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MANAUS, DOMINGO, 8 DE DEZEMBRO DE 2013

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Saúde

e bem-estar

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Diferença entre tristeza e depressão Saúde e bem-estar F4

Ai, minhas costas!!! Parece exagero, mas a verdade é que cerca de 80% da população sofre com dores nas costas. Manter a coluna saudável é item fundamental para ter uma boa saúde, alerta o especialista doutor Marcelo Loquette MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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or nas costas é a segunda queixa mais prevalente do ser humano, só perdendo para a dor de cabeça; cerca de 80% das pessoas vão apresentar pelo menos um episódio de dor nas costas, ao longo de sua vida. Por conta disso, mantê-la saudável é fundamental para se ter uma boa saúde, pois doenças que afetam a coluna podem causar repercussão em estruturas ósseas, musculares e nervosas, levando a restrição de movimentos e dor crônica. A coluna vertebral, explica o médico ortopedista Marcelo Loquette, é constituída pela superposição de uma série de ossos isolados denominados vértebras. Superiormente, se articula com o crânio, e inferiormente, articula-se com o osso da bacia. “Ela constitui o eixo ósseo do corpo e está constituída de modo a oferecer resistência de um pilar de sustentação, mas também a flexibilidade necessária à movimentação do tronco, servindo de pivô e suporte e mobilidade da cabeça e permitindo movimentos entre as diversas partes do

tronco e da fixação a numerosos músculos. Ainda, ela protege a medula espinhal, que está alojada em seu interior”, ressalta. As principais doenças a atingir a coluna são a hérnia de disco (compressão do nervo ciático que vai para a perna), escoliose (deformidades do eixo da coluna), estenose lombar (estreitamento do canal vertebral por onde passam os nervos), artrose (desgaste das articulações da coluna), espondilolistese (escorregamento de uma vértebra sobre a de baixo), osteoporose (pode levar a fraturas após movimentos banais), degeneração discal (envelhecimento do disco), tumores, entre outras. Inimigos Apesar de ser um dos queridinhos entre a população feminina, o salto alto é um dos piores inimigos das mulheres. Loquette explica que o salto alto obriga a paciente a inclinar sua postura para frente, projetando o peso do corpo para a ponta dos pés, o que faz com que a coluna se dobre mais para manter o equilíbrio. “É por isso que os saltos altos são tidos como um dos grandes causadores das

dores lombares. Os saltos finos são ainda um problema adicional, uma vez que tornam instável o apoio do pé e obrigam a correções constantes na musculatura lombar”, aponta. Outro perigo é o costume de “estalar” as costas. O alívio ao fazer esta ação pode ser imediato, mas também é prejudicial, já que estalar as costas com frequência leva ao alongamento e instabilidade dos ligamentos naquela articulação que está sendo estalada, e o corpo reage por meio da formação de osteófitos (depósitos de cálcio, mais conhecidos como bicos de papagaio), que vão se formando para prover uma maior estabilidade local, como observa o médico. “O problema dos bicos de papagaio na coluna é que essas estruturas podem comprimir a medula e raízes nervosas. O alongamento das partes moles e ligamentos na coluna também favorecem às protrusões e hérnias discais”, destaca. Soluções Os problemas de coluna podem ser prevenidos e evitados de maneira bem simples, como prestar atenção à postura no dia a dia, princi-

palmente no trabalho. Outra dica importante, segundo o ortopedista Marcelo Loquette, é evitar o sedentarismo. “A falta de atividade física torna nossa musculatura fraca, e, em especial no abdômen e nas costas e, dessa forma, eles se tornam incapazes de sustentar nosso eixo vertebral”, explica. Manter-se com um peso corporal adequado também ajuda a reduzir a dor nas costas. “O peso extra muda o centro de gravidade do corpo. E, quando concentrado na região abdominal, desloca-o para frente e realiza uma tensão desnecessária sobre os músculos das costas e dos tecidos circundantes”, ressalta. Idosos devem manter os ossos fortes com a prática de exercícios físicos e reposição de cálcio e vitamina D. Evitar o cigarro também ajuda, já que o fumo restringe o fluxo de sangue para os discos que amortecem as vértebras, reduz a absorção de cálcio e impede o crescimento de novos ossos. “Reduzir o estresse também é essencial, pois a dor na coluna pode estar ligada a ele. A resposta do organismo ao estresse pode se dar pela tensão muscular nas costas, que pode causar espasmos dolorosos”, finaliza.

Sintomas de algo errado Dor na coluna nem sempre é sinal de doença, diz o médico ortopedista Marcelo Loquette, porém alguns sintomas representam os “sinais de alarme, e podem significar que há algo mais sério acometendo a coluna. A dor nas costas com duração maior que três semanas, explica, pode desaparecer com tratamentos simples, mas se ela persistir, é preciso procurar um especialista. - A dor está se irradiando para a perna? Se, além disso, a dor é persistente e severa, é sinal de que algo está comprimindo uma raiz nervosa que emerge na coluna e distribui-se na perna. - A dor na perna piora ao tentar erguer o joelho até o tórax ou girar a cintura? Se isso acontece, há uma possibilidade de se tratar de hérnia de disco. - Dor forte nas costas após uma queda ou trau-

matismo recente? Uma queda pode lesionar a coluna. As chances de lesão aumentam se o paciente sofrer de osteoporose. - A dor nas costas piora quando você se deita ou lhe faz acordar durante a noite? Isto pode ser sinal de uma infecção ou outro problema, principalmente se, além disso, você tiver febre. - Você está com problemas para urinar ou evacuar que já duram algum tempo? Esse tipo de problema pode ter várias causas, mas algumas doenças da coluna podem provocar estes sintomas. - Você tem dormências ou fraqueza nas pernas quando caminha? Isso pode ser causado por um estreitamento do canal onde passam os nervos. Isso se chama estenose espinhal.


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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com

Desconstruindo ritos de curas O corte nos saberes separando o antes e o depois, da medicina como paideia, ligando os diagnósticos e as doenças às ideias laicas, afastando dos deuses e deusas, se destaca no livro “Das Doenças Sagradas”, de autor desconhecido, do século 4 a.C.: “Quanto à doença que nós chamamos de sagrada (epilepsia), eis o que ela significa: ela não me parece nem mais divina, nem mais sagrada que as outras; ela tem a mesma natureza que as demais doenças e se origina das mesmas causas que cada uma delas. Os homens atribuíram-lhe uma natureza e uma origem divinas por causa da ignorância e do assombro que ela lhes inspira, pois em nada se assemelha às outras”. Pela primeira vez, uma doença foi explicitamente assentada no domínio da tékhne, fora do domínio dos deuses e deusas curadoras. Não é demais repetir que também nessa época, na ilha de Cós, ocorreu o ápice da medicina grega. O genial Hipócrates, o principal representante da Escola de Medicina de Cós, foi reconhecido como o marco nos saberes médicos por Platão (Protágoras 313b-c

e Fedro 270c) e, posteriormente, por Aristóteles (La Politique. Paris. J. Vrin. 1989. p. 484). Os integrantes da Escola de Cós construíram o maior legado da medicina como paideia: a teoria dos Quatro Humores, aqui considerada como primeiro corte epistemológico da medicina. A teoria dos Quatro Humores, atribuída a Políbio, genro de Hipócrates, assenta as doenças e os tratamentos no mundo laico das ideias: “O corpo humano contem sangue, fleuma, bílis amarela e bílis negra, que estes elementos constituem a natureza do corpo e são responsáveis pelas dores que se sentem e pela saúde que se goza”. A medicina como paideia saltou do domínio casual e ametódico para o método construído em torno da busca da etiologia nos desequilíbrios dos humores. O diagnóstico acompanhava o prognóstico e a terapêutica para identificar o excesso ou da falta do humor desequilibrado. Como consequência, os tratamentos se voltaram para excretar as sobras por meio de vomitórios, sudoreses, diureses, diarreias e

sangrias. O prognóstico se materializava na boa ou na ausência de resposta à terapêutica. O médico era chamado para recompor a saúde utilizando saberes como instrumento de leitura da natureza, como a justa medida da saúde. Hipócrates e os médicos da Escola de Cós, na obra Da Medicina Antiga, seguiram esse pressuposto ao afirmarem que o médico não pode saber de medicina nem tratar os seus doentes sem conhecer a natureza do homem (Daremberg. Oeuvres Choisies d’Hippocrate. Paris. Labe Éditeur. 1855: “... os argumentos deles apontam para a filosofia tal como a de Empédocles e de outros que escreveram sobre a natureza e descreveram o que o homem é desde a origem, como primeiro surgiu e de que elementos é constituído”. A concepção teórica de saúde dos gregos também envolveu a harmonia. Sendo de natureza harmônica em si mesma, isto é, preenchendo na medida e simetria exatas as vicissitudes individuais, a saúde deveria ser procurada neste contexto da compreensão do normal.

João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França

O médico era chamado para recompor a saúde utilizando saberes como instrumento de leitura da natureza, como a justa medida da saúde”

O chá que promete milagres para o seu corpo O chá de hibisco é preparado com o cálice do botão seco da flor chamada Hibiscus Sabdariffa. Devido a esta planta, a bebida é rica em substâncias antioxidantes como flavonoides e ácidos orgânicos. Estes nutrientes proporcionam diversos efeitos benéficos, entre eles, a ação diurética, impedindo a retenção de líquidos, e a capacidade de evitar o acúmulo de gorduras, principalmente na região da barriga e quadris. Este último ocorre porque o chá reduz a adipogênese, processo no qual ocorre a maturação de células pré-adipócitas que se convertem em adipócitos maduros, capazes de acumular gordura no corpo. Outros estudos apontam que alguns flavonoides presentes na bebida possuem um efeito cardioprotetor e vasodilatador. Assim, as substâncias ajudam a aumentar o colesterol bom, HDL, diminuir o colesterol ruim, LDL, triglicerídeos e a pressão arterial.

Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com

O bom dos medicamentos genéricos Por mais de uma década os medicamentos genéricos tem tido crescimento bem acima da média do canal farmacêutico, mas ainda são vistos com certo receio. Eles têm a mesma eficácia que os medicamentos tradicionais e custam menos no bolso. Para a população o negócio continua rentável. O consumidor brasileiro já economizou R$ 40 bilhões em gastos com medicamentos. Por lei, os genéricos devem custar, no mínimo, 35% menos do que os produtos de referência. Até onde podem chegar os genéricos? A primeira geração dos genéricos era composta basicamente de produtos já consagrados, de uso contínuo. A segunda, de medicamentos inovadores, como o Viagra e as estatinas. O futuro da indústria farmacêutica está diretamente ligado aos produtos de biotecnologia, os biofármacos, recombinantes feitos a partir de seres vivos, engenharia genética etc. é uma nova fronteira do conhecimento. A partir deste ano teremos diversas patentes a vencer de produtos para combater doenças autoimunes, que são os produtos de alta complexidade dos quais o governo é o comprador quase exclusivo. Para a indústria farmacêutica brasileira, esses

produtos representam uma mudança da base tecnológica. As empresas de genéricos vão certamente entrar nesse campo. O acesso aos medicamentos e seus serviços são indispensáveis às opções da saúde e um direito do cidadão, segundo a política de medicamentos e da legislação brasileira. O medicamento tanto na promoção da saúde ou quanto na prevenção da doença, ao nível da sua cura e recuperação, assumiu, assume hoje e assumirá uma importância fundamental. Ele tem contribuído para a melhoria da qualidade e o aumento da expectativa de vida da humanidade. Isto é universalmente reconhecido. Historicamente a farmácia é a primeira opção daqueles que apresentam algum problema de saúde, seja pela confiança no farmacêutico, pela pressa, pela dificuldade de acesso ao médico nas Unidades Básicas de Saúde, entre outros fatores. Por isso, a atenção farmacêutica tem, o papel de promover o uso adequado dos medicamentos, contribuindo para minimizar os riscos de uma automedicação e agilizar a melhora da saúde e consequentemente, da qualidade de vida dos pacientes. Apesar do sucesso estrondoso

dos genéricos nesses anos, ainda há, mesmo entre os profissionais médicos, uma minoria que afirma não confiar neles, acredito que seja pelo marketing dos laboratórios dos produtos de referência que não aceitou a perda da prevalência do mercado. Há hoje no mercado cerca de 380 substâncias ativas em apresentações genéricas, combinando cerca de 90% das doenças humanas mais comuns. Os genéricos no Brasil têm hoje 30% do mercado, enquanto nos Estados Unidos 74% das receitas são genéricos, 85% na Dinamarca, 65% na Alemanha. Só para deixar claro, se o médico prescrever um medicamento de marca, o paciente é livre para trocá-lo pelo medicamento genérico. Procure sempre a orientação farmacêutica. Se você hesitava em comprar medicamentos genéricos por achar que eles não tinham o mesmo efeito que os de marca, pode ficar sossegado, pois a Anvisa faz teste rigorosos que garantem a qualidade e eficácia do produto. Os medicamentos genéricos custam menos porque a indústria farmacêutica que os produz não investiu na pesquisa e no desenvolvimento da droga, como é o caso dos produtos de referência.

Aproveite as sobras de alimentos e ganhe saúde

Humberto Figliuolo Farmacêutico

A primeira geração dos genéricos era composta basicamente de produtos já consagrados, de uso contínuo. A segunda, de medicamentos inovadores, como Viagra”

O talo de brócolis contém vitamina C e A e é utilizado para enriquecer preparações ou em recheios. A vitamina A é interessante porque diminui os riscos de inflamações na pele. De acordo com o American Institute for Cancer Research dos Estados Unidos, o talo do brócolis também é rico em isotiocianatos, fitoquímicos que podem desempenhar um papel no combate ao câncer. O alimentos pode ser preparado na forma de purê ou creme. O talo de agrião é rico em vitaminas A, C, do complexo B, fósforo e ferro. O consumo do alimento auxilia na redução da formação de radicais livres, ajudando na diminuição dos riscos de envelhecimento celular. O alimento pode ser ingerido cru em saladas ou em maioneses de legumes. Ele também pode ser combinado com carnes e é uma ótima opção para recheio de alimentos como pastel assado. O talo tem um sabor picante. O talo possui 56 vezes mais ferro do que a folha. 100 gramas de talo têm 11,3 mg enquanto a mesma quantidade da folha possui 0,20 mg do nutriente.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br

Diagramação Kleuton Silva

Repórter Mellanie Hasimoto

Revisão Dernando Monteiro Gracycleide Drumond

www.emtempo.com.br


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Câncer de próstata já é o segundo maior no país Com expectativa de ser segundo câncer diagnosticado em 2014, pacientes com tumor avançado terão novo tratamento

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mbora os avanços na medicina sejam contínuos, com o surgimento de novos medicamentos que trazem esperança e conforto aos enfermos, o câncer continua sendo uma ameaça à qualidade de quem sofre com a patologia. Agora surge mais uma boa notícia para quem sofre com câncer de próstata. A Enzalutamida, nova substância farmacêutica para o tratamento de câncer de próstata avançado, proporciona sobrevida mais longa e melhor qualidade de vida aos pacientes nas etapas pré e pós quimioterapia. A doença está em segundo lugar em diagnósticos de cânceres em 2014, segundo dados divulgados hoje, 28 de novembro,

pelo Inca. Em processo de aprovação no Brasil pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Enzalutamida complementará o tratamento que atualmente é realizado com cirurgia, radioterapia, hormonioterapia e, em casos mais avançados, a quimioterapia. No Brasil, os índices de cura da doença são altos, se diagnosticado precocemente, as chances chegam a 90%, já em fases avançadas esse índice cai para 30%. “A doença acomete um em cada seis homens e como qualquer câncer pode se desenvolver localmente e disseminar-se pelos gânglios e vasos sanguíneos, podendo atingir os ossos”, ressalta Fernando Maluf, chefe do Centro Oncológico Antônio Ermírio de

Moraes - Beneficência Portuguesa de São Paulo. Utilizada quando há falha no resultado da quimioterapia em casos avançados, a Enzalutamida pode aumentar a expectativa de vida de pacientes já submetidos a tratamentos hormonais. O estudo Affirm, publicado no The New England Journal of Medicine, relata que a substância tem a capacidade de impedir que as células com câncer se liguem aos hormônios que auxiliam no crescimento do tumor, na fase pós-quimioterapia. Também, recente estudo Prevail cita ainda os benefícios prévios a quimioterapia em pacientes com câncer de próstata metastático com diminuição de 30% do risco de morte.

O câncer de próstata “O tumor pode ser detectado pelo exame de toque retal e nível de PSA - proteína produzida pela próstata a partir das células, que em índices elevados deve ser considerado um alerta”, indica Maluf. Ambos exames se complementam, em muitos casos o nível de PSA é baixo, mas há indicativo de tumor. Parte desse câncer se desenvolve sem sintomas, por isso é importante alertar sobre os exames de rotina. Os sintomas implicam em dor e dificuldade de urinar e sangue na urina. A doença atinge homens na faixa de 55 anos, mas pode ocorrer em outras idades. A causa está relacionada ao histórico genético familiar e a dieta.

Novas drogas no mercado e novas esperanças para enfermos

Coisa de Mulher weralima@yahoo.com.br

Entre a tristeza e a depressão Esta semana nosso suplemento de Saúde traz uma matéria central que trata de um tema que considero vital, principalmente para as mulheres. Conheço homens que já enfrentaram períodos de depressão. Conheço um que está atravessando uma fase crítica com a doença e não está conseguindo sair da beira do abismo. O drama maior é que a família sofre tanto quanto a pessoa depressiva, embora uma parcela decida considerar que depressão é apenas uma tristeza prolongada ou um excesso de frescura. Mas as mulheres são as maiores vítimas da doença. Mulheres que são abandonadas pelos parceiros, que são

traídas, que são humilhadas ou espancadas. Elas são as sofredoras silenciosas desse mal terrível que mina a autoestima, a confiança e o amor próprio de tal maneira que a pessoa se sente incapaz, indefesa, impotente e, algumas vezes, como uma coisa de menor valia. Depressão não é tristeza e nem é frescura. Não é uma coisa, nem a outra. Depressão é doença grave que precisa de tratamento sério e multidisciplinar. Para tirar uma pessoa de um quadro depressivo grave não basta levantar a moral dela dizendo que tudo vai passar e usando aqueles velhos chavões que garantem, embora nem os autores admitam, que há

luz no fim do túnel. Para o depressivo o túnel assemelha-se a um enorme buraco sem fundo e o medo é cair e não conseguir levantar. Quem já passou por um episódio de depressão sabe que a doença é cruel e implacável e, o que é pior, silenciosa. Muita gente boa esconde a depressão nos seus estágios iniciais porque teme ser acusada de tola, mimada, fresca e outros adjetivos menos lisonjeiros, de parte de quem não tem o menor conhecimento da doença. Somente a autopercepção de que se está gravemente doente e que a ajuda médica (psiquiatra e psicólogo) é fundamental vai ajudar a pessoa a vencer a depressão.

Vera Lima Editora do Saúde

Se essa ajuda não surgir a tempo de puxar a pessoa para cima, a descida é lenta e inexorável e os danos podem ser tão grandes que a pessoa não vai conseguir superar a dor e as sequelas. Quem sofre com depressão grave não tem vontade de viver. Esse é o problema maior que leva o doente a querer se enterrar vivo em um mundinho de dor, sofrimento, angústia e falta total de perspectiva e que o impede de ver que um dia essa dor - seja qual for- vai ter que passar. Porque tudo na vida passa, por mais difícil que seja acreditar nisso no momento da dor, do abandono, da tristeza, da rejeição, essa coisa toda vai passar.

Às vezes demora. Se é a perda de um ente querido por morte, a rejeição do ser amado, a traição do companheiro ou uma doença grave, a doença se instala e ameaça ficar, mas com tratamento as chances de melhora são muito grandes. O importante é saber que, se o tempo é um excelente remédio para as dores da alma, os antidepressivos são a saída para a doença menta. E que me poupem os preconceitos que insistem em considerar que doença mental é rótulo de doido. Loucura maior é não usar os recursos disponíveis atualmente para curar uma doença que, se não for tratada a tempo, também pode matar.

Porque tudo na vida passa, por mais difícil que seja acreditar nisso no momento da dor, do abandono, da tristeza, da rejeição, essa coisa toda vai passar”.


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Tristeza uma con ou comp Muita gente confunde os sentimentos e não reconhece quando a situação pede uma intervenção especializada

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odo mundo durante a vida apresentará momentos de maior dificuldade, quando será tomado por sentimento de tristeza, melancolia, angústia, sensação que nada dará certo ou que não terá forças para superar os obstáculos. Agora, oque será que diferencia uma tristeza natural da depressão patológica? Qual será o substrato cerebral da depressão e como combatê-la? Como diferenciar? A tristeza é um momento emocional, um sintoma reativo a um desencadeante geralmente óbvio, ela é transitória, direcionada e proporcional ao evento que lhe deu origem (tanto em intensidade, como em duração). A tristeza traz uma sensação ruim, negativa, mas é um processo biológico fundamental para o amadurecimento cerebral. Momentos tristes ensinam mais que os felizes, levam à introspecção, autoconhecimento, estados criativos eacabam fortalecendo a busca e a vivência da felicidade. Sem tristeza e resignação não existe grande parte do aprendizado, todo sofrimento tem um caráter pedagógico. A tristeza transitória é uma ponte necessária para a superação. Os principais desencadeantes desse sentimento são: a perda, a frustração, o arrependimento, a expectativa não consolidada, a rejeição, a decepção, etc. Já a depressão é uma doença, complexa e potencialmente grave. Acomete até 20% da população em

alguma fase da vida, sendo três vezes mais comum em mulheres. Ela é causada por fatores genéticos, hormonais e ambientais. Além de tristeza, a pessoa deprimida pode apresentar uma gama extensa de sintomas, tais como: emagrecimento, ganho de peso, insônia, baixa autoestima, falta de motivação alterações sexuais, restrição social, dores no corpo, apatia, fadiga etc. Em casos graves podem ocorrer sintomas psicóticos e desapego à

TRATAMENTO

Existem vários subtipos fe depressão, a depender da intensidade, do contexto e dos sintomas mais relevantes é indispensável buscar orientação de especialistas e medicação específica vida, com risco de suicídio. Por mais que haja um contexto de vida desfavorável, a depressão mostra ser desproporcional ao fator desencadeante, seja em intensidade, seja em duração. Os episódios são arrastados e a falta de reconhecimento e de tratamento pode ser muito prejudicial ao paciente. Por definição, os sintomas devem ser intensos e persistir por mais de duas semanas. Existem vários subtipos de depressão, a depender da intensidade, do contexto e dos sintomas mais relevantes. Para diagnosticá-la é fundamental que haja comprometimento da qualidade de vida.

Sintomas psíquicos e físicos característicos da depressão - Tristeza - Baixa auto-estima - Desesperança - Perda de prazer - Lentificação mental - Desapego à vida

- Alteração do Apetite - Alteração do sono - Baixa libido - Dores crônicas - Fadiga - Tontura


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e depressão: ndição física portamental?

Como combater a doença? O primeiro passo é reconhecer o problema e buscar ajustes no ritmo de vida e no comportamento.

demonstrar apenas seu lado mais positivo, uma pontinha de um iceberg por vezes repleto de problemas e sofrimento.

Seguem 7 dicas preciosas:

5- Trace metas adequadas: Um cérebro envolto em metas, objetivas e atingíveis, é mais combativo contra a depressão. Busque desenvolver a motivação e o entusiasmo perdido no início da doença. Toda meta é importante, trace metas pessoais de curto prazo e resolução fácil, dia a dia seu cérebro ficará mais engajado e confiante na sua capacidade.

1- Cerque-se de pessoas confiáveis: Sozinho, o indivíduo vira presa fácil da depressão. Nessa fase, é fundamental o apoio familiar, dos amigos verdadeiros e de profissionais de confiança. Cerque-se principalmente de pessoas positivas, que compreendam seu estado emocional e respeitem seu momento transitório. A tendência na depressão é o isolamento progressivo, o combate a esse contexto é uma parte muito importante para a recuperação. 2- Exercite seu otimismo: Nosso cérebro pode sim ser treinado para buscar o lado bom das coisas. Para alguns isso é muito fácil e intuitivo, para outros isso pode ser melhor desenvolvido. Busque situações do passado (ruins, por exemplo) e exercite o poder de olhar o lado positivo. Enumere, no presente, tudo que você tem de positivo ao seu redor. O treino no dia a dia pode fazê-lo ficar mais resistente e mais otimista mesmo em fases mais desfavoráveis. 3- Altere seu ritmo de vida priorizando medidas antistress: modifique seu ritmo de vida, inicie atividade física aeróbica de intensidade leve, desenvolva atividades recreativas, reduza o nível de estresse, reorganize seus horários, reveja sua dieta e principalmente sua postura diante de alguns fatores chaves do seu dia a dia. 4- Evite comparações: Comparar a sua situação com a dos outros não resolve nada. Cada indivíduo tem sua história, seus problemas e suas facilidades. A comparação tira o seu foco no seu organismo e pode derrubar falsamente sua autoestima. A maioria das pessoas tende a

6- Volte-se para si: Toda “crise” tem um potencial benéfico ao indivíduo, a depressão não seria diferente. A introspecção pode te confrontar com um modo de vida (prévio a depressão) pautado nos outros. Nessa fase, você pode (e deve) priorizar a si, enxergar seus interesses, suas vontades, suas expectativas. Com isso você pode sair da depressão bem melhor do que era antes dele, colocando seu organismo como prioridade da sua vida, parar de viver para os outros e de aceitar condições precárias de felicidade.

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O que ocorre no cérebro do depressivo A depressão é uma doença cerebral, estrutural e orgânica. Não é fraqueza, vontade de chamar atenção e nem frescura. É provocada por um desequilíbrio claro nas moléculas que conectam os neurônios, chamadas de neurotransmissores. Os principais transmissores que estão alterados (reduzidos) são: serotonina, adrenalina e, em menos escala, a dopamina. Com isso, ocorre maior dificuldade em sentir prazer e todos os sintomas físicos e psíquicos citados anteriormente. O paciente

fica lentificado, queixoso e fragilizado. Por vezes, fica muito difícil reconhecer o estado depressivo (uma vez que a crítica também fica abalada) e é bastante complicado se livrar sozinho dos sintomas, apenas com força de vontade. Por isso é altamente recomendado buscar ajuda, com familiares, amigos e profissionais habilitados. Sistema imunológico Muitos estudos apontam para alterações em algumas regiões específicas do

CORTISOL

Muitos estudos apontam para alterações em algumas regiões específicas do cérebro, tais como: giro do cíngulo (lobo frontal), amigdala e hipocampo (lobo temporal) e regiões como tálamo cérebro, tais como: giro do cíngulo (lobo frontal), amigdala e hipocampo (lobo temporal) e regiões antigas do

cérebro, tais como: tálamo e hipotálamo. Essas regiões comandam circuitarias emocionais e repercutem na saúde física, por gerenciam também a secreção de hormônios e substância que comandam o sistema imunológico e cardiovascular. Com isso ocorre elevação de cortisol a imunidade cai (aumentando o risco de câncer e infecções), além disso, ocorre elevação do risco de hipertensão, obesidade, problemas de colesterol, diabetes entre outros problemas.

7- Discuta a necessidade de medicamentos: Atualmente existe uma ampla gama de medicamento que podem auxiliar no tratamento da depressão. Cada classe possui um perfil terapêutico próprio e um perfil de efeitos colaterais. O medicamento é mantido por tempo variável e alguns pacientes podem ficar sem medicamentos de acordo com a evolução. Muitas classes mais modernas conseguem um bom alívio dos sintomas com baixas taxas de efeitos colaterais e configuram uma arma importante quando aliada às mudanças do estilo de vida. Por isso é fundamental consultar sempre um especialista para traçar a linha terapêutica de forma personalizada e efetiva.

Sobre o médico Neurologista Leandro Teles CRM – 124.984, membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Site- www.leandroteles.com.br A doença é capaz de levar a pessoa ao desespero por falta de perspectiva de vida e a ajuda médica é fundamental


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Feminilidade restaurada Doutora Eliane Hwang explica com detalhes a aplicação da reconstrução mamária e seu impacto emocional na vida das pacientes que se submeteram à cirurgia

Para recuperar a mama pode-se usar uma prótese de silicone ou um retalho do corpo

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câncer da mama causa alterações físicas, sociais e emocionais gerando um grande impacto na vida das mulheres. Esse choque emocional pode ser mensurado por escalas de qualidade de vida que interferem na sua conduta rotineira. Nesta área, a reconstrução de mama tem uma forte influência positiva sobre a autoestima feminina. Na avaliação da cirurgiã plástica Dra. Eliane Hwang, do Hospital Heliópolis, em São Paulo, as mudanças e as dificuldades na vida de uma mulher em função do câncer de mama desencadeiam uma gama de sentimentos, o que gera modificações na imagem corporal, autoestima e relacionamento social. “O desenvolvimento e aprimoramento do tratamento oncológico associado à correção estética por meio da cirurgia plástica representam uma grande conquista no tratamento do câncer de mama, principalmente, na questão da reabilitação da mulher”, descreve. Para a especialista, a cura da doença é alcançada quando se devolve à paciente sua saúde e a autoestima reestabelecidas. Confira a entrevista abaixo com a cirurgiã plástica a Dra. Eliane Hwang. 1. A reconstrução mamária deve ser feita no momento da mastopexia ou somente após a retirada do seio? Depende de cada caso. Normalmente a reconstrução é feita no mesmo tempo em que a mama é retirada, chamada reconstrução imediata. Quando possível, é a melhor opção, pois devolve o volume da mama imediatamente, sem que a paciente tenha que ficar sem o órgão por um tempo. Para devolver o volume da mama, pode-se utilizar prótese de silicone – método mais comum - ou um retalho (seguimento com pele e gordura) da barriga ou das costas.

2. Com a evolução das técnicas cirúrgicas, quais os tipos de reconstrução de mama que existem atualmente? A reconstrução com prótese de silicone, com retalhos ou com os dois. Também é possível usar expansores de tecidos que são como próteses de silicone vazias que ganham projeção com soro fisiológico e, depois que a pele for expandida, trocase por uma prótese de silicone. Atualmente existem próteses de silicone que são mistas, com uma parte que pode ser expandida com soro fisiológico, eliminando a necessidade de outro procedimento cirúrgico para troca da prótese. 3. Para quais casos cada uma é indicada? Quando da ressecção do tumor o mamilo e a aréola são preservados, e também toda a pele da mama, está indicado o uso de prótese. Já nos casos em que ocorre retirada de pele e a aréola é necessário repor a pele do local, que é recrutada da barriga, das costas ou mesmo de áreas próximas às mamas. Porém, cada caso deve ser avaliado individualmente, inclusive a necessidade de quimioterapia e radioterapia que pode mudar totalmente a conduta cirúrgica. 4. Quando há necessidade de reconstruir parte da mama com tecido do próprio paciente, de qual local é retirado o retalho? Normalmente da barriga, chamado tram ou das costas, chamado “grande dorsal”, porque possuem textura e elasticidade que se aproximam da pele que recobria a mama anterior. 5. Há algum risco à saúde durante ou após esta cirurgia? Os mesmos riscos inerentes a todas as cirurgias, associado à possibilidade de hérnias nos casos em que for utilizado o

retalho da barriga. 6. Existe alguma estatística sobre o número de cirurgias de reconstrução de mama realizadas no Brasil? Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o Brasil tem 181 locais credenciados pelo Ministério da Saúde para fazer a cirurgia reparadora. No ano passado, foram realizadas 1.394 cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com investimento superior a R$ 1 bilhão. O Inca estima que cerca de 52 mil mulheres sejam diagnosticadas com câncer de mama por ano no Brasil, a maior incidência de neoplasia em mulheres, que leva à morte 11 mil pessoas por ano no país, de acordo com projeções dos órgãos de saúde pública. 7. A incidência de reconstrução mamária ocorre em qual faixa etária? A faixa etária da reconstrução segue a da incidência do câncer de mama, ou seja, é mais frequente em torno dos 50 anos e rara antes dos 35 anos de idade. 8. Em quais casos a reconstrução de mama não é indicada? Casos avançados, sem possibilidade de cura da doença e com prognóstico ruim ou comorbidades que impeçam a realização de uma cirurgia. 9. Os resultados costumam ser satisfatórios? Sim. Quanto antes o câncer for detectado, menos mutiladora será a cirurgia para retirada do mesmo, favorecendo assim a reconstrução. 10. Como a reconstrução da mama pode impactar no emocional feminino? A mama é muito importante para a mulher, pois caracteriza sua feminilidade. A falta da mesma pode causar alterações emocionais severas.

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MANAUS, DOMINGO, 8 DE DEZEMBRO DE 2013

Emagrecer com metas saudáveis para 2014 Entenda melhor como o balão intragástrico pode auxiliar, de fato, no processo de emagrecimento

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ntre as promessas de final de ano, perder peso é um dos primeiros itens da lista de metas do ano que iniciará, mas em sua maioria este objetivo acaba sendo reformulado para o ano seguinte. Conforme as demais metas, perder peso necessita comprometimento, planejamento e esforço, seguindo estes itens primordiais e associado a uma reeducação de hábitos conseguirá chegar ao sucesso desejado, não apenas para o novo ano, mas sim durante todo o ano. “Para auxiliar nesta nova eta-

acessório ocupa grande parte da área útil do estômago, ocasionando a saciedade. O procedimento é seguro e eficaz, indicado para quem deseja emagrecer sem agredir o organismo”, ressalta Dr. Sérgio Barrichello. O método de emagrecimento tem como intuito destacar a importância em optar por uma vida mais saudável, que consiste em elaborar um programa de reeducação alimentar e associado a prática de esportes, desta forma conseguirá concluir a meta de emagrecimento em um

pa da vida, o balão intragástrico será um impulsionador para o processo de perda de peso, além de ser um método pouco invasivo”, explica Dr. Sérgio Barrichello, médico cirurgião e endoscopista, especialista em emagrecimento da Clínica Healthme gerenciamento de perda de peso. “O tratamento com o balão intragástrico consiste em um procedimento endoscópico, no qual é inserido dentro do estômago um balão de silicone que é preenchido com uma solução de soro fisiológico e azul de metileno, esse

curto período e mantendo a saúde em dia. Não é novidade que atividades físicas e uma alimentação equilibrada são fundamentais para a saúde e quando agregados ao tratamento com o balão intragástrico, os resultados são mais satisfatórios e eficazes.

para que eliminar peso do dia para a noite? 2. Observe e corrija aos poucos a sua atitude em relação aos alimentos.

Oito dicas para emagrecer de forma equilibrada

3. Não exclua repentinamente aquele alimento que só de pensar dá água na boa. Primeiro reduza a quantidade e depois consuma apenas quando estiver com muita vontade.

1. Coma sem pressa. Se você está acima do peso, provavelmente não ganhou excessos de um dia para o outro. Então,

4. Controle a ansiedade, principalmente na hora da refeição. Encontre uma distração ou um hobby que faça com que a sua

atenção desvie da comida.

5. Estipule horários certos e intervalos curtos para as refeições. 6. Deixe de comer aquele doce tentador e substitua por uma fruta da sua preferência. 7. Beba muita água durante o dia, mas evite nos horários das refeições. 8. Monte um prato colorido com muita salada e legumes que devem estar presentes diariamente nas suas refeições.

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Meta é malhar muito para começar 2014 com tudo em cima

Programa Detox para ‘enxugar’ antes do Natal Fim de ano chegando e começa a correria para perder aqueles quilinhos extras acumulados em alguns finais de semana caprichados ou enxugar as medidas para entrar naquele vestido lindo que está aguardando o grande dia. Então, não dá mais para esperar porque o tempo não para. A hora é agora e o momento é de aproveitar a euforia de um ano que se vai e outro que chega repleto de esperanças e dar aquele trato especial no corpo. Dança, musculação, esteira, elíptico, tudo é válido nessa hora e o importante é não ficar parado, já que, depois das festas de fim de ano muita gente aproveita para

tirar férias, viajar e dar uma descansada. Para entrar em forma já com um super programa de treinos mistos, a Personal Fitness Club bolou uma sequência extra de treinamento que inclui desde o pump para homens à “dança da farofa”, que está valendo para todo mundo que quer queimar calorias antes de saborear as comilanças tradicionais. Os nomes não poderiam ser mais sugestivos e servem para inspirar quem aprecia um bom prato mas também gosta de cuidar do corpo. “Corrida do panetone”, “aula du peru”, “pump duperu”, “aula da rabanada”, “última chance” e “aulão de Natal” são algumas das modalida-

des que a academia traçou para as semanas que antecedem as festas natalinas. O onjetivo e estimular os alunos e divertir a todos com aulas diferentes e criativas, boladas especialmente para o período. Os diversos treinamentos incluem caminhadas, corridas, danças, bike, jump, step e outros programas exclusivos para o abdômem, membros superiores e inferiores com queima de até 1.000 calorias por aula, como é o caso da casadinha que inclui jump, step e pump, uma das mais puxadas. O mínimo que se perde em uma aula dessas é cerca de 300 calorias, mas alunos aplicados podem ter um re-

sultado muito mais animado dependendo da intensidade do treino. O programa Detox pré-Natal da Fitness Club se estende até o dia 19 de dezembro e as aulas começam as 7h e se estendem até as 19h.

SERVIÇO SUA MELHOR ACADEMIA Local: Rua Acre, 66, Nossa Senhora das Graças Informações: 3584-0317 e 3584-2115


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Saúde

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MANAUS, DOMINGO, 8 DE DEZEMBRO DE 2013

Depilação a laser: como eliminar pelos sem danos A

cabou aquela história que o verão é o pior inimigo dos tratamentos estéticos. Com o avanço da cosmetologia e a ajuda da alta tecnologia, existem métodos que podem ser feitos um pouco antes das temperaturas subirem, que é o caso da depilação a laser. Segundo a doutora Helua Mussa Gazi, dermatologista e diretora da clínica Belle Santé, o método de depilação a laser é praticamente indolor e a grande maioria das pacientes relata boa tolerância ao laser. “O que pode acontecer do paciente sentir um leve desconforto, mas hoje em dia alguns aparelhos resfriam a pele antes de ocorrer o disparo do laser, tornando o processo indolor. O laser Soprano XL (laser de diodo), por exemplo, é considerado pelo mercado um dos aparelhos mais confortáveis para fazer a depilação”, explica. A remoção de pelos com laser pode ser feita em qualquer local: desde axilas, pernas, virilhas, costas, buço ou peitoral. “A diferença é que algumas regiões do corpo apresentam pelos finos ou

mais grossos. Dependendo da área a ser depilada pode ser necessário que o paciente faça mais sessões de depilação para conseguir eliminar completamente os pelos”, revela a dermatologista. Vantagens do laser O tratamento realizado com o aparelho Soprano XL

DESTRUIÇÃO

Dependendo da área a ser depilada pode ser necessário que o paciente faça mais sessões de depilação para conseguir eliminar completamente os pelos porque alguns são mais grossos pode ser feito no consultório, sem a necessidade de anestesia. “Alguns métodos de depilação aumentam a ocorrência de foliculite (infecção da base do pelo), vermelhidão e edema. Mas com o laser soprano as chances da pele ser agredida são bem reduzidas”, afirma a doutora Helua. E o melhor: pode ser usado

em qualquer tipo de pele, mesmo nas bronzeadas. “O laser Soprano é recomendado para qualquer tipo de pele, já que o aparelho apresenta seis programas diferentes de tratamento de depilação”, destaca a médica. Uma das novidades do Soprano XL é a tecnologia de aquecimento volumétrico do sistema SHR (super hair removal ou super remoção de pelos), que pode aumentar gradativamente a temperatura do folículo e dos tecidos até 45ºC, destruindo os pelos e prevenindo o seu crescimento sem causar danos a pele. A duração da depilação pode ser de alguns minutos ou até uma hora, mas tudo vai depender da área a ser tratada. São necessárias, em média, cinco sessões para o tratamento em áreas como axilas, braços, virilhas, tórax, abdômen, costas e pernas. O intervalo entre as sessões deve ser de um mês. “Ao atingir a pele o laser destrói os pelos que estão em fase de crescimento. Após a primeira sessão, os pelos já ficam mais finos, e alguns são totalmente destruídos”, comenta a dermatologista.

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A duração da depilação pode ser de alguns minutos ou até uma hora, mas tudo vai depender da área a ser tratada

Os homens hoje estão mais vaidosos e já recorrem à depilação a laser

Tratamento pode ser definitivo Os pelos eliminados não voltam a nascer, porém, em alguns casos pode ocorrer o nascimento de pelos novos no local tratado. “Geralmente, quando a depilação é feita na virilha, axilas e pernas é mais difícil de acontecer, mas em locais como rosto, seios, barriga, os pelos podem voltar.

Por isso a consulta prévia a depilação é importante, pois pode-se descobrir alguma alteração hormonal relacionada ao excesso de pelos”, aconselha a doutora Helua. Cuidados durante o tratamento: -Não tomar sol após a

sessão; -Piscinas e praias podem ser frequentadas, desde que com proteção; -Dê preferência a piscinas cobertas e se for à praia opte pelos períodos de menor incidência de raios solares; -Evite o uso de cremes com ácidos na área tratada.

Saúde - 8 de dezembro de 2013  
Saúde - 8 de dezembro de 2013  

Saúde - Caderno de saúde e bem estar do jornal Amazonas EM TEMPO

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