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Saúde - 30 de novembro de 2014

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Caderno F

Saúde MANAUS, DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014

e bem-estar

saudeebemestar@emtempo.com.br

Você sabe o que é DPOC? Pág. 4 e 5

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A cada quatro mulheres, três apresentam sintomas da TPM durante seus anos férteis. Os sintomas frequentemente pioram em mulheres com mais de 30 ou 40 anos VERA LIMA Equipe EM TEMPO

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ores de cabeça, fadiga, nervosismo, irritação, insônia, apetite desenfreado. Quase toda mulher conhece esses sintomas e é obrigada a passar por esse martírio uma vez por mês. Você já deve ter adivinhado do que estamos falando: a bendita TPM, também conhecida pela extensiva explicação que dispensa maiores apresentações, Tensão PréMenstrual, o terror das mulheres e o sofrimento por tabela de seus companheiros e familiares. Quem não sofre de TPM pode erguer as mãos para o céu porque, definitivamente, é abençoada por Deus e pela natureza, ou melhor, pela genética. Mulheres que passam mensalmente pelo transtorno sabem como é difícil lidar com as oscilações de humor e os efeitos colaterais da síndrome. O problema é que, apesar de amplamente conhecida, a TPM até hoje não foi completamente desvendada pela medicina. A definição mais precisa trata a questão como uma síndrome que acomete as mulheres em idade fértil cerca de dez dias antes da menstruação. E a coisa não é fácil. Só para dar uma ideia do problema, a ciência já catalogou mais de 150 sintomas ligados ao transtorno. Sim, porque é um verdadeiro transtorno para quem sofre e para quem convive com as criaturas “tepeemizadas”. Para entender um pouco a questão, é bom saber que a culpa é dos hormônios, melhor dizendo, das oscilações hormonais do período, conforme explica o ginecologista e obstetra doutor Gerson Mourão. “Tudo ocorre na segunda metade do ciclo feminino, quando entra em cena a progesterona, hormônio que prepara o corpo feminino para a fecundação e para a gravidez, porque ela também diminui os níveis de serotonina no cérebro, um neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar. Com a diminuição desse hormônio, a mulher está mais sensível e daí os sintomas como irritabilidade, ansiedade e depressão”. Explicando melhor, a concentração dos hormônios sexuais varia no decorrer do ciclo menstrual e assim que termina a menstruação, tem início a produção de estrógeno, que atinge seu pico ao redor do 14º dia do ciclo, quando começa a cair e a aumentar a produção de progesterona. O nível desses dois hormônios praticamente chega ao zero durante a menstruação, o que significa dizer que em cada dia do mês, a mulher tem uma concentração de hormônios sexuais diferente da do dia anterior e diferente da do dia seguinte. Ainda segundo o especialista,

além dessa gangorra hormonal, a progesterona também provoca uma interferência na produção de aldosterona, o hormônio envolvido na retenção líquida, o que acaba causando inchaços e dor de cabeça. Mas não para por aí, a progesterona também aumenta a produção de prostaglandinas, substâncias que, em excesso, se tornam inflamatórias. Isso explica as dores espalhadas pelo corpo, que deixam a mulher ainda mais irritada. E o tratamento? Bom, a resposta má é que não existe um kit pronto na farmácia para curar TPM. A resposta boa é que, dependendo da intensidade do sintoma, o médico pode receitar antidepressivos, anti-inflamatórios, analgésicos ou diuréticos. A melhor parte é que

agora a mulher pode encontrar um novo contraceptivo oral que tem efeito diurético e, além de prevenir a gravidez, atenua os sintomas relacionados à retenção hídrica. Para o doutor Gerson Mourão, a medida mais eficaz contra a TPM é suprimir a menstruação com o anticoncepcional de uso contínuo. “Sem menstruação, sem tensão pré-mentrual”, sentencia. Alimentação pode ajudar Quem sofre com a tensão prémenstrual sabe que muitas vezes os sintomas podem atrapalhar a

rotina. É importante ressaltar que a alimentação pode interferir no agravamento ou alívio dos incômodos. Algumas mulheres apresentam uma TPM tão forte que ganha até nome diferenciado: disforia prémenstrual, o que normalmente já pede uma medicação especial que só o médico poderá indicar. Dica útil Um estilo de vida saudável é o primeiro passo para gerenciar a TPM. Para a maioria, algumas mudanças na rotina podem ajudar a administrar melhor os sintomas.


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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com / www.historiadamedicina.med.br

As primeiras escolas de medicina Com a consolidação do sedentarismo, importantes modificações se processaram nos grupos sociais da Mesopotâmia, Índia e Egito, que absorveram a experiência acumulada pelos caçadores-coletores. Nessa fase, iniciou a modificação da economia de subsistência para a divisão de trabalho, o aparecimento do excedente de produção e as trocas comerciais. Na urbanização, nas margens dos grandes rios Indo, Nilo, Tigre e Eufrates, as sociedades mostravam-se hierarquizadas. A propriedade privada fortalecida, também possibilitando o processo de assentamento duradouro, evoluindo para as primeiras aldeias. Esse conjunto complexo estratificado é encontrado com datação assegurada em torno de 6 mil anos. Os aldeamentos cederam às cidades, cujas edificações construídas com material permanente, argamassa e pedra tratada, que podem ser compreendidas como produto da transformação e fortalecimento dos grupos humanos sedentários. Os limites urbanos expandidos, por meio de guerras contínuas trazendo saques, escravos e novos territórios, fortaleciam a propriedade privada e a escravidão. É razoável pressupor a participação dos médicos, principalmente, no manuseio das

feridas traumáticas e amputações dos membros dilacerados. Incontáveis mudanças sociopolíticas acompanharam o processo do sedentarismo. Entre as mais significativas, que contribuíram para as trocas do excedente da produção e para fortalecer a hierarquização social: metais fundidos, uso do cobre, mecanização da agricultura com os arados primitivos e o barco a vela. Os elementos sagrados continuaram acompanhando o homem na nova trajetória de conquistas. O espaço foi deslocado em direção às terras férteis próximas aos rios e lagos. O lago de Stellmoor, perto de Hamburgo, na Alemanha Ocidental, foi um marco deste período. Os estudos arqueológicos encontraram muitos objetos, aparentemente sagrados, com datação de 8 mil anos. Um chamou a atenção: a estaca de pinho com um crânio de rena na porção mais alta. Em outra área de pesquisa arqueológica neolítica, próxima da anterior, foi resgatado um tronco de salgueiro com três metros de comprimento, evidenciando a escultura de uma cabeça humana. O simbolismo expresso nos totens pode estar configurado na convivência de dois momentos distintos do universo mítico da pré-história: a divinização do bicho

e a do próprio homem. Parece lógico pensar não ser difícil a quem já tornou sagrado o circundante, tomar para si a sagração. As práticas de curas sofreram influência da terra cultivada: o uso dos vegetais com propriedades medicinais. Desse modo, as relações míticas do homem com o animal, predominantes na pré-história, foram modificadas com a agricultura cultivada. A ordem religiosa anterior dispersa no ritmo dos caçadorescoletores também se reconstruiu com os templos. O osso e o sangue pré-históricos foram deslocados pela terra e pelo esperma. Ao mesmo tempo, ocorreu a ascensão da mulher no novo espaço social, porque passou a ser reconhecida, tal como a mãe-terra reproduzia o alimento indispensável à vida, como a reprodutora do homem no seu próprio corpo. Essa mudança está nas artes, que assumiram aspecto naturalista, contrário da precedente, esquemática e geométrica. O simbolismo sexual se tornou evidente nos instrumentos para arar a terra em forma de falo. As práticas médicas amalgamaram-se ao urbanismo e os médicos socialmente reconhecidos iniciaram o processo de reprodução ordenado dos saberes: as primeiras escolas de medicina.

João Bosco Botelho Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Na urbanização, nas margens dos grandes rios Indo, Nilo, Tigre e Eufrates, as sociedades mostravam-se hierarquizadas”

Agrião é excelente para combater o ácido úrico Você pode até não dar muito valor ao agrião nas prateleiras do supermercado, mas é bom saber que essa hortaliça pode prevenir diversos tipos de doenças e trazer mais saúde para o seu cardápio. Devido às suas propriedades purificadoras para vários órgãos como estômago, fígado e pulmão, o agrião é apontado como uma poderosa fonte de proteção contra diversos tipos de cancro. Essa verdura possui ainda outras características terapêuticas como o combate a infecções e ao excesso de ácido úrico. Rico em vitaminas C, B3 e B6, betacaroteno, manganês, zinco e fibras, o agrião também colabora com a saúde do organismo.

Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com

Mercado vitaminado A preocupação com a saúde faz o segmento ganhar adeptos. Conhecidos também como multivitamínicos, os polivitamínicos são medicamentos contendo mais de uma vitamina e geralmente sais minerais em sua fórmula. Voltados ao bem-estar e à qualidade de vida, esses compostos prometem repor nutrientes ausentes no organismo e combater o estresse físico e mental, além de fortalecer o sistema imunológico, podendo evitar o aparecimento de doenças. Vitaminas são substâncias orgânicas essenciais para o fortalecimento normal do organismo e do metabolismo. Porém, elas não são produzidas pelo corpo (com exceção da vitamina D, processada quando se toma sol) e precisam ser retiradas de fontes externas, como os alimentos. Basicamente, existem 13 vitaminas, batizadas com letras e números: A, B1, B, B3, B5, B6, B7, B12, C, D, E e K. Tal nomenclatura foi criada pelo bioquímico polonês Kazimiers Funk, em 1912, e valem até hoje. Cada uma tem sua função: a vitamina A auxilia na visão e no sistema de defesa, as do complexo B participam do metabolismo de fornecimento de energia e formação das células do sangue e a C colabora com o sistema de defesa e auxilia a absorção do ferro. Já a vitamina D auxilia a absorção do cálcio, que

é essencial para a formação e manutenção de ossos e dentes, e a E atua protegendo o organismo contra ação dos radicais livres. Uma boa saúde depende do equilíbrio dessas substâncias, que se não forem obtidas pela alimentação, precisam ser repostas de outra forma, como as vitaminas sintéticas. Os compostos produzidos pela indústria podem ser tomados separadamente, para suprir alguma necessidade específica da vitamina em questão, ou por meio dos polivitamínicos que contêm varias vitaminas e minerais em quantidades próximas às recomendadas para ingestão diária. Esses compostos produzidos pela indústria são indicados para suprir a necessidade de nutrientes que não atingem o nível diário exigido pela alimentação ou caso existam determinadas patologias. O importante é fazer uso dos polivitamínicos desde que um profissional da área de saúde verifique a real necessidade da ingestão do suplemento. É muito comum nos dias atuais existir alguma deficiência de vitaminas e minerais devido ao estilo de vida das grandes cidades, do aumento de estresse e da má qualidade de alimentação. Além disso, alguns grupos especiais, como atletas, gestantes, idosos e indivíduos em recuperação física,

apresentam necessidades energéticas desses nutrientes. Os minerais são elementos essenciais para todos os processos bioquímicos do organismo, como absorção de vitaminas, regulação dos hormônios, manutenção de ossos, dentes e músculos, regulação do batimento cardíaco etc. Suplementos alimentares deixaram de serem apenas alimentos que eram usados por doentes para se tornarem fatores fundamentais na manutenção da saúde e prevenção de doenças. Suplementos esportivos apresentam um número cada vez maior de produtos disponíveis no mercado em função de novas regulamentações no setor. A maior conscientização sobre saúde, boa forma e aparência leva a esses resultados com uma preocupação com a estética. Apesar de todos os seus benefícios, apenas a ingestão de vitaminas e polivitamínicos não é suficiente para diminuir a incidência de doenças. É necessário que outras ações estejam associadas, como a prática saudável de atividade física e, ainda evitar o tabagismo e o consumo de álcool. Além disso, vale lembrar que esses produtos não estão isentos de contraindicações.

Humberto Figliuolo farmacêutico

É muito comum nos dias atuais existir alguma deficiência de vitaminas e minerais devido ao estilo de vida das grandes cidades”

Remédio natural e caseiro contra a tosse insistente Embora não apresente maiores riscos, a tosse deve ser cuidada, já que ela é uma maneira que o organismo encontra para se defender de irritações no aparelho respiratório. Surge quando o sistema imunológico encontra-se debilitado, geralmente, durante gripes, resfriados, crises de bronquite e dor de garganta. Quando ela é persistente, ataca principalmente a noite, na hora que a pessoa quer descansar. Uma boa receita pode ser feita com couve. Anote: 4 colheres (sopa) de folhas de couve picadas; 1 litro de água; 1 limão; 1 colher de (sopa) mel. Ferva a couve na água. Coe, adicione o suco de 1 limão e 1 colher (sopa) de mel. Tome morno, 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br

Diagramação Adyel Vieira

Repórter Mellanie Hasimoto

Revisão Gracicleide Drummond e João Alves

www.emtempo.com.br


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diabetes infantil Encerra hoje o mês em que se comemorou o Dia Mundial da Diabetes (14)

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e o diagnóstico da diabetes em adultos já é motivo de angústia, entre crianças e adolescentes a preocupação torna-se ainda maior, uma vez que nessas fases é comum os jovens apresentarem resistência a novos alimentos no cardápio. Entretanto, a endocrinologista doutora Renata Noronha explica que nos últimos anos as restrições alimentares às crianças portadoras da diabetes diminu-

íram e a qualidade de vida dos pequenos melhorou consideravelmente e por muito mais tempo. “Com as novas insulinas, que possuem ação ultrarrápida, hoje a criança não é completamente proibida de consumir alguns alimentos. Quando ela vai a um aniversário, por exemplo, ela pode comer o bolo”. Esta liberdade é possível devido aos tratamentos mais modernos, de múltiplas doses e monitoramento da glicemia capilar a cada refeição. “Com o exame de glicemia capilar – também conhecido como exame de ponta de dedo – é possível realizar o cálculo da quantidade de insulina que a criança precisa para corrigir sua glicemia e absorver adequa-

damente os diferentes tipos de alimentos. As insulinas podem ser aplicadas por meio de canetas com agulhas bem finas, possibilitando a normalização do resultado do nível de glicose em poucos minutos. Desde que os pais saibam fazer a contagem de carboidratos e calcular a dose de insulina que será administrada, a criança pode abrir exceções eventualmente”.

O tratamento A diabetes é uma doença causada pela má absorção de glicose devido à diminuição na ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, ou sua

total ausência. Em outras palavras, a diabetes ocorre quando a insulina não é suficiente ou não consegue agir adequadamente para metabolizar a glicose presente nos alimentos e transformála em energia, o que resulta no excesso de glicose na corrente sanguínea. A evolução do tratamento

também é muito importante porque o diabetes tipo 1 tem sido diagnosticado com mais frequência e tem crescido entre crianças menores de 5 anos e em jovens em idade de puberdade. Os pais devem estimular os exercícios físicos e incentivar os hábitos alimentares saudáveis.

A ocorrência da diabetes em crianças menores de 5 anos tem aumentado

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Tratamentos mais modernos na


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Mais de 700 pessoas pes

sofrem com

DPOC

no Amazonas

A doença acomete os pulmões e apresenta sintomas com longa duração. Os mais frequentes são tosse, produção de catarro e falta de ar MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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odo mundo sabe os males que o cigarro traz, mas a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), antigamente chamada de bronquite crônica ou enfisema pulmonar, talvez seja uma das mais comuns e mais graves. Isso porque os sintomas têm longa duração, mas o seu diagnóstico pode demorar, e a doença pode evoluir, causando problemas ainda mais graves. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a DPOC será a terceira principal causa de morte em 2020. A DPOC [é uma doença que acomete os pulmões e cujos sintomas têm longa duração (meses a anos). Os mais frequentes são tosse, produção de catarro e falta de ar. De acordo com a médica pneumologista Socorro Cardoso, há por volta de 700 pessoas diagnosticadas com DPOC no Amazonas. “No entanto, esse número é, com certeza, ainda maior, pois enfrentamos o subdiagnóstico”, lamenta. A principal causa da doença, destaca a médica, é o tabagismo. “Os fumantes têm grande potencial para desenvolver essa doença. Quanto maior a quantidade de ci-

garros que a pessoa fuma por dia, e quanto maior o número de anos de tabagismo, maiores as chances de a DPOC surgir. No entanto, por razões ainda não completamente compreendidas, não são todos os fumantes que desenvolvem DPOC, apenas cerca de 15% irão ter a doença”, informa. Outro dado revelado pela médica é que, dos pacientes diagnosticados no Amazonas, um número deles é de seringueiros que contraíram a doença por defumação da seringa. “Outra causa de DPOC é a inalação, durante anos, de fumaça resultante da queima de lenha, ainda utilizada em fogões no interior do país. Outra causa pode vir de uma deficiência congênita da enzima alfa-1 antitripsina, mas é algo raro”, esclarece. É comum as pessoas acharem que a DPOC é uma doença de pessoas idosas e, por isso, não se preocuparem com ela. Na verdade, a doença atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos, podendo inclusive ser identificada em pessoas mais jovens. Para entender Na DPOC, os tubinhos que distribuem o ar dentro dos pulmões (brônquios) podem estar inflama-

dos e/ou os saquinhos de ar que fornecem oxigênio para o sangue (alvéolos) podem estar destruídos. “Quando a inflamação dos brônquios é mais importante que a destruição dos alvéolos, a pessoa tem “bronquite crônica”. Por outro lado, quando a destruição dos alvéolos é mais importante que a inflamação dos brônquios, a pessoa tem “enfisema pulmonar”. A pneumologista Socorro Cardoso alerta que dá para suspeitar do diagnóstico de DPOC se a pessoa for fumante e apresentar pelo menos um dos sintomas. “Tosse persistente, produção de catarro, geralmente mais intensa pela manhã, falta de ar para realizar atividades físicas, chieira no peito quando gripado ou resfriado, sensação de que os quadros de gripe ou resfriado demoram a melhorar, como uma gripe mal curada. Esses são os sintomas para suspeitar”, diz. A partir daí, o diagnóstico é confirmado por meio de exames complementares, como radiografia e espirometria (ver boxe). “É importante que o paciente apresente os sintomas e procure o médico para avaliação, e o diagnóstico será feito com base neles”, esclarece Socorro.

Espirometria: exame detecta doenças respiratórias A espirometria, também conhecida como teste de sopro, é um exame que mede a função pulmonar. O teste vai quantificar o ar que a pessoa assoprou e qual a velocidade. Com isso são calculados alguns indicadores de como está funcionando o pulmão. É um exame em que se avalia os volumes e fluxos de ar que entram e saem

do pulmão. Utiliza-se um aparelho no qual a pessoa assopra em um bocal, chamado espirômetro, e avalia-se o fluxo e a quantidade de ar que sai dos pulmões. Se o resultado indicar alguma alteração, outros exames serão necessários para confirmar um diagnóstico de doenças respiratórias, como asma ou DPOC.


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plica a pneumologista Socorro Cardoso. Esse fato foi confirmado com a pesquisa da Peninsula College of Medicine and Dentistry, no Reino Unido, mostrou que os médicos podem estar perdendo a chance de fazer o diagnóstico precoce da doença. A equipe analisou registros médicos de 38.859 pacientes com 40 anos ou mais que tinham sido diagnosticadas com DPOC entre 1990 e 2009. Os pesquisadores viram que 85% desses pacientes tinham visitado o médico ou posto de saúde pelo menos uma vez com sintomas

respiratórios nos 5 anos anteriores ao diagnóstico. Os dados mostraram também que 58% dos pacientes relataram sintomas nos 6 a 10 anos antes do diagnóstico e 42% nos 11 a 15 anos anteriores. Os autores do estudo acreditam que esses sintomas relatados representam oportunidades perdidas, para prosseguir com mais testes que poderia ter resultado em um diagnóstico de DPOC.

Tratamento

A DPOC é uma doença progressiva, que pode causar danos irreversíveis para as vias aéreas e os pulmões. A doença não tem nenhum ponto de partida claro, mas quanto mais cedo a DPOC for diagnosticada, melhor as chances de reduzir os danos causados aos pulmões. “A demora no diagnóstico, muitas vezes, acontece pelo próprio paciente. Às vezes, eles acham que o cansaço constante é por conta da idade. Outro ponto, também, é que alguns colegas que diagnosticam as doenças associadas não atentam para o fato”, ex-

para cada caso

Sem Se m diagnóstico precoce Um diagnóstico de DPOC não é o fim do mundo. Para todos os estágios da doença, o tratamento eficaz está disponível, pode controlar os sintomas, reduzir o risco de complicações e exacerbações e melhorar a sua capacidade de levar uma vida ativa. Parar de fumar é a única forma de impedir o declínio progressivo da função respiratória. Há, ainda, a possibilidade de utilização de medicamentos, como broncodilatadores, que possuem a capacidade de dilatar os brônquios

e melhorar os sintomas da doença, bem como o desempenho físico e a qualidade de vida. O médico selecionará o medicamente mais adequado para o paciente, sendo que pode ser preciso mais de um tipo para que haja sucesso no tratamento. A cirurgia acontece para pessoas com alguns tipos de enfisema grave que não são tratados suficientemente por medicamentos. Já o transplante pulmonar pode ser uma opção para pacientes em estágio avançado.


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Colágeno no combate de

doenças degenerativas Ele atua como uma malha de sustentação, retendo as demais substâncias dentro da cartilagem VERA LIMA Equipe EM TEMPO

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uito além da estética e beleza da pele, o colágeno é um nutriente fundamental para as articulações de todo o corpo, pela sua eficácia no fortalecimento da cartilagem e na prevenção da artrose, doença degenerativa causada pelo desgaste da articulação. Para entender melhor a atuação desse suplemento no organismo, o Saúde e bem-estar conversou com o doutor Gustavo Constantino de Campos, ortopedista do Instituto de Ortopedia e Traumatologia, do Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Saúde - Qual a importância do colágeno na saúde geral do organismo? Gustavo Constantino Aproximadamente 25% de todas as proteínas encontradas no corpo são constituídas por algum dos diferentes tipos de colágeno existentes. A importância do colágeno vai além de ajudar no combate às rugas e à flacidez. O colágeno é um aliado efetivo, mas é também um dos principais componentes estruturais de diversos órgãos e tecidos e ajuda na formação de vasos sanguíneos, músculos, ossos, pele, cabelo

e, principalmente, nas articulações, onde participa da composição das cartilagens, que são fundamentais para as mobilidades articulares. Saúde - Que doenças podem ser prevenidas com a ingestão do colágeno? GC -Não se pode afirmar categoricamente que ocorra prevenção de doenças, no momento, porém, é sabido que os peptídeos de colágeno fazem parte de uma gama de nutrientes que surgiram no intuito de auxiliar a preservação de estruturas como as cartilagens, podendo sim prevenir a evolução de determinadas patologias. Saúde - Pode ser prevenida a evolução de possíveis problemas nas estruturas de órgãos em que o colágeno tem participação no organismo? GC - O colágeno tem um papel importante para manutenção das mobilidades articulares de todo o corpo. Notamos um aumento no número de pacientes com problemas articulares, principalmente na coluna, mãos, joelhos e quadril, o que pode levar à incapacitação do indivíduo, podendo limitar os movimentos, gerar dor, prejudicar as atividades físicas e sociais e a qualidade de vida. É essencial manter a cartilagem saudável. Quando a produção de colágeno passa a ser menor que a sua degradação, pode surgir, por exemplo, o desgaste da cartilagem das nossas principais articulações, ocasionando as chamadas osteoartrites. Outros fatores, como tabagismo, excesso de sol sem proteção adequada, tensões físicas e emocionais também

podem influenciar na produção de colágeno. Soma-se a isso o aumento da expectativa de vida da população, que pode trazer patologias associadas à idade, como oestoartrite ou oesteoporose. Neste cenário, o colágeno atua como uma malha de sustentação, retendo as demais substâncias dentro da cartilagem, por isso sua importância para as articulações. Saúde - O colágeno cura alguma doença já instalada no corpo? GC -Não, mas pode auxiliar na prevenção da evolução em alguns casos de eventuais processos degenerativos de tecidos lesados. Saúde- Qual a quantidade a ser ingerida diariamente para repor as perdas naturais a partir da menopausa? GC - Esse assunto sobre dosagens é ainda muito complexo, sem dosagens específicas determinadas, porém, atualmente, parte da bibliografia disponível sugere a utilização de 10 g de peptídeos de colágeno bioativo.

necer a quantidade diária necessária? GC - A alimentação é uma das principais fontes de colágeno. Incluir carnes vermelhas, frango, peixes, ovos, vegetais verde-escuros, além de sementes da família das leguminosas, como feijão, grão-de-bico e lentilha, já é um ótimo começo para a renovação dessa substância, mas nem sempre é o praticado pelas pessoas. Por outro lado, embora o colágeno seja produzido naturalmente pelo organismo desde o nascimento, ao longo da vida o corpo sofre uma perda gradual desse componente, sendo necessário, muitas vezes, o consumo de um suplemento para alcançar a quantidade ideal diária de colágeno. Saúde - O colágeno hidrolisado é o indicado para repor as perdas após a menopausa? GC - Os trabalhos científicos têm disponibilizado dados referentes à utilização de nutrientes do tipo peptídeos de colágeno bioativos em algumas situações podendo ser considerados suplemento.

O colágeno pode ser consumido diariamente por períodos variados, conforme a orientação

Saúde - Existem alimentos que possam for-

Personal Fitness Club Musculação ou treino funcional? Correr atrás da boa forma física virou moda. Para alguns essa prática vai além e acabou se transformando em um novo estilo de vida. Até aí tudo bem, mas tem muita gente que não sabe diferenciar musculação de um treino específico. Para começar, de maneira geral, o treinamento tradicional visa trabalhar uma capacidade física específica. Há quem faça musculação para melhorar a força e resistência muscular, corra para melhorar a aptidão cardiorrespiratória e faça alongamento para melhorar a flexibilidade. Quem pratica musculação sabe que são feitos mais exercícios locais, já o treinamento funcional foca um trabalho geral. Os exercícios envolvem vários grupos musculares e acabam trazendo benefícios para força, aptidão cardiorrespiratória e flexibilidade, simultaneamente. Quem pretende emagrecer,

melhorar força muscular, flexibilidade e aptidão cardiorrespiratória pode optar pelo treino funcional. Mas é bom estar muito bem orientado por um profissional qualificado que vai prescrever os treinos considerando a realidade de cada um para minimizar os riscos. Daí, é fácil concluir que o treinamento funcional não é para todos, há casos que o praticante, por mais que queira, não pode iniciar com o funcional e terá que passar pelo treinamento convencional primeiro. Quem deseja melhorar força, resistência ou hipertrofia muscular pode procurar a musculação. Recomendada para qualquer iniciante, principalmente para pessoas avançadas, que focam em hipertrofia, pois o treinamento funcional tem limitações quanto a incrementos de sobrecargas, além de aumentar o risco de acidentes. A combinação entre treino

funcional e musculação é uma boa saída. O treinamento funcional é mais motivante para algumas pessoas, mas todos também precisam trabalhar algum músculo específico isolado e a musculação faz isso de forma mais eficiente e com menos risco, principalmente se for em combinar os treinos máquinas guiadas. A combinação entre treino funcional e musculação vai depender de onde e com quem será esse treino. Treinar com um personal é importante. Isso porque o praticante será assistido de forma individual e o profissional estará atento para fazer ajustes necessários, fazer progressão desses exercícios e ainda dar o suporte em casos de desequilíbrio. Além de tudo, ele vai poder avaliar e prescrever melhor de acordo com o gosto do praticante, pois não é todo mundo que gosta do treinamento funcional.

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www.personalfitnessclub.com.br


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Massagens

para aliviar o estresse O estresse pode levar à pressão alta, obesidade, doenças cardíacas, ansiedade, depressão. Que tal se livrar dele?

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correria do dia moderno é o caminho mais rápido e fácil para deixar uma pessoa estressada. Com o acúmulo de deveres, responsabilidades e funções acaba faltando tempo para relaxar e aproveitar os poucos momentos de lazer. A massoterapeuta Regina Santos dá as dicas para acabar com o estresse. Massagem relaxante: é feita no corpo todo, dos pés a cabeça. “Como o estresse causa tensão muscular, podemos

dar uma atenção maior nas regiões do trapézio, pescoço e ombros, que são geralmente os músculos mais atingidos”, explica a massoterapeuta. O indicado é que seja feita uma sessão por semana. Reflexologia: A reflexologia dos pés é uma técnica de massagem que utiliza a pressão em determinados pontos dos pés, aos quais correspondem regiões e órgãos do corpo humano. De acordo com o grau de desconforto experimentado nos pontos trabalhados, é

possível perceber quais partes do corpo registram desequilíbrio. Tem como principal objetivo atuar na prevenção e no auxílio ao tratamento de disfunções do corpo, por meio da pressão nas zonas reflexas dos pés. É utilizada também para reequilibrar o corpo, reduzir tensões, atingir o relaxamento, melhorar a circulação sanguínea e dissolver os cristais de cálcio e ácido úrico depositados nos pés. Shiatsu: Técnica oriental milenar que utiliza os dedos e

A massagem pode ajudar a relaxar e a encontrar o equilíbrio perdido no estresse diário

a palma das mãos para fazer pressão sobre a pele, atingindo os pontos trabalhados na acupuntura. Tem como benefícios relaxamento, energização, liberação dos pontos de tensão muscular e melhora da função dos órgãos internos. Candle massage: A massagem é feita a partir das velas, que são aquecidas até entrarem em estado líquido. Em seguida, os produtos são regados pelo corpo junto com manobras de massagem

com deslizamento e compressões, que auxiliam na absorção. Neste tratamento, a vela cosmética é sempre usada em uma temperatura em torno de 38ºC a 39°C, o que torna a técnica agradável e prazerosa em qualquer época do ano. A massagem faz uso de velas cosméticas especiais, atóxicas e próprias para esse fim, formuladas a partir de substâncias emolientes e nutriti-

vas, como a vitamina E, por exemplo. Óleos essenciais de capim-limão, eucalipto, lavanda e várias outras essências também estão presentes na mistura, ajudando no processo de relaxamento junto ao aquecimento do corpo.


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Carne vermelha

ajuda a melhorar a disposição

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limento referência quando o assunto é vitamina B12, importante fonte de energia, a carne vermelha pode ser uma boa opção para renovar a vitalidade e para enfrentar com tranquilidade as agitadas tarefas diárias. Além disso, por proporcionar energia ao metabolismo, pode ser uma aliada da disposição na hora dos exercícios físicos. Quando comparada às outras fontes de B12 (alimentos de origem animal, como frango, peixes, ovos e produtos lácteos), a carne vermelha se destaca por oferecer maior quantidade dessa vitamina. Em média, uma porção de carne vermelha contribui com seis vezes mais vitamina B12 do que o frango e três vezes mais do que as carnes suínas. Em comparação a ovos, leites e queijos, a quantidade também é superior. “A vitamina B12 é essencial para a formação de novas células e incluir a carne vermelha na alimentação ajuda a suprir as necessidades desse nutriente, garantindo mais disposição”, ressalta a nutricionista Cynthia Antonaccio. A dose ideal de B12 é de 2 microgramas (mcg) por dia

para adulto. Uma porção de carne vermelha fornece mais da metade dessa quantidade. A nutricionista Cynthia ainda complementa: “Além dos benefícios que a carne traz como fonte de vitamina, o consumo de uma porção diária é recomendado como parte de uma alimentação saudável pela Pirâmide Alimentar Brasileira”. E como recomendação, a especialista finaliza: “a carne, associada a vegetais e cereais, equilibra a refeição, tornando-a mais saborosa e nutritiva. Entretanto, para que aconteça essa entrega, o alimento tem que ter passado por um rigoroso controle de qualidade. Temos bons motivos para inseri-la na alimentação, pois pode fazer a diferença na disposição para as atividades diárias e também na hora da malhação”.

Em média, uma porção de carne vermelha contribui com mais vitamina B12 do que o frango e as carnes suínas

A carne, associada a vegetais e cereais, equilibra a refeição

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