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Saúde - 11 de maio de 2014

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Caderno F

MANAUS, DOMINGO, 11 DE MAIO DE 2014

DIVULGAÇÃO

Saúde

e bem-estar

saudeebemestar@emtempo.com.br

(92) 3090-1017

Quando a agressividade preocupa Saúde e bem-estar F5

Universo de letras Para estimular o desenvolvimento da criatividade, autonomia, independência e autoestima da criança durante a fase inicial de aprendizagem das letras, o elogio de pais e responsáveis é indispensável para ela avançar

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escrita é fundamental para o desenvolvimento das capacidades do ser humano. Por meio dela, o cidadão participa da sociedade se comunicando e expressando sua opinião sobre tudo. Ainda nos primeiros meses de vida, o processo iniciase em movimentos motores, como agarrar fraldas de pano, brinquedos, mamadeiras e outros objetos relacionados ao seu dia a dia. “Estes reflexos passam a dar autonomia para futuramente o bebê pegar um lápis, giz de cera, pincel de pelo, massinhas de modelar, e a partir desta estimulação em sala de aula, as crianças poderão desenvolver mais essa comunicação”, destaca a professora do Centro Educacional Literatus (CEL), Ana Paula Silva. No início da vida escolar, as crianças da educação infantil realizam atividades de desenho – muitas vezes chamadas erroneamente de rabiscos e garranchos. “O nome correto para o desenho de crianças pequenas é garatuja, caracterizado ora pelos traços grandes em extensão, ora circulares com intensidade em cores e pressão”, explica a educadora.

De acordo com a profissional, é nesta fase que o elogio é a melhor ferramenta de pais e mestres para estimular o desenvolvimento da criatividade, autonomia, independência e autoestima da criança. Desenvolvimento Já na alfabetização, a letra da criança se apresenta angulada e em tamanho grande quando comparada à letra de uma criança já alfabetizada de séries mais avançadas. “Portanto, deve-se usar preferencialmente folhas A-3, papel 40 kg, gizão de cera e pincéis grossos. Também se deve estimular a pintura a dedo com guache”, indica Ana Paula. Ela aponta que a criança deve identificar o que é a letra e qual seu significado quando associada a outras letras. “Com isso, formam-se as primeiras palavras ainda simples, os primeiros encontros vocálicos, principalmente os monossilábicos, sempre acompanhados de uma figura representativa”, disse a professora do CEL. A partir desta etapa, a criança começa a entender o significado da letra individualizada e passa a se concentrar na palavra como constituinte de um significado

próprio. Para cada palavra internalizada sempre há uma emoção ou sentimento a ela associado, o que leva a um aprendizado mais ou menos qualitativo, dependendo da qualidade afetiva que a criança tem com o conteúdo. “Entender o símbolo gráfico estende-se não somente à letra, mas também, aos símbolos numéricos, onde a criança deve abstrair dali uma quantidade específica e conseguir representá-la novamente em figuras ou palavras escritas, tornando o processo um vai e vem de informações”, explica. Incentivo A dica da educadora é que quanto mais próximo do universo da criança o aprendizado das letrinhas e números for, mais rápido e efetivamente ela aprenderá o alfabeto e a formação de palavras e números derivados deles. Além disso, quem lê bastante escreve bem, então incentivar o gosto pela leitura é também estimular a escrita. Leia junto com a criança, conte historinhas. Assim como os professores, os pais são modelos de leitores e de escritores para as crianças.


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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com

Ética da clonagem humana O lado mais nefasto da clonagem humana, no futuro, seria o surgimento de uma espécie macabra de demanda de doadores, que poderia ser composta de pessoas milionárias ou patologicamente vaidosas, para desejar um clone de si mesma. Não existe um só argumento ético e moral capaz de oferecer sustentabilidade à ideia da clonagem humana. Mesmo sob essa perspectiva, partilhada por incontáveis pessoas no planeta, incluindo notáveis de muitas universidades que estudam o genoma humano, existem alguns países da União Europeia que permitem esse tipo de manipulação genética: Portugal, Bélgica, Finlândia, Dinamarca, Luxemburgo, Holanda e Suécia. Apenas três membros da União Europeia assinaram e ratificaram a Convenção de Oviedo, de 1997, prevendo a interdição dos experimentos da clonagem humana: Espanha, Grécia e Itália. Portugal

assinou a convenção, mas ainda não a ratificou. França, Alemanha e Áustria não ratificaram nem assinaram o documento, mas possuem leis que impedem as experiências de clonagem com seres humanos. Em 2009, a Câmara dos Deputados, em Brasília, votou a Lei de Biossegurança, proibindo qualquer tipo de clonagem. As explicações para essa atitude tão drástica foram baseadas nos seguintes fatos: os tecidos dos adultos, isto é, plenamente diferenciados, apresentam célulastronco capazes de substituir as obtidas por meio da engenharia genética; os fins terapêuticos não justificariam “a eliminação de vidas humanas, mesmo embriões que se encontrem no estágio inicial do desenvolvimento”. O papa Pio 12, em 1952, durante o Primeiro Congresso Internacional em Histologia do Sistema Nervosos Central, no discurso intitulado “Limites

morais da pesquisa médica e tratamento”, abordou a mesma temática da responsabilidade do médico: “Em primeiro lugar, deve ser assumido que, como pessoa em particular, o médico não poderá tomar qualquer medida ou curso de ação sem o consentimento do paciente”. Essa manifestação já refletia os indícios para a futura concretização do terno de consentimento livre e esclarecido que, obrigatoriamente, deve ser lido e compreendido pelas pessoas que participarão como sujeitos da pesquisa. Esse conjunto teórico fundamentou a bioética como pensamento disciplinador trazendo clonagem como polo de discussão iniciado nos anos 1970, tomou rumo com a publicação, em 1976, do livro do filósofo Samuel Gorovitz “Problemas morais na Medicina”, e em 1979, o do filósofo Tom Beauchamp junto com o teólogo James Childress “Princípios da ética biomédica”.

João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França

Em 2009, a Câmara dos Deputados, em Brasília, votou a Lei de Biossegurança, proibindo qualquer tipo de clonagem”

Sem apetite? Apele para os benefícios do louro O óleo extraído da folhas de louro tem a capacidade de proteger a pele contra infecções, além de inibir o desenvolvimento de bactérias. Por isso, se o corpo sofre algum corte, especialmente aqueles ocasionados por objetos impuros, como ferro, unhas, madeiras, entre outro, passar o óleo sobre o machucado ajuda a conter o espalhamento de microorganismos antes da chegada ao médico para verificar as complicações do corte. Outra boa dica: chá ou óleo produzido com o louro é um ótimo aliado para as pessoas que sofrem de falta de apetite. As vitaminas presentes no louro estimulam a fome e podem ser ingeridas algumas horas antes do horário das refeições.

Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com

Perca peso com motivação Toda caloria que consumimos a mais que o corpo gasta leva ao acúmulo! Atividades físicas queimam calorias, mas para emagrecer é preciso, além de exercícios físicos, seguir uma dieta equilibrada com alimentos certos, reduzindo porções. Tudo é uma questão de matemática para perder peso. Nosso corpo necessita de certa quantidade de calorias, por dia, para manter o peso e o funcionamento normal do nosso organismo (andar, respirar, batimentos cardíacos, digestão etc.). A maneira que abastecemos nosso corpo com calorias é por meio da ingestão de alimentos e bebidas. Para manter o peso atual, bastaria comer o número exato de calorias que precisamos e, portanto, nosso peso se manteria o mesmo. Basicamente: - Consumir o mesmo número de calorias que o corpo precisa, mantém seu peso. Consumir mais calorias do que seu corpo precisa, aumenta seu peso. Consumir menos calorias do que seu corpo precisa, diminui seu peso. Lembre-se que o segredo está na ingestão de calorias. Enquanto você estiver num déficit calórico, você vai

perder peso. Perder peso é muito mais que ficar magro repentinamente. Isto significa acabar com a saúde, além de correr o sério risco de ganhar peso, novamente, em pouquíssimo espaço de tempo. Para perder peso é preciso força de vontade, mudança de hábitos, porque a pessoa irá adotar uma nova postura para o resto de sua vida. Então não adianta cortar os doces. É preciso, sim, reduzi-los ao máximo. Talvez até cortá-los durante a semana ou nos finais de semana. Cada pessoa avalia o dia e o horário que come mais e verifica o que fazer para comer menos e melhor, incluindo frutas nestes horários. Mas adquirir bons e novos hábitos leva tempo, por isto, não pode ter pressa. Precisa ser persistente e ficar sempre atento. Não adiantam querer cortar frituras, biscoitos, doces, tudo de uma só vez. Importante também é não ficar pensando no que está deixando de comer e sim nos benefícios que você terá tanto para sua saúde como para a estética. Um primeiro passo, mais muito importante, é começar pela água. Quanto de água você toma por dia? Comece então pela água. Corte sucos industrializados, refrigerante, bebi-

da alcoólica. Não precisa cortar tudo radicalmente, mas vá reduzindo estes e aumentando o consumo de água e também suco natural. Siga algum dia assim, atento à ingestão de água. Você irá se espantar ao perceber como bebemos pouca água durante o dia. Aos poucos, vá melhorando seus hábitos. Depois de alguns dias aumentando na água, passe a cuidar do almoço. Veja o que tem no seu prato, reduza frituras e massas, ponha mais verduras. Não fique muito tempo sem se alimentar entre as refeições, passe a comer frutas. Vá inserindo, também exercícios no seu dia a dia. Falta de tempo não é desculpa. Ao voltar do trabalho desça dois ou três pontos antes. Para ir, faça o mesmo. Evite elevadores, prefira as escadas. Comece caminhando meia hora por dia, de segunda à sexta-feira. São pequenas atitudes, mas que trarão um grande resultado. E elas deverão ser mantidas para sempre, por isto, comece devagar e vá aumentando gradativamente, para seu corpo ir se acostumando. Segundo os médicos, garantir uma boa alimentação, exercícios físicos e bom humor são essenciais para sua dieta. Em breve, você poderá conferir os bons resultados.

Humberto Figliuolo Farmacêutico

Depois de alguns dias aumentando na água, passe a cuidar do almoço. Veja o que tem no seu prato, reduza frituras e massas, ponha mais verduras. Não fique muito tempo sem se alimentar”

Banho de ervas é ótima medida contra estrias Sua pele está com estrias? Então evite tomar banho na água quente. Aquecida, a água estica ainda mais a pele, piorando as marcas. Após o banho, todos os dias, esteja com a seguinte receita pronta para ser aplicada: 5 gotas de óleo essencial de camomila, 7 gotas de óleo essencial de lavanda e 30 miligramas de azeite de oliva, ou de óleo de coco extra virgem. Massageie cada área a ser tratada por 5 minutos. Essa mistura pode ser substituída por um mix de azeite de oliva, óleo de rícino, vitamina E e óleo de amêndoas. Acrescente partes iguais, de acordo com a extensão a ser tratada. Se for para os seios, por exemplo, use meia colher de sopa de cada um.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br

Diagramação Kleuton Silva

Repórter Mellanie Hasimoto

Revisão Dernando Monteiro Gracycleide Drumond

www.emtempo.com.br


Saúde

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Olhos podem ‘mostrar’ sete doenças

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Alguns males mais comuns podem ser percebidos num simples exame de visão, então, se alguma coisa não está muito bem, talvez seja hora de procurar a orientação de um oſtalmologista

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esmo quem não tem doenças oculares nem precisa usar óculos para corrigir problemas de miopia, astigmatismo ou hipermetropia deve ir ao oftalmologista uma vez por ano. O curioso é que, muitas vezes, o oftalmologista acaba detectando mais problemas de saúde e encaminhando o paciente para tratamentos com outros especialistas. De acordo com o oftalmologista Renato Neves, os olhos dizem muito sobre o estado geral de uma pessoa. Ele aponta as sete doenças mais comuns percebidas num simples exame de visão.

1. DIABETES “Quando a taxa de glicemia está elevada, pode haver alteração de grau para mais ou para menos, causando embaçamento da visão. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, trata-se de uma doença crônica que acomete mais de 12 milhões de brasileiros – sendo que pelo menos metade deles não sabe disso. O comprometimento dos olhos é uma das complicações mais importantes. Vale ressaltar que o controle da taxa de glicemia pode retardar o aparecimento de alterações na retina ou diminuir sua severidade. Por isso, é sempre importante que o diabético receba acompanhamento permanente de um médico oſtalmologista”.

2. HIPERTENSÃO “Um dos muitos sintomas da pressão alta pode ser facilmente identificado estando diante do paciente: olhos vermelhos. Em 90% dos casos, trata-se de hipertensão primária, sem causa identificável. Já os 10% restantes estão relacionados a algum outro problema de base, como falência dos rins e tumores, ou ainda a medicações como a pílula anticoncepcional e os antigripais. É preciso ressaltar que, inicialmente, não há razão para alarde. Os olhos podem estar vermelhos simplesmente devido a um período de noites mal-dormidas. Caso o quadro persista e seja acompanhado de perda de visão, dor de cabeça intensa, ou sensibilidade exagerada à luz, daí sim é importante procurar um ajuda especializada”.

3. HIPOGLICEMIA “Uma das causas para os tremores involuntários nos olhos é a hipoglicemia – nível de açúcar no sangue abaixo do normal. Em determinados casos, essa condição vem acompanhada por tremores, sudorese, visão embaçada e até mesmo convulsões – indicando a necessidade de exames complementares para checar a possibilidade de diabetes ou outras doenças metabólicas, doenças do fígado, rins e pâncreas”.

4.CÂNCER DE PELE “Os olhos não estão livres do câncer de pele e podem aparecer pintinhas (como sardas) dentro deles. Quem tem histórico de melanoma na família, e até mesmo quem já enfrentou a doença, deve prestar atenção em manchas constantes nos olhos e consultar um médico sobre isso. Num exame de rotina, o oſtalmologista também deverá analisar a cor e a forma dos olhos para garantir que está tudo normal”.

5. TUMOR CEREBRAL “Tumores no cérebro se manifestam de maneiras variadas. Algumas pessoas têm constantes dores de cabeça e tonturas. Mas outras apresentam sintomas variados. Por isso, durante um exame ocular normal, o seu médico irá verificar se há visão borrada, se houve uma dilatação bem maior de uma pupila em relação à outra, e a cor do nervo óptico. Diante de uma suspeita importante, provavelmente o oſtalmologista irá encaminhar o paciente a um neurologista para um follow-up”.

6. ANEURISMA CEREBRAL “Esse tipo de aneurisma ocorre quando uma artéria no cérebro enfraquece, causando dilatação de uma parte. Neste caso, há risco de ruptura dessa artéria, hemorragia ou ainda de compressão de outras partes do cérebro. Em muitos casos, o aneurisma passa despercebido até ser identificado durante um exame oſtalmológico de rotina. Por isso, é importante que o paciente relate a seu médico se vem apresentando outros sintomas, como visão embaçada, dor nos olhos, dores de cabeça ou perda de visão. O médico também irá prestar atenção se as pálpebras estão caídas – já que isso é sinal de que um vaso sanguíneo pode ter rompido ou está vazando –, se há aumento de pressão no olho, hemorragia na retina, e inchaço do nervo óptico. Estrabismo pode ser outro sinal de sangramento no cérebro, possivelmente de um aneurisma ou mesmo um acidente vascular cerebral”.

7. DOENÇAS VASCULARES “Os vasos da retina são muito similares aos do cérebro. Quando há uma deficiência na organização desses vasos, é possível que eles sejam danificados, provocando vazamentos. O objetivo principal do tratamento é a melhora da visão e diminuição dos danos teciduais. Mas é fundamental que, além do oſtalmologista, o paciente receba acompanhamento médico de um clínico geral ou cardiologista, já que esse tipo de doença está relacionado a toda condição vascular sistêmica da pessoa. Quem tem mais de 60 anos e é obeso, diabético, hipertenso, fuma ou sofre de trombofilias adquiridas ou hereditárias tem de ficar mais atento aos sinais dos olhos”.


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Identificando a agr Psicóloga orienta que o diálogo familiar pode ajudar no desenvolvimento ainda na fase infantil, com a escola também sendo aliada nessa tarefa disciplinar. Porém, se medidas rotineiras não freiam a agressividade é hora de buscar ajuda

A agressividade da criança não é fator de personalidade, é adquirida em razão de influências externas

MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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lgumas crianças adoram ser o “centro das atenções” e, quando deixamos seus hábitos de lado, elas procuram um jeito de atrair todos os olhares, seja dos pais ou de quem estiver próximo. Fatores cotidianos como programas de televisão, amizades, convívio familiar podem determinar na influência do comportamento agressivo, se não houver diálogo e carinho. Há casos em que as crianças agressivas se ferem na busca de atenção. Os pais precisam estar atentos ao comportamento dos filhos, observar como reagem quando é chamada a atenção, saber impor respeito e limites e, acima de tudo, a criança não

A criança tem que entender que existem limites a serem cumpridos e respeitados

deve temer os pais. Outro fator que contribui são os tratamentos psicológicos que ajudam a melhorar as reações de agressividade que as crianças demonstram. Os primeiros comportamentos que adquirimos na vida são por intermédio da criação e observação da conduta dos pais e muitas vezes a criança manifesta o que aprendeu no seio familiar na sua fase adulta, por isso é preciso driblar e ajudar no desenvolvimento infantil. De olho na criança “A identificação da agressividade na fase infantil pode ser notada, tendo como referência algum comportamento (verbal ou não). Crianças agressivas, que xingam ou chutam pessoas e objetos, querem constantemente serem saciadas a todo custo, não sabem lidar com situações negativas e precisam ser ‘vistas’ pelos pais a todo momento, procuram, na verdade, é chamar a atenção. Essa conduta pode estar associada a uma possível carência

afetiva”, explica a psicóloga especialista em Terapia Comportamental da Clínica Vivencialle, Letícia Guedes. A agressividade não é um fator de personalidade, mas é adquirida devido às influências vivenciadas no seu cotidiano. A mudança pode ocorrer em consequência de situações como o nascimento de um novo bebê na família, separação dos pais ou então a perda de algo que satisfazia suas vontades. “Algumas vezes, as crianças apresentam uma agressividade não transitória, mas permanente, ou seja, estão a todo o momento provocando situações de briga ou combate”, acrescenta. Dificuldade de relacionamento com outras crianças, abusos e humilhações por parte de adultos, pais que evitam dizer “não” quando necessário (a criança fica possessiva aos desejos), o excesso de cobrança, também são alguns fatores que podem contribuir para o comportamento hostil e agressivo que será demonstrado pelos pequenos ao longo do tempo.


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ressividade infantil Diálogo é fator indispensável Desenvolver um diálogo é o ponto principal para a criança, apesar de alguns pais preferirem o método de punição. A ajuda psicológica é essencial, pois o profissional poderá orientar os pais sobre a maneira correta de proceder ao diálogo. “É preciso assisti-la por meio de muita observação para interromper o ciclo de violência adquirida na infância”, destaca. Analisar a criança na escola e saber sobre o comportamento do seu filho fora de casa pode ajudar a entender melhor sobre sua agressividade. A ajuda dos professores também é essencial, já que esses profissionais devem relatar aos pais sobre o comportamento da criança com outras e sobre o empenho curricular. Orientação familiar “O afeto familiar é o principal caminho para ajudar no trabalho de desenvolvimento da criança. Os pais devem orientar nas atividades dos filhos, incentivar,

propor reflexões sobre as razões de determinadas atitudes ou comportamentos, solicitar objeções da criança quando ela se recusa a concordar e, por último, reconhecer que a criança possui interesses próprios e maneiras particulares,” comenta a psicóloga.

RESPEITO

A permissividade dos pais pode acarretar mais problemas na vida da criança. Para evitar danos psicológicos eles devem tratar os pequenos com respeito e sem excesso de proteção Não existe uma idade determinante para a agressividade ter início. A história de vida e criação na infância pode determinar na fase adulta do individuo seu modelo de comportamento, ou seja, os vínculos estabelecidos ainda quando criança

pelos pais, a afetividade, a forma de criação, os valores transmitidos no núcleo familiar, tudo isso influi no processo de construção da personalidade. “O ambiente saudável, onde a criança cresce, onde possa manifestar suas vontades, onde exista diálogo com os pais e esses expliquem e orientam a respeito de determinados comportamentos e atitudes, faz com que a criança se torne um adulto equilibrado”, ressalta Letícia. A permissividade dos pais também pode gerar problemas. Por isso, eles devem atentar em se apresentar para a criança como um modelo e não como um recurso para realização de seus desejos. “É importante salientar que os pais devem enxergar a criança como um potencial adulto, nunca colocar a criança em posição de fragilidade protegendo-a a todo instante. É preciso estimular a criança visando seu desenvolvimento e autonomia”, completa. O afeto dentro do núcleo familiar ajuda a criança a crescer de maneira equilibrada e natural

Tratamento com pais e mestres O tratamento psicológico avalia as situações em que a criança demonstra seu comportamento agressivo e, a partir disso, se estabiliza uma dinâmica de trabalho por meio do processo terapêutico. Normalmente, aponta a psicóloga, o trabalho discorre até o momento em que as intervenções comecem a dar resultados – isto é, a criança deve mostrar que já consegue superar as queixas que levava à agressividade, assim os pais poderão evitar futuros sofrimentos. “Em alguns casos, este tratamento é feito em conjunto com os pais e em locais como a casa e escola. Os profissionais também devem estar inseridos no ambiente familiar desta criança, observar seus

passos, o que elas gostam de fazer e como os pais lidam dia a dia com a criança – lembrando sempre que o ambiente familiar

ROTINA

Os profissionais que vão tratar a criança devem estar inseridos no ambiente familiar do pequeno para poder identificar possíveis causas do comportamento agressivo manifestado é a parte mais importante para o desenvolvimento pessoal dos filhos. Por conta disso, os profissionais devem dispor também de um trabalho voltado para os pais”, observa.


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Fisioterapia em mulheres após um câncer de mama A prática desempenha um papel fundamental nesta etapa de recuperação da vida da mulher mastectomizada

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As pacientes que se submetem ao tratamento fisioterapêutico conseguem se recuperar em tempo mais curto

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egundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Amazonas, durante todo o ano de 2014, devem ser registrados 390 novos casos de câncer de mama, sendo a maioria na capital. O câncer de mama é a maior causa de óbitos por câncer na população feminina no Brasil, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos. A retirada da mama pode ser uma das opções de tratamento para mulheres vítimas de câncer de mama. Depois do procedimento, começa uma nova etapa para a paciente: a de recuperação dos movimentos, que nessa fase, encontra a fisioterapia como principal aliada para garantir a qualidade de vida. De acordo com o fisioterapeuta doutor Daniel Xavier, a paciente submetida ao tratamento cirúrgico do câncer de mama terá que conviver com as mudanças de postura causadas pela retirada do seio, como dor e restrição ao movimentar o ombro, inchaço do braço (linfedema) e a falta de sensibilidade na parte superior e interna do braço. “Após a cirurgia, a mulher passa a ter uma nova realidade de seu esquema corporal devido a importantes alterações que com freqüência são

geradas pela dor, fraqueza muscular e modificação na imagem corporal. A fisioterapia ajuda a mulher a enfrentar as mudanças causadas pela retirada do seio”, disse. De modo geral, Daniel Xavier explica que o fisioterapeuta pode intervir desempenhando um papel importante na prevenção de sequelas, fazendo parte integrante da equipe multidisciplinar no acompanhamento da recuperação destas mulheres. “Atualmente, a fisioterapia está incluída no planejamento da assistência para a reabilitação física no período pré e pós-operatório do câncer de mama”, afirmou. A mastectomia radical modificada, principalmente acompanhada de radioterapia, pode determinar complicações físicas, imediatas ou tardias, tais como limitação da amplitude de movimento (ADM) do ombro e do cotovelo, linfedema, fraqueza muscular, infecção e dor, que colocam em risco o desempenho das atividades de vida diária e dos papéis da mulher mastectomizada. “Com a fisioterapia, as mulheres são orientadas quanto à postura que irão adquirir no pós-cirúrgico e a importância da aderência à reabilitação”, ressaltou. Para Daniel, quanto mais

precoce forem orientados os exercícios, mais rapidamente a mulher responderá ao tratamento. “A amplitude de movimentos deve ser alcançada no menor espaço de tempo possível, levando-se sempre em conta as dificuldades individuais de cada paciente”, disse. Ele destaca que as pacientes submetidas ao tratamento fisioterápico diminuem seu tempo de recuperação e retornam mais rapidamente às suas atividades cotidianas, ocupacionais e desportivas, readquirindo amplitude em seus movimentos, força, boa postura, coordenação, autoestima e, principalmente, minimizando as possíveis complicações pós-operatórias e aumentando a qualidade de vida. “A fisioterapia desempenha um papel fundamental nesta nova etapa da vida da mulher operada, pois além de significar um conjunto de possibilidades terapêuticas físicas passíveis de intervir desde a mais precoce recuperação funcional, até a profilaxia das seqüelas, além de diminuir o tempo de recuperação, com retorno mais rápido às atividades cotidianas e ocupacionais, colaborando com sua reintegração à sociedade, sem limitações funcionais”, afirmou.

Segundo caso mais comum no país Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam eleva-

das, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Estatísticas indicam aumento de sua

incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.


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Parto

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sem medo

A mulher moderna tem o direito de escolher como trazer seu filho ao mundo e saber o que é melhor para a sua criança

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ulher moderna é assim: além de filha, mãe, esposa e profissional, ainda deve estar atenta à saúde e ao bem-estar, o próprio e o da família. De rainha do lar a amiga e confidente, algumas ainda carregam culpa por não estarem presentes as 24 horas do dia junto aos filhos. Exercer a maternidade nunca foi tarefa das mais fáceis. O Dia das Mães pode ser um bom momento para reflexão. Em meio a tantos papéis, como se dividir para realizar bem todos eles? A mulher precisa saber administrar cada situação para que consiga se sentir realizada, mas tendo consciência de que ela tem características específicas. Tarefa difícil, mas não impossível, ressalta o ginecologista e obstetra, defensor do parto humanizado (www.partosemmedo.com.br), Alberto Jorge Guimarães. “Para as mulheres que sentem a maternidade como uma missão, como uma contribuição para um mundo melhor, é importante saber que pensamentos, intenções e emoções de uma gestante influenciam diretamente o desenvolvimento fisiológico do feto. E esta influência continua

A gestante deve ter o conhecimento de que emoções, sentimentos, pensamentos e intenções influenciam o seu bebê

a ser reforçada quando a criança nasce, desenvolve-se e amadurece”. Mulheres chefes de família e que decidem ter filhos com mais de 35 anos são perfis cada vez mais comuns. “Elas não querem mais seguir os conselhos das próprias mães ou das sogras, mas ao mesmo tempo gostariam de ter um referencial”. Durante a gestação, quando a mulher opta pelo tipo de parto que trará seu filho ao mundo, muitas delas não estão conscientes dessa escolha. O fazem por medo, pressão e até por ignorarem os benefícios do trabalho de parto no nascimento da criança. Guimarães diz que é possível a gestante ter o direito natural e básico de ser a dona do seu parto. “O que muita gente desconhece são as vantagens que um parto normal pode trazer ao bebê e à mãe. Um nascimento com a menor necessidade possível de intervenções médicas ou farmacológicas, dando ao recém-nascido uma experiência acolhedora nesse período de transição é uma dessas vantagens”. Para o médico, no decorrer da história, o processo fisiológico do parto natural sempre foi visto como doloroso e sofrido, fazendo com que a mulher tivesse uma visão distorcida em relação ao nascimento. “Embora todos saibam que a fisiologia do parto envolve uma experiência corporal intensa, é possível encarála com prazer e alegria, deixando os mitos de lado”. Por fim, doutor Alberto lembra de que é possível vivenciar este momento pelas vias naturais, permitindo que o corpo trabalhe da maneira como a natureza o programou: uma sucessão de acontecimentos que culminará na melhora da relação afetiva entre mãe e filho. Mas esses só acontecerão se a mãe estiver consciente de sua responsabilidade em todas essas ações.

Personal Fitness Club DIVULGAÇÃO

www.personalfitnessclub.com.br

O boxe tem sido um dos queridinhos das mulheres

Flacidez, gordura e TPM? Nocaute nelas Mais leveza e agilidade no corpo e energia no seu dia a dia são itens que você pode ganhar a partir de agora. Aposte no boxe. Entre socos e esquivas, você dá adeus às gordurinhas extras, tonifica a musculatura e ainda elimina o estresse. Por isso, as aulas dessa modalidade estão lotadas de mulheres que querem emagrecer e reduzir tensões e ansiedades diárias. Quer saber mais sobre esse esporte que vem sendo o queridinho nas academias? Pois então fique sabendo que ele extermina as gordurinhas (queima cerca de 500 calorias em 1 hora de aula); melhora a resistência muscular; define pernas, braços e panturrilhas; afina a cintura, pois os movimentos trabalham muito o abdômen; fortalece a musculatura lom-

bar, corrigindo desvios posturais; aumenta da capacidade cardiorrespiratória e estimula a coordenação motora e a agilidade. Como se isso não bastasse, é bom saber que a prática do boxe não envolve apenas socos e esquivas. Para ganhar força e flexibilidade, afinar a cintura e deixar pernas e braços modelados, durante a aula as alunas também pulam corda, fazem flexões de braço e abdominais. No boxe não há exercícios com carga – em compensação, são feitas muitas repetições. Isso proporciona aumento da resistência e definição corporal, em vez de estimular o aumento de músculos. Portanto, fique tranquila: você vai ficar com o corpo musculoso apenas se combinar essa modalidade com a musculação, ou seja, só vai ganhar

massa muscular se quiser. Quer mais? Então saiba que ele ainda alivia o estresse por meio das pancadas nos sacos de boxe, que são uma excelente forma de se livrar da raiva e da frustração acumulada no dia a dia, e serve ainda como uma ferramenta de defesa pessoal, caso necessário. Livre do estresse e com o corpo mais enxuto, o praticante de boxe vê sua auto-estima disparar, o que gera um círculo crescente de benefícios para o físico e a mente. As lutas se transformaram nas atividades preferidas das famosas. Com o corpo perfeito, Sabrina Sato é adepta do Muay Thai e do boxe e vive publicando imagens de seus treinos em suas redes sociais, assim como Carolina Dieckmann, Fernanda Souza, Sandy, Fernanda Paes

Leme e outras estrelas. Segundo especialistas as lutas trazem milhares de benefícios para o corpo e a mente das pessoas, além de trabalhar o corpo todo, proporcionando maior tônus muscular nos braços, costas, abdômen, coxas e panturrilha.

SERVIÇO SUA MELHOR ACADEMIA Local: rua Acre, 66, Nossa Senhora das Graças Informações: 3584-0317 e 3584-2115


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Saúde - 11 de maio de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu