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Saúde MANAUS, DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012
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e bem-estar
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Nutrientes essenciais ao organismo Saúde e bem-estar E4 FOTOS: DIEGO JANATÃ
Sem limites para ser um vencedor
Não existem barreiras pela busca do lugar mais alto do pódio, e para serem verdadeiros campeões os atletas superam seus próprios limites físicos, na certeza que o mais importante é participar ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO
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uando tinha apenas 10 anos de idade, Eric Costa da Silva foi atropelado por um ônibus e teve sua perna direita parcialmente amputada. Hoje, aos 18 anos, ele diz que toda dor, depressão e sofrimento são, literalmente, águas passadas. “Há cinco anos faço natação na Vila Olímpica e foi graças ao esporte que consegui resgatar a minha vida. Antes eu tinha vergonha da minha condição física, mas agora faço tudo que sinto vontade sem receio quanto a minha deficiência”, conta o paratleta. Medalha de ouro nos 400 metros e prata nos 50 e 100 metros livres do campeonato Norte/Nordeste de Natação Paralímpica, realizado no ano passado, Eric agora se prepara para participar da sexta edição dos Jogos Escolares Paralímpicos Brasileiro, que acontecerá do dia 15 a 20 deste mês, no Estado de São Paulo. Para garantir a vitória o jovem treina todos os dias, de segunda a sexta-feira, das 14h às 16h. De acordo com o professor Joaquim Manoel Pinheiro Filho, formado em educação física, especializado em fisioterapia e em educação especial, o treinamento dos paratletas é igual e até superior ao oferecidos aos demais atletas de alto rendimento. “Eles também precisam bater metas para conseguir destaque e incentivos do governo, com o adendo que precisam se esforçar em dobro para realizar uma atividade que para um atleta livre de limitações físicas acaba sendo mais fácil”, explica. Na natação, por exemplo, se uma atleta possui deficiência no membro superior, ele precisará fazer um esforço maior para manter o equilíbrio na raia, além de readequar sua respiração para a lateral que fizer a remada, em vez dos dois lados, como de costume. Para os portadores de deficiência física inferior, devem ser mais desenvolvidas as técnicas de força e velocidade nos braços, lembrando que mesmo sem uma ou as duas pernas o movimento de batida inferior deve ser mantido. Já no caso dos deficientes visuais (cegos) a preparação física segue os padrões tradicionais, sendo intensificada a noção de direção para que os mesmos se mantenham nos limites das raias. “Alguns paratletas iniciantes, que perderem uma das pernas, sentem dificuldade em movimentar a outra perna, porque
não se desligam da deficiência e esquecem que ainda possuem um membro inferior, comenta o professor Joaquim Filho. Para o profissional, muito mais que preparar o atleta fisicamente, a natação reensina a viver. “Na atividade eles se encontram consigo mesmo e com a sua nova condição física, ganhando estímulo extra pela competição e melhorando a autoestima”, completa. Preparação e adaptação A preparação física dos paratletas tem níveis e focos diferentes, dependendo do esporte praticado e das adaptações ao grau de deficiência do atleta. Os treinos são feitos com especialistas em esportes paralímpicos, beneficiando, principalmente, a musculatura adequada para a modalidade que será disputada. Cardiologistas vasculares, ortopedistas, neurologistas, fisioterapeutas e psicólogos fazem parte da equipe médica que
Na atividade eles se encontram consigo mesmo e com a sua nova condição física, ganhando estímulo extra pela competição Joaquim Manoel Pinheiro, professor de educação física
acompanha o rendimento dos competidores especiais. Atualmente, as modalidades disputadas por brasileiros portadores de necessidades especiais são atletismo, basquete, bocha, ciclismo, esgrima, futebol, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, rugby, tênis de mesa, tênis tiro com arco, tiro esportivo, vela e voleibol. O desempenho do paratleta vem sempre carregado de desafios que vão além de alcançar o primeiro lugar. A cada dia, seus limites corporais auxiliam na sua reabilitação, equilíbrio, coordenação motora e musculatura. “É muito gratificante participar do treinamento de atletas dessa categoria, uma vez que eles ultrapassam seus limites para se tornar vencedores dentro e fora dos campeonatos”, declara Joaquim, concluindo que o esporte é a continuação do trabalho de fisioterapia e reabilitação.
O atleta, que é portador de necessidades especiais, tem que se esforçar mais para poder se destacar nas competições
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João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
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Cérebro: elo final entre evolução e consciência O homem, ao longo do processo de evolução, tem procurado a natureza das emoções. Existe farta evidência, a partir dos primeiros registros, em torno de 5 mil anos, que a busca foi dimensionada em duas dimensões: a sagrada, sagrando coisas e homens; a profana, buscando a ressonância das ideias na realidade, das coisas visíveis ou mensuráveis. Na procura das explicações dos mistérios da vida, muitos desejam saber, por exemplo, por que homens e mulheres se sentem leves e magicamente felizes nas experiências com o sagrado, o numinoso de Jung. Ainda longe das respostas completas, é interessante relembrar como está estruturada nessa frenética procura nas mentalidades. No espaço sagrado, descrito nos livros sagrados, deuses e deusas estão compreendidos como força motriz dos sentimentos bons ou maus, portanto em si mesmos suficientes como justificativa das emoções sentidas. A vontade divina seria a grande dominadora dos anseios vividos ou esperados. Nessa situação de completa dependência à ordem transcendente, restariam as
pessoas cumprirem fielmente o determinismo inexorável, vindo do céu, obedecendo às ordens dos representantes na terra do poder transcendente, os sacerdotes, e agradecer às divindades a vida vivida com oferendas e ritos de louvor. Inovações No Antigo Testamento (AT) existem citações metafóricas do coração como sede da vida física (Ge 18, 5; At 14, 17), da tristeza (Dt 15, 10), da alegria (Dt 28, 47) e do medo (Dt 20, 3). O Novo Testamento não fez inovações e manteve a mesma certeza de que Deus se comunica com os homens por meio do coração (Mc 2, 6 8; Lc 3, 15; 2Co 2, 4). Na dimensão profana, o homem iniciou a longa e dolorosa caminhada para desvendar o próprio corpo escondido atrás da pele, como primeiro momento para saber por que chorava, ria, amava e odiava. Hipócrates e os seus seguidores, no século 4 a.C., confrontando as afirmações sagradas, asseguraram ser o cérebro o centro das emoções: “Algumas pessoas dizem que o coração é
o órgão com o qual pensamos e que ele sente dor e ansiedade. Porém, não é bem assim: os homens precisam saber que é do cérebro e somente do cérebro que se originam os nossos prazeres, alegrias, risos e lágrimas. Por meio dele, fazemos quase tudo: pensamos, vemos, ouvimos e distinguimos o belo do feio, o bem do mal, o agradável do desagradável... O cérebro e o mensageiro da consciência.O cérebro é o intérprete da consciência...” A extraordinária beleza da “Criação do Homem”, pintada por Michelângelo (1475 1564), no teto da Capela Sistina, no Vaticano, é uma das mais sublimes manifestações na arte do deslocamento do coração, como o centro do corpo, para o cérebro. O afresco que retrata o momento em que o homem recebeu de Deus a inteligência tem a perfeita forma do sistema nervoso central. As pesquisas da neurociência, nos últimos anos, são suficientes para sustentar a veracidade da afirmação de Hipócrates e dos seus discípulos: o cérebro é o elo final entre a evolução e a consciência.
João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa
No espaço sagrado, descrito nos livros sagrados, deuses e deusas estão compreendidos como força motriz dos sentimentos bons ou maus”.
Peixes gordurosos beneficiam o seu coração O uso diário de uma cápsula de óleo de peixe concentrado pode reduzir de maneira significativa o risco de morte cardíaca súbita. Está comprovado cientificamente que pessoas com doença coronariana conhecida, ou com história familiar do distúrbio entre parentes próximos, devem ser prudentes e observar os conselhos recentes da Associação Americana do Coração para comer peixes gordurosos duas ou mais vezes por semana ou usar diariamente cápsulas de um suplemento de óleo de peixe. Com uma simples mudança na dieta, os resultados no coração podem ser surpreendentes.
Humberto Figliuolo hfigliuolo@gmail.com
Verrugas e pintas: a hora de cuidar Sinais de alerta? Vamos começar pelas chamadas pintas, que às vezes estão determinadas antes de a pessoa nascer, por meio de marcadores genéticos. A maioria aparece nos primeiros 20 anos de vida, apesar de algumas se manifestarem mais tardiamente. No início, elas são chatas e rosadas, lembrando uma sarda. Com o tempo, aumentam lentamente de tamanho, mais tarde veremos as transformações que merecem um sinal de alerta, a maioria não requer tratamento. As que devem ser tratadas são as que aumentam rapidamente de tamanho, forma ou cor, quando sangram, coçam, doem ou aparecem a primeira vez após os 20 anos. Muitos pacientes preferem tirar as pintas que estão em áreas facilmente traumatizantes como barba, em locais onde a roupa pode irritar, ou porque são antiestéticos. Os grandes problemas das pintas são que algumas delas podem se transformar numa das mais malignas formas de câncer, o melanoma. Ao contrário do câncer de pele mais comum, o carcinoma, que raramente se espalha para outro órgão.
O melanoma é um tumor de grande agressividade, podendo produzir metástases em pouco tempo. É muito importante o autoexame por parte dos pacientes que apresentam pintas ou manchas que estão se modificando rapidamente. O câncer de pele é realmente uma realidade em um país com clima tropical e onde as pessoas curtem tanto o sol. Mas é uma doença, com raras exceções, facilmente diagnosticada, tratada e curada. Para isso deve-se procurar um médico especialista, sempre que notar algumas verrugas ou pintas diferentes. O que parece ainda não ter sido assimilado pelos leigos é a diferença entre as verdadeiras verrugas e os chamados sinais que surgem na pele. Para isso, o melhor remédio é procurar um dermatologista. Quando se fala em verrugas, logo nos vem à mente aqueles sinais enormes, geralmente em forma de um grão de feijão, que aparecem em regiões próximas ao nariz, queixo ou mesmo nas costas. Surgem de repente e ficam para toda a vida. Tem gente que até ganha o apelido de verruguento devido à grande quantidade que tem. Eses sinais não são verrugas.
Hoje já é consenso que a verruga é uma lesão causada por um vírus, o Papiloma Vírus Humano (HPV), que não escolhe idade ou sexo e, como qualquer vírus, ataca as pessoas que estão com baixa imunidade e é transmitido por meio de lesões na pele para as mãos, rostos, pés e até órgãos genitais. É muito comum a lesão de verruga aparecer ao redor de unhas roídas, cutículas mordidas ou de pele marcada. Às vezes aparecem debaixo do pé, conhecida como “olho de peixe” e provoca muita dor. Na área dos genitais, são chamadas de condiloma acuminado, e pode ser considerada uma doença venérea, já que é transmitida pelo contato sexual. Essas verrugas requerem mais atenção e cuidado, pois podem levar ao câncer de colo de útero ou de pênis. Se não for tratado, esse tipo de verruga torna-se foco para que outras apareçam. Seja qual for o tipo de verruga, o importante é que a pessoa procure um especialista para fazer o tratamento adequado. Só o especialista poderá fazer o diagnóstico e tratamento corretos. Nunca se deve usar o que os leigos recomendam.
Cafezinho com torrada melhora a sua performance Humberto Figliuolo Farmacêutico
Seja qual for o tipo de verruga o importante é que a pessoa procure um especialista para fazer o tratamento adequado”.
Um estudo descobriu que café e torradas podem melhorar a performance esportiva de uma pessoa. Apesar de a cafeína e os carboidratos há tempos serem conhecidos por fornecer mais resistência nas atividades físicas, esta é a primeira vez em que as substâncias são relacionadas a um efeito positivo na habilidade e performance. Enquanto a cafeína proporciona um impulso a curto prazo, os carboidratos são necessários para manter o alto nível de habilidades por mais tempo. O resultado da pesquisa mostra aos esportistas que o ideal é escolher uma bebida que misture cafeína e carboidratos na composição.
Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br Repórter Alita Menezes Emily Ponce (freelance)
Diagramação Mário Henrique Weiner Auzier Revisão Antônio Fonseca Dernando Monteiro Joyce Tino www.emtempo.com.br
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Doença de Alzheimer vai muito além da memória
Sinais pré-clínicos podem alertar chegada da enfermidade, que embora ainda não tenha cura, pode ser adiada em anos
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progressão da doença de Alzheimer (DA), que no Brasil acomete cerca de 1,2 milhão de pessoas, geralmente é lenta e na fase inicial pode passar despercebida. No entanto, o problema, caracterizado pelas falhas de memória, dá alguns sinais que antecedem esse sintoma e podem ajudar a identificar a enfermidade. “Se um membro da família estiver com dificuldades de memória, ou apresentar mudanças no comportamento, dificuldades em executar tarefas rotineiras ou problemas motores, é recomendado encaminhálo para a avaliação de um especialista, principalmente se for idoso”, alerta Cássio Bottino, psiquiatra e coordenador do Programa Terceira Idade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Segundo ele, alterações comportamentais e de humor na velhice merecem muita atenção. Isto porque, elas podem estar associadas a algum desconforto causado pela demência, incapacidade de comunicação ou frustração. “Normalmente a pes-
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soa acometida pela doença tende a ficar apática ou se tornar ansiosa, com picos de agressividade”, explica Bottino. Prestar atenção nessas mudanças comportamentais e fazer uma comparação com outros idosos ajuda na hora de procurar tratamento. A dificuldade em executar tarefas rotineiras ou o “desaprendizado” dessas ati-
PREVENÇÃO
Algumas medidas como, exercícios de lógica, jogos de tabuleiro, alimentação adequada e a prática de atividades físicas ajudam a evitar o declínio cognitivo e ajudam no tratamento vidades é outro ponto de atenção. “Uma excelente e experiente cozinheira que de repente sente dificuldade em cozinhar feijão deve ser observada com maior cautela”, exemplifica. Problemas motores também podem ser um sinal pré-clínico da doença. Prova disso são os resultados
de um estudo que apontam que quedas e dificuldades em manter o equilíbrio são mais frequentes em idosos que apresentam os primeiros sinais biológicos da doença. Isto sugere que alterações no andar e equilíbrio podem ocorrer antes da deterioração das funções cognitivas – memória, concentração, raciocínio, abstração e criatividade. O especialista acrescenta que, infelizmente, a causa do Alzheimer ainda é desconhecida e não há cura. Além disso, com sua evolução a cognição da pessoa acometida vai piorando a cada ano. Por isso, ao perceber os primeiros sinais, o paciente deve ser submetido a uma avaliação médica, afinal, o rápido diagnóstico está atrelado a um melhor resultado do tratamento. Existem tratamentos medicamentosos que retardam a evolução da doença e outros que minimizam os distúrbios no humor e comportamento. Dentre eles, os inibidores da acetilcolinestinesterase, que atrasam de forma significativa o declínio da função cognitiva em pacientes com DA leve a moderada. Contudo, o médico deve ser consultado sempre.
Coisa de Mulher weralima@yahoo.com.br
VERA LIMA
Crer ou não crer, eis a questão Por que os homens mentem e as mulheres acreditam? Está aí uma boa pergunta. Gostaria também de saber a resposta. Mas não sei. Tudo o que sei é que eles mentem um bocado e nós acreditamos como umas tolas. É falha genética nossa ou quem sabe um grave defeito cultural, uma vez que somos domesticadas há séculos a acreditar que o sexo masculino é o detentor de todas as verdades e, para piorar, eles sempre foram os senhores de todos os privilégios. Parece um discurso feminista. E é, se entenderem por esse lado, acreditando que eu estou contra os homens. Deus me livre! Gosto muito de homem, só não gosto desses aleijões culturais que concederam aos homens mil privilégios e retiraram todos das mulheres, que ao longo de séculos foram criadas como criaturas tontas, incapazes, inferiores e submissas. Ainda bem que os tempos mudaram e as criaturas evoluíram. Bom, pelo menos uma boa parcela, porque no quesito mentira, eles continuam sendo campeões e as mulheres prosseguem agindo como crédulas, seja por conveniência ou simplesmente burrice. Ora, ora, se um homem chega em casa com marca de batom na cueca, consegue explicar de modo convincente esse pequeno deslize e a mulher ainda sai jurando de pés juntos que tem o marido mais leal da face da Terra, tem alguma coisa muito errada nesse enredo. Ou ele é o maior artista que já se viu ou ela é uma
completa idiota. Agora vamos aos detalhes que fazem toda a diferença. Tem a mentira piedosa e a credulidade conveniente. Ele pode mentir quanto às suas infidelidades porque sabe no íntimo que a sua consorte (sem sorte, é óbvio) não vai jogar suas “tralhas” na calçada por causa de uma simples (?) pulada de cerca. Existe perdão para quê? Ela, por sua vez, também pode fingir que acredita, porque de alguma forma é mais conveniente aceitar a “galhada” que jogar o infeliz na rua e ter que arcar com as contas sozinha no final do mês. Sem contar que não está nada fácil arranjar marido. Nesse contexto é fácil entender porque alguns casamentos ultrapassam as fronteiras dos anos aparentemente incólumes. Existem inúmeras razões para se preservar uma união fracassada, que só existe na fachada, mas que é altamente conveniente para os cônjuges, mas nenhuma tão forte como o dinheiro. Sei de gente que não partilha o mesmo leito há
anos mas nem pensa em dividir os imóveis. Nesse caso, geralmente, a mentira é mútua: ele finge que a ama e ela finge que acredita e todos fingem que eles são um casal feliz. É esse o caso que justifica a sublime frase do altar: até que a morte os separe. Amém. Enquanto isso, outros vão aprendendo a conviver com as pequenas mentiras piedosas do dia a dia porque nem todo mundo está preparado para ouvir duras verdades. A mulher que tem que perguntar ao seu homem se ele a ama já sabe a resposta, e vai ouvir uma mentira, porque não tem condições de encarar a realidade. Afinal, cada um sabe o que é melhor para si, e em alguns momentos é melhor crer no que é possível suportar. Daí vamos ao que nos levou a essa dissertação: ninguém está livre da mentira, porque socialmente ela é aceita, tolerada e muitas vezes, necessária à sobrevivência da espécie.
Manter a mente em atividade, com jogos e exercícios, ajuda a retardar os efeitos da doença
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Micro no nome, Os chamados micronutrientes ajudam para que o corpo e os músculos cresçam mais rapidamente, as capacidades cognitivas se expandam e o rendimento e a frequência escolar melhorem ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO
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ambém chamados de oligoelementos, os micronutrientes, embora requeridos em pequenas quantidades, são nutrientes indispensáveis para a manutenção do organismo. Fazem parte desse grupo as vitaminas, compostas de baixo peso molecular e essenciais para a realização das atividades vitais do corpo, e os minerais, substâncias que fazem parte do tecido duro do organismo (ossos e dentes) e possuem função reguladora. Entre os principais minerais que não podem faltar no organismo estão: cálcio, sódio, potássio, fósforo, ferro e zinco, que devem estar presentes na alimentação diariamente, pois a carência de um desses micronutrientes pode provocar doenças ou disfunções, enquanto o consumo em excesso pode ocasionar intoxicações. O ideal é sempre manter uma alimentação equilibrada para evitar algum tipo de distúrbio orgânico alimentar. O Consenso de Copenhague 2012, realizado recentemente com a presença dos cinco maiores especialistas do mundo em desenvolvimento e bem-estar social, quatro deles ganhadores do Prêmio Nobel, caracterizou a deficiência dos micronutrientes no organismo como fome oculta, que compromete o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças, bem como de seu sistema imunológico, durante sua formação nos primeiros anos de vida. Em todo o mundo, a desnutrição de micronutrientes, que atinge principalmente países em desenvolvimento como o Brasil, tem efeitos desastrosos para a saúde e à economia das nações. Investimentos nessa área possibilitariam a mais de cem de milhões de crianças em todo mundo começar suas vidas livres de atrofias e subnutrição. Numerosos
estudos demonstram que essas intervenções trariam benefícios que se estendem pela vida inteira com corpo e os músculos crescendo mais rapidamente, capacidades cognitivas expandidas e o rendimento e a frequência escolar melhorada. Para Yeda Nevez, nutricionista e especialista na gestão da segurança de alimentos, a desnutrição é um problema de saúde pública que a cada ano diminui no Brasil. Porém, a deficiência de nutrientes no organismo, ainda muito comum entre as camadas mais pobres, não é sempre consequência da falta de alimentação. “Uma alimentação desequilibrada, mesmo que abundante, pode ser a causa da desnutrição. Se você consome
FOME OCULTA
O Consenso de Copenhague 2012, realizado com os maiores especialistas em desenvolvimento e bem-estar, caracterizou a deficiência dos micronutrientes no organismo como fome oculta dieta rica em lipídios e deficiente em frutas e hortaliças, pode apresentar deficiência de vitaminas e minerais, caracterizando a desnutrição de micronutrientes. Porém, em alguns casos ela pode ter origem em uma deficiência de absorção de nutrientes, provocada por doenças intestinais ou ter causas psicológicas”, explica a profissional. Existem vários fatores relacionados ao desenvolvimento da desnutrição, tais como a ingestão insuficiente de alimentos, o aumento do gasto energético, a
redução da utilização de nutrientes, além da depressão e ansiedade. Independentemente dos diversos tipos de desnutrição, todas são prejudiciais à saúde e podem afetar severamente o organismo, debilitando órgãos vitais, tais como cérebro, coração, rins, pulmões e intestinos. “Os sintomas mais comuns são a perda de peso involuntária e a atrofia das reservas de gordura e proteí-na, o que provoca fraqueza física”, completa Yeda. Diante desse problema, durante o Consenso de Copenhague deste ano, os especialistas envolvidos traçaram a fortificação de alimentos básicos como uma das estratégias mais baratas e eficazes para o combate à desnutrição de micronutrientes. Os Estados Unidos e a Europa fortificam alimentos básicos desde os anos 1940, a fim de garantir que a população receba os micronutrientes necessários para uma boa saúde. Comparada aos suplementos vitamínicos em gotas ou comprimidos, a fortificação tem a vantagem de ter custo menor e ser de aceitação mais fácil, já que não requer mudanças de hábitos na população. O Brasil já conta com um dos maiores programas de fortificação de alimentos em todo o mundo com o super arroz, tecnologia que produz grãos feitos de farinha de arroz, vitaminas e minerais que, misturados com o arroz tradicional, fornecem um terço das necessidades diárias de micronutrientes essenciais como o ferro, a vitamina A, o ácido fólico e o zinco. O programa pretende atingir 10 milhões de pessoas até 2014.
A criança que não se alimenta adequadamente pode apresentar carências nutricionais
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Fonte de nutrição no dia a dia Como uma das maneiras de desnutrição está ligada a má alimentação, a nutricionista Yeda Neves frisa a importância de se manter uma alimentação equilibrada. “As vitaminas e minerais, presentes nos micronutrientes, podem ser encontradas nas frutas, hortaliças e legumes, bem como no leite e derivados, carnes, castanhas e nozes, sem falar nos cereais integrais (milho, aveia, alimentos com farinha integral)”, relaciona. Ainda de acordo com a especialista, a melhor estratégia é montar pratos bem coloridos a cada refeição, o que garante a combinação de diversos minerais e vitaminas diferentes. Para ela, a suplementação é indicada em situações específicas, quando a deficiência foi detectada por meio de exames clínicos e for bastante grave, onde a alimentação não será capaz de suprila, ainda assim devendo ser feita sob acompanhamento médico. “A boa alimentação é essencial desde cedo, a fim de manter uma boa qualidade de vida e prevenir infecções e patologias na vida adulta”, destaca Yeda, afirmando que a avaliação rotineira e sequencial do crescimento e do desenvolvimento das Uma alimentação equilibrada é essencial durante a infância
crianças nos primeiros anos de vida continuam sendo uma forma indireta, porém extremamente importante, para monitorar as práticas alimentares. Durante os dois primeiros anos de vida, ocorre intenso e rápido desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social. Portanto, práticas alimentares inadequadas nessa fase da vida podem, no futuro, repercutir de forma negativa no desenvolvimento das crianças e ocasionar sequelas. “A deficiência de cálcio, por exemplo, pode levar ao raquitismo que é malformação dos ossos e dentes e a de vitamina C aumenta as chances de adquirir infecções de repetições, como gripes, resfriados”, alerta. Por isso, alimentação complementar saudável e equilibrada é importante, bem como incentivar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e sua manutenção até os dois anos de idade (desde complementando com outros alimentos saudáveis após os primeiros seis meses). A introdução de alimentos como carnes, leite e seus derivados, leguminosas, verduras e frutas na dieta, também são indispensáveis para o crescimento e desenvolvimento da criança.
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FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK
A idade adequada para corrigir os dentes deles Nas meninas, o período mais indicado pode variar entre os 9 e os 12 anos, e nos meninos de 14 a 17 anos ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO
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ônica, dentuços, boca do Ronaldinho, “dente de enxada”, muitos são os apelidos designados às crianças que apresentam algum tipo de problema ortodôntico, o que para alguns é apenas uma brincadeira acaba ganhando proporções maiores porque mexe com a autoestima dos pequenos. Entretanto, alguns pais têm dúvidas de qual a melhor idade para que os filhos usem aparelhos, o que, às vezes, acaba atrasando o tratamento e a correção mais rápida dos dentes. De acordo com Vilma Melo, especialista em ortodontia e ortopedia dos maxilares, em pouquíssimos casos os problemas de má oclusão se resolvem naturalmente. Mas, afinal, o que é má oclusão? É qualquer desvio do encaixe correto entre os dentes superiores e inferiores, que pode se instalar desde a fase em que a criança é um bebê. Vale frisar que a maioria dos desvios do sistema mastigatório tem origem no primeiro ano de vida, na fase em que nascem os dentes de leite. Mais do que a estética, os problemas de má oclusão podem prejudicar a articulação têmporo-mandibular (ATM), causar desvios de postura e problemas periodontais, ou seja, problemas na região onde se inserem os dentes:
gengiva, osso alveolar e fibras. Segundo Vilma Melo, nem sempre os dentes separados na fase de troca da dentição representam um problema. “É até muito bom, porque na maioria dos casos dentes decíduos (de leite) separados favorecem a disposição dos dentes permanentes, que por sua vez são sempre maiores do que os decíduos”, afirma. Agora se os dentes permanecem separados mesmo depois da troca de dentes então os pais devem ficar
MÁ OCLUSÃO
Dependendo da gravidade de cada caso, as crianças podem começar a tratar problemas de má oclusão com 5 anos, passando por um intervalo e voltando a tratar no início do estirão do crescimento atentos, porque predispõe a problemas nas estruturas de suporte do dente. Nesse caso, os espaços devem ser fechados com ortodontia e/ou restaurações de resina. A hora certa De nove a 12 anos, no caso das meninas e de 14 a 17 anos, quando meninos, essa é a melhor fase para tratar problemas ortodônticos, quando são trabalhadas as bases ósseas, ou seja, mandíbula e maxilar. “É a melhor
época para tratar o queixo muito pequeno, tecnicamente chamada de mandíbula retrusa, ou a maxila muito para frente, mandíbula protrusa”, destaca a ortodontista. Depois que o crescimento se encerra, inicia-se o tratamento dos dentes em si, para corrigir posicionamento, alinhamento e encaixe (intercuspidação). Depois de encerrado o crescimento, mulheres depois dos 14 anos e homens depois dos 17 anos, o tratamento ortodôntico fica mais limitado e, algumas vezes, os casos precisam ser tratados com cirurgia ortognática e ortodontia. “Por isso a importância de tratar na fase de crescimento, para evitar os tratamentos mais radicais como extração de dentes e até cirurgia nos ossos para aumentá-los ou diminuí-los”, frisa a profissional. Ainda de acordo com Vilma Melo, o problema de mordida cruzada, por exemplo, deve ser tratado o quanto antes, assim que for diagnosticado e isto pode ocorrer em qualquer idade da criança. “Para casos de maxila protruída ou queixo retruído o melhor é esperar o estirão do crescimento para evitar que a criança fique muito tempo usando aparelho”, reforça, explicando que existem aparelhos específicos para cada idade. Dependendo da gravidade de cada caso, as crianças já podem começar a tratar problemas de má oclusão a partir de 5 anos.
Cuidados extras na infância Toda criança já deve desde cedo aprender os cuidados com a higiene bucal e, principalmente, quando fazem uso de aparelhos. “A escovação deve ser mais frequente e o fio dental deve ser usado diariamente. Os bochechos com flúor normalmente são prescritos e há restrição no consumo de alimentos mais duros e resistentes, porque podem
quebrar o aparelho”, recomenda Vilma Melo. Com ou sem aparelho sempre é bom manter o consumo de doces equilibrado e sem exageros. O ideal é que se frequente regularmente o odontopediatra, só assim a saúde bucal estará garantida. “Alguns pais só levam a criança ao dentista quando existe um problema visível a todos. Isto está errado, para
um bom desenvolvimento o odontopediatra precisa acompanhar o paciente até sua maturidade óssea”, defende a especialista. Desde a gestação, a mãe precisa ir ao dentista receber orientações sobre amamentação e primeiros cuidados com a boquinha do bebê. Cuidados específicos serão necessários desde a gravidez e irão refletir na saúde bucal do bebê e por toda sua vida.
O problema da mordida cruzada, por exemplo, deve ser tratado assim que for diagnosticado
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Fitoterápicos atuam no combate à má digestão Se o assunto é desconforto digestivo, uma boa saída é apelar para medicamentos de comprovada eficácia e baixo risco FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK
VERA LIMA Equipe EM TEMPO
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oldo para ajudar a recuperar o fígado e como auxiliar no processo digestivo, ruibarbo como laxante, adstrigente e digestivo e cáscara-sagrada para melhorar o fluxo da secreção do pâncreas do estômago e do fígado. Certamente você já ouviu falar em pelo menos um desses medicamentos, facilmente encontrados em feiras ou até mesmo naquela horta doméstica cultivada pela vovó. Esses são apenas alguns exemplos das antigas e tradicionais receitas caseiras para curar velhos males que acometem o indivíduo após um exagero na mesa. Os fitoterápicos são utilizados desde a antiguidade na medicina popular e hoje são reconhecidos pela eficácia e baixos riscos de uso. São medicamentos obtidos com emprego exclusivo de matériasprimas vegetais ativas, como os chás, extratos e tinturas e podem ser prescritos por médicos, dentistas ou médicos veterinários e suas aplicações
são abrangentes. Quando o assunto é a má digestão, seja pela qualidade dos alimentos ingeridos ou pela falta de equilíbrio na dieta, os fitoterápicos podem desempenhar um importante papel. “Esse tipo de tratamento possui muitos benefícios,
ANTIGUIDADE
Os fitoterápicos são medicamentos utilizados desde a antiguidade na medicina popular e hoje são reconhecidos pela inegável eficácia e baixos riscos de efeitos colaterais em especial no caso da má digestão, levando ao alívio dos sintomas”, afirma Vanderli Marchiori, nutricionista especialista em fitoterapia. Segundo ele, é muito importante que a população conheça os fitoterápicos, que representam uma opção eficaz e, em alguns casos, mais
barata de tratamento. Esses medicamentos também estão presentes no tratamento de outros males, além da má digestão, como gripe, asma, prisão de ventre, insônia, osteoporose, estresse, obesidade e colesterol alto, entre outros. Plantas medicinais A fitoterapia é definida como a ciência que usa plantas medicinais para o tratamento e recuperação de desequilíbrios de saúde. Os fitoterápicos são obtidos a partir de plantas medicinais e são, exclusivamente, derivados de droga vegetal (extrato, tintura, óleo, cera, exsudato, suco, e outros). O uso de plantas medicinais, quando feito da maneira correta, garante melhor funcionamento de todo o corpo. Atualmente, representam uma estratégia utilizada pelos nutricionistas nos atendimentos clínicos, sendo um diferencial. Desde 1998, a OMS (Organizacao Mundial da Saúde) valida sua prática e eficácia.
Os fitoterápicos são obtidos exclusivamente a partir de plantas medicinais e drogas vegetais
Relação dos medicamentos Nome popular
Nome científico
Indicação Dispepsias, coadjuvante no tratamento de gastrite e úlcera duodenal
Espinheira-santa
Maytenus ilicifolia
Guaco
Mikania glomerata
Alcachofra
Cynara scolymus
Colagogos e coleréticos em dispepsias associadas a disfunções hepatobiliares.
Aroeira
Schinus terebenthifolius
Produtos ginecológicos antiinfecciosos tópicos simples
Cáscara-sagrada
Rhamnus purshiana
Garra-do-diabo
Harpagophytum procumbens
Anti-inflamatório (oral) em dores lombares, osteoartrite
Isoflavonade-soja
Glycine max
Climatério (coadjuvante no alívio dos sintomas)
Unha-de-gato
Uncaria tomentosa
Anti-inflamatório (oral e tópico) nos casos de artrite reumatóide, osteoartrite e como imunoestimulante
Hortelã
Mentha x piperita
Síndrome do cólon irritável
Babosa
Aloe vera
Queimaduras e psoríase
Salgueiro
Salix alba
Dor lombar
Plantago (Plantago ovata Forssk.)
Coadjuvante nos casos de obstipação intestinal Tratamento da síndrome do cólon irritável
Expectorante e broncodilatador
Constipação ocasional
Pó para dispersão oral
Atualmente os fitoterápicos representam uma alternativa a mais para tratar diversas doenças DIVULGAÇÃO
Personal Fitness Club A importância do personal trainer Você decidiu abandonar a vida sedentária, e o seu próximo passo é se matricular em uma boa academia para tentar recuperar o prejuízo de anos sentado em frente à TV, na companhia daquela “loura gelada”? Parabéns, você acaba de dar um passo decisivo para ganhar qualidade nos seus próximos anos de vida. Mas, depois de meses ou anos de sedentarismo, não adianta ir com sede demais ao pote. Vá com calma e, de preferência, com orientação técnica, para recuperar a antiga boa forma e obter os melhores resultados. Para começo de conversa, se você não estiver tão familiarizado com os novos equipamentos e modalidades de exercícios, não se acanhe e peça a orientação de um personal trainer. Afinal, você não é obrigado a saber como trabalhar uma remada horizontal, elevação lateral com
ORIENTAÇÃO
Na Personal Fitness Club você pode optar por um plano que lhe dá assistência integral de um personal trainer, e com esse acompanhamento o seu rendimento será muito maior halter, leg press ou supino na máquina. Normalmente esses são exercícios que exigem muito esforço dos grupos musculares – peito, costas, ombros, pernas e glúteos, além dos bíceps e tríceps. Portanto, vá devagar, sem exageros, porque um passo em falso pode render dores musculares e ainda prejudicar o seu desempenho. Na academia Personal Fitness Club você pode contar com uma assistência persona-
lizada durante todos os seus exercícios. A presença do seu personal trainer na execução das atividades é uma garantia de bons resultados. Você pode até malhar sozinho, mas, na musculação, técnica é tudo e um movimento inadequado pode causar uma lesão. Se você mantiver a postura perfeita durante seu exercício, vai ficar mais bem condicionado em menos tempo.
SERVIÇO UM NOVO CONCEITO EM ACADEMIA Onde: Academia Personal Fitness Club Endereço: Rua Acre, 66, Vieiralves - Nossa Senhora das Graças Informações: 3584 0317
A presença de um personal trainer é fundamental durante todas as atividades físicas
F8
Saúde
e bem-estar
MANAUS, DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012
Dormir ou estudar? Eis a questão que tira o sono O sono é um elemento primordial na estrutura psicológica, além de ajudar o entendimento, a memória e a concentração DIVULGAÇÃO
EMILY PONCE Especial EM TEMPO
O
que nem todo mundo sabe é que quem dorme pouco pode ter muita dificuldade em assimilar novos conhecimentos. “A carência de horas de sono leva ao déficit de memória, sonolência diurna, alterações de humor e queda da imunidade. Tudo isso provoca a diminuição da motivação e da concentração, essenciais para o aprendizado”, explica o neurologista especializado em sono, MassanobuTakatani. Segundo Takatani, os professores podem ajudar os alunos conhecendo melhor os mecanismos geradores do sono e sua influência nos processos cognitivos responsáveis pela aprendizagem. E, além disso, podem compartilhar seus conhecimentos com os alunos e seus familiares em reuniões de grupo. “Esse não é um problema exclusivo do Brasil, mas vem se agravando devido à situação socioeconômica do país, considerando que a aprendizagem depende da qualidade do sono e que este depende da qualidade de vida,
a qual envolve fatores como alimentação, moradia, saneamento, segurança, educação e saúde”, relata o médico. Uma pesquisa realizada por médicos israelenses e norteamericanos comprovou que uma boa noite de sono é fundamental para armazenar o conhecimento aprendido durante o dia. A pesquisa mostra
DESCANSO
Uma pesquisa realizada por médicos israelenses e norteamericanos comprovou que uma boa noite de sono é fundamental para armazenar o conhecimento aprendido durante o dia que a fase do sono, chamada de movimentos oculares rápidos (NREM), está ligada a melhores resultados de memorização. Isso quer dizer que o processo de aprender se dá em três fases: a prática, no momento em que se aprende; a segunda, nas primeiras horas de sono; e a terceira, nas fases finais, em
que aparecem os sonhos. O sono regula funções importantes do organismo e tem um significativo papel na manutenção da saúde e qualidade de vida dos indivíduos. Ao contrário do que muitos imaginam o cérebro não descansa enquanto dormimos. É durante o sono que consolidamos a aprendizagem que tivemos durante o dia e a retemos na memória. Entre os fatores que prejudicam o sono estão o excesso de luminosidade em maior proporção nas cidades grandes, o uso indiscriminado de aparelhos eletrônicos, o uso de drogas, dentre as quais se incluem drogas lícitas, como o álcool e a nicotina além da vida pautada pela competição, característica do capitalismo desenfreado. Medicamentos que induzem o sono só podem ser usados quando mudanças nos hábitos alimentares e de vida, além do acompanhamento psicológico, não resolverem o problema. Esses medicamentos atuam sobre os neurotransmissores moduladores do sono, tais como dopamina, serotonina, melatonina (substâncias ativas), entre outros.
Entre os fatores que prejudicam uma boa noite de sono estão a luminosidade e o barulho
Dicas para ter um bom repouso Dormir e acordar sempre nos mesmos horários, não ingerir bebidas alcoólicas antes de dormir; evitar bebidas estimulantes como café, chá-preto, guaraná
em pó e derivados, não fumar, dormir em local escuro, com cama e travesseiros confortáveis, alimentar-se com refeições leves pelo menos duas ho-
ras antes de dormir, submeter-se a práticas relaxantes, como a meditação, e só tomar remédios para dormir em ocasiões especiais e sob orientação médica.