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Saúde - 30 de setembro de 2012

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Caderno F

Saúde MANAUS, DOMINGO, 30 DE SETEMBRO DE 2012

DIVULGAÇÃO

e bem-estar

saudeebemestar@emtempo.com.br

(92) 3090-1017

A cura por meio da arte Canto, desenho, dança e várias outras formas de manifestação artística funcionam como terapia no tratamento de doenças

FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK

O envolvimento das crianças nas diversas manifestações da arte ajuda o desenvolvimento físico e psicológico ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO

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arafraseando o ilustre artista, músico autodidata e o famoso professor criador do método de educação musical, Edgar Willems, a educação, bem compreendida, não é apenas uma preparação para a vida, ela própria é uma manifestação permanente e harmoniosa da vida. Assim deveria ser como todos os estudos artísticos, e particularmente, com a educação musical, que recorre à maioria das principais faculdades do ser humano. Indo ainda mais além, a professora de música, habilitada em canto e pós-graduada em psicopedagogia e psicomotricidade, Luci Anne Costa Rocha, defende que a música e a educação musical podem contribuir para a formação do caráter do indivíduo. Por meio

do ensino se conquista muito mais do que amantes da música, investe-se em cidadãos, pessoas comprometidas com o bem-estar do próximo e com a coletividade, crianças disciplinadas, concentradas, sensíveis, atentas à necessidade do mundo ao seu redor. “A importância da educação musical e instrumental na vida do ser humano é de valor imensurável, pois a música no processo do desenvolvimento da criança promove a participação total do ser humano dinâmico – sensorial, afetivo, mental e espiritual”, afirma a especialista. “Precisamos estar alerta a não confundirmos a educação musical com a instrumental, pois a musical adota princípios psicológicos e o instrumento a técnica motora”, completa. Para o maestro alemão, integrante da Amazonas Filarmônica desde 2005 e professor do grupo de percussão

Desenhando novos caminhos De acordo com a professora de musicalização infantil do Cláudio Santoro, Emmely Holanda, o canto serve como tratamento complementar nos casos de autismo e dislexia. “De modo geral, contribui significativamente para coordenação motora, com a utilização da flauta doce, melhorando ainda para o aprimoramento da percepção melódica”, explica, reforçando que a musicalização infantil é como se fosse a alfabetização da música. “É o início da percepção musical e depois dessa fase a criança está pronta para ingressar em qualquer outro tipo de instrumento”, completa. Vale lembrar, que toda

criança está apta a receber a iniciação musical devido seus efeitos terapêuticos, porque o som tem o poder de equilibrar e acalmar tensões. A música quando bem escolhida cria uma atmosfera propícia a um sentimento de paz, tranquilidade, alegria e elevação. Experiências musicais têm comprovado sua eficiência no comportamento humano. Durante o ensino da música podem ser identificados conflitos existentes nos indivíduos, não como uma atividade terapêutica, mas devido às atividades comuns que fazem com que seus problemas se manifestem espontaneamente.

de sopro do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, Wolfgan Ebert, a educação musical nos jovens, por exemplo, previne o envolvimento com as ruas, drogas e com a violência. “O tempo que eles passam aqui estudando música e conhecendo o mundo por meio das notas musicais eles estão seguros, estão deixando de fazer coisas erradas para adquirir um conhecimento que pode se tornar um grande diferencial na vida”, destaca. Wolfgan lembra que nasceu em uma família de músicos e que foi esse envolvimento artístico que lhe propiciou conhecer várias cidades da Alemanha, além de viagens para a França, Espanha e, claro, para o Brasil. Com apenas 11 anos, o pequeno Vitor Lucas, segue os mesmos passos do professor. Há apenas dois meses como aluno de orquestra de percussão, mes-

mo instrumento tocado pelo avô, Vitor diz que já sente melhorias na escola. “A atenção melhorou muito, me concentro melhor nas explicações da professora e a música me fez perceber que esse pode ser um hobby para a vida toda”, comenta. A música também foi absorvida pela área de saúde por meio da musicoterapia, pois a audição musical tem tido repercussões em diversos níveis fisiológicos, tais como respiração, ritmo cardíaco, hormonal e outros.

Primeiros passos e criatividade “Desenvolvimento da coordenação motora, equilíbrio emocional, melhora da autoestima e da criatividade”, esses foram apenas alguns dos benefícios do desenho, enquanto terapia, citados pela professora Rosemary Fernandes da Silva. Segundo ela, o desenho é indicado para casos de deficiência física, mental leve e autismo. “Dependendo da situação a abordagem muda, tem casos de crianças que o desenho é o primeiro passo para aprender as letras e iniciar a educação”, conclui.

A música, quando bem selecionada é um elemento importante para ajudar a criança a resolver seus conflitos

Coqueluche: como tratar e prevenir Saúde e bem-estar E4


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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com

Tecnologias, saúde e doença

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Renomados pesquisadores sociais, no Brasil, proporcionaram muitos avanços para consolidar a estreita ligação das ciências sociais à medicina, buscando explicações para os componentes não biológicos do binômio saúde-doença. A descrição de Engels das condições de trabalho e da saúde dos operários ingleses, em 1844, representa o divisor de águas do quanto é importante compreender a realidade social e as condições de trabalho. Não existe qualquer dúvida de que a industrialização desordenada com desmonte do ecossistema e o descaso pelas normas elementares de respeito à vida humana levará a todos, ricos e pobres, para o mesmo buraco. Em 1910, o famoso Relatório Flexner sobre as 150 faculdades de medicina, nos Estados Unidos, seguido, dois anos depois, pelo segundo relatório, que descreveu os cursos médicos da França, Inglaterra, Alemanha e Áustria, selaram o destino da nova metodologia do ensino da medicina. Entre as consequências dos Relatórios Flexner, passou a ser considerado exclusivamente

como verdadeiro e produtor de saúde as relações científicas vindas da ciência e tecnologia. Tudo apoiado no pressuposto de que a utilização de aparelhos para intermediar a ação médica seria responsável, em futuro muito próximo, pela melhoria das condições de saúde do homem. Os anos que se seguiram mostraram exatamente o contrário: o aumento da longevidade não está atreladao à tecnologia médico industrial e a supermedicalização, mas às medidas básicas de saneamento, moradia, educação, trabalho e lazer. Os Relatórios Flexner contribuíram eficazmente para a atual situação de descalabro em que se encontra a prática médica na atualidade. Os abusos dos medicamentos e das tecnologias passaram a ser utilizados como suporte indispensável ao exercício da medicina. O processo de industrialização acelerado do pós-guerra, nos anos 1950 fincou a ação dos poderosos grupos econômicos defensores do lucro a qualquer preço, especialmente, ligados à venda da parafernália médico-hospitalar desnecessária

e predatória à saúde pública. Essa inquestionável realidade impediu, de diferentes maneiras, que as universidades discutissem plenamente as relações sociais da medicina. Assim foi mantida fora das salas de aula a clara causalidade entre a estrutura social e doença. O início da mudança se concretizou na análise dos indicadores de saúde dos países industrializados: a saúde não está ligada à tecnologia do aparelho médico-hospitalar, mas à educação, saneamento básico, condições de trabalho e laser: - A escola de Chicago centralizou as atenções, a partir de 1939, com as análises psiquiátricas encontradas entre os operários das periferias urbanas. As conclusões se voltaram de modo incisivo para a associação entre as doenças encontradas e as bruscas mudanças ocorridas na urbanização pós-industrial; - A medicina fundamentada no consumo tecnológico começou a sofrer severas crítica, a partir dos anos 1960, por meio de estatísticas mostrando que a supermedicalização em nada contribuía à melhoria da vida.

João Bosco Doutor Honoris Causa na França

Os Relatórios Flexner contribuíram eficazmente para a situação de descalabro em que se encontra a prática médica na atualidade”

Caqui é rico em fibras e auxilia o intestino Essa fruta, típica da Região Sul, costuma enganar à primeira vista. É que, por ser muito suculenta, todo mundo pensa que é extremamente calórica. Na verdade, o caqui contém 80% de água! As fibras e os minerais, como cálcio e ferro, respondem pelo restante da composição. Resultado: faz o intestino trabalhar, deixa os ossos fortes e auxilia na produção de glóbulos vermelhos, as células vermelhas do sangue que levam o oxigênio até os órgãos e tecidos. Assim como o morango e a framboesa, ele também é fonte de licopeno, que protege a próstata.

Humberto Figliuolo hfigliuolo@gmail.com

Informação em vigilância sanitária É de responsabilidade da área de saúde a fiscalização sanitária, que inclui a observância das condições do produto final que chega à mesa do cidadão contribuinte, desde a matéria-prima até o consumo, passando pelo processamento: transporte, armazenamento e distribuição. A inspeção sanitária é um avanço na história da saúde humana e também contribui para a conservação da espécie. As condições de alimentação e os hábitos alimentares, mutantes no decorrer dos séculos, evoluíram paralelamente com o avanço da medicina à medida que o homem descobriu que a higiene e a qualidade do alimento consumido eram fatores fundamentais para a manutenção da sua saúde. À vista da necessidade, da importância e do interesse, faz-se necessário mais vigor nas ações sanitárias. O amazonense está comendo na rua e, consequentemente, deve estar ingerindo muita coisa estragada. Levam com eles doenças as quais não sabe sequer atribuir as causas. É preciso que uma vigilância rígida se torne rotineira. Os tempos são difíceis e a necessidade de sobreviver favorece a ação de fabricantes de alimentos sem os devidos cuidados de higiene e

também a inconsciência por parte de elementos inescrupulosos. A vigilância sanitária de alimentos não deve se ater a esse problema, uma vez que são muitos os produtos relacionados com a saúde. Devem estar incluídos num contexto em que a vigilância sanitária dos produtos englobe produtos farmacêuticos, cosméticos, saneantes, desinfetantes, inseticidas para uso doméstico, agrotóxico e correlato. Além do mais a vigilância sanitária deve operar também no saneamento ambiental e doméstico, assim como sobre as condições de sanidade das habitações dos ambientes de trabalho e dos logradouros públicos. A questão da saúde, todavia, envolve a fiscalização e a inspeção sanitária de maneira que intoxicações alimentares, por exemplo, não se tornem manchete na imprensa, por falta de ação enérgica de fiscalização, para coibir a prática errônea de manipulação de alimentos, criação de animais para abate ou algum outro tipo de risco a que se possa expor o cidadão em busca da manutenção de sua saúde. Essas questões adquirem relevância no debate atual a respeito da mudança do modelo de atenção e requerem abertura

de pensamento em saúde para abranger as noções aplicadas de risco, qualidade em saúde, segurança sanitária, regulação e vigilância sanitária como proteção e promoção da saúde. A informação em interação com a comunicação social, ainda pouco utilizada na área, tem um papel determinante na construção de uma consciência sanitária, para autodefesa dos cidadãos. Assim deve ser iniciada a conscientização com referência à vigilância, não na forma de um ente abstrato, fiscalizador policialesco e punidor, mas sim, um corpo presente com feição própria, educador em termos de saúde pública e normalizador visando à defesa e proteção da comunidade com desenvolvimento de programas continuados da divulgação e orientação do consumidor, do produtor e do prestador de serviço. Os investimentos no setor devem ser direcionados para ampliação de seu quadro de fiscais nesta área incluindo melhores condições do trabalho, extensivos à educação e conscientização da população, para que a proteção e a defesa da saúde sejam resolvidas. Esperamos que seja um compromisso do próximo prefeito eleito.

Vitamina B12 é excelente para o coração do idoso Humberto Figliuolo Farmacêutico

A inspeção sanitária é um avanço na história da saúde humana e também contribui para a conservação da espécie”

A vitamina B12 tem um papel positivo no combate aos sintomas da depressão. Mas para os idosos, a vitamina desempenha um papel ainda mais marcante. Um estudo realizado pelo Departamento de Fisiologia, Anatomia e Genética da Universidade de Oxford (GB), comprovou que os idosos que apresentam altos níveis de vitamina B12 são seis vezes menos propensos a apresentar diminuição no volume do cérebro. Portanto, a B12 protege contra o que podemos chamar de “encolhimento” do órgão típico do envelhecimento, que leva à redução de certas funções cognitivas, como perda da memória. Uma boa fonte é o bife de fígado cozido.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br

Diagramação Marcelo Robert Weiner Auzier

Repórter Alita Menezes Wandilson Prata

Revisão Antônio Fonseca Dernando Monteiro Joyce Tino www.emtempo.com.br


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A fonte da juventude cabe em todos os bolsos A beleza depende muito dos alimentos que ingerimos, principalmente se a intenção é adiar os efeitos da idade

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uito se fala em cosméticos que prometem combater a flacidez e os radicais livres, mas o começo de tudo está dentro de casa, na nossa cozinha. Quando o assunto é a beleza da pele invariavelmente a conclusão é que o rosto reflete o que a boca ingere. E não é só o rosto, não, a cintura e os quadris também refletem aquilo que se come. Pesquisas desenvolvidas apontam o açúcar como sendo um dos mais recentes vilões quando se trata dos radicais livres. Se os doces, em geral, estavam proibidos para quem quer emagrecer, eles entraram na lista dos proibidos também para aqueles que buscam a eterna juventude ou que, no mínimo, pretendem retardar a ação dos famigerados radicais livres, das rugas e da celulite. Especialistas em Dermatologia explicam que depois dos radicais livres e dos raios UV, o novo alvo contra o envelhecimento da pele é a glicação, ou seja, o processo de ligação entre a molécula de glicose maléfica com uma proteína saudável formando o chamado AGE, um complexo

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de proteína e açúcar rígido que altera a estrutura dessas proteínas, impedindo a eficácia no desempenho de seus papéis mais importantes e, na pele, ocasiona o aparecimento das rugas. Os AGEs ainda são fábricas de radicais livres. Eles se acumulam lentamente ao longo do tempo, piorando

Invista em produtos de qualidade Os especialistas explicam que toda refeição deve ser iniciada com a proteína, ou seja, comer primeiro a carne e depois os acompanhamentos. As preparações à milanesa devem ser feitas com nozes moídas, ou farelo ou farinha de aveia para a crosta. Adquira o hábito de ingerir amêndoas e quinoa às refeições. A quinoa é um cereal muito saboroso e pode ser usado em preparações salgadas. As maçãs são poderosas antioxidantes, coma pelo menos três, todos os dias. Pode ser de qualquer tipo. Os peixes – principalmente salmão, anchova, sardinha e arenque – são fontes de Ômega 3. Prefira-os grelhados. Lembre das fibras.

BANDIDO

Pesquisas recentes mostram o acúcar como o grande vilão quando se trata de radicais livres, sendo, portanto, um dos piores inimigos para quem quer preservar a juventude seus efeitos prejudiciais no organismo e deixando a pele com um aspecto envelhecido. Para combatê-los e evitá-los, existe uma fórmula tríplice: dieta, suplementos e produtos tópicos. Laboratórios farmacêuticos têm se empenhado nas pesquisas para produzir os limpadores de AGEs e também na descoberta de produtos que impeçam a sua formação.

Para manter a saúde da pele é fundamental investir em alimentos que sejam saudáveis

Coisa de Mulher weralima@yahoo.com.br

VERA LIMA

Ninguém é uma ilha Muito se tem falado por aqui sobre relacionamentos e tenho recebido vários e-mails de solteiras que se dizem bastante satisfeitas com o seu status e pouco interessadas em manter um relacionamento estável. Segundo a maioria, vale a pena ser solteira quando se tem um bom emprego, uma boa situação financeira e quando a autoestima está em alta. Com certeza! Pesquisas recentes revelaram essa realidade de maneira esmagadora. As pessoas hoje, tanto homens quanto mulheres, estão adiando cada vez mais o compromisso conjugal e a consequente formação de uma família. O que se percebe é que os filhos solteiros – filhas também – permanecem na casa dos pais até uma idade em que antes já era quase certo o casamento e um bando de filhos grudados ao redor das pernas dos genitores. Isso não quer dizer que as pessoas estejam optando pela solteirice, apenas que estão investindo mais na carreira profissional e deixando o casamento para um segundo momento da vida, quando já encontraram a estabilidade financeira. Vejo isso como um sinal de maturidade, embora ainda me espante com o número de mulheres que estão de fato e de direito sozinhas. Parece que as novas gerações têm receio de se comprometer e inventaram esse negócio de “ficar” porque isso exime os parceiros de responsabilidades. Nada contra, mas acho que na minha época se namorava mais e melhor. Sem querer apelar para o

falso romantismo – e já apelando – insisto em que no meu tempo era muito bom namorar, paquerar, ser cortejada e depois seguir todos os trâmites que normalmente levam ao casamento. Vejo com satisfação alguns casais jovens que seguem esse caminho, mas também observo que a maioria não consegue manter um relacionamento estável por muito tempo. Não sei se é sinal dos tempos ou se é consequência da modernidade, mas vejo com espanto que os casamentos hoje são muito mais transitórios. É um tal de casa, descasa, casa, descasa, que ninguém mais se espanta quando o jovem casal que gastou horrores para unir suas vidas no altar de repente, não mais que de repente, se separa e parte para carreiras-solo. O meu romantismo sobre-

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vive aos novos tempos e sou fã de romances que terminam com o final feliz. Fui criada lendo histórias como Branca de Neve, Cinderela e Rapunzel, dentre tantas outras e minha crença no amor sobrevive às desilusões que o tempo me trouxe. Creio que amar e ser amada é uma benção incomparável e jamais deve ser subestimada. Que venha o amor em todas as formas, pois esse é o sublime sentimento que nos distingue dos demais animais. Ser solteira é bom? Com certeza. A solteirice tem inúmeras vantagens que só quem vive nesse estágio pode enumerar. Mas ter um companheiro – um bom companheiro, ressaltese – é igualmente bom, porque como já dizia o incomparável escritor J.M. Simmel, “Ninguém é uma ilha”. Bom domingo para vocês.


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É só uma tosse? Cuidado, talvez seja coqueluche Fique atento àquela tosse seca e interminável, que não dá sossego e pode ser sintoma de alguma doença mais grave FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK

WANDILSON PRATA Especial EM TEMPO

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neumonia, bronquite, tuberculose são doenças que as pessoas logo imaginam quando apresentam aquela tossizinha chata durante dias. E você já reparou que ultimamente diversas pessoas em Manaus vêm apresentando uma tosse seca que parece não ter mais fim e quando tentam escarrar, não vem nada? Outra doença que, apesar de estar apresentando ótimos resultados no combate, mostra sintomas respiratórios parecidos com os citados acima, mas que vem com uma tosse constante e muitas vezes deixa a pessoa sem ar de tanto tossir, é a coqueluche, e é por isso que é bom ter uma atenção redobrada com a saúde e sempre procurar um médico quando o quadro piorar. No Brasil, a coqueluche já atingiu em 2012 pelo menos 1.472 brasileiros, provocando a morte de 33 pessoas, a maioria bebês, conforme apontam os dados do Sistema de Informação e Agravos de Notificações - SINAN. Só para você ter uma ideia, no ano passado foram 2001 casos, com 47 mortes. O volume dos casos representa mais que o triplo registrado em 2010, que foi de 533. No Amazonas, de acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde - FVS, foram confirmados apenas dois casos em 2011 e neste ano ainda não teve nenhum caso. Porém, casos com a suspeita no ano passado foram registrados 33, enquanto que neste ano o número até o mês de agosto registrou 53 casos. O diretor da FVS, Bernardino Albuquerque, explica que esses casos de suspeitas são apenas notificados, e a doença diminui conforme o tratamento, à base de antibióticos, que a pessoa vai fazendo.

Doença misteriosa Foi o que aconteceu com um caso suspeito de coqueluche, mas não confirmado, que deixou a jornalista Natália Oliveira, de 26 anos, bastante preocupada com o surgimento de uma tosse que parecia não ter fim e em alguns momentos ela chegava a apresentar pressão alta por ficar com falta de ar de tanto tossir. Natália conta que procurou desde o clínico geral a especialistas, mas ninguém sabia diagnosticar a doença que começou a incomodar a jovem, até que um pneumologista suspeitou ser coqueluche. A jornalista precisou ficar dois meses afastada do trabalho para tratar da saúde, tomando antibióticos receitados pelo médico. “A princípio eu achava que era uma tosse comum, mas depois eu comecei a tossir o dia todo a ponto de ficar sem ar. Cheguei a pensar que fosse asma. Quando vi que estava ficando pior, decidi procurar um médico e fui em vários especialistas, desde pneumologista a gastroenterologista, mas nenhum deles sabia o que eu tinha, até um médico suspeitar que fosse coqueluche”, relata Natália.

A vacinação da criança é uma medida eficaz para ajudar a prevenir a doença. A proteção não é permanente, mas é indispensável para reduzir os riscos

Saiba mais sobre a doença A coqueluche é uma doença bacteriana comum em todas as partes do mundo, que compromete especificamente o aparelho respiratório e se caracteriza por causar uma tosse seca, que atinge o sistema respiratório provocando até convulsões, pneumonias e encefalopatias, podendo ainda levar o indivíduo à morte. O contágio se dá pelo contato direto com a pessoa infectada ou por gotículas eliminadas pelo doente ao tossir, espirrar ou falar. A infecção pode ocorrer em qualquer época do ano e em qualquer fase da vida, mas acomete especialmente as crianças menores de 2 anos. Principalmente nas crianças e nos idosos, ela pode evoluir para quadros graves apresentando complicações pulmonares, neurológicas, hemorrágicas e desidratação. Casos de coqueluche cosA coqueluche é uma doença bacteriana, que compromete todo o aparelho respiratório

tumam ser mais raros na vida adulta. No entanto, tosse seca e contínua por mais de duas semanas em jovens e adultos pode ser sinal de que foram novamente infectados pela bactéria da tosse comprida, apesar de terem recebido a vacina na infância ou de terem ficado doentes. Uma forma de prevenir a doença é por meio da vacina. Apesar da vacina contra coqueluche não oferecer proteção permanente, é indispensável vacinar as crianças. A vacina tríplice clássica (DPT) contra diſteria, coqueluche e tétano faz parte do calendário oficial de vacinação do Ministério da Saúde e deve ser ministrada aos dois, quatro e seis meses de idade, com doses de reforço aos 15 meses e aos 5 anos. Embora a imunização dure cerca de dez anos, essa vacina não deve ser aplicada depois dos 6 anos de idade.


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À espera de um milagre Até 4 anos na fila, esse é o tempo que um paciente aguarda, em média, pela doação de um rim no Amazonas. Mas a situação é delicada em todo o país e, para motivar mais doadores, as campanhas tentam sensibilizar sobre a doença ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO

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última semana foi marcada pelas mobilizações nacionais em prol da doação de órgãos. No Amazonas existem, aproximadamente, 500 pessoas na fila de espera para o transplante de rim, enquanto 300 aguardam a doação de córnea, lembrando que esses dois órgãos já podem ser transplantados sem precisar sair do Amazonas. De acordo com a hematologista e coordenadora da Central de Transplante do Amazonas, Leny Passos, a estimativa nacional é que para cada um milhão de pessoas apenas 11 doações são efetivas, apenas as famílias de 11 pessoas já falecidas, entre um milhão de brasileiros, aceitam doar os órgãos daquele ente querido. “Antes existia a opção de a pessoa escolher se queria ou não ser doador após a morte enquanto ainda estava viva, bastava fazer uma alteração na carteira de identidade, mas hoje uma nova legislação excluiu essa possibilidade”, destaca Leny Passos. Por isso, segundo a coordenadora, não só durante a Campanha Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos o trabalho de sensibilização deve ser intensificado. “A nossa recomendação é que as pessoas conversem com seus familiares e autorizem a doação dos seus órgaos após a morte, pois só com a autorização da família isto poderá ser feito”, ressalta. Desde julho do ano passado, quando se iniciou o transplante total dos rins, até dezembro, foram realizados dez transplantes e de janeiro até o início de setembro o número saltou para 34. “Nossa meta é fechar o ano com, pelo menos, 40 transplantes efetivados”, adianta Leny. Ela explica que para receber um órgão são necessários alguns exames que avaliam os critérios sanguíneos e a compatibilidade dos

tecidos. “A média de espera por um doador de rim pode variar entre seis meses até quatro anos, dependendo da compatibilidade”, completa. Vencendo o preconceito Quando se externa a vontade a alguém da família de ser doador, ainda em vida, a tendência é que essa solicitação seja acatada pelos familiares após o falecimento, é como se fosse a realização de um último pedido. “Ideias erradas, entretanto, de que a pessoa vai ficar deformada, por exemplo, fazem com que os parentes acabem não efetivando a doação dos órgãos”, lamenta a coordenadora da Central de Trans-

Um estudo realizado com familiares de doadores e não doares mostra que o período de luto das famílias de pessoas doadoras é menor Leny Passos coordenadora da Central de Transplante do Amazonas

plante do Amazonas. Para acabar com o preconceito quanto à doação de órgãos programas educativos são realizados entre profissionais da saúde. Entre os temas abordados está a conscientização que a família doadora não poderá conhecer a família do receptor e corrigir a ideia de que para se fazer a doação os parentes terão que arcar com algum custo, no caso todos os gastos são pagos pelo próprio governo.“Um estudo realizado com familiares de doadores e não doadores mostra que o período de luto das famílias de pessoas doadoras é menor que das pessoas que não doaram órgãos após a morte”, comenta a médica Leny Passos.

Para acabar com o preconceito quanto à doação de órgãos, programas educativos estão sendo realizados em vários locais

Projeto piloto incentiva a conscientização De acordo com Leny Passos, na última quarta-feira, alunos de sete escolas municipais foram premiados por participarem de um concurso

educativo, que selecionou as melhores frases direcionadas à Semana Nacional de Doação de Órgãos. “A premiação foi simbólica, mas os

resultados foram positivos. A meta é tornar a doação de órgãos algo comum, como ir ao dentista, e nada melhor que começar cedo a cons-

cientização com as crianças, que por sua vez também atingirão os adultos por meio da conversa com os pais e outros familiares”, finaliza.


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Envelhecer com saúde Na semana em que se comemora o Dia Nacional do Idoso, vale ressaltar algumas medidas importantes para a qualidade de vida na terceira idade, e em cuidados que podem adiar algumas doenças que surgem nesta fase

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aramente pensamos em como prevenir a velhice. Bom, isso não existe, ou seja, livrarse da velhice, ficar livre da flacidez, das marcas no rosto, por exemplo. A velhice é um processo natural, é parte da vida. O que se pretende dizer é que se pode envelhecer com saúde e o primeiro passo é aceitar que a velhice vai chegar, sem dó nem piedade. Sabendo disso, sorria diante do maravilhoso mistério que é a vida, seja grato a Deus por tudo que te aconteceu e fique atento no que você mesmo pode fazer para envelhecer com saúde e manter a alma eternamente jovem. O Ministério da Saúde recomenda que se visite o médico pelo menos uma vez por ano para prevenir, identificar e combater as doenças no início, facilitando o tratamento e a proteção da saúde. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não se trata de “procurar doenças” e sim de fazer um levantamento das condições da pessoa, de modo que ela possa corrigir qualquer problema ainda no início ou mudar seus hábitos de vida para garantir mais saúde na terceira idade, sabiamente chamada também de “melhor idade”. O alimento é fundamental para a manutenção de todos os nossos processos vitais. Quase tudo que somos fisicamente é resultado do que comemos. Uma dieta adequada é aquela que assegura a ingestão equilibrada de açúcares, gorduras, proteínas, vitaminas, sais minerais, água e fibras. Assim, ao pensar em dieta, pense em que só a variedade pode garantir esse equilíbrio. O abuso de qualquer tipo de alimento em detrimento dos outros pode trazer prejuízos. Veja as regras de ouro para todas as idades: evite, o máximo que puder, frituras, comi-

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das e bebidas industrializadas, gorduras de origem animal e excesso de sal ou açúcar. Frutas, verduras e legumes variados e água são bem-vindos em grande quantidade. Prefira os cortes magros da carne de boi e a carne de peixes e aves. Não passe fome: faça seis refeições por dia: café da manhã, almoço e jantar mais reforçados, e três pequenos lanches entre eles. Não se deixe seduzir por modismos, pela dieta que o médico prescreveu para a sua vizinha ou por essa ou aquela pesquisa, reportagem ou artigo: não há milagres para se reduzir ou manter o peso. Apenas a mudança de hábitos, produzida com muito esforço, disciplina e persistência é capaz de proporcionar equilíbrio nutricional e saúde. O cuidado para não cair começa aos 40. Com a idade, as quedas vão se tornando po-

COMECE CEDO

Os cuidados para evitar quedas e fraturas devem começar a partir dos 40 anos e deve se estender pelo resto da vida, porque as quedas vão se tornando cada vez mais desastrosas O idoso pode ganhar em qualidade de vida se começar a investir em alimentação e em atividades que lhe tragam prazer

tencialmente mais danosas; comece agora a mudar seus hábitos e pense no que pode ser melhorado nos ambientes onde você mora e trabalha. Cuidado com a escolha dos sapatos: prefira os mais confortáveis, sem salto e com solados aderentes ao piso. Evite usar tapetes confeccionados em materiais lisos e escorregadios nos pisos, ou ceras e polimento. Desníveis ou degraus são indesejáveis e, nas calçadas, a pessoa idosa deve ter um cuidado redobrado.

Vale a pena investir em mais segurança Banheiros, áreas de serviço e cozinhas, em que o chão costuma ser liso e ficar molhado, devem ter tapetes de borracha antiderrapantes. Ao embarcar e desembarcar de veículos, aguarde até que esteja totalmente parados e tome cuidado com os degraus. Não ande com excesso de

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pacotes ou objetos que o impeçam de ver o caminho. Remova, para sempre, aquele tapete ao lado da sua cama. Atenção para a arrumação da casa: objetos, móveis e tapetes espalhados ou colocados de forma inadequada facilitam tropeços. Quanto mais luz, melhor.

Ilumine bem sua casa e deixe uma luz-guia acesa para o caso de precisar ir ao banheiro ou à cozinha durante a noite. Piscinas, banheiras e escadas exigem corrimão para apoio: acostume-se a usá-los sempre. Pense em ter uma barra no banheiro para segurar quando for

lavar os pés. Ouça sempre o médico. Cabe somente ao médico avaliar, a partir da consulta e do resultado dos exames já realizados, se a pessoa deve procurar o médico mais vezes, ser dispensada de determinada consulta ou exame ou, ainda, consultar-se com um ou mais especialistas.

DILEMA

Meu filho não come. O que fazer?

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Quando a criança não quer comer os pais não devem insistir e podem investigar as causas

outor, meu filho não quer comer nada. Pediatras e nutricionistas já estão acostumados com esse tipo de queixa, frequentemente formulada pelas mães. O que elas não sabem é que muitas vezes as causas podem estar nas suas próprias atitudes e nas cobranças exageradas a respeito da alimentação. Por ser uma atribuição materna, a alimentação é muito valorizada e a preocupação em excesso pode gerar ansiedade, que acaba sendo repassada à criança. Cobranças de parentes mais próximos como avós, sogras e tias acabam agravando o quadro e devem ser cortadas pelas mães. A amamentação ao seio é a primeira relação entre o bebê e o mundo que o cerca, e por isso é fundamental. Além de representar o alimento, o seio é uma descoberta e representa o afeto, o vínculo com a mãe. A alimentação da criança no futuro será o resultado do relacionamento estabelecido entre ela e o ambiente em que vive e principalmente do afeto entre o bebê e a mãe. Por isso é importante que as mães estreitem esse vín-

culo com o bebê, que normalmente ocorre por meio da amamentação. Infelizmente, com a correria do dia a dia, muitas mães diminuem o tempo de amamentação e, consequentemente, a convivência com a criança. Quando a criança sai da fase mais dependente (de colo) e começa a andar, a

PACIÊNCIA

Algumas doenças levam até uma semana para restabelecer a rotina de alimentação, mas isso não deve ser motivo de preocupação excessiva, pois o organismo dos pequenos possui uma reserva partir dos 2 anos de idade, a preocupação com a alimentação acaba passando por alterações significativas. “Pais ausentes muitas vezes querem compensar sua falta de atenção e carinho com comida”, diz Auxiliadora Neves de Carvalho, especializada em pediatria endocrinológica, acrescentando que nor-

malmente os alimentos escolhidos pelos pais são aqueles menos nutritivos, como doces e fastfood (comida industrializada). “Isso piora a qualidade da alimentação, gera ganho de peso e inverte valores. A criança começa a entender que o alimento calórico é um prêmio, é uma coisa boa, valorizada pelos pais, o que pode gerar obesidade e baixa autoestima”, explica a especialista. Segundo ela, os pais não devem ceder aos caprichos da criança. “Uma alimentação saudável e balanceada não contempla apenas salgadinhos de pacote, bolachas e frituras. É importante que a criança tenha um prato completo e variado e que alimentos saudáveis sejam oferecidos diariamente dentro de uma rotina estipulada”, afirma. A pediatra acrescenta que a primeira coisa a fazer é conversar com o médico da criança para descartar eventuais doenças que podem tirar seu apetite, como, por exemplo, anemia. Se nada for constatado e a criança estiver saudável, é preciso adotar medidas como, por exemplo, manter um intervalo maior entre as refeições.


Saúde

MANAUS, DOMINGO, 30 DE SETEMBRO DE 2012

e bem-estar

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Na medida certa com a bike Ela está entre as atividades mais procuradas na academia para quem quer perder peso e ganhar resistência, mas tem que malhar com regularidade e, de preferência, em uma frequência que exija mais do corpo e ajude a queimar calorias

FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK

VERA LIMA Equipe EM TEMPO

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uar a camisa para ganhar disposição física e perder peso, com a definição da massa muscular, essas são os principais motivos para a maioria dos alunos de academia que procura as aulas de bike. Na sala da professora Andréa Barbosa não é diferente. Às segundas, quartas e sextas, a partir das 10h30, na academia Personal Fitness Club, ela lidera uma turma ávida por adrenalina, com uma disposição e uma energia invejáveis. Andréa não dá moleza e cobra muito de seus alunos, a maioria mulheres, que perseguem, a pedaladas, a boa forma física e a melhora do condicionamento geral do organismo. “O treino com a bike é um trabalho completo que melhora a capacidade cardiorrespiratória, fortalece os membros inferiores, dá um ganho de massa muscular e ainda ajuda a manter o peso”, afirma a professora. Quem opta pela pedalada sabe que a atividade exige muito esforço e, por isso, faz um trabalho cardiovascular extraordinário, contribuindo para melhorar o condicionamento físico, com a vantagem de ser um exercício de baixo impacto às articulações. A bike tem a vantagem de praticamente não apresentar contraindicações e segundo Andréa, nem mesmo as pessoas que apresentam problemas nos joelhos podem descartar a atividade. “Claro que cada caso deve ser investigado pelo médico, mas, com a orientação certa, e dependendo da gravidade do caso, algumas pessoas com problemas nas articulações podem até mesmo ter benefícios com a bike”, explica a profissional. Cientificamente está comprovado que pedalar colabora com a redução de doenças cardíacas, obesidade, diabetes, hipertensão e osteoporo-

se, além de ser uma medida eficaz no combate ao estresse e à depressão. É óbvio que se a sua finalidade é emagrecer, a bike pode ser uma grande auxiliar, mas não vai fazer milagres. Alguns estudos comprovam que o gasto calórico chega a ser 40% menor em relação à esteira, durante o mesmo período e com a mesma intensidade. Mas uma das vantagens da bike é que ela não escolhe peso, idade ou classe social. Qualquer pessoa que esteja disposta a encarar o pedal pode fazer um bom uso da bicicleta ergométrica e ganhar com a prática regular da atividade. Gestantes, obesos e sedentários também são bem vindos às aulas e o corpo, com certeza, em pouco tempo vai agradecer o esforço. “O ideal é a prática da atividade pelo menos três vezes

DISPOSIÇÃO

Está comprovado cientificamente que a prática regular de exercícios físicos aumenta a disposição e a energia no dia a dia. Com a bike não poderia ser diferente e quem pratica sabe A turma de Andréa em uma aula de bike. As alunas são unânimes em afirmar os benefícios da malhação na “magrela”

por semana e com uma média de 45 minutos de exercícios, e a perda de peso varia de uma pessoa para outra, porque isso depende também do metabolismo de cada indivíduo”, explica Andréa. Marina Moraes é uma prova de que empenho e perseverança dão excelentes resultados. Aluna assídua das aulas de Andréa, ela diz que não perde a oportunidade de malhar na “magrela” três vezes por semana para manter a boa forma e ainda ganhar em muita disposição. “A bike é excelente e eu me sinto muito bem disposta com as aulas”, confirma sorrindo.

Os benefícios da ‘magrela’

A professora Andréa Barbosa durante a aula de bike

DIVULGAÇÃO/STCK

Por que emagrece: o trabalho na bike, em diferentes intensidades, eleva a queima calórica e a gordura é utilizada como forma de combustível para o corpo. Os ganhos: a prática regular proporciona mais resistência, força nos membros inferiores e definição corporal. Contra-indicações: a prática não é aconselhável

para quem sofre de problemas cardíacos ou possui lesão grave nas articulações. Cuidados: não é aconselhável pedalar sem carga para não lesionar joelhos, tornozelos e coluna. A cabeça deve ser mantida na posição correta, olhando para a frente, para evitar dores no pescoço. Gasto calórico: entre 600 a 800 calorias em uma hora de treino.

Personal Fitness Club Aeróbicos aceleram o metabolismo

Musculação praticada regularmente pode ajudar a queimar calorias durante o resto do dia

Quando se pensa em emagrecer a primeira coisa que vem à cabeça são os exercícios aeróbicos. Malhar para perder os excessos é o mantra de quem se encontra acima do peso e numa luta secreta contra a balança. Tem tudo a ver. Exercícios aeróbicos realmente ajudam a encontrar o peso ideal, mas para isso tem que ter perseverança e muita determinação para não desistir na metade do caminho. Para quem está decidido a seguir essa trilha é bom saber que existe uma diferença fundamental entre gasto calórico e emagrecimento. Uma aula de bike, por exemplo, pode queimar até 800 calorias, dependendo da intensidade do treino, enquanto uma série de 60 minutos de musculação gasta em média 400 calorias. O segredo é que, dependendo da intensidade e da maneira que os exercícios são realizados, a musculação pode acelerar a queima de gordura no resto do dia e, des-

sa maneira, emagrecer mais do que os aeróbicos porque acelera o metabolismo. Segundo especialistas, uma pessoa que tem músculos mais desenvolvidos queima mais calorias durante o dia, mesmo quando o corpo está em repouso. Isso sem contar que os exercícios aeróbicos beneficiam a capacidade cardiovascular e queimam os carboidratos ingeridos durante as refeições. Isso não elimina a sagrada regrinha do equilíbrio, se você ingerir mais calorias do que queima certamente vai sentir os resultados na balança, o que significa dizer que a alimentação é fundamental para quem quer manter ou perder peso. A atividade anaeróbica ou exercícios com pesos, ao contrário do que se pensava antes, também ajuda a queimar calorias, uma vez que o metabolismo basal aumenta quando a capacidade física é maior. As calorias ingeridas são consumidas pelos músculos e se eles estão mais desenvolvidos,

mais rápido é o metabolismo e, consequentemente, consomem mais gordura. Um detalhe relevante para quem quer perder peso é que atividades como bicicleta ou caminhada queimam as calorias naquele momento, enquanto a prática constante da musculação promove um aumento da eliminação de calorias durante o dia todo, mesmo que o indivíduo esteja em repouso, desde que ela seja realizada diariamente.

SERVIÇO ACADEMIA PERSONAL FITNESS CLUB Endereço: Rua Acre, 66 Nossa Senhora das Graças Informações: 3584-0317 3584 2115


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Feira fitness mostra os caminhos para ter saúde As opções para combater a falta de ânimo e o estresse são muitas, mas é preciso esquecer a comodidade do sofá

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odas as atividades gratuitas disponíveis na maior feira de esportes, fitness e bemestar da Região Norte, Amazon Live Fair, que acontece de 5 a 7 de outubro, no Centro de Convenções do Manaus Plaza têm destaque especial na questão saúde. Realizado pelo Oficina D´Arte, a feira tem o propósito, principal, de dar opções de saúde às pessoas. De acordo com a promotora do evento, Eugênia Menezes, não é à toa que a feira vai apresentar uma série de atividades gratuitas e à disposição de um público esperado de 50 mil pessoas. Para isso, um passeio ciclístico foi programado para a manhã deste domingo, às 8h, destacando a importância de se usar a bike. Aliás, para se ter ideia, a prática de apenas 30 minutos diários de bike ajuda a combater doenças crônicas, como obesidade, hipertensão e diabetes. É pura saúde! No mais, os benefícios à saúde são inúmeros. “A corrida, por ser um exercício com elevado gasto calórico, é uma das melhores e mais eficientes formas de perder peso. Outro aspecto importante é a melhora do condicionamento físico, resultante da prática regular nas aulas, com aumento da capacidade cardiorrespiratória, resistência e potência muscular”, explica Menezes. Como se não bastasse, na corrida o aumento do metabolismo corporal ativa vias hormonais que dão sensação de prazer e bem-estar e promove adaptações, com melhora nas capacidades funcionais, resultando numa melhor qualidade de vida e prevenção de várias patologias. Mesmo indoor, sabe-se que a corrida é uma ótima dica para melhorar também a auto-estima, a saúde física e emocional e a socialização. Teste as artes marciais Outra boa novidade na feira Amazon Live Fair é o Espaço Amazon Live Combat, onde terão aulões de MMA em octógono montado, especialmente aos curiosos do esporte mais comentado no momento.

FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK

A feira reunirá especialistas em esportes e vários atletas

Uma programação especial A prática das artes marciais é, principalmente, um “nocaute” ao estresse. Mais notícia boa? Pois um estudo feito numa universidade americana aponta benefícios para saúde como prevenção de fraturas por quedas em idosos e melhora da condição física e de saúde de diabéticos tipo 2. E, claro, um fator que tem atraído muitas pessoas a este badalado esporte está na dose de bem-estar que ela propor-

Durante a feira, especialistas farão palestras sobre as vantagens das atividades físicas

DIVULGAÇÃO

ciona. No mais, a pessoa se sente com mais energia e resistência. Na feira Amazon Live Fair, haverá ainda uma programação especial com workshops de Márcio Atalla (preparador do quadro “Medida Certa”, do Fantástico), Pauê, um triatleta, primeiro surfista biamputado do mundo; Paulo Henrique Azevedo, doutor em ciências da saúde pela UNB e Alex Davis, UFC Athlete Manager.

Ciclismo está entre os esportes mais praticados na cidade

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Alerta sobre doenças do coração

O sábado foi de alerta para o risco das doenças cardíacas

No Dia Mundial do Coração, comemorado ontem, a Fundação Medtronic, O Discovery Networks, as Sociedades Brasileiras de Cirurgia Cardiovascular e de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e a Federação Mundial do Coração se uniram para promover a campanha “O que mais existe por trás do biquíni”, pela conscientização do impacto das doenças cardiovasculares nas mulheres. “As doenças cardiovasculares são a primeira causa de mortes entre as brasileiras, superando todos os tipos de câncer juntos. Uma em cada cinco mulheres acima de 30 anos corre risco de desenvolver uma doença cardiovascular,” ressalta a doutora Magaly Arrais, cirurgiã cardiovascular do Instituto Dante Pazzane-

se de Cardiologia e chefe do serviço do centro cirúrgico do Hospital do Coração. “A campanha pretende alertar para o impacto desse problema de saúde no público feminino, oferecendo ferramentas para ampliar o conhecimento sobre as doenças do coração e incentivar o diálogo entre as mulheres e seus médicos,” acrescenta a especialista. Todos os anos mais de 150 mil mulheres morrem devido às doenças cardiovasculares. E embora o índice de mortalidade por infarto seja maior no público feminino, ainda existe a falsa percepção de que os homens e idosos são os principais grupos de risco. “Os homens sofrem três vezes mais infartos do que as mulheres, mas nas mulheres o episódio é mais fatal. Várias

razões levam a isso, principalmente a demora em identificar o problema cardiovascular entre as mulheres. Quando elas descobrem, a doença já evoluiu”, alerta a médica. O aumento da incidência de eventos cardiovasculares na mulher é consequência do envelhecimento natural e do estilo de vida. “A mulher geralmente acumula vários papéis. Ela trabalha fora, cuida da casa e da família. O ritmo acelerado a expõe a muito estresse e favorece hábitos pouco saudáveis, como sedentarismo e má alimentação”, diz a médica. Com o envelhecimento, a pressão arterial e o nível de colesterol tendem a aumentar. A falta de atividade física e a dieta inadequada levam ao sobrepeso e à obesidade,

que também aumentam o risco cardiovascular. Aliás, a obesidade é um dos fatores de risco mais preocupantes, já que o número de mulheres obesas no Brasil cresceu 64% em 10 anos. Quando a mulher fuma e usa pílula anticoncepcional, os riscos cardiovasculares são triplicados. No site www.portrasdobiquini.com.br as pessoas encontram dados sobre a incidência das doenças cardiovasculares nas mulheres, os principais fatores de risco, dicas de como manter a saúde do coração e um guia para o check-up da saúde cardiovascular feminina, disponível para impressão. Assim, qualquer mulher pode imprimir os indicadores e levar na consulta médica para conhecer e entender os seus índices.


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Saúde - 30 de setembro de 2012 by Amazonas Em Tempo - Issuu