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DELIRIUM TREMENS

poexílio


DELIRIUM TREMENS trテュade poテゥtica

ANTONIO MIRANDA ZENILTON GAYOSO SALOMテグ SOUZA

poexテュlio


Delirium tremens: tríade poética (Antonio Miranda, Zenilton Gayoso e Salomão Sousa) teve início no dia 13 de janeiro de 2013, como um poema escrito por três autores, em dez sequências de estrofes, a partir do tema proposto que dá título ao processo criativo. Os autores são identificados pelas cores azul (Antonio Miranda), preto (Zenilton Gayoso) e vermelho (Salomão Sousa) sucessivamente. Sem o rigor dos rengas1 nem o onirismo e automatismo proposto no “cadáver esquisito”2 dos surrealistas. A presente tríade poética constitui um encadeamento de versos das estrofes a partir de três criadores compartilhando dimensões do tema do delírio, mas sem pretender uma unidade estilística. As trinta estrofes assimétricas são complementadas por ilustrações de Zenilton Gayoso para a presente edição impressa, alternativa, e divulgada também através de um e-book de acesso livre.

1

Era um poema coletivo, de origem japonesa, em que um poeta compunha a primeira estrofe

(hokku), um terceto com 5-7-5 sílabas (ou sons). Em seguida, outro poeta compunha a segunda estrofe, um dístico de 7-7 sílabas (ou sons). Assim cada poeta que chegava escrevia um dístico de 77 sílabas, após um (hokku), atingindo a centenas. Levavam anos para completar o poema. Não havia pressa em concluí-lo.

2

Cadáver esquisito é um jogo coletivo surrealista inventado por volta de 1925 em França. No início

do século XX, o movimento surrealista francês inaugurou o método "cadavre exquis" (cadáver esquisito) que subvertia o discurso literário convencional. O cadáver esquisito tinha como propósito colocar na mesma frase palavras inusitadas e utiliza-se da seguinte estrutura frásica: artigo, substantivo, adjetivo e verbo. Outra curiosidade a respeito do método é que agrega mais de um autor. Cada um deles intervém da maneira que deseja, porém, dobrando o papel para que os demais colaboradores não tenham conhecimento do que foi escrito. O título do jogo provém do primeiro dos cadáveres esquisitos conhecidos "O cadáver esquisito beberá / o vinho novo".


I Que o presente não mascare o passado e o passado não martirize o futuro: as linhas do tempo convergem no infinito — ad nauseum; o futuro é sempre ontem ou jamais — estrela fugaz. Carnavais, canibais, fatu idades.


II caminhar ao encontro do desassossego ao intento de devorar por dentro as fimbriais do lĂ­quido ardente e comer Ă­ntegro inteira a bolsa quente


III derretidas canas em coma em sobras de doçuras o passado: brasas no líquido do corpo em borbulhas onde um depura a fio o eu o presente: a cria com os dedos nas fotografias — o fogo — o muro — o murundum — o eles — o eu — o eu — o eu —


IV águia devorando prometeu: haveria tudo se houvesse renúncia e obediência havia cibalena e novena e alfazema a avó enterrada no quintal vigiando a vizinhança jurando vingança: a neta que perdeu a virgindade a galinha que não botava ovos mas cacarejava em francês estranhas visões do porvir brasa líquida fogo eterno nas entranhas leite materno no futuro todos seremos absolvidos, haja perdão, absorvidos


V quebras renitentes fisgam a fronte

tua face no termo dos elementos quantas quedas quebram nas dobras das datas que escorças os fórceps

as âncoras

as perquerentes nódoas resistentes no desfolhar

o cerzir sem bálsamo o dormente rasgo

no anacronismo abscôndito dos antes um antes de pó para chegar ao core da pedra — um antes sem umbigo — um antes de leite para chegar ao (br)eu


VI o vulto de magma cobreia e condena à pedra a linha do tempo os pés sem fuga se a dor de pedra pousada nos pensamentos um verso de magma asmazena na rigidez a vã guarda dos poetas cheios de narizes podres os ratos comem na cova do eu em trocas de tipologias dos músculos as varizes a fagulha a fatu idade o rebite fodit na terra do eu todos seremos almazemas absorvidas após a língua divina que nos comeu


VII drummond tinha razão: “esquecer para lembrar” desconstruir a dita memória (que rima com chicória) — “merencória luz da lua” troco por apagão e misericórdia — hip hop rap a dura: “Não tenho nada a perder / vá todo mundo se fundir – escória burguesa e periferia!!! Tanto bate até que fura: “Fodit na terra do eu”. Em vez de grana ganho grama. Morto, sai chorume de teu umbigo: os ratos comem na cova do cu, perdão, do eu e não vemos as, tampouco os, quem sabe se apresentem em vez de ou não, diria aquele poeta baiano resumo da ópera, antes que Ud., meu caro, pereça: libertas quae sera (também continue tal e qual) tamen. Así es si os parece.


VIII da crosta de insígnias compõe-se um azorrague de sílabas massa estrépita pantográfica apenas curtida no lapso das línguas liga lídima linha de tecer justas anáguas jusantes de limalhas das vozes que cozeste quantas colapsaram em calas no corte das absorções tua crosta claudica


IX Com fuças e fincas traiam, amem em duo, em tríade A língua e a limalha em um não afinam os estragos dos estupros. Cabeças em estrídulos, a criança em delírio a aguardar a mãe sangrada no relâmpago. O sangue no ônibus da Índia, o salto de um 7º andar na insônia só flashs, estrelas de álcool. Antes de trair, resumir a ópera, fortalecer os meniscos com as ordens de Confúcio se a viagem não é só ida ou acréscimos de degraus. E deixar à mostra os números às fuças do fisco. Labor da crosta agressiva em um.


X Delírios!!! Espasmos! Estresse. Esparadrapos nos espelhos: a febre nos consome, pobres mortais !!! O poeta escreve: A mulher que teve um filho do cachorro; a galinha que canta o hino nacional; a caneta que escreve sozinha; o guarda-chuva para ser usado dentro de casa; amanhã é sempre depois e é sempre ontem. O resto é o obvio ululante: A vida é um continuum, até o interruptum... Cansei, vocês continuam...


XI sal e sódio

teus exercícios

a fatu-idade de teus humores ignora os calendários antes do fiat no plácido inaugural extrema ferrugem a escorrer gotas a clepsidra exaspera no vórtice de fluxos fluviais ignoro o modo mas sei de tuas ilhargas nasceste das águas as mesmas que oneras de neguentropia pois retrocedo ao pusilânime ao ócio integral puir é teu ofício reparador de vísceras


XII Indaga-se onde estavam instalados os atoleiros, as talas, as adagas o furor das barricadas Vaga borboleta celeste entre a opressão e as procuras! Abrasa em ser insígnia e é anulado no líquido da peste, no fumo pantanoso do grume de estanho e chumbo A opressão no nó das veias nas barras de um percurso nas investidas dos mulos Aproveitar das crostas cruas, das palavras arredias à língua e à leitura, imprimi-las com o próprio cuspe A opressão na ativa das colas A opressão A opressão no empalar dos culos


XIII ridi pagliaccio ridi culos o domador comendo a égua no palco do picadeiro, meninos com estes olhos que a terra há de cobrir, eu vi... ente

ser do

ser

ente

sentindo calafrios! ardor nas entranhas “estranhas emoções!”

descemos da árvore

para o asfalto, com medo de assalto perguntar é dever de ofício: de que orifício viemos? árvore da vida. (ou descendemos de símios?) entre a origem divina, a seleção natural e a (pretensa) clonagem busquemos uma saída: tem luz no fim do túnel?


XIV as letras são para as palavras como o pão se bebe com pá (-) lavras também o simplice Tel camada acamada a guardar as tuas duas em um no antes o refúgio ágrafo a silenciar do por ao vir um páramo pós-pó ai de tua arqueologia senhor da língua e da leitura se ausentas as palavras das letras que as reclamem as papilas à fala e a ti o superlativo seja nda às terras que de tudo derramas o que tiver de se empalar o seja no rasgo que o real fulgurar à beira da borra da lítera-tu-(r)ra pois aquilo que a língua enclausura na culta a leitura urra na glote e conspurcam as glosas o fel orador de litanias rotas


XV Destino de ser ilha cercada do vesgo fel que aprisiona sem anistia do lixo e do encontro do sal amargo fogos móveis vagens trans (cito fugas figas à lei) perfuratrizes aos arrancos a deslocar fezes a revolver fígados a expor varizes encostadas quilhas repousadas virilhas do tardio freguês permanências da escolta política para empilhar as espigas numa a arqueologia de ícones podres ilha em transe em varalhos


XVI os corpos multiplicam-se estendendo as faculdades, artérias — e suas maldades congênitas: células deletérias!!! a pele, a orelha, o anus interpretam o mundo, óculos veem por nós, sensores gravam tudo, na extensão da memória — centrifugamos ideias, condensamos sensações para deleite futuro, sofremos por antecipação e o remorso é pretérito... vacinas, vaginas artificiais, resinas acumulam informação e infortúnio, somos o que fomos, viveremos para sempre: clonados, em série, conformados (= fractal, estar em toda parte, imortal) viver os nossos cinco mil anos de glória!!! mudar de estação, de corpo de dono, reinventando-se. Viva Calvino!!!


XVII Procrastinar

comer

borrar

correr ao tímpano estar retro e que te valha o instante ao ser rês

série será ao

impacto dúctil de manada em grama límpida

somente último ao enquanto

mas para purificar o risco o riso coopta

adsorvidos

metalúrgicos gametas um tempo um para um cada uma trama má cujos efeitos efêmeros meros ros nam


XVIII O soluço é um luxo se secas as madressilvas se se eleva do asfalto o cheiro de orvalho e enxofre. Se tiras o úmero o varal do degrau a letra que uniria a única chance de universo Terás a queda do corpo e presa a tua passagem se tiras o anúncio da porta e a cavilha de apoio tu partas Age em ti mesmo com tuas telas e tintas Com nuvens saias e sonhos Jimenez ainda a ti alumbra e solveja Sobra o rastilho de lua não enerve a tua ternura


XIX na escuridão, outra dimensão táctil, o dedo lendo e perscrutando infinito sem limite como na água de um oceano imaginário pressentimento – retrospectiva sem saber se s

o

m

a

ç

n

a va

ou retroagimos apalpando/resvalando inconsúteis utensílios

cílios

sutis

apreensões do não

ser, sendo, sido, por ta: luz re conhecimento se não fosse... ler aciona nossas ansiedades e devolve um braço à Afrodite.


XX ternura com que n os acolhe/em tuas peles de mármore e nos mármores in fundes/o rude e ru minas/as murmura ções de areias/e engasgas dos gases tuas moradas e ombreias/os solventes espasmos das réstias feia s/que dos invólucros dos bichos/serão iguais às tra nças/que o pulsar e s p o ntâ neo/das veias fia/não freia não freme/e não m ais permeia/a tua a ntiga pele/o lapso d e ternuras/entreme adas das bocas/que dormente e endurecido beijas


XXI escorrer numa vala entre extratos de ventres e de limalhas a pesar sobre os versos os delírios impacto com carga compacta quase porosid d falhas de lucidez escavas de rolamentos de encruz ilhadas em fricção numa trilha em desuso de acto compacto a velocidade deixa intacto o repouso po ro so dormente o claro enche depois de veloz o vazio deixado das caixas


XXII em plena estação: liquidação EXTREMAÇÃO (HABEMUS PAPAM) em mutação esta trem ção esta trem ção esta trem ção esta trem ção tent ação EX trem A UNÇÃO estag nação HABEMUS PAPO (que em paz descanse) o vazio do acto da renúncia o trenzinho do caipira sai de ita bir®a e termina em castelgandalha (vate cano: maracangalha) conciliação INSIGNE FICANTE


XXIII Constatação és eros anteros thanatos rerum natura valde utilis et saecula morum et bonis moribus posto que abaixo das carmins anáguas não há distinção que valha para o côncavo ou para o convexo sexo com-clave ou sem clave — haja cinturões e castidades — as pernas sempre se abrem ainda que o seja para o bem da violação da volição dos infantes amém amém amém (nidades)


XXIV nós assumem os endereços os óvulos másculos nós nas tripas nós nas negociações das aves D nós N no A nós nos drenos nós no amém no líquido nós nos coitos nós na língua esperma encurralado no líquido dos papas da língua nós no nada


XXV o sangue brota da terra fogo fátuo chorume e estrume de mortos e o sol beatifica as feridas nas frestas de bocas abertas estrepitosas palavras nos precipitam = é paz esta guerra por ser santa (que foi que eu disse?) e é santa porque assim está escrito e obedecemos = lá no Céu da boca, onde faltam os dentes e nasce o incêndio da intolerância ou a beatificação da ignorância. Reverência: bendito seja, Benedito! Francisco. Zé. Mendi cidade.


XXVI assoma súmula solerte nos hálux espelhados do tempo a têmpera de cera será sórdido ou sumidouro esse que vai nas garras acariciado pelas harpias fígado exposto fécula só osso pulsa e a pústula perene vaga


XXVII A sorna de ser marceneiro rodas partidas e a primeira marreta toco escuro de escalavraduras A sorna das ferramentas dentro da casa de ferramentas tarugos e a segunda marreta caixa de estilhas e de pregos presilha no ventre e mais e mais tr锚s marretas e cunhas dep贸sito de poeira e tarugos Pregue o chefe da hierarquia e permanece a sorna da bigorna Marrete o papa marrete o pr铆ncipe de linhagem e permanece a sorna de ser poeira e esc贸ria


XXVIII ALTER CYBER espaços em que me confino laço, cadafalso sem começo e com fim predestinado nada de que eu, deliberado — esclareça, sem querer anoiteça — por fim, tropeço: e o destino?, e me afino. (destino: apenas o caminho) espaço contiguo, contigo meu amigo ou inimigo espesso, restrito x infinito que não alcanço divisar — lento, mas com alento a marcar um fim sem final (para mim), mas atento. (final: bem ou mal?)


ambiente em que a gente se constrói e se desfaz — tanto faz! e que desmente toda física e a metafísica do ser e estar comumente como ente e seu contrário arbitrário e semovente. (mente fraca: e crente) francamente, ser descrente mas convencido de interação que restringe a nossa ação na relação entre mente e entretanto, enquanto frente e verso se confundem, pois depois se fundem inteiramente. (inter-na-mente, inteira-mente) espaço dentro e fora de nós: espaço-tempo mar adentro terra e cosmos, aterrador — contratempo, cromossomos espaço no centro e arredor de qualquer localização — ou não, se se quiser. (então: salve-se quem puder!)


XXIX se a sorna soa na bigorna príncipes tantos dos tantos princípios mastiga-os lento a gota a marreta se indolente torna o trino oco e a papada grunhe posto que as presilhas sunt hierarchiarum e os pregos são detalhes e poeira e logus o que resta é réstia in nostra collum


XXX Às vésperas do fim o espaço dentro de nós se arrisca ao cadafalso, entrega-se à solvência dos ossos Esquece-se reto e dúctil no topázio e no ananás No cio da claridade se destravam a crosta e a acidez da estrela fugaz que instava na primeira palavra. Se houve a descrença, se o arroubo do passo em falso, evaporam-se às vésperas do fim


XXXI mas O TEMPO NÃO PÁRA! disse o cantor. Pairou. Pirou. Parou. Tempo: intempérie. Gestou, pariu e devorou o próprio tempo. Cronos. Construir ruinas, fênix, cromos somos, símios, em transformação. E escreveu: “Gosto muito de efeitos especiais”


XXXII fenda na falha onde a voz fissura clavícula úmero ossatura supura o tempo em tudo a que dá carnadura como o peso do corpo das pílulas de ácido ascórbico na água atomiza e se veste de cal uma cidade em natalício a memória come do tempo a hóstia e cospe seu detrito de surpresas lentas sua marcha descarna em líquida tez sedenta é de pó e posterga no sangue a veia como fogo que ao cerrado morde e gera seu próprio vento é do tempo a memória a via eira e beira de nós nela detentos


XXXIII Com a última faísca nos conformamos adornados de vento e cal. Nossa forma gerou adobes, as pequenas máscaras, nos domicílios cresceu o pão no aceso forno. Se por Cronos, se por privações da ária, voltar à forma branca a exalar-se de uma pedra, sumo de exaurida laranja. Outros detentos de um delírio escreverão com quedas os efeitos especiais na areia; outros, sem a exaustão das máscaras, os seus cristais, com a única faísca que pomos.


XXXIV AVATAR atavismo, ativismo cyborgs, drones, regidos no ciberespaço pela cibersexualidade! homem-máquina, masturbações pênis-prótese nos proteja! orgasmo e marasmo: com puta dores comunicação interpessoal, intrapessoal tremens... tremendo!!! pró teses cyber: dirigir, digerir, controlar. humanizar as máquinas maquinizar mentes, amantes, lentes dantes nunca jamais controladas. viver sob controle! Machina del mundo! antropomáquina, eu, deus, hormônio homocyber, imundo, não me chamo Raimundo sem ética, sem solução, cibern ética fabricando o ser poética = mimética perspectivas, ivas, as divas, divagações... (projeto o ser que me projeta) mutatis mutandis : mambembes


XXXV cone nu na noite espectro descarregando linhas nesgas raio roto e na noite baixo

estrias

apodrecendo a madrugada fisga o horizonte uma luz

ladina

olhos fincam no cone da estrada um tecido âncora nos estertores da noite em chaga fixam

fios

olhos

que vĂŞm tecer alos nos tempos coagulados e todos trama teia e malha chocam

da noite um clarĂŁo

aliterado


XXXVI Abre-se um caminho na selva escura depois de delinquir voraz no pântano, ainda que fugaz a estrela e eterno se apresentasse o fogo à ternura. Quase foi de outro o corpo, quase um hino sobre o pergaminho da iluminura. Deu-se o trabalho com a desmesura da forma, acolhida e porte fino. Num musgo de DNA metalúrgico oxida-se outro homem, livre do ócio, com sangue nas artérias; vem enérgico no enlace, na penetração; e fácil em consentir o passado, lisérgico em erigir a hora com palma dócil.


Acabou-se de imprimir pela Editora Poexílio, em Dezembro de 2014, a tríade (renga) poética Delirium Tremens, de Antonio Miranda, Salomão Sousa e Zenilton Gayoso. Edição alternativa de 12 exemplares, confeccionados manualmente. Texto e ilustrações impressos sobre papel Marrakech, Linha Plus 120 g/m², na cor Noz Moscada, e capa executada em papel Clear Plus 230 g/m². Projeto gráfico e ilustrações de Zenilton Gayoso. Exemplares numerados e assinados pelos autores.

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Delirium Tremens  

Acabou-se de imprimir pela Editora Poexílio, em Dezembro de 2014, a tríade (renga) poética Delirium Tremens, de Antonio Miranda, Salomão So...

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