Caderno F
MANAUS, DOMINGO, 17 DE MAIO DE 2015
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Saúde
e bem-estar
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As diferenças entre cesárea e parto normal
(92) 3090-1017
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Enxaqueca infantil é coisa séria
Dores de cabeça também podem ser comuns em crianças, e ajuda especializada é a melhor saída para um diagnóstico correto ALIK MENEZES Especial EM TEMPO
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efaleia crônica, ou enxaqueca, não é brincadeira. A situação fica ainda mais complicada quando atinge os pequenos. Estando intimamente ligada à alimentação inadequada e diminuição das horas de sono, a dor de cabeça que é muito comum entre os adultos, com o passar dos anos e os novos hábitos diários, já atinge crianças. Elas têm apresentado o quadro clínico sério, e que interfere e prejudica o rendimento escolar. O pequeno Ítalo Silva Borges, 7, sofreu com as dores durante alguns meses. Segundo sua mãe, Regina Borges, o filho começou a se queixar de dores na cabeça e ela, também, percebeu que o pequeno estava mais quieto, sonolento e apresentado queda no rendimento escolar. “Ele sempre foi uma criança ativa, brincalhona, com bom desempenho na escola, muito elogiado pelas professoras. Aí, subitamente, ele começou
a mudar”, lembra Regina. A mãe de Ítalo não pensou duas vezes e procurou ajuda especializada. Foi nesse momento que chegou o diagnóstico: o estudante sofria de enxaqueca infantil. “Achei estranho porque sempre achei que fosse coisa de adulto. Não achei que meu filho poderia ter isso. Quando me disseram, lembrei que às vezes ele chorava de dor”, disse. O espanto não parou por aí. Informada que as dores, possivelmente, tivessem ligação, principalmente, com a alimentação (inadequada ou sem horários certos) e a má qualidade do sono, a mãe começou a planejar mudanças na rotina de Ítalo. “Saber disso foi outra surpresa e, a partir daí, comecei a verificar onde estava errando e mudando. Também fizemos a medicação por algum tempo. Hoje meu filho está ótimo, voltou a ser o que era”, comemora Regina. Causas comuns De acordo com a neurologista infantil Tatiana Teles, a enxaqueca é a causa mais comum de cefaléia (dor de cabeça) crônica tanto em adultos quanto em crianças. Entre os fatores para a doença a médica cita a diminuição das horas de sono, jejum e horários irregulares das refeições. “Além de alimentos como queijo, chocolate, cafeína, frutas cítricas e álcool podem influenciar nas crises. Na infância, pode durar de 1h até 72h”, informa.
Tatiana orienta que os pais devem ficar atentos para possíveis novos hábitos. “Especial atenção deve ser dada aos adolescentes, particularmente, para a possível relação com o uso de álcool ou tabaco, também descritos como fatores desencadeantes dessa dor”, destaca. Após diagnosticado o tipo de cefaléia, a medica orienta que o tratamento seja seguido corretamente – que pode ser com uso de medicação ou não. De acordo com a Tatiana Teles, na infância a prevalência desse tipo de dor de cabeça é mais comum em garotos de até dez anos e nas meninas a partir dessa idade. No caso dos adolescentes, estudam apontam a prevalência crescente. “No caso dos adolescentes, o uso de álcool, estresse emocional e os outros fatores já apresentados aqui podem justificar este fato epidemiológico”, analisa. A neurologista alerta que as fortes dores impossibilitam a permanência do aluno na sala de aula. Ela destaca ainda fatores como fotofobia (sensibilidade ou aversão a luz) pode agravar as crises e afeta a concentração. “Uma atenção especial deve ser dada para dificuldade escolar recente, distúrbios agudos do comportamento, que podem se relacionar com cefaléias secundárias e merecem uma investigação diagnóstica específica ”, concluiu.
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João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
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Alguns aspectos familiares de Platão Platão nasceu em Atenas, no ano de 428 ou 427 a.C. no demo de Colitos. O filósofo tinha dois irmãos mais velhos, Adimanto e Glauco, e uma irmã, Potone. O pai, Aríston deve ter morrido cedo, pois a mãe voltou a casar com Pirilampo, com quem teve um filho chamado Antífon. Quando Platão morreu, só restava da família uma criança chamada Adimanto, neto do seu irmão. O grande pensador grego fez dele o seu herdeiro e as fontes o registram como membro da Academia no tempo de Xenócrates. Na Grécia antiga, era costume escolher o mesmo nome do avô para o primeiro filho, desta forma é provável que Platão tivesse o nome de Arístocles, como o avô. Existem dúvidas das razões pelas quais prevaleceu o nome Platão, aliás, comum naquela época. Diógenes Laércio conta que esse nome lhe foi dado pelo seu professor de ginástica por causa da sua estatura, contudo não existe consenso entre os historiadores sobre essa questão. A família de Platão possuía uma propriedade próxima de Kefissia, no Cefiso, onde o filósofo, certamente, aprendeu a amar a vida no campo, talvez pela exigência da melhor educação, deve ter passado a maior parte
da infância na cidade. Como parte desse aprendizado esmerado, como convinha à criança de família rica, aprendeu primeiro a honrar os deuses e a observar os ritos da religião. Platão guardaria durante toda a vida esse respeito pela religião e iria torná-lo claro no livro Leis. Além da ginástica e da música, que constituíam a outra base da educação ateniense, também estudou desenho e pintura. Nessa fase, compôs tragédias, poemas líricos e ditirambos. O estudo da filosofia foi orientado por Crátilo, um dos discípulos de Heráclito. Com vinte anos de idade teve o primeiro encontrou com Sócrates. Desajeitado e trajando vestes descuidadas, o reverso dos sofistas, Sócrates começou a falar nas praças. A profundidade dos discursos sempre procurando verdades e valores mais sólidos fez com que, pouco a pouco, aumentasse o número de discípulos e de admiradores. Uma das maiores determinações de Sócrates era a busca dos conhecimentos verdadeiros e universais, identificados por ele na virtude. Com a arma da ironia, levava o seu interlocutor a descobrir dialeticamente a falta de base de suas opiniões e, em conseqüência, a própria igno-
rância fundamental. Continuando o diálogo, conduzia o interlocutor, pelo método da indução, a passar do particular para o geral, fazendo nascer - maiêutica - o conhecimento verdadeiro por meio das definições do saber racional, universal e imutável, a essência da realidade. Sócrates negava o valor da autoridade e da tradição como critério de verdade e optou pela reflexão livre e convicção racional. Argumentava sobre a certeza objetiva da própria razão, fundamentalmente, como a capacidade humana de se conhecer “conhece-te a ti mesmo. Pretendia organizar de modo racional e ético a vida pessoal e coletiva identificando o conhecimento à virtude, posição também adotada por Platão. Contudo, é importante ressaltar que Sócrates não ensinou o que é o bem - conteúdo -, mas ressaltou o caminho do bem - método. Essa postura socrática, inclusive a dura crítica às aparências, se por um lado prepararam o gênio de Platão, por outro foi tragicamente mal entendido por outros discípulos. Sob essa terrível denúncia, Sócrates foi acusado de perverter os jovens e de ser ateu. Condenado à morte, pagou com a vida a sua extraordinária busca da verdade.
João Bosco Botelho Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
A profundidade dos discursos sempre procurando verdades e valores mais sólidos fez com que, pouco a pouco, aumentasse o número de discípulos e de admiradores”
Derrube um mito e saiba mais sobre os tipos de dengue Na segunda vez em que a pessoa pegar dengue ela necessariamente desenvolverá a forma hemorrágica. Essa afirmação é um mito. Há quatro tipos de vírus da dengue, e o quarto tipo é o que causa a dengue hemorrágica. Se a “primeira dengue” for do tipo 4, o doente desenvolverá dengue hemorrágica. “O que acontece é que se a pessoa pegou a primeira vez algum dos outros tipos da dengue, a chance de ela pegar o tipo 4 é maior”, diz a infectologista do Hospital Beneficência Portuguesa, Eliane Tiemi, explicando que aí só faltariam três tipos para pegar. A dengue hemorrágica causa um tipo de inflamação no corpo que faz os vasos sanguíneos ficam extremamente frágeis, podendo romper-se com facilidade, causando hemorragias.
Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com
Vencendo desafios Muitos gostariam de ter nascido em outras eras, outros em outras décadas, a enfrentar o momento histórico em que vivemos. Sem dúvida um caos, mergulhado numa profunda crise, em que a pergunta é: quando sairemos desta situação? Corrupção e Drogas. No primeiro assunto, cada centavo no bolso do corrupto ele com certeza tiraram a alimentação e a escola de milhões de brasileiros. Isto confirma uma das teses mais transparentes do momento: o Brasil está dividido entre necessidade cientifica e a necessidade social. O segundo assunto é sobre a drogatização. Esta bola de neve cresce desgovernada, alcança cada vez mais vítimas que estão na mira de muitos que ganham com este tipo de miséria. O que fazer e como? O assunto agora é a descriminalização do uso de drogas. No meu ponto de vista, se você tem um filho ou um neto usuário de drogas é quem poderá dizer que a droga seja liberada ou não, pela experiência vivida nesse inferno maldito que é o mundo das drogas. É difícil acreditar que em pleno século XXI, na era da difusão livre de informações, ainda existam jovens que enveredam por esse caminho sem volta. Abominamos esse comportamento. Onde estão os pais
nessa hora? O que esses jovens precisam é de limites! Os jovens estão tentando encontrar um limite para as possibilidades de obter sensações diferentes, que são provocadas por substancias químicas. A grande indagação, aliada a uma sensação de impotência, fica sem resposta: por que nós, adultos mais maduros, não conseguimos evitar que tudo o que é relatado pela imprensa e que acontece todo dia? Isso necessita de uma política pública para o tema até a responsabilidade dos pais a respeito do comportamento do filho. O futuro está mais que ameaçado. Enquanto tivermos em nossa sociedade, especialmente na classe média, os párias do consumo que financiam o tráfico, será que perderemos para o crime organizado? A idade de todos esses jovens assusta e reforça o grau de comportamento que boa parte deles tem com as drogas. A maioria entra nesse caminho porque não teve muitas escolhas e, ninguém estava lá para impedi-los. Está na hora de o Poder Público entrar de verdade na luta contra o tráfico de todas as formas impedindo-o e também evitando que mais jovens sejam recrutados. É uma tarefa que exige humildade, disciplina, determinação e idea-
lismo perseverante. O futuro está mais que ameaçado. Aumento de prisões e apreensões relacionadas ao tráfico e consumo de entorpecentes leva a polícia a comprovar a prática já tomou conta de todas as zonas da cidade. Temos que reconhecer que ainda é necessária uma ofensiva bem maior para coibir o aumento de bocas de fumo. O consumo de drogas causam graves danos à saúde do consumidor, atingindo de modo especial, à juventude, que merece ser preservada, pois representa a esperança de um futuro melhor para a nossa pátria. Se as medidas de controle, fiscalização e repressão são oportunas e necessárias, bem como a difícil tarefa de reabilitar os dependentes em drogas. A nossa esperança maior está na prevenção. Indiscutivelmente a prevenção terá de ser efetuada em três níveis na família, na escola e na sociedade. O governo faz muito pouco no combate ao consumo de drogas em nosso Estado, que tem aumentado muito e sem dados estatísticos coerentes. Não podemos virar as costas para um problema dessa natureza. Temos enfim, de nos unirmos no sentido de se não erradicar o problema, ao menos possamos minimizá-lo.
Para relaxar, a melhor pedida é a respiração! Humberto Figliuolo farmacêutico
A idade de todos esses jovens assusta e reforça o grau de comportamento que boa parte deles tem com as drogas”
Exercícios que ajudam a relaxar o corpo e a mente podem oferecer uma série de benefícios físicos e emocionais. Um bom exemplo são os exercícios respiratórios controlados, que podem ajudar a acalmar em situações de tensão. Segundo a Clínica Cleveland (EUA) entre os possíveis benefícios dos exercícios que acalmam a mente o corpo estão a redução da ansiedade e melhor controle da dor, a melhora do sono, além da menor necessidade de medicamentos para a dor após cirurgias e menos complicações póscirúrgicas, menor tempo de internação e recuperação mais rápida. Respirar fortalece o sistema imunológico e dá maior sensação de bem-estar e controle.
Expediente Editor Mellanie Hasimoto mellzis@gmail.com Repórter Alik Menezes
Revisão Dernando Monteiro
Diagramação Adyel Vieira
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Principais cuidados com o recém-nascido Para as mães de primeira viagem, pediatra ensina o que é preciso ser feito para cuidar do bebê no comecinho
O
s primeiros momentos do bebê em casa podem ser um pouco assustadores para as mamães de primeira viagem. Sempre há a preocupação daquilo que se pode ou não fazer e qual a maneira correta. E na hora do banho? Como segurar o bebê? A água esta quente demais? Quando alimentálo? Qual a posição certa para dormir? Para esclarecer essas duvidas e orientar os pais, a pediatra e neonatologista Claudia Conti fala sobre o assunto. Desde o começo da gravidez já começam os preparativos para a chegada do bebe, mesmo assim a médica explica que é normal ao chegar em casa e tudo parecer mais difícil do que foi ensinado na maternidade, “A mulher nasce com o instinto maternal, e mesmo que sintase insegura, aos poucos as duvidas vão sendo sanadas e ela se sente mais segura e percebe que é mais capaz do que imaginava e que não é tão difícil assim”, explica a médica do Hospital e Maternidade São Cristóvão. O choro Quando o bebê está chorando nem sempre é por fome. A criança que chora
Importante saber para prevenção da morte súbita: 1. Evitar que o bebê durma de barriga para baixo ou de lado, dar preferência à posição supina; 2. Não agasalhar excessivamente e manter o quarto ao redor de 22º C; 3. Não usar colchões e travesseiros muito macios; 4. Dormir no mesmo quarto, mas sem compartilhar o leito com a criança; 5. Não tomar bebidas alcoólicas nem fumar durante a gravidez; 6. Jamais expor o bebê à fumaça de cigarro.
por esse motivo, se acalma assim que mama, o que não ocorre quando o choro é de cólica. Podemos tentar acalmar o bebê, identificando primeiramente o motivo. Se ele estiver chorando querendo atenção, segurá-lo no colo, massageando as costas ou a barriguinha, transmite a segurança que ele precisa para se acalmar. Hora do banho Este é um dos momentos mais especiais para a relação mãe e filho. Prepare o local do banho, separando tudo que for necessário, toalha e sabonete liquido. O melhor horário é sempre o mais quente, de preferência na hora do almoço. Evite sabonetes normais, perfumes ou até mesmo o talco muito odoroso, pois podem causar alergia no bebê. Para proteger a pele das partes íntimas, prefira um creme específico para esta faixa etária. A banheira deve estar bem limpa e com a temperatura da água agradável ao toque, que ocorre por volta de 36,5º. Em caso de dúvida, utilize o dorso de sua mão para sentir a temperatura da água. Inicie a lavagem pelo rosto e pela cabeça e depois lave o resto do corpo. Não se deve esfregar
a pele, para evitar lesões. Ao retirar o nenê da água, envolva-o em uma toalha macia. Providencie para que o trocador fique perto do local do banho, para que a criança não tome correntes de ar. Seque, cuidadosamente, as dobrinhas e o umbigo. O umbigo, aliás, deve estar sempre limpo. E, para isso, no banho lave com água e sabonete líquido glicerinado (indicado para o recém-nascido), seque- o bem e faça a limpeza diária de 4 a 5 vezes ao dia com álcool 70% e cotonete. É normal que ocorra um leve sangramento. Trocando as fraldas Lave bem as mãos todas as vezes que for manipular o bebê. Forre sempre o local onde será feita a troca. Use algodão molhado em água morna ou óleo especial, para remover resíduos de fezes ou urina. No caso das meninas, os movimentos de limpeza devem ser feitos de frente para trás, para não trazer resíduos de fezes para a uretra e vagina. Para prevenir assaduras, passe um creme protetor à base de óxido de zinco. Visitas As visitas devem ocorrer de
7 a 10 dias após o nascimento. Este tempo é importante para a recuperação da mãe e para que o organismo do bebê crie defesas. Pessoas com problemas de saúde, principalmente doenças infecciosas, devem evitar as visitas. Banhos de sol Os banhos de sol ajudam a sintetizar vitaminas importantes e diminuir a icterícia do recém-nascido, que é comum na primeira semana de vida. De preferência ao período matinal (entre 9h e 10h). No berço Hoje a posição mais indicada pela Academia Americana de Pediatria é de barriga para cima principalmente durante a noite. Nesta posição, ele não corre o risco de engasgar, caso regurgite. Além disso, é uma posição segura em relação à Síndrome da Morte Súbita do RN. Durante o dia, re-
comenda-se que mantenha a mesma posição (barriga para cima) Os recém-nascidos dormem bastante, entre 17 e 18 horas por dia nas primeiras semanas de vida e 15 horas por volta do terceiro mês. Ainda assim, eles quase nunca dormem mais que três ou quatro horas por vez, seja durante o dia ou à noite.
O pediatra saberá orientá-la sobre as vantagens do aleitamento materno e esclarecer todas as suas dúvidas
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Natural ou cesárea? Número de partos por cesariana ultrapassa média estabelecida pela OMS e aumenta casos de nascimentos prematuros no Estado
A
gravidez é um dos momentos mais importantes da vida da mulher, são nove meses de muita espera e expectativas, tanta coisa para organizar, providenciar, tudo deve estar pronto e perfeito para receber a criança que está a caminho. E no meio de tantos afazeres e preocupações, a escolha do tipo de parto é, sem dúvida, um dos pontos que mais afligem a futura mamãe: cesárea ou normal? A questão deveria ser discutida desde os primeiros meses do pré-natal, entre o médico e a gestante, mas segundo a Organização Mundial de saúde (OMS), a falta informação ainda é o principal fator do alto índice de partos feito por cesarianas no Brasil. De acordo com pesquisa realizada pelo órgão, o país é o recordista mundial de parto por cesáreas, só na rede pública eles representam 52% do partos realizados, enquanto na rede privada este número pode chegar a 90%, fato preocupante, já que o índice recomendado pela OMS é de apenas 15%. Por isso o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde (ANS) que é a reguladora de planos de saúde no Brasil, desenvolveram projetos de incentivo ao parto normal. A ideia é reduzir consideravelmente o número de cesáreas nas maternidades do país, aplicando-as somente quando houver risco para mãe ou para o bebê como explica a Ginecologista e Obstetra do Hapvida Saúde Nelma Gonçalves: “Quando as condições clinicas materna e fetal não são favoráveis, a cesárea é indicada como nos casos de desproporção fetopélvica absoluta, apresentações anômalas (pélvica, córmica, etc) e doenças maternas (Eclampsia, Cardiopatias, HIV)”. O Amazonas é o segundo estado da região Norte que mais realiza este tipo de parto, são 47%, o estado só fica atrás do Pará que tem uma média de 50%. A cesárea apesar de ser realizada com muita segurança, por ser uma intervenção cirúrgica, apresenta muitos riscos tanto para mãe, quanto para o bebê se comparado ao parto normal. Este tipo de parto aumenta o risco de infecções e hemorragias na mãe e o risco de nascimento prematuro para o bebê, já que não é possível calcular com exatidão a idade gestacional. A melhor opção Nos últimos dias, o nascimento da princesa Charlotte Elizabeth Diana, segunda filha do casal real William e Kate, pautou a mídia internacional e gerou polêmica, isso porque a Kate Midddleton e Charlotte receberam alta do hospital
apenas algumas horas após um parto normal. A saída foi comemorada com muitas fotos e teve até direito a salto alto, o público ficou perplexo e muito se especulou sobre a real data do nascimento da princesa. A rápida recuperação da duquesa chamou a atenção da sociedade e de profissionais da saúde e trouxe à luz um tema bastante atual, “o parto normal como melhor opção para a mãe e para a criança” como explica o obstetra do Hapvida Saúde Lourivaldo Rodrigues: “A grande vantagem do parto normal é que, logo após o nascimento da criança, a mãe já pode ter nos braços o seu filho e iniciar a amamentação imediatamente. Já tive pacientes que, ao término do parto, levantou-se da mesa carregando o filho como se nada tivesse acontecido. Isso jamais acontece quando o parto é cesárea”. É fato que muitas gestantes optam pela cesárea por temerem as dores do parto normal, o que a maioria não sabe é que mesmo neste tipo de parto é possível fazer uso de técnicas para alívio da dor ou mesmo o uso de anestesia que ajudam a amenizar as contrações sem impedir a participação direta da mãe no parto, como explica a obstetra do Hapvida Saúde Nelma Gonçalves: “Existem inúmeras técnicas do alivio da dor no trabalho de parto, dentre elas, a técnica do apoio psicoemocional continuo durante o trabalho de parto e métodos anestésicos como bloqueio local realizado pelo obstetra que é o bloqueio de nervo periférico ou paracervical, e também o realizado pelo anestesista que é a analgesia peridural continua, técnica de escolha em analgesia de parto e está indicada no final do primeiro período e durante o segundo período do trabalho de parto”.Lourivaldo Rodrigues lembra ainda, que apesar de evitar a dor no momento do parto, a cesárea apresenta um quadro de recuperação bastante lento e doloroso, além de limitar a mãe nos cuidados com o bebê: “Quando o parto é por cesariana, a mulher não deve elevar a cabeça nas primeiras 24 horas, pois pode desencadear uma dor intensa – chamada de cefaleia pós-raque.
S e isso acontecer, normalmente a mãe se arrepende por ter optado por esse procedimento, já que a evolução do pós-operatório não é tão salutar como no parto normal. E a relação mãe e filho também é diferente, pois, nesse caso, só será possível cuidar do bebê dois dias depois do nascimento”. E entre os muitos mitos que fazem a mulher optar por uma cesárea desnecessária está também o peso do bebê, no Brasil um bebê com 3, 700Kg é considerado grande, quando na verdade equivale ao peso normal, especialistas garantem que uma criança até 4,5Kg pode nascer por parto normal sem representar nenhum risco.
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Diferenças entre os partos Parto Normal ✓Rápida recuperação;
Parto Cesárea ✓Pós-operatório mais lento e doloroso doloroso (de 2 a 3 meses, levando em conta o processo de cicatrização);
✓O bebê nasce no tempo certo;
✓Há risco de parto prematuro;
✓Ao passar pelo canal vaginal, a criança elimina o líquido dos pulmões e respira com mais facilidade
✓O recém-nascido pode apresentar problemas respiratórios;
✓Pouca perda de sangue;
✓Grandes riscos de hemorragia e danos aos órgãos internos;
✓Durante este tipo de parto a mãe produz hormônios que facilitam a produção e liberação do leite;
✓Pode ocorrer dificuldades de amamentação;
✓A criança é entregue minutos depois do nascimento à mãe e permanece o tempo todo com a mesma;
✓Devido à dificuldade de movimentação há uma interação menor entre a mãe e o recém-nascido que fica durante as primeiras horas em processo de observação.
✓Pouco uso de medicamentos, pois a recuperação é feita em boa parte pelo próprio organismo.
✓Além do risco de trombose, por conta da pouca locomoção, o uso de antibióticos e analgésicos é intenso.
Informe-se Por isso, se durante o pré-natal a gestante não apresentar nenhum problema, o parto normal será sempre o mais indicado, ele reduz o risco de infecções e hemorragias para a mãe e evita problemas respiratórios no bebê, uma vez que ao passar pelo canal vaginal, o toráx da criança é comprimido, o que faz com que ela elimine o líquido amniótico das vias respiratórias. O parto normal também garante que o bebê nasça no tempo ideal (entre
As futuras mamães devem procurar informações e escolher o melhor para si
39 e 40 semanas e 6 dias). Abaixo listamos algumas desvantagens do parto cesárea em comparação ao parto normal, confira:. Toda gestante deve procurar se informar sobre os prós e contras dos vários tipos de parto, pois uma mamãe bem informada fará escolhas mais conscientes e responsáveis, e estas questões devem ser discutidas sempre com o obstetra, afinal a confiança no profissional também é algo muito importante neste processo.
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Alergia: vilã para quem tem problemas respiratórios O
s incômodos processos alérgicos podem ser desencadeados por diferentes fatores como alterações climáticas, sedentarismo e estresse, mas também surgem pelo contato direto com partículas e micro organismos (alérgenos) presentes por toda parte em nossos lares. De acordo com o coordenador técnico do Brasil Sem Alergia, o alergista Marcello Bossois, os alérgicos, que já chegam a 35% da população brasileira (dados da Organização Mundial da Saúde - OMS), devem estar atentos a três importantes medidas para o controle do problema. Para ele, o tratamento consiste em um tripé terapêutico, baseado no controle alimentar e na administração de imunoterapia (vacinas contra as alergias), mas sem jamais esquecer de um criterioso e indispensável controle do ambiente doméstico - eliminando de casa o que pode produzir a doença. O controle ambiental passa por medidas que irão auxiliar a exterminar os maiores vilões daqueles que tossem, espirram, se coçam e até respiram mal. E alguns dos maiores causadores destes sintomas estão presentes justamen-
te dentro de casa, ambiente mais poluído que frequentamos, como os ácaros, poeira, mofo e alguns tipos de fungos. Determinadas mudanças na arrumação, nos hábitos, limpeza e faxina do lar produzirão um ambiente menos alergênico e mais saudável para toda a família. Dentre os cômodos a se-
NO QUARTO
A cama reúne as condições perfeitas (temperatura, umidade e escamação de pele humana) para o desenvolvimento de organismos abominados pelos alérgicos rem arrumados, o ambiente de dormir requer uma atenção especial, sobretudo em virtude da grande quantidade de horas que as pessoas permanecem nele. A cama, por exemplo, reúne as condições perfeitas (temperatura, umidade e escamação de pele humana) para o desenvolvimento de colônias de ácaros, fungos e mofos, organismos abominados pelos alérgicos.
“Todas as noites depositamos em nossos colchões e travesseiros queratina da pele descamada, o alimento preferido dos ácaros, formando uma verdadeira fábrica destes vilões e perpetuando dentro de casa os quadros de alergias”, alerta Bossois. Esta forração é muito eficaz no tratamento, comenta, já que cria uma barreira entre o corpo e estes objetos, além de evitar a proliferação destes grandes alérgenos. Alguns itens devem ser evitados na maior parte possível dos aposentos de casa, principalmente no quarto daqueles que já apresentam manifestações da doença. Especialistas defendem que os pacientes que possuem alergias respiratórias como rinites, bronquites, sinusites e faringites devem abolir cortinas de pano, carpetes, tapetes, bichos de pelúcia e até evitar a presença de plantas no ambiente de dormir. E muita gente sofre deste mal: dados da OMS apontam que um em cada sete pessoas apresenta alguma alergia respiratória, sendo a asma a responsável por afetar, segundo um recente levantamento do Ministério da Saúde e do IBGE, aproximadamente 6.4 milhões de brasileiros acima de 18 anos.
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De acordo com dados da OMS e do IBGE, os alérgicos já chegam a 6,4 milhões de brasileiros acima de 18 anos
A limpeza do lar produz um ambiente menos alergênico e mais saudável para toda a família
Personal Fitness Club
Zeudo Lavor
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Nos últimos dez anos, o treinamento com peso tem apresentado uma maior popularidade, sendo aceito por educadores, médicos e outros profissionais das Ciências do Esporte. Estudos recentes têm demonstrado que o treinamento de força pode apresentar incrementos na aptidão física geral de crianças, ressaltando que treinamento de força não significa fisiculturismo nem levantamento de peso. Treinamento de força refere-se em realizar exercícios contra uma determinada resistência, que visa condicionar a resposta fisiológica corporal para outro tipo de atividade física, podendo ser recreacional ou na perspectiva de melhorar a aptidão física geral ou específica. Por outro lado levantamento de peso refere-se a duas modalidades esportivas como levantamento olímpico e o power liſting, que em geral possuem como objetivo levantar a maior sobrecarga possível, e que permita realizar apenas uma única repetição, não sendo esse o propósito básico do treinamento com peso para crianças e adolescentes. Os benefícios que o treinamento de força resulta em crianças são essencialmente os mesmos que os conhecidos em adultos. Segundo a American Orthopaedic Society for Sports Medicine, American Academy for Pediatric e National Strength and Conditioning Association, indicam que o treinamento com peso para crianças efetivamente resulta em benefícios quando corretamente prescrito e supervisionado. Na gama de
benefícios relatados na literatura ressaltamos: • Aumento da força muscular e endurance muscular local; • Melhoria da performance nos esportes e atividades recreacionais; • Aumento no tempo de fadiga e conseqüentemente exaustão e lesões. Pesquisas realizadas nos últimos anos tem claramente demonstrado que o treinamento com peso incrementa a força muscular em crianças (FAIGENBAUM,1993; KRAEMER et al. 1989; BLIMKIE,1989, 1993 e SALE,1989). Estudos mais antigos não encontraram incremento na força muscular em crianças devido ao tipo de treinamento em que as crianças foram submetidas, como também pela explicação do pequeno desenvolvimento do sistema hormonal que poderiam não ser suficiente para resultar na hipertrofia muscular. Entretanto estudos mais recentes claramente apresentaram que o treinamento com peso pode resultar em melhoria na força muscular em crianças praticantes em relação a crianças não praticantes. A compressão e a somatória de forças (sobrecarga) durante o treinamento com peso, são importantes estímulos para o remodelamento e reabsorção óssea. Isso hipotetizando que o incremento na densidade óssea pode ser um fator responsável para a diminuição da incidência de lesões como observado em atividades que envolveram o treinamento com peso em crianças (HEJNA et al. 1982). Assim o aumento da densida-
de óssea pode ser uma importante adaptação possível em crianças como resposta do treinamento com peso. Existem muitos conhecimentos validos sobre lesões em crianças praticantes que realizam trabalhos com pesos. Entretanto, através de uma supervisão e adaptação adequada da sobrecarga, a incidência de lesão é pouco freqüente. Assim, poderíamos estar enfatizando que algumas alterações relacionadas a danos nas características de crescimento são observadas em função da modificação da linha epifisária resultando em alterações no crescimento e ocorrência de fraturas, fraturas generalizadas, lesões crônicas e problemas na região lombar. A cartilagem óssea de crescimento esta localizada em três regiões sendo a linha de crescimento ou região epifisária, epífise ou superfície articular e região apofiseal ou inserção tendínea. Todas essas três regiões apresentam ossificação após a puberdade. A ossificação das regiões de crescimento antes da puberdade impede crescimento ósseo geneticamente determinado. Todas as três regiões de crescimento ósseo estão mais susceptíveis a lesões durante a adolescência e no estirão de crescimento. Entretanto, durante o crescimento, a sobrecarga utilizada para o trabalho de resistência muscular deve ser cuidadosamente controlada, o que minimizaria a incidência de lesões. O desenvolvimento físico e emocional para todas as
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Treinamento de força em crianças
Coordenador na Personal Fitness Club
crianças não ocorre ao mesmo tempo. Entretanto, antes que uma criança inicie um programa de treinamento com peso, alguns aspectos devem ser analisados: 1. A criança está preparada física e psicologicamente para participar de um programa de treinamento com peso? 2. A técnica apropriada para o programa de treinamento com peso foi totalmente entendida pela criança? 3. As medidas de segurança para a execução da técnica do movimento foram entendidas pelas crianças? 4. Todas as medidas de segurança em todos os equipamentos foram tomadas em relação ao nível de entendimento das crianças? 5. O equipamento utilizado pela criança permite a realização apropriada da técnica do movimento?
6. A criança esta submetida a um programa de treinamento que permite um desenvolvimento equilibrado das variáveis de aptidão física (i.e. treinamento de flexibilidade e cardiorrespiratório bem como treinamento com peso?) O programa de treinamento com peso para crianças deve seguir as seguintes orientações para que a maximização dos benefícios sejam atingidos: 1. Equilíbrio entre os exercícios escolhidos, devendo ter pelo menos um exercício para cada grupo muscular; 2. Equilíbrio entre os exercícios escolhidos para grupos musculares em relação à simetria corporal (para cada articulação); 3. Escolha de exercício que permitam o desenvolvimento de uma ou varias articulações;
4. A sobrecarga utilizada deve permitir a execução de pelo menos 5 / 6 repetições por série; 5. O número de série deve ser entre 1 e 3; 6. O incremento da sobrecarga em cada exercício não deve ser superior a 5 % do com peso utilizado para um determinado numero de repetições; 7. Dependendo da idade da criança e da maturidade psicológica, cada sessão de treinamento deve ser realizada entre 20 e 60 minutos; 8. O treinamento deve ser realizado entre I e 3 vezes por semana. Caso as orientações acima sejam seguidas, o treinamento com peso pode apresentar tanto segurança como ser mais efetivo para o desenvolvimento da aptidão física em crianças e adolescentes.
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FOTOS: DIVULGAÇÃO
Dor de cabeça e dentes
As dores de cabeça podem estar relacionadas ao ATM
As frequentes dores podem ser sinal de que há algo errado na mordida
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uitos são os indivíduos que se consultam com médicos neurologistas, otorrinolaringologistas e psiquiatras para entender e curar as dores na cabeça, nuca e pescoço. Grande parte destas pessoas encontram a resposta procurada, outras não têm a mesma sorte e descobrem, anos depois, que o caso pode ter solução após avaliação e tratamento do cirurgião dentista. O diagnóstico nem sempre é simples, isto em razão dessas dores serem de origem muscular e/ou da Articulação Têmporo-Mandibular (ATM) e assim podem irradiar nas diferentes partes da cabeça, têmporas, ouvido, fundo dos olhos, dentes, pescoço e cansaço no maxilar. “Quando estes desconfortos aparecem, chamamos de Distúrbio da Articulação Têmporo-mandibular (DTM), pois frequentemente ocorre dor na região próxima dos ouvidos e é onde justamente esta articulação se encontra”, afirma o cirurgião buço maxilo facial, Alessandro Silva. É importante saber que a maioria dos casos é conduzida clinicamente sem a necessidade de cirurgia, muito embora se o quadro avançar poderá levar a um processo crônico-
degenerativo, restando como alternativa a realização de cirurgia das ATM. Assim, é sempre importante buscar profissionais capacitados pois, com o diagnóstico o mais cedo possível pode-se obter grande melhora ou mesmo a solução para o problema. O que é ATM? “A Articulação TêmporoMandibular (ATM) é uma das mais complexas articulações do corpo humano. Localizada na altura do ouvido e formada por dois ossos - a mandíbula (maxilar inferior) e o temporal (osso do crânio), seu funcionamento está associado a ossos, músculos, ligamentos e dentes. A ATM é quem se movimenta permitindo funcionar a boca, para abrir, fechar e movimentar para os lados contribuindo para mastigação e eglutição, respiração e fala. Envolvendo e protegendo todo este conjunto existem os ligamentos, músculos, tecidos vasculares e nervos”, explica Silva. As principais queixas e sintomas mais frequentes, de acordo com o cirurgião, são os sinais de desgaste dental por apertamento ou ranger de dentes, língua marcada ou mordida com frequência, estalido e crepitação na região do ouvido durante a mastigação, modificação no encaixe dos dentes, limitação no movimento da mandíbula. Cansaço muscular da face pela manhã ou ao final da tarde, zumbidos, sensação de areia no ouvido, diminuição da audição, dificuldade para deglutir alimentos também são
alguns dos sintomas. Tratamento Segundo Alessandro Silva, “para a eleição da melhor forma de tratamento é sempre necessário o correto diagnóstico. Inicialmente devemos definir se o paciente apresenta um problema relacionado a sua mordida, a sua musculatura da face ou um problema combinado com repercussão nas estruturas internas da articulação (ATM)”. E somente após esse diagnóstico estabelecido é que poderemos seguramente instituir a melhor forma de tratamento. As formas de tratamento podem ser divididas em tratamentos clínicos e tratamentos cirúrgicos. O dentista ressalta que dentre os tratamentos clínicos pode-se associar as prescrições de medicamentos como os ansiolíticos (que visam a diminuição da ansiedade e tensão do paciente), relaxantes musculares, antiinflamatórios (para a diminuição da tensão muscular e inflamação) . Há, ainda, as placas interoclusais (as popularmente chamadas de placas de bruxismo). Esses dispositivos tem como objetivo principal eliminar (somente durante o seu uso) todas as interferências dentais dessa mordida proporcionando assim um alivio na pressão sobre os músculos e essa articulação. E, com relação aos tratamentos cirúrgicos, é possível dividilos em procedimentos cirúrgicos restritos a articulação (ATM) ou para corrigir problemas de desenvolvimento dos maxilares (Cirurgia Ortognática).
Articulação Têmporo-Mandibular
F8
Saúde
e bem-estar
MANAUS, DOMINGO, 17 DE MAIO DE 2015
Psicologia no divã
Fabíolla Fonseca
fafafonseca_05@hotmail.com
cos como família ou amigos, apresentando-se de maneira bem vista socialmente. Em casos considerados mais graves, podem incluir uma enorme diversidade de assuntos e a própria pessoa tem dificuldade em lembrar o que é verdade e o que é invenção. O mitomaníaco pode estar parcialmente ciente de estar contando mentiras, mas há compulsão. É importante também diferenciar a mitomania, de falsas memórias, pois mesmos indivíduos saudáveis costumam distorcer suas memórias e ter lembranças muito diferentes de um mesmo evento. Existe duas formas de mentir, uma em beneficio próprio e em beneficio de outros. A primeira tem por objetivo ajudar quem conta a mentira e podem ser muito prejudiciais, enquanto que a segunda é ajudar as outras pessoas e costumam ser verdadeiras ameaças, por serem inócuas e deixar mágoas profundas. O primeiro passo para detectar uma mentira, é compreender o que realmente esta por trás dela. Ao receber uma informação avalie rapidamente se, de fato, a pessoas tem algum motivo para mentir. Procure sinais verbais como, por exemplo, o que a pessoa faz e como age. A capacidade de avaliar o comportamento
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não verbal pode aumentar consideravelmente a exatidão da detecção de mentira. Contudo, quem consegue detectar mentira com precisão baseia-se em informações verbais e observação. Mas indubitavelmente somos muito melhores em contar mentiras do que em detectá-la. Existem três fases de respostas à mentira: 1-Resposta Emocional: se a mentira for irrelevante, se ela já tiver contado a mentira diversas vezes impunemente ou for uma grande mentirosa, haverá apenas uma discreta resposta emocional. E quando a
mentira é tremenda a resposta apresentada será bem considerável; 2-Resposta do Sistema Nervoso Simpático: o próprio nome já acusa. Se o mentiroso estiver sentindo culpa, medo, estresse ou nervosismo seu Sistema Nervoso Central reagirá de acordo com o seu instinto natural de luta ou fuga, que liberara adrenalina, que se manifestara de algumas maneiras, às vezes chamadas de “dicas de mentira ou sinais de mentira”, que podem ser observadas pelos movimentos rápidos dos dedos batendo em algo, inquietação, fala muito rápi-
da e movimentos rápidos dos olhos; 3- Resposta Cognitiva que se torna uma contramedida, esta é o reconhecimento, pelo mentiroso, da resposta do Sistema Nervoso Central, como uma contramedida mental e física destinada a disfarçar os sinais que ele acha que vão denuncia-lo. O mentiroso geralmente tem consciência dos sinais mais óbvios e tenta controlá-los. Porém, o seu poder de controlar esses sinais é limitado por sua capacidade cognitiva de monitorar as mudanças que ocorrem no próprio comportamento.
O mitomaníaco pode estar parcialmente ciente de estar contando mentiras, mas há compulsão”
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Todos nós temos a nossa opinião sobre o que é a mentira. Não importa em que contexto se encontra. Ao meu ver, mentir muitas das vezes nada mais é do que uma condição de omitir algo com o objetivo de mascarar a verdade dos fatos. Porém, nem sempre, mentir é um ato desonesto. E exatamente por ter essa conotação negativa, é que a maioria das pessoas não admite que mente. Mas, isso não é verdade, estudos demonstram que mentimos pelo menos 730 vezes por ano e que uma pessoa mente em media três vezes a cada dez minutos de conversa. E sei que para a maioria, essa estatística é surpreendente. Mas, a única forma de entender tudo isso é aceitar que a mentira faz parte da humanidade desde dos primórdios e compreender a natureza dela e tentar se colocar no lugar da pessoa que contou a mentira. É na adolescência que se desenvolve um comportamento mentiroso. Mitomania, Síndrome de Wallace, Síndrome de Miguela, Compulsão em Mentir, Pseudologia Fantástica ou mentir patológico, é um transtorno psicológico caracterizado por contar mentiras compulsivamente, sem benefícios externos e geralmente restritos a assuntos específi-
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Mitomania - mentiroso patológico
ARTICULAÇÕES
Hábitos corretos garantem a saúde dos seus joelhos Responsável por suportar o peso do nosso corpo, os joelhos são as articulações mais exigidas no dia a dia - e, consequentemente, são também as que mais sofrem. As causas do sofrimento são diversas, de patologias de origem genética, como má formações, passando por patologias traumáticas, causada por lesões, até as patologias degenerativas, decorrentes principalmente por desgaste e sobrepeso. “Questões genéticas podem se tradas, mas dificilmente evitadas”, explica o ortopedista Fabiano Nunes, da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Ele explica que as patologias traumáticas e degenerativas podem ser prevenidas com atitudes simples. Atividades Por ser uma articulação de carga, o joelho carrega todo o peso do corpo. “Qualquer aumento de peso irá gerar uma sobrecarga com potencial um aumento de desgaste”, diz o especialista. Além disso, a dica é evitar o sedentarismo. “A falta de atividade física pode afetar muito o joelho”. A estabilidade da articulação e seu funcionamento são influenciados pela ação muscular. Se os músculos estiverem debilitados, há um risco maior de torções ou mesmo lesões degenerativas, como a condro-
malácia patelo-femural, o chamado desgaste da cartilagem, que causa desconforto e dor. E, se o sedentarismo é ruim, o excesso de atividade física também é, principalmente se não for supervisionado. De acordo com o especialista, essa sobrecarga aumenta o desgaste e ainda pode causar lesões agudas, como fratura por estresse. Outro ponto importante é observar a forma como apoiamos o pé no chão, pois isso influencia no funcionamento do joelho e qualquer mudança nesse apoio pode alterar a inclinação da articulação, afetando seu funcionamento. “Por exemplo, quando uma mulher usa salto alto, ela fica na ponta do pé e o centro de gravidade do corpo é jogado para frente, aumentando a sobrecarga anterior no joelho e o desgaste da articulação patelo-femural”, explica o ortopedista. A prevenção, no entanto, não basta. É importante ficar atento aos sinais do corpo quando o joelho não está bom. Além de dores, quando a articulação está com problemas, pode apresentar inchaço, crepitação (barulho provocado por lesões) ou falseio (movimento anormal). Em casos como este, um ortopedista deve ser procurado para diagnóstico e indicação de tratamento.
Sedentarismo, assim como excesso de atividade física, podem fazer mal para os joelhos