Caderno F
Saúde MANAUS, DOMINGO, 20 DE ABRIL DE 2014
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Tatuagens e piercings exigem muito cuidado Especialista elenca os principais cuidados após os procedimentos, principalmente nas altas temperaturas, para uma boa cicatrização
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uso de tatuagens e piercings tem se tornado cada vez mais comum na vida das pessoas, principalmente dos jovens. No entanto, para realizar essas intervenções na pele é preciso ter alguns cuidados desde os primeiros dias, principalmente na época do verão, para que não ocorram alergias e infecções, prejudicando a cicatrização e gerando complicações. A médica Anelisa Lamberti, dermatologista membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology, alerta que tanto o piercing como os pigmentos da tatuagem são identificados como corpos estranhos pela pele, podendo ser rejeitados pelo organismo. Para isso, é preciso tomar muito cuidado após a realização. “Muitos que se submetem a fazer tatuagens e piercings esquecem e negligenciam os cuidados após as realizações, sendo que esta fase é uma das mais importantes de todo o processo. Principalmente agora, nos dias mais quentes, quando o corpo tende a ficar mais exposto, as chances de complicações no local, como surgimento de infecções e cicatrizes do tipo queloide, são mais altas”, explica a especialista. Para uma melhor cicatrização da tatuagem, recomenda-se passar uma camada fina de pomada antibiótica, composta por sulfato de neomicina e bacitracina zíncica, para evitar possíveis infecções na pele em recuperação. Já no caso do piercing, é recomendável lavar o local com sabonete neutro, movendo suavemente a peça e, em seguida, usar
um spray antisséptico ou soro fisiológico, duas ou três vezes ao dia, durante ao menos três meses. Em ambos os casos, evitar exposição solar é muito importante para não causar manchas indesejáveis ou cicatrizes. Cuidados A dermatologista Anelisa Lamberti chama atenção para os principais passos para quem deseja fazer intervenções como estas na pele. “Primeiro, é preciso saber se o organismo está preparado – caso a pessoa apresente baixa imunidade, seja portadora de doenças autoimunes, esteja no período gestacional ou em trata-
CICATRIZAÇÃO Para uma melhor cicatrização da tatuagem, recomenda-se passar uma camada fina de pomada antibiótica, composta por sulfato de neomicina e bacitracina zíncica para evitar inflamação mento de quimioterapia, por exemplo, é preciso ter consciência de que não é recomendável colocar piercings e fazer tatuagens”, diz. Em seguida, saber o local onde serão feitos os procedimentos é fundamental. “É preciso verificar a higiene do lugar, conferir se o espaço conta com a aprovação de órgãos fiscalizadores, se utiliza apenas instrumentos esterilizados e se conta com profissionais habilitados”, completa. Outro passo importante para ter uma tatuagem bonita por mais tempo é mantê-la sempre limpa. Por conta disso, é impor-
tante lavar o local com água fria ou morna, fazendo uso de um sabonete antisséptico ou neutro na região. “Deve-se utilizar a partir do dia seguinte à realização da tatuagem e manter os cuidados enquanto houver pequenas crostas. Evitar água muito quente e banhos muito demorados. É importante ressaltar que a limpeza não deve ser realizada com bucha ou outros materiais ásperos que agridam mais a região”, explica. Na sequência, é necessário enxugar bem o local com toalha macia. “O ideal é passar uma camada fina de pomada antibiótica, sempre com orientação médica”, aponta. Para manter o piercing sempre limpo, basta lavar o local com sabonete antisséptico, movendo suavemente a peça e depois usar um spray antisséptico, ou soro fisiológico, duas ou três vezes ao dia, durante ao menos três meses. Ao fazer curativo, no caso das tatuagens, é recomendado deixá-la protegida durante os três ou quatro primeiros dias. “Após esse período, o ideal é apenas passar uma pomada antibiótica, sempre com orientação médica, até que o processo de cicatrização esteja completo”, recomenda. E, finalmente, para uma boa cicatrização, é preciso evitar exposição solar, banhos de mar, piscina e sauna, além do contato com areia ou terra nos primeiros meses. “Não tocar no piercing sem necessidade e evitar peças pesadas que podem, com o tempo, alargar o orifício ou mesmo rasgar a pele, são atitudes que devem ser levadas em consideração para obter um resultado satisfatório”, destaca. DIVULGAÇÃO
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A volta do parto humanizado Saúde e bem-estar F5
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João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
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Ética médica no ritmo do avanço da tecnologia As reconstruções da ética médica, no século 19, se caracterizaram pelo esforço dos filósofos da ciência e juristas para acompanhar os extraordinários avanços da ciência e tecnologia aplicados ao diagnóstico e tratamentos das doenças. Essa tendência está caracterizada: busca do agente etiológico de muitas doenças; utilização de equipamentos que podem alcançar onde os olhos desarmados não entendem; exames micrológico (célula e bactéria) e ultramicológico (molécula) de partes do corpo ou de doenças para firmar o diagnóstico clínico; reprodução nos laboratórios de reações físicas ou químicas que se passam no corpo; maior domínio das doenças infecciosas ligadas às epidemias temidas (bacterianas: hanseníase, tuberculose, estafilococcias, estreptococcias, malária, tifo, tétano) e (vírus: Aids, gripe aviária e outras viroses).
A medicina se acoplou às ideias evolucionistas de Charles Darwin e, sem imaginar a grandeza da descoberta, em 1865, presenciou a publicação de Gregor Mendel, sobre o cruzamento de ervilhas, inaugurarando o pensamento molecular, por mim entendido como o Terceiro Corte Epistemológico da medicina. Por todas essas razões, o século 19 fortaleceria a anatomia clínica que assentou as bases da atual formação médica e a fisiologia, ampliando as respostas quanto aos diagnósticos e tratamentos. Ao mesmo tempo em que as ordens sociais compensavam com elogios a medicina e os médicos com pelos inimagináveis progressos no controle de muitas doenças infecciosas, as ideias políticas giravam em torno de seis vertentes, que nos anos seguintes proporcionariam outras discussões na ética médica: humanismo de Feuerbach; evolucionismo de
Dawvin; individualismo romântico de Chateaubriand; Manifesto de Marx e Engels; positivismo de Comte e o historicismo de Hegel. O século 20 estruturado por transformações ainda mais complexas nas práticas médicas, refletiu do aumento da longevidade, que, em certos países, acrescentou mais de 20 anos na média de vida das populações. O maior destaque, da segunda metade do século 20, a genética, a partir da descoberta da cadeia espiralada do ADN, em 1953, por Watson e Crick, com todas as variáveis: estudo do genoma humano, inseminação artificial, antibióticos, métodos anticoncepcionais, métodos terapêuticos experimentais e novos saberes na virologia, imunologia, cancerologia, traumatologia, radioterapia, quimioterapia, vacinas, que forçaram outras mudanças e novas leituras dos códigos de ética médica.
João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França
O século 19 fortaleceria a anatomia clínica que assentou as bases da atual formação médica e a fisiologia, ampliando as respostas”
Pudim de chia, a sobremesa saudável Nesse calor, um pudim bem gelado de manga e coco é uma opção saudável e refrescante. Para ficar ainda melhor, substitua os ovos por semente de chia e adoçante no lugar do açúcar. Por conter muitas fibras, a semente de chia torna-se um excelente emulsificante natural, capaz de reter água e gerar aquela “sensação de saciedade” combatendo a fome durante o dia. Muito consumida na dieta funcional, a chia possui fontes essenciais de vitaminas como por exemplo, o cálcio,o ômega 3, o magnésio, 15% de proteínas, 38 gramas de fibras por cada 100 gramas e antioxidantes.Experimente fazer esta deliciosa receita refrescante e veja como pode ser gostoso ter uma vida saudável comendo um docinho.
Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com
Médicos Sem Fronteiras Você já deve ter ouvido falar nos Médicos Sem Fronteiras (MSF). Há mais de 40 anos eles prestam ajuda humanitária às vitimas de emergência em todo o mundo. Eles trabalham em 70 países, ficam longe de suas famílias e doam seu tempo e trabalho para oferecer cuidados médicos a quem precisa, nos quatro cantos do planeta. Eles prestam sua ajuda nos desastres naturais, conflitos armados, epidemias, doenças negligenciadas e a todos que são vítimas de exclusão do acesso à saúde. A equipe é formada por médicos, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, entre outros. Além da formação superior, quem quer fazer parte desse time precisa ter 2 anos de experiência profissional e falar pelo menos um segundo idioma, que pode ser inglês ou francês. Atualmente, cerca de 100 brasileiros trabalham nos projetos em pelo menos 40 países. São 34 mil profissionais trabalhando em diferentes lugares do mundo. O processo de recrutamento é feito pelo site da organização. Quando estão em ação, os profissionais ficam hospedados nas residências das pessoas, que também trabalham na organização. Todos recebem uma ajuda de custo para manter-se
no país e uma remuneração pelo serviço prestado no período em que estão nos projetos. O trabalho mais recente realizado no Brasil foi os haitianos que estavam chegando ao território nacional por Tabatinga. A equipe da MSF iniciou suas atividades na região, na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia em 2011, momento em que milhões de haitianos, haviam chegado aqui fugindo das dificuldades de um país, devastado por um terremoto, aguardavam um protocolo da Polícia Federal que lhes permitira sair da cidade e trabalhar. Enquanto aguardavam, grande parte vivia em condições extremamente precárias e com acesso limitado a cuidados de saúde, sem qualquer assistência das autoridades locais, estaduais ou federais. Por que estamos nessa situação em pleno século 21, no qual há pessoas que têm medicamentos para todas as doenças, enquanto outras pessoas morrem desidratadas pela diarreia? Não é justo. Em oito semanas MSF distribuiu mais de 1,8 mil kits de higiene contendo itens como, escova e pasta de dente, sabão, balde e toalha, para facilitar a manutenção de condições mínimas de higiene e assim evitar a degradação do estado de saúde.
Ajudar o próximo é o que move esses homens e mulheres mundo afora. O serviço prestado pelo MSF depende quase que exclusivamente de doações privadas para garantir a independência da atuação são levar cuidados de saúde as pessoas que mais precisam sem interferências políticas, ideológicas ou religiosas. Para aperfeiçoar a prestação de socorro, inicialmente uma equipe pequena é enviada ao local e faz um levantamento das condições. As informações coletadas são utilizadas para traçar um plano de atuação. Em casos de emergência repentinos, como por exemplo, um terremoto em que as necessidades são urgentes e extremas, a própria equipe de avaliação já começa a oferecer os cuidados iniciais à população afetada. As principais necessidades encontradas pelas equipes são acomodação, alimento, itens de primeira necessidade, material de cozinha, além de cuidados de saúde primária e secundária. Você também pode ajudar, seja como profissional ou como um dos doadores que apoiam o projeto: para se candidatar às vagas ou doações para o MSF, entre em contato pelo site: www.msf.org.br.
Humberto Figliuolo Farmacêutico
A equipe da MSF iniciou suas atividades na região, na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia em 2011, momento em que milhões de haitianos, haviam chegado aqui fugindo das dificuldades do seu país”
Faça do congelador a sua fruteira predileta Nem sempre dá tempo de descascar e bater uma fruta, mas preparar uma polpa congelada leva menos do que cinco minutos e garante muitas vitaminas e minerais para o seu organismo. Sem conservantes e aditivos químicos, os saquinhos congelados são o que há de mais próximo da fruta natural e conservam plenamente o sabor da fruta ao natural. Escolha marca que tenha o selo de inspeção sanitária, com controle de qualidade. Para preparar 2 copos de suco, bata no liquidificador 100 g de polpa congelada (do sabor de sua preferência) com 200 ml de água, adoçando, se preferir. É uma excelente alternativa para substituir os refrigerantes.
Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br
Diagramação Kleuton Silva
Repórter Mellanie Hasimoto
Revisão Dernando Monteiro Gracycleide Drumond
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Pilates, a última palavra em saúde nas academias Preferência pela técnica tem aumentado por quem pratica como atividade física e quem busca formação na área
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rianças, jovens, adultos e idosos: todos podem praticar o método do pilates. A técnica, que tem sido muito divulgada pela mídia, tem como principais benefícios o fortalecimento da musculatura corporal. Sua grande vantagem é ter os exercícios adaptados para cada pessoa e para quem não gosta do ambiente agitado das academias, é ideal, pois permite um corpo malhado sem “puxar ferro”. De acordo com o fisioterapeuta doutor Daniel Xavier, diretor-presidente Instituto Amazonense de Aprimoramento de Ensino em Saúde (Iapes), em Manaus, a preferência por essa técnica tem aumentado, tanto por quem quer praticar como atividade física, como para os novos profissionais que buscam formação na área. De acordo com ele, nos jovens ele ajuda no crescimento, fazendo com que a postura não sofra grandes prejuízos, evita cifoses e escolioses que são muito comuns nessa idade. Os idosos também podem fazer pilates e os benefícios da atividade são muito importantes para a promoção
da qualidade de vida desses idosos, além de prevenir a osteoporose, proteger a estrutura óssea e aliviar dores nas articulações. Daniel Xavier explica que apesar de o pilates ter uma grande preferência de mulheres, a técnica não é uma atividade exclusivamente feminina. “Os exercícios e aparelhos se adaptam a diferentes níveis de condicionamento e pode desafiar muito a musculatura dos homens. Ele fortalece os músculos abdominais e ajuda no controle e no equilíbrio do corpo”, disse. O pilates é um método de condicionamento físico e mental que foi criado pelo alemão Joseph Pilates (1880-1967). De acordo com Daniel Xavier, no pilates, os músculos do abdômen e costas são os mais exigidos, o que melhora a estabilidade do tronco e também alivia dores na lombar. Além disso, exercita também a respiração e fortalece o diafragma e o assoalho pélvico. Além disso são poucas repetições e ausência de desgaste físico. Ele foi desenvolvido para fortalecer, alongar e equilibrar o corpo sem causar ris-
cos à saúde, principalmente das articulações. Daniel Xavier destaca que a procura por profissionais e academias de ginásticas aumenta a cada dia, porém, alguns cuidados devem ser observados para que o pilates não traga prejuízos para o organismo. “Um des-
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No pilates, os músculos do abdômen e costas são os mais exigidos, o que melhora a estabilidade do tronco e também alivia dores na lombar. Além disso, exercita também a respiração e fortalece o diafragma ses cuidados é verificar se o estabelecimento possui a estrutura adequada, turmas pequenas e principalmente verificar se o profissional responsável pelos exercícios é devidamente habilitado”. Exercícios A maioria dos exercícios é feito na horizontal (deitado), seja no aparelho ou em solo. A diferença é que as aulas
com aparelho costumam ser individuais, onde as molas dos aparelhos adaptam os movimentos a cada corpo, sendo então indispensável para quem já tem alguma lesão ou alteração postural. Qualidade de vida Nesta prática o aluno tem total supervisão do profissional. Já quando é realizado no solo, o pilates pode ser feito em grupo, e lembra muito o yoga, pois trabalha com exercícios de equilíbrio, respiração, fortalecimento e alongamento. Tudo isso é realizado tendo como base uma boa concentração. Portanto, a escolha só dependerá do gosto de cada um por cada forma de exercício. Seja no solo ou no aparelho, os resultados alcançados no pilates serão os mesmos. Com todos estes benefícios que o pilates oferece, é possível alcançar um corpo malhado, músculos fortes, boa postura, barriga definida e sequinha, melhor capacidade da respiração e melhor tolerância à correria da rotina. Ou seja, todos os benefícios que você precisa para alcançar uma ótima qualidade de vida.
Benefícios para o corpo O pilates é uma atividade física benéfica para todas as idades e promove inúmeros benefícios para a saúde em quem o pratica. Veja abaixo alguns deles: 1. Aumenta a resistência física e mental; 2. Melhora a coordenação motora;
3. Promove a saúde das articulações; 4. Alivia dores musculares; 5. Ajuda a melhorar a respiração e a flexibilidade; 6. Previne contra a osteoporose;
7. Promove o relaxamento, o bem-estar e eleva a autoestima; 8. Elimina toxinas e facilita a drenagem linfática; 9. Melhora a postura e a resistência muscular; 10. Expande a consciência corporal; 11. Ajuda no controle de peso; 12. Fortalece os músculos abdominais.
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Instituto oferece atendimento gratuito de pilates para mulheres mastectomizadas O Instituto Amazonense de Aprimoramento de Ensino em Saúde (Iapes), em parceria com o Grupo de Apoio às mulheres Mastectomizadas do Amazonas (Gamma), estará oferecendo, em Manaus, atendimento gratuito de Pilates para mulheres mastectomizadas, aquelas que precisaram tirar parte ou um dos seios por conta do tratamento contra o câncer de mama. O atendimento será feito por fisioterapeutas e estudantes que participam do curso de Pilates oferecido pelo Iapes, no dias 25, 26 e 27 de abril, no Personalité Pilates, no Vieiralves em Manaus, ministrado pelo professor Bruno Stanislau, de Goiás, especialista na área. Segundo o diretor-presidente do Iapes, o fisioterapeuta doutor Daniel Xavier, as mulheres serão convidadas pelo Grupo de Apoio Às Mulheres Mastectomizadas. Ele destaca que para as mulheres acometidas pelo
câncer de mama e submetidas a cirurgia para retirada do tumor, a reabilitação física é primordial para minimizar os efeitos da cirurgia, promover a independência funcional e melhorar a qualidade de vida. Ele explica que a mulher submetida ao tratamento cirúrgico do câncer de mama terá que conviver com as mudanças de postura causadas pela retirada do seio, como dor e restrição ao movimentar o ombro, inchaço do braço (linfedema) e a falta de sensibilidade na parte superior e interna do braço. Por isso, para elas, a fisioterapia é fundamental. “Após a cirurgia, a mulher passa a ter uma nova realidade de seu esquema corporal devido a importantes alterações que com frequência são geradas pela dor, fraqueza muscular e modificação na imagem corporal. Nesse sen-
tido, as técnicas do pilates ajudam a mulher a enfrentar as mudanças causadas pela retirada do seio”, disse. Daniel Xavier destaca que o Pilates possui em sua composição elementos que auxiliam na recuperação física da paciente, além de outros componentes terapêuticos. “Será uma grande troca de experiência, tanto para os alunos que estão aprendendo mais sobre o pilates como para as mulheres, que estão nesse fase de recuperação”, destacou. O método de condicionamento físico e mental foi criado pelo alemão Joseph Pilates (18801967). Os exercícios que aparentemente são suaves proporcionam o alongamento e a fortificação do
corpo de forma integrada e individualizada, melhorando a respiração, diminuindo o stress, desenvolvendo a consciência e o equilíbrio corporal, melhora ainda a coordenação motora e a mobilidade articular e proporciona também relaxamento. Curso de Pilates O curso de Pilates oferecido pelo Iapes serão três módulos: o primeiro em abril, o segundo nos dias 30, 31 de maio e 1º
de junho, e terceiro módulo dias 25, 26 e 27 de julho. A programação será realizada em 200h/aulas, dividido em três módulos de ensino teórico (100h) e por estágio obrigatório (100h). Os interessados no curso devem procurar a sede do Iapes, na rua Berlim,12, 3º andar, conjunto Campos Elíseos, Planalto. Mais informações entrar em contatos nos telefones (92) 3238 2563/ 8425 6441ou pelo site: http://www. fisioterapiamanaus.com.br.
A prática promove bem-estar e qualidade de vida
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O parto hu
Método mais natural possível ao dar à luz traz muitas vantagens para a mãe e filho. Sem a necessidade do uso de anestesia e outros medicamentos, o parto humanizado dá maior conforto emocional e recuperação mais rápida MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
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Tatiana Amorim espera que Analu nasça de parto humanizado
Brasil lidera o ranking mundial das cesarianas – com quase 90% de partos cirúrgicos nas maternidades particulares, contra o índice de 15% indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, muitas mulheres estão indo na contramão dessa estatística ao optarem por ter um parto humanizado – que muitas vezes é normal e pode acontecer até dentro de casa. O que a modelo Gisele Bündchen, a duquesa Kate Middleton, as atrizes Jessica Alba, Halle Berry e Naomi Watts, e as apresentadoras Fernanda Lima e Luciana Gimenez têm em comum? Além de serem lindas, todas optaram por ter seus filhos de parto humanizado, uma maneira mais natural de trazer um bebê ao mundo. Nesse tipo de parto, as decisões da mulher são fortemente respeitadas e, normalmente, é feito da forma mais natural possível, com o mínimo de intervenções médicas, prezando pela se-
gurança da mãe e do bebê. “Parece obvio, mas não é. A equipe envolvida teria um papel de expectador, a mãe é a verdadeira protagonista do processo, sentindo-se livre para realizar o que for mais confortável para ela, além de escolher quem ela quer que a acompanhe nesse
SEGURANÇA
Nesse tipo de parto, as decisões da mulher são fortemente respeitadas, normalmente da forma mais natural possível, com o mínimo de intervenções médicas, prezando pela segurança da mãe e do bebê. momento”, explica a doula Renata Rivas. Informação Assim como as famosas, a psicóloga Tatiana Amorim, 32, que está grávida de 7 meses e meio, também optou por esse tipo de parto para o nascimento de sua primeira filha, Analu. “Durante o pré-natal, a obstetra me perguntou se eu queria ter normal. Eu disse
que sim, mas depois fiquei me perguntando como seria, pois existem muitos mitos envolvendo esse tipo de parto”, lembra Tatiana. No entanto, ao buscar mais informações, a certeza de que era isso mesmo que queria cresceu. “Senti dor uma vez, e fui até a maternidade Dona Lindu. Chegando lá, conheci a sala de parto humanizado e conversei com algumas pessoas da equipe. Depois, conversei com uma amiga, que me falou sobre as doulas. Além disso, assisti ao filme ‘O Renascimento do Parto’ (ver box) e fiquei fascinada”, conta. É preciso ressaltar, entretanto, que nem todo parto normal é, necessariamente, humanizado. Basta observar a lista de potenciais procedimentos que podem ser feitos em um parto normal, e não em um humanizado, para perceber a diferença: anestesia/ analgesia; múltiplos exames vaginais; monitoramento permanente dos batimentos cardíacos fetais e da contração uterina por meio eletrônico; posição fixa e não anatômica da mãe durante o processo; jejum; o uso do soro e de medicamentos para controlar a
contração (para aumentar ou diminuir); episiotomia; uso de fórceps; manipulação do bebê (aspiração mecanizada de vias aéreas, entre outras); luz e ruídos excessivos; limitação de movimentação; “lavagem” intestinal; depilação da região genital. Por esses motivos e depois de tantas intervenções, fica difícil atribuir o adjetivo humanizado ao ato de dar à luz. Mas, o mais preocupante é que, em muitos hospitais, tais procedimentos se tornaram de rotina, independentemente de serem necessários ou não, e são realizados sem consulta prévia à grávida ou a seus familiares. Daí a tendência das mulheres exigirem um parto mais humanizado. Os cuidados médicos, no entanto, não são deixados de lado. Isso porque, mesmo com a opção pelo parto humanizado, a grávida precisa fazer os exames de pré-natal, acompanhar o desenvolvimento do bebê e saber se a sua saúde também está boa, pois só assim é possível realizar um parto sem intervenções. Em muitos casos, as doulas é que colaboram com a família durante o pré-parto, parto e pós-parto.
O belo trabalho das doulas As doulas, explica Renata Rivas, podem atuar no préparto, parto e pós-parto. Desde 1996 os guias da Organização Mundial de Saúde faziam referências diretas às doulas como profissionais que oferecem apoio físico e emocional às gestantes, tal apoio diminui consideravelmente a ansiedade e a sensação de ter tido um parto difícil. “As doulas não substituem o médico, a enfermeira-obstetra, a parteira ou o acompanhante, elas apenas somam ao nascimento, a equipe escolhida. Portanto, não executa procedimentos médicos, não cuida do recém-nascido nem faz qualquer tipo de exame, não é sua responsabilidade, assim como a tomada de qualquer decisão no processo do nascimento”, destaca. Ou seja, a doula é uma ajuda a parturiente, que cerca a mulher de cuidados e presta uma ajuda contínua e ininterrupta no processo, desde do início do trabalho de parto ou quando a grávida solicitar. Essas profissionais traba-
lham de maneira diferente no atendimento da gestante, nas três etapas principais: pré-parto, parto e pós-parto. “Orientamos sobre a gestação, parto e nascimento, métodos de alívio a serem utilizados, complicações, dúvidas, e ainda conversamos sobre os cuidados com o recém-nascido, com o pai, tendo sempre a preocupação de respeitar todos os profissionais envolvidos no pré-natal”. Já no parto, ela pode oferecer apoio contínuo, tanto físico quanto emocional, ajuda a parturiente a encontrar posições de conforto, propõe exercícios e métodos não-farmacológicos para alívio de dor, como massagens, banhos, compressas, dentre outros. “Também auxiliamos outros membros da família e torna o ambiente mais acolhedor possível”, diz Renata. Após o nascimento, a doula pode compartilhar saberes em relação aos cuidados com a mulher no resguardo e com o recém-nascido, retirando dúvidas de forma acolhedora essa nova família.
Com a ajuda da doula, o pai também participa do momento, ajudando a mulher a se sentir mais confortável e segura
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Filme “O Renascimento do Parto” retrata a grave realidade obstétrica mundial e brasileira
Cursos e grupos de apoio Para dar todo o apoio que a gestante merece, as doulas passam por um forte treinamento. “As doulas passam por um curso de formação, o qual a capacita para lidar melhor com o processo do parto. Além dele podem se especializar com técnicas não-farmacológicas para controle de dor, como acupressão, acupuntura, do-in, aromoterapia e outras. Em Manaus, a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) realizou um processo de seleção recentemente para doulas na Escola Superior em Ciências da Saúde, em parceria com o Instituto da Mulher Dona Lindu. Um grande avanço para o atendimento humanizado ao parto da nossa cidade, todas ficamos felizes com a grande procura pelo curso de formação”, comemora Renata Rivas. Experiência As doulas estão no parto desde o início, como desta-
ca Renata. “O parto não é, na nossa espécie, um evento solitário. Desde sempre as mulheres tiveram apoio de outras mulheres nos nascimentos, além das parteiras, que eram verdadeiras assistentes de parto. Eram experientes e capazes de trazer na cena do parto saberes que auxiliavam nessa hora importantíssima de transição da mulher para mãe. Também digo que a mulher não precisa de doulas para parir, assim como ninguém, pois ela é capaz de fazer o parto, mas quem pode contar com uma sabe o valor que poderá ter!”, completa. Além disso, as futuras mamães podem, também, participar de aulas e grupos de apoio. “A cidade já tem alguns grupos disponíveis, outros se formando. Fundamental é que haja essa busca, pois o parto é um evento único. Garantir a diminuição da violência no parto é um dever de todos”, completa a profissional.
As doulas têm sempre a preocupação de respeitar todos os profissionais envolvidos no pré-natal
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A triste realidade nas telonas Em 2010, pela primeira vez, o percentual de cesarianas superou o de partos normais, atingindo 52% do número total de nascimentos do país (hoje, estima-se que esse número esteja em 56%, sendo quase 40% na rede pública e mais de 80% na rede privada). Em contrapartida, a OMS recomenda que essa taxa não ultrapasse 15%, sob o risco de graves consequências maternas e perinatais. Esse elevado índice de partos cirúrgicos está associado não apenas à vontade das mulheres, visto que pesquisas recentes demonstram que a maior parte das mulheres desejam ter um parto normal, mas sobretudo, a acomodidade de todo um sistema médico e financeiro que rege o nascimento. Além disso, diversos mitos colaboram para que as mulheres não queiram ou não consigam ter os seus partos de uma maneira fisiológica e natural. Para agravar ainda mais a situação, em praticamente todos os partos vaginais ocorrem diversas interven-
ções perigosas, traumáticas e desnecessárias, demonstrando um grande descompasso entre a prática médica corrente e a medicina baseada nas mais recentes evidências científicas. O parto humanizado é um conceito de dar à luz da maneira mais natural possível.
A CAUSA
Infelizmente, nota-se hoje um grande desconhecimento da fisiologia e das necessidades básicas de uma mulher em trabalho de parto, até mesmo entre os profissionais que atendem ao parto De acordo com Renata Rivas, doula e educadora perinatal, estudos baseados em evidências científicas mostram que ao optar por um método mais natural ao dar à luz, há a diminuição das taxas de cesarianas, duração do trabalho de parto, além de uso de oxitocina, forceps e
anestesia. “No pós-parto verficou-se uma um índice maior de sucesso na amamentação e menor incidência da depressão pós-parto”, acrescenta. Para desvendar os motivos que levam tantas mulheres a escolher a cesariana, o filme “O Renascimento do Parto”, lançado em 2013, retrata a grave realidade obstétrica mundial e sobretudo brasileira, que se caracteriza por um número alarmante de cesarianas ou de partos com intervenções desnecessárias, em contraponto com o que é sabido e recomendado hoje pela ciência. Por meio dos relatos de alguns dos maiores especialistas na área e das mais recentes descobertas científicas, questiona-se o modelo obstétrico atual, promove-se uma reflexão acerca do novo paradigma deste século e sobre o futuro de uma civilização nascida sem os chamados “hormônios do amor”, liberados apenas em condições específicas de trabalho de parto. O filme propõe uma reflexão sobre os rumos que o nascimento está tomando no século 21.
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Tontura e vertigem tratadas com fisioterapia vestibular A terapia quando bem aplicada pode dispensar o uso de medicamentos para aquelas pessoas que sofrem constantemente com os sintomas
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om poucos profissionais na área de atuação voltada para Fisioterapia Vestibular, Manaus recebeu no último fim de semana o fisioterapeuta carioca e professor da Bio Cursos, André Luís Silva para ministrar o treinamento que explica que a terapia quando bem aplicada pode dispensar o uso de medicamentos para aquelas pessoas que sofrem constantemente com tonturas ou vertigens, sintomas típicos de labirintite. Segundo o especialista o controle da doença pode ser por meio da Fisioterapia Vestibular. Para ele, a reabilitação vestibular, consiste em duas linhas de tratamento a primeira por meio da manobra manual e a segunda na realização de exercícios que podem reduzir e até mesmo eli-
minar os sintomas de tontura e desequilíbrio associados a uma desordem no labirinto. “O sistema vestibular é um dos principais responsáveis pela orientação espacial e pelo equilíbrio corporal de uma pessoa, quando essa área apresenta problema, é possível realizar a terapia sem a necessidade de medicamento”, diz Silva. Silva explica quando o labirinto apresenta alguma disfunção, seja ela metabólica, vascular, hormonal ou por traumatismos, essas informações (de movimento e visuais) serão decodificadas de maneira errada, o que vai desencadear o principal sintoma do distúrbio do sistema vestibular, que é a tontura. “Depois de diagnóstico feito por um médico ou até mesmo por um fisioterapeuta, a terapia é
indicada para estimular um fenômeno chamado neuroplasticidade (ou plasticidade neural), que é a capacidade dos neurônios de se transformar e de se adaptar de acordo com as exigências do organismo” esclarece. O fisioterapeuta explica que são exercícios específicos, que envolvem os olhos, a cabeça e o corpo, feitos diariamente, que forçam o sistema a voltar a funcionar corretamente e, dessa forma, permitem que a pessoa pare de ter tonturas ou vertigens. “Com a repetição dos exercícios, inicialmente, será provocado os sintomas iniciais da doença, porém com o passar das sessões o organismo é capaz de recuperar o equilíbrio de tal forma que ele volta a ter uma resposta adequada, afirma André Luis.
É importante que o paciente comece no consultório e depois continue os exercícios em casa
Indicações e tratamento Os especialistas estimam que pelo menos 50% dos pacientes com alguma disfunção do labirinto têm indicação para fazer os exercícios de reabilitação. Segundo Silva, é importante que o paciente comece no consultório e depois continue os exercícios em casa. Sem treino, a terapia não tem eficácia. Como terapia suplementar, não há dúvidas que é a melhor opção para os portadores de vestibulopatia, diz. Os distúrbios do sistema vestibular podem se manifestar de duas formas: com quadro crônico de tontura ou com crises vertiginosas. Existem vários fatores desencadeadores e que agravam o problema, entre eles o estresse e a alimentação feita de
maneira inadequada. Para Ana Paula Bezerra, de 32 anos, que está com sobrepeso sente com frequências tonturas, devido
DIAGNÓSTICO
Os distúrbios do sistema vestibular podem se manifestar de duas formas: com quadro crônico de tontura ou com crises vertiginosas. O diagnóstico da patologia é clínico com tratamento imediato à sua disfunção hormonal optou pelo tratamento de fisioterapia vestibular do que a ingestão de medicamento. “Com apenas uma sessão
me senti renovada, o alívio é quase imediato, após a manobra do especialista”, empolgou-se Ana Paula com resultado inesperado. Silva esclarece que cada paciente tem uma resposta diferente, para alguns uma sessão é suficiente para outros o tratamento pode levar até três meses. “O diagnóstico da patologia é clínico, o que resulta na redução de espera por exames e isso, possibilita o tratamento imediato do paciente”, explica e acrescenta que ainda este mês, será lançada em Porto Alegre, a primeira especialização em Fisioterapia Vestibular do Brasil, e assim a área de atuação passa a ser uma especialidade reconhecida pelo Ministério da Educação.
Exercícios específicos, feitos diariamente, forçam o sistema a voltar a funcionar direito
Saúde
MANAUS, DOMINGO, 20 DE ABRIL DE 2014
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Cálculo renal afeta mais os homens O problema é muito mais comum do que parece, afeta 15% dos homens e 8% das mulheres em todo o mundo
Conhecido como “pedra no rim”, o cálculo renal é formado devido a uma disfunção metabólica
A
ingestão de água previne uma das piores dores que um ser humano pode sentir: a cólica renal. Conhecido popularmente como “pedra no rim”, o cálculo renal é formado devido a uma disfunção metabólica que faz com que algumas substâncias, como o cálcio, não sejam eliminadas naturalmente, acumulando-se no órgão e formando pedras que podem se alojar no rim ou ir para o canal da urina. O problema é muito comum e afeta 15% dos
homens e 8% das mulheres em todo o mundo, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia. Segundo o urologista da rede de hospitais São Camilo de São Paulo, Adriano Cardoso Pinto, geralmente, o cálculo é diagnosticado durante uma crise de cólica renal. “No hospital, o paciente recebe medicação para tratar os sintomas, como náusea e dor, e realiza exames para confirmar a presença da pedra e verificar o tamanho, localização e se há
infecção no rim”, explica. “O tratamento varia de acordo com o caso. Quando o cálculo é pequeno, é possível utilizar medicações que ajudam a expulsá-lo do corpo. Para cálculos de maior tamanho, pode ser necessário realizar a litotripsia extracorpórea que, por meio de ondas de choque, fragmenta as pedras para que possam ser eliminadas gradativamente na urina, ou a endoscopia urinária, que utiliza o laser para a mesma finalidade”, detalha.
Entre mitos e verdades De acordo com o especialista, as pessoas ainda têm muitas dúvidas sobre o cálculo renal. Para informar a população sobre o assunto, o especialista esclarece 10 mitos e verdades:
da de Phyllanthus) possui uma substância que promove o relaxamento e ajuda a diminuir o acúmulo de cálcio no rim, mas não dissolve os cálculos já formados.
A ingestão de água ajuda a prevenir o cálculo renal VERDADE. A ingestão de água ajuda a diluir as substâncias acumuladas no rim e, com isso, a prevenir a formação de pedras.
No verão, há um aumento no número de casos de cálculo renal VERDADE. Tanto no verão, quanto em regiões mais quentes, como o nordeste do Brasil, há uma maior incidência de casos de cálculo renal. Isso acontece porque há uma perda maior de água por meio do suor, por exemplo, que deixa a urina mais concentrada e promove a forma-
Chá de quebra-pedra dissolve os cálculos MITO. O chá de quebra-pedra (erva cientificamente chama-
ção de pedras.
vômito e diarreia.
Quem tem cálculo renal, sente dor MITO. O cálculo renal só causa dor quando obstrui a passagem da urina. Em alguns casos, não há nenhum sintoma.
Frutas e verduras com sementes podem ocasionar cálculos MITO. Não são as sementes que causam cálculos, mas determinados alimentos. Folhas verdes escuras, por exemplo, não têm sementes, mas são grandes causadoras do problema.
A cólica renal é uma das piores dores que um ser humano pode sentir VERDADE. Os nervos do sistema urinário são compartilhados com outros órgãos, como estômago e intestino e isso faz com a dor se expanda pelo abdômen. Por isso, é comum, durante a cólica, o indivíduo ter náuseas,
Alimentos ricos em cálcio causam cálculos VERDADE. Os indivíduos que já têm uma predisposição ao acúmulo de cálcio no organismo devem evitar o consumo exagerado da substância.
Quem já teve um quadro de cálculo renal, tem mais chances de voltar a desenvolver o problema VERDADE. Quem já teve um quadro de cálculo renal, tem 50% mais chances de voltar a desenvolver o problema, nos próximos três anos. Isso acontece porque, geralmente, o paciente não continua o acompanhamento médico e volta a acumular a substância que forma a pedra. Cerveja ajuda a diluir o cálculo MITO. A cerveja não ajuda a diluir o cálculo, mas contribui com a eliminação da pedra. Por
ter 70% de água em sua formulação e ser diurética, a bebida acelera a micção e, assim, ajuda empurrar a pedra para fora do corpo. Porém, por ser uma bebida alcoólica, é preciso ser consumida com muita moderação. Além da cerveja, a ingestão de líquidos em geral promove o mesmo benefício. Ingerir frutas cítricas ajuda a prevenir o cálculo renal VERDADE. Substâncias cítricas, como suco de laranja e limão, ajudam a dissolver o cálcio presente na urina, prevenindo o acúmulo e a formação de pedras.
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A esteira permite alcançar um bom nível de resistência
A corrida que elimina quilos indesejáveis Não adianta polemizar, ela está entre os aparelhos mais solicitados nas academias. Seja principiante ou aluno regular, a esteira é sempre utilizada entre um exercício e outro, principalmente para quem quer perder peso e ganhar resistência cardiorespiratória. Algumas esteiras têm uma inclinação que chega até 15 graus e sua velocidade pode variar de 8 km/h até 16 km/h, sendo ideal para fazer desde uma simples caminhada até uma corrida. Além disso, o equipamento possui amortecedores para não lesionar joelhos e coluna, por isso ela é muito benéfica para quem deseja praticar atividade física saudável sem se machucar. É bom ficar atento ao uso da esteira de acordo com o objetivo desejado. Exercícios realizados na esteira podem
apresentar resultados diferentes. O uso correto dos recursos de velocidade e inclinação permite queimar gordura, ganhar músculos e aperfeiçoar o condicionamento físico. A esteira tem vantagens inegáveis para quem gosta de caminhar ou correr e prefere a segurança da academia como o amortecimento de impacto, menor chance de acidente, maior comodidade e acompanhamento dos instrutores. Para que todos os benefícios da esteira façam efeito é preciso ficar atento à respiração e postura, além de tomar cuidado com outros deslizes que muitos cometem na hora de correr. A esteira é sim sua principal aliada na perca de peso dentro da academia, mas existem alguns macetes a serem usados para aumentar ainda mais a perca de
peso ao fazer seu treino. Ande ou corra na esteira depois do treino de musculação. O fato de você estar com o corpo trabalhando faz com seu metabolismo esteja muito mais acelerado e vai acabar perdendo mais peso; faça um treino intercalado. Existe uma pesquisa que afirma que quando o corpo atinge seu momento de explosão queima mais gordura. O ideal é intercalar entre caminhada rápida, corrida, e caminhada lenta. Vantagens da esteira Veja quais são: Ganho de resistência – Ao fazer de 20 a 40 minutos de esteira todos os dias você acaba ganhando muita resistência. Se antes de começar a academia você não aguentava correr 3 quilômetros sem que a panturrilha doesse, com o treino na esteira
você vai conseguir. Perda de peso – Os exercícios aeróbios são os mais indicados para quem deseja perder peso. Por isso, se você pretende secar, a esteira será sua grande companheira nessa jornada. Faça a atividade com regularidade e acompanhamento de um personal.
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Novas armas contra
a depressão Tratamento também é recomendável para pacientes que são dependentes de drogas, pois ajuda o usuário a conter a fissura e reorganiza o funcionamento cerebral
A
Estimulação Magnética Transcraniana é uma terapia com base na medição das áreas do cérebro diretamente ligadas aos distúrbios que serão tratados e nas emissões de correntes eletromagnéticas no local, sem uso de anestesia ou sedação. O Conselho Federal de Medicina aprovou seu uso para tratamentos contra depressão e alucinações auditivas residuais porém existem pesquisas em andamento, com excelentes resultados, em patologias como Mal de Parkinson, dor crônica, transtorno obsessivo compulsivo, tinidos, transtorno bipolar, discinesias, compulsões (jogo, sexo, drogas, compras, autoflagelo), reabilitação após lesões do sistema nervoso central e Síndrome de Tourette. O sucesso do tratamento está na qualificação do profissional que vai determinar o número de sessões e a carga de estímulos. É ele quem define as áreas do cérebro que vão receber os estímulos eletromagnéticos e em que grau. De forma rápida, o paciente (sem sedação ou outro tipo de anestesia) tem o cérebro medido e determina-se, nesta medição, os lugares onde ele vai receber os pulsos magnéticos. Uma bobina (um aparelho em forma de borboleta) é posicionada nesta região e ele recebe os pulsos. É como se estivessem tocando a sua cabeça de forma firme. Não tem dor, desconforto ou efeito colateral. O protocolo para depressão (tratamento aprovado no Brasil pelo CFM) é de 4 a 6 semanas com cinco sessões por semana, com duração de até 35 minutos. Os pacientes permanecem acordados, reclinados numa cadeira relaxante e podem interagir com o médico, caso necessário. Logo após a sessão não existe nenhum tipo de alteração
do estado de consciência e o paciente retorna às suas atividades normalmente. Resultados potentes Mas o interessante são os resultados: pacientes que são refratários ao uso de antidepressivos (não toleram os efeitos colaterais) já começam a sentir resultados leves nas primeiras cinco sessões. Ou seja, diminui o cansaço, a sensação de desânimo etc. Este tratamento é altamente indicado para mulheres grávidas, idosos e pessoas que não respondem ao tratamento convencional com drogas. E, dentre os que usam o medicamento, existe a potencialização dos resultados. Além da máquina, a terapia exige um profissional altamente
Pacientes que são refratários ao uso de antidepressivos já começam a sentir resultados leves nas primeiras cinco sessões
Mulheres estão mais sujeitas às crises A população feminina é mais suscetível à doença e a idade em que esta se manifesta é acima dos 30 anos (média). Já idosos com mais de 65 anos, quando deprimidos, estão mais sujeitos ao suicídio. Outro fato curioso é que dependentes químicos, de álcool ou fumantes são potenciais pessoas com depressão que usam o vício para mascarar a doença (alguns estudos comprovam que estes vícios foram adquiridos depois da manifestação da doença). Num estudo realizado na última
década, na Europa e Estados Unidos, mostrou que 50% dos pacientes viciados em cocaína adquiriram o hábito para diminuir as dores da depressão ao passo que 20% dos viciados em álcool tiveram a mesma resposta. A depressão significa a ausência de algumas substâncias químicas no cérebro e, em alguns casos, a droga é o gatilho que ativa a liberação desta/destas substâncias. Outros estudos de cunho social mostram que mulheres em áreas de vulnerabilidade social ou familiar estão mais
propensas a desenvolver depressão como em casos de maridos viciados etc. (casos de países como o Brasil onde até a instabilidade social pode afetar a saúde mental das pessoas). Outro dado importante é que, em países como o nosso, a depressão é mal diagnosticada, o acesso aos tratamentos de saúde mental é difícil, muitas vezes o paciente tem depressão crônica e passa uma vida achando que é normal sentir-se assim. A OMS estima que cerca de mais de 120
milhões de pessoas tenham depressão ou vão ter em algum momento da vida. E enquanto outras áreas da medicina caminham para a cura das mais diversas doenças, a saúde mental ainda sofre estigma e é um assunto tabu. O assunto é extremamente interessante se considerarmos os resultados clínicos obtidos em pacientes com depressão e os números da doença no Brasil e no mundo. Estima-se que, em 2030, a depressão será a principal causa de invalidez.
ESTÍMULOS
Sucesso do tratamento está na qualificação do profissional que vai determinar o número de sessões e a carga de estímulos. É ele quem define as áreas do cérebro que vão receber os estímulos eletromagnéticos qualificado para organizar o programa e saber exatamente em quais áreas do cérebro deve trabalhar No Rio de Janeiro, o Neurohealth é o único Centro de Métodos Biológicos em Psiquiatria a ter esta máquina. Com direção dos psiquiatras Julieta Guevara e Jiosef Fainberg, o Centro é pioneiro no uso do tratamento contra depressão e referência na técnica de EMT. Em São Paulo, desde de 2001 o Hospital das Clínicas já faz uso do aparelho para fins de estudos. A drª Julieta Guevara tem uma certificação emitida pela Harvard Medical School para operar a máquina.
Esse tratamento é altamente indicado para mulheres grávidas, idosos e pessoas que não respondem bem às terapias antigas