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Saúde - 26 de outubro de 2014

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Caderno F

Saúde MANAUS, DOMINGO, 26 DE OUTUBRO DE 2014

e bem-estar

saudeebemestar@emtempo.com.br

(92) 3090-1017

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É enxaqueca MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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áuseas e vômitos, fonofobia (piora com barulhos) e fotofobia (piora com luz) – o que obriga até a gente a se isolar em um ambiente silencioso e escuro. Quem já sofreu com enxaqueca sabe muito bem que esses sintomas são de tirar qualquer um do sério, e é por isso evitar os “gatilhos” e tomar alguns cuidados é a melhor saída para que a migrânea não se torne um pesadelo. “Basta eu ficar muito tempo no sol para a minha enxaqueca atacar. Quando chego em casa não consigo nem acender as luzes, só quero deitar e dormir.

Até a luzinha da televisão em stand-by incomoda”, conta a empresária Kátia Silveira. Ela relata, ainda, que começou a sentir as dores quando ainda era jovem. “Reclamei para meus pais e eles – literalmente – viram minha testa pulsar. Eu tinha uns 17 anos, mas eu tinha vergonha, porque muita gente acha que é frescura. Hoje já até sei identificar quando a dor está vindo”, diz. O relato de Kátia é o mesmo de milhares de pessoas: a enxaqueca não escolhe idade nem momento, e pode trazer consequências arrasadoras para quem tem e quem convive com a doença. Entendendo A migrânea, como explica a neurologista Talísia Vianez, antigamente chamada de enxaqueca, é uma dor de cabeça de forte intensidade, incapacitante, sendo, inclusive, um dos principais motivos de faltas ao trabalho/escola em todo o mundo. “Os sintomas em adultos são fortes dores, latejantes (pulsantes como um coração), geralmente em um dos lados da cabeça. Há vômito e

náusea, fotofobia e fonofobia. Algumas migrâneas são precedidas ou acompanhadas por ‘aura’, que podem ser pontos luminosos na visão ou dificuldades de fala ou dormência em um dos braços que duram alguns minutos”, explica a médica. De acordo com a especialista, o paciente com o diagnóstico de migrânea, geralmente, tem história familiar presente. “Ele também pode observar que há, sim, ‘gatilhos’ para que uma crise apareça, como sono insuficiente, sono excessivo (acima de 10 horas), estresse (emocional e físico), comidas gordurosas, períodos do ciclo menstrual, alguns anticoncepcionais, ingestão alcoólica, alguns medicamentos”, aponta a médica. “Aqui na nossa região o paciente relata com frequência a exposição excessiva ao sol como uma desencadeadora de crise de enxaqueca”, informa. As mulheres, aliás, são as mais atingidas pela enxaqueca, e o diagnóstico é feito pelo neurologista. “Isso, inclusivem após questionamento minucioso durante a consulta, exame físico e após a realização de alguns exa-

Saiba mais sobre o vírus ebola Pág 4 e 5

Mais de 30 milhões de brasileiros sofrem com a doença, que é hereditária e não tem cura

mes para excluir outras causas de cefaleia (dor de cabeça). Tratamento Talísia Vianez explica que o principal tratamento é mudança do estilo de vida. “Isso é, principalmente, para evitar os ‘gatilhos’ citados anteriormente”, diz. Além disso, exercícios físicos regulares, alongamentos, boa alimentação e hidratação, não fumar e evitar bebidas alcoólicas e cafeína em excesso já são “meio caminho andado” para o tratamento. “O acompanhamento ginecológico para as mulheres é importante. A migrânea é controlável, mas não é curável - a intenção do tratamento é propiciar a qualidade de vida ao paciente, diminuindo a quantidade de crises para o mínimo possível”, diz a neurologista. A boa notícia é que, com a idade, as crises tendem a diminuir.


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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com / www.historiadamedicina.med.br

Os primeiros registros escritos da medicina Nas primeiras cidades-estados, na Mesopotâmia (Ur, Ourouk, Sumer e Nippur), ocorreram notáveis avanços na medicina. No início da década de 1920, alguns textos em escrita cuneiforme, da biblioteca de Assurbanípal, foram publicados por Campbell Thompson. Entre os mais importantes, o Tratado de Diagnósticos e Prognósticos Médicos, de 1600 a.C, com 40 tábuas, descrevia com precisão as práticas médicas. Os registros entendiam o coração como sede da inteligência e o fígado como o centro da circulação com informações organizadas em subseções expondo doenças de crianças e mulheres por meio de observação minuciosa e aguçada. Os conceitos terapêuticos mesopotâmicos baseavam-se na crença de que as mudanças no curso da saúde e da doença se encontravam estritamente unidos e subordinados à vontade dos deuses. Essa compreensão, em si mesma teocêntrica, aliava-se à importância dos movimentos dos corpos celestes, onde os astros sendo deuses poderiam predizer o futuro, em especial, as condições da saúde e da doença. As doenças e curas se explicavam por meio de complexa relação entre os deuses bons ou gênio bondoso

e deuses maus ou demônios. O gênio bom protegia as pessoas dos demônios causadores de doenças, onde cada enfermidade conhecida e temida era associada ao deus mau. No complexo panteão mesopotâmico se destacava o poderoso deus Marduk, que, acima de qualquer outro, poderia oferecer a saúde ou a doença. É interessante assinalar que a palavra shêtu significava simultaneamente doença, pecado ou castigo divino. Essa constatação sugere que a ancestral e temida relação entre doença-pecado, até hoje utilizada em alguns processos catequéticos, está presente desde as primeiras linguagens escrita. Desse modo, é possível teorizar que o significado pessoal e coletivo da doença, nas primeiras cidades da Mesopotâmia, estivesse contido entre quatro pressupostos de naturezas mágicas: castigo divino, ofensa a determinado deus, intervenção direta dos deuses maus e resultante do abandono do deus bom ou da influência de demônios. Por essa razão, a intervenção do curador de todos os matizes, sem se saber onde começava a religião e terminada a prática religiosa, se iniciava na confissão do doente. A terapêutica também embutia o objetivo de purificar o indivíduo

por meio da catarse induzida pelo remédio de qualquer natureza, em especial as rezas e as oferendas. A tradução da tábua cuneiforme com seis por três centímetros de tamanho, lembrando um cartão de visitas, pertencente ao médico Urlugaledina, representa essa teorização: o nome do médico entre duas figuras desenhadas na argila, à esquerda, um deus e, à direita, uma planta medicinal, e o texto: “Ó deus Edinmugi, vizir do deus Gir, que protege os animais quando tem seus filhos, o médico Urlugaledina seu servo”. Igualmente impressionante é o fato de essa presença mágica não estar dissociada do enorme conhecimento médico historicamente acumulado reforçando a utilidade social e, por isso mesmo, valorizado e reproduzido sem esforço: compressa aquecida e embebida com resina alcalina para tratar as feridas traumáticas, que, ainda hoje, de comprovada utilidade. Pelas descrições, algumas delas liberavam sabão, que ajudaria a proteger contra as infecções bacterianas. É de tirar o fôlego a clareza da descrição das doenças - tuberculose, amigdalite, gastrite, acidente vascular cerebral, malária e dezenas de outras - no Tratado de Diagnósticos e Prognósticos Médicos, de 1600 a.C.

João Bosco Botelho Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

As doenças e curas se explicavam por meio de complexa relação entre os deuses bons ou gênio bondoso e deuses maus ou demônios”

Na luta contra o câncer, vá de berinjela no cardápio A berinjela é um alimento rico em tripsina, que ajuda a restringir o metabolismo das células cancerígenas. Além disso, é uma rica fonte em fibras, que faz com que ocorra uma redução do risco de câncer de cólon. A pele da beringela contém fitonutriente, conhecidos como fitoquímico e glicosídeo solasodina. Estes são antioxidantes, que ajudam na inibição do crescimento de células cancerosas, restringindo os danos dos radicais livres. As beringelas são também conhecidos por conter ácido clorogénico que impede mutação do ADN e também tem propriedades anticancerosas. Por isso, procure receitas deliciosas e inclua esse legume em seu cardápio.

Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com

O perigo do glaucoma Campanhas de conscientização alertam para o perigo do glaucoma, doença oſtalmológica grave caracterizada pelo aumento da pressão ocular causando dano irreversível ao nervo óptico, que é responsável por nada menos que 15% dos casos de cegueira no Brasil. Motivo de preocupação principalmente entre os idosos. O grande problema do glaucoma é que, na maioria dos casos, sua evolução é silenciosa, o primeiro sinal pode ser uma deficiência na visão. Daí a importância da detecção precoce, já que é impossível evitá-la. Com diagnóstico no tempo certo e tratamento adequado é possível controlar muito bem a doença, evitando sua complicação mais terrível, a cegueira. O glaucoma é uma patologia caracterizada pelo aumento da pressão intraocular, levando a danos importantes no nervo óptico e a consequente perda da visão progressiva. Nos portadores da doença, a via convencional para escoamento do humor “aquoso líquido, que preenche o globo ocular”, fica bloqueada. Essa drenagem insuficiente eleva a pressão interna lesando o nervo óptico. Alguns fatores predispõem ao aparecimento do glaucoma: idade acima dos 40 anos; histórico familiar; raça negra; altos graus de

miopia; uso de corticoides; traumas oculares; pressão intraocular elevada sem os danos iniciais. Toda pessoa acima dos 40 anos deve visitar o oſtalmologista anualmente, principalmente aquelas pessoas que fazem parte do grupo de risco para, entre outros procedimentos, medir a pressão ocular. O glaucoma, de maneira geral, divide-se em primário e secundário. Os primeiros não apresentam causas conhecidas. Já os secundários deve-se a traumas oculares, proliferação de vasos, uso de corticoides, dispersão de pigmentos etc. É bom lembrar que o glaucoma nada tem a ver com a hipertensão arterial. O fator mais importante de todos os glaucomas é mesmo a elevação da pressão intraocular, que deve estar sempre no nível de normalidade, entre 10 e 19 mmhg. O acompanhamento dos pacientes deve ser feito com a medida da pressão intraocular, pela chamada Tonometria de Aplanação, além do exame de fundo de olho e exame do campo visual. Portanto, acima dos 40 anos, é importante visitar o oſtalmologista anualmente, principalmente aqueles que fazem parte do grupo de risco, entre outros procedimentos medir a pressão, para detectar o glaucoma. O tratamento é a base de colírio, por toda a vida.

É importante lembrar que a perda visual pelo glaucoma é irreversível, o tratamento visa manter a visão remanescente, não recuperando a perda já ocorrida. Tido como a segunda causa mais frequente de cegueira no mundo, o glaucoma é insidioso, aparece sem causar dor nem incômodos e quando percebe a vítima já está com a visão prejudicada. É muito comum o glaucomatoso descobrir a doença, quando vai ao oſtalmologista verificar se houve aumento no grau dos óculos. Isto porque ele não sente nenhum incomodo importante. No começo, a perda visual é quase imperceptível, o olho bom acaba compensando a dificuldade do ruim e a pessoa pensa está com o grau prejudicado. O glaucoma desenvolve-se lentamente, no decorrer de meses ou anos, sem ocasionar nenhum sintoma. O dano pode progredir com tanta lentidão que o portador não se dá conta da perda gradual da visão periférica. Em geral, a visão vai piorando, até que finalmente começa a afetar também o próprio centro do campo visual e se estabelece a cegueira permanente. Como o glaucoma pode ser hereditário, recomendamos todos os adultos de sua família, que façam exames oſtálmicos periódicos.

Os diversos benefícios do delicioso cupuaçu Humberto Figliuolo farmacêutico

O glaucoma é uma patologia caracterizada pelo aumento da pressão intraocular, levando a danos importantes no nervo óptico”

Um dos frutos mais saborosos da nossa região, o cupuaçu, também pode ser aproveitado por suas propriedades medicinais. Para começar, quando misturado com açaí, o cupuaçu lhe dará uma quantidade absurda de energia e há muito tempo tem sido utilizado como remédio para a dor abdominal. Além disso, a fruta estimula o sistema imunitário, o sistema cardiovascular e protege as paredes das artérias dos danos que pode causar doenças cardíacas. Os ácidos gordos presentes nos frutos reduzem o mau colesterol e mantém o colesterol bom, que ajuda na manutenção de um coração saudável. Por fim, o cupuaçu possui uma grande concentração de antioxidantes que neutralizam os radicais livres nos tecidos do corpo melhorando a circulação, diminuindo a pressão sanguínea e ajudando a eliminar os radicais livres.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br

Diagramação Adyel Vieira

Repórter Mellanie Hasimoto

Revisão Dernando Monteiro Gracycleide Drumond

www.emtempo.com.br


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Dormir sem

calcinha Escolha roupas leves e bem ventiladas para garantir a saúde durante o sono

faz bem à saúde O principal sintoma é a coceira vulvovaginal, mas a pessoa também pode sentir dor ao urinar e no ato sexual, vermelhidão na vulva, ter a vagina coberta por uma placa branca”

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ma a cada quatro mulheres já se viu às voltas com um problema comum que causa muito incômodo: a candidíase. A infecção da vulva e da vagina é provocada pelo fungo cândida SP e pode estar presente em regiões do corpo da mulher, como as unhas, pele ou intestinos, sem ser prejudicial em pequenas quantidades. “Existem vários fatores que predispõe a proliferação desse agente, relata o ginecologista, mastologista e obstetra Fabio Muniz. Segundo ele, a obesidade, gravidez, diabetes descompensado, uso de antibióticos, contato com substâncias alérgicas - perfume, talco, desodorantes – o uso constante de biquínis molhados, absorventes diários e roupas íntimas de tecidos que diminuem a ventilação da região vaginal e podem propiciar ao desenvolvimento da candidíase. Corrimentos Os sintomas dependem do grau da infecção e podem apresentar-se isolados ou associados “O principal sintoma é a coceira vulvovaginal, mas a pessoa também pode sentir dor ao urinar e no ato sexual, vermelhidão na vulva, ter a vagina coberta por uma placa branca ou acizentada e perceber na calcinha um corrimento branco sem cheiro e com aspecto de leite coalhado”, explica o especialista. Para evitar a doença, medidas simples podem ser tomadas. “Dê preferência às roupas íntimas de puro algodão e evite usar absorventes íntimos diariamente, pois prejudicam a ventilação local. Adquira o hábito de dormir com roupas confortáveis e largas, de preferência de puro

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Especialista ensina como prevenir e tratar a candidíase vulvovaginal algodão. Se possível, durma sem calcinha, para que a região íntima fique ventilada e menos propensa à contaminação”, fala o médico. Evite usar toalhas e roupas íntimas que ficaram secando no banheiro. “Isso facilita a manutenção dos fungos e, principalmente, aquelas que pertencem a outras pessoas. As toalhas devem ser bem lavadas e sempre passadas a ferro antes do uso”, comenta. Após as evacuações, a higiene local deve ser feita trazendo o papel higiênico no sentido da vulva para o ânus - frente para trás - nunca ao contrário, evitando assim a

UMIDADE

Evite ficar períodos longos com maiôs ou biquínis molhados, porque eles prejudicam a transpiração e deixam o ambiente úmido e quente, o que favorece a proliferação dos fungos contaminação da vagina por germes que habitam o intestino. Evite ficar períodos longos com maiôs ou biquínis molhados, porque eles prejudicam a transpiração e deixam o ambiente úmido e quente, o que favorece a proliferação dos fungos. “Duchas intravaginais são absolutamente desnecessárias, pois causam desequilíbrio na flora vaginal e podem levar os germes para outros órgãos genitais, como o útero, o ovário e as trompas. É sempre bom lembrar que, ao sentir qualquer desconforto, seja ele pequeno ou grande, a visita a um ginecologista é essencial”, finaliza o profissional.

Dê preferência às roupas íntimas de puro algodão e evite usar absorventes íntimos diariamente, pois prejudicam a ventilação local”

Adquira o hábito de dormir com roupas confortáveis e largas


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MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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om os olhos do mundo voltados para a África ocidental por conta do vírus ebola, nada melhor do que procurar informações antes de propagar o pânico. Apesar de ser a maior epidemia da doença já documentada, a situação não é um evento raro, já que epidemias e surtos de ebola são frequentes na região. No entanto, amazonenses e brasileiros de maneira geral devem evitar o alarmismo, visto que o risco da propagação do ebola ainda é baixo. “Por se tratar de uma doença com alta letalidade (possibilidade de causar morte), a população acaba criando um pânico coletivo, com a possibilidade de uma doença como essa chegar ao Brasil. A princípio não existe motivo para pânico, uma vez que todas as medidas de controle estão sendo tomadas, sobretudo nos portos e aeroportos, reduzindo muito a chance da entrada da doença no país”, explica o médico doutor Nilson Ando, membro da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC). Entretanto, ressalta o mé-

dico, é importante que as pessoas saibam quais os sinais e sintomas da doença (no início febre, dor de garganta, dor de cabeça, fraqueza súbita, dor muscular, que evolui para vômito, diarreia, sangramento interno e externo e complicações nos rins e fígado), para que, em uma eventualidade, procurem uma unidade de saúde de imediato. Não há, portanto, transmissão pelo ar, o que limita ainda mais a capacidade de propagação da epidemia. Entenda Para evitar o pânico, é bom começar a entender o que é o ebola. Ando explica que é uma doença infecciosa causada por um vírus, que torna-se transmissível com a partir do aparecimento dos primeiros sintomas, por meio do contato direto com roupas, sangue ou fluídos corporais (suor, saliva, sêmen, lágrima) de pessoas e animais contaminados. Mas, a título de comparação, o médico ressalta que existem outras doenças tão contagiosas quanto o ebola. “Muitas doenças ocasionadas por vírus são contagiosas, como por exemplo, a catapora, a herpes ou até mesmo uma gripe. A grande diferença é que o ebola

ainda não tem um tratamento específico ou vacina e a taxa de mortalidade (quantidade de pessoas que morrem ao ter a doença) é muito alta, em torno de 90%”, explica. A diferença é que não existe tratamento para o ebola. “No Brasil temos algumas doenças que também precisam de atenção assim como o ebola, entre elas podemos citar a malária e a tuberculose que já mataram milhares de pessoas. Mas, no caso do vírus ebola, não existe um tratamento específico para a doença, porém medidas de suporte intensivo e o isolamento das pessoas doentes devem ser adotados. Infelizmente ainda não existe vacina ou cura conhecida”, completa. Contenção No caso de ocorrer a entrada da doença no país, teoricamente estamos preparados. “Esse trabalho é realizado em várias frentes, a primeira delas é no controle da entrada da doença no país, seja em portos ou aeroportos, das pessoas suspeitas, sobretudo oriundas de países em que a

doença está presente”, destaca Nilson Ando. Outra medida é o preparo de equipes no manejo e suporte da doença. “No Amazonas, por exemplo, tanto as equipes de atenção básica foram informadas sobre o reconhecimento da doença quanto a Fundação de Medicina Tropical já está preparada para receber possíveis pessoas doentes, adquirindo equipamentos de proteção específicos para os profissionais de saúde e definindo estratégias para o manejo adequado da doença. Por fim, a divulgação do que é a doença, quais os sintomas e os meios de transmissão para a população, de modo que as pessoas reconheçam a doença logo no início e procurem auxílio imediato”, finaliza.

Ebola: Autoridades de saúde argumentam que no caso de ocorrer a entrada da doença no país, teoricamente estamos preparados

Como surgiu o ebola

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Os primeiros casos registrados de vítimas mortais do ebola surgiram na África Central no ano de 1976, quando humanos foram contaminados por meio do contato com cadáveres de macacos. Apesar de não se ter certeza da origem do ebola, é conhecido que o vírus está presente em algumas espécies de morcegos que não desenvolvem a doença, mas que a conseguem transmitir. Assim, é possível que alguns animais, como o macaco ou o javali, comam frutas contaminadas com a saliva dos morcegos e, consequentemente, infectem os humanos ao consumir o javali contaminado como alimento, por exemplo.

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Após a contaminação por meio dos animais, os humanos são capazes de transmitir entre si o vírus na saliva, no sangue e em outras secreções corporais, como sêmen ou suor. O ebola ainda não tem cura e, por isso, é muito importante evitar a transmissão do vírus de pessoa para pessoa por meio do internamento dos pacientes em isolamento e do uso de roupa de proteção especial.

Entre 2 e 21 dias para aparecimento de sintomas

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Os O período de incubação dura de 2 a 21 dias. Os sinais e sintomas variam de um paciente para outro. Metade dos pacientes infectados vão a óbito.

Febre, dor de cabeça muito forte, fraqueza muscular, dor de garganta e nas articulações, calafrios são os primeiros sinais da doença que aparecem de forma abrupta depois de cinco a dez dias do início da infecção pelo vírus ebola. Com o agravamento do quadro, outros sintomas aparecem: náuseas, vômitos e diarreia (com sangue), garganta inflamada, erupção cutânea, olhos vermelhos, tosse, dor no peito e no estômago, insuficiência renal e hepática. No estágio final da doença, o paciente apresenta hemorragia interna, sangramento pelos olhos, ouvidos, nariz e reto, danos cerebrais e perda de consciência.


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A Organização Mundial da Saúde declarou, nesta segunda-feira (20), a Nigéria livre do ebola, 42 dias após o país não registrar nenhum novo caso da doença. “A Nigéria está livre do ebola”, disse Rui Gama Vaz, representante da OMS em uma entrevista coletiva para a imprensa na capital, Abuja. “Esta é uma espetacular história de sucesso. Isso mostra que o ebola pode ser contido, mas é preciso ficar claro que nós só ganhamos uma batalha. A guerra só vai acabar quando a África Ocidental também for declarada livre de ebola”, acrescentou, segundo a “Reuters”. O primeiro caso na Nigéria, país mais populoso da África, foi importado da Libéria, quando um diplomata liberiano-americano, chamado Patrick Sawyer, passou mal no principal

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OMS declara que Nigéria está livre do ebola aeroporto internacional de Lagos, em 20 de julho. Como o país estava mal preparado e não tinha procedimentos de triagem no local, Sawyer infectou várias pessoas, incluindo vários profissionais de saúde do hospital para onde foi levado, o qual não tinha equipamento de proteção adequado. Na última quarta-feira, o Ministério da Saúde do país havia declarado que não havia mais pessoas infectadas com o vírus mantidas em observação. “Ninguém está sob supervisão pelo vírus ebola em qualquer parte da Nigéria. Todos os que estão sob observação cumpriram o período de 21 dias estipulado pela OMS”, disse um portavoz do ministério. O ebola já matou 4.546 pessoas na Libéria, Guiné e Serra Leoa, os três países mais afetados. A Nigéria teve 20 pessoas contaminadas, das quais oito morreram.

O vírus ebola já matou mais de 4,5 mil pessoas na Nigéria

sem motivos para pânico

HIV Embora o número de mortes anuais relacionadas ao vírus da imunodeficiência humana tem diminuído nos últimos anos, estima-se que 1,6 milhões de pessoas em todo o mundo morreram de HIV e Aids (Síndrome

Influenza A gripe pode não parecer muito assustadora, mas mata muito mais pessoas a cada ano do que o ebola. O número exato de pessoas que morrem a cada ano por causa do vírus da gripe sazonal é assunto de muito debate, mas o CDC coloca o número médio

Vírus transmitidos por mosquitos Transmitidos pela picada de mosquitos infectados, vírus como o da dengue, Nilo

são conhecidas por terem sobrevivido à doença sem receber a vacina. Ainda assim, a doença continua a ser um perigo maior em outras áreas do mundo. Cerca de 55 mil pessoas morrem de raiva a cada ano na África e na Ásia, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde).

de Deficiência Autoimune) em 2012, segundo a OMS. O vírus ataca as células do sistema imunológico de uma pessoa e enfraquece o sistema imunológico ao longo do tempo, tornando-se muito difícil para o indivíduo infectado para combater outras doenças.

de mortes anuais nos Estados Unidos em algum lugar entre 3 mil e 49 mil. De acordo com o CDC, nos anos em que a gripe A (H3N2) são proeminentes, as taxas de mortalidade são geralmente mais do que o dobro do que os vírus influenza A (H1N1) ou gripe B. Com um vírus altamente contagioso, a

Ocidental e da febre amarela matam mais de 50 mil pessoas em todo o mundo a cada ano. De acordo com o CDC, pelo menos 40% da popu-

Rotavírus Nem todo mundo tem risco de contrair o rotavírus, mas para as crianças de todo o mundo, este vírus gastrointestinal é um problema muito sério. São registrados cerca de 111 milhões de casos de gastroenterite causada por rotavírus por ano no mundo, de acordo com o CDC.

Hoje, as pessoas com HIV vivem mais tempo do que costumavam, uma tendência que coincide com o aumento da disponibilidade de terapia antirretroviral, bem como a diminuição de novas infecções desde o pico da epidemia de Aids em 1997.

gripe adoece muito mais pessoas do que mata. Estima-se que de três a cinco milhões de pessoas ficam gravemente doentes todos os anos graças ao vírus da gripe. De acordo com a OMS, em todo o mundo, a gripe causa de 250 mil a 500 mil mortes a cada ano.

lação mundial, cerca de 2,5 bilhões de pessoas, está em risco de doença grave e morte por doenças virais transmitidas por mosquitos.

Globalmente, estima-se que 440 mil crianças que contraem o vírus morrem anualmente de complicações como a desidratação. A nova vacina, desenvolvida em 2006, já está disponível e é recomendada para crianças a partir dos dois meses de idade.

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vírus

mais mortais

que o

EBOLA

Raiva Ao longo dos últimos 100 anos, a raiva diminuiu significativamente seu status como uma ameaça à saúde pública nos Estados Unidos, de acordo com os CDC (Centros para Controle e Prevenção de Doenças). A raiva tem uma das mais altas taxas de mortalidade de qualquer vírus; apenas três pessoas nos Estados Unidos


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Desintoxicar o corpo vai além da

perda de peso

Sucos são excelentes para manter a hidratação do corpo

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Os sucos são fontes naturais de vitaminas

Além de deliciosos, os sucos podem ser uma excelente opção para complementar a alimentação

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correria do dia a dia faz com que o consumo de alimentos pobres em nutrientes e ricos em açúcar e gordura sejam frequentes e a alternativa para reverter a intoxicação, que os anos de uma alimentação errada proporcionam, é a hidratação e os sucos desintoxicastes, os famosos detox. Por meio da mistura de frutas, legumes e vegetais, o organismo consegue eliminar as toxinas e pode melhorar vários aspectos como a fadiga, enxaqueca e intestino desregulado, além de contribuir para perda de peso. O excesso de sal e a gordura dos alimentos colaboram para a retenção hídrica e o aparecimento celulite, além da possibilidade de sobrecarregar o fígado, o que potencializa a intoxicação. A limpeza do organismo já é feita naturalmente por meio da urina, fezes, suor e lágrimas, mas com a ajuda de uma alimentação balanceada é possível acelerar esse processo. Para os especialistas, é importante consumir, pelo menos, três tipos de frutas diferentes por dia, assim estará ingerindo vários nutrientes e substituindo o consumo de doce, por exemplo.

A hidratação também é essencial para quem quer se desintoxicar e perder medidas, e o hábito de consumir água e sucos naturais, deve ser ainda maior no verão, já que o corpo acaba perdendo mais líquido nesta época. O suco detox é uma opção, pois além de hidratar, também pode desintoxicar o organismo. “Ele aumenta a energia, melhora a qualidade do sono, fortalece o sistema imunológico, auxilia na concentração mental e raciocínio”, explica a nutricionista consultora da Itgreenfoods, Aritiane Silva. Os sucos detox podem ser compostos por diversas combinações de frutas, legumes e vegetais. “Cada mistura tem suas características nutricionais. Aliar a maçã e o espinafre, por exemplo, ajuda a melhorar o funcionamento do intestino, traz sensação de saciedade, oferece vitamina C, A e K e ainda contribui para o fortalecimento do sistema imunológico”, comenta a nutricionista. De acordo com Aritiane, os detox podem ser consumidos diariamente, mas é importante que eles estejam aliados a uma dieta saudável. “As pessoas que não têm o hábito de comer nas refeições legumes e vegetais, podem optar por ingerir esses alimentos por meio do suco”, orienta.

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Quem pratica exercícios físicos com regularidade sabe a importância do repouso na medida certa para recuperar as energias e a boa disposição para dar continuidade às suas atividades. É certo que os exercícios físicos ajudam na melhora do sono, acalmam e trazem bons resultados físicos e psíquicos. Entretanto, é bom ressaltar que existem diferenças que devem ser respeitadas para obtenção de um melhor resultado. Os exercícios leves contribuem para um sono reparador. Já os mais pesados precisam ser evitados em horários tardios, pois podem comprometer a qualidade do sono. Como tudo na vida, também nessa questão é preciso que haja o equilíbrio entre o desgaste do corpo e a sua recomposição. Para entender a importância do sono, é preciso entender o catabolismo e o anabolismo. O primeiro é o consumo e gasto de energia e, o segundo, estoque de energia. Com o treino, há o gasto da “reserva energética”, ou seja, o catabolismo. E durante o sono, acontece o anabolismo,

que recupera a energia gasta durante o treino, além de regenerar as fibras. Essa é uma função importante do sono, agir no anabolismo, recuperando a perda de energia, e também na liberação do hormônio GH (que atua na construção do músculo). Além disso, o sono também renova as células, melhorando a aparência e o estado físico. Quando o sono está desajustado, há perda de memória e alterações metabólicas e endócrinas. Quem não tem uma boa noite de sono fica com o raciocínio prejudicado, rende menos no trabalho e sofre com muito mais cansaço. Além disso, está mais sujeito a infecções, obesidade, hipertensão e diabetes. Qual o melhor exercício? Segundo pesquisas feitas na Universidade de Harvard, os exercícios devem ser intensos para alcançar o melhor condicionamento físico. A conclusão é de que o resultado é melhor se o exercício for intenso, daquele que deixa a pessoa quase sem fôlego, independente se aeróbico ou anaeróbio. A pesquisa ainda comprovou

que duas séries de seis repetições mais rápidas dão mais resultados que uma série contínua de 12, pois faz com que o praticante ganhe muito mais potência muscular. Em contrapartida, alguns professores de musculação acreditam que essa musculação de alta velocidade deve ser voltada apenas para atletas que precisam desenvolver sua potência muscular. Já alunos que não fazem com esse objetivo devem optar pela variável da carga usada, e não da velocidade. É interessante lembrar que alunos que não estão preparados, quando submetidos a exercícios com mais intensidade, têm aumentado o risco de lesões. Também é importante lembrar que cada indivíduo reage à sua maneira e que em relação aos métodos de treinos, às vezes um exercício serve para um tipo de corpo/ organismo/metabolismo, mas para outro não. Comprovação científica Um estudo publicado na revista “Mental Health and Physical Activity” revelou que pessoas, que praticam pelo

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Exercícios, sono e recuperação energética menos 150 minutos de exercícios por semana, dormem melhor e ficam mais alertas durante o dia do que aquelas que praticam pouco ou nenhum exercício. A análise foi liderada por um pesquisador da Bellarmine University, nos Estados Unidos. Os resultados mostraram que pessoas que praticavam pelo menos 150 minutos de atividades físicas por semana tinham uma melhora de 65% da qualidade do sono. Essas pessoas também alegaram ter um maior aproveitamento do dia em relação àquelas que praticavam menos exercícios ou nenhuma atividade.

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Prática regular de exercícios ajuda a ter um bom sono


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nfrentar o resultado de um diagnóstico de câncer de mama abala a autoestima de qualquer mulher. Afinal, durante as sessões de quimioterapia o cabelo costuma cair, o peso reduz, as unhas ficam mais quebradiças, a pele fica seca, e tantas outras mudanças que podem prejudicar a autoconfiança da mulher ao se olhar no espelho. Por causa dessas transformações na aparência, algumas podem desenvolver problemas psicológicos e até mesmo depressão no decorrer do tratamento. Entretanto, um dos maiores temores de quem passa pelo tratamento do câncer de mama é a mastectomia, ou seja, a retirada de um dos seios ou, em casos mais graves, a retirada dos dois por meio de procedimento cirúrgico. “As mamas representam a feminilidade da mulher, pois eles demarcam as curvas do corpo da mulher. Algumas vezes, a retirada da mama pode afetar o relacionamento do casal devido ao constrangimento da mulher em ficar despida na frente do parceiro. Esse fator pode trazer um esfriamento da relação”, comenta a terapeuta e coach Erica Aidar. Uma pesquisa feita pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) sobre o câncer de mama mostrou que esse tipo de tumor será responsável por 57.120 novos casos até o fim deste ano, representando

Outubro Rosa serve como um alerta contra a doença

Como recuperar a autoestima ao descobrir o

156 diagnósticos por dia. “O diagnóstico de câncer de mama é sempre um processo muito doloroso. Mas, de modo geral, é comum que as mulheres tenham sentimentos de angústia, desespero, tristeza, estresse e até mesmo de raiva ao ter que lidar com a doença. Esses sentimentos se conflitam e abalam a autoestima feminina”, avalia a especialista. O acompanhamento psicológico nessa fase de aceitação é indispensável. “Estar com câncer de mama não significa que a mulher tem que deixar de viver. Ela precisa encarar a doença como um obstáculo que será superado e contar com o apoio de amigos, família e até com ajuda de psicólogo que pode fazer a diferença nesse momento, para não cair na depressão”, ressalta Erica. De bem com o espelho As mulheres que estão lutando contra o câncer de mama podem buscar formas de se sentirem mais bonitas e confiantes. “Para disfarçar a perda dos fios, uma opção é investir no uso de perucas, lenços coloridos ou chapéus. Essa pequena mudança pode fazer a mulher se sentir bem consigo mesma”, recomenda.

câncer de mama Transformações na aparência podem afetar bastante a autoestima de mulheres que passaram pela doença


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Saúde

e bem-estar

MANAUS, DOMINGO, 26 DE OUTUBRO DE 2014

Baixa estatura pode ser alerta para deficiências hormonais

P

reocupação com a altura nem sempre está ligada à vaidade das crianças e adolescentes. A baixa estatura pode ser considerada um sinal de que algo na saúde não está bem, dando pistas de possíveis alterações relacionadas às deficiências hormonais e nutricionais, doenças crônicas (gastrointestinais, respiratórias e renais) e síndromes genéticas. Levantamento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia aponta que a média de crescimento na infância é de mais de 4 cm por ano, enquanto na puberdade aumenta para 12 cm ou 13 cm a cada ano. Caso o crescimento de uma crian-

ça seja menor do que 4 cm ou de um adolescente menor do que 6 cm ao ano, a instituição recomenda consultar um especialista. Para auxiliar na investigação de possíveis irregularidades no desenvolvimento, o laboratório Sabin oferece os exames de curvas hormonais. Os testes avaliam a produção de hormônios relacionados ao crescimento e detectam com exatidão qualquer problema. Produzido pela glândula hipófise, situada na base do crânio, o Hormônio do Crescimento (GH) é importante para o crescimento desde os primeiros anos de vida até o fechamento das cartilagens dos ossos

(epífises), que ocorre no final da puberdade, em geral, entre 15 e 20 anos de idade, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia. O endocrinologista e consultor médico do laboratório Sabin, Juliano Zakir, alerta que os pais devem procurar um pediatra, endocrinologista ou endocrinopediatra quando suspeitarem de alguma irregularidade no desenvolvimento e crescimento da criança. “Os pais devem ficar atentos se notarem uma grande dife-

rença de estatura nos filhos, comparada a outras crianças da mesma faixa etária, ou se a criança não seguir o padrão da estatura dos pais e irmãos”, destaca. O consultor médico do laboratório Sabin detalha que os resultados devem ser analisados pelo médico do paciente, que conhece o histórico clínico da criança.

Em caso de dúvida sobre crescimento, os pais devem procurar o médico

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A média de crescimento na infância é de mais de 4 centímetros por ano


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Saúde - 26 de outubro de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu