Caderno F
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
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Saúde
e bem-estar
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Bons hábitos melhoram a sua vida Saúde e bem-estar F4
Uso correto da mochila evita dores nas costas
As mochilas são projetadas para distribuir igualmente o peso da carga entre alguns dos músculos mais fortes do corpo MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
O
s pais precisam ficar atentos, já que mochilas pesadas demais podem prejudicar o desenvolvimento das crianças em idade escolar. Isso porque mochilas usadas de forma inadequada podem afetar os músculos e as
articulações e acabam levando à dor lombar, dor no pescoço e dor no ombro, bem como a problemas de postura. Por conta disso, pais e os
Dicas para mães e filhos O ortopedista Caio G. Souza, que também é professor de ortopedia da Faculdade de Medicina na Uninove, enumerou algumas dicas para ajudar a eliminar o desconforto e reduzir o risco de lesões relacionadas com mochila. “A criança deve usar sempre as duas alças de ombro para manter o peso da mochila melhor distribuído e ajustar as correias de ombro para manter a carga perto da parte posterior da coluna. Outra dica é remover ou organizar os itens mais pesados, embalando as coisas mais pesadas e carregandoas na parte mais baixa da mochila, no centro”, diz. Além disso, Souza indica dobrar os joelhos ao levantar mochilas. As mochilas, aliás, são para trabalhos escolares. “Leve apenas os itens que são necessários para o dia. Se possível, deixe os demais livros em casa ou na escola”, informa. Outra dica essencial, de acordo com o médico, é optar por utilizar uma mala
com rodinhas, ao invés da mochila nas costas. As recomendações também servem para os pais ajudarem os filhos em relação à dor nas costas relacionada com o uso da mochila. Para o médico, é importante os responsáveis incentivarem a criança ou adolescente a falar sobre dormência ou formigamento nos braços ou pernas, que podem indicar um ajuste inadequado das alças ou muito peso sendo transportado. “Se a mochila parece muito pesada para a criança, é preciso remover alguns dos livros e carregá-los nos braços para aliviar a carga nas costas”, esclarece. Outras dicas do ortopedista incluem comprar uma mochila adequada para o tamanho do seu filho, observar a criança colocar e tirar a mochila para ver e ou corrigir o seu procedimento, e incentivar a criança a deixar os livros mais pesados no armário ou na estante após o uso, pois eles não devem “morar na mochila”.
professores devem educar as crianças e os adolescentes sobre a maneira correta de usar a mochila para reduzir o risco de lesões.
Muitas vezes usadas por até 60 minutos por dia, as mochilas pesadas são apontadas como as maiores responsáveis pelas dores nas costas em crianças. Em um estudo de 2011, as estimativas de prevalência de dor lombar em crianças e adolescentes, provocada pelo uso da mochila, com idades de 9, 13 e 15 anos, respectivamente, foram de 33%, 28% e 48%. “Portanto, escolher a mochila certa e monitorar o tempo e a for-
ma de carregá-la corretamente pode fazer uma diferença significativa na prevenção de dores e de lesões ortopédicas em crianças e adolescentes”, observa o médico ortopedista Caio Gonçalves de Souza. Em um estudo de 2012, os pesquisadores avaliaram as mochilas e a saúde da coluna de cerca de 1.400 estudantes espanhóis com idades entre 12 a 17 anos. Mais de 60% deles estavam carregando mochilas com peso superior a 10% do seu peso corporal e 1 em cada 5 estava carregando uma mochila que tinha mais do que 15% do seu peso. Destes estudantes, 1 em cada 4 disse que experimentou dor nas costas
durante o ano letivo. As meninas alegaram sentir mais dor nas costas do que os meninos, e o risco aumentava com a idade (mais provavelmente devido a mais anos carregando o peso extra nas costas). “A dor nas costas, na maioria das vezes, ocorre quando o peso da mochila arrasta a crianças para trás. Você pode notar que ela tenta se inclinar para frente ou arquear as costas para manter a mochila no centro das costas. Nesta posição, os ossos da coluna vertebral, bem como os discos entre eles, podem ficar compactados, levando a uma sobrecarga muscular”, alerta Caio Souza.
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João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
joaoboscobotelho@gmail.com / www.historiadamedicina.med.br
Materialidade da doença nas teorias greco-romanas Na Grécia, no século 4 a. C., quando a doença foi abordada fora do domínio exclusivo das divindades, inaugurou a medicina na materialidade do corpo. O grande e insuperável avanço em relação à tradição anterior reside no fato de que, pela primeira vez, estava estabelecido um sistema teórico coerente, capaz de explicar a doença, a saúde, a terapêutica e o prognóstico. A teoria era simples e competente: para cada um dos quatro elementos de Empédocles (médico e filósofo do século 4 a.C.) terra, ar, água e fogo existiria um humor corpóreo, respectivamente: fleuma, bile amarela, sangue e bile preta. Como categorias teóricas, os quatro humores, a ideia revolucionária dos médicos gregos, representados por Hipócrates, ficou conhecida como Teoria dos Quatro Humores. Sob essa formidável concepção teórica, que dominou completamente as práticas da medicina até o século 18, o corpo humano seria constituído de quatro humores: sangue, fleuma, bile amarela e bile preta. O equilíbrio entre a quantidade e qualidade dos humores seria o responsável pela saúde. Ao contrário, os desequilíbrios entre eles provocaram as doenças. Como consequência imediata, esse sis-
tema teórico permitiu aos médicos explicarem a origem das doenças fora do poder de curar dos deuses e iniciar o conflito de competência entre a medicina e a religião. A epilepsia, uma entre muitas doenças entendidas como divina, foi arrancada do domínio dos deuses. Para tratar qualquer doença, bastaria forçar o equilíbrio dos humores por meio de atitudes induzidas para eliminar os líquidos e excreções corpóreos. Os métodos de tratamentos da medicina oficial passaram a utilizar a sangria e as substâncias provocadoras do vômito, da diurese, do suor e da diarreia. No século 2, o médico romano Cláudio Galeno reforçou a teoria grega ao acrescentar a relação entre o “humor” e o “temperamento”, trazendo a saúde e a doença à vida social: os humores sangue, fleuma, bile amarela e bile preta corresponderiam, respectivamente, aos temperamentos sanguíneo, fleumático, colérico e melancólico. Os sistemas teóricos interligados e dependentes de Empédocles e Hipócrates (séc. 4 a.C.) e Galeno (séc. 1 d.C), capazes de explicar a saúde, a doença e a expressão do ser nas relações sociais, mostraram-se tão adequados ao observável no cotidiano que domi-
naram as regras do diagnóstico, da terapêutica e as bases do ensino da medicina, no Ocidente, durante vinte séculos. Essas teorias alcançaram o Brasil colônia e os médicos da corte portuguesa. Durante vinte e três dias de febre e convulsão que antecederam a morte da princesa Paula Mariana, filha do primeiro imperador do Brasil, ela foi submetida às chupadas de quarenta sanguessugas, onze vesicatórios, oito cataplasmas e sete clisteres, prescritos pela equipe de dez médicos que se revezaram à cabeceira real. Para compreender a influência das teorias greco-romanas na busca da materialidade da doença, no Ocidente até o século 19, o médico viajante Carlos Von Martius, em 1844, descreveu os índios brasileiros como “fleumáticos”. Cabe ressaltar que os melhores tratamentos na Europa eram baseados nas teorias de Hipócrates e Galeno, consideradas verdades absolutas entre os médicos até a primeira metade do século 19. A busca da materialidade da doença é contínua. A medicina obteve extraordinário progresso, mas desconhece a origem de muitos cânceres, certas doenças imunomoduladas e algumas mudanças no comportamento.
João Bosco Botelho Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Os quatro humores, a idéia revolucionária dos médicos gregos, representados por Hipócrates, ficou conhecida como Teoria dos Quatro Humores”
Azeite de oliva na alimentação infantil Considerado um grande aliado na gestação, no desenvolvimento do feto e na infância, o azeite é a gordura que mais se assemelha à gordura do leite materno, tanto pela sua composição (presença de ácido oleico e linoleico) como também pela sua fácil digestão, pois reduz a acidez gástrica, tão comum na gestação. Protege a mucosa do estômago e promove melhor absorção de nutrientes como cálcio, indispensável às grávidas e aos bebês. Por esta razão é recomendado adicionar o azeite de oliva virgem à dieta do bebê após a fase de aleitamento materno, para evitar carências dos ácidos graxos oleico e linoleico, já que tem uma ação benéfica sobre o crescimento, a mineralização e o desenvolvimento dos ossos. Além disso, evita o atraso no crescimento e alterações cutâneas, hepáticas e do metabolismo.
Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com
Cadê a saúde? A sociedade amazonense encontra-se no momento mais perplexa do que deveria. Foi aberta a temporada de promessas com os programas políticos e a saúde aparece como tema principal. Cada candidato que se apresenta, seja para qualquer cargo eletivo, tem as soluções para todos os problemas que afligem a todos nós. Tudo será resolvido. Triste é pensar que entre a teoria e a prática existe uma grande distância. Pobre povo que não se surpreende mais, pois em nosso Estado se expressam profundas desigualdades socioeconômicas e culturais. Todos os candidatos irão apresentar uma soma de ideias, propostas, opções políticas e estratégias inovadoras de crescimento econômico, desenvolvimento social e superação de práticas amazônicas. Contudo, são necessários muitos passos ainda para criar um sistema de qualidade. Na saúde, temos problemas graves ainda, a exemplo do acesso às especialidades médicas, aos exames laboratoriais e as imagens. Esse é o sentimento dominante, às vésperas de uma eleição que abre caminho para o futuro e, nos permite promover a reconstrução e a limpeza ética dos partidos políticos. O Amazonas - principalmente na capital Manaus - vive grande
explosão demográfica, e a situação é praticamente irreversível, pois a capital ocupa a segunda posição no ranking das capitais brasileiras onde estão nascendo mais crianças a cada 100 mil habitantes. Por este motivo ficamos prejudicados e praticamente imobilizados diante da impossibilidade de criar a infraestrutura de um sistema que poderia servir de base pelo fato de Manaus ser a sexta capital mais rica do país. Precisamos, portanto, levar assistência médica, farmacêutica e odontológica à população. O tempo passa e o quadro é inquietante e o descaso com a saúde pública continua o mesmo. Para tudo tem remédio, diz o ditado popular. Mas é fundamental usar o remédio certo na hora certa e na quantidade certa. A rotina de quem procura atendimento nas Unidades de Saúde inclui vigílias noturnas na fila, longas esperas e desconfortos. Essa situação, infelizmente, se espraia por todo o Estado há muitas décadas. Precisamos de uma reavaliação no sistema e que se adotem medidas que possam amenizar o sofrimento da população. Temos de definir novos rumos para a área em foco, criando uma política orientadora de formação, desenvolvimento, distribuição, regulação e ges-
tão das ferramentas essenciais no gerenciamento de serviços e sistemas de saúde e profissionais que atuam nesta área. Uma organização independe do seu tamanho. Ela é avaliada sob um elemento básico: seus colaboradores. Por isso é muito importante que os profissionais de saúde se sintam valorizados e que encontrem oportunidades de crescimento, compromisso institucional e com os usuários para ser um diferencial (gestão). A informação na saúde é um termo que indica uma forma, não só de informar, mas esclarecer, atuar e estabelecer vínculos nesse campo social. O usuário precisa ter mais conhecimento, sobretudo nas unidades de saúde, entre elas endereço, especialidade, horário de atendimento, disque denúncias e tantas outras estratégias próprias. Por isso, torna-se iminente que sejam feitas mudanças nesse mal crônico e ineficiente. Aguardamos com ansiedade o fim do processo eleitoral e desejamos que esta nova safra de políticos esteja disposta a romper com as velhas práticas, substituindo-as por novos métodos de gestão e informação na Saúde, pois no momento, o povo brasileiro está legado ao “Deus dará”.
Humberto Figliuolo farmacêutico
Na saúde, temos problemas graves ainda, a exemplo do acesso às especialidades médicas, aos exames laboratoriais e as imagens”
Conheça o efeito adstringente do louro Ricas em vitaminas, as folhas de louro, planta comumente encontrada em jardins e para venda, trazem uma série de benefícios à saúde do corpo, agindo no combate a diversos problemas que enfrentamos no dia a dia. A planta pode ser consumida como chá e, a partir dela, pode ser extraído um óleo consumido em cápsulas. Conheça alguns efeitos positivos do louro na resolução de problemas de saúde.Induzindo a contração muscular e de tecidos, o efeito adstringente do louro pode ser utilizado por que sofre de sensibilidade nas gengivas, já que o louro fortalece a ligação delas com dos dentes, além de tratar a pele – combatendo cravos e espinhas, por exemplo- e fortalecer os cabelos.
Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br
Diagramação Kleuton Silva
Repórter Mellanie Hasimoto
Revisão Dernando Monteiro Gracycleide Drumond e João Alves www.emtempo.com.br
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Tratamentos para quem tem alopecia As causas do problema, que afeta mais os homens, são variadas, podendo ser desencadeadas por fatores de ordem genética ou problemas autoimunes
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abelos bonitos e viçosos são o desejo de muitos homens e mulheres. Por isso, quando qualquer problema afeta os fios e a qualidade dos mesmos, não há quem não se preocupe. Entre uma das condições que costuma afetar a autoestima de ambos os sexos está a alopecia. Trata-se de um processo pelo qual os fios apresentam uma queda prematura de cabelo sem que o mesmo seja renovado. As causas da alopecia são variadas, podendo ser desencadeada por fatores de ordem genética, em decorrência de alterações hormonais ou devido a problemas autoimunes. “Essa condição acontece em decorrência de uma reação contrária do organismo. Ou seja, o próprio sistema imunológico acaba atacando e destruindo o tecido corporal sadio”, esclarece o médico dermatologista, Doutor Amilton Macedo, com prática em oxidologia. De acordo com o especialista, as formas de alopecia incluem: • Alopecia areata: ca-
Como tratar? Atualmente, é possível contar com diversos métodos para o tratamento de alopecia. Veja quais são as novidades. Latanoprosta: trata-se de um produto novo que acaba de chegar ao Brasil. Ele é considerado uma nova arma no combate à calvície. Ele atua no tratamento de aloHORMÔNIOS pecia, pois aumenta a densiAlopecia androgenética dade capilar, tanto de pelos é uma condição marcaterminais quanto de pelos da pela queda dos fios velus. Os estudos demonsem decorrência da ação tram que também aumenta o dos hormônios sexuais número de fios assim como a masculinos, em especial sua pigmentação. “Este mea testosterona. Ela afeta dicamento é considerado a ambos os sexos, mas nova ‘esperança’ das pessoas atinge 70% dos homens que sofrem com a calvície. Isso porque o latanoprosta age por meio de um estítosterona. Ela afeta ambos mulo aos folículos capilares. os sexos, mas estima-se Ou seja, ele prolonga a fase que ela atinge 70% dos de crescimento e promove homens e 40% das mulhe- uma conversão da fase sem res possam ser afetados crescimento à fase anágedurante a vida. na. Diante disso, diminui a • Alopecia totalis – marca- queda capilar”, garante o da pela perda total de cabe- especialista acrescentando los no couro cabeludo; que os pacientes que têm • Alopecia universalis – ca- realizado o tratamento com racterizada pela queda total o latanoprosta já perceberam de todos os pelos do corpo. a diferença. racteriza pela perda de cabelo em alguns pontos do couro cabeludo; • Alopecia androgenética: uma condição marcada pela queda dos fios em decorrência da ação dos hormônios sexuais masculinos, em especial a tes-
Alguns medicamentos conseguem reduzir a queda dos cabelos e evitar danos maiores
Vitaminas e aminoácidos neles Minoxidil: trata-se de um ativo que, quando aplicado na forma de loção capilar, estimula o crescimento de fios. Ele atua revitalizando a raiz do cabelo e, dessa forma, normaliza o ciclo do folículo, o que ajuda a prolongar a fase anágena ou de crescimento. “Ele atua promovendo uma vasodila-
tação periférica nos vasos do couro cabeludo e, com isso, ajuda a estimular o crescimento capilar em pacientes com eflúvio telogênico. Pode ser utilizado em homens e mulheres numa concentração 2,5 a 5% duas vezes ao dia”, afirma o oxidologista. Intradermoterapia: essa técnica consiste na adminis-
tração de substâncias como a Finasterida, Minoxidil, D-Pantenol e outros ativos, entre eles: vitaminas, aminoácidos e redutores de oleosidade. “O objetivo é que por meio da aplicação das substâncias no couro cabeludo reduza a queda capilar, estimule o crescimento e o fortalecimento de novos fios”, conclui Macedo.
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Tudo é uma que A criação de pequenos e saudáveis hábitos pode fazer uma grande diferença na nossa saúde e rotina. Criar novos hábitos requer algum esforço e muita perseverança, mas de maneira geral os resultados são bem compensadores
MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
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Lara Denys revela que no início foi muito difícil mudar alguns hábitos, mas depois constatou que valeu muito a pena
difícil, demanda paciência e perseverança. Mudar hábitos é, realmente, uma questão de força de vontade, mas não é impossível. Para começar, basta dar o primeiro passo: decidir um objetivo e só parar quando conseguilo. No entanto, há dicas para continuar com o processo sem perder o foco. A designer Lara Denys, 27, diz que conseguiu mudar dois hábitos. “O mais fácil foi conseguir frequentar a academia e correr de maneira certa. O mais difícil foi começar a dizer ‘não’ para pessoas e situações que me faziam mal. Hoje minha qualidade de vida é muito superior”, conta. A mudança mais fácil, de acordo com Lara, foi começar a ir para a academia cinco ou seis vezes por semana. “E ainda vou feliz. Malho desde os 16 anos, mas era naquela periodicidade de preguiçoso: ia duas vezes, depois aparecia uma viagem e só voltava três meses depois com aquela promessa de que ‘agora é sério!’”, ri. Depois da mudança de Manaus para São Paulo, onde foi estudar, começou a ganhar peso e viu que precisava fazer algo para reverter a situação. “Comia coxinha um dia sim e outro também. Daí, comecei a correr para ‘compensar’ o que gostava de comer – e também por conta do frio. Fazia aquele sistema de troca – se comia uma besteira, saía para correr e queimar o que tinha ingerido”, lembra. O esquema funcionou até
que ela teve um problema no joelho, o que a impediu de continuar a atividade. “Tive que fazer fisioterapia, pilates, e malhar com uma personal trainner especializada na parte funcional. Prejudiquei meu corpo por exigir demais dele, mas agora consigo fazer exercício de maneira correta. Vou para a academia às 6h30, e é difícil nos cinco primeiros minutos, mas depois que as endorfinas começam a aparecer, tudo vale a pena”, diz. A ansiedade, conta Lara, foi o hábito mais difícil de mudar. “Permanecer calma era um desafio muito grande. Sou dessas que começa a sofrer com coisas que vão – ou não – acontecer lá na frente. Como mudar um pensamento se você não tem controle? Era o que eu me perguntava, mas comecei a criar hábitos para me incentivar a fazer outra coisa, me distrair”. Um desses hábitos é, enquanto trabalha, deixa um filme ou seriado passando, para
quando fizer uma “pausa de pensamento”, como chama, não começar a ter processos de especulação. “E, quando estou com tempo livre, mas sozinha, faço uma atividade qualquer, seja arrumar uma gaveta, malhar, correr, ioga, pintar as unhas”, diz. Outro suporte foi a terapia. Com as conversas com sua psicóloga, a designer encontrou mecanismos para freiar esses pensamentos ruins. “Reflito: tem algo que eu possa fazer a curto prazo para resolver isso? Se sim, vou lá e faço, se não, parto para as atividades e procuro me distrair. Também me forço a pensar positivo, no hoje, no agora. Amanhã não tem como eu saber”, diz. Surpreendentemente, diz Lara Denys, deu certo. “Para tudo tem um jeito. E essa coisa de dizer não também ajuda. Quando não dá, digo sem culpa. Não é minha intenção de magoar, mas me relaciono melhor com as pessoas. São hábitos que refletiram em tudo”, diz.
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estão de hábito 21 dias para transformar sua rotina e ganhar ainda mais bem-estar A criação de pequenos hábitos pode fazer uma grande diferença na nossa saúde e rotina. Muitas vezes, deixamos de fazer algo importante simplesmente por falta de costume ou de informação. Para realmente incorporar algo em nossa rotina ou mudar um comportamento, há inclusive uma teoria*: para que uma ação se torne um hábito, precisamos repeti-la por 21 dias consecutivos. Há uma série de atitudes simples que, se tomadas diariamente, nos deixarão não apenas mais saudáveis, mas também mais bonitas e com mais disposição. Aproveite, então, seis dicas simples que podem ajudar a sua rotina a ser mais saudável:
Vencer a preguiça e praticar atividade física
Um dos grandes desafios é manter a rotina de exercícios físicos. Seja por falta de tempo, por preferir aquele happy hour com os amigos, dormir um pouco mais, ou qualquer outra desculpa para abandonar a malhação, este é um hábito que pode ser adquirido com a repetição desta atividade. Como reforçar este hábito – Escolha uma atividade física que agrade. Não adianta tentar a modalidade da vez se não se encaixa no perfil. O horário da atividade também tem que se adequar à rotina e ao relógio biológico. Depois é só persistir. Os benefícios gerados, como bem-estar e forma física, se encarregarão de motivar a continuidade.
Aumente o consumo de água
Muitos hábitos, se incorporados na nossa rotina, podem aumentar e muito o nosso bem-estar. Tomar no mínimo dois litros de água por dia proporciona mais hidratação para o seu corpo e para a sua pele, além de retardar os efeitos da idade. Como reforçar este hábito – A dica mais prática para reforçar a necessidade de beber água é deixar uma garrafinha cheia dela em lugares chave, como na bolsa, na mesa do trabalho e no criado mudo do quarto para que, com o tempo, isso se torne um hábito.
Rotina de higiene íntima para se sentir mais segura
Ao chegar no fim do dia, ou no meio dele, você se sente incomodada com a umidade íntima? Pois o uso de protetores diários soluciona este caso. A segurança proporcionada pelo uso do produto já foi comprovada por pesquisa feita com mulheres que utilizaram o protetor diário por 75 dias. Ao final, todas relataram sentir-se protegidas pelo produto e conforto ao usá-lo. Além disso, a opção de protetores respiráveis é adequada para uso cotidiano, quando não estamos “naqueles dias”. Como reforçar este hábito - Uma das maneiras de inserir um hábito em nossa rotina é deixar à vista o que se quer introduzir no dia a dia. No caso dos protetores diários, uma dica simples para esta inclusão é deixá-los na gaveta de calcinhas, assim você se lembrará de usá-los sempre que trocar a peça.
Proteção solar no combate aos danos da pele
Tomar sol e conseguir aquele bronzeado pode dar um up na autoestima, mas os danos causados por esta prática, quando feita de forma inadequada e sem proteção, também podem ser grandes. Usar protetor solar todos os dias, não apenas no verão, na praia ou piscina, é um dos hábitos que podem mudar o futuro da saúde da sua pele. As mulheres em geral se preocupam cada vez mais com a exposição ao sol, tantos pelos problemas imediatos (desconforto e queimaduras) como de médio e longo prazo (envelhecimento precoce, rugas e manchas na pele), mas atualmente, apenas 31% das brasileiras usa protetor solar diariamente. Como reforçar este hábito – Uma dica importante é usar protetor solar adequado à sua pele. Existem no mercado diversos FPSs e opções oil free. No rosto é importante redobrar a atenção e passar uma quantidade generosa, reaplicando durante o dia. Usar o produto nas áreas que também ficam expostas, como braços, mãos e pés também ajudam a criar o hábito, ao ver a diferença que ele traz.
Cozinhaterapia para relaxar e perder peso
Sim, cozinhar queima calorias, então, já para a cozinha! Pesquisas mostram que 30 minutos no fogão são suficientes para perder 65 calorias. Além disso, o hábito pode ser um bom relaxante após um dia corrido. Como reforçar este hábito - Inspiração é tudo, então aprender receitas simples, mas com as quais se identifique, é uma boa maneira de começar a desenvolver o gosto pela cozinha. E depois convide os amigos para uma noite de degustação. Inclua uma passadinha no supermercado na rotina para incentivar a imaginação.
Alongamento para começar bem o dia
Girar, dobrar e alongar, estes movimentos oferecem ao corpo uma série de vantagens, desde a correção da postura, alívio de dores musculares, relaxamento até a liberação de hormônios que promovem bem-estar, como a serotonina. Quando realizados pela manhã, estes exercícios ajudam a ativar a musculatura e preparar o corpo para as atividades que serão realizadas ao longo do dia. Como reforçar este hábito - Comece com movimentos básicos e sempre inicie a prática com o alongamento da musculatura superior das costas, peitoral, posterior das coxas e glúteos. Em seguida, movimente os chamados músculos secundários, aqueles que auxiliam na movimentação, como bíceps e os músculos que envolvem os dedos e as mãos. Mas tome cuidado, exercícios de flexibilidade devem ser acompanhados por um especialista para não causar lesões. *Teoria defendida pelo médico Maxwell Maltz. Segundo ele, 21 dias é o tempo que o cérebro precisa para interpretar um novo hábito como um padrão.
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Ciclo menstrual depois do parto
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m dos primeiros sintomas da gravidez é a alteração da menstruação, geralmente, quando a mulher nota esse atraso imediatamente ela procura se consultar com o ginecologista ou submete ao teste de gravidez. O ciclo menstrual consiste no desenvolvimento e do espessamento da parede interna do útero – o endométrio. Caso a gravidez não aconteça, as células endometriais se desprendem da parede uterina provocando o sangramento. A menstruação tende durar entre dois a sete dias. Segundo a ginecologista e obstetra dra. Erica Mantelli com a gravidez a menstruação é interrompida. “Durante os noves meses de gestação não ocorre à menstruação isso porque a parede do útero não descama, caso contrário, aconteceria um abortamento. Vale ressaltar que qualquer sangramento na gravidez é importante comunicar o médico”, afirma. Após o nascimento do bebê a mulher irá notar um sangramento que pode durar até 40 dias, mas não é menstruação. “Esse sangramento ocorre porque o corpo está eliminando o material que revestia o útero durante a gestação”, explica a ginecologista.
Bloqueio da ovulação Depois desse processo, a mulher ainda permanece sem ovular durante meses, ou seja, ela ainda não irá menstruar. “Isso acontece devido aos hormônios que são produzidos durante o aleitamento materno bloqueiam a ovulação”, diz a dra. Erica Mantelli. O ciclo menstrual tende voltar quando a mãe diminuir a amamentação. “A menstruação retorna quando o aleitamento deixar de ser exclusivo e o bebê se alimentar com fórmulas ou alimentos sólidos”, comenta a médica. Se a mulher não quiser uma gravidez surpresa ela pode iniciar o uso do anticoncepcional. “O período mais seguro para a mulher não engravidar é no máximo dois meses após o parto. Depois desse período é recomendado que ela inicie algum método contraceptivo”, esclarece a ginecologista. Um dos métodos utilizados para evitar uma gestação na sequência é a pílula anticoncepcional. “A mulher deve se consultar com o seu médico para que ele indique uma pílula para pós-parto a base de progesterona. Apesar de essas pílulas conterem doses baixas de hormônios elas protegem a mulher de uma gravidez indesejada”, recomenda a dra. Erica.
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Após o nascimento do bebê a mulher irá notar um sangramento que pode durar até 40 dias, mas não é menstruação, esse sangramento ocorre porque o corpo está eliminando o material que revestia o útero durante a fase de gestação
QUANDO DEVO ME PREOCUPAR? É importante que a mulher procure o seu ginecologista se notar alterações no sangramento pós-parto como: - Sangramento intenso; - Apresentar coágulos; -Cheiro ruim; -Ou sentir febre e calafrios. Se a mulher não quiser uma gravidez surpresa ela pode iniciar o uso do anticoncepcional, isso, depois de consultar o médico
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Quer se livrar das olheiras? Veja como
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A obesidade traz uma série de prejuízos à saúde e é preciso estar atento para evitar riscos
Obesidade pode interferir no cérebro Não são poucos os números de pessoas obesas em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de adultos estão com sobrepeso e 300 milhões com obesidade. No Brasil, essa doença atinge 18% das mulheres e 13% dos homens. Mas, quais os efeitos do excesso de peso para a saúde? Pois bem, de acordo com estudos divulgados no periódico médico Journal of Clinical Investigation a obesidade e as dietas gordurosas podem afetar o funcionamento cerebral. A razão é que ele muda o hipotálamo, uma área do cérebro que atua regulando as sensações de fome e sede, sono e temperatura corporal. Diante disso, quando a região está com problemas, o cérebro man-
da estímulos de que está com fome, mesmo que o estômago esteja cheio. Além disso, pessoas obesas têm duas vezes mais chances de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) por causa dos níveis de hipertensão e colesterol que estão muito altos. Outro problema é que, esses pacientes estão mais propensos ao desenvolvimento de problemas psicológicos, como ansiedade, baixa autoestima e até mesmo depressão. Outros prejuízos são os problemas ortopédicos, respiratórios, o diabetes e as dislipidemias que é o aumento de gorduras que predispõe à arteriosclerose. Sendo assim, o melhor a fazer é começar a mudar as atitudes em relação ao cardápio diário e incluir a prática de atividades no dia
a dia. Outra dica importante é associar com algum método de emagrecimento como é o caso do plasma de argônio. Trata-se de um procedimento endoscópio onde é realizada uma fulguração da anastomose com gás argônio para promover sua redução e trazer a saciedade ao se alimentar. Ou seja, é aplicado um laser ao redor da costura entre o estômago e o intestino, provocando uma queimadura. O objetivo é promover a redução do diâmetro da anastomose (região por onde passa o alimento que sai do estômago para o intestino), através da cicatrização da lesão. Com a capacidade do estômago reduzida, o paciente consegue ficar saciado com uma menor ingestão de alimento e acaba perdendo peso.
iversas causas contribuem para o seu aparecimento, entre elas quando há acúmulo de vasos sanguíneos nas pálpebras - a pele fica com um tom avermelhado-escuro; excesso de pigmentação que é responsável pelas manchas escuras ao redor dos olhos e as bolsas de gorduras. Noites mal dormidas, cansaço, excesso de maquiagem, má alimentação também podem contribuir para o seu aparecimento. Apesar de as olheiras não parecer ter solução, uma nova técnica chamada micropigmentação tem sido eficaz para combater a mancha ao redor dos olhos e acabar de uma vez com o “efeito panda”. De acordo com a micropigmentadora Vanessa Silveira, a micropigmentação suaviza as olheiras deixando o rosto com uma aparência saudável e sem manchas. “Essa nova técnica consiste na implan-
tação de pigmentos na epiderme para cobrir as olheiras. A micropigmentação tem um efeito semelhante ao do corretivo, porém, o resultado é natural e a durabilidade é muito maior”, afirma. A micropigmentação é feita por meio de um aparelho chamado de dermográfo bastante similar as máquinas que são utilizadas para fazer a tatuagem. “O diferencial da micropigmentação é que ela pode camuflar as olheiras por até dois anos”, ressalta. Uma nova sessão deve ser feita a cada um ano para os pigmentos não perderem a sua tonalidade. Sem sacrifícios! A maioria das mulheres sente uma sensibilidade maior na região dos olhos. Se você é do grupo de mulheres que até choram quando vão tirar a sobrancelha, pode ficar tranquila, pois o procedimento para camuflar as olheiras é praticamente indolor. “Antes
de iniciar a sessão é aplicado um anestésico tópico para as mulheres ou homens que tem sensibilidade na região. Aos poucos, é aplicado o pigmento para camuflar as olheiras”, explica a micropigmentadora. A boa notícia é que a micropigmentação pode ser feita na maioria das pessoas e também em todos os fototipos. “A única contraindicação é a gestante, portadores de hemofilia, câncer de pele, alergias tópicas, urticária física e marca-passo. Algumas doenças dermatológicas precisam ser tratadas antes de iniciar a micropigmentação”, esclarece Vanessa. Para obter um bom resultado a micropigmentadora recomenda não expor a região ao sol por 30 dias, evitar banhos de piscina, mar ou sauna. “É indicado aplicar uma pomada para manter a região hidratada e também evitar a maquiagem até que ocorra a cicatrização”, recomenda a especialista. DIVULGAÇÃO
As olheiras podem ser ocasionadas por causas diversas, como os problemas de alimentação
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Liberação de anfetaminas no combate à obesidade DIVULGAÇÃO
As anfetaminas apresentam excelentes resultados para perda de peso, porém estão associadas a diversos sintomas
Especialistas comemoram a liberação das anfetaminas para tratar pessoas com problemas de excesso de peso, mas advertem sobre os efeitos colaterais e riscos do medicamento
E
ste mês foi aprovado no Senado Federal o Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 52/2014, que suspendeu resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibia a comercialização dos inibidores desde 2011. O projeto deverá ser promulgado pelo Congresso Nacional após as eleições. A notícia caiu como uma chuva no meio do deserto para uma maioria que luta contra a balança e procura meios alternativos para combater os vícios alimentares comumente causadores da obesidade. Entretanto, antes de possíveis comemorações é bom saber os riscos da automedicação e os efeitos colaterais desse tipo de medicamento. Para Anaclara Machado, 29, 116 quilos, a medida poderá ser benéfica para milhares de pessoas que lutam contra os
quilos a mais e têm dificuldade para emagrecer sem um auxílio eficaz, no caso, um remédio que controle o apetite e reduza a ansiedade. “Tenho medo de fazer a cirurgia bariátrica e já me beneficiei com medicamentos que ajudam a controlar a fome, para mim, pelo menos, vai ser muito bom”, enfatiza. Especialistas também se antecipam e divulgam efeitos benéficos da medida, como o endocrinologista Flávio Cadegiani, da Corpometria – Centro de Medicina Avançada e Avaliação Corporal. “A volta da permissão do uso das anfetaminas no Brasil é um grande passo no combate à obesidade. Além de ser a maior geradora de outras enfermidades no mundo, a doença é responsável por milhares de mortes e elevados gastos em saúde”, afirma. Segundo o médico, as anfe-
taminas apresentam excelentes resultados para perda de peso, porém também estão associadas a diversos sintomas como agitação, agressividade e dependência, além de um efeito rebote de reganho de peso quando utilizadas inadequadamente. “Nos casos indicados e com a forma e cronologia de tratamento corretas, os benefícios das anfetaminas superam drasticamente os riscos”, diz Flávio Cadegiani. Para o endocrinologista, “estes anos “sombrios” do tratamento da obesidade mostraram que a ausência deste pilar foi crucial para o insucesso da contenção da explosão da prevalência da obesidade”. O médico ressalta a importância do controle e da fiscalização do uso dessas substâncias, no entanto, critica a proibição em decorrência do uso inadequado. “Em vez de tornar a
fiscalização e o controle mais rígidos, tem sido comum no Brasil proibir medicamentos por conta do mau uso. Estas medidas invertem as soluções”, defende o especialista,
ALTO ÍNDICE
O Brasil é o quinto país com o maior número de obesos. Segundo o Ministério da Saúde, 17,5% da população adulta brasileira é considerada obesa e possui Índice de Massa Corpórea superior a 30 apontando que não somente as anfetaminas, mas qualquer fármaco utilizado para emagrecer é visto no Brasil como um tabu tão forte que impede a racionalização dos
argumentos pró-uso. Por conta de preconceitos, diz o médico, existe uma exigência no perfil de segurança mais elevado para aprovação do uso de um determinado medicamento contra obesidade do que medicamentos lançados para outros fins. “Substâncias que comprovadamente emagrecem são liberadas muito antes para o diabetes do que para a obesidade, pois para o diabetes “houve segurança suficiente”, enquanto para a obesidade “ainda faltam dados””, argumenta Cadegiani. Duas substâncias sofrem com esta distinção atualmente, a liraglutida e a dapaglifozina. Doença crônica A obesidade é uma doença crônica, inflamatória e grave. A doença está associada a vários problemas cardiovasculares ou outras condições
crônicas como a asma, aumento na pressão arterial e o diabetes. “Tratar a obesidade significa tratar a causa e a base de diversos problemas de saúde, significa prevenir eventos mais graves como infarto e AVC, significa gerar grandes economias a longo prazo para a saúde pública e suplementar”, destaca o endocrinologista. O Brasil é o quinto país com o maior número de obesos. Segundo o Ministério da Saúde, 17,5% da população adulta brasileira é considerada obesa, pois possui Índice de Massa Corpórea (IMC) superior a 30. No Distrito Federal, o índice é de 15%. O estudo foi realizado por meio de parceria entre o Ministério da Saúde e o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde, da Universidade de São Paulo (USP).
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O recomendado é focar mais na intensidade e peso
Dê adeus às gordurinhas que incomodam Gordurinhas extra presentes em algum lugar do corpo são sempre motivo de preocupação e incômodo. Elas podem estar na barriga, culote, parte interna das coxas, cintura, braços ou costas. A boa notícia é que essa gordura localizada pode sumir, ou ao menos diminuir, com a combinação de exercícios e dieta balanceada. Mas para isso é preciso investir tempo, paciência e ter determinação. Para iniciantes, os exercícios com características aeróbicas são importantes, pois vão agir usando predominantemente a gordura como fonte de energia, mas é bom ressaltar que a gordura sai do corpo como um todo e não apenas naquela região que está sendo exercitada. Porém, o que as pessoas querem não é
só a redução de gordura, mas também a definição muscular e isso ocorre quando há menos gorduras e mais músculos. Por isso, é importante fazer também um trabalho muscular dando ênfase na região que deseja ter mais resultados estéticos. A estratégia do treino alternado tem sido muito utilizada nas atividades físicas para se obter a desejada definição muscular. Pesquisas comprovam que os treinamentos intervalados de alta intensidade que podem ser apenas aeróbicos ou combinados com o trabalho de força/resistência muscular (musculação, treinamento funcional, pilates etc). Algo como dois minutos correndo na esteira e dois andando para o trabalho aeróbico e se quiser pode ser inserido uma série com
2 ou 3 exercícios musculares a cada ciclo desse. Essa estratégia trará mais adaptações positivas no corpo e de contrapartida ainda irá contribuir muito com a queima de gordura, pois esse formato gera um débito de oxigênio e faz que o corpo fique com o metabolismo mais acelerado durante alguns minutos ou horas depois para cobrir o prejuízo. Uma observação que não pode faltar é que o praticamente já precisa estar razoavelmente bem condicionado para iniciar esse tipo de trabalho. Barriga malhada Se o objetivo é fortalecer os músculos na região abdominal é preciso trabalhar o supra abdominal (parte superior), os oblíquos (lateral) e o infra abdominal
(parte inferior). Além disso, não é preciso focar tanto nas repetições, vale mais fazer um abdominal com menos repetições e alguma carga do que diversas repetições sem peso. Isto irá favorecer o ganho de massa muscular na região.
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Saúde
e bem-estar
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Saúde sexual em dia com Oligoflora A sexualidade da mulher depende de vários fatores que devem ser harmonizados
Um exclusivo tratamento funcional pode restaurar o equilíbrio do organismo propiciando bem-estar
S
egundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a sexualidade é definida como uma energia que encontra a sua expressão física, psicológica e social no desejo de contacto, ternura e às vezes amor. Se o amor é complexo, a sexualidade não fica atrás. Como parte integrante do ser humano, que é constituído de aspectos múltiplos, a sexualidade é o resultado da convergência de natureza psíquica-biosócio-histórico-cultural. Dessa forma, aspectos fisiológicos, ambientais, comportamentais, socioculturais e principalmente relacionais podem comprometer a libido sexual feminina, uma vez que esta depende diretamente do equilíbrio entre esses componentes. Um artigo divulgado pelo Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) da Faculdade de Me-
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dicina da Universidade de São Paulo, revelou que as dificuldades sexuais são comuns dentro da população feminina sendo uma das principais a falta de interesse ou desejo sexual. Segundo esse estudo, os elementos emocionais e físicos favorecem a disponibilidade da mulher para a experiência sexual. A pesquisa relata também que a manutenção do desejo sexual se observa principalmente entre os casais que buscam novas e positivas experiências no relacionamento, como por exemplo, lazer e desenvolvimento pessoal. As mulheres com baixo desejo sexual relatam incômodo, principalmente por que percebem que este decréscimo afeta o seu parceiro. Para tratar esse e outros aspectos da libido feminina, a Oligoflora - Studio do Bem Estar e Estética Funcional, visando cuidar da saúde sexual, tanto de mulheres como também de homens (p.ex.: ejaculação precoce e distúrbios de ereção), lança em Manaus o exclusivo Tratamento Funcional de Saúde Sexual in/out que tem como objetivo gerar um equilíbrio no organismo permitindo uma melhora na libido sexual.