Caderno F
MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014
DIVULGAÇÃO
Saúde
e bem-estar
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Rotina de beleza para o casal Saúde e bem-estar F4
Orientação correta ajuda na sua atividade física
O ideal seria que cada um pudesse contar com a orientação de um nutricionista, fisiologista ou personal trainer MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
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uem vai à academia está em busca de resultados. E, para obtêlos, ninguém melhor que um profissional qualificado para ajudar no desempenho. Os atletas profissionais contam com um time de especialistas – a famosa comissão técnica – mas quem não pode contar com a colaboração de nutricionistas, fisiologistas, personal trainers, entre outros, deve pedir ao seu educador físico uma avaliação física completa de tempos em tempos, para analisar o desempenho. É isso que indica o professor, personal trainer, preparador físico e fisiologista carioca Gabriel Vieira, que esteve em Manaus esta semana para palestrar no 1º Meeting de Medicina do Esporte, que aconteceu dentro do It’s Time Combat, evento voltado para os praticantes de MMA. Acompanhamento No mundo do esporte profissional, os atletas de alto nível contam com especialistas de
diversas áreas. Dentre os profissionais que compõem uma comissão técnica esportiva, explica Vieira, o fisiologista é um dos mais importantes, pois tem o papel de interpretar as reações do corpo humano ao exercício e atividades físicas em geral. “Toda vez que a gente entra em movimento, faz esforço físico – seja ele direcionado como os exercícios físicos, seja planejado como treinamento ou uma simples atividade física – nosso corpo reage de uma maneira diferente. O fisiologista tem a função de interpretar todas essas respostas do organismo, direcionar e orientar, de acordo com essas respostas, a um treinamento mais eficiente”, completa. Ou seja, a primeira função do fisiologista é fazer uma avaliação físico-funcional, ver como está a condição física e atlética do indivíduo e, a partir daí, direcionar o treinamento, observan-
do suas carências e potenciais, para saber quais são suas limitações ou onde deve ser investido para que ele possa melhorar ou manter a performance. “Esse trabalho é feito dia após dia, e o fisiologista tem condições de avaliar como estão sendo essas respostas para poder ajustar o treinamento. O profissional cria uma espécie de manual de instruções desse indivíduo, para saber como ele pode chegar de forma mais rápida e eficiente aos seus objetivos”, acrescenta Gabriel Vieira. ‘Gente como a gente’ Mas, e como as pessoas “normais” podem saber se estão rendendo o suficiente para alcançar suas metas? É por esse motivo que o papel do fisiologista é importante não somente para os atletas profissionais. “Sempre destaco a importância do acompanhamento de um fisiologista. E ‘gente como a gente’ não é atleta, mas também busca resultados, seja ele qual for. Por isso precisamos de orientação completa. Bom mesmo seria bom se todo mundo tivesse condições, ou se fosse posível ter acesso a um personal trainer. Se não der, que você busque, pelo menos, se cercar de profissionais competentes que cuidem da sua saúde e que te ajudem a alcançar seu objetivo de forma mais rápida”, indica. Na ânsia de entrar naquele
jeans, ou arrasar na praia, a gente pode acabar prejudicando a saúde. Tem gente que se mata na academia, corre na areia, pratica esporte adoidado, mas sua mais que o necessário para ver o resultado. “E é por isso que há um risco maior de ter um problema quando não recebemos a orientação correta, tanto no momento ou em longo prazo, ou a demora para alcançar seu objetivo”, pontua o profissional. Avanços O descanso, reforça Vieira, é tão importante quanto o exercício. Esse fato, aliás, é bastante ressaltado graças aos avanços da medicina esportiva. “A medicina do esporte vem ganhando ênfase desde a década de 1940. E podemos dizer que a área é dividida em três partes importantes: a educativa, a preventiva e a terapêutica. O controle do treinamento é um dos avanços na área preventiva, pois hoje sabemos que a recuperação, o descanso, o repouso, seja ele pela alimentação ou outras técnicas, é tão importante quanto o exercício. Então quanto maior o estímulo, maior deve ser o seu descanso”, diz. Na área terapêutica, por conta dos progressos, há a diminuição de incidência de lesões. Já na questão terapêutica, o tempo de recuperação também diminui. O fisiologista Gabriel Vieira diz que a primeira parte, a
educação, vem ganhando força principalmente pelo boom que a atividade física vem ganhando recentemente. Claro, todo mundo sabia que praticar exercícios físicos faz bem, mas os avanços científicos na área ajudaram a popularização e, por consequência, o acesso à informação. “Sabemos o quão importante é o exercício, seja na prevenção ou tratamento de doenças, não importa qual etiologia seja. Seja por motivos estéticos ou saúde, aumentou significativamente o numero de praticantes de exercícios físicos no mundo inteiro. Além disso, dentro do próprio esporte mesmo, o exercício vem se tornando cada vez mais intenso, estamos chegando cada vez mais perto do limite do corpo humano, e aí é importante que a exigência aumente em todas as áreas”. Ou seja, ao ter o acompanhamento de um profissional especializado, há a possibilidade dos ajustes necessários para melhorar a performance. “Se não houver a orientação de um preparador físico, médico, nutricionista, os profissionais da área da saúde, como acontece atualmente nos treinos, que haja, pelo menos, o acompanhamento de um professor ou profissional da academia e que sejam feitas as avaliações regularmente, a fim de acompanhar a evolução e para fazer os ajustes necessários”, finaliza.
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João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
joaoboscobotelho@gmail.com
Elo invisível entre o doente e o curador Além dos compartimentos socioculturais e técnicos presentes entre as variáveis que interferem nos resultados obtidos pelos curadores, é possível reconhecer a forte subjetividade de um elemento, metafórico e essencial, que alicerça o elo de confiança entre o doente e o curador: o dom. Essa característica do curador, o dom, sempre reconhecida pelo doente, está acima da competência profissional: trata-se de sentimento incomensurável atando curadores e doentes. Seja nos parâmetros do cientificismo, obedecendo às regras universitárias, ou nos ainda desconhecidos marcos do paranormal, presente no prodígio espontâneo e não reproduzível no laboratório, as relações entre curadores e as crenças e idéias religiosas continuam impondo obrigatória reflexão dos significantes e interpretações simbólicas. Nessas condições complexas, que envolvem múltiplos componentes sociais e, possivelmente, também genéticos, é necessário diferenciar as construções teóricas: - Do doente, com as experiências trazidas pelo medo do sofrimento e da morte prematura; - Das práticas de curas, com as respectivas interpretações temporais da doença e da saúde; - Dos curadores, envoltos nos
entendimentos do diagnóstico, prognóstico e tratamento. A história está repleta de dados que confirmam a existência, desde tempos imemoriais, dos curadores empurrando os limites da cura nos espaços sagrados e profanos das relações sociais. A maioria dos trabalhos publicados está colocada na polaridade estática que favorece o maniqueísmo: transcrevem em análise elogiosa, quando os curadores estão apoiando o poder dominante ou, simplesmente, desprezam-nos quando representam a resistência. É possível teorizar o papel social dos curadores situado em contexto mais amplo, estendendo a análise temporal, como história de longa duração, sob o enfoque dinâmico da luta travada pelos grupos na ocupação dos espaços políticos, para compreendê-los também como agentes de coesão, contribuindo na ordem ou na desordem das sociedades. A sedução exercida pelos curadores de todos os matizes, que se mostram com dom competente para sarar as queixas dos doentes, tem sido constante nas colchas sociais. Esses homens e mulheres com dotes especiais mostram-se, desde tempos distantes, capazes de curar certas doenças e, em casos excepcionais, se fazem crer ressuscitando alguns mortos. A Bíblia, referência maior no
Ocidente da luta humana para organizar-se e vencer os empecilhos à sobrevivência, está recheada de interpretações dos poderes do curador. Não só os famintos têm a fantástica disposição para aceitar, sem resistência, o apelo de quem consegue elaborar, claro e rápido, a proposta salvífica dos curadores com dom: ricos e pobres estão envoltos na mesma malha. A sedução da aderência dos curadores com dom é engendrada nos meandros ambíguos do sagrado com o profano. A base do convencimento é montada na possibilidade, trazida pelas linguagens-culturas, para minorar a dor da fome e do frio, afrouxar os rigores da ordem sobre a sexualidade, reforçar a posse da terra e a experiência religiosa com o sagrado. As relações sociais do curador com dom repetem, sem cessar, o cerne protetor, não existe mudança na essência dogmática salvífica. As reinterpretações adaptadas à temporalidade social são feitas na linguagem superficial, na forma, não no conteúdo, adaptando-as às linguagens-culturas dos suplicantes. Desse modo, em incontáveis registros, estão descritas os louvores aos curadores com dom capazes de curar doenças e dores.
João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França
A história está repleta de dados que confirmam a existência, desde tempos imemoriais, dos curadores empurrando os limites da cura”
Açaí, antioxidante natural que repõe as energias Na tigela ou em forma de suco, o açaí é uma ótima opção para aquele lanche durante o dia. Apesar de pequena, a fruta possui um alto valor nutritivo e é rica em minerais e vitaminas, ideal para quem procura manter uma alimentação equilibrada. A fruta é uma ótima aliada da saúde devido à abundância de proteínas que a torna um alimento funcional, podendo auxiliar na prevenção de doenças como câncer, perda de memória e até mesmo retardar o envelhecimento. Além disso, é um ótimo repositor de energia, muito indicado para consumo depois de atividades físicas. “Ele é um antioxidante natural e tira de cena boa parte dos radicais livres, ajudando, por exemplo, na fadiga e nas dores musculares”, afirma a nutricionista da rede Mixirica, Cinthia Julião.
Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com
Receita médica ilegível Você consegue entender o que seu médico escreve? Quem trabalha em uma farmácia sabe que o maior problema são as receitas médicas ilegíveis. Iatrogênia caligráfica, a terrível doença do médico. Letra ruim tem cura? Receituário manuscrito está ameaçado. “Receita médica legível: obrigação do profissional médico, direito do paciente”. Ao sair de uma consulta médica, é direito do cidadão ter informações precisas sobre a enfermidade que o acomete e entender com clareza o nome do medicamento que lhe foi prescrito com também a posologia. Diante desse direito, constata-se o dever do farmacêutico de vender somente o que foi compreendido. Exija a presença do farmacêutico nas drogarias ou farmácias e uma equipe preparada para enfrentar os desafios do dia-a-dia. Em caso de dispensação errada, as consequências podem ser graves, com sérias intoxicações no caso de doses elevadas. O consumo de um medicamento que tenha nome parecido com outro, além de não fazer o efeito desejado, para o qual foi prescrito, não impede que os sintomas permaneçam e em casos mais graves pode levar o paciente ao óbito.
O problema já é antigo, mas com o aumento do número de medicamentos no arsenal farmacêutico, a missão de compreender, e às vezes, até mesmo decifrar receitas médicas, torna-se cada dia mais complicado. O risco de oferecer um medicamento errado faz com que balconista ou do farmacêutico seja redobrada. Uma forma de sanar o problema da má caligrafia de alguns medicamentos, é a digitalização das receitas, também se evitaria possíveis alterações no receituário, deste uma alteração de data até a quantidade prescrita. É necessário a presença de farmacêutico nas drogarias, como um elo entre a grafia, os sintomas e o diagnóstico. Receitas ilegíveis: um problema a ser resolvido. Para muitas pessoas, letra de médico é apenas um motivo para piadas, mas para farmacêuticos e pacientes, receitas ilegíveis são, cada vez mais, um perigoso pesadelo. Em alguns casos, chegam à farmácia receitas médicas complicadas ou até mesmo incompreensíveis, outras incompletas. A falta da dosagem correta da forma farmacêutica e da posologia podem trazer sérios problemas aos pacien-
tes. No entanto, não acredito que isso seja uma regra, mesmo porque no Código de Ética Médica,conste ser proibida a prescrição de forma ilegível ou por meio de códigos. Se a receita for clara e o medicamento for fornecido equivocadamente, a responsabilidade será da farmácia e do farmacêutico. Se, por acaso, o equívoco partiu de uma receita médica mal formulada, escrita de forma ilegível, logicamente, o medico também será responsabilizado. A atitude correta a ser tomada pelo farmacêutico quando a receita apresenta-se ilegível é ligar para o médico que prescreveu o medicamento. Somente esse profissional médico responsável poderá ajudar o farmacêutico a traduzir corretamente o que está escrito na receita. A receita médica deve ser legível para você, caso contrário poderá induzir ao erro. Portanto, você pode e deve recusar uma receita ilegível, pois sua saúde é primordial. O melhor medicamento e a responsabilidade. Responsabilidade é conhecer o medicamento que você vai usar. O mesmo medicamento não serve para duas pessoas diferentes. Nunca use medicamento que não tenha sido receitado para você.
O suplemento que contribui para prevenir o Alzheimer Humberto Figliuolo Farmacêutico
Ao sair de uma consulta médica, é direito do cidadão ter informações precisas sobre a enfermidade que o acomete e entender o nome do medicamento”.
A creatina é um aminoácido e está presente tanto nos alimentos de origem animal quanto no organismo humano, que o produz. A maior reserva de creatina do organismo está nos músculos esqueléticos, tanto na forma livre como na forma de creatina-fosfato o qual tem por função regenerar o ATP (trifosfato de adenosina) no citoplasma celular. Suplementos de creatina são especialmente bons para praticantes de atividades físicas de alta intensidade. Contudo, alguns estudos mostram que esta suplementação também pode ser interessante para outras questões. Entre elas, preservar a massa muscular em idosos e prevenir doenças como Parkinson, Huntington e Alzheimer, mas não deve ser consumida sem consulta médica.
Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br
Diagramação Kleuton Silva
Repórter Mellanie Hasimoto
Revisão Gracycleide Drumond João Alves
www.emtempo.com.br
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Eficácia da bariátrica no combate ao diabetes 2
Tratamentos convencionais para afastar o diabetes em obesos são menos eficazes quando comparados à cirurgia bariátrica FOTOS: DIVULGAÇÃO
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erca de 600 milhões de pessoas no mundo, sendo 30 milhões somente no Brasil, estão obesas. Este quadro é agravado pelo aparecimento de diversas doenças associadas como, por exemplo, hipertensão, dislipidemia, apneia do sono, problemas ortopédicos severos e diabetes tipo 2. Esta última, porém, pode ser combatida com muita eficácia por meio da cirurgia bariátrica. É o que apontam diversos estudos mundiais recentes, que demonstram que a doença pode até ser controlada. “Os estudos trazem uma perspectiva animadora para reduzir a incidência de uma doença grave e silenciosa. O tratamento das doenças associadas à obesidade é um problema caro para o governo, que só em 2011 gastou
quase R$ 500 milhões com 26 tipos de comorbidades. Nesse cenário a cirurgia bariátrica surge como uma excelente opção para o combate a essas doenças”, explica o doutor Almino Ramos, presidente da SBCBM – Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Neste ano, dois novos estudos destacam a eficiência da cirurgia bariátrica no combate do diabetes tipo 2. Um deles, feito pela Cleveland Clinic, uma das cinco melhores redes de hospitais dos Estados Unidos, revelou que a cirurgia bariátrica se destaca como o método mais eficiente no combate ao diabetes tipo 2 em pacientes com obesidade moderada e permite também a diminuição do uso de medicamentos para controle de colesterol e
pressão arterial. Outro estudo realizado pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia, apontou que a cirurgia bariátrica supera
CRESCIMENTO
Cerca de 600 milhões de pessoas no mundo, sendo 30 milhões somente no Brasil, estão obesas. Este quadro é agravado pelo aparecimento de diversas doenças associadas como, por exemplo a hipertensão outros tratamentos por conseguir levar pacientes obesos à remissão do diabetes tipo 2. “Não só o diabetes, mas a perda de peso contribui favoravelmente na melhora
das diversas doenças relacionadas à obesidade. O objetivo principal da cirurgia bariátrica não é apenas a perda de peso, mas sim a melhora da saúde como um todo”, salienta Dr. Almino. Cirurgia Popularmente conhecida como redução do estômago, a cirurgia bariátrica vem crescendo expressivamente no Brasil, que já é o segundo país com mais cirurgias realizadas, com cerca de 80 mil procedimentos por ano, atrás apenas dos Estados Unidos , que realizam cerca de 140 mil cirurgias anualmente. Do número total de cirurgias feitas no Brasil, estima-se que 10% são feitas pelo SUS. O número de procedimentos cresceu 90% nos últimos cinco anos e 300% em dez anos.
No Brasil, 10% das cirurgias bariátricas são feitas pelo SUS
Coisa de Mulher weralima@yahoo.com.br
Meu mundo caiu...deixa eu chorar! Quem é que nunca sofreu uma desilusão, um golpe duro ou uma desilusão amorosa daquelas que nos deixam de quatro com vontade de chutar o pau da barraca? Pois é, se tem alguém aí pode levantar a mão. Na verdade, creio eu que todo mundo já passou por um fracasso, seja ele qual for, pelo menos uma vez na vida. Agora, superar dores, fracassos e derrotas aí já são outros quinhentos, porque uma coisa é você passar pela crise e outra bem diferente é saber conviver com a crise e superar as dificuldades. Tem gente – geralmente mulheres, mas alguns homens também se prestam ao papel – que adora se fazer de vítima, de coitadinha, de saco de pancada. Você tam-
bém deve conhecer alguém assim, aquela pessoa que por mais que você tente puxar do buraco ela continua insistindo em cavar mais fundo só para poder ficar lá, agachada, se sentindo o mosquito que pousou no cocô do cavalo do bandido. É um Deus-nosacuda! Você puxa e ela se enterra. E vai se enterrando cada vez mais fundo na esperança – ou ilusão, sei lá – de que surja uma solução milagrosa para o seu triste e desesperador caso. E esse caso pode ser de amor – geralmente é – não correspondido, chifre, abandono ou simplesmente uma síndrome de rejeição mal resolvida na infância. Não importa, quem gosta de se fazer de vítima só quer um motivo, e, para
tanto, qualquer um serve. Como eu dizia antes, todo mundo conhece pelo menos uma criatura assim, vítima da incompreensão alheia ou da total falta de sorte de um destino mal traçado. O pior é que quando essas criaturas têm um motivo real para se fazer de vítima, aí ninguém aguenta porque o tranco é forte. É o muro das lamentações digno das melhores produções de Hollywood. Espera aí, gente! Não me crucifiquem antes do final do texto! Eu não estou dizendo que as pessoas não têm o direito de sofrer ou que devam ser Polianas na vida. Me deculpem os mais novos, mas Poliana é um personagem que está sempre feliz. Coisa que, na minha humilde opinião,
Vera Lima Editora do Saúde
também é utopia. Não existe essa felicidade ininterrupta. Todos nós temos momentos de tristeza, angústia, pesar, sofrimento, assim como várias outras emoções e sentimentos que permeiam nosso estado de espírito de acordo com o que nos acontece na vida. O que eu não aguento é ver uma pessoa se afundando em sofrimento sem trégua, sem querer sair desse buraco negro porque se realiza ou se completa com a piedade alheia. Tudo bem, eu sei que existem distúrbios mentais como bipolaridade, depressão, síndrome do pânico, da ansiedade e outras patologias que carecem de tratamento interdisciplinar, mas estou falando de pessoas que podem e devem procurar ajuda e não o fazem porque
se comprazem nesse eterno chove-não-molha da piedade alheia. O “ah, coitadinha!” soa como música no ouvido dessa pessoas que vivem se lamentando da falta de sorte, ou da falta de amor e que só sabem ver o lado negro da situação, mesmo quando muita gente insiste em mostrar que até o remédio amargo pode ter efeito salutar. Para essa, só repito uma coisa que li recentemente: o tempo não cura nada, o que cura é a nossa decisão de não mais sofrer. Só existe um caminho para sair desse limbo e dar a volta por cima: entender que cada um é responsável por suas escolhas e caminhos e que só somos vítimas se deixarmos que os outros tomem as decisões que nos pertenciam.
O que eu não aguento é ver uma pessoa se afundando em sofrimento sem trégua, sem querer sair do buraco negro porque quer piedade
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Cuidado com a be
Compartilhar atividades com o par traz felicidade e aprofunda a intimidade no relacionamento, revela o material inédito com dados reveladores sobre os hábitos dos casais quando o assunto é cuidado com beleza, saúde e bem-estar
As mulheres se preocupam mais com maquiagem, enquanto eles priorizam a praticidade e a sensação de limpeza
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ara entender como a rotina de cuidados pode impactar a saúde, a autoestima e os hábitos de compra em um relacionamento, uma pesquisa do Instituto Ilumeo desvendou esse comportamento. A entidade ouviu 1.299 consumidores com acesso à Internet, entre homens e mulheres de todo o território brasileiro, de 18 a 50 anos e que estavam em algum relacionamento: 9% noivos, 34% namorando e 57% casados. Os resultados mostram que 82% dos casais que se cuidam juntos têm um relacionamento mais feliz e que 80% dos que responderam concordam que se sentem mais satisfeitos no relacionamento quando realizam alguma atividade junto com o seu par. A pesquisa apontou, ainda, que 85% deles tendem a acentuar mais o lado bom da vida quando estão satisfeitos no relacionamento. Quase que a totalidade (94%) dos entrevistados concordou que produtos de beleza devem ser utilizados não somente pelas mulheres mas também pelos homens. Contudo, 78% das pessoas ouvidas não acreditam que o xampu e o condicionador sejam produtos que possam ser compartilhados com o(a) parceiro(a). “O fato de a pesquisa ter demonstrado que os produtos de beleza não necessariamente devam ser compartilhados, vem ao encontro do nosso portfólio direcionado para as necessidades dele e dela. Sabemos que caspa pode ocorrer em ambos os sexos e homens e mulheres têm demandas diferentes
INTERAÇÃO
Os resultados mostram que 82% dos casais que se cuidam juntos têm um relacionamento mais feliz e que 80% dos respondentes concordam que se sentem mais satisfeitos no relacionamento com esse hábito quando o assunto é cuidado com os cabelos e com o couro cabeludo: elas vão além do xampu e do condicionador, incluindo ampolas e máscaras de tratamento nessa rotina, enquanto eles priorizam a praticidade e a sensação de limpeza”, afirma Tarik Mohallem, gerente de marketing de head & shoulders, que encomendou a pesquisa.
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eleza é essencial
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Atualmente os homens investem quase tanto quanto as mulheres em tratamentos de beleza
Rotina de beleza para ambos
Bem-estar para dividir com ele
Na hora da compra de um produto de beleza para si mesmos, 47% dos entrevistados pensam também em levar um produto para o companheiro (a). Os homens (53%) são os primeiros a concordar que, no ato da compra, levam um produto
Entre os participantes, 69% acreditam que, quando estão em um relacionamento e algum dos dois decide ter hábitos mais saudáveis, ambos devem tentar mudar juntos. Com base nesse dado, os homens (42%), comparados com as mulheres (39%), re-
também para sua companheira, conforme mostra no gráfico a seguir. Incentivo pessoal O estudo constatou que esse hábito contribuiu para que 36% dos pesquisados passassem a usar mais pro-
dutos de beleza por causa do seu par. Quando o assunto é incentivar o parceiro(a) a cuidar mais da beleza e do corpo, 77% deles revelaram seguir o mesmo ritual de cuidados que o seu parceiro(a), para juntos terem autoestima positiva.
velaram ser mais solícitos e acompanhar a parceira para chegarem ao objetivo final. O casamento pode ser uma das mais importantes fontes de satisfação individual, segundo 48% dos entrevistados – mais da metade dos homens (53%) concordaram com essa
questão, como aponta o gráfico abaixo. Sabemos que a maioria das brasileiras (88%) gostam de se sentir cuidadas pelo seu companheiro e, ao contrário do que se possa imaginar, essa atitude também é desejada por 83% do universo masculino.
Quase que a totalidade (94%) dos entrevistados concordou que produtos de beleza devem ser utilizados pelos dois
Os cuidados com a pele e produtos de maquiagem são os maiores investimentos da mulher
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Normalmente a menina fica em dúvida sobre sua primeira visita ao ginecologista e como deve proceder para fazer perguntas
Consulta com o
ginecologista
Fazer exames de rotina com o especialista é a melhor forma de prevenir ou remediar qualquer ocorrência mais desagradável
A
maioria das mulheres só consulta um ginecologista quando acha que está com algum problema. Mas, o que elas esquecem é que fazer uma visita mensalmente ou anualmente ao seu ginecologista pode ser uma forma de prevenir doenças e garantir a sua saúde. A primeira consulta da mulher ao ginecologista deve ser realizada quando houver algum tipo de dúvida
que o especialista possa esclarecer, ou quando iniciar o ciclo menstrual. Segundo a ginecologista e obstetra doutora Erica Mantelli, a mulher deve fazer a sua primeira visita logo após a primeira menstruação. “É importante marcar uma consulta nessa fase para tirar todas as dúvidas sobre o ciclo menstrual, absorventes, corrimento, cólica, tensão pré-menstrual e até falar
um pouco sobre os métodos contraceptivos”, explica. Em geral, na primeira consulta, o especialista irá analisar o histórico da paciente e pode indicar alguns exames. “Podem ser feitos exames clínicos e análise das mamas e também o famoso papanicolaou que é feito por meio da introdução do espéculo para examinar a vagina e o colo do útero”, afirma a ginecologista.
A especialista tira suas dúvidas Na hora da consulta, a ginecologista pode dizer algumas coisas que podem te deixar um pouco assustada. Pensando nisso, a ginecologista Erica Mantelli esclarece os principais sustos durante a consulta. Confira: 1. Você tem um útero invertido! Não se assuste com essa afirmação da sua ginecologista. A doutora Mantelli explica o que é o útero retrovertido como é chamado. “Algumas mulheres apresentam o útero retrovertido devido a uma variação anatômica. Ele está posicionado virado para trás do corpo e não voltado para frente”, esclarece a médica. O útero retrovertido não impede a gravidez, porém algumas mulheres podem ter uma dificuldade para engravidar, pois tem mais chances de ter endometriose. 2. O diagnóstico confirmou que você tem a síndrome de ovário policístico! As mulheres que tem essa síndrome tendem a produzir uma quantidade maior de hormônios masculinos que pode atrapalhar a fertilidade feminina. Além disso, a testosterona também pode interferir e aumentar a possibi-
lidade da incidência de cistos impedindo a ovulação. “Essa síndrome pode ser diagnosticada em qualquer fase da vida da mulher. Mas tende a se apresentar logo após a primeira menstruação”, ressalta a ginecologista. O tratamento geralmente envolve a prescrição de anticoncepcionais ou medicamentos à base de hormônios específicos. 3.O resultado do exame de HPV é positivo! O HPV é um vírus capaz de infectar a pele e as mucosas. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que pelo menos 13 deles tem potencial para causar câncer no colo do útero. De acordo com a ginecologista o vírus pode se manifestar de duas formas: clínica e subclínica. Nas mulheres podem aparecer no colo do útero, vagina, vulva, região pubiana, perianal e ânus. “A transmissão do vírus HPV pode ocorrer por meio do contato direto com a pele ou mucosa infectada. O ideal é consultar um médico e após uma avaliação clínica ele pode indicar o tratamento mais adequado”, frisa a médica. 4. A ausência da sua menstruação é um sinal de me-
nopausa precoce! Algumas mulheres podem entrar na menopausa antes dos 32 anos. “A menopausa precoce consiste na falência ovariana da mulher que é a perda temporária da função gonadal (de produzir hormônios)”, diz a ginecologista. Converse com o seu ginecologista para que ele indique o melhor tratamento. Nesse caso pode ser recomendado a Terapia de Reposição Hormonal, a TRH. Em outros casos a ausência da menstruação pode estar relacionada à síndrome de ovários policísticos, doenças da tireoide, emagrecimento intenso, estresse e uso de medicamentos. 5. Você está com uma lesão no colo do útero! “Corrimentos de repetição, bactérias e fungos podem levar à uma inflamação do colo do útero, e em alguns casos, além do tratamento com medicação via oral e tópica, é necessário realizar uma cauterização do colo do útero”, finaliza a ginecologista. Sobre a médica Ginecologista e obstetra Erica Mantelli (CRM 124.315) Site - www.ericamantelli. com.br
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Entre em forma com as
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receitas Dukan Formuladas sem gordura e açúcar e com farelo de aveia, elas estão entre os itens indispensáveis para as dietas
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érias não é desculpa para sair da dieta. Pelo contrário, para atingir os objetivos e chegar a tão desejada boa forma, o período das férias é considerado um aliado já que você dispõe de mais tempo para passear e fazer atividade física. Principalmente levando em consideração que somente o fato de saber que está livre de horários e compromissos já dá uma vontade enorme de liberar geral e comer tudo de gostoso que encontra nos passeios. Pensando nisso, a dieta Dukan preparou quatro receitas para você comer à vontade e sem peso na consciência nessas férias.
Bolo de Banana (receita retirada do livro Confeitaria Dukan)
Sopa de palmito pupunha (receita retirada do livro Boa Forma com Dukan)
Rendimento: 8 fatias Tempo de preparo: 20 minutos/tempo de cozimento: 25 minutos Fase: Cruzeiro
1 colher de sopa de fermento em pó químico 20 gotas de aroma de banana (ou a gosto) 2 colheres de sopa de adoçante em pó culinário
Rendimento: 4 porções Tempo de preparo: 20 minutos
cubos Pimenta-calabresa (para polvilhar)
Ingredientes
Ingredientes 3 colheres de sopa de farelo de aveia 1 colher de sopa de amido de milho 1 iogurte natural desnatado 0% de gordura 1 colher de sopa de leite em pó desnatado 2 ovos 1 iogurte natural 0% de gordura
Modo de preparo - Misture os ingredientes um a um. Por último, coloque o fermento e bata com o auxílio de um garfo. Despeje a massa em fôrma de silicone ou antiaderente e leve ao forno pré-aquecido a 180 - 210 graus, por aproximadamente 25 minutos.
1 vidro (200g) de palmito pupunha em conserva, picado 1 cebola pequena, ralada 1 xícara (café) de água 1 colher (sobremesa) de farelo de aveia 1 litro de leite desnatado Sal a gosto 1 colher (sopa) de requeijão 0% gordura 1 xícara (chá) de presunto magro cortado em
Modo de preparo No liquidificador, bata metade da pupunha com 1 xícara (chá) de leite e reserve. Em uma panela antiaderente, refogue a cebola pingando a água aos poucos para não queimar. Acrescente o farelo de aveia e o restante do leite e mexa até engrossar. Junte a pupunha batida e a pupunha picada e ajuste o sal. Deixe ferver por 2 minutos sem parar de mexer e, por ultimo, coloque o requeijão para dar mais cremosidade. Sirva com o presunto em cubos e polvilhe com a pimenta-calabresa.
Pão de especiarias (receita do livro O Método Dukan Ilustrado) Rendimento: 8 porções Tempo de preparo: 10 minutos
gengibre, cravo) 2 colheres de sopa de adoçante líquido
Ingredientes
Modo de preparo Preaqueça o forno a 180 graus. Misture os farelos, o leite em pó e o fermento em um recipiente. Adicione o requeijão cremoso, mexendo bem. Em seguida, adicione os ovos e as três claras. Mexa até obter uma mistura homogênea. Adicione os condimentos e o adoçante. Despeje em uma forma de bolo untada com ajuda de papel toalha. Leve ao forno durante 45 minutos. Verifique o cozimento usando a ponta de uma faca, que deve sair seca.
8 colheres de sopa de farelo de aveia 4 colheres de sopa de farelo de trigo 2 colheres de sopa de leite desnatado em pó 1 sachê de fermento 6 colheres de sopa de requeijão cremoso com 0% de gordura 3 ovos + 3 claras 2 colheres de sopa de mistura de condimentos para pão de mel (canela, anis, noz-moscada,
Nhoque de ricota com espinafre (receita do livro Receitas Dukan) Rendimento: 3 porções Preparo: 15 minutos Ingredientes: 300g de ricota fresca light 1 maço de espinafre 2 colheres de sopa de farelo de aveia 1 colher de sopa cheia de requeijão com 0% de gordura Molho de tomate fresco Temperos e sal a gosto
Modo de preparo: Cozinhe e refogue o espinafre com os temperos e o sal. Depois de cozido e escorrido, pique ou triture um pouco o espinafre. Amasse a ricota com um garfo e vá acrescentando o espinafre aos poucos. Se preferir, coloque a ricota e o espinafre no processador, assim a massa ficará verde. Junte o farelo de aveia e o requeijão a essa massa, ajuste o sal e temperos. Faça bolinhas e coloque no forno por 10 minutos para encorpar. Acrescente o molho de tomate por cima. Esquente numa panela ou no micro-ondas com o molho para não ressecar.
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O suplemento é um grande aliado para se manter em forma
Dieta com colágeno, o aliado da boa forma Ele virou moda e entrou definitivamente na dieta de quem malha. O colágeno é o novo queridinho das mulheres vaidosas e que desejam manter a boa forma do corpo e a elasticidade da pele. O suplemento, vendido em farmácias, drogarias e empórios, não diminui a importância de uma dieta rica em alimentos que estimulam a produção de colágeno no organismo, mas ajuda bastante. Por isso não descuide da alimentação ainda que esteja tomando colágeno em cápsulas ou saches. Uma boa dieta inclui carne magra, frango, peixe e ovos. Invista também em legumes, verduras, frutas e castanhas, ricos em nutrientes (vitaminas A, C e E, selênio e zinco) que garantem a absorção do colágeno. Se você malha, tem mais um bom motivo para adotar o suplemento: ele é aliado das articulações. Em 2006, durante o encontro do American College of Sports Medicine, em India-
nápolis, nos Estados Unidos, a apresentação de um estudo alemão com 100 atletas, de 15 a 80 anos, mostrou que o consumo de colágeno hidrolisado traz uma melhora importante nas articulações. Após 12 semanas consumindo 10 gramas do suplemento por dia, 79% dos participantes apresentaram maior mobilidade dos joelhos e dos quadris. A maioria relatou menos dor nessas articulações ao realizar exercícios de esforço e ao subir escada. Uma parte dos atletas também teve menos desconforto nos ombros. Apresentado de diferentes formas, o suplemento comercializado em sachê é a versão mais indicada para diminuir a fome e prolongar a saciedade. O conteúdo de um sachê costuma ter o colágeno hidrolisado na dose diária recomendada - ou seja, de 8 a 10 gramas. Há ainda a opção de você mandar manipular o pó, que pode ser diluído na água, no
suco ou no iogurte. Já em cápsula, ele atende a quem não gosta do sabor adocicado do pó. Mas, para atingir a dose diária, você tem de consumir de 10 a 12 cápsulas por dia. E não traz a mesma saciedade da primeira versão. Pode optar ainda pela água aromatizada. Algumas marcas concentram na garrafinha, geralmente entre 300 e 360 mililitros, a dose diária recomendada de 10 gramas de colágeno. Por fim tem a bala. Essa opção costuma oferecer em torno de 1,5 grama de colágeno por unidade. É pouco, mas vale para complementar o consumo diário da proteína. A bala também tem a vantagem de estimular a mastigação, além de enganar a vontade de comer um docinho. Extraído do osso e da cartilagem do boi, o colágeno presente nos suplementos deve ser hidrolisado para que possa ser absorvido facilmente pelo organismo. Em uma avaliação
da Clínica Medcin Instituto da Pele, em São Paulo, os pesquisadores observaram que o consumo de 5 gramas de colágeno por dia, durante seis meses, foi capaz de melhorar a pele das pacientes entre 35 e 60 anos. Houve um aumento de 5,5% na firmeza e 10% na elasticidade. Mas a maioria dos especialistas recomenda uma dose um pouco maior: de 8 a 10 gramas de colágeno por dia.
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Saúde
e bem-estar
MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014
Psicologia no divã rockson_pessoa@hotmail.com
tristeza, apatia e descontentamento variado? A pergunta suscita várias possibilidades e desvela um componente comum, o desejo pelo instantâneo. Os pacientes se mostram cada vez mais vorazes e urgentes e se lhes é sugerido apreciar um tempo de trabalho e de investigação, logo se revelam intempestivos. A rapidez virou uma moeda de troca perigosa e no fim, nossa aversão aos problemas e aos conflitos tem gerado uma espécie de miopia social. Seria a felicidade a concretização de um sonho? Consistiria, quem sabe, na possibilidade de compra do carro novo e tão insinuante ou representaria a possibilidade de adquirir uma churrasqueira elétrica em suaves parcelas de alguns poucos reais? A felicidade se compreen-
dida por estas perspectivas, sugere uma essência consumidora e desta forma se mostraria ineficiente. A felicidade é efêmera... Se revelando um elemento frágil e de difícil análise. No campo das neurociências já identificamos as moléculas da felicidade, suas composições e repercussões no cérebro humano. Sim, de certo modo, a felicidade seria o arranjo de neurotransmissores, tal qual a orquestração de letra e melodia
em harmoniosa canção. Mas seria possível compactar em doses medicamentosas tudo o que representa a felicidade? Penso que não. Do mesmo modo que felicidade é tema polêmico, a tristeza assume aspectos mórbidos e patológicos. Estar triste se mostra um sintoma nocivo em uma sociedade que cultua a alegria, mesmo que inconsistente! Não importa se é falso, o que vale é sorrir. São os selfies que nos instigaram a produzir na virtualidade e no real. E se a impostura de uma tal felicidade se mostra inócua, já titubeamos naquilo que somos na realidade. A busca pela felicidade continuará a nos impactar de modo perpétuo e nos levará a pro-
Rockson Costa Pessoa Psicólogo
duzir poções mágicas que serão por promessa de um sorriso tonificado. O que nos torna felizes? A atuação de porções cognitivas a partir da leitura do ambiente. Felicidade é componente atitudinal que está longe de ser a compreensão de que ontem foi bom quando comparado com hoje. É o arranjo singular que cada sujeito aprendeu a tecer ao longo do desenvolvimento... A felicidade é aquela que encontramos no contato com o outro, não pela dependência da existência deste último, mas pela percepção do quanto se ganha ao saber que o mundo é mais colorido pelo fato desse alguém existir, do mesmo modo que não se encontra no pote do sorvete e sim no apreciar de seu gosto doce. Ser feliz é viver possibilidades. DIVULGAÇÃO
Na década de 80, o Prozac surgia no Brasil trazendo embutido em sua formulação a ideia da felicidade rápida e duradoura. Jornais e revistas deram considerável destaque e logo iniciou a febre midiática do referido medicamento. Passados mais de 30 anos a fluoxetina, esse é o nome dado ao sal do Prozac, ainda é amplamente empregada para tratamento de distúrbios variados e conserva a falsa fama de pílula da felicidade. Rotineiramente nos questionamos sobre o que significaria felicidade e a respeito dela muito confabulamos. O que nos torna felizes? Seria a ausência de problemas tão simplesmente? O que leva os sujeitos aos consultórios de psicólogos, analistas e psiquiatras quando estas mesmas pessoas denunciam
Estar triste se mostra um sintoma nocivo em uma sociedade que cultua a alegria, mesmo que inconsistente! Não importa se é falso, o que vale é sorrir”