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Belo Horizonte - Domingo, 11 de Dezembro de 2011


índice

GILBERTO MARQUES / GOVERNO DE SP/DIVULGAÇÃO

Apresentação ...............................................................................................3 Minas e a sua força ......................................................................................4 O novo regulamento .....................................................................................5 Tabela do torneio masculino .........................................................................6 As promessas ...............................................................................................7 BMG-Montes Claros ................................................................................8 e 9 UFJF ................................................................................................... 10 e 11 O quase mineiro .........................................................................................12 Já nasceu grande e milionário ......................................................................13 Vivo-Minas ..........................................................................................14 e 15 Sada Cruzeiro ......................................................................................16 e 17 As outras equipes masculinas ...............................................................18 e 19 Mapa da Superliga 2011/2012 ................................................................... 20 Hegemonia entre as mulheres .................................................................... 21 Tabela do torneio feminino .........................................................................22 Praia Clube .........................................................................................24 e 25 Usiminas-Minas ...................................................................................26 e 27 Mackenzie ...........................................................................................28 e 29 As outras equipes femininas ................................................................30 e 31

Expediente Edição Denner Taylor Cândido Henrique Silva Soraya Belusi Reportagem Soraya Belusi Felipe Ribeiro Daniel Ottoni Edição de Fotografia Rejane Araújo Diagramação Anderson Carvalho Ilustração capa Hélvio Infografias Denver Oliveira *Caderno fechado em 6 de dezembro


Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

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CRISTIANO TRAD - 29.11.2011

Superliga começa com novidades no regulamento e muita rivalidade

ASUPERLIGAmaisdisputada de todas as temporadas Com a base das seleções masculina e feminina em quadra, novo sistema de pontuação e investimento pesado dos patrocinadores, Superliga 2011/2012 promete apresentar alto nível técnico, disputas acirradas na busca pelo título e muita emoção até as finais

P

rincipalcompetição do voleibol nacional,aSuperliga2011/2012chega à sua 18ª edição com a promessa de ser a mais disputada de todos os tempos. A presença de grandes estrelas brasileiras e do exterior contribui para que seja visto em quadra um alto nível técnico ao longo das 22 rodadas da fase de classificação e dos jogos dos playoffs decisivos que apontarão os campeões. Tanto no masculino quanto no feminino, a disputa será intensa e qualificada, já que os principais atletas do país estarão defendendo as 24 equipes participantes. Se, em alguns anos, os nomes de maior destaque no esporte estiveram atuando por ligas fora do Brasil devido aos altos salários, desta vez a situação será inversa. Com aumento de receitas geradas por patrocinadores fortes, o poder aquisitivo dos principais favoritos ao título

aumentou. Atualmente, dos 38 atletas que fazem parte dos elencos das seleções masculina e feminina, apenas quatro não estarão nos ginásios em que serão disputados os jogos da Superliga. A mescla de atletas experientes com jovens talentos e equipes tradicionais contra novatas promete esquentar a disputa pela hegemonia nacional. Enquanto as grandes potências tentarão se manter no topo, as mais modestas buscarão surpreender e estar entre os oito primeiros colocados para buscar uma vaga nos playoffs. A partir daí, apenas os mais fortes conseguirão sobreviver e chegar à grande decisão do torneio. Atual campeão no masculino, o Sesi-SP entrará ainda mais forte para a busca do bicampeonato. O time paulista manteve a base do time que venceu a edição 2010/2011 e ainda contratou peDISPUTAS.

x M. Mendez TÉCNICO DO SADA

“A Superliga tem seis a sete equipes favoritas, muitas contando com atletas de seleções de nacionais.” ças importantes. Vice-campeão no ano passado, o Sada Cruzeiro vai em busca do seu primeiro título. Mas a briga nesta temporada promete ter pelo menos mais quatro equipes em condições, contando com o tradicional Vivo-Minas, o

Vôlei Futuro, o Cimed-Sky e o estreante RJX, time do empresário Eike Batista. No feminino, a disputa mais acirrada ficará outra vez entre o Unilever e o Sollys-Nestlé, que atualmente formam a base da seleção e têm a hegemonia da competição. As últimas nove edições do torneio foram vencidas por cariocas e paulistas. Os dois concorrentes que mais se aproximam para acabar com esse reinado são o Vôlei Futuro e o Sesi, que, depois do sucesso no masculino, na competição passada, agora vai tentar repetir a fórmula no feminino. A grande novidade da competição deste ano é o regulamento. Os placares de 3 sets a 0 e 3 sets a 1 rendem três pontos ao vencedor e nenhum para o perdedor. Já os marcadores de 3 sets a 2 renderão dois pontos para quem triunfar e um ponto para quem for derrotado em quadra. (Felipe Ribeiro)


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Sete times e a AMBIÇÃO por confirmar sua força Dono de nove títulos nacionais, Minas Gerais terá quatro representantes na Superliga masculina, em que Sada Cruzeiro e Vivo-Minas são fortes candidatos ao título, e três equipes na feminina CRISTIANO TRAD

Campeão. O Sada Cruzeiro foi tricampeão estadual no início de dezembro e entra forte para buscar sua primeira conquista da Superliga Masculino na temporada 2011-2012

¬ FELIPE RIBEIRO ¬ Celeiro de grandes craques e de con-

quistas históricas no voleibol brasileiro, Minas Gerais entra na Superliga com nove títulos nacionais, todos com o Minas Tênis Clube (sete no masculino e dois no feminino). Se for considerada só a Superliga, disputada a partir da temporada 1994/1995, são cinco conquistas (quatro no masculino e um no feminino), ficando atrás de São Paulo e Rio. Nesta temporada, além dos tradicionais times da capital, o interior também estará bem-representado, tanto no masculino quanto no feminino. Belo Horizonte, Montes Claros, Uberlândia e Juiz de Fora serão as cidades que representarão as sete torcidas mineiras na princi-

pal competição nacional de vôlei. A diferença de investimento e de tradição existe e, por conta disso, pelo menos no papel, algumas equipes iniciam a Superliga em patamares diferentes de disputa. Vivo-Minas e Sada Cruzeiro são os principais representantes entre os homens. BMG-Montes Claros e UFJF correm por fora. No feminino, MackenzieCia do Terno e Banana Boat-Praia Clube desbancaram o Usiminas-Minas no Campeonato Mineiro e podem surpreender na temporada 2011/2012. “O BMG-Montes Claros vem conseguindo resultados expressivos, o Sada Cruzeiro foi finalista, o Vivo-Minas chegou à semi, sou de Juiz de Fora e estou muito feliz com o projeto da UFJF, porCRISTIANO TRAD

x R. Picinin

TÉCNICO DO MACKENZIE

“As outras escolas se preocupam muito com o rendimento. Aqui (em Minas) pensamos muito na técnica. Isso faz com que nossos atletas cresçam consolidados.”

tanto, Minas Gerais será muito bem-representada”, disse o técnico interino do MOC, Leandro Dutra. Já o treinador do Minas, Marcelo Fronckowiak, acredita que o voleibol mineiro esteja se aproximando a passos largos do paulista. “O vôlei mineiro está nivelado por cima. Quando você vive uma realidade fora dos grandes centros, como Rio e São Paulo, você percebe a dificuldade que alguns jogadores têm de exposição, uma vez que a mídia está voltada para os locais de maior investimento. Esses jogadores terão que trabalhar muito, apesar de aqui já existir uma escola definida, com grandes nomes com passagem pelo vôlei mineiro, como foi o sulcoreano Sohn”, disse. CRISTIANO TRAD


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e. 0 DIVULGAÇÃO/FIVB

Na Copa do Mundo, o Brasil venceu três jogos por 3 a 2 e ficou cinco pontos atrás da China, que teve o mesmo número de vitórias

Novo regulamento premia equipe com mais OUSADIA O perdedor conquistará um ponto se for ao tie-break; quem vencer por 3 sets a 2 será ‘penalizado’ com a conquista de dois pontos, um a menos do que terão os ganhadores por outros placares ¬ DANIEL OTTONI ¬ Uma das novidades

da temporada 2011/2012 da Superliga está fora das quadras, mas poderá exercer grande influência na classificação final. Pelo primeiro ano, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) utilizará um critério diferenciado de pontuação, que já vem sendo praticado na Europa nos últimos anos, assim como aconteceu na última edição da Copa do Mundo do Japão. “Na Itália, esse modelo já é usado há seis anos e, na França, há quatro. Somente agora que a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) resolveu adotar a mudança”, comenta Marcelo Fronckowiak, treinador do Vivo-Minas. A partir de agora, o vencedor das partidas que forem decididas no tie-brek ganhará dois pontos. O perdedor acumula na tabela um ponto somente se perder no quinto e decisivo set. Nos anos anteriores, as equipes perdedoras ganhavam um ponto, independentemente do placar, e qualquer vitória valia dois pontos. Agora, para ganhar alguma pontuação, a equipe terá que brigar até o fim. Enquanto uns acreditam em justiça, outros lamentam a opção. “Este sistema

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Pontos conquistará a aquela equipe que vencer a partida por 3 sets a 0 ou 3 sets a 1

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Ponto conquistará o time que perder o jogo no tie-break; o vencedor levará dois pontos para casa permite e incentiva as equipes a lutarem o tempo todo. Gostei da mudança, e um ponto poderá fazer a diferença para muitas equipes, de qualquer parte da tabela”, comentou o técnico do Sada Cruzeiro, Marcelo Mendez. Para Ricardo Picinin, técnico do

BMG-Mackenzie, os favoritos terão que entrar concentrados e manter a pegada o tempo todo para não perder pontos preciosos. “Os pequenos vão querer ganhar um ponto, no mínimo, e os grandes terão que estar mais atentos”, declarou. Para Leandro Dutra, treinador do BMG-Montes Claros, o ideal seria manter o vencedor com três pontos. Para ele, a mudança vai provocar uma diferença muito grande na tabela, uma vez que as equipes menores terão poucas chances de conquistar pontos contra equipes mais qualificadas. “Esse critério desprestigia o vencedor, que, com certeza, teve que lutar muito para conseguir a vitória no tiebreak. Quem ganhar vai perder um ponto em invés de ganhar dois”, comentou. Os favoritos terão que mostrar sua competência durante todos os sets e, caso apresentem queda de rendimento na partida, poderão deixar para trás um ponto que, certamente, fará falta no fim da fase de classificação. Spencer Lee, do Banana Boat Praia-Clube, afirma que “não existirão jogos mornos, já que todos os sets terão o mesmo grau de importância para a tabela”.

Seleção sofreu com essa regra ¬O novo critério começou a ser adotado também pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) somente neste ano. Na Copa do Mundo que acabou há poucos dias, o Brasil sentiu forte interferência da nova regra. Contra a China, a vitória no tiebreak deu apenas dois pontos para o time de Bernardinho, que conseguiu a classificação somente na última rodada. Um tropeço como esse fez um único ponto ser bastante sentido. Contra adversários mais fracos, as equipes de melhor nível não podem se dar ao luxo de relaxar e correr o risco de deixar de ganhar pontos que farão falta e serão comemorados pelos adversários diretos. (DO)


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EDITORIA DE ARTE

SUPERLIGA MASCULINA DE VÔLEI TURNO 8ª RODADA

4ª RODADA

1ª RODADA 10/12/11 (Sábado) 11h BMG-São Bernardo x Vivo-Minas 11h30 Sesi-SP x RJX 18h Medley/Campinas x BMG-Montes Claros 19h Volta Redonda x Sada Cruzeiro 19h UFJF x Vôlei Futuro 11/12/11 (Domingo) 15h Londrina-Sercomtel x Cimed-SKY

São Bernardo São Paulo Campinas Volta Redonda Juiz de Fora Londrina

2ª RODADA 13/12/11 (Terça-feira) 18h Vivo-Minas x Londrina-Sercomtel 14/12/11 (Quarta-feira) 19h Volta Redonda x Sesi-SP 20h Cimed-Sky x Medley-Campinas 20h Vôlei Futuro x BMG-São Bernardo 20h Sada Cruzeiro x UFJF 15/12/11 (Quinta-feira) 21h BMG-Montes Claros x RJX

Belo Horizonte

Belo Horizonte São Paulo Volta Redonda Contagem Florianópolis Araçatuba

Montes Claros

14/1/12 (Sábado) 18h RJX x Vôlei Futuro 17h Sada Cruzeiro x Vivo-Minas 17h Sesi-SP x Cimed-Sky 19h Volta Redonda x BMG-Montes Claros 19h UFJF x Medley-Campinas 20h Londrina-Sercomtel x BMG-São Bernardo

22/12/11 (Quinta-feira) 19h UFJF x RJX 19h BMG-São Bernardo x Volta Redonda 20h Londrina-Sercomtel x Sesi-SP 19h30 Medley-Campinas x Sada Cruzeiro 19h30 BMG-Montes Claros x Vôlei Futuro 23/12/11 (Sexta-feira) 21h Cimed-Sky x Vivo-Minas

7/1/12 (Sábado) 18h RJX x Vivo-Minas 18h Vôlei Futuro x Cimed-Sky 17h Sada Cruzeiro x BMG-Montes Claros 17h Sesi-SP x Medley-Campinas 19h Volta Redonda x Londrina-Sercomtel 19h UFJF x BMG-São Bernardo

Rio de Janeiro Contagem São Paulo Volta Redonda Juiz de Fora Londrina

9ª RODADA

5ª RODADA Juiz de Fora São Bernardo Londrina Campinas Montes Claros

18/1/12 (Quarta-feira) 20h Londrina-Sercomtel x RJX 19h30 Medley-Campinas x BMG-São Bernardo 19h30 BMG-Montes Claros x UFJF 20h Cimed-Sky x Volta Redonda 19h30 Vivo-Minas x Sesi-SP 20h Vôlei Futuro x Sada Cruzeiro

Rio de Janeiro Araçatuba Contagem São Paulo Volta Redonda Juiz de Fora

Londrina Campinas Montes Claros Florianópolis Belo Horizonte Araçatuba

10ª RODADA

Florianópolis

6ª RODADA Volta Redonda Florianópolis Araçatuba Contagem

3ª RODADA 16/12/11 (Sexta-feira) 20h UFJF x Sesi-SP 17/12/11 (Sábado) 19h Volta Redonda x RJX 21h BMG-São Bernardo x Sada Cruzeiro 19h Londrina-Sercomtel x Vôlei Futuro 18h Medley-Campinas x Vivo-Minas 19h30 BMG-Montes Claros x Cimed-Sky

20/12/11 (Terça-feira) 18h30 Vivo-Minas x BMG-Montes Claros 19h Sesi-SP x BMG-São Bernardo 19h Volta Redonda x UFJF 20h Sada Cruzeiro x Londrina-Sercomtel 21h Cimed-Sky x RJX 30/12/11 (Terça-feira) 21h Vôlei Futuro x Medley-Campinas

21/1/12 (Sábado) 18h RJX x Sada Cruzeiro 17h Sesi-SP x Vôlei Futuro 19h Volta Redonda x Vivo-Minas 19h UFJF x Cimed-Sky 11h BMG-São Bernardo x BMG-Montes Claros 19h Londrina-Sercomtel x Medley-Campinas

Rio de Janeiro São Paulo Volta Redonda Juiz de Fora São Bernardo Londrina

11ª RODADA

7ª RODADA Juiz de Fora Volta Redonda São Bernardo Londrina Campinas Montes Claros

11/1/12 (Quarta-feira) 19h BMG-São Bernardo x RJX 20h Londrina-Sercomtel x UFJF 19h30 Medley-Campinas x Volta Redonda 19h30 BMG-Montes Claros x Sesi-SP 20h Cimed-Sky x Sada Cruzeiro 19h30 Vivo-Minas x Vôlei Futuro

25/1/12 (Quarta-feira) São Bernardo Londrina Campinas Montes Claros Florianópolis Belo Horizonte

19h30

Medley-Campinas x RJX

19h30 20h

BMG-Montes Claros x Londrina-Sercomtel Cimed-Sky x BMG-São Bernardo

Montes Claros Florianópolis

Campinas

19h30

Vivo-Minas x UFJF

Belo Horizonte

20h

Vôlei Futuro x Volta Redonda

Araçatuba

20h

Sada Cruzeiro x Sesi-SP

Contagem

RETURNO 28/1/12 (Sábado) 18h RJX x Sesi-SP 17h Sada Cruzeiro x Volta Redonda 18h Vôlei Futuro x UFJF 11h Vivo-Minas x BMG-São Bernardo 20h Cimed-Sky x Londrina-Sercomtel 19h30 BMG-Montes Claros x Medley-Campinas

Rio de Janeiro Contagem Araçatuba Belo Horizonte Florianópolis Montes Claros

11/1/12 (Sábado) 18h RJX x UFJF 19h Volta Redonda x BMG-São Bernardo 17h Sesi-SP x Londrina-Sercomtel 17h Sada Cruzeiro x Medley-Campinas 18h Vôlei Futuro x BMG-Montes Claros 11h Vivo-Minas x Cimed-Sky

Rio de Janeiro Campinas Londrina São Bernardo Juiz de Fora São Paulo

16/2/12 (Quinta-feira) 19h Vivo-Minas x RJX 20h Cimed-Sky x Vôlei Futuro 19h30 BMG-Montes Claros x Sada Cruzeiro 19h30 Medley-Campinas x Sesi-SP 20h Londrina-Sercomtel x Volta Redonda 19h BMG-São Bernardo x UFJF

Rio de Janeiro São Paulo Contagem Araçatuba Belo Horizonte Florianópolis

24/2/12 (Sexta-feira) 20h Vôlei Futuro x Vivo-Minas 25/2/12 (Sábado) 18h RJX x BMG-São Bernardo 19h UFJF x Londrina-Sercomtel 19h Volta Redonda x Medley-Campinas 17h Sesi-SP x BMG-Montes Claros 17h Sada Cruzeiro x Cimed-Sky

Rio de Janeiro Montes Claros Campinas Londrina São Bernardo Juiz de Fora

29/2/12 (Quarta-feira) 20h Vôlei Futuro x RJX 19h30 Vivo-Minas x Sada Cruzeiro 20h Cimed-Sky x Sesi-SP 19h30 BMG-Montes Claros x Volta Redonda 19h30 Medley-Campinas x UFJF 11h BMG-São Bernardo x Londrina-Sercomtel

4ª RODADA 8/2/12 (Quarta-feira) 19h30 RJX x Cimed-Sky 19h30 BMG-Montes Claros x Vivo-Minas 19h30 Medley-Campinas x Vôlei Futuro 20h Londrinas-Sercomtel x Sada Cruzeiro 19h BMG-São Bernardo x Sesi-SP 19h UFJF x Volta Redonda

3/3/12 (Sábado) 18h RJX x Londrina-Sercomtel 11h BMG-São Bernardo x Medley-Campinas 19h UFJF x BMG-Montes Claros 19h Volta Redonda x Cimed-Sky 17h Sesi-SP x Vivo-Minas 17h Sada Cruzeiro x Vôlei Futuro

Belo Horizonte Florianópolis Montes Claros Campinas Londrina São Bernardo

7/3/12 (Quarta-feira) 20h Sada Cruzeiro x RJX 20h Vôlei Futuro x Sesi-SP 19h30 Vivo-Minas x Volta Redonda 20h Cimed-Sky x UFJF 19h BMG-Montes Claros x BMG-São Bernardo 19h30 Medley-Campinas x Londrina-Sercomtel

Rio de Janeiro São Bernardo Juiz de Fora Volta Redonda São Paulo Contagem

10ª RODADA Contagem Araçatuba Belo Horizonte Florianópolis Montes Claros Campinas

11ª RODADA

7ª RODADA

3ª RODADA 4/2/12 (Sábado) 18h RJX x Volta Redonda 17h Sesi-SP x UFJF 17h Sada Cruzeiro x BMG-São Bernardo 18h Vôlei Futuro x Londrina-Sercomtel 11h Vivo-Minas x Medley-Campinas 20h Cimed-Sky x BMG-Montes Claros

Rio de Janeiro Volta Redonda São Paulo Contagem Araçatuba Belo Horizonte

6ª RODADA

2ª RODADA 1/2/12 (Quarta-feira) 19h30 RJX x BMG-Montes Claros 19h30 Medley-Campinas x Cimed-Sky 20h Londrina-Sercomtel x Vivo-Minas 19h BMG-São Bernardo x Vôlei Futuro 19h UFJF x Sada Cruzeiro 19h Sesi-SP x Volta Redonda

9ª RODADA

5ª RODADA

1ª RODADA

Araçatuba Rio de Janeiro Juiz de Fora Volta Redonda São Paulo Contagem

10/3/12 (Sábado) 15h RJX x Medley-Campinas 15h Londrina-Sercomtel x BMG-Montes Claros 15h BMG-São Bernardo x Cimed-Sky 15h UFJF x Vivo-Minas 15h Volta Redonda x Vôlei Futuro 15h Sesi-SP x Sada Cruzeiro

QUARTAS DE FINAL

8ª RODADA

Datas > 16/3 - 17/3 - 23/3 - 24/3 - 27/3 - 30/3 Araçatuba Belo Horizonte Florianópolis Montes Claros Campinas São Bernardo

SEMIFINAL Datas > 1/4 - 7/4 - 14/4 - 17/4

FINAL Data > 21/4

Rio de Janeiro Londrina São Bernardo Juiz de Fora Volta Redonda São Paulo


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Jovens pedem PASSAGEM emmeio aos craques Revelações do vôlei brasileiro buscam espaço em um torneio recheado de grandes jogadores ¬ DANIEL OTTONI ¬ Apesar da diferença de proporção em rela-

CRISTIANO TRAD - 3.12.2011

ção ao futebol, o vôlei brasileiro também se mostra um grande celeiro de jovens talentos, que ano após anos, despertam para todo o cenário nacional depois de desempenharem um bom papel por suas equipes. Mesmo para aqueles que atuam em equipes de menor expressão, a visibilidade é constante e toda a partida é uma oportunidade de ouro para mostrar seu potencial, chamar a atenção de outras equipes e, quem sabe, dos treinadores da seleção brasileira. “Minas Gerais sempre lançou novos e bons jogadores e essa tradição não é de hoje”, comenta Marcelo Fronckowiak, treinador do Vivo-Minas. A maioria dos promissores destaques apontados por alguns treinadores já possui boa carga de experiência internacional, principalmente defendendo as categorias de base da seleção brasileira. Agora, com o amadurecimento do jogo e com as possíveis oportunidades que surgirão, esses jogadores terão a sonhada sequência para mostrar seu talento e ajudar as equipes na luta pelas primeiras posições. Dois dos atletas citados por vários coman-

1,96 metro

tem o ponta Lucarelli, do Vivo-Minas, umas das apostas para esta Superliga

Bloqueio é com ela! CBV/DIVULGAÇÃO

Talento e força! CRISTIANO TRAD - 3.12.2011

Hage. A Superliga conta com atletas de alto nível. No entanto, os jovens talentos não aparecem em grande número, mas existem e prometem. Pelo Cia do TernoMackenzie, a central Letícia Hage, que faz a primeira temporada pela equipe, é um dos destaques. Cartão de visitas. Ela fez 25 pontos na semi do Estadual. Para a Superliga, todo cuidado é pouco com a especialista em bloqueios.

x Maurício Bara TREINADOR DA UFJF

“O Lucarelli vive um momento importante e deve ter uma sequência para melhorar ainda mais e mostrar seu potencial.” dantes são o ponta Lucarelli e o central Otávio, do Vivo-Minas. Quem conhece de perto a dupla é Leandro Dutra, treinador do BMG-Montes Claros, que também trabalha como auxiliartécnico da seleção brasileira juvenil, que ficou em quinto lugar no Mundial deste ano, disputado no Rio de Janeiro. “Os dois devem ter boas chances de jogar seguidamente e isso dará a eles a confiança para mostrarem seu talento”, comentou Dutra. Entre as mulheres, algumas opções também merecem atenção. A oposto do Banana Boat-Praia Clube, Camila Paracatu, 23, tem passagens pelas categorias de base da seleção brasileira. Depois de passar por uma cirurgia e ficar dois anos afastada, ela volta com uma vontade extra de mostrar seu potencial. “A Camila tem um grande desejo de ser lembrada novamente como um destaque e volta ao mercado de uma maneira mais positiva. Acredito que possa ser o grande nome do nosso time”, comenta o treinador Spencer Lee. FEMININO.

Espelho dos maiores! RONALDO SILVEIRA / SADA CRUZEIRO

Recomeço. Apesar de Lucarelli e Otávio serem quase uma unanimidade entre os técnicos, outros nomes podem dar o que falar. Entre eles está Maurício, que apareceu bem no Vivo-Minas e agora está no Sada Cruzeiro.

Referência. A posição de levantador sempre foi uma das que mais mostraram talentos para o vôlei nacional. Depois da geração de William, seguida por Maurício e Bruninho, outros nomes aparecem e podem ser as referências.

Frase. “O Maurício é um dos que podem surpreender. Ele tem técnica e muita força”, destaca o técnico Marcelo Mendez, do Sada, sobre um de seus comandados.

Aposta. “Vejo o Lucas Loh, do Sada, como um jogador de capacidade, que fez um bom trabalho no juvenil do Brasil”, comentou o técnico do Minas, Marcelo Fronckowiack.


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Montes Claros conta comaFORÇAdatorcida para chegar longe Conhecido por seus torcedores como Pequi Atômico, time do Norte de Minas tem um elenco equilibrado e quer voltar a ser protagonista de uma final

x

Leandro Dutra TÉCNICO DO BMG-MONTES

CLAROS

“Conseguir vitórias em casa vai contar bastante na nossa classificação final.”

6º lugar foi a posição conquistada pelo Montes Claros na última edição da Superliga

4º lugar foi a posição do Pequi Atômico na edição deste ano do Campeonato Estadual

FOTOS CRISTIANO TRAD - 24.11.2011

¬ DANIEL OTTONI ¬ O Montes Claros chega à sua terceira par-

ticipação na Superliga mostrando consistência. A equipe apresenta bom retrospecto na competição, principalmente jogando no Ginásio Tancredo Neves, quando costuma ter o apoio da torcida, que faz a diferença. A presença dos fanáticos torcedores dentro de um ginásio lotado é uma das maiores esperanças da equipe para continuar a trajetória de sucesso que se iniciou na temporada 2009/2010. Logo na primeira participação no campeonato, a chegada à grande final mostrou que o projeto da equipe era forte e merecia respeito. Quem tem a oportunidade de defender as cores do Pequi Atômico mostra dedicação e acaba deixando sua marca e sendo reconhecido mesmo após sua saída do time. Foi o caso do oposto Lorena, um dos responsáveis pela boa campanha na temporada de estreia e que, até hoje, é lembrado pelos torcedores como um dos jogadores mais importantes da recente história da equipe. O treinador Talmo, hoje comandando a equipe feminina do Sesi, é outro que conquistou a torcida levando a equipe ao sexto lugar na temporada passada. Motivos que reforçam o valor de defender o MOC não faltam. A visibilidade de uma Superliga é notável e basta mostrar o empenho exigido para cair nas graças da torcida. A equipe conta com jogadores de bom nível, tanto no time titular como no reserva. “Temos um elenco forte e precisaremos de todos em boas condições. O rodízio de jogadores contará bastante, já que o desgaste será constante, uma vez que, a cada dois jogos, um será fora de casa”, declarou o assistente-técnico Leandro Dutra, que comandou a equipe na reta final do Estadual depois da saída do técnico Manu Arnault. Leandro também é o auxiliar-técnico da seleção brasileira juvenil, que ficou em quinto lugar no último Mundial, disputado no Rio de Janeiro. O novo treinador ainda não foi definido pela diretoria do MOC. Leandro coloca seu time em uma faixa intermediária, um pouco abaixo das equipes favoritas e de maior investimento. Contudo, a ideia é de classificação e de foco nas vitórias, principalmente dentro de casa, fator que favoreceu bastante nas temporadas anteriores. Uma boa campanha no início pode dar a confiança para o elenco conseguir um bom desempenho. O destaque da equipe, que ainda está em busca da formação ideal, é o oposto argentino Pereyra, que atuou pouco pela equipe depois de ter chegado durante o Campeonato Mineiro. Além disso, a convocação para a Copa do Mundo na reta final da competição impediu uma maior contribuição do argentino, que terá que mostrar a que veio na Superliga.

Elenco. Segundo o auxiliar-técnico da equipe, o MOC ainda busca a formação ideal para a disputa


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CRISTIANO TRAD

HISTÓRICO

Casa cheia. Equipe de Montes Claros fará promoções para atrair a torcida

O povo o abraça

Minientrevista

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Leandro Dutra

TÉCNICO DO MONTES CLAROS

Referência. O Rafinha é um jogador que se destaca com a camisa do Montes Claros e que conseguiu cair nas graças da torcida, mesmo jogando na equipe há pouco tempo. Revelado pelo Minas, equipe que ele começou a defender em 1995, Rafinha resolveu buscar novos ares e mais oportunidades de mostrar seu talento, depois de passagens por Suzano e Ulbra. Em sua primeira temporada no Norte de Minas, ele chegou com grande vontade. Motivação. “Já sabia da força da equipe e do fanatismo da torcida. Montes Claros mantém a tradição mineira de ter pessoas apaixonadas pelo vôlei e isso é muito importante para uma equipe”. Apesar de ser um dos destaques, Rafinha garante que apenas “pegou o barco” de quem fez bonito no primeiro ano de clube. “Na estreia do Montes Claros na Superliga, já foi conquistando um vice-campeonato. Jogadores como Lorena, Ezinho e Acácio têm cadeira cativa aqui até hoje por tudo que fizeram pela equipe e pela cidade”, comenta. Razão. Rafinha é humilde e admite não saber o que lhe faz ser um dos xodós da torcida. Quem sabe com um título, ele se torne uma referência não somente na equipe de vôlei, mas na história da cidade.

“O desgaste será grande, o que reforça a importância de um elenco preparado para ajudar a todo momento.”

Apesar do pouco tempo de existência, o BMG-Montes Claros já deixou sua marca no cenário nacional. A criação da equipe, em 2009, teve a possível saudade entre pai e filho como fator de influência. O empreendedor Felipe Oliveira estava prestes a se despedir do filho Vitor, que estava de malas prontas para jogar no voleibol espanhol. Felipe, em parceria com o então prefeito Luiz Tadeu Leite, resolveu criar a primeira equipe de vôlei da cidade. Para sediar os jogos, o ginásio Tancredo Neves foi o local escolhido. No entanto, algumas reformas eram necessárias para deixar o ginásio em condições de receber partidas de alto nível. A capacidade atual do ginásio é de 7.500 pessoas, que transformam o poliesportivo em um verdadeiro caldeirão que serve como fator de grande motivação para os jogadores quando atuam dentro de casa. No primeiro ano de existência, mostrando boa estrutura e credibilidade, a equipe recebeu da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) o convite para participar da Superliga, a maior competição do país. Vitão acabou se transformando no diretor da equipe e foi o responsável por importantes contratações que ajudaram o time a ocupar um lugar de destaque no cenário nacional. Uma das principais parceiras da equipe de Montes Claros é a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Educacional de Montes Claros (Funadem), instituição envolvida diretamente com questões sociais, educacionais e esportivas.

1 RESULTADOS 2011

Você considera o Montes Claros uma das equipes favoritas para a Superliga? Na verdade, não. Vejo outras equipes de maior investimento com mais possibilidades de chegar às primeiras posições do campeonato. No entanto, as últimas edições da Superliga mostram que, mais que um time titular, é necessário um elenco qualificado para se conseguir a classificação, que é o nosso maior objetivo. A qualidade de todos os jogadores que integram as equipes fará a diferença. A partir da segunda fase (quartas de final), teremos um novo campeonato. Qual é a arma do Montes Claros para a disputa? Conseguir vitórias dentro de casa, com certeza. Para uma boa campanha, precisamos ter um bom início para conseguirmos obter uma boa dose de confiança, que vai nos permitir jogar bem nos jo-

gos seguintes. Foi exatamente isso o que aconteceu nos anos anteriores e temos que ter isso como exemplo a ser seguido. No entanto, o desgaste para esta temporada será grande, o que reforça a ideia da importância de ter um elenco preparado para ajudar a todo momento. O rodízio de jogadores de cada equipe irá determinar a classificação de cada uma na tabela ao fim da primeira fase. Em relação a destaques individuais, aponto o argentino Pereyra como o que pode nos ajudar bastante. É um jogador de alta representatividade e que conta, ainda, com boa experiência internacional. O que achou do novo critério de pontuação? Acho interessante a inovação, mas acredito que ela vai premiar uma derrota e desprestigiar a equipe vencedora. Na minha opinião, o vencedor das

partidas que terminassem com qualquer resultado deveria ganhar três pontos na tabela. Com o novo critério (vitórias no tie-break contam apenas dois pontos), um ponto será retirado da equipe vencedora, que teve que se superar para conseguir um triunfo no quinto e decisivo set. A diferença entre as equipes de grande e baixo investimento, no fim da fase de classificação, será muito grande. Qualquer ponto perdido ou conquistado acabará fazendo diferença no final e posições poderão ser perdidas ou conquistadas devido a esse único ponto. Quais são as maiores promessas para o campeonato? Vejo o Lucarelli e o Otávio, do Vivo-Minas, como duas grandes revelações do vôlei e que terão boa oportunidade de mostrar seu valor dentro da competição deste ano.

Quarto lugar no Mineiro Vice-campeão da Copa Volta Redonda

2010 Sexto lugar na Superliga

2009 Vice-Campeão da Superliga Campeão Mineiro Campeão do Circuito Internacional de Vôlei (ao lado de Sada Cruzeiro e seleção sub-23 da Argentina) Vice-Campeão da Copa Banco Província de Vôlei (campeonato realizado em Buenos Aires) Campeão do Desafio Globo Minas de Vôlei (contra Sada Cruzeiro, Minas e Cimed)


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Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

Juiz de Fora lutará para se manter entreosMELHORES Equipe da Zona da Mata faz sua estreia; depois de participar de campeonatos de menor expressão, UFJF está no auge de sua história, que começou em 2008

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Maurício Bara TÉCNICO DO UFJF

“Temos que saber do nosso lugar. Nosso maior objetivo é nos mantermos na elite.”

¬ DANIEL OTTONI ¬ O UFJF fará sua estreia na Superliga lo-

go na edição considerada pelo seu treinador, Maurício Bara, a mais disputada de todos os tempos. No entanto, a participação no campeonato é enaltecida pelo comandante e por todo o elenco, que terão a oportunidade de fazer parte de confrontos contra gigantes do vôlei nacional. A missão não será fácil, mas o fato de estar na elite é bastante comemorado, vista a história de superação da equipe, que treina e joga no ginásio da Universidade Federal de Juiz de Fora, cidade localizada na Zona da Mata, a 278 km de Belo Horizonte. O acesso foi conquistado depois do segundo lugar na Liga Nacional, a Segunda Divisão da modalidade. Apesar de ser estreante na competição, a equipe planeja realizar bons jogos e tenta se manter na elite do vôlei nacional. “Temos que ser realistas e saber do nosso lugar. Nosso maior objetivo é a permanência na principal divisão, dando um passo de cada vez. Mas acredito muito que podemos surpreender e, quem sabe, beliscar uma vaga nos playoffs”, co-

mentou o treinador. Para ter chances de participar da Superliga 2012/2013, a missão é não ficar na última posição. O lanterna da competição disputará a Liga Nacional do ano que vem e as equipes que ficarem em 9º, 10º e 11º lugar ainda dependerão de critérios da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para saber se participarão da Superliga seguinte. Um oitavo ou sétimo lugar estende a presença da equipe no campeonato, além de assegurar a participação na edição do próximo ano. Caso consiga atingir o objetivo, a tendência é haver evolução na estrutura, além de conseguir chamar a atenção de patrocinadores e atletas para o trabalho sério que vem sendo realizado desde a fundação da equipe, em 2008. O atual elenco foi montado há pouco tempo, e isso pode ser uma dificuldade a mais para Maurício Bara na temporada. Durante o Campeonato Mineiro, reformulações e ajustes foram feitos e a definição do time aconteceu somente na reta final do Estadual. Atletas que chegaram no começo da temporada acabaram não ren-

dendo o esperado e as saídas forçaram a equipe a buscar por substitutos de nível igual ou superior, visando à participação na disputada Superliga. “Claro que formar o elenco de última hora não é o ideal. Não planejamos isso, mas acabou acontecendo. Para compensar, teremos que trabalhar mais que as outras equipes, além de mostrar mais empenho e dedicação. Toda pontuação vai ajudar muito e todos os jogos deverão ser encarados como uma verdadeira decisão”, comentou Bara. O treinador exalta os atletas, que estão mostrando comprometimento depois de terem acreditado no projeto. “O importante é fortalecer a ideia de que temos um grupo competitivo, com condições de conseguir bons resultados”, esclarece. Pouco conhecido no cenário nacional, Maurício Bara tem a chance que esperava para mostrar o potencial de um trabalho consistente, que completa três anos de existência. Com o apoio da diretoria e dos atletas, ele acredita que pode surpreender muitos e conseguir resultados que provem o valor de cada um que faz parte da equipe. HAVAR COMUNICAÇÃO / DIVULGAÇÃO

2008 foi o ano de fundação da equipe, que treina e joga no ginásio da universidade federal da cidade

2º lugar

na Liga Nacional confirmou a participação da equipe na Superliga deste ano Superação. Lanterna no Campeonato Mineiro, a equipe do UFJF quer se superar para surpreender as principais forças do país e continua na Superliga


Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

1 HISTÓRICO

Minientrevista

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Maurício Bara técnico DO UFJF

“Nossa maior intenção é a permanência” Qual é s u a

avaliação sobre a Superliga Masculina deste ano? Apesar de sermos estreantes, já acompanho o vôlei nacional há bastante tempo. Acredito que teremos, nesta temporada, a edição mais competitiva de todos os tempos. A quantidade de clubes foi reduzida, assim como o mercado. Teremos uma fase de classificação de tiro curto, que vai desgastar bastante. Serão dois jogos por semana. Qual será o maior objetivo da UFJF na competição? Temos que ser realistas, saber nosso lugar. Nossa maior intenção é a permanência da edição do ano que vem. Para isso precisamos fugir da lanterna, já que o último colocado cai para a Liga Nacional. Quem ficar entre a oitava e décima segunda posição, não se classifica, mas também não tem a presença na temporada seguinte garantida. Acho que temos condições de “beliscar” uma classificação para os playoffs. Mas vamos com calma, teremos que dar um passo de cada vez.

Aposta em Jardel! Destaque. Apesar de contar com um elenco pouco conhecido, a equipe de Maurício Bara possui alguns destaques individuais. O central Jardel, 30, é um dos jogadores com mais experiência no elenco. Com passagem pelo Vivo-Minas e pela seleção brasileira, ele chega da Cimed e será uma das referências da equipe dentro de quadra. Aprendizado. Apesar de ter ficado em último lugar no Estadual, Maurício Bara acredita que a oportunidade de jogar contra quatro adversários que também entrariam fortes na Superliga foi bastante válida. Sada Cruzeiro, Vivo-Minas, BMG-Montes Claros e Olympico-MartMinas exigiram dos comandados de Bara, que conseguiram apenas uma vitória no torneio diante do clube do bairro da Serra. Apesar de entrar como franco atirador na Superliga, o UFJF espera fazer um bom papel e confirmar presença na edição do ano seguinte.

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Qual deve ser a atitude da equipe na competição? Pelo fato de termos formado nosso elenco há pouco tempo, teremos que trabalhar mais e mostrar mais dedicação, mais empenho e mais comprometimento. Qualquer ponto será importante para nossa classificação final, incluindo os que vieraem por meio de derrotas. Teremos que jogar no nosso limite a todo momento e tentar surpreender os adversários. Mostrar estabilidade durante toda a competição fará a diferença. Como trata-se de uma competição curta, se nosso desempenho cair durante três ou quatro semanas, vai interferir diretamente na classificação final. Qual a mensagem mais importante que você passa pa-

ra os atletas no dia a dia? O fundamental é eles acreditarem no elenco. Temos que saber que somos capazes, mesmo tendo um elenco que ainda está se conhecendo e que foi formado há pouco tempo. Nossa equipe é competitiva e isso precisa ser reforçado a todo momento como uma motivação em busca dos resultados. Qual sua análise sobre a torcida de Juiz de Fora? É inegável que os mineiros têm uma grande paixão pelo voleibol. No entanto, em Juiz de Fora, essa paixão parece estar adormecida. A cidade parece ainda desconfiada sobre qual será o nosso papel na Superliga e precisamos quebrar essa ideia. O UFJF, desde sua criação, vem participando de competições menores e sem muita importância no cenário nacional. Qual o valor destas competições para a equipe? Muito grande. Essas participações eram necessárias para o amadurecimento e desenvolvimento da equipe. Foram participações que contribuíram para que nosso time melhorasse bastante. Todos esses torneios regionais foram fundamentais para a consolidação da equipe, que acabou acontecendo de forma natural. Para a cidade também foi importante a nossa participação. Nos Jogos Abertos de Minas Gerais (Jimi), que vencemos neste ano, quebramos um tabu que já durava 25 anos. O último título de vôlei de Juiz de Fora neste torneio aconteceu em 1986, quando Giovane Gávio integrava a equipe. Com a presença da equipe na Superliga, esses torneios menores continuarão contando com a presença do UFJF? Teremos que avaliar. Os Jogos do Interior, com certeza, pois são muito valorizados pela nossa cidade. Mas teremos que verificar o calendário e o valor de cada competição, cientes de que, a partir de agora, o critério adotado será outro.

A equipe de vôlei da UFJF foi criada em 2008 com o intuito de colocar um representante da Zona da Mata no cenário de vôlei estadual e brasileiro. A estrutura da universidade colaborou bastante para o crescimento do projeto. “Queríamos desenvolver um trabalho aproveitando a boa estrutura e a qualidade na área de recursos humanos”, aponta Maurício Bara. As dificuldades no começo eram conhecidas e foram superadas com o envolvimento de muitas pessoas. “Os jogadores que acreditaram no projeto merecem o nosso reconhecimento e valorização”, declarou o treinador. No ano de estreia, a equipe já conseguiu participar do Campeonato Estadual ao lado de grandes nomes do vôlei nacional. Deste então, a equipe vem marcando presença no principal campeonato do Estado e mostrando evolução ano a ano. Em todas as temporadas, desde então, a equipe também participou de diversos torneios dentro e fora de Minas Gerais, que contribuíram bastante para a evolução da equipe, servindo inclusive para quebrar tabus. Nesta temporada, a equipe atinge seu auge depois de ficar em segundo lugar na Liga Nacional, ficando atrás do Olympico e garantir presença na Superliga ao lado de algumas das maiores equipes do mundo.

1 RESULTADOS 2011 Vice-campeão da Liga Nacional Vice-Campeão da Copa Rio – Volta Redonda-RJ Campeão geral dos Jogos do Interior de Minas - Patos de Minas Tri-Campeão dos Jogos Universitários de Juiz de Fora

2010 4º lugar geral do JIMI – Montes Claros -MG Vice-campeão Carioca Adulto (parceria com a equipe Funcab/ Niterói)

2009 Vice-Campeão geral do JIMI – Uberlândia -MG Campeão dos Jogos Universitários de Juiz de Fora 1ª participação na Liga Nacional de Voleibol (1ª equipe na história a representar Juiz de Fora nesta campeonato)

2008 1ª participação no Campeonato Mineiro Adulto (1ª equipe a representar Juiz de Fora nesta campeonato após 17 anos de ausência da cidade)


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O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

1 HISTÓRICO A equipe do Londrina-Sercomtel-MartMinas foi criada depois de uma parceria formada por Soya-Blumenau, que ficou em 13º na Superliga do ano passado, com a força do próprio Londrina, que também participou da competição anterior, além do Olympico Club, de Belo Horizonte. Em vez de o clube mineiro ser citado no nome da equipe, usar o nome do patrocinador (MartMinas) foi a opção preferida pelos parceiros. A cidade paranaense foi escolhida para sediar a equipe. “Se a opção fosse Blumenau, teríamos poucas chances de entrar na competição com pretensões de classificação. Existia, ainda, a possibilidade de nem participarmos da Superliga caso Blumenau fosse a sede escolhida”, comentou Nélson Franzoi, supervisor da equipe. O Londrina terminou a Superliga passada em nono.

1 RESULTADOS 2011 Campeão dos Jogos Abertos de Santa Catarina Vice-campeão catarinense Campeão da fase regional da Liga Nacional Campeão da fase nacional da Liga Nacional

2010 Vice-campeão catarinense Vice-campeão dos Jogos Abertos de Santa Catarina

Especial Superliga

Londrina-SercomtelMartMinas entra na disputa com um pé em MINAS GERAIS Equipe vai jogar a maioria de suas partidas em casa na cidade paranaense, mas alguns jogos vão acontecer em BH, capital que acolheu a equipe no Estadual CHARLES SILVA DUARTE

¬ DANIEL OTTONI ¬ Apesar de não ser uma equipe

mineira em sua essência, o Londrina-Sercomtel-MartMinas pode agradecer ao Estado de Minas Gerais pelo seu atual momento. No início da temporada 2011/2012, os comandados de André Donegá disputaram o Campeonato Mineiro Masculino de Vôlei, participação que contribuiu bastante para que a equipe adquirisse entrosamento e ritmo de jogo, principalmente por ter encarado adversários de qualidade como Sada Cruzeiro, Vivo-Minas e BMG-Montes Claros. O trio, ao lado da UFJF, exigiu bastante da equipe que disputou o Estadual representando o Olympico Club, tradicional agremiação do bairro da Serra, na zona Sul de Belo Horizonte. A classificação em quarto lugar mostrou erros e acertos, e a eliminação diante do favorito Sada era esperada, uma vez que o clube azul conta com um elenco mais qualificado. Entrosamento. A equipe do MartMinas ganhou ritmo de jogo com sua participação no Campeonato Mineiro A parceria com o clube mineiro foi vista com bons olhos e é provável que ela se repita nos anos se- Minientrevista guintes. Outro parceiro do Londrina foi o time de Blumenau, equipe que também disputou a Superliga do ano passado. As equipes das duas cidades se uniram e conseguiram formar um time com meTÉCNICO DO MINAS lhor estrutura e mais qualidade. “Sem esses parceiros, seria difícil disputar o Estadual e até mesmo a Superliga. Acredito que essas unificações sejam uma tendência daqui para frente”, comenta o treinador, que deixa claro que a equipe buscará uma classificação nos playoffs. “Não temos jogadores de seleção e, sim, um grupo forte, com atletas no mesmo nível técQual a expectativa da equipe ta tão desejada classificação Qual a importância de disputar nico. Quem sair dará lugar a outro para o campeonato? Nosso ob- para a segunda fase? A força o Campeonato Mineiro? A particom a mesma capacidade de colajetivo é conseguir a classifica- do nosso elenco, sem dúvida cipação no Estadual foi fundaboração. O entrosamento e o esção. Acredito que temos condi- alguma. O entrosamento e o mental para nossa evolução. quema tático serão fundamentais. ções de fechar a primeira fase esquema tático serão determi- Jogamos contra equipes de Conseguimos resultados expressiem sétimo ou oitavo lugar, nantes para o nosso desempe- ponta do vôlei nacional e tudo vos no Estadual, como as duas viapesar de não termos o sétimo nho dentro da competição. O isso se deu graças à parceria tórias sobre o Vivo-Minas, e nossa ou o oitavo melhor elenco da coletivo será a nossa maior for- com o Olympico Club. Acrediintenção é surpreender os adversáSuperliga. ça e todos os jogadores estão to que essas parcerias vão rios para buscar a sétima ou a oitano mesmo nível técnico e táti- acontecer com mais regulariva posição”, espera o treinador. O que será primordial para es- co. dade a partir de agora.

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André Donegá

2º ano

é completado, em 2011, da parceria entre Londrina e o Olympico Club.

“O entrosamento e o esquema tático serão determinantes para o nosso desempenho.”


Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

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FERNANDO MAIA/DIVULGAÇÃO

1 HISTÓRICO

Time de estrelas. Além do levantador Marlon, atletas da seleção brasileira como Dante e Lucão integram a equipe masculina do Rio de Janeiro

Estreante chega com alto INVESTIMENTO e elenco para vencer RJX, time criado por Eike Batista em parceria com o governo do Rio, é a primeira equipe masculina no Estado após um período de 14 anos sem representantes ¬ SORAYA BELUSI ¬ O que é preciso para criar um time campeão? Se depender da receita quase infalível de unir investimento financeiro com alta qualidade técnica, o mais novo time do voleibol brasileiro faz sua estreia na Superliga já credenciado a lutar pelo título. Criado por Eike Batista em parceria com o governo do Rio de Janeiro, com recursos significativos investidos na formação do elenco, o time carioca tem como base da equipe nomes importantes da seleção brasileira, com destaque para o levantador Marlon, o meio de rede Lucão e o ponteiro Dante. “Chegamos com uma equipe muito forte e com a cara do Rio. Alegre, competitiva e com total condição de chegar a uma final. Temos um elenco formado por grandes jogadores. Vitoriosos”, afirma o comandante Marcos Miranda, o Marcão, tão bem credenciado quanto seus comandados – ele integrou a comissão técnica medalhista de ouro nos Jogos de Barcelona-92. “Pensando na importância de todos os envolvidos nesse espetacular projeto, Eike Batista, EBX, governo do Estado do Rio de

x Ary Graça

PRESIDENTE DA CBV

“Com o RJX, o carioca terá um motivo a mais para ir ao Maracanãzinho.” “É sinal de que o vôlei vai bombar. Se o Eike botou a mão, é porque dá dinheiro.” Janeiro, jogadores e comissão técnica, não podemos pensar pequeno. Acreditamos que essa união nos credencia à disputa pelo título da temporada 2011/2012”, avalia o treinador. O RJX vem preencher uma lacuna no voleibol carioca. “Damos a oportunidade ao torcedor carioca, que tanto admira o voleibol, de voltar a torcer por um time com condições de estar entre os melhores do país”,

afirma Marcão. “Pela primeira vez, entro de cara em um trabalho em que não tenho o sentimento de encarar um desafio. O sucesso do projeto já é verdadeiro. O Rio tem uma equipe de vôlei, e eu sou um contribuinte. É um prazer enorme estar à frente de um projeto com tamanha importância. Como grande carioca que sou, absorvo minha participação nesse contexto como uma enorme oportunidade de poder fortalecer e contribuir com o vôlei do Rio de Janeiro”. O técnico ressalta ainda que, embora tenha grandes valores individuais, é no grupo que está a força do RJX. “Todos que fazem parte da equipe RJX são jogadores com passagens em seleções nacionais e foram destaques nas equipes que defenderam na temporada passada. A nossa grande força está na união desses jogadores, juntamente com a motivação de estarmos representando um grande patrocinador”, reconhece. Algumas características, segundo o treinador, formam o perfil da equipe. “Temos a cara do Rio: importante, corajoso, alegre, habilidoso, irreverente e competitivo”.

Time do bilionário Eike Batista em parceria com o governo do Rio de Janeiro, com astros do voleibol brasileiro, o RJX foi oficialmente apresentado no dia 20 de julho deste ano e estreou uma semana depois, em uma amistoso contra o Cimed-Sky. Essa é a primeira equipe competitiva masculina do Rio de Janeiro depois de 14 anos. A primeira competição do grupo foi a Copa Volta Redonda e nela já veio a primeira conquista. O nome RJX é formado pelas siglas da cidade e pela letra “X”, presente em todas as empresas de Eike Batista, em alusão ao fator de multiplicação dos lucros.

1 DESTAQUES A equipe tem cinco campeões mundiais (M) no elenco, além de um vencedor dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (P) e um medalhista de ouro nos Jogos Mundiais Militares (MM): Lucão, meio de rede (M) Dante, ponteiro (M) Marlon, levantador (M) Théo, oposto (M) Alan, líbero (M) Luis Felipe Chupita, ponteiro (P) Thiago Sens (MM)

R$ 13 milhões foi o investimento total feito na criação da equipe masculina de vôlei do Rio


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Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

HAVAR COMUNICAÇÃO / DIVULGAÇÃO

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Marcelinho

LEVANTADOR DO MINAS

“Será um campeonato muito equilibrado, mas estamos trabalhando para sermos campeões.”

Preparação. A equipe mineira participou de uma série de amistosos na Europa como uma das etapas do treinamento para a Superliga deste ano

RECORDISTA de títulos, Minas tem a tradição ao seu lado

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Com nomes como o levantador Marcelinho e o ponteiro Samuel, equipe da capital mineira chega com possibilidades de conquistar um grande resultado

brasileiros tem a equipe mineira. O Minas é o maior vencedor da competição.

vo-Minas entra na Superliga 2011/2012 com muito mais a oferecer para sua torcida. A equipe, maior vencedora do Nacional com sete conquistas, quatro delas na Superliga, trouxe bons reforços para esta temporada e chega na competição nacional com boas possibilidades de uma grande campanha. Apesar de contar com nomes de qualidade, como o levantador Marcelinho, com passagem pela seleção brasileira, a equipe do técnico Marcelo Fronckowiak tem no elenco o seu ponto forte. O valor e a experiência de cada jogador contribuirão para uma campanha que coloque a equipe entre as oito classificadas e com reais condições de disputar pelo título a partir das quartas de final. “Não estamos no mesmo nível de equipes de maiores investimentos. Nossa expectativa é realizar um trabalho significativo a médio e a longo prazo, mas acredito que podemos fazer uma boa campanha na temporada”, comenta o treinador. Para ele, a camisa e a estrutura do clube são duas fortes aliadas ao trabalho que vem sendo realizado desde o ano passado, quan-

títulos

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conquistas consecutivas tem a equipe na Superliga, entre os anos 1999 e 2002.

¬ DANIEL OTTONI ¬ Com a enorme tradição ao seu lado, o Vi-

do um quarto lugar foi conquistado. A ideia é justificar o investimento feito pelo patrocinador e deixar empresários, torcida e demais envolvidos satisfeitos com o resultado do fim de temporada.

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Marcelo Fronckowiak TÉCNICO DO VIVO-MINAS

TREINO. Como preparação para esta tempo-

rada, a equipe fez uma excursão pela Europa, na qual passou por França e Suíça, jogando contra times de uma escola diferente, mas com bom nível técnico. Os adversários exigiram bastante dos jogadores e contribuíram para um maior entrosamento da equipe, assim como na melhoria nos níveis técnico e tático. Na França, o elenco conquistou o vice-campeonato do Torneio Mistral Avignon. Já na Suíça, o título do Torneio do Lausanne Universidade Clube (LUC) foi bastante comemorado e mostrou que a equipe estava no caminho certo. Ao todo, foram nove partidas e sete vitórias. A passagem pelo Velho Continente também serviu para observar melhor o oposto tcheco Filip Rejlek, que estava no Montpellier, da França, um dos adversários do Minas na viagem. A qualidade mostrada por Filip convenceu Marcelo a pedir a con-

“O vôlei brasileiro vem colhendo os frutos plantados há alguns anos. A evolução do esporte no Brasil é constante.”

tratação do jogador, que estreou na semifinal do Estadual contra o Montes Claros, fazendo a diferença e sendo um importante nome na partida que garantiu passagem para a final. Outro recém-chegado é o ponta Samuel, que começou na equipe minastenista e tem passagens pela seleção brasileira e pelo voleibol russo. “A presença dos dois vai nos ajudar muito até pela necessidade de rodízio que teremos que ter devido ao calendário apertado”, relata Marcelo.


Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

1 HISTÓRICO

Minientrevista

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Marcelo Fronckowiack Técnico DO VIVO-MINAS

“Sou de um período em que a popularização dos clubes era bem maior.” Como você vê o momento do vôlei brasileiro? Vejo o esporte crescendo bastante no país, colhendo frutos que foram plantados nos últimos anos. No entanto, ainda somos dependentes das transmissões televisivas e a popularidade no esporte é relativa. Temos um excelente nível técnico em várias das equipes, como o Sky que conta com quatro jogadores olímpicos, mas, muitas vezes, ainda nos deparamos com ginásios vazios. Quais são as maiores mudanças desde a época e m

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que você era jogador? Sou de um período em que a popularização dos clubes era bem maior. Pirelli e Minas eram equipes de destaque e hoje não temos mais público se identificando com as equipes, formando um enorme contrassenso. Quais mudanças você sugeriria? A primeira delas seria no número de estrangeiros por equipe. Com mais jogadores de outros países, conseguiremos diminuir a diferença técnica para outros campeonatos de alto nível como Rússia e Itá-

lia. Aqui no Brasil, o limite é de apenas um estrangeiro. Apesar de dar mais oportunidades para os jogadores brasileiros, isso limita muito as equipes. Na Europa, existe a questão dos jogadores comunitários, o que favorece para o desenvolvimento de algumas ligas. Temos um sistema capitalista que coíbe um nível maior de investimento. Os argentinos, por exemplo, não deveriam ser considerados estrangeiros. Isso já seria um ponto a favor que colaboraria bastante para o voleibol brasileiro. E a questão da TV, qual sua opinião? O ideal seria que a TV aberta transmitisse os jogos para que um número maior de pessoas tivesse acesso ao esporte. No fim do ano passado, foi informado que a competi-

ção seria transmitida para todo o país. Mas não foi bem isso que aconteceu. Para alguns Estados do Sul, por exemplo, o torneio não foi passado. Temos hoje um alto investimento e grande evolução do MMA, que vem conquistando mais adeptos e que já foi, inclusive, transmitido em TV aberta. O vôlei pode estar perdendo o posto de segundo esporte mais popular do país. O que você acha da ideia de apenas 12 equipes na competição? Acho muito válida. O número ideal fica entre doze e catorze. Com catorze poderia até acontecer, mas o campeonato teria que começar nos meses de setembro ou outubro. O calendário deste ano está bastante apertado e isso é muito nocivo para todas as equipes. CRISTIANO TRAD - 28.11.2011

O Minas Tênis Clube possui grande tradição no voleibol nacional. Um dos melhores períodos vividos pelo clube mineiro aconteceu na década de 80, quando o sul-coreano Young Wan Sohn comandou um time forte em três títulos nacionais (1984-1985-1986), colocando fim à hegemonia de equipes cariocas e paulistas. Na passagem de Sohn pelo memorável Fiat-Minas, ainda vieram os títulos de campeão sul-americano em 1984 e 1985. O treinador veio para Belo Horizonte depois de comandar a seleção argentina, bronze no Mundial de 1982. O bom desempenho o levou até a seleção brasileira, quando sofreu um boicote dos principais atletas e acabou se afastando do cargo. Sohn faleceu recentemente, em seu país natal, vítima de câncer no pulmão. O grande nome do time era o ponta Pelé, que hoje integra o elenco como auxiliartécnico de Marcelo Fronckowiack. O atual treinador tem boa bagagem dentro e fora do país. Comandando a Ulbra, nos anos 2000, foram onze finais e sete títulos em dois anos à frente da equipe. Depois da boa campanha, Marcelo foi convidado para assumir o Tourcoing, da França. Além da força das equipes adultas, o Minas tem notável reconhecimento em suas categorias de base, sempre muito fortes e revelando talentos para dentro e fora do Brasil. As vitórias retornaram no final da década de 90, quando outro tricampeonato foi conquistado entre 2000 e 2002. A última Superliga veio na temporada 2006-2007 com o técnico Mauro Grasso no comando dos minastenistas.

1 RESULTADOS 2011

Esperança. O central Otávio é uma das revelações do Vivo-Minas e também uma das apostas para surpreender os principais candidatos ao título

Técnico traz experiência como atleta para as quadras No comando. O treinador gaúcho Marcelo Fronckowiack chega à sua segunda temporada à frente do Vivo-Minas. Apesar dos 43 anos, Marcelo já acumula boa experiência no vôlei, tanto dentro como fora do Brasil. História. Depois de jogar por vários anos em equipes de grande tradição no vôlei nacional, como o Frangosul, Marcelo resolveu se tornar treinador. Sua melhor experiência foi no comando da Ulbra, equipe em que foi campeão nacional por três vezes, duas como jogador e outra como treinador. Ao lado de Geovane

Gávio, Fronckowiack faz parte do seleto grupo campeão nacional como técnico e jogador. Lá fora. Em 2004, Marcelo não pôde recusar o convite para treinar a equipe francesa do Tourcoing. Por lá, não conquistou títulos, mas chegou às finais da Copa da França em três oportunidades e na decisão do campeonato nacional uma vez. A experiência internacional ainda é considerada por Marcelo como um diferencial, colaborando em seu crescimento pessoal e também profissional.

Vice-campeão mineiro Vice-campeão do Torneio Mistral Avignon (França) Campeão do torneio de LUC/Lausanne Universidade Clube (Suíça) Quarto colocado da Superliga (2010/2011)

2010 Sétimo colocado da Superliga (2010/2011)

2009 Vice-campeão na Superliga (2008/2009) Vice-campeão Mineiro Terceiro colocado no Torneio de Florianópolis

2008 Vice-campeão da Superliga (2007/2008) Vice-campeão do Paulista Vice-campeão do Mineiro

2007 Campeão da Superliga

2006 Vice-campeão da Superliga

2005 Vice-campeão da Superliga


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Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

Sada com MO

Após a conquista do Estadual, time comandado por Marcelo Mendez, que chegou à fin para isso, no lugar de grandes estrelas, a equipe celeste aposta na força de seu elenco FOTOS CRISTIANO TRAD

Equilíbrio. A consistência do conjunto é o diferencial da equipe mineira para ir em busca de seu primeiro título de relevância nacional

2006 é o ano de fundação do Sada, cujos resultados colocam a equipe entre as principais do país

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títulos tem o Sada nesta temporada: o Estadual e o bicampeonato do torneio de Irvine, nos EUA

¬ DANIEL OTTONI ¬ Criado em 2006 com um forte patrocina-

dor, o Sada Cruzeiro chega à sua quinta participação na Superliga mostrando uma constante e promissora evolução. Depois de assegurar vaga na elite do vôlei brasileiro ficando em terceiro lugar na Liga Nacional de 2006, a equipe acumula resultados consistentes, já sendo considerada uma das maiores do país. Na primeira participação na maior competição do Brasil, um sexto lugar. Nos anos seguintes, ficou em quinto, terceiro, quarto e segundo. No ano passado, a chegada à decisão foi comemorada, mas o maior objetivo não foi conquistado. A derrota na final mostrou que a equipe está mesmo com os dois pés entre as favoritas, mas a conquista do primeiro lugar daria à equipe de Marcelo Mendez o status de campeã. O título pode chegar nesta temporada, mas a tarefa será dura. “Temos neste ano seis ou sete equipes favoritas, com totais condições de chegar em primeiro lugar. Muitas dessas continuam se reforçando e vários jogadores de alto nível e de seleções integram os principais elencos”, analisa o

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Marcelo Mendez TÉCNICO DO SADA CRUZEIRO

“Não existe segredo para chegar entre os primeiros. Temos que entrar concentrados contra todos os adversários.”

treinador Marcelo Mendez. A dificuldade do campeonato, considerado por muitos o mais difícil e disputado de toda a história da competição, já é conhecida e entrar com total concentração em todas as partidas, independentemente do adversário, contará bastante para uma campanha regular e eficiente. “Todo jogo deve ser encarado como uma verdadeira final. Não existe segredo para se chegar nas primeiras posições”, comenta o comandante. Na verdade, a receita existe e é de conhecimento de todos: trabalho. Só com ele os resultados aparecerão.

Ao contrário das equipes favoritas ao título, como Cimed-Sky, Vôlei Futuro e RJX, o Sada não conta com grandes nomes. As fichas estão depositadas na força do elenco, que não é formado por estrelas, e, sim, por vários jogadores de bom nível e que podem fazer a diferença dentro de quadra. O nome mais conhecido talvez seja o do oposto Wallace Souza, que integrou a seleção brasileira que conquistou vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem, depois de ficar em terceiro lugar na Copa do Mundo do Japão, que terminou neste mês. O levantador William é outra referência da equipe. Apelidado de El Mago pelos torcedores argentinos do Drean Bolívar, equipe que defendeu antes da sua chegada ao Sada na temporada passada, William é o representante de Mendez dentro de quadra, fazendo também o papel de capitão. “É impressionante a qualidade que ele demonstra. Em muitos momentos, ele tira da manga algumas jogadas que surpreendem até mesmo os próprios jogadores. Jogar ao lado do William é muito fácil”, elogiou o oposto Alemão, maior pontuador da equipe no Campeonato Estadual.


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ORAL elevado

nal no ano passado, pretende trazer para Minas o título de campeão da Superliga; o, que tem entre os destaques o levantador William e o oposto Wallace Souza Minientrevista

G

Marcos Acácio CENTRAL DO SADA CRUZEIRO

“A nossa torcida já deu vários exemplos da força que tem e de como pode nos ajudar a conquistar os resultados.” A Superliga será um campeonato que vai exigir bastante de todas as equipes. Qual a sua avaliação sobre o elenco do Sada Cruzeiro? Quando tivermos nosso elenco completo, entraremos em quadra ainda mais fortes do que na temporada passada. Temos Sanchez, Daniel, Wallace, Douglas mostrando mais plantel do que no ano anterior. Isso, com certeza, vai fazer a diferença a nosso favor. Você acredita que esta será a Superliga mais disputada dos últimos anos? Acredito que sim. A competição do ano passado já foi bastante equilibrada e, neste ano, temos o RJX e a Cimed, outra equipe que também está mais forte. Com certeza, será um torneio mais disputado do que no ano passado. Qual a importância da torcida para o Sada? Aqui dentro do nosso ginásio, a torcida já deu vários exemplos da força que tem e de como pode ajudar nossa equipe a conquistar resultados positivos. Jogadores como o Sanchez, que chegou há pouco tempo de Cuba e ainda não tinha passado por uma experiência como essa, estão maravilhados com toda a capacidade que a torcida tem de lotar o ginásio e empurrar a equipe a todo momento, fazendo a diferença e jogando jun-

to em busca dos resultados positivos. Você considera o Sada um dos favoritos para o título da Superliga? Com certeza. Nenhum dos jogadores do nosso elenco pensa que não temos capacidade para entrar em uma competição, que não há condições de brigar diretamente pelo título da Superliga. Qual deve ser o diferencial da equipe para manter uma regularidade e permanecer durante todo o campeonato na parte de cima da tabela? O mais importante vai ser o time tentar se manter inteiro. O desgaste desta temporada vai ser grande. A quantidade de jogos é enorme e precisamos de todos os jogadores em totais condições físicas e técnicas. Isso já será um grande passo para fazermos uma boa campanha e estarmos brigando pelo título desde o começo da competição. O voleibol brasileiro é baseado em volume e acredito que quem demonstrar maior regularidade sairá na frente e acabará levando vantagem em relação às outras equipes.

evolução? A entrada da equipe de Juiz de Fora foi muito importante. O time da Zona da Mata já mostrou que tem jogadores de qualidade e que podem surpreender dentro da competição nacional. O Campeonato Mineiro tem melhorado bastante nas últimas edições e, nos anos seguintes, é bem provável que fique ainda melhor. Já atuei pelo vôlei paulista e pelo gaúcho disputando Superligas e Campeonatos Estaduais e o Mineiro não deixa a desejar.

Minas Gerais chega à Superliga deste ano com cinco equipes que disputaram o Campeonato Estadual. Você acredita que o vôlei mineiro esteja em um momento de crescimento e

Os destaques da equipe Força em quadra. Apesar de ser uma das melhores equipes do país, o Sada Cruzeiro não conta com grandes destaques individuais em seu elenco. O maior nome da equipe talvez esteja no banco de reservas. O treinador argentino Marcelo Mendez é um dos maiores expoentes da escola argentina, que vem

ganhando bastante projeção nos últimos anos. Dentro de quadra, atenção para alguns jogadores que podem representar bem a equipe durante esta temporada. O levantador William é um deles. Apelidado de El Mago pela torcida argentina do Drean Bolívar, clube que ele defendeu antes do Sada, William também acumula a

função de capitão. O oposto Wallace Souza defendeu a seleção na última edição da Copa do Mundo e é uma das promessas da equipe para o campeonato. Outro que chega motivado é o cubano Sanchez, apresentado nesta temporada e que já mostrou bom desempenho no Estadual.

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1 HISTÓRICO Desde 2006, o Grupo Sada estampa sua marca na equipe de vôlei que leva seu nome. Inicialmente, o time surgiu em Betim e o Grupo Sada era patrocinador oficial. Em 2008, através da Associação Social e Esportiva Sada Vôlei, o Grupo Sada expandiu o trabalho para as categorias de base e passou a coordenar todo o processo. Em 2009, o time passou a se chamar Sada Cruzeiro, em uma parceria vitoriosa com o Cruzeiro Esporte Clube. No primeiro ano representando o time azul de Belo Horizonte, o Sada conquistou a terceira colocação da Superliga. No ano seguinte, a presença no disputado Torneio de Irvine, na Califórnia (EUA), foi bastante comemorada. A felicidade foi ainda maior com o título, depois de enfrentar equipes de bom nível técnico de várias escolas. Neste ano, o bicampeonato foi conquistado de forma invicta, tendo o levantador William como o único atleta a ganhar o torneio em três oportunidades. A base do Sada também vem crescendo e revelações já surgem para o cenário nacional.

1 RESULTADOS 2011 Campeão Mineiro Bicampeão do Torneio Internacional de Voleibol Vice-campeão da Superliga 2010/2011

2010

Campeão Mineiro Campeão do Torneio Internacional de Voleibol Irvine – EUA Quarto lugar da Superliga (2009/2010)

2009

Campeão da Copa Santa Catarina Bronze no Sul-Americano Terceiro lugar da Superliga (2008/2009)

2008

Campeão Mineiro Campeão da Copa Bento Quarto lugar no Mundial Interclubes-Argentina Quinto lugar na Superliga (2007/2008)

2007

Campeão da Copa Bento Sexto lugar na Superliga (2006/2007) Terceiro lugar na Copa Brasil Quarto lugar na Copa Mercosul

2006

3º lugar na Liga Nacional Vice-campeão do Mineiro Campeão da Taça Cidade Vitória


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ALEXANDRE ARRUDA/CBV

Sesi-SP ¬ FELIPE RIBEIRO ¬ O Sesi-SP começa a Superli-

ga 2011/2012 como time a ser batido, já que, na temporada passada, faturou o título em uma campanha acima da média. A equipe paulista bateu o Sada Cruzeiro por 3 sets a 1 na decisão, realizada no Mineirinho, e agora defenderá a hegemonia nacional. Os adversários terão trabalho para derrotar o Sesi. Além de manter a base campeã com Murilo, Sidão, Serginho, o time foi reforçado com o meio de rede campeão olímpico Rodrigão, o central Aureliano e os pontas Léo Mineiro e Diogo. Para comandar o elenco, ainda mais reforçado em rela-

ção à edição 2010/2011, Giovane Gávio segue à frente da comissão técnica. Depois de duas Copas São Paulo, dois Campeonatos Paulistas e uma Superliga, ele vai em busca do seu sexto título desde que trocou a carreira de jogador pela de treinador.

1 Título da Superliga tem o time paulista, conquistado na edição passada.

PALAVRA DO COMANDANTE. O téc-

nico Giovani Gávio acredita que, com o alto investimento e jogadores de qualidade, quem ganhará é o público. “A qualidade técnica está ainda melhor. A competição está alcançando a maturidade e será bem disputada. Com certeza, o público vai ganhar muito com isso”, disse.

Destaque Craque. O ponta Murilo é a grande estrela do elenco paulista. No ano passado, o jogador recebeu o prêmio de melhor jogador do mundo, após a conquista da Liga.

ALEXANDRE ARRUDA/CBV

Cimed-Sky ¬ Para reconquistar o título

da Superliga, nada melhor do que unir duas das maiores potências da história do vôlei nacional e formar uma forte equipe. Foi o que decidiram fazer Cimed-Florianópolis e Pinheiros-Sky para a disputa da competição 2011/2012. Após campanhas frustrantes na edição anterior, na qual o time catarinense, quatro vezes campeão, não passou das quartas de final e o paulista foi eliminado na semi, houve a fusão que resultará em mais investimentos. Com Florianópolis sendo adotada como casa do combinado Cimed-Sky, atletas consagrados e com várias con-

quistas como Bruninho, Giba e Gustavo Endres serão as principais referências na busca pela retomada da hegemonia. A expectativa é relembrar os bons tempos, nos quais a equipe chegou a vencer quatro edições da Superliga em cinco temporadas.

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Títulos da Superliga tem a equipe de Florianópolis, maior vencedora ao lado do Minas.

PALAVRA DO COMANDANTE. O téc-

nico Marcos Pacheco, que está no comando desde a criação da equipe catarinense, espera que o equilíbrio seja a marca da competição: “Pelos investimentos e pela repatriação de atletas, acredito num equilíbrio muito grande. Não vejo uma equipe disparando na tabela.” (FR)

Destaque Craque. Mesmo já não sendo tão badalado quanto em outros anos, o ponta Giba, astro do voleibol mundial, é o grande nome da equipe catarinense.

ALEXANDRE ARRUDA/CBV

Vôlei Futuro ¬ Terceiro

colocado na Superliga 2010/2011, o Vôlei Futuro inicia a competição deste ano com a mesma base que foi eliminada pelo Sada Cruzeiro na temporada passada. Apesar de não ter feito a decisão, o time de Araçatuba (SP) venceu o Vivo-Minas na disputa do terceiro lugar. Para este ano, a equipe perdeu três atletas importantes, mas contratou a mesma quantidade. Saíram Leandro Vissotto, Luisinho e Mineiro, enquanto chegaram Lorena, Evandro Batista e Maurício para reforçar o elenco do técnico Cezar Douglas. Recentemente, o Vôlei Futuro foi campeão dos Jogos

Abertos do Interior ao vencer o Medley-Campinas na decisão. Peças decisivas como o meio de rede Vini e o levantador Ricardinho continuam na equipe e prometem conduzir o time na busca pelo título. PALAVRA DO COMANDANTE. O téc-

nico Cezar Douglas acredita que a mudança no regulamento tornará a competição deste ano ainda mais interessante. “Espero que tenhamos concentração máxima. Com o novo regulamento, vamos lutar para vencer por 3 sets a 0 ou 3 sets a 1, levando três pontos. Acredito que esta Superliga será muito interessante para todos que acompanharem.” (FR)

2

Jogadores da seleção brasileira estão no elenco do time paulista: o meio de rede Maurício e o líbero Mário Junior.

Destaque Craque. O principal jogador do elenco de Araçatuba é o experiente e vitorioso levantador Ricardinho, que ainda é um dos grandes nomes nesta posição.


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ALEXANDRE ARRUDA/CBV

BMG-São Bernardo ¬ FELIPE RIBEIRO ¬ O BMG-São Bernardo

é uma das equipes mais tradicionais do vôlei brasileiro. Ao lado do Vivo-Minas, são as dois únicos times que participaram das 17 edições realizadas da Superliga. O histórico, porém, não é condizente com a classificação na temporada passada, quando terminou na décima posição. Com o time não conseguindo nem mesmo uma vaga nos playoffs da competição 2010/2011, a direção resolveu reformular o elenco. Sete jogadores deixaram o time e outros dez foram contratados. Entre os reforços, quatro atletas que foram repatriados.

Paulo Renan, Ruan e Baiano, que atuaram no voleibol português, além de Joel, que estava na UPCN, da Argentina. PALAVRA DO COMANDANTE. O comando da equipe está com Rubinho, que, desde 2006, vem fazendo parte da comissão técnica de Bernardinho na seleção brasileira. Ele espera que sua equipe ganhe corpo e se classifique. “Será uma Superliga bastante difícil, com um nível técnico muito alto. Vai ser uma competição mais forte e disputada. Espero um crescimento da minha equipe ao longo do torneio e que consigamos a classificação para os playoffs”.

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participação da equipe na Superliga, sendo, ao lado do Minas Tênis Clube, recordista

Destaque Craque. O jovem oposto Renan é apontado como um grande talento. Ele foi campeão mundial juvenil com a seleção brasileira no torneio realizado em 2009.

MAURICIO KAYE/CBV

Medley-Campinas ¬ Em sua segunda participa-

ção na Superliga, o MedleyCampinas tenta avançar pelo menos mais um degrau. Na temporada passada, a equipe idealizada e gerenciada pelo ex-levantador da seleção brasileira Maurício chegou às quartas de final, mas foi eliminada pelo Sesi, que depois viria a ser o campeão. Mas as contratações, pelo menos no papel, não estão à altura das que foram realizadas pelos times considerados favoritos ao título. As principais aquisições foram o levantador Fidele e o oposto Bobo. A manutenção de uma base e de peças como o central André Heller e o ponta Mão po-

de ser o diferencial do time campineiro. A aposta está na combinação da experiência com a juventude para desempenhar um bom papel na competição nacional desta temporada. PALAVRA DO COMANDANTE. O téc-

nico Cacá Bizzocchi acredita que sua equipe esteja mais experiente em relação à temporada passada, o que ajudará a superar os momentos de maior tensão no torneio. “Estamos com um time mais forte, mais experiente, o que dá mais confiança para o grupo poder lidar com a tensão da disputa de um torneio forte como a Superliga”. (FR)

colocação na Superliga 2010/2011 foi o máximo que a equipe de Campinas conseguiu.

Destaque Craque. O principal jogador do time campineiro é o meio de rede André Heller, seis vezes campeão da Superliga e medalha de ouro com a seleção em 2004. ALEXANDRE ARRUDA/CBV

Volta Redonda ¬ A força do conjunto é a es-

perança do Volta Redonda de sair do meio da tabela e buscar um lugar entre os oito primeiros colocados, que avançam para as quartas de final. Para fazer uma campanha melhor do que a realizada na edição anterior, o time da Cidade do Aço buscou reforços no mercado nacional. A expectativa é que nomes como o experiente ponta Ezinho e os opostos Jamelão e Felipe Urso possam dar ao time mais qualificação. Na Superliga 2010/2011, a equipe não conseguiu se classificar para a fase dos playoffs, porém, já atingiu uma campanha melhor do que a

de 2009-2010, com a qual realizou sua estreia no torneio. A expectativa do técnico Sérgio Negrão, contratado para esta temporada, é garantir um lugar nas quartas de final, mas ele sabe que a tarefa não será fácil para o Voltaço. “O nosso objetivo principal é garantir a vaga para os playoffs, mas sabemos que é uma missão difícil, pois esta será a melhor Superliga de todos os tempos, com equipes mais equilibradas e grandes estrelas em quadra. Apesar de tudo isso, tenho confiança no grupo e acho que iremos atingir nosso objetivo”. (FR) PALAVRA DO COMANDANTE.

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anos de Superliga está completando a equipe da Cidade do Aço.

Destaque Craque. Ezinho é a principal referência dentro do elenco do time de Volta Redonda. O ponteiro tem grande experiência no voleibol nacional e internacional.


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O MAPA DA SUPERLIGA O vôlei brasileiro tem como grande celeiro o Sul e o Sudeste. São nessas regiões em que a Superliga, tanto masculina como feminino, acontece. Minas Gerais tem lugar de destaque, com quatro times masculinos e três femininos. EQUIPE MASCULINA EQUIPE FEMININA

MINAS GERAIS SADA CRUZEIRO CIDADE

Belo Horizonte

GINÁSIO

Poliesportivo do Riacho

2.375.444 HABITANTES* CAPACIDADE PARA 2.000 PESSOAS

BMG-MONTES CLAROS CIDADE

Montes Claros

GINÁSIO

Pol. Presidente Tancredo Neves

361.971 HABITANTES* CAPACIDADE PARA 7.300 PESSOAS

VIVO-MINAS CIDADE

Belo Horizonte

GINÁSIO

Arena Vivo

2.375.444 HABITANTES* CAPACIDADE PARA 3.650 PESSOAS

UFJF CIDADE

Juiz de Fora

GINÁSIO

Univ. Fed. de Juiz de Fora

517.872 HABITANTES* CAPACIDADE PARA 700 PESSOAS

USIMINAS-MINAS

RIO DE JANEIRO

CIDADE

Belo Horizonte

GINÁSIO

Arena Vivo

2.375.444 HABITANTES*

VOLTA REDONDA CIDADE

Volta Redonda

CAPACIDADE PARA 3.650 PESSOAS

257.803 HABITANTES* GINÁSIO

BANANA BOAT-PRAIA CLUBE

Pol. Gal. Euclydes Figueiredo CAPACIDADE PARA 3.000 PESSOAS

CIDADE

Uberlândia

GINÁSIO

Oranides Borges do Nascimento

611.903 HABITANTES

RJX CIDADE

Rio de Janeiro

CAPACIDADE PARA 1.500 PESSOAS

15.993.583 HABITANTES* GINÁSIO

CIDADE

Belo Horizonte

GINÁSIO

Mackenzie

2.375.444 HABITANTES*

MACAÉ SPORTS CIDADE

BMG-MACKENZIE

Gilberto Cardoso “Maracanãzinho” CAPACIDADE PARA 11.000 PESSOAS

Macaé

CAPACIDADE PARA 1.200 PESSOAS

212.433 HABITANTES* GINÁSIO

Tênis Clubes de Macaé CAPACIDADE PARA 2.0000 PESSOAS

UNILEVER CIDADE

Rio de Janeiro 15.993.583 HABITANTES*

GINÁSIO

Gilberto Cardoso “Maracanãzinho” CAPACIDADE PARA 11.000 PESSOAS

SÃO PAULO MEDLEY-CAMPINAS CIDADE

Campinas

GINÁSIO

Taquaral

VÔLEI FUTURO CIDADE

Araçatuba

GINÁSIO

Municipal Dr. Plácido Rocha

1.088.611 HABITANTES*

182.526 HABITANTES*

CAPACIDADE PARA 2.700 PESSOAS

PARANÁ

CIDADE

São Paulo

GINÁSIO

Marcello de Castro Leite

Londrina-PR

GINÁSIO

Adib Moisés Dib

765.203 HABITANTES* CAPACIDADE PARA 3.290 PESSOAS

SESI-SP

Darcy Cortez “Moringão” CAPACIDADE PARA 6.000 PESSOAS

São Bernardo do Campo

CAPACIDADE PARA 800 PESSOAS

506.701 HABITANTES* GINÁSIO

BMG-SÃO BERNARDO CIDADE

41.252.160 HABITANTES

LONDRINA-SERCOMTEL-MARTMINAS CIDADE

CAPACIDADE PARA 2.500 PESSOAS

SESI-SP

CIDADE

São Paulo

GINÁSIO

Marcello de Castro Leite

SOLLYS-NESTLÉ CIDADE

Osasco

GINÁSIO

Mun. Professor José Liberatti

41.252.160 HABITANTES*

SANTA CATARINA

CAPACIDADE PARA 800 PESSOAS

Florianópolis

GINÁSIO

Saul Oliveira “Capoeirão”

CIDADE

São Bernardo do Campo

GINÁSIO

Paulo Cheidde “Baetão”

RIO DO SUL

GINÁSIO

Municipal Artenir Werner CAPACIDADE PARA 1.500 PESSOAS

GINÁSIO

Poliesp. Henrique Villaboim

41.252.160 HABITANTES* CAPACIDADE PARA 850 PESSOAS

VÔLEI FUTURO CIDADE

Araçatuba

GINÁSIO

Municipal Dr. Plácido Rocha

61.196 HABITANTES*

FONTE: CENSO IBGE 2010

São Paulo

CAPACIDADE NÃO INFORMADA

CAPACIDADE PARA 2.000 PESSOAS

Rio do Sul

PINHEIROS CIDADE

765.203 HABITANTES*

427.298 HABITANTES*

CIDADE

CAPACIDADE PARA 4.0000 PESSOAS

BMG-SÃO BERNARDO

CIMED-SKY CIDADE

666.469 HABITANTES*

SÃO CAETANO CIDADE

São Caetano do Sul

GINÁSIO

Milton Feijão

182.526 HABITANTES* CAPACIDADE PARA 2.500 PESSOAS

49.571 HABITANTES* CAPACIDADE PARA 5.000 PESSOAS


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Mulheres de Rio e Osasco POLARIZAMbriga por título Paulistas e cariocas fizeram as últimas sete finais da Superliga feminina e querem manter o domínio nesta temporada, em que terão a companhia de times fortes como o Vôlei Futuro e o novato Sesi-SP ALEXANDRE ARRUDA/CBV

FÁBIO RUBINATO/AGF/DIVULGAÇÃO

¬ FELIPE RIBEIRO ¬ Nas últimas sete edições da

5 Títulos conquistou o Unilever-Rio de Janeiro nas últimas sete edições da Superliga

Retorno. Fernanda Venturini volta às quadras depois de anunciar retirada

Superliga Feminina de Vôlei, Unilever-Rio de Janeiro e Sollys-Osasco não deram chances aos adversários e sempre fizeram a final da competição. O time carioca conseguiu monopolizar ainda mais o cenário do voleibol nacional de 2004 para cá, já que faturou cinco títulos na decisões contra as paulistas, que levaram a melhor apenas em duas oportunidades. As duas equipes possuem grandes patrocinadores, que ajudam com alto investimento na contratação de jogadoras e comissão técnica. Atualmente, a base da seleção brasileira comandada pelo técnico José Roberto Guimarães é formada por atletas das duas equipes. Ao todo, os dois times tiveram nove das 14 atletas que disputaram a Copa do Mundo deste ano. A formação comandada por Bernardinho, no Rio de Janeiro, terá as selecionáveis Mari, Sheilla, Fabi e Juciely. Já o esquadrão de Luizomar de Moura, em Osasco, contará com Thaísa, Adenízia, Camila Brait, Fabíola e Tandara. Com tantas jogadoras de ponta, fica mais fácil entender o motivo de cariocas e paulistas dominarem a Superliga e já serem apontadas como favoritas para 2011/2012. “Equipes consideradas medianas aumentaram o investimento. Vamos ter uma briga forte com atletas de alto nível em todos os times que estão na competição”, disse Luizomar. Apenas duas equipes – além das últimas finalistas – possuem jogadoras que fazem parte do elenco da seleção. O Vôlei Futuro conta com Fernanda Garay e Paula Pequeno e o SesiSP, estreante na Superliga, tem Dani Lins e Sassá. Os outros oito concorrentes apostam em promessas ou jogadoras que perderam espaço. Para ilustrar a realidade acima da média de Unilever e Sollys, basta recorrer à tabela final da Superliga 2010/2011. O time do Rio realizou 27 partidas e perdeu só duas, enquanto o de Osasco esteve em quadra pelo mesmo número de vezes e saiu derrotado quatro vezes. A promessa será de vida dura para quem tentar tirar a hegemonia do eixo Rio-São Paulo.

2 Títulos conquistou o Sollys-Osasco nos últimos sete anos, sendo vice nos outros cinco

Destaque. Depois de susto na Pan 2011, Jaqueline está de volta ao Osasco


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Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

EDITORIA DE ARTE

SUPERLIGA FEMININA DE VÔLEI TURNO 1ª RODADA 9/12/11 (Sexta-feira) 20h Mackenzie-Cia do Terno x Vôlei Futuro 20h Rio do Sul x Pinheiros 20h BMG-São Bernardo x Usiminas-Minas 20h Banana Boat-Praia Clube x Macaé Sports 21h São Caetano x Sollys-Nestlé 10/11/12 (Sábado) 15h Unilever x Sesi-SP

5ª RODADA Belo Horizonte Rio do Sul São Bernardo Uberlândia São Caetano Rio de Janeiro

2ª RODADA 13/12/11 (Terça-feira) 20h Macaé Sports x Sesi-SP 20h Usiminas-Minas x Banana Boat-Praia Clube 21h Pinheiros x BMG-São Bernardo 20h30 Vôlei Futuro x Rio do Sul 20h Sollys-Nestlé x Mackenzie-Cia do Terno 20h Unilever x São Caetano

Macaé Belo Horizonte São Paulo Araçatuba Osasco Rio de Janeiro

3ª RODADA 16/12/11 (Sexta-feira) 20h São Caetano x Sesi-SP 20h Mackenzie-Cia do Terno x Unilever 20h Rio do Sul x Sollys-Nestlé 21h BMG-São Bernardo x Vôlei Futuro 20h Banana Boat-Praia Clube x Pinheiros 20h Macaé Sports x Usiminas-Minas

22/12/11 (Segunda-feira) 20h Mackenzie-Cia do Terno x Sesi-SP 20h Rio do Sul x São Caetano 21h BMG-São Bernardo x Unilever 20h Banana Boat-Praia Clube x Sollys-Nestlé 20h Macaé Sports x Vôlei Futuro 20h Usiminas-Minas x Pinheiros

São Caetano Belo Horizonte Rio do Sul São Bernardo Uberlândia Macaé

Belo Horizonte Rio do Sul São Bernardo Uberlândia Macaé Belo Horizonte

6ª RODADA 10/1/12 (Terça-feira) 20h Sesi-SP x Pinheiros 20h Vôlei Futuro x Usiminas-Minas 20h Sollys-Nestlé x Macaé Sports 20h Unilever x Banana Boat-Praia Clube 20h São Caetano x BMG-São Bernardo 20h Rio do Sul x Mackenzie-Cia do Terno

São Paulo Araçatuba Osasco Rio de Janeiro São Caetano Rio do Sul

7ª RODADA 13/1/12 (Sexta-feira) 20h Rio do Sul x Sesi-SP 20h BMG-São Bernardo x Mackenzie-Cia do Terno 20h Banana Boat-Praia Clube x São Caetano 20h Unilever x Macaé Sports 20h Usiminas-Minas x Sollys-Nestlé 20h Pinheiros x Vôlei Futuro

Rio do Sul São Bernardo Uberlândia Rio de Janeiro Belo Horizonte São Paulo

8ª RODADA

São Paulo São Paulo Araçatuba Osasco Rio de Janeiro São Caetano

10ª RODADA 24/1/12 (Terça-feira) 20h Sesi-SP x Sollys-Nestlé 20h Unilever x Vôlei Futuro 20h São Caetano x Pinheiros 20h Mackenzie-Cia do Terno x Usiminas-Minas 20h Rio do Sul x Macaé Sports 20h BMG-São Bernardo x Banana Boat-Praia Clube

São Paulo Rio de Janeiro São Caetano Belo Horizonte Rio do Sul São Bernardo

11ª RODADA

17/1/12 (Terça-feira) 20h Sesi-SP x Vôlei Futuro São Paulo 20h Sollys-Nestlé x Pinheiros Osasco 20h Unilever x Usiminas-Minas Rio de Janeiro 20h São Caetano x Macaé Sports São Caetano 20h Mackenzie-Cia do Terno x Banana Boat-Praia Clube Belo Horizonte

20h

Banana Boat-Praia Clube x Sesi-SP

20h

Macaé Sports x BMG-São Bernardo

20h

Usiminas-Minas x Rio do Sul

20h

Pinheiros x Mackenzie-Cia do Terno

20h

10h

Rio do Sul x BMG-São Bernardo

São Bernardo Uberlândia Macaé Belo Horizonte São Paulo Araçatuba

27/1/12 (Sexta-feira)

4ª RODADA 19/12/11 (Segunda-feira) 21h Sesi-SP x Usiminas-Minas 20h Pinheiros x Macaé Sports 20h30 Vôlei Futuro x Banana Boat-Praia Club 20h Sollys-Nestlé x BMG-São Bernardo 20h Unilever x Rio do Sul 20h São Caetano x Mackenzie-Cia do Terno

9ª RODADA 20/1/12 (Sexta-feira) 20h BMG-São Bernardo x Sesi-SP 20h Banana Boat-Praia Clube x Rio do Sul 20h Macaé Sports x Mackenzie-Cia do Terno 20h Usiminas-Minas x São Caetano 20h Pinheiros x Unilever 20h Vôlei Futuro x Sollys-Nestlé

Rio do Sul

20h30 Vôlei Futuro x São Caetano

Uberlândia Macaé Belo Horizonte São Paulo Araçatuba

28/1/12 (Sábado) Sollys-Nestlé x Unilever

São Paulo

RETURNO 1ª RODADA 31/1/12 (Terça-feira) 20h Sesi-SP x Unilever 20h Sollys-Nestlé x São Caetano 20h Vôlei Futuro x Mackenzie-Cia do Terno 20h Pinheiros x Rio do Sul 20h Usiminas-Minas x BMG-São Bernardo 20h Macaé Sports x Banana Boat-Praia Clube

5ª RODADA São Paulo Osasco Araçatuba São Paulo Belo Horizonte Macaé

2ª RODADA 3/2/12 (Sexta-feira) 20h Sesi-SP x Macaé Sports 20h Banana Boat-Praia Clube x Usiminas-Minas 20h BMG-São Bernardo x Pinheiros 20h Rio do Sul x Vôlei Futuro 20h Mackenzie-Cia do Terno x Sollys-Nestlé 20h São Caetano x Unilever

2/3/12 (Sexta-feira) 20h Sesi-SP x BMG-São Bernardo 20h Rio do Sul x Banana Boat-Praia Clube 20h Mackenzie-Cia do Terno x Macaé Sports 20h São Caetano x Usiminas-Minas 20h Unilever x Pinheiros 20h Sollys-Nestlé x Vôlei Futuro

São Paulo Rio do Sul Belo Horizonte São Caetano Rio de Janeiro Osasco

10ª RODADA

São Paulo Uberlândia São Bernardo Rio do Sul Belo Horizonte São Caetano

16/2/12 (Quinta-feira) 20h Pinheiros x Sesi-SP 20h Usiminas-Minas x Vôlei Futuro 20h Macaé Sports x Sollys-Nestlé 20h Banana Boat-Praia Clube x Unilever 20h BMG-São Bernardo x São Caetano 20h Mackenzie-Cia do Terno x Rio do Sul

São Paulo Rio de Janeiro Osasco Araçatuba São Paulo Belo Horizonte

24/2/12 (Sexta-feira) 18h Vôlei Futuro x Pinheiros 20h Sesi-SP x Rio do Sul 20h Mackenzie-Cia do Terno x BMG-São Bernardo 20h São Caetano x Banana Boat-Praia Clube 20h Macaé Sports x Unilever 20h Sollys-Nestlé x Usiminas-Minas

São Paulo Belo Horizonte Macaé Uberlândia São Bernardo Belo Horizonte

6/3/12 (Terça-feira) 20h Sollys-Nestlé x Sesi-SP 20h30 Vôlei Futuro x Unilever 20h Pinheiros x São Caetano 20h Usiminas-Minas x Mackenzie-Cia do Terno 20h Macaé Sports x Rio do Sul 20h Banana Boat-Praia Clube x BMG-São Bernardo

Araçatuba São Paulo Belo Horizonte São Caetano Macaé Osasco

9/3/12 (Sexta-feira) 20h Sesi-SP x Banana Boat-Praia Clube 20h BMG-São Bernardo x Macaé Sports 20h Rio do Sul x Usiminas-Minas 20h Mackenzie-Cia do Terno x Pinheiros 20h São Caetano x Vôlei Futuro 20h Unilever x Sollys-Nestlé

8ª RODADA

QUARTAS DE FINAL Datas > 13/3/12 - 16/3/12 - 20/3/12

Belo Horizonte Macaé Uberlândia São Bernardo Rio do Sul Belo Horizonte

28/2/12 (Terça-feira) 20h30 Vôlei Futuro x Sesi-SP Araçatuba 20h Pinheiros x Sollys-Nestlé São Paulo 20h Usiminas-Minas x Unilever Belo Horizonte 20h Macaé Sports x São Caetano Macaé 20h Banana Boat-Praia Clube x Mackenzie-Cia do Terno Uberlândia 20h BMG-São Bernardo x Rio do Sul São Bernardo

7ª RODADA

4ª RODADA 10/2/12 (Sexta-feira) 20h Usiminas-Minas x Sesi-SP 20h Macaé Sports x Pinheiros 20h Banana Boat-Praia Clube x Vôlei Futuro 20h BMG-São Bernardo x Sollys-Nestlé 20h Rio do Sul x Unilever 20h Mackenzie-Cia do Terno x São Caetano

São Paulo São Caetano Rio de Janeiro Osasco Araçatuba São Paulo

6ª RODADA

3ª RODADA 7/2/12 (Terça-feira) 20h Sesi-SP x São Caetano 20h Unilever x Mackenzie-Cia do Terno 20h Sollys-Nestlé x Rio do Sul 20h Vôlei Futuro x BMG-São Bernardo 20h Pinheiros x Banana Boat-Praia Clube 20h Usiminas-Minas x Macaé Sports

13/2/12 (Segunda-feira) 20h Sesi-SP x Mackenzie-Cia do Terno 20h São Caetano x Rio do Sul 20h Unilever x BMG/São Bernardo 20h Sollys-Nestlé x Banana Boat-Praia Clube 20h Vôlei Futuro x Macaé Sports 20h Pinheiros x Usiminas-Minas

9ª RODADA

Osasco Araçatuba São Paulo Belo Horizonte Macaé Uberlândia

11ª RODADA São Paulo São Bernardo Rio do Sul Belo Horizonte São Caetano Rio de Janeiro

SEMIFINAL Datas > 24/3/12 - 26/3/12 - 30/3/12 - 31/3/12 - 6/4/12 - 7/4/12

FINAL Data > 14/4/12


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Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

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Praia Clube exibe grupo EXPERIENTE e com espírito de não ter bola perdida

Reforços como a líbero Arlene e as atacantes Dayse, Suelle e Monique trazem Arlene mais rodagem ao grupo, que pretende incomodar as equipes favoritas ao título LÍBERO DO BANANA BOAT PRAIA CLUBE

“Acredito que o Praia Clube irá brigar por uma posição de destaque nesta Superliga.”

4ª vez

que o Praia Clube, de Uberlândia, participa da principal competição nacional

22 jogos

fez o time na Superliga passada. O desempenho foi de oito vitórias e 14 derrotas

¬ SORAYA BELUSI ¬ Caçula entre os clubes mineiros

na Superliga feminina, o Praia Clube vem para a sua quarta participação consecutiva na competição com um grupo que promete não ter bola perdida. Para isso, conta com a experiência do técnico Spencer Lee, que reassume o comando do time, com a permanência de jovens e talentosas atletas formadas no próprio clube e com a chegada de jogadoras de vasta bagagem no vôlei nacional. “Neste ano, estamos com um grupo mais homogêneo, jovem, mas que se mescla à experiência de jogadoras que passaram por grandes equipes brasileiras, algumas delas com a vivência de já terem sido campeãs da Superliga”, avalia o técnico, Spencer Lee. “Em todas as posições, as jogadoras têm uma qualidade técnica parelha, um grupo muito determinado, que conquistou o Mineiro neste ano e tem a ambição de fazer uma grande competição”. Para chegar mais longe que o sétimo lugar alcançado na última Superliga, Spencer Lee ressalta que o grupo ganhou reforços que darão ainda mais volume de jogo à equipe. “O time ganha muito com a experiência e a liderança da Arlene, ganha uma jogadora de muita força que é a Dayse, que veio do São Caetano. Nós ganhamos também a Monique, que figurou entre as dez maiores pontuadoras no ano passado, e ainda uma jogadora de definição, a Suelle, que, embora muito jovem, já veio com essa bagagem de ter sido campeã com o Rio, tem um excelente volume de fundo de quadra e gera uma estabilidade para o sistema ofensivo”, analisa o treinador. Spencer faz questão de ressaltar o alto nível da equipe mineira também em outras posições na quadra, como a central Angélica e a oposto Camila Paracatu, que promete ser um dos destaques desta temporada. “A Camila ficou dois anos afastada por lesão e retorna com toda aquela ambição de recuperar o tempo perdido, de fazer uma gran-

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Camila

Minientrevista

LEVANTADORA DO PRAIA

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Spencer Lee

“A equipe veio mais forte para esta temporada. Nosso objetivo é, realmente, ser a pedrinha no sapato dos times considerados grandes.” de Superliga. Além disso, ela integrou as seleções brasileira infanto e juvenil, foi campeã em ambas as categorias, considerada a melhor bloqueadora, tem apenas 23 anos e vem com um desejo muito grande de ser lembrada novamente, até para poder voltar ao mercado de maneira diferente. No Mineiro, por exemplo, ela foi a melhor no percentual de acertos/erros, em termos de ataque”, aposta o técnico do time de Uberlândia. O espírito do Praia Clube para este ano é lutar por uma classificação ainda melhor que a do ano passado e incomodar as equipes consideradas favoritas. “Entramos com muita raça. O perfil que caracteriza a nossa equipe é o de ser um time aguerrido para o qual não tem bola perdida nem set que não possa ser conquistado. Seremos uma equipe que não desistirá nunca. É o perfil do brasileiro. Isso é legal. Acho que, em uma palavra, seremos aguerridos”, defende Spencer. Para um grupo que pretende ser a pedra no sapato dos adversários, o novo regulamento pode ajudar. “Beneficia a equipe que luta pela vitória no set. Antigamente, perder por 3 a 0 ou 3 a 2 dava na mesma. Agora, essa nova pontuação engrandece a competição, porque todas as equipes, em todos os jogos, vão lutar pela conquista de algum set, vão lutar para que os grandes times não vençam com facilidade. E esses sets podem fazer diferença de pontos no final. Se depender de nós, não vai ter jogo morno”.

Técnico DO BANANA BOAT-PRAIA CLUBE

“Essa disputa intermediária vai ser muito grande.” Você está trabalhando no clube há quatro anos e, agora, reassume o comando da equipe como técnico. O que muda no perfil do grupo para esta Superliga? No ano passado, a gente tinha a Daimy, a quarta maior pontuadora da Superliga, uma jogadora que se destacava no ataque. Neste ano, estamos com um grupo mais homogêneo, jovem, que se mescla à experiência de atletas como a Arlene, que participou de todas as edições da Superliga até hoje, e a jogadoras com experiência em grandes equipes, caso da Dayse, da Suelle e da Monique; as duas últimas já foram campeãs da competição. Em todas as posições, as jogadoras têm qualidade técnica parelha, um grupo muito determinado, que conquistou o Mineiro neste ano, um grupo que tem a ambição de fazer uma grande Superliga. E qual é a meta da equipe para esta temporada? No ano passado, ficamos em sétimo e, no retrasado, também. Nosso objetivo neste ano é tentar evoluir na nossa classificação. Sabemos da dificuldade, pois vai ser uma das temporadas mais equili-

bradas. Num aspecto geral, teremos cinco equipes em um nível mais acima, duas mais abaixo e mais outras cinco equipes que vão brigar pelo sexto até o nono lugares. Essa disputa intermediária vai ser muito grande. Você e a sua forma de trabalhar são sempre citados pelas jogadoras. Embora você tenha reassumido agora como técnico, são quatro anos de convivência. Esse entrosamento entre você e a equipe pode fazer a diferença? Espero que essa proximidade e esse carinho na relação possam ser um diferencial não para o resultado em si, mas, sim, no estressante dia a dia em que convivemos. São quatro meses ininterruptos de trabalho, em que temos que conviver com os sucessos e os insucessos das derrotas. Nesse sentido, a proximidade da relação ajuda. É importante que elas se sintam queridas e sintam que cada uma delas é especial para o grupo. Esse perfil de aproximação não é um mérito meu apenas, é também da comissão técnica. Esperamos criar um ambiente saudável, no qual todas as atletas se sintam importantes.


Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

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PRAIA CLUBE/DIVULGAÇÃO

1 HISTÓRICO

Homogêneo. O técnico do Praia ressalta a força do grupo em todas as posições dentro da quadra, com jogadoras de alto nível técnico e tático

A voz da experiência Nome: Arlene de Queiroz Xavier Posição: líbero Apelido: Arlene Altura: 1,77m Peso: 73 kg Nacionalidade: brasileira Nascimento: 20/12/1969 Principais conquistas: A experiente líbero Arlene Xavier, de 41 anos, defendeu por 12 anos a seleção brasileira. Além disso, foi tricampeã da Superliga Nacional. A atleta começou a carreira como central e, atuando nessa posição, chegou a ser o destaque do Flamengo na conquista da Superliga 2000/2001. Em 2002, quanto ainda atuava como meio de rede, na época pelo Osasco, aceitou a sugestão do técnico da seleção brasileira feminina, José Roberto Guimarães, para mudar de posição. No ano seguinte, foi eleita a melhor líbero da Copa do Mundo de 2003, quando o Brasil ficou com a medalha de prata. Arlene ainda disputou outras inúmeras competições com a seleção e foi a líbero da equipe nos Jogos de Atenas-2004, em que o combinado ficou na quarta colocação. O técnico Spencer Lee ressalta a importância de ter a jogadora novamente no elenco para esta temporada – ela esteve na equipe do Mackenzie na temporada passada e atuou na Superliga 2009/2010 pela equipe de Uberlândia. “Para este ano, queremos um grupo que seja, antes de tudo, aguerrido. E ela é uma líder, uma raçuda, não desiste nunca. Ela não treina igual às outras jogadoras, treina mais. É um grande exemplo de entrega, porque nosso time passa um pouco por esse perfil, principalmente pela influência que ela exerce no grupo. É um privilégio para qualquer técnico ter uma atleta talentosa, experiente e determinada”, elogia.

Fundado em 10 de julho de 1935, o Praia Clube, de Uberlândia, tem o vôlei como uma das primeiras modalidades praticadas em suas quadras. Com o desenvolvimento da modalidade e o crescimento no número de adeptos, nascia, em 1982, uma equipe adulta, que iniciou sua participação nas disputas regionais e logo passou a representar o clube e a cidade nas principais competições estaduais e nacionais. A melhor classificação do time mineiro foi o sétimo lugar na edição passada da Superliga, assim como na temporada 2009/10. No primeiro ano em que disputou a competição (2008/09), ficou na nona colocação. Em todas as categorias, o Praia Clube está na disputa do Metropolitano e do Estadual, promovidos pela Federação Mineira de Voleibol (FMV). Com o aprimoramento das atividades desenvolvidas no clube, o Praia revelou atletas importantes para o vôlei nacional, algumas delas, inclusive, integrando a equipe adulta da seleção brasileira.

1 RESULTADOS 2011 Campeão do Mineiro Campeã dos Jogos Abertos Brasileiros (JABS)

2010/11 Terceiro lugar no Mineiro Sétimo colocado na Superliga

2009/2010 Terceiro lugar no Mineiro Sétimo lugar na Superliga

2008/2009 Campeã da Liga Nacional Nono lugar na Superliga

2007 Quarto lugar na Liga Nacional


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Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

Minas vem com mais ATITUDE para ficar entre as melhores Com a contratação de reforços como Daimy Ramirez, Fernanda Ísis e Mari Paraíba, equipe de BH quer buscar seu lugar, pelo menos, na semifinal

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NATASHA CAPITÃ DA EQUIPE

“Nesta temporada, estamos com uma equipe ainda mais forte e experiente.”

¬ SORAYA BELUSI ¬ O desejo é de alçar voos ainda mais altos

nesta temporada. E, para isso, a equipe feminina do Minas pretende ir com tudo para cima de seus adversários na Superliga 2011/2012. Segundo o técnico minastenista, Jarbas Soares, a ideia é dar ao grupo de atletas um perfil mais agressivo e que demonstre, sempre, ter atitude em quadra. “Quando fomos montar o elenco, pensamos em ter um time mais agressivo, com características de encarar as adversárias, ir para cima. Queremos para esta temporada um time mais ‘sanguíneo’, mais ativo durante os jogos, que tenha sempre um espírito guerreiro”, afirma o treinador, citando como exemplos dessa postura aguerrida as cubanas Yusleyni Alvarez, mais conhecida como Herrera, e Daimy Ramirez, que veio reforçar nesta temporada a equipe da capital mineira. “Outro exemplo disso é a Natasha, nossa capitã, que sempre joga com muita raça”, pontua Soares. A média de idade do grupo continua baixa, entre os 23 e os 24 anos. Mas a contratação de jogadoras de destaque em outras

equipes em edições anteriores do campeonato promete aliar também mais experiência ao elenco. Mari Paraíba, Carolina Won-Held e Tamiris reforçam o setor de ponteiras do time minastenista. No meio de rede, o destaque entre os reforços é Fernanda Ísis. “Nosso time continua sendo um grupo jovem, mas com um pouco mais de experiência em termos de disputa na Superliga. Todas as jogadoras que contratamos como reforço têm passagens significativas em outras equipes. Conseguimos manter a média de idade, mas a chegada de jogadoras com passagens por equipes de alto nível pode nos trazer mais equilíbrio durante os momentos decisivos dentro de cada partida”, avalia o treinador. Após uma bela campanha na última edição do campeonato, quando lutou por uma vaga na semifinal, mas terminou na quinta colocação, o time de Belo Horizonte se concentra em repetir os bons resultados e atingir novos objetivos. O técnico Jarbas Soares sabe que a missão é difícil. “Eu realmente acho que a nossa equipe evoluiu para es-

ta temporada. Nosso grupo ficou mais experiente e competitivo, mas as outras equipes também melhoraram, muitas peças se mexeram para esta Superliga. O nível geral cresceu bastante em relação às edições anteriores. Mas nós temos uma expectativa muito boa. Pode ser hora de brigarmos para ficar entre os quatro. A competição tem equipes de alta qualidade, mas o nosso objetivo é grande”, promete. Se a intenção é chegar longe, é preciso quebrar a hegemonia dos clubes paulistas e cariocas, que têm alto investimento na contratação de jogadoras que formam a base da seleção brasileira. Segundo Jarbas Soares, se o nível de recursos dos clubes mineiros não é o mesmo que o de seus adversários, o caminho é trabalhar dobrado. “Temos que fazer a diferença de outra forma, com vontade, com o dobro de trabalho, e querer mais, muito mais do que elas (as adversárias). Hoje em dia, todas as nossas jogadoras têm maturidade para saber que estão jogando com equipes de altíssimo nível técnico, mas que não é impossível superá-las”, avalia. FOTOS LEO FONTES

5º lugar

foi a colocação final do Usiminas-Minas na última edição da Superliga

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reforços contratou a equipe do Minas, para as posições de meio, ponteira e levantadoras

Mistura boa. Segundo o técnico da equipe, Jarbas Soares, o time mescla juventude e experiência, ganhando em qualidade e competitividade


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O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

Minientrevista

1 HISTÓRICO

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Jarbas Soares Técnico do Usiminas-Minas

“Um time sem medo de ir com tudo pra cima.” Qual o perfil do grupo para esta Superliga? Continua sendo um grupo jovem, mas com um pouco mais de experiência em termos de disputa na Superliga. Conseguimos manter a média de idade, que fica entre 23 e 24 anos, mas com jogadoras que têm passagens por equipe de alto nível. Além de manter a base, com Herrera, Claudinha, Natasha e Tássia, demos prioridade à contratação da Mari Paraíba e da Fernanda Ísis, que serão importantes para a gente. E também temos a chegada da Ramirez. Na última temporada, o Minas conquistou o quinto lugar na Superliga. Qual é a meta para a competição? Acho que nossa equipe evoluiu. Com as contratações, nosso grupo ficou mais experiente e competitivo, mas as outras equipes também melhoraram. O nível geral da competição cresceu. Mas nós temos uma expectativa boa. Pode ser a hora de brigar para ficar entre os quatro melhores.

Sangue cubano Nome: Daymi Ramirez Posição: Oposto Apelido: Ramirez Altura: 1,80m Peso: 78 kg Nacionalidade: Cuba Nascimento: 8/10/1983 Principais conquistas: Foi a quarta maior pontuadora da Superliga 2010/2011, com 398 pontos marcados. Ramirez também tem uma ampla e vitoriosa carreira internacional com a seleção cubana. Dentre outros campeonatos e diversas premiações individuais, foi medalha de bronze nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. Ramirez faz agora companhia à sua compatriota Yusleyni Herrera, segundo lugar no Grand Prix de 2008 com a seleção de Cuba, que permanece na equipe mineira para a Superliga 2011/2012.

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Qual é a cara dessa equipe? Que jogadoras sintetizam o espírito com o qual o Usiminas-Minas pretende entrar em quadra? Eu pensei em ter um time mais agressivo, com características de encarar os outros times, ir pra cima dos adversários. Nós tivemos uma norte-americana no grupo no ano passado, que ajudou muito a equipe, sendo a terceira maior pontuadora da competição. Mas era muito fria, parecia uma europeia. Para esta temporada, pretendemos ter um grupo mais “sanguíneo”, mais ativo. Nesse sentido, as cubanas Herrera e Ramirez sintetizam bem essa ideia de raça e vontade em quadra? Tem muita gente que confunde garra com agressividade. E não é isso que queremos. As cubanas são a cara do que queremos, um time com san-

gue nas veias, sem medo de ir com tudo. Mas isso não é ser agressivo. Tenho até conversado com elas muito sobre isso, para que comemorem sem ofender as adversárias. Mas a gente quer é aquele espírito guerreiro que elas têm mesmo, de pedir bola, de aparecer para o jogo. Além das cubanas, isso também está muito forte na Natasha. A fórmula de disputa da Superliga mudou. Você já tem uma opinião sobre o novo regulamento? Eu nunca disputei nenhum torneio nesse tipo de sistema de pontuação. Mas, inicialmente, acho interessantes as mudanças. Esse sistema pode dar um equilíbrio ainda maior ao campeonato. O Minas vem fazendo alguns amistosos com equipes do Rio e de São Paulo. Qual sua primeira avaliação sobre as condições do time neste momento? Este momento foi muito bom para a gente conhecer a Daimy Ramirez, que veio há pouco tempo para se integrar ao grupo e chegou muito fora de forma, bastante acima do peso. Ela teve que voltar ao país dela (Cuba), mas teve problemas por lá e só chegou em outubro, sendo que esperávamos ela aqui em junho. Esses jogos foram uma experiência boa para dar um pouco mais de ritmo para ela. Que jogadoras do seu grupo você acredita que podem ser grandes “surpresas” desta Superliga e, quem sabe, chegar à seleção brasileira? Acho que a Tássia é uma grande líbero, que tem condições de estar na seleção, embora a Fabi ainda seja a melhor do mundo. Nós temos também a Claudia, levantadora, e a Natasha, meio de rede, que tiveram oportunidade na seleção B, já tiveram uma visão de dentro da comissão técnica. E tem ainda a Raquel, que é a capitã da seleção brasileira infantojuvenil e, se seguir o caminho natural que ela vem trilhando, sem pular etapas, tem tudo para chegar lá.

A primeira equipe feminina de vôlei criada pelo Minas Tênis Clube data do início do século passado, especificamente de 1937. Reconhecido nacionalmente como um dos mais tradicionais do país, o vôlei feminino do Minas já era sucesso na década de 70. Em 1982, a equipe chegou ao seu primeiro título nacional, tornando-se campeã brasileira da modalidade. Na década de 90, a equipe manteve sua trajetória de vitórias. Entre as conquistas, foi campeã da Liga Nacional de 92/93 e vice-campeã sulamericana (91/92), da Copa do Brasil (91) e do Mundial Interclubes (92). Com o patrocínio da Usiminas, empresa do setor siderúrgico, conquistado em 2009, a equipe feminina de vôlei do Minas passou a ser denominada Usiminas-Minas e conquistou o quinto lugar na Superliga 2009/2010. No ano passado, a equipe garantiu novamente o quinto lugar no torneio nacional.

1 RESULTADOS 2010 Quinto lugar na Superliga Vice-campeão do Mineiro

2009 Oitavo lugar na Superliga

2008 Sexto lugar na Superliga

2006/2007 Terceiro lugar Copa Brasil de Vôlei Terceiro lugar na Superliga

2005/2006 Sétimo lugar na Superliga Quarto lugar na Copa SP

2004/2005 Quarto lugar na Superliga

2003/2004 Vice-campeão da Superliga Campeão dos Jogos Abertos de São Paulo/2004 Terceiro lugar no Campeonato Paulista (representando a cidade de São Bernardo)

2002/2003 Vice-campeão da Superliga Campeão do Mineiro Medalha de Ouro nos Jogos Abertos de SP

2001/2002 Campeão da Superliga

2002 Quinto lugar na Superliga Vice-campeão do Mineiro


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Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

FOTOS CRISTIANO TRAD

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Luciane Escoutto CENTRAL DO MACKENZIE

“Temos um time muito novo, mas, pelos treinos, já percebemos o empenho e dedicação de todas as jogadoras.”

Em crescimento. Técnico ressalta que todas as atletas da equipe têm o mesmo objetivo de buscar uma evolução esportiva e uma ascensão profissional

Mescla de JUVENTUDE e determinação para chegar aos playoffs Com uma média de idade de 21 anos no elenco, a equipe mineira pretende incomodar as adversárias e chegar à disputa da fase eliminatória da competição

9º lugar foi a colocação do Cia do Terno-Mackenzie na temporada anterior da Superliga

4

participações tem a equipe mineira na principal competição do voleibol brasileiro

¬ SORAYA BELUSI ¬ Sem grandes estrelas, mas com um con-

junto equilibrado, o Cia do Terno-Mackenzie entra na disputa de sua quinta Superliga disposto a incomodar as adversárias e chegar mais longe que o nono lugar conquistado na última edição do torneio. O comandante da equipe, Ricardo Picinin, acredita no talento de suas jovens jogadoras e defende que a determinação será o diferencial do grupo. “Nós temos um time muito jovem, talentoso e determinado, cujas metas e objetivos são muito parecidos entre todas as atletas. Todas têm uma vontade de melhorar e de crescer esportivamente muito grande. Entramos com o objetivo de ir longe na competição. Uma palavra que eu usaria para caracterizar o time seria determinação, um grupo que sabe aonde quer e aonde pode chegar”, afirma o treinador. Para este ano, o Mackenzie manteve algumas jogadoras de destaque na última temporada, entre elas, Gabi, de apenas 17 anos, que foi campeã sul-americana infantojuvenil em Lima, no Peru, no ano passado. Outro destaque da última Superliga, a

ponteira Priscila Daroit, uma das maiores pontuadoras da competição no ano passado, também permanece no grupo. Algumas atletas também foram contratadas para reforçar a equipe. Destaque para a central Letícia Hage, melhor bloqueadora da competição em 2010. Quem também volta à equipe para dar ainda mais poder de ataque é a ponteira Thaís, revelada no clube mineiro, mas que atuou no ano passado pelo São Bernardo. “Falo para as meninas que temos que apostar na força do grupo. Individualmente, não somos tão fortes. É um grupo talentoso, em que uma atleta depende da ajuda da outra. Temos uma excelente bloqueadora, que é a Letícia, mas, sem um bom saque, não adianta, porque ela não tem a chance de bloquear. Temos ótimas atacantes, como a Thaís e a Priscila, mas, sem um bom passe, não fazemos um bom levantamento, e elas não vão conseguir matar o ponto”, avalia Picinin. A média de idade de 21 anos é uma das mais baixas do torneio. Embora a juventude traga mais vitalidade ao grupo, o técnico do Mackenzie alerta as jogadoras para

x Priscila D.

CAPITÃ DA EQUIPE

“Estamos muito focadas e queremos fazer bons jogos, inclusive contra os times mais fortes, e entrar entre os oito primeiros. Depois disso, vamos analisar o que é possível ser feito para conseguir algo a mais.” os momentos de instabilidade durante as partidas. “Justamente por ser um time de pouca idade, a maior preocupação é fazer com que ele não oscile tanto durante o campeonato. Essa instabilidade é natural, mas temos que procurar minimizar isso”, reconhece o treinador. Em contrapartida, ele cita algumas vantagens que a juventude agrega ao desempenho do elenco. “Um time com mais vigor físico, com mais energia e mais vibração”, promete.


Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

1 HISTÓRICO

Minientrevista

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Ricardo Picinin Técnico DO MACKENZIE -CIA DO TERNO

“Temos um grupo forte, no qual uma atleta ajuda a mostrar o talento da outra.” Qual a meta do grupo para esta temporada da Superliga? Nossa meta principal hoje é entrar para a disputa dos playoffs. Esse é um primeiro objetivo, mas, se conseguirmos isso, vamos atrás de uma classificação melhor ainda. Sabemos que é complicado, porque os times estão muito equilibrados, mas não é impossível. Em comparação às edições anteriores, esta Superliga está ainda mais disputada? Esta edição está muito mais forte. Todas as equipes se reforçaram muito. Esse bloco intermediário, no qual nós estamos incluídos, vai ser ainda mais equilibrado do que já foi nos outros anos. E to-

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do mundo vai querer arrancar um pontinho dos times que figuram na ponta. Esse pontinho vem da nova forma de disputa da competição. O que você acha do novo regulamento? Acho quevaiser beminteressante. Porque os clubes menos fortes vão querer entrar para jogar contra os grandes para ganhar um ponto,eosgrandes vãoterqueentrar mais atentos para não perder umponto.Essafórmulavaimelhorar muito essa briga pelo ponto. Vai ser emocionante. Quem luta pelotítulovaiterquejogarembusca do 3 sets a 0. Em contrapartida, um time mais fraco tem que perder da melhor maneira possível.

Você tem um grupo jovem nas mãos. Qual é o perfil do elenco e o que você tem pedido às jogadoras? O que eu falo para as meninas é que nós precisamos apostar na força do grupo. Individualmente, se dependermos de um valor só, não iremos longe. Temos um grupo talentoso, mas uma atleta precisa ajudar a mostrar o talento de outra. Temos uma excelente bloqueadora, que é a Letícia Hage, mas, sem um bom saque, não adianta termos praticamente um muro na rede. Temos ótimas atacantes, mas, sem um bom passe, não se tem um bom levantamento e as atacantes não terão boas bolas.

O elenco deste ano é ainda mais jovem que no ano passado. O que isso pode agregar ou em que pode atrapalhar? Em 2010, a gente tinha uma mescla de jogadoras muito novas com outras muito experientes, como a Arlene (que foi para o Praia Clube). Hoje temos um elenco ainda mais novo, mas a comissão técnica vai trabalhar com a mesma filosofia do ano passado, de dar a chance para mostrar o que sabem. Mudam algumas coisas, como uma possível oscilação maior dentro do jogo, mas, ao mesmo tempo, é um time com mais energia e mais vibração.

Em 1º de setembro de 1943, 21 rapazes se reuniram em uma garagem para criar um novo clube em Belo Horizonte. Cresceu o número de frequentadores, assim como o clube, que passou a contar com um grupo de garotas e, consequentemente, com uma equipe de vôlei. Desde a década de 50, o Mackenzie se sobressai nas atividades esportivas como grande formador de atletas. A melhor colocação da equipe em uma Superliga foi na temporada 2008/2009, quando terminou em sexto.

1 RESULTADOS 2011 Vice-campeã do Mineiro

2010/11 Campeã do Mineiro Nono lugar na Superliga

2009/2010 11º lugar na Superliga

2009/2008 Sexto lugar na Superliga Campeã do Mineiro


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Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

ALEXANDRE ARRUDA/CBV

Vôlei Futuro (SP) ¬ FELIPE RIBEIRO ¬ Terceiro colocado

na Superliga do ano passado, o Vôlei Futuro não poupou esforços para deixar o elenco mais encorpado e capaz de fazer frente aos favoritos Unilever (RJ) e Sollys-Nestlé (SP). O time de Araçatuba (SP) fez contratações importantes para a disputa de 2011/2012. Para comandar a equipe na competição nacional, Paulo Coco, assistente do técnico José Roberto Guimarães na seleção brasileira, foi contratado. Mas, além de um bom treinador, também é preciso ter peças de qualidade. E elas vieram com a chegada das centrais Walewska e Carol Gattaz,

da levantadora Ana Tiemi e da ponteira Fernanda Garay. Se as contratações não eram suficientes para estar entre os favoritos, o Vôlei Futuro ainda manteve a ponteira Paula Pequeno, a oposto Joycinha e a líbero norte-americana Stacy Sykora. “Temos um bom elenco. Temos duas boas levantadoras com características diferentes e algumas jogadoras experientes, que vão compor bem com as jovens. Queremos fazer uma excelente Superliga. O primeiro objetivo é chegar mais longe do que no ano passado”, disse Coco.

2 jogadoras de seleção brasileira estão no elenco do Vôlei Futuro: Paula Pequeno e Fernanda Garay.

PALAVRA DO COMANDANTE.

Destaque Lesão. Pelo drama vivido na edição passada e pela qualidade técnica, Stacy, que se machucou no acidente com o ônibus do time, é quem mais chama a atenção.

DIVULGAÇÃO/FIVB

SESI-SP ¬ O título conquistado na Su-

perliga de vôlei masculina 2010/2011 motivou o Sesi (SP) a montar também uma equipe feminina. O time paulista será estreante na competição para mulheres e o objetivo é que, a curto prazo, já esteja entre os principais concorrentes ao título. Para comandar o elenco, a aposta foi em Talmo Oliveira, que estava no BMG-Montes Claros e trocou o masculino pelo feminino. O cartão de visitas do time já foi dado com a chegada da levantadora Dani Lins, da ponteira Sassá, da meio de rede Natália Martins e da oposto Elisângela. A julgar pelos reforços con-

tratados, a promessa de se juntar às grandes forças do vôlei brasileiro não deve ficar apenas na vontade. A mescla de jogadoras da seleção brasileira com jovens atletas e um comandante experiente pode ser uma boa receita. “O time foi montado agora, é novo e sabemos que, como a Superliga vai ser muito equilibrada, temos que estar bem preparados. Procuramos mesclar jogadoras experientes com jogadoras mais novas, que estão dispostas a fazer o máximo. Estamos trabalhando a cada dia pensando no título”, disse Talmo. (FR) PALAVRA DO COMANDANTE.

participação do Sesi na Superliga feminina. O clube é o atual campeão no masculino.

Destaque Experiência. A levantadora Dani Lins, da seleção brasileira, é o principal nome do recém-criado time paulista.

KOJI SASAHARA/AP - 23.8.2008

BMG-São Bernardo ¬ Ainda em busca de dias me-

lhores, o BMG-São Bernardo (SP) participa apenas pela terceira vez da Superliga. A equipe ficou em décimo lugar na temporada 2009/2010 e em oitavo na edição 2010/2011. Para este ano, a base foi mantida e alguns investimentos foram feitos. A principal contratação feita pela equipe do ABC Paulista foi a da central cubana Nancy Carrillo, de 25 anos, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Pela legislação que vigora em Cuba, a atleta precisou ficar dois anos sem jogar para que pudesse obter liberação para atuar em outro país.

A inatividade deverá ser um adversário nas primeiras rodadas. A expectativa dentro da própria comissão técnica ainda não é das mais ambiciosas. Para o treinador José Alexandre Devesa, a meta já estará alcançada se o time ficar em quinto. “Essa Superliga vai ser ainda mais equilibrada do que a do ano passado. Nós temos uma equipe mais consistente e com condições de brigar com os times grandes. Pensamos e acreditamos que podemos buscar um quinto lugar. Mas sabemos que não vai ser fácil”, disse Devesa. (FR) PALAVRA DO COMANDANTE.

2 edições participou o BMG-São Bernardo da Superliga. A melhor colocação foi o 8º lugar na última temporada.

Destaque Sotaque. A central cubana Nancy Carrillo foi a grande contratação da equipe. Como ficou parada por dois anos, ela deve demorar um pouco a entrar no ritmo.


Especial Superliga

O TEMPO Belo Horizonte DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011

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ALEXANDRE ARRUDA/CBV

Pinheiros (SP) ¬ FELIPE RIBEIRO ¬ Um dos clubes mais

tradicionais do esporte brasileiro, o Pinheiros participou de todas as edições da Superliga, que começou a ser disputada em 1994, mas jamais foi campeão. A melhor colocação foi o terceiro lugar, na temporada 2007/2008. As mudanças na equipe começaram pela comis-

são técnica. Paulo Coco deixou o time, dando espaço para Wagner Fernandes. O elenco também mudou. Ao todo, sete atletas deixaram o clube e outras dez foram contratadas. Os destaques são a levantadora Camila Adão, a meio de rede Ednéia e a ponteira Andréia, todas vindas do Sollys-Nestlé (SP).

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jogadoras foram contratadas e sete deixaram o clube paulista, que nunca passou de um terceiro lugar na Superliga feminina.

Destaque Reforço. A experiente meio de rede Ednéia, ex-Sollys-Nestlé, é apontada como uma das principais contratações para reforçar a equipe nesta temporada.

ALEXANDRE ARRUDA/CBV

Macaé (RJ) ¬ O Macaé Sports está

entre a elite do vôlei feminino desde a temporada 1998/1999. Porém, a equipe carioca ainda busca um feito maior dentro da Superliga. No ano passado, o time terminou na sexta colocação. Para buscar uma posição melhor, uma reformulação foi feita com 15 contratações. Os destaques do

plantel da equipe comandada pelo técnico Chicão ficam por conta da levantadora Jordane, da meio de rede Edna, da ponteira Neneca e da líbero Marcinha. “Com uma nova formação, o trabalho teve que começar do zero. O primeiro intuito é buscar entrosamento”, disse o técnico Chicão. (FR)

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Jogadoras foram contratadas pela equipe carioca para formar o elenco nesta edição da Superliga feminina.

Destaque Líder. A meio de rede Edna é uma das jogadoras mais experientes do grupo e deve ter importante papel de liderança na Superliga.

ALEXANDRE ARRUDA/CBV

Rio do Sul (SC) ¬ Mais uma equipe es-

treante, o Rio do Sul (SC) entra na Superliga sem pompa, mas com o intuito de se firmar na competição. O primeiro ano promete ser de dificuldade, uma vez que a aposta é numa formação jovem. A base do elenco comandado pelo técnico Rogério Portela é formada por jogadoras

que, na Superliga 2010/2011, defenderam as cores do Brusque (SC). “Esse é um time novo, que conquistou, dentro de quadra, o direito de participar da Superliga, já que fomos campeões da Liga Nacional, que é o classificatório. Vamos buscar levar alegria à nossa torcida”, disse Portela. (FR)

3 meses atrás, a cidade de Rio do Sul passou por dificuldades geradas por uma enchente.

Destaque Revelação. A ponta Priscila Souza, apesar de ser ainda jovem, é uma das referências da equipe catarinense para esta temporada.

SÃO CAETANO / DIVULGAÇÃO

São Caetano (SP) ¬ Se, ao longo da histó-

ria, o São Caetano já foi um dos favoritos na Superliga, na edição 2011/2012 o time deverá repetir a temporada passada e ser só coadjuvante. A época de feras como Fofão, Mari, Sheilla e a cubana Regla Bell ficou para trás e o momento é o de apostar na juventude. Para esta tempora-

da, o time ganhou o reforço da levantadora Macris. A própria comissão técnica prevê dificuldades. “Por questões políticas, acabamos perdendo patrocínio. Nosso projeto é ajudar no futuro do voleibol nacional e, para isso, temos uma equipe formada por jovens”, disse o técnico Hairton Oliveira. (FR)

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jogadoras apenas permaneceram no time do São Caetano em relação à Superliga passada.

Destaque Retorno. A central Flávia de Assis está de volta após defender o Macaé Sports. Aos 32 anos, a central deve conferir experiência ao jovem elenco.


15 superliga 2011 2012