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Fundada em 14 de novembro de 1967

Periódico mensal da Associação dos Professores Universitários de Santa Maria SANTA MARIA| RS| BRASIL

ANO 46 Nº 08

SETEMBRO 2013

Novos tempos e um novo site Página 17 Português

Artes plásticas

A reforma ortográfica no Brasil e em Portugal Página 8

Curso

Professores artistas na Exposição Educação Pela Arte Página 9

História

Dançando com Vilson Quaiato na Associação Página 10

José Basílio Netto relembra a construção do campus em Camobi Página 11


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APUSM - Associação dos Professores Universitários de Santa Maria

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EDITORIAL

PARA CRESCERMOS JUNTOS

A

os 45 anos de existência, a APUSM já é uma grande entidade, considerada uma das maiores associações de professores universitários do país. Estão entre nossos objetivos congregar os professores universitários das instituições de ensino superior de Santa Maria, promover debates sobre as atividades da categoria e buscar convênios e serviços que possam beneficiar a nossos associados. Todos nós professores temos muito em comum e a nossa união em torno de uma entidade forte certamente trará vantagens. Todos sabemos que juntos poderemos ir mais longe. Por esse motivo, estamos fazendo um convite especial para que cada

um indique colegas para integrar nossa Associação. Ninguém melhor do que você, que já é associado para trazer novos colegas. Quanto maior o grupo, mais e melhores benefícios podem ser conseguidos. E para conhecer os benefícios que a APUSM já oferece, convidamos a todos para participar dos diversos eventos que estamos promovendo, na área social, cultural e esportiva. E também esperamos a visita de quem ainda não é associado, para conhecer nossos serviços e convênios. A equipe de colaboradores da Associação está preparada para mostrar os diversos benefícios que oferecemos através de diversos con-

Espaço do leitor

Evento do mês

Reajuste do Plano de Saúde

Gostaria de ser informad o, porque a UNIMED, passou a cobrar as cooparticipações de atendimentos médicos, junto com a mensalidade do plano de saúde? Professor Roger

Nota da Redação: Nota da redação: Em atenção ao seu pedido de informação respondemos ao prezado professor que todos os procedimentos médicos e clínicos, realizados pelo convênio UNIMED/APUSM, tem um percentual de cooparticipação conforme o plano contratado pelo associado.

vênios. No site da entidade – www. apusm.com.br – você pode encontrar uma agenda de eventos e notícias de interesse da categoria. Assim como no jornal, que circula mensalmente e é distribuído a cada associado. Para receber, mantenha seu cadastro atualizado, o que pode ser feito diretamente no site. Mas, para nós também é importante receber sua visita e suas sugestões. Todos os dias está aqui na sede um ou mais membros da diretoria, que poderá mostrar os planos da entidade e esclarecer possíveis dúvidas. A APUSM pode crescer muito ainda. E aos poucos pretende se tornar um ponto de referência de discussão das questões que envolvem a atividade docente universitária, tanto dos que estão na ativa quanto de aposentados. Contamos com vocês para tornar a APUSM ainda maior. Tania Moura da Silva Presidente

Nas cidades onde é cobrado antecipadamente, como em Santa Maria, estes valores são pagos pelos nossos associados diretamente na UNIMED, porém nas unidades da Unimed em cidades que não cobram o valor da cooparticipação no ato do liberação dos atendimentos médicos, estas repassam o custo da cooparticipação, para cobrança via APUSM. Informamos também que o nosso site (www.apusm.com.br) em breve, estará fornecendo detalhes de todos os valores dos convênios, utilizados pelos nossos Associados. Tânia Moura da Silva Presidente

Fundada em 14/11/1967

Av. Nossa Senhora das Dores, 791 CEP: 97050-531 Santa Maria/RS Fone/Fax: (55)3223 1975 ou (55) 32214856 www.apusm.com.br E-mail: apusm@terra.com.br DIRETORIA EXECUTIVA Presidente Tania Moura da Silva Vice-Presidente Jesus Renato Galo Brunet 1º Vice-Presidente Ony Lacerda da Siva 1º Secretário Quintino Corrêa de Oliveira 2º Secretário Darcila Dela Canal Castelan 1º Tesoureiro Renato Ilo Londero 2º Tesoureiro Luiz Antônio Rossi de Freitas

Jantar do Dia do Professor Dia 11 de outubro – 20h Recepção – 21h Jantar – 22h Baile Salão Cultural da APUSM Buffet Maffi Música Nilton Nascimento

Convites à disposição na sede da APUSM Mais informações pelos telefones 3221-4856 ou 9152-7083

Novos associados

CONSELHO DE CURADORES Titulares

Ivan Henrique Vey Waldyr Pires da Rosa Etevaldo Vargas Porto Suplentes

Antônio Motta Flores Antônio Roberto Bisogno Saul Eduardo Seiguer Milder

JORNAL DA APUSM Informativo mensal da Associação dos Professores Universitários de Santa Maria - Fundado em 30/03/1971. Supervisão Geral

Gaspar Miotto

Nos mês de setembro, a APUSM recebeu 23 novos associados, sendo a grande maioria da UFSM - Universidade Federal de Santa Maria. Carla Regina Pires – IFF Julio de Castilhos Delci Dias Krause – HUSM Elaine Raquel Rieth Benetti – UFSM Felipe Bovolini Grigoletto – Unipampa Alegrete Gabriela Almeida Lovato – UFSM Geni de Oliveira Muller – UFSM Gislaine Hermanns – IFF Santo Ângelo Jonas Aléxis Skupiens – UNIFRA Jorge Alberto Messa Menezes Júnior – Unipampa Alegrete Litieli Tadielle Bediotto – UFSM Luciano Rezlaff – UFSM Luiz Henrique Gomes Armas – Unipampa Alegrete

ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DE SANTA MARIA

Marcia Dávila – Cesnor Frederico Westphallen Mirela Noro – Unipampa Uruguaiana Nina Paula Gonçalves Salau – UFSM Paulo Cesar Comassetto de Aguirre – Unipampa Alegrete Sidnei Amaral Batista – UFSM Tiago Rodrigues de Ávila – Unipampa São Gabriel Vera Jesse Gonçalves – UFSM Vilmar Pereira – UFSM Vinicius Fischer Gonçalves – Unipampa Alegrete Virginia Xavier Castilhos - Unipampa Alegrete Willian Danrea Fonseca - Unipampa Alegrete

Jornalista Responsável

Ricardo Ritzel MTB: 12773 Fone: (55) 3221-4856 Ramal 25 jornal@apusm.com.br Diagramação

Gilseone Rosa de Moraes

Revisão

Professora Celina Fleig Mayer Professor Arlindo Mayer Tiragem

3.000 exemplares O Jornal da APUSM aceita a colaboração da Comunidade Universitária

Acompanhe as notícias pela página da APUSM ou pelo facebook ou ainda para receber nossas notícias por email mantenha o seu cadastro atualizado.

* Caso queira atualizá-lo ou mandar alguma sugestão mande um e-mail para: jornal@apusm.com.br

Distribuição gratuíta e dirigido aos associados


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Estatuto do Idoso – 10 anos de um sonho Carmen Maria Andrade

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Estatuto do Idoso foi sancionado no dia 1º de outubro de 2003, Dia Internacional do Idoso, depois de aprovado por unanimidade pela Câmara dos Deputados, no dia 21 de agosto de 2003. O texto resulta do trabalho conjunto de parlamentares e especialistas de várias áreas, além de organizações não-governamentais, voltadas à defesa dos direitos e proteção aos idosos. Foi um momento histórico porque marcou o início da mudança de cultura. O mundo olhava para o Brasil, e o projeto do que viria a ser o nosso Estatuto estava sendo discutido em outros países, porque tudo o que interessa aos maiores de 60 anos como: saúde, educação, habitação, segurança, e ação do Ministério Público para acelerar processos estava contemplado no documento, portanto tratava-se de uma lei para garantir a cidadania, induzindo o país a voltar seu olhar para a velhice. O Estatuto do Idoso, Lei 10.741, é completo e inovador. Começou a vigorar no dia 3 de outubro de 2003, quando publicado no Diário Oficial. Já havia reivindicações, desde os anos 1970, que inspiraram a Associação Nacional de Gerontologia a produzir o texto Políticas Para a Terceira Idade, que embasaria, em 1994, a Lei 8842, estabelecendo a Política Nacional do Idoso, promulgada para assegurar os seus direitos sociais, possibilitando condições para promoção da autonomia, integração e participação social. No que tange à educação, esta lei, já em 1994, indicava a inclusão da Gerontologia e Geriatria no currículo dos cursos superiores e no currículo mínimo dos diversos níveis de ensino formal, sugerindo a inserção de conteúdos voltados ao envelhecimento e o desen-

volvimento de programas educativos, especialmente nos meios de comunicação, a fim de produzir conhecimento e veicular informações, visando minimizar os preconceitos. A questão do idoso foi fortalecida quando 1999 foi escolhido como Ano Internacional do Idoso, e quando a CNBB elegeu A Fraternidade e a Pessoa Idosa como tema da Campanha da Fraternidade de 2003. Além disso, em 2004, a CNBB criou a Pastoral da Pessoa Idosa para acompanhar os que envelhecem, identificar os problemas e buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida desta população. Apesar de passados 10 anos de sua publicação, persiste a necessidade de elaboração de Políticas Públicas embasadas na Constituição de 1988, que preparem o cenário que a Organização Mundial de Saúde prevê para 2025, quando o Brasil terá a 6ª maior população idosa do mundo. Depois de 10 anos de circulação, estudos desenvolvidos nas Instituições de Ensino Superior do Brasil com os idosos e a população em geral mostram a desinformação sobre o Estatuto, a falta de educação continuada, de assistência social e de saúde, apontando para a necessidade de maior discussão sobre o tema. Particularmente no que se refere à educação, desde 1980 vem surgindo iniciativas nas instituições públicas e privadas, com objetivos de inserção social, cidadania e qualidade de vida do idoso. Hoje, estima-se a existência de aproximadamente 150 Instituições de Ensino Superior no país, oferecendo a Universidade Aberta à Terceira Idade [UNATI], inspirada no modelo francês de Pierre Vellas, dos anos de 1960, como um espaço nas Universidades para atender a socialização do idoso. No Brasil a primeira UNATI foi

em 1982, em Santa Catarina. Em Santa Maria ela nunca foi implantada, mas temos ações elogiáveis como o Aluno Especial 2 da UFSM e a Faculdade da Maioridade da FAPAS. O Estatuto do Idoso prescreve, ainda, o incentivo governamental para programas que atendam a especificidade dessa faixa. No entanto, em Santa Maria, temos poucas iniciativas para atender ao aumento quantitativo dos idosos, não temos sequer um Centro de Convivências para ser usado como um espaço educacional, um lugar adequado onde o idoso possa buscar apri-

moramento, novos conhecimentos, integração, atividade física, social, cultural, religiosa,…, visando sua promoção como ser humano. Além disso, por falta de vontade política e desinformação e desinteresse das famílias a implantação de políticas para atendimento aos idosos não se materializa, pois a segurança, a saúde, o transporte, a habitação, a previdência social, a estrutura urbana e as barreiras arquitetônicas ainda precisam ser redimensionados para atender essa população. Basta andar pelas ruas da cidade e verificar a situação atual.

Dica de leitura: Quando eu me aposentar Livro escrito pela professora Carmem Maria Andrade em conjunto com alunos do curso de Administração da FAPAS. A obra apresenta uma proposta interativa onde o leitor tem espaço para escrever o seu projeto para quando se aposentar e tem folha para a agenda da sua pré-aposentadoria e da sua pósaposentadoria. O livro sugere que a pessoa se aposente, mas não pare. Que diminua o rit-

mo, faça aquilo que queria fazer e não pode porque tinha todo o tempo vinculado ao trabalho. Sugere também que vá para a academia de ginástica, caminhe, conheça outras geografias e pessoas, seus hábitos e valores. Leia e ajude os mais necessitados, principalmente os que estão ao seu lado. Cultive os amigos, a sua família e não deixe de rezar. Pois parar é uma atitude que não combina com o ser humano.

Pré- Lançamento Obra: Quando eu me aposentar (Coleção Maturidade – Volume 4 NUPEN-Núcleo Palotino de Estudos do Envelhecimento da FAPAS) Local: Auditório Vicente Pallotti FAPAS Dia: 4 de outubro Hora: 19 horas


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APUSM Seguros divulga nota oficial

para associados

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esde junho de 1999, a APUSM, para melhor atender os seus associados em parceria com a APUSM SEGUROS, registro SUSEP nº 05992310383023, constitui uma forte relação e isto está cada vez mais evidenciado nos diversos atendimentos que prestamos ao longo destes anos. Com a atual Diretoria, na presidência da professora Tania Moura da Silva, essa relação permanece para atender cada vez mais e melhor os interesses dos associados na manutenção das Apólices de Seguro de Vida em Grupo. Foram atendidos, no período de

junho/1999 até o mês de agosto 2013, 236 associados onde: - 175 por Morte Natural; - 60 por Invalidez Funcional Total por Doença, e - 2 por Morte Acidental. Totalizando em pagamentos os valores de R$ 5.010.228,00 (Cinco milhões dez mil e duzentos e vinte e oito reais). Durante esse período, por várias vezes, aconteceram tentativas de denegrir a imagem da APUSM Associação e da APUSM Seguros, sem a preocupação de efetivamente atender os interesses dos associados e da entidade.

Neste momento de transição administrativa da entidade, novamente, essas tentativas surgem com um único objetivo - atender exclusivamente os seus interesses - como provocar a saída de segurados das apólices de Vida em Grupo, e optarem por outras Seguradoras, tendo como foco somente os segurados de baixa idade; com isso, prejudicando os demais segurados de idade superior e que há anos vem mantendo os seguros com a APUSM. Hoje, possuímos mais de 1.625(um mil, seiscentos e vinte e cinco) segurados distribuídos da seguinte forma: - 607 segurados associados, acima dos

65 anos de idade, representando 37% do grupo, no momento. Estes, uma vez excluídos da atual apólice não terão mais condições, decorrentes da idade, de ingressar em outras apólices. Por isso, ressaltamos a importância de fazerem seguros e permanecerem nesta apólice. É importante que associados com baixa idade ingressem nesse grupo para garantir a permanência dos 607 associados e colegas com idade acima de 65 anos. Venha fazer parte da nossa história; faça Seguro de Vida em Grupo da APUSM.

Conheça a tabela de mensalidades do Plano de Saúde Unimed Uma das maiores demandas de pedidos de informação na sede da APUSM é em relação aos custos das mensalidades para novos usuários do Plano de Saúde Unimed ou a inclusão de antigos associados que queiram, agora, aderir ao convênio

coletivo. Nesse sentido, estamos publicando abaixo os planos oferecidos, faixa etária, serviços e custo de mensalidades, entre outras informações relevantes. Mais informações ou esclarecimentos

de dúvidas podem ser obtidos na sede da APUSM, na Avenida Dores, nº , ou pelos telefones (55) 3221-4856, (55) 3223-1975 e (55) 3026-3565. E, ainda, para sua comodidade, através do e-mail: apusm@ apusm.com.br

CREDITO CONSIGNADO CAIXA Servidor Público com Conta Salário na Caixa tem mais Vantagens Juros de 1,20% a.m. em até 60 meses. Solicite agora mesmo na APUSM.


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A última reforma ortográfica no Brasil Celina Fleig Mayer*

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oucos conhecem, embora com suas regras em uso, o transtorno causado pela última Reforma Ortográfica implementada no país. A imprensa, as editoras, as escolas, Universidades, adotaram uma Reforma que, nos bastidores, causou muita polêmica. Em conversa com a Profª. Ruth Larré, ela afiançou que as novas normas ortográficas são seguidas no seu Curso de Português e Redação. Também, a profa. Carla Mano deixou claro que adota apenas a última reforma ortográfica no seu MANO A MANO. E ambas confirmaram que, em concursos e até no Vestibular, o candidato pode escolher o uso da língua padrão anterior ou adotar as novas regras. O que não pode é usar, indiscrimadamente, o que lhe convém no momento. Consultamos o professor Claudio Moreno, articulista do Caderno Cultura de ZH, em seu site www.sualingua.com.br, e descobrimos um crítico ferrenho ao que a Nova Ortografia trouxe para a língua portuguesa. Segundo ele, a existência de um “ grande número de grafias diferentes entre os vários países lusófonos” deveria ter feito a Comissão de Língua Portuguesa admitir “a impossibilidade dessa utopia unificadora”. Para esse Professor, um fato importante de 2012, nas costumeiras restrospectivas de fim de ano, não chamou a atenção de ninguém. Foi, quando “...atendendo o clamor de vários setores, a presidente Dil-

ma determinou o adiamento do início da obrigatoriedade da ‘nova ortografia’, que ocorreria na noite de Ano-Novo”. E, segue: “O Decreto Presidencial, publicado no Diário Oficial no dia 28 de dezembro, estipula que o uso das novas regras só passará a ser obrigatório em 2016”. Isso significa que, segundo ele, poderemos escolher, até lá, entre a antiga e a atual formas ortográficas. Segundo o gramático, esse foi o melhor presente de Natal/2012, pois o Brasil, que já vinha usando as novas regras, ganhou tempo “para amadurecer suas decisões”. Neste ponto, ele acusa os responsáveis, tanto externos como internos, pelos prejuízos que a Reforma trouxe. “Como responsáveis externos, vão para o quadro da infâmia... os membros da Comissão que redigiu e aprovou o Acordo, por sua espantosa desonestidade intelectual: ao aceitarem, como fizeram, centenas de grafias divergentes, eles deveriam, se tivessem o mínimo espírito crítico, declarado o encerramento dos trabalhos, admitindo publicamente que o projeto era inexequível. Contudo, por vaidade, por interesse político ou por ambos, preferiram prosseguir... condenando todos os países lusófonos a esta Reforma tão singular que, como não unifica o que propunha unificar, não diz a que veio ao mundo”. O Professor também cita a ABL - Academia Brasileira de Letras que cometeu seu maior erro, editando o seu próprio Vocabulário

Ortográfico, esquecendo que, no texto do Acordo, constou a disposição expressa dos países signatários em elaborar um “vocabulário ortográfico comum”. Ainda, as Editoras que viram, na ideia de uma nova ortografia, a oportunidade da expansão do mercado livreiro. Imagina-se aí a vultosa tiragem para adaptar os acervos das bibliotecas de todo o país! E, segundo o gramático: “Os responsáveis internos são muitos. O primeiro - e, por isso, o maior de todos - foi o governo Lula, pela pressa e pela forma irrespondável com que sancionou o projeto e passou às etapas seguintes de sua implementação. Por que o Brasil não seguiu Portugal, Angola e Moçambique (para citar nossos parceiros mais importantes nessa empreitada), que decidiram esperar até 2016 para concretizar a Reforma?”

Também, como responsávei interno, Claudio Moreno cita o MEC, mau conselheiro do ex-presidente. E, “inexplicavelmente, os linguistas e professores de língua portuguesa que integravam a comissão não denunciaram (com raras e corajosas exceções), as incongruências do Acordo, ...nem sugeriram cautela na implantação de uma Reforma que, como já se via, servia apenas para introduzir algumas mudanças quase cosméticas no sistema vigente”. “Afinal, a norma ortográfica já estava há muito consolidada; o dispêndio colossal de recursos para implementar um novo modelo (pobre Angola!... pobre Moçambique!) só seria justificado se houvesse um ganho significativo... o que...simplesmente não vai ocorrer”. *Jornalista e Professora

Portugueses criticam adoção do acordo ortográfico

A despeito de Portugal ter aceito formalmente o acordo ortográfico antes do Brasil, a mudança de algumas regras na escrita ainda gera polêmica e divide opiniões no país de origem da língua portuguesa. Alguns lusitanos sentem que a reforma os força a escrever (e até a falar) como os brasileiros. A reforma foi ratificada pelo Parlamento de Portugal em maio de 2008 e promulgada pelo presidente Cavaco Silva em julho seguinte. Isso foi dois meses antes de o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar a lei do acordo ortográfico em solenidade na Academia Brasileira de Letras. Em Portugal, o acordo está em vigor desde 13 de maio de 2009. A resolução de adotá-lo prevê um prazo transitório de até seis anos para implementação definitiva da nova grafia. Além de Portugal e do Brasil, o acordo já foi ratificado em Cabo Verde (2006), em São Tomé e Príncipe (2006), na Guiné-Bissau (2009) e no Timor Leste (2009). Falta a ratificação dos parlamentos de Moçambique (o Conselho de Ministros, em junho deste ano, aprovou a reforma ortográfica) e de Angola. Em Portugal, um dos principais críticos do acordo é o escritor Vasco Graça Moura, presidente do Centro Cultural de Belém. Para ele, a adoção do acordo no Brasil “não significa nenhum sacrifício, especial e nomeadamente na fonética das palavras mas, em Portugal, significa. Tirar o acento e o trema de algumas palavras não é assim tão complicado como alterar a grafia de uma porção de palavras, como acontece em Portugal”, compara. Para ele, a reforma é “um desastre” e

A mudança gerou polêmica em Portugal. Alguns lusitanos sentem que a reforma os força a escrever, e até a falar, como os brasileiros. “É uma sabotagem ao idioma”, dizem

está “completamente desajustada da manei- (em casos como “recepção” e “receção”, e ra de os portugueses pronunciarem”, além “intersecção” e “interseção”, grafados de de haver “defeitos técnicos”. Graça Moura forma diferente entre o Brasil e Portugal). lembra que, desde o comeConforme Graça Mouço da discussão (em meara, a duplicidade de ortodos dos anos 80 do século grafia é um dos problemas passado), “já se reconhecia apontados por acadêmicos que era impossível unificar portugueses como António completamente” e ressalta Emiliano [o primeiro “o” que “os critérios [do acordo tem acento agudo porque ortográfico] são imperfeitos a vogal é falada aberta em e não são lógicos”. português de Portugal], auEle reclama, por exemtor dos livros Apologia do plo, que o acordo admiDesacordo Ortográfico e O Vasco Moura, a reforma te, em mais de um caso, Para Fim da Ortografia e profesé “um desastre, está desajusformas facul-tativas de tada da pronúncia portuguesa, sor de Linguística da Uniescrita. “Isso é a própria além de ter defeitos técnicos versidade Nova de Lisboa. sabotagem da noção de Dois meses depois da ortografia. Ortografia sigpromulgação da reforma nifica a maneira de escrever corretamente. em Portugal, Emiliano disse à AssemSe há possibilidades facultativas, com ‘p’ bleia da República que o acordo “nunca ou sem ‘p’, com ‘c’ ou sem ‘c’; é um curto- foi discutido pela comunidade científica circuito nas próprias regras do acordo”. O portuguesa, nem pelos setores da sociedaescritor faz referência ao uso do “p” e do de mais afetados”. Para ele, a nova regra “c”, antes de outra consoante como o “ç” “revela insensibilidade à preservação da

estabilidade ortográfica e ao valor patrimonial da ortografia” e “afetará negativamente o prestígio de Portugal”, pois “é um atentado ao desenvolvimento, à educação, ao progresso e à competitividade dos portugueses”. Declarações como as de Graça Moura e António Emiliano ainda têm grande repercussão na opinião pública e nos jornais de Lisboa, como o Diário de Notícias e Público, que frequentemente trazem artigos de fundo (sobre o assunto ou sobre outros temas) nos quais, no rodapé, é possível ler: “Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico”. Os diplomatas brasileiros, ouvidos pela reportagem, relativizam a intolerância de alguns portugueses com a mudança da norma. Para o embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva, há “redutos de resistência”, mas “o futuro está ao lado da comunidade de expressão portuguesa, não do isolamento”. “A gente está dentro de um processo normal de acomodação”, complementa o embaixador Pedro Motta Pinto Coelho, que chefia a missão brasileira na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Para ele, “Portugal está perfeitamente dentro do acordo”, mas há relutância “por desconhecimento” ou “prevenção” - que não se justifica a seu ver. “O acordo foi um entendimento. Ele não mexe na língua. Ele mexe na grafia, mas não entra na sintaxe da língua portuguesa. Procura trazer para um veio comum as ortografias que existem nos diferentes países”, explica o diplomata. Fonte: Gilberto Costa\EBC


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ma verdadeira herança cultural construída nos últimos 40 anos dentro de prédios universitários esteve em destaque no Salão Cultural da APUSM, entre os últimos dias 17 a 27 de setembro. Era a exposição “Educação pela Arte”, com a participação de 17 artistas que são, ou foram, integrantes do corpo docente dos cursos de Artes Visuais e Desenho Industrial da Universidade Federal de Santa Maria. Sob a coordenação das professoras Ester Nogueira e Ruth Kuhn, a mostra coletiva surgiu como a terceira edição do Projeto Vivências da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (SEDUFSM), que tem como objetivo a valorização dos professores filiados ao sindicato, através de suas produções e habilidades artísticas. Na prática, o evento ultrapassou a sua meta inicial e revelou, em um só local, uma exuberante e diversificada produção artística realizada nas últimas décadas por professores do Centro de Artes e Letras da UFSM. Durante 10 dias, quem foi até a sede na Avenida Dores encontrou pinturas, óleos, desenhos, esculturas, montagens, portfólios e projetos de produtos assinados por nomes reconhecidos como Juan Amoretti, Sandra Knackfuss, Silvestre Peciar Basiaco, Alphonsus Benetti, Ana Lúcia Oliveira, Máucio, Reinaldo Pedroso, Vani Foletto, Regina Rigão, Lusa Aquistapasse, Marlene Noscosqui, José Francisco Goulart e Fátima Menezes de Mesquita. A exposição também apresentou obras de Claudio Carriconde, Wagner Dotto, Ivandira Dotto Saldanha e Clébio Sória. Todos já falecidos que deixaram um expressivo legado para alunos e colegas, assim como para a própria Instituição de Ensino onde um dia foram professores. Durante o evento, o diretor da Sedufsm, Humberto Gabbi Zanatta, salientou outra situação proporcionada pela mostra, além do prazer estético e intelectual: “O sindicato surgiu dentro da APUSM logo após a promulgação da Constituição de 1988. Hoje somos coirmãos que, depois de muito tempo, se reencontram através da cultura. Que esta parceria seja longa”, disse. Representando a APUSM, a professora Darcila Castelán destacou “a honra em receber na sede da Associação a exposição e o sindicato, ressaltando que o espaço estará sempre aberto para produção cultural dos colegas”.

Foto Assessoria de Comunicação Sedufsm\Especial

Quando o professor é o artista...

Darcila Castelán (APUSM) e Humberto Gabbi Zanatta (SEDUFSM) abriram a mostra coletiva e enfatizaram a parceria entre as duas entidades representativas dos professores santa-marienses. “Que esta parceria seja longa”, disse o diretor da SEDUFSM Fotos Imprensa APUSM

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A abertura oficial da exposição Educação pela Arte foi na terçafeira, dia 17, no Salão Cultural da Apusm. Participaram artistas, diretores da APUSM e SEDUFSM, associados e convidados

Em primeiro plano, óleo sobre tela de Regina Rigão, uma entre os 17 artistas expositores que são, ou foram, integrantes do corpo docente do Centro de Artes e Letras da UFSM

Confirmada a realização do II Torneio Aberto APUSM de Xadrez que acontece no próximo dia 5 de outubro na sede da Avenida Dores. As inscrições podem ser feitas no local, entre às 13h30 e 14h15, com custo de R$ 3,00. O tempo de jogo será de 21 minutos para cada jogador e o sistema de emparceiramento será o suíço em cinco rodadas. Segundo o organizador da competição, professor Arlindo Mayer, haverá premiação de troféu para o campeão e medalhas até o quinto lugar na categoria geral. Na categoria estudantil, a premiação é de medalhas para os cincos primeiros colocados. O torneio valerá ranking municipal para os jogadores associados ao Santa Maria Xadrez Clube, que divide a parceria com a APUSM na realização de mais um evento

enxadrístico. A entrada é franca para quem quiser assistir os confrontos intelectuais entre os enxadristas santa-marienses. Conforme o presidente do SM Xadrez Clube, Paulo da Rosa Paulo, a organização estima a participação de 30 a 40 enxadristas de todas as forças e idades. Competição estadual - A grande novidade no Departamento de Xadrez da APUSM é que, em novembro, provavelmente no dia 23, haverá mais uma competição enxadristica, desta vez com expressiva premiação e que pretende reunir grande número de aficionados do esporte, incluindo os melhores enxadristas gaúchos, além de representantes da Argentina e Uruguai. As duas associações já estão buscando parceiros para concretizarem o projeto.

Foto Imprensa APUSM

II Torneio APUSM de Xadrez acontece dia 5 de outubro

O presidente do SM Xadrez Clube, Paulo Paulo, e representante da APUSM, professor Arlindo Mayer, confirmaram a realização de mais duas competições enxadrísticas na sede da associação


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Dançando um tango na APUSM...

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s passos começam suaves e flutuantes ao som de um “bandoneón”. De repente, um gesto brusco dos corpos. É um “gancho”. Mais uns movimentos e, insinuantes, as pernas do casal se enlaçam em um “ocho”. É o bailado de um tango!! Não, não estamos em Buenos Aires. Muito menos os casais que se movimentam harmoniosamente pelo salão são profissionais dos palcos portenhos. Na verdade, está é mais uma aula de dança dos professores Vilson Quaiato e Daniele Portella que acontece todas as quartas-feiras, às 19h30, na APUSM. E, muito mais que simplesmente uma atividade física, que já é bastante relevante, estes movimentos em conjunto se transformam em uma expressão artística, estabelecendo um ritual de cumplicidade entre os pares que, naquele instante, cantam com seus corpos. Enfim, há mais de mil razões para bailar. “Eu amo a dança, sempre gostei de dançar. Aprender a técnica foi a primeira razão de me inscrever no curso do Quaiato. Além disto, dançar renova a alma, trabalha com nossos limites e desenvolve a sensibilidade e o sincronismo entre um par, o que é muito importante para um casal. Essencial”, enfatiza Elaine Piccinin ao ser questionada sobre os seus motivos das aulas. O par de Elaine, o professor do Curso de Medicina da UFSM, Luis Humberto Ribas dos Santos, ressalta também que “dançar é diversão” e confessa que se inscreveu no curso para aprender, principalmente, os movimentos do tango. Música que o encanta e já o levou várias vezes à capital argentina para assistir os principais espetáculos do tradicional ritmo platino. “Já estamos planejando a próxima viagem a Buenos Aires. Não vejo a hora de colocar em prática o que aprendi aqui”, disse sorrindo o professor Luis Humberto. Outra aluna, a professora da Unifra, Juliane Pinto, conta que, além de aprender a dançar melhor, ela e o marido, Eberton Guterrez, optaram por se inscrever no curso de dança para realizar, juntos, uma atividade física. E os dois confessam que encontraram muito mais que isto. “Somos os alunos mais novatos, ainda com poucas aulas, mas com o método e a paciência do professor Quaiato, já estamos arriscando passos mais complexos em bailes e festas que frequentamos. E o pessoal nota, comenta com a gente”, explica a Juliane. Eberlon salienta que apren-

der a dançar também rendeu novos amigos para o casal. “E não é somente entre os colegas de curso na APUSM. Dançar é também uma ótima atividade socializante”, conclui Guterrez. Se, para os alunos, a dança é diversão, atividade física e novos amigos, para o professor Vilson Quaiato é muito mais: “Começou como um hobby. Hoje é minha vida, minha profissão”, argumenta. Ele conta que já são 28 anos de dança. “Eu era modelo e éramos obrigados a fazer aulas de ballet para melhorar a postura. Foi quando a minha professora, Elaine Bortolini, me convidou para ser seu partner nas apresentações. Não parei mais de dançar. Tanto que, em um desfile de moda, sugeri fazer uns passos de tango na passarela com uma colega. Foi um sucesso só, muitos aplausos”, recordou. E ele não parou mais de dançar.

Quaiato relembra que foi nesta mesma época a febre da lambada e, ao natural, começou a dar aulas para os interessados em aprender, em Santa Maria, a dança nordestina. Em seguida, Thais Muller o convidou para ser professor de dança em sua escola. Quatro anos depois, em 1995, ele abriu o seu próprio Liceu. “A dança tomou conta da minha vida”, registrou. Nestas quase três décadas de aulas e apresentações, Quaiato perdeu a conta de quantos alunos já teve: “Hoje eu tenho em torno de 130 alunos mas, desde que comecei a ensinar, são milhares. Perdi a conta”. Ele salienta também que o tango é o ritmo mais procurado pelos alunos, mas que aulas de samba, danças gauchescas e o

forró também são bastante requisitadas em suas aulas. “Percebi que todos os ritmos são importantes, porém o tango é uma música especial. Tanto que organizo anualmente uma excursão para Buenos Aires para meus alunos verem bailarinos profissionais em ação e, é claro, testar a técnica que aprenderam. É um sucesso, sempre”, enfatiza. O professor ainda ressalta que os benefícios da dança não se resumem somente a uma diversão. “A dança melhora o condicionamento físico e cardiovascular, favorece a circulação sanguínea e a capacidade respiratória, bem como fortalece toda a musculatura. Por se tratar de uma atividade social, ela possibilita o convívio com outras pessoas, ajudando aqueles que são mais tímidos e introspectivos a fazerem novas amizades”, explica Quaiato, nitidamente empolgado com o assunto. Então, depois de tudo isso, você me dá o prazer da próxima dança?


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Estes pioneiros e suas histórias

Basílio Netto: “A motivação construiu a UFSM” Foto Imprensa APUSM

Hoje, olhando para trás, foi uma época de muito trabalho, mas foi tudo maravilhoso. E com um grupo fantástico de pessoas motivadas”

recorda, o professor José Basílio da Rocha Netto, a construção da Cidade Universitária da UFSM, em Camobi.

Um convite: voltar à Santa Maria “Formei-me em Porto Alegre e, logo, já estava trabalhando na CIENTEC. Mais ou menos um ano depois, em 1962, recebi a visita do professor Mariano da Rocha Filho. Ele me convidou para trabalhar como engenheiro nas construções da Cidade Universitária e, à noite, lecionar no curso de Engenharia Civil. Entrei direto na construção do campus. Não foi nada fácil. O trabalho era imenso, exaustivo, uma verdadeira “pauleira” de 25 horas por dia, incluindo sábados e domingos. Mas havia um diferencial importante: todos no grupo estavam bastante motivados. E isto tornou aquela época maravilhosa”.

Foto arquivo pessoal\José Basílio Netto

S

e existe alguém que possa falar, hoje, sobre detalhes da construção do campus de Camobi, e com propriedade, esta pessoa é o engenheiro civil santa-mariense e também professor universitário, José Basílio da Rocha Netto, de 78 anos, casado, dois filhos, dois netos e outro a caminho. Basílio, como é conhecido por seus colegas, alunos e amigos, foi o primeiro diretor do Escritório de Obras da UFSM e esteve ligado diretamente à construção de toda a Cidade Universitária, desde 1962 até sua aposentadoria na metade da década de 1990. E, mais, fez isto em um tempo que Santa Maria era apenas uma pequena cidade do interior, com uma oferta reduzidíssima de materiais de construção e também com uma expressiva carência de mão de obra especializada para levantar um conjunto de edificações tão expressivas, complexas e de forma tão rápida. “Na época em que estávamos trabalhando, era tudo tão corrido, tão urgente, que mal olhávamos para trás. Na verdade, somente fomos perceber a grandiosidade do que estávamos fazendo algum tempo depois, quando a Cidade Universitária já estava cheia de alunos e com aquela convivência fantástica que ela proporciona. Com estudantes e professores de todas as áreas e cursos em um só local. Hoje, olhando para trás, foi tudo maravilhoso”, recorda o professor.

1972 - O professor Basílio apresenta as obras do Hospital Universitário para comunidade universitária e convidados. “Junto com o planetário, o HUSM foi a construção mais complexa e cheia de detalhes do campus da UFSM”, enfatizou

Surge uma cidade nos campos de Camobi “Em um determinado momento, tínhamos um contingente de 500 operários trabalhando em Camobi e precisávamos de mais. Porém, não havia mão de obra suficiente na cidade. Santa Maria era uma cidade pequena no inicio dos anos 1960. Não houve dúvidas: fomos buscar trabalhadores nas cidades próximas. Aí passamos a ter mais de 800 pessoas diretamente envolvidas nas obras da Cidade Universitária. E mais, começamos também a oferecer cursos de formação para todo este pessoal. Se não era depois do expediente, era nos finais de semanas. E com isso, pode-se dizer que, também, propiciamos qualificação e uma melhor renda para uma verda-

deira multidão de pedreiros, carpinteiros, pintores e eletricistas de toda a região. Dava gosto de ver esse pessoal trabalhando. Comovia. Eles zelavam tanto pelo trabalho, estavam tão motivados que as nossas ferramentas e maquinários impressionavam pelo seu estado de conservação, mesmo com uma utilização acima do normal. Então, foi um grupo que me marcou muito, com muitas pessoas excepcionais, acima da média. Tanto que, hoje, quando encontro alguns deles, faço questão de relembrar daquele tempo, das histórias, enfim, reatar sólidas amizades construídas em meio a muito trabalho, mas muito trabalho mesmo”.

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Os prédios mais complexos “Não há edificação igual à outra na universidade. Não foi como construir um complexo de prédios habitacionais, todos iguais, um ao lado do outro. Cada um desses prédios tinha a sua especificação, a sua utilização e a suas necessidades, conforme o curso que era destinado. E, se houve um prédio que tivemos que ter um cuidado todo especial na sua construção, foi o do Hospital Universitário. Ali tivemos que considerar tantas instalações especiais, tantos detalhes, que nenhum outro teve. E, ainda, foi uma obra volumosa, imensa. Outro que tivemos também bastante trabalho foi o do Planetário. Era uma obra com características especiais pela sua forma e necessitava de um determinado tempo para que o concreto usado secasse. Havia necessidade de tempo estável, com sol. Não é que, exatamente quando estávamos trabalhando nele tivemos um período de chuvas intensas em Santa Maria! Fizemos tudo de novo, várias vezes, até dar tudo certo”.

Trabalho, trabalho e mais trabalho Teve um momento que nós começávamos uma obra já sabendo que ela teria que estar pronta rapidamente para que o pessoal que iria ser aprovado no vestibular daquele ano fosse utilizar nas primeiras aulas na universidade, no início do ano seguinte. E isto foi feito. Por isso, alguns prédios levaram tanto tempo para serem finalizados. A estratégia era a seguinte: começamos a construir vários edifícios e fazíamos uma parte da construção que seria utilizada por determinada turma. Depois, íamos fazer mais um setor de outro prédio, que seria a sala de aula de outra classe, de outro curso. E assim fomos indo, de sala em sala, de prédio em prédio.

Construção do Hospital Universitário


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Jurídico

O STJ e as progressões por titulação na carreira do magistério

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o período em que não existia regulamentação da Lei 11.784/2008, devem ser aplicados os dispositivos que tratavam das progressões na antiga legislação Em processo de um professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense – Campus Concórdia, representado pelo escritório Wagner Advogados Associados, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou o entendimento de que, enquanto não existia a regulamentação das progressões por titulação prevista no plano de carreira dos professores das Instituições Federais de Ensino trazido pela Lei nº 11.784/2008, deve ser aplicado o regramento do plano de carreira anterior (Lei nº 11.344/2006). O entendimento dos Institutos Federais, quanto ao ponto, é de que não podem ser concedidas as progressões por titulação no período de tempo em que não existia regulamentação da Lei nº 11.784/2008, a qual somente foi realizada através do Decreto 7.806, de 17/09/2012. Por isso,

os professores, já munidos dos títulos acadêmicos necessários para a progressão na carreira, tiveram seus pedidos indeferidos e suportaram considerável prejuízo financeiro. Contudo, em recurso especial, o STJ decidiu que, para fins de progressão por titulação, “prevalecem as regras dos arts. 13 e 14 da Lei 11.344/06 relativamente ao período anterior ao advento do Decreto 7.806/12 (publicado no DOU de 18/09/2012), que atualmente regulamenta os critérios e procedimentos para a progressão dos servidores da carreira do Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico”. No caso, as diferenças remuneratórias decorrentes do direito à progressão deverão ser pagas desde a entrada em exercício do professor, pois este já ingressou no serviço público com o título de especialista. O referido processo no STJ foi julgado no sistema de recursos repetitivos, razão pela qual os demais processos semelhantes deverão ter o mesmo desfecho. Fonte: Wagner Advogados Associados

Orientação jurídica aos associados

O advogado e sócio do escritório Wagner Advogados Associados, Flávio Ramos realiza todas as quintas-feiras pela manhã, das 10h ao meio-dia, orientações jurídicas aos associados da Associação dos Professores Universitários de Santa Maria (APUSM). Ramos é especializado nos assuntos relacionados a questões funcionais do servidor público como: carreira, vínculos do professor ao serviço público, en-

tre outros. O escritório atua nesta área há cerca de 30 anos. Neste ano o escritório também está atendendo aos professores associados que possuem vínculos com instituições particulares. Assuntos relativos ao regime geral da previdência- INSS destes associados podem ser esclarecidos pelos advogados. Para isso, basta que o associado utilize este serviço nas quintas-feiras.


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Programa de Telemonitoramento garante mais saúde aos beneficiários da Unimed

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Medicina Preventiva da Unimed Santa Maria atua há 6 anos na prevenção à saúde, com ênfase no gerenciamento de pacientes crônicos. Com a finalidade de facilitar a orientação aos pacientes e garantir uma boa qualidade de vida, é que surgiu o Programa de Telemonitoramento de Crônicos para beneficiários de planos assistenciais. O programa consiste em orientar e educar em saúde pacientes crônicos que não necessitem de atendimento domiciliar e que possuem atividade de vidas normais, focado na Diabete Mellitus, Hipertensão Arterial, Oncologia e Obesidade. A orientação ocorre através do telefone e é realizado por um profissional de Enfermagem, onde, estabelece-se um forte vínculo de confiança e segurança entre usuário e profissional da saúde, para a aceitação das intervenções propostas, e assim, encorajá-lo a adotar atitudes saudáveis por conta própria incentivando cada vez mais o autocuidado e sua co-responsabilidade na sua saúde. “Essa metodologia nos permite monitorar a condição de saúde e a tendência de agravos no âmbito local, possibilita a manutenção de um longo período de cuidado e facilita o engajamento do paciente no processo terapêutico”, comenta Dr. Jose Antonio Goi, Diretor de Medicina Preventiva da Unimed Santa Maria. A periodicidade do telemonitoramento é definida pela condição crônica do usuário e são utilizados protocolos específicos e a SAE (Sistematização da Assistência em Enfermagem) como ferramenta para o planejamento do cuidado na produção em saúde. Todas as informações ficarão registradas em prontuário eletrônico específico. Os critérios de elegibilidade para participar desse programa, inicialmente, são pré-definidos pela equipe da Medicina Preventiva através de alertas clínicos obtidos no preenchimento do

questionário de Avaliação das Condições de Saúde do usuário. A participação do cliente Unimed Santa Maria no Programa de Telemonitoramento de Crônicos é mais um bene-

fício oferecido pelo seu plano assistencial, portanto, não gerará nenhum custo adicional na sua mensalidade. Dessa forma, e com ações de cuidados pró-ativos, impactamos de forma

significativa na qualidade da assistência, alcançando benefícios para você Usuário e também para a Unimed, fortalecendo cada vez mais nossa relação e parceria com a Apusm.

Programação de ações de Medicina Preventiva para os usuários da APUSM Local: Salão Cultural da APUSM Horário: 18h

Com a finalidade de facilitar a orientação aos pacientes e garantir uma boa qualidade de vida, é que surgiu o Programa de Telemonitoramento de Crônicos para beneficiários de planos assistenciais

Contato Para mais informações entre em contato com a Medicina Preventiva Telefone: (55) 3220-0500 E-mail: medicinapreventiva@unimedsm.com.br Endereço: Rua Silva Jardim, 1031, B. Rosário, Santa Maria

23 OUTUBRO/13: Palestra sobre o Tema: Hipertensão Arterial

HIPERTENSÃO Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não-fatais.

Conforme VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, 2010:

Palestra sobre Hipertensão: Dia: 23 de outubro de 2013 Hora: 18h Local: Salão Cultural da APUSM Participação Gratuita

20 NOVEMBRO/13: Palestra sobre o Tema: Diabetes Mellittus


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Cientista santa-mariense cria técnica que mede consciência em pacientes com dano cerebral

I

magine a aflição do jornalista francês Jean-Dominique Bauby ao acordar, após 20 dias em coma, e descobrir-se todo paralisado – com exceção da pálpebra esquerda. Não haveria outro meio, sem o bater da pálpebra, de estabelecer se ele estava consciente ou não. Mas isso pode mudar, graças ao trabalho de um físico brasileiro publicado hoje na revista “Science Translational Medicine”. Foi do gaúcho de Santa Maria, formado em física pela UFSM, Adenauer Girardi Casali, 35, a ideia que levou a um novo método para medir o nível de consciência de pessoas com dano cerebral grave, como Bauby. Mediado só por aparelhos, ele independe de movimentos do paciente e de sua interpretação pelo médico. Em outras palavras, a invenção do grupo de Marcello Massimini na Universidade de Milão, onde Casali fez doutorado, abre uma janela para espiar o cérebro preso no escafandro, como Bauby descreveu a síndrome no livro “O Escafandro e a Borboleta”. Não é trivial determinar se uma pessoa se encontra em estado vegetativo permanente, se tem um nível mínimo de

Foto Science Translational Medicine\ Reprodução

consciência ou se está consciente e só não consegue responder. Nada menos que 68% dos que se mantêm no nível mínimo recuperam a consciência em um ano. Uma equipe da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, afirma “con-

Foto Reprodução Sul

Estudo é fruto da parceria entre físico e sua mulher Depois do mestrado na USP, Adenauer Casali andava desiludido com a física teórica. Sua mulher, a engenheira Karina Rabello Casali, começou um doutorado na área de cardiologia em Milão, e ele foi estudar computação quântica em Trieste, também na Itália, em 2006. Após o curso em Trieste, prestou serviços técnicos no hospital milanês em que trabalhava a mulher. Ali o brasileiro travou contato, “por acaso”, com Marcello Massimini, que instalava seu laboratório no mesmo andar. Começaram a conversar sobre os primeiros testes do italiano com a estimulação magnética. O olhar de físico lhe deu um lampejo: era possível extrair da massa de dados, com emprego de matemática, uma medida de informação sobre o estado do cérebro. Foi seu passaporte para mudar de área e começar um doutorado com Massimini, em 2007. O programa de computador que analisa os dados ele desenvolveu com Karina, que figura entre os coautores do artigo. Ela passou num concurso para a Unifesp de São José dos Campos, o que os trouxe de volta para o Brasil. Ele, porém, demorou seis meses para conseguir uma posição --no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, a 91 km de distância.

VASTAS CONEXÕES E PENSAMENTOS INVOLUNTÁRIOS

Sinfonia cerebral O conceito-chave é o de complexidade. Ele parte da noção de que a consciência se baseia em dois fatores: diferenciação (padrões variados de disparo) e integração (duração e quantidade de comunicação entre as partes ativadas do cérebro). Pense numa sinfonia. O cérebro inconsciente seria como as passagens em que poucos instrumentos tocam uma só melodia, simples. A consciência corresponderia aos trechos em que toda a orquestra produz sequências diferentes de notas, porém sob a batuta do regente. Até aqui, havia meios experimentais de sondar o nível de consciência captando uma coisa ou outra, não as duas simultaneamente. Dos 52 participantes do estudo de Massimini e Casali, 32 eram pessoas

versar” com pacientes usando ressonância magnética funcional, que registra áreas em atividade no cérebro. Fazem perguntas, registram imagens da atividade cerebral e comparam com as de pessoas normais. O teste de Massimini e Casali dispensa essa interação. “É entusiasmante trabalhar com coisas que podem ajudar pessoas assim”, conta o brasileiro. Mas ele ressalva que a inovação ainda precisa ser validada com mais pessoas. Batizado de PCI (índice perturbacional de complexidade), o método pode ser comparado com um radar. Pulsos de ondas magnéticas são aplicados numa área de 10 cm² da cabeça – a “perturbação”. Um eletroencefalograma mapeia então o que acontece no córtex cerebral. O método matemático de Casali comprime os sinais dessa resposta cerebral e extrai deles um valor da quantidade de informação envolvida (o PCI), que depende do número, das áreas e da maneira como os neurônios “disparam”. O PCI capta, assim, a complexidade da conversa entre as regiões do cérebro.

Como funciona a técnica para medir nível de consciência

saudáveis. Seus PCIs foram medidos quando estavam acordadas, dormindo e inconscientes após anestesia. Os outros 20 tinham dano cerebral e diferentes níveis de consciência. A comparação mostrou que o PCI discrimina os estados, do vegetativo profundo à vigília, e torna possível dizer se o córtex mantém o grau de diferenciação e integração necessários para que o cérebro volte a abrigar a consciência – e, portanto, ajustar o tratamento em função do prognóstico. Além da validação do método por mais equipes, será preciso acomodar os aparelhos usados para gerar o PCI num console que caiba numa UTI. “Hoje é um trambolhão”, diz Casali. O grupo trabalha em protótipos com a empresa finlandesa Nexstim. A comparação mostrou que o PCI discrimina os estados, do vegetativo profundo à vigília, e torna possível dizer se o córtex mantém atividade necessária

Quando há muitos neurônios ativos em várias regiões e muita comunicação entre elas, fica mais difíil comprimir os sinais

Quanto mais alta a quantidade de informação, maior é o nível de conciência da pessoa. ESCALA DE CONCIÊNCIA

Vigília consciente Síndrome do escafandro (“encarceramento”)

ESTÍMULO E RESPOSTA Os médicos usaram pulsos magnéticos que provocam disparos de neurônios no cérebro. A resposta cerebral a esse estímulo for medida por eletroencefalograma (EEG) COMPLEXIDADE Os sinais do EEG são processados e comprimidos, para medir a quantidade de informação (complexidade)

Estado minimamente consciente Estado vegetativo Sono sem sonhos; anestesia

ESCALA DE CONCIÊNCIA

52 Pessoas

passaram por exames:

30 saudáveis 20 com dano cerebral, das quais:

2 com síndrome de encerramento

12 saídas do coma,

com nível mínimo de consciência

6 em estado vegetativo

Fonte: “A Theoretically Based Index of Consciousness Independent of Sensory Processing and Behavior”, de Adenauer G. Casali e outros, “Science Translational Medicine”, 14.ago.2013


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Foto na História

Artigo

Fotos Arquivo Pessoal/Luiz Gonzaga Isaia

À procura de uma tipologia da pesquisa descritiva

A pequena construção de madeira foi usada pelo reitor José Mariano da Rocha Filho como a primeira reitoria do campus da Cidade Universitária da UFSM, em Camobi

A

té o início de 1964, ainda não havia, no canteiro de obras da futura Cidade Universitária da Universidade Federal de Santa Maria, nenhum local adequado onde fosse possível o reitor José Mariano da Rocha Filho receber visitas, examinar as imensas plantas de obras ou realizar atos administrativos durante visitas a Camobi, cada vez mais frequentes com o desenvolvimento das construções. Foi quando o professor Luis Gonzaga Isaia encomendou ao carpinteiro Adalberto dos Santos Ferraz (foto) a construção de um pequeno prédio que abrigasse a administração da UFSM.

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Na imagem captada no mês de agosto daquele distante ano, a primeira reitoria do campus ficava em meio aos extensos campos que, depois, serviriam à implantação da primeira universidade pública longe das capitais brasileiras. Construída para agilizar a administração da universidade durante as obras de implantação na década de 1960, ganhou permanência e uso no decorrer dos anos, primeiro como sede do Correio Universitário e, depois, como abrigo dos funcionários do Setor de Vigilância, onde está até hoje, incorporando-se definitivamente à história do Ensino Superior de Santa Maria. * Fonte: UFSM-Memórias, de Luiz Gonzaga Isaia).

Inicia-se, a partir destes textos, uma ten- que a pesquisa politicamente dogmática e tativa de elaborar uma tipologia quanto às ativista jamais gostou de uma nomenclatura que distinguismais variadas modase um tipo inveslidades de levar-se a tigativo de outro. efeito uma pesquisa Por quê? Porque descritiva. Começana esfera socialista se, agora, com dois supõe-se que todos tipos preliminares são e somos iguais, bastante clássicos no deveras! que diz respeito à inO artigo comvestigação científica: pleto do professor os estilos diagnóstico e exploratório. O professor doutor Eduardo J. Z. Ayala é as- Eduardo Ayala está De mais a mais, sociado da APUSM e o seu endereço eletrô- publicado no site é bom sublinhar nico para contato é eduayala@ibest.com.br www.apusm.com.br

Leitura

A desindustrialização brasileira

O processo de desindustrialização do Brasil é explicado principalmente pelas suas linhas de pensamento econômico. Uma, que credita esse processo à tendência crônica da valorização da taxa de câmbio; outra, que o identifica que alguns setores industriais estariam fadados a desaparecer, ao passo que outros, mais competitivos, triunfariam. O livro é constituído por seis artigos elaborados por pesquisadores das melhores

instituições de ensino superior do país. Na organização, André de Azevedo, Carmem Feijó e o professor da UFSM, Daniel Arruda Coronel. O ex-ministro Luis Carlos Bresser Pereira assina o prefácio. Informações sobre comercialização do livro “A desindustrialização brasileira” podem ser obtidas em www.ediunisinos.com.br


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Novos tempos, novo site e mais comunicação Imagem Reprodução

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om o objetivo de estreitar ainda mais a comunicação entre a diretoria e os associados, a APUSM apresentou, neste mês de setembro, a sua nova página na rede mundial de computadores encontrada no endereço eletrônico www.apusm.com.br Como novidade, mais matérias e reportagens sobre a Associação, os eventos que acontecem na sede da Avenida Dores e, ainda, os mais importantes fatos e personagens da Educação no Brasil e no mundo. E, tudo isso, com uma paginação mais limpa e ágil para leitura, valorização das imagens dos eventos e, é claro, atualizações diárias e constantes. O novo site, que tem assinatura da empresa Doble +, também oferece compartimentos através do Facebook, fazendo com que os internautas possam dividir, opinar e interagir com as matérias e reportagens de seus interesses com suas respectivas redes de amigos.

O novo site também oferece compartimentos via Facebook, permitindo interação do conteúdo com rede de amigos

Concurso irá escolher a bandeira da Associação

Os professores universitários de Santa Maria se reuniram no dia 13 de setembro no Salão Cultural da Associação para celebrar, em um concorrido Sarau Campeiro, o início da Semana Farroupilha e, é claro, as tradições gaúchas. O evento começou às 20h com a música de Janu Uberti que proporcionou o ambiente perfeito para encontros e reencontros. Logo após, um variado cardápio campeiro, assinado por Adriano Piovesan e sua equipe, foi oferecido aos convida-

dos da noite. O ponto alto da comemoração farroupilha na sede da Avenida Dores aconteceu quando o Liceu de Danças e Maneiras Wilson Quaiato fez do Salão Cultural o seu palco e realizou quatro apresentações de danças gaúchas com os 35 alunos, formandos deste ano em seu curso. O espetáculo constou de uma valsa, um chamamé, uma vanera e, é claro, uma milonga, que deliciaram os quase 200 participantes da festa gaúcha da APUSM. Fotos Imprensa APUSM

E não é que a dor da sua bandeira. APUSM ainda não Conforme a diretem a sua bandeitoria, o regulamento ra! Para suprir a do concurso deve ser lacuna, a nova didivulgado nos próxiretoria está formamos dias através do tando um concurso site www.apusm. que irá escolher o com.br, na Coluna O regulamento do concurso deve ser divulestandarte que re- gado nos próximos dias no site da APUSM da APUSM no jorpresentará a Asso- e na coluna quinzenal de A Razão nal A Razão, assim ciação dos Profescomo nos demais sores Universitários de Santa Maria. veículos de imprensa santa-marienses. Poderão concorrer comunicadores viAinda, segundo a diretoria, a premiação suais, designer, publicitários, professores, do concurso, que ainda está sendo consalunos e também associados. Basta ter truída, deverá ser expressiva e com uma criatividade e vontade de deixar seu nome provável disputada competição de estilos gravado na história da APUSM como cria- gráficos.

Celebrando as tradições no Sarau Campeiro da Apusm

APAE recebe verba arrecadada em evento na sede

O presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Santa Maria (APAE-SM), Julio Cesar Brenner, recebeu a verba arrecadada na Feijoada Beneficente promovida e realizada pela APUSM em seu Salão Cultural no dia 31 de agosto. Ao repassar para Brenner o total de R$ 4.845,00, a presidente da APUSM, Tania Moura da Silva, ressaltou que “a APUSM se sente muito orgulhosa em contribuir com uma entidade tão importante de nossa cidade, principalmente em um mo-

mento que a APAE passa por dificuldades em manter seu trabalho e continuar atendendo 120 alunos especiais, todos absolutamente carentes”. Julio Brenner agradeceu a iniciativa da atual diretoria e também salientou a importância da contribuição com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Santa Maria em um momento tão delicado. “Basta ligar para o telefone (55) 3212-2111. Uma equipe da APAE irá até você”, disse.

A presidente da APUSM e sua diretoria repassaram ao presidente da APAE R$4.845,00 arrecadados em feijoada beneficente realizada no Salão Cultural no dia 31 de agosto

Professores se reuniram no dia de 13 de setembro para celebrar o início da Semana Farroupilha

Os quase 200 participantes se deliciaram com o cardápio campeiro e as danças típicas


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Cidadania em Santa Maria

o caderno MIX, de 07 de setembro de 2012, do Diário de Santa Maria, fomos brindados com uma matéria cujo título “Homem um ser político”, mostra o papel social e político que todos desempenham, querendo ou não. O filósofo grego Aristóteles, como cita a matéria, já afirmava que o homem, essencialmente, é um ser político e social, afirmativa esta tida como mandamento para a organização política e social de qualquer sociedade. Daí, a importância da cidadania para o convívio e qualidade de vida no coletivo das populações. Cidadania essa demonstrada no sentimento inequívoco de milhões de brasileiros que tomaram as ruas de norte a sul do país, nos meses de junho e julho passados, para demonstrar seu descontentamento com o andamento das políticas e ações no âmbito da Sociedade, da forma como se organizam os partidos políticos no âmbito do Governo, com as ações de conchavos e corrupções e com o pouco investimento na saúde e na educação. Existe um movimento em Santa Maria, o Movimento Tratado Cidadão (MTC) de Santa Maria e região, iniciativa inédita, que propõe sensibilizar a sociedade local e regional para que, organizada com os poderes político, econômico, social e intelectual/acadêmico, se una nesse sentimento com ações de cidadania. O MTC, se inédito, não é original, pois tem origem na relação do Estado com a Sociedade. O que é original é a Sociedade se reunir em torno dessa proposta, de manter diálogo e interação permanente com os cursos formadores de profissionais, que prestam serviços à sociedade, o que envolve direito e dever cidadão. Esse trabalho desenvolvido pelo MTC visa aproximar os cursos superiores para que formem profissionais cada vez mais adequados para atender as necessidades da sociedade. Para isso, necessita de métodos de interação permanente na dinâmica contemporânea entre escolas e serviços. Nesse processo, o movimento aberto para a construção coletiva se fortalece na adesão cooperativa de construir de forma contextualizada. Sem perder a base histórica, necessita de revisão de conceitos e do exercício de perceber o contexto de forma crítica e reflexiva, sendo propositivo com disposição para ações, na construção da

cidadania e de uma sociedade mais justa. O que é ser cidadão? Esta é a questão que deve ser respondida. Como me encaixo neste papel na minha comunidade, na minha cidade, no meu país? Todas as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos superiores de graduação, aprovados pelo Conselho Nacional de Educação, nesta primeira década do século XXI, expressam que, na formação profissional, deve-se formar o cidadão. Como os cursos superiores estão trabalhando essa questão? O Grupo do Tratado Cidadão (GTC), em um exercício de estudo e percepções, identificou quatro critérios para avaliar o perfil cidadão dos estudantes, que apresentam trabalhos nos Fóruns Públicos. Os critérios evoluem em um crescente de capacidade para: 1) perceber o contexto, onde se insere como pessoa, família, sociedade; 2) desenvolver análise crítica deste contexto; 3) ter atitude propositiva para qualificar ações; e 4) demonstrar disposição para ações na direção de propostas.

Observa-se a tendência de se ficar na análise crítica do contexto, simplesmente. O que está sendo feito? 1 – Sensibilização da Sociedade apresentação da base histórica e conceitual para grupos da sociedade organizada, inclusive cursos superiores, com a finalidade de manter movimento permanente de aproximação com as IES, para que proporcionem a todos os estudantes, durante o curso de graduação, uma prática junto de uma organização de produção e/ ou de prestação de serviços na área que vão atuar, quando graduados; 2 – Promoção de Fóruns Públicos para apresentações dos trabalhos produzidos na prática durante os cursos de graduação, com análise do processo de interação entre escola e organizações de produção e/ ou prestação de serviços e a percepção do perfil cidadão do estudante para reconhecimento do Mérito Tratado Ci-

dadão, pela Mesa Conselheira; 3 - Divulgação dos trabalhos apresentados pelos estudantes e dos resultados da análise de dados, que identificam variáveis que facilitam e que dificultam o processo de aproximação entre IES e organizações de produção e/ou de prestação de serviços à sociedade; 4 – Promoção de debates entre representantes dos segmentos da sociedade organizada sobre os resultados deste movimento, buscando aprimorar estratégias para melhorar a interação entre IES e organizações de produção e/ou de prestação de serviços; 5 – Reuniões semanais do Grupo Tratado Cidadão abertas e receptivas a toda pessoa que deseje participar. A pauta trata de construção permanente deste movimento. Antonio Roberto Fontoura Pereira Jadete Barbosa Lampert Jefferson Canfield Vera Regina Rodrigues

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Jornal da APUSM Setembro 2013 - Ano 46 No 08  

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