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Saúde - 14 de setembro de 2014

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Caderno F

MANAUS, DOMINGO, 14 DE SETEMBRO DE 2014

DIVULGAÇÃO

Saúde

e bem-estar

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Reduza os incômodos da sinusite Saúde e bem-estar F4

Acertando o seu relógio biológico Dormir cedo, acordar cedo e ainda muito bem-disposto não é para qualquer um, mas com jeitinho tudo é possível MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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isposição e bom humor, para as pessoas que não são matutinas, é algo raro. Mas também há aqueles que acordam sorridentes e de bem com a vida. Esses dois extremos podem ter apenas um fator em comum: o sono. Muitas das vezes, a privação de sono influencia na maneira como acordamos – querendo pular da cama ou dar mais aqueles cinco minutinhos de soneca. Para os especialistas, uma noite bem-dormida é a saída para ter um começo de dia produtivo. A administradora Leila Ramos, 29, é daquelas que odeia acordar cedo, apesar de ter que estar no trabalho às 8h. “É terrível. Eu gosto de dormir tarde, mas agora está meio impossível. Trabalho em dois lugares, então não dá nem para dar uma sonequinha. É tudo corrido e, à noite, fica difícil desacelerar”, conta. Habituada a dormir e acordar tarde, ela começou um segundo emprego recentemente e a adaptação foi difícil. “O primeiro mês foi um terror. Estava acostumada a dormir

3h, 4h da manhã, às vezes até 5h, para acordar ao meiodia, me arrumar e ir trabalhar. Mas, com o segundo emprego – porque não está fácil para ninguém – tive que começar a acordar às 7h. Mas não acordo cheia de sorrisos. Preciso de um tempo para ‘reagir’”, ri. Mas essa situação de Leila tem explicação: na maioria das vezes, a dificuldade para acordar bem-disposto tem um grande culpado: a privação de sono. “Antes, no começo do século 20, dormíamos cerca de nove horas por noite, hoje a média é menor do que sete horas”, compara o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho. Outros fatores também podem influenciar nisso. “Também existem aspectos genéticos, pessoas que têm tendência a acordar e dormir muito tarde ou muito cedo. Só que essa é uma porcentagem muito pequena da população”, frisa a pneumologista Sonia Togerio, pesquisadora do Instituto do Sono, em São Paulo. De qualquer forma, acordar com dívidas na conta de sono pode ser prejudicial ao rendimento e à saúde. “Isso causa problemas de memória, humor, falta de atenção e, é claro, sonolência”, ensina Sônia.

RELÓGIO INTERNO O nosso ritmo central é programado pela hipófise, e ela regula vários outros “reloginhos” no nosso corpo. É como se ele fosse um maestro, e os outros órgãos, músculos e células fossem uma orquestra de vários instrumentos. Quando a música está desafinada, ou melhor, os relógios estão dessincronizados, a saúde então não vai bem. A ciência que estuda como essa sinfonia funciona é a cronobiologia, e entre seus conceitos, ela estabelece que alguns de nós podem começar o dia mais cedo ou mais tarde. São os chamados cronotipos: O matutino é aquele que dorme cedo e acorda cedo e tem alta produção durante o período da manhã. Já o vespertino, quando chega ao final da tarde e a noite, principalmente, acaba despertando e sendo mais produtivo. Isso significa que o relógio biológico desses extremos ou é mais adiantado ou mais atrasado. A maioria das pessoas, porém, se encaixa em algum lugar intermediário entre esse dois polos. Além disso, existe a questão de quantas horas de sono cada pessoa precisa para estar mais disposta: são os dormidores

longos e curtos, que dormem mais ou menos. O ideal seria que cada um pudesse adaptar seu dia aos momentos em que será mais produtivo. Na sociedade de hoje, os matutinos e dormidores curtos se dão melhor. Mas é possível, sim, tentar adaptar-se e ajudar o corpo a render um pouco mais de manhã.

ADRENÉRGICOS O mais difícil é começar o dia, mas se você se dispõe logo se anima. Uma forma de fazer isso é com atividades físicas, que liberam uma série de hormônios, como os adrenérgicos, que aumentam a temperatura corporal Um vespertino nunca se tornará um matutino, pois um não se sente bem completamente no horário do outro. Mas dá para pelo menos melhorar um pouco, como explica o médico Fábio Cardoso, especialista em medicina preventiva e longevidade. DISPOSIÇÃO “Ter horários constantes aju-

da, pois a hora de dormir e acordar é um dos fatores que regulam nosso ciclo circadiano (o período de 24 horas no qual se completam as atividades do ciclo biológico dos seres vivos). Assim, se você mantiver os mesmos horários todos os dias, o organismo tende a se habituar”, explica. Ou seja, muitos tentam acordar mais cedo, mas continuam dormindo mais tarde, ou então ficam um pouco mais na cama nos fins de semana. Isso confunde o corpo, que retoma o hábito a que está predisposto. O que se aconselha é manter uma regularidade, que não precisa ser rígida. Outra dica do especialista é programar o dia com uma hora a menos. “E faça isso durante a noite, assim você ganha uma hora para desacelerar. Programar muitas atividades para antes de dormir pode gerar estresse e liberar hormônios, como cortisol, que atrapalham o sono”, diz. Cardoso ressalta, ainda, que isso vale mais ainda para quem leva trabalho para casa. “E não importa seu cronotipo, dormir mal atrapalha o rendimento de qualquer um, e não só de manhã”, destaca. O consumo de proteínas pela manhã também ajuda. “Pessoas que ingerem refeições

proteicas têm uma melhor memória por algum tempo depois do consume, e também resulta em mais atenção (foco)”. Isso porque proteínas demandam maior gasto energético para sua absorção e metabolismo pelo fígado e induzem a aceleração do organismo. Além disso, o médico lembra que as proteínas reduzem a entrada do triptofano no cérebro, hormônio ligado ao sono, além de estimular a noroadrenalina, nos tornando mais despertos e ativos. E, enfim, Fábio Cardoso aconselha fazer exercícios cedo, já que manter-se ativo durante a manhã ajuda, e muito, a manter o corpo e a mente acordados. “O mais difícil é começar o dia, mas se você se dispõe se anima”. Uma das formas de fazer isso é com atividades físicas, que ainda liberam uma série de hormônios, como os adrenérgicos, que aumentam a temperatura corporal, outro sincronizador do relógio biológico. Além disso, o metabolismo se acelera, trazendo mais disposição. Muitos vespertinos não conseguem fazer exercícios mais puxados logo cedo, mas mesmo a atividade moderada, como uma caminhada, já surte esse efeito no corpo”.


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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com / www.historiadamedicina.med.br

Dos primeiros registros aos gregos Na espécie humana, os sentimentos gerados pela dor continuam sendo o mais importante instrumento para acionar os alertas biológicos para manter a vida. Inicialmente, a resposta à dor pode ter começado com os nossos antepassados muito distantes reagindo gesticuladamente ou por meio de linguagens específicas contra a dor provocada, como o desconforto do frio, da fome ou dos ferimentos de quaisquer naturezas. Durante milhares de anos, durante o processo de formação do aparelho fonador, a resposta humana recusando a dor tornou-se plena de especialização, em contraponto às manifestações acolhendo as sensações prazerosas. Assim, nos quatro cantos do planeta, com o passar dos milênios, em todas as linguagens que expressassem a significância dolorosa gestual ou falada manteve impressionante uniformidade. Até hoje, todos gritam contra as dores! As primeiras linguagens escritas incorporaram símbolos gráficos para traduzir o sentimento humano de aversão à dor de qualquer natureza. As sociedades escravistas que se desenvolveram nas margens dos rios Tigre, Eufrates, Indo e Nilo, registraram com detalhes os sofrimentos

causados pelas dores. Dessa forma, existiu grande número de símbolos gráficos identificados como expressões dolorosas. Em algumas culturas, como entre os assírios e babilônicos, a dor era entendida como sinônimo de pecado. Entre os gregos dos tempos homéricos, especificamente na estrutura dos livros Ilíada e Odisséia, a palavra phármakon, no grego arcaico, significava agente mágico, porque era capaz de restituir a ordem natural sem dor. São encontrados dois grupos de três palavras, respectivamente, relacionadas com a complexa mistura entre a dor física e a dor moral, as suas origens e os sentimentos físicos e psíquicos resultantes do desconforto: - Grupo um: penthos (desgosto, pesar, inquietação); kèdos (dor corporal); achos (emoção súbita e violenta, transtorno de sentimento que pode levar ao abatimento); - Grupo dois: odunè (relacionada com a dor do parto, podendo ser seguida dos adjetivos: oxus - aguda; pikros – cortante); algos (sofrimento de qualquer natureza); pèma (apesar de certa afinidade com algos, expõe melhor a dor coletiva em determinado tempo: epidemias, flagelo coletivo, sofrimento). Na Grécia hipocrática, século 4,

o teoria de Políbio, para explicar a origem da saúde e da doença por meio da teoria dos Quatro Humores, o número de palavras para designar a dor sofreu expressiva redução, ficando claramente restrito à experiência dolorosa em si mesma e aos sentimentos decorrentes. Na concepção socrática, a dor e o prazer-recompensa não poderiam estar presentes simultaneamente na mesma pessoa, e, de certa forma, ao mesmo tempo em que uma sensação substitui a outra, a ausência de dor poderia ser interpretada como uma expressão do prazer-recompensa. Platão, com genialidade aborda e valoriza o sofrimento doloroso e estabelece, em Gorgias, que a autenticidade da Medicina como arte está diretamente relacionada com a capacidade de curar a dor. Na Alexandria, os extraordinários anatomistas Herófilo e Erasistrato identificaram as diferenças anatômicas e funcionais entre os nervos sensitivos (ligados à dor) e motores (ligados ao movimento voluntário) e entre o cérebro, a meninge e o cerebelo. Com esse estudo, as publicações desses dois gregos fundiram-se as anteriores e firmaram saberes que se mantém até os dias atuais.

João Bosco Botelho Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

As primeiras linguagens escritas incorporaram símbolos gráficos para traduzir o sentimento humano de aversão à dor de qualquer natureza”

As vitaminas que combatem o estresse A ingestão insuficiente de alguns nutrientes, como triptofano, magnésio, ômega-3 e vitaminas C e E, pode desencadear sintomas estressores. Por isso, apostar em frutas, legumes e verduras é essencial para diminuir o estresse. Conheça alguns alimentos antiestresse. Vegetais alaranjados (abóbora, cenoura, mamão, tomate) são ricos em substâncias anti-inflamatórias e antioxidantes, que são capazes de amenizar o nervosismo. Já o brócolis, couve e espinafre são ricas em zinco e magnésio, ativam as enzimas, facilitando a desintoxicação do corpo. Maçã e abacaxi contêm uma enzima chamada bromelina, que acelera o trânsito intestinal.

Gustavo Constantino www.sanofi.com.br.

O colágeno além da beleza Calcula-se que aproximadamente 25% de todas as proteínas encontradas no corpo são constituídas por algum dos diferentes tipos de colágeno existentes, mas, para a maioria das pessoas, falar sobre isso é combater as rugas e a flacidez. De fato, o colágeno tem essa função, mas seu papel vai muito além da estética, ele é um dos principais componentes estruturais de diversos órgãos e tecidos, e ajuda na formação de vasos sanguíneos, músculos, ossos, pele, cabelo e articulações – fundamentais para a mobilidade. E a mobilidade é fator essencial para a manutenção de um corpo saudável e ativo por mais tempo. “Notamos um aumento no número de pacientes com problemas articulares, principalmente na coluna, nas mãos, nos joelhos e no quadril, o que pode levar à incapacitação do indivíduo. Problemas nas articulações podem limitar os movimentos, gerar dor, prejudicar as atividades físicas e sociais, e a qualidade de vida. Por isso é essencial manter a cartilagem saudável”, explica o Doutor Gustavo Constantino de Cam-

pos, Ortopedista do Instituto de Ortopedia e Traumatologia, do Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Nesse cenário, o colágeno tem papel ainda mais especial. Quando a produção de colágeno passa a ser menor que a sua degradação, pode surgir, por exemplo, o desgaste da cartilagem das nossas principais articulações (joelhos, ombro, quadril, entre outras), ocasionando a chamada artrose. Outros fatores, como tabagismo, excesso de sol sem proteção adequada e tensões físicas e emocionais também podem influenciar na produção de colágeno. Soma-se a isso o aumento da expectativa de vida da população, que pode trazer patologias associadas à idade, como oestoartrite ou oesteoporose. “O colágeno atua como uma malha de sustentação, retendo as demais substâncias dentro da cartilagem, por isso sua importância para as articulações. Quem busca ter mais qualidade de vida deve começar a pensar em formas de prevenção de doenças articulares”, acres-

centa o Doutor Gustavo. Uma dieta saudável e equilibrada, composta por vegetais verde-escuros, legumes e alimentos à base de proteína, preferencialmente animal, é uma das medidas que pode ajudar a manter a cartilagem saudável, evitar seu desgaste excessivo e contribuir para diminuir a dor nas articulações. Além da alimentação, a perda do excesso de peso e a realização de atividades físicas regradas são fatores que influenciam na manutenção de cartilagens e articulações. Sobre Mobility Mobility é um suplemento alimentar fonte de peptídeos de colágenos biologicamente ativos que, absorvidos após a ingestão, são distribuídos e acumulados na cartilagem, auxiliando em sua nutrição24. O consumo de Mobility fornece ao organismo uma das principais matérias-primas para a produção de colágeno. Mobility é o único produto no Brasil que contém Fortigel – um ingrediente fabricado pela empresa que é a líder mundial de produção de proteínas de colágeno.

Viva o noni, o alimento que acaba com a fadiga Dr. Gustavo Constantino ortopedista

Quando a produção de colágeno passa a ser menor que a sua degradação, pode surgir, por exemplo, o desgaste da cartilagem”

Originária do sudeste asiático, a Morinda Citrifolia, conhecida como noni, dá um fruto com o qual se produz o suco, que vem sendo cada vez mais consumido no Brasil, devido às suas propriedades benéficas à saúde. A fruta verde e parecida com a fruta-de-conde, já pode ser encontrada por aqui em vários locais e, embora não tenha cheiro nem sabor agradáveis, tem sido recomendada porque auxilia no processo de prevenção e da restauração da saúde. É uma fruta natural que tem nutrientes benéficos para o nosso organismo. Não tem contraindicações, nem efeitos colaterais e nem risco de interação medicamentosa. Proporciona vitalidade natural permitindo maior rendimento nas atividades físicas, não ocorrendo cansaço físico ou fadiga, além disso, estimula o sistema imunológico.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br

Diagramação Kleuton Silva

Repórter Mellanie Hasimoto

Revisão Dernando Monteiro e João Alves

www.emtempo.com.br


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O que você come pode influenciar a digestão Responsável pela absorção de vitaminas e minerais, o sistema digestivo realiza importantes funções metabólicas que do total de pessoas que tiveram apresentaram problemas intestinais: - 41% não comem 6 porções de frutas, verduras e legumes por dia; - 41% não bebem 2 litros de água por dia; - 40% costumam ingerir produtos industrializados mais de 3 vezes/semana; - 89% dos entrevistados que apresentaram o sintoma relacionaram o mau funcionamento do intestino com a alimentação. A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 200820093, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, mostra que a alimentação do brasileiro é pobre em fibras e alerta para a importância de se manter uma dieta saudável: - 2 em cada 3 brasileiros não consomem as quantidades recomendadas de vitaminas e minerais; - a ingestão diária de frutas, verduras e legumes é de apenas 1/3 da recomendação de 400g, conforme preconiza a Organização Mundial da Saúde4; - 31,2% dos homens e 37,5% das mulheres, entre 19 e 59 anos, não consomem

a quantidade recomendada de vitamina B1. Além disso, 17,7% dos brasileiros e 11,6% das brasileiras não ingerem a quantidade recomendada de vitamina B2, como apon-

ta o Estudo Brazos5. Usar diariamente um multivitamínico, como Centrum, que tem em sua fórmula quantidades d e vitaminas e minerais adequadas às

necessidades do brasileiro, contribui para manter os níveis nutricionais equilibrados, auxiliando na absorção dos micronutrientes e no bom funcionamento do intestino.

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aparelho digestivo é responsável por inúmeras atividades. Além da absorção dos nutrientes fornecidos pelos alimentos, ele ainda produz neurotransmissores relacionados ao bom humor, ao sono e à saciedade. A vitamina B1 facilita a digestão e impacta positivamente o funcionamento do sistema digestivo, do coração e dos músculos. Já as outras vitaminas do complexo B facilitam a digestão1. Uma alimentação rica em fibras, incluindo alimentos como aspargo, erva-doce, couve e alcachofra, e o consumo regular de água são fundamentais. Mas essa não é a realidade da mesa das famílias brasileiras. Dados da Pesquisa Manifesto do Corpo Saudável2, desenvolvida pela Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), em parceria com Centrum, aponta que 35% dos brasileiros com acesso à internet tiveram mau funcionamento do intestino. Desse universo, 57% são mulheres. Entre quem não considera sua alimentação saudável, 51% relata o problema. A pesquisa observa ainda

Uma alimentação rica em fibras, incluindo alimentos saudáveis e frescos, e o consumo regular de água são fundamentais


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Sinusite viral

Por ser uma afecção dos seios paranasais ou seios da face, a sinusite pode ter várias causas e origens e para cada uma delas há um tratamento medicamentoso mais específico. Por isso, antes de qualquer coisa, procure um médico MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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calor aumenta nesta época do ano e, para driblar o desconforto, muita gente começa a apelar - mais ainda! - para a utilização do ar-condicionado. No entanto, os especialistas alertam para os cuidados a fim de evitar as doenças respiratórias, que muitas vezes são causadas pela mudança brusca de temperaturas. A sinusite, causada por vírus, bactéria ou fungo, é uma dessas doenças e pode piorar se não for tratada de maneira correta. A sinusite é uma inflamação que pode afetar pessoas de qualquer idade, sendo que há três níveis de intensidade da doença: a forma aguda, subaguda e crônica. Gripes, resfriados e alergias podem desencadear crise de sinusite. Isso ocorre porque estas doenças tendem a dificultar o escoamento do muco que reveste os seios da face (e que são parecidos com os do nariz), além de aumentar a produção dele. Este acúmulo favorece a invasão de vírus, bactérias ou fungos que não deveriam chegar até ali. Os principais sintomas são: dor de cabeça, atrás dos olhos e sensibilidade no rosto, mau hálito, perda do olfato, tosse, dor de garganta, congestão nasal, coriza e febre nas crianças.

Em ambientes refrigerados, o indivíduo fica muito exposto ao ar-condicionado, o que pode acarretar problemas respiratórios. Por isso, o mais indicado é manter os aparelhos bem higienizados para evitar as crises

TRATAMENTO ERRADO As crianças, aliás, parecem que padecem mais com doenças respiratórias. Por conta disso, o médico pediatra Moises Chencinski alerta para o uso errado de antibióticos no tratamento da sinusite. “Não passo um dia sem esclarer pelo menos uma mãe. E a maior parte dos estudos relata que entre as sinusites agudas (até um mês de duração), segundo estimativa até da OMS, entre as pessoas que têm gripes ou resfriados, 75% evoluem para uma sinusite viral e apenas 2% evoluem para sinusite bacteriana”, explica. Por ser uma afecção dos seios paranasais ou seios da face, a sinusite pode ter várias causas e origens e para cada uma delas há um tratamento medicamentoso mais específico. “Quando se fala em sinusite, podemos estar falando de sinusite alérgica, que se trata com antialérgicos; a inflamatória, é tratada com anti-inflamatórios; a viral é tratada com sintomáticos (fluidificantes, expectorantes, descongestionantes); e a bacteriana, a única que deve ser tratada com antibióticos”, ressalta.

Mas, as mães podem se questionar: de onde vem todo aquele catarro? O médico é enfático ao afirmar que cada caso precisa ser avaliado pelo especialista, a fim de determinar a origem da inflamação. “Além disso, destaco que não dá para ter sinusite quem não tem seios da face formados

SINUSITE

O fluxo da secreção mucosa dos seios da face é permanente e imperceptível. Infecções e alergias que provocam inflamação das mucosas facilitam a instalação de germes oportunistas em quem tem predisposição ainda (ver boxe ao lado)”. Infelizmente, ressalta Chencinski, o conhecimento da embriologia (formação), anatomia, fisiologia (como funciona), patologia (doenças) dos seios da face não é de conhecimento de muitas mães. “E o que o b -

servamos é um excesso de radiografias (solicitados de forma não adequada, segundo os próprios radiologistas), diagnósticos imprecisos e tratamentos que poderiam ser evitados, se essa informação fosse cobrada de forma mais eficaz”. CUIDADOS Depois de descobrir a causa da sinusite, quem tem problemas respiratórios pode, sim, aproveitar do frescor trazido pelo ar geladinho dos condicionadores de ar. No entanto, é preciso manter o aparelho limpo, como explica o clínico geral Carlos Costa. “O mais importante, nesta situação, é a higiene do equipamento: se ele estiver com a manutenção em dia, é perfeitamente possível não sofrer com o excesso de calor. “A exposição prolongada ao ar-condicionado resseca muito as vias aéreas, por isso é aconselhável hidratar-se bastante”, recomenda o especialista do CEMA. Manter os ambientes arejados e ventilados, com uma boa umidade relativa, é uma recomendação fundamental. Também é aconselhável lavar as vias aéreas e olhos com soluções fisiológicas. Em caso de persistência dos sintomas a indicação é procurar um especialista.


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e bacteriana Seios da face importantes para a respiração

Seios da face são cavidades cheias de ar, que aparecem nos ossos da testa e na região das bochechas conforme a criança cresce. Eles são importantes na função da fala, do tamanho do crânio, na respiração. Eles são revestidos internamente pela mesma mucosa que temos no nariz, que por sua vez tem cílios que vibram para ajudar a eliminar o

Vitamina D reduz incidência Segundo a otorrino Angela Beatriz Lana, a reposição da vitamina tem mostrado benefícios contra asma, rinite e sinusites frequentes de difícil controle, reduzindo o uso de medicação. Estudos recentes mostram resultados surpreendentes do papel da vitamina D nas funções de defesa do organismo e sua incumbência como imunomodulador, ou seja, estimulando e controlando o sistema imune. Há mais de um século se sabe que a falta de vitamina D está associada ao enfraquecimento dos ossos, mas as novas pesquisas mostraram que a baixa dosagem de vitamina no sangue também está ligada a maiores ocorrências de infecções virais, como explica a médica. “A vitamina D tem um papel de supressão da inflamação na mucosa nasal, na verdade, na via aérea inteira. Quando em baixa concentração, pode influenciar o desenvolvimento e a manutenção da rinossinusite crônica, rinite alérgica e asma”, declara a especialista. Algumas pessoas são mais propensas a ter defasagem de vitamina D. Isso porque as fontes da vitamina são relativamente escassas, restringindo-se somente à luz solar, óleos de peixe e outros poucos alimentos que, aliás, não têm quantidades suficientes para a manutenção total do organismo. “Obesos, negros, idosos, vegetarianos, pessoas que pouco se expõem à luz solar ou que vivem em locais

com muita poluição, usuários crônicos de corticoides, doentes renais e hepáticos crônicos têm risco elevado para deficiência de vitamina D”, elenca a médica. A falta da vitamina D tem sido um fator de risco para infecções virais recorrentes como asma de difícil controle, rinites e sinusites crônicas. “Ela regula o excesso de estimuladores inflamatórios e promove a manifestação de substâncias que são potentes antimicrobianos naturais presentes nas células de defesa das vias aéreas e que atuam protegendo os pulmões das infecções”, explica. Estudos mostram que a exposição à luz solar e a suplementação dietética com óleo de fígado de bacalhau reduzem a incidência de infecções respiratórias virais. A otorrinolaringologista tem medicado pacientes com a vitamina e os resultados são notórios. “Os pacientes tratados com a vitamina estão usando menos antibióticos e apresentando menos infecções. A literatura científica também tem mostrado esses resultados”, argumenta Beatriz. A vitamina D passa a ter então um papel ainda mais importante na medicina e no tratamento de doenças inflamatórias das vias aéreas, pois fornece uma potencial nova forma de medicamento que apresenta resultados positivos em intervalos de tempo menores, se comparados aos outros métodos de tratamento convencionais.

Estudos mostram que a exposição à luz solar e a suplementação dietética com óleo de fígado de bacalhau reduzem a incidência de infecções respiratórias virais

muco produzido nos seios da face e ajudam a lubrificar a árvore respiratória. São quatro tipos. Os seios frontais, ausentes no nascimento, começam a se desenvolver após dois anos e, entre 7 e 12 anos, ocorre uma pneumatização da região, o que aumenta a suscetibilidade da região frontal às fraturas. Já os seios maxilares são

os maiores dos seios paranasais, localizados no interior do osso maxilar, como cavidades preenchidas por ar, que se comunicam com a cavidade nasal por meio do óstio sinusal maxilar no meato nasal médio. Seu máximo desenvolvimento acontece após a segunda dentição, e a capacidade do seio maxilar é em média de 30ml no adulto.

Os seios esfenoidais são menos conhecidos. De número variado, variam em forma e tamanho, e geralmente não são simétricos. Alcançam seu tamanho definitivo na adolescência e podem aumentar na velhice. Menos conhecidos ainda são os seios etmoidais, que já existem ao nascimento como pequenas cavidades cujo conjunto formam um labirinto.


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O diabetes pode alterar o seu desempenho sexual Especialista ensina dicas de como se prevenir. Atualmente, a doença atinge mais de 13 milhões de brasileiros

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índice de pessoas com diabetes no Brasil vem crescendo desde 2006, passando de 5,5 % para 6,9% em 2013, segundo pesquisa apresentada neste ano pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Com isso, são mais de 13 milhões de brasileiros com a doença. Os cuidados com a saúde para quem tem diabetes são muitos, desde a alimentação até o uso correto dos medicamentos. Além disso, o controle da glicemia (concentração de glicose no sangue) é fundamental para evitar danos a órgãos importantes, como rins, coração, cérebro, entre outros. O que muitos não sabem é que episódios recorrentes de hipoglicemia (nível de açúcar baixo) e hiperglicemia (excesso de glicose no sangue) podem afetar alguns órgãos e também algumas funções do corpo humano, como a sexual. A médica Elisabete Fernandes Almeida, especializada em educação em saúde e parceira da operadora de saúde Care Plus, comenta que sabe-se que o diabetes mal controlado danifica as veias e artérias, impactando no

fluxo de sangue, que é fundamental para o bom funcionamento da função sexual. “Para o homem ter uma ereção é preciso uma boa circulação sanguínea. O descontrole da glicemia afeta o fluxo de sangue, portanto, atinge diretamente o mecanismo da ereção. Estima-se que mais da metade dos homens diabéticos desenvolverão, ao longo do tempo, disfunção erétil”, diz. Nas mulheres, o diabetes também interfere na sexualidade. Alguns estudos mostram que a falta de lubrificação atinge 5 a 28% das mulheres diabéticas. “Além disso, ocorre redução do desejo sexual e ausência do orgasmo. Ao entrar na menopausa, o descontrole glicêmico pode aumentar e, com isso, há um risco maior que pode provocar dor durante a relação sexual”, afirma a médica.

Os cuidados com a saúde para quem tem diabetes são muitos, desde a alimentação até o uso correto dos medicamentos

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Dicas de prevenção A prevenção começa pelo bom controle da glicemia. Além disso, é preciso tomar corretamente os medicamentos receitados pelo médico e manter hábitos saudáveis, como: • Ter uma alimentação equilibrada; • Reduzir o consumo de sal, gordura e bebida alcoólica; • Praticar uma atividade física regularmente; • Beber pelo menos dois litros de água por dia; • Gerenciar o estresse; • Controlar a pressão arterial e o colesterol; • Controlar o peso; • Fazer uma boa higiene íntima (homens e mulheres).

Outros fatores Os diabéticos que apresentam outros fatores associados, como colesterol alto, pressão alta, fumam e fazem uso abusivo de álcool, têm mais chances de desenvolver problemas relacionados à função sexual. O estresse e alguns medicamentos também contribuem para os problemas sexuais. O ideal é procurar um especialista.

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PREVENÇÃO

Beleza & Saúde Maquiagem mineral

A HF é uma doença rara hereditária e controlável por meio de terapias modernas

Hipercolesterolemia Familiar Em setembro é comemorado o Dia Mundial do Coração. Esse também foi o mês escolhido pela Associação dos Pacientes Portadores de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) para o evento de lançamento da entidade. A coincidência é facilmente compreendida ao se conhecer um pouco mais sobre a doença. A hipercolesterolemia familiar (HF) tem como principal consequência altos níveis de colesterol LDL e um risco elevadíssimo de doença cardiovascular prematura (CVD). Sem o diagnóstico correto e o início de terapia, os pacientes com HF raramente vivem mais do que 30 anos. “Só soube que tinha a doença aos 28 anos, quando sofri um ataque cardíaco”, diz André Luis Batista Pereira, presidente da entidade. “O diagnóstico foi difícil e demorado. Precisamos informar melhor a sociedade médica e a população. A HF é uma doença rara heredi-

tária e controlável por meio de terapias modernas”. A Associação dos Pacientes Portadores de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) foi fundada em maio deste ano. É formada pelos próprios pacientes, seus familiares, assessorados por um conselho científico multi profissional, na maioria acadêmicos; médicos de especialidades diversas e relacionadas à doença, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais. A doença Felizmente, o diagnóstico precoce e a triagem em cascata das famílias - um em cada dois familiares pode ser afetado - podem mudar a história natural dessa enfermidade. Geralmente, os níveis de colesterol são o resultado de uma complexa interação entre múltiplos genes. No entanto, existem algumas situações especiais em que uma única mutação genéti-

ca é o suficiente para haver uma elevação brutal do colesterol no sangue. No caso do HF, por exemplo, uma mutação faz com que o fígado continue a produzir o colesterol, uma vez que “entende” erroneamente que há “falta” e, portanto, necessidade de produzir. Estas condições especiais nas quais os níveis de colesterol no sangue se elevam bastante por causa de mutações genéticas compõem o que é chamado de hipercolesterolemia familiar. O desconhecimento sobre a frequência e a importância da HF é comum mesmo entre os médicos. Pode-se dizer que a doença é pouco diagnosticada, apesar de ser responsável por até 10% dos casos de eventos cardiovasculares em pessoas abaixo de 50 anos. Estima-se que no mundo todo existam mais de 10 milhões de indivíduos portadores de HF. No entanto, menos de 10% têm diagnóstico conhecido de HF.

Mulheres adoram maquiagem e quanto mais natural melhor. Se além de natural ela puder contribuir para a beleza da pele, melhor ainda. A maquiagem mineral é cada vez mais uma aposta ganha por quem procura produtos de beleza não nocivos para a pele. A maquiagem mineral não contém óleos, fragrâncias, conservantes e outros ativos que causem irritação. É produzida, essencialmente, de minérios como a mica, o óxido de zinco, o óxido de ferro, o dióxido de titânio, que ajudam a cuidar da sua pele. A partir daí você deve investir em produtos com ativos como vitamina A, elastinol, extrato de caviar,

pantenol, ácido hialurônico, colágeno, vitamina K e ceramidas, assim como vitamina E e protetor solar, para manter a sua pele bonita ao mesmo tempo que a protege dos raios solares, que são um dos maiores inimigos da sua pele. As vitaminas A, C e

K são essenciais porque promovem o clareamento de manchas e olheiras. Quem tem tendência para pele oleosa e acne deve procurar produtos não comedogénicos e livres de óleo, pode encontrar nas linhas hipoalergénicas das marcas.

O poderoso azeite extra-virgem Nas últimas décadas, o azeite de oliva ganhou o status cientificamente comprovado de aliado do coração e está entre os alimentos essenciais para uma dieta saudável. Isso porque a substância oleosa extraída das azeitonas tem um índice elevado de ácidos graxos monoinsaturados como o ácido oléico, eficaz na redução dos níveis de colesterol LDL no sangue. Além de fazer bem ao coração, o azeite derivado das oliveiras também é uma fonte rica em vitamina E antioxidantes como o caroteno e polifenóis, capazes de combater os radicais livres, que envelhecem as células. Dessa maneira, as propriedades do azeite de oliva têm efeito protetor contra uma série de doenças degenerativas,

entre as quais a cardíaca. Os benefícios do azeite se estendem ainda a outras partes do corpo. E a lista é grande: pesquisadores da Universidade de Valme, na Espanha, observaram que o azeite de oliva combate o micro-organismo por trás da gastrite; cientistas do Instituto Monell, nos Estados Unidos, encontraram no azeite uma molécula que oferece alívio para as dores crônicas; pesquisadores da Universidade de Jáen, na Espanha, notaram que o alimento combate à osteoporose; e outras pesquisas já apontaram a ação preventiva em tumores.


Saúde

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e bem-estar

Segredos para se prevenir dos danos da osteoporose Dez milhões de pessoas no Brasil têm a doença e um terço das mulheres irá desenvolvê-la após a menopausa

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que se faz hoje será refletido no amanhã”. Esse ditado é válido para quase tudo na vida, inclusive para a osteoporose. A doença que atinge 10 milhões de brasileiros, principalmente mulheres acima de 50 anos, segundo relatório da Associação Brasileira de Avaliação Óssea, pode ser evitada desde criança. Segundo o especialista em coluna, Dr. Vinicius Benites, da Unifesp, a osteoporose é uma doença na qual os ossos ficam mais poróticos, e consequentemente, mais frágeis. “A perda de massa óssea pode levar a dor nas costas, como se fosse um cansaço crônico. Além disso, com a maior fragilidade dos ossos, estes podem sofrer fraturas mesmo com traumas leves, como por exemplo numa freada brusca ou com a queda da própria altura”, conta. Procedimento A osteoporose prejudica a

alta hospitalar no mesmo dia que foi operado. Portanto, há muitas vantagens para o paciente idoso ou que tenha osteoporose”.

qualidade de vida, principalmente do idoso, pois qualquer queda se torna um “grande acontecimento”. Porém, na atualidade, já existem procedimentos mais simples para pacientes com a doença: a Cifoplastia. “O procedimento pode ser utilizado no trata-

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A osteoporose prejudica a qualidade de vida, principalmente do idoso, pois qualquer queda se torna um “grande acontecimento”. Porém, na atualidade, já existem procedimentos mais simples para a doença mento de diversas fraturas e tem por objetivo restaurar a vértebra fraturada e eliminar a dor do paciente imediatamente após a cirurgia. A Cifoplastia é muito segura e como não há corte, o paciente pode ter

reversão da doença, quando ela já está em estágio avançado no qual o paciente está com alto risco para fraturas, é sem dúvida o teriparatide, que é um derivado de um hormônio da paratireoide e ajuda a formar o osso, mesmo nesses casos graves”, fala o especialista em coluna,

Doutor Vinicius Benites. O médico também comenta que quem sofre com a doença deve praticar exercícios físicos como parte da prevenção e para ajudar na ação das medicações. “Os exercícios mais indicados são os de fortalecimento, como a musculação ou o pilates”.

Osteoporose é hereditária? Isso é fato! A osteoporose tem uma forte correlação hereditária. Pessoas que têm familiares próximos com a doença, possuem um risco muito maior de também apresentarem o problema. No entanto, a gravidade da osteoporose e a idade de maior perda óssea geralmente variam entre os familiares. As pessoas mais afetadas são mulheres, bai-

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O PROBLEMA

Com a maior fragilidade dos ossos, estes podem sofrer fraturas mesmo com traumas leves

Pessoas que já têm a doença A osteoporose pode ser tratada de diversas maneiras, desde suplementação de cálcio e vitamina D, além de diversas medicações que atuam diminuindo a perda de massa óssea, como os bifosfonatos (alendronato, risedronato). “No entanto, a melhor medicação para a

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xa estatura, magras, menopausa precoce, raça branca, baixa ingesta de cálcio, que faz alto consumo de cafeína e fumantes. Porém, a prevenção pode começar desde criança, com uma alimentação rica em cálcio e passeios ao sol antes das 10 horas da manhã e depois das 15 horas da tarde. Além disso, Benites recomenda atividades físi-

cas aeróbicas (caminhada, corrida, natação, bicicleta), associados a atividades anaeróbicas (musculação, Pilates). “As aeróbicas são para prevenir problemas cardiovasculares e as anaeróbicas diminuem a perda de massa muscular e óssea, o que interfere muito na qualidade de vida e independência das pessoas com mais idade”, afirma.

Alimentos também previnem Inclua alguns alimentos em seu cardápio regular Soja: riquíssimo numa substância chamada isoflavona, com estrutura muito parecida com o hormônio feminino estrógeno. - Vegetais folhosos: principalmente os de cor verde, ricos em cálcio e vitamina D. - Leite: se você não tem intolerância à lactose, este é um dos principais alimentos para fortalecer os ossos. - Derivados do leite: se você não gosta de leite, o iogurte pode ser uma boa opção. - Sardinha: contém altas doses de cálcio e vi-

tamina D. - Salmão, atum e truta: estas espécies de peixe têm a melhor combinação para manter a saúde dos ossos. - Nozes, castanhas, amêndoas, pistache e amendoim: riquíssimas em ômega-3 e cálcio. - Linhaça: o consumo regular de linhaça auxilia os rins a excretar o excesso de sódio, podendo proteger os ossos da perda de cálcio. Além disso, é uma ótima fonte de ômega-3. -Tomate: rico em minerais como magnésio, ferro, fósforo, manganês e potássio.

Alguns cuidados para manter os ossos saudáveis Fazer refeições ricas em cálcio e vitamina D. Manter uma rotina de atividades físicas regulares. Não beber em excesso e não fumar. Evitar o consumo de muito sal ou cafeína, pois eles podem levar a perda de cálcio pelo organismo. Tomar sol sem filtro solar por pelo menos 15 minutos ao dia, antes das 10 horas ou após às 15 horas. Manter um peso corporal saudável.

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O ganho de massa muscular depende de vários fatores

O ganho de massa muscular e a idade O envelhecimento natural é associado com o declínio da massa muscular e a consequente perda de força e potência muscular. Nessa fase da vida, há também queda da capacidade aeróbia, de habilidades físicas funcionais e mudanças no sistema endócrino. Isso tudo sem contar a redução de ingestão e síntese protéicas (responsável pela formação de músculos). Com a idade, aumenta a necessidade de ingestão de proteína por um provável declínio da habilidade do músculo do idoso usar e manter os aminoácidos (AAs) provenientes da dieta, apesar de haver uma mínima alteração na extração de energia dos alimentos com o envelhecimento. As mudanças na composição corporal do idoso, muitas vezes

com a alteração do peso, tem um efeito prejudicial na saúde e na condição física. A redução da atividade física com o envelhecimento também afeta a massa muscular. A manutenção desse fator mais o aumento da ingestão de proteínas pode exercer relativa influência, mas não necessariamente cessar tais perdas em idosos. A sarcopenia pode ser definida como sendo um problema multifatorial caracterizado pela perda de massa muscular com o envelhecimento. Há assim um aumento da fadiga que pode ocasionar dependência funcional e morbidade. Ela é o denominador comum do processo de envelhecimento responsável pelo declínio do desempenho físico com redução da capacidade de

ativação das fibras musculares e decréscimo da tensão de algumas fibras específicas. Sabe-se já que os músculos não são afetados da mesma maneira pelo processo, pois depende do grupo muscular. O decréscimo na massa muscular é maior nos membros inferiores e nas fibras brancas (as de contração rápida). O treinamento de força induz em idosos aumentos na testosterona livre assim como induz a um aumento na retenção e ganho de massa muscular. Há também um decréscimo de cortisol no repouso. Porém, essas mudanças tendem a acontecer somente na primeira fase do treinamento não sendo conclusivo em fases mais avançadas. Um suplemento nutricional ou uma iIntervenção nutricional po-

deriam ser utilizados no tratamento da sarcopenia estimulando o anabolismo muscular mais eficientemente que o alimento ou que um suplemento protéico convencional, pois foi demonstrado que os AAs estimulam a síntese muscular em idosos.

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Amanda Gomes gomes.fisio@hotmail.com

Eficácia das agulhas A dor é uma sensação desagradável para qualquer pessoa e é definida como um fenômeno multidimensional que envolve aspectos físico-sensoriais e emocionais. Os músculos em estado de tensão crônica forma bandas espessas, com nódulos também chamados de pontos gatilho que podem ser dolorosos localmente ou enviar sinais de dor para outros locais. Os músculos, os quais contêm essas áreas anormais estão “bloqueados” e não podem funcionar normalmente, o que causa restrição de movimentos e dor crônica. Muitos métodos de tratamento são aplicados aos músculos doloridos, mas nenhum é tão eficaz, de ação rápida e longa duração como o tratamento conhecido como agulhamento miofascial a seco. Os pontos gatilhos miofasciais (ou trigger points) são pequenas áreas hipersensíveis localizadas em uma banda tensa palpável da musculatura esquelética, que espontaneamente ou sob estímulo mecânico desencadeiam dor local ou referida em áreas adjacentes. Esses nódulos ou pontos gatilho se desenvolvem a partir de over use, trauma, má postura, falta de exercício físico, distúrbios do sono, deficiências vitamínicas, a artrite comum ou nervos sendo comprimidos na coluna e outros locais. A desativação dos pontos-gatilho é o principal tratamento na Síndrome de Dor Miofascial (SDM), também chamada de dor miofascial crônica, condição dolorosa que afeta os músculos esqueléticos, suas fáscias associadas, tendões e ligamentos. A

dor pode acometer um músculo ou um grupo de músculos e piora com atividade ou esforço. Além de sofrer com as dores locais ou irradiadas da síndrome, os acometidos também podem sofrer de depressão, fadiga e distúrbios comportamentais. A técnica de estimulação dos pontos-gatilho com agulhas consiste na inserção e manipulação repetida de uma agulha fina e flexível em um ponto-gatilho para produzir uma resposta de espasmo local, provocando relaxamento muscular miofascial. O agulhamento seco é a utilização de uma agulha para o tratamento de certas doenças (articulações, músculos, neurológicas ...). A agulha é um agente físico, aplicada em um ponto dolorido, exerce um estímulo mecânico. Chama-se “seca”, uma vez não se infiltra qualquer substância no organismo. É importante, portanto, para diferenciá-lo de outros tratamentos invasivos em que os produtos químicos são injetados se como anestésicos, salinas, a toxina botulínica etc. Esta técnica não pode ser aplicada em qualquer parte do corpo onde há dor. As características serão avaliados pelo fisioterapeuta. Da mesma forma, nem todo mundo pode passar por este tipo de tratamento. A vantagem da estimulação com agulhas sobre as outras técnicas é que conseguimos uma amplitude de movimentos total indolor no momento do tratamento (resposta imediata). O método também melhora a sensação sinestésica, porque podemos mostrar imediatamente ao paciente a amplitude de movimentos total, sem dor, o que é o objetivo último do tratamento.

Amanda Gomes Fisioterapeuta

A técnica de estimulação dos pontos-gatilho com agulhas consiste na inserção e manipulação repetida de uma agulha fina em um ponto-gatilho para produzir uma resposta”


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Saúde - 14 de setembro de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu