá de:

• adaptação às regulamentações de conteúdo reciclado

• investimento em máquinas elétricas, multicamadas e para PET avançado

• integração com cadeias de PCR

• inovação em design e materiais

O setor seguirá crescendo até 2033, com forte pressão por eficiência e circularidade.

• Ashok Pant – ‘Polymer trends: Adapting to changing market realities’ - Townsend Solutions – April 17, 2025

• Future Market Report - Bottle Extrusion Blow Molding Machine Market Size, Share, Growth | CAGR Forecast 2032

• Future Market Report - Single Station Extrusion Blow Molding Machine Market Size, Share, Growth | CAGR Forecast 2032

• Verified Market Reports - Single Station Extrusion Blow Molding Machine Market Size, SWOT & Market Insights & Forecast 2033

A extrusão é o pilar da produção contínua de semiacabados, exigindo dos transformadores um domínio rigoroso sobre a plastificação e a estabilidade térmica do material processado. Seja na fabricação de filmes técnicos, perfis estruturais ou chapas para termoformagem, a qualidade do produto final depende da tecnologia empregada na construção do conjunto cilindro/rosca, assim como da precisão das matrizes. As empresas listadas neste guia atuam na fabricação de itens diversos para mercados que vão desde a construção civil até a área médica.

Materiais que processa tarugos

Seção máxima (mm)

AJ Plásticos (15) 99109-8832 6 PP, PEBD 1.6001 comercial@ajplasticos.com.br

Betaplas(11) 97570-5020 3 vendas@betaplas.com.br

ECM(11) 98221-6268 25PVC, PP e 1.0002.000

orcamentos@etiquetapatrimonial.com.br Alumínio Alumínio

Homeplast (47) 99964-9144 10 PVC, ABS, PEAD,300 homeplast@homeplast.ind.br PC, PSAI

Mack Ross (11) 2604-990016 PE, PP, BOPP 1.8003 vendas@mackross.com.br Mantova(54) 3224-4303 20 TPU, PA6,20515 vendas@mantova.ind.br PA12, PVC, PEBD, PFA, FEP

Master Green(45) 98812-2692 20 PEAD e PEBD 1.6001 vendas@mastergreen.ind.br

Perfilisa (54) 99663-7942 42 PVC100113PVC, ABS, PE,500 felipe@perfilisa.com.br PS e PETG

Plasticoville (47) 99197-9443 2PVC, PP, PE,150 PVC, PE, PP,150115 PVC, POM, ABS,150 juarez.alves@plasticoville.com.br ABS, PA, POM,EVA, TPE, PS,PS, PP, PE, PS, TPE, ABS, POM, TPE, PA, etc EVA, etc PA, etc

Polieplastic (31) 99256-9916 20 PE de baixa 1.2001 polieplastic@polieplastic.com.br densidade alta densidade polipropileno e bopp

Sismack (11) 99709-3006 4 PP1.0001 contato@sismack.com.br

Materiais que processa

Seção máxima (mm)

Tecnofris(11) 93347-4373 6

PVC, ABS, PSAI,2001PVC, ABS, PSAI,200 vendas.adm@tecnofris.com.br PP, PE, EVA,PP, PE, EVA, PA, PC, POM,PA, PC, POM, ABS/PC, TPE,ABS/PC, TPE, TPV, CompostosTPV, PMMA, Especiais Compostos Especiais

Travi (54) 98119-8844 30PA, PE-UHMW, 1.500140 PA, PE-UHMW,800 PA, PE-UHMW,80011200PA, PE-UHMW,500 comercial@travi.com.brPP, PEAD, ABS,PP, PEAD, ABS,PP, PEAD, ABS,PP, PEAD, ABS, PVDF, POM,PVDF, POM,PVDF, POM,PVDF, POM, TPU, PEEKTPU, PEEKTPU, PEEKTPU, PEEK

Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 921 empresas pesquisadas.

Revista Plástico Industrial, abril-maio de 2026.

Este e muitos outros Guias PI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/pi e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-linede todos estes guias.

lém da sustentabilidade, a comprovação auditável da origem do material reciclado assegura conformidade com metas estabelecidas pelo Decreto dos Plásticos e atende às novas exigências de ESG das grandes marcas.

A indústria de transformação de plásticos vive um momento de mudança estrutural. Durante décadas, o foco esteve concentrado na eficiência produtiva, na redução de gramatura das embalagens e na otimização de ciclos de produção. Hoje, um novo atributo passa a ter peso estratégico: a rastreabilidade dos materiais.

PorPatríciaBrocaldi(*)

Um dos principais motores dessa transformação é o aumento do uso de Resina Reciclada Pós-Consumo (PCR). O que antes era adotado principalmente como estratégia de sustentabilidade ou marketing

Nesse contexto, surge uma pergunta prática para o transformador: como comprovar a porcentagem real de PCR utilizada em um lote de produção?

ambiental, passa a ser cada vez mais impulsionado por exigências regulatórias.

No segmento de sopro, responsável por grande parte das embalagens rígidas utilizadas em alimentos, higiene, limpeza e químicos, a capacidade de rastrear a origem e o histórico da resina utilizada deixou de ser apenas uma boa prática. Tornou-se um elemento central para garantir conformidade regulatória, confiabilidade do produto e competitividade na cadeia de valor.

No Brasil, o chamado Decreto dos Plásticos, que estabelece metas de conteúdo reciclado a serem cumpridas já este ano, amplia a necessidade de comprovação do destino e da reinserção de materiais no ciclo produtivo. No cenário internacional, iniciativas como o Regulamento Europeu de Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR) estabelecem metas obrigatórias semelhantes, que impactam diretamente empresas exportadoras ou inseridas em cadeias globais.

Modelos baseados apenas em autodeclaração ou registros simplificados tendem a perder espaço diante de auditorias ambientais, requisitos de ESG e exigências contratuais de grandes marcas. A rastreabilidade passa a ser o mecanismo que permite demonstrar, de forma auditável, a origem e o histórico de processamento da resina utilizada. Nos processos de sopro, especialmente na extrusãosopro de PEAD amplamente utilizada para frascos de produtos de higiene e limpeza, a rastreabilidade pode ser incorporada diretamente aos sistemas de controle de produção.

Sistemas modernos de supervisão industrial permitem registrar informações como: lote de resina utilizada, porcentagem de PCR no blend de matériaprima, parâmetros de extrusão e temperatura, tempo de

Imagem: Wosunan/Shutterstock

ciclo e pressão de sopro, e data e turno de produção.

Esses dados podem ser vinculados aos lotes produzidos, permitindo reconstruir o histórico produtivo de determinado conjunto de embalagens.

Além da conformidade regulatória, esse nível de rastreabilidade contribui diretamente para a engenharia de processo. Variações na qualidade do PCR, como alterações na viscosidade, degradação térmica ou presença de contaminantes, podem influenciar a estabilidade do parison, a distribuição de espessura e as propriedades mecânicas da embalagem. O registro estru turado dessas variáveis permite correlacionar eventuais desvios de qualidade com o material utilizado, facilitando análises de causa raiz.

para ampliar a capacidade de identificação e rastreamento de materiais plásticos ao longo da cadeia produtiva.

Entre as principais abordagens destacam-se:

1)Marcas d’água digitais ( Digital Watermarking). Códigos imperceptíveis incorporados à superfície da embalagem por meio do próprio relevo do molde. Durante o processo de sopro, a geometria do molde transfere o padrão para a peça, permitindo posterior identificação por sistemas ópticos.

2) Marcadores químicos (Tracer Technologies). Aditivos inseridos na resina em concentrações muito baixas, geralmente na escala de partes por bilhão (ppb). Esses marcadores funcionam como assinaturas químicas que podem ser detectadas por sensores específicos ao longo da cadeia produtiva ou durante processos de reciclagem.

gitais). A digitalização do chão de fábrica permite registrar cada evento produtivo, desde o carregamento da resina até o ciclo de sopro, criando um histórico estruturado associado ao lote de produção.

Diversas soluções tecnológicas vêm sendo desenvolvidas

3) Integração de dados industriais ( MES e sistemas di-

Embora muitas empresas ainda enxerguem a rastreabilidade como um custo adicional, sua adoção tende a gerar benefícios operacionais relevantes. Um dos exemplos mais claros está na gestão de eventuais recallsde produtos. Com sistemas de rastreame nto adequados, torna-se possível delimitar com precisão o período ou lote afetado por um desvio, evitando a necessidade de retirar volumes muito maiores do mercado. Outro impacto está na gestão de materiais internos, como o reaproveitamento de rebarbas e moídos industriais. Ao registrar corretamente o fluxo de materiais no processo produtivo, a empresa consegue alinhar

OPINIÃO

melhor o consumo real de matéria-prima ao custo do produto, evitando distorções contábeis ou operacionais.

Diante dessas transformações tecnológicas e regulatórias, o intercâmbio de conhecimento entre fornecedores, transformadores e especialistas torna-se cada vez mais relevante.

Eventos técnicos como o InovaSopro têm desempenhado um papel importante nesse processo, reunindo fabricantes de máquinas, produtores de resinas, desenvolvedores de moldes e usuários finais para discutir soluções aplicadas ao processo de sopro.

Além da apresentação de novas tecnologias, esses encontros permitem alinhar expectativas ao longo da cadeia produtiva e antecipar tendências que devem impactar os contratos de fornecimento nos próximos anos, especialmente no que se refere a conteúdo reciclado, rastreabilidade e digitalização industrial.

rias e tende a ganhar relevância nos próximos anos, especialmente em cadeias globais que demandam maior transparência sobre origem de materiais e impacto ambiental.

Para o transformador brasileiro, antecipar-se a esse movimento pode representar não apenas uma adaptação a futuras exigências regulatórias, mas também uma oportunidade de fortalecer sua posição em cadeias de fornecimento cada vez mais orientadas por dados e sustentabilidade.

No contexto da economia circular, as embalagens produzidas por sopro passam a carregar mais do que o produto que acondicionam. Elas passam a carregar também informações essenciais sobre sua origem, composição e histórico de processamento, elementos que se tornam cada vez mais valiosos para toda a cadeia industrial.

O avanço da rastreabilidade aponta para um cenário em que cada embalagem plástica poderá possuir um identificador digital associado ao seu histórico de produção e composição material.

Esse conceito, conhecido internacionalmente como Digital Product Passport (DPP), já aparece em diversas discussões regulató-

(*)Patrícia Brocaldi é engenheira de materiais com especialização em gestão estratégicadeprojetos.Atua no desenvolvimento de matéria-prima,soluçõessustentáveis,eficiênciadeprocessoeengenhariaeconômica.

Encontre mais artigos da autora na se ção Opinião do portal da Plástico Industrial.

A integridade das máquinas de injeção, extrusão e sopro depende diretamente da pureza da matéria-prima. A presença de contaminantes metálicos, frequente em materiais reciclados ou moídos, representa um risco constante de danos a roscas, cilindros e canais dos moldes. Para evitar esse problema, dispositivos magnéticos de alta intensidade e detectores eletrônicos são essenciais, pois evitam paradas não planejadas e garantem a conformidade do produto final, protegendo o maquinário industrial.

Dasp Pack (11) 95995-3818 n dasppack@dasppack.com.br

Detectores Brasil (11) 96453-8737 n reinaldo@detectoresbrasil.com.br

GN9V (14) 99749-5437 n vendas@gn9v.com.br

Ital (11) 96416-4821 n mkt@ital.com.br

Oximag (11) 97079-2663 n vendas@oximag.com

Sesotec/Alemanha

Thermo Fisher/EUA

Piovan (11) 3693-9500 piovan@piovan.com.br Bunting/EUA

Plastbase (11) 96304-8894 vendas@plastbase.com.brNingbo/China

Priel (13) 99758-7110 n priel@priel.com.br

Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 43 empresas pesquisadas.

Revista Plástico Industrial, abril-maio de 2026.

Este e muitos outros Guias de PI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/pi e confira.

Também é possível incluir a sua empresa na versão on-linede todos estes guias.

Fabricante estrangeiro/País de origem

RECICLAGEM

esquisadores da Universidade de Buffalo (EUA) publicaram na revista Nature um estudo sobre um método inédito de metrologia que utiliza uma técnica de sensoriamento não destrutiva para identificar e quantificar o teor de resinas recicladas em produtos plásticos, combinando propriedades triboelétricas, espectroscopia dielétrica, impedância e infravermelho médio (MIR) integradas a algoritmos de aprendizagem de máquina. Os testes foram feitos em amostras de PET com até 50% de material pós-consumo, tendo em vista desenvolver uma solução técnica para o controle de conformidade regulatória exigidos por diretrizes como o Regulamento da UE sobre Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR) e o Sistema de Logística Reversa (SLR) de Embalagens de Plástico no Brasil, também conhecido como Decreto do Plástico.

retenção de carga triboelétrica e elevação da perda dielétrica. Esses fenômenos são indicadores técnicos de defeitos estruturais como a quebra da cadeia polimérica e a polarização induzida por impurezas ou degradação térmica, que as técnicas de inspeção convencionais muitas vezes não conseguem quantificar com precisão.

A metodologia se baseia na detecção de alterações físico-químicas microscópicas que ocorrem durante os ciclos de reprocessamento. O estudo revelou que o aumento do conteúdo reciclado está diretamente associado a uma maior

Plastek, de origem norteamericana, com unidade brasileira em Indaiatuba (SP), desenvolveu juntamente com a Plasbrink (Cabreúva, SP) linhas de brinquedos moldados com plástico reciclado oriundo da coleta de tampas de garrafas. As tampas de polietileno (PE) e polipropileno (PP), arrecadadas pela organização não governamental Tampinhas que Curam (São Paulo, SP), foram recolhidas e encaminhadas à Plastek para a preparação dos compostos com os quais os brinquedos são fabricados.

Para processar a alta complexidade dos dados, foi desenvolvido um modelo de inteligência artificial (IA) que correlaciona as assinaturas espectroscópicas e dielétricas. O sistema alcançou uma precisão de classificação superior a 97% em amostras de poli(tereftalato de etileno) (PET) com teores de reciclado variando de 0% a 50%, faixa que compreende as metas globais de incorporação de reciclados pós-consumo (PCR) em embalagens. A natureza não destrutiva do ensaio permite a análise direta em produtos acabados, eliminando a necessidade de preparação complexa de amostras em laboratório. A implementação dessa tecnologia representa um avanço estratégico para a indústria de transformação, oferecendo uma ferramenta de auditoria técnica para validar declarações de conteúdo reciclado em toda a cadeia de suprimentos.

O artigo na íntegra pode ser conferido neste link: https://www.nature.com/articles/s44172-026-00639-y

Foram desenvolvidas três linhas de brinquedos: 400 unidades do kit Equilibrista Maluco, (conjunto de 17 bonecos equilibráveis); 100 gabaritos para desenho Artista

Mirim e 40 conjuntos de peças para encaixe da coleção Clic & Lig, que sugere a montagem de um dinossauro, em alusão à origem fóssil dos materiais plásticos (foto ao lado). Os brinquedos foram doados para a própria ONG, que os distribui em instituições de

apoio à infância, e também para funcionários da Plastek.

Brinquedosmoldadoscom PCR foram doados a instituiçõesdeapoioàinfância e funcionários da Plastek.

José Carlos de Oliveira, gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa, explicou que boa parte das tampas coletadas são moldadas por compressão, e por isso o material apresenta índice de fluidez diferente do verificado naquelas que são moldadas por injeção. Para viabilizar o

Imagem: Shutterstock
Imagem: Plastek

reprocessamento, é necessária a correção de fatores reológicos, o que é feito mediante a adição de resina reciclada pós-industrial (PIR) da própria Plastek, que também é fabricante de tampas. No processo são usados ainda aditivos compatibilizantes para PE/PP desenvolvidos pela IQX (Valinhos, SP).

“A ideia inicial é promover a circularidade e provar que quando há propósito, a ação acontece. O que falta é articulação entre sociedade, governo e indústria”, comentou José Carlos, ressaltando a necessidade de políticas públicas para que se alcance o nível de reciclagem dos materiais plásticos previsto no chamado Decreto dos Plásticos, o qual estipula a reciclagem de 50% e a reutilização de 40% das embalagens plásticas produzidas no País.

Contêineres de 100 litros moldados com o PCR sãousadosnaprópriacoletaderesíduos.

A ação, iniciada no final de 2025, deve ter continuidade como ferramenta de promoção da economia circular. “Manteremos foco na ação social, mas testaremos ainda a adição de fibras e de um maior teor de PCR nas formulações”, complementou o gerente.

Em outra parceria, desta vez com a Plasnew (Pedreira, SP), estão sendo produzidos contêineres injetados com capacidade de 100 litros

Imagem: Plastek

(imagem ao lado), destinados à coleta de tampas. Na moldagem desses reservatórios é usada uma blenda composta por 50% de material PCR proveniente da coleta de tampas e 50% do PIR da Plastek. A empresa produz atualmente de 20 a 30 toneladas/mês desse material, que é comercializado principalmente para fabricantes de utilidades domésticas.

Plastek Plastek - ww w.plastekgroup.com

Saiba mais sobre reciclagem dos materiais plásticos acessando a seção Reciclagem Reciclagem do portal da Plástico Industrial:

NORMAS

falha por fissuração sob tensão ambiental (Environmental Stress Cracking) é um fenômeno associado a diversos fatores. Isso dificulta a sua compreensão e pode comprometer o sucesso de projetos, especialmente no setor de embalagens plásticas sopradas. Empresas do segmento de embalagens conhecem bem a sigla ESCR (Environmental Stress Cracking Resistance). A resistência à fissuração sob tensão ambiental, conhecida pela sigla ESCR, é um dos conceitos mais relevantes e, ao mesmo tempo, mais mal interpretados na engenharia de embalagens plásticas.

Do ponto de vista físico, o ESCR não está associado à dissolução do polímero nem à quebra direta de ligações químicas da cadeia principal. Trata-se de um processo de natureza mecânico-físico-química, no qual determinadas substâncias presentes no ambiente reduzem a energia

função de gradientes de resfriamento, orientação molecular e restrições geométricas impostas pelo molde ou pela matriz de extrusão. Embalagens tendem a ser fabricadas com paredes finas e ciclos rápidos e, por isso, são vulneráveis ao ESCR.

Definido como “uma ruptura externa ou interna em um plástico causada por tensões de tração inferiores à sua resistência mecânica de curto prazo” pela ASTM D1693, o ESCR descreve um mecanismo de ruptura que ocorre pela ação sempre combinada de tensões mecânicas e agentes químicos que, isoladamente, não seriam capazes de provocar a falha do material.

necessária para a nucleação e propagação de microtrincas em regiões previamente tensionadas.

Em produtos poliméricos, essas tensões podem ser aplicadas externamente, como no caso de cargas, empilhamento ou deformações impostas durante o uso, ou podem estar presentes internamente na forma de tensões residuais, introduzidas principalmente durante o processamento, em

O segundo elemento fundamental do ESCR é o agente ambiental. Diferentemente de solventes clássicos, esses agentes não promovem inchamento significativo nem dissolução do polímero. Em muitos casos, tratam-se de surfactantes, óleos, detergentes, álcoois, fragrâncias ou soluções aquosas contendo compostos orgânicos de baixa massa molar. Ou seja, o que embalagens costumam armazenar. Essas substâncias atuam preferencialmente na superfície do polímero, redu zindo a energia superficial e facilitando o crescimento de defeitos estruturais preexistentes.

Do ponto de vista microscópico, o ESCR está fortemente associado à morfologia do polímero. Regiões amorfas tendem a ser mais suscetíveis à ação de agentes ambientais, enquanto regiões cristalinas oferecem maior resistência à propagação de

Imagem criada por Inteligência Artificial (ChatGPT)

trincas. No entanto, maior cristalinidade não implica, necessariamente, maior resistência ao ESCR. Polímeros excessivamente cristalinos podem apresentar menor capacidade de dissipação de tensões, favorecendo a concentração de esforços em regiões específicas. Assim, a distribuição de massa molar e o equilíbrio entre fases cristalinas e amorfas exercem papel determinante no desempenho frente ao ESCR.

Outro aspecto fundamental é que o ESCR é um fenômeno dependente do tempo. Diferentemente de uma fratura instantânea, a falha ocorre após um período de exposição contínua

às condições críticas. Isso explica por que muitas embalagens passam com sucesso por ensaios mecânicos convencionais e falham após semanas ou meses de uso.

Compreender os fundamentos do ESCR é essencial para o desenvolvimento de embalagens plásticas confiáveis. Trata-se de um fenômeno sistêmico, no qual material, processo e ambiente interagem de forma complexa. Ignorar qualquer um desses fatores aumenta significativamente o risco de falhas tardias, com impactos técnicos, econômicos e operacionais para toda a cadeia produtiva.

(*)AlanBoneléespecialistaem polímeros e atua há mais de 15 anos com foco em normas técnicas nacionais e internacionais, especialmente nas áreas de ensaios, laboratório e requisitos de montadoras. Compartilha conteúdos técnicos no LinkedIn e no canal do YouTube@bonelsimplificando.

Saiba mais sobre normas para o setor de plásticos acompanhando a seção Normas, no portal da Plástico Industrial.

PRODUTOS

austríaca Wittmann Wittmann Wittmann Wittmann Wittmann (Vinhedo, SP) passou a oferecer ao mercado global o sistema de controle R9, projetado para gerenciar robôs e equipamentos periféricos em células de manufatura integradas para moldagem de termoplásticos. Operando em ambiente Windows, o sistema utiliza a função ControlRoom para centralizar o

comando de todos os auxiliares da célula, visando aumentar a produtividade e a disponibilidade do sistema por meio de uma interface intuitiva e de alto desempenho. Capaz de controlar até doze eixos servo, o R9 é amigável tanto para programadores experientes quanto para iniciantes na área de plásticos. O sistema permite a compilação intuitiva de sequências de programas por meio de seleções gráficas, ou por linhas de comando, no modo TextEditor. A interface TeachBox pode ser transferida integralmente para um PC, facilitando a elaboração e o teste de programas fora do ambiente de produção. Conta também com tela sensível ao toque, animações 3D em tempo real e botões com feedback tátil, permitindo um controle rigoroso dos movimentos de deslocamento. O software inclui ainda o assistente QuickNew, que utiliza editores animados para simplificar a criação de

aplicações complexas. Para o dia a dia da operação, o controle traz recursos de segurança e precisão como o monitoramento de força padrão durante a inserção e remoção de peças, além do sistema automático de monitoramento de colisão (ACD). O R9 funciona como um hub central para a gestão eficiente de periféricos no processo de injeção.

Tel. (19) 2511-8150

OCSiAl OCSiAl OCSiAl OCSiAl (Luxemburgo) desenvolveu nanotubos de grafeno que podem substituir aditivos condutores convencionais e reduzir a pegada de carbono de polímeros técnicos em até 26%. A experiência foi validada por um estudo de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) em conformidade com as normas ISO 14040/14044. Ao utilizar dosagens mínimas — na ordem de centésimos ou décimos de percentual — foi possível substituir cargas condutoras tradicionais, reduzindo emissões no transporte e no processamento industrial em

escala global. Enquanto aditivos tradicionais como o negro de fumo demandam altas concentrações que podem comprometer as propriedades mecânicas e a processabilidade do polímero, os nanotubos de grafeno mantêm a integridade da matriz. Isso resulta em um uso mais eficiente de matéria-

prima e na simplificação do processamento, reduzindo o desperdício e o consumo energético durante a fabricação de componentes condutores. Os dados da pesquisa indicam que a redução mínima de emissões é de 5%, podendo atingir patamares mais elevados dependendo do sistema polimérico e do aditivo substituído. A análise abrangeu todo o inventário de materiais, desde a extração das matérias-primas até o descarte. Site: https://ocsial.com

W W W W Weld Plas eld Plas eld Plas eld Plas eld Plas (Chapecó, SC) comercializa equipamentos que fazem a soldagem de materiais plásticos. O portfólio é composto por um modelo de micro extrusora 100% elétrica que pode ser utilizada para a

soldagem de peças fabricadas em polietileno (PE), polipropileno (PP), acrilonitrilabutadieno-estireno (ABS) e poliuretano (PU), assim como outros materiais. O equipamento conta com um sistema composto por uma ponteira aquecida e um canhão, que realizam a fusão do filamento na superfície de plástico por condução térmica, e possui um painel para controle de temperatura que chega à faixa de 300 ºC. Tel. (49) 9.9808-0337

EVENTOS

Operador técnico Escola LF em máquinas

150 horas

São Paulo, SP tel. (11) 9.9114-8031, sopradoras e-mail: escolalf@escolalf.com.br PGPM - Consultoria de Processos Industriais

Processos de soproConforme a demanda In Company tel. (12) 9.9710-5959, e-mail: pericles.mineiro@pgpm.com.br

Comportamento mecânico de ABPol termoplásticos para1 a 10/06 On-line tel. (16) 3374-3949, aplicações de engenharia e-mail: abpol@abpol.org.br

SENAI

Moldes para termoplásticos22/06 a 13/07 Jundiaí, SP tel. (11) 4523-6400, e-mail: senaijundiai@sp.senai.br

Operador de SENAI injetoras para 29/06 a 2/09 Itu, SP tel. (11) 2396-1999, termoplásticos e-mail: senaiitu@sp.senai.br

Materiais plásticos Início previsto: 11/07

Pro-Tec

São Paulo, SP tel. (11) 9.4830-1186, e-mail: secretaria@escolaprotec.com.br

Como resolver os principais IAP problemas de injeção e 10 videoaulasEAD tel. (11) 9.8566-8803, sopro de preformas de PET e-mail: treinamentos@planetaplastico.com.br

Caracterização Afinko mecânica: tração, 21/10

São Carlos, SP tel. (16) 9.9791-1027, flexão e impacto. e-mail: contato@afinkopolimeros.com.br

InovaSopro – 2º Simpósio Markeplan

Brasileiro de Tecnologia 19 e 20/05

São Paulo, SP tel. (11) 9.8481-9754, de Sopro de Plásticos e-mail: luciavalverdes@markeplan.com.br 18º Encontro Nacional Abinfer de Ferramentarias –1 e 2/06

São Paulo, SP tel. (47) 3227-5290, ENAFER 2026 e-mail: relacionamento@abinfer.org.br

9o PLA World Congress –Munique Bioplastics Magazine Congresso Internacional sobre 2 e 3/06 (Alemanha) www.bioplasticsmagazine.com Poli(ácido láctico) (PLA)

7º Recy-Plastech – Seminário Markeplan Internacional de Sustentabilidade 30/07

São Paulo, SP tel. (11) 9.8481-9754, e Reciclagem de Plásticos e-mail: luciavalverdes@markeplan.com.br Interplast – Feira e Messe Brasil Congresso da Tecnologia25 a 28/08

Joinville, SC tel. (47) 3451-3000, do Plástico e-mail: feiras@messebrasil.com.br

26o Simpósio Internacional Markeplan sobre Tecnologia23 e 24/09 Campinas, SP tel. (11) 9.8481-9754, de Plásticos e-mail: luciavalverdes@markeplan.com.br

SERVIÇOS

LITERATURA

Moldagem de plásticos por sopro em detalhes

processo de moldagem por sopro é o tema central da publicação “T T T T Tecnologia ecnologia ecnologia moder moder moder-na de moldagem por so de moldagem por so na de moldagem por so de moldagem por so-pro - pro pro - pro V V Vol. 3 ol. ol. ol. 3” -, que integra uma série de apostilas técnicas comercializada pela Livraria do Plástico, situada em São Bernardo do Campo (SP). A obra tem formato digital e possui 145 páginas, nas quais o leitor vai encontrar informações sobre o processo de fabricação por extrusão-sopro como, por exemplo, seus fundamentos, a estrutura de máquinas de sopro, etapas para o preparo de equipamentos, os passos da produção e os tipos de matérias-primas utilizados na fabricação de produtos. No que se refere especificamente às extrusoras, há seções sobre os cabeçotes do parison, cabeçote porta-mandril e cabeçote de espiral, entre outros tipos de equipamentos. Nos capítulos também

ANUNCIANTES

são abordados os processos de extrusão contínua e descontínua, a regulagem da espessura de parede e o Controle de IPV (computador industrial). Os temas abrangem os moldes para fabricação por sopro, água de refrigeração, uso de cabeçotes simples e múltiplos, trazendo ainda informações sobre máquinas com unidade de fechamento simples-duplas, processo semi-automatizado, máquinas rotativas de roda (carrossel) ou com roscas reciprocantes. A publicação é comercializada pelo siteda Livraria do Plástico (www.livrariaplastico.com) pelo preço sugerido de R$ 200.

Injeção de plásticos em manual técnico

e-book “ Injeção de plás Injeção de plás-ticos - Manual técnico ticos Manual técnico ticos - Manual técnico ticos Manual técnico ticos - Manual técnico”, de autoria de Luciano Santos, é comercializado pelo site Clube de Autores. A obra, em português e com 38 páginas, foi elaborada de maneira a auxiliar técnicos em processos de injeção de plásticos na resolução de problemas recorrentes em operações fabris, que podem estar relacionados, por exemplo, ao tempo de

Empresa Pág.Empresa

Arburg --------------------------------05

BBC-----------------------------------08

BOHM Tecnologia ----------4ª Capa Chen Hsong -------------------------15

Dynaflow ----------------------------18

Emanuplast --------------------------32

Endex ---------------------------------31 Haitian-------------------------------25

InovaSopro --------------------3ª Capa

setup da máquina injetora e à otimização de processos produtivos. Os temas abordados no e-book estão alinhados com os atuais desafios do setor de transformação de plásticos e as informações fornecidas pelo autor são provenientes de estudos e trabalhos realizados no chão de fábrica. Os tópicos abrangem temas como o desenvolvimento de processos e produtos, além de definições de metas de produção e construção de moldes. Esses assuntos integram um conjunto de outros temas que estão relacionados com casos práticos, tais como produção enxuta, análise de carga/máquina, processos de injeção e sopro, manutenção preditiva e corretiva, redução de custos, melhorias no processo operacional de ferramentas e elaboração e acompanhamento do orçamento industrial, entre outros temas. O livro eletrônico é comercializado pelo site https:// clubedeautores.com.br, pelo preço sugerido de R$ 123,24.

Mantova ------------------------------09

Olifieri --------------------------------18

Petromaster --------------------------32

Pinhopó -------------------------------26

PLA World Congress --------------19

Place ----------------------------------26

Poli Positivo --------------------------29

Primotécnica ------------------------21

Purgex --------------------------------35

Interplast ----------------------------39 Krisoll ---------------------------------33

Recy Plastech -----------------------41

Replas --------------------------2ª Capa Souza & Ramos ---------------------10

Superfinishing ----------------------17 Thathi --------------------------------37

Techmation --------------------------35

TotalPet------------------------------27

Travi ----------------------------------14

Tsong Cherng -----------------------29

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook