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Saúde - 15 de março de 2015

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Caderno F

MANAUS, DOMINGO, 15 DE MARÇO DE 2015

DIVULGAÇÃO

Saúde

e bem-estar

saudeebemestar@emtempo.com.br

Em qual dieta você se encaixa?

(92) 3090-1017

Ervas medicinais contra a

má digestão As ervas medicinais foram a primeira opção terapêutica para tratar doenças em toda a história da humanidade

A

final, quem nunca fez a pergunta sobre o que é fitoterapia? A resposta é simples e animadora. Trata-se de uma ciência que usa, exclusivamente, matérias-primas vegetais para tratamento e prevenção de doenças. Trocando em miúdos, fitoterapia é a utilização de plantas medicinais ou bioativas, ocidentais e/ou orientais, in natura ou secas, plantadas de forma tradicional, orgânica e/ou biodinâmica, apresentadas como drogas vegetais ou drogas derivadas vegetais, nas suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas e preparadas de acordo com experiências populares tradicionais ou métodos modernos científicos. A nutricionista Vanderlí Marchiori explica a diferença entre os fitoterápicos e medicamentos sintéticos. “Os medicamentos fitoterápicos são obtidos com emprego exclusivo de matérias primas ativas vegetais, diferente do que ocorre com os medicamentos sintéticos (feitos a partir da síntese química em laboratório)”. Além disso, dentro do universo da fitoterapia, existem os medicamentos fitoterápicos, comercializados na maioria das vezes em diferentes formas farmacêuticas, como óleos, cápsulas e extratos concentrados. Diferente das receitas caseiras que são baseadas apenas no conhecimento popular, os fitoterápicos obedecem às rigorosas normas de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da mesma forma que um medicamento tradicional. Além disso, sua prática e eficácia são validadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1998. Fitoterápico, de acordo com a legislação sanitária brasileira, é o medicamento obtido empregando-se exclusivamente matérias-primas ativas vegetais, cuja eficácia e segurança são validadas por meio de levantamentos etnofarmacológicos, de utilização, documentações tecnocientíficas ou evidências clínicas. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. É importante frisar que não se considera medicamento fitoterápico aquele que inclui na sua composição substâncias ativas isoladas, sintéticas ou naturais, nem as associações dessas com extratos vegetais. Alívio As ervas medicinais foram a primeira opção terapêutica para tratar doenças em toda a história da humanidade. E o interessante é que hoje, com toda a evolução na indústria química e farmacêutica, os medicamentos fitoterápicos, extraídos das plantas, continuam em alta. Por esse motivo, certos desconfortos como a má digestão podem ser aliviados com o uso de fitoterápicos. Uma das principais plantas para tratar esse problema é o boldo que, devido às suas propriedades farmacológicas e ao seu princípio ativo - boldina, um alcalóide responsável pelas suas propriedades hepáticas e gastrointestinais -, é indicado também para diversos males de saúde. “A erva contribui para a proteção do fígado e estimula a vesícula biliar. Além disso, ela melhora as funções digestivas, auxilia no tratamento da prisão de ventre e é considerado um diurético”, explica. O ruibarbo, originário de montanhas asiáticas, é uma planta comestível, largamente utilizada como fitoterápico graças às suas propriedades medicinais cientifi-

camente comprovadas. Este fitoterápito também colabora para melhorar as funções estomacais, pois ajuda na digestão e tem ainda ação laxativa e adstringente, e alivia a azia e o enjoo. Vanderlí fala ainda da cáscara sagrada, planta originária dos EUA muito bem adaptada no Brasil, pode ser encontrada em todas as regiões do nosso país. “A erva tem propriedades digestivas, diuréticas e laxativas. Ela auxilia no combate a prisão de ventre, facilitando a eliminação das fezes. Portanto, contribui para a finalização do processo digestivo”, destaca. Para quem tem problemas como a gastrite, os especialistas recomendam a folha da espinheira-santa. Estudos realizados na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) demonstraram que a planta também é capaz de incrementar a barreira da mucosa do estômago, graças a uma substância chamada de friedenelol, presente em sua composição. “A espinheira também é rica em flavonoides, o que justifica seu uso como anti-inflamatório e preventivo para a formação de úlceras. Esses flavonoides inibem a ação de determinadas enzimas,

reduzindo a produção de ácidos e óxido nítrico no estômago”, diz a profissional. A erva-cidreira é ideal para quem sofre com a azia, já que alivia a sensação de queimação que é típica do incômodo, pois confere proteção extra à mucosa do estômago. Seus mecanismos de ação são desconhecidos. Esses, e muitos outros, são recomendados para o tratamento de diversos problemas, mas a especialista diz que é preciso ficar atento as contraindicações. “Alguns fitoterápicos não são recomendados para crianças, gestantes, lactentes, pessoas com pressão alta ou baixa. A automedicação não é recomendada, e é sempre a melhor saída consultar um profissional especializado”, conclui.

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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com / www.historiadamedicina.med.br

Os limites da cura A busca teórica do limite da matéria viva onde o normal transforma-se em doença, se é que existe a doença e o normal, complica ainda mais no momento em que resgatamos da física quântica a aplicação da partícula-onda à medicina. Ao decompor a célula considerada doente, por exemplo, a célula cancerosa, chega-se ao binômio partícula-onda, no qual, teoricamente, não é possível admitir as mesmas qualidades tanto no átomo oriundo da célula normal quanto no da célula doente. A resistência à igualdade entre as partículas-ondas é estruturada na manifestação da vida, oriunda da célula normal e da célula cancerosa, é observável de modo diferente. Se aceitarmos que a física está correta, isto é, o binômio partícula-onda tem qualidades iguais tanto na célula cancerosa quanto na sadia, a doença seria uma manifesta-

ção da vida. Caso contrário, se for uma imprecisão da física, tornar-se-ia imperioso repensar a doença com conteúdo diferente do binômio partícula-onda, por essa razão, observada de modo diverso do da saúde. Como a análise retrospectiva induz à crítica, é importante refletir sobre os limites da cura de ontem e os de hoje. Se formos capazes de rir dos conceitos teóricos hipocráticos, do século 4 a.C., não devemos esquecer que, presumidamente, no futuro, a medicina do século 21 será motivo de zombaria. Ao longo de quarenta anos como médico e professor, tendo realizado mais de setenta mil consultas e cinco mil cirurgias, mesmo com o domínio das publicações internacionais recentes, não raras vezes, me senti incompetente para diminuir o sofrimento dos doentes, especialmente, nos cânceres sem resposta ao tratamento.

Entre esses doentes, após explicarmos as grandes limitações da medicina, alguns nos perguntavam sobre a busca de tratamentos alternativo. A nossa resposta continua sendo a mesma: os limites da cura são imprecisos. As correntes que ligam as expressões de cura com o conjunto social, tanto no espaço profano quanto no sagrado, mostram-se tão sólidas que impulsionam a certeza de serem tão fortes quanto a cor da pele ou qualquer outra característica física determinada pela mensagem genética. Nunca é demais repetir que a Medicina oficial está longe de compreender a questão fundamental dos saberes médicos: em qual dimensão da matéria o normal se transforma em patológico, se é que existe normal e patológico. Extraordinariamente, esse fato nunca esmoreceu a luta dos médicos contra a dor e morte prematura.

João Bosco Botelho Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

As correntes que ligam as expressões de cura como conjunto social mostram-se tão sólidas que impulsionam a certeza de serem tão fortes quanto a cor da pele”

Benefícios do sal integral para a saúde geral Fornece a energia aos músculos; ajuda a combater as carências de minerais provocadas por má alimentação; diminui a acidez gástrica; estimula a circulação sanguínea, respiratória, sistema nervoso, rins e vias urinárias; é antialérgico; estimula a cura de feridas, alivia a psoríase; combate o bócio; mantém o equilíbrio da tiroide; regula o excesso de sódio e potássio; promove o equilíbrio do pH estável dentro das células; promove padrões de sono saudável e desintoxica o corpo de metais pesados. Infelizmente, você só vai encontrar esse tipo de sal em casas de produtos naturais e com preço bem mais “salgado”.

Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com

A osteoporose Doença metabólica que causa redução na quantidade de osso no esqueleto, é considerada um grave problema de saúde pública, pois acomete 25% da população brasileira, sobretudo em decorrência do processo de envelhecimento, sendo mais comum no sexo feminino, cerca de 40% das mulheres correm o risco de ter uma fratura em decorrência do mal. A fratura do fêmur é a consequência mais dramática da osteoporose. Mas a quebra de ossos vertebrais, na coluna, também é um drama da terceira idade. É uma doença silenciosa, e muitas vezes o paciente só toma conhecimento dela quando sofre uma fratura. Com o envelhecimento progressivo da população, a doença aumenta sua incidência ano a ano. Pelo ultimo censo, 51 milhões de brasileiros tem mais de 55 anos. Desses estima-se que cerca de 10 milhões sejam portadores de osteoporose. Uma em cada três mulheres desenvolve a doença após a menopausa. No caso dos homens, uma a cada cinco. É essencial realizar o controle regular da perda óssea nas mulheres, após a menopausa. Prevenção é a prioridade no combate a osteoporose, uma doença silenciosa, caracteri-

zada pela perda óssea e deteriorização do tecido ósseo. Nosso osso começa a se formar ao nascermos. O pico da massa óssea se dá na adolescência e se completa na fase adulta, por volta dos 30 anos de idade. A formação adequada diminui os riscos e as complicações da doença após os 60, 70 anos. Daí a importância da ingestão adequada de cálcio em todas as fases da vida. O cálcio é um mineral muito importante para o funcionamento de várias funções no nosso organismo: influencia os, músculos, os nervos e, especialmente, é fundamental para a formação da massa óssea e na manutenção da saúde do osso. O esqueleto contém 99% do estoque de cálcio do organismo. E quando não ingerimos a quantidade adequada desse mineral, o cálcio é retirado dos ossos que funciona como um reservatório. O osso, ao contrario do que muitos imaginam, é um tecido altamente dinâmico, é renovado continuamente ao longo da vida. Vou mais longe. A prevenção da osteoporose, teoricamente, começa ainda na gestação. O que mais importa, para evitar a doença, é ter um bom banco de ossos, uma espécie de estoque ósseo, quando

se chega ao começo da vida adulta. Uma criança que foi bem amamentada tomou bastante leite e fez atividade física normalmente chegou à adolescência com um bom suporte ósseo que o protege contra a osteoporose. Daí para frente, ele vai depender de alguns fatores de risco para evoluir ou não para a osteoporose. O problema é que a retirada do cálcio dos ossos pode deixa-los porosos, frágeis, com maiores riscos para fraturas. Diversos são os fatores que determinam a diminuição da massa óssea e aumentam o risco de desenvolvimento da doença. Dentre eles, deficiência hormonal, idade, ingestão inadequada de cálcio, deficiência de vitamina D, abuso de álcool, tabagismo, vida sedentária etc. Além da avaliação do histórico do paciente e dos fatores de risco e sinais, como a curvatura da coluna e a chamada corcunda causado pelas microfraturas das vértebras da coluna, pode ser utilizado um exame denominado densiometria óssea, utilizando tanto para o diagnostico, quando para o controle do tratamento da osteoporose. Quanto às abordagens para tratar a doença, é bom que se diga que são variadas e devem sempre ser prescritas e acompanhadas pelo profissional especializado.

Humberto Figliuolo farmacêutico

Diversos são os fatores que determinam a diminuição da massa óssea e aumentam o risco de desenvolvimento da doença

Chá de hibisco pode ajudar a retardar o envelhecimento Possui ação antioxidante que protege as células contra os danos causados pelos radicais livres; tem efeito diurético, por isso é um aliado para evitar a retenção de líquidos. Ajuda a baixar a pressão arterial. É bom para o cérebro: as vitaminas do complexo B presentes no chá têm essa ação principalmente nos neurônios, células que formam nosso cérebro. Retarda o envelhecimento da pele. Ajuda a eliminar as toxinas do organismo, responsáveis pela retenção de líquidos, inclusive o inchaço do período menstrual (aumento dos hormônios) e atua como um energético natural. Ideal para recarregar as energias, o chá de hibisco pode ser consumido quente ou gelado a qualquer hora do dia.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br Repórter Mellanie Hasimoto

Revisão Dernando Monteiro

Diagramação Adyel Vieira

www.emtempo.com.br


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Obesas têm gravidez mais tranquila após bariátrica A

obesidade é uma epidemia mundial que atinge cerca de 12% da população, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse cenário é alarmante e pode impactar as futuras gerações, uma vez que a doença desencadeia outros problemas de saúde relacionados, que colocam em risco não apenas a saúde do obeso, como também compromete a vida de seus descendentes. Ao contrário do que se imaginava até então, a cirurgia bariátrica é uma grande aliada para mulheres obesas que pretendem engravidar, ajudando tanto na fertilidade, quanto na saúde da gestante e do bebê. Um estudo publicado esta semana pelo “The New England Journal of Medicine” comprovou que, ao tratar a obesidade antes de engravidar por meio da redução do estômago, é possível diminuir os riscos de diabetes gestacional, a incidência de parto prematuro, a ocorrência de má formação congênita no feto e a taxa de mortalidade neonatal. O estudo, realizado na Suécia, avaliou registros de 2.832 mulheres obesas que deram à luz entre os anos 2006 e 2011 e

comparou as gestações de mulheres que fizeram cirurgia bariátrica antes de engravidar com as de mulheres que não fizeram. Os pesquisadores constataram que as mulheres submetidas à cirurgia bariátrica antes de engravidarem diminuíram em 30% as chances de desenvolver diabetes gestacional, fator que pode levar à pré-eclâmpsia, hipoglicemia, má formação e aborto. Além disso, observouse uma diminuição de 40% na probabilidade de bebês excessivamente grandes, que podem acarretar em problemas pulmonares, entre outros. Segundo o coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Ricardo Cohen, os resultados afetam o quadro crescente de mulheres obesas que engravidam. “É mais comum que essas gestantes apresentem mais problemas de saúde neste período, incluindo diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro e risco de mortalidade neonatal. Seus bebês são mais propensos a apresentarem excesso ou baixo peso ao nascer, problemas congênitos ou, até mesmo, desenvolver obesidade na infância”, afirma.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Estudo comprova a eficácia do procedimento para evitar possíveis complicações na gravidez de mulheres acima do peso

Ao contrário do que se imaginava, a cirurgia bariátrica não é um fator de risco para gestantes e bebês, é sim uma proteção à saúde

Indicado antes da gestação O especialista ressalta ainda que a cirurgia bariátrica deve ser realizada ainda na fase em que a mulher planeja engravidar, com o objetivo de perder peso e ajudar no processo de fertilidade, garantindo assim uma gestação segura e saudável. “As pacientes obesas possuem normalmente mais distúrbios no eixo hopitálamo-hipófise-ovário, no ciclo menstrual e têm até três vezes mais chances de sofrer anovulação, causados principalmente por um quadro de resistência periférica à ação da insulina e também à síndrome de ovário policístico. A mulher acima do peso ideal produz maior quantidade de estrógeno, que causa um efeito contraceptivo, limitando as chances de gravidez”, explica o doutor Cohen.


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Afinal, qual a melhor dieta?

São tantas as opções que fica difícil escolher uma determinada dieta quando o objetivo é reduzir o peso. A dica é ver à qual se adequa melhor VERA LIMA Equipe EM TEMPO

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uem está acima do peso e vive em luta constante com a balança sabe que fazer dieta nem sempre é tarefa fácil. Porém, muitas vezes o mais difícil é escolher a dieta adequada para fazer sem grandes sacrifícios, porque o mais complicado não é começar a dieta, é dar continuidade até obter os resultados desejados. Depois que a presidente Dilma emagreceu mais de 13 quilos com a dieta Ravena, não se fala de outra coisa nesse país. Criado pelo médico e psicanalista argentino Maximo Ravenna, o programa de emagrecimento trabalha basicamente com um controle de calorias que geralmente não pode ultrapassar 1.200/dia. Essa dieta rigorosa, que oscila a partir de 800 calorias/dia, permite emagrecer até 3 quilos em apenas uma semana. A dieta Ravena é definida de acordo com as necessidades e as características de cada paciente para definir o total de calorias/dia, mas pode ser seguida independente da orientação de um profissional porque sua base é a eliminação radical de carboidratos e a adoção de frutas, verduras, legumes e proteínas no cardápio diário. A dieta é organizada em quatro refeições: café da manhã, almoço, café da tarde e jantar. Segundo a nutróloga Alice Amaral, o importante é não consumir alimentos com alto índice glicêmico como doces, massas, batatas, pães, fritura, queijos amarelados e bebida alcoólica. Mas existem alternativas para quem não aprovou o método Ravena. Um programa que

promete erradicar até 4,5 quilos em apenas três dias é a dieta do pepino. Os resultados surgem rapidamente, mas exigem muita disciplina e dedicação ao cardápio. Ela é muito recomendada para quem sofre com a retenção de líquidos, podendo acabar com a sensação de inchaço, o que contribui para diminuir as medidas. É uma dieta radical para perder peso com rapidez quando se pretende entrar naquele vestido e o tempo é curto, mas não pode durar muito porque o corpo perde nutrientes como potássio e sódio. A dieta do pepino é prática para realizar. Durante três dias você só vai consumir água e suco de pepino. A principal regrar é ingerir somente suco de um pepino diariamente, sem ultrapassar três pepinos por dia. Não aprovou? Então vamos tentar mais uma. Certamente você já deve ter ouvido falar

da dieta do Ph, que trata basicamente dos níveis de alcalinidade no sangue para o emagrecimento. Segundo especialistas, por meio da combinação de alimentos acidificantes e alcalinizantes é possível chegar a um nível de equilíbrio orgânico capaz de proporcionar a perda de peso. A proposta de cardápio é baseada em alimentos específicos com 5 opções de café da manhã, lanche da manhã e tarde, almoço e jantar.


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Diretamente da Europa A dieta mediterrânea é muito saudável, mas pode ser mais cara em alguns Estados. Ela está relacionada a um consumo maior de leite, peixes, azeite de oliva, vinho, leguminosas e oleaginosas como nozes, azeitonas e amêndoas, lentilha, grão de bico, cereais e verduras e o baixo consumo de carnes vermelhas. Pão e massas também são permitidos nessa dieta O resultado é uma vida mais longa e saudável. O grande diferencial entre a dieta mediterrânea

e a dieta ocidental é o baixo consumo de carnes vermelhas, alimentos industrializados e doces que são ricos em gorduras e açucares, e os resultados são comprovados cientificamente. Um detalhe importante é que ovos são um dos alimentos dessa dieta, e se pode consumir até 6 ovos em um único dia, que podem ser preparados de qualquer forma, nunca fritos. Café, chá e água podem ser bebidos livremente e o uso de goji berry é indicado para melhores resultados.

Contando calorias Se o pesadelo da maioria das pessoas que precisa emagrecer é justamente contar calorias, imagine poder contar com calorias negativas. Isso mesmo, embora a possibilidade ainda seja apenas um sonho, a boa notícia é que existem alimentos com calorias negativas, que você pode consumir sem receio e que ainda vão te ajudar a perder peso com saúde. A principal característica desse tipo de alimento é que ele tem poucas calorias e

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muitas fibras, o que faz com que o corpo precise trabalhar bastante para fazer a digestão e acaba gastando mais calorias do que consumiu. Alguns alimentos que contribuem para você baixar ou manter o peso são melancia, alface, abobrinha e pepino. Invista neles, mas é importante lembrar que o organismo precisa de equilíbrio entre macronutrientes e micronutrientes, com necessidade diária de proteína, gordura e carboidrato para emagrecer de maneira saudável.


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OUVIDOS

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Cada parte do ouvido tem um papel importante nas informações sonoras ao cérebro e a perda auditiva é o resultado de danos a uma ou várias partes do ouvido externo, médio e interno

patia aos sons, isolamento afetivo, comportamento inadequado frente a outras crianças ou mau aproveitamento escolar na escola são sintomas que costumam deixar os pais apreensivos e podem ser interpretados erroneamente como rebeldia ou falta de interesse, mas ao contrário do que se possa pensar, esses podem ser sintomas de perda auditiva e os pais devem ficar atentos, procurando o ficar

quanto antes a opinião de um médico. A advertência é do otorrinolaringologista Dr. Iulo Barauna. Segundo ele, por meio de

uma observação comportamental da criança, feita pelos pais ou cuidadores é possível perceber se existe alguma coisa errada. “Muitas vezes a suspeita da perda auditiva ocorre pelos professores ao observar um atraso na evolução da linguagem e queda do rendimento escolar comparado às crianças de mesma idade”. O médico acrescenta que após essa suspeita, uma avaliação audiológica com exames poderá ser solicitada. “Mesmo em crianças muito pequenas, a partir de poucos dias de vida, é possível es-

tabelecer com relativo grau de segurança a presença e até mesmo a severidade da perda auditiva”. Entendendo o ouvido O doutor Barauna explica que cada parte do ouvido tem um papel importante no fornecimento de informações sonoras ao cérebro e que a perda auditiva é o resultado de danos a uma ou várias partes do ouvido externo, médio e interno. Essa perda pode ser causada por diversos fatores, principalmente aquela induzida por ruídos e a senil . FOTOS: DIVULGAÇÃO

Em alto e bom

VERA LIMA Equipe EM TEMPO

A perda da idade na velhice é um evento degenerativo

Causas da perda auditiva “A perda auditiva pode ser causada pelo envelhecimento do sistema auditivo e nesta situação é chamada de presbiacusia. Caracteristicamente apresenta-se com uma queda no aproveitamento auditivo, queda na compreensão das palavras e zumbidos. Inicia-se em média, a partir dos 65 anos, mas a idade e a intensidade da perda auditiva são extremamente variáveis, dependendo do comportamento genético de cada indivíduo (histórico familiar)”, diz ele. Segundo ele, os primeiros sinais da perda auditiva na terceira idade são a dificuldade de detecção dos sons e a queda na compreensão das palavras. “Nesse momento é recomendada a avaliação por um otorrinolaringologista

Na dúvida sobre a qualidade de sua audição é melhor consultar um especialista para ver se está com alguma perda auditiva. Diversos fatores podem contribuir para que o problema ocorra

para avaliar se as via auditivas não se encontram obstruídas por degrau epitelias ou mesmo rolhas de cerúmen. Complementa-se a avaliação com um exame de audiometria de tons e de palavras. Com este exame clínico e exame audiométrico é possível a detecção da existência e da severidade da perda auditiva”. Mas será que existem recursos para evitar essa perda de audição? De acordo com o médico, infelizmente a perda auditiva desencadeada pela idade é um evento degenerativo causado por estímulo genético. Assim como outras doenças genéticas, não existe uma maneira de retardar seu aparecimento ou mesmo terapia de controle da progressão.

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Fortalecer a coluna evita dores As dores na região lombar podem afetar homens e mulheres em diferentes faixas etárias e até mesmo um público mais jovem como crianças e adolescentes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cerca de 85% das pessoas sofrem ou irão sofrer com dores lombares, sendo que em grande parte é o público feminino o mais acometido. Os motivos para o acometimento dos incômodos na região são muitos: fatores hereditários, traumas de repetição no trabalho e no esporte, a ingestão de bebidas alcoólicas, o tabagismo, idade avançada e, especialmente, os maus hábitos posturais ao longo do dia. “Na fase adulta, ao menos 1% da população exibe dores consideradas intensas e permanentes na parte inferior das costas”, afirma o fisioterapeuta Helder Montenegro, especialista em coluna vertebral. Essas dores intensas podem afetar, inclusive, o nervo ciático. Isso porque, as dores crônicas atingem uma área da coluna vertebral, que atua fornecendo o apoio corporal. “Quando

as dores não são devidamente tratadas, podem provocar danos como degeneração dos discos intervertebrais e, consequentemente, contribuir para o surgimento de hérnia de disco e osteofitose (bico de papagaio)”, descreve Montenegro. Para prevenir os incômodos, o ideal é não descuidar da postura no dia a dia, pois quando o alinhamento vertical está correto o corpo realiza movimentos de maneira mais eficaz, evitando a sobrecarga de determinadas regiões. Uma atividade que ajuda a fortalecer a região lombar e, com isso, evita o acometimento de lesões é o pilates. “O pilates trabalha diferentes músculos do corpo. De modo que, a prática correta do método melhora o fortalecimento dos músculos fracos e alonga os encurtados, garantindo uma melhor flexibilidade e mobilidade das articulações”, garante Helder. A técnica também prioriza a concentração como elementochave para sua realização, pois a atenção no exercício melhora a consciência do praticante sobre o seu corpo. “O pilates prioriza o controle e a precisão

na execução dos movimentos, proporcionando ao aluno um melhor aproveitamento dos benefícios que a atividade oferece”, afirma o especialista. Um exemplo disso é o benefício da prevenção de lesões a partir do fortalecimento de músculos que dão mais estabilidade para as articulações. ”Mas, é importante deixar claro que a prática deve respeitar os limites do corpo. Portanto, a indicação é que a carga e a dificuldade dos exercícios aumentem conforme o praticante consiga realizá-los sem compensações”, salienta o fisioterapeuta. Veja quais são os benefícios da prática de pilates: • Previne lesões; • Previne fraturas osteoporóticas; • Corrige a postura; • Corrige problemas graves de movimento; • Ajuda a evitar problemas da coluna como hérnias de disco; • Favorece a circulação do sangue; • Combate o estresse; • Melhora a respiração; • Estimula a coordenação motora.


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Cerca de 100 mil pessoas morrem ao ano no Brasil vítimas de AVC

Arritmia cardíaca está entre as causas de AVC

Medidas preventivas como evitar a ingestão de álcool, podem ajudar

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ipertensão arterial e álcool, essa combinação pode ser fatal, principalmente para quem já passou dos 50 anos. “A cada dose de álcool consumida, o risco de um indivíduo ter uma Fibrilação Atrial, considerada o tipo mais comum de arritmia cardíaca, responsável por cerca de 20% de todos os casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) aumenta 6%. A

agressão da bebida alcóolica no organismo pode desencadear a doença”, explica o cardiologista Leandro Zimerman. Segundo o especialista, adotar medidas preventivas pode ajudar a diminuir o número de casos de AVC na população, principal causa de incapacidades em adultos no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Dependendo da localização e do tamanho da lesão provocada no cérebro pelo AVC, o paciente pode apresentar sequelas irreversíveis e incapacitantes, como paralisia em um dos lados do corpo e dificuldades na fala. A Fibrilação Atrial Não Valvar (FANV) se manifesta principalmente em pessoas com mais de 50 anos, com aumento expressivo de incidência após os 70 anos. Esse perfil tem especial importância no Brasil, diante do aumento da expectativa de vida no país, que passou de 62,7 anos para 73,9 anos entre 1980 e 2013. O risco de um portador de fibrilação atrial ter um AVC é

de 5 a 7 vezes maior do que o de pessoas sem essa arritmia. Isso porque, muitas vezes, a FANV pode promover a formação de coágulos no coração e eles podem se desprender, levando ao entupimento de artérias em várias partes do corpo, inclusive no cérebro. O AVC Cerca de 100 mil pessoas morrem por ano no Brasil em função do AVC, de acordo com o Ministério da Saúde. A doença atinge 15 milhões de pessoas no mundo todo e pode se apresentar de duas maneiras: isquêmico (80% dos casos) e hemorrágico (20%). Nos dois casos os sintomas são similares: dor de cabeça muito forte, às vezes acompanhada de vômito; dormência ou perda de força na face, nas pernas ou nos braços, em geral em um dos lados do corpo; dificuldades motoras, problemas na movimentação; incapacidade para falar ou entender frases simples; e dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos.

A busca por auxílio médico deve ser imediata, uma vez que o tratamento do AVC isquêmico, em até quatro horas e meia após o início dos sintomas, pode evitar sequelas mais severas e a morte. Além da hipertensão arterial e da FANV, também são fatores de risco para o AVC a diabete, obesidade, colesterol alto e tabagismo, bem como o sedentarismo e o abuso de álcool.

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Menopausa requer mais consumo de ferro e cálcio A

s dietas recomendadas para as mulheres devem ser distintas daquelas indicadas aos homens, principalmente pela diferença significativa entre a quantidade de ferro e cálcio que deve ser ingerida diariamente por cada um. De um modo geral, os hormônios e o metabolismo são os principais responsáveis. As proporções dos macronutrientes (carboidratos, lipídeos e proteínas) são semelhantes para adultos. Entretanto, as recomendações podem ser mais específicas e baseadas em estatísticas populacionais, que considera além da idade e gênero, as fases da vida (gravidez e doenças, por exemplo). Segundo a nutróloga Isolda Prado “o consumo de ferro é avaliado para a mulher principalmente a partir do início do ciclo menstrual, para compensar as perdas sanguíneas e conseguir sintetizar as hemácias, que necessitam dele, além de vitamina B12 e ácido fólico”. A quantidade de cálcio também deve ser observada e considerar a diferença hormonal entre os sexos. “O aumento da necessidade acontece principalmente na fase do climatério, entre 51 anos e 70 anos. A mulher precisa de 200mg a mais de

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Hormônios e metabolismo diferentes devem ser considerados nas dietas indicadas. Mulheres precisam redobrar atenção cálcio, quando comparada ao homem, na mesma faixa etária, para o reforço ósseo e menor influência hormonal no processo de fixação do cálcio no osso”, pontua. E as calorias? A queima de calorias também acontece em maior ou menor intensidade entre ho-

NECESSIDADES

As mulheres tendem a necessitar mais de ferro e cálcio durante a fase do climatério, entre 51 e 70 anos. A mulher precisa de 200 mg a mais de cálcio quando comparada ao homem mens e mulheres, além de ser influenciada por diversos fatores, como atividade física e estado de saúde. A massa muscular é o principal ativo no gasto de energia e, na maioria das vezes, os homens têm mais massa muscular em relação à massa de gordura no corpo, o que faz com que as mulheres demorem mais para gastar algumas calorias.

Entre os alimentos ricos em ferro estão o cordeiro, os pães integrais, a beterraba, a gema de ovo, a salsa, o pimentão e outros

Dentre os alimentos ricos em cálcio estão: leite integral, castanha do pará, sorvete de creme, ameixas secas, brocólis e outros


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Saúde - 15 de março de 2015 by Amazonas Em Tempo - Issuu