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CULTURA 11 CLÁSSICOS DA LITERATURA ANGOLANA

HABITAÇÃO A ORIGEM DO TIJOLO ADOBE E A SUSTENTABILIDADE

TECNOLOGIA O SOFTWARE LIVRE AVANÇA NO MERCADO

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • Nº 04 • ANO II • ABRIL 2014

REVISTA DA CÂMARA DE COMÉRCIO ANGOLA+BRASIL

O LIXO QUE VALE

OURO A reciclagem é uma fonte de renda inesgotável e geradora de empregos e capital.

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Editorial

O Lixo que vale Ouro Nessa edição vamos abordar assuntos bem diferenciados mas que serão de grande valia para a sua informação e conhecimento. Nosso assunto principal é o lixo, fonte de renda inesgotável e que a cada dia vem sendo alvo de investimentos - quem diria? Investir no lixo! Além do lixo tradicional como restos de alimentos, papéis, plásticos, metais, um lixo que vem se acumulando a cada ano é o lixo tecnológico. Anualmente novos equipamentos inundam o mercado e muitas das novas aplicações não são suportadas pelos antigos equipamentos. Então, o que fazer com esses equipamentos antigos? Isso não vale apenas para computadores e seus periféricos, mas temos também os televisores, geladeiras, fogões e até mesmo o bem que lhe era mais precioso há alguns anos: seu automóvel.

Expediente Presidente CCABr: Eduardo A. Ferreira eduardo.arantes@angolabrasil.org.br Diretoria: Eladio Toledo, João C. Pestana Ramos, Neander Souza, Rogerio M. Matos. Revista Dikamba Publicação Câmera de Comércio Angola•Brasil. Nº 4 - Ano II - Abril 2014 www.angolabrasil.org.br Diretor Executivo: Eduardo A. Ferreira Editor Chefe: Eduardo Engelmann engelmann@angolabrasil.org.br MTB 65.852 Diretor Comercial: Eladio Toledo eladio@angolabrasil.org.br Produção Gráfica: Agência Angola • Brasil - www.angolabr.com Tiragem: 10.000 exemplares Diagramação e Capa: Eduardo Engelmann Foto Capa: Fotomontagem Correspondentes Angola: Walter Santos

Vamos abordar também a história do tijolo adobe, que além de ser 100% um produto com foco na sustentabilidade, é bem mais barato e é também tradição em muitas construções em Angola. No ano passado, o programa "Ler Angola" lançou 11 livros que são mais significativos na literatura angolana. Segundo Divaldo Martins, esta iniciativa é "um projecto do Executivo angolano que visa valorizar a marca Angola e apoiar sectores identitários da cultura nacional como o teatro, o cinema, a pintura e naturalmente também a literatura", acrescentando que "o programa incentiva, também, o surgimento de novos valores literários, com a criação de uma bolsa de apoio à escrita". Outro assunto que abordamos nessa edição, é a crescente demanda dos denominados softwares livres. Há alguns anos, esses softwares não eram vistos com bons olhos, pois não transmitiam a segurança necessária justamente por serem gratuitos. Governos como o brasileiro, por exemplo, utilizam esses aplicativos em grande escala, trazendo não apenas a realização das tarefas cotidianas em seus ministérios, secretarias e empresas estatais, como tem incentivado a sua adoção nas escolas públicas. Aproveite bem essa edição e lembre-se: Junho é o mês da Criança em Angola e faremos uma edição especial sobre o futuro da criança angolana.

Eduardo Engelmann Editor Chefe 3


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Sumário 6 • Sustentabilidade Adobe, o super tijolo?

9 • Cultura Poesia e Literatura Angolana

12 • Educação e Cultura Mediatecas ponto de encontro cultural

15 • Negócios 15ª Expodireto Cotrijal no RS

18 • Design Gráfico Freelancer - o profissional em liberdade 20 • Matéria de Capa O lixo que vale Ouro

26 • Treinamentos A importância da capacitação profissional

28 • Comércio Exterior Brasil e Angola - Países amigos unidos por um mar de oportunidades

34 • Tecnologia Software Livre

35 • Franchising Microfranquia em busca do negócio ideal

38 • Mídia Kit Dikamba 5


Sustentabilidade

Adobe, o super tijolo? Q

uando pensamos em Adobe, pelo menos nós designers, a primeira coisa que nos vem à cabeça e a empresa Adobe Systems, produtora dos consagrados softwares para a área de comunicação visual, como por exemplo: Photoshop, Illustrator, InDesign e tantos outros. Pensando nisso, fomos atrás do por quê essa conceituada empresa utilizar esse nome e a resposta foi: - O nome da companhia, Adobe, vem de Adobe Creek, um riacho que corria próximo aos escritórios originais da empresa em Mountain View, San Jose, Califórnia. E sabe o que se fabricava ali? Tijolos! Sim, tijolos do tipo adobino. Mas por que esse tijolo é considerado tão especial? O tijolo de adobino é um material vernacular usado na construção civil. É considerado um dos antecedentes históricos do tijolo de barro e seu processo construtivo é uma forma rudimentar de alvenaria. Adobinos são tijolos de terra crua, água e palha e algumas vezes outras fibras naturais, moldados em fôrmas por processo artesanal ou semi-industrial.

História Um dos mais antigos materiais de construção, foi amplamente utilizado nas civilizações do crescente fértil, em espe6

cial no Antigo Egipto e mesopotâmia. Construídos com barro e palha (tal como nos é descrito na Bíblia, no livro do Êxodo), os tijolos de adobino eram muito utilizados pelas técnicas quotidianas de construção, ainda que grandes monumentos destas civilizações a ele recorressem. Efectivamente, os zigurates (na mesopotâmia) e as mastabas (no Egipto) foram feitos essencialmente com tijolos de adobino, utilizando basicamente as mesmas técnicas de construção utilizadas em edifícios "menos nobres". A antiga cidadela de Arg-é Bam, em Bam, cidade da província Kerman no sudeste do Irã é a maior construção em adobino do mundo construída em 500 A.C. e habitada até1850. É considerada Patrimônio mundial pela Unesco. A cidade sofreu um terremoto em 2003, que a destruiu quase inteiramente. Atualmente está sendo reconstruída. O adobino foi utilizado em diversas partes do mundo, especialmente nas regiões quentes e secas. Com o advento da industrialização no século XIX, as técnicas em arquitetura de terra foram, aos poucos, sendo abandonadas. Restando às pessoas de poucos recursos o uso dessas técnicas, além do adobino, o pau-a-pique e também a taipa de pilão, razão principal do preconceito que, de certa forma, se mantém até os dias de hoje.


A cidadela de Bam, ou Arg-é Bam, na província iraniana de Kerman é a maior estrutura do mundo em adobe. Estima-se que tenha sido construida em 500 a.C.

Porém, podemos afirmar que estamos vivenciando momentos de rompimento desse paradigma, com um novo olhar sobre aarquitetura vernacular, uma vez que esta se mostra ecológica e sustentável.

Características A construção feita com este tijolo torna-se muito resistente, e o interior das casas muito fresco, suportando muito bem as altas temperaturas. Em regiões de clima quente e seco é comum o calorintenso durante o dia e sensíveis quedas de temperatura à noite, a inércia térmica garantida pelo adobino minimiza esta variação térmica no interior da construção. As construções de adobino devem ser executadas sobre fundações de pedra comum, xisto normalmente, cerca de 60 cm acima do solo, para evitar o contato com a umidade ascendente (infiltração), que degradaria o adobino. Da mesma forma é importante a construção decoberturas com beirais a fim de proteger as paredes das águas de chuva. As paredes devem ser revestidas para maior durabilidade. É recomendada a construção de adobino no período de seca, pois o tijolo não deve ser exposto à chuva durante o processo de cura, uma vez que

o barro dissolve-se facilmente. No entanto, depois da construção coberta, ele resiste sem problema algum, com grande durabilidade.

Vantagens do uso do adobino: • Baixo custo • Conforto térmico • Uso de material regional • Pode ser preparado no próprio local da construção • Rapidez na preparação dos tijolos • Sustentável

Preparação A preparação do adobino é feita em solo argiloso. Faz-se um buraco perto do local da obra onde há solo apropriado, colocando-se água. Depois, amassa-se com os pés até sentir que tem boa liga. O barro é posto em fôrmas de madeira com as dimensões de 40 cm de comprimento, 20 cm de largura e 15 cm de altura. A fôrma é molhada antes de se colocar a argila. Depois, realiza-se um processo de secura por 10 dias, virando-o a cada 2 dias. Para testar a resistência coloca-se dois tijolos afastados em cerca de 30 cm e um terceiro em cima de ambos. Se não houver rachaduras, significa que o tijolo possui boa qualidade.

O uso de tecnologia tem facilitado a produção do adobino, em vários países são fabricadas máquinas que produzem esses elementos em escala industrial, e com boa qualidade. Uma variação do adobino é o BTC - Bloco de Terra Comprimida, são tijolos, normalmente estabilizados com cal, cimento ou outro material, confeccionado em prensas manuais tipo Cinma-ram.

Uso no Brasil Apesar da redução no uso do adobino, este ainda é usado em várias regiões do Brasil, principalmente na norte e nordeste. Também em Minas Gerais e Goiás é possível encontrar muitas casas em adobino. Infelizmente muitas casas populares de adobino são construídas sem os cuidados necessários (especificados acima) gerando rápida degradação do material e conferindo a impressão de ser o adobino um material ineficiente. No entanto a História já o comprovou um material de grande durabilidade, inclusive nas cidades históricas brasileiras, como Ouro Preto e Pirenópolis, que ainda possui muitas casas de tijolos de adobino. A partir da preocupação com a conservação do patrimônio arquite7


tônico a nível mundial, percebeu-se a necessidade de estabelecer conceitos e critérios para tal, que resultaram em recomendações. Uma delas trata do respeito aos materiais originais, contidos nas construções e monumentos históricos, ou seja, no momento das intervenções que fossem mantidas as técnicas tradicionais encontradas. Essa recomendação suscitou outro questionamento: Como conservar ou restaurar técnicas cujo manejo se perderam? Em função dessa situação algumas instituições como o ICCROV, o CRATERRE o Getty Institute e a própria Unesco, investiram na formação de mão de obra especializada visando o resgate desses conhecimentos. Um dos programas com mais resultados positivos foi o Projeto Arquitetura de Terra - PAT, que durante anos capacitou e formou técnicos de vários lugares do planeta.

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O resultado desse movimento propiciou que profissionais capacitados, pudessem estar a serviço não apenas da proteção do patrimônio arquitetônico, grande parte construído nessas técnicas, sobretudo nos países ibero-americanos e África, mas também para a utilização das mesmas, novas construções, sobretudo as de interesse social.

Como consequência, surgiram instituições que agregam os profissionais que acreditam e defendem o uso da arquitetura de terra. O Proyecto de Investigación PROTERRA, hoje Rede PROTERRA vinculado ao wub-Programa HABYTED, que por sua vez se remete ao CYTED, desde o ano de 2001 vem divulgando e fomentando o uso da arquitetura de terra através da organização de seminários internacionais e oficinas de transferência de tecnologia, reunindo profissionais de países ibero-americanos. Em Angola, assim como em outros países do continente africano, também encontramos uma longa história da utilização desse tipo de tijolo. A técnica provavelmente atravessou o Mediterrâneo, se espalhou pelo continente, tornando-se padrão na construção. ■


Cultura

Poesia e Literatura Angolana

CRIAR Criar criar criar no espírito criar no músculo criar no nervo criar no homem criar na massa criar criar com os olhos secos Criar criar sobre a profanação da floresta sobre a fortaleza impudica do chicote criar sobre o perfume dos troncos serrados criar criar com os olhos secos Criar criar gargalhadas sobre o escárnio da palmatória coragem nas pontas das botas do roceiro força no esfrangalhado das portas violentadas firmeza no vermelho-sangue da insegurança criar criar com os olhos secos

Falar sobre a poesia e a literatura angolana não é tarefa fácil. Para absorver toda a magia, o encanto e a beleza desse jogo de palavras, há que se mergulhar na história e tentar provocar os sentimentos para absorver tamanha força de expressão. A literatura e a poesia angolana ainda é muito nova, mas nem por isso menor que outras escolas consagradas. A literatura de Angola nasceu antes da Independência de Angola em 1975, mas o projeto de uma ficção que conferisse ao homem africano o estatuto de soberania surge por volta de 1950 gerando o movimento Novos Intelectuais de Angola. Depois de passado a alegria dos primeiros anos da independência e depois do fracasso da experiência socialista e de guerras civis devastadoras, acontece às injustiças

Algumas estrofes do poema Criar do mestre Agostinho Neto.

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ar um autor de língua portuguesa pelo conjunto da sua obra, é um dos escritores contemporâneos mais destacados da Angola.

Lançamento dos 11Clássicos da Literatura Angolana do presente. Tanto, porque, não havia competência para levar adiante a independência com certa modernidade. A literatura de Angola muitas vezes traz muito realismo em suas imagem do preconceito, da dor causada pelos castigos corporais, do sofrimento pela morte dos entes queridos, da exclusão social. A palavra literária desempenhou em Angola um importante papel na superação do estatuto de colônia. Presente nas campanhas libertadoras foi responsável por ecoar o grito de liberdade de uma nação por muito tempo silenciado, mas nunca esquecido. O angolano vive, por algum tempo, entre duas realidades, a sociedade colonial européia e a sociedade africana; os seus escritos são, por isso, os resultados dessa tensão existente entre os dois mundos, um com escritos na nascente da realidade dialética, o outro com traços de ruptura. José Luandino Vieira (1935—), premiado em 2006 com o Prémio Camões, considerado o mais importante prémio literário destinado a galardo-

Textos e fotos extraidos do mediatecas.ao

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No ano passado, a Mediateca de Luanda acolheu o lançamento da primeira colecção dos 11 Clássicos da Literatura Angolana, no âmbito do programa para o fomento do livro e da leitura Ler Angola, que contou com a entrega de livros aos autores, às instituições representadas e aos convidados de honra. No evento marcaram presença mais de uma centena de pessoas, onde se podiam encontrar, nomeadamente alguns dos escritores das obras que constam desta colectânea como Pepetela, Manuel Rui, João Maimona, para além de representantes de diversas embaixadas, órgãos ministeriais, organizações não-governamentais e muitas outras entidades representativas da sociedade civil. A sessão de abertura contou com a presença do jornalista e escritor Luís Fernando, porta-voz do painel de selecção dos 11 Clássicos da Literatura Angolana, José Mendonça, representante da União dos Escritores Angolanos e do jornalista e escritor Divaldo Martins, representante da entidade promotora do Programa de Fomento

do Livro e da Leitura. Ler Angola é um programa da responsabilidade do Gabinete de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional e Marketing da Administração GRECIMA, que conta na sua colecção com as seguintes obras: • Espontaneidades da minha alma, de José da Silva Maia Ferreira • Nga Mutúri, de Alfredo Troni • Delirios, de Joaquim Dias Cordeiro da Mata • O segredo da morte, de António de Assis Júnior • Luuanda, de José Luandino Viera • Sagrada esperança, de Agostinho Neto • Mestre Tamoda e outros contos, de Uanhega Xitu • Mayombe, de Pepetela • Quem me dera ser onda, de Manuel Rui • Sobreviver em Tarrafal de Santiago, de António Jacinto • Trajectória obliterada, de João Maiomona


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Educação e Cultura

A

s Mediatecas Angolanas se tornaram não apenas um local para a busca de cultura, informação e entretenimento, mas também um ponto de encontro entre jovens, estudantes, académicos e pessoas que buscam o lazer em forma de cultura. Inaugurada em 2012 a Mediateca de Luanda está equipada para satisfazer as necessidades de aquisição de conhecimento em vários domínios para pessoas de diferentes faixas etárias e níveis académico. A instituição pública que faz parte da REMA, Rede de Mediatecas de Angola, é um projecto de iniciativa do Presidente da República de Angola que teve início em 2012.

foto: http://mediatecadeluanda.blogspot.com.br/

Mediatecas se tornam ponto de encontro cultural A biblioteca multimedia de Luanda localizada no Largo das escolas, centro da capital angolana, comporta distintos compartimentos divididos em sala de conferência, sala de leituras, zona de internet, zona de multimédia e pesquisa, sala audio visual, sala de jogos, zona info-juvenil, livraria, espaços de lazer entre outros. A instituição recebeu em 2013 cerca de 200 mil visitantes. Cândida Cassoma, responsável pela Área de Comunicação e Markting da Mediateca de Luanda disse à Voz da América que o segredo foi transformar o conhecimento em algo mais prazeroso e acessível à todos através da combinação perfeita de elementos atractivos (conhecimento, lazer, cultura e recreação).

Mediateca de Luanda area infantil Os livros de Estórias (contos infantis) são os mais consultados, na zona Infanto-juvenil, pelas crianças que recebem no local orientações de diversos especialistas entre os quais pedagógos e psicólogos dipostos a serví-las. 12


A prova que os mais pequenos usuários da Mediateca de Luanda têm estado em permanente contacto com os livros foi a conversa mantida com Emanuel de Melo e Marineu de Jesus Gregório da Mata, de 8 e 12 anos de idade respectivamente, alunos da 5ª e 8ª Classe. Os petizes falaram à Voz da América sobre os livros que leram e das lições que deles reitaram. O livro que eu mais lí foi As duas amigas, a lição que tirei foi que não devemos desprezar as pessoas, disse Marineu quando questionado sobre a lição que aprendeu nos livros que leu na Mediateca de Luanda. Os livros do ramo de Gestão, Comunicação, Recursos humanos além do Direito são os mais consultados por jovens universitários, mas em alguns casos a Mediateca de Luanda não consegue responder satisfatoriamente. Apesar da sua vastidão, o acervo da Mediateca de Luanda ainda não está completo deparando-se actualmente com um défice no ramo do Direito. Cândida Cassoma da Costa garante que a Coordenação do projecto tudo está a fazer para suprir esta necessidade. Um convénio foi estabelicdo com a Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto para se por cobro a esta situação. Com o início das inscrições para os testes de aptidão nas universidades públicas e privadas, o fluxo de utentes da Biblioteca multimedia aumentou consideravelmente. A direcção da instituição procura nesta fase do ano não

defraudar por isso colcou a disposição dos usuários vários serviços adicionais. Mateus Bumba é um usuário da Mediateca de Luanda, porcausa dos testes de aptidão para o ingresso na universidade tem estado a pesquisar diversas matérias para obter um bom resultado. Mas, o jovem que terminou o Segundo Ciclo do Ensino secundário reclama a ausência de mais lugares para busca de informação tal como uma Mediateca, de modos a facilitar aqueles que têm dificuldades de se deslocarem até ao centro da capital. Chamado a falar sobre o assunto, o docente de Metodologia de Pesquisa Científica, Mayama Salazar, é a favor da realização de um estudo profundo sobre as necessidades de formação do país. Para o académico a falta de preocupação do Executivo angolano em relação a este problema deve-se ao facto dos filhos dos governantes angolanos fazerem a sua formação no exterior de Angola.

Luanda Mediateca Mayama Salazar defende a expansão dos serviços bibliotecários em escolas e vários outros pontos geográficos de Angola. Para ele, o estado enquanto entidade de bem, deve olhar com preocupação para a necessidade de surgimento de mais bibliotecas e mediatecas sem esquecer o seu apetrechamento. Para a responsável pela área de Markting da Mediateca de Luanda Cândida Cassoma da Costa a Mediateca não veio substituir os serviços proporcionados pe-

las tradicionais bibliotecas, daí a importância de se fazer mais investimentos. A procura pelos livros aumenta a cada dia que passa, sobretudo a bibliografia angolana, o que alegra os responsáveis pela Mediateca de Luanda. Actualmente Angola conta com quatro Mediatecas em pleno funcionamento distribuidas em Luanda, Soyo, Benguela e Lubango, contando com mais de 40 mil publicações físicas e cerca de 350 mil conteúdos digitais, dispondo de mais de 700 equipamentos instalados, desde computadores fixos e portáteis a leitores de vídeo, passando por tablets, leitores de livros eletrónicos e consolas de jogos. No passado dia 9 de Janeiro do corrente ano( 2014) foi feito o lançamento oficial da primeira pedra para construção da primeira mediateca de proximidade, no município do Cazenga. Sobre a localização da Mediateca de Luanda e as distancias que se percorrem para se chegar a um meio de aprendizagem o professor de Metodologia de Pesquisa Científica do Instituto Superior Técnico de Angola disse que estas dificuldades constituem obstáculos para o crescimento académico dos estudantes e consequentemente do país. A Rede Mediatecas de Angola iniciou em Novembro de 2013 a sua segunda fase de desenvolvimento que será concretizada com a inauguração de seis novas mediatecas – Uíge, Malange, Luanda-Cazenga, Kuíto, Cabinda e Ondjiva em 2015. A previsão deste projecto coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia é que a totalidade das 25 Mediatecas (fixas) estejam concluídas até 2017 e as 18 Mediatecas de proximidade estejam concluídas no final de 2014, concretizando o objectivo de abranger a totalidade do território nacional, dispondo de, pelo menos, uma Mediateca por cada província e mais uma mediateca de proximidade para ir ao encontro dos jovens nos respectivos municípios. Para saber mais, acesse: http://mediatecadeluanda.blogspot.com.br/. ■ 13


Negócios

15ª Expodireto Cotrijal no Rio Grande do Sul

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expectativa de que a 15ª edição da Expodireto Cotrijal seria uma das melhores realizadas pela Cotrijal se confirmou na tarde de sexta-feira, 14 de Março de 2014. Mas mesmo antes de serem anunciados os números finais na entrevista coletiva à imprensa, marcada para as 17 horas, era fácil perceber, através da alegria dos expositores, que a feira fora sucesso.

O volume de negócios dos 505 expositores chegou a R$ 3.203.318.000,00, superando em 27% o do ano passado, e o público, a 235.200 pessoas – 5% a mais que em 2013. E o presidente da Cotrijal e da feira, Nei César Mânica, fez questão de esclarecer que o volume de negócios inclui as propostas protocoladas nas instituições financeiras e bancos de fábrica. “Desse total, nem tudo será concretizado, mas com certeza também teremos outros negócios a partir da feira”, comentou. Mânica informou que uma novidade que aconteceu nesta edição foi a negociação entre países presentes na feira. Uma trading uruguaia fechou um negócio de US$ 154 milhões em soja argentina com representantes do Irã. “Não contabilizamos esse negócio no volume total, mas precisamos registrar porque mostra a importância da feira em nível internacional”. A venda de máquinas e equipamentos agrícolas ainda foi a mais expressi15


va, mas os segmentos de armazenagem e irrigação também alcançaram crescimento. Na Área Internacional, os negócios chegaram a R$ 471.455.000,00, volume 99% superior ao do ano passado. Neste ano, 77 países estiveram representados na feira, incluindo Angola, representada pelo Presidente da Câmara de Comércio Angola Brasil, Engº Eduardo Arantes. O presidente da Cotrijal e da feira ainda destacou a importância da visita do vice-presidente da República, Michel Temer, na segunda-feira, das discussões que aconteceram durante os cinco dias e do profissionalismo dos visitantes. “O público que vem para a feira é focado, vem em busca de tecnologia, inovação e oportunidades de negócios e isso é avaliado pelos expositores como muito positivo”, ressaltou Nei César Mânica. Ao encerrar a coletiva, ele informou que a feira de 2015 será realizada de 9 a 13 de março e agradeceu o empenho das equipes que trabalharam para que a edição deste ano alcançasse sucesso e também o apoio da imprensa, que divulga tudo o que acontece nos cinco dias no parque. “Gratidão e reconhecimento é a mensagem a todo esse grande grupo que faz a nossa feira ser diferenciada”, destacou. Eduardo Arantes Ferreira Presidente Câmara de Comércio Angola Brasil

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NÚMEROS NEGÓCIOS Bancos: R$ 2.354.000.000,00 – 35% a mais do que 2013 Bancos de fábrica: R$ 247.000.000,00 – 43% a menos do que 2013 Recursos próprios: R$ 130.050.000,00 – 20% a mais do que 2013 Pavilhão Internacional: R$ 471.455.000,00 – 99% a mais do que 2013 Agricultura familiar: R$ 813.000,00 – 25% a mais do que 2013 PÚBLICO Segunda-feira: 22.600 Terça-feira: 52.300 Quarta-feira: 66.400 Quinta-feira: 60.500 Sexta-feira: 33.400 Satisfação entre expositores: 94% (Creditos a Expodireto.Cotrijal)


Mapas Brasil e Angola

Conheça um pouco Brasil

Angola

Nome oficial República Federativa do Brasil Superfície 8.515.767 Km2 Capital Brasília Idioma oficial Português Moeda Real População (2012) +- 200 milhões PIB Nominal R$ 4,5 trilhões Inflação 6,4% Câmbio R$ 2,30 = US$ 1

Nome oficial República da Angola Superfície 1.246.700 Km2 Capital Luanda Idioma oficial Português Moeda Kuanza População (2012) 20 milhões PIB Nominal US$ 104,6 bilhões Inflação 11,4% Câmbio Kz 98 = US$ 1

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Designer

O profissional em liberdade

rabalhar como freelancer parece maravilhoso, e é, mas tem algumas observações que devemos considerar. Horários – Não é porque você está por conta que você vai trabalhar a hora que quiser. Há que se ter um planejamento sobre os horários de produção. O maior erro de um freelancer é subestimar o trabalho, sempre barrigando e deixando para a última hora. Compromisso – Seguindo o conceito do horário, não assuma tarefas que você não sabe executar e acha que vai conseguir. Achar que aprender a utilizar um programa em uma semana para produzir o trabalho vai salvar a sua vida é uma grande ilusão – isso vai queimar você no mercado. Profissionalismo – O freela de sucesso é o cara que domina, detona, sabe muito de um determinado segmento do design. O profissional também cumpre horários de reuniões, prazos de entrega e, deve aceitar as modificações solicitadas pelo cliente (até certo ponto). Não podemos fazer um cliente engolir o nosso trabalho porque achamos que a nossa produção é o suprassumo do sumo. Cliente também tem direito a opinião, afinal, ele está nos contratando. Por isso que sou a favor do rough e sempre apresento 3 propostas para o cliente. Acompanhamento – Enviamos a arte e pronto! Não é nada disso! O bom profissional solicita provas, se possível acompanha a produção final do trabalho – é o seu nome que está em jogo. Não adianta criatividade e competência na produção, se a peça final vai ficar um lixo. Isso vale para a área gráfica, web, vídeo, enfim, todas as áreas da comunicação visual. Saber cobrar – É a parte mais complicada. Na internet você encontrará várias receitas e dicas de como cobrar um 18


trabalho. A única dica que eu posso te dar é: Não trabalhe por moedas. Valorize o seu trabalho. O ato de produzir um folheto, não expõe que você estudou, tem criatividade, investiu tempo, investiu dinheiro em computador, software, paga luz, telefone, banda larga, etc. Não fique feliz com o dinheirinho salvador. Não será todo o mês que vai aparecer um freela e, cobrando barato, você irá se sobrecarregar e não conseguirá cumprir compromissos assumidos anteriormente. Observação – Noto que um cara empregado, que ganha, por exemplo, 2.500,00 reais por mês, fica fascinado em cobrar, por exemplo, 1.000,00 reais num freela – afinal é praticamente metade do seu salário liquido. Será que vale 1.000,00 reais? Será que não vale mais? Será que não vale menos? Não fique encantado com freelas de oportunidade. De a cara a tapa – É legal e faz parte do crescimento mostrar seu trabalho para outros colegas, pedir opinião, compartilhar o processo criativo. Ninguém vai roubar isso de você, pelo contrário, opiniões construtivas são sempre bem vindas e, nesse momento, sempre surgem dicas legais. Quanto aos invejosos, saiba identifica-los, mas eles também fazem parte desse mundo.

Seja empresa – Freelinhas são entregues sem nota fiscal, afinal foi para um amigo, o amigo do meu pai, o vizinho da irmã da sua prima e, a chance de você não receber o trabalho é imensa. Abrir uma micro empresa é barato e te dá muitos benefícios, principalmente o do crescimento. Segundo o BNDES, uma micro empresa pode faturar até R$.2.400.000,00 – isso mesmo – e a partir do momento que você quer crescer, você pode pedir financiamento ao BNDES a juros baixíssimos e prazos a perder de vista. Além disso, emitir nota fiscal permite que você proteste o cliente – se você vai receber ou não, é outra história. Ser empresa significa que você precisará de um contador e, é esse cara que vai te ajudar com as burocracias tributárias do seu negócio. Bem, poderia escrever mais um milhão de dicas, mas para começar acho que é suficiente para você se conscientizar que a palavra freela não significa apenas liberdade. ■ Eduardo Engelmann Designer Gráfico e Jornalista 19


Matéria de Capa

O lixo que vale OURO O lixo é nocivo mas, com uma estrutura adequada e com educação, ele pode se tornar um elemento de grande valor.

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iariamente são despejados na Terra milhões e milhões de toneladas de lixo. Há cerca de 30 anos, não tínhamos essa preocupação sobre o que fazer com o lixo, a não ser livrar-se dele. Não apenas os indivíduos, mas também os governos não lhe davam a devida atenção. O tempo passou, o eco sistema acusou a pancada e hoje, muito pode ser feito para que esse problema seja minorado. Para o sucesso dessa empreitada, é necessário que campanhas de educação e conscientização sejam efetuadas constantemente - observamos que es-

sas campanhas são sazonais. E essa educação deve ser efetuada desde a idade mais tenra do indivíduo. Mas de nada adiantará a educação, se a administração pública não preparar o espaço para a coleta seletiva - valendo-se dessa oportunidade, muitas empresas estão se instalando e faturando milhões de dólares com o lixo - todo o tipo de lixo.

Adubo e Gás Quando pensamos em lixo, a primeira coisa que nos vem a cabeça são os detritos, a decomposição, o mal

cheiro - não gostamos nem de pensar nisso. Mas esses detritos orgânicos podem ser processados por usinas e gerar adubo ou ainda ser uma excelente fonte de energia - sim, o lixo orgânico produz gás metano, que além de ser excelente combustível, não afeta a camada de ozônio. O nome desse processo é compostagem. Quando você transforma seu lixo em adubo, pode oferecer ao solo um material rico em nutrientes (no caso de uma horta ou mesmo para as plantas do seu jardim) e, principalmente, ajuda a reduzir a quantidade de lixo que vai diariamente para os aterros e lixões. E não é

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difícil criar a sua pequena usina doméstica de adubos - basta saber efetuar a seleção dos ingredientes, nesse caso temos:

O que pode ser usado • • • • • •

Resto de leite; Filtro de café usado; Borra de café; Cascas de frutas; Sobras de verduras e legumes; Iogurte.

O que não pode ser usado • Restos de comida temperada com sal, óleo, azeite… qualquer tipo de tempero; • Frutas cítricas em excesso, por causa da acidez; • Esterco de animais domésticos, como gato e cachorro; • Madeiras envernizadas, vidro, metal, óleo, tinta, plásticos, papel plastificado; • Cinzas de cigarro e carvão; • Gorduras animais (como restos de carnes); • Papel de revista e impressos coloridos, por causa da tinta.

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Aqui estamos pensando pequeno, o lixo da nossa casa. Pense nisso em milhares de toneladas e o resultado será milhares de dólares.

Exemplo a ser seguido A cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, está se esforçando para ser uma das principais cidades sustentáveis do planeta. Para isso, foi efetuada a implementação de iniciativas sustentáveis no Aeroporto Internacional de Hartsfield Jackson – Atlanta. Para que o projeto fosse concretizado, o lema do plano de manejo sustentável da cidade teve como slogan a frase: Desperdício Zero. Para isso, foi criado um Parque de Energia que efetuaria a coleta de algumas substâncias como: graxa, fluidos compostos, aparas de jardim, alimentos entre outros, que seriam transformados em energia e também em produtos uteis. Tudo isso, visando complementar as necessidades de energia do aeroporto. O parque possui uma área de 39 hectares e possui divisões para cada tipo de “lixo”. Por que estamos comentado isso?

Algumas cidades do interior do Estado de São Paulo, Brasil, estão empenhadas em seguir o exemplo. Para isso estão buscando parceiros que se interessem em criar, administrar e explorar o Parque de Energia.

O papel Os benefícios da reciclagem do papel incluem a redução no consumo de água utilizada na produção, assim como no consumo de energia muito embora os números sejam bastante divergentes de uma empresa para outra dependendo do tipo de tecnologia empregada e da eficiência do processo. Mas é fato que com a reciclagem de papel deixa-se de cortar árvores: calcula-se que para cada 1 tonelada de aparas (papéis cortados usados na reciclagem) deixa-se de cortar de 15 a 20 árvores. Os tipos de papéis que podem ser reciclados são os seguintes: papelão, jornal, revistas, papel de fax, papel-cartão, envelopes, fotocópias, e impressos em geral; os não recicláveis são: papel higiênico, papel toalha, fotografias, papel carbono, etiquetas e adesivos. Todos os papéis reciclados depois de


coletados por cooperativas ou catadores são separados por tipo e vendidos para os “aparistas” que transformam os papéis em aparas que são enfardadas e novamente vendidas para as indústrias. O processo de reciclagem do papel é basicamente o seguinte: as aparas adquiridas pelas indústrias são trituradas em uma espécie de liquidificador gigante com água para que suas fibras sejam separadas. Depois um processo de centrifugação irá separar algumas impurezas como areia, grampos e etc.. Em seguida, são acrescentados produtos químicos para retirar a tinta e clarear o papel. Após o clareamento sobrará uma pasta de celulose que pode receber o acréscimo de celulose virgem dependendo da qualidade do papel que se quer produzir. Esta pasta é que será prensada e seca em diferentes equipamentos para formar o papel pronto para consumo. O preço do papel de escritório reciclado costuma ser maior que o do papel novo devido ao fato de que a demanda ainda é maior que a procura, pois são poucas as indústrias que estão preparadas para produzi-lo. Por isso, o melhor mesmo é reduzir o consumo. Medidas simples como imprimir nos dois la-

Lixo Tecnológico

dos da folha, aproveitar o papel usado como rascunho e só imprimir o que for realmente necessário ajudam são ainda mais eficazes na redução dos impactos ambientais. E aí sim, o que não for possível reutilizar deve ser encaminhado para a reciclagem.

A reportagem Lixo Tecnológico Gera Oportunidades, de Wagner Roque, escrita para a Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios da Editora Globo, demonstra claramente as possibilidades de obter-se lucros com esse tipo de lixo. No parágrafo inicial aqui reproduzido, podemos ter uma ideia do quanto esse mercado é promissor. Matéria-prima, portanto, é o que não falta no mundo da reciclagem de eletrônicos. Mas por que então ainda existem poucas empresas nesse setor? Uma das explicações está na ausência de uma lei que responsabilize os fabricantes pelo destino dos seus produtos quando se tornam inúteis. Outra explicação é que, ao contrário de materiais como alumínio e papelão, que rendem dinheiro para quem os descarta, o lixo eletrônico ainda é visto como custo pelos fabricantes dos produtos e pelos próprios usuários. A Ativa cobra em média R$ 5 por monitor de computador retirado no cliente. 'Muitas empresas ainda preferem jogar seus computadores velhos em terrenos baldios para não ter esse gasto, sem levar em conta a sua responsabilidade com o meio ambiente', diz... O Ministério Público Brasileiro através do PGA - Programa de Gestão Ambiental, apresenta em uma das páginas do seu site os procedimentos para o descarte correto do lixo eletrônico:

Eletrônicos

Instituições como ETB aceitam doações em geral como televisões, DVDs, players, câmeras digitais, entre outros. A fabricante HP recebe todos os tipos e marcas de produtos eletrônicos pelo programa Take Back & Recycling, que aceita inclusive cabos, teclados e mouse. É possível vendê-los ainda em sites de leilão pelas internet ou em lojas especializadas.

Cartucho/Tonner Impressora

Se eles estão encostados em casa, há possibilidade de desfazer-se deles e, de quebra, ganhar algum dinheiro. Basta vender esses dispositivos para as 23


empresas que fazem seu recondicionamento. Segundo a Associação Brasileira de Recondicionadores de Cartuchos para Impressora (Abreci), as empresas costumam pagar R$ 5 por cartucho e R$ 10 por tonner.

e pilhas que possuem alta incidência de materiais tóxicos. Não se esqueça de verificar a composição do produto, que vem descrita na embalagem.

Venda Online

Procure saber se a loja que receberá o produto tem uma política ecologicamente correta para o descarte de peças danificadas. Para evitar calotes em negociações virtuais, prefira entregar o produtos nas mãos do comprador ou escolha sites de leilões conhecidos. Não esqueça que, para conseguir sucesso nas vendas, o preço deverá estar abaixo do que o oferecido no mercado.

Periféricos

A maioria das instituições de caridade aceitam todo os tipos de equipamentos e se não tiverem conserto, são enviados para cooperativas de coleta seletiva, como a que fica na Estrutural.

Hardware depois do Upgrade

O CRC do Gama, assim como outras entidades em todo o país, recebem placas-mãe, pentes de memória, drives de CD- ROM, entre outros. Além disso, é possível vender esses dispositivos em sites de leilão virtual ou em loja de usados.

Celular

A empresa Nokia tem programa de reciclagens de baterias e aparelhos. Mais de 80% dos aparelhos da empresa são recicláveis. Outros fabricantes como a Motorola recolhem o telefone móvel antigo dos usuários. Algumas instituições de caridade aceitam doações desses dispositivos para vendê-los e reverter em verba para manutenção do local.

Computador

Se o seu computador tiver CPU 486 ou superior, você pode doá-lo para a Fundação Pensamento Digital, pelo site da empresa Dell. Também podem ser doados monitores, teclados e mouses. O CRC do Gama também recebe máquinas. Quem preferir, sempre há a possibilidade de vender o PC em lojas de usados, via internet ou entrar em contato com a fabricante para que ele faça o melhor descarte.

Baterias e Pilhas

De acordo com a resolução do Conama, as baterias e pilhas que contiverem alta quantidade de chumbo, mercúrio e cádmio devem ser recolhidas e recicladas pelos fabricantes de

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PENSE BEM Antes de jogar no lixo, veja os perigos que os aparelhos podem causar: celulares e eletrônicos. A orientação de descarte deve vir na embalagem do produto. A Sony Ericsson, a primeira a interromper o uso de baterias de níquel-cádmio em todos os celulares, faz a reciclagem de aparelhos e bateria em suas lojas especializadas.

Embalagens

Além disso, algumas empresas como a Nokia já comercializam capas para celular feitas de matéria-prima orgânica, constituída de mais de 50% de material reciclável.

RECOMENDAÇÕES Instituição de Caridade

Verifique o histórico da entidade que você pretende ajudar. Além disso, cheque se a instituição escolhida irá dar um destino correto aos aparelhos doados.

Fabricante

Entre em contrato com a empresa que produziu seu aparelho antigo e certifiquese de que ela tenha algum programa específico de coleta de materiais. Lembre-se de que, por uma resolução federal, fabricantes são obrigadas a recolher baterias

Computador

Um PC comum carrega cerca de dois quilos de chumbo e, se descartado de forma incorreta, pode causar danos aos sistemas nervoso e sanguíneo se entrar em contato com pessoas. O mercúrio, também presente, pode afetar gravemente o cérebro. Já o cádmio, pode causar envenenamento.

Celular

Além do chumbo, traz o arsênico, uma substância que pode afetar o sistema digestivo e causar doenças nos pulmões, coração, fígado, entre outros órgãos dos seres vivos.

Televisor

Assim como computadores e celulares, possui chumbo, só que em grande quantidade: cerca de 8 quilos. Além do mercúrio, comum em aparelhos LCD.

CONCLUSÕES Como podemos observar, muitos itens podem ser reciclados e gerar uma nova fonte de renda - novas empresas estão surgindo no mercado focando essa matéria prima que até então era considerada somente: o lixo. ■


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Treinamentos

A importância da capacitação profissional Uma nova oportunidade

para um novo mercado

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pós um longo período de guerra civil, a República de Angola começa a responder e acompanhar o passo dos negócios internacionais com um mercado cada dia mais promissor e atrativo para outros países. Em função disso, empresas que se instalam no país exigem um grande número de profissionais capacitados para ocupar diversos tipos de cargos, o que tem gerado uma grande movimentação da população local em direção a cursos de formação – não só para tornar seus currículos mais interessantes para as empresas, mas também para formar uma base sólida na construção de uma carreira profissional bem sucedida. Buscar e encontrar as melhores vagas de emprego nunca foi uma questão de sorte, mas sim de qualificação. E hoje, mais do que nunca, escolher os melhores cursos, voltados à lapidação de habilidades, de forma não somente teórica, mas principalmente prática, a fim de preparar os alunos para a atuação no mercado de trabalho, é fundamental para influenciar a escolha das empresas por um profissional.

O caminho da educação

Desde o início dos anos 1990, a educação em Angola sempre recebeu atenção especial do governo. Porém, mesmo com o ensino compulsório, a falta de escolas e pessoal mantinha as crianças afastadas. Foi somente após o fim da Guerra Civil Angolana – que destruiu e saqueou quase metade das unidades de educação do país – que o Ministério da Educação pôde investir pesado na recuperação do sistema de educação. Tal qual vem acontecendo no Brasil, nos últimos anos o número de alunos matriculados no ensino superior tem aumentado exponencialmente, crescimento proporcionalmente comparável ao número de universidades privadas surgidas no país. Ainda que a estrutura, de modo geral, esteja sendo sobreutilizada e não atenda confortavelmente a demanda, esse crescimento é uma prova cla-

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ra do interesse dos angolanos por uma educação de qualidade e formação de nível superior.

lência da instituição, uma experiência profissional para aproveitar melhor o conteúdo visto em sala de aula e saber como aplicá-lo em seu trabalho.

O atalho para uma carreira

Com a chegada de multinacionais e empresas de grande porte dos mais diversos setores no país, a falta de mão de obra qualificada é um problema a ser enfrentado. Porém, a solução encontrada no Brasil pode ser a mesma para a solução desse entrave em Angola. A maioria das vagas oferecidas tende a exigir uma bagagem de conhecimento que pode ser facilmente adquirida com cursos rápidos de treinamentos especializados e profissionalizantes, que funcionam como uma plataforma de lançamento e alternativa rápida para inserção no mercado de trabalho. Esses cursos rápidos, com média de 200 horas, consistem em qualificação em um assunto característico, como, por exemplo, cabeamento, manutenção de aparelhos mobile ou introdução a ferramentas de programação e design, a fim de preparar o profissional para já entrar atuando em uma função que exija tais conhecimentos. Os cursos técnicos e profissionalizantes representam um leque muito grande de oportunidades e empregabilidade para jovens por funcionar como um preparativo para enfrentar os desafios de um novato no mercado de trabalho através de treinamento prático e atualizado de habilidades e perfis profissionais. Após sua entrada no mercado de trabalho, o profissional passa a ter uma renda fixa e pode avaliar quais rumos deseja tomar em sua carreira, partindo então para o ensino superior e, posteriormente, para a pós-graduação.

A ponte para as melhores oportunidades

Com um mercado de trabalho cada dia mais exigente e disputado, onde muitas vezes a experiência na área almejada, renovação constante e melhoria contínua são condições quase obrigatórias para a manutenção e progresso

O horizonte do mercado de trabalho

no trabalho, a realidade do mercado angolano é cada vez mais parecida com a realidade do mercado brasileiro. Conforme uma publicação brasileira, especializada em pós-graduação, no final de 2013, profissionais especializados e pós-graduados conquistarem as melhores vagas e obterem salários até 70% maiores é um “fato do mercado”. Graças à falta de mão de obra especializada, a pós-graduação vem se tornando cada vez mais um parâmetro para seleção e promoção, alavancando a carreira de profissionais que se dedicam ao aperfeiçoamento de seus conhecimentos e habilidades. Isto se dá por conta da rigorosa seleção pela qual os alunos passam para ingressar em um desses cursos de extensão profissional, que exigem que o aluno tenha, além de um perfil dentro dos padrões de exce-

O universo profissional no mundo todo, inclusive em Angola, vem convergindo para o mundo digital. A migração dos negócios para o ambiente digital é uma tendência. Em um futuro próximo, as profissões mais procuradas estarão ligadas a tecnologia. Na área de tecnologia, por exemplo, os ramos de engenharia de software e desenvolvimento de aplicações mobile já estão em alta, com startups surgindo a todo o momento e, consequentemente, gerando um déficit de profissionais especializados. De modo geral, o mercado já está se preparando para receber esses profissionais, portanto, o momento não poderia ser mais favorável para se investir em educação. E no que tange a educação, as escolas especializadas – sejam de treinamentos e ensino profissionalizante ou escolas de ensino superior – que já dão ao aluno, além de uma formação focada e preparação, os primeiros contatos com o mercado de sua área de atuação, sempre serão a melhor opção. A relação Brasil x Angola nos permite visualizar como a cada ano o mercado de trabalho mundial se torna mais predatório. Se a experiência nos ensinou algo do lado de cá é que cabe ao profissional se adequar à lei de Darwin – que dita a sobrevivência do mais forte – uma vez que, com o mercado aquecido como em Angola ou em momento de recessão como em outros países, o especialista em constante evolução tende a manter sua posição e receber boas oportunidades. ■ CÉLIO ANTUNES Presidente do Grupo Impacta Tecnologia Diretor Geral da Faculdade Impacta Tecnologia Presidente da ASSESPRO – São Paulo

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Comércio Exterior

ANGOLA BRASIL Países amigos unidos por um mar de oportunidades Brasil: o primeiro amigo de Angola independente O Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola. A declaração foi feita através de nota oficial divulgada pela diplomacia brasileira no palácio do Itamaraty um dia antes da cerimônia de posse do novo governo, instalado na capital, Luanda. O ministro Ovídio de Mello, então embaixador especial do Brasil em Angola, foi credenciado para representar o presidente Ernesto Geisel na solenidade. O Chefe de Estado brasileiro foi o único das Américas convidado pelo 28

presidente Agostinho Neto, que liderara o Movimento pela Libertação de Angola – MPLA. Quando o Brasil reconheceu a independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, demonstrou lucidez apesar de o estado brasileiro viver, naquela época, um momento de ditadura, reconhecendo a importância do futuro da nação que estava a ser criada. Angola é, hoje, um país para o qual o apoio financeiro e a assistência técnica dos países ocidentais se apresentam como alavancas fundamentais para a reconstrução do país e da sua economia. Com recursos naturais que podem ser

considerados abundantes e reservas de petróleo crescentes, se tornará rapidamente no primeiro produtor africano. Angola é também um mercado que vai continuar a crescer nos próximos 10 a 15 anos. Como tal, é assumidamente e sem margem para dúvidas um mercado de futuro. Um mercado que os empresários brasileiros devem ter em conta e ao qual devem estar atentos. É um país importante da África e está cada vez mais aberto ao mundo, e o Brasil também ganha espaço internacional com essa aproximação. Angola tem um enorme potencial que permitirá a ser uma das nações mais


importantes da região Austral de África, a julgar pelos seus recursos naturais e o acelerado processo de desenvolvimento socioeconômico. Para assegurar essa representatividade, é fundamental que os empresários angolanos trabalhem em associações ou parcerias com empresários de outros países, em especial os de língua portuguesa, de forma a alavancar esse desenvolvimento econômico-social. O investimento privado desempenha um papel crucial no desenvolvimento da economia angolana. Pela mesma razão, o Governo de Angola estabeleceu um regime legal de incentivos suficientemente atractivo para os potenciais investidores. Não só ao nível da oferta de garantias credíveis de segurança e estabilidade jurídicas para os seus investimentos, como também, e sobretudo, estabelecendo regras e procedimentos claros, simples e céleres para os respectivos processos de aprovação. Foi adoptado, portanto, um quadro legal que possibilita a realização de empreendimentos que envolvam investimentos privados, sejam estes nacionais ou estrangeiros. A experiência, o know-how e a capacidade para investir são fatores determinantes para o sucesso de qualquer operação. Mas, no mercado de Angola, dificilmente serão suficientes se não estiverem bem apoiados em alguém que conheça as necessidades e realidades do país. Angola é um parceiro com muito significado para o Brasil. Apresentando-se como, potencialmente, um dos mais prósperos países de África, devido às suas reservas de petróleo, às capacidades hidroeléctricas, aos minerais de que dispõe e às grandes extensões de terra cultivável, das quais só uma pequena parte está aproveitada. No ranking do comércio exterior brasileiro de 2012, a Angola figurou como o 53º parceiro comercial do Brasil, participando com 0,26% do total. Entre 2008 e 2012, o intercâmbio comercial brasileiro com o país apresentou

diminuição de 71,7%. As exportações nacionais reduziram-se em 42% e as importações em 97,9%, neste intervalo. Em valores, o intercâmbio comercial entre os dois países passou de US$ 4,2 bilhões, em 2008, para US$ 1,2 bilhão, em 2012. O saldo da balança comercial foi superavitário para o Brasil em todos os anos, excepto em 2008, quando registrou deficit de US$ 260

milhões. Em 2012, o saldo da balança foi de US$ 1,1 bilhão. As exportações brasileiras para Angola são compostas, em sua maior parte, por produtos manufacturados, que representaram 65,9% do total em 2012, com destaque para máquinas mecânicas, automóveis e móveis. Seguiram-se os produtos básicos, com 33,7%, com destaque para carnes, e os semimanufacturados, com 0,27%. A pauta de exportação brasileira para Angola é concentrada. Carnes, seus pedaços e miudezas comestíveis de frangos congelados; carnes de suíno congeladas; carnes de bovinos salgadas ou em salmoura, secas, defumadas e açúcar refinado de cana e beterraba são responsáveis por 40,4% do total de vendas ao país. Seguiram-se máquinas mecânicas com 7,3% e automóveis com 7%. Como vem acontecendo ao longo dos anos, combustíveis e outros propanos liquefeitos e butanos liquefeitos representaram, praticamente, o total de produtos que o Brasil importou de Angola em 2012, com 99,6%. Em 2011, óleos brutos de petróleo foi o principal produto importado naquele ano. 29


Angola: perfil geoeconômico que favorece ao desenvolvimento de parcerias de negócio com empresas brasileiras A República de Angola está situada na costa ocidental da África. Delimita-se com Congo, RD Congo, Zâmbia e Namíbia. Possui população de aproximadamente 20,2 milhões de habitantes, segundo estimativas do FMI para 2012, distribuída em uma extensão de 1.246.700 Km2. Faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP. Conta com 18 províncias sendo que, além da sua capital Luanda, com cerca de 4 milhões de habitantes, destacam-se as cidades de Huambo, Lobito, Benguela, Lubango, Namibe, Malanje e Cabinda. A língua oficial é o português, mas são faladas diversas outras línguas nativas africanas como o umbundu, kimbundu, kikongo e chokwe. Com uma esperança de vida de 36,6 anos a sua estrutura etária está concentrada nos cidadãos de idade entre 15 a 64 anos, com 53,7% do total da população. Os portos principais do país são Cabinda, Luanda, Lobito, Namibe e Soyo e sua moeda oficial é o Kwanza (AOA), com paridade de 97,29 Kuanzas para 1 Dólar Americano, em novembro de 2013.

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Em 2012, a inflação do país foi de 9,02%, a menor desde o fim da guerra civil, em 2002. Em dezembro de 2012, a taxa de inflação mensal foi de 0,99% e, para 2013, a política monetária reside na desaceleração da taxa de inflação para a situá-la em um dígito percentual, conforme meta estabelecida pelo Executivo do País. Com um PIB Nominal de US$ 118,7 bilhões e crescimento em torno de 8,4% em 2012, segundo dados do FMI, Angola posiciona-se como a 61ª economia do mundo, em termos nominais. O sector industrial é o principal ramo de actividade e respondeu por 61,4% do PIB, seguido do sector de serviços, com 28,4%, e do sector agrícola 10,2%. O comércio exterior de Angola apresentou, em 2012, variação de 3,6% em relação a 2008, de US$ 88,7 bilhões para US$ 91,9 bilhões. As exportações apresentaram crescimento de 6%. No ranking da ONU/UNCTAD de 2011, a Angola figurou como o 59º mercado mundial, sendo o 52º na exportação e a 81º na importação. A China foi o principal destino das exportações da Angola em 2012, representando aproximadamente 46,2% do total, seguido dos Estados Unidos, com 13,8%, da Índia, com 11,1% e de Taiwan, com 6,9%. O Brasil obteve a 23ª posição entre os principais destinos

das exportações angolanas, com 0,06% de participação no total exportado. Também a China foi o principal país fornecedor de bens para Angola, representando 20,7% do total da demanda importadora em 2012, seguido de Portugal, com 19,8%. Em seguida estão os Estados Unidos, com 7,6%, a África do Sul, com 5,91% e o Brasil, com 5,87% do total. Relativamente à pauta de exportação, os combustíveis – óleos de petróleo bruto – representaram a pauta dos produtos exportados pelo país, com 98,3% do total. Seguiram-se as pérolas, o ouro e os diamantes, com 1,2% do total.


A pauta de importação de Angola é composta, em grande parte, por bens com alto valor agregado, com destaque para máquinas mecânicas – partes de máquinas, torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes, para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas, dentre outros –, máquinas elétricas – grupos eletrogêneos e conversores rotativos elétricos, aparelhos telefônicos, incluídos os telefones para redes celulares e para outras redes sem fio; outros aparelhos para transmissão ou recepção de voz, imagens ou outros dados, incluídos os aparelhos para comunicação em redes por fio ou redes sem fio, dentre outros – e automóveis que, juntos, somaram 34,6% do total das compras do país em 2012. Seguiram-se obras de ferro/aço com 6,6%, combustíveis com 5,6%, carnes com 4,3% e móveis com 3,3%. Com recursos naturais que podem ser considerados abundantes e reservas de petróleo crescentes, Angola deverá passar a ser, em 2014, o primeiro produ-

tor africano de petróleo, ultrapassando a Nigéria, de acordo com a consultora Energy Aspects, citada pelo jornal britânico “Financial Times”. Dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – OPEP revelam que Angola ultrapassou a produção nigeriana em maio de 2013, quando a Nigéria produziu 1,676 milhões de barris por dia e Angola 1,730 milhões. Angola é também um mercado que vai continuar a crescer nos próximos 10 a 15 anos. Como tal, é assumidamente e sem margem para dúvidas um mercado de futuro. Um mercado que os empresários brasileiros devem ter em conta e ao qual devem estar atentos, não deixando que outros países continuem a conquistar quota de mercado. Angola é, de facto, um mercado que oferece inúmeras oportunidades, ocupando mesmo para muitas empresas brasileiras um lugar de destaque. E o Brasil tem, efectivamente, condições para manter uma posição de relevo

econômico em Angola, apostando neste país até como plataforma para atingir os mercados africanos circundantes.

Desafio: Desenvolvimento do sector empresarial privado de Angola O Plano Nacional de Desenvolvimento – PND para 2013-2017 inicia um novo ciclo da história e experiência do sistema de planeamento de Angola. De facto, é o primeiro plano de médio prazo elaborado no quadro da nova Constituição do País e após a aprovação da Lei de Bases Gerais do Sistema Nacional de Planeamento. O PND situa-se no meio-percurso da Estratégia Nacional de Desenvolvimento de Longo Prazo “Angola 2025”, verificando-se que já se encontra praticamente concluído o grande esforço para reconstruir o país, entrando-se, agora, na segunda fase de referida estratégia, voltada para a Modernização e Sustentabilidade do Desenvolvimento, que por sua vez se assenta na Estabilidade, no Crescimento e na valorização do Homem Angolano. Estabilidade, crescimento e emprego constitui a ideia-força do PND2013-2017, sendo necessário um amplo esforço de geração de emprego qualificado, competitivo e adequadamente remunerado. Constitui meta superior do país a diversificação da estrutura económica nacional, com o desenvolvimento do sector privado e empresarial angolano. Considerando a necessidade de diversificação da economia, o país deve depender menos da produção e exportação de produtos petrolíferos, devendo incentivar os demais sectores da Economia, mediante programas específicos de promoção de empresas e do aumento da produção dos sectores considerados prioritários. A estabilidade política e monetária de Angola deve ser utilizada para a captação de recursos externos, adequados e apropriados ao finan31


ciamento do sector produtivo, com a valorização do património material e cultural do país, alcançando a posição de destaque que lhe cabe no contexto regional e mundial. O Estado continuará a exercer papel importante como indutor e promotor do desenvolvimento, mediante a construção de infra-estruturas e fornecimento de serviços básicos, incentivo à formação técnica e empresarial, capacitação da mão-de-obra e sua consequente valorização, bem como funcionando como elemento catalisador dos investimentos privados, através de mecanismos de incentivo e financiamento. A modernização da função pública deverá antecipar-se e acompanhar o crescimento da Economia, de modo a facilitar a realização de negócios, promover maior abertura comercial de Angola no contexto internacional e reduzir os custos para os cidadãos e empresas. O PND prevê também a implantação de mais de 7.700 empresas do sector privado, de capital maioritariamente angolano, com investimentos da ordem de USD 25 biliões nos próximos 5 anos. O sucesso da estratégia definida no PND dependerá fundamentalmente da atractividade e da facilidade que o País oferece aos investidores para trazerem ou iniciarem negócios em Angola. Destacam-se também os objectivos da política Integrada de promoção do

empreendedorismo e do desenvolvimento do sector privado nacional, em particular, nas seguintes prioridades políticas: a. Apoiar o empreendedorismo e a formalização de actividades económicas; b. Promover alternativas de financiamento viáveis para capital circulante e investimentos por parte de empresas nacionais; c. Apoiar as actividades económicas nacionais emergentes; d. Apoiar as actividades económicas nacionais estabelecidas; e. Dotar o Instituto de Fomento Empresarial de capacidade técnica e institucional para cumprir com eficiência suas funções de fomento empresarial; f. Concluir a Estratégia do Estado de financiamento à economia real; g. Operacionalizar o Programa “Angola Investe” em todas as suas vertentes de intervenção e dotá-lo atempadamente dos recursos financeiros.

Para alavancar o sector privado nacional, Angola também vai focar atenção nas pequenas e médias empresas e na implementação de instrumentos que facilitem a criação de um ambiente favorável ao seu desenvolvimento e sustentabilidade e de condições que promovam o surgimento de novos negócios e a utilização extensiva de novas tecnologias de gestão e da criatividade. Para o aumento da competitividade nas pequenas e médias empresas, com agregação de valor em benefício da Sociedade e do Estado, são requeridas tecnologias em diferentes áreas, notadamente as de produto, de processo, de operação e de gestão. Para fazer face aos desafios acima destacados, faz-se necessário a adopção de novas e modernas estratégias de actuação, no sentido de estruturar os mecanismos capazes de impulsionar o crescimento do sector privado angolano, em pé de igualdade com os melhores países do continente e não só.

Sistema de Franchising: uma estratégia que pode antecipar o desenvolvimento do tecido empresarial de Angola O franchising se apresenta como um modelo de negócio de suma importância para o desenvolvimento do sector empresarial privado em vários países, com forte repercussão na geração de empregos e muito positivo para os próprios empreendedores. Os empreendedores se beneficiam de negócios já consagrados, com tecnologia pronta, testada e aprovada, e que, portanto, permite a imediata entrada do empreendedor no setor empresarial.

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O sector irá crescer em Angola nos próximos anos. Depois de vingar nos Estados Unidos, na Europa, na América do Sul e em outras regiões, este modelo comercial reúne condições para se desenvolver em países emergentes. Segundo projecções recentes, a economia angolana poderá tornar-se a quinta maior do continente africano em 2014, à frente de Marrocos e Líbia, por exemplo, sendo superada apenas pela África do Sul, Nigéria, Egipto e Argélia. Isto significa que o franchising, enquanto modelo comercial moderno, pode contribuir para esse crescimento do País durante os próximos anos. Vários estudos demonstram que a performance comercial e financeira de uma loja de franchising é muito superior à de outra loja independente do mesmo sector. As razões são evidentes: a empresa que opta pelo franchising reduz os seus custos, que passam a ser compartilhados. Além disso, fortalece a marca e tem mais capacidade para investir em marketing.

Em Angola, o franchising começa a dar os seus primeiros passos seguros. Para tal, tem contribuído a inauguração de shoppings modernos, onde as marcas de franchising encontram um espaço natural de expansão. As principais redes que actuam já em Angola são originárias de Portugal e do Brasil, devido aos laços culturais existentes. De Portugal chegaram, por exemplo, marcas como a Lanidor e a Parfois. Do Brasil, são originárias a Livraria Nobel, Sapataria do Futuro, Werner’s, Mundo Verde e Pastelândia, entre outras. Vários sectores representam boas oportunidades de investimento em franchising em Angola. É o caso da moda, designadamente vestuário, acessórios e calçados, mas também os conceitos relacionados com estética, beleza, saúde e educação. A ideia central presente neste documento reside, fundamentalmente, na Estruturação do Sistema de Franchising de Angola. Essa medida, por si só será capaz

de contribuir para acelerar o desenvolvimento do sector empresarial privado nacional, em especial das pequenas e médias empresas angolanas, permitindo aos empreendedores a aquisição no mercado do direito de uso de tecnologias industriais, comerciais e de prestação de serviços, já prontas para funcionar em Angola, e também capazes de imediatamente desobstruir os gargalos de conhecimento existentes no País. Por outro lado, o franchising pode ser a opção mais acertada para a expansão e crescimento das marcas de empresas angolanas de qualidade. Entre outras razões, porque facilita o crescimento da rede, visto que a abertura de novas unidades se faz a expensas dos franchisados. Assim, é porventura a mais eficaz estratégia de crescimento das pequenas e médias empresas, expandindo a fórmula original do “negócio”, adaptando-a pontualmente aos hábitos dos diversos mercados, mas sem nunca perder a identidade do negócio. ■

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Tecnologia

Software Livre Baixo custo e resultado satisfatório: o software livre para uso em escritórios está por aí. Muitos colegas professores e consultores me indagam sobre minha cruzada pró-software livre para pacotes de escritório. Outros me perguntam porque sou determinado a divulgar pelos quatro cantos o uso de pacotes como BrOffice, OpenOffice e, mais recentemente, LibreOffice dentro das corporações e, por consequência, dentro das residências. O primeiro ponto é uma questão de princípios: sou contra a pirataria de software e as diversas artimanhas inventadas para manter um programa não licenciado. Prefiro a alternativa de possuir um pacote de aplicativos equivalente aos líderes de mercado e que não me cause o constrangimento de possuir um software ilegal, correndo, assim, o risco de sofrer todas as penalidades previstas em lei, tanto para o usuário privado como para o usuário corporativo. Em segundo lugar, acredito na oportunidade de escolha. É preciso esclarecer que a grande diferença do software livre para os programas líderes de mercado pagos está no investimento e nos recursos alocados para a construção desses últimos. Quer dizer que os programas pagos podem ter um desenvolvimento maior até por seu caráter comercial e visão de lucro, contudo, são também de qualidade indiscutível. Mas podemos optar por um programa gratuito e cada vez mais eficaz. 34

Deixem-me justificar: o pacote LibreOffice em sua versão mais atual é uma combinação das versões equivalentes em MS Office 2003 e 2007, agregando qualidade, eficiência e proporcionando mais facilidade de operação e uma variedade maior de recursos que as versões anteriores. Portanto, por quê ficar sempre usando o mesmo aplicativo sem sequer conhecer outras alternativas? Você é o usuário, ou seja, a escolha é sua e não apenas do mercado. Hoje não se justifica mais as alegações de que ao usar arquivos de aplicativos abertos os mesmos não poderão ser editados em pacotes licenciados. Atualmente, os dois mundos se conversam sem problemas: podemos abrir um arquivo do editor de textos LibreOffice Writer e salvá-lo como Microsoft Word 2013 ou versões anteriores, sem perdas de informação ou de configuração. O mundo está cada vez mais plural, inclusive no tocante à tecnologia e o consumidor está cada vez mais exigente e crítico. Muitos questionam há anos o uso dos pacotes livres de escritório em contra posição aos pacotes pagos. As empresas vêm mudando essa filosofia de TI e, aos poucos, os usuários domésticos reconhecem a vantagem de se ter um aplicativo oficial e gratuito como LibreOffice, que mantém atualizações constantes. Enquanto no mundo cor-

Prof. Silvio Luiz Miranda Email: silvio.miranda68@gmail.com

porativo, o LibreOffice é usado nos três níveis de governo (municipal, estadual e federal) e em empresas privadas como solução em software de uso diário, deixando para os pacotes pagos apenas poucas operações críticas do negócio, onde ainda não existe a figura do software livre. Algumas organizações divulgam o uso de pacotes como o LibreOffice para promover a inserção digital de milhares de usuários que tem nesses aplicativos a única forma de aperfeiçoar seus conhecimentos tendo em vista o baixo custo não só de licenciamento, mas também de equipamentos, já que não é preciso uma máquina de última geração para operar o LibreOffice. E são exatamente essas características que vêm mudando a visão mercadológica sobre o pacote LibreOffice: baixo custo. Muitas empresas vêm apostando nesses programas, porém, a falta de profissionais qualificados e dispostos a usar o pacote vem impedindo uma proliferação do seu uso. Por isso, precisamos estar preparados para a próxima onda em T.I.: o software livre veio para ficar e as pessoas têm se interessado cada vez mais por ele. Já é uma tendência de mercado e precisamos aproveitá-la agora para não perdermos o bonde da história desses softwares e ficarmos a beira do caminho, apenas com o conhecimento daquilo que é pago. ■


Franchising

Microfranquia

Em busca do negócio ideal O mercado do Brasil oferece muitas opções de investimento nos mais diferentes ramos de negócios. Quando falamos de franquias, a microfranquia vem conquistando um importante espaço, representando uma fatia significativa a cada ano no faturamento do setor. Atualmente operam em nosso mercado mais de 350 marcas classificadas como microfranquias. Optar pela rede certa não é tão simples quanto parece. Para entender melhor este assunto, começamos por definir o que é uma microfranquia. Trata-se de negócios replicados por meio do modelo de franquia e que exigem um investimento inicial inferior ao das franquias tradicionais. Segundo o diretor de Inteligência de Mercado da ABF, Rogério Feijó, para classificar o negócio como microfranquia, a Associação Brasileira de Franchising – ABF adotou um padrão utilizado pelo BID - Banco Interame-

ricano de Desenvolvimento, que considera o valor de três vezes o seu PIB anual per capita (Produto Interno Bruto anual médio por habitante do país) como valor máximo de investimento. MICROFRANQUIAS - 2012

Brasil Microfranquias Microfranquia x Brasil

Redes

Unidades

Faturamento *Bilhões

2.426

104.543

103.292

368

13.352

4.552

15,2%

12,8%

4,4%

Participação das microfranquias dentro do mercado de franquias brasileiro. Fonte: ABF

Segundo Feijó, em valores atuais, significa algo em torno de US$ 33 mil dólares. Ou seja, as franquias que tenham investimento inicial estimado próximo ou inferior a este valor podem ser chamadas de microfranquias no Brasil. 35


Fora a questão do investimento inicial, as microfranquias são exatamente iguais às franquias convencionais, apresentam os mesmos diretos e obrigações, assim como riscos e desafios de um negócio como os demais. Comumente se pensa que as franquias são exclusivamente negócios para trabalhar de casa ou na rua, nos clientes, sem a necessidade de uma sede ou escritório comercial. O diretor da entidade alerta, no entanto, que, embora reduza bastante as despesas operacionais, isto vai depender mais do tipo de negócio, independentemente de ser franquia ou não Assim como em qualquer outro mercado, não existe dinheiro fácil. É preciso muito trabalho e dedicação para que os resultados apareçam conforme o planejado. Além disso, é sempre bom ter em mente que o mercado é dinâmico e, muitas vezes, fatores externos aos da franquia podem atrapalhar o desenvolvimento dos negócios. Microfranquia não é novidade “O segmento exige investimento baixo e é ideal para a Classe C, que deseja ter o seu próprio negócio”, comenta Edson Ramuth, diretor de microfranquias da ABF. Apesar de o investimento inicial ser mais acessível, as marcas que adotaram o sistema das microfranquias atuam sob as mesmas regras das franquias tradicionais, pois no Brasil o setor é regulamentado por lei própria. Segundo o diretor de microfranquias, não importa o valor investido, a relação

Edson Ramuth Diretor de microfranquias

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entre franqueado e franqueador, bem como os direitos e obrigações de cada uma das partes devem ser os mesmos em todos os negócios. “É papel do franqueador oferecer treinamento, capacitação e orientações práticas sobre somo gerenciar o negócio no dia a dia”, explica. Nos últimos anos, as microfranquias ganharam um destaque muito importante dentro do mercado de franquias, devido ao crescimento da própria economia do Brasil e também por conta do amadurecimento do mercado de franquias, porém enfrentaram as mesmas dificuldades de outros negócios como, por exemplo, a falta de mão de obra e baixa especialização profissional da população. “A ABF decidiu investir pesado em capacitação profissional e, atualmente, oferece diversos treinamentos com o intuito de minimizar essa problemática”, justifica Ramuth. Investimento inicial é menor, mas não há limite para o faturamento As microfranquias não são exclusividade dos pequenos empreendimentos. Grandes marcas da indústria e do varejo também adotaram a modalidade para chegar perto do consumidor. A mesma marca pode ter franquias e microfranquias compondo a sua rede. Por outro lado, existem microfranqueados que faturam alto com seus negócios. “A característica da microfranquia é ter o investimento inicial acessível, mas isso não significa que o


faturamento também é limitado. Isso vai depender de cada microfranqueado”, afirma Ramuth. Antes de investir no setor, o executivo ressalta a importância de o empreendedor buscar um nicho de negócio com qual se identifique. Feito isso, o passo seguinte é descobrir as marcas disponíveis no mercado e tentar conversar com franqueados para saber se o produto ou serviço comercializado tem boa aceitação no mercado. Além disso, o franqueado deve ter em mente que, em uma microfranquia, é necessário colocar a mão na massa junto com seus funcionários. “A equipe é enxuta e o empreendedor tem que ter uma participação muito mais ativa para o negócio ir para frente”, comenta. O mercado de microfranquias De acordo com dados divulgados pela ABF, em 2012 havia 13.352 unidades de microfranquias no Brasil. Em 2011, esse número era de 12.561 unidades, ou seja, houve uma expansão de

Rogério Feijó Diretor de Inteligência de Mercado da ABF

6% em 2012. Em faturamento, as microfranquias cresceram 22% em 2012 sobre 2011. A ABF identificou que atualmente 16 marcas brasileiras de franquia atuam no mercado angolano e destaca que existem muitas oportunidades para ampliar ainda mais esta presença, inclusive com os conceitos de microfranquia. No Portal da ABF (www.portaldofranchising.com.br), é possível conhecer diversas opções e obter mais informações sobre as microfranquias.  ■

RANKING MICROFRANQUIAS - 20 MAIORES POR FATURAMENTO POS.

MARCA

SEGMENTO

UF

1

KUMON

Educação e Treinamento

SP

2

PREPARA CURSOS PROFISSIONALIZANTES

Educação e Treinamento

SP

3

SEGURALTA - BOLSA DE SEGUROS

Negócios, Serviços e Conveniência

SP

4

JADLOG

Negócios, Serviços e Conveniência

SP

5

HOKEN

Beleza, Saúde e Produtos Naturais

SP

6

EMAGRECENTRO

Beleza, Saúde e Produtos Naturais

SP

7

PURIFIC

Beleza, Saúde e Produtos Naturais

PR

8

MULTIPARK

Serviços Automotivos

SP

9

SPA DAS SOBRANCELHAS

Beleza, Saúde e Produtos Naturais

RJ

10

NOSSO BAR

Bares, Restaurantes e Pizzarias

SP

11

NUMBER ONE IDIOMAS

Escolas de Idiomas

MG

12

GRAALCARD

Negócios, Serviços e Conveniência

PR

13

PET CURSOS FRANCHISING

Educação e Treinamento

PR

14

BERGUS

Negócios, Serviços e Conveniência

PR

15

ENSINA MAIS

Educação e Treinamento

SP

16

PBF - INGLÊS E ESPANHOL

Escolas de Idioma

SP

17

HOME ANGELS

Beleza, Saúde e Produtos Naturais

SP

18

COSTURA DO FUTURO

Negócios, Serviços e Conveniência

SP

19

PROCOB

Negócios, Serviços e Conveniência

PR

20

FLASH COURIER

Negócios, Serviços e Conveniência

SP

Ranking das 20 maiores franquias por faturamento – Fonte: ABF

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Revista dikamba 4