Caderno F
Saúde MANAUS, DOMINGO, 31 DE MARÇO DE 2013
e bem-estar
DIVULGAÇÃO
As mulheres e a eterna luta com a balança Saúde e bem-estar F4
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(92) 3090-1017
Não tema a disfunção erétil Procurar um especialista e tratar o distúrbio que impede uma vida sexual saudável é mais eficaz do que se imagina WANDILSON PRATA Equipe EM TEMPO
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homem que nunca falhou na hora H que atire a primeira pedra. Embora “falhar” durante o ato sexual não seja o fim do mundo, muitos homens enxergam isso como algo que deve ser escondido e, principalmente, esquecido. A vergonha que o assunto envolve faz com que muitos homens não falem sobre o problema nem sob tortura, no entanto, a ocorrência da impossibilidade de ter ou manter a ereção pode significar disfunção erétil. O distúrbio só pode ser diagnosticado por meio de avaliação médica. Estima-se que 150 milhões de homens no mundo sejam afetados pela disfunção erétil. Na população com idades entre 40 e 70 anos, a incidência da disfunção é de aproximadamente 50%. Após a idade de 70 anos, o estimado é de que 70% dos homens apresentem disfunção erétil. No entanto, é difícil obter estatísticas precisas e confiáveis, especialmente entre os homens jovens, que evitam falar sobre o assunto. O urologista Ítalo Cortez explica que a disfunção erétil é a inabilidade do homem em
manter o pênis ereto para penetração durante a relação sexual e geralmente acomete paciente mais idosos, após os 50 anos, porém o distúrbio pode acometer também pacientes jovens. O médico explica que quando a disfunção ocorre em homens jovens pode estar associada a problemas de caráter psicológico, e o tratamento deve ser feito com a associação entre a urologia e a psicologia. “Na maioria dos casos o aparecimento da disfunção erétil está ligado a outras doenças pré-existentes, como diabetes, hipertensão arterial, colesterol e triglicerídeos elevados. Existem estudos que comprovam que a disfunção é, geralmente, um precursor de doenças cardíacas, ou seja, um paciente que sofre de problemas de disfunção em pouco tempo desenvolverá alterações cardíacas”, alerta. Segundo o especialista, a disfunção erétil se desenvolve por destruição dos corpos cavernosos, que é a parte do pênis que serve como uma esponja e mantém o sangue dentro do órgão genital durante a ereção. Com o passar dos anos essa esponja vai se destruindo e perdendo a capacidade de absorver e manter o sangue nela presente.
Tratamentos mais indicados
Possíveis causas do problema
Para o tratamento da disfunção erétil existem atualmente três linhas: a medicação por via oral; a utilização de vasodilatadores e a colocação de prótese peniana. Na medicação por via oral podem ser utilizados os inibidores Viagra, Cialis, Levitra, Vivanza, que agem dilatando os corpos cavernosos e aumentando a capacidade de preenchimento de sangue dentro do pênis e por conseguinte a ereção. No caso dos vasodilatadores ocorre ação local, com a dilatação dos corpos cavernosos diretamente por meio da aplicação com agulha no pênis. A terceira linha de tratamento é a colocação de prótese peniana, que visa substituir os corpos caverno-
Ao contrário do que muitos imaginam, as causas orgânicas para a ocorrência do distúrbio são as mais comuns e constituem cerca de 80% dos casos registrados. Entre as principais delas estão as causas vasculares. Outro fator de risco é o fumo, tendo em vista que fumar por muitos anos é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento de disfunção erétil causado por problema vascular. As substâncias tóxicas presentes no cigarro provocam danos no endotélio e diminuem os níveis de óxido nítrico no pênis. Além disso, a própria nicotina provoca contração da musculatura lisa dos vasos que irrigam os corpos cavernosos, reduzindo o aporte
sos doentes por dois cilindros de silicone com haste de liga metálica e que vai dar endurecimento no pênis durante a relação sexual. O médico adverte que mesmo que o homem se sinta envergonhado com o tema, é imprescindível que um profissional seja consultado e que não se confie em credices ou na utilização de remédios caseiros, sob o risco de que o tratamento seja prejudicado. “Aqueles que preferem expor sua saúde para o ‘senhor da feira de remédios caseiros’ pode sair prejudicado. As medicações caseiras normalmente não têm comprovação científica e podem ao invés de ajudar, prejudicar o tratamento”, disse o especialista.
sanguíneo para o local. Os diabéticos também podem apresentar a disfunção. Estudos indicam que 28% dos diabéticos apresentam disfunções eréteis, contra 9,6% dos não diabéticos. As causas estão ligadas à aterosclerose mais acelerada, às alterações nos tecidos dos corpos cavernosos e à neuropatia diabética. Hipertensão é outro fator que pode causar o problema, nesse caso a disfunção erétil pode ser provocada pela hipertensão em si e também pelo uso de medicação anti-hipertensiva. Na hiperlipidemia, a presença de altos níveis sanguíneos de colesterol, triglicérides e fibrinogênio estão associados à disfunção erétil.
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João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
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Linguagens e as memórias sociogenéticas Um dos aspectos mais intrigantes e fascinantes é como ocorreu no corpo, desde tempos imemoriais, o processo de adaptação que culminou no acervo, guarda e reprodução dos conhecimentos historicamente acumulados por meio das linguagens. Na realidade, o maior obstáculo do pesquisador continua sendo estabelecer as correlações entre a forma e a função, no sistema nervoso central, em níveis macroscópico (órgão), microscópico (célula), ultramicroscópico (molécula), atômico e subatômico. Dito de outro modo, se o ser humano é capaz de falar e escrever se torna obrigatório existirem áreas anatômicas e funcionais, nos níveis acima mencionados, responsáveis pelas linguagens. Os entraves aumentam na razão direta do avanço dos estudos na direção da menor estrutura.O desconhecimento fica mais denso a partir da molécula, portanto ainda muito distante da unidade massa-energia, no interior do átomo, objetivo maior da investigação científica. A convicção de um evoluir temporal impõe de modo contundente o estudo das mudanças corporais estendidas no tempo. Assim, sob a guarda da anatomia, no nível macroscópico, e da fisiologia do sistema nervoso central (SNC), é
possível ensaiar por meio da paleopatologia a análise das impressões determinadas pelo cérebro dos hominídeos, os antepassados muito distantes, na face interna dos crânios fósseis. As transformações sofridas na forma do SNC, há milhares de anos, e consequentemente o modo como o órgão se mantinha em contato com os ossos do crânio, estão também com a atual capacidade de falar e de escrever. Alguns antropólogos, como Calvin Wells, afirmam que as moldagens endocranianas dos Pithecanthropus (Homo erectus que viveu em torno de 300.000 anos) evidenciam as marcas das áreas identificadas como responsáveis pela linguagem falada. Nesse sentido, é razoável pensar que esse antepassado já possuísse algum tipo de fala. Os atos de falar e de escrever estão unidos em complexa ponte, envolvendo a maior parte do SNC com a vida de relação, principalmente certos segmentos do córtex responsáveis com a capacidade de imaginar e representar a ficção, isto é, a coisa não percebida na materialidade espacial. Um dos principais alicerces da ponte entre o passado muito antigo, contido no cérebro primitivo, oriundo da filogenia comum, e o
cérebro atual, resultante do processo evolutivo, é a insubstituível polaridade entre a dor e o prazer. Fugir da dor e buscar o prazer continua sendo a mais forte das ordens genéticas da espécie. Os animais de qualquer espécie se organizam com o objetivo de evitar a dor de qualquer natureza e ativar, sempre que necessário, as fontes naturais produtoras de prazer. Entre as mais importantes estão a sexualidade e o alimento, ambos acompanhados de incontáveis derivações simbólicas e representações metafóricas. As contradições contidas nos dramas sociais, provocados pela luta em torno da sobrevivência dos antepassados humanoides, induziram, pouco a pouco, modificações na forma do corpo e, especificamente, na do SNC, ajustando as metas das novas funções: sobreviver com mais prazer e menos dor. Aceitar o prazer e recusar a dor alicerçou o projeto da vida humana no planeta. Todo o corpo foi adaptado a essa determinante sociogenética. Incontáveis terminações nervosas livres mantêm todas as estruturas corporais atentas à dor e ao prazer. Pode se afirmar, sem receio de estar cometendo um exagero, que a vida humana não teria sido possível, sem essa adaptação.
João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França
A convicção de um evoluir temporal impõe de modo contundente o estudo das mudanças corporais estendidas no tempo
Aplicações do óleo de amêndoas no dia a dia O óleo de amêndoas, por seu alto teor em vitamina E, B, fibra vegetal, minerais e gordura monoinsaturada, pode ser usado para diversos fins, especialmente para melhorar a saúde e a beleza. Ele é usado para realizar massagens que trazem muitos benefícios para a pele, entre os quais propriedades que ajudam a rejuvenescer a pele, tornando-a mais firme e macia. Ele pode ser aplicado em todos os tipos de peles e tem um grande poder de hidratação. O óleo de amêndoas também nutre a pele e ajuda a eliminar manchas e pigmentação. Ele é ainda um excelente remédio para olheiras. A massagem regular com óleo de amêndoa estimula a circulação sanguínea e reduz eficazmente as olheiras e bolsas sob os olhos. Óleo de amêndoa é altamente recomendado para mulheres após o parto, uma vez que ajuda a controlar a perda de cabelo e promove seu crescimento.
Humberto Figliuolo saudeebemestar@emtempo.com.br
A eficácia dos medicamentos Qual a melhor maneira de tomálos? Usar o medicamento adequado e na dosagem correta preconizada pelo profissional médico. Esse é o principal procedimento de quem deseja que um tratamento surta o efeito necessário. Mas também a forma de ingestão dos medicamentos influencia a sua eficácia, dependendo do tipo de medicamento ele deve ser ingerido de estômago cheio, vazio ou entre as refeições. A eficácia vai ser maior ou menor de acordo com as condições encontradas no estômago. O que chamamos de biodisponibilidade. Se o paciente ingerir o medicamento em jejum, quando deveria fazê-lo após ou entre as refeições e o seu estômago estiver em condições de excesso de ácido, o medicamento pode ser inativado, ou seja, não vai surtir efeito. A penicilina é um exemplo. O medicamento, sem menosprezar todos seus atributos e qualidades, é uma arma de defesa, com dois gumes, que obriga, a saber, utilizá-los corretamente para que “o tiro não saia pela culatra”. A ingestão de medicamento como o ácido acetilsalicílico e a cortisona com o estômago vazio oferecem um grande potencial de agressão ao estômago, podendo ocasionar gastrites e úlceras. Substâncias al-
calinas e ácidas também exercem influência na eficácia dos medicamentos. Há ainda alguns alimentos que podem interferir nos resultados do tratamento, como leite e o queijo, bem como certos antiácidos que criam uma barreira no estômago, impedindo a absorção de determinados antibióticos. Assim que tomar o medicamento, junto com o café, a pessoa pode ficar excitada, além disso, aumentando a diurese, o medicamento é filtrado mais rapidamente na corrente sanguínea, ficando um efeito menos duradouro no organismo. No que se refere às bebidas alcoólicas e medicamentos, essa mistura definitivamente não combina. Quando uma pessoa ingere uma bebida alcoólica e essa medicação tem sua metabolização modificada, considerando que o álcool é um agressor das células hepáticas, ela pode não ser metabolizada de forma adequada, o que tornará o tratamento ineficaz. No paciente que toma antidepressivos, hipnóticos e calmantes, ingerir bebidas alcoólicas pode criar um efeito de inativação ou um efeito contrário ao que se espera do medicamento, como por exemplo tornar a pessoa que tomou um sonífero mais agitada,
ao invés de sonolenta. As pessoas não devem se automedicar, pois somente o profissional médico é a pessoa preparada para medicar o paciente e informar de que maneira deve ser administrado o medicamento, principalmente quando diz respeito às doenças muito graves, como por exemplo a tuberculose, com grande incidência no Brasil. Os medicamentos para o tratamento da tuberculose devem ser ingeridos em jejum, seguindo o esquema tríplice, ou seja, a associação de três medicamentos indicados para a doença, em dose única. Se essa recomendação não for seguida, a eficiência do tratamento não corresponderá às necessidades do paciente. Os medicamentos, portanto, serão ineficazes. O medicamento, quer ao nível da promoção da saúde e prevenção da doença, quer ao nível da sua cura e recuperação, assumiu, assume hoje e assumirá no futuro uma importância fundamental. Ele tem contribuído para melhoria da qualidade e aumento da esperança de vida da humanidade. Por fim, as pessoas que precisarem tomar medicamentos dentro de regras devem respeitálas e sempre pedir a orientação do farmacêutico.
Alguns benefícios das frutas para a beleza do corpo Humberto Figliuolo Médico
O medicamento, quer ao nível da promoção da saúde e prevenção da doença, quer ao nível da cura e recuperação, assumiu e sempre assumirá importância fundamental
Os benefícios das frutas para o corpo são infinitas, pois são ricas em vitaminas e minerais, além de preservar a beleza natural da pele. É aconselhável comer de três a quatro tipos de frutas por dia. Elas são essenciais para o organismo na produção de colágeno, além de ajudar a manter os ossos e músculos fortes e firmes dando mais beleza natural para o corpo. Outro benefício do consumo de frutas é a redução de peso. Coma uma fruta antes das refeições ou quando estiver com fome, isso vai tirar o apetite, ajudando a ingerir alimentos sem muitas calorias. Outra vantagem das frutas é a prevenção de doenças, tais como o câncer.
Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br Repórter Renata Paula Wandilson Prata
Diagramação Marcelo Robert Revisão Antonio Fonsêca Dernando Monteiro
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Angiomas precisam ser investigados Apesar de a literatura médica indicar que manchas avermelhadas, os chamados angiomas, podem desaparecer com o tempo, é preciso que um especialista seja consultado FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK
WANDILSON PRATA Equipe EM TEMPO
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m sinal avermelhado na pele pode ser mais do que apenas um sinal avermelhado na pele, pode se tratar de um tumor benigno. Com a aparência de um sinal e formado por diversos vasos sanguíneos, o tumor pode causar sérios problemas, dependendo do tamanho e da localização. Nos casos menos graves eles podem ter apenas a aparência de sinal avermelhado na pele, que não traz consequências graves para a saúde e possui tratamento fácil. Já nos casos mais graves, o tumor pode surgir próximo a estruturas importantes, causando compressão de órgãos e, consequentemente, ocasionando problemas mais sérios à saúde. Um dos órgãos que podem ser afetados é a coluna vertebral. De acordo com o dermatologista Lucilene Santos, chamam-se hemangioma quando esse sinal é composto de vasos sanguíneos ou de linfangiomas quando é composto de vasos linfáticos. Existem ainda os mistos, que são formados por vasos linfáticos e sanguíneos. “Existem muitos tipos de angiomas, que é uma designação genérica para vários tipos de enfermidades dos vasos. Tratase da má formação ou neoplasia dos vasos, havendo então predisposição genética e fatores relacionados ao aparecimento dos tumores, que vão depender do tipo de cada angioma. Há formas que não precisam ser tratados e outras que precisam. Para o diagnóstico, é preciso fazer exame clínico histopatológico, exames laboratoriais e biópsia. Dependendo do tipo do angioma há tratamento clínico, cirúrgico, quimio e radioterápico, crioterapia e até laserterapia”, esclarece. Não se sabe exatamente porque ela surge, suspeita-se que o indivíduo já nasça com ele e ele vai se desenvolvendo e aumentando de tamanho com o passar do tempo, trazendo complica-
ções mais tarde. Embora exista uma ampla variedade de nervos vasculares, é possível distinguir dois tipos: os angiomas planos, que se manifestam simplesmente como manchas na pele, e os angiomas protuberantes, que se evidenciam enquanto tumores proeminentes. Nos casos de angiomas planos, devem-se simplesmente à dilatação dos finos vasos sanguíneos superficiais que, ao atingirem um maior volume de sangue que o habitual, coloram a pele que os cobre, sem formar um relevo. Presentes já no nascimento, a maioria costuma persistir. Entre estes angiomas destacam-se as denominadas “picadas de cegonha”, que se podem observar em quase me-
A cor pode ir sumindo com o tempo
TRATAMENTOS
Dependendo do tipo de angioma o tratamento a que o paciente pode ser submetido é clínico, cirúrgico, quimio ou radioterápico, por meio de crioterapia ou laserterapia. Todos com bons resultados Angiomas não costumam causar complicações, embora possam originar hemorragias ou lesões
tade dos bebês e caracterizamse por manchas rosadas, de pequenas dimensões, habitualmente localizadas na nuca, na fronte ou nas pálpebras. Também conhecidas como “manchas salmão”, elas são muito comuns e presentes em praticamente metade dos recém-nascidos. Elas se evidenciam por manchas rosadas de forma irregular, com um tamanho que oscila entre poucos milímetros e alguns centímetros de diâmetro. Embora possam localizar-se em várias zonas do corpo, normalmente evidenciam-se na nuca e, com menor frequência, na fronte ou sobre as pálpebras. As manchas costumam perder cor com o passar do tempo e podem chegar a desaparecer, sobretudo quando se situam na fronte.
A cor normalmente vai sumindo com o tempo, mas enquanto os que se localizam na fronte costumam desaparecer ao fim de alguns meses, os da nuca apenas desaparecem numa reduzida porcentagem dos casos. Outros angiomas planos comuns são as denominadas “manchas cor de vinho do Porto”, de tamanho variado e cor avermelhada ou púrpura. Normalmente, localizam-se no rosto, no pescoço e costumam crescer durante um determinado período de tempo até que, por fim, o seu tamanho se estabiliza. Em casos de angiomas cavernosos há uma proliferação dos vasos cutâneos superficiais, de modo a formarem uma proeminência na pele que os reveste, constituindo uma mancha de cor avermelhada. Aparecem nas primeiras semanas de vida e são muito frequentes, pois quase 10% dos bebês apresentam manchas deste tipo. Embora possam aparecer em qualquer zona do corpo, normalmente localizam-se no rosto ou no pescoço. Habitualmente, forma-se apenas um único angioma, que cresce lentamente até alcançar um tamanho máximo de alguns centímetros de diâmetro, estabilizando-se então e, na maioria dos casos, começa a reduzir até a criança completar 2 anos de idade.
Caso haja muito incômodo, o tratamento pode se dar pelo uso de esclerosante ou por cirurgia
Coisa de Mulher weralima@yahoo.com.br
É preciso saber amar VERA LIMA Equipe EM TEMPO
As pessoas costumam valorizar muito o amor ao outro e muitas vezes esquecem a importância de se amar. O amor próprio é tão importante quanto o amor ao próximo, pois só quem se ama verdadeiramente é capaz de amar o seu semelhante com o amor incondicional. Grande parte das pessoas sofre da falta de autoestima. Geralmente a dificuldade em amar-se tem origem na sensação de que alguém não é digno desse sentimento em razão de seus defeitos. Por acréscimo, às vezes a própria pessoa se impõe condições para esse amor, acreditando,
em razão de crenças desenvolvidas ao longo da vida, que não é merecedora de amor a não ser que seja perfeita. Ora, isso é exigir demais de si mesma, afinal ninguém é perfeito e o amor verdadeiro é incondicional. A escritora Louise Hay, em seu livro “O poder dentro de você”, ensina dez passos para desenvolver o amor próprio. Segundo ela, um primeiro passo seria exatamente esse de se aceitar como pessoa imperfeita, porém única. Louise diz que é muito importante você incentivar seu próprio valor com afirmações positivas, porque se você sente que não é bom o suficiente acaba encontrando meios de se manter em uma situação
ainda mais desfavorável. Só para você ter uma ideia, ela diz que uma pessoa que pensa o pior de si mesma acaba criando dores e doenças em seu organismo, adia coisas que poderiam beneficiá-la, ou então maltrata o seu corpo com vícios como álcool, fumo, drogas ou comida. A receita para acabar com esse círculo vicioso é simples. Para ela, em vez de ficar procurando a perfeição, devemos descobrir o que nos torna únicos, diferentes dos outros e apreciar a nossa individualidade e as nossas qualidades. Outros passos são ensinados pela autora, como por exemplo, a recomendação para você parar de ame-
drontar-se. Se você é desses que costumam estar sempre revendo imagens de situações negativas, desligue esse filme e crie cenas positivas. Fazendo isso constantemente você acabará com o hábito de se envolver em atitudes negativas. Ser paciente e gentil consigo mesmo é outra dica de Louise para desenvolver a autoestima. Isso significa dizer que você deve lembrar que todos cometemos erros e que não há nada de mal em errar enquanto estamos aprendendo. A mesma regra vale para você ser gentil com sua mente. Não se reprove ou odeie por ter pensamentos negativos. Não os rejeite, apenas substitua por
outros positivos. Aproveite toda essa boa vontade e desenvolva também o hábito de se elogiar constantemente. Não precisa ser na frente dos outros para não parecer arrogância, treine na frente de um espelho e não espere nada de extraordinário na sua vida para fazê-lo, treine diariamente, você vai se sentir muito bem. Se você está realmente determinado a melhorar o seu relacionamento consigo mesmo, então aprenda a procurar apoio. Tem gente que não pede ajuda e quer carregar o mundo nas costas. Não se engane, ninguém é uma ilha. Seja solidário e deixe que os outros também o sejam com você.
Vera Lima Jornalista
Não se reprove ou odeie por ter pensamentos negativos. Não os rejeite, mas o substitua por outros positivos
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O duelo semp contra a bala DIVULGAÇÃO/STCK
Sete em cada dez mulheres sempre estão insatisfeitas com o peso e em busca da perda de quilos extras. Apesar de difícil, muitas delas não desistem da batalha de ter um manequim menor RENATA PAULA Equipe EM TEMPO
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onferir o peso várias vezes ao dia, analisar criticamente a tabela nutricional dos alimentos, preferir roupas nos tamanhos menores, enfim, dentro, fora ou acima do peso, a maioria das mulheres tem “paranoias” com o próprio peso e acaba fazendo inúmeras dietas para ficar de bem com a balança. Para confirmar a legitimidade dessa informação, uma pesquisa lançada pela Universidade Federal de São Paulo indica que a cada dez mulheres, sete estão insatisfeitas com o peso. A pesquisa indica, ainda, que atualmente está cada vez mais difícil manter uma dieta saudável, seja por conta de gravidez, de uma rotina conturbada de trabalho, e até mesmo devido à tendência genética. Existem dietas para todos os tipos de desejo, umas proíbem demais, outras liberam demais. O equilíbrio disso pode ser a chance de se chegar ao peso almejado. São muitas as opções que prometem resultados rápidos, mas nem sempre elas são a escolha mais saudável, e dificilmente apresentarão resultados duradouros. Para aquelas que desejam transformar seu corpo, em primeiro lugar é importante que a mulher assuma a decisão por ela mesma, pela saúde, estética e bem-estar e não por fatores externos. Dona de suas próprias escolhas, Sabrina Martins, 33, determinou para sua vida que ia emagrecer. Ela chegou a fazer redução de estômago e perdeu em três meses mais de 50 quilos durante todo o tratamento e engana-se quem pensa que após a cirurgia ela relaxou nos pedidos, a batalha é diária e ao que tudo indica não vai cessar tão cedo. “Tomo refrigerante zero, como pouco, procuro me alimentar de três em três horas, mas ainda é muito difícil comer corretamente. Abrir mão dos doces, chocolate e outras coisas que as mulheres adoram é complicado”, explica Sabrina, que já chegou a usar tamanho 52 e atualmente se orgulha de usar tamanho 42. Sabrina já perdeu a conta de quantas e quais dietas já fez, “fiz dieta da proteína, remédio acompanhado por nutricionista, mas só funcionou quando fiz ioga, reiki, caminhada diária e reaprendi a comer, ter horários e alimentos. Vou ser gorda sempre se não tiver esse pensamento”, explica ela que chegou a pesar 103 quilos e hoje pesa 62 quilos. Na luta com a balança desde a gravidez, a musicista Ingred Oliveira, 22, está quase satisfeita com o peso. Ela botou firmeza nas promessas de Réveillon, se
dedicou ao regime, se matriculou numa academia, já perdeu sete quilos e espera se livrar de mais dois para ficar no peso ideal. Por mais que pareça uma tarefa fácil, abrir mão da alimentação que se deseja é um desafio diário para ela. “Depois que parei de amamentar, eu engordei bastante. Não passava dos 62 quilos e fui para 75 quilos. Hoje posso dizer que já estou me sentindo melhor, mas quando estava começando a dieta fiquei meio depressiva com a situação”, revela. A boa notícia é que ao emagrecer Ingred voltou a usar tamanho 38. E vai aproveitar que perdeu peso para vender calças e outras roupas tamanho 42 que usou nos últimos tempos. “Esse vai ser um alívio, ainda mais porque ter uma alimentação saudável requer comer produtos frescos, sem açúcar e que por consequência são mais caros. A procura pela dieta foi uma questão de estética, eu já tive gastrite, mas pouco obedecia a dieta do médico. Diminuí muitos alimentos que faziam mal, como a maionese, que toda vez que comia algum sanduíche eu exagerava. Hoje em dia, só como aos finais
De volta ao tamanho 38, Ingrid comemora a perda de peso. Ela passou de 62 para 75 quilos durante a gravidez
MANTER
É unanime entre as mulheres que o maior desafio não está em perder peso, mas em manter o peso desejado. A vida corrida e a alimentação desregrada são alguns dos vilões do peso ideal de semana, me presenteio com o que quero, entre eles as guloseimas, só que sem exagero”, acrescenta Ingred, que também malha numa academia para auxiliar a perda de peso. Na sina de fazer dietas, a escritora e artista plástica Laís Fernanda Borges já tentou de tudo um pouco, mas a que mais se deu bem foi na dieta dos pontos. “Cada alimento tinha uma quantidade de pontos atribuída e você poderia comer de tudo, mas sem ultrapassar 800 pontos. Com isso, acabei perdendo 15 quilos”, lembra. Apesar de ter perdido 15 quilos, Laís conta que há anos não está satisfeita com o peso. A gravidez também contribuiu com essa insatisfação, mas a luta continua. “Hoje peso 80 quilos, mas já cheguei a 90 quilos. Se eu já tivesse entre 65 e 70 quilos estaria feliz da vida. Um dos vilões na perda de peso é a ansiedade, infelizmente mais comum entre as mulheres. O fato de comer fora de hora também contribuem para dificultar a perda de peso. Para quem quer o que não pode é desistir”, finaliza.
Não se pode desanimar se o ponteiro da balança não estiver ajudando, o importante é se esforçar para alcançar os objetivos
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pre ‘perdido’ ança Algumas dietas da moda 1. Tipo sanguíneo - Criada pelo médico naturopata americano Peter James, é baseada no tipo sanguíneo. Para o autor, cada organismo está preparado para assimilar um determinado alimento. Vantagem: os programas incluem todos os grupos alimentares para todos os tipos de sangue. Desvantagem: o que depõe contra é que o programa alimentar baseado no tipo sanguíneo ainda não tem comprovação científica.
2. Dieta vegetariana - É muito mais uma filosofia de vida. A origem é milenar e consta que os primeiros povos a aderirem foram os budistas e indianos, por questões religiosas. Mas hoje existem diversos tipos de vegetarianos - desde os que se alimentam somente de vegetais até os que consomem ovos ou laticínios e derivados de animais. Vantagem: um regime sem carnes diminui o consumo das gorduras saturadas e os riscos de doenças cardiovasculares. Desvantagem: o vegetariano sofre por causa da deficiência de cálcio e ferro. Em alguns casos precisa ingerir suplementos alimentares para não ficar anêmico.
Laís é adepta das dietas da moda, a última foi a dieta dos pontos. Ela disse ter sentido os efeitos da dieta rapidamente
3. Dieta do Dr. Atkins - Conhecida mundialmente como a dieta da proteína, foi criada na década de 80 pelo médico americano Robert Atkins. Esse regime restringe severamente a ingestão do carboidrato em todas as refeições. A grande perda de peso em curto espaço de tempo é o principal motivo de tanta adesão ao regime. Vantagem: rápida perda de peso. Desvantagem: é muito severa na ingestão de carboidrato, cortando radicalmente essa fonte de energia do organismo.
Mudança de hábitos alimentares e a prática de atividades físicas são fundamentais para que haja perda de peso com qualidade
4. Dieta da sopa - Muita gente já pelo menos tentou fazer esse regime, à base de uma sopa de verduras que pode ser consumida à vontade durante todo o dia. A origem da receita é completamente desconhecida. Mas o resultado é verídico. Vantagem: rápida perda de peso. Desvantagem: é muito severa na ingestão de carboidrato, cortando radicalmente essa fonte de energia do organismo.
Mitos relacionados à perda de peso Comer à noite engorda - se a sua ingestão total de calorias é apropriada para a perda de peso e sua manutenção, pode se beneficiar ao comer algo depois do jantar. Para manter os níveis de energia em alta, é melhor repartir as calorias ao longo do dia. Procure comer algo a cada duas ou três horas, o que estabiliza os níveis de açúcar no sangue. O lanche de fim de noite deve ter, no máximo, 200 calorias.
Perder peso é mais difícil que mantê-lo - mais de 90% das pessoas que investem em dietas recuperam o peso perdido (ou mais) ao terminar o plano. Se voltar a comer o que costumava antes de eliminar os quilos extras, acaba engordando porque o corpo mais magro requer menos calorias para funcionar. Além disso, se a dieta não inclui proteína suficiente, perde massa muscular, o que diminui o meta-
bolismo. Não pode comer carboidratos à noite - essa afirmação é baseada na crença de que, como os carboidratos são fonte de energia, não devem ser ingeridos quando está inativo, realidade da maioria das pessoa à noite. Mas o nutricionista John Bosse lembrou que muitos têm horários atípicos ou se exercitam regularmente após o trabalho e, portanto, se beneficiam ao consumir
quantidades adequadas de carboidratos à noite. Todos os carboidratos são inimigos - não são os carboidratos em si que causam ganho de peso, mas o fato de que é difícil para muitos conseguir controlar o tamanho das porções, revelou a nutricionista Kristen Carlucci. Em vez de cortar carboidratos completamente, procure por massas e pães feitos com
5. Dieta do Mediterrâneo Baseada no consumo de azeite de oliva, essa dieta tem na culinária do Mediterrâneo sua grande fonte de inspiração. A alimentação proposta oferece pequena quantidade de gordura saturada. Vantagem: protege o coração contra infartos, diminui o risco de câncer, retarda os danos ao cérebro causados pelo envelhecimento e aumenta a longevidade. Desvantagem: o grande consumo de vinho pode ser um problema. É preciso tomar cuidado para não virar dependente. 6. Dieta ortomolecular - O programa nutricional ortomolecular, formulado pelo químico americano Linus Pauling, é um dos preferidos dos artistas ultimamente. Isso porque o objetivo é restaurar o equilíbrio bioquímico do organismo controlando a ingestão dos alimentos. Vantagem: a alimentação é bastante balanceada e abastece o or-
ganismo com todos os nutrientes necessários. Além disso, melhora pele, cabelo, unhas, ajuda a prevenir problemas cardíacos e melhora o funcionamento do intestino. Desvantagem: ainda é rejeitada pela classe médica, já que prescreve a utilização de suplementos de vitaminas e minerais diariamente. 7. Dieta de South Beach - Ela foi criada inicialmente para reduzir o colesterol ruim e o triglicérides do sangue. Mas como os pacientes perdiam peso, logo o programa alimentar passou a ser utilizado para o emagrecimento. Vantagem: é menos severa, contempla todas as categorias alimentares e indica o consumo de produtos saudáveis. Desvantagem: por causa da grande quantidade de proteína ingerida, pessoas com problemas renais e ácido úrico não podem aderir à dieta. 8. Dieta programada Lean Body - Indicada somente para quem pratica exercícios físicos diariamente. Este programa é o sonho de muita gente. Afinal, o lema é comer mais para emagrecer mais. A dieta se baseia na ideia de que um regime de baixa caloria não é indicado para queimar gordura. Ela apenas retarda o metabolismo e com isso você perde energia e não queima caloria, mas músculo. Vantagem: como recomenda o aumento de calorias a cada semana, o risco de perda de massa muscular é mínimo e ainda aumenta o metabolismo basal. Desvantagem: para aderir a essa dieta é preciso praticar atividade física com muito afinco. 9. Dieta da combinação de alimentos - Não importa a quantidade, nem a qualidade. O que importa é a combinação dos alimentos. Vantagem: não é só para emagrecimento. O programa faz uma importante desintoxicação, melhorando o funcionamento do aparelho digestivo. Desvantagem: a filosofia dessa dieta não combina nem um pouco com os nossos hábitos alimentares. 10. Dieta da pirâmide dos alimentos - A primeira versão dessa dieta, criada em 1992 pelo United States Department of Agriculture, deu tão certo que foi atualizada em 2005. Ela tem uma orientação simples e bem equilibrada. Vantagem: todos os grupos alimentares são consumidos diariamente, o que garante o bom funcionamento do organismo. Desvantagem: quando bemfeita, não tem desvantagens. 11. Vigilantes do peso - A Organização Vigilantes do Peso (Weight Watcher) foi fundada na década de 60 por Jean Nidetch. O objetivo principal é o incentivo. Em 2005, foi instituído ao programa o sistema de pontos. Cada alimento tem um número determinado de pontos e os participantes têm uma cota diária a seguir. Vantagem: a liberação do consumo de qualquer grupo alimentar. Desvantagem: a organização não se preocupa com exames clínicos nem prescreve acompanhamento médico.
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Maior qualidade de vida para pacientes acamados Fisioterapia intensiva reduz em 40% o tempo de internação em UTI porque permite ao paciente melhora física e respiratória
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studos apontam que as sessões de fisioterapia quando realizadas de forma integral reduzem em até 40% o tempo de internação de pacientes em atendimento nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). A atuação do profissional, muitas vezes desconhecida, é uma das etapas mais importantes da recuperação do paciente, explica o presidente da Associação Amazonense de Fisioterapia (Assafi ) e doutor em fisioterapia intensiva, Daniel Xavier. Conforme o médico, o profissional fisioterapeuta tem uma visão geral do paciente, tendo em vista que atua no gerenciamento do funcionamento do sistema respiratório e de todas as atividades correlacionadas, dentre as quais está a otimização da função ventilatória, que compreende a respiração do paciente. “É fundamental que as vias aéreas estejam sem secreção e os músculos respiratórios funcionem adequadamente. Isso é verificado pelo profissional fisioterapeuta”, explica. Na fisioterapia em ambiente de UTI o profissional tem o objetivo de trabalhar a manutenção dos músculos, tanto esqueléticos quanto respiratórios, com técnicas de treinamento muscular, diminuindo a retração de tendões e evitando os vícios posturais. Há ainda a intenção de que a imobilidade não provoque outras complicações, como úlceras de pressão. “A úlcera de pressão é uma lesão de pele causada pela interrupção sanguínea em uma determinada área do corpo e que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado. Isso pode ocorrer com um paciente que fica muito tempo acamado”, informa Daniel. O presidente da Assafi defende a existência desse profissional dentro das unidades de tratamento intensivo porque as técnicas, recursos e exercícios terapêuticos, aplicadas em diferentes fases do tratamento, melhoram as condições clínicas e melhoram as necessidades do paciente, permitindo que haja melhor efetividade do tratamento. “A reabilitação pode auxiliar no desenvolvimento de um sentimento de independência, estabelecer responsabilidade de autoajuda e melhorar a autoestima do paciente. A fisioterapia tem o papel de potencializar o caminho da humanização e projetar uma nova sociabilidade futura”, defende.
FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK
O trabalho intensivo dos fisioterapeutas miniminiza o risco de complicações e infecções hospitalares, diminuindo também o sofrimento do paciente internado em UTI
Síndrome do imobilismo O paciente acamado torna-se descondicionado, o que reduz sua capacidade de executar exercícios aeróbicos e diminui sua tolerância aos esforços, gerando a síndrome do imobilismo, que é o conjunto de alterações que afeta todos os sistemas do corpo humano. O prolongado tempo de internação e o posicionamento inadequado, com a falta de mobilização, predispõe a modificações morfológicas dos músculos e tecidos conjuntivos. Em alguns casos podese encontrar alterações no alinhamento biomecânico, comprometimento da resistência cardiovascular, evoluindo com contraturas articulares, diminuição do trofismo e força muscular; aparecimento de úlceras de pressão e aumento da osteoporose (osteopenia). Com a atuação do fisioterapeuta sobre os efeitos da inatividade do paciente
acamado, no âmbito hospitalar, contribui na redução da taxa de mortalidade, taxa de infecção, tempo de permanência na UTI e no hospital e índice de complicações no pós-operatório.
PREJUÍZOS
O prolongado tempo de internação pode causar alterações no alinhamento biomecânico, comprometimento da resistência cardiovascular e diminuição da força muscular Geralmente o sistema músculo-esquelético é o mais acometido pelo imobilismo e as limitações funcionais oriundas dessa condição podem prejudicar as transferências, posturas e movimento no leito e em
cadeiras de rodas, alterando o padrão da marcha e aumentando o risco de formação de úlceras de pressão. Estudos mostram que o imobilismo a partir de 12 a 15 dias já pode gerar muitas alterações no sistema músculo-esquelético. Tais como a diminuição no nível de glicogênio, que pode ocasionar a atrofia das fibras musculares, resultando em má qualidade de movimento, dor e desconforto. Nas articulações pode ocorrer atrofia da cartilagem. Nos ossos ocorrem diminuição da massa óssea total devido ao aumento da atividade osteoclástica e diminuição da atividade osteoblástica, aumento da excreção de cálcio. Como resultado de todas as alterações do sistema ósseo, articular e muscular, podem surgir complicações como contraturas articulares, hipotrofia, atrofia muscular e osteoporose.
O acompanhamento profissional auxilia na melhora clínica
Benefícios motores ao paciente - Evita a atrofia muscular e mantém e/ou restaura amplitude articular; - Previne trombose venosa profunda, embolia pulmonar, pneumonias e hipotensão postural; - Alivia a dor; - Diminui ou previne edemas; - Melhora do condicionamento cardiovascular; - Reduz o tempo de internação - Restaura a funcionalidade para atividades de vida diária (AVDs); - Prepara para deambulação, quando o paciente tiver tais condições.
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Brasileiros sofrem cada vez mais com insônia Problemas de sono chegam a afetar mais de 30% dos brasileiros. Perda de peso, alimentação balanceada e prática de esportes ajudam a combater o mal
RENATA PAULA Equipe EM TEMPO
T
em vezes que o sono nem pede licença e chega mesmo quando a gente está no trabalho, em pleno restaurante ou até mesmo no meio da rua, mas quando chegamos em casa e deitamos a cabeça no travesseiro, ele simplesmente vai embora. Essa rotina é mais comum do que se imagina e esses problemas do sono chegam a afetar mais de 30% dos brasileiros. O principal distúrbio do sono é a insônia, que consiste na dificuldade de iniciar ou manter o sono ou ainda a percepção de um sono não reparador, com prejuízo na atividade da pessoa. Outras queixas mais frequentes nos consultórios é quanto o ronco, apneia do sono e sonolência excessiva diurna. Segundo o otorrinolaringologista especialista em medicina do sono, Angela Beatriz Lana algumas profissões são suscetíveis ao acúmulo dessas
doenças. “Os trabalhadores de turnos alternados são os que mais sofrem com problemas do sono. Aqueles profissionais que precisam fazem rotatividade de escalas, trabalhando de dia e de noite, ficando com o relógio biológico desregulado”, explica. O empresário Erasmo Gomes, 47, já tentou de tudo para conseguir manter algumas horinhas de sono à noite. A inconstância do horário de trabalho é uma das fortes características que tiram o sono do empresário. “Aconteceu inúmeras vezes comigo de eu estar morrendo de sono, mas quando chego na cama, o sono desaparece. Noto que piora quando estou muito acima do peso, por isso perder peso só ajuda a melhorar meu sono”, explica. Confirmando a afirmação de Erasmo, a especialista em medicina do sono salienta a importância da perda de peso. “Sabe-se que o aumento da massa corporal se correlaciona com a gravidade, ocasionando DIVULGAÇÃO
frequência da apneia e da hipoxemia (queda de oxigênio no sangue). Às vezes uma simples redução de peso já provoca uma redução importante das apneias”, acrescenta. Literalmente, o tratamento não pode ser feito da noite para o dia, alimentação, respiração e hábitos precisam ser ajustados em busca de uma (e mais) boa noite de sono. Conforme a médica, para uma melhor qualidade do sono é recomendada a ingestão de alimentos ricos em vitamina B6. “Alimentos que possuem magnésio e cálcio ajudam no sono. A vitamina B6 é precursora da melatonina e pode ser encontrada em peixes, bananas, cereais fortificados, iogurtes, grão de bico e couve”, indica. Na linha de frente dos vilões da insônia está a cafeína. “Ela não está só no café, mas também está presente nos refrigerantes de cola e inibe a ação da adenosina, um estimulante do sono”, finaliza.
Riscos sobre rodas Outra consequência séria da insônia, é o perigo de acidentes automobilísticos. Não dormir também é um potencial causador de desastres ao volante. Chefe do departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional e diretor de comunicação da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Dirceu Rodrigues Álves Júnior afirma que 42% dos acidentes são causados pela privação do sono. “A insônia aumenta de três a sete vezes o risco de eles acontecerem”, completa. Outros levantamentos mostram ainda que mais de 50% das fatalidades no trânsito ocorrem à noite e estão intimamente
relacionadas com motoristas sonolentos. Sem uma boa e reparadora noite de sono, o especialista diz que é impossível manter as três funções básicas para assumir a direção. A primeira é a cognitiva, que abrange a atenção, a concentração, o raciocínio e a vigília do indivíduo. A segunda diz respeito às funções motoras, como as respostas e reflexos aos estímulos. Por último, há a função sensório-perceptiva, que diz respeito aos sentidos como tato, visão e audição. “Quando se está privado de sono ou o sono não foi de qualidade, há alterações importantes em tais funções”, reforça.
Dicas para trazer o sono de volta • Leia um livro: a leitura ajuda a melhorar a insônia, porém recomenda-se que sejam livros menos complexos e não tão interessantes, porque senão o efeito pode ser o inverso; • Escolha a trilha sonora: escutar uma música antes de dormir pode ajudar a embalar o seu sono; • Prepare um chá morninho: os chás, que não são à base de cafeína, em geral, ajudam a relaxar e por isso são bons indutores do sono; • Faça uma massagem.
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Inimigos públicos do bem-estar e da saúde
Os exercícios físicos auxiliam no combate ao diabetes
A prática regular de atividades físicas acarreta uma série de benefícios à saúde, contribuindo para evitar doenças graves como o diabetes. Está comprovado que o aumento da gordura localizada, principalmente na região abdominal, é um dos principais fatores que levam ao quadro de resistência à insulina. O hormônio sintetizado no pâncreas não consegue mais agir no organismo, fazendo com que o nível de açúcar no sangue fique muito elevado. A melhor forma de se prevenir contra o diabetes é aliar uma boa alimentação à prática regular de exercícios físicos. Pessoas que praticam exer-
cícios também costumam ter hábitos de vida mais saudáveis, como se alimentar de maneira equilibrada e fazer exames médicos rotineiramente. Isso contribui decisivamente para reduzir a incidência de alguns tipos de câncer, como o de mama e o de próstata, que estão diretamente associados à obesidade, uma das principais doenças decorrentes do sedentarismo. Sabemos que o excesso de peso aumenta a produção de radicais livres pelo corpo, fazendo com que o organismo não dê conta de combatê-los. Isso origina pequenas inflamações que podem se tornar um câncer.
O sedentarismo favorece a formação de trombos (coágulos sanguíneos) nas pernas. A prática de exercícios estimula a circulação e previne o problema de forma natural. Se o seu trabalho exige que você permaneça muito tempo sentado, organize a rotina para se levantar e fazer alguns exercícios algumas vezes ao dia. Essa é uma maneira de estimular a circulação e evitar a trombose. A tática torna-se ainda mais eficiente combinada à prática de exercícios físicos regulares. Por último, é importante lembrar que o sedentário não tem disposição para executar as tarefas do trabalho ou re-
alizar programas de lazer. Se você já tem predisposição à depressão, a ausência de atividades físicas acentua ainda mais essa tendência. Aderir a um treino regular pode funcionar como coadjuvante no tratamento da doença.
SERVIÇO O ENDEREÇO DA MALHAÇÃO Onde: rua Acre, 66 Nossa Senhora das Graças Informações: 3584-0317 e 3584-2115
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Psicologia no divã fafafonseca_05@hotmail.com
Homossexualismo si própria. Visto que, percepções de sentimentos íntimos e pessoais de rejeição ou de indiferença podem estar presentes nas mais diversas situações dos relacionamentos humanos, sem que necessariamente possuam relações estanques entre si. Não existe consenso entre os cientistas a respeito das razões exatas pelas quais um indivíduo desenvolva uma orientação heterossexual, bissexual ou homossexual. Mesmo havendo diversas pesquisas para examinar as possíveis influencias genéticas, hormonais, desenvolvimento, sociais e culturais sobre a orientação cultural. E a orientação sexual é uma escolha? Embora seja evidente que qualquer um possa optar por diferentes formas de expressão sexual, quando se trata da atração física não deliberadamente preferida. Não podemos afirmar que os seres humanos não têm como escolher se serão gays ou heterossexuais. Para a maioria das pessoas, a orientação sexual emerge cedo na adolescência sem nenhuma experiência sexual anterior. Mas, podemos escolher se agiremos sobre os nossos sentimentos, nós psicólogos não consideramos a orientação sexual como sendo uma escolha consciente que possa ser voluntariamente modificada. Emerge a seguinte questão: a terapia pode mudar uma
orientação sexual? Claro que não, mesmo embora muitos homossexuais vivam vidas felizes e bem sucedidas, algumas pessoas homossexuais ou bissexuais podem vir a buscar mudança de sua orientação sexual através da terapia, frequentemente obrigadas por familiares ou grupos religiosos a tentar e assim fazer. A realidade é que a homossexualidade não é uma doença, não requer tratamento e não é modificável. Todavia, nem todas as pessoas que buscam a ajuda de um profissional desejam mudar sua orientação sexual. Pessoas homossexuais podem vir a buscar ajuda psicológica para o processo de
assumirem-se como tal ou em busca de estratégias para lidar com o preconceito. Então, o que dizer a um “ser” que na idade do desabrochar da sexualidade, “instintivamente” seu interesse recai para pessoas do mesmo sexo? Em nenhum momento surgiu um enviado superior perguntandolhe se “quer gostar” de pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto? Quando esse “ser” se dá conta o fato já é fato. Onde é que estaria ai o livre arbítrio e a possibilidade de opção? O que dizer ainda das influencias exógenas que também afetam a definição da sexualidade, pois todos sabemos que os pais e a
sociedade tem sua parcela de responsabilidade na estruturação de uma personalidade? Existe um tabu imenso quando se trata de qualquer assunto relacionado a sexo ou à sexualidade. Entretanto, se encararmos a questão de forma natural, não haverá motivo algum para achar que a pessoa deve assumir tudo que a faz feliz, haja vista que o sexo faz parte de uma das funções naturais do corpo, mas, devemos analisarmos as nossas escolhas e diante delas aquilo que realmente nos completará e nos fará felizes independentemente de quem quer que seja.
Fabíolla Fonseca, psicóloga
DIVULGAÇÃO/STCK
“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” (...) Constituição da Republica Federativa do Brasil – Art. 5º. Os indivíduos heterossexuais estão sendo sistematicamente doutrinados a aceitar o homossexualismo como sendo natural e normal e consequentemente discordar de quem assim não pense. Porém, todo indivíduo que possui inclinações homossexuais não está nem um pouco satisfeito e muito menos feliz com essa situação. Vale ressaltar que a homossexualidade não é uma doença e nem uma opção de vida. Desde 1973 a Associação Psiquiátrica Americana (APA) decidiu remover a homossexualidade como transtorno mental de seu DSM e em 1990 também foi removido da Classificação Internacional de Doenças (CID). Portanto, entende-se que a ciência diz que o tema em questão não é uma doença. Logo, é algo natural, e se é natural tem que ser aceito. Há relatos de muitos homossexuais que o sofrimento psíquico por eles vivenciados tanto por familiares como sociedade, chega a leválos a ter verdadeiro pavor de assumirem sua opção sexual e ainda sem contar com os inúmeros ataques homofóbicos. Que na maioria dos casos não se rejeita a pessoa homossexual, mas, simplesmente não aceitam o homossexualismo e a homossexualidade para
Pessoas homossexuais podem buscar orientação psicológica para lidar com o preconceito
Não podemos afirmar que os seres humanos não têm como escolher se serão gays ou heterossexuais. Para a maioria das pessoas a orientação sexual emerge cedo, na adolescência