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Saúde - 24 de março de 2013

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Caderno F

Saúde MANAUS, DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

e bem-estar

As mulheres e seus corações acelerados

DIVULGAÇÃO

Saúde e bem-estar F4

saudeebemestar@emtempo.com.br

(92) 3090-1017

Filhos: o amor é igual ou diferente? Muitos pais dizem que o amor que se sente pelos filhos é o mesmo, porém é com o tratamento dispensado que se observa se o que se diz é o que ocorre na prática da criação RENATA PAULA Equipe EM TEMPO

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ificilmente uma mãe tem forças para assumir que tem um amor especial para um dos filhos. Todos são como um. Mas na hora de lidar com as diferenças entre os filhos, os pais precisam ajudar seus conceitos. Até onde o tratamento diferenciado pode ser útil na vida da família? No início do mês, o cantor sertanejo Luciano revelou em uma entrevista que trata os filhos de maneiras diferentes. Para o filho “bom”, ele dá carro, apartamento tudo da melhor qualidade; já para o mais velho, que já teve problemas com drogas e outras rebeldias, ele só oferece a “tempestade”. Ao contrário do cantor, dona Maria Onete Martins, 60, assume o tratamento igual aos filhos independentemente da personalidade deles. Ela tem três filhos, duas mulheres e um homem, de 39, 37 e 27 anos respectivamente. Mesmo com a diferença de sexo e idade, as vantagens e punições sempre tiveram o mesmo rigor. “Todos os meus filhos têm personalidades muito diferentes, eu sempre tive que lidar com gênios fortes e até ciúme entre eles. Mas em relação a tratamento, é igual, desde os tempos de colégio. Ou posso com os três ou não posso com nenhum e tudo foi fluindo de uma forma confortável”, explica.

“Quando o caçula nasceu, minhas duas filhas tinham 9 e 12 anos, e por ser um homem foi como se fosse tudo a primeira vez. Ele teve um enxoval todo diferente, um quarto só para ele e outras regalias. A própria relação entre mãe e filho acaba sendo diferente, mas nunca em relação às orientações. Quando ele tirava nota vermelha na escola era punido do mesmo jeito”, afirma Onete, que foi criada com 17 irmãos e diz

HARMONIA

Embora sejam indiscutíveis as diferenças na criação de meninos e meninas, grande parte dos pais diz que o amor e o modo de educar os filhos são os mesmos, sem distinção ou predileção que o tratamento entre eles sempre foi o mesmo. Mesmo com o passar dos anos, a dona de casa continua acompanhando de perto a vida dos filhos. Uma das principais alegrias e da qual ela mais se orgulha foi a de ver os três filhos com curso superior. “Para eu formar meus três filhos foi como um sonho, na hora de escolher o curso a gente até opina, mas a decisão final é deles. Eu rezo para que eles fiquem satisfeitos, consigam ter sonhos também e realizar cada um, porque eles

podem ter certeza que eu estarei apoiando os três da mesma forma”, conta. Menina ‘xodó’ Para o publicitário Ary Sérgio, 33, o difícil é não amolecer o coração com os caprichos da filha mais velha. Fernanda, 12, é o “xodó” do pai, que tem ainda dois filhos, Felipe de 10 anos e o caçula Rafael, de 5 anos. Ele conta que faz a linha “paizão” e parceiro em todas as horas, mas se os filhos fazem malcriação são repreendidos de imediato. Porém, se tiverem bom comportamento e fizerem suas atividades de forma correta são recompensados com presentes e “mimos”. “Sempre deixo claro que aquilo é uma conquista deles e que também podem perder se não se comportarem direito”, afirma. Apesar das diferenças existentes na criação de meninos e meninas, o publicitário diz tentar fazer com que os filhos não pensem ou sintam que há alguma diferença no amor ou na atenção dedicada aos filhos, por isso procura manter o diálogo e entender as preferências de cada um.

Conciliar para harmonizar o lar “A mais velha é manhosa, o que acaba abrindo portas para que os meninos também sejam e isso eu tenho que aprender a controlar. Com o meu filho do meio tendo a ter conversas ‘de homem para homem’, já que ele gosta de ser tratado assim”, conta. Se lidar com a diferença de idade e de sexo não é

tão espinhoso, ter que lidar com a diferença religiosa entre os filhos tende a ser um assunto mais delicado. Ary, que é judeu, tem apenas um filho que seguiu a mesma religião do pai, o caçula; os dois mais velhos são uma evangélica e um católico. Sem diferenças “O tratamento é o mesmo,

mas o discurso religioso é diferente. A Fernanda é evangélica e o Felipe é católico, por isso as vezes preciso me polir para não ofender certos ensinamentos deles. Com isso, eu acabo tendo que conhecer muito bem sobre as religiões e sobre a forma como eles aprendem sobre religião, para não confundir a cabeça deles”, finaliza.


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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com

Anatomia: o desvendar do corpo

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A história mostra com fartos registros que o estudo do corpo humano, escondido pela pele, encontrou dificuldades nas estruturas de poderes das crenças e ideias religiosas, notadamente, no monoteísmo. A justificativa da resistência continua contida no dogma do homem ter sido criado à imagem e semelhança de Deus. Para consolidar a nova estrutura de crença e ideia religiosa, os teóricos dos monoteísmos reorganizaram a forte tradição politeísta anterior a partir do pressuposto de o indivíduo observável representar a cópia fiel de outro ser (divino, invisível e perfeito). Entre as mudanças patrocinadas por essa concepção do corpo sagrado, nada justificaria o estudo do corpo. O naturalmente desconhecido fazia parte do milagre criador. No judaísmo, de modo geral, os rabinos só autorizavam o estudo da anatomia nos cadáveres insepultos dos heréticos e condenados (Talmud, Bekhoroth 45a. - Um dia os discípulos de Rabin Ismael dissecaram o corpo de uma prostituta que o governante tinha condenado à figueira...). O cristianismo introduziu mudanças importantes na estrutura do espaço sagrado. Diferente do judaísmo, acrescentou certa opo-

sição entre o físico e o espiritual (Mt 10,28). O ser humano, agora plenamente concebido como dual, isto é, corpo e espírito, deveria ser o instrumento para servir a Deus (2Cor 5,10). Por outro lado, os empecilhos para abrir os corpos mortos mantiveram semelhança no AT e NT. Um dos pontos confluentes é a natureza mítica do sangue (Mt 16,17 e 1Cor 15,50), mantendo semelhança entre a de Moisés, que inaugurou a Antiga Aliança entre Deus e o povo eleito, e a Nova e Eterna Aliança selada por Jesus com o seu próprio sangue (1Cor 11,25 - Do mesmo modo, após a ceia, tomou o cálice dizendo: este cálice é a Nova Aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei o em memória de mim). No islamismo, a palavra correspondente de anatomia em árabe - ilm al tasrib - é precedida pela raiz saraha que significa literalmente trinchar, cortar, separar. Como o islamismo entendeu a criação dependente e sequenciada (Sura 23,13, 14 - Depois, transformamos o esperma em coágulo, e o coágulo em óvulo, e o óvulo em osso, e revestimos o osso com carne. E era mais uma criatura. Louvado seja Deus, o melhor dos criadores), a inevitável intervenção do exame, dilacerando a carne, foi seguidamente impedido pela

convicção da importância do corpo conservado após a morte. Com a desconstrução da ordem feudal, na Europa, ocorreu a sedução coletiva para renascer a cultura grega, que recebeu o nome de Renascimento. O desejo de conhecer o corpo encoberto sob a pele dominou a interdição. Os dogmas em torno da natureza sagrada do sangue foram colocados ao largo e reiniciado o estudo da anatomia nas muitas salas de dissecção espalhadas na Europa, especialmente, na Itália e França. A harmonia dos limites interiores do corpo desvendado encantou todos e fez vibrar também a caneta dos poetas e os pincéis dos artistas. A sensibilidade de Leonardo da Vinci (1452-1519) buscou a profundidade da forma e produziu inúmeros desenhos dos ossos, das artérias e veias com a perfeição. Outros artistas conseguiram transpor para a tela o instante em que o saber é a emoção, como Rembrandt (1606-1669) na tela a Lição de Anatomia do doutor Tulp. O quadro que deu vida à atitude majestosa do cirurgião e aos semblantes dos alunos, inflados de fascínio, é uma prova inquestionável do quanto o desvendar da anatomia.

João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França

O cristianismo introduziu mudanças na estrutura do espaço sagrado. Diferente do judaísmo que faz oposição entre o físico e espitirual

Chá-verde e café ajudam a prevenir AVC, diz estudo Consumir chá-verde e café regularmente pode estar associado a um menor risco de ter um AVC, aponta estudo divulgado na publicação científica “Stroke: Journal of the American Heart Association”. De acordo com a pesquisa, para obter o benefício seria necessário o consumo diário de quatro xícaras do chá ou de uma xícara de café. Os resultados do estudo mostraram que, de fato, há uma relação entre o chá e o café e um menor risco de AVC. Aqueles que bebiam pelo menos quatro xícaras do chá por dia tinha uma probabilidade entre 20% e 30% menor de sofrer um derrame do que os demais. Os que consumiam café diariamente, por sua vez, tinham um risco 20% menor de ter o problema. O AVC é responsável por 5 milhões de morte no mundo todos os anos.

Humberto Figliuolo saudeebemestar@emtempo.com.br

Saúde e saneamento Usa-se o Estado como meio; o fim é o ser humano, a base é o povo, o objetivo é a plena realização do homem como indivíduo e como ser social. O Brasil ocupa excelente posição entre as maiores economias do mundo moderno. Na realidade, tais estatísticas estão mais relacionadas à produção industrial. Entretanto, ao contrário do que acontece em outras nações desenvolvidas, o povo brasileiro não foi contemplado em matéria de oferta de qualidade de vida aos seus cidadãos. Um país ainda distante de vencer a pobreza. Sabe-se que apenas 70% dos lares brasileiros contam com os serviços indispensáveis de água, esgoto e coleta de lixo. O crescimento desordenado acumulou uma dívida social, e os cidadãos que produzem a riqueza pouco recebem em troca. É preciso que o povo venha a se sentir feliz e seguro, com seu salário digno pela força do seu trabalho. Hoje não podemos ignorar uma qualidade de vida e cidadania sem uma boa alimentação, habitação, saúde, educação, saneamento, vestuário, transporte coletivo, emprego, segurança, liberdade e participação. A falta de confiança nas instituições e no desempenho dos políticos e das elites dirigentes

gerou um gravíssimo clima de antagonismos: os segmentos sociais não se harmonizam. Oitenta milhões de brasileiros encontram-se em “estado de pobreza”, isto é, indigência, com acesso aos programas de assistência governamental, e dependem praticamente da caridade pública ou voltam-se para atividades magistrais. Precisamos urgentemente criar frentes de trabalho. Não acreditamos no otimismo do governo federal em que diz que conseguiu incorporar milhões de pessoas à modernidade, dando-lhes novas perspectivas de vida. Precisamos oferecer oportunidades de crescimento pessoal e intelectual na tentativa da superação de carências históricas, grandes diferenças e desigualdades ainda persistem e ainda não abrir mão do envolvimento das empresas e da sociedade em geral nesse esforço da promoção da cidadania. Os padrões mais criticáveis encontram-se na área da política social, ineficaz, e nessa muito acentuadamente na área de saúde e saneamento. As deficiências no investimento nesses setores têm ocorrido o ressurgimento de doenças e endemias, anteriormente controladas, atingindo duramente as populações mais carentes.

A falta de prioridade para o exercício da medicina preventiva, da saúde pública e higiene, pressiona desnecessariamente o setor que tem sido mais aquinhoado, o da medicina curativa (hospitalar). As estatísticas parecem indicar, ainda assim, deficiências da ordem de milhões de leitos hospitalares, em todo o país, destacadamente nas áreas metropolitanas. Outro aspecto que destacamos é a necessidade de mudar a rotina do funcionamento comum dos serviços de saúde, que passarão da atitude passiva de esperar pelo doente, nem sempre resolvendo o seu problema para uma ação ativa com o intuito de antecipar-se a ele, interrompendo o curso do processo que leva à doença. O Ministério da Saúde prioriza a Saúde da Família como a principal estratégia para a reorganização da atenção básica. Um dos principais desafios da Saúde da Família é a necessidade de avançar na integralidade e na resolutividade da atenção. Finalizando, acreditamos em mudanças concretas para o controle das doenças negligenciadas, relacionadas a situações da pobreza e vulnerabilidade social, com garantia de sustentabilidade no financiamento das ações de controle.

Dieta pobre em potássio pode acarretar problemas nos rins

Humberto Figliuolo Médico

O crescimento desordenado acumulou uma dívida social e os cidadãos que produzem a riqueza pouco recebem em troca. É preciso que o povo venha a se sentir feliz com seu salário digno

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), 10 milhões de brasileiros têm alguma forma de disfunção renal, consequência do avanço de doenças crônicas como o diabetes e a hipertensão. Da mesma forma que as quantidades de sódio, as taxas de potássio no corpo precisam estar em equilíbrio para garantir o funcionamento normal do organismo como um todo e também dos rins. Se eles não funcionam direito, os níveis de potássio no sangue podem aumentar, afetando o ritmo do coração. Quem sofre de doença renal, além de reduzir o consumo de sódio na dieta, por vezes precisa limitar o consumo de potássio. Alguns alimentos que ajudam nesse processo são: espinafre, tomate, batata doce, abóbora, couve, ameixa, quiabo, batata e acelga.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br Repórter Renata Paula Wandilson Prata

Diagramação Kleuton Silva Revisão Antonio Fonsêca Dernando Monteiro Eustáquio Libório

www.emtempo.com.br


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Conhecer o lúpus para viver com saúde Apesar de ainda não ter cura, o lúpus é uma doença que pode ser controlada e que não deve ser encarada como um limitador de vida e objetivos

WANDILSON PRATA Equipe EM TEMPO

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oença autoimune, o lúpus afeta vários órgãos e sistemas do corpo humano. Nela, os anticorpos que deveriam combater doenças atacam as próprias células do corpo e isso pode trazer sérias complicações na pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Mais comum entre as mulheres, o lúpus tem seu diagnóstico descoberto geralmente entre 10 e 40 anos e, apesar das complicações que a doença pode causar se, devidamente tratada, a pessoa pode ter uma vida normal. O lúpus pode ser desencadeado por vários fatores, tais como ambientais (luz solar), infecções, estresse físico e mental; drogas genéticas e hormonais, entre outros. Confundida com uma série de outras doenças e com a cura definitiva ainda por ser descoberta, a literatura e os rumores em torno do lúpus são, curio-

samente, mais vastos que o conhecimento da própria doença. A doença está dividida em quatro aspectos: o lúpus discoide; o lúpus sistêmico; o lúpus induzido por drogas e o lúpus neonatal. O lúpus discoide é cutâneo, nele podem surgir erupções na pele, pescoço e couro cabeludo. O lúpus sistêmico, também chamado de lúpus eritematoso sistêmico (LES), é a forma mais severa da doença e que requer mais cuidados, pois tende a se instalar em todo o organismo. O lúpus induzido por drogas atinge uma parte muito pequena da população, em geral homens. Em geral esse tipo de lúpus se manifesta em pessoas que tomaram remédios por um longo período para tratamento de pressão alta ou para regular o ritmo cardíaco. Já o lúpus neonatal é aquele transmitido da mãe para o filho durante a gravidez. Dados do Ministério da Saúde indicam que o LES é a mais comum das doenças do

colágeno, que ocorre com mais incidência em mulheres e que está associada à gestação. Em algumas pessoas acometidas por lúpus eritematoso sistêmico somente a pele e as juntas estão envolvidas, enquanto em outras os pulmões,

QUATRO TIPOS

O lúpus é caracterizado por quatro aspectos: o lúpus sistêmico; o lúpus discoide; o lúpus neonatal e o lúpus induzido por drogas. Desses, o lúpus sistêmico é a forma mais grave da doença o fígado, o sangue e outros órgãos e tecidos podem ser afetados. O lúpus sistêmico inclui períodos chamados de remissão, onde poucos sintomas estão evidentes e outros períodos explosivos, em que a doença se torna mais ativa. Segundo a dermatologista

Lucilene Sales, a doença não é transmissível, mas existe predisposição para se desenvolver e é mais comum em mulheres porque os hormônios envolvidos na gênese do lúpus são principalmente os femininos. “Existe um eixo regulatório imunoendócrino em nosso organismo que se encontra alterado por conta do aumento desses hormônios no lúpus. A doença pode ser desencadeada por algumas drogas (medicamentos) e até a gravidez pode desencadear lúpus em mulheres com predisposição à doença”, alerta. Diagnóstico O diagnóstico é baseado em exames clínicos e laboratoriais. Entre os critérios clínicos, o Ministério da Saúde relaciona a fotossensibilidade, úlceras orais, artrite, nefrite e alterações neurológicas, já nos critérios laboratoriais o Ministério aponta alterações hematológicas, imunológicas e anticorpo antinuclear como indicadores da doença.

Recomendações médicas A recomendação para quem tem a doença é evitar exposição demasiada ao sol, fazer exercícios regulares, juntar-se a grupos de portadores de lúpus para discussões e aconselhamento, além da prática de medidas que aliviem o estresse. Recomenda-se ainda banir o uso de álcool e cigarro,

bem como a realização de exames periódicos e a prática de atividades que causem bem estar. Há indicação para que as mulheres grávidas adotem as mesmas práticas saudáveis das não grávidas, sobretudo, oito semanas após o parto, quando aumenta o risco de que ocorra alguma crise.

É aconselhável ao portador de lúpus: • Caminhadas ao ar livre, sem pressa, de preferência em lugar tranquilo e agradável; • Não se isolar, procure ampliar seu círculo de amizades, trocar ideias com pessoas amigas, procurando estar sempre em companhia de pessoas positivas e otimistas; • Selecionar passatempos que não sejam por si estressantes, mas que relaxem e divirtam, desviando

a atenção da doença; • Fazer relaxamento em grupo até que aprenda a fazer sozinho, preferencialmente com música suave em tom baixo, ou sons de sinos, água, vento e sons da natureza; • Se religioso, aprender a rezar as orações (independemente a qual religião pertença) sem aflições, com concentração e serenidade.

Coisa de Mulher weralima@yahoo.com.br

Desmistificando o universo sexual do macho VERA LIMA Equipe EM TEMPO

Uma revista conhecida em todo o país publicou recentemente uma matéria que achei bem interessante sobre os mitos que cercam o tesão masculino. Ai, e como tem mito nessa história, afinal, quando se fala em sexo, dizem as más línguas que esse é o assunto principal que está 24 horas na cabeça deles. Na verdade eu creio que quando homem não pensa em sexo é porque está vendo futebol na TV. Mas, para encurtar a conversa vamos desmistificar algumas crenças que cercam esses homens e suas lendárias performances sexuais. Primeiramente, diz a reportagem, que nem sempre eles estão com tesão, ao contrário do

que a maioria das mulheres foram levadas a crer. Esse mito, aliás, pode ser um tiro no pé. Explicando melhor: se você acredita que o cara está sempre em ponto de bala, pode se desiludir na hora do vamos ver quando ele negar fogo. Vai achar logo que a culpa é sua, tipo “ah, ele não me ama, não me quer ou está me traindo com outra”. Vai ver nem é isso, ele pode estar cansado e... nem tcham e nem tchun na hora H. Outro grande mito é sobre o tamanho dos pés dos homens. Existe uma crença entre as mulheres que homens que têm pés enormes são superdotados. Não estou falando de inteligência, me entendam, por favor, estou falando de atributos sexuais. Mas vamos parando por aí porque isso não tem nenhu-

ma fundamentação científica. Aliás, diga-se de passagem que pesquisadores da universidade inglesa College London decidiram tirar a prova - e as medidas e descobriram que não existe nenhuma relação entre o tamanho das meias e o da camisinha. Bom, se você se baseava nessas medidas externas, deve ter quebrado a cara. Prosseguindo em nossa análise, vamos desmistificar agora aquela velha teoria de que eles pensam mais em sexo que nós. Eu continuo acreditando que sim, basta ver que uma mulher não pode passar por um homem que ele logo vira a cabeça para analisar sua bunda. Principalmente se ela for gostosa. Mas, segundo pesquisadores, essa lenda pode ser atribuída ao

fato que somos afetadas por mudanças hormonais, o que leva nosso interesse a oscilar de acordo com o período do mês. Outra coisa a ser considerada é que eles também atingem o pico de vigor sexual mais cedo, o que atualmente poderia explicar a quantidade de mulheres mais velhas dividindo a cama com parceiros mais jovens. É fato também que nunca foi socialmente proibido à ala masculina fazer sexo somente por prazer, enquanto as mulheres sempre vincularam sexo a casamento e amor, não necessariamente nessa ordem. Outra coisa a ser desvendada é sobre o tamanho do pênis e o prazer da mulher. Bom, tem gente que gosta de ver abundância e erra pelo pecado da gula. Gente, quem

entende afirma: tamanho não é documento. Não é mesmo. Competência é outro departamento. Isso, sem contar que segundo pesquisas 70% das mulheres só atingem o orgasmo por meio da estimulação do clitóris - o que não tem nada a ver com o tamanho, e sim com a habilidade dele em acertar uma localização geográfica. Tem gente que consegue até achar o ponto G, mas também tem boneco mais desajeitado que cego em tiroteio. Meu espaço está acabando, mas é bom lembrar que 26% dos homens também fingem orgasmo, segundo pesquisa Sexualidade dos Brasileiros, do Instituto Datafolha, portanto, não somos as únicas espertas do pedaço. Ah, e eles adoram preliminares.

Vera Lima Jornalista


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Desacelere o c com mais saúd A correria do dia a dia tem feito com que mulheres cada vez mais jovens apresentem problemas de saúde que poderiam ser evitados se o “pé fosse tirado do acelerador”. Melhorar a qualidade de vida diminui os riscos de morte WANDILSON PRATA Equipe EM TEMPO

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ara fechar o mês de março em homenagem às mulheres, que tal falarmos sobre a saúde da mulher moderna que desempenha diversos papeis na sociedade? Como ela vem se comportando e como a saúde vem dando respostas a toda essa correria do dia a dia? Será que o coração está conseguindo seguir o ritmo das reuniões no escritório, dos trabalhos da faculdade, da atenção aos filhos e ainda consegue suportar o engarrafamento na hora de voltar para casa? Muitas mulheres reconhecem a necessidade de cuidar da saúde, mas poucas dão a devida atenção ao órgão que mais “sofre” com as cobranças do dia a dia. Antigamente os homens tinham os cargos mais elevados de uma empresa, mas com o passar dos tempos, as mulheres foram conquistando o mercado e se mostraram cada vez mais capazes de desempenhar tal trabalho, porém dependendo da demanda do serviço tem uma hora que a cobrança é tanta que o coração vai a mil e pode pedir “arrego”. Foi o que aconteceu com a jovem Carol Santos, 29. Analista de qualidade de uma empresa privada, Carol passou mal após uma das dezenas de cobranças que recebe todos os dias. “Eu sempre tive uma vida bastante agitada, pois o que mais gosto é de trabalhar. Meu trabalho requer muita atenção e agilidade, além de demandar bastante atividade. Em outubro do ano passado eu estava sobrecarregada e meu chefe chamou minha atenção. Fiquei tão nervosa que sentia que minhas bochechas estavam avermelhadas e o meu rosto esquentava. Fui parar no ambulatório da empresa e para minha surpresa minha pressão arterial estava bem alta. Fui medicada e acompanhada até minha pressão normalizar. Depois disso não voltei a sentir mais nada, acho

que foi apenas no momento de ira que me senti mal. Eu sou muito explosiva e a pressão pode ser por “ene” motivos, além disso, minha alimentação é regrada ao sal, sem falar no meu sobrepeso”, especula. Assim como no caso da analista de qualidade, na maioria dos casos as mulheres só procuram um consultório médico quando os sintomas se tornam insustentáveis e o mal estar se torna frequente. Com o aumento de atribuições e a presença cada vez mais frequente de mulheres jovens no mercado de trabalho, os problemas de saúde têm se apresentado cada vez mais em mulheres com menos idade. Foi o que aconteceu com a jornalista Priscila Santos, de 23 anos. “Tenho uma vida super cor-

EXAMES

O coração em ritmo acelerado, devido as ocupações do dia a dia, pode apresentar problemas em qualquer idade, por isso é indispensável a realização de exames periódicos rida, com faculdade, família, dois empregos e ainda tenho que cuidar dos meus cachorros e dar atenção para o meu namorado. Eu nunca tinha ido ao médico antes e às vezes sentia enjoos. Cheguei a pensar que estava grávida, desmaiava e não sabia o que era. Ano passado meu namorado foi me deixar no trabalho e desmaiei dentro do carro dele. Fui parar no hospital. A médica disse que eu estava com pressão baixa e o motivo mais provável era a minha vida agitada e o fato de eu não me alimentar direito. Eu sempre quis ter minha independência, mas agora sinto o peso e vejo como a minha vida é agitada, fora o trânsito que me deixa superestressada”, conclui.

Reservar alguns momentos para estar consigo mesmo, desestressar e buscar o equilíbrio ajudam a manter corpo e mente sãos

Os afazeres domésticos tendem a ser um grande fator de estresse para todas as mulheres

Fadiga em excesso e dores musculares são alguns dos indicativos de que algo não vai bem


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oração e viva de e bem-estar

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Fatores de risco mais frequentes

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), Marcelo Queiroga além dos fatores de risco frequentes também entre os homens como pressão alta, colesterol elevado; diabetes, obesidade, tabagismo; sedentarismo, estresse e distúrbios como ansiedade e depressão; aumento da gordura abdominal e a herança genética. As mulheres apresentam maior risco de doença coronária na fase de menopausa devido a redução dos hormônios femininos e na fase reprodutiva, quando ela associa o uso de anticoncepcionais ao hábito do tabagismo. “Inicialmente a mulher precisa ir a um clínico geral ou cardiologista para fazer um check-up cardiovascular para saber se seu coração é normal, saudável e identificar se ela já tem algum fator de risco. Todos os fatores de risco, exceto a herança genética, são modificáveis ou tratáveis por mudanças de hábitos de vida, como a adoção de exercícios, alimentação saudável e cessação do fumo, ou medicações específicas para pressão alta, diabetes ou colesterol alto. O combate ao estresse incorporando atividades de lazer, estudo ou meditação também são importantes”, indica. Segundo o especialista, a alimentação saudável balanceada garante ao organismo todos os nutrientes que ele precisa para trabalhar adequadamente. “Para o coração deve-se reduzir a ingestão de gorduras saturadas e colesterol que são advindos de carnes gordas, derivados do leite integral e ovos. Alimentos saudáveis, isentos de colesterol e ricos em gorduras poli e monoinsaturadas, como peixes, azeite de oliva, nozes e castanhas, frutas em principal as vermelhas e verduras, devem fazer parte de nossa alimentação”, aponta. Quanto aos exercícios para o coração, Queiroga sugere os aeróbicos, entre eles a caminhada, a corrida, natação, hidroginástica e a bicicleta. “No mínimo deve-se fazer uma caminhada a passos rápidos de pelo menos 30 minutos por dia para deixarmos de considerar uma pessoa como sedentária”, ensina.

Independentemente da idade todas as mulheres devem manter seus exames médicos em dia, diminuindo as chances de que surpresas desagradáveis aconteçam

O sentimento de raiva, quando manifestado muitas vezes e com intensidade, podem levar à uma parada cardíaca e oscilação na pressão arterial

Mitos sobre a saúde do coração • Mulheres não morrem de infarto - a incidência de infarto é maior entre homens, mas, proporcionalmente, o número de mortes entre as mulheres é maior; • Infarto sempre começa com uma dor no lado esquerdo do peito - na mulher, o infarto pode apresentar poucos sintomas ou, ainda, sensações que podem ser confundidas com problemas comuns de saúde, como a azia. Na mulher, o infarto pode apresentar uma dor no braço esquerdo, que irradia para a mandíbula. Também é possível sentir dor nas costas, pressão ou aperto no peito ou no estômago • Doenças cardiovasculares não afetam mulheres magras -

o principal determinante para as doenças do coração é a carga genética. Sendo assim, pessoas de aparência saudável não estão isentas de apre-

HÁBITOS

A adoção de uma alimentação saudável, a prática de atividades físicas, o respeito ao período de descanso, bem como a reserva de tempo para prática de atividades lúdicas amenizam problemas sentar doenças cardíacas; • A menopausa não apresenta risco para o coração da mulher - o estrogênio é um fator protetor dos vasos do coração. Na menopausa, a baixa produção

destas substâncias deixa as mulheres mais suscetíveis a doenças cardiovasculares. A falta do hormônio também favorece o aumento das taxas de colesterol e triglicerídeos, que pode levar ao entupimento dos vasos sanguíneos; • Quem tem casos de doenças cardíacas na família também terá o problema - quando existe histórico na família, é preciso redobrar os cuidados, já que não é possível modificar a carga genética ao longo da vida. Por outro lado, é possível prevenir o desenvolvimento de doenças cardiovasculares praticando exercícios físicos, controlando a alimentação e realizando check up antes de iniciar as atividades físicas.


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Fique atento ao primeiro

sinal de alergia I

rritação nos olhos, nariz escorrendo, coceira, formigamento e pele avermelhada são sinais típicos de uma reação alérgica. Mas o que muita gente não sabe é que esse tipo de alergia pode ocorrer após tomar algum medicamento. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), cerca de 12% da população sofre de alergia a algum tipo de medicamento. E os analgésicos e os antiinflamatórios respondem por 40% dos casos. Segundo o dermatologista Anderson Bertolini, a partir do momento que a pessoa desenvolve alergia a um medicamento, permanece alérgico por toda a sua vida. “Geralmente quando a pessoa apresenta uma reação cutânea adversa ao medicamento, ela pode sofrer consequências graves como a anafilaxia - inchaço da boca, olhos, língua e, principalmente, da glote (espécie de válvula pode onde passa o ar antes de entrar na traqueia) – que pode colocar a vida da pessoa em risco”, explica. A alergia medicamentosa pode se manifestar logo após a tomada do medicamento ou mesmo dias e semanas depois, o que pode dificultar o diagnóstico. “O ideal é analisar o histórico do paciente e os

Alguns medicamentos podem apresentar reações alérgicas; analgésicos e antiinflamatórios são os remédios que mais causam o problema medicamentos que foram ingeridos nas últimas semanas. Em alguns casos é possível fazer um teste para comprovar a reação no organismo”, destaca o dermatologista. Quando ocorrem reações alérgicas os sintomas mais comuns são edema (inchaço) da face, sobretudo nos lábios, olhos e pálpebras; urticária; angiodema; coceira e erupção na pele. Em alguns casos, o paciente pode sentir descon-

MANIFESTAÇÃO

Quais medicamentos devem ser evitados? Os medicamentos que lideram a lista de reclamações nos consultórios médicos são os analgésicos, antiinflamatórios, ácido acetilsalicílico, dipirona, diclofenaco, barbitúricos (raro) e novocaína. “Os antibióticos, como penicilina, amoxicilina e ampicilina, e os anticonvulsivos apresentam uma incidência menor de casos

de alergia. Lembrando que os colírios, pomadas, cremes e até vacinas também podem provocar alergia em pessoas sensíveis a esses medicamentos”, acrescenta Bertolini. As aspirinas são medicamento que também podem causar reações alérgicas, desencadeando no paciente ataque de asma, especial-

mente em crianças. Deixe com o médico “A reação alérgica ocorre a partir do contato com a medicação. Caso a pessoa identifique algum sintoma alérgico é fundamental suspender a medicação e procurar ajuda médica. Somente o médico pode identificar a substância e prescrever o melhor trata-

mento”, aconselha. Sempre que um medicamento é utilizado pela primeira vez, é bom manter-se alerta para as reações e os efeitos colaterais. Portanto, não tome remédios de fórmula desconhecida e sem receita médica. E se notar algum inchaço nos lábios ou lesões na pele procure um pronto-socorro.

Os sintomas que indicam a alergia podem se manifestar logo após a ingestão do medicamento ou do alimento, bem como podem levar dias ou semanas para que apareçam

forto respiratório, falta de ar, diarreia, vômito, cólicas intestinais ou choque anafilático, que é o grau máximo de alergia. “As alergias surgem na pele em forma de placas vermelhas que coçam bastante. Normalmente, o paciente que apresenta inchaço na língua, olhos e lábios sente dificuldades para respirar. Podendo ter ainda queda de pressão e desmaios”, esclarece.

Sintomas mais comuns das alergias são inchaço na face, sobretudo nos olhos e lábios, além de coceira e erupções na pele


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Assaltar a geladeira

à noite

é doença Se a vontade de comer à noite for incontrolável, você pode estar com Síndrome do Comer Noturno. Dietas malucas e distúrbios alimentares podem ser a causa do problema

Em geral, quem sofre da doença come de forma desordenada, apressada e em grande quantidade

RENATA PAULA Equipe EM TEMPO

A

calada da noite, principalmente quando não tem ninguém olhando, é o momento de fazer as mais pecaminosas orgias alimentares. Quem acompanha o “Big Brother Brasil “lembra que a sister Kamilla aproveitava a ansiedade para atacar a geladeira durante a madrugada. Conhecida como a Síndrome do Comer Noturno (SCN), esse comportamente é um distúrbio do sono e também é considerado como um transtorno alimentar. A Síndrome do Comer Noturno afeta 1,5% das pessoas, sendo que 10% delas estão com sobrepeso e 27% são obesos mórbidos. De acordo com a médica nutróloga, com especialidade em nutrologia esportivida, diabetes e obesidade infantojuvenil, Liliane Oppermann, a principal característica da SCN de uma forma geral é a insônia. “Tudo isso envolve características de ansiedade, compulsão, queda de humor ao anoitecer e a ausência de fome pela parte da manhã”,

explica. Seja pizza congelada, leite, iogurte, arroz, carne ou sorvetes não importa, a questão da fome compulsiva durante a madrugada faz com que a pessoa perca a noção do valor de suas dietas e durante a noite mistura comidas, principalmente doces com salgados. Em geral, a pessoa que sofre

SÍNDROME

A Síndrome do Comer Noturno afeta 1,5% das pessoas, sendo que 10% desse percentual possui sobrepeso e 27% são obesos mórbidos. Uma característica de quem sofre do problema é a insônia da Síndrome do Comer Noturno não tem discernimento sobre o que se alimentar e logo após se sentir satisfeita consegue dormir normalmente, sem que para isso seja realizada a digestão. Ainda de acordo com a médica, o tratamento para esse DIVULGAÇÃO

distúrbio consiste na adoção de medidas alimentares simples e ordenadas. “Basta comer várias vezes ao dia, se exercitar e ter alguma atividade de prazer. Mas é importante consultar um médico, pois em alguns casos pode ser exigido um tratamento com medicamentos”, esclarece. Uma das maiores causas do transtorno está associada à obesidade, diabetes tipo 2 e à pobre qualidade de vida. Pessoas com doenças psiquiátricas, como depressão e que usam antipsicóticos ou são adeptas de dietas muito restritivas, também podem desenvolver o SCN. Para Liliane, o ideal é que o indivíduo, mesmo sem fome, coma várias vezes ao dia, o que tende a diminuir a compulsão e ansiedade referentes à comida. “Mesmo comendo em pequenas quantidades e mesmo sem fome a pessoa nunca deve sentir fome, isso diminui a compulsão e ansiedade referente às comidas. É importante também que se durma pelo menos 8 horas por noite e de forma correta, não se deve nunca trocar o dia pela noite”, defende.

O que comer à noite • Saladas cruas • Sopas e caldos • Torradas, de preferência de massa integral • Queijo minas • Peito de peru • Iogurte desnatado • Atum • Frango sem pele • Lentilha • Macarrão integral • Arroz integral

O que não comer à noite • Batata; • Arroz • Pães • Carne vermelha • Fritura • Queijos amarelos • Refrigerante

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Gordura abdominal mata

Gordura visceral atrapalha o funcionamento de alguns órgãos

Ao contrário da gordura subcutânea, a gordura visceral é aquela causadora da famosa barriga de chope – volume rijo, abdome com aspecto estufado, que dá até em gente de pernas e braços trincados. O perigo é que ela se acumula entre as vísceras intestinais, dentro delas, perto dos vasos sanguíneos e na parede deles. É uma gordura perigosa que pode duplicar a chance de morrer cedo, segundo estudo da Sociedade Americana de Câncer (EUA). O maior problema para quem cultiva aquela barriguinha saliente é que a gordura visceral atrapalha o funcionamento de

órgãos como o fígado, coração, rins e pâncreas. Quando isso acontece, o corpo começa a acumular colesterol, triglicerídeos e toxinas diversas, o que também incentiva doenças crônicas como as cardiovasculares, o diabetes e o câncer. Mas nem tudo é tão ruim quanto parece. A gordura visceral é perigosa, mas não é imbatível. Dá para acabar com ela, basta ter determinação e disciplina. O bom é que para cada 10% da sua perda de peso total, você incinera 30% de gordura visceral. O ataque eficaz é simples: à base de boa alimentação e exercício.

Para dar o pontapé inicial reveja o seu cardápio e comece por eliminar as calorias em excesso, principal causa da formação, ou do aumento, do estoque de gordura visceral. Abusar de carboidratos refinados também agrava o problema. Eles possuem alto índice glicêmico: a glicose (açúcar que é fonte de energia do corpo) que esses alimentos contêm cai na sua corrente sanguínea rapidamente. Se você não gastar toda essa energia, o que sobra pode virar gordura visceral. Para reduzir o armazenamento de gordura secreta,

componha sua dieta diária de 40% de carboidratos complexos (aqueles de baixo índice glicêmico) e fibras, 30% de gorduras e 30% de proteínas.

SERVIÇO O ENDEREÇO DA MALHAÇÃO Onde: rua Acre, 66 Nossa Senhora das Graças Informações: 3584-0317 e 3584-2115


F8

Saúde

e bem-estar

MANAUS, DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

Psicologia no divã fafafonseca_05@hotmail.com

Sexo na terceira idade ejaculação precoce e ao sexo oral, nesta fase da vida. A ejaculação precoce, ou prematura, é um distúrbio sexual masculino muito comum. Acontece quando o parceiro perde o controle e alcança o orgasmo antes do momento desejado. Urologistas e psicoterapeutas concluíram que a ejaculação precoce é muito mais um distúrbio emocional do que orgânico. A ansiedade e o estresse causados por medo do fracasso podem levar o homem a fugir da relação, agravando o problema e cria-se um círculo vicioso composto por ansiedade, estresse e ejaculação fora de controle. A psicoterapia costuma resolver o problema em poucas seções. No caso do homem sofrer de depressão, o uso de antidepressivos tem sido receitado por psiquiatras quando todos os recursos naturais não produzem o efeito esperado. A ejaculação precoce pode ser superada desde que o casal se una para esclarecer e solucionar o problema, num papo franco e sem tabu. A mulher suspeita que seu parceiro não sinta atração por ela ou que seja egoísta por gozar muito rápido, sem se importar com a insatisfação dela. Algumas partem para brigas e acusações e outras se calam, com vergonha de cobrar ou de dizer que não conseguem gozar. A crise conjugal se estabelece e os casais se sentem culpados e ao mesmo

tempo vítimas. Antes que este problema aconteça, o homem deve reconhecer seu problema e se mostrar interessado em superá-lo. Gestos, palavras carinhosas e o empenho em satisfazer a parceira podem aliviar o sofrimento da mulher insegura e salvar o casamento. A vida já é cheia de expectativas e cobranças fundadas em supostos direitos e deveres, se levarem as tensões para cama a transa perderá o clima e o casal deixará fugir as sensações de prazer. Ainda que não haja penetração, o homem pode superar a ansiedade praticando o sexo oral aliado a outros gestos de amor e isso leva o

homem ou a mulher ao êxtase. O homem necessita saber como agradar à mulher e vice versa. Logo, cabe a ambos orientar seu parceiro (a), revelando as suas zonas erógenas. Ela deve demonstrar prazer quando estiver chegando ao orgasmo e o homem jamais deve interromper as carícias até que ela alcance o auge da satisfação. Ao gozar antes do seu parceiro, ela ficará cheia de tesão para se doar a ele. Se os problemas persistirem, o casal deve procurar a ajuda de um terapeuta. Conversem francamente com o profissional. Nada do que vocês falarem será novidade e ele não mistura religião com terapia. A

maioria dos problemas sexuais tem sua origem na repressão religiosa e nos ultrapassados conceitos de moral. O ato sexual é fonte de prazer tão natural que não deveria ser tratado como se fosse pecado. Não desanime, mesmo que julgue o seu caso insolúvel. Para os especialistas este é um distúrbio geralmente curável. E adotar uma alimentação balanceada, praticar exercícios diários e visitar periodicamente o médico são uma boa receita para evitar os problemas de saúde na terceira idade. Agora é hora de relaxar e aproveitar o melhor da vida. Cuide da sua saúde e viva plenamente.

Fabíolla Fonseca, psicóloga

DIVULGAÇÃO/STCK

Com o passar dos anos a vida sexual pode se tornar menos interessante, menos ativa e acabar em segundo plano na rotina das pessoas com mais idade. O desejo pode diminuir, assim como a frequencia das relações. Mas a notícia boa é que sexo não tem idade, basta cuidar da saúde e da mente para manter a uma vida sexual ativa. Contudo, libido e fertilidade independem da idade. Ele conta que os principais motivos da diminuição do desejo sexual são os problemas de relacionamento, as taxas hormonais e o estresse. A idade avançada e a experiência de vida trazem perspectivas diferentes para a terceira idade. É natural que ao envelhecer o homem esteja mais preocupado com a qualidade, e não com a quantidade das relações sexuais. Então não dê tanta importância à frequencia do sexo, ela não deve ser um problema em nenhuma idade. O maior fantasma que costuma rondar a alma masculina é a disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual. Na terceira idade então, o medo fica ainda maior. A disfunção é causada na maioria das vezes por questões psicológicas e circulatórias. Esses problemas podem ser resolvidos com o tratamento adequado. E vamos tocar num ponto delicado, porém, necessário e de suma importância a ser esclarecido e desmistificado, refiro-me à

O diálogo é imprescindível para que a vida sexual se mantenha saudável em qualquer idade

Gestos, palavras carinhosas e o empenho em satisfazer o parceiro podem aliviar o sofrimento da mulher insegura e salvar o casamento. A vida já é cheia de cobranças


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