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TFG 10º SEMESTRE Escola de Vela – Ilhabela / SP

Aluno: Antonio Carlos Morais – 9291090 Professor orientador: Fabiola Marialva Junho 2014


DISCIPLINA: Trabalho Final de Graduação ETAPAS DO TRABALHO: 1ª etapa: justificativa e escolha do terreno – 9º semestre 2ª etapa: projeto – 10º semestre TEMA: Escola de Vela – Ilhabela / SP ALUNO: Antonio Carlos Santos de Morais Filho – 9291090 PROFESSOR ORIENTADOR: Fabiola Marialva


Í N D I C E:

9 semestre Introdução ao sítio escolhido Contextualização do tema Classes & Embarcações Materiais Delimitação do estudo Referências Justificativas, problemáticas e análises Terreno escolhido & programa de necessidades Estimativas para os novos programas Zoneamento e legislação

4-6 6-9 7-8 8

10 10 - 16 17 - 19 20 - 22 23 24

10 semestre - Terreno 01 Introdução, Estudos e Croquis Implantação Plantas Cortes e Elevações Pilares Deck de atracação Fluxo e Acessos Perspectiva Cobertura e Madeiramento Insolação e Incidência de ventos Maquete Eletrônica

25 - 28 29 - 30 31 - 33 34 - 36 37 - 39 40 41 - 42 43 44 - 45 46 - 47 48 - 49

10 semestre - Terreno 02 Introdução, Estudos e Croquis Planta Cortes e Elevações Fluxo e Acessos Perspectiva Clarabóia Cobertura e Madeiramento Insolação e Incidência de ventos Maquete Eletrônica

50 - 52 53 54 - 56 57 - 58 59 60 61 - 63 64 - 65 66 - 67

Quadro de áreas e legislação Membrana tensionada Bibliografia

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9º semestre I

ntrodução ao sítio escolhido

Distante 210 km da cidade de São Paulo, e a 410 da cidade do Rio de Janeiro localiza-se Ilhabela (ver figs. 01 e 02). Considerada por muitos um santuário ecológico devido a riqueza em sua fauna e flora a ilha abriga 39 praias, mais de 360 cachoeiras, e possui uma área de 348 mil metros quadrados onde cerca de 80% é protegida por lei e parte integrante do Parque Estadual de Ilhabela (PEI ver fig. 03).

Fig. 02 (mapa localização: Brasil - São Paulo - Ilhabela) Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhabela

Ilhabela recebe uma classificação única no Brasil, que é a de Município - Arquipélago. Município porque concentra população suficiente para tal, possui autonomia administrativa apesar de estar vinculada a microrregião de Caraguatatuba. E arquipélago porque forma um conjunto de ilhas: Ilhabela, Ilha de Vitória e Ilha de Búzios todas com tamanho significativo.

Fig. 01 (mapa acesso principais rodovias) Fonte: http://www.portaldesaosebastiao.com.br

Fig. 03 (mapa indicando o Parque Estadual de Ilhabela na região hachurada em verde) Fonte: http://www.blogs.estadao.com.br

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A frente dos famosos Abrolhos e Fernando de Noronha, Ilhabela constitui o maior arquipélago oceânico brasileiro (no sentido de extensão de área m²), e recebe uma classificação exclusiva de município-arquipélago por situar-se no litoral norte de São Paulo e estar vinculada a microrregião de Caraguatatuba. A maneira como Ilhabela está posicionada geograficamente faz com que se forme um canal entre a ilha e o continente. Esse trecho de região costeira é um dos mais acidentados do país formando uma passagem marinha com 25 km de comprimento, de 2 a 7 km de largura e uma profundidade máxima de até 40 metros (ver fig. 04). Esse canal denomina-se Canal de São Sebastião (ver fig. 05) e é considerado de grande importância porque abriga atividades portuárias e é através deste canal que navega uma balsa realizando a acesso até Ilhabela (ver figs. 06 e 07).

Fig. 04 (demonstrativo profundidade) Fonte: http://www.usp.br/oceanografia

Fig. 06 (travessia de 2,5km em balsa, de São Sebastião à Ilhabela) Fonte: www.google.com/maps

Fig. 05 (canal de São Sebastião) Fonte: http://www.usp.br

Fig. 07 (balsa em operação) Fonte: www.centrosjc.com.br

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Em contra partida aos recursos naturais da região, instalado no canal está o Porto de São Sebastião (ver figs. 08 e 09). Apesar de ser um elemento essencialmente importante para o desenvolvimento econômico, ele modifica a paisagem e causa uma série de impactos ambientais, tais como extinção da vida marinha no canal, ocupação de áreas verdes, liberação de resíduos poluentes entre outros. Inaugurado no final da década de 50 o porto vem ampliando sua infraestrutura e aumentando suas atividades em ritmo acelerado para acompanhar o desenvolvimento nacional, seu crescimento limita-se em grande parte por impedimentos ambientais e questões físicas da região.

Com o crescimento da densidade demográfica no litoral de São Paulo, observamos que a paisagem natural vem sofrendo severas mudanças. O grande aumento no número de embarcações, a ocupação de áreas de preservação e o descarte de resíduos (saneamento) inadequado podem ser identificados como os principais responsáveis pelas alterações na fauna e na flora litorânea (inclusive em Ilhabela). Entretanto existe certa discrepância no que diz respeito à preservação ambiental dos municípios litorâneos, observando por esse ponto de vista Ilhabela pode considerar-se privilegiada comparada, por exemplo, a: Santos, São Vicente, Praia Grande entre outros municípios localizados próximos a capital e com maior densidade demográfica.

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ontextualização do tema

Felizmente (se assim podemos dizer) Ilhabela ainda é um destino muito procurado por aqueles que buscam um local de natureza preservada e ótimo para prática de atividade física. Diversas modalidades esportivas podem ser praticadas ali e normalmente são do gênero de aventura e adrenalina. Uma modalidade em especial vem chamando a atenção e ganhando cada vez mais praticantes, a vela ou iatismo (ver fig. 10), esporte responsável por apelidar popularmente Ilhabela de: “Ilhabela a capital da vela” (ver fig. 11) é um esporte que nas ultimas décadas esteve em crescente ascensão e vem marcando a história da ilha.

Fig. 08 (setores do porto de São Sebastião) Fonte: http://www.folha.uol.com.br

Fig. 10 (regata infantil 2013 classe OPTIMIST) Fonte: www.jujah.blogspot.com

Fig. 09 (pontos de atracação no porto de São Sebastião) Fonte: http://http://www.portodesaosebastiao.com.br/pt-br/ Fig. 11 (logotipo Ilhabela Capital da Vela) Fonte: www.jornaldailha.weebly.com

* Área mapeada acima Fonte: google earth

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Para nos situar um pouco melhor no universo do barco a vela, vou expor de maneira objetiva um resumo sobre as classes principais, suas respectivas embarcações, número de tripulantes e também uma lista de matérias que são de uso comum e em alguns casos obrigatórios dos velejadores.

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lasses & embarcações:

Laser: Esta é uma das categorias mais conhecidas. O laser tem 4,23m de comprimento, pesa 59 quilos e tem só uma vela de 7,06m². É para apenas um tripulante. O casco é pequeno e a embarcação é ideal para quem ainda está começando. O peso recomendado para os atletas varia entre 72 e 83 quilos.

Mistral: Tripulação é de um só competidor. O barco mede apenas 3,70m de comprimento. É uma categoria que exige muita força do tripulante, que fica de pé sobre a prancha, controlando a vela. Soling: Este é um barco largo e pesado, com 3,90m de comprimento, uma tonelada de peso e três velas. Para velejar nele são necessárias três pessoas. Embora a tripulação possa ser mista, é raro ver uma mulher nesta categoria. Europa: Categoria feminina e muito competitiva. Uma pessoa dirige o barco, que tem 3,35m de comprimento, pesa 63 quilos e tem uma vela. 49 ER: Esta categoria é disputada por duplas que podem ser masculinas ou femininas. O barco não possui muito equilíbrio devido ao casco leve e por isso é necessária muita técnica da dupla.

Fig. 14 (demonstrativo características classe TORNADO) Fonte: http://forum.apostaganha.pt

Laser Radial: Nesta categoria competem mulheres, uma tripulante por embarcação. O casco é igual ao da classe masculina, mas o tamanho da vela é menor para que o peso seja compatível com a categoria feminina. Laser 4.7: Subdivisão da classe laser, conhecida também como OPTIMIST. Indicado para crianças de 7 a 15 anos, apenas 1 tripulante de até 60 kg. Comprimento 2,34 e largura 1,13. Peso embarcação 35 quilos. Área de vela 3,25m². Formato retangular, impede altas velocidades. Classe 470: O barco é muito rápido e sensível aos movimentos do corpo. Tem 4,70m de comprimento, três velas e pesa 115 quilos. Esta categoria é mista e pode ser disputada por dois tripulantes em cada barco. Tornado: Barco rápido, com 6m de comprimento, pesa 136 quilos e possui duas velas. A tripulação é de duas pessoas e pode ser mista. Deve ter velejadores de 140 a 150 quilos, na soma da dupla.

Fig. 12 (demonstrativo características classe LASER) Fonte: http://forum.apostaganha.pt

Fig. 15 (demonstrativo características classe FINN) Fonte: http://forum.apostaganha.pt

Finn: Tripulação também só de uma pessoa. O finn tem 4,50m, uma vela e pesa 145 quilos. Categoria masculina, para jovens de muito boa forma física. A embarcação é mais pesada, por isso o competidor precisa ter cerca de 90 quilos para fazer o contrapeso. RS:X: Pode ser disputada por homens ou mulheres, deve existir apenas um tripulante na embarcação. A base do barco é substituída por uma prancha. Estreou em Pequim-2008, substituindo a windsurfe. Yngling: Três tripulantes do sexo feminino podem ocupar a embarcação. O barco usado possui três velas e mais uma quilha que pesa 310 quilos o contrapeso para conseguir velejar deve ser entre 200 e 230 quilos. Star: É o barco com a maior área de vela, mede 6,92m, pesa 671 quilos e tem duas velas. Disputada apenas por duplas masculinas, essa categoria é de uma embarcação pesada, que precisa ser manobrada por duplas que possuam cerca de 180 quilos.

Fig. 13 (demonstrativo características classe 470) Fonte: http://forum.apostaganha.pt

Fig. 16 (demonstrativo características classe RS:X) Fonte: http://forum.apostaganha.pt

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ateriais utilizados por atletas e praticantes:

Na classe MONOTIPO: (classes descritas anteriormente, com embarcações de pequeno porte, máximo de 4 tripulantes e para uso em pequenas e médias distâncias)

O número de velejadores em todo mundo cresce a cada ano, ótimos atletas estão espalhados por todos os continentes. No Brasil contamos com Robert Scheidt e os irmãos Torben e Lars Grael (ver fig. 19 - Scheidt e Torben Grael) detentores de muitos títulos nacionais e internacionais. No cenário global o inglês Sir Charles Benedict Ainslie é um atleta de destaque, foi medalhista nas cinco ultimas olimpíadas, sendo quatro delas de ouro.

- Roupa de neoprene fino especial para velejar, sem mangas e com reforço na panturrilha e/ou lycra ou tecido de secagem rápida no calor - Roupa de neoprene grosso, blusa em lycra ou tecido de secagem rápida, casaco tipo “spray top” para o frio - Colete salva-vidas - Luvas especiais reforçadas para velejar - Botas de borracha/neoprene cano curto com solado especial para não danificar o barco - Óculos escuros com proteção ante U.V. - Relógio com contador de tempo para regatas Fig. 17 (demonstrativo características classe YNGLING) Fonte: http://forum.apostaganha.pt

Fig. 19 (à esquerda Robert Scheidt e à direita Torben Grael) Fonte: http://www.surgiu.com.br

- Protetor solar (pele e lábios) - Água ou isotônico - Barra de cereais ou similar

Na classe OCEANO: (categoria com barcos maiores, destinados a competições de longa duração e distância, com diversos tripulantes)

Para a prática do esporte existem muitos locais, segundo a revista “AFAR MAGAZINE” em uma matéria onde descreve os melhores destinos de água salgada para velejar, observamos que muitos estão na Europa. Itália, Espanha e Croácia são países muito citados, e isso pode se justificar por serem países banhados pelo Mar Mediterrâneo (ver fig. 20). Veneza - Itália

- Roupas leves como camiseta e shorts ou bermuda no calor - Roupas de tempo - jardineira e casaco em tecido impermeável, agasalho tipo Polartec, gorro de lã no frio e mau tempo

Ibiza - Espanha

- Colete salva-vidas - Luvas para velejar

Dubrovnik - Croácia

- Tênis para velejar ou botas de borracha/neoprene cano longo Fig. 18 (demonstrativo características classe STAR) Fonte: http://forum.apostaganha.pt

- Óculos escuros com proteção ante U.V. - Relógio com contador de tempo para regatas

MAR MEDITERRÂNEO

- Protetor solar (pele e lábios) - Água ou isotônico - Barra de cereais ou similar

Fig. 20 (destinos muito procurados por velejadores: regiões próximas as cidades de VENEZA – ITÁLIA; IBIZA – ESPANHA; DUBROVNIK - CROÁCIA) Fonte: google earth

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O Brasil por ser um pais com grande área costeira nos permite imaginar que existam inúmeros lugares para a prática de vela, mas na verdade não é bem assim. Segundo a cartilha de iniciação ao treino da vela, elaborada pela Universidade de educação física de Trás-os-Montes (Portugal), exemplos de bons locais de prática são: baías; amplos portos de abrigo; lagos; deltas dos rios que tenham pouca corrente; no mar junto à costa quando a direção do vento é constante e vindo do mar. Outros fatores como a água (doce ou salgada), o mar (calmo ou agitado - ondas), profundidade, corrente marítima e o vento (ideal para iniciantes entre 5 a 10 nós) irão determinar se um local é apropriado ou não para a prática do esporte.

Fig. 23 (logotipo semana da vela) Fonte: http://www.slideshare.net

Em território nacional destinos bastante procurados por velejadores são os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, mais em virtude das estruturas que eles possuem do que do potencial natural do local em si. O canal de São Sebastião é uma área que concentra condições ideais para a prática da vela. O mar é calmo e tranquilo, praticamente não ocorre incidência de ondas (ver fig. 21), em dias de mar agitado e ventos forte o máximo que vemos é a formação de pequenas marolas. A profundidade é alta e não existem pontos com risco de colisão em rochas ou bancos de areia. A corrente marítima é fraca pois a área é abrigada tanto pelo contorno da costa brasileira como pela barreira que Ilhabela forma, e o vento (ver fig. 22) é constante com média anual de 4,52 m/s ou 8,79 nós, considerado ideal para velejar.

Fig. 21 (altura significativa e direção da onda) Fonte: http://www.cptec.br

Fig. 24 (foto da competição ROLEX SAILIG WEEK) Fonte: http://www.murillonovaes.com

Não é por acaso que Ilhabela se torna cada vez mais conhecida entre os praticantes de iatismo, por possuir vasta área propicia a prática do esporte e ser um local de grande apelo turístico/ambiental tornou-se o cenário perfeito para receber diversas competições. Ao longo de todo ano a ilha recebe eventos relacionados ao esporte, porém em meados do mês de julho quando as condições climáticas são ainda melhores ocorre a famosa “semana da vela” (ver fig. 23). Nesta semana o movimento é grande e a ilha fica agitada, centenas de pessoas vêm prestigiar o mais nobre e renomado evento do calendário, “Rolex Ilhabela Sailing Week” (ver figs. 24 e 25) é uma competição que atrai fortes patrocinadores e muitos atletas disputando oito diferentes categorias.

Fig. 25 (logotipo da competição ROLEX SAILING WEEK) Fonte: http://www.marcelogil2000i.blogspot.com

Fig. 22 (velocidade média anual do vento em ILHABELA) Fonte: http://www.cresesb.cepel.br

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R

Ao analisarmos locais existentes para a prática de vela, podemos observar que há uma grande variação com relação ao programa destes estabelecimentos. De fato alguns itens básicos e essenciais como: garagem/galpão/barracão para embarcações, rampa de acesso à agua e equipamentos de deslocamento (carretas manuais), se mostram sempre presentes. A parte desses itens é comum que clubes de vela e iate clubes se assemelhem a clubes esportivos convencionais. Fora a estrutura para se velejar, eles proporcionam aos usuários itens de lazer como: piscina, bar, lanchonete, restaurante, academia, quadras esportivas entre outros.

Como auxílio e amadurecimento para meu projeto, pesquisei referências e fui visitar alguns lugares que tive oportunidade e estavam a meu alcance. Irei expor dois tipos de referências distintos, em um tipo (A) estarei mostrando locais sem um projeto arquitetônico específico ou arquiteto responsável, destes lugares extraí apenas informações sobre programa de necessidades, método de funcionamento, distribuição espacial e itens essenciais a uma escola de vela. O segundo tipo (B) de referências apresentado será o oposto, mostrarei alguns projetos de arquitetos renomados que apesar de não refletir 100% minha ideia de projeto, são muito importantes para entender as soluções que estes arquitetos usaram em seus projetos.

elimitação do estudo

No Brasil assim como em outros países, a vela ainda não é um esporte disponível a grande parte da população, os equipamentos e roupas são caros assim como as embarcações. Não é em todo lugar que se pode velejar o que exige muitas vezes deslocamento, e ainda assim, uma vez que se tenha tudo isso ainda é preciso um lugar para armazenar os materiais e equipamentos. Por isso o esporte se torna “elitizado”, com essa ciência os locais que oferecem estrutura para prática adotam uma postura comercial, cobram caro e oferecem todas mordomias e comodidades para atrair e lucrar com sócios e filiados. São poucas as iniciativas públicas neste ramo, podemos destacar duas em especial no litoral norte de São Paulo, são estas: a escola de vela de São Sebastião, e a própria escola de vela de Ilhabela (foco do meu futuro projeto). Ambas serão descritas na parte de referências, mas podemos analisar e tirar conclusões de alguns pontos que elas tem em comum. Essas escolas atendem em quase 100% dos casos jovens entre 8 e 17 anos, quem estiver fora desta faixa etária só permanece no programa caso tenha se destacado e seja convidado a ficar. Mesmo com a restrição de que apenas crianças podem participar do programa, as vagas sempre se esgotam devido a grande procura. Com o breve panorama sobre sítios para se velejar, pretendo focar meu objeto de estudo em como e o que é preciso melhorar nestes centros de formação de velejadores para que possam atender toda a demanda de alunos com qualidade. Fora a otimização, reforma e criação de novos equipamentos, pretendo ampliar o público que as escolas recebem assim como incluir novas classes de embarcações disponíveis aos usuários. Acredito que não apenas jovens se interessem em velejar, e em meu projeto, com a “nova escola de vela” pretendo fazer com que este equipamento público esteja disponível a população com um todo. Como base para projetar vou me ater aos fatores que considero chave para o sucesso da escola de vela. O espaço tem que sincronizar harmonicamente as atividade principais (armazenagem, ensino e o fluxo de pessoas e embarcações) tudo isso funcionando com mais equipamentos, em um novo espaço planejado e atendendo a novos usuários sem abrir mão dos antigos.

eferências:

Fig. 26 (entrada com acesso a rua) Fonte: www.archdaily.com.br

Referências de tipo B: (projetos de arquitetos renomados)

Garagem de barcos do Santa Paula Iate Clube Arquiteto: Vilanova Artigas & Carlos Cascaldi (engenheiro) O projeto foi realizado em 1961 para agregar como um novo equipamento ao clube Santa Paula localizado as margens da represa Guarapiranga / SP. O clube não prosperou por muito tempo e teve que fechar suas portas na década de 80. Desde então o local se encontra em situação de abandono, especula-se revitalizar a área constituindo um novo hotel, e transformando a garagem de barcos em um restaurante, mas até o momento nada está definido.

Fig. 27 (foto aérea da década de 60 no período de construção) Fonte: www.virzionair.com

Com um programa bastante simples contendo ao centro e em um nível mais baixo área de atracação de embarcações, depósito de motores e vestiários em um dos lados, restaurante e cozinha em outro. O partido igualmente básico se da através do amplo terreno plano e da estrutura de cobertura gerando um grande volume retangular horizontal.

Fig. 28 (elevações e corte do projeto - relações com escala humana) Fonte: www.arquiteturabrutalista.com.br

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Fig. 29 (interior da garagem de barcos - detalhes da cobertura) Fonte: www.flickr.com

Fig. 31 (rampa de acesso a represa para embarcações - vista da garagem) Fonte: www.flickr.com

Fig. 30 (sistema de apoio da cobertura) Fonte: www.flickr.com

Fig. 32 (rampa de acesso a represa para embarcações - vista da represa) Fonte: www.producaopublica.blogspot.com

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Iate Clube de Londrina Arquiteto: João Walter Toscano Projeto vencedor do concurso para o Iate Clube de Londrina em 1959, juntamente com Júlio Katinsky e Abrahão Sanovicz fizeram uma marcante proposta com uma cobertura em membrana curva atirantada. Infelizmente não chegou a ser construído mas o bem sucedido projeto foi propulsor na carreira de Toscano e possibilitou convites futuros em novos projetos. O bloco principal se resolve em três planos, concentra atividades em seu núcleo e organizada espaços destinados aos esportes. Foi aberto um acesso secundário para atender a essas áreas e possibilitar tráfego durante competições com grande público.

Fig. 35 (perspectiva 03) Fonte: www.vitruvius.com.br

Fig. 36 (foto aérea da década de 60 no período de construção) Fonte: livro J. W. Toscano

Fig. 33 (perspectiva 01)

Fig. 38 (foto aérea da década de 60 no período de construção) Fonte: livro J. W. Toscano

Fonte: www.vitruvius.com.br

Fig. 39 (elevações e corte do projeto - relações com escala humana) Fonte: www.arquiteturabrutalista.com.br

Fig. 34 (perspectiva 02)

Fonte: livro J. W. Toscano

Fig. 37 (entrada com acesso a rua) Fonte: www.vitruvius.com.br

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Referências de tipo A: (projetos para compreensão do programa e equipamentos)

Yacht Club Santo Amaro / São Paulo (espaço privado) O Yacht Club Santo Amaro está localizado as margens da represa Guarapiranga e constitui um dos mais nobres e espaços para se velejar da capital paulista. Além de toda infraestrutura à disposição dos sócios, o YCSA se destaca por ser uma área onde a natureza está muito presente, criando um ambiente ideal para a convivência e o lazer. Os investimentos nas áreas do clube são constantes, o YCSA é reconhecido dentro e fora do país por oferecer todas as condições necessárias para sediar eventos nacionais e internacionais de grande porte.

Fig. 41 (garagem de barcos, píer e rampa do YCSA) Fonte: autoria própria

Com estrutura náutica de ponta, a instituição possui um deck com vista para represa e píer, rampa de acesso direto a água, pátio com 950m² para embarcações (ver figs. 40 e 41), mais de 50 embarcações próprias e oficina de reparos. Além disso a estrutura do clube conta com hospedagem para 70 pessoas, restaurante e lanchonete, auditório, quadras esportivas, playground, academia e sauna, tudo isso distribuídos em uma área de 24 mil metros quadrados (ver fig. 42).

Fig. 40 (garagem de barcos do YCSA) Fonte: autoria própria

Fig. 42 (vista aérea do YCSA - 24 mil m²) Fonte: google earth

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BL3 Ilhabela / São Paulo (espaço privado) A praia da Armação, localizada ao norte da Ilhabela, é um dos pontos de encontro de velejadores de várias modalidades. Local frequentado por nomes de peso como Robert Scheidt, Paulão dos Reis, Baby Arndt, Betão Pandiani, além de muita gente não tão conhecida mas muito amiga e entusiasta do local. Na BL3 Armação (ver figs. 43, 44 e 45) é possível ter aulas particulares de kitesurf, windsurf, veleiro monotipo, veleiro oceânico, treino e participações em regatas desde o nível básico ao avançado. Eles oferecem serviço de guardaria para veleiros e windsurf com galpão coberto para equipamentos. Dispõem de botes infláveis para apoio aos velejadores, deck para lavagem de equipamentos, vestiários e lanchonete. Oferecem locação de veleiro dingue, laser, Windsurf básico e avançado, stand-ups, caiaques, cadeiras de praia e guarda-sol. A área do empreendimento é de 4.500m² (ver fig. 46) e o dono também possui um hotel localizado poucos à metros dali, que apesar de constituírem atividades independentes, funcionam como forma de apoio e divulgação um ao outro.

Fig. 44 (espaços de guardaria BL3 ARMAÇÃO) Fonte: autoria própria

Fig. 45 (espaços de guardaria BL3 ARMAÇÃO) Fonte: autoria própria

Fig. 43 (recepção BL3 ARMAÇÃO) Fonte: autoria própria

Fig. 46 (vista aérea BL3 ARMAÇÃO - 4.500m²) Fonte: google earth

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Escola de vela São Sebastião / São Paulo (espaço público) A Escola de Vela tem como meta principal desenvolver a consciência náutica e a maritimidade colaborando, assim, para o aproveitamento do importante potencial do Canal de São Sebastião, um dos mais importantes do Brasil. O projeto Ventos e Velas da Prefeitura Municipal de São Sebastião é uma das ações para alavancar o desenvolvimento náutico e turístico do município, fomentando o esporte náutico na cidade através de atividades na escola de vela com cursos de iniciação, cursos profissionalizantes ligados a área náutica, treinamento de velejadores competitivos, eventos nacionais e internacionais, além de incentivar outras modalidades ligadas ao mar através de palestras e cursos, que terão à disposição esta importante sede. (ver figs. 47, 48, 49 e 50) Localizado em um complexo junto com demais edifícios públicos, a escola ocupa uma área de 1.660m² (ver fig. 51) e tem capacidade para atender turmas de até 50 crianças por dia. Basicamente o programa que eles aplicam é voltado para crianças do município, para receber o benefício de ter aulas grátis de vela basta ter entre 10 e 15 anos, residir São Sebastião e estar matriculado na escola. Atletas com 16 anos ou mais ficam na escola apenas em caso de se destacar e receber um convite dos instrutores para treinar e competir profissionalmente.

Fig. 47 (escola de vela de São Sebastião - barracão de guardaria) Fonte: autoria própria

Fig. 48 (escola de vela de São Sebastião) Fonte: autoria própria

Fig. 49 (escola de vela de São Sebastião) Fonte: autoria própria

Fig. 50 (escola de vela de São Sebastião - barracão de guardaria) Fonte: autoria própria

Fig. 47 (escola de vela de São Sebastião) Fonte: autoria própria

Fig. 51 (vista aérea escola de vela de São Sebastião - 1.660m²) Fonte: google earth

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Escola de vela de Ilhabela / São Paulo (espaço público) Localizada em sua unidade principal no bairro do saco da capela (área central de Ilhabela), e com uma unidade secundária ao sul da ilha (Praia Grande) a escola de vela de Ilhabela é um grande sucesso fator marcante na vida de muitas crianças e adolescentes. Atualmente mais de 200 alunos realizam suas aulas de vela no contra turno escolar, sempre das 9h às 11h30 na manhã, e no período da tarde, das 14h às 16h30. O trabalho é organizado pela Secretaria de Esporte, Lazer e Recreação, por meio da Diretoria Náutica. Podem participar alunos entre 8 e 17 anos que estiverem matriculados na rede ensino e automaticamente obterem boas notas. O principal objetivo é formar cidadãos, pessoas que possam contribuir para um mundo melhor. A Escola de Vela de Ilhabela (ver figs. 52, 53, 54 e 55) tem parceria com diversos programas de incentivo ao esporte e consegue atrair muitos jovens interessados em aprender a velejar. Vale ressaltar que atualmente a Escola Municipal de Vela de Ilhabela não está com inscrições abertas, devido à alta demanda.

Fig. 52 (escola de vela de Ilhabela) Fonte: autoria própria

Fig. 53 (escola de vela de Ilhabela) Fonte: autoria própria

Fig. 54 (escola de vela de Ilhabela) Fonte: autoria própria

Fig. 55 (vista aérea da escola de vela de Ilhabela - 2.765m²) Fonte: google earth

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ustificativas, Problemáticas e Análises

Em Ilhabela o sistema de transporte funciona com algumas particularidades importantes de se entender uma vez que estamos pensando em como as pessoas vão chegar até a nova escola de vela. A BR-131 (ver fig. 56) é a estrada principal da ilha, ela atende de norte a sul e possui cerca de 50 km de extensão (asfaltados), que é possível percorrer em cerca de 1 hora e 20 minutos devido a grande quantidade de curvas. Para ir além dos pontos A e B só contando com veículos off-road capazes de vencer as estradas de terra totalmente acidentadas.

Localização dos terrenos escolhidos

Quando iniciei meus estudos em busca de um local adequado para implantar a escola de vela, meu olhar estava voltado para o centro de Ilhabela. Gostaria que estivesse nesta localização por conta da visibilidade e prestígio que pretendo atingir com a nova proposta, e assim atrair mais atenção para vela em si. Outro importante ponto que me “forçava” em instalar a escola na região central, é devido a alta densidade demográfica que Ilhabela possui neste ponto (ver fig. 57). Assim o acesso se torna mais fácil para maior parte da população, que ocupa essa região seja como morador ou em busca dos diversos serviços que ela oferece (escolas, bancos, supermercados etc.). Quem vem para Ilhabela independente do meio que se utilize (carro, moto a pé etc.), antes propriamente de pisar na ilha é obrigado a pegar uma balsa (ver fig. 58). A travessia tem 2,5 km e dura 30 minutos. Pedestres e ciclistas não pagam, para todos os demais meios de transporte é cobrado uma taxa proporcional a seu tamanho. Esse transporte assim como ônibus ou metro das grandes cidades não podem parar, tem horários pré-determinados de partida e chegada, isso em função da população (estudantes, trabalhadores etc.) que necessitam cumprir horários seja em Ilhabela ou em alguma cidade do lado continental.

Localização dos terrenos escolhidos

Fig. 56 (BR-131 rodovia estadual que passa em Ilhabela - do ponto A ao B 50km) Fonte: google maps

LEGENDA

DENSIDADE DEMOGRÁFICA (hab./hectare)

Fig. 58 (trecho de travessia em balsa de São Sebastião à Ilhabela - 2,5km, tempo médio 30 min.) Fonte: google maps

Fig. 57 (mapa de densidade demográfica de Ilhabela) população total = 30.983 habitantes 81 habitantes por km² Fonte: http://litoralsustentavel.org.br

Área mapeada acima

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Assim que se atravessa o canal e chega à ilha, a escola de vela dista 5 km (ver fig. 59). Esse trajeto pode ser percorrido da maneira que mais conveniente for, as mais comuns são: carro/moto, bicicleta, a pé ou em transporte público, sendo que o tempo varia muito. A seguir elaborei um quadro comparativo com estes meios de transportes mais utilizados e o tempo que cada um deles demora para chegar da balsa até a escola (ver fig. 60). Podemos destacar a bicicleta como um dos principais meios de transporte de Ilhabela (assim como em muitas regiões litorâneas) pela sua praticidade de locomoção e estacionamento. O que nos chama a atenção é a demora do transporte público em realizar esse trajeto. Isso ocorre porque a principal via (BR-131) é linear e as linhas de ônibus operam no sentido norte-sul sem adentrar-se muito no interior da ilha, depois da passagem de um carro, o próximo só chega dentro de no mínimo 30 minutos.

MEIOS DE TRANSPORTE

BIKE – um dos meio de transporte mais utilizados e eficientes em Ilhabela devido a sua praticidade ÔNIBUS – uma opção não muito eficaz por conta do sistema viário da ilha Fonte: www.prefeitura.Ilhabela.gov.br

Fig. 59 (trecho desde a chegada em Ilhabela até a escola de vela - 5km de percurso) Fonte: google maps

10 min 20 min 40 min 45 min Fig. 60 (quadro comparativo de meios de transporte e tempo de trajeto) Fonte: autoria própria

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Reforçando ainda mais minha justificativa de que a escola de vela tem que estar em um ponto de fácil acesso a população e integrada a uma malha urbana que forneça suporte as suas atividades, a seguir irei apresentar levantamentos (em um raio de 2 km) que mostram equipamentos urbanos tais como: restaurantes, hospedagens e escolas supostamente úteis aos usuários da escola de vela, ou que se relacionam de alguma forma. Escolas (ver fig. 61): é importante saber onde se localizam porque as crianças e adolescentes são um dos público alvo da escola de vela. Com uma distância média de 3,6 km tranquilamente se pode chegar com uma bicicleta. Restaurantes (ver fig. 62): é um equipamento que auxilia para a comodidade dos usuários, uma vez que o esporte praticado exige condicionamento e preparo físico e consequentemente uma boa alimentação. Hospedagem (ver fig. 63): esse levantamento é pertinente aos usuários que residem afastados a Ilhabela e que por ventura vieram velejar e pretendem se hospedar pelo menos por uma noite.

Fig. 61 (mapeamento de escolas na região)

Fonte: google earth

Fig. 62 (mapeamento de restaurantes na região)

Fonte: google earth

Fig. 63 (mapeamento de hospedagens na região)

Fonte: google earth

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T

erreno escolhido & Programa de necessidades

Após estudos e levantamentos, decidi trabalhar não com um mas dois terrenos próximos (ver fig. 64), que se encaixam perfeitamente as ideias que tinha em mente. Localizados na praia do Pequeá (terreno “01”), e Saco da Capela (terreno “02”), distam entre si em 400 metros, e estão em uma área “privilegiada” pois formam um belo eixo linear, agregando amplitude e visibilidade a área, além de estarem de frente para o mar. No terreno “02”, atualmente funciona a escola de vela da prefeitura de Ilhabela. Com uma área aproximada de 2.765m², a escola possui uma quantidade de materiais significativa, mas não se encontra em boas condições de preservação e certamente não é fruto de um projeto planejado. No geral faltam equipamentos e espaços específicos como por exemplo: vestiários, alojamento, bicicletário, sala para palestras/apresentações, pontos de lavagem de embarcações e equipamentos, oficina de reparos entre outros. As construções existentes não foram feitas para atender as atividades que ocorrem ali hoje, claramente notamos uma “adaptação improvisada” em quase todos ambientes.

Para projetar considero fundamental saber sobre qual programa de necessidades estou trabalhando. Em minhas pesquisas de campo constatei que o programa atual da escola de vela de Ilhabela é composto por: -

Área descoberta para guardaria de embarcações e equipamentos Área coberta para guardaria de embarcações e equipamentos Administração Sanitários masculino e feminino Sala para atividades

Esses itens já presentes certamente são essenciais e serão mantidos ou reformulados de uma maneira pensada, além deles pretendo incluir no novo programa (contando com os dois terrenos): -

Sala para palestras Espaço para eventos Espaço para manutenção e ferramentaria Alojamento Vestiário feminino e masculino com guarda volumes Deck para atracação Ampliação da administração: sala para funcionários, copa / cozinha, sanitários, armários Bicicletário Refeitório

Apesar do programa pouco eficaz, a escola atende cerca de 200 alunos divididos em turnos. Seu ponto forte é localização. O terreno possui um formato retangular onde uma das pontas está a poucos metros do mar, e é por ali que se da o acesso das embarcações a água. Esse terreno possui hoje uma área edificada de aproximados 565m², ocupação de apenas 20% do terreno e com uma alta taxa de permeabilidade de 79%. O gabarito é baixo respeitando a legislação, possui apenas pavimento térreo.

TERRENO 01

O terreno “01” é bem maior que o “02”, tem uma área de 8.350m² e está inutilizado. Neste espaço até 2011 funcionava uma unidade da escola de vela BL3 (escola privada) citada anteriormente. Com a saída da Bl3, o que restou neste área foram pequenas edificações (quiosques) espalhadas em uma grande área gramada plana. O que está construído hoje neste espaço é muito pouco expressivo, a área edificada é de 1.390m², com taxa de ocupação de 16% e uma permeabilidade de 83%. Assim como as demais edificações da região respeita a legislação, e possui apenas pavimento térreo. Esse terreno (01) possui um ótimo potencial para uma escola de vela pois a maior face de seu formato triangular, está voltada diretamente para o mar, afastada da água apenas por uma estreita faixa de areia. Devido a seu tamanho, formato e localização, estipulei que ali serão abordadas atividades que demandam maior fluxo espacial, como por exemplo guardaria de barcos maiores, espaços que exijam maior concentração de pessoas (eventos, palestras, alojamento etc.).

TERRENO 02

Fig. 64 (área da nova proposta com os 2 terrenos identificados) Fonte: google earth

*Obs.: Na página 20 estarei retomando a questão do programa arquitetônico e acrescentando análises percentuais pertinentes ao tema

área ampliada ao lado

Fonte: google earth

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Como mencionado a pouco, através do levantamento do programa de necessidades da escola de vela de Ilhabela, foi possível estimar o percentual que foi destinada à cada equipamento. Foi com base neste levantamento que pude realizar uma estimativa de percentuais de uso do terreno para minha nova proposta.

PROGRAMA ATUAL: Espaço para guardaria descoberta Administração Espaço para guardaria coberta Sala para atividades Sanitários

% %

-

PORCENTAGEM UTILIZADA

Um ponto interessante que me chamou a atenção e foi crucial para que eu projetasse os novos programas, é o fato de que mais da metade do terreno é ocupada pela guardaria descoberta. Na sequencia com 20% está outras áreas, que representam circulação e áreas de carga e descarga de materiais e equipamentos. De fato esse percentual é alto devido ao tamanho das embarcações que ali irão circular.

56%

20% 14%

7% 2%

1%

Foto aérea da atual escola de vela de Ilhabela – área do terreno = 2.765m² Fonte: google earth

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O programa para o terreno “02” abrande os equipamentos que estão dentro do retângulo vermelho. Por sua vez o programa do terreno “01” além dos itens em vermelho ele também possui outros itens que aparecem listados abaixo dentro do retângulo verde.

TERRENO 01

NOVO PROGRAMA: TERRENO 02 - Vestiários / Guarda volumes - Bicicletário - Novos espaços para guardaria - Sala para palestras - Ferramentaria – Reparos - Reformulação da administração - Copa / Cozinha - Recepção - Escritório - Sanitários - Espaço para eventos - Deck para atracação - Alojamento - Refeitório

TERRENO 01

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% TERRENO 02 Área = 2.765m²

PORCENTAGEM UTILIZADA

os novos programas:

18%

14%

11,5% 2,5%

1,5%

1,5%

1%

%

stimativas percentuais para

TERRENO 01 Área = 8.350m²

PORCENTAGEM UTILIZADA

%

48%

%

E

50%

14%

10%

9%

7%

6%

4%

1%

0,7%

0,3%

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Com o perfil e características dos dois terrenos traçados, é importante destacar questões de legislação e algumas restrições pertinentes a área escolhida para realização do projeto. Ambos os terrenos estão localizados na chamada ZRT (ver fig. 65) de Ilhabela (Zona de Restrição Total à ocupação). Como Ilhabela não possui um código de obras, essa classificação ZRT é dada pelo Plano diretor Lei nº 421/2006 que determina proibição total a construção na área, com exceção a usos de interesse público sujeitos a aprovações de órgãos ambientais, e que respeitem um gabarito máximo de 8m incluídos pilotis de até 3,5m.

ZONEAMENTO ZRT

Fig. 65 (mapa de zoneamentos de Ilhabela) Fonte: http://litoralsustentavel.org.br

Plano diretor de Ilhabela 2006 - recorte do zoneamento ZRT e suas características Fonte: http://litoralsustentavel.org.br

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10º semestre Introdução Terreno 01 Quando iniciei a etapa de projeto do TFG, a primeira coisa que me veio a cabeça foram os materiais que gostaria de estra trabalhando, e suas relações poéticas e funcionais com o tema e local escolhido. Como Ilhabela é um local de forte apelo ambiental, gostaria de realizar um projeto que correspondesse com essa forte ideologia. Portanto escolhi a madeira como material principal (por ser um material de fonte renovável e produção menos agressiva ao meio ambiente). Ela foi adotada como solução estrutural para os pilares e cobertura (desenvolvi uma cobertura com formas orgânicas, constituída com madeiramentos trançados) e também nos caixilhos (a maioria das portas e janelas foram pensadas em madeira). Além da madeira o segundo material predominante e característico em meu projeto é a membrana tensionada. Esse material e o sistema que o compõe podem ser trabalhados de diversas formas na arquitetura, porem normalmente o sistema é utilizado como elemento de cobertura para grandes espaços. Leveza, formas instigantes e rapidez de execução são algumas das características dessa tecnologia adotada. Aprofundando-se um pouco na área filosófica, acredito que a escolha da membrana se relaciona muito bem com o tema do projeto (escola de vela) pelo fato da membrana tensionada se assemelhar as velas usadas pelas embarcações.

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Estudos Terreno 01

O desenho ao lado resume bem minhas ideias iniciais de projeto. Esse terreno tem um formato cônico e uma grande vantagem é que uma de suas faces maiores, está voltada diretamente para água, assim as embarcações tem fácil acesso ao mar. Tirando partido desse formato, optei por ter duas edificações: uma (norte) com o edifício principal espalhado de forma ampla, e outra (na parte sul) mais estreita que abriga equipamentos condizentes a seu formato. Assim, a parte central ficou dedicada à guardaria de embarcações. Essa localização central é ideal porque torna o ambiente mais movimentado (guardaria descoberta) equidistante dos pontos de acesso e outros equipamentos.

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Croquis

No croqui de estudo inicial, mantive a ideai de duas edificações distintas, separadas pelas embarcações ao centro. Nesta etapa ainda não estava claro para mim como estariam distribuídos os ambientes no edifício principal (norte), já que este apresenta maior complexidade. Em um primeiro momento havia feito um estudo que resultou na forma apresentada ao lado: *Obs.. Retomando as pesquisas de 9º semestre, os equipamentos dos quais julguei necessários a presença na minha escola de vela, para este TERRENO 01 são: - Vestiários com guarda volumes - Bicicletário - Novos espaços para guardaria - Sala para palestras - Ferramentaria – Reparos - ADM - Copa / Cozinha - Recepção - Escritório - Sanitários - Espaço para eventos - Deck para atracação - Alojamento - Refeitório

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Croquis

Evoluindo em meus estudos, cheguei a algumas conclusões importantes e decisivas para o projeto. A setorização do edifício “norte” foi alterada seguindo algumas considerações: Cozinha e refeitório: estão no extremo norte do terreno, a cozinha voltada para fora e o restaurante para dentro. Quem estiver neste ambiente poderá desfrutar da vista para o mar e também para uma ampla área social no interior do edifício. Alojamento: Desde o início defendia que ele deveria estar de frente para o mar, garantindo uma agradável vista para os ocupantes da escola. Vestiário: Está localizado em um ponto estratégico próximo a entrada / saída da praia para facilitar aos usuários. Eventos, palestras e reuniões: por não necessitarem tanto quanto outros equipamentos de uma vista privilegiada, estes equipamentos ficaram voltados para o interior do terreno, juntamente com o Administrativo (representado em vermelho). Guardaria descoberta: se manteve ao centro, com fácil e direto acesso ao mar. Ferramentaria e reparos: se manteve na parte sul do terreno por se tratar de ambientes menos exigentes em seu formato e distribuição.

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Implantação Cobertura

Após os croquis com os estudos apresentados nas primeiras páginas referentes ao 10º semestre, agora começo a apresentar o projeto em sua versão final.

PLANTA CHAVE

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Implantação Térreo

PLANTA CHAVE

30


Planta térreo (edifício principal - norte) PLANTA CHAVE

31


Planta tĂŠrreo (guardarias - sul) PLANTA CHAVE

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Planta 1º pavimento (edifício principal - norte) PLANTA CHAVE

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Cortes

Nos cortes começamos a ter a percepção das alturas trabalhadas e as formas do edifício. Respeitando o gabarito máximo estipulado pela prefeitura de 8,00 metros, os edifícios se desenvolvem a partir desse limite. Excluindo a cobertura, as edificações são padronizadas e tem pé direito vaiando entre 3,00m a 3,40m.

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Elevações 01 e 03

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Elevações 02 e 04

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Me deparei com uma grande complexidade no momento de estabelecer a malha de pilares que irão sustentar minha cobertura. A dificuldade está em casar os apoios na cobertura com o ponto em solo que os pilares vão se instalar, e fazem com que isso “case” com as edificações que estão abaixo. Dessa forma a maneira que encontrei para realizar a malha foi fazendo eixos irregulares, e criando assim 7 tipos diferentes de pilares.

Malha de pilares

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Tipologia dos pilares *Obs.. Essa ĂŠ a malha de pilares da cobertura principal vista em perspectiva. Podemos identificar aqui os sete tipos de pilares distintos.

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Tipologia dos pilares

*Obs.. Apresento dois dos sete tipos de pilares utilizados (o menor e o maior).

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DECK DE ATRACAÇÃO

O deck para atracação é muito útil principalmente para locais que manipulam barcos grandes (como será o caso desta escola) pois permite uma atracação temporária. Projetei este deck com 45 metros de comprimento o que considero abrigar cerca de 26 embarcações simultaneamente.

40


Fluxo & acessos

Com o esquema, represento o caminho previsto que os usuários irão percorrer ao entrar na escola. Dividi em primário e secundário para deixar mais evidente e justificar a posição de cada equipamento no projeto.

PLANTA CHAVE

USUÁRIOS

ACESSO PRIMÁRIO ACESSO SECUNDÁRIO

41


Fluxo & acessos SERVIÇO

CARGA & DESCARGA

PLANTA CHAVE

ACESSO FUNCIONÁRIOS

42


Perspectiva

43


Madeiramento

*Obs.. Esquema de cobertura adotado na edificação principal (norte)

Como referência para projetar, foquei muito nos projetos do arquiteto japonês “Shigeru Ban” e foi observando seus trabalhos que percebi a necessidade dos três madeiramentos em direções distintas. Em todas suas obras com essas características, ele trabalha com ao menos essas três posições de madeiramento, e em alguns casos até mais do que três. À direita temos um demonstrativo da cobertura que estou adotando em meu projeto para a edificação norte, e no slide seguinte para a edificação sul.

Referências: Arquiteto: Shigeru Ban

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Madeiramento

*Obs.. Esquema de cobertura adotado na edificação de guardaria (sul)

Referências: Arquiteto: Shigeru Ban Projeto: Centre Pompidou-Metz - France, 2010

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Insolação POENTE

TRÂNSITO SOLAR

NASCENTE 46


Ventos ÍNDICE ANUAL

(PONTO DE MEDIÇÃO: PEREQUE) Índice anual de ventos segundo ponto de medição Pereque – Ilhabela. 1º - Nor Nordeste 2º - Lés Sudeste 3º - Nor Noroeste

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Maquete eletr么nica

48


Maquete eletr么nica

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10º semestre

Introdução Terreno 02

Seguindo a mesma linha raciocínio adotada no projeto do terreno 01 realizei os estudos e futuramente o projeto no terreno 02. Este projeto tem como características principais o fato de estar implantado em um terreno bem menor que o anterior e ser destinado basicamente a crianças. Outro ponto determinante é a sua forma geométrica, ao contrario do terreno 01, este possui uma de suas menores faces voltadas ao mar, e portanto tive que mudar a forma de pensar para vencer os desafios de projeto e criar um programa lógico e eficaz.

50


Estudos Terreno 02

Por lógica pensei em um edifício de certa forma simples, localizado no interior do terreno, deixando assim a área “norte” destinada a guardaria de embarcações e facilitando o deslocamento das mesmas até o mar.

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Croquis Ainda referente ao estudo do terreno 02, agora com este croqui conseguimos observar abaixo da cobertura anteriormente apresentada, como o conjunto de ambientes se distribui. Para explicar um porco melhor o porque de cada ambiente estar locado onde está, farei um breve esquema abaixo falando um pouco sobre cada um deles. Bicicletário: Está localizado próximo ai acesso principal, para atender ao grande numero de pessoas que usam a bicicleta como meio principal de transporte em Ilhabela. Os usuários logo chegam e encontram o espaço para guardar suas bikes. Sala para palestras e atividades: Está localizada também próximo a entrada para manter uma certa distancia das demais atividades já que podem ocorrer atividades simultâneas como por exemplo uma palestra estar sendo ministrada e outras pessoas estão tendo aula de vela e trafegando com matérias. ADM: Está localizado no centro do conjunto de edificações para atender tanto aos usuários como as pessoas que trabalham na escola. Cantina: É um equipamento muito importante uma vez que velejar requer alguma preparação física e consequentemente os praticantes necessitam estar bem alimentados. Vestiários: Claramente é um equipamento de extrema importância, onde os usuários podem se trocar e guardar seus pertences durante as aulas. Guardaria coberta: Espaço utilizado para guardar matérias que deterioram facilmente caso estejam em contato direto com as intemperes climáticas, como por exemplo: velas dos barcos, cordas, roldanas, remos, etc. Guardaria descoberta: Espaço onde ficam apenas os cascos das embarcações, e está localizado estrategicamente próximo a praia para facilitar o transporte até o mar. Embarque desembarque: Serve como ponto de acesso de veículos afim de carregas ou descarregar matérias e equipamentos.

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Planta baixa

Minha planta em sua versão final sofreu poucas alterações com relação aos estudos iniciais, posso destacar que o mais significativa destas foi a carga e descarga não adentrar mais ao terreno, fiz acessos (portões) independentes para a guardaria coberta e descoberta afim de facilitar o movimento de materiais, embarcações etc.

PLANTA CHAVE

53


Cortes

*Obs: Assim como no projeto anterior, foi respeitado o gabarito de 8,00 metros.

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Elevações 01 e 03

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Elevações 02 e 04

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Fluxo & acessos USUÁRIOS

Com o esquema, represento o caminho previsto que os usuários irão percorrer ao entrar na escola. Dividi em primário e secundário para deixar mais evidente e justificar a posição de cada equipamento no projeto.

ACESSO PRIMÁRIO ACESSO SECUNDÁRIO

PLANTA CHAVE

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Fluxo & acessos SERVIÇO

CARGA & DESCARGA ACESSO FUNCIONÁRIOS

PLANTA CHAVE

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Perspectiva

COBERTURA

Através da perspectiva apresentada conseguimos ter uma visão bem clara de como ficou o projeto acabado, a relação da cobertura com os espaços internos e os eixos de circulação.

CAIXA D’ÁGUA

LAJES

GUARDARIA DESCOBERTA VESTIÁRIOS GUARDARIA COBERTA

ADM CANTINA

ATIVIDADES 59


Clarabóia Uma ideia que tive e acredito ser muito eficaz no que diz respeito a iluminação e ventilação, foi a criação de claraboias em ambientes que julguei necessários. Essa claraboia não é uma claraboia convencional, seguindo a mesma linguagem de projeto da, criei uma claraboia também em madeira revestida com membrana, seguindo os padrões da cobertura.

A membrana utilizada para revestir a clarabóia, teria algumas características particulares, diferentes da membrana de cobertura. Ela seria feita em um material que permita a passagem de luz natural (translucido) e também que permita a passagem de ventilação, como resultado obtemos um “tecido” muito semelhante aqueles usados em coberturas para estacionamentos.

Assim, estipulei que vestiários e ADM receberiam essa solução para que aproveitem a luz e ventilação natural de uma forma otimizada. Nos vestiários considerei essa alternativa, pelo fato do ambiente ser úmido, e no ADM visei mais a questão do aproveitamento da iluminação natural, assim criei uma grande claraboia ao longo do corredor.

VESTIÁRIOS ADM

60


Cobertura: elementos de composição

MENBRANA TENSIONADA

Para que o tipo de cobertura que estou propondo seja executado, são necessários elementos distintos que irão se conectar em algum ponto, de alguma maneira, criando assim uma estrutura complexa. Em primeiro lugar temos a malha de pilares que torno o conjunto fixo ao solo transferindo todo a carga estrutural para as fundações. Depois estão os madeiramentos, para que seja estável esse tipo de cobertura necessita de ao menos três madeiramentos em direções distintas (no meu caso adotei: longitudinal, transversal e em uma das diagonais) que formarão uma espécie de trama de madeira agregando rigidez e estabilidade ao conjunto. Por fim temos a membrana tensionada que faz a impermeabilização do sistema e garante a proteção contra intemperes. Abaixo temos uma demonstração da malha de pilares adotada, vale ressaltar que para esse tipo de estrutura não é imprescindível que se trabalhe com uma malha modular, porem eu adotei essa modulação que considero estar perfeitamente adaptada ao projeto, tendo em vista as circulações ideais, recuos e afastamentos.

MADEIRAMENTO DIAGONAL

MADEIRAMENTO TRANSVERSAL

MALHA DE PILARES MADEIRAMENTO LONGITUDINAL

PILARES

61


Madeiramento

Detalhamento de pilares MADEIRAMENTO DIAGONAL

MADEIRAMENTO TRANSVERSAL

MADEIRAMENTO LONGITUDINAL

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Tipologias da cobertura Com a cobertura finalizada podemos identificar três diferentes tipologias identificadas na foto por tons de vermelho. Tipologia 1 – Simétrica: Esse trecho de cobertura é onde temos a guardaria coberta e apresenta simetria em suas “ondas”, as alturas variam em torno dos 8,00 metros de altura máxima.

Tipologia 2 – A Simétrica: É a única parte a simétrica na cobertura, ela parte de seu ponto mais alto conectado a tipologia 1 com os 8,00 metros de altura e vem descendo até o final chegando aos 5,00 metros de altura.

Tipologia 3 – Simétrica: Outro trecho simétrico na cobertura, representa 50% da cobertura e é toda simétrica com a altura máxima de 5,00 metros.

TIPOLOGIA 3 SIMÉTRICA

TIPOLOGIA 1 SIMÉTRICA

TIPOLOGIA 2 A SIMÉTRICA

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Insolação POENTE

TRÂNSITO SOLAR

NASCENTE 64


Ventos ÍNDICE ANUAL

(PONTO DE MEDIÇÃO: PEREQUE) Índice anual de ventos segundo ponto de medição Pereque – Ilhabela. 1º - Nor Nordeste 2º - Lés Sudeste 3º - Nor Noroeste

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Maquete eletr么nica

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Maquete eletr么nica

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Quadro de áreas & legislação

Projeto terreno 01

Projeto terreno 02

O quadro de áreas apresenta de forma resumida as áreas que estou trabalhando em ambos projetos e alguns números estimados de embarcações, usuários, professores e instrutores que estarão envolvidos diretamente na escola. Atualmente não existe em Ilhabela um código de obras responsável por delimitar e impor parâmetros para construções (como é o caso de São Paulo), o que vale é o plano diretor 0 Lei 421/ 2006 que estipula para a Zona de Restrição Total a ocupação (ZRT) apenas a restrição de 8,00 metros como gabarito de altura máximo e que o uso nesta zona terá que ser de interesse público específico e se sujeitar à aprovações em órgãos ambientais. Ou seja, são vagas as imposições para o local trabalhado.

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Membrana tensionada Aqui apresento algumas fotos de referência de uma obra recoberta por membrana tensionada. Logo abaixo fiz um croqui que mostra algumas das principais características de uma membrana tensionada e como ela é composta. No croqui a esquerda, podemos ver camada por camada como uma membrana é composta, é uma espécie de “sanduiche” de camadas, dependendo do projeto e das necessidades específicas de casa caso, algumas destas camadas podem ou não estar presentes afim de atingir os objetivos do projetista. Arquiteto: Shigeru Ban Projeto: Centre Pompidou-Metz - France, 2010

Camada exterior PVC branco

RAIOS UV

PROTEÇÃO UV Camada de filme colorido

PROTEÇÃO CONTRA CHUVA

Camada interior PVC branco Tecido a base de poliéster

Camada opaca “blackout”

TRANSPARÊNCIA

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B

ibliografia

Documentos digitais: - Cartilha de iniciação ao Treino da Vela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - Licenciatura em Educação Física e Desporto DOCENTE: Professor Doutor Jaime Sampaio PORTUGAL - VILA REAL, 15 ABRIL DE 2003 http://www.arvm.pt/pdf/Artigos%20de%20Vela/Vela-teino.pdf - Mapa de localização do porto de São Sebastião http://www.portodesaosebastiao.com.br/pt-br/anexos/mapa-de-localizacao.pdf - Mapa porto organizado, acessos e pontos de atracação http://www.portodesaosebastiao.com.br/pt-br/anexos/localizacao-porto-organizado.PDF - Plano diretor de Ilhabela http://www.camarailhabela.sp.gov.br/docs/plano_diretor.pdf - Diagnóstico Urbano Socioambiental do município de Ilhabela (4 documentos) http://litoralsustentavel.org.br/wp-content/uploads/2013/04/0.-capa-Ilhabela.pdf http://litoralsustentavel.org.br/wp-content/uploads/2013/04/1._Ilhabela_25.03.pdf http://litoralsustentavel.org.br/wp-content/uploads/2013/04/3.-Anexo_n%C2%BA2-_Tabela-ZEE-Litoral-Norte-02_09.pdf http://litoralsustentavel.org.br/wp-content/uploads/2013/04/4.-Anexo-n%C2%BA3_Zoneamento-Ilhabela-02_09.pdf Sites: http://www.ilhabelaonline.com/cgi-sys/suspendedpage.cgi http://www.icsc.com.br/index.asp http://www.cncascais.com/index.php?option=com_content&view=featured&Itemid=101 http://ycsa.com.br/index.php http://www.usp.br/cbm/ctenophora/pt/ctenophorapt_files/Page358.htm http://www.bl3.com.br/index.php http://www.ilhabela.com.br/vela http://www2.uol.com.br/guiadolitoral/ilhabela/ilha.htm http://www.cresesb.cepel.br/index.php?link=/tutorial/tutorial_eolica.htm http://www.ilhabela.sp.gov.br/gerenciamento-costeiro http://litoralsustentavel.org.br/ http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=352040 http://www.educacaofisica.com.br/index.php/esportes/canais-esportes/aquaticos/23160-as-principais-categorias-da-vela http://www.piccolosails.com.br/acessorios-equipamentos-nauticos.asp?mode=produtos&c=Bermuda&p=Bermuda-para-escora-c/-talas&pega=380 http://www.saosebastiao.sp.gov.br/escoladevela/ http://www.ilhabela.sp.gov.br/noticias/escola-de-vela-de-ilhabela-reune-mais-de-200-alunos-e-obtem-bons-resultados-em-todo-o-brasil#.UnfOyvmsim5 https://maps.google.com/ Livros: VILANOVA ARTIGAS – ESPAÇOS DA ARTE BRASILEIRA AB ARQUITETURA BRASILEIRA ARQUITETURA CLAUDIO BERNARDES - NIRLANDO BEIRAO, TUCA REINES

Caderno TFG