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Caderno F

Saúde MANAUS, DOMINGO, 2 DE FEVEREIRO DE 2014

DIVULGAÇÃO

e bem-estar

saudeebemestar@emtempo.com.br

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Paralisados pelo temor do desconhecido Saúde e bem-estar F5

‘Meu filho é hiperativo’ O diagnóstico pode ser firmado a partir dos 5 anos. Antes disso, a criança pode ser agitada e não conseguir se concentrar, normal para a idade, já que os menores de 5 anos não têm maturidade para se deter em um assunto MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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les não param quietos, não conseguem se concentrar nas tarefas escolares, perdem o material... Essa realidade, presente em milhares de casas pelo Brasil, é conhecida por quem tem um filho com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). É um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. É importante, também, lembrar que as falhas de atenção e a hiperatividade de algumas crianças podem não ser características do temperamento e personalidade, nem de má-educação, mas sintomas de uma doença que pode ser controlada. E a melhor notícia é que existe tratamento. “Uma das características do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade é quando a pessoa portadora não consegue se manter concentrada e/ou é uma

pessoa agitada. Esse comportamento deve ocorrer em mais de um ambiente, como na escola e em casa”, explica a médica neuropediatra Juliana Ferreira. Estudos apontam que a predisposição genética e a ocorrência de alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro como as principais causas do transtorno do déficit de atenção. “O cérebro da criança com esse transtorno tem uma deficiência de neurotransmissores na região pré-frontal, que é a responsável por manter a pessoa focada. A inteligência, no geral, é preservada”, completa a médica. Juliana Ferreira explica, ainda, que o TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas – a desatenção e a hiperatividadeimpulsividade. “Mas a pessoa pode ter as duas características associadas. As desatentas têm queixas de dificuldade de concentração, distraem com

facilidade e, geralmente a criança perde muito material escolar, faz tarefas escolares pela metade, entre outras”, diz. Além disso, são pessoas que não conseguem também prestar atenção em detalhes,

TRATAMENTO

O tratamento envolve modificações na escola, terapia psicológica e em alguns casos terapia medicamentosa. Algumas crianças também podem exigir os cuidados de uma equipe multidisciplinar demoram para iniciar as tarefas e cometem erros por absoluto descuido e distração, o que pode prejudicar o processo de aprendizagem e a atuação profissional. “Já a criança hiperativa é aquela que não para quieta, se movimenta o tempo todo e é impulsiva. Quando ocorre a forma mista a criança tem todos os sintomas associa-

dos”, aponta. Nos casos em que prevalece a hiperatividade, os portadores do distúrbio são inquietos, agitados e falam muito. Dificilmente conseguem participar de atividades sedentárias e manter silêncio durante as brincadeiras ou realização dos trabalhos. Se é a impulsividade que se destaca, os sinais mais marcantes são a impaciência, o agir sem pensar, a dificuldade para ouvir as perguntas até o fim, a precipitação para falar e a intromissão nos assuntos, conversas e atividades alheias. Esses sintomas geram reflexos negativos no convívio social e familiar, mas o TDAH é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ele ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado.

Outras recomendações “O ambiente em que vive uma criança com TDAH deve ser tranquilo e com rotina fixa para ajudar a criança no seu dia a dia”, recomenda a médica. Além disso, é preciso ressaltar que o comportamento de algumas crianças podem não ser características do temperamento e personalidade, nem de má-

educação, como muitos podem achar, mas sintomas de uma doença que pode ser controlada. Outro ponto importante e que vale ser ressaltado é que não é má vontade, mas os portadores do transtorno realmente têm enorme dificuldade para organizar as atividades do dia a dia, manter horários e planejar o futuro.


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Saúde

e bem-estar

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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com

Percepções médicas navegando à margem da ciência Com a ajuda da minha prática profissional acumulada durante 40 anos, hoje, ainda mais consciente da imensa falibilidade da medicina, é possível refletir que as atitudes moduladoras nas crenças das curas, tanto as do médico quanto as do doente, em algumas situações, comportam componentes além dos muros da universidade, infelizmente, ainda sem explicações razoáveis. É possível teorizar alguns elos que ligam as expressões coletivas e pessoais de cura com o social, tanto na ciência quanto no espaço sagrado. Com esse pressuposto, é válido o argumento de existirem estruturas moleculares, no genona, suficientemente coerentes com os mecanismos da sobrevivência, inatos e adquiridos, provenientes da filogenia e da ontogenia, capazes de sustentar a fé na cura, desde tempos imemoriais, com harmonia suficiente para moldar a ordem social. Nesse complexo conjunto entrelaçado nas culturas-linguagens se destacam os curadores de todos as matizes. Os homens e mulheres, portadores do dom de curar, ambos rejeitando a morte e empurrando os limites da vida, tem acompanhado todas as sociedades, desde a pré-história, ricos e pobres, numa dimensão e repetição que não podem ser atribuídas somente ao ordenamento social. O interesse em estabelecer um sistema teórico, capaz de buscar explicações de sustentabilidade das crenças nos

limites da cura, amadureceu em etapas e como fruto das indagações nascidas nas atividades profissionais como médico e professor. Em três diferentes momentos presenciamos práticas de curas fora dos muros universitários, envolvendo pessoas e lugares absolutamente diversos entre si, assumiram papéis decisivos no processo: 1. Nas enfermarias do Hospital Getúlio Vargas, em Manaus, durante 30 anos assistimos à angústia de incontáveis doentes que suplicaram a cura aos santos das suas devoções e os rituais das dádivas depositadas no altar da capela, como agradecimentos pela saúde recuperada; 2. Entre 1979 e 1981, durante o doutoramento, na Universidade de Paris 6. O doente emagrecido, com a pele apergaminhada sobre os ossos, inerte no leito, sussurrando os suspiros da longa agonia, resistente a todos os tipos de analgésicos, olhava esbugalhado na direção do rezador. O homem bem-vestido segurou a mão seca do enfermo e o confortou com palavras de generosa bondade. Ao final da reza, colocou as suas mãos sobre a cabeça do canceroso e iniciou um murmúrio incompreensível. Minutos após o início do rito, o doente calou-se e dormiu profundamente. Os familiares presentes choravam, ao afirmarem ter sido a primeira vez, em várias semanas, que o moribundo conseguia descansar sem a injeção de morfina na veia. É claro que, naquele momento, o juízo crítico das pessoas presentes discernia que

não se tratava, absolutamente, de qualquer tipo de cura do câncer. O cerne da questão era o profundo elo de confiança ligando o rezador e o doente, capaz de provocar a resposta objetiva frente à dor. 3. Entre os anos de 1985 a 1986, no projeto Eden, financiado pela Universidade do Amazonas, com o objetivo de estudar, comparativamente, os dados sociais e nosológicos do município de Coari, e os do bairro Novo Paraíso, na periferia urbana de Manaus. Durante o desenvolvimento dos trabalhos de campo, comprovamos que a maior parte da medicina praticada no hospital universitário estava muito distante da compreensão de saúde e doença das três mil pessoas entrevistadas. Na cabeceira do rio Copeá, nós vimos os leprosos, com as faces desfiguradas, portando a imagem de são Lázaro, pedirem a bênção do padre para curar as chagas. Também admiramos a idosa curadora desenhar, com a borda do polegar direito, repetidas vezes, a cruz na testa da criança sonolenta e desidratada pela violenta diarreia nos braços da mãe aflita, enquanto rezava algo ininteligível para tratar a espinhela caída. Nas três circunstâncias, nos parece estarem claros os profundos elos de confiança entre os curadores e os doentes, formando um conjunto coerente de ações e respostas, em nada diferente dos descritos nas tradições da história da medicina.

João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França

Nas enfermarias do Hospital Getúlio Vargas, durante 30 anos assistimos à angústia de incontáveis doentes que suplicaram a cura aos santos das suas devoções”

Comer castanha durante a gravidez beneficia os bebês As crianças poderiam ter menos riscos de desenvolverem alergia ao amendoim se as mães comessem mais castanhas na gestação, apontou uma recente pesquisa do Dana-Farber Children’s Cancer Center, de Boston, nos Estados Unidos. De acordo o site inglês Daily Mail, o consumo de castanhas não causa nenhum dano ao bebê. Em geral, as mulheres grávidas são instruídas a não comerem castanhas, especialmente se têm casos de alergias na família. Isto é uma precaução para que o bebê não tenha sensibilidade à castanha. Segundo os médicos, uma em cada sete crianças sensíveis, desenvolvem alergia.

Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com

Proteja a sua saúde Medicamento cura ou mata, sabendo usar ele vai salvar. Medicamentos são substâncias que devem, com a orientação adequada, atuar em benefício da saúde. O consumo de alguns suplementos alimentares e anabolizantes podem causar danos à saúde das pessoas. E o que alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O objetivo desse alerta é assegurar melhor qualidade de vida evitando causar graves danos à saúde das pessoas, principalmente dos jovens que procuram cultuar ou melhorar manter o corpão o ano inteiro. De antemão saliento que muito mais proibições viram pela frente, principalmente nas pequenas indústrias de manipulação espalhadas pelo país. Polêmica, novas leis para suplementos, evolução ou retrocesso? É comum a confusão entre suplemento alimentar ou vitaminas e anabolizantes, mas um nada tem a ver com o outro. De modo geral, define-se suplemento como nutriente utilizado para complementar a ingestão alimentar: vitaminas, minerais, aminoácidos, proteínas, carboidratos e outros. Existem também diferenças entre os suplementos vitamínicos e os alimentares. Como se sabe, as vitaminas e minerais são essenciais para a vida.

Suplementos alimentares são formulações geralmente utilizadas por atletas que gastam muita energia e não conseguem repor todos os nutrientes com alimentação, corrigem sua dieta, adaptando-a as suas necessidades. Existem cinco tipos de suplementos alimentares: os hipercalóricos, que auxiliam no aumento de peso e massa muscular e contem proteínas, carboidratos e lipídios; os proteicos, composto por aminoácidos e proteínas; os chamados recursos ergogênicos, que auxiliam na melhora do desempenho e contém creatina, glutamina, e outras substâncias; os energéticos, encontrados em pó e gel, que contém carboidratos e ajudam na reserva de glicogênio, antes, durante e depois do treino e competições; e as barras energéticas e proteicas. Os anabolizantes são drogas sintetizadas a partir da testosterona, hormônio masculino, e sua principal função é repor essa substância nos casos de déficit, e só podem ser utilizados com prescrição médica especial. Naturalmente são fabricados pelos tecidos e tem como objetivo aumentar a massa muscular. No entanto, por serem hormônios, os sintéticos podem interferir de forma prejudicial em outras funções do corpo. Os esteroides servem para tratar

diferentes tipos de doenças, como: anemia, alguns tipos de câncer, e hipogo nadismo (produção deficiente de testosterona em homens). Chamados de bomba ou anabolizantes, os esteroides romperam a barreira dos consultórios médicos e passaram a fazer parte do mundo. São considerados doping, em qualquer competição esportiva e, quando tomados a longo prazo, produzem efeitos colaterais graves. O alerta foi muito importante pelo forte apelo publicitário e a expectativa de resultados mais rápidos, feitos pelos charlatões que estão espalhados. O importante quando da compra o interessado observe a bula e siga corretamente as orientações médicas. Desta maneira, destacamos os suplementos alimentares/vitamínicos como uma maneira prática e segura de garantir a ingestão dos nutrientes necessários para uma alimentação saudável e balanceada. Temos que está sempre alertas para propagandas e rótulos que indica alimentos para prevenção ou tratamento de doenças ou sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais e podem conter substâncias não seguras para o consumo.

Invista em frutas e vegetais para hidratar o seu corpo

Humberto Figliuolo Farmacêutico

É comum a confusão entre suplemento alimentar ou vitaminas e anabolizantes, mas um nada tem a ver com o outro”

Em função da eliminação de líquidos provocada pelo calor típico do calor, o corpo necessita que, diariamente, sejam consumidos dois litros de água para que ele mantenha funções importantes como filtração renal, eliminação das toxinas da alimentação e hidratação da pele e cabelo em pleno funcionamento. Para cumprir a tarefa, ao contrário do que muita gente pensa, não é preciso carregar uma garrafinha para todo lado, pois frutas e verduras colaboram para manter o nível ideal de líquido no organismo. Consumidos normalmente na dieta, ao longo do dia, mantimentos como melancia, alface e feijão repõem a água perdida para o meio externo, principalmente em decorrência do suor.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br

Diagramação Kleuton Silva

Repórter Mellanie Hasimoto

Revisão Gracycleide Drumond

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Saúde

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Pré-natal é vital para a saúde da mãe e do bebê

Gestantes devem ficar atentas aos exames laboratoriais e às recomendações médicas para uma gravidez tranquila

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menstruação atrasou e a gravidez foi confirmada. O passo seguinte? Fazer o acompanhamento pré-natal. Consultas, avaliações médicas e demais exames laboratoriais irão agora, fazer parte dos nove meses de uma intensa maratona médica. Isso tudo, certamente, para garantir uma gravidez saudável e um parto sem riscos, tanto para a mãe, quanto para o bebê. Normalmente, são realizadas pelo menos, seis visitas até o parto. Entretanto, grande parte dos especialistas prefere ver suas pacientes com uma frequência maior. “Em geral, a gestante é orientada a retornar ao consultório do obstetra mensalmente até o sétimo mês de gravidez, embora o número de consultas varie conforme as peculiaridades da gestação”, explica a ginecologista especialista em reprodução humana da criogênesis, médica Paula Bortolai. Ainda de acordo com a médica, com o pré-natal é possível acompanhar o desenvolvimento do feto e, caso haja algum problema, detectá-lo precocemente, aumentando as chances de detê-lo. No caso das mamães, algumas doenças como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia podem aparecer durante a gravidez, podendo trazer graves consequências, porém, esses problemas tam-

FOTOS: DIVULGAÇÃO

bém podem ser controlados com o pré-natal. Além da realização de exames, durante as consultas, as gestantes também recebem orientações sobre a importância de manterem uma alimentação saudável, sobre a prática de atividades físicas e a importância e se evitar álcool, fumo e outros tipos de drogas. Além disso, é essencial que se faça o monitoramento do peso da mãe, para que ela não ganhe

IMPORTÂNCIA

No caso das mamães, algumas doenças como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia podem aparecer durante a gravidez, podendo trazer graves consequências, porém, esses problemas podem ser controlados mais do que o necessário. A reposição de vitaminas também é outro cuidado que deve ser recomendado pelos especialistas. “O acompanhamento pré-natal é uma das maiores provas de amor que uma mãe pode dar ao seu filho. Afinal, é por meio de todos os exames e recomendações médicas que a gestante pode cuidar da sua saúde e do bebê, evitando diversas doenças e possíveis complicações”, finaliza a médica.

com o pré-natal é possível acompanhar o desenvolvimento do feto

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INÉDITO

Atendimento odontológico em casa

O serviço dispõe de estrutura completa, fácil de instalar

Um serviço inédito e exclusivo está sendo lançado em Manaus: o “Dentista em Casa”, que oferece atendimento dentário com o diferencial de o paciente escolher o local da sua conveniência – na residência, no trabalho, no hospital (se estiver acamado) ou até no hotel (se for turista). A novidade está sendo trazida pela odontóloga Denise Machado. O serviço dispõe de estrutura completa, que é facilmente instalada, e uma equipe altamente especia-

lizada, para realizar tratamentos básicos ou especializados. As consultas podem ser agendadas pelo telefone, nos números 9512-1114, 8217-3117, 9982-6495 e 8429-8444, ou diretamente no site http://www.dentistaemcasaam.com.br. O serviço tem o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Conforto Denise Machado aposta na novidade, que já existe em outras cidades, mas que

é inédito em Manaus. Segundo ela, o serviço atinge em cheio dois tipos de clientes: o que prefere o conforto do atendimento em casa e o que tem dificuldade de locomoção. Ela também não perde de vista que o projeto ganha também importância na área turística, fundamental no ano em que Manaus será subsede da Copa do Mundo. Uma das vertentes do “Dentista em Casa” é o atendimento a turistas, feito no hotel em que estiverem hospedados.

A equipe de profissionais do “Dentista em Casa” é toda certificada pelo Conselho Regional de Odontologia (CRM). É composta por clínicos, endodondista (especialista em tratamentos de canal), buco maxilo e um odontopediatra. Todos os equipamentos utilizados passam por uma central de esterilização, com rigorosos cuidados na área da biosegurança. “Os instrumentais vão lacrados e são abertos somente no momento do atendimento”, afirma Denise.


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Saúde

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MEDO:

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O medo, segundo a psicóloga clínica Luciana Freitas, especialista em psicopatologia clínica, trata-se de uma emoção-choque devido à percepção de perigo presente e urgente que ameaça a preservação do indivíduo MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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e altura, do escuro, de avião, de falhar, de dirigir, de dentista, de monstros, de violência, do ridículo, de tentar, de falhar, de doença, do futuro, da morte, do novo. Tudo isso, para muitos, tem uma coisa em comum: o medo. Essa sensação pode até servir como um estado de alerta para o nosso corpo sobre algum perigo iminente, mas para muita gente, o medo chega a ser paralisante, impedindo de seguir adiante e causando prejuízos em várias áreas da vida. O medo, segundo a psicóloga clínica Luciana Freitas, especialista em psicopatologia clínica, trata-se de uma emoção-choque devido à percepção de perigo presente e urgente que

ameaça a preservação do indivíduo. “Provoca, então, uma série de efeitos no organismo que o tornam apto a uma reação de defesa como a fuga, por exemplo. O medo é algo universal dos animais, inclusive o homem, e deve funcionar como limitador diante do perigo real. Quando exacerbado, traz prejuízos de toda ordem”, explica. Por conta disso, completa a profissional, é preciso sagacidade para distinguir esses dois tipos de medo, onde o primeiro nos coloca em vigilância e prudência de comportamento e o outro nos tira “vida”, nos tira perspectiva, nos enclausura, nos aprisiona, nos coloca ilusoriamente protegidos, mas ao mesmo tempo infelizes por não nos permitir participar ativamente de algo que nos faz bem.

Reações Fisicamente, quando sentimos medo, nosso corpo é bombardeado por hormônios, que causam diversas sensações. “Do ponto de vista neurológico, quando o indivíduo está diante do objeto ou situação ameaçadora – como dentro de um avião e tem um pensamento trágico e pessimista –, tal estímulo chega à estrutura cerebral, liberando a adrenalina, disparando a ansiedade, que promove as reações psicológicas de medo, susto, aflição e inquietude. Daí, as informações impressas pelo hipotálamo vão para as glândulas suprarrenais que liberam um hormônio chamado cortisol, responsável pelas manifestações físicas de medo, tremor, sudorese, entre outros”, explica Luciana. Mas, claro, todo mundo teme algo e a intensidade do medo varia pelo histórico de vida de cada um. E, sendo um sentimento normal por fazer parte do nosso instinto de sobrevivência, ele está presente na nossa vida. Uma criança que teve sua casa destruída por uma tempestade pode sentir-se ameaçada por uma tragédia toda vez que chover intensamente – querendo ou não, sua mente fará essa relação. Ou pessoas que passaram por muitas privações quando crianças e que não tinham o que comer, ou “brigavam” com os irmãos pela comida, podem desenvolver uma tendência de comer exageradamente, como se sentissem, ainda que inconscientemente, medo de passar fome novamente ou então para compensar aquilo que não tiveram.

Fases “O medo se apresenta em seis fases de acordo com o grau de extensão e imensidão: prudência, cautela, alarme, ansiedade, pânico (medo intenso) e terror (medo intensíssimo). As três últimas fases representam estado de alerta

máximo, apontando um grau alarmante de ansiedade, produzindo prejuízos e debilitando o indivíduo, configurando-se claramente como um estado de medo patológico”, destaca. No entanto, em alguns casos ele pode chegar a

um extremo, que impede e atrapalha a qualidade de vida. E, quando o medo chega a esse nível, a ansiedade é considerada patológica, deixando de ser útil e passando a causar sofrimento excessivo ou prejuízo para o desempenho da pessoa.

Pânico “O transtorno do pânico é uma das formas de manifestação da ansiedade patológica”, observa a psicóloga. “O que caracteriza o pânico é a forma abrupta e inesperada que os sintomas aparecem e o fato de a crise atingir o ápice em dez minutos. Bastam 30 segundos para o paciente, que estava se sentindo bem, ser tomado inexplicavelmente por sintomas que, de certa forma, todos conhecemos: boca seca, tremores, taquicardia, falta de ar, mal-estar na barriga ou no peito, sufocamento, tonturas”, acrescenta. Muitas vezes, tudo isso

vem acompanhado da sensação de que algo trágico, como morte súbita ou enlouquecimento, está por acontecer. “Nesses casos, é comum a pessoa ter uma reação comportamental de pânico e sair à procura de socorro. Aliás, a sala de espera dos prontos-socorros é um dos lugares onde o médico mais se depara com transtornos de pânico”, revela. Como a síndrome do pânico não é psicológica, a crise não desaparece com terapias. O máximo que se pode alcançar com isso é adiar o sofrimento. A terapia comportamental é im-

portante como auxiliar no tratamento medicamentoso. O pânico não desaparece espontaneamente; ao contrário, tende a agravar com o tempo. Os pacientes são tratados com remédios que atuam diretamente no sistema nervoso central, equilibrando os neurotransmissores (noradrenalina, adrenalina, serotonina e outros) e evitando as crises. O tratamento considerado específico conjuga o antidepressivo a outras medicações, conforme o caso; e assim mesmo, não existe um antidepressivo único para todos.


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O grande inimigo Fobias Já as fobias são uma série de “medos” específicos com características irracionais. “No que tange às fobias, pode-se dizer que são medos exacerbados, desproporcionais, limitantes e psicopatológicos. Um dos sinais é a própria esquiva do objeto fobígeno, o indivíduo evita falar e se aproximar, até mesmo mudar a rotina por conta desse medo, podendo ter sua vida pessoal e social comprometida e ameaçada, passando a sofrer por isso”, esclarece. O indivíduo fóbico vivencia além da angústia e da vergonha, sintomas observáveis, uma série de reações corporais, alterações somáticas causadas pelo estado de exposição ao objeto fobígeno. “O termômetro para que se perceba a necessidade de ajuda terapêutica é a recusa de convites, a alteração da rotina diária e o comprometimento de alguma área da vida da pessoa. Neste estágio, provavelmente a pessoa não conseguirá superar tais dificuldades sozinha e necessitará de ajuda terapêutica para superar suas limitações”, diz. Para tratá-las, muitos profissionais utilizam a “dessensibilização

‘Aprendi a evitar as crises’ sistemática”. De acordo com Luciana Freitas, a técnica é baseada no princípio comportamental do contracondicionamento, o qual afirma que o indivíduo pode superar a ansiedade mal-adaptativa provocada por uma situação ou objeto aproximando as situações temidas gradualmente, em um estado psicofisiológico que iniba a ansiedade. “Na dessensibilização sistemática o paciente é treinado a relaxar, e é colocado em contato com uma hierarquia de situações geradoras de ansiedade e é solicitado a relaxar enquanto imagina cada uma delas”, explica. Dessa maneira, o paciente atinge um estado de completo relaxamento, quando é exposto ao estímulo que provoca a resposta de ansiedade. “Nesse caso, a reação negativa de ansiedade é inibida pelo estado de relaxamento, num processo chamado de inibição recíproca. Ao invés de utilizar as situações ou objetos reais que provocam medo, paciente e terapeuta preparam uma lista graduada ou uma hierarquia de cenas provocadoras de ansiedade associadas aos medos do paciente”, conclui.

A publicitária A. M. M., 31, sofreu com as súbitas sensações e procurou ajuda. “Nunca havia tido medo de avião e um dia quando estava em um voo fui surpreendida por uma crise de ansiedade. Foi uma sensação de pânico sem qualquer fundamento, eu acreditava que o avião iria cair a qualquer momento. Depois desse episódio, as crises de ansiedade foram aumentando e o medo não era mais só de avião. Parecia que o fantasma da morte não saia mais de perto de mim. Passei a ter pensamentos obsessivos sobre o medo da minha morte e também a dos meus familiares. Quando percebi que isso estava indo além, busquei ajuda. O diagnóstico inicial foi de Síndrome do Pânico, mas ao procurar uma segunda opinião, fui classificada com TOC subclínico, que é quando há presença de obsessões e rituais frequentes, mas que não atrapalham a vida do paciente de uma forma mais agressiva”.

Há fobia para quase tudo Abissofobia — medo de abismos, precipícios; Ablutofobia — medo de tomar banho; Amaxofobia — medo mórbido de se encontrar ou viajar dentro de qualquer veículo de transporte; Anuptafobia — medo de ficar solteiro (a); Automatonofobia — medo de bonecos de ventríloquo, criaturas animatrônicas, estátuas de cera (qualquer coisa que represente falsamente um ser sensível); Belonofobia — medo de alfinetes e agulhas (aiquimofobia); Blennofobia — medo de limo ou coisas viscosas; Biofobia — medo da vida; Calipsefobia — medo do apocalipse; Catagelofobia — medo do ridículo (estar ou ser); Climacofobia — medo de degraus (subir ou cair de degraus); Clinofobia — medo de ir para cama; Coulrofobia — medo de palhaços; Deipnofobia — medo de jantar e conversas do jantar; Dipsofobia — medo de beber; Disabiliofobia — medo de se vestir na frente de alguém; Dromofobia — medo de cruzar ruas; Ereutrofobia — medo de ficar vermelho; Ergofobia — medo do trabalho; Esciofobia ou esciafobia — medo de sombras Estruminofobia — medo de morrer defecando; Fagofobia — medo de engolir ou de comer; Falacrofobia — medo de tornar-se careca; Fobofobia — medo de fobias;


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Escoliose atinge mais as mulheres, diz especialista D

ores nas costas sempre causam muito incômodo na vida de qualquer pessoa e são originárias de diferentes motivos como a má postura no trabalho e o sobrepeso corporal. Porém, em alguns, esses incômodos podem ser provenientes da escoliose, um problema que afeta, em sua maioria, o público feminino. Sabemos que a coluna vertebral, também denominada de espinha dorsal, estendese do crânio até a pelve. Sua finalidade é dar sustentação para outras partes do esqueleto e, mediante disto, ela possui algumas curvaturas que são consideradas normais. No caso de pessoas que sofrem de escoliose, a coluna vertebral apresenta um encurvamento anormal no meio ou nos lados. “Devido à deformidade na coluna, os ombros ou quadris apresentam um desnível ou inclinação para o lado esquerdo ou direito. Diante disso, normalmente um dos ombros fica mais alto do que o outro”, descreve o médico neurocirurgião, Paulo Porto de Melo, colaborador do departamento de neu-

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Desalinhamento da coluna está presente em até 3% da população, mas as mulheres são as principais vítimas do mal rocirurgia da Universidade de Saint Louis (MissouriEUA), introdutor e pioneiro da neurocirurgia robótica no Brasil.

Escoliose congênita: Decorrente de um problema com a formação com os ossos da coluna vertebral no nascimento. Essa máformação ocorre durante o desenvolvimento do feto no útero da mãe.

Desvio progressivo Esse desalinhamento da coluna está presente em até

CURVATURAS

A finalidade da coluna é dar sustentação para outras partes do esqueleto e, mediante disto, ela possui algumas curvaturas que são consideradas normais. Na escoliose, a coluna apresenta encurvamento 3% da população, podendo ser classificado como curva simples, quando está para a direita ou esquerda (escoliose em “C”) ou curva dupla (escoliose em “S”). “Esse desvio é progressivo. Desta forma, a curvatura da escoliose varia, principalmente, em relação à idade. Sendo que o mesmo ocorre com maior velocidade no período da adolescência”, explica o médico neurocirurgião.

Avaliação médica e tratamento mais adequado para o caso

Escoliose neuromuscular: é causada por uma anormalidade dos músculos ou nervos ocasionando fraqueza e descontrole dos músculos em crianças que têm o sistema neurológico em desordem ou decorrente de paralisia cerebral, distrofia muscular, espinha bífida e pólio. Escoliose sindrômica: seu acometimento é associado a outras doenças como síndrome de Marfan e síndrome de Rett. Escoliose idiopática: é o tipo mais comum que acomete as pessoas, principalmente, em adolescente do sexo feminino. Sua causa é

desconhecida. Ela normalmente é dividida em quatro grupos: 1) Do nascimento aos 3 anos de idade - escoliose infantil; 2) De 3 a 9 anos de idade - escoliose juvenil; 3) De 10 a 18 anos - escoliose do adolescente; 4) Após 18 anos – escoliose do adulto. A avaliação médica precoce é essencial para que o tratamento seja eficaz. “Normalmente, pessoas com histórico familiar de escoliose têm mais chances de desenvolver a deformidade da coluna. Por este motivo, somente com intervenção precoce é possível evitar a progressão do problema. Para isso, o uso de colete ortopédico é o primeiro tratamento indicado. Mas se a curvatura ainda estiver em um estágio muito avançado, a indicação é o procedimento cirúrgico”, finaliza o médico.

Um típico caso de escoliose, que atinge até 3% da população

PREVENÇÃO

Dia Nacional da Mamografia

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A mamografia é um exame que permite o rastreamento do câncer entre as mulheres

Instituída por iniciativa do Colégio Brasileiro de Mamografia e Diagnóstico por Imagem (CBR), em conjunto com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o Dia Nacional da Mamografia será comemorado na quarta-feira, 5 de fevereiro. Este é o principal exame para detectar o câncer de mama precocemente, o que aumenta as chances de cura. No Brasil, a expectativa é que, em 2014, surjam mais de 57 mil novos casos de câncer de mama, segundo as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca),

sendo que em 2011, foram 13.225 mortes, 120 homens e 13.225 mulheres.

NO BRASIL

No país, a expectativa é que, em 2014, surjam mais de 57 mil novos casos de câncer de mama, segundo as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), sendo que em 2011, foram 13.225 “Os índices de mortalidade ainda são altos, resultados muitas vezes da dificuldade de acesso e má distribui-

ção dos 4,5 mil mamógrafos existentes no Brasil, assim como a qualidade – muitas vezes duvidosa – dos exames”, afirma a médica Linei Urban, coordenadora da Comissão de Mamografia do CBR/SBM/Febrasgo. Diagnóstico Segundo informações do CBR, o câncer de mama é um mal cada vez mais curável e isso se deve muito ao rastreamento mamográfico. “No horizonte do câncer de mama, contudo, está a redução da mortalidade, que já está presente nos países com rastreamento benfeito há muitos anos”, comenta a especialista.


Saúde

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As melhores dietas de 2014

Pesquisas revelam quais as dietas mais eficazes, mais econômicas e mais fáceis de seguir. Escolha a sua preferida

S

e a sua meta é emagrecer em 2014, a U.S. News & World Report, publicação norte-americana especializada em rankings, lançou uma lista com as melhores dietas do ano, avaliando 32 métodos de emagrecimento. Além da classificação geral, a revista separa as premiações em várias categorias: melhor dieta para perder peso; melhor dieta para o diabetes; melhor dieta para a saúde do coração; dieta mais econômica; dieta mais fácil de seguir; dieta para uma alimentação mais saudável; e melhor dieta baseada em vegetais. Para montar os rankings, a U.S. News & World Report convidou especialistas reconhecidos nacionalmente nos segmentos de dieta, nutrição, obesidade, psicologia alimentar, diabetes e doenças cardíacas. Melhores dietas - classificação geral 1. Dieta Dash (4,1 estrelas): sigla para Dietary Approaches to Stop Hypertension, a DASH surgiu por conta de um estudo realizado em universi-

dades dos Estados Unidos, que avaliou o efeito da dieta sobre a pressão arterial. Essa dieta não limita apenas a ingestão de sódio, mas também de gordura saturada e colesterol, além de incentivar o consumo de frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes, aves, leite e derivados com baixo teor de gordura, e alimentos fontes de gordura monoinsaturada.

atribui a cada alimento um valor de pontos, com base em suas quantidades de proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, calorias e outros. Cada pessoa tem um número de pontos que pode consumir por dia, conforme sua meta de emagrecimento. A metodologia também é utilizada no Brasil pela dieta dos pontos DS, do programa de emagrecimento on-line Dieta e Saúde, que conta com auxílio de nutricionistas, reuniões online e também a versão para celular.

2. Dieta TLC (4 estrelas): criada pelo Health’s National Cholesterol Education Program, a dieta TLC (Therapeutic Lifestyle Changes) é endossada pela American Heart Association como um regime saudável para o coração, capaz de reduzir o risco de doenças cardiovasculares. A chave é cortar drasticamente as gorduras, particularmente a saturada. Isso, junto com o foco nas fibras, pode ajudar a controlar o colesterol alto até mesmo sem medicação.

2. Jenny Craig, Biggest Loser e dieta Raw Food (3,5 estrelas): O plano Biggest Loser surgiu a partir do programa de TV com o mesmo nome (no Brasil, O Grande Perdedor ou Quem Perde Ganha) e prega refeições saudáveis regulares e muita atividade física. A dieta Jenny Craig é desenvolvida pela profissional que dá nome ao método, e seu diferencial são sessões semanais de acompanhamento com um consultor da clínica Jenny Craig, além de permitir o consumo de 1.200 a 2.300 calorias por dia. Por fim, a dieta Raw Food prega

Melhores dietas para perder peso 1. Weight Watchers (3,8 estrelas): a Weight Watchers

o consumo de frutas, legumes, nozes, sementes e ervas em seu estado natural, cruas. Melhores dietas para o diabetes 1. Biggest Loser e dieta Dash (3,6 estrelas) 2. The Engine 2 Diet (3,5 estrelas): A dieta prioriza as plantas e grãos, equilibrando o consumo de gorduras, proteínas e fibras por meio desses alimentos. É basicamente uma dieta vegana. O triatleta Rip Esselstyn, autor do livro que dá nome para a dieta, completa o programa com um plano de fitness e instruções sobre como ler os rótulos nutricionais. Melhores dietas para o coração 1. Dieta Ornish (4,6 estrelas): o professor de medicina da Universidade da Califórnia (EUA) e autor da dieta, Dean Ornish, categoriza alimentos em cinco grupos, do menos saudável para o mais saudável. Atividades aeróbicas, treinamento de resistência e flexibilidade são

as sugestões de exercício do autor. Para gerenciar o estresse (por muito tempo um elemento central de seu programa), você pode fazer meditação e yoga. Melhores dietas baseadas em vegetais 1. Dieta mediterrânea (3,9 estrelas): é baseada na alimentação dos países que formam a região do mediterrâneo, como Itália, Espanha, Grécia, Egito e Líbano. O cardápio mediterrâneo se caracteriza pela riqueza do consumo de frutas, hortaliças, cereais, leguminosas, oleaginosas, peixes, leite e derivados, vinho, azeite de oliva e temperos naturais. Além disso, a dieta mediterrânea é caracterizada por um baixo consumo de carnes vermelhas, gorduras de origem animal, produtos industrializados e doces, alimentos ricos em gordura e açúcar. 2. Dieta flexitariana: é a junção das palavras flexível e vegetariana. Em 2009, no livro The Flexitarian Diet: The Mostly Vegetarian Way to Lose Weight, Be Healthier, Prevent Disease,

and Add Years to Your Life, da nutricionista Dawn Jackson Blatner. Ela afirma que você não precisa eliminar a carne completamente, e ainda sim colher os benefícios de saúde associados com o vegetarianismo. Segundo a dieta flexitariana, você pode comer carne às vezes, mas é vegetariano a maior parte do tempo. Dietas mais econômicas 1. Weight Watchers (3,9 estrelas) 2. Dieta Jenny Craig (3,7 estrelas) Melhores dietas para uma alimentação saudável 1. Dieta Dash (4,8 estrelas) 2. Dieta TLC (4,7 estrelas) Dietas mais fáceis de seguir

1. Weight Watchers (3,7 estrelas) 2. Dieta Jenny Craig (3,6 estrelas)

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Invista em um bom hábito e insista até o cérebro aceitar

Treine bons hábitos e saia no lucro Hábito é tudo. Ou quase tudo, já que bons hábitos podem vir a substituir aqueles que não são tão produtivos. Segundo o alemão Wolfram Schultz, professor de neurociência da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, os hábitos são sequências de ações aprendidas depois de muita repetição, até que passam a ser executadas com o mínimo de esforço mental. Daí que vale a pena investir em bons hábitos que com o tempo e a insistência acabam virando uma saudável rotina como a hora e a vontade de ir para a academia. Schultz explica que primeiro o cérebro tem que se acostumar a fazer isso e somente depois de alguma insistência ele passa a gostar desse novo estímulo das endorfinas, pri-

meiro passo para formar o hábito. De maneira geral, isso leva em média três semanas para acontecer. Schultz estuda os mecanismos da aprendizagem há mais de 20 anos e descobriu que, depois de algum tempo repetindo um comportamento, o cérebro passa a antecipar a recompensa. Passo a passo da mudança O livro O Poder do Hábito, do americano Charles Duhigg, há semanas na lista de mais vendidos do “The New York Times” mostra alguns passos essenciais para mudar. A rotina: Identifique o comportamento que quer mudar. Por exemplo, toda tarde, por volta de 16h30, você levanta

da sua cadeira do escritório e vai com as amigas até a lanchonete para comprar um bombom. A recompensa: O que você realmente busca quando vai à lanchonete? Se alimentar? Fazer uma pausa no trabalho? Conversar com as amigas? A deixa: Essa é a parte mais difícil. Preste atenção no que desencadeia o processo de levantar para ir à lanchonete. Anote padrões que se repetem no momento anterior ao impulso de levantar. Você se sente ansiosa, estressada, entediada? Está sempre com fome nesse horário? O plano de ação: Entendendo o que está por trás de um

hábito, é possível trocá-lo por outro. Se o motivo é o tédio, caminhar ou sair para um café produz o mesmo efeito. Quando quer socializar, dá para ir até a mesa de alguém bater um papo. Se é a fome que chega às 16h30, uma fruta ou um iogurte resolve.

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Saúde

e bem-estar

MANAUS, DOMINGO, 2 DE FEVEREIRO DE 2014

Preparação antecipada para enfrentar o Carnaval F

altando apenas um mês para o Carnaval, quem quer enfrentar a maratona de quatro dias de muita agitação e folia tem que começar a se preparar para ter uma boa reserva de energia. Uma dieta equilibrada e muita malhação são medidas essenciais para garantir o pique, afinal de contas é muito samba no pé. Quem já segue uma dieta balanceada e faz exercícios regularmente está no bom caminho para encarar o Carnaval sem susto. Mas quando o futuro folião está correndo atrás do prejuízo, é bom atentar para algumas medidas emergenciais indicadas por especialistas, que recomendam fugir das frituras e excessos de carboidratos e investir em produtos leves e saudáveis A nutricionista do Sistema Hapvida de Saúde de Manaus Socorro Carvalho dá dicas de alimentação saudável para quem busca um melhor condicionamento físico para este período. Segundo ela, a alimentação deve ser bem equilibrada, em horários regulares, sem esquecer das frutas e sucos desintoxicantes (sucos de frutas diver-

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Quem já segue uma dieta balanceada e faz exercícios regularmente está no bom caminho para encarar a folia sas com beterraba, cenoura, couve, aipo etc.), bebidas isotônicas e água de coco. Suor e descanso Mas para aguentar a folia, o corpo também tem que estar pronto para os desfiles na avenida ou a noitada no clube com os amigos. Para isso, nada

ALIMENTAÇÃO

A nutricionista do Sistema Hapvida de Saúde de Manaus Socorro Carvalho dá dicas de alimentação saudável para quem busca um melhor condicionamento físico para este período puxado Prepare o seu corpo para o período em que é comum abusar em alguns quesitos que variam desde a alimentação até o esforço físico

melhor que começar a praticar uma atividade física o quanto antes, afinal de contas, um mês passa muito rápido. Socorro Carvalho recomenda exercícios físicos como caminhada, corrida, musculação, natação, entre outros. Lembrando ainda que o descanso é essencial. É bom obedecer o tempo de descanso ideal do corpo de pelo menos seis horas para repor as energias”, assinala.

Atividades físicas para deixar o corpo ágil Para o professor de educação física, Jonath Silva, o importante é se preparar com antecedência para evitar problemas. Segundo ele, o ideal é iniciar uma programação antecipada de

exercícios físicos visando um condicionamento aeróbico para enfrentar a maratona dos blocos e dos desfiles. Para quem prefere caminhadas em terrenos planos, a recomendação é usar cal-

çados adequados (tênis e meias). Já na areia, onde o gasto é calórico maior, as atividades devem ser feitas de forma cuidadosa para evitar o desgaste articular que normalmente ocorre nos

joelhos. O mais importante é realizar uma atividade física, pois qualquer exercício vai favorecer o fortalecimento do complexo articular (ligamento, tendões, músculos e ossos).


Saúde - 2 de fevereiro de 2014