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KATÁRSIS II

Escola EB23/Sec.de Oliveira de Frades

Katársis II 50 Katársicos

Uma revista de Filosofia, Psicologia, Poesia e outras coisas afins…. Ano Lectivo 2007/08 - Dezembro

“O desespero consiste em imaginar imaginar que a vida não tem sentido.” sentido.”

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Chesterton

Nº1


FICHA TÉCNICA

KATÁRSIS II

Editorial Novo ano lectivo, revista nova! Pois é, a

DIRECÇÃO E CONSELHO EDITORIAL

Katársis está de novo aí, com novos textos e Jorge Marques e António Paulo

desenhos, poemas, reflexões, enfim, com o fruto do trabalho de vários docentes e alunos,

PROPRIEDADE

que querem a escola como um espaço aberto à criatividade e não apenas a mera aquisição

EB23/S. De Oliveira de Frades

de conteúdos programáticos das diversas disciplinas. Como foi referido na revista

COMPOSIÇÃO E IMPRESSÃO

anterior procurou-se abrir esta publicação a todo o tipo de trabalhos das diversas áreas ou

Reprografia da Escola

grupos disciplinares. Os temas são abertos, transversais e, desse modo, pretende-se

IDEALIZAÇÂO DA CAPA

Jorge Marques

apelar ao gosto pela escrita, à troca de ideias, à partilha de conhecimentos, para que todos possamos participar activamente na nossa

MONTAGEM

escola. A presente revista conta com desenhos

Jorge Marques e António Paulo

originais, artigos de opinião, apresentação de autores pertinentes, breves críticas a livros ou filmes interessantes e outros trabalhos que

REVISÂO DOS TEXTOS

António Paulo e Jorge Marques 1ª Tiragem: 100 Exemplares AGRADECIMENTOS

gentilmente as pessoas nos foram facultando. Gostaríamos

que

esta

nova

edição

despertasse outros docentes, alunos e outros a participarem neste projecto apresentando textos pessoais, desenhos, ideias, pois só

A todos os alunos, funcionários e professores que participaram na revista, ao Conselho Executivo pela disponibilidade concedida; aos funcionários da reprografia pelo trabalho acrescido em tempo de aulas.

assim haverá “matéria” para novos números.

Jorge Marques António Paulo

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KATÁRSIS II

A filosofia como actividade crítica

Chama-se à filosofia uma actividade crítica, porque ao filosofarmos não nos limitamos a ouvir uma opinião e dizer “concordo” ou “não concordo”, para dizermos o que pensamos acerca dessa opinião. Com efeito, é necessário analisá-la criticamente e só depois apresentarmos o nosso ponto de vista, devidamente fundamentado. Não se pode chamar a uma pessoa “crítica” só porque diz: “não concordo”, pois para se ser crítica é fundamental argumentar, explicar as razões porque o que se diz ser assim, ser dessa maneira. Filosofar significa posicionar-se contra o dogmatismo, uma vez que as pessoas dogmáticas recusam-se a avaliar as suas ideias e não aceitam opiniões contra elas, mas apenas a favor ou contra outras ideias. Uma pessoa dogmática é fechada e numa discussão, só quer “ganhar”, não importa se tem razão ou não. Para concluir esta breve reflexão importa dizer que se quisermos fazer uma boa análise de uma opinião ou ideia, temos “que abrir o espírito” e esquecermos os nossos preconceitos, pois só assim podemos pensar livremente e coerentemente sobre o assunto em questão Marília Renata n.º 17, 10.º B

simplesmente pensar. Por um lado, é procurar a explicação para tudo o que nos rodeia e tentar provar aquilo que pensamos através da argumentação, por outro, é tentar perceber que tudo aquilo que somos e tudo aquilo que nos diz respeito tem uma explicação.

Lágrima Ser filósofo… Ao procurar reflectir sobre o conceito “Filosofia”, imediatamente percebi que o acto de filosofar é muito mais complexo do que

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KATÁRSIS II

um pássaro que voa sem destino, simplesmente por prazer, é dizer o que realmente achamos de uma determinada coisa ou assunto de forma fundamentada, é avaliar conscientemente e criticamente tudo o que nos

É exactamente por este mesmo motivo que defendo que a Filosofia é uma actividade crítica, pois aceitar e recusar ideias através de fundamentos é um dos seus princípios fundamentais. É também uma actividade crítica, não por criticar nem por dizer mal, mas sim por analisar cuidadosamente cada detalhe de todas as ideias apresentas, todos os pontos de vista, em busca do conhecimento que se pensa verdadeiro, em busca da verdadeira sabedoria. Ser filósofo é, por conseguinte, analisar todas as ideias com imparcialidade, é pensar, pensar muito e não dizer “não” simplesmente para marcar a diferença, é ter a verdade como objectivo, mas sobretudo, sê-lo, é abrir-se e pensar livremente como

envolve. Joana Silva 10º

Reflexão/ Interpretação sobre a imagem apresentada

“ O desespero na luta contra o tempo” Marília Ferreira Mª Rosa Rocha

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KATÁRSIS II

“ Qual o sentido da vida? “ Mª Celeste Castro

“O relógio que não pára e eu só, na escuridão.” Mª do Céu Alves

“ A vida, o sentido, o tempo, presente e futuro.” futuro.” Mª de Fátima Alves

“Os dias em que os segundos não passam…” Manuel F. Alves

“O desespero toma conta de mim nesta luta desleal contra o tempo.” tempo.” Marília F.

Alunos de Arcozelo das Maias (Curso EFA) - Profª Ana Paula Macedo

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KATÁRSIS II

LIDO E REGISTADO O ABRIGO OU A METÁFORA DOS REFUGIADOS Estamos no mês de Fevereiro de 2022 e o mundo faz o balanço dos prejuízos causados pela guerra nuclear que rebentou no Médio Oriente em finais do ano passado. O nível global de radioactividade neste momento e nos próximos oito meses é tão elevado que só quem vive em abrigos atómicos pode ter esperança de sobreviver num estado de saúde razoável. Para os restantes, que têm de respirar ar não filtrado e consumir alimentos e água com elevados níveis de radiação, as perspectivas são terríveis. É provável que 10% morra nos próximos 2 meses de doenças provocadas pela radiação; pensase que mais 30% irá desenvolver formas fatais de cancro nos cinco anos que se avizinham e mesmo os restantes terão taxas de cancro 10 vezes superiores ao normal, enquanto o risco dos filhos nascerem com mal formações é 50 vezes maior do que antes da guerra. Os afortunados, é claro, são aqueles que tiveram a precaução e a possibilidade de comprar um lote nos abrigos construídos pelos especuladores imobiliários quando as tensões internacionais começaram a crescer em finais de 2010. A maioria destes abrigos foi concebida como aldeias subterrâneas, cada uma com acomodação e mantimentos suficientes para as necessidades de 10 000 pessoas durante 20 anos. As aldeias são autónomas, com constituições democráticas que foram previamente acordadas. Possuem também sistemas de segurança sofisticados que permitem admitir no abrigo quem muito bem entenderem e manter de fora todos os restantes. A notícia de que não será necessário ficar nos abrigos durante muito mais de 8 anos foi naturalmente saudada com alegria pelos membros de uma comunidade subterrânea chamada Porto Seguro. Mas também levou aos primeiros desacordos sérios entre eles. Por cima da galeria que conduz a Porto Seguro há milhares de pessoas que não investiram num abrigo. Essas pessoas são vistas e ouvidas por meio de câmaras de televisão instaladas à entrada. Imploram que os deixem entrar. Sabem que se forem rapidamente acolhidos num abrigo, podem escapar à maioria das consequências da sua exposição prolongada à radiação. Ao princípio, antes de se saber quanto tempo passaria até ser seguro regressar ao exterior, estes pedidos não tinham qualquer eco no interior do abrigo. Agora, porém, cresceu o apoio à admissão de, pelo menos, uma parte deles. Como os mantimentos só precisam de durar 8 anos, chegarão para mais do dobro das pessoas presentes nos abrigos. A acomodação apresenta problemas ligeiramente maiores. Porto Seguro foi concebido para funcionar como estância de luxo enquanto não fosse necessária para uma emergência real e foi equipada com courts de ténis, piscinas e um grande ginásio. Se todos concordassem em manter a forma fazendo aeróbica na

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KATÁRSIS II sala de estar da sua casa, seria possível obter espaço precário, mas adequado, para alojar todos aqueles que os mantimentos podem sustentar. De modo que há agora no interior muitos apoiantes daqueles que ficaram de fora. Os extremistas, a que os seus opositores chamam “lamechas”, propõem que o abrigo admita mais 10 000 pessoas – todas as que podem esperar razoavelmente alimentar e alojar até se poder regressar em segurança ao exterior. Isso implica desistir de todo o luxo na alimentação e nas instalações. Aos ”lamechas” opõem-se algumas pessoas que defendem que quem está no exterior são geralmente pessoas de baixa categoria, pois não tiveram suficiente capacidade de previsão ou riqueza para investir num abrigo; daí que, segundo afirmam, causarão problemas sociais no abrigo, provocando uma maior tensão na saúde, bem-estar e serviços de ensino e contribuindo para o aumento da criminalidade e da delinquência juvenil. A oposição à admissão de pessoas do exterior também é apoiada por um pequeno grupo que diz que seria uma injustiça para com aqueles que pagaram pelo seu lote no abrigo se outros que nada pagaram também beneficiassem. Estes

adversários da admissão de pessoas do exterior estão bem organizados, mas são pouco numerosos; contam, porém, com um apoio considerável por parte de muitos que dizem apenas que adoram jogar ténis e nadar e que não estão dispostos a prescindir disso. Entre os ”lamechas” e aqueles que se opõem à admissão de pessoas do exterior situa-se um grupo intermédio: aqueles que pensam, que, como acto excepcional de benevolência e de caridade, se devem admitirem alguns, mas não tantos que degradem significativamente a qualidade de vida no abrigo. Propõe que se transforme ¼ dos campos de ténis em dormitórios e se disponibilize um pequeno espaço público que, seja como for, tem tido pouco uso. Deste modo, podem alojar-se mais 500 excluídos, que os ditos “moderados” pensam ser um número considerável, suficiente para provar que Porto Seguro não é insensível à situação dramática daqueles que tiveram menos sorte que os seus membros. Realiza-se um referendo. Há 3 propostas: admitir 10 000 do exterior; admitir 500; não admitir nenhum. Em qual das propostas votaria o leitor?

SINGER, Peter, Ética Prática, Lisboa: Gradiva, 2002, 2ª edição, pp.269-271.

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KATÁRSIS II

NETFILOSOFIA http://Rolandoa.blogs.sapo.pt Rolando Almeida é professor de Filosofia na Escola Secundária Gonçalves Zarco, no Funchal e criador do blog rolandoa.blogs.sapo.pt. O blog é ainda muito recente, pois começou apenas em 2006, mas já é um verdadeiro caso de sucesso. E o engraçado é que o presente blog resultou da necessidade mundana de distribuir textos e trabalhos de filosofia, do modo mais eficaz e, ao mesmo tempo, do modo mais barato, poupando o dinheiro das fotocópias. Inicialmente a sua criação esteve ligada apenas a mais uma ferramenta de trabalho que o seu autor pensava ser muito produtiva para os seus alunos. Entretanto, o blog mereceu algum destaque em páginas de instituições ligadas à filosofia e com espaço já estabelecido na internet, como a ligação da página da Sociedade Portuguesa de Filosofia ou da revista de filosofia Crítica, de Desidério Murcho. No início do ano lectivo de 2006/07 o blog começou a ter muitas mais visitas o que talvez se deveu ao facto do blog ter sido referenciado no Rerum Natura, um dos blogs mais visitados do país e escrito por Carlos Fiolhais, Desidério Murcho, Jorge Buescu, Palmira Silva, Helena Damião, entre outros… Por sua vez, o Rerum Natura passou a ser um dos blogs de referência do jornal Público. Mas o ponto mais alto do blog deu-se mais ou menos a meio do ano lectivo de 2006/07. Por essa altura Rolando Almeida decidiu fazer uma análise dos manuais de filosofia que estavam para adopção no final desse ano. Pensando que o seu trabalho seria mais uma entre outras tentativas de análise de manuais escolares, mas para sua surpresa foi o único artigo desse género publicado e como era de esperar causou alguma polémica. Polémica que favoreceu muito o blog. Assim em Maio de 2007, o blog passou a ter cerca de 200 a 300 visitas diárias, muita gente a comentar, muitos colegas professores a escrever, alguns autores de manuais a contactar. Foi a partir dessa altura quer o blog passou a ter objectivos muito mais vastos. Passou de um blog exclusivo para os alunos das turmas do professor Rolando para um blog destinado a um púbico mais vasto. Actualmente o blog é muito citado em outros blogs e sites, começando a ter alguma projecção também no Brasil. Neste momento, é dos blogs de filosofia mais visitados do país, senão mesmo o mais visitado, pelo menos dos blogs que O Pensador de Rodin, a são exclusivamente dedicados à filosofia. Rolando Almeida imagem de marca do blog pretende criar um site que dê continuidade ao blog. Rolandoa.blogs.sapo.pt, um endereço a não esquecer. Rolando Almeida

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KATÁRSIS II

Filosofia para Jovens “Filosofia é um assunto que não interessa só ao especialista porque, — por mais estranho que isto pareça — provavelmente não há homem que não filosofe; ou pelo menos, todo homem se torna filósofo em alguma circunstância da vida. (…) o importante é que todos nós filosofamos, e até parece que estamos obrigados a filosofar”. (BOCHENSKI)

Podem as crianças raciocinar sobre determinados temas? Esta poderia ser a questão inicial sobre um possível projecto de filosofia para crianças ou jovens e foi com base nesta interrogação que o grupo de filosofia desta escola teve a “ousadia” de o propor, mesmo sabendo que o modelo padrão da prática educativa tradicional não segue percurso da reflexão e da investigação colectiva. É notório que ainda sofremos da metodologia mais voltada para o ensino expositivo/interrogativo, privilegiando a apreensão sistemática de conteúdos. Não que os conteúdos não sejam fundamentais, pois são evidentemente necessários, mas talvez seja importante reflectir sobre qual a melhor forma de os obter. Talvez seja mais estruturante, o desenvolvimento da leitura, a construção colectiva do conhecimento em sala de aula, as metodologias da descoberta, embora talvez isso implique uma mudança progressiva de paradigma. O que se pretende é desenvolver capacidades ao nível da deliberação, do diálogo, da argumentação, enfim, do raciocínio, uma vez que para filosofar é necessário saber como filosofar. Neste contexto, a capacidade argumentativa é realmente imprescindível, dado que para dialogar filosoficamente, temos que usar argumentos e estruturá-los de forma adequada para sustentar os nossos pontos de vista. Julgo que o desenvolvimento deste aspecto seria importante não só para a disciplina de

filosofia, mas teria certamente reflexos positivos em todas as áreas disciplinares. Para o sucesso deste projecto achamos como aspectos fundamentais a leitura e o diálogo filosófico como princípio educativo e estratégia filosófica, o “fazer filosófico” e a construção de conceitos em sala de aula, as aplicações da lógica no desenvolvimento das competências cognitivas de modo a preparar o aluno para aprender a pensar de forma autónoma e crítica. Se levarmos os jovens a reflectirem sobre temas de carácter introdutório na prática do filosofar, esse será o ponto de partida para que este realize o constante exercício de colocar questões a si mesmo sobre tudo o que o envolve e, mais concretamente, sobre os valores vigentes na sociedade. A nossa expectativa é que os alunos consigam obter um melhor desempenho, tenham um posicionamento mais crítico, com melhores hábitos de compreensão e intervenção e consequentemente com mais sucesso escolar e com uma maior auto-estima.

Jorge

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Marques


KATÁRSIS II idade. O ser humano vive de uma forma quase intemporal sem o ser e quer ser eterno sem o desejar de facto. Haverá alguém que depois de uma reflexão racional deseje viver para sempre, tendo em conta que continuará a envelhecer, que poderá ser infeliz e que mesmo querendo não poderá nunca deixar de viver? Supondo que alguém fosse tão infeliz, que vivesse no maior tédio e que nada lhe desse o mínimo gozo, será que a imortalidade seria ainda assim algo tão apetecível? Quando se fala de imortalidade, as pessoas parece quererem impor regras ou condições e, dessa forma, cada ser humano escolheria as suas, o que não parece ter muito sentido. As regras da vida e da morte estão determinadas e a nós cabe-nos aproveitar a oportunidade que cada tem por existir, porque ela é única e ao fim e ao cabo … só se vive uma vez.

“ O desespero consiste em imaginar que a vida não tem sentido. “ Chesterton

Coloco muitas vezes a mesmo a seguinte questão:

mim

- Será que a vida tem sentido? Sendo eu um ser humano, com ideias, convicções, projectos de vida e tudo mais que nos é comum, questiono-me vezes sem conta acerca deste problema. E ele não parece ser apenas o “meu” problema, mas sim o problema de toda a humanidade. Nos séculos passados haviam, sem dúvida, os mesmos problemas que ainda hoje nos assolam, como demonstra o legado filosófico dos nossos antecessores. De facto, sinto um certo constrangimento perante o problema da morte, pois este parece tirar o sentido a tudo o que vivemos, às causas por que lutámos, às coisas que construímos e a tudo o que de facto valorizamos. Por conseguinte, digo: para quê lutar por uma vida que não se detém no caminho para a morte? A morte é a nossa “reforma prometida”, aquela que é mais certa que qualquer axioma, aquela que podemos “enganar” momentaneamente mas não vencer, aquela que sabemos que existe mas que nunca queremos conhecer. E, no entanto, ela parece ser tão vital quanto a vida, pois sem morte não há vida e sem vida não há morte. Vida e morte são inseparáveis, embora quase nunca pensemos nisso, tal como raramente pensamos na nossa

Anónimo

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KATÁRSIS II

VIDAS FILOSÓFICAS Peter Singer Peter Singer nasceu em 1946 em Melborne, na Austrália. Conhecido sobretudo pelos seus trabalhos em áreas de ética aplicada, que começaram com o seu best-seller Animal Liberation (Londres, 1976) (trad. Libertação Animal, 2000), no qual argumenta que a maior parte do tratamento a que os animais são sujeitos é intolerável. Singer continuou a escrever sobre estes temas, mas usou também as ideias e teorias da filosofia moral para fornecer análises da moralidade da eutanásia, fertilização in vitro, a distribuição dos recursos do mundo e muitos outros temas associados (veja-se especialmente o seu Practical Ethics (Cambridge, 1979; trad. Ética Prática, 2000)). O seu trabalho distingue-se por um forte comprometimento com o utilitarismo e por um desejo de afastar a moralidade do que ele se refere como a "herança judaico-cristã". Singer é um dos maiores especialistas em ética aplicada, área para cuja revitalização contribuiu decisivamente. Ensinou nas Universidades de Oxford, Nova Iorque e Monash sendo actualmente professor de Bioética no Centro para os Valores Humanos da Universidade de Princeton. É autor já de uma vasta bibliografia. Em Portugal encontram-se traduzidas as obras Libertação Animal (Via Óptima), Ética Prática e Um Só Mundo (Gradiva). O seu livro Libertação Animal (publicado originalmente em 1975) foi uma importante influência formativa no moderno movimento de direitos dos animais. Singer é um grande defensor dos animais, apoiando plenamente a causa da libertação animal, um dos muitos motivos que o fez adoptar a dieta vegetariana. Nesta obra ele argumenta contra o "especismo": a discriminação contra certos seres baseada apenas no facto de estes pertencerem a uma dada espécie (quase sempre nãohumana). Ele considera que todos os seres que são capazes de sentir sofrimento têm os mesmos direitos e conclui que o uso de animais para alimentação é injustificável já que cria sofrimento desnecessário. Assim sendo, ele considera que o vegetarianismo é a única dieta aceitável. Singer condena também a vivissecção, apesar de acreditar que algumas experiências com animais poderão ser realizadas se o benefício (por exemplo, avanços em tratamentos médicos, etc.) for maior que o mal causado aos animais em causa. O seu trabalho mais abrangente, Ética Prática (publicado inicialmente em 1979 e com segunda edição em 1993), analisa detalhadamente porquê e como os interesses dos seres devem ser avaliados. Singer afirma que os interesses de um ser devem sempre ser avaliados de acordo com as propriedades concretas desse ser e não de acordo com o facto de ele pertencer a um grupo abstracto. Consistente com a sua teoria geral de ética, Singer sustenta que o direito à integridade física está fundamentado na capacidade de um ser de sofrer, e o direito à vida está fundamentado na capacidade de planear e antecipar o futuro de alguém. Dado que fetos, bebés e as pessoas com deficiências não têm esta última capacidade (mas têm a primeira), Singer afirma que o aborto, o infanticídio sem dor e a eutanásia podem ser justificados em determinadas circunstâncias especiais, por exemplo, no caso de recém-nascidos cuja vida iria causar grave sofrimento a si mesmo e aos seus familiares. Estas posições têm suscitado muitas críticas e muita polémica, principalmente junto das associações de deficiente, nomeadamente da Alemanha. Os seus detractores argumentam que Singer não tem o direito de julgar a qualidade de vida das pessoas 11


KATÁRSIS II portadoras de deficiência. Na Alemanha, a sua posição foi comparada à prática Nazi de assassinar aquela que era considerada "vida não merecida", e as suas palestras foram várias vezes interrompidas. As suas conclusões em áreas controversas como o aborto, o infanticídio e a eutanásia, e a sua recusa em esconder as suas conclusões sob um véu de eufemismo podem explicar a razão porque o seu trabalho atraiu tantas atenções. Um outro tema muito caro a Singer é a injustiça social e a distribuição da riqueza. Este tema é abordado no livro Ética Prática e retomado em Um Só

Mundo (publicado em 2002). O autor afirma que a injustiça de algumas pessoas viverem em abundância enquanto outras morrem de fome é moralmente indefensável. Singer propõe que todos os que possam ajudar os pobres devem doar pelo menos 10% do seu rendimento para alívio da pobreza e esforços semelhantes. Singer argumenta que, quando já se vive confortavelmente, uma outra qualquer compra para aumentar o conforto não irá ter a mesma importância moral que salvar a vida de outra pessoa. Ele próprio doa 20% do seu salário à Oxfam e à UNICEF, sendo a sua vida consistente com o seu pensamento.

O Amor O que é para mim o amor! única certeza da vida. Constato que tenho muito medo do que poderei sentir num desses fatídicos momentos. Muitas pessoas que amei deram-me muitas alegrias, momentos inesquecíveis de felicidade partilhada. No entanto, embora muitas dessas pessoas possam estar longe, o meu amor por elas é muito maior do que a distância a que se encontram! Na minha opinião, existem alguns amigos que são quase como irmãos, pois é como se nos conhecemos desde sempre. Eles conseguem sem falar connosco saber o que temos, se estamos tristes, desiludidos ou a explodir de felicidade. Acho que amo estes meus amigos. É um amor que se calhar pode ser confundido com a amizade, mas que para mim é um tipo de amor diferente de todos os outros! Existem muitos tipos de amigos, alguns que amamos, outros que só o são no hi5 ou no MSN. Relativamente a estes penso que sentimos apenas amizade, pois quando muito são apenas conhecidos. Outros existem durante uma semana das nossas vidas, estamos juntos e passamos bons

Explicar o que sinto e o que acho sobre o amor é uma coisa um bocado difícil! Por vezes escrever o que sentimos leva-nos a alcançar respostas para algumas dúvidas ou incertezas que temos, muitas delas dúvidas existenciais. Mas, com o amor é diferente, pois este é um sentimento e, tal como todos os sentimentos é algo abstracto e relativo, que varia muito de pessoa para pessoa. Todas as pessoas sem excepção são únicas e especiais, por isso, todas elas amam e são amadas de maneiras muito diferentes. O amor que sentimos por certas pessoas é eterno e não mudará nunca, é um amor que “nasce” e “morre” connosco. Nós amamos a nossa família, as pessoas que a constituem, aqueles membros mais próximos, nós amamo-los incondicionalmente desde sempre e para sempre. Por vezes ponho-me a pensar e fico aterrorizada ao pensar que as pessoas que amo vão algum dia partir. Tenho muito medo que esse momento aconteça, apesar de saber que tal irá acontecer, pois a morte é a

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KATÁRSIS II parece que há uma vozinha dentro de nós que diz:”faz assim, não faças assado”. Essas vozinhas são muito importantes e ajudamnos a perceber que por vezes fazemos coisas sem reflectir e outras vezes não as fazemos porque efectivamente pensámos nelas. Não é por alguém nos ter magoado e deixado desiludidos que vamos deixar de levar a nossa vida em frente rumo aos objectivos que traçámos. Muitas vezes somos demasiados orgulhosos para exprimir e mostrar ao mundo o que sentimos e protectores em relação a nós próprios e tentando ignorar para onde o nosso coração nos quer levar e, nesse instante, pensamos que estamos a fazer o melhor para nós, mas passadas algumas horas ou uns dias, o eco de nós próprios, ou seja, aquelas vozinhas que há dentro de nós começam a dizer-nos que não devíamos ter feito assim e que devemos ir até onde o nosso coração nos quer levar. Ao tentarmos guiar o nosso coração e a não deixarmos que este nos guie estamos apenas a perder experiências maravilhosas e oportunidades marcantes. Quando gostamos de alguém, não devemos ignorar o que sentimos, mas também não precisamos de o contar a toda a gente. Temos apenas que deixar cair um pouco o nosso orgulho e mostrar o que sentimos. Muito poucas coisas são melhores que estar com a pessoa que gostamos!

momentos durante essa semana, mas depois a amizade vai diminuindo devido à distância, Há também aqueles colegas de turma que durante um ano são muito importantes e que posteriormente a distância vai igualmente afastando. Apesar de amarmos muito os nossos verdadeiros amigos, ou seja, aqueles que não estão connosco todos os dias, mas que estão sempre disponíveis, aqueles a quem nós nem precisamos de falar para saberem o que temos, existe sempre um amigo que nós queremos, tentamos e que por vezes conseguimos que seja mais que amigo. Este amor que sentimos é o tal amor… É o amor que quando falamos em amor nos vem logo a cabeça. Nós queremos estar todo o tempo (que podemos) com essa pessoa, confidenciamos-lhe tudo e esse mais-quetudo é (quase) como uma extensão de nós próprios. Nós identificamo-nos com ela, apesar de cada um de nós ser único e próprio! Tal como em tudo na vida existe a outra face da moeda! As desilusões de amor! Agora pergunto-me será que vale a pena abrir o nosso coração a alguém que depois parte (o coração)? Não estou a dizer que se alguém nos magoa muito mesmo que não possamos voltar a abrir o nosso coração (sem ser para albergar os nossos queridos e amados amigos e família) mas por vezes é difícil nós passarmos por cima de certos obstáculos que a vida nos coloca. Além de mais, são esses obstáculos que nos fazem crescer! Quando pensamos em temas como este,

Mariana 10.ºB

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KATÁRSIS II

Traição “Não é amigo quem se ri com as minhas graças, mas quem chora com as minhas lágrimas.”

(Tagore)

Há sempre algo que nos magoa e nos faz chorar por vezes. Algo que sentimos e que nos deixa marcas profundas na nossa alma. Quando somos traídos por alguém de quem gostamos realmente, sentimos que somos impotentes perante este mundo cruel onde as pessoas não se respeitam. Se as coisas foram feitas para serem usadas e as pessoas para serem amadas, porque amamos as coisas e usamos as pessoas? A traição é algo que se sente com grande intensidade e quando esta acontece entre amigos torna-se muito mais difícil ultrapassá-la, talvez porque sentimos verdadeiramente e porque tomamos consciência daquilo que eventualmente vamos perder… Por outro lado, amigos são aqueles que perdoam, o que constitui um paradoxo. A traição dói. A traição sente-se. A traição magoa. A traição é algo que nos faz sentir como não imaginávamos ser possível.Com ela descobrimos o quanto somos tão fracos e frágeis…

Joana Campos 10ºA nº6

. O que sabemos é uma gota de água, o que ignoramos é um oceano. (Isaac Newton) —

Quanto mais honrado um homem é, mais lhe custa suspeitar de que os outros não o sejam. (Cícero)

—

A violência resulta do medo das ideias dos outros e da pouca força das próprias. (Forges)

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KATÁRSIS II —

—

A ciência será sempre uma busca e jamais uma descoberta. É uma viagem, nunca uma chegada. (Karl Popper) Se caíres sete vezes, levanta-te oito. (Provérbio chinês)

—

A força não provém da capacidade corporal, mas da vontade férrea. (Gandhi)

—

Um oceano de génio vale menos do que uma gota de bondade. (A. Gounod)

—

Há gente que possui a verdade no seu interior, mas não a traduz com palavras. (K. Gibran)

—

A melhor forma de nos libertarmos de um problema é resolvê-lo. (Brenda Francis)

—

Na amizade, todos os pensamentos, desejos e esperanças nascem e partilham-se com alegria e sem alardes. (K. Gibran)

—

O mais importante acto de fé não é só acreditar em Deus, mas acreditar que Deus acredita em mim. (S. Pulumbiert)

—

O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser. (Mandro)

LER UM LIVRO O professor de Filosofia, aconselhou no início do ano a lermos três livros para esse ano lectivo, e eu, fui pelo nome que mais me chamou a atenção: “O Mundo de Sofia”. Antes perguntava-me o que era a Filosofia, mais tarde fui juntando algumas ideias das aulas de filosofia,

das explicações do professor, mas isso não foi o suficiente até que comecei a ler o livro. Esta obra foi feito para explicar a Filosofia de uma maneira a captar a atenção dos leitores, com uma história de uma menina que tem como correspondente um senhor de idade, que

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KATÁRSIS II lhe envia cartas a explicar o valor da filosofia. Desta forma, não só torna a história misteriosa na descoberta deste enigma (quem é quem? e o quê?) mas também nas coisas mais estranhas que vão sucedendo a Sofia. Este livro explicou, resolveu, ensinou e tirou dúvidas a muitos problemas e questões que eu tinha, tenho e tive ao longo da passagem da minha infância para adolescência.

Segui o conselho do professor e fiquei certamente mais culta, mais atenta e mais sabedora em relação aos temas tratados e deu-me uma grande ajuda nas aulas de Filosofia. Por tudo isto, aconselho outros alunos a lerem este livro, eliminarão algumas dúvidas, mas certamente encontrarão outras, pois a dúvida é o motor essencial da procura, que é a base da Filosofia. Adriana Soares – 10º B

O valor da palavra

pagar um qualquer serviço, empréstimo ou bem de consumo em prestações mínimas e que ganham este prémio e aquele. Depois, pedem-lhes "uma rubricazita" e quando “acordam” para a realidade, dão conta do logro em que se envolveram, só que, normalmente é tarde

Um contrato é um documento fundamental para nos defendermos da "vigarice" que por aí anda. Com efeito, é verdadeiramente assustador o número de pessoas que se deixam levar por contratos de compra e venda, acedendo a estratégias em que lhes dizem que vão

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KATÁRSIS II devemos sempre ter muita atenção. Há que ler, inteirar-se das condições, senão poderemos ter graves problemas. Por tudo isto digo que é pena que cada vez mais tenhamos que ir a tribunal fazer prova de que aquele terreno ou aquela casa nos pertence. É pena que a palavra de alguém sincero, honesto, nos dias que correm não possa contar. É pena que hoje em dia não se possa confiar em ninguém, muitas vezes nem em pessoas da própria família, que muitas vezes fazem de conta, para dessa confiança tirarem proveito.

demais. Vêem, impotentes a sua conta bancária passar dos cem ao zero, dos mil ao zero e claro… desesperam. Sim, porque nos dias de hoje "rouba-se" nas barbas de quem é ingénuo, ou simplesmente humilde. Quem vigariza e rouba interessa-se por bens, dinheiro e tudo aquilo que possa reverter em lucro. Não lhes interessa a quem roubam e tanto são capazes de tirar aos que têm de sobra como àqueles que passam por muitas necessidades. Há que estar atento, prevenindo-se para tais situações, pois o que há mais são pessoas, empresas e até instituições que não têm quaisquer escrúpulos. Um contrato é algo com que nos podemos defender demonstrando que isto ou aquilo é nosso, mas também pode ser usado contra nós e por isso é que

Ricardo

Batista,

10º

B,

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amigo nós sabemos distingui-los dos outros. Um bom amigo é aquele que partilha connosco os seus sentimentos, partilha um chocolate, mesmo que seja um simples cubinho, mas partilha-o. É aquele que deposita em nós a sua confiança, que nos dá uma mão, um ombro para chorar, alguém que nunca nos abandona. Devemos dar importância aos amigos que temos e nunca deixar que eles partam. No amor, por exemplo, também deve existir

A amizade é um sentimento muito importante nas nossas vidas. Com ela, não vivemos em solidão ou em insegurança porque sabemos que temos sempre alguém que nos apoia em tudo e, mesmo nas nossas birras mais infantis, nunca nos abandona. No entanto, temos de ter muito cuidado porque também há aquelas falsas amizades, mas quando se trata de um bom 17


KATÁRSIS II

A amizade é um bem que devemos cultivar.

amizade, porque se não, torna-se num amor falso, solitário, sem nada para partilhar, apenas a tristeza.

Joana Dias 10ºA, n.º 5

Liberdade A liberdade de expressão Antigamente não existia Nem o povo, nem ninguém Dizia o que queria.

Na era de Salazar Tudo era solidão Quem criticasse o governo Ia logo para a prisão.

O 25 de Abril É uma data a assinalar Depois de lutas mil Houve liberdade para falar.

Vê-se que hoje em dia A liberdade é de mais Há agora alguns filhos

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KATÁRSIS II Que nem obedecem aos pais.

Carlos Pereira 10ºA , n.º3

A Morte isto. Tudo parece desmoronar-se à nossa volta, tudo parece um pesadelo, do qual queremos acordar. Questionamo-nos porque é que não demos o devido valor a essa pessoa e porque é que tudo isso aconteceu. Verdadeiramente triste é estar junto dessa pessoa, tocá-la e ela não se mexer nem dizer nada, vê-la ali parada e não poder fazer nada, senti-la e ela não nos sentir… Somente o tempo e a saudade nos farão voltar à triste realidade. A vida continua…

A morte retira-nos as forças e a vontade de viver. É cruel e egoísta. Todos nós nos encontramos numa grande roda. Um dia alguém que nos é especial solta-se dessa corda deixando-nos para trás. Nesse momento sentimo-nos incapazes de fazer o que quer que seja e, para também não sermos levados, agarramo-nos com muita força. Só quando alguém que nos é muito querido parte nessa viagem sem retorno é que sabemos o quanto essa pessoa era importante para nós e o quanto custa passar por

Jéssica Vasconcelos 10ºA, n.º4

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A Arte

grandes artistas, como Leonardo Da Vinci, entre outros, mas no meu ponto de vista isto não é absolutamente correcto, pois não acho necessário ser reconhecidamente

A palavra arte tem vários significados e, como tal, parece-me um conceito muito subjectivo. A arte é muito vaga e o seu conceito muito abstracto. Pensamos muitas vezes que a arte só vem de 20


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artista para conseguir criar algo artístico. Para mim a palavra arte engloba dois pontos de vista: a capacidade de pensar, de se exprimir, de se mostrar perante o mundo que nos rodeia, mas também tem o outro lado, o lado prático, ou seja, o pintar um quadro, fazer uma escultura, etc. A maioria das pessoas pensa que a arte é só o acto de fazer qualquer coisa, mas para ser algo verdadeiramente artístico tem que ter algo especial.

Mas deixo duas perguntas: mas afinal o que é de facto a arte? Será que acerca dela todos partilhamos da mesma opinião?

Luísa Ferreira nº 13 – 10º A

Será que somos egoístas ou altruístas?

reconheça que tal nem sempre é fácil. Não me sinto bem, se as pessoas ao meu lado não estiverem bem. Todavia, penso que isto é uma falsa questão. Ninguém é totalmente altruísta ou egoísta. Existem pessoas que são mais egoístas que outras e pessoas que são mais altruístas do que outras.

Penso que de um modo geral sou altruísta, porque costumo pensar primeiro nos outros e só depois em mim. Contudo, tenho objectivos bem traçados na minha vida e costumo agir de modo a alcançá-los sem interferir ou colidir com os interesses das pessoas que me rodeiam, embora

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e Madre Teresa de Calcutá. Também não tenho dúvidas de que existem pessoas que não olham a meios para alcançar os seus fins. Por outro lado, pergunto: será que todas as mães são egoístas, quando abdicam de muitos dos seus desejos em função da vida dos seus filhos?

Eu não penso como os que defendem o egoísmo psicológico, e acredito que somos capazes de agir por motivos altruístas. É evidente que isto só acontece pontualmente ao longo das nossas vidas e é evidente que são poucas as pessoas que colocam as suas vidas ao dispor dos outros, como fizeram Mahatma Gandhi

Jéssica Vasconcelos 10ºA, nº4

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Solidão

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Renata – 10º B

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Katársis II Dezembro/07, nº 1