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Saúde - 23 de setembro de 2012

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Caderno F

Saúde MANAUS, DOMINGO, 23 DE SETEMBRO DE 2012

DIVULGAÇAO

e bem-estar

saudeebemestar@emtempo.com.br

(92) 3090-1017

Reposição hormonal na hora certa Saúde e bem-estar E4e 5

Calma papai! Isso é só uma fase que vai passar

Pais de primeira viagem, por inexperiência e receios infundados, acabam sofrendo com a depressão paterna ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO

“N

o início da gestação foi uma alegria só, mas ao longo dos nove meses e, principalmente, depois que a bebê nasceu senti que ele mudou, quase não ficava em casa e não participava nos cuidados com a criança”. Foi assim que a jovem Luana Martins*, 28, percebeu que o marido estava sofrendo de depressão paterna, um termo relativamente novo uma vez que, tecnicamente, o mal não é uma doença. Segundo o psicólogo, especialista em terapia cognitiva e comportamental, Fabrício Menezes, a chamada depressão paterna é, na verdade, uma disfunção do comportamento que assombra alguns casais, ocasionada pela falta de habilidade do pai em dividir a atenção da esposa com o

recém-nascido. “É como se o filho ou filha fosse um rival, um indivíduo novo que está invadindo o espaço que antes era ocupado somente pelo marido. De todo modo, não se pode dizer que esse é um quadro depressivo”, explica o profissional. Luana Martins lembra que antes de engravidar ela e o marido costumavam sair com os amigos e quase sempre faziam as atividades familiares em conjunto. “O fato de eu ter passado a me dedicar mais a nossa filha, mesmo quando ainda estava gestante, fez com que ele se distanciasse de mim”, conta. “No começo foi muito sofrido, porque eu não entendia o comportamento dele, mas depois percebi que mesmo de maneira intencional o que ele sentia era ciúmes e tinha medo de me falar”, completa. O psicólogo explica que não necessariamente o pai rejeita

o filho, ele somente não tem habilidade emocional para lidar com a chegada do bebê e as mudanças que o pequeno ser traz para um relacionamento. Ansiedade, insegurança, abandono e instabilidade resumem o problema da depressão paterna. A felicidade que parece ser comum na espera do novo membro da família acaba gerando sentimentos conturbados. Ninguém afirma ao certo o que desencadeia o distúrbio nos homens. É claro que muitas vezes o bebê traz mudanças radicais à vida do casal e uma certa adaptação a esse novo contexto favorece a sobrecarga afetiva, que funcionaria como um estopim, assim como problemas para lidar com o trabalho, pois as chefias não costumam compreender quando o homem quer se dedicar ao filho recém-chegado e isso também gera ansiedade.

Embora cada papai, que viva essa situação, tenha uma maneira própria de reagir, de modo geral eles se sentem desvalorizados, isso faz com que procurem na rua atividades que completem aquilo que não sentem dentro de casa. “Historicamente, e até biologicamente, a mulher se doa mais à maternidade que o pai à paternidade e é um processo natural que ela se afaste, enquanto companheira do marido durante os primeiros meses de vida da criança. Geralmente essa é uma fase transitória que se normaliza de acordo em que a criança vai ficando mais independente”, aponta o especialista. E a experiência vivida por Luana não foi exceção à regra. Às vésperas do primeiro aniversário da filha, quando ela já ensaiava os primeiros passos e dava as primeiras palavras, inclusive papai, o marido começou a retornar a normalidade

se envolvendo completamente nos laços familiares. “Hoje eles são muito próximo, até mais eu diria, agora quem fica enciumada sou eu”, brinca aliviada a mãe. Diálogo é o remédio Segundo Fabrício Menezes, a maneira mais eficaz de se resolver as diferenças entre pai e mãe é por meio do diálogo. “A mulher deve saber ouvir os anseios do marido e procurar envolvê-lo nos cuidados com o bebê, passando segurança e conforto, sem dispensar a ajuda de um profissional, caso não haja mudanças”, recomenda. “O recém-nascido é totalmente desprovido de recursos próprios e necessita de conforto e apoio materno e paterno. Logo, a instabilidade dos pais pode gerar angústia e ansiedade que prejudicam os estímulos e, consequentemente, o desenvolvimento e comportamento da criança”, finaliza.


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MANAUS, DOMINGO, 23 DE SETEMBRO DE 2012

João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

aristoteles.caf@gmail.com

Doenças infecciosas e o coração As doenças infecciosas e parasitárias (DIP) são causadas por microorganismos patogênicos, tais como bactérias, vírus, parasitos ou fungos, os quais podem se propagar direta ou indiretamente, de uma pessoa para outra. No século 20 o controle das doenças infecciosas, melhores condições higiênicas e socioeconômicas, aumentaram a expectativa de vida, expondo a população com mais idade às doenças crônicas não transmissíveis, como por exemplo, as doenças cardiovasculares e o câncer. No entanto, o agravamento das DIP em proporção global ameaça os custosos ganhos obtidos em saúde e em expectativa de vida. As doenças infecciosas constituemse na maior causa de mortalidade em crianças e adultos jovens. Em 1999, elas representaram mais de 13 milhões de mortes por ano – uma em cada duas mortes em países desenvolvidos. Da mesma forma as doenças cardiovasculares ocasionaram 58 milhões de mortes em 2005, representando 30% das mortes por todas as causas no mundo. Algumas doenças infecciosas podem apresentar repercussões cardiovasculares que podem in-

fluenciar no prognóstico do paciente, assim como alguns medicamentos utilizados em sua terapêutica podem causar efeitos colaterais indesejados. Deve existir uma abordagem integrada para o controle de doenças infecciosas como HIV e malária em conjunto com doenças crônicas como doença cardiovascular, diabetes melitus e câncer. As doenças infecciosas e parasitárias, muitas preveníveis e/ ou tratáveis, permanecem como a principal causa de mortalidade no mundo. Apesar de a atenção internacional estar voltada para as chamadas doenças negligenciadadas: HIV/AIDS, malária, tuberculose, diversas doenças endêmicas crônicas e doenças tropicais predispostas a epidemias, e que apresentam grande impacto negativo na vida das populações pobres, as DIP permanecem negligenciadas de maneira crítica na pauta da saúde pública global. Novos medicamentos O cardiologista convive com lançamentos constantes de novos remédios para o tratamento de hipertensão, dislipidemia e diabetes melitus, assim como com a re-

novação frequente da tecnologia de alto custo para o tratamento das diversas doenças cardiovasculares. Ao mesmo tempo convive com uma população exposta a doenças que vem impactando a saúde pública brasileira desde o início do século 20. Trata-se de um paradoxo que prejudica a formação desse especialista, que cada vez mais se afasta das questões da saúde pública. Mortes prematuras Em geral as mortes por DIP, quase 90%, são causadas por um número reduzido de doenças. A maioria delas causa danos à humanidade ao longo da história, geralmente devastando populações de forma mais efetiva do que as guerras em países em desenvolvimento. Não mais que seis doenças infecciosas fatais – pneumonia, tuberculose, doenças diarréicas, malária, sarampo e mais recentemente AIDS, respondem pela metade de todas as mortes prematuras. O cardiologista deverá integrarse nesse processo de atenção primária da saúde e estar atento às necessidades de uma população ávida por tratamento médico de qualidade.

Aristóteles Alencar Médico cardiologista

No século 20 o controle das doenças infecciosas, melhores condições higiênicas e socioeconômicas, aumentou a expectativa de vida”

Bagaço da laranja contém anticâncerígeno A laranja é um alimento rico em antioxidantes, são mais de 170 diferentes tipos de fotoquímicos, incluindo mais de 60 flavonoides que apresentam propriedades antiinflamatórias, antitumor e inibem a formação de coágulos no sangue. Além disso, a laranja ajuda a controlar o colesterol, a pressão sanguínea, estimula as funções intestinais, melhora a digestão, corrige a acidez excessiva do organismo e estimula o sistema circulatório, combatendo as inflamações nas veias. A parte branca contém pectina que fermentada no intestino ajuda a prevenir contra câncer do intestino grosso. Antes da caminhada, tome um copo do suco que lhe garantirá uma dose extra de energia.

Humberto Figliuolo hfigliuolo@gmail.com

Em tempo de mudanças políticas Diversas são as propostas dos candidatos ao cargo de alcaide de Manaus nas próximas eleições. Todos eles têm interesses em fazer o melhor nos diversos segmentos básicos, abrindo-se um amplo e equânime leque de oportunidades estruturais e sociais e que revertam os problemas existentes hoje em nossa capital. Vive-se a expectativa da alteração, que deverá ser profunda e ampla especialmente na educação e saúde, duas vertentes das mais importantes. Temos, hoje, mais de 50% da população do Amazonas residindo na capital. A cidade não conta com estrutura de serviços capazes de atender satisfatoriamente esta massa humana aglomerada em seus cortiços, favelas nas zonas periféricas e, com isso aumentando a população e saturando a cidade. É preciso que Manaus venha a ter exatamente o melhor prefeito, no sentido de superar seus desajustes, criando melhores padrões de justiça social. Um instrumento, enfim, que viabilize e estimule o progresso, mas que não seja desligado do chão de nossas possibilidades, condição primeira para propiciar o indispensável clima de convivência e de cooperação entre capital e trabalho. É preciso

estabelecer prioridades, fazer opções, pois os problemas existem e crescem, formando um conjunto de descuidos e negligências que transformaram Manaus. Em primeiro lugar está sobejamente provado, nos dias de hoje, que a oferta pura e simples de assistência médica, não reduz os índices de mortalidade infantil nem faz subir a taxa etária da população. Isto só pode ser obtido por intermédio de um conjunto de fatores bem mais complexos e que envolvem desde o chamado saneamento básico, englobandose as condições habitacionais, abastecimento de água, rede de esgoto, estendendo-se até a alimentação e nível de emprego. O governo deveria sim incentivar a capacidade do individuo, gerando empregos e rendas. São estes alguns dos fatores decisivos para assegurar melhor padrão de saúde para a população. Fica claro que o sistema de saúde deverá investir largamente na prevenção das doenças, por meio de programas sistemáticos e regulares com uma poderosa rede de atenção primária à saúde, executando procedimentos simples e ampla cobertura de massa. Não há um só manauense neste momento, que não espere no

limiar desta nova administração, a imediata solução desses problemas. E por solução, não basta, no caso, a eliminação completa dos entraves detectados, mas sim a localização dos múltiplos desequilíbrios existentes, com as providências de medidas relacionadas para solucioná-los. É preciso encontrar uma saída que supere impasses. Para alcançar esse nobre propósito é indispensável que a coletividade tenha plena consciência de que o progresso não significa tranquilidade e sossego. A cada etapa vencida descortina-se um novo horizonte cheio de novas necessidades. Os problemas são muitos e o novo prefeito deve estar atento a eles, pensando principalmente no desenvolvimento de Manaus. A chamada tragédia urbana é antes de tudo uma tragédia administrativa, cujos personagens principais insistem dia após dia em repetir com consequências, cada vez mais graves, os mesmos erros que o bom senso há muito identifica. É evidente que o problema urbano, em um futuro não muito distante poderá afetar nada menos que 60% da população e, por esse motivo não podem ser discutidos apenas na esfera do governo municipal.

Suco de beterraba é combustível até para atletas Humberto Figliuolo Farmacêutico

A cidade não conta com estrutura de serviços capazes de atender satisfatoriamente esta massa humana”

O suco de beterraba, criado a partir da polpa do vegetal batida no liquidificador pode melhorar o desempenho físico. Pelo menos foi o que ficou evidenciado nas olimpíadas em Londres e em uma série de estudos que, nos dois últimos anos, mostraram que o suco de beterraba pode melhorar certos tipos de desempenho de atletas. Em um estudo representativo publicado no ano passado, por exemplo, os ciclistas que ingeriram 473 ml de suco de beterraba antes de um treino de 4 quilômetros foram quase 3% mais rápidos do que quando não ingeriam o suco. Eles também produziram mais energia a cada pedalada.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br Repórter Alita Menezes Wandilson Prata

Diagramação Pablo Filard Weiner Auzier Revisão Antônio Fonseca Dernando Monteiro Joyce Tino www.emtempo.com.br


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Leucemia é uma doença silenciosa e pode matar Em Manaus, o Hemoam atende atualmente cerca de 300 pessoas portadoras da doença, desse total 60% são crianças DIVULGAÇÃO

WANDILSON PRATA Especial para EM TEMPO

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ma doença que se origina a partir de um câncer nos glóbulos brancos que ficam presentes no sangue e que se produz pela medula óssea, comprometendo todo o corpo e na maioria dos casos, dependendo do tipo e da evolução, necessita de quimioterapia. Estamos falando da leucemia, que provoca 257 mil novos casos por ano, dos quais cerca de 56% em homens. Por causa das diferenças no acesso ao tratamento, observa-se uma considerável variação entre populações com relação à sobrevida. Entre a população masculina dos Estados Unidos e da Europa Ocidental, a sobrevida em 5 anos é de 43%, no Japão, observa-se uma sobrevida de 25%, na América do Sul, 24%, Índia, 19%, Tailândia, 15%, e África subsaariana, 14%. Em crianças, em áreas com acesso a esses tratamentos, a sobrevida relativa em 5 anos alcança 80%. Para o Brasil, em 2012, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima 4.570 novos casos de leucemia em ho-

mens e 3.940 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de cinco casos novos a cada 100 mil homens e quatro a cada 100 mil mulheres. Apesar dos dados, a leucemia afeta ambos os sexos e todas as idades, porém, a distribuição por tipo histológico varia com a idade e também podem ser agrupadas base-

ESTATÍSTICAS

Para 2012 o Inca estima 4.570 novos casos de leucemia em homens e 3.940 em mulheres. O risco é de cinco casos novos a cada 100 mil homens e quatro a cada 100 mil mulheres ando-se nos tipos de glóbulos brancos que elas afetam: linfoides ou mieloides. Clínica e patologicamente, a doença subdivide-se em grandes grupos. A primeira divisão está em suas formas agudas e crônicas. A leucemia aguda se caracteriza por um aumento rápido nos números de células imaturas do sangue, o que faz

com que a medula óssea seja incapaz de reproduzir células sanguíneas saudáveis. Já a forma crônica da leucemia se caracteriza pelo aumento excessivo no número de células maduras anormais da série branca do sangue, levando meses ou até anos para progredir. A segunda divisão diz respeito ao tipo de célula afetado pelas desordens, sendo assim caracterizada como do tipo linfoide ou mieloide. O diretor da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas – Hemoam, Nelson Abrahin Fraiji, disse que a unidade atende atualmente mais de 300 pacientes com leucemia, sendo que, destes 60% são crianças com leucemia aguda na faixa etária de 7 a 8 anos de idade, mas o tratamento delas responde 80% melhor que a dos adultos. Além do Amazonas, o Hemoam atende também pacientes que vêm de Roraima e Pará. “Possuímos essa unidade no Amazonas, e observamos que as crianças têm um resultado de 80% satisfatório do tratamento com a quimioterapia, já os adultos chegam a 50% e os idosos têm 30% de chance de cura”, garante Fraiji.

O filme “Uma prova de amor”, com Cameron Diaz, mostra o drama de leucemia em crianças

Sintomas e cuidados urgentes Como a doença se instala vagarosamente e por um determinado período passa despercebida, o melhor aconselhamento médico é procurar uma unidade de saúde. Os primeiros sinais da doença geralmente apa-

recem quando a medula óssea deixa de produzir células sanguíneas normais. Anemia, fraqueza, cansaço, sangramentos nasais e nas gengivas, manchas roxas e vermelhas na pele, gânglios inchados, febre,

sudorese noturna, infecções, dores nos ossos e nas articulações são sintomas característicos das leucemias agudas. Já as leucemias crônicas de evolução lenta podem ser completamente assintomáticas.

Coisa de Mulher weralima@yahoo.com.br

VERA LIMA

Sem autoestima, sem namorado Está sem namorado e começando a acreditar que não vai conseguir tirar o pé do lodo? Sua autoestima caiu tanto que você nem consegue mais se olhar no espelho sem fazer biquinho de choro? Pois está na hora de se atualizar e abrir uma caderneta com as principais recomendações para encontrar sua alma gêmea. Para seu melhor roteiro existe um livro on-line intitulado “Cem dicas para arranjar um, namorado”. Mas vamos simplificar as coisas para você e enumerar as principais. Quem sabe você dá sorte na próxima vez que “azarar” um gato. De acordo com o livro da atriz Daniele Valente, que já virou até peça de teatro, para princípio de conversa seja você mesma, nada de bancar a fogosa se está mais para romântica e tampouco vale insinuar “coisas” que não tem na esperança de segurar o rapaz. Entenda-se por isso, que não vale usar aquelas calças com bundex para ele imaginar uma Sheila Carvalho, e soutien de enchimento duplo, quando na realidade você é uma genuína nadadora – nada na frente e nada atrás. Isso é fraude. Vá com calma no início do namoro, ou da paquera, melhor dizendo, porque esse santo não é de barro, é de vidro, e se pensar bem, é tão delicado que deve ser cristal. Não vale querer, logo de cara, apresentar o bonitão para o papai, mamãe, titios e sobrinhos chatos e grudentos que vão logo chamando o suposto pretendente de tio. Ai, ninguém merece ser tão entrosado na família após duas saídas, sendo uma logo após

a apresentação. Essa dica eu tenho minhas restrições, mas tudo bem e se está no roteiro acho que vale a pena citar. Segundo o manual, você tem que olhar bem direitinho as unhas do belo. Não entendeu? Bom, vamos tentar explicar, sabe aquele carinha extremamente vaidoso, que faz questão de andar com as unhas impecáveis pintadinhas sem um arranhão? Pois é, certamente ele é tão exigente com detalhes mínimos que não vai admitir aquela partezinha descascada no seu esmalte. Olha, e nem é exagero, claro que você também vai querer unhas bem aparadas e limpas, mas se ele aparecer com francesinha, fuja desse mato, porque esse coelho é lebre e vai roubar o seu esmalte na primeira oportunidade. Seja sexy sem forçar a barra. Não existe nenhum inconveniente em fazer um charme para atiçar a cobiça (leia-se desejo) do paquera. Afinal, facilidade em excesso acaba desvalorizando a mercadoria por mais bela que seja. Então, vamos dar uma valorizada usando um pouco de charme e sedução. Mas nem pense em usar aquela calcinha vermelha com sabor de cereja acreditando piamente que ele irá à loucura quando sentir o gosto da fruta. Vai que o rapaz nem é chegado a cereja e prefere mesmo as frutas regionais como o açaí? Só vai pintar decepção. A autora recomenda que não abuse do efeito “frango a passarinho”, ou seja, aquele bico tão maquiado que parece que acabou de sair de uma

capa de revista. Bom, nem tanto nem tão pouco. Beleza tem um quê de bom gosto e equilíbrio e, se você não vai ao primeiro encontro de cara lambida, também não deve sair com cara de palhaço, pois no dia que o indivíduo tiver a oportunidade de vê-la de cara lavada vai passar batido ao seu lado sem reconhecê-la. Não ligue para celulite. Ou melhor, ligue, porque assim você vai acabar moderando nos excessos de batatas fritas, refrigerantes, doces e massas, mas não exagere na hora do vamos ver e nada de ficar se escondendo debaixo dos panos para disfarçar aquelas terríveis ondinhas que nos tiram do sério na hora de cruzar as pernas. Os homens não ligam para celulite. Ou pelo menos é isso que eles querem que nós acreditemos. Bom, se eles não reparam tanto, vamos pelo menos relaxar e aproveitar o momento. Por via das dúvidas, reduza a luminosidade para ter um efeito menos casca de laranja nas coxas e no bumbum. Olha amiga, se eu fosse enumerar todas as dicas para elevar sua autoestima e ajudá-la a arranjar um “bofe”, isso aqui não seria um artigo, seria uma tese de mestrado. Mas fica triste não, se até a Fernanda Paes Leme está sem namorado, você já tem um consolo para passar o próximo final de semana vendo o “Faustão”. E, se nenhuma dessas dicas surtir efeito em sua vida sentimental, não significa necessariamente que você vai ter que aposentar as chuteiras, pode significar que tem um segundo tempo.

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Reposição hormonal: qu A polêmica que cerca a terapia da reposição hormonal deixa muitas mulheres na dúvida quanto às vantagens e desvantagens das medicações, possibilidades de efeitos colaterais como câncer de mama e até com receio de um considerável aumento de peso VERA LIMA Equipe EM TEMPO

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uando entrou na menopausa, aos 51 anos de idade, Irene Mattos soube que estava na hora de acelerar a corrida contra o tempo. Sempre vaidosa e muito zelosa dos cuidados com o corpo, Irene percebeu que não podia perder mais tempo se quisesse retardar os efeitos que a idade traz para qualquer pessoa, principalmente para as mulheres, quando os hormônios começam a declinar e a pele a murchar. Hoje, aos 56 anos, Irene sabe que tomou o caminho certo e é a primeira a defender a terapia para quem quiser ganhar qualidade de vida na terceira idade. “Me sinto muito bem e, apesar da idade estar avançando, minha pele e minha disposição física são indicadores do meu bem-estar”, admite com um bom humor contagiante e uma energia de dar inveja. O exemplo de Irene vem sendo seguido por milhões de mulheres em todo o mundo, que hoje já começam a fazer a reposição hormonal antes do declínio previsto na pós- menopausa, justamente para atenuar os efeitos dessa fase e ganhar mais beleza e saúde. A reposição hormonal tem gerado polêmicas e levantado inúmeras dúvidas na cabeça das mulheres porque, como em quase todos os casos de saúde, existem os defensores e aqueles que apontam o dedo acusando a reposição hormonal de ser uma das causas do câncer de mama e outros malefícios. Para aumentar o receio de fazer a terapia, ainda existe outro fantasma que ronda o sexo feminino: o medo de engordar com os hormônios. Para desfazer estas e outras dúvidas frequentes, o Saúde e bem-estar foi conversar com o ginecologista e mastologista Gerson Mourão, especialista no assunto. Confira a entrevista: Saúde e bem-estar: Reposição hormonal, por que fazer? Gerson Mourão: Após a menopausa ocorre uma queda brusca daquele hormônio que faz com que a mulher, a partir da primeira menstruação deixe de ter a aparência física idêntica à do homem e comece uma verdadeira metamorfose. É a fase em que crescem os seios e o bumbum, sua voz se modifica e fica mais sensual, sua pele mais viçosa, seu coração se abre e os olhos se voltam para ela. Esse hormônio se chama estrogênio. Serve também para evitar a osteoporose, o ressecamento da pele, da vagina e dos cabelos e é essencial à saúde da mulher. Saúde: Tem que fazer? GM: Em tese, todas as mulheres deveriam fazer. A mulher, em nossos dias, graças aos avanços em saúde pública, estão vivendo um terço de suas vidas na pós-menopausa e, portanto, na mais profunda carência hormonal, o que inevitavelmente altera a sua qualidade de vida. Daí porque

o lema atual é dar vida aos anos e não simplesmente anos à vida. Nós médicos queremos que as mulheres vivam mais e sem as mazelas inevitáveis da velhice. Saúde: Qual o momento certo para fazer reposição hormonal? GM: Imediatamente após a parada da menstruação para continuar tendo níveis satisfatórios de hormônios, fator essencial à sua qualidade de vida. Se retardar o início da reposição, a mulher perderá parte desses efeitos. Saúde: Qualquer mulher pode fazer a reposição hormonal? GM: Nem todas. Existem algumas contra-indicações absolutas, por exemplo, quem já teve câncer de mama e endométrio ou trombose não deve fazer uso da reposição. Em outros casos as contra-indicações são relativas, sendo necessário um acompanhamento médico mais cauteloso, em casos de mulheres fumantes, com hipertensão, hepatite ou câncer de colo uterino. Saúde: Na balança dos benefícios e desvantagens, vale a pena fazer a terapia? GM: Sem dúvida que vale, mas é de fundamental importância individualizar a

HORA CERTA

A terapia deve ser iniciada imediatamente após a parada da menstruação para a mulher continuar tendo níveis satisfatórios de hormônios, fator essencial à sua qualidade de vida terapia e entender que a privação hormonal poderá alterar a qualidade de vida dessa mulher, desde o seu sono até sua vida sexual. Nunca é demais lembrar que ela viverá um terço de sua vida na pós-menopausa, sendo necessário administrar essa conquista histórica da saúde pública ocorrida muito recentemente que é o aumento da expectativa de vida da população mundial. Saúde: A reposição hormonal tem defensores e detratores, por que essa divisão de opiniões dentro da área médica? GM: É pelo fato do câncer de mama ter tido um leve aumento após 5 anos de uso da reposição hormonal, o que o torna um divisor de águas, mas a maioria, onde me incluo, pensa numa visão mais holística, ou seja, a mulher não é só um par de mamas e se ela tiver que viver um terço de sua vida na pós-menopausa, que viva bem e com tudo o que a medicina pode lhe oferecer. Saúde: A reposição hormonal tem alguma relação com o câncer de mama? Pode causar ou evitar o mal? GM: A ciência ainda não conseguiu descobrir a causa da doença e o que realmente se sabe é que hormônios não

causam câncer de mama, porém, se existir um câncer de mama ele aparecerá mais cedo com o uso do hormônio, mas na maioria das vezes, pelo fato de estar sendo rigorosamente acompanhada, ele é percebido numa fase precoce e, portanto, curável. Vale ressaltar que o câncer de mama ainda não tem prevenção, somente o diagnóstico precoce com a mamografia é o que o tornará curável e, nesse aspecto, se uma mulher não tiver acesso à mamografia jamais deveria repor os hormônios. Saúde: Uma vez iniciado o tratamento, ele é para o resto da vida? GM: Sem dúvida, porque no momento em que suspender o tratamento, lentamente vai perdendo os efeitos benéficos. Como regra, ele deve ser iniciado logo após a menopausa e continuado pelo resto da vida. Saúde: E se interromper o tratamento por alguma razão, haverá consequências? GM: Se for por um curto período de tempo, por exemplo, dois meses, não haverá problemas. Saúde: Qual a desvantagem mais óbvia para a mulher que optou por não fazer a reposição hormonal? GM: Ao entrar na menopausa, os sintomas descritos classicamente, decorrentes da falta de hormônios são, a curto prazo, ondas de calor; ressecamento vaginal (causando dor e ferimentos nas relações sexuais) e cabelos secos. A médio prazo, ela pode ter perda de urina e a longo prazo aumenta a demência, possibilidades de infarto do coração e osteoporose.

A terapia da reposição hormonal é uma maneira de atenuar os efeitos nocivos que surgem na pós-men


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ual o melhor momento?

DIEGO JANATÃ

O médico ginecologista Gerson Mourão tira todas as dúvidas sobre a reposição hormonal DIVULGAÇÃO/STCK

menopausa, e a medicação deve ser tomada até o fim da vida

DIVULGAÇÃO/STCK

Desfazendo antigas crendices O medo de engordar faz inúmeras mulheres rejeitarem a ideia de fazer reposição hormonal. Mas, segundo a presidente do departamento de endocrinologia feminina da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), doutora Ruth Claupach, esse mito foi criado pela falta de informação e não deve amedrontar as mulheres. “O aumento de peso não está relacionado diretamente à reposição hormonal. A mulher engorda devido à própria menopausa e ao processo de envelhecimento. Na reposição as taxas de hormônio serão iguais ou menores que as que o próprio ovário fabricou durante toda a vida, sendo utilizada a mesma substância, o mesmo tipo de hormônio, na dose mínima adequada para proteger os ossos e o coração”, explica. Uma vantagem de fazer a reposição hormonal é que os hormônios reduzem a osteoporose


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Ocorrência de dengue é reduzida no Amazonas

A imunização de boa parte da população levou a uma redução drástica no número de pessoas afetadas pela doença DIVULGAÇÃO

WANDILSON PRATA Especial EM TEMPO

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uem se salvou da dengue ano passado teve sorte. Agora, quem ficou acamado com febre alta, dor no corpo, nos olhos e sem um pingo de vontade de comer, sofreu com soro na veia e os comprimidos recomendados pelo médico quando um paciente é confirmado que está com a doença. O clima tropical acaba propiciando o mosquito aedes aegypti e é por isso que a doença está entre as mais frequentes do país. Sabe aquela lata velha jogada no fundo do quintal, a garrafa de cerveja que é esquecida depois de uma reunião em casa com os amigos, no vaso com aquela plantinha linda, ou em uma pequena poça d´água? Pois é, o perigo pode estar lá. Foi o caso do estudante Salomão Paes, que mora no bairro Alvorada 3 e disse já ter contraído a doença três vezes. “A primeira vez que eu peguei dengue pensava que era apenas uma gripe normal, mas via que a situação era pior por sentir dor no corpo inteiro e nos ossos. Mal conseguia fechar os olhos que doíam, até que fui ao médico e segui as orientações tomando bastante água e a medicação indicada”. Além do estudante, sua mãe e vizinhos também contraíram a doença. Salomão suspeita que o mosquito vinha de um igarapé que fica próximo à sua casa, que se encontra em uma área de preservação ambiental. Mas da última vez

que o jovem foi picado pelo mosquito, já sabia os sintomas da doença e começou a ingerir bastante água e tomar os medicamentos necessários. “Ano passado foi um surto aqui no Amazonas, mas eu nunca mais peguei dengue e graças a Deus nem ouvi alguém aqui em casa ou os vizinhos se queixarem dizendo que estava com a doença, porque ela parece uma doença simples, mas se a pessoa não se prevenir, a dengue pode acabar com a pessoa de uma hora para outra”, diz Salomão.

NÚMEROS

No primeiro semestre deste ano a ocorrência de dengue, no Estado, baixou para 2.353. Em 2011, foram 49.365 pessoas que contraíram a doença. Em Manaus foram registrados 1.548 casos até julho A dengue, malária e hanseníase são doenças tropicais, que afetam diversos Estados brasileiros e países da América Latina, África, Ásia e Oceania. A incidência dessas doenças afeta principalmente essas localidades por terem um clima tropical e subtropical. Também conhecidas como doenças negligenciadas, segundo a Organização Mundial de Saúde –OMS, as doenças atingem principalmente os países em desenvolvimento e representam 10% de todas as ocorrências nessa área.

As campanhas de vacinação foram eficientes e os números da dengue caíram drasticamente do ano passado para cá

ALERTA

Barulho até pode causar surdez VERA LIMA E ASSESSORIA Equipe EM TEMPO

Quer cuidar da sua audição? • Em casa, evite ligar ao mesmo tempo máquina de lavar, liquidificador, TV e outros eletrodomésticos. • Se mora em ruas movimentadas, adote a proteção acústica nas paredes e janelas de casa.

AÇ ÃO

O excesso de ruídos com frequência pode causar perda auditiva cada vez mais cedo

LG

Como saber se já tem perda auditiva? • Parentes, amigos ou vizinhos dizem que você mantém a TV ou rádio alto demais? • Você escuta o que as pessoas dizem, mas às vezes não entende bem ou perde partes da mensagem? • Costuma pedir para que repitam o que acabaram de falar?

VU

• Modere o volume do MP3. Para saber a medida ideal: a pessoa ao lado não deve ouvir a música que sai de seu aparelho e você precisa escutar a voz dela. • Prefira os fones de ouvido do tipo concha. • Use protetor auditivo em baladas e eventos esportivos. Em shows, mantenha-se longe das caixas de som. • Ao sair de lugar barulhento, fique em silêncio por pelo menos 20 minutos para descansar os ouvidos. • Quando o trânsito estiver pesado, evite, se possível, andar a pé; e no carro, feche os vidros.

DI

Os números são assustadores. De acordo com o último Censo do IBGE, mais de nove milhões de brasileiros declararam sofrer de algum tipo de deficiência de audição. Desse total, 347 mil pessoas afirmaram não conseguir ouvir de modo algum; quase 1,8 milhão disse ter grande dificuldade para ouvir e 7,5 milhões relataram alguma limitação na audição. Em todo o planeta, 120 milhões já estão com a audição afetada pela exposição a ruídos intensos e podem caminhar para a surdez, já que as células do ouvido não têm a capacidade de se regenerar. Se todos esses números não foram suficientes para você ficar com a “pulga atrás da orelha”, é bom prestar atenção ao alerta da fonoaudióloga Isabela Gomes, da Telex. “A

perda auditiva induzida por ruído é cumulativa. Qualquer dano à audição vai se somando ao longo do tempo. Os efeitos podem não ser sentidos e a percepção do dano pode vir tarde demais. A exposição frequente a ruídos pode levar, com o tempo, à perda permanente e irreversível da audição”. Segundo ela, o ideal é consultar um médico otorrinolaringologista para obter maiores informações sobre os cuidados com a audição porque o cotidiano abarrotado de barulho e estímulos sonoros está prejudicando a audição das pessoas, em um processo que não tem volta. Por isso, é indispensável aprender a se proteger dos ruídos que fragilizam a saúde auditiva. Shows, boates, bares e festas aumentam ainda mais a probabilidade de problemas de audição.


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Isso é alergia à lactose?

Intolerância à lactose e alergia à proteína do leite são casos distintos que podem acometer qualquer pessoa e implica uma série de cuidados diários para evitar problemas de saúde. Mas como saber se o seu bebê sofre desses males? DIVULGAÇÃO

Vigilância para a vida toda Para os intolerantes à lactose sim, mas para os pequenos que sofrem de APLV o problema desaparece após os três anos em 90% dos casos. “É importante destacar que em nenhum dos dois problemas a mãe deve deixar de amamentar o seu bebê”, pontua a alergologista. “O leite materno deve ser sempre o principal alimento oferecido aos menores de seis meses e é muito raro ocorrer intolerância à lactose durante o aleitamento materno”, completa. Agora quando os nenéns possuem alergia à proteína do leite, como a pequena Barbarah, as mães também poderão amamentar, mas com a ressalva de entrarem em uma dieta especial, sem

elite de vaca ou derivados e com o acompanhamento de um médico ou nutricionista. “A partir dos seis meses é introduzido um leite com fórmula especialmente desenvolvida para alergia alimentar. “O que compro custa R$ 20, mas têm outros tipos acima desse valor. Uma lata dura somente três dias, daí pode se imaginar o quanto gasto com a alimentação da Barbarah”, comenta Silvana. Para ter a certeza do diagnóstico da doença, além da observação dos sintomas, é preciso a realização do teste de desencadeamento e a reação do paciente à retirada do leite de vaca e derivados com posterior reintrodução desses alimentos. DIVULGAÇÃO

A intolerância à lactose se caracteriza por uma dificuldade que o organismo tem para digerir e absorver o acúcar do leite ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO

“A

o sinal de cólicas, diarreias e distensão abdominal, conhecida como a barriguinha estufada, os pais já devem ficar atentos, pois esses são os sintomas mais comuns da intolerância à lactose”, explica a alergologista Paola Dalmacio, especializada pela Associação Brasileira de Alergia a Imunopatologia (Asbai). Caso também sejam notados sinais de vômitos, dor abdominal, prisão de ventre, presença de sangue nas fezes, dermatites na pele e problemas respiratórios, então o problema pode ser ainda mais grave e o doente pode está sofrendo com a alergia à proteína do leite de vaca (APLV). Para a administradora Silvana Sousa, 41, notar esses sintomas na sua bebê recémnascida não foi uma tarefa simples. “Inicialmente notamos que suas fezes eram sem-

pre muito moles, mas jamais associei isso a algum tipo de alergia”, lembra. Ainda segundo Silvana, para tentar resolver o incômodo ela passou a fazer dieta porque achava que podia ser algum tipo de gordura que estivesse sendo transferida para criança por meio do leite materno. “Quando ela fez seis meses, idade em que fui iniciar o desmame e ofereci pela primeira vez o leite industrializado, ela teve a primeira crise de alergia à proteína do leite de vaca, ficou toda empolada, com a boca arroxeada e chorava muito. Foi um momento desesperador!”, conta a mãe da pequena Barbarah Leandra Sousa Campos, hoje com quase 3 aninhos. E foi assim, no susto, que a administradora descobriu o problema da filha, uma doença que atinge, aproximadamente, 5% dos bebês e crianças com menos de três anos, incidência essa que praticamente desaparece quando adultos. De acordo com a douto-

ra Paola, a intolerância à lactose se caracteriza pela dificuldade que o organismo tem para digerir e absorver o açúcar do leite (lactose), enquanto a APLV é uma reação alérgica à proteína do leite

Hoje a Barbarah está bem, mas não posso dizer que ela é uma criança como as outras, porque é privada de muita coisa Silvana Sousa, administradora

de vaca, sendo necessária a exclusão completa do alimento e de seus derivados da dieta da criança. “Hoje a Barbarah está bem, mas não posso dizer que ela é uma criança como as outras,

Personal Fitness Club

porque é privada de muita coisa, por exemplo, quando vai a uma festinha de criança ela não come doces, bolo e tenho que levar o dela separado. Também não vai para escolinha para não trocar lanchinho com outras crianças, que é algo tão normal, mas que para ela representa um perigo”, lamenta Silvana. Outro detalhe imprescindível, citado pela mãe, para garantir a saúde da filha é ler com bastante atenção o rótulo dos produtos. Segundo ela, nada que contenha leite, mesmo em pouca quantidade, o que é aceitável para quem tem um nível moderado de intolerância à lactose, pode ser comprado. “Tenho que ficar atenta até se a empresa que fabrica determinado alimento manipula outros produtos que derivem do leite, porque mesmo não tendo leite nos ingredientes daquele alimento específico pode ser que haja resquício dos demais produtos”, explica Silvana.

Barbarah Leandra tem intolerância à proteína do leite

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É hora de largar o sedentarismo Falta de tempo é a justificativa mais comum para fugir dos exercícios físicos, mas se você parar para pensar e analisar a lista de benefícios que vai ganhar quando inicia um treino regular, vai entender a diferença entre sedentarismo e qualidade de vida. O sedentarismo favorece uma série de enfermidades, além de agravar um número considerável de problemas de saúde como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o sedentarismo é uma doença e pode ser tão prejudicial à saúde quanto o tabagismo. Por aí você pode ter ideia do mal que está fazendo ao seu corpo quando passa horas em frente à TV, quando poderia estar praticando uma atividade física. Quando você começa a mexer o corpo já está ganhando em qualidade de vida a partir

dos benefícios psicológicos, pois a atividade física reduz a ansiedade, a tensão e favorece o sono, com a redução dos níveis de estresse. Dormindo melhor, sua produtividade durante o dia tende a crescer e seu nível de energia também. Além de trazer benefícios inegáveis para pessoas portadoras de doenças como diabetes, a atividade física regular ajuda, ainda, a reduzir a obesidade e evitar a ocorrência de doenças cardiovasculares, melhorando a pressão arterial e o bem-estar geral do organismo. Isso tudo, sem falar que os exercícios ajudam a fixar o cálcio nos ossos, o que é fundamental para evitar a osteoporose, uma vez que ela é causada pela progressiva descalcificação. Outra vantagem comprovada da atividade física é a de proporcionar a boa forma, aumento de massa muscular

e definição da silhueta. A Personal Fitness Club oferece planos diferenciados e uma nutricionista, para um completo acompanhamento durante a fase de treinamento e emagrecimento. Com a supervisão de um profissional especializado é possível ganhar aptidão física, agilidade, energia e muito mais saúde no dia a dia.

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Saúde

e bem-estar

MANAUS, DOMINGO, 23 DE SETEMBRO DE 2012

A boa forma da estrela

Não há quem deixe de admirar a fogosa Suelen na novela “Avenida Brasil”, que, com todo seu charme, usa e abusa de roupas coladas que mostram a sua silhueta, com curvas que deixam os homens babando e as mulheres invejosas DIVULGAÇÃO/STCK

VERA LIMA Equipe EM TEMPO

M

ulheres atentas à novela “Avenida Brasil” não conseguem ignorar (por mais que queiram disfarçar) o corpão da Isis Valverde, que interpreta a fogosa Suelen na trama das oito da Rede Globo. É que a atriz, vivendo um personagem tão insinuante, não esconde um pingo do seu lindo corpinho, sempre exposto aos olhares mais cobiçosos em sumárias peças que revelam mais do que escondem. Mas qual é o segredo de tão boa forma? O que ela faz para ficar com toda aquela exuberância na telinha e deixar os homens babando? Bom, essa é a questão que a revista “Boa Forma” foi atrás e revelou para o público e o Saúde e bem-estar traz para vocês. A verdade é que a atriz, que sofre de doença celíaca (intolerância a glúten e derivados) tem uma alimentação equilibrada e um cardápio com muitas restrições. Mas, nem por isso ela passa fome, apenas se abstém de alimentos que contenham trigo, aveia, cevada, centeio e malte - isso significa que pão, macarrão, tortas e biscoitos tradicionais estão de fora. Em compensação, farinhas de arroz, de milho e de mandioca estão liberadas. Estão liberadas, também, carnes, frutas, verduras e legumes, além de laticínios. Como boa mineira, ela não abre mão do pão de queijo (preparado com polvilho) no

lanche ou café da manhã e admite que adora tudo que leva leite integral. Vitaminas batidas no liquidificador, como a preparada com abacate, leite, gelo picado e mel estão entre suas refeições preferidas. Outras frutas que não faltam no cardápio da atriz são banana, melão, melancia e mamão. Nas refeições principais, Isis aposta nas saladas e carnes magras, embora tenha abolido as massas, por causa da intolerância ao trigo, mas não abre mão do arroz e do

O cardápio de Isis para você copiar Café da manhã: 1 sanduíche na chapa com duas fatias de pão de fôrma sem glúten, 2 fatias de queijo branco ou tipo “bola” e 1 fatia de peito de peru + 1 copo (200 ml) de leite com achocolatado diet. Almoço: 1 salada ceasar pequena ou 1 porção de brócolis temperada com azeite e limão + 1 porção de cuscuz marroquino ou 1 filé de frango. Lanche: 1 pote de cereal de milho (sem glúten) com leite ou 1 caixinha de leite com achocolatado; ou 1 pão de queijo recheado com requeijão e 1 copo (200 ml) de suco de laranja; ou 1 sanduíche igual ao do café da manhã Jantar: 1 porção de salada verde ou salada de pepino, palmito e cenoura ou 1 porção de legumes cozidos, temperados com azeite e limão + 1 porção de cuscuz marroquino; ou 1 porção de carne de soja; ou 1 porção de frango grelhado/assado.

SEGREDO

A atriz, que sofre de doença celíaca, obedece a uma série de restrições alimentares, mas garante que se alimenta muito bem e consegue fazer uma dieta balanceada e muito saudável feijão. Isis também aderiu à omelete de claras, que pode ser recheada com queijo ou peito de peru. Depois da malhação, ela aposta em um copo de leite com uma medida de whey protein (proteína do soro do leite, em pó) e ingere junto uma cápsula de colostro bovino, que é o extrato puro do primeiro leite da vaca e rico em imunoglobulina G, um anticorpo indicado para combater bactérias, vírus e fungos, e é fabricado com o excedente de produção da vaca após o nascimento do bezerro.

Fonte: revista Boa Forma A atriz Isis Valverde está da dando um show interpretando a charmosa suburbana, Suelen

DATA DIVULGAÇÃO/STCK

Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência Em razão das descobertas, questionamentos e formação da identidade, a adolescência costuma ser uma etapa bastante conturbada para o jovem. É a fase do desenvolvimento humano que se encontra entre a infância e a idade adulta, onde as conversas envolvem namoros, brincadeiras, tabus e as alterações são percebidas tanto na fisiologia do organismo, quanto nos pensamentos e nas atitudes. Quando esta fase está associada à gravidez, muitas mudanças podem ocorrer tanto na vida da jovem, quanto das pessoas à sua volta. Para o doutor Afonso Nazário, chefe do departamento de ginecologia da Unifesp, a gravidez na adolescência pode estar relacionada a diversos fatores, como baixa autoestima, formação psicológica, estrutura familiar e falta de perspectiva. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, de 2010, o grupo de 15 a 17 anos mostra um total de 283 mil mulheres (6% do total nessa faixa etária) que tiveram filhos nascidos vivos em 2009, 40% delas residentes na Região Nordeste. Deste número, apenas 35% eram cônjuges. Visão minimizada Normalmente, os rapazes têm uma visão um tanto minimizada da gravidez imposta à menina, pois as mudanças no

corpo, o pré-natal, o parto, a questão dos estudos, atingem diretamente a garota e podem ter continuidade sem que ele participe. Isso significa que muitos garotos que vão ser pai, acabam abandonando a companheira, que muitas vezes leva a gravidez adiante e são apoiadas apenas pela própria mãe. “Percebo no consultório que geralmente o pai da criança

É preciso conscientizar. Não apenas informar, mas mostrar que existem outros caminhos, outras opções

Afonso Nazário, médico ginecologista

abandona a adolescente grávida, pois se acha muito novo para assumir uma responsabilidade dessas. Alguns, ainda culpam a menina por ter ficado grávida, como se fosse uma responsabilidade só dela”, completa o especialista. Para diminuir a incidência de adolescentes grávidas, o médico é direto: “É preciso conscientizar. Não apenas informar, mas mostrar que existem outros caminhos, outras opções”, argumenta o especialista.

Nos casos de gravidez precoce, geralmente é a mãe que arca com a maior responsabilidade

Um alerta para reduzir os casos no mundo Para alertar os adolescentes sobre a importância de se prevenir uma gravidez nessa época da vida, todos os anos, no dia 26 de setembro, acontece uma ação de conscientização global, o Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência. A data é uma iniciativa de

organizações não governamentais e sociedades internacionais, com apoio mundial da Bayer Health Care Pharmaceuticals e acontece em mais de 70 países da Europa, Ásia e América Latina. “Esta é uma maneira de levar mais informação aos jovens, educando-os sobre a saúde

sexual e métodos contraceptivos para prevenção de uma gravidez não planejada e indesejada”, enfatiza o doutor Nazário. Este ano, a campanha aborda o tema “Seu futuro. Sua escolha. Sua contracepção”, que incentiva os jovens a pensar e incluir a contra-

cepção em seus planos, a fim de evitar uma gravidez não planejada ou doenças sexualmente transmissíveis (DST). Os jovens podem encontrar mais informações sobre o assunto no site desenvolvido especialmente para a campanha, o www. vivasuavida.com.br.


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Saúde - 23 de setembro de 2012 by Amazonas Em Tempo - Issuu