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Saúde - 29 de junho de 2014

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Caderno F

MANAUS, DOMINGO, 29 DE JUNHO DE 2014

DIVULGAÇÃO

Saúde

e bem-estar

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Gravidez e álcool não combinam Saúde e bem-estar F4

O dilema da hora certa para constituir família Ao contrário de tempos antigos, quando as mulheres tinham filhos cedo, hoje elas adiam cada vez mais a hora MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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á não é novidade para ninguém que as mulheres estão optando por ter, primeiro, estudo, estabilidade financeira e uma carreira. Em consequência disso, tornar-se mãe também acontece um pouco mais tarde. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Levantamento Estatísticas do Registro Civil, divulgado em dezembro passado, mostra um número crescente de nascimentos para mães de 25 a 29 anos. Além disso, o número de mães em idade mais avançada também aumentou no país. A faixa de mães entre os 30

e 34 anos somavam 14,4% em 2002. Já em 2012, o número aumentou para 19%. Esse fenômeno está ligado à inserção da mulher no mercado de trabalho e ao maior acesso ao estudo nos últimos anos. Além disso, entre 2003 e 2012 o número de mulheres que engravidou entre 40 e 44 anos passou de 53.016 para 62.371, um aumento de 17,6% de acordo com levantamento do IBGE, o que para muitos especialistas é um processo irreversível, visto que são mudanças sociais que acontecem em todo o mundo. Ou seja, segundo o instituto, o grupo de mães em idade mais

avançada também aumenta no país. Em um recorte regional, os dados revelam que a gravidez tardia é ainda mais frequente no Sudeste (21,4%) e no Sul do país (20,7%). Casada há quase sete anos, a empresária gaúcha Juliana Ramanzini está planejando o primeiro filho para o final deste ano. Ela diz que a decisão de ter um filho veio agora, prestes a completar 37 anos, porque queria ter estabilidade financeira. “O Rio de Janeiro é uma cidade muito cara. Tem que pensar em toda a logística, ainda mais que a minha família está toda no Sul.

Bem, a estabilidade ainda não veio, mas veio a idade. Vou fazer 37. Então, parei de racionalizar e vou seguir o coração”, revela. Em conversa com o marido, Davi, o casal decidiu deixar para lá a “paranoia” de esperar a hora certa. “Pode ser que nunca venha a hora certa. Então, resolvemos seguir o coração. Só não comecei a tentar ainda porque comecei com a loja e estou fazendo os exames. Mas, se a idade não pesasse, talvez eu esperasse um pouco mais. É difícil essa pressão da idade, da saúde”, destaca a gaúcha. Os riscos de uma gravidez após os 35 anos aumentam. A principal preocupação dos médicos e futuras mamães é quanto ao risco mais elevado de gerar um bebê com problemas cromossômicos. As chances de isso ocorrer aumentam a cada ano

que passa na vida fértil de uma mulher. É bom lembrar, contudo, que a maioria das mulheres desse grupo têm gestações normais e bebês saudáveis. Isso porque não é só a idade que conta, mas também a saúde em geral da mulher antes de engravidar – o que é uma ótima notícia, já que se trata de algo que é possível controlar. Além disso, já se sabe que mulheres mais velhas apresentam maior probabilidade de ter ou desenvolver certas complicações durante a gravidez, como diabete gestacional, pressão alta, pré-eclâmpsia e placenta prévia (baixo posicionamento da placenta no útero). Essas condições podem ter consequências sérias para a gestação e devem ser monitoradas bem de perto. Por isso é comum que gestantes com mais de 35 anos tenham intervalos

menores entre as consultas com o obstetra. No entanto, não é só a saúde que pesa nessas horas. Dar conforto e tudo o que uma criança precisa também pesa na hora de planejar a família. Juliana diz que se sente preparada, mas que o tamanho da casa e outras despesas também contam. “Preparada eu me sinto. Não tenho nenhum receio. Pensamos em ir para um apartamento maior, mas a loucura dos aluguéis da Zona Sul do Rio pode nos fazer mudar para outra região da cidade. Eu queria poder ir para uma cidade menor, mais tranquila, mais segura... Mas, é o que temos para hoje. Fora que o Rio é surreal. Uma creche custa uma faculdade. É bizarro”, finaliza.


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Saúde

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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com

Historicidade da deontologia médica Na tese de doutorado do professor Derrien, defendida na Universidade de Paris, em 1955, intitulada “A ética médica”, firmou relações conceituais da ética médica voltada ao benefício do homem e da mulher. O entendimento do eminente professor, ligado à virtude kantiana, as práticas médicas obrigatoriamente estariam atadas ao “bem”, ao “bom”, estreitando os vínculos das ações médicas, de modo geral, ao controle da dor e adiando os limites da vida. Dessa forma, é inadmissível pensar a Medicina como especialidade social para provocar a dor ou a morte. Essa vertente ligando a ética médica aos resultados entendidos como “boas práticas”, gerando bem-estar ao doente, está presente na maior parte das abordagens teóricas referenciais. Nesse sentido, é possível resgatar relações do conhecimento historicamente acumulado

que ligam a ética médica à boa prática, entendidos pelo senso comum como bons resultados atados às ações que sempre devem trazer melhorias à vida pessoal e coletiva. Esse conjunto normativo entre ética e moral culminou, na Grécia, com o aparecimento do conceito de deontologia (do gr. déontos, “o que é obrigatório, necessário” + logia), que evoluiu para “o estudo dos princípios, fundamentos e sistemas de moral”. A palavra deontologia ligada à prática médica, em torno da ética e da moral, apareceu pela primeira vez, em 1845, no Congresso Médico de Paris, no trabalho do médico M. Simon intitulado “Deontologia médica ou dever e direitos dos médicos no estado atual da civilização”. De modo geral, os códigos de deontologia médica comportam três fundamentos estruturantes: respeito à vida e dignidade do doente; liberdade

do médico para exercer a profissão, doente deve manter a liberdade de escolher o médico para dirigir o tratamento. Essa plena liberdade dos médicos e dos doentes, aderida ao conjunto de explicações por meio dos “termos de consentimentos livres e esclarecidos”, devem ser entregues aos doentes, para maior conhecimento da doença e tratamento proposto; - O médico é responsável pelos seus atos entendidos como valores de competência amparada na ciência. Algumas das maiores dificuldades conceituais da deontologia médica têm sido estabelecer parâmetros para separar a má prática dos maus resultados, muitos secundários aos incontáveis vetores de incertezas e variáveis que regem o funcionamento do corpo. Sob essa ótima, os conceitos e julgamentos das más práticas e maus resultados variam nos tempos e nas sociedades.

João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França

A palavra deontologia ligada à prática médica, em torno da ética e da moral, apareceu primeiro em 1845, no Congresso Médico de Paris”

Humberto Figliuolo

Chá-verde pode fazer milagres pelos mais idosos Adultos idosos que bebem chá-verde regularmente podem ficar mais ágeis e independentes do que seus contemporâneos com o passar do tempo, segundo um estudo japonês realizado com milhares de pessoas. O chá-verde contém químicos antioxidantes que ajudam a evitar os danos celulares que podem provocar doenças. Os pesquisadores estudaram o efeito do chá-verde em tudo, do colesterol ao risco de certos cânceres. Pelo novo estudo, os pesquisadores decidiram examinar se bebedores de chá-verde têm um menor risco de fragilidade e incapacidade conforme envelhecem. E descobriram que os que beberam mais chá-verde eram os menos propensos a desenvolver “incapacidade funcional”, ou problemas com atividades diárias e necessidades básicas, como se vestir ou tomar banho.

hfigliuolo@hotmail.com

Saúde e saneamento Usa-se o Estado como meio; o fim é o ser humano, a base é o povo, o objetivo é a plena realização do Homem como indivíduo e como ser social. O Brasil ocupa a 8ª colocação entre as maiores economias do mundo moderno. Na realidade, tais estatísticas estão mais relacionados à produção industrial. Entretanto, ao contrário do que acontece em outras nações desenvolvidas, o povo brasileiro não foi contemplado em matéria de oferta de qualidade de vida aos seus cidadãos. O crescimento desordenado acumulou uma dívida social, e os cidadãos que produzem a riqueza pouco recebem em troca. É preciso que o povo venha sentir feliz e seguro, com seu salário digno pela força do seu trabalho. Hoje não podemos ignorar uma qualidade de vida e cidadania sem uma boa alimentação, habitação, saúde, educação, saneamento sanitário, transporte coletivo, emprego, segurança, liberdade e participação. A falta de confiança nas instituições e no desempenho dos políticos e das elites dirigentes gerou um gravíssimo clima de antagonismos nos segmento sociais que não se harmonizam. Oitenta milhões de brasilei-

ros encontra em “estado de pobreza”, isto é, indigência, vivendo de programas de assistência governamentais, e dependem praticamente da caridade pública ou volta-se para atividades marginais. Precisamos urgentemente criar frentes de trabalho. Os padrões mais criticáveis encontrassem na área da política social, ineficaz e nesta, muito acentuadamente na área de saúde e saneamento. As deficiências no investimento nesses setores tem ocasionado o ressurgimento de doenças e endemias anteriormente controladas, atingindo duramente as populações mais carentes. É evidente que a otimização do impacto das intervenções em saneamentos sobre a saúde da população está também condicionada a transformações estruturais e institucionais. Há um crônico distanciamento entre as políticas de saneamento e de saúde no Brasil. A falta de prioridade para o exercício da medicina preventiva, na saúde pública e higiene, pressiona desnecessariamente o setor que tem sido mais aquinhoado, o da medicina curativa (hospitalar). As estatísticas parecem indicar, ainda assim, deficiências da ordem de milhões de leitos hospitalares, em todo

o país destacadamente nas áreas metropolitanas. Outro aspecto que destacamos é a necessidade de mudar a rotina do funcionamento comum dos serviços de saúde, que passarão da atitude passiva de esperar pelo doente, nem sempre resolvendo o seu problema para uma ação ativa com o intuito de antecipar-se a ele, interrompendo o curso do processo que leva à doença. O Ministério da Saúde prioriza a saúde da família como a principal estratégia para a reorganização da atenção básica. Uma dos principais desafios da saúde da família é a necessidade de avançar na integridade e na resolutividade da atenção. Neste sentido, a participação popular deve ser o espírito norteador das soluções e dos problemas. A falta de democratização das informações não permite a participação da população na manutenção e no desenvolvimento das conquistas. Tem sido frequente a denuncia sobre o descompasso entre as ações de saúde e as ambientais e, mais politicamente, entre as ações de saúde e de saneamento. Finalizando, acreditamos em mudanças conectadas para o controle das doenças negligenciadas, relacionados a situações da pobreza e vulnerabilidade social.

Crianças obesas têm raciocínio mais lento Humberto Figliuolo Farmacêutico

A falta de prioridade para o exercício da medicina preventiva, na saúde pública e higiene, pressiona desnecessariamente o setor”

Crianças podem ir mal na escola devido ao peso. Segundo um estudo, desenvolvido pelas universidades dos Estados de Michigan, Georgia, Illinois, Texas e a faculdade Waseda, do Japão, crianças com excesso de gordura têm mais dificuldades em resolver problemas, além de serem mais lentas para pensar durante as aulas. Segundo o estudo, as crianças obesas são mais lentas para responder as questões, erram mais vezes e gastam ainda mais tempo para responder uma próxima pergunta quando erram a questão anterior. Segundo os especialistas, isto mostra a falta de desenvolvimento adequado do córtex pré-frontal, que comanda os pensamentos racionais, e o córtex cingulado anterior, que permite que as pessoas aprendam com os próprios erros.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br

Diagramação Kleuton Silva

Repórter Mellanie Hasimoto

Revisão Gracycleide Drumond Lorena Lima

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Saúde

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Dores nas costas? Invista na caminhada

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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á postura no trabalho, horas sentado, sedentarismo, envelhecimento cronológico, as causas podem ser várias, mas os sintomas são muito semelhantes. A dor nas costas tem sido uma aflição constante de boa parte da população e o problema atinge homens e mulheres de diferentes faixas etárias. Mas o que fazer para prevenir ou aliviar o aparecimento de dores nas costas? De acordo com o fisioterapeuta doutor Helder Montenegro, especialista em coluna vertebral e criador da técnica reconstrução músculo-articular da coluna vertebral, basta praticar caminhadas diariamente. A caminhada é uma atividade que não tem restrição de idade, não exige habilidade, não custa nada e pode ser praticada a qualquer momento do dia. “Para uma pessoa que não tem o

hábito de realizar nenhuma atividade física, apenas 30 minutos de caminhada três vezes na semana já traz benefícios tanto para a coluna, como melhora a circulação sanguínea e combate a osteoporose”,

PARA TODOS

Caminhada é uma atividade que não tem restrição de idade, não exige habilidade, pode ser praticada a qualquer momento do dia e exige apenas 30 minutos três vezes na semana indica o fisioterapeuta. Além de prevenir dores nas costas, a caminhada ajuda a combater dores nos joelhos e nas pernas. “Essa atividade ajuda a fortalecer os músculos abdominais e das costas que sustentam

a região cervical, prevenindo as lesões na região. Outro benefício é que como aumentam a flexibilidade e mobilidade das articulações, melhora a capacidade de coordenar os movimentos do corpo e, consequentemente, melhoram a postura”, aponta Montenegro. Cuidado com lesões Contudo, é importante ressaltar que, se praticada de forma incorreta, a caminhada pode contribuir para o surgimento de dores na região lombar. “Antes de iniciar a caminhada, devese realizar um alongamento por, no mínimo, 15 minutos, pois reduzem o risco de entorse articular ou lesão muscular, evitando problemas na coluna. Lembrando que, durante a prática da caminhada é preciso evitar passadas longas e pisadas muito fortes porque há o risco de queda e torções”, alerta o especialista.

Dicas para caminhar corretamente • Evite caminhar com pesos nas pernas, pois podem lesionar a coluna; • Opte por um sapato confortável, neste caso o tênis, pois ajudam a amortecer o impacto da pisada no chão; • Mova os quadris de forma natural, pois o movimento lateral, como se estivesse rebolando, pode ocasionar dores nas costas; • Não inicie o exercício apostando em grandes distâncias. O ideal é começar com caminhadas de 30 minutos, três vezes por semana, em terrenos plenos; • Mantenha-se hidratado. A ingestão de água evita o aparecimento das câimbras durante a prática; • Não caminhe em jejum. Faça refeições leves ou, se preferir, como frutas, fibras ou derivados do leite, pois ajudam a evitar tonturas.

O número de pessoas que apresenta dores nas costas cresce a cada dia, uma boa maneira de reduzir o incômodo é com uma atividade física

Coisa de Mulher weralima@yahoo.com.br

Aproveitando as oportunidades Deixei para fazer essa coluna na última hora e o tempo me surpreendeu em um estado de espírito meio para baixo. Estou triste e, portanto, só saberei traduzir em palavras o que enche meu coração: uma certa melancolia pela brevidade do nosso tempo aqui. É certo que muitas pessoas atualmente ultrapassam a barreira dos 100 anos. A expectativa de vida aumentou e os idosos de ontem são cidadãos de meia idade de hoje. Mas o tempo é breve a despeito de quantos anos você viva, porque não é o tempo corrido no calendário que conta e sim a forma como vivemos a vida e encaramos os fatos. Há quem viva muito em pouco tempo e quem viva muito

sem viver nada. Nem sei se me fiz entender, mas posso tentar explicar. Algumas pessoas passam por essa vida com pressa de viver intensamente tudo que têm direito. Amam com paixão, beijam com sofreguidão, declaram amor até a quem não merece, sofrem quando têm que sofrer, choram sem vergonha das lágrimas que deslizam pela face e riem de maneira escancarada quando estão felizes. Moderação é palavra esquecida no dicionário do cotidiano. Para que impor amarras se a vida é breve? Admiro essas pessoas, talvez porque eu mesma me policie em demasia quando meu íntimo grita continuamente por mais liberdade. Gostaria

de ser mais intensa em tudo, principalmente no amor, mas reconheço que o medo muitas vezes limita minhas ações. Para quê impor limites, não sei, mas imponho. Afinal, ninguém é perfeito. No entanto, em alguns momentos da vida ouso parar para uma ou outra reflexão sobre essa brevidade que nos ameaça constantemente de não ver o dia de amanhã. Vivemos - e quando coloco dessa forma me incluo totalmente - de uma maneira equivocada, como se o amanhã fosse uma certeza eterna. Dormimos e acordamos como se essa dádiva da vida fosse para sempre. Mas não é. E fatos da vida e do cotidiano nos surpreendem e nos mostram que estamos aqui apenas de

Vera Lima Editora do Saúde

passagem, com tempo certo para ir embora. Para onde é uma outra questão que não vale a pena abordar aqui. Quando nos deparamos com fatos que nos mostram que não somos eternos, a tendência - pelo menos a minha - é repensar nosso modo de vida e comportamento. Quantas vezes saímos de casa ou nos despedimos de nossos entes queridos sem um gesto de carinho? Como se tivessémos sempre a certeza que nos encontraremos novamente e que a oportunidade do carinho estará sempre ali, à nossa disposição. Pode ser que sim, mas pode ser que não. A fatalidade da separação imprevista pode surgir e lá se foi a oportunidade que a vida nos concede

de fazer o melhor hoje, agora, porque o amanhã é uma incógnita. Oportunidades devem ser aproveitadas. Ouse, enfrente desafios, faça mudanças, declare seu amor, faça carinho, abrace, beije, brigue, chore, ria, ame, mas viva o dia de hoje como se ele fosse único, porque na verdade ele é. Ainda que você viva 100 anos, o dia de hoje não se repetirá, as oportunidades talvez voltem, mas nunca da mesma forma e do mesmo jeito, talvez nem voltem para as mesmas pessoas. Desculpem a tristeza das linhas, mas a minha reflexão não podereia ser diferente no momento em que percebo que muitas oportunidades de minha vida não voltarão.

Ouse, enfrente desafios, faça mudanças, declare seu amor, faça carinho, abrace, beije, brigue, chore, ria, mas viva seu dia como se ele fosse o último


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Tolerância zero ao A exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica pode acarretar problemas graves ao bebê, ou surgir tardiamente

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Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) apresenta diversas manifestações, desde alterações comportamentais até malformações congênitas neurológicas, cardíacas e renais. Contabiliza, no mundo, de um a três casos por mil nascidos vivos. No Brasil, não há dados oficiais do que ocorre de norte a sul sobre este tipo de dano. Entretanto, é importante ressaltar que o melhor caminho é a prevenção. Não

há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica, conforme alerta Conceição Aparecida de Mattos Segre, coordenadora do Grupo de Prevenção dos Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Quais as características da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF)? A SAF completa apresenta uma tríade básica de alterações: um padrão típico de dismorfias faciais (fissura palpebral pequena, ptose palpebral, hemiface achatada, nariz antevertido, filtro nasal liso, lábio superior fino), que se associa à restrição de crescimento pré e/ou pós-natal e evidências de alterações estruturais e/ou funcionais do SNC (microcefalia, agenesia do corpo caloso e hipoplasia cerebelar, além de outros sinais neurológicos) e retardo mental. Existe, ainda, a possibilidade de defeitos congênitos cardíacos, deformidades do esqueleto e dos membros, anomalias anatômicas renais, alterações oftalmológicas, perda da audição e fenda labial ou do palato. É preciso salientar que para caso de SAF completa há dez casos de síndrome parcial ou incompleta, conhecida como espectro dos efeitos do álcool no feto (Fasd, na sigla em inglês).

Como os pediatras e os ginecologistas podem atuar juntos no combate à SAF? Primeiramente, tomando consciência do problema. Promovendo educação das gestantes, puérperas e mães em geral, divulgando o tema em congressos médicos, produzindo e distribuindo material em eventos científicos, promovendo cursos, jornadas de capacitação para reconhecimento e condutas nestes casos voltados para equipes multidisciplinares. E, principalmente, não desistir.

As alterações da SAF são reversíveis? Não. Uma vez que o feto seja acometido, as lesões são para toda a vida. Não há tratamento curativo, apenas de suporte.

Não se conhece até o momento nenhum nível de ingestão de álcool abaixo do qual o feto estará protegido


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álcool na gravidez A abstenção de álcool e uma alimentação regrada com frutas e legumes, só tende a beneficiar a mãe e o feto

Quais os problemas que o consumo de álcool durante a amamentação pode acarretar ao lactente? Alguns pontos devem ser salientados: o álcool não é galactagogo, mas ao contrário, provoca ligeira redução da produção de leite e, quando consumido pela mulher, é transferido para o leite por difusão passiva em 30 a 60 minutos após a ingestão. Provoca, no recém-nascido, sonolência ou irritabilidade, transpiração excessiva, fraqueza, ganho anormal de peso e diminuição do crescimento linear.

As crianças acometidas apresentam déficit de aprendizado e de cognição? Sim, crianças com SAF completa ou parcial podem apresentar: diminuição da capacidade de execução de tarefas, dificuldades de aprendizado, principalmente de matemática, déficit de recepção e expressão da linguagem e alterações comportamentais (personalidade difícil, labilidade emocional, disfunção motora, pobre desempenho escolar e má interação social. Com frequência, na adolescência, apresentam problemas com a lei (delinquência) e abuso de álcool e drogas.

Há números sobre incidência desta síndrome em nossa população? Não há nenhum estudo populacional no Brasil relatando a incidência de SAF em nosso meio. Há apenas estudos pontuais.

Como tratar a dependência alcoólica na gestação? O tratamento da dependência alcoólica durante a gestação é bastante complexo e exige atenção multiprofissional. Contudo, cabe ao obstetra um papel chave, identificando as gestantes alcoolistas, promovendo intervenções motivacionais breves, atuando na educação da paciente e encaminhando para centros de referência para tratamento de dependentes.

Existe alguma tolerância para ingestão de bebidas alcoólicas durante a gestação? Não. Não se conhece até o momento nenhum nível de ingestão de álcool abaixo do qual o feto estará protegido. Para o consumo de álcool durante a gravidez, ou para mulheres que desejem engravidar, a tolerância é zero.

Qual a população de gestantes com risco elevado de dar à luz a uma criança com SAF?

Constituem fatores de risco para as gestantes que consumirem álcool e, portanto, terem filhos com SAF: gravidez na adolescência, baixo nível de escolaridade, baixo nível socioeconômico, cohabitação com alcoolistas, uso de fumo e de drogas ilícitas, gestação não planejada, ausência de pré-natal.

O risco de SAF é dose e/ou tempo dependente de consumo de álcool pela mãe durante a gestação? Embora não se saiba exatamente qual é a dose de álcool que poderia causar dano fetal, evidências recentes sugerem que mesmo uma dose por semana pode estar associada a acometimento fetal. Alguns fatores, porém, devem ser considerados como de maior risco para lesão fetal: ingestão de grandes volumes de bebida alcoólica de uma só vez (conhecido na literatura internacional como “binge drinking”), o grau de dependência e gravidez prévia com filho anterior portador de SAF. Pesquisa recente, por meio de regressão logística, identificou que beber no primeiro trimestre da gestação elevou a possibilidade do feto ser atingido e apresentar Fasd, em comparação aos fetos de mães não alcoolistas, em cerca de 12 vezes; beber no segundo e no terceiro trimestres, em 61 vezes; beber durante toda a gestação, em 65 vezes.


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Como evitar a arteriosclerose A facilidade de comer na rua, a rapidez dos fast foods e alguns hábitos alimentares errados podem ser danosos

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eijoada, macarronada coberta de molhos gordurosos, lazanhas, pizzas, sorvetes, doces. Você costuma atentar aos ingredientes que coloca no prato todos os dias? Se a resposta for negativa, é bom começar a ficar mais atenta ao que ingere. Uma má alimentação pode agravar no acúmulo de gordura nas paredes das artérias que, provocando o seu entupimento e, por consequência, provocam a arteriosclerose.

Uma má alimentação pode agravar no acúmulo de gordura nas paredes das artérias e provocar entupimento

Segundo o angiologista Ary Elwing, especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser, a doença pode afetar qualquer artéria do nosso organismo. “As mais comuns são a artéria aorta, que é o principal vaso do corpo humano, as artérias coronárias, responsáveis pela irrigação do coração, artérias

A doença pode afetar qualquer artéria do nosso organismo. As mais comuns são a artéria aorta, que é o principal vaso do corpo humano, as artérias coronárias, responsáveis pela irrigação do coração

gue para o coração. Dessa forma, pode agravar na morte de uma parte ou de todo o órgão, agravando no infarto do miocárdio”, explica o angiologista. Todavia, o bloqueio sanguíneo para outros tecidos do corpo, pode resultar em mortes ou danos dos mesmos, agravando na incidência de derrame e até mesmo ataque cardíaco. “O histórico familiar, pessoas com diabetes, hipertensos e tabagistas são mais suscetíveis a terem a doença. Infelizmente, a arteriosclerose se apresenta de forma silenciosa. Somente quando o fluxo sanguíneo está reduzido em determinada região do corpo é que pode provocar dores no coração”, alerta o doutor Elwing.

cerebrais e as artérias periféricas, que mandam sangue para os membros inferiores e superiores”, descreve. Mas não é apenas o acúmulo de gordura que acomete as artérias, o depósito de cálcio e outros elementos nas mesmas provoca o entupimento arterial. “Com essa obstrução da artéria, reduz a passagem de san-

E a prevenção? De acordo com o especialista, essa doença é mais corriqueira entre o público masculino e idoso com faixa etária entre 50 e 70 anos. “Entre as mulheres a ocorrência é em menores proporções em decorrência de sua composição hormonal. Porém, isso não significa que elas não corram riscos”, salienta o angiologista.

ENTUPIMENTO

Para prevenir o entupimento

• Evite o tabagismo, pois ele aumenta as chances de formação de coágulos nas artérias contribuindo para a incidência de arteriosclerose; • Realize atividades físicas diariamente, pois impedem a formação de placas de gordura nas veias e beneficiam a pressão arterial. O ideal é realizar, no mínimo, 30 minutos de exercícios todos os dias; • Evite alimentos industrializados, pois são ricos em sal e gorduras saturadas,sendo que ambos contribuem para o aumento do colesterol no sangue e, dessa forma, favorece o aparecimento de gorduras nas veias; • Limite a quantidade de bebidas alcoólicas, já que elas aumentam os riscos de doenças vasculares. Isso porque elas elevam a gordura no sangue e agrava no aumento da pressão sanguínea; • Consuma alimentos ricos em ômega 3, pois beneficiam a saúde do coração e são ricos em gorduras boas.


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Vasinhos nas pernas:

como prevenir e tratar Os teleangectasias, conhecido pelas mulheres como vasinhos, atingem 80% do público feminino e maior incômodo é estético

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ue mulher não ficaria feliz de ver suas pernas lisinhas e poder exibi-las em um short ou saia sem a preocupação de esconder os incômodos vasinhos com uma base? Pois é, o fato é que eles não se restringem às pernas e podem aparecer em outras partes do corpo, para desespero da maioria feminina. O seu surgimento está associado a problemas na circulação venosa, além disso, ele pode ser desencadeado pelo sedentarismo, gravidez, predisposição genética e obesidade. A boa notícia é que os vasinhos podem ser tratados. “Os teleangiectasias costumam aparecer em diferentes locais do corpo: face, colo, seios, abdômen, costas, pernas e pés. Eles não interferem na circulação sanguínea e também não causam problemas mais sérios de saúde. O principal desconforto é mesmo estético”, afirma o doutor Fernando Bacalhau, cirurgião vascular.

Apesar da questão estética, boa parte das mulheres convive com os vasinhos, afinal, eles são indolores

Segundo ele, boa parte das mulheres convive com os vasinhos, afinal, eles são indolores. Mas em alguns, eles podem apresentar sintomas, o que merece uma investigação. “Nos casos esporádicos, os teleangectasias podem apresentar ondulações azuladas nos tornozelos e pés, pequenas veias podem se romper provocando um sangramento ou até mesmo feridas. Se isso acontecer, procure o médico para que seja feito um diagnóstico”, explica o especialista. Microvarizes ou teleangiectasias? Segundo o cirurgião Fernando Bacalhau, muitas pessoas confunde teleangiectasias com as microvarizes. Mas existe uma grande diferença entre eles. “As microvarizes são pequenos vasos dilatados, tortuosos que medem de 2 e 5 mm. Na maioria das vezes está associada a varizes e aos vasinhos. Já a teleangiectasias são dilatações de capilares, artérias ou veias menores do que 2 mm de calibre. Eles são conhecidos como “aranhas vasculares”, pelos vasos serem muito fino e fazer uma ramificação. Tratamentos Os teleangiectasias podem ser tratados com uma técnica chamada escleroterapia. “O tratamento consiste num líquido que é injetado dentro dos vasinhos causando a destruição da camada mais interna, impedindo que o sangue circule pelos vasos. Lembrando que a técnica é minimamente invasiva”, ressalta o especialista. A escleroterapia é realizada pelo cirurgião vascular, que é o profissional mais indicado para dizer quais vasinhos devem ser tratados por esse método. Cada paciente irá reagir de uma maneira, várias aplicações podem ser feitas. Na maioria dos casos, a escleroterapia elimina 50 a 80% dos vasinhos após algumas sessões. Para os vasinhos de calibre maior e coloração azulada é necessário um tratamento cirúrgico. Para um melhor resultado, essas veias precisam ser removidas antes da escleroterapia. O problema também pode ser tratado com laser. Porém, dependendo do caso, o laser pode causar mais dor e também manchas na pele. Atualmente, o laser fica reservado para um tipo específico de vasinho. Se você está incomodada com a presença dos vasinhos, consulte um cirurgião vascular para iniciar um tratamento.

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Os exercícios devem ser feitos com um acompanhamento

Faça os exercícios certos e evite dor Seja para emagrecer ou para definir a musculatura, muitos recorrem às academias para praticar musculação. De fato, praticando os exercícios de peso e com regularidade é possível adquirir um corpo invejável por homens e mulheres. Mas você sabia que quando os exercícios são praticados em posição inadequada pode causar dores nas costas? O médico neurocirurgião Paulo Porto de Melo (CRM 94.048), formado pela Unifesp e Colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint Louis (Missouri- EUA), introdutor e pioneiro da neurocirurgia robótica no Brasil, explica que qualquer deslize nos exercícios de força pode agravar no acometimento de lesões nas costas. “Essas lesões podem evoluir para os denominados abaulamentos discais, que é uma consequência da dege-

neração dos discos intervertebrais da coluna”. Efeitos na coluna A princípio o praticante pode sentir leves dores na região lombar, que podem se irradiar para outras partes do corpo como braços e pernas. “Nos programas de treinos é comum que os praticantes realizam movimentos repetitivos com excesso de peso. Contudo, se a atividade for exercida erroneamente, pode causar um desgaste das cartilagens da coluna vertebral, levando a problemas como hérnias de disco e modificações nas curvaturas normais das costas”, descreve Melo. Alinhamento Outro problema é que a prática incorreta dos movimentos de flexão e de torção da coluna podem evolucionar para espondilolisteses, que é quando acontece um deslizamento de determinada vértebra sobre

outra. “Todos os exercícios devem ser realizados com a coluna vertebral em alinhamento para evitar as lesões. É importante que o treino seja acompanhado por um professor ou preparador físico para que ele indique a melhor forma de praticá-lo, sugere o neurocirurgião. Não ignore a dor! É importante ressaltar que o aparecimento de dores na região lombar após a prática de atividades físicas não deve ser ignorado, pois é um sinal de que algo não vai bem na coluna. “Muitas vezes as lesões se agravam pela falta de diagnóstico precoce e devido tratamento. Se a dor permanecer por mais de três meses o ideal é buscar um especialista e evitar a automedicação, pois elas atuam apenas diminuindo a intensidade das dores e não trata o problema devidamen-

te”, alerta Paulo. Procedimento Existem diversas técnicas minimamente invasivas para o tratamento das dores nas costas. Contudo, o procedimento será recomendado de acordo com o grau da lesão. “O tratamento deve iniciar o quanto antes para evitar danos maiores na coluna vertebral”, finaliza Melo.

SERVIÇO SUA MELHOR ACADEMIA Local: Rua Acre, 66, Nossa Senhora das Graças Informações: 3584-0317 e 3584-2115

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MANAUS, DOMINGO, 29 DE JUNHO DE 2014

Congelamento de óvulos e seus benefícios Quem deseja ter filhos e precisa recorrer aos tratamentos artificiais deve conhecer um pouco mais sobre o procedimento

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ulheres que pretendem engravidar precisam ficar atentas ao seu relógio biológico. Cientificamente comprovado, é entre 25 e 30 anos o tempo mais propício para uma gravidez saudável, embora hoje as mulheres estendam esse prazo e muitas tenham optado por ter filhos em um período mais tardio, quando já estão com a vida profissional equilibrada. Entretanto, a despeito de todos os avanços científicos, é exatamente esse curto período entre os 25 e 30 anos, a fase mais favorável para engravidar, pois é o período mais fértil da mulher. Após essa faixa etária, a produção de óvulos vai diminuindo. Estudos apontam que aos 35 anos, a fertilidade feminina alcança a metade de chance apresentada aos 25 anos e, aos 40 anos, a possibilidade é a metade confirmada aos 35 anos. “Por isso, a paciente que pretende engravidar após os 30 anos pode recorrer ao congelamento de óvulos”, diz o ginecologista Joji Ueno, doutor em medicina e responsável pelo setor de histeroscopia ambulatorial do hospital Sírio-Libanês.

O processo O especialista explica que o congelamento de óvulos, também chamado de vitrificação, ocorre a partir do armazenamento das células que, no futuro, poderão ser fertilizadas em laboratório. “A técnica consiste em estimular o ovário feminino por meio de medicamentos para que haja uma produção extra de óvulos que serão ser extraídos com o manuseio de uma agulha específica guiada por ultrassonografia”, relata. Os óvulos são tratados para que possam ser congelados, sendo que podem ficar armazenados por tempo indeterminado. “Esses óvulos ficam em recipientes isolados termicamente”, acrescenta. Ao decidir engravidar, a mulher pode solicitar o descongelamento dos óvulos que, irão passar pelo processo de Fertilização In Vitro (FIV), ou seja, serão fertilizados em laboratório e, quando for confirmada a formação dos embriões, estes poderão ser depositados no útero da paciente. “Vale ressaltar que a gravidez só é confirmada após testes específicos realizados após ser feita essa transferência. Portanto, o congelamento não é garantia de

que realmente irá ter um filho”, completa o ginecologista. Estudos recentes apontam que apenas 10% dos óvulos são perdidos durante o processo de congelamento. O método foi aperfeiçoado nos últimos anos e oferece, em média, 40% de chance de a mulher engravidar. “O risco de aborto obedece à mesma orientação para a fertilização natural, ou seja, mulheres mais velhas têm risco maior”, pontua o especialista. Com relação ao risco de gestação múltipla, o médico sugere que uma forma de atenuar essa possibilidade é restringindo o número de embriões transferidos para o útero da paciente. Vantagens Segundo Ueno, além das mulheres que pretendem adiar a gravidez, o método também pode ser uma boa opção para as que serão submetidas a algum tipo de cirurgia em que parte do tecido ovariano será retirada; paciente com possibilidade de menopausa precoce ou até mulheres que terão de ser submetidas a tratamentos oncológicos, como quimioterapia ou radioterapia devido ao diagnóstico de câncer.

Congelamento de óvulos, ou vitrificação, ocorre a partir do armazenamento das células

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Saúde - 29 de junho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu