Caderno E
Saúde MANAUS, DOMINGO, 19 DE AGOSTO DE 2012
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e bem-estar
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Crianças que sofrem abuso sexual Saúde e bem-estar E4
Quando o medo de dirigir
é maior que a vontade
Um dos medos mais incapacitantes que existem, o pânico de dirigir, pode ser controlado com muita paciência e ajuda CAMILA HENRIQUES Especial EM TEMPO
A
s mãos suam frio, as pernas não param de tremer, a mente começa a imaginar mil coisas ruins, as pessoas ao lado se tornam gigantes... Essas características não são nada estranhas para quem sofre com o medo de dirigir. De todas as fobias talvez essa seja a que mais atrapalhe o dia a dia do indivíduo, já que muitos acabam gastando dinheiro desnecessário com táxi ou ônibus para se locomover, ou dependem de terceiros para ir e vir. A arquiteta Lorena Pimentel, 22 anos, tem carteira há quase dois e, nesse meio tempo, raramente pegou no volante para dirigir. Apesar de ter apoio dos familiares para conduzir um automóvel, ela admite que o medo de sofrer um acidente e de se perder é maior. “Eu cheguei a tentar ir para o meu estágio de carro, ouvindo música – o que me acalmava -, mas acabei desistindo com o tempo, por ter medo de bater em alguém. Hoje em dia, não tenho coragem de andar sozinha, e dirigir com os meus pais é ainda pior”, conta. Ao contrário de Lorena, a consultora de mídia, Bruna Castro, 23, conseguiu vencer o pânico justamente tentando dirigir sem a ajuda de ninguém e até auxilia os amigos mais medrosos. “Eu tinha medo de caminhões e de ônibus, assim como de ladeiras, mas parei para pensar que sempre cometia erros
quando tinha alguém comigo. Resolvi dirigir sozinha e acabei percebendo que as pessoas colocavam pressão em mim. Depois que me senti segura, consegui dar carona para os meus amigos e hoje em dia
Muitas vezes, o carro é apenas um representante da incapacidade, que ela julga, sair do seu controle facilmente
Rochelle Moreira, psicóloga
não tenho mais problemas com isso”, revela. Na opinião da psicóloga Rochelle Moreira, a insegurança pessoal é a grande vilã na vida das pessoas. “Muitas vezes, o carro é apenas um representante da incapacidade, que ela julga, sair do seu controle facilmente. Sendo assim, o medo de arriscar é maior que a coragem para enfrentar a situação”, afirma. Segundo ela, em v á -
rios casos, a pessoa que tem medo de dirigir também apresenta comportamento que deixa transparecer a sua insegurança em outros momentos. Logo, esse problema pode aparecer em qualquer pessoa. “Recebo muitos motoristas de ônibus que, após sofrer um acidente grave (batidas, atropelamentos) ou assalto, desenvolvem o medo de dirigir. Alguns não
conseguem nem entrar na garagem de novo, pois logo desencadeiam todos os sintomas de um ataque de pânico. Sendo assim, a ocorrência de um trauma pode ser uma das causas do medo de dirigir”, aponta. “Dependendo da gravidade da fobia, o acompanhamento com um psicólogo pode ajudar a facilitar e acelerar o processo. No caso dos pais que não deixam os filhos dirigir, devemos ser cuidadosos ao lidar com essa questão, pois a real causa pode estar além da direção em si, na falta de confiança no filho ou na dificuldade que alguns pais têm de aceitar que seus filhos cresceram e que precisam vivenciar as experiências sozinhas para
amadurecer”, acrescenta. Treinamento Para quem tirou a carteira de motorista, mas ainda não conseguiu conduzir um carro sem maiores problemas, existem várias alternativas. A autoescola “Dirigindo Bem”, por exemplo, treina condutores habilitados com situações de risco. Existente há 12 anos, a empresa tem a intenção de ensinar que o dirigir é uma coisa tão natural como o caminhar. “97% das pessoas que concluem o curso, conseguem dirigir o seu próprio carro, isso em um universo de 40 mil pessoas. São 42 unidades no Brasil, e três delas em Manaus”, revela o responsável pela unidade da Cachoeirinha, Luciano Borges. A autoescola trabalha tanto com o treinamento prático quanto com o acompanhamento psicológico. De acordo com Borges, o processo pode levar de três a quatro meses, dependendo da evolução e das habilidades prévias da pessoa. “Não existe um padrão em termos de idade, mas o que pudemos observar é que, em sua maioria, as pessoas que nos procuram são mulheres e chefes de família, buscando a sua independência”, destaca. Na “Dirigindo Bem”, os alunos têm a chance de enfrentar situações de risco, trânsito pesado, curvas, ladeiras, horário de pico, tudo ao lado de um instrutor.
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João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
joaoboscobotelho@gmail.com.br
Medicinas de Galeno e Sorano Após a terceira guerra púnica, os romanos consolidaram o vasto império no Mediterrâneo. O espírito legislador romano não deixou de abordar as atividades médicas. Com a regulamentação romana, os médicos passaram a constituir uma categoria profissional definida, tanto entre os homens livres como entre os escravos. As obrigações do médico eram estipuladas pelo Estado, que pagava os seus serviços profissionais. Sob o império de Adriano, no século 2 d.C., os médicos eram dispensados do serviço militar e quase todas as cidades romanas dispunham de médico oficial. Em torno do século 4 d.C. a profissão médica foi severamente fiscalizada e foi instituído rigoroso exame para todos que quisessem exercer a profissão. O império romano subvencionava os estudantes de medicina, mas em troca eram obrigados a prestar assistência aos pobres. Os médicos foram proibidos de praticar o aborto e negar o atendimento a qualquer doente, sob risco de castigo corporal e multa. Nessa mesma época, sob o império de Diocleciano, no ano de 300 d.C., um édito do imperador impunha como condição para entrar na escola de medicina, a apresenta-
ção de certificado de boa conduta fornecido pelo comando militar da cidade de origem. A diferenciação entre médicos e cirurgiões foi reforçada e Cícero falava dos médicos verdadeiros, o que corresponderia aos clínicos gerais de hoje. Em seus versos, o poeta romano registrou a especialidade médica: Cascelio extirpa ou cura os doentes; tu Igino, queimas os cílios que irritam os olhos, Eros elimina as tristes cicatrizes dos servos e Hermes goza de fama de ser o Podalírio das hérnias. Entre os médicos romanos, um dos que mais se destacaram foi Galeno, considerado como o sucessor de Hipócrates e influenciaria de modo marcante a medicina medieval. Cláudio Galeno nasceu em Pérgamo, na Ásia Menor, no ano de 130 d.C. Foi sem dúvida o mais famoso médico do seu tempo. As suas obras, a maioria perdida, abordavam a anatomia, a fisiologia, a patologia, a sintomatologia e a terapêutica. Estas obras foram compiladas e publicadas em Veneza no ano 1538 e constituiu o principal livro de consulta dos médicos medievais. O outro médico romano que ficou na história foi Sorano, nascido em Éfeso. Os escritos de Sorano
que foram recuperados são de extrema lucidez e bom senso. Ele descreveu a existência dos obstetras, uma mistura de práticos e artesãos especializados, e os aborteiros, que eram punidos pela lei romana quando descobertos. Entre as obras de Sorano destaca-se o Manual de Ginecologia, que serviu de orientação aos médicos durante quase 15 séculos, praticamente, sem qualquer contestação. Nessa obra genial, descreveu com absoluta precisão as posições anormais dos fetos no útero grávido. Esses médicos extraordinários viveram no Império Romano, na em época em que foi instalado um sistema público de atenção à saúde. A preocupação coma saúde pública era inquestionável. A Lei das Doze Tábuas que remonta aos primórdios da República, estabelecia normas para o sepultamento e queima dos cadáveres fora dos muros da cidade e a construção dos esgotos. As autoridades públicas fiscalizavam o cumprimento das normas que regulamentavam a higiene pública. Os grandes arquitetos romanos, como Vitrúvio, recomendavam a escolha de lugares ensolarados para a construção das casas.
João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa
O quarteto fantástico que beneficia o organismo
A Lei das Doze Tábuas, que remonta aos primórdios da República, estabelecia normas para o sepultamento e queima dos cadáveres fora dos muros da cidade”.
Quatro cereais integrais poderão mantê-lo longe do consultório médico. São eles: arroz e trigo integral, quinoa e cevadinha. Além de possuírem grandes quantidades de fibras, esses alimentos garantem boas doses de vitaminas, proteínas e minerais. A grande vantagem desse grupo é que eles são ricos em fibras que ajudam a promover a regulação do intestino, o que contribui para evitar câncer nessa região. Mas as vantagens não param por aí: elas garantem a redução dos triglicerídeos e do colesterol sanguíneo. Tudo isso porque tendem a diminuir e tornar mais lenta a absorção de colesterol.
Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com
Drogas – a explosão do consumo A conexão latino-americana das drogas continua a operar a todo vapor, apesar dos esforços realizados pelas autoridades competentes e dos resultados nada desprezíveis obtidos na luta contra a produção e o tráfico de narcóticos em diversos países, entre eles, a Bolívia, Colômbia, Venezuela, México, Brasil e Peru. A maconha já se tornou um produto corriqueiro. O consumo de cocaína se multiplica sistematicamente, e os psicotrópicos conquistam todas as faixas. As estatísticas oficiais apontam que 60% da cocaína que se produz no mundo, é consumida pelos americanos, em razão do seu valor de mercado elevado. O barômetro da droga são as cifras das quantidades apreendidas, pois revelam não apenas a eficácia dos serviços alfandegários, mas também a penetração da mercadoria nos países consumidores. Trata-se de um assunto cruel, mas que merece cada vez mais espaço para ser distribuído. Das vicissitudes corrosivas da vida, nada mais odioso do que as drogas e seus traficantes. Haveremos de vislumbrar uma saída e, logicamente uma solução para esta tragédia social. O poder público não pode mais
ficar “empurrando com a barriga” este crucial problema. Ele ameaça o futuro da humanidade! Famílias que, involuntariamente decidiram desafiar este inimigo voraz, já nem ao menos sonham com dias melhores, devastadas e vencidas pelos ínvios caminhos das drogas. Estaria o Brasil preparado para tratar dos seus dependentes químicos? E o Amazonas? Não posso deixar de mencionar mais uma vez a questão da educação. Sem ela traçada, acho difícil ou mesmo impossível afastar a predisposição ou inclinação para os tóxicos, uma vez que a propaganda indiscriminada das drogas é feita ostentosamente, e divulgada por todos os meios. Olhos e ouvidos de mercador a espreitam. Para conter a predisposição que assinalamos como propícia ao vício, e que está fartamente comprovada pela estatística universal, há um único caminho: a educação. Muitos são os motivos que levam às pessoas a esse maldito vício: desajustes financeiros; um amor perdido; um problema íntimo; famílias desestruturadas e, principalmente, aquele pensamento “eu paro no dia em que quiser” (ledo engano!). Todos, ou quase todos estes motivos seriam resolvidos
com o simples aumento de bancos escolares e atenção por parte dos nossos governantes. Daí a nostalgia daqueles momentos de torpor ou excitação, que a compele a voltar cada vez mais intensa e longamente ao indefinido mundo dos sonhos. Para compreender a magnitude do uso e abuso das drogas, é preciso caracterizá-lo numa rede complexa de relações que inclui o tráfico, o indivíduo e o contexto sociocultural. Portanto, na prevenção primária, o jovem deve ser alvo de um engajamento familiar por meio do carinho, do amor, da confiança do diálogo para que, quando a droga lhe for afetada, e isto ocorrerá sem dúvida, pois o produto está disponível com muita facilidade, ele não terá dificuldade em rejeitar, pois é conhecedor do que lhe poderá ocorrer, caso se torne usuário. Uma campanha mais consistente de repreensão às drogas deveria ser implantada para evitar que ao menos os mais incautos estivessem preparados para dizer não na hora que fosse “atingido” pelos assassino ou traficantes. Segundo a revista “Veja”, “quanto mais cedo se experimenta uma droga, maiores são os riscos de se tornar viciado”.
O doce sabor do poderoso manjericão Humberto Figliuolo Farmacêutico
Na prevenção primária, o jovem deve ser alvo de um engajamento familiar por meio do carinho dos parentes e amigos”.
Se sabor e aroma são, tradicionalmente, os aspectos que mais despertam a atenção para o manjericão, há, ainda, outro bom motivo para dar créditos à sua utilização como tempero. Ele contém magnésio, cálcio, potássio e vitaminas como riboflavina, tiamina e piridoxina, que agem como anti-inflamatórias, protegem o coração e têm efeito broncodilatador. E tem mais, o manjericão ajuda a combater espasmos musculares e pode ser utilizado como antiasmático, como também em afecções das vias respiratórias e no funcionamento do sistema músculo-esquelético.
Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br
Diagramação Marcelo Robert Weiner Auzier
Repórteres Alita Menezes Camila Henriques
Revisão Marco Adolfs Antônio Fonseca www.emtempo.com.br
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Nome esquisito para uma doença bastante comum Uma dor inofensiva nas costas, que, com o tempo, passa para o resto do corpo. Essa é a espondilite anquilosante DIVULGAÇÃO
CAMILA HENRIQUES Especial EM TEMPO
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á ouviu falar em espondilite anquilosante? O nome pode parecer estranho, mas a doença é mais comum do que se imagina. Parte do grupo das espondiloartrites, ela se junta a problemas como a artrite reativa, psoriásica e a relacionada à doença inflamatória intestinal e que é mais frequente no sexo masculino. A doença tem início como uma inocente dor nas costas, que persiste até atingir outras regiões do corpo. Por ter aparência de um mal “genérico”, a enfermidade acaba não tendo a atenção devida. Segundo a médica Maria do Socorro Albuquerque, presidente da Sociedade Amazonense de Reumatologia, o problema acomete preferencialmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas. “A espondilite anquilosante juvenil, que começa antes dos 16 anos de idade, costuma iniciar-se como artrite, principalmente em grandes articulações dos membros
inferiores, ou entesite periférica”, afirma. A reumatologista explica que os sintomas de lombalgia (dor na região lombar, que pode piorar durante o repouso) começam alguns anos após o aparecimento dos primeiros sinais da do-
A espondilite anquilosante juvenil, que começa antes dos 16 anos de idade, costuma iniciar-se como artrite
Maria Albuquerque reumatologista
ença, na adolescência. Na vida adulta, a espondilite começa, geralmente, entre os 20 e 40 anos. “O sintoma típico é o início insidioso de lombalgia inflamatória causada por sacroileíte (inflamação na articulação do sacro). O acometimento
da coluna leva à perda da imobilidade, podendo ainda ocorrer artrite de grandes articulações, entesite, uveíte e osteoporose”, aponta. Radiografias bastam Feito a partir de critérios clínicos e radiológicos, o diagnóstico da doença pode demorar. Em média, são até 9 anos, entre o início dos sintomas e o momento em que a enfermidade é detectada. Por que isso acontece? A dor pode ser confundida ou “diminuída” pelo paciente, e a espondilite é difícil de ser diagnosticada em seu estágio inicial. Caso o diagnóstico seja tardio, a doença pode evoluir consideravelmente até acarretar uma incapacidade substancial ao indivíduo. “As evidências radiográficas de sacroileíte bilateral, que é o achado definitivo, em geral levam vários anos para desenvolver-se. A radiografia simples de bacia é indispensável, porque a sacroileíte radiológica é critério obrigatório para o diagnóstico da doença”, acrescenta a reumatologista.
A hidroterapia pode ser uma boa resposta para quem sofre com a espondilite anquilosante
Coisa de Mulher weralima@yahoo.com.br
VERA LIMA
Meninas boas ganham o céu Você já ouviu falar que as meninas boazinhas vão para o céu e as más vão à luta? Pois é, esta semana, remexendo nos meus inúmeros livros, uma das minhas paixões, diga-se de passagem, encontrei um livrinho que tenho há uns 10 anos e que aprecio bastante. O livro, para quem quiser resgatar, é de Ute Ehrhardt e vai contra todo aquele manual de bom comportamento que mulheres de minha geração (oh, my god) leram quando eram mocinhas e que servia para mostrar que mulheres devem ser bem comportadas se quiserem ganhar o céu (leia-se casa, marido, filhos, cachorro, gato e babá). Gosto do livro, hoje, como gostei dele desde a primeira vez que o vi. Talvez porque eu nunca tenha sido uma menina boazinha, embora tenha seguido quase todas as regras, casei, procriei, plantei uma árvore e escrevi um livro, que nunca publiquei. Mas o que me leva a escrever este artigo, tomando como base o livro de Ute, é uma pequena reflexão sobre duas personagens da novela Gabriela, que está sendo apresentada pela Rede Globo de Televisão. Duas figuras femininas me chamam a atenção na grande obra de Jorge Amado: Malvina e Gerusa, vividas respectivamente por Vanessa Giácomo e Luiza Valdetaro. A primeira é um projeto de feminista, ainda que acalente o sonho romântico de encontrar o seu príncipe encantado, de preferência um homem que lhe cante o amor em versos e prosas, mas que não lhe restrinja a liberdade. Por ou-
tro lado, Gerusa, embora tão romântica quanto a outra, é uma menina totalmente submissa e que nunca ousa levantar a voz para contrariar as determinações e a palavra sacramentada do avô, o coronel todo-poderoso, Jesuíno. Como se pode ver, o que essas duas mulheres, diametralmente opostas em comportamento, têm em comum, é a fé em um grande e verdadeiro amor que venha tirá-las daquele mundinho de submissão. Como a novela se passa no início do século 20, dá para entender a visão ainda bastante limitada dessas mulheres que almejam uma outra vida, em melhores condições, por meio do casamento. O que não se pode aceitar é que hoje, mulheres inteligentes, aparentemente emancipadas, esperem a oportunidade de ouro por meio de um casamento. Segundo Ute, “o problema é que, nas mentes de muitas mães, pais e filhas, ronda a crença de que na vida de toda mulher chega um momento em que ela se decide por um marido e filhos. Infelizmente, na maioria dos casos, a instrução e o grau de autonomia que ela adquiriu são indiferentes; o objetivo continua sendo o de conquistar um homem potente ao máximo, em todos os sentidos. A fim de assegurar esta façanha, existem regras claras, que transformam as mulheres em se-
res pequenos, inofensivos e bem comportados”. Pode parecer um pensamento retrógrado, mas, pelo que tenho visto, ainda hoje, laçar um homem tem sido o tema central na vida de uma boa parcela das mulheres. Modernas? Sim, com certeza, elas hoje trabalham, são independentes financeiramente, são tão bem preparadas quanto os homens, disputam cargos com a mesma competência e habilidade, mas ainda rondam em volta dos machos como moscas que circulam um bolo de padaria. Ávidas, ansiosas e inquietas. Não me tomem por avessa aos homens porque não sou, gosto deles tanto quanto essa maioria, e considero que eles sejam importantes em nossas vidas, como somos na vida deles. Afinal, ninguém gosta de ser sozinho a vida inteira, e ter um parceiro ou parceira pode ser uma benção. Mas também pode ser um inferno. Escolhas devem ser feitas com base no que é melhor para cada um e não pela necessidade de ter alguém ao seu lado, apenas para mostrar que não se está sozinho.
Psicologia versus fisioterapia A base genética ainda é o agente determinante no aparecimento do problema, mas os fatores ambientais também pesam. A espondilite anquilosante não tem cura, mas existem boas perspectivas terapêuticas. “O amparo psicológico e a fisioterapia, notadamente
a hidroterapia e cinesioterapia, são importantes na prevenção de limitações funcionais e na restauração de uma adequada mobilidade articular. Os antiinflamatórios não hormonais devem ser utilizados desde o início do tratamento. Já nos pacientes não responsivos de-
vem ser utilizadas drogas de base de ação prolongada em casos individualizados. Nos últimos anos tem sido comprovada a eficácia de uma nova classe de drogas de base, os agentes biológicos, em pacientes refratários ao tratamento convencional”, ressalta Alburquerque.
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Rompendo o pa O medo de represália e da falta de confiança dos pais faz com que as crianças, vítimas de violência sexual, não falem da agressão que estão sofrendo e, o silêncio, é a arma do agressor
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ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO
solamento, apatia, depressão, queda no rendimento escolar, agressividade e pensamentos suicidas, esse são apenas alguns dos distúrbios do comportamento que podem indicar que a criança ou adolescente estão sendo vítimas de abuso sexual. As investigações científicas indicam que as vítimas são afetadas de diferentes modos e em diferentes graus, assim como variam as maneiras e graus de recuperação. De acordo com a psicóloga cognitiva e comportamental, Adja Silveira, algumas crianças aparentam efeitos mínimos, mas outras podem desenvolver graves problemas sociais e comportamentais, como ações sexualizadas durante a infância, abuso de substâncias tóxicas, disfunção sexual quando adultos, medos e transtornos oriundos do estresse pós-traumático. “Os sintomas de evitação e a falta de sensibilidade refletem tentativas de se distanciar, psicológica e emocionalmente, do trauma. Várias crianças tentam evitar pensar no ocorrido, pois o pensamento aciona as reações emocionais e fisiológicas vividas”, destaca. Adja explica que são essas reações subsequentes ao sentimento de medo que fa-
zem com que as crianças se calem e façam o chamado pacto do silêncio, algo como “não pensar para não sofrer”. E o pior é que esse pensamento também é reforçado pelo ambiente familiar que diz “chega”, “esquece isso”, “o que passou, passou”. “Esse tipo de reação acaba tornando a recuperação da criança, vítima de violência sexual, mais dramática, ainda
Os sintomas de evitação e a falta de sensibilidade refletem tentativas de se distanciar, psicológica e emocionalmente, do trauma Adja Silveira, psicóloga
mais quando o abuso ocorre dentro da família, pois desvela as contradições familiares – por um lado responsável pela integridade da criança e pela transmissão de sentimentos de paz e de amor e de outro pela barbárie”, afirma a especialista. O sistema familiar costura um pacto de silêncio e a criança, por vergonha ou medo de represálias, desenvolve sentimentos de culpa
passando de vítima a ré. O psicólogo e coordenador do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), Valdemar Oliveira, reforça a importância de se quebrar o pacto do silêncio, salientando ainda que os pais devem estar atentos às mudanças de comportamento ou humor dos filhos, pois, na maioria das vezes, as crianças/adolescentes, falam da violência sofrida através de comportamentos como os citados acima e não diretamente através de palavras. “Ao notar algum comportamento fora do habitual e com sinais de agressividade ou depressão os pais devem tentar conversar de maneira tranquila e acolhedora com os filhos, estabelecendo um diálogo e um clima harmônico que propicie a fala da criança, caso realmente esteja acontecendo um abuso sexual”, conclui. Para Valdemar, contar a alguém de confiança o que está acontecendo é a única maneira que a criança tem para que realmente se rompa o ciclo da violência, uma vez que essa pessoa pode dar conhecimento do fato aos órgãos do Sistema de Garantia de Direitos, além de poder encaminhar a vítima para um acompanhamento psicológico, já que a maioria delas precisa de algum tipo de apoio especializado.
Recuperação no seio familiar
A criança traumatizada precisa receber tratamento psicológico e fazer terapia
Na terapia cognitivo comportamental é trabalhado o efeito do trauma sobre a criança, assim como as interpretações que os pais fazem sobre o ocorrido. Segundo a psicóloga Adja Oliveira, a terapia pode ajudar a criança a processar seus pensamentos e sentimentos sobre a experiência abusiva. “O objetivo é ajudar a família e a criança a dar
sentido e elaborar o evento, reduzir sequelas, evitar reincidências e construir resiliência”, comenta. Um dos mecanismos utilizados pelos profissionais que lidam com as crianças vítimas do abuso sexual é a psicoeducação, que trabalha a normatização das reações pós-traumáticas da criança, orientando os pais a também atuarem como
agentes terapêuticos fora das sessões clínicas. “Infelizmente, muitas vezes, a criança é trazida à psicoterapia de maneira tardia em decorrência de comportamentos disfuncionais”, lamenta a profissional, que garante que o apoio proporcionado pelos pais nãoofensores, à criança, é um fator importantíssimo para o ajustamento pós-abuso.
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acto do silêncio FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK
A quantidade de crianças e adolescentes que são vítimas de abuso dentro da própria família ainda é muito grande no país
Conceitos equivocados
Exploração, não prostituição
Valdemar Oliveira, coordenador do Cedeca, diz que ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, o abusador sexual raramente é um estranho. Na maioria das vezes é alguém muito próximo da criança/adolescente, pessoas do convívio e com quem a família mantém relação de confiança, afeto e respeito. São geralmente pessoas do sexo masculino, podendo ser o próprio pai, padrasto, tio, primo, avô, parentes, vizinhos, professores e também desconhecidos. “Quanto mais próximo o vínculo, mais difícil é para a criança revelar o abuso sexual e mais devastador é do ponto de vista psicoemocional. O fato de ter a autoridade legitimada por ser adulto, de ter a confiança da criança, ser mais forte, confere ao abusador um
O abuso sexual, por sua vez, trata-se da prática de atos sexuais com crianças ou adolescentes mediante violência ou grave ameaça. O abuso pode ser caracterizado através dos crimes de estupro e atentado violento ao pudor, ambos considerados pela lei como hediondos e com penas de 6 a 10 anos de reclusão. De modo geral, a violência sexual pressupõe uma relação entre um adulto e uma criança/adolescente que visa a gratificação sexual do adulto, que utiliza de seu poder para manter a criança em silêncio, com objetivo de ter satisfação sexual.“Vale lembrar que o abuso sexual não se configura apenas com a relação sexual propriamente dita, ele vai desde carícias, manipulação da genitália, palavras obscenas, expo-
poder que é utilizado para a consumação do abuso”, comenta. Outra dúvida frequente em relação ao tema é sobre a diferença entre abuso e exploração sexual, na verdade, ambos se caracterizam como violência sexual. A diferença está no fato de que na exploração sexual, há uma utilização sexual de crianças e adolescentes com fins comerciais e lucrativos. “Quase sempre existe a participação de um (a) aliciador(a), pessoa que lucra intermediando a relação entre a criança/adolescente e o usuário ou cliente”, completa Valdemar. A exploração sexual também é caracterizada pela produção de materiais pornográficos, como vídeos, fotografias, filmes e sites da internet.
sição indevida da imagem da vítima, exposição dos órgãos genitais, sexo oral, anal ou genital”, salienta Valdemar. “Daí dizermos que criança e adolescente são exploradas, nunca prostituídas, porque elas são vítimas de um sistema de exploração comercial da sua sexualidade”, pontua. A exploração sexual é muito frequente em cidades turísticas, portuárias e de entroncamentos rodoviários, além de áreas de garimpos. Deve ficar claro que a violência sexual é considerada uma violência porque parte-se do princípio de que uma criança ou adolescente ainda não tem maturidade bio-psico-sexual para consentir esse tipo de atividade sexual, podendo vir, ou não, acompanhada de violência física.
Quando se sentir ameaçado ou vítima de abuso, o jovem deve procurar ajuda denunciando a situação ou delatando a pessoa
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De onde vem o câncer? Hábitos alimentares? Fator genético? Hereditariedade? Saiba o que favorece o aparecimento dessa doença que tanto assusta a população e quais os alimentos que podem lhe ajudar a evitar o mal que tem causado tantos óbitos CAMILA HENRIQUES Especial EM TEMPO
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pesar de ainda não ter sido descoberto, o caminho para cura do câncer pode ser encurtado caso haja um entendimento maior sobre o que ocasiona a doença. Existem mil teorias e, por que não dizer, várias “lendas urbanas” no que diz respeito às origens do problema. O oncologista clínico William Fuzita explica que o desenvolvimento da doença pode de fato estar relacionado aos hábitos do indivíduo ou a fatores internos, como alterações genéticas. “Epidemiologicamente, 10% dos tumores malignos têm origem genética, 30% familial e 60% esporádicos”, aponta. Nesse sentido, os 10% originários da genética denotam a hereditariedade de alguma alteração, o que resulta em um risco de 85% no aparecimento do câncer. Já os 30% podem ser observados em grupos familiares que apresentam uma concentração de vários tumores ou associação de tumores malignos maior do que a população em geral. “Podemos citar uma família que tem o hábito de ingerir muita farinha, poucas frutas, legumes e vegetais; devido a esse costume alimentar ser “normal”, há um aumento do número de câncer nesse grupo”, exemplifica Fuzita. As neoplasias malignas esporádicas representam 60%,
ou seja, a maioria dos tumores, cujo risco não é transmitido às gerações seguintes. “Estão relacionados às infecções por micro-organismos como: HPV (câncer de colo do útero, pênis, canal anal, cavidade oral) que é transmitido pelo contato sexual sem preservativos; hepatite B e hepatite C (associado ao câncer do fígado) transmitidas pela relação sexual sem preservativos e por contato com sangue e derivados de pessoas infectadas”, explica. Contudo, a grande dúvida da
MULHERES
Segundo oncologistas, as mulheres são mais suscetíveis aos efeitos do álcool e isso pode ser um fator a mais para o aparecimento de câncer de mama no sexo feminino população é se a alimentação – e, em especial, as bebidas – influi no aparecimento da doença. Recentemente, um estudo da Universidade de Washington, nos EUA, apontou que meninas adolescentes que consomem bebidas alcoólicas em demasiado têm mais facilidade para desenvolver um câncer de mama. “A ingestão abusiva de álcool está associada ao desenvolvimento dos tumores de mama, pâncreas, fígado, cavidade oral. Pode haver sinergismo entre
os fatores de risco, como por exemplo, o etilismo e o tabagismo com a infecção pelo HPV podem multiplicar o risco de desenvolvimento dos tumores malignos da cavidade oral”, confirma o oncologista. A bebida alcoólica é absorvida de uma maneira muito mais eficaz na mulher. Ela sente os efeitos do álcool muito mais rápido que o homem, e isso pode fazer diferença no desenvolvimento de doenças mais precocemente na mulher que bebe do que no homem. Portanto mesmo uma quantidade moderada de álcool, pode elevar o risco para o desenvolvimento do câncer de mama no sexo feminino”, acrescenta. Fuzita explica que não existem evidências claras de quais componentes alimentícios podem contribuir para o crescimento de tumores, mas manter uma dieta saudável e equilibrada diminui o risco não só de câncer, mas também de doenças cardiovasculares e degenerativas. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta a ingestão de apenas 500 gramas de carne vermelha por semana. Já a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) orienta o consumo de apenas 200 gramas de carne vermelha por semana por indivíduo. Infelizmente a maioria da população consome uma quantidade maior que o preconizado, tendo assim um consumo grande de gordura saturada”, afirma.
Os vilões da alimentação No caso de tumores específicos, como o câncer de cólon, alimentos defumados podem ser nocivos. Outro fator se risco é a obesidade, ainda mais se causada por fast foods e refrigerantes, considerados por Fuzita como os grandes vilões na alimentação dos brasileiros. “Devido a sua grande concentração calórica, principalmente nos refrigerantes, as pessoas tem ingerido uma quantidade energética muito maior
que o necessário, promovendo o ganho de peso descontrolado. Observa-se um aumento do risco em todos os tumores malignos com a obesidade”, ressalta. Portanto, evitar o sedentarismo pode prevenir o desenvolvimento e até a recidiva do câncer em pacientes já tratados. A prática de exercício físico leva a um melhor controle do peso, além de estimular o sistema cardiovascular, combater o estresse e
permitir uma melhor distribuição sanguínea pelos tecidos do corpo. “Resumindo, podemos prevenir os tumores malignos com algumas medidas: evitar o cigarro; ingerir com parcimônia bebidas alcoólicas; praticar atividade física; ter uma alimentação saudável; vacinar-se contra a hepatite B e o HPV; consultar regularmente o seu dentista e seu médico para exames preventivos”, conclui o oncologista.
Ainda não existem evidências científicas de que alimentos podem contribuir para os tumores
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Na hora de malhar, qual o ideal para emagrecer? Passar horas fazendo musculação ou treinar o corpo de maneira disciplinada com o pilates? O que fazer para perder peso com saúde? VERA LIMA Equipe EM TEMPO
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A musculação deve ser feita com orientação de profissional
s diversas modalidades de exercícios oferecidos atualmente nas academias leva os praticantes a dúvidas quanto aos resultados práticos e benefícios que podem ser conseguidos a curto, médio ou longo prazos. É o caso da musculação, comumente procurada por quem quer ganhar massa muscular, perder peso e definir o corpo, e o pilates, mais visado por pessoas que querem definição, mas que também pretendem trabalhar postura e flexibilidade. A prática da musculação, de maneira regular, visa oferecer uma considerável vantagem na melhoria da parte estética, com a consequente eliminação da gordura e aumento da massa muscular. No caso do pilates, que além das inúmeras vantagens já anunciadas hoje também tem merecido a atenção de médicos e cientistas, que veem na prática não apenas uma forma de malhação, mas um caminho para a saúde integral com ganho adicional de força e flexibilidade, os benefícios são inegáveis, e os resultados, segundo praticantes e especialistas, já pode ser observado em apenas dez sessões. Segundo pesquisa realizada no Centro de Saúde da Turquia com um grupo de 38 mulheres sedentárias, após cinco semanas do início das aulas o corpo já respondia aos estímulos dados pelos exercícios. Em 21 voluntárias submetidas à técnica houve aumento da força nos músculos abdominais e melhora na flexibilidade. Se na malhação você tem que ter força para executar bem os exercícios, no pilates é mais importante fazer bem-feito. Não
Personal Fitness Club
FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK
há pressa, o que interessa é que as posturas sejam executadas de maneira correta. Opinião de especialistas Na opinião do personal trainer Jean Santos Silva, da academia Personal Fitness Club, a melhor atividade para ganhar massa muscular é a musculação, pois ela permite evoluir de forma gradativa
Aulas de pilates com supervisão de Adriane Monteiro
EQUILÍBRIO
A fórmula ideal para chegar à boa forma é malhar pelo menos três vezes por semana e intercalar as aulas de pilates com o treino de musculação. Isso tudo sem esquecer a alimentação correta a intensidade e o volume de treinamento. Segundo ele, se o objetivo é definir o corpo, a atividade aeróbica (corrida, ciclismo, natação) feita em paralelo com atividades como musculação e pillates pode render excelentes resultados. Na avaliação da professora de pilates, Adriane Monteiro, o método não é o mais indicado para perder peso, embora possa contribuir. “ No pilates trabalhamos corpo e mente, os músculos mais profundos, com o objetivo de fortalecer o powerhouse (abdômen, parte inferior das costas e glúteos) para se manter uma postura correta”. Ela reforça que, quando associado com o exercício aeróbico para aumentar a frequência cardíaca até o limiar para que ocorra a queima da gordura, com certeza se chegará ao objetivo, que é a perda de peso, mas essa não é a finalidade do pilates”.
Postura correta e respiração são fundamentais no pilates DIVULGAÇÃO/STCK
Hidratação durante os exercícios Durante a atividade física, o corpo perde uma grande quantidade de água e sais minerais pelo suor, com o objetivo principal de equilibrar a temperatura corporal. A quantidade de suor expelida vai depender de diversos fatores, como a temperatura ambiente, a umidade relativa do ar e o grau de intensidade da atividade física. Em alguns casos, essa perda pode ser superior a 1,5 litro por hora. A água é fator essencial para o bom funcionamento do organismo em todos os seus aspectos, daí a importância de uma boa hidratação para quem deseja fazer uma atividade física saudável e ter uma boa atuação. A ingestão inadequada de líquidos durante a atividade física pode levar a um quadro de desidratação. Mas os riscos não param por aí e, em alguns casos, pode até causar distúrbios eletrolíticos como a hipo-
natremia (quantidade baixa de sódio no sangue) que levam a uma queda de performance e risco de sérias complicações. A nutricionista Arlene Pacheco, personal diet da academia Personal Fitness Club, garante que é importante ingerir muita água durante o dia, mesmo quando não se está praticando atividades físicas, porque a hidratação adequada ajuda no equilíbrio do organismo e até contribui quando o objetivo é perder peso. Arlene adverte que não se deve esperar sentir sede para tomar água; que o mais correto é transformar isso em um hábito e ingerir um mínimo de dois litros do líquido por dia. Quem pratica atividades físicas deve ficar atento para evitar a desidratação e ingerir líquidos, de preferência água ou suco natural, antes dos exercícios. Em atividades mais intensas ou competições, é interessante a ingestão de
cerca de 500 ml de líquidos de duas a três horas antes, permitindo que o atleta inicie a atividade física bem hidratado e que tenha tido tempo para que o organismo eliminasse quantidades excedentes. Durante a atividade física, devem ser ingeridos cerca de 400 a 1.000 ml de líquidos por hora, por meio de pequenos goles a cada 15 a 20 minutos.
SERVIÇO ONDE VOCÊ ENCONTRA O MELHOR Onde: Rua Acre, 66, Nossa Senhora das Graças Informações: 3584-0317 e 35842115. Para repor o líquido durante os exercícios é importante tomar muita água nos treinos
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Saúde
e bem-estar
MANAUS, DOMINGO, 19 DE AGOSTO DE 2012
Os pecados que contam nos ponteiros da balança Congresso inédito no Brasil reúne especialistas e discute o aumento de peso em boa parte da população brasileira DIVULGAÇÃO/STCK
VERA LIMA E ASSESSORIA Equipe EM TEMPO
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evantamento do Ministério da Saúde aponta que, no Brasil, atualmente 48,5% dos adultos têm excesso de peso, enquanto os casos de obesidade já atingem 15,8% da população. Essa estatística, relativa à obesidade, tem alterado a situação epidemiológica e nutricional da população e é considerada preocupante em diversos países da América Latina. No país, foi registrado aumento do excesso de peso nos últimos 6 anos. Para o médico Alfredo Halpern, endocrinologista da USP e criador da “Dieta dos Pontos”, o excesso de peso é um problema que envolve inúmeros fatores que devem ser considerados para promover uma redução do peso. “Há muitos mecanismos envolvidos no ato de comer. Nem sempre uma pessoa come apenas porque tem vontade, ou seja, quando tem fome. Temos questões fisiológicas importantes envolvendo saciedade e compulsão alimentar, por exemplo. No caso da obesidade, há um descontrole de algumas substâncias no corpo que interfere diretamente na
quantidade de alimentos ingerida. Na verdade, o simples ato de comer sofre influência de todo o organismo”, alerta. Como agravante desse quadro, o especialista esclarece que as dietas só funcionam com 20% das pessoas de forma eficaz e com a garantia da perda e manutenção do peso. “Cada pessoa tem uma deman-
COMER CERTO
Há muitos mecanismos envolvidos no ato de comer e, segundo especialistas, nem sempre uma pessoa come apenas porque tem vontade, ou seja, quando sente fome. Existem outros fatores da energética. Há diferenças entre as necessidades nutricionais de cada pessoa, algumas têm mais necessidade de açúcar, outras de gordura. Isso acontece porque há estímulos que a fazem comer mais ou menos, e temos que contrabalancear esses mecanismos na dieta daqueles que tem características mais marcantes para
o sobrepeso”, avalia. Ainda de acordo com o médico, perder peso não é uma questão tão simples, mas uma dieta equilibrada, balanceada pela ingestão de uma variedade de alimentos, aliada à prática de atividade física regular continua sendo fundamental para manter o peso em nível que não comprometa a saúde. Segundo pesquisa publicada na revista médica “Lancet”, um terço dos adultos não pratica atividades físicas, e os países com as populações mais sedentárias da América Latina são Argentina, Brasil e República Dominicana. Reunião de especialistas O Simpósio Balanço Energético, da Série Científica Latinoamericana, reuniu, esta semana, especialistas no Guarujá-SP, para discutir temas de saúde, dentre eles a obesidade e a prática de atividades físicas, com o objetivo de estabelecer consensos científicos que contribuam para a conscientização por um estilo de vida ativo e saudável. O congresso, promovido pelo Instituto de Bebidas para Saúde e Bem-Estar, aconteceu pela primeira vez no Brasil.
As facilidades de alimentos prontos contribuem para formar crianças e adolescentes gordos