Caderno F
Saúde MANAUS, DOMINGO, 12 DE JANEIRO DE 2014
e bem-estar
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Comece o ano com o seu check-up Saúde e bem-estar F5
Como falar para as crianças sobre doenças graves? Explicar a uma criança pequena sobre o diagnóstico de uma doença grave não é tarefa muito fácil para os pais MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
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eceber um diagnóstico de uma doença grave é difícil. Pior ainda é descobrir que seu filho está doente. E, em muitos casos, os pais não sabem como agir em uma situação como essas. No entanto, o mais indicado, de acordo com especialistas, é abrir o jogo e contar a verdade mesmo para os menores, de modo que, juntos, possam enfrentar a situação. Em primeiro lugar, explica a psicopedagoga Carla Silva, quem deve dar o diagnóstico é o médico. “E isso independe da idade do paciente. Mas isso é sempre acompanhado dos pais”, ressalta. Isso porque ele é o profissional que
entende sobre a doença, e poderá tirar qualquer dúvida em relação ao diagnóstico. Quando estão doentes, as crianças percebem que está acontecendo algo de errado com ela, notam que seu corpo não está como antes e sentem as reações aos medicamentos, que as deixam mais debilitadas. Por isso, a orientação da profissional é que, essencialmente, os pais sejam sinceros com os filhos e expliquem, por meio de linguagem simples, o que realmente está acontecendo. “Em um tratamento de uma doença séria, como o câncer, a criança precisa participar no processo do seu próprio tratamento. Ela tem que entender o que está acontecendo e que é
importante tomar os remédios, para seguir as orientações médicas e combater a doença”, completa. A psicopedagoga explica, ainda, que os pais não devem esconder nada. “Não omita nenhum detalhe, afirme que o remédio é ruim, que vai haver desconforto e, em casos como o câncer, que o cabelo vai cair e que haverá algumas reações como náuseas, feridas na boca, diarreia, infecção e anemia, mas que isso fará com que a saúde dela melhore”, diz. Família O processo de aceitação dos pais pode ser um processo longo, por isso é bom que eles também procurem ajuda de um psicólogo. “Muitos demoram a acreditar no que está acontecendo. Alguns pedem para
não contarmos para a criança a respeito da doença, mas um bom profissional da área procura tirar essas resistências, pois, a partir do momento que a criança entende a sua doença, ela adere de forma muito melhor ao tratamento”, destaca Carla. Por conta disso, o apoio dos pais é fundamental. E, além de ter que lidar com toda a situação, os outros membros da família, como os irmãos da criança, também podem precisar de apoio emocional. “Quando há uma criança doente, toda a família precisa de cuidados. É uma situação frágil e que pode causar ciúmes nas outras crianças, ao perceberem que o outro está recebendo mais atenção. É comum surgir agitação, mau comportamento na escola,
para conseguir a atenção dos pais novamente”, alerta. Incluir a outra criança no tratamento do paciente é a melhor saída, como explica Carla Silva. “Explique, também, ao irmão o que está acontecendo, porque o outro precisa de mais cuidado naquele momento. É útil distribuir funções para todos os membros da família – diga à criança que ela precisa cuidar e ajudar o irmãozinho doente”, indica. Leve-os às visitas ao hospital e, se possível, apresente-o às outras crianças. Temores Em uma situação complicada como esta, alguns assuntos mais difíceis ainda irão surgir, como a morte. A profissional diz que, em geral, as crianças é que trazem o assunto à tona.
“Elas acabam percebendo que alguns amiguinhos não frequentam mais o hospital. E é nesse momento que é importante explicar o que aconteceu, mas sempre esclarecendo que os riscos diminuem quando o tratamento é feito da maneira certa”, aponta. Apesar de esse ser um dos grandes medos dos pais, as crianças, entretanto, têm mais medo da picada da agulha. “Mas, com o tempo, elas perdem o receio e acabam se acostumando, porque têm mais facilidade para se adaptar a uma situação nova”, diz a psicopedagoga Carla Silva. “E aí, muitas das vezes começam até a gostar de ir ao hospital, porque vão brincar com os amiguinhos, e isso ajuda muito na aceitação e tratamento”, afirma.
Quando o drama é com os pais Dar uma notícia ruim a uma criança é de cortar o coração. Quando a doença é com os pais, deve-se, também, contar para as crianças. A tarefa não é fácil, mas alguém precisa fazê-la e, de preferência, alguém que seja próximo e tenha um bom vínculo com os pequenos. E por mais difícil que possa parecer, existe um ponto que é fundamental para o entendimento da própria criança: nunca mentir.
“Isso porque, no futuro, ela pode acabar descobrindo a verdade ou acabar tendo esperança em cima de fatos que não vão acontecer, como a volta de um ente querido, por exemplo”, explica a psicopedagoga Carla Silva. Sem contar que, às vezes, os próprios adultos acabam comentando o fato, fazendo com que a criança descubra por outras pessoas e receba a notícia de forma muito pior. “Por isso, o quanto antes for possível conversar com a criança,
melhor”, completa. Mas como conversar com ela? A dica da profissional é explicar com calma a situação, sempre usando um vocabulário que ela entenda. “Ou seja, não precisa entrar em explicações técnicas da doença. Às vezes, dizer que uma pessoa ‘ficou dodói’ já resolve. Essa explicação deve ocorrer de acordo com a idade da criança”, reforça. Com crianças pequenas, aponta a especialista, devese usar linguagem simples e mensagens mais curtas, conforme as crianças crescem têm necessidades de explicações mais elaboradas. “E também é preciso ter paciência, já que muito provavelmente a criança questionará sobre o assunto por vários dias até entender melhor o que está acontecendo, ou, às vezes, o questionamento pode vir depois de algum tempo da conversa anterior”, afirma.
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João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
joaoboscobotelho@gmail.com
Darwin, evolucionismo e a medicina As ideias de Darwin revolucionaram os saberes anteriores: os questionamentos não ficaram restritos a biologia e atingiram fundamentalmente a religião. Sem dúvida, o naturalista Alfred Russel Wallace (1823-1913) também teve importante parcela na evolução dos acontecimentos. Independente de Darwin, ele formulou conceitos semelhantes sobre a evolução das espécies. Entretanto, ele reconheceu a prioridade do colega inglês, que tinha feito estudos mais detalhados e completos. Em carta a outro naturalista amigo, Charles Darwin escreveu: “Nunca vi tamanha coincidência; se Wallace tivesse o esboço do meu manuscrito de 1842, ele não poderia ter feito um melhor resumo”. Wallace esteve, no Amazonas, em 1848, e publicou em 1853, o livro “Narrativa de viagens no Amazonas e no Rio Negro”. Foi após esse período, conhecendo a multiplicidade da natureza amazônica, que consolidou o seu pensamento evolucionista tão revolucionário quanto o de Darwin. Durante a viagem, Wallace
soube das observações de Henry Walter Bates (1825-1892). Nesse livro, descreveu a incrível capacidade de algumas borboletas, para mudar a aparência, com o objetivo de evitar o ataque de certas aves. É possível que essa constatação de Bates tenha servido para ajudar Wallace na sua teoria evolucionista. Esse conjunto de informações motivou particular interesse nos teóricos da escola positivista, liderada pelo francês Augusto Comte e foram aplicados em alguns ensaios também com o objetivo de estruturar outra teorização do controle social. A Igreja Católica defendendo o criacionismo iniciou forte oposição às teorias evolucionistas. A disputa ideológica persiste até a atualidade. Esse fato – a contenda entre os criacionistas e evolucionistas, responsável pelas pressões eclesiásticas junto aos Estados laicos, para conter o ensino do evolucionismo sob o prisma neodarwinista. O caso mais conhecido ocorreu no sul dos Estados Unidos, conhecido como o “cinturão da Bíblia”, a região politicamente
mais conservadora daquele país. Em 1982, uma lei obrigou que as escolas cumprissem o mesmo número de horas de aulas tanto para a teoria criacionista quanto para a evolucionista. Chegaram a afirmar, em documento conjunto, que o fato poderia ter consequências nefastas ao desenvolvimento científico dos Estados Unidos. Mais representativo e polêmico foi o julgamento e condenação do professor John Scopes, no Tennesse, em 1925, somente revogada em 1967: “O seu crime foi desobedecer a uma lei do Estado que proibia o ensino do evolucionismo: É ilegal ensinar qualquer teoria que negue a história da criação divina do homem como ensinada na Bíblia, e ensinar em seu lugar que o homem descende de uma ordem inferior de animal”. As propostas teóricas de Darwin foram incorporadas à medicina e proporcionaram que o século 20 persistisse na busca da saúde e da doença em compreensões abrangentes entendendo o homem com produto de múltiplas evoluções.
João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França
Em 1982, uma lei obrigou que as escolas, nos Estados Unidos, cumprissem o mesmo número de horas de aulas tanto para a teoria criacionista quanto para a evolucionista”
Santo abacate, protetor dos vasos sanguíneos Os pesquisadores descobriram que quem rotineiramente come abacate tem um tamanho menor de cintura e de índice de massa corporal do que os abstêmios. Comedores de abacate também têm um menor risco para a síndrome metabólica, caracterizada por níveis elevados de colesterol, pressão arterial alta e níveis elevados de gorduras circulantes - que aumentam o risco de doença cardíaca. Além disso, comer abacate com uma refeição gordurosa pode proteger os vasos sanguíneos contra danos inflamatórios e constrição. Um estudo recente mostrou que comer um hambúrguer gorduroso coberto com meio abacate amenizam a inflamação e constrição dos vasos sanguíneos em comparação com comer um hambúrguer sem ele. Os investigadores teorizam que os compostos fenólicos em abacate (semelhantes aos descritos no vinho tinto) proporcionam a proteção.
Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com
À espera de mais saúde Neste momento, em que a saúde é considerada em diversas pesquisas de opinião o principal problema brasileiro, onde salienta a necessidade da existência de serviços de saúde com qualidade e humanização para melhorar as carências do sistema público, e que tem sido colocada como um desafio em melhorias das condições de vida para todos. Uma visão reprospectiva da assistência à saúde nas últimas décadas, mostra que houve implementações de ações e serviços de saúde de forma integral, resolutiva e participativa, mas é preciso conciliar o lado técnico com o humano na promoção à saúde, prevenção, atenção a agravos e doenças, bem como reabilitação, respeitando os princípios organizativos e operacionais do Sistema Único de Saúde (SUS). Para essa perfeição da organização deve ser levada em consideração a disponibilidade a formação e à educação permanente dos recursos humanos, a estrutura física os equipamentos, os insumos e o sistema de informação, adequando-os a grau de complexidade da atenção a ser prestada que tem de ser sólida e abrangente. É notório o avanço tecnológico e biológico dos últimos anos. As descobertas e as pesquisas fo-
ram tão bem-sucedidas na busca da cura e controle das doenças, e isso sem dúvida é um benefício que abriu já o caminho para vivermos por mais tempo. Outro aspecto que destacamos é a necessidade de mudar a rotina obsoleta de funcionamento, com a presença constante dos profissionais de saúde e outros ao seu local de trabalho com uma ação ativa, com intuito de ajudar a quem procura uma unidade de saúde. Essa contrapartida nos anima a essa ousadia administrativa, pois o governo sempre paga os salários dos profissionais em dia, sua presença será compensada por um envolvimento amplo, objetivo, com a modernização gerencial na medida em que os êxitos significarão aumento do bem-estar da sociedade. Salienta a médica Belkiss Wilma Romano “a moderna medicina preconiza que a relação médico-paciente é um encontro entre dois especialistas: um é o técnico e o outro o conhecedor da queixa e das implicações em sua vida. Então, só pode ser um encontro de trocas”. Em milhões desses encontros que acontecem todos os dias, a relação médico-paciente, muito frequentemente, deixa a desejar. Contudo é bom que se re-
gistre o quão importante também é humanizar as condições de trabalho dos profissionais de saúde. Aliás, o comportamento do paciente também é fator determinante. O paciente tem direito a: atendimento humano, atencioso e respeitoso, por parte de todos os profissionais de saúde, um local digno e adequado para seu atendimento, receber explicações claras sobre o exame que vai realizar e receber medicamentos essenciais para garantia de sua qualidade de vida e finalmente ter informações claras, simples e compreensivas, adaptadas à sua condição cultural. O importante é que sejam adotadas estruturas organizacionais compatíveis com o modelo idealizando e implantando comportamentos e processos administrativos mais avançados que permitam ao sistema maior eficiência de suas ações. Em síntese, enquanto o setor público evitar encarar a precariedade dos processos de gestão dos recursos existentes e continuar alegando falta de vontade política como causa de ineficiência do sistema de saúde, não haverá recursos financeiros suficientes nem avanços para a qualidade de vida: a solução correta para o problema errado.
Quarteto fantástico é poderoso contra celulite Humberto Figliuolo Farmacêutico
As descobertas e as pesquisas foram tão bemsucedidas na busca da cura e controle das doenças, e isso sem dúvida é um benefício que já abriu o caminho para vivermos por mais tempo”
Que cenoura, pepino, gengibre e laranja fazem bem ao organismo todo mundo já sabia. Até aí, nenhuma novidade. O que talvez alguns não saibam é que reunindo esse quarteto fantástico em um suco os poderes se multiplicam e podem fazer milagres pelo seu corpinho, especialmente à sua pele e cabelos. Além dessa vantagem inegável que pode fazer qualquer mulher adotar imediatamente o poderoso suco, vale ressaltar que ele é também um grande aliado da beleza do seu corpo no quesito silhueta já que ela ajuda a combater a terrível e famigerada celulite, pesadelo de dez entre dez mulheres. Por ser rico em vitamina C e ainda contar com o gengibre que dá uma acelerada no metabolismo, o suco é uma boa alternativa para você ter um aliado a mais para entrar em forma, já que ele também alimenta com poucas calorias.
Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br
Diagramação Kleuton Silva
Repórter Mellanie Hasimoto
Revisão Gracycleide Drumond
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Cada paciente é único e, portanto, requer um enfoque individual e um plano de tratamento personalizado (doses e pontos de aplicação), ajustado às suas necessidades. Isso garante a obtenção de resultados naturais, harmoniosos e duradouros”
Drª. Mônica ARIBI
Adeus RUGAS
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É um procedimento estético facial destinado ao rejuvenescimento da pele de áreas como pés de galinha, linhas de expressão e rugas entre as sobrancelhas”
m geral, erroneamente acredita-se que relaxamento muscular não esteja associado a botox. Mas, é importante ressaltar que ele age exatamente dessa forma, ou seja, por meio da aplicação na musculatura, ele consegue amenizar linhas de expressão e contribuir para o desaparecimento de rugas indesejadas. Segundo a Associação Americana de Cirurgia Plástica (Asaps), entre 1997 e 2012, a procura por procedimentos cosméticos nos Estados Unidos cresceu – no geral – 250%, sendo que os tratamentos não cirúrgicos, onde se encontra o procedimento com toxina botulínica A, cresceram 461%. O tratamento com botox continua mantendo sua liderança no ranking desde 2002 e, para entender melhor o procedimento, que por meio do relaxamento da musculatura promove uma pele mais rejuvenescida, a dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), médica Mônica Aribi, explica as principais dúvidas que ainda chegam aos consultórios: Os tratamentos estéticos faciais de hoje são todos feitos com botox? Mônica Aribi - Não, o tratamento com a toxina botulínica A, cuja marca mais conhecida mundialmente é botox, é um procedimento estético facial destinado ao rejuvenescimento da pele de áreas como pés de galinha, linhas de expressão e rugas entre as sobrancelhas. Para outras áreas do rosto, existem produtos específicos, como os preenchedores de ácido hialurônico, comumente utilizados para a região dos lábios, olheiras, reposição de volume malar (bochechas), queixo, além de redefinir contornos faciais e labiais, por exemplo. Neste caso, entre as marcas mais conhecidas está Vycross® Collection Juvéderm®. As pessoas tendem a confundir os efeitos de botox com os efeitos dos preenchedores. No entanto, são tratamentos distintos, mas que podem ser complementares no rejuvenescimento global do rosto. Qualquer pessoa pode fazer o
tratamento com botox? MA - Cada paciente é único e, portanto, requer um enfoque individual e um plano de tratamento personalizado (doses e pontos de aplicação), ajustado às suas necessidades. Isso garante a obtenção de resultados naturais, harmoniosos e duradouros. Assim como outros medicamentos e procedimentos, evitamos utilizar a toxina apenas em grávidas e mulheres em fase de amamentação. A partir de quantos anos é possível aplicar botox? MA - A questão não é a idade mínima, mas sim a condição em que a pele do rosto da paciente está e se existem rugas estáticas ou dinâmicas. Essa avaliação é que determinará a melhor conduta a ser adotada profissionalmente e os produtos mais adequados para cada caso. As rugas dinâmicas são aquelas causadas pela ação dos músculos faciais e são visíveis com o rosto em movimento; para estas, o tratamento com a toxina botulínica A é o mais indicado. Já as rugas estáticas aparecem mesmo quando o rosto não está movimento e, neste caso, os preenchedores de ácido hialurônico acabam sendo uma ótima opção. Para quem tem rugas estáticas e dinâmicas é recomendável o tratamento combinado de botox com preenchedores. Quanto tempo após a aplicação de botox os efeitos se tornam visíveis? Quanto dura o efeito do procedimento? MA - Os efeitos do tratamento com botox já se tornam visíveis entre as primeiras 48 e 72 horas e, no máximo, 15 dias depois do procedimento, dependendo de cada paciente. A diminuição do efeito é gradual e os resultados duram cerca de 3 a 6 meses, conforme o metabolismo de cada pessoa, a técnica de aplicação e a dose utilizada. O procedimento com botox é seguro? Tem efeitos colaterais? MA - O procedimento é seguro e proporciona efeitos naturais com resultados satisfatórios e de longa duração. O índice de efeitos colaterais é muito baixo e os mesmos
consistem basicamente em pequenos edemas no local da aplicação, que desaparecem rapidamente. Posso ficar com a expressão paralisada ao fazer o tratamento com botox? MA - A aplicação de botox é realizada por meio de injeções aplicadas diretamente nos músculos que se deseja tratar. Desta forma, botox atua bloqueando a liberação de acetilcolina e provocando o relaxamento muscular temporal. As questões da perda de expressividade e face paralisada estão relacionadas à má aplicação do produto, ou seja, pontos de aplicação e quantidades equivocadas, seja por falta de preparo do profissional ou, em alguns casos, desejo exacerbado do próprio paciente. Botox é usado para correção ou prevenção de linhas de expressão? MA - Botox é ideal para tratar as rugas de expressão e, mais ainda, para o retorno da harmonização da dinâmica facial. Aplicam-se injeções diretamente no músculo responsável pela formação da ruga, provocando seu relaxamento temporário. Dessa forma, as rugas existentes são tratadas e previne-se a formação de novas marcas. Botox pode e deve também ser usado de forma preventiva em pessoas que, por fazerem movimentos faciais muito repetitivos ou terem o que chamamos de mímica facial forte, acabam desenvolvendo rugas dinâmicas, ou seja, aquelas adquiridas com a movimentação facial. Quais são as recomendações para a pessoa que quer aplicar botox? MA - Para tratamentos estéticos faciais procure sempre um dermatologista ou cirurgião plástico que seja membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ou da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Além disso, também tente sempre ter o máximo de referências possíveis sobre este profissional, principalmente por pessoas de sua confiança e que já realizaram algum tratamento com ele.
Os efeitos do tratamento com botox já se tornam visíveis entre as primeiras 48 e 72 horas e, no máximo, 15 dias depois do procedimento, dependendo de cada paciente”
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Como anda sua
Fazer um check-up médico pode ser o começo de uma nova rotina, focada principalmente no nosso próprio bem-estar, mas há quem passe anos sem lembrar de dar uma avaliada na saúde geral e só recorre ao médico quando adoece MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
A
no-novo, vida nova: mais saúde, menos sedentarismo, voltar para a academia, começar a dieta (tendo em vista que o Carnaval está quase aí!). Essas são algumas das resoluções que todos nós fazemos a cada virada de ano. Mas será que estamos, realmente, preocupados com a nossa saúde? Fazer um checkup médico pode ser o começo de uma nova rotina, focada principalmente no nosso próprio bem-estar. Para muita gente, um checkup médico significa submeterse a uma bateria de exames laboratoriais e de imagem. No entanto, por mais sofisticados, caros e precisos que sejam, os exames fazem parte do check-up, mas não são o check-up em si. “Com o check-up médico, é possível fazer uma série de exames médicos para prevenir e identificar possíveis patologias por meio de um mapeamento completo da saúde de um paciente”, explica a médica clínica geral Carolina Vieiralves. Ou seja, o check-up é uma avaliação da saúde do indivíduo de acordo com o sexo e a idade e a relação dele com hábitos, antecedentes e características individuais, familiares, ambientais e profissionais. Esse conjunto de exames, aliás, deve ser feito não só por quem está se sentindo mal. É importante fazê-lo, explica Carolina, porque é possível diagnosticar precocemente alguma doença que podem ainda não ter manifestado sintomas. “O check-up médico básico deve ser feito por adultos jovens na fase ativa da vida. Exames de acompanhamento são essenciais e devem
ser feitos periodicamente. No entanto, não se pode determinar a frequência, já que tudo depende do tipo de doença que o paciente apresente”, ressalta a médica. Os check-ups foram popularizados nos anos 1960, quando médicos submetiam pacientes a uma intensa investigação médica, derivada dos exames que os astronautas faziam. No entanto, a filosofia atual é descartar dezenas de exames aleatórios ou completíssima, mas sim fazer um
DOENÇA
Ainda desconhecido por grande parte da população, o prolapso genital atinge duas em cada dez mulheres, trazendo problemas na vida sexual, incontinência urinária e piora a qualidade de vida check-up mais personalizado, com base num exame clínico minucioso, na faixa etária do paciente e numa consulta prévia que levanta seu histórico de saúde familiar e hábitos de vida. Pessoas com histórico familiar de alguma doença, no entanto, devem fazer exames com mais periodicidade. “Mas depende de cada patologia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, por exemplo, para as mulheres, recomenda-se a primeira mamografia aos 35 anos de idade e, após os 40 anos, anualmente. Já em mulheres com história familiar de câncer de mama, a mamografia deve ser iniciada mais precocemente”, explica a médica. “Entre os exames, estão os que informam sobre a função do fígado, dos rins,
se há a presença ou não de parasita e vírus no organismo, assim como condições do sangue (plaquetas, açúcar e ferro entre outros), além de dados que o médico poderá interpretar melhor, de acordo com a queixa apresentada pelo paciente, caso ela exista”, destaca Carolina. Ela ressalta, ainda, que se não houver a presença constante de um médico, o check-up pode não ser tão eficaz na prevenção. Para descobrir ou prevenir doenças, entre-
tanto, é preciso olhar mais afundo o histórico familiar de cada paciente. “Os resultados dos exames básicos, além da história familiar, é que vão demonstrar. Mas doenças como diabetes, hipertensão, câncer de útero, mama, próstata e neoplasias em geral, quanto antes diagnosticadas, maio-
res são as possibilidades curativas”, diz a clínica geral. E, para quem ainda continua pensando que só os homens são “despreocupados” com a saúde, está enganado. “As práticas de saúde dos homens dependem de fatores demográficos, pessoais e culturais, e, como tal, são diversas. Além de se buscar diferenças entre
homens e mulheres, é necessário identificar diferenças entre eles próprios, permitindo lidar com diferentes formas e estilos de ser homem. E, da mesma forma, também há mulheres que também não preconizam como qualidade de vida a realização do check-up anualmente”, finaliza a médica.
Os exames básicos do check-up . Hemograma completo; . Perfil glicêmico e lipídico; . Bioquímica laboratorial (função renal e hepática); . Perfil hormonal; . Sorologias; . Análises de urina e fezes; . Eletrocardiograma; . Exame oſtalmológico; . Exame ginecológico, no caso das mulheres: papanicolaou e mamografia. . Exame proctológico, no caso dos homens: varia de acordo com a idade. . Raio-x ou tomografia computadorizada.
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saúde? Exame inteligente
Não é todo mundo que precisa repetir o hemograma todo mês, fazer ultrassom abdominal anualmente... O check-up inteligente pode ser resumido em uma única palavra: individualidade. O ideal, recomendam os médicos, é que haja uma lista básica de exames e outros sejam acrescenta-
dos de acordo com a idade, as condições e o histórico familiar. O ideal, realmente, é usar do bom senso – tanto do médico, quanto do próprio paciente. De acordo com uma pesquisa do instituto Consumer Reports, nos Estados Unidos, que avaliou cerca de 8 mil americanos acima
dos 40 anos submetidos a check-ups cardíacos, 44% dos participantes passaram, em algum momento, por exames desnecessários. Eles não portavam história ou condições que justificassem a realização de uma ressonância cardíaca ou de um ultrassom de carótidas, por exemplo.
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Para ter bom rendimento no dia do seu vestibular Após um longo e árduo ano de estudos, chega enfim o temido dia. Toda uma vida escolar cobrada em poucas horas
É
o momento que precisamos de toda nossa capacidade mental para resgatar com eficiência os conceitos aprendidos anteriormente e mostrar todo nosso arsenal intelectual para resolver os problemas inéditos propostos pelo temi-
do examinador. Segundo o neurologista Leandro Teles, formado pela USP e membro efetivo da Academia Brasileira de Neurologia,o rendimento cerebral no dia do vestibular é exigido de forma complexa e abrangente. Controle emocional, foco,
capacidade de evocação, estratégia e rapidez são as modalidades cognitivas mais importantes nessa hora. A missão do bom vestibulando é realmente árdua: abrir a gaveta mental certa, buscar na montanha de conhecimentos prévios a informação preci-
sa para “matar” determinado dilema, fugir das famosas pegadinhas, controlar o ritmo de resolução, escapar dos “brancos” etc. Ufa!!! É uma maratona cerebral para poucos. Em uma competição tão nivelada, os detalhes no dia “D” podem fazer toda a diferença. Não
basta estar preparado, é fundamental conseguir acessar a informação com segurança, velocidade e não oscilar no transcorrer da prova. Supere a ansiedade “Pecar por falta de estudos e preparo é uma coisa. Ir mal na
prova por descuido, ansiedade e brancos, é outra completamente diferente. O preparo do aluno deve, sem dúvida, incluir medidas para reduzir o risco de ter um dia mentalmente ruim bem na hora de demonstrar todo seu potencial escolar”, afirma o especialista.
Dicas para a boa performance 1- Grau de cansaço: Um cérebro descansado é sempre mais confiável. Procure dormir bem na semana que antecede a prova e reduzir a carga de estudos. Priorize revisões leves e temas que você tenha mais facilidade e domínio. Também não abuse na atividade física, prefira exercícios aeróbicos leves, alongamentos, atividades ao ar livre. Isso ajuda a suportar a tensão muscular durante a prova e controla o sono e a ansiedade. 2- Controle emocional: Ansiedade e o estresse fazem parte do “pacote”, não tem jeito. A adrenalina e o medo do fracasso ajudam o cérebro em motivação e foco. O problema é a dose !! Excesso de tensão e ansiedade eleva o risco de erros bobos, dificulta a percepção de detalhes e provoca os temidos brancos (falhas grosseiras de evocação de conteúdo já sedimentado). Para reduzir a ansiedade é fundamental cumprir o cronograma de estudos, entender a limitação do processo (é impossível saber e dominar todo o conteúdo), praticar atividades de lazer e atividade física com certa regularidade, trabalhar a respiração (que deve ser lenta e profunda) e retirar a carga de importância do evento (na hora “H” o aluno precisa apenas responder com tranquilidade, nada de ficar
martelando que é o evento mais importante de sua vida, que não pode falhar, que o mundo acabará se não for bem etc., isso não ajuda em nada a encontrar a resposta correta). 3- Confiança: É muito importante entrar confiante e manter essa confiança durante a prova. A insegurança leva a perda de tempo e contamina todo o rendimento durante a avaliação. Evite estudar temas novos ou muito complexos nos dias que antecedem a prova. Valorize o que você estudou durante o ano, não fique pensando naquilo que você não estudou ou não aprendeu. Trabalhe sua autoestima. Inicie a prova com assuntos que você domina, isso traz segurança, motivação e ajuda no controle de tempo. Não fique emocionado e fragilizado com questões que você não sabe a resposta. Toda prova tem questões difíceis e até questões imprecisas, mas cada teste vale a mesma coisa. Não permita que questões específicas tirem sua estabilidade. Não sabe a resposta, siga com tranquilidade e volte nas questões complicadas apenas no final, isso evita desgaste e perda excessiva de tempo. 4- Estratégia de prova: Toda missão exige uma estratégia. A prova não seria diferente. Co-
nheça bem as regras do jogo, o tempo total, o número de matérias e questões por matéria. Atribua tempos específicos de acordo com o grau de dificuldade individual. Seja frio e calculista. Você precisa pontuar!!! Chegue com antecedência, documentação OK, gerencie a dinâmica de prova, preencha o gabarito com tranquilidade etc. 5- Alimentação: Nada de fazer a prova com fome ou sede. Alimente-se adequadamente nos dias que antecedem a prova e, principalmente, durante a prova. Evite alimentos duvidosos e excessos alimentares (isso lentifica o processo mental e dá um baita sono também). Prefira alimentos leves, de fácil digestão e com um bom perfil nutricional. Carboidratos integrais, frutas, massas leves, barras de cereais, são boas pedidas. Mantenha boa hidratação mas evite o excesso de líquidos para não ficar com vontade de ir ao banheiro, o que tira um pouco o foco da resolução (aliás, sempre se planeje para ir ao banheiro logo antes de entrar na sala de prova). Durante a prova tenha em mão algum alimento rápido e um pouco de água, a atividade mental junto com a ansiedade causa um razoável gasto energético, além da água reduzir um pouco a tensão nos momentos difíceis.
Antes das provas procure controlar a ansiedade, fator que pode prejudicar o desempenho
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Dúvida: interromper a menstruação é saudável? Por ser um tema que gera muita polêmica até mesmo entre os médicos, algumas mulheres têm dúvidas se devem aderir
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evido à constante evolução da medicina, hoje as mulheres podem recorrer a diferentes métodos para cuidar de seu organismo. Com relação à menstruação não é diferente e muito tem se discutido sobre a interrupção ou não do ciclo menstrual. Por ser um tema que gera muita polêmica até mesmo entre os médicos, algumas mulheres têm dúvidas se devem aderir ou não, até por desconhecerem as consequências desse processo. Inicialmente, como para qualquer medicação, a pri-
meira pergunta que se deve fazer é: qual o motivo da inibição da menstruação? Uma vez que existem vários métodos e cada qual com sua indicação de início e fim de tratamento, dose recomendada e perfil adequado, de acordo com idade, peso e doenças crônicas. É o que explica o doutor Gilberto Nagahama, ginecologista do hospital San Paolo, “para cada paciente há um método mais eficaz. Tudo em medicina é uma questão de risco x benefício, e isso só o seu médico poderá avaliar. Aquilo que serve para você, pode não servir para outra e, pior ainda, às vezes causar um
dano desnecessário”. Livrar-se da famosa tensão pré-menstrual - TPM é um dos principais motivos que levam as mulheres a pensarem em interromper o fluxo. “De fato, a grande maioria dos métodos que inibem a menstruação pode acabar com a TPM, pelo menos temporariamente. Livre da TPM Já a TPM grave, aquela do tipo incapacitante, precisa de uma abordagem às vezes multidisciplinar e associação com outros métodos”. Além disso, reforça o médico, “quando bem indicada, a inibição da menstruação trará os benefícios
que objetivaram o tratamento da paciente. Como, por exemplo, pacientes com anemias graves devido a fluxos menstruais excessivos, com certeza se beneficiarão com o bloqueio destes fluxos anormais”. Sobre anticoncepcionais Já com relação à infertilidade, doutor Nagahama explica que quando bem indicados pelo ginecologista, a ingestão ininterrupta de anticoncepcionais e injeções hormonais, o DIU (dispositivo intrauterino) de levonorgestrel, conhecido como Mirena e implantes subdérmicos, podem ser métodos eficazes de se
interromper a menstruação. “Estes métodos anticoncepcionais hormonais são reversíveis. Uma vez que a medicação está parada, o corpo volta a sua função normal, por isso, não existe risco para a fertilidade. O fator de confusão que existe é que muitas mulheres começam a tomar anticoncepcional sem necessariamente saber se realmente são férteis. A paciente toma por anos anticoncepcionais e um dia resolve engravidar, não conseguindo, atribui ao uso prolongado do medicamento, mas na verdade não sabia se mesmo sem o uso dele poderia realmente engravidar”.
O bloqueio da menstruação não é um aprisionamento do sangue menstrual dentro do útero e sim uma supressão na camada interna do útero chamada endométrio que é responsável pela menstruação. Ou seja, todos os processos que são estimulados com o ciclo hormonal natural podem ser beneficiados com a sua inibição, como a endometriose, miomas e cistos ovarianos. Lembrando que isso sempre deve ter o parecer do seu médico ginecologista, pois tais tratamentos merecem um acompanhamento, às vezes, prolongado para avaliar melhor a sua eficácia.
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Treine com música, isso contribui para a concentração
Treino correto rende bons resultados Você resolveu aproveitar o primeiro mês do ano para entrar em forma, já fez todos os planos para 2014 e essa é a sua primeira meta? Então vamos lá, comece com o pé direito e não deixe o desânimo tomar conta desses projetos. Para ajudar, selecionamos algumas dicas de experts no assunto, que podem lhe dar uma força na hora que a coragem ameaçar fugir da sua rota. Em primeiro lugar, preste atenção à sua alimentação. Exercícios pedem uma alimentação equilibrada e se a meta é perder peso, encare uma reeducação alimentar procurando uma nutricionista que pode lhe dar todas as dicas necessárias para você se alimentar bem e não passar fome na hora de
cortar os excessos. De olho na alimentação e com a orientação de um personal trainer, entenda que sua motivação agora só depende de você. “O cérebro determina o ritmo para que o corpo não fique sem energia”, afirma Kevin Thompson, diretor de estudos esportivos da Universidade de Canberra (Austrália). Sendo assim, fixe suas metas e mantenha a cabeça nos resultados. Segundo um estudo publicado no “European Journal of Applied Physiology”, o estresse requisita áreas do cérebro que seriam usadas no trabalho entre mente e músculo. Concentre-se no que está fazendo e deixe os problemas para depois. Feche os olhos e foque na respiração. Inspire e
conte até quatro. Ao terminar, expire devagar. Repita isso outra vez e procure pensar apenas na rotina de exercícios. Treine com música, de acordo com especialistas, ela distrai do esforço e permite treinar pesado por mais tempo. Segundo Costas Karageorghis, vice-diretor de pesquisas da Universidade de Brunel (Inglaterra), em média, os sons que têm entre 120 e 135 batidas por minuto (BPM) ajudam o desempenho. Encontre-os com o programa BPM Detector, que calcula as batidas das músicas (baixe-o de graça em pistonsoſt.com). Por fim, mentalize os resultados. “Imaginar uma situação reforça os mesmos caminhos neurais de executar aquele
comportamento. Ou seja, ao realizar a tarefa, o corpo sente como se já tivesse feito aquilo”, afirma Krista Chandler, líder de estudo sobre o assunto e especialista em Psicologia do Esporte na Universidade de Windsor (EUA).
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Saúde
e bem-estar
MANAUS, DOMINGO, 12 DE JANEIRO DE 2014
Como tratar a Síndrome do Intestino Irritável Entenda como a dieta do genótipo pode melhorar o ritmo intestinal e livre-se de alguns incômodos muito sérios
Cólicas, náuseas, crises alternadas de prisão de ventre e diarreia, estufamento e distensão do abdômen são alguns dos sintomas
C
ólicas intermináveis, náuseas, crises alternadas de prisão de ventre e diarreia, estufamento e distensão do abdômen são alguns dos sintomas que podem indicar a Síndrome do Intestino Irritável (SII). Também denominada de cólon nervoso, tratase de um distúrbio funcional cujas causas anatômicas não são específicas. Essa síndrome provoca alterações nos movimentos do cólon durante o transporte de gases e fezes. Ou seja, em determinado momento o cólon pode estar com movimentos aumentados causando uma absorção inadequada dos fluídos. Esse aumento do ritmo provoca uma intensa diarreia. Porém, quando tra-
balha de maneira lenta, pode deixar as fezes endurecidas e secas provocando uma constipação intestinal. Para quem sofre com os sintomas da SII é fundamental realizar uma boa seleção dos alimentos que podem ou não ser inseridos na dieta. Para isso, a dieta do genótipo é bem eficaz, pois trata o problema intestinal baseado no tipo sanguíneo e em algumas medições corporais de cada indivíduo. “O tipo sanguíneo O pode ser caçador, coletor e explorador; tipo A é professor, explorador, guerreiro; tipo B é coletor, explorador e nômade, já o tipo AB é professor, explorador, guerreiro e nômade, informa a doutora Ana Huggler, nutricionista da Global Nutrição.
Os alimentos que podem ser consumidos serão de acordo com o genótipo. Assim, eliminam-se os alimentos irritantes e, por
ALIMENTOS
Quem sofre com a síndrome deve realizar uma boa seleção dos alimentos que podem ou não ser inseridos na dieta. Dessa forma, são eliminados os alimentos irritantes e, assim, é possível evitar os danos consequência, é possível desintoxicar o corpo e melhorar o fluxo intestinal. “Leite e seus derivados, assim como
alimentos com cafeína, condimentos como pimenta e canela, frutas cítricas, como abacaxi e laranja, alimentos gordurosos e frituras devem ser evitados por quem possui a Síndrome do Intestino Irritado”, informa a nutricionista. Suplementos Além desses, bebidas gaseificadas e alcoólicas, carne de porco e alimentos com glúten como pão, macarrão e biscoitos também devem ser retiradas do cardápio. “O uso de probióticos melhora a flora intestinal de quem sofre da síndrome. Eles podem ser encontrados em iogurtes ou na forma de suplementos em cápsulas ou sachês”, informa a especialista.
Dieta do genótipo ajuda A dieta do genótipo também é utilizada por quem deseja alcançar o peso ideal e ficar de bem com a balança. Além disso, previne doenças como diabetes, resistência a insulina, hipertensão, alterações de colesterol e melhora problemas com acne. “Por meio da dieta do genótipo identificamos os alimentos que não são bem absorvidos pelo nosso organismo e que causam problemas na pele como a acne”,
descreve Ana. Metabolismo É importante destacar que a dieta não pode ser seguida por gestantes, lactantes, pessoas com doenças em tratamentos, como câncer e crianças menores de 16 anos. “Seguindo a dieta corretamente e agregando a exercícios físicos o metabolismo voltará a funcionar de maneira adequada”, garante a doutora Ana Huggler.
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