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NÚMERO

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jorn@l escol@r neste número English Is Fun

EDITORIAL O Jorn@l Escol@r nasceu no decurso do ano letivo de 2013/14 e surgiu da vontade de uma turma, atual 7º B, que produziu apenas um número, mas foi o suficiente para se constatar que os alunos aprenderam ao mesmo tempo que se divertiam. Mais do que isso, sentiram-se motivados pela perspetiva de ver os seus trabalhos divulgados. Também os pais e familiares se mostraram orgulhosos dos textos, opiniões, fotos, passatempos e outros trabalhos realizados pelos seus educandos. Na verdade, além da vertente prática da divulgação dos trabalhos, o jornal surge como estratégia impulsionadora da pesquisa, da produção escrita, igualmente promotora de atitudes positivas como a responsabilidade e capacidade de trabalhar em grupo. Animados deste espírito positivo, decidimos alargar a todo o Agrupamento a produção de um jornal escolar, cujo projeto para 2014/15 apresentamos nesta página, onde se podem ler os objetivos e as atividades que queremos levar a cabo, bem como a sua articulação com o Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas Francisco Simões. Os coordenadores do Jornal

apoio

Monstrinha Estórias e História Poesia Suplemento Natal 2014

da viagem: origem e caminhos A Escola Básica e Secundária Francisco Simões participou na edição deste ano do Mês da Fotografia Imaginarte Almada 2014, na Oficina da Cultura, em Almada, com uma Exposição de Fotografia de Retrato e de Escrita. As fotografias são dos alunos do Curso Profissional de Técnico de Multimédia e os textos de alunos das disciplinas de Português e de Português Língua Não Materna.

bullying O Bullying é um problema que afeta a generalidade das escolas portuguesas. Por se tratar de um fenómeno verdadeiramente preocupante, resolvemos analisá-lo dentro da nossa comunidade escolar.

halloween


a página do pré-escolar

monstrinha

as crianças e a matemática No âmbito da semana da alimentação e para abordar a matemática as crianças trabalharam as sequências fazendo um dominó.

Pelo segundo ano consecutivo, o nosso Agrupamento vai receber a Monstrinha que se integra na Monstra – Festival de Cinema de Animação de Lisboa e, este ano, comemora “15 Anos de Animação para Miúdos e Graúdos”.

EB1/JI Chegadinho

halloween na escola Para comemorar o Halloween o Agrupamento organizou um concurso de chapéus de bruxa e o nosso chapéu foi o vencedor!

EB1/JI Maria Rosa Colaço

No ano anterior, fizemos sessões na escola sede, no Jardim de Infância do Feijó, na Maria Rosa Colaço e no Chegadinho, escolas do Agrupamento Francisco Simões. Mas a equipa Monstrinha da nossa

EB1/JI Chegadinho

Halloween: Os nossos vencedores

EB1/JI Chegadinho

escola ainda apresentou sessões na Fernão Mendes Pinto, na Emídio Navarro, na Cacilhas-Tejo, na Anselmo de Andrade, na António da Costa e na Oficina da Cultura de Almada num total de mais de 1000 assistentes. Este ano vamos tentar bater esse número em mais locais.

Pré-escolar, 1º ciclo e AEC de Inglês 1º lugar 4º A - Chegadinho 2º lugar 2ºB - Maria Rosa Colaço 3º lugar 4º B - Maria Rosa Colaço 2º ciclo 1º lugar 1ºB (coletivo/turma) 2º lugar Ricardo Spencer - 5º A 3º lugar Filipa, Beatriz, Inês, Iuri, Ana Sofia - 6ºD

JI Feijó

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AEC โ€ข English Is Fun By English Teachers and Students from EB1/JI do Chegadinho and EB1/JI Maria Rosa Colaรงo

Halloween Hat Contest - 1st Place (EB1/JI do Chegadinho) Class 4A

halloween rhymes Pumpkin, pumpkin Shining bright. That's how I know It's Halloween night.

2B and 4B hats (EB1/JI Maria Rosa Colaรงo) - 2nd and 3rd places Other participants in the Halloween Hat Contest. They didn't win, but their hats should be appreciated by all our readers.

We are black cats Trick or treat. We will follow you Down the street! Scary witches Flying in the sky. Come and have fun On Halloween night. EB1/JI Maria Rosa Colaรงo)

EB1/JI do Chegadinho (Class 1A)

EB1/JI do Chegadinho (Class 3A)

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a página do 1º ciclo

a maior flor do mundo No passado dia 20 de novembro, a sala 4 da EB1/JI Maria Rosa Colaço, celebrou o Dia Nacional do Pijama. Para além de várias atividades que realizámos em sala de aula, viemos, nesse dia, de pijama para a escola. Na parte da tarde, cantámos o Hino da Missão Pijama para todos os alunos e professores da escola. Com esta atividade queremos chamar a atenção de todos para que ajudemos as crianças que vivem em Instituições ou em Famílias de Acolhimento. A sala 4, agradece a todos os que contribuíram para esta causa e faz um agradecimento especial à Bela, que nos ajudou muito. Obrigada a todos!

Num belo dia de verão, uma flor estava no cimo de uma colina, mas estava murcha e com sede porque a sombra onde se abrigava desapareceu. Mais uma árvore tinha sido arrancada… Eu era essa flor, estava triste, não tinha companhia, a minha sombra desaparecera e ali não havia nem pinga de água. Passou muito tempo e cheguei a pensar que ninguém me iria ver e eu ia morrer. Uns tempos depois, vi um menino a correr na minha direção e pensei que ele me iria ajudar mas, estava completamente… certo?!... Sim! Ele vinha mesmo ter comigo! E quando chegou perto de mim percebeu que eu estava a morrer e quis ajudar. Fez mil viagens à lua… Vinte vezes cá e lá e trouxe cento e vinte pingas de água. Essa água fez-me crescer, crescer sem parar. O menino olhava para mim espantado e disse: - És a maior flor do mundo! Adoro-te! Quando parei de crescer e olhei para baixo, o menino estava pequenino, cansado, pálido, com os pés feridos, mas estava feliz! E orgulhoso por me ter ajudado. Para lhe agradecer, deixei cair a minha maior pétala, com todas as cores do arcoíris, para o proteger até os pais chegarem. A aldeia toda quis festejar esta amizade, entre o menino e a flor (eu), fazendo uma festa e plantando muitas árvores no cimo da colina. Até nasceu um jardim de flores gigantes!

Gonçalo Silva Ilustração – Paulo Rego EB1/JI Maria Rosa Colaço (4º B) 3º A

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oficina dos brinquedos Podem não acreditar na história que vos vou contar, mas só acredita na magia do Natal quem vive a fantasia além da realidade. Tudo começou na manhã de vinte e quatro de dezembro, num sótão esquecido de uma velha casa pertencente a um casal de idosos. A tristeza reinava naquele lugar cheio de brinquedos estragados. No entanto, entre eles destacava-se uma fada feita de trapos, cuja varinha de pau estava partida. Apesar de pouco se mexerem os bonecos ainda falavam uns com os outros: - Que pena estarmos aqui abandonados e esquecidos! Se ao menos o senhor Alfredo ou a sua esposa nos consertassem! … - Mas tu não vês que eles já não têm idade para brincadeiras? dizia o ursinho de peluche para o macaco de algodão. - Mas eles têm netos e o Natal está a chegar! Se ao menos… disse o palhaço amolgado olhando ao mesmo tempo para uma velha caixa de ferramentas. Já sei! Lembro-me que dentro daquela caixa havia cola de madeira. - E para que queres tu a cola? perguntou de imediato um soldadinho. - Se colarmos a varinha de condão da fada, de certeza que ela pode fazer uma magia

para nos consertar a todos! Depressa todos acorreram para verificar se sempre havia dentro da caixa o tal tubo de cola. E não é que ele estava lá! Todos meteram mãos à obra: o urso abriu o tubo, o palhaço segurou na varinha, o soldado pincelou a varinha com cola e o macaco fez pressão nas duas partes. Ao fim de alguns minutos, faltava ter a certeza que a varinha ainda funcionava. Para tal, pediram à fada que dissesse as suas palavras mágicas. - Pimprlimpimpim, arranja ao soldado o seu espadachim! Todos ficaram surpreendidos e muito contentes ao ver que a varinha funcionava e, depressa, resolveram aplicar a mesma magia a todos os brinquedos estragados. Aquela ceia de Natal foi, é claro, bem diferente das outras. Estavam todos à mesa quando os netos do senhor Alfredo e da sua esposa foram apanhados de surpresa com o barulho de todos os brinquedos, agora quase novos, a caírem pela chaminé abaixo! Beatriz Jacinto EB1/JI Maria Rosa Colaço – 4º B

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a página do 1º ciclo resumo da peça

“ROMEU E JULIETA – Uma história de gatos” (Texto coletivo dos alunos do 3.º B da E.B.1/J.I. Maria Rosa Colaço) amor eterno e que o seu regresso será para breve.

A história passa-se na zona das docas de Lisboa, envolvendo duas famílias rivais de gatos: os Monteses e os Coletes. Vindo de montes distantes, ao chegar às docas, Romeu conhece o gato Múrcio que, depressa vem a saber, é seu familiar. Tornam-se grandes amigos. Juntos combinam ir ao baile de comemoração do noivado entre Julieta e Rebaldo, seu primo, organizado pelo Pai Colete. Mal se avistam pela primeira vez, Romeu e Julieta prendem-se de amores um pelo outro.

A espera é longa para Julieta que, lamentando-se junto de sua Ama, acaba por ceder à sua vontade bebendo um líquido que permite fingir a sua morte. Ao ver Julieta imóvel, todos pensam o pior e até Romeu acaba por beber o mesmo líquido. Mas não pensem que a história termina como a original de William Shakespeare! A Ama acaba por desvendar o mistério a todos, Romeu e Julieta acordam do sono bem longo e, juntos, prometem amor eterno.

A vida não vai ser fácil para ambos, pois esse amor não é permitido. Entre brigas e conflitos com o seu rival, Romeu acaba por navegar para terras distantes no barco “Fósquinha”, sugestão do Capitão para acalmar as situações. Não parte sem antes prometer a Julieta o seu

o livro e a sua ilustração No dia 14 de Novembro, a turma C do 4.º ano da Escola Maria Rosa Colaço realizou uma oficina de exploração plástica e consciência cívica e ecológica a partir da criação de ideias individuais e coletivas dentro da exposição e do livro Yara/Iara.

A oficina foi dinamizada pela escritora e ilustradora Margarida Botelho. Nesta oficina, a autora lança uma proposta à turma a desenvolver na escola, sendo que posteriormente a autora se deslocará à escola para mais um encontro com a turma.

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visita ao Palácio de Queluz No dia 20 de novembro de 2014, nós, a turma do 4º B, acompanhados pelas turmas do 4º A e 4º C da EB1/JI Maria Rosa Colaço fizemos uma visita de estudo ao Palácio de Queluz. Chegámos à nossa escola às 7 h e 45 min e pouco tempo depois entrámos no autocarro. O Palácio Nacional de Queluz é um palácio do século XVIII, localizado na cidade de Queluz, no concelho de Sintra e distrito de Lisboa. Foi mandado construir por D. Pedro III, a quem a Quinta de Queluz pertencia, como residência de verão. D. Pedro III foi rei consorte da sua sobrinha a rainha D. Maria I de Portugal. Este palácio foi residência real de duas gerações de monarcas. É uma construção de estilo rococó e os arquitetos foram Mateus Vicente de Oliveira, Manuel Joaquim de Souza e João Batista Robillon.

representações: da Aia a arrumar a roupa da princesa e do Professor a dar aulas de matemática, de dança e como se deve pegar na pena. Seguiu-se a Sala de Jantar onde fomos presenteados com uma bela voz ao som da harpa. Passámos pela Sala dos Azulejos ou Corredor das Mangas onde estava um «cabriolé” ou «charrete» que era utilizado nos passeios pelos jardins do palácio. Na Sala dos Embaixadores, com o chão em xadrez, colunas com espelhos, talhas douradas e grandes jarros de porcelana chinesa, assistimos a um baile muito divertido. Os atores convidaram alguns alunos para realizarem uma dança.

Visitámos o palácio com a ajuda de uma guia chamada Élia de Sousa e com atores a representarem os tempos antigos. Começámos pela Sala do Trono, em estilo rococó, a maior das três salas, muito decorada e rica para impressionar as visitas. Tinha muitos espelhos para refletir a luz e dar uma sensação de profundidade e largura. Passámos à Sala da Música, onde as paredes e teto são ovais para ter uma boa acústica. Os pilares da sala são de madeira pintada a imitar o mármore (estilo marmoreado). Era nesta sala que ficavam as orquestras na apresentação de peças musicais ou durante os bailes. Visitámos a capela privada onde os reis costumavam rezar. A guia mostrou-nos o local onde eles ficavam para se concentrarem nas orações. Passámos pela sala do Lanternim onde estava o quadro de D. Miguel, neto de D. Pedro III. Os Aposentos da Princesa Maria Francisca tinham o Quarto de Dormir, uma Saleta de Estar e o Quarto Império. Assistimos a duas

Achámos a visita muito interessante, o palácio é muito bonito e gostámos muito das representações, do concerto de harpa e canto e do baile. Devido ao mau tempo não nos foi possível visitar os jardins, o que foi uma grande pena.

Panorâmica do exterior do Palácio de Queluz

Resumo dos trabalhos apresentados pelos alunos do 4º B EB1/JI Maria Rosa Colaço

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a página dos 2º e 3º ciclos exprimir emoções

há sempre um porquê namorados, há? – perguntou o avô José. - Sim, vovô, a escola está a correr lindamente, tenho tirado excelentes notas, mas namorado não, ainda sou muito nova. - respondeu a menina, envergonhada com a última pergunta do avô pois tinha um fraquinho pelo colega de carteira, o Eduardo, e esta pensou: “Mas será que ele adivinhou de quem eu gosto? Como é que é ele sabe? Quem lhe contou? Será que a doença que ele tem serve para adivinhar mentes, será ?“ e assim continuou a interrogar-se sobre os poderes do avô que ela desconhecia.

Quando se é pequeno tudo nos parece inofensivo: as brincadeiras, o modo de falar e tudo isso, mas quando a criança cresce, deixa de ser inocente e começa a querer as verdades. Aquilo que em qualquer pessoa magoa e dói, sendo criança, jovem ou adulta é quando nos apercebemos que o que nos devíamos ter feito não fizemos e vemos que devíamos ter aproveitado aquele momento para sermos felizes ou não ficarmos com remorsos. A história que eu vou contar é de uma menina de oito anos que se apercebeu que o avô estava muito doente e que não havia maneira de este sobreviver à doença. Em abril de 2008 , Isabela foi visitar o seu avô a Forks, uma cidade situada no estado de Washington. Bela tinha oito anos e ainda não tinha a noção da doença do avô que, naquela altura, parecia benigna , embora este, não tendo as duas pernas e não vendo de um olho, ainda fosse um senhor muito ativo para um homem de sessenta e seis anos. Quando a menina chegou a casa para visitar o avô, sentiu borboletas na barriga, pois já não o via há muito tempo. - Então, minha linda, a escolinha está a correr bem? Tens tirado boas notas? E

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Quatro anos depois, Isabel, ao acordar, recebeu a notícia de que o avô tinha falecido. Ela ficou em baixo porque duas semanas antes da sua morte, ela e os pais foram ver o avô ao lar, mas a Bela tinha ficado no carro a falar ao telefone com uma amiga. Isabela estava a sentir-se muito mal pois devia tê-lo visitado naquele fim de semana em vez de falar com a amiga e devia ter-lhe dito que gostava muito dele, embora ele soubesse isso. No dia 13 de Setembro, foi o funeral. A Bela não parava de chorar até que ouviu uma voz que a sossegou: - Bela, não chores, vais ver que daqui a uns dias o que vai restar do José serão as boas recordações e nada mais, tenta comer ou dormir, vais ver como te sentes melhor. - disse o seu pai Alberto. E assim foram passando anos e anos. Bela tornou-se advogada, casou-se com o Eduardo e tiveram duas filhinhas: a Patrícia e a Irina. Apesar de ter crescido, estudado, trabalhado e de dado à luz, Isabela sempre se interrogou por que é que ficara naquele estúpido carro e não fora visitar o seu avô de que tanto gostara... Mariana Caiadas – 6ºB


É preciso amar direito Um amor de qualquer jeito Ser amor a qualquer hora Ser amor de corpo inteiro.

Meu olhar no teu olhar Minha boca em teu sorriso Tu és o meu abrigo, O meu íntimo paraíso. Como é bom viver assim Imersos em harmonia Coração com coração, Amor pleno dia-a-dia. Por que tentar explicar O que é inexplicável? Como falar de um amor Misterioso e adorável? Te amo pois te preciso Te amo de amar sem fim, Te amo porque te amo É isso...simples, assim! São teus os meus pensamentos Mais profundos, mais sutis Pois podes acreditar, Junto a ti eu sou mais feliz. Como posso agradecer Tanta luz, tanta emoção? Se só o que eu te posso oferecer É a minha alma e meu coração. Como seria se um dia a Lua Encontrasse de uma vez com o Sol E nesse momento estrelas caíssem Um brilho intenso de luz, um farol. Como um filme no final Vai dar tudo certo Quem foi que disse que Para estar junto, precisa estar perto? Quando a noite chega, eu fecho Os meus olhos e és tu que eu vejo Como eu queria estar contigo, Eu páro e faço um desejo!

Eu sei que o teu mundo Girou para me encontrar Parece ter feito no vento Um lugar só para amar! Sabes que conquistar É o meu desejo Qual é o meu sonho? É sentir o teu beijo. Quando eu penso em ti Eu penso em notas de piano Mas nenhuma delas pode Transmitir o quanto eu te amo! Quando olhei para ti eu Apaixonei-me de verdade Miúda, tu foste um sonho Tornado realidade! São horas, dias, que Eu passo sem te ver Eu fecho os meus olhos E não consigo te esquecer. Em cada estante, um livro Em cada livro, um porquê Em cada porquê, uma resposta Em cada resposta, você! Para quê parar para refletir Se o meu reflexo é você? Aprendendo em uma só Vida, compartilhando prazer.

A Noite faz-me Lembrar A noite cai E o barulho acaba… Cada noite começa por ser Escura, triste, Mas depois, Pequenos pontos luminosos aparecem E faz com que a noite Seja uma grande floresta escura, Onde há várias Fogueiras acesas E quando olho para o céu, Imagino o que há Para além deste planeta, Para além do que consigo ver Mas à noite Pode haver também Momentos de tristeza… Aqueles momentos Onde nos lembramos De pessoas que nos marcaram, Que nos fizeram felizes E já não o podem fazer Agora já não penso nisso, Só digo que Tenho saudades Das noites em que Essas pessoas Me fizeram feliz Suéli Silva - 9º C

Por que parece que Eu não vou aguentar? Se eu sempre tive forças E nunca parei de lutar. Juntos no balanço da rede Sob o céu estrelado O tempo pára quando Eu fico ao teu lado. A Lua ofereceu ao Sol Uma fita de cetim E eu ofereço-te a ti Um amor sem fim! Matheus Reis – 6ºB

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Histórias em 77 palavras Escrita criativa produzida a partir dos desafios propostos pela rádio SIM (Renascença). Também tu te podes escrever. Vai a 77palavras.blogspot.pt/2014, escolhe um desafio e diverte-te! Desafio nº 13

Desafio nº 34

As palavras atrapalhavam-se dentro de...

Quebra-cabeças de escrita com 61 palavras pré estabelecidas

Havia um caderno pequeno e amarelo com palavras atrapalhadas. As palavras atrapalhavam- se dentro do caderno como o caderno se atrapalhava dentro da mochila preta, vazia (sem livros nem lanche). A mochila era solitária, nunca tinha estado com um menino que a tratasse bem, este dono não a tratava… Fartou-se e foi-se embora, deixando o caderno pequeno, amarelo e triste com 77 e sete palavras atrapalhadas dentro dele mais estas: volto um dia para te vir buscar… Ruben Cardoso - 1º A (Curso Vocacional de Apoio à Família)

Era uma vez um velho que gostava de aconselhar as pessoas. Ele sentava-se sempre na esquina do café e enquanto as pessoas passavam, contava histórias. As pessoas tinham de ser pacientes. Ninguém podia interromper ou falar, só ele, porque isso atrapalhava as personagens e misturava as aventuras. Muitas vezes, o velho contador de histórias esquecia-se do que ia contar, por isso, procurava na biblioteca livros raros, com muitas frases e páginas que lia em vez de contar.

Escrita criativa

Adilson Semedo e Jodson Cunha 9º B - PLNM

O “procurador” de palavras

Impressões de Leitura

Era uma vez um rapaz chamado Chikinho que ia a passar pela “Esquina das Frases”. Chamava-se assim, pois a esquina estava cheia de frases escritas na parede com grafitis! Contente, o Chikinho começou a ler uma estranha sopa de letras onde estavam as palavras: ralhar, contar, consolar, procurar, esquecer, aconselhar e atrapalhar. O rapaz tomou-lhe o gosto, procurou noutros sítios incríveis (dicionários, internet), trabalhou ombro a ombro com os colegas e a professora para formar estas frases. Valdemir, Tatiana e Nazaré - 1º A (Curso Vocacional de Apoio à Família)

Livro adotivo Depois de ler e ouvir ler vários livros, adotámos um. O livro adotivo deste período é O pássaro da cabeça de Manuel de Pina e a nossa missão é defendê-lo, divulgá-lo e aconselhá-lo a outras pessoas. O pássaro da cabeça foi o livro que mais gostamos de ouvir ler e foi aquele que nos levou a querer escrever coisas da imaginação e de mundos diferentes. Gostámos porque o livro fala de pássaros e de pessoas como se fossem pássaros. As palavras são desconhecidas, pregam-nos partidas, mas fazem-nos pensar. João Almeida - 8º D e Aagaman - 6º, PLNM

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a página do 3º ciclo e secundário

da viagem: origem e caminhos Exposição de Fotografia e Escrita integrada no Mês da Fotografia Imaginarte Almada Fotografias de alunos do Curso Profissional de Técnico de Multimédia Textos de alunos da disciplina de Português Língua Não Materna

Portugal e outros países assistem hoje a uma realidade social e cultural cada vez mais diversificada e dinâmica. O fenómeno da globalização colocou perante os nossos olhos as diferenças entre os indivíduos e os grupos, a que se junta a pluralidade do próprio indivíduo, pois todas as pessoas são seres multiculturais: etnia, género, classe social, língua materna, religião, idade. Do nosso encontro com esta a multiculturalidade e pluralidade, nas escolas, emerge um problema de definição deste tempo e deste mundo grande em desafios onde ecoam valores que é preciso trabalhar: educação, respeito e integração. O projeto “da viagem: origem e caminhos” testemunha a vivência da muticulturalidade, da integração da diversidade cultural e linguística na escola, num clima respeitador das diferenças, mas reconhecedor de um espírito comum que a todos une enquanto cidadãos do mundo, construtores da sua própria cidadania. Os textos apresentados decorrem de atividades de produção oral e escrita nas

disciplinas de Português e de Português Língua não Materna, realizadas no âmbito do acolhimento e integração cultural e linguística dos alunos estrangeiros e da discussão de valores como o respeito pela individualidade e afirmação da diferença. Américo Jones e Elisa Valério


da viagem: ainda... por Francisco Oliveira, professor de Filosofia No passado dia 26 de Novembro, visitei a exposição de fotografia “da viagem: origens e caminhos”, uma mostra a todos os títulos recomendável com trabalhos dos alunos do Curso Profissional de Técnico de Multimédia da nossa escola. Escusado será dizer, perante olhares tão diversos ali mesmo à minha frente, que dei comigo a pensar nas minhas viagens. Da Índia paradoxal, entre o exotismo e a imundície, à Colômbia fervilhante, entre o perigo e a salsa que sempre espreitam, passando pelas montanhas do Nepal, as mesmas de onde vem um dos nossos jovens fotografados. Nada que se compare, portanto, com as pequenas viagens de cacilheiro que faço todos os dias para chegar a tempo à nossa escola! Já no barco, o Sacavenense nesse dia, de regresso a casa, pus-me a pensar nas razões que nos levam a viajar. Em relação aos turistas ali ao lado, não havia grandes dúvidas, vinham em busca de uma pausa merecida e algumas fotos ocasionais. Em relação aos jovens modelos da exposição e das suas famílias, também não, da Ucrânia

a Cabo verde, com escala em São Tomé e Príncipe, todos vieram em busca de uma vida melhor. E eu? Por que razão viajava eu? Eu, que não sou nem um turista de câmara em riste, como os primeiros, nem um emigrante ao sabor da sorte como os segundos. Que espécie de “viagero”, era assim que a minha amiga Vanessa me chamava quando andava de viagem por Chiapas, no sul do México, seria eu? A rapidez da travessia não me daria tempo para grandes respostas. Ainda assim, duas coisas pareciam-me óbvias. Como os primeiros, os turistas que se levantam dos bancos mal cheira a Cais do Sodré, sempre que parti foi para voltar. Como os “novos portugueses”, é assim que os segundos são chamados na exposição, fiz sempre um esforço para me integrar na cultura a que chegava. Conclusão? Voltei, voltei sempre, mas nunca voltei o mesmo. Talvez seja por isso que viajo. Ainda. (Anturan, Indonésia, 2014)


a página do 3º ciclo e secundário

tema em destaque

bullying na nossa escola Embora possa ocorrer em qualquer ambiente, o Bullying é um problema que afeta a generalidade das escolas portuguesas. Trata-se de uma prática violenta, intencional e persistente, contra uma pessoa indefesa que sofre sozinha a violência a que é sujeita: ataques físicos, insultos verbais, ameaças e intimidações, extorsão, o roubo de pertences, exclusão do grupo de colegas, entre outras versões igualmente intimidatórias. Daí falar-se em diversos tipos de bullying. Físico, quando consiste em empurrar, socar, pontapear ou qualquer outro tipo de agressão física. Verbal, quando se trata de insultar. Material, quando consiste em roubar. Moral, quando se confunde com difamação. Psicológica, quando a intenção é ignorar, excluir, amedrontar, manipular… Sexual, quando consiste em assediar e/ou abusar e, finalmente, o virtual, ou cyberbullying, quando os ataques são praticados por meio da internet – divulgar imagens, criar comunidades, enviar mensagens, invadir a privacidade... Em relação aos sintomas, a lista é igualmente extensa. Desde distúrbios de sono aos transtornos alimentares, falta de motivação e absentismo, para não falar da depressão que também poderá ocorrer, são múltiplos os sinais de que estamos perante uma vítima indefesa. Por se tratar de um fenómeno verdadeiramente preocupante, resolvemos analisá-lo dentro da nossa comunidade escolar. Nesse sentido, realizámos um inquérito e aplicámo-lo a um universo de 120 alunos,

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cerca de 91% dos alunos do 5ºano. Os alunos inquiridos responderam a questões como “Já assististe situações de violência na tua escola?”, “Já sofreste algum tipo de agressão?”, “Se és vítima de bullying, já contaste a alguém?”, “Sentes-te seguro na tua escola?”, “Já maltrataste alguém na tua escola?”, e os resultados foram verdadeiramente surpreendentes. Metade afirma já ter assistido a cenas de bullying no recinto escolar, 33,3% admitem já ter sido vítimas de violência física e verbal, embora a maioria não tenha contado a ninguém. Registou-se ainda que a maioria das vítimas tem ou tinha 10 anos quando sofreu agressões. Além de dar a conhecer os resultados obtidos, este artigo não estaria completo se não fizéssemos nada no sentido de diminuir a ocorrência do fenómeno, sobretudo porque grande parte dos inquiridos não sabia da existência da caixa de denúncias existente no pavilhão azul. Pois é… a caixa existe e deverá ser utilizada sempre que necessário. Não hesites, denuncia todo e qualquer tipo de agressão, sejas tu, ou não, a vítima. Mais, fala com um adulto em quem confies, um professor ou o psicólogo da escola. Eles saberão como ajudar-te. Mas terás de ser tu a dar o primeiro passo. Juntos, podemos fazer da nossa escola um espaço melhor! 11º B – Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Área de Estudo da Comunidade do Curso de Animador Sociocultural


tema em debate

grandes questões da atualidade

O Gabinete de filosofia, em parceria com o 11ºC, promoveu um debate sobre os mecanismos presentes nas tomadas de decisão. O encontro teve lugar na sala 22, pelas 15:30h do dia 13 de Novembro, e contou com a presença de várias turmas da nossa escola. A sessão começou com a apresentação de um vídeo – “Justice, o lado moral do assassino” - sobre as diferenças entre intencionalismo e consequencialismo. Mickael Sandel, professor em Oxford e protagonista desse vídeo, analisou vários casos em que a questão se revela particularmente difícil: matar uma pessoa para salvar cinco, em que circunstâncias?

De seguida, foram discutidos casos originais, sempre em função da distinção entre as duas orientações apresentadas: intencionalismo e consequencialismo. Por último, dado o entusiasmo registado, ficou decidido que outros debates irão ser realizados, mas agora sobre algumas questões particulares: eutanásia, homossexualidade e adoção por casais homossexuais, a pena de morte, a gravidez na adolescência, a legalização das drogas leves, entre outros. Enfim, sempre na perseguição do pluralismo de opinião e o mundo cada vez mais tolerante.

Após a apresentação do vídeo e esclarecidas aquelas diferenças, a saber, que o intencionalismo manda decidir em função de uma intenção boa, independentemente dos resultados e o consequencialismo, por sua vez, em função dos melhores resultados possíveis, passou-se ao debate. Num primeiro momento, discutiram-se os casos apresentados por aquele professor.

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suplemento - Natal 2014

english world: christmas traditions GREAT BRITAIN England The 24th of December is called Christmas Eve. It is not a holiday in Britain. But it's the big day for decorating the house. They decorate their trees with tinsel, coloured lights, coloured glass bowls, chocolate coins and candy canes. At the top they put an angel or a star. The rest of the house is decorated with balloons, paper chains, holly and mistletoe. The children hang up their stocking by the chimney. On the morning of the 25th, Christmas Day, the children wake up early to find their stockings filled with presents from Father Christmas. The Christmas dinner is usually eaten at midday or early afternoon. The dinner includes roast turkey, Brussels sprouts, roast potatoes, cranberry sauce, stuffing and Christmas pudding. At 3 o'clock in the afternoon on the 25th of December, the Queen gives her Christmas speech to the nation. It is broadcast on radio and television.

Scotland The Scots have their big celebration on New Year's Day. On Christmas Day people sometimes make big bonfires and dance around them. Some also play bagpipes. The Christmas celebrations are pretty small because the Church of Scotland doesn't care that much about Christmas.

Wales The Welsh really like singing so at Christmas they have a lot of carol singers. A lot of people gather in the public square. The person who has written the best carol wins a prize. People here decorate their houses in the same way as the Englishmen. It is very important to make taffy. It is a kind of chocolate toffee. Instead of eating turkey the Welsh eat goose.

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AUSTRALIA Christmas in Australia is often very hot because it is in the middle of their summer. It is often around 35 degrees Celsius in December. Santa often comes on a surf board or on a lifesaving boat. Thousands of people gather every Christmas Eve in Melbourne. They sing their favourite Christmas songs together. It is called “Carols by Candlelight� because the stars in heaven are like candles. A traditional Australian Christmas dinner includes turkey, ham and pork. They eat a flaming Plum pudding or Mince pie for dessert. Some Australians have their Christmas dinner at the beach. Thousands of people eat at Bondi Beach in Sydney. If they are at home they swim in the pool, play Cricket in the backyard or do other outdoor activities.

USA Christmas celebrations are very different in different parts of the country. For instance: In California, Santa Claus comes on a surf board but in New York he moves around in a sleigh drawn by reindeers. In the capital city, Washington DC, the president lights a giant Christmas tree by pressing a button.


Most homes are decorated with holly, mistletoe and branches of trees. Almost everyone have a Christmas tree hung with electric lights, tinsel, baubles, and strings of popcorn and candy canes. In America the traditional Christmas dinner is roast turkey, goose, duck, or ham served with cranberry sauce. Then they eat plum pudding or pumpkin pie. Most Americans exchange gifts and greetings and visit their families. A lot of people go to the Midnight Mass on Christmas Eve. In 1863 Santa Claus got his name. He wears a red suit and smokes a pipe. He has a sleigh and reindeers. The most famous reindeer is Rudolph.

Santa has two homes in the USA. One is in Connecticut where Santa and his helpers make all the presents. The other one is in Wilmington where there is an entire village for Santa and his reindeers.

CANADA Many homes in Canada are decorated with the usual Christmas decorations, but they also have nativity scenes as a part of their decorations. On Christmas Eve people visit the midnight mass. When they get home from church they eat pork pie or small meatballs called boulettes. In Canada the traditional Christmas dinner is roast turkey with vegetables and sauces. For desert they eat fruity Christmas pudding with brandy sauce. In the north parts of the country the Eskimos have big winter festivals, called Sinck Tuck. At these festivals they dance and give away presents. In other parts of the country they start every Christmas morning by singing. They sing songs that were brought to Canada two hundred years ago from Britain. EB1/JI Chegadinho

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christmas fun: colour by numbers

EB1/JI Maria Rosa Colaรงo

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christmas fun: crosswords

EB1/JI Maria Rosa Colaรงo

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tema em filme

writing in poetry

a queda do muro de Berlim

the fall of the Berlin wall Walls of Yesterday

No âmbito das comemorações do 25º aniversário da queda do Muro de Berlim, o 11ºC promoveu uma sessão de cinema a propósito da ocasião. O filme projetado, no dia 14 de novembro, foi Good Bye Lenin, de Wolfgang Becker. A sessão contou com a presença de várias turmas, tendo começado com uma pequena apresentação de Anísia Gonçalves lembrando a existência de outros muros que importa igualmente derrubar. 11ºC

All hail the fall Of the big bad Berlin wall! It always makes me think of The way it was before… Bells from the west church I hear, Instruments of peace. Everything seems right No soviets on sight. But on the other side, Not precisely East, A child keeps wondering What's on the other side If you listen well You still can hear that bell From the other side of the wall Bárbara Freitas - 11ºC

ficha técnica coordenação Elisa Valério

colaboradores Alexandrina Jacinto Américo Jones Ana Rita Martins António João Rosa Carmo Botelho Carina Xisto Cecília Pires Fernanda Valério Francisco Oliveira Isabel Bernardo Lurdes Trilho Maria Lurdes Fernandes Margarida Matias Manuela Baltazar Paula Guedes Moreira Rita Brito Rita Neves Sandra Santos Vanda Ramalho

jornalistas, escritores Aagman Pardey Ana Rita Costa Ana Rita Ramos Ana Sofia Tavares Ana Vaz Ana Catarina Pêgas Adilson Semedo Bárbara Freitas Beatriz Borges Beatriz Carmo Beatriz Farinha Diana Silva Diogo André Elisiane Tavares Filipa Ferreira Inês Garcia Iuri Jesus Jodson Cunha João Almeida Joana Pinto Lara Martins Maria Cartaxo Mariana Caiadas Mariana Pinto Margarida Costa

Matheus Reis Nazaré Fabião Rafael Gonzalez Raquel Serôdio Ricardo Spencer Rita Redondo Ruben Cardoso Rui Silva Suéli Silva Tatiana Valdemir Yara Neto

ilustração Paulo Rego e turmas participantes

fotografia, design e paginação Curso Profissional de Técnico de Multimédia

jorn@l escol@r #01  

Número #1 do Jornal da Escola Básica e Secundária Francisco Simões - Laranjeiro

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