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VICTOR MELO

Fúria do mar volta a destruir praias de Sintra

Concelho, 4

Presidência aberta

Ex-autarcas julgados

Obras de Santa Engrácia

SEGURANÇA. Basílio Horta promete

JUSTIÇA. Ex-responsáveis da Freguesia

SOCIEDADE. Auto-silo da Refer está

de Rio de Mouro são suspeitos de corrupção e ameaças.

pronto há dois meses e continua fechado ao público.

que Queluz vai ganhar centro de saúde e melhorias na estrada para Belas. Concelho, 5

Concelho, 6

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9 de fevereiro de 2014

A Justiça não pode ter preço

T

enho por hábito afirmar que o jornalismo, pelo seu poder de denúncia, deve ser feito com responsabilidade. Há um facto que não posso, por isso, de deixar de referir: por norma, os agentes da PSP, GNR e demais autoridades não têm garantias de defesa no caso de serem vítimas de crimes e encontram-se desprotegidos na defesa dos seus direitos. Os polícias têm uma vida muito difícil. São eles, na maioria das vezes, apontados como bodes expiatórios por todos aqueles que, por qualquer razão, entram em contacto com as forças de autoridade. Por um lado, as vítimas de crimes tendem, muito naturalmente, a culparem os polícias do insucesso da justiça do seu caso concreto. Por outro lado, aqueles que cometem crimes, por vezes, como estratégia de defesa, acusam de forma infundada os polícias de serem eles os criminosos. A atividade policial é uma profissão de alto risco não só para os polícias, mas também para as suas famílias, uma vez que os polícias são agentes da autoridade vinte e quatro horas sobre 24 horas, e, por via disso, muitos deles são vítimas de crimes inerentes à atividade profissional. Nas manifestações apenas temos em conta aqueles que são agredidos por cargas policiais ordenadas superiormente, mas poucos são aqueles que pensam nos polícias que nesses protestos são barbaramente agredidos e injuriados. Sucede que temos uma justiça cara, com custos elevadíssimos, que muitas vezes vedam o acesso dos cidadãos à justiça. Às custas acrescem os honorários dos advogados. Como sabemos, os polícias têm ordenados baixos, facto que os impossibilita, na prática, de suportar honorários e custas com processos judiciais, embora a lei do apoio judiciário não presuma tal inviabilidade de acesso à justiça. Há muito que vários advogados defendem que os polícias vítimas de um crime no exercício da sua atividade profissional devem ter apoio judiciário nas modalidades de dispensa do pagamento de custas e de honorários a advogado. Esta seria uma medida que motivaria os agentes no combate ao crime e levaria, por certo, a que estes profissionais agissem mais livremente do ponto de vista da sua segurança e das suas famílias. Mas de um modo geral, a Justiça não deveria ser paga em qualquer circunstância. Sob pena de ela própria se transformar em injustiça. Está na Constituição este direito, e em parte nenhuma se lê que o acesso à Justiça tem preço. Mas ninguém liga à Lei Fundamental. Para não variar…

 CARLOS TOMÁS

Salta à vista...

DR

editorial

A abrir

Fundação Montepio garante funcionamento do Museu do Brinquedo

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Montepio e a Fundação Arbués Moreira, responsável pela gestão do Museu do Brinquedo, assinaram um protocolo de cooperação destinado a dotar aquele espaço dos fundos necessários à sua subsistência, bem como a promover esforços no sentido de o Museu angariar

patrocinadores, visitantes e amigos que garantam a sustentabilidade a médio e longo prazo. O valor do acordo institucional, que duplica o apoio que a Fundação Montepio assegurou em 2013, será entregue em duas tranches, repartidas pelos anos de 2014 e 2015.

De terra em terra...

DR

2 Correio de Sintra

Santa Eufémia

A frase...

Estão a destruir o Serviço Nacional de Saúde. Os pobres vão morrer sem assistência e os ricos vão continuar a beneficiar dos nossos descontos.”

(Florbela Gonçalves, 79 anos, utente do Centro de Saúde de Queluz, durante a presidência aberta que o presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, fez àquela freguesia)

A

ermida de Santa Eufémia fica situada em S. Pedro em plena Serra de Sintra. Junto existe um miradouro de onde se avista uma paisagem maravilhosa que abrange a maior parte do concelho de Sintra desde Queluz ao Oceano. A Ermida de Santa Eufémia, é uma rara harmonia entre o sagrado e o profano, foi outrora local de peregrinação, de devotos da santa que terá lá aparecido em 1787. Nos dias de hoje, quem se desloque ao miradouro de Santa Eufémia, a 463 metros de altitude, poderá apreciar um milagre diferente: o da natureza!


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4 Correio de Sintra

9 de fevereiro de 2014

VICTOR MELO

SOCIEDADE. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mantém toda a costa portuguesa sob aviso laranja até ao início desta semana, por previsões de ondulação até aos sete metros, e que já provocaram estragos na costa Centro e Sul do país.

VICTOR MELO

Autarquicas Concelho Mau tempo volta a fustigar Praias de Sintra

E

m Sintra, a Praia Grande e a Praia das Maças, que em janeiro já tinham sido fustigadas pela “revolta” do mar, voltaram a sofrer enormes prejuízos nos últimos dias. De acordo com a página na Internet do IPMA, a costa portuguesa mantém-se sob aviso laranja, o segundo mais grave numa escala de quatro, até que seja emitido aviso em contrário. O alerta na costa portuguesa deverá passar ainda durante esta semana para aviso amarelo, o terceiro mais grave, devido a previsões de ondulação entre os quatro e os cinco metros de altura. A ondulação, na ordem dos dez e os seis metros de altura, que se verificou na passada semana, provocou estragos ao longo de toda a costa portuguesa. Estragos avultados Na Praia Grande, no litoral de Sintra, as autoridades foram obrigadas a cortar o acesso ao areal e aos restaurantes da frente de mar. Pedro Ernesto, comandante dos Bombeiros Voluntários de São Pedro de Sintra, que visitou as zonas mais afetadas pelo mau tempo na companhia do presidente da Câmara, Basílio Horta, afirmou que a situação é Pub

Menos de um mês depois de ter provocado avultados prejuízos, o mar voltou a fustigar as praias de Sintra

A zona costeira está em alerta laranja

preocupante, apontou prejuízos elevados provocados pela forte ondulação em infraestruturas existentes nas zonas balneares e aconselhou todas as pessoas a “evitarem estar próximas das zonas de rebentação nos próximos dias”. Na Praia das Maças, Azenhas do Mar e Adraga o mar voltou a invadir as estradas, afetou estabelecimentos comerciais e provocou danos

quer na zona urbana onde ocorreram problemas já em 2014 foi, aliás, proposta no mês passado pelos vereadores do movimento independente «Sintrenses com Marco Almeida» ao presidente da câmara. Marco Almeida adiantou, em declarações públicas, que os presidentes das juntas de freguesia eleitas pelo Movimento iriam «avançar com um pedido de reunião junto do ministro do Ambiente», porque, se de facto existem problemas na costa que afetam principalmente a segurança de pessoas e bens, é importante resolver os problemas estruturais do concelho ao nível da sua costa e arribas». Até agora ainda não foi anunciada qualquer medida por parte do Ministério do Ambiente nem aprovada a isenção de impostos aos comerciantes afetados pelo mau tempo . CARLOS TOMÁS

mais grave verificou-se quando uma rajada de vento arrancou parte do telhado do bar e da esplanada ali existente. “Não houve estragos de maior nos artigos e móveis do bar/esplanada e, felizmente, também não se verificou qualquer vítima. Mas, mesmo assim, os prejuízos são avultados”, revelou fonte da Proteção Civil, que mobilizou todos os meios no sentido de remover

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roteção Civil decretou alerta laranja e aconselha todas as pessoas a manterem-se afastadas das zonas de rebentação nos próximos dias.

que ainda não foram contabilizados pelas autoridades e comerciantes. À hora de fecho da nossa edição, o acesso rodoviário à praia do Magoito, em S. João das Lampas, estava condicionado devido a estragos também provocados pelo mau tempo. A situação

os destroços. A estrada ficou apenas acessível aos residentes, que foram aconselhados a circular com o máximo das precauções. Ainda a recuperar A “fúria” do mar voltou a atacar o concelho de Sintra menos de um mês depois

de ter feito estragos que irão custar à câmara «largos milhares de euros de prejuízos», segundo disse publicamente, na altura da primeira intempérie, o presidente da autarquia, Basílio Horta. Basílio Horta destacou «prejuízos importantes» em vias de comunicação, «algumas das quais ficaram intransitáveis», prejuízos também em alguns estabelecimentos e «em materiais de apoio às praias». Recorde-se que, a 6 de Janeiro, na praia Grande, os bancos de pedra foram arrancados pelo mar, bem como pedregulhos do muro de suporte da zona balnear. «Vamos dar apoio aos comerciantes que foram afetados e estudar uma isenção de taxas durante um período determinado”, prometeu Basílio Horta no mês passado. A isenção do pagamento de taxas, licenças e impostos a todos os comerciantes que foram afetados quer no litoral do concelho


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Basílio faz presidência na freguesia da polémica

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ais uma vez, ninguém da coligação do vereador Marco Almeida foi convidado a participar na iniciativa, que decorreu precisamente na zona onde supostamente, segundo o Movimento daquele autarca, mais irregularidades terão sido detetadas nas últimas eleições autárquicas, processo que ainda está a ser investigado pelo Ministério Público. Polémicas à parte, durante esta “presidência”, que teve como objetivo abordar problemas e soluções para a freguesia, foram anunciadas as obras de requalificação da Estrada Nacional 117, que liga Queluz a Belas, bem como o futuro centro de

DR

SEGURANÇA. Sociedade. Basílio Horta, presidente da Câmara Municipal de Sintra, esteve na passada sexta-feira, dia 7 de fevereiro, na União das Freguesias de Queluz e Belas, naquela que foi a sua segunda “presidência aberta” no concelho sintrense (a primeira tinha sido em Colares).

O edifício onde será construído o novo centro de saúde de Queluz

Saúde de Queluz. “Queluz merece ter um bom centro de saúde, que substitua aquele que funciona num prédio de habitação, sem quaisquer condições para os utentes, sobretudo para os que têm problemas de locomoção. A Câmara já tem um novo espaço para instalar o futuro centro, numa zona com estacionamento e onde irá também funcionar um centro de pedopsiquiatria que servirá várias freguesias do concelho e uma parte da Amadora”, revelou, ao Cor-

reio de Sintra, Basílio Horta. De acordo com o autarca, existem neste momento no concelho de Sintra 6.500 jovens em risco, sendo que 400 estão a ser tratadas na Casa do Telhal, uma instituição de solidariedade social, por não existirem meios próprios do Ministério da Saúde, nem da autarquia. Vítor Cardoso, presidente do Agrupamento de Centros de Saúde de Sintra, garantiu que se trata de um problema que agora deverá ficar solucionado: “Com o novo centro (a construir na

Rua D. Fernando II, em Queluz, numa antiga escola primária), teremos capacidade para dar resposta às necessidades das 70 mil crianças que existem no concelho. Trata-se de um investimento de quase um milhão de euros, dos quais 300 mil serão suportados pela autarquia. Neste momento apenas estamos presos por questões burocráticas, mas essa questão será ultrapassada em breve. Esperamos que o centro esteja pronto em 2015.” Mais segurança na estrada Na mesma visita de Basílio Horta à freguesia, responsáveis da empresa Estradas de Portugal (EP), anunciaram que no primeiro semestre de 2014 será cumprido o projeto de execução da Estrada Nacional 117, que liga Queluz a Belas numa empreitada que ronda os 1,2 milhões de euros. O projeto irá permitir melhorar as condições de tráfego e de segurança rodoviária naquela zona onde circulam diariamente milhares de automóveis. Estão previstos, além do reperfila-

mento da estrada, a inserção de passeios e de uma ciclovia. O responsável da Câmara de Sintra deslocou-se também ao novo Parque Radical de Massamá Norte para acompanhar o desenvolvimento das obras, que deverão estar concluídas em maio deste ano. Basílio Horta foi ainda a alguns bairros de génese ilegal (AUGI´s), onde afirmou aos proprietários que o município está empenhado em agilizar os processos de legalização daquelas áreas. A visita à freguesia de Queluz/ Belas incluiu ainda uma deslocação ao Parque Urbano Felício Loureiro – cujas obras vão incidir na alteração ao sistema de iluminação – e à Quinta da Matinha. O presidente da autarquia esteve também na União dos Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Belas (URPIB), onde afirmou o empenho da Câmara no apoio ao projeto de Centro de Dia. A visita à freguesia da “polémica” terminou com uma reunião do autarca com associações e instituições da freguesia na sede dos Bombeiros Voluntários de Queluz. C.T. PUB


6 Correio de Sintra

Concelho

9 de fevereiro de 2014

JUSTIÇA. Oito ex-autarcas da freguesia de Rio de Mouro estão a ser julgados no Tribunal de Sintra por diversas irregularidades praticadas entre 2005 e 2013. Nas quatro sessões já realizadas, foram ouvidos os arguidos e algumas testemunhas. Os réus, estão acusados pelo Ministério Público dos crimes de peculato, uso indevido de viaturas e de instalações e, ainda, de ameaças. A próxima sessão está marcada para 11 de Fevereiro.

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acusação surgiu na sequência de uma operação da Inspeção Geral da Administração Local (IGAL) realizada à Junta de Freguesia, em julho de 2010, e que visava fiscalizar a gestão efetuada pelos autarcas nos mandatos de 2005-2009 e 20092013. Depois de ter elaborado o relatório, os inspetores da IGAL chegaram à conclusão de que haveria matéria criminal e enviou o processo para o Ministério Público, que acabou por acusar os autarcas Anabela Gonçalves, Ana Paula Duarte, Carlos Pereira, Filipe Santos, João Alves, João Nunes, José Nunes e Vítor Branquinho, por entender que, durante anos, os réus desviaram verbas para ajudas de custo, subsídio de transporte, pagamento de refeições e de combustível ou de portagens. Os arguidos são ainda acusados de terem recebido prendas de natal, adquiridas com os dinheiros da junta. O Ministério Público reclama a devolução, entre todos, de 68 mil euros, cabendo a Filipe Santos a maior quantia, 29 mil euros. 12 anos de corrupção Filipe Santos, o ex-presidente da Junta de Freguesia de Rio de Mouro, man-

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Ex-autarcas julgados por peculato e ameaças

Investigação à Junta surgiu na sequência de denuncia feita à Inspeção Geral da Administração Local

dato que exerceu entre 2001 e 2013, foi o primeiro réu a ser ouvido na primeira sessão, realizada a 7 de janeiro. Aliás, o seu depoimento, ocupou quase toda a diligência judicial, uma vez que antes foi lida a acusação e os arguidos foram todos identificados. Ao longo de quase duas horas, o autarca foi confrontado pelos juízes e pelo procurador do Ministério Público com questões sobre os alegados pagamentos de ajudas de custo, de quilómetros, de refeições, de prendas de natal e das autorizações para realização deste tipo de despesas que terá autorizado ao longo de quase 12 anos. Os juízes quiseram saber em pormenor como eram pagos os quilómetros, quem é que tinha direito a essa regalia, quais os boletins de itinerário é que preenchiam e, sobretudo, como é que se tinha chegado precisamente aos valores pré-determinados como limites máximos a pagar aos vogais pelos quilómetros realizados.

O réu, eleito nas últimas eleições autárquicas para a Assembleia Municipal de Sintra, justificou o pagamento dos quilómetros pelo facto de a Junta ter deliberado, em 2001, que não se deveriam comprar carros próprios para o executivo e esclareceu que os muitos quilómetros percorridos pelos autarcas se ficou a dever ao facto de “a freguesia ser de grande dimensão, ter muitas localidades e pelo trabalho desempenhado pelos autarcas ser diário e árduo”. Filipe Santos admitiu, porém, que poderá ter existido alguma falta de rigor da sua parte: “Nem sempre preenchia os boletins de itinerário.” Confessou ainda em tribunal algumas falhas de gestão, justificando tais erros com o facto de a autarquia não dispor de engenheiros ou juristas e, por isso, não ter de cumprir todas as regras.” Acusou e é arguida Na origem do processo estiveram as denúncias apresentadas, em

2008, pela autarca Ana Bela Gonçalves, queixas essas que motivaram a inspeção da IGAL. A autarca geria, na altura, os pelouros da Ação Social, Trânsito e Acessibilidades. Na queixa que formalizou, a autarca identificou irregularidades nos processos de realização de obras e de aquisição de bens e serviços. Apontou, como exemplos a organização das festas de Rio de Mouro e o uso indevido de viaturas da Junta. O Ministério Público acabou por deixar cair a maioria das Ana Bela Gonçalves foi ouvida na segunda sessão, a 21 de Janeiro, e apresentou um pedido de desistência de queixa contra o secretário da Junta, Carlos Pereira, pelas ameaças sofridas. Este autarca foi ouvido na terceira sessão do julgamento, a 28 de Janeiro, tendo também sido confrontado com os recebimentos ilícitos. Argumentou que eram verbas resultantes do exercício das suas funções e “por ser assim que a Junta funcionava”. Carlos Pereira foi ainda questionado pelos juízes sobre o facto de o Grupo Desportivo Rio de Mouro, Rinchoa e Mercês, de que era e é presidente, ter utilizado as instalações da Junta entre 2008 e 2010, sem qualquer autorização formal do executivo. O antigo secretário da freguesia argumentou que “a Câmara de Sintra, em 2008, demoliu as instalações do clube para fazer o novo campo e no decurso do processo tanto o vereador Rui Pereira (PS) como o vereador Marco Almeida (PSD), vereadores do desporto, atiraram ‘para o ar’ que o clube podia funcionar na Junta”. A próxima sessão do julgamento está agendada para o dia 11 de fevereiro.  CT

Onda de assaltos atinge papelarias e restaurante CRIME. A Polícia Judiciária está a investigar uma onda de assaltos que ocorreu no início deste mês numa rua de Rio de Mouro, concelho de Sintra. Há dois suspeitos, aparentemente de nacionalidade brasileira, e que ainda não foram identificados pelas autoridades. Pub

A

dupla terá assaltado, entre domingo e a passada segunda-feira (2 e 3 de Fevereiro de 2014) duas papelarias, um restaurante e um minimercado, em Rio de Mouro, concelho de Sintra. O assalto mais grave ocorreu na papelaria “Mina”. Local onde os ladrões entraram armados com um

revólver e exigiram à funcionária que colocasse todo o dinheiro existente na caixa dentro de um saco. Como a funcionária ficou quieta, um dos assaltantes desferiu-lhe uma coronhada na cabeça, após o que retiraram 300 euros da caixa e 50 maços de tabaco dos expositores, colocando-se em fuga a pé.

Nessa mesma noite os dois ladrões roubaram o restaurante “Doner Kebbab”, provocando elevados danos materiais e levando garrafas de uísque e o fundo de caixa. Na véspera, terão assaltado outra papelaria e um minimercado, desconhecendo-se os valores que levaram destes estabelecimentos.  CT


9 de fevereiro de 2014 Correio de Sintra

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Cacém Agualva

- Cacém Auto-silo continua fechado no Cacém

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edifício, de quatro pisos, tem capacidade para 305 automóveis e foi construído paralelamente à linha de comboios. O silo para carros, visível do IC-19 (a via que liga Lisboa a Sintra), ficou pronto há dois anos, altura em que faltavam apenas os acabamentos. Porém, verificou-se que havia carros que não cabiam nos acessos aos pisos superiores, por serem demasiado estreitos. Houve que refazer a estrutura e, segundo a Edifer, empresa responsável pela obra, os trabalhos ficaram concluídos no início de Janeiro de 2014. . Obras de “Santa Engrácia” A obra foi executada no âmbito da empreitada de quadruplicação da linha de Sintra, entre as estações

O auto-silo do Cacém está pronto desde Janeiro, mas permanece fechado

de Monte Abraão e Cacém, a qual envolveu também a remodelação das estações ferroviárias de Barcarena e Cacém. Os trabalhos foram iniciados em Fevereiro de 2008 e deveriam ter acabado em Agosto de 2011. Ainda hoje perduram, revelando-se verdadeiras obras de “santa Engrácia” (porque nunca mais acabam). E isto, para desespero de mora-

Burlões atacam Compradores de ouro CRIME. Os compradores de ouro da zona do Cacém – e não só – estão a ser atacados por diversos burlões que lhes tentam vender gato por lebre. A maioria dos comerciantes confia nos clientes e só quando mandam os artigos que adquiriram para as fábricas de reciclagem é que percebem que foram vítimas de um logro.

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PJ está a investigar vários casos, mas até agora poucos foram aqueles que chegaram à barra do tribunal, sobretudo porque os compradores dos falsos objetos “valiosos” optam por desistir da queixa devido às custas judiciais e à burocracia que envolve a Justiça. “Há muitas pessoas que nos procuram para vender ouro e prata. Algumas já conhecem a forma como fazemos os testes. Ou seja, esfregamos a peça numa pedra própria, depois aplicamos um ácido próprio e determinamos se o metal em causa é verdadeiro ou não. Aquilo que tem acontecido, é que os burlões colocam uma anilha em ouro ou prata verdadeiros, com a marca de contraste autorizada pela Casa da Moeda, e o resto da peça tem só um banho de ouro ou prata, sendo o resto cobre”, explicou ao Correio de Sintra um comprador de ouro que tem um estabe-

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as portas no próximo mês de Março. No caso de Massamá, o panorama é idêntico. A nova estação começou a funcionar precariamente há cerca de um ano, mas no seu interior continuam por acabar e ocupar os espaços comerciais previstos no projeto, chovendo em vários locais. Já o parque de estacionamento, construído nos dois pisos inferiores da estação, também se encontra aparentemente pronto há quase dois anos, mas permanece fechado.

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SOCIEDADE. Seis anos depois de começar a ser construído junto à estação do Cacém, e dois meses depois das obras de ajustamento dos acessos às zonas de estacionamento terem ficado prontas, o auto-silo em que a Refer gastou mais de 1,7 milhões de euros para os passageiros da CP poderem estacionar os seus carros continua fechado.

9 de fevereiro de 2014

lecimento a funcionar no centro de Agualva/Cacém. De acordo com a mesma fonte, só há uma solução para prevenir este tipo de burla: “Aquilo que se deve fazer é cortar o fio, anel ou pulseira que se está a comprar, por forma a verificar o interior da peça e não o seu revestimento. A verdade, porém, é que a maioria dos compradores de ouro tem funcionários a atender os clientes com pouca experiência e que acabam por cair facilmente neste tipo de artimanhas. Só quando enviam os artigos para ser reciclado nas fábricas é que se deteta que o ouro e prata afinal são mera bijuteria.” Mas um outro comerciante do setor assegura que o inverso também acontece: “Já me deparei com casos, de peças de ouro certificadas pela Casa da Moeda como sendo de 18 quilates. Depois de fazer os testes, chegou-se à conclusão de que só a anilha onde estava o contraste é que era efetivamente de 18 quilates e o resto tina menos de 10 quilates. Ou seja, era mais cobre (metal usado para se fundir com o ouro) do que ouro.” Refira-se que, segundos dados da PSP, os assaltos a ourivesarias e o roubo de cobre são crimes que têm vindo a crescer nos últimos dois anos no concelho de Sintra e noutros concelhos da região da Grande Lisboa.  CT

dores e comerciantes da zona. A conclusão da empreitada arrastou-se no Cacém, até que, em Maio de 2013, o secretário de Estado dos Transportes lá inaugurou a estação. Mas, por concluir ficaram, até hoje, os arranjos exteriores e o terminal de autocarros. O auto-silo, esse, continua fechado e, segundo fonte da Refer revelou ao Correio de Sintra, só deverá finalmente abrir

Parques vazios A exploração dos parques de estacionamento construídos na última década junto às estações da linha de Sintra tem-se revelado um problema sem solução. A Refer ainda não foi capaz de encontrar uma solução para atrair clientes, uma vez que os passageiros da CP que não parece estarem dispostos a pagar os preços que lhes são pedidos para estacionar. Grande parte destes parques de estacionamento, nomeadamente os que foram construídos nas proximidades das estações de Monte Abraão, Mercês e Rio de Mouro, está “às moscas”. O parque de Monte Abraão, aos sábados, é, aliás, aproveitado para a realização de uma feira. CT PUB


12 Correio de Sintra

Opinião DR

Queluz

9 de fevereiro de 2014

Advogado indignado com pena de “esfaqueador” JUSTIÇA. O advogado Pedro Proença não se conforma com a pena atribuída ao jovem, de 15 anos, que, a 14 de Outubro de 2013, atacou vários colegas e uma auxiliar da Escola Secundária Stuart Carvalhais, em Massamá, e vai apresentar recurso da sentença.

Militares da GNR intoxicados com detergente de louça

SOCIEDADE. Dois militares da Escola Prática da GNR foram vítimas de uma intoxicação após ingerirem de forma acidental detergente para a loiça que se encontrava numa garrafa de água. A GNR e a empresa de limpeza estão em conversações para evitar novos acidentes. Os militares vão ser indemnizados.

O

caso deu-se na passada segunda-feira, dia 3 de fevereiro, e segundo o Correio de Sintra apurou junto de fonte oficial da GNR ocorreu no bar de praças, quando dois soldados pediram um chá, que lhes terá sido servido demasiado quente. Terão então pedido água fria para misturar e arrefecer o chá. Porém, a garrafa que lhes foi dada continha detergente para lavar loiça. “Nós, à semelhança do que tem sido feito por outras Pub

entidades do Estado, contratamos algumas empresas privadas para a realização de determinados serviços que não se enquadram com a missão da Guarda, que é a de zelar pela segurança dos cidadãos. A empresa em causa trabalha connosco em várias unidades. No passado domingo (dia 2 de fevereiro) foram feitas operações de limpeza no bar. Na segunda-feira, dois militares pediram um chá. Como estava muito quente, solicitaram ao funcionário água fria. Este, por sua vez, pegou numa garrafa que julgava ser de água e deu-a aos soldados. Afinal a garrafa continha detergente de louça e deu-se o incidente”, explicou ao nosso jornal o major Cruz, das Relações Públicas do Comando-Geral da GNR. Socorro imediato De acordo com o mesmo oficial, assim que os presentes se aperceberam da intoxi-

cação alertaram de imediato os serviços de socorro existentes na Escola Prática da Guarda e os dois soldados foram transportados ao Hospital Amadora/Sintra. Um dos militares teve alta no próprio dia e já está ao serviço. O outro ficou internado cerca de 18 horas, mas também já se encontra em casa. “Ambos sofreram lesões na boca e no aparelho digestivo. A direção da Escola Prática tem estado a manter reuniões com a empresa de limpeza e estão a ser determinadas medidas para que situações destas não se voltem a repetir. Certo, é que a empresa já assumiu que vai assumir toda a responsabilidade e também já acionou o seguro de saúde para garantir a reparação dos danos e o acompanhamento médico dos dois soldados”, garantiu ao Correio de Sintra aquele responsável da GNR.  CT

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“Juíza mal preparada” No acórdão que proferiu, o tribunal deu como provados três crimes de homicídio qualificado na forma tentada e a um crime de detenção DR

Soldados beberam detergente para a louça no bar de praças da Escola Prática da GNR, em Queluz

menor, agora já com 16 anos, foi condenado, no passado dia 04 de fevereiro (terça-feira), a 30 meses de reclusão num centro educativo de Coimbra, sem contato com os pais. Após ser conhecida a sentença, foram responsáveis do Centro Educativo de Coimbra, onde o agressor de dois estudantes e de uma auxiliar educativa se encontra detido, quem informou os pais do menor que filho tinha entrado numa “crise aguda de depressão”, encontrando-se atualmente sob vigilância máxima por “risco de suicídio”.

de arma proibida. “O próprio tribunal admitiu que o jovem tinha sido vítima de “bulling”, mas depois não atende a isso. Ele não quis matar. Estava armado com uma faca de cerâmica altamente cortante e só fez uns arranhões às vítimas. Se tivesse intenção de matar, teria sido fácil”, disse o advogado Pedro Proença, acrescentando: “Ele usou uma granada de fumo na sala de aula e não um very-light como certa imprensa tem escrito. A única coisa que provocou foram lágrimas e pânico. Trata-se de um jovem com problemas psicológicos e não é privando-o do contato com os pais que se irá reintegrar uma pessoa na sociedade.” E Pedro Proença foi mais longe: “Esta juíza decidiu sem qualquer sensibilidade e sem conhecimentos de pedopsiquiatria. Este rapaz foi alvo de um linchamento por este tribunal.” o Ministério Público deixou cair o crime de terrorismo e 60 tentativas de homicídio imputadas ao rapaz que na altura do ataque, em Outubro de 2013, tinha 15 anos.  CT

Advogado Pedro Proença vai recorrer da sentença e exige visitas dos pais


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14 Correio de Sintra

9 de fevereiro de 2014

Canal televisivo CNN promove Castelo dos Mouros DR

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Lazer & Desporto

CNN recomenda visita a um ex-libris de Sintra: o Castelo dos Mouros

Iniciativa contou com a participação das escolas de Sintra, Cascais, Oeiras e Amadora

Alunos correm para disputar Nacional de Desporto Escolar DESPORTO. Mais de um milhar de alunos participaram, na passada quarta-feira, 5 de fevereiro, no Corta-Mato de apuramento para o Nacional de Desporto Escolar, prova que decorreu nas instalações da Academia da Força Aérea, na Granja do Marquês, em Sintra.

A

iniciativa, uma das maiores manifestações desportivas que se realizam no município, contou com a participação das escolas de Sintra, Cascais, Oeiras e Amadora, envolvendo cerca de 2.500 alunos, em representação de estabelecimentos de ensino oficiais e particulares, do ensino básico e do ensino secundário. O concelho de Sintra esteve representado por 1.400 alunos oriundos de Empresas e negócios

31 estabelecimentos de ensino. A organização do evento foi da responsabilidade da DSRLVT - Direção de Serviços Região de Lisboa e Vale do Tejo e contou, novamente, com o apoio da Câmara Municipal de Sintra e da Academia da Força Aérea. Programa do Governo A prova agora realizada integrou-se no Programa do Desporto Escolar do Ministério da Educação e Ciência para o quadriénio de 20132017 e visa aprofundar as condições para a prática desportiva regular em meio escolar, como estratégia de promoção do sucesso educativo e de estilos de vida saudáveis. Pretende-se, segundo o Ministério da Educação, criar condições para o alargamento gradual da oferta de atividades físicas e desportivas, de

caráter formal e não formal, a todos os alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória. Refira-se que os títulos oficiais de nível nacional ou regional e as designações de Campeão Nacional e de Campeão Regional só podem ser conferidos pela Coordenação Nacional do Desporto Escolar e pelas Coordenações Regionais do Desporto Escolar. Os vencedores das diversas provas, que vão desde o atletismo até modalidades como o futebol, andebol e basquetebol, são premiados com taças (caso se tratem de equipas) e medalhas (provas individuais). Nas provas oficiais que constam do plano de atividades da Coordenação Nacional do Desporto Escolar poderão ser atribuídos outros prémios individuais ou coletivos e diplomas de participação.  CT

surpreendente” é a forma como o conhecido canal de informação CNN destaca uma visita ao Castelo dos Mouros, em Sintra, e a outras zonas do concelho.

N

uma reportagem que tem sido transmitida frequentemente por aquele canal de televisão, diz-se que a caminhada até ao Castelo dos Mouros é imperdível e a recomendação dirige-se especialmente a quem pretenda visitar Portugal no mês de setembro. A recomendação que, para além de Sintra, desafia também à realização de caminhadas pela orla costeira portuguesa, consta de um artigo elaborado pela CNN sob o título: “12 meses, 12 aventuras surpreendentes”. Comida deliciosa “Parar no Castelo dos Mouros é apenas uma das

paragens obrigatórias para quem quiser visitar Portugal em Setembro. Trata-se de um dos muitos castelos existentes ao longo da costa portuguesa”, lê-se na reportagem da CNN, que também considera indispensável uma visita ao ponto mais ocidental da Europa: Sagres. No seu roteiro, a CNN diz igualmente que em Abril se devem visitar as ilhas do arquipélago dos Açores. Além das paisagens e dos conteúdos históricos de cada local, os repórteres da CNN não deixaram de referir a “deliciosa comida portuguesa”. Portugal está em boa companhia. É que da lista de sugestões da CNN, que envolve a prática das mais diversas atividades, fazem igualmente parte os Estados Unidos da América, Noruega, Panamá, Barbados, Itália, Indonésia, Suíça, Nepal, África do Sul e Costa Rica. CT DR

LAZER. Uma “aventura


Correio rosa Castelo Branco em maré de azar

FAMOSOS. Tudo terá acontecido durante a gala dos globos de ouro da SIC, em 2011, quando o “conde”, José Castelo Branco terá agredido com uma cabeçada o produtor e organizador de eventos, Daniel Martins.

O

caso chegou ao Tribunal de Sintra e, este mês, saiu a sentença que ditou que Castelo Branco terá de cumprir nove meses de cadeia com pena suspensa. O coletivo de juízes deu como provado o crime de ofensa à integridade física, de difamação, e de injúrias pelos quais Castelo Branco era acusado. O tribunal decretou ainda que o “marchand” terá de pagar ao produtor uma indemnização de mil euros e todas as despesas judiciais. Castelo Branco foi ainda condenado a fazer um pedido de desculpa público à vítima, além de ter ficado proibido de mencionar o nome de Daniel Martins em público e de se aproximar do produtor. Daniel Martins demonstrou a sua alegria na sua página do Facebook, referindo que ficou feliz com o resultado da sentença. “Preferia que as coisas tivessem tido outro rumo. Mas há pessoas que não aprendem. E comigo só brinca quem eu quero, porque sou um senhor”, escreveu o produtor naquela rede social. PUB

Em menos de 15 dias o conhecido “marchand” foi condenado duas vezes em tribunal

Trabalho comunitário José Castelo Branco comentou a decisão do tribunal a diversos órgãos de comunicação social dizendo que está a ser “perseguido” pela justiça. “As leis deste país julgam-me por eu ser o José Castelo Branco. Mas vivemos num país democrático ou ditatorial? Eu vou recorrer porque tenho todos os motivos. Basta pedir as gravações do tribunal e levar testemunhas. Cantarei até que a voz me doa”, garantiu José Castelo Branco, que não esteve presente na leitura da sentença. O “conde” foi julgado por ofensa à

integridade física, difamação e injúria a Daniel Martins. Castelo Branco já disse que vai recorrer para o tribunal da Relação No final do mês passado, o “marchand” já tinha sido condenado pelo Tribunal de Sintra a cumprir 90 dias de trabalho comunitário por ter agredido com uma “chibatada” um empreiteiro que lhe fez obras em casa. Apesar de considerar estar a ser alvo de uma injustiça, por não ter recebido o dinheiro e ter que cumprir pena, o socialite realçou que fará “o trabalho comunitário com muito prazer” e que já pediu para o cumprir na Cruz Vermelha de Cascais. 

9 de fevereiro de 2014

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Correio de sintra 71 online  

Edição 71 Correio de Sintra

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