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MANAUS, DOMINGO, 10 DE AGOSTO DE 2014
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Saúde
e bem-estar
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Osteoporose é um risco na melhor idade Saúde e bem-estar F4
Tudo personalizado! Diagnóstico individual é importante, pois fornece informações para o melhor funcionamento dessa máquina complexa e singular que é o corpo humano e que, como qualquer máquina, precisa de manutenção para funcionar bem MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
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ma nutrição inteligente faz parte de um aprendizado diário e duradouro, que visa restaurar o equilíbrio do corpo por meio da nutrição funcional. Com isso, a saúde do paciente é restabelecida, o que gera uma melhora geral em seu bem-estar. Ou seja, se alimentar é bem diferente de se nutrir. Com uma dieta saudável e personalizada e serviços auxiliares nesse processo de mudança, dá para torná-lo o mais prazeroso e prático. Mas, afinal, o que é nutrição funcional? Segundo a nutricionista funcional Andrezza Botelho, a nutrição funcional é baseada nas informações fisiológicas e bioquímicas do organismo. “E isso acaba compreendendo informações como a interação que existe entre todos os sistemas do corpo em conjunto com as características dos nutrientes, considerando os perfis genéticos, bioquímicos e metabólicos do paciente para promover a melhora e/ou manutenção da sua saúde”, explica. Andrezza Botelho explica que a evolução dos exames, a fim de obtermos essas informa-
ções, se torna cada vez mais importante, pois não é necessariamente o que faz bem para um fará o mesmo bem para outro. Por conta disso, o diagnóstico individual é importante, pois o corpo humano é uma máquina complexa e singular formada por cerca de 100 trilhões de células, compostas exclusivamente por nutrientes e fitoquímicos encontrados nos mais variados alimentos, que são responsáveis pela execução de todas as funções do organismo. “Portanto, conhecer a relação entre nutrientes, fitoquímicos e o corpo é a base para se detectar desequilíbrios funcionais, ou alterações das funções orgânicas, causadas por carências nutricionais, sobrecarga do sistema imunológico, e diminuição da capacidade do organismo de eliminar toxinas”, completa a especialista. Ferramentas precisas Food Detective é uma das ferramentas que a nutricionista utiliza para obter resultados mais precisos. “Esse é um teste para identificar a intolerância alimentar, que é feito de forma simples, rápida. O Food Detective é específico
para identificar 59 alimentos diferentes que podem levar a produção de anticorpos IgG, os quais podem estar associados a intolerância a alimentos e na origem de diversas doenças, tais como, síndrome do cólon irritável, equizema, artrite e outras”, explica. Desenvolvido e produzido
DIFERENÇAS
Somos diferentes por fora e por dentro e, por isso, nosso organismo também tem maneiras diferenciadas de funcionamento. Lembrar disso é muito importante, pois define a maneira de cuidar do corpo por Cambridge Nutritional Sciences, uma empresa britânica, o teste é individual e demora aproximadamente 40 minutos para ser concluído. “É seguro, simples e fácil de executar. Utiliza a método Elisa para detecção de anticorpos IgG para esses 59 diferentes alimentos. Para fazer o exame basta uma gota de sangue, do mes-
mo modo que um exame de glicose. O resultado é entregue numa tabela onde aparecem os alimentos testados”, diz. A partir daí, os alimentos ficam classificados em quatro categorias: permitidos (não intolerante, podendo ser consumidos livremente); intolerância baixa (não consumir estes alimentos durante 2 meses); intolerância moderada (não consumir durante 3 meses), e intolerância severa (não consumir durante 5 meses). A nutricionista explica, ainda, que o fato de sermos todos
diferentes por fora já é o suficiente para provar que, por dentro, o nosso organismo também funciona de uma forma diferente e
individual. Lembrar disso é muito importante, pois define a maneira como cada um de nós deve cuidar da própria saúde.
Dicas preciosas Ou seja, o corpo dá sinais. Por isso, Andrezza Botelho sugere algumas práticas a fim de definir melhor o que acontece com o corpo – e que também é bastante útil na hora da consulta com o médico. “A primeira dica é anotar os sintomas. Coceira, gases, diarreia, tosse… tudo! Não deixe escapar nada. Uma simples dor de cabeça após comer um determinado alimento pode ser um sinal”, aponta. Ficar de olho
na duração e na época do ano em que os sintomas ocorrem também pode ajudar a identificar a causa da alergia. Outro ponto importante é procurar um especialista. “O tratamento de alergias já instaladas é muito desgastante e limitante. Por exemplo: os sintomas de alergias respiratórias são super parecidos com os de alergia a lactose. Por isso, somente um especialista poderá te ajudar no diagnóstico e tratamento corretos”, finaliza.
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João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
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Evolucionismo como escolha na medicina A genialidade da teoria de Darwin, na época da publicação, desvinculada dos saberes da genética, embutia o pressuposto de as mudanças impostas ao corpo, ditadas pela adaptação ao meio e à sobrevivência dos seres, serem repassadas à descendência. De certa forma, as ideias de Darwin fomentaram a leitura evolucionista de Jean Baptiste Lamark. Esse notável botânico francês negou a imobilidade dos seres vivos e os organizou como numa escada rolante, das formas menores e maiss simples às maiores e mais complexas. Também acreditou que a mudança dos corpos era regida pelas necessidades de cada ser vivente, por meio do uso e do desuso das funções orgânicas e dos sentidos natos e que essas transformações seriam herdadas pelas novas gerações. Contrariamente ao pensamento corrente, Darwin não descreveu a teoria evolucionista. O maior mérito desse cientista foi enfatizar um modelo particular de seleção natural, para explicar a transformação das espécies. Esse modelo, dito seletivo, compreende certo período de tempo, durante o qual podem ocorrer variações morfológicas, produzidas aleatoriamente entre os seres vivos. Ao contrário, o modelo de La-
marck é composto de dois componentes: o primeiro, voltado ao organismo em si mesmo, no qual todos os organismos vivos possuem a tendência de evoluir do menos para o mais complexo; o segundo, relacionado ao meio ambiente, no qual todos os seres vivos sofrem a influência na natureza circundante e graças a essa interação ocorre a diversidade das espécies. O exemplo da girafa pode, perfeitamente, contribuir para diferenciar os dois modelos. No de Darwin, seletivo, em todos os animais podem ocorrer variações em todos os sentidos, sem interferência da natureza circundante. Assim, somente as girafas com o pescoço mais longo poderão alimentar-se de forma mais adequada e, consequentemente, se reproduzir. No de Lamark, pressupõe a relação entre a necessidade da sobrevivência-reprodução e a mudança da forma do corpo. Para a biologia molecular, os seres vivos são constituídos por dois tipos principais de moléculas: os ácidos nuclêicos (AND e ARN) e as proteínas. Cada proteína é elaborada a partir de um gene. Esse gene é, inicialmente, recopiado em ARN (transcriptação), para, em seguida, a partir da cópia,
estruturar a síntese da proteína (tradução). Dessa forma, a biologia molecular está estruturada sob esse dogma fundamental que sustenta como sendo unidirecional na elaboração das proteínas, isto é, só o gene determina a síntese das proteínas e nunca o contrário. Contudo, é possível que esse mecanismo não esteja engessado e, contrariamente, possua certa plasticidade. Considerando a infinita complexidade dos seres vivos, é mais possível que a relação entre gene e proteína seja regida pela plasticidade e não imobilizada pelo determinismo genético, isto é, os humanos seriam produtos das relações entre a natureza circundante x os copos x as moléculas. É desnecessário repetir a resistência às novas ideias evolucionistas darwinianas, contudo a ruptura com o imobilismo do Gênese bíblico estava claramente iniciada. Darwin trouxe à baila as variáveis da seleção natural frente à capacidade de sobrevivência do animal, ligadas às fontes de alimentos, em ambiente específico, como o ponto fundamental das transformações biológicas. Na dependência da comida disponível, os mais adaptados ao meio viverão e os outros, menos aptos, serão eliminados pela seleção natural.
João Bosco Botelho Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Para a biologia molecular, os seres vivos são constituídos por dois tipos principais de moléculas: os ácidos nuclêicos e as proteínas”.
Inclua melão na sua dieta e elimine parte das toxinas Se você gosta de melão aproveite e consuma a fruta sem nenhum sentimento de culpa. Ele pode ser bom em um ponto: é muito alcalinizante. Isso significa que vai ajudar as células das pessoas que comem de maneira pouco saudável (com muito conservante e fritura) a limpar o organismo desse PH ácido, a fim de iniciar uma nova rotina de alimentação. A grande quantidade de água presente na fruta a torna uma excelente pedida para hidratação do corpo e também ajuda a desintoxicar o organismo, já que tem efeito diurético. Essa característica também é ótima para quem tem problemas de hipertensão, pois o consumo regular do melão contribui para diminuir a pressão arterial.
Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com
Afaste esse mal Mau hálito ou halitose, para usar um termo mais técnico. Cerca de 30% da população brasileira tem algum grau de alteração no odor do ar que é expirado pelos pulmões, boca e narinas. Não é doença, mas um sintoma. E o assunto, infelizmente ainda costuma ser encarado como piada. Pessoas com bafo geralmente são tratadas com chacota, quando na verdade, precisam de ajuda. Pois mau hálito pode ser sinal de desequilíbrio orgânico e precisa ser tratado por especialista antes de produzir os problemas emocionais frequentemente associados à halitose: insegurança ao se aproximar das pessoas ou ao falar, dificuldade em estabelecer relações amorosas e afetivas, resistência ao sorriso, ansiedade, baixo desempenho profissional ou escolar, etc. As chacotas se baseiam na premissa de que a pessoa não faz a higienização adequada da boca, o que nem sempre é verdade. Está comprovado que em mais de 90% dos casos a origem da halitose se dá por alterações na cavidade bucal, acompanhada ou não de alterações sistêmicas. Uma das mais importantes é a alteração no padrão salivar. Mesmo com ótima higienização, uma quantidade de saliva deficiente pode
produzir mau hálito. Por exemplo, o stress do dia a dia e medicamentos de uso crônico, como anti-hipertensivos, diabetes ou colesterol, que podem deixar a boca mais seca. A halitose, na verdade, é fruto da proliferação exagerada de determinadas bactérias. Como a saliva tem a função de lavagem da boca, com menos saliva e proliferação bacteriana foge ao nosso controle natural. O mau cheiro vem da fermentação de restos de alimentos e de células descamadas da mucosa da boca. As bactérias começam a comer os resíduos que ficam depositados na língua, a chamada saburra. A fermentação da quebra de alimentos libera moléculas de enxofre, esse é o odor que se sente. O enxofre também é liberado na saburra por queima exagerada de glicose ou de gordura do organismo quando a pessoa fica muito tempo sem se alimentar, o que reforça a importância da alimentação saudável e regular. Nesse caso, a corrente sanguínea absorve o enxofre e, por via pulmonar, ele é exalado. Talvez aí surgisse o mito de que halitose vem do estomago. Baseado na premissa de que há algo no organismo que está em desordem, deve-se alertar a pessoa
para que procure um especialista. Sem dúvida. A higienização básica inclui uma boa escovação depois das refeições, o uso regular do fio dental e, muito importante, a raspagem diária da língua, de uma forma delicada para promover a saburra sem machucar. Além da saliva, os problemas comuns da boca, como cáries e sangramentos, comumente pioram o hálito. Dentes cariados ou pactados, que acumulam resíduos, gengivas inflamadas e sangrando contribuem para a halitose e devem ser prevenidos e tratados antes de qualquer coisa. As mesmas bactérias que promovem a gengivite produzem o mau hálito. A halitose não se trata de uma doença, mas em controle. Previna o seu hálito: ingerindo bastante líquidos, boa escovação depois das refeições, realizar pequenas refeições e visitar o dentista regularmente. Um belo sorriso é o melhor cartão de visitas para se apresentar, é um gesto que abre portas, cativa amizades, revela sentimentos e aumenta a autoestima. E um belo sorriso só é possível para quem segue uma rigorosa disciplina oral, que garanta a saúde dos dentes e das gengivas, evitando inclusive a terrível halitose. Siga o alerta.
Geleia real, o alimento que rejuvenesce e dá energia Humberto Figliuolo Farmacêutico
Mau hálito pode ser sinal de desequilíbrio orgânico e precisa ser tratado por especialista antes de produzir problemas emocionais”.
Biotina é o nome da vitamina da beleza – e ela está presente no alimento produzido especialmente para a abelha rainha: a geleia real. A substância é capaz de rejuvenescer as células da cútis e ainda deixar cabelos mais hidratados e sedosos. Além do consumo, é possível utilizar produtos com o ingrediente. Por muitos anos foi utilizada principalmente na medicina tradicional chinesa para promover uma vida longa e para evitar o envelhecimento precoce das células. Também è utilizada há séculos como estimulante sexual. É o complemento ideal para aquelas pessoas que fazem grande esforço físico e intelectual. É útil para o crescimento e desenvolvimento de crianças e bebês.
Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br
Diagramação Kleuton Silva
Repórter Mellanie Hasimoto
Revisão Gracycleide Drumond João Alves
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A importância do cálcio para a gestante e o bebê N
ão é novidade que o cálcio é importante para a boa saúde dos ossos e dentes para homens e mulheres em todas as fases da vida. Mas, durante a gestação, sua ingestão na quantidade adequada é essencial para a formação do feto e para a manutenção do bom funcionamento do organismo materno. Responsável por quase 2% do peso de uma pessoa, 99% do cálcio concentra-se nos dentes e ossos e 1% esta distribuído no sangue e nos tecidos, por isso, além dele ter a função de garantir a boa formação dentária e óssea, ele também atua outras áreas extremamente importantes para o organismo. Como exemplo, temos sua ação na coagulação do sangue, em conjunto com a vitamina K; no processo de contração e relaxamento dos músculos; na transmissão de estímulos nervosos; na regulação dos batimentos cardíacos e ajuda, inclusive, a combater a hipertensão, preocupação extremamente importante no dia a dia das gestantes. Na gestação e na amamentação, a mulher fica mais carente de cálcio. “Durante os últimos dois trimestres de gravidez e no período de
aleitamento, seu corpo absorve mais cálcio dos alimentos do que quando ela não está grávida. O bebê precisa da substância para garantir um desenvolvimento mais sadio e saudável de ossos e dentes e, caso o mineral não seja ingerido na alimentação, o corpo compensa essa defasagem, retirando dos ossos da mãe o cálcio necessário para suprir a necessidade do bebê e para a produção de leite. Com isso, a estrutura óssea da gestante pode enfraquecer”, explica o doutor Luciano de Melo Pompei, ginecologista e obstetra. “Fazendo um bom acompanhamento da gravidez, o médico recomendará que a mãe consuma a quantidade suficiente de cálcio todos os dias – antes, durante e após a gravidez, ingerindo os principais alimentos como fonte dietética de cálcio, como o leite e seus derivados (queijo, manteiga e iogurte, entre outros), além dos vegetais verdes escuros folhosos, a gema do ovo, os mariscos e as leguminosas (feijão, grãode-bico e lentilha). O mesmo profissional ainda indicará o uso de suplementos de cálcio, caso necessário”, comenta o doutor Pompei.
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Responsável pela boa saúde dos ossos e dentes, o cálcio vai além e é fundamental no período gestacional para os dois
Na gestação, a ingestão do cálcio na quantidade adequada é essencial para a formação do feto e para a manutenção da mãe
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Suplementação de c Mais estudos são necessários para esclarecer possíveis riscos e benefícios dos suplementos de cálcio, além de indicar para quem ela é mais recomendada e se vale a pena investir no tratamento que ainda gera uma grande polêmica, até mesmo entre os médicos da área
A eficácia de suplementos de cálcio na prevenção da perda de massa óssea está sendo questionada por pesquisadores
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eria uma “mão na roda” se todos os problemas de saúde pudessem ser resolvidos com apenas um medicamento. No entanto, ainda que haja um grande avanço na área farmacológica, muitas doenças ainda não podem ser tratadas apenas dessa maneira. Uma dessas condições é a osteoporose, que é bastante onerosa e seu tratamento por medicamentos pode acarretar, também, diversos efeitos colaterais. Uma pílula, um suplemento ou remédio. Essa seria a solução ideal para diversas doenças – principalmente os problemas de saúde crônicos. “Aqui, encaixamse a maioria das doenças crônicas, relacionadas com o estilo de vida, especialmente com o que comemos e bebemos e se praticamos ou não exercícios físicos”, explica o médico ortopedista Caio Gonçalves de Souza. Esforços preventivos Claro que, em muitos casos recorrer a essa solução é possível, especialmente em relação a doenças infecciosas que sucumbem aos antibióticos, antifúngicos e, cada vez mais, aos antivirais. Entretanto, com a osteoporose, embora existam medicamentos para estancar a perda de massa óssea e tratar as fraturas debilitantes que, muitas vezes, resultam das quedas originadas pela doença, os remédios são caros, difíceis de administrar e, por vezes, têm efeitos colaterais que podem ser piores do que a doença que se destinam a combater. Isso faz com que a prevenção seja a opção de custobenefício preferencial. Porém, muitos dos esforços para prevenir esta doença óssea se concentraram em uma pílula, ou seja, nos suplementos
de cálcio, mineral responsável pela formação óssea na juventude que deve ter seu nível mantido durante toda a vida. “Mas, assim como muitas outras pílulas, consideradas inócuas, a segurança e a eficácia de suplementos de cálcio na prevenção da perda de massa óssea está sendo questionada por alguns pesquisadores”, diz o médico. Vários estudos têm tentado relacionar os suplementos de cálcio ao aumento do risco de ataques cardíacos e derrames. Muitos não encontraram efeito algum, dependendo
EXERCÍCIOS
Até que novas informações estejam disponíveis, os interessados em preservar a saúde óssea devem apostar numa dieta rica em cálcio e na prática de exercícios físicos, como caminhada, corrida e musculação da população estudada e de quando a suplementação de cálcio foi iniciada. “A controvérsia deixou inúmeras pessoas, principalmente as mulheres na pós-menopausa, se perguntando se devem tomar um suplemento de cálcio ou não. Em meio a diversos estudos e pesquisas em andamento, um fato indiscutível é que a melhor fonte de cálcio para ossos resistentes é a dieta e não os suplementos. Mas são poucos os adultos, adolescentes e crianças que consomem alimentos lácteos ou vegetais em quantidade suficiente para obter a ingestão recomendada deste mineral essencial”, observa Caio de Souza, que também é professor de ortopedia da Faculdade de Medicina na Uninove.
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cálcio e osteoporose Alimentação versus a doença O consumo de leite vem caindo constantemente nas últimas quatro décadas, sendo em grande parte suplantado por refrigerantes e bebidas açucaradas. Estas bebidas estão agora sob fogo cruzado, acusadas de serem causadoras de obesidade e diabetes tipo 2. Os refrigerantes também contêm muito sódio, que compete com o cálcio para ser absorvido no intestino, levando a uma menor absorção deste último. A partir dos 30 anos, quando a perda óssea começa a ultrapassar a formação óssea, homens
e mulheres passam a consumir menos de um copo de leite por dia, tornando a perda mais acentuada. O iogurte, que é ainda melhor fonte de cálcio do que o leite fluido, alcançou uma popularidade sem precedentes nos últimos anos, mas poucos o consomem mais do que uma vez por dia, o que não é suficiente para satisfazer as necessidades alimentares. O frozen yogurt, que ameaça suplantar o sorvete como sobremesa gelada mais popular, tem cerca de metade da quantidade de cálcio do que o
iogurte normal e apenas um pouco mais do que o sorvete. E ambos – tanto o frozen quanto o sorvete – são muito mais calóricos do que o leite desnatado. Os outros alimentos ricos em cálcio são o tofu (quando preparado com cálcio); leite de soja fortificado com cálcio e leite de arroz; salmão e sardinha em lata (mas só se você comer os ossos); amêndoas; couve; e brócolis. “Mas poucas pessoas consomem o suficiente destes alimentos, todos os dias, para obter o cálcio que precisam”, afirma o ortopedista.
Quando o corpo não ingere cálcio suficiente em determinado dia para todas estas funções, ele se utiliza da reserva desse mineral
Existem controvérsias O cálcio tem várias funções no nosso organismo, tais como auxiliar na contração muscular, nas sinapses (ligações) entre os neurônios, no mecanismo de aderência das células, dentre outras. Quando o corpo não ingere cálcio suficiente em determinado dia para todas estas funções, ele se utiliza da reserva deste mineral que todos nós temos nos ossos. “Logo, retirar o cálcio dos ossos para utilizá-lo em outros locais do corpo é perfeitamente normal. O que não é esperado é que o corpo fique décadas retirando o cálcio dos ossos porque não há absorção suficiente dele devido a erros de alimentação. Isto levará a perda da reserva óssea e a fratura dos mesmos. É justamente para manter esta reserva estável durante a vida que se começou a fazer a suplementação, já que é mais fácil tomar um comprimido do que fazer uma dieta adequada”, explica Souza. O cálcio protege o sistema cardiovascular, ajuda a reduzir a pressão arterial
e o risco de hipertensão, um dos principais fatores para as doenças cardíacas. Um estudo (The Iowa Women’s Health Study) relacionou uma maior ingestão de cálcio por mulheres na pós-menopausa com uma redução do risco de mortes por doenças cardíacas. Suplementos Depois disto, a controvérsia sobre os suplementos de cálcio surgiu quando uma metanálise de 15 estudos realizados por Mark J. Bolland, da Universidade de Auckland, descobriu que quando o cálcio foi tomado sem a vitamina D (que aumenta a absorção de cálcio), os suplementos aumentaram o risco de ataque cardíaco em cerca de 30%. Bolland, em seguida, analisou novamente dados do the Women’s Health Initiative e encontrou um risco 24% maior de ataque cardíaco entre as mulheres que tomaram cálcio com ou sem a vitamina D. Neste caso, o aumento do risco ocorreu apenas entre as mulheres que passaram a tomar o suplemento de cálcio a partir
do início do estudo e que não tomavam o suplemento antes do estudo começar. No entanto, em dezembro de 2012, um relatório publicado on-line pela Osteoporosis International, informou que entre 36.282 mulheres na pós-menopausa que participaram do estudo the Women’s Health Initiative, aquelas que tomaram suplementos de 1.000 miligramas de cálcio junto com 400 unidades internacionais de vitamina D sofreram uma redução de 35% do risco de fratura de quadril e nenhum aumento de ataques cardíacos durante um período de sete anos de acompanhamento. Outro estudo, publicado on-line no Jama Internal Medicine, descobriu que entre 388.229 homens e mulheres, inicialmente com idades entre 50 e 71 anos, acompanhados por uma média de 12 anos, o suplemento de cálcio aumentou o risco de morte cardiovascular em 20% entre os homens, mas nas mulheres não. O aumento do risco foi observado apenas entre os fumantes.
Uma dieta rica em cálcio pode substituir a suplementação e evitar os danos da doença
Dieta: recomendação internacional Uma explicação possível para essa relação, segundo os investigadores do Jama, é que o nível sanguíneo de cálcio aumenta após a utilização de um suplemento, porém ele se mantém inalterado, após a ingestão de alimentos ricos em cálcio. Na verdade, este aumento é uma complicação conhecida entre os pacientes com doença renal que tomam suplementos de cálcio. “Isto poderia explicar porque alguns pacientes que usam suplementação de cálcio aparentemente têm maior risco de doenças cardíacas, ao passo que pacientes com uma dieta rica em cálcio não apresentam o mesmo risco”, explica o doutor Caio de Souza. Diante de tantas pesquisas e de tantos resultados díspares, os pesquisadores concordam que, devido à utilização generalizada de
suplemento de cálcio, mais estudos são necessários para esclarecer possíveis riscos e benefícios dessa prática, além de indicar para quem ela é mais indicada. “Lendo estes estudos, o
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Controvérsia sobre os suplementos de cálcio surgiu quando estudos revelaram que, quando o cálcio foi tomado sem a vitamina D, os suplementos aumentaram o risco de ataque cardíaco que nos parece é que a relação aparente entre o cálcio e as doenças cardiovasculares é um viés ou uma coincidência estatística. Porém, até que novas informações estejam disponíveis, os in-
teressados em preservar a saúde óssea devem apostar numa dieta rica em cálcio e na prática de exercícios físicos, como caminhada, corrida e musculação”, recomenda o ortopedista. Os principais riscos Além disso, não custa nada lembrar o posicionamento da National Osteoporosis Foundation, que afirma que os resultados dos estudos atuais e recomendações sobre os suplementos de cálcio “se aplicam a mulheres com osteoporose densitométrica ou que já sofreram fraturas, com mais de 50 anos de idade (ou após a menopausa) ou para grupos específicos que apresentem fatores de risco para fratura”. “Para esses grupos, os benefícios dos suplementos de cálcio superam em muito quaisquer riscos”, observa o médico.
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das mulheres até os 45 anos C
alor excessivo, palpitações, fadiga, aumento do peso, irregularidade menstrual, diminuição da libido, insônia, acometem cerca de 70% das mulheres entre 45 e 55 anos. O responsável por todos esses sintomas é a menopausa. Segundo a doutora Erica Mantelli, ginecologista e obstetra, o diagnóstico da menopausa só é feito após o período de 12 meses sem menstruação. “Na menopausa, a mulher deixa de produzir os hormônios ovarianos: estrógeno e progesterona. Ocasionados pela parada do ciclo de ovulação e consequente fim ciclos menstruais, ou seja, a mulher não tem mais sangramento e a capacidade de gerar um bebê”, afirma. Para algumas mulheres, a menopausa chega mais cedo, com pelo menos 15 anos de antecedência. “Quando a menopausa ocorre antes dos 40 anos, sem uma causa aparente, costuma-se identificar o processo como Falência Ovariana Prematura ou FOP”, explica a ginecologista. Cerca de 3% das mulheres terão sua menopausa antes dos 40 anos. A falência ovariana precoce responde por cerca de 10% da ausência de menstruação e 1% dos casos
de infertilidade.
Climatério ou menopausa? Muitas mulheres confundem o período de climatério com o da menopausa, mas na verdade são bem diferentes. “O climatério é a transição do período reprodutivo para o não reprodutivo. E a menopausa é a
Para algumas mulheres, a menopausa pode chegar mais cedo, com pelo menos 15 anos de antecedência
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Menopausa acomete 70%
PRECOCIDADE
Cerca de 3% das mulheres terão sua menopausa antes dos 40 anos. A falência ovariana precoce responde por cerca de 10% da ausência de menstruação e 1% dos casos de infertilidade Muitas mulheres confundem o período de climatério com o da menopausa, mas, na verdade, são coisas bem diferentes
última menstruação da mulher”, ressalta a ginecologista. O estágio do climatério começa por volta dos 40 anos e se estende até a pós-menopausa. “Alguns sintomas do climatério podem ser semelhantes aos de uma TPM. Sensação de inchaço no corpo e mamas, dores fortes de cabeça, as alterações de humor (nervosismo, irritação, tristeza profunda) que podem se manifestar ao longo de até 15 dias antes da menstruação”, esclarece a médica.
Vai entrar na menopausa? Confira as dicas 1. Não espere chegar a menopausa para começar a se exercitar. “A mulher deve praticar atividade física desde cedo, pois na menopausa, por causa das alterações hormonais, pode ganhar peso e os exercícios físicos podem evitar o aumento do peso, além de contribuir para melhorar a circulação do sangue, diminuir o colesterol e
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o risco de diabetes, prevenção de osteoporose, insônia e depressão”, disse a doutora Erica. 2. Faça atividades que envolvam o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, como exercícios de Kegel. “Esse exercício é indicado para as mulheres acima de 40 anos, ele previne problemas como a incontinência urinária”, sugere a médica.
3. Trabalhe a sua memória e faça exercícios de raciocínio, palavras cruzadas para diminuir o risco de perda de memória durante a menopausa. 4. Mantenha bons hábitos de sono, para compensar as noites mal dormidas por causa da queda dos níveis de estrogênio. 5- Se você sentir uma secura
vaginal, procure o seu médico para que ele recomende o uso de medicamentos tópicos para tratar a falta de lubrificação e melhorar o desempenho sexual. 6- Faça todos os exames anuais recomendados pelo médico, incluindo controle de glicemia, colesterol, vitamina D e cálcio, bem como mamografias e exames pélvicos.
L. R. de Souza Prof. Dr. Lourivaldo Rodrigues de Souza CRM-AM: 960 TEGO: 090/85
Novos tratamentos melhoram a fertilidade da mulher
A hemofilia é um transtorno genético que afeta a coagulação do sangue do indivíduo
Hemofilia: por mais informação No Dia Nacional da Saúde, comemorado nesta semana (5), a Federação Brasileira de Hematologia (FBH) lembrou que a prevenção e informação sobre a doença ou transtorno a ser tratado é a melhor forma de se conquistar uma saúde plena e obter o resultado esperado de tratamentos. No Brasil, as pessoas com hemofilia têm acesso à profilaxia, que é a infusão regular do fator de coagulação que o paciente não produz naturalmente em seu organismo antes que ocorra um sangramento, que inibe as hemorragias internas e externas, o que proporciona uma vida sem dores e possíveis sequelas. Para a vice-presidente da FBH, Mariana Battazza Freire, informar-se a respeito da hemofilia, de como tratar em cada tipo, saber discernir o que é um sangramento mais grave de um moderado, saber usar o fator de coagulação da forma correta nas
situações extraprofilaxia, e, sobretudo, entender que a hemofilia precisa ser aceita pelos pacientes e familiares são fundamentais para que a saúde dessas pessoas seja livre de intercorrências. “A aceitação desta condição, sem preconceitos, rancor ou revolta, é o que permite que o paciente se cuide, ou que seus familiares cuidem bem dele”, explica Mariana. A hemofilia é um transtorno genético que afeta a coagulação do sangue. A pessoa portadora não produz ou tem alteração de produção em um dos 13 fatores responsáveis por essa coagulação. Na hemofilia A há falta de Fator 8 e a Hemofilia B, não há Fator 11 e podem ser classificadas em leve, moderada ou grave. A profilaxia é a aplicação desses fatores que não são produzidos pelo organismo preventivamente, o que possibilita a criança ou pessoa ter uma vida normal ao exercer atividades do dia a dia.
Medidas necessárias Os fatores são distribuídos pelos 183 Centros de Tratamentos de Hemofilia espalhados pelo país, recebido pelos Ministério da Saúde. O procedimento aumenta em 80% a qualidade de vida e inibe em 400% a ida emergencial aos hemocentros. “Para uma pessoa com coagulopatia, a Federação Brasileira de Hemofilia observa que, mesmo com o tratamento da profilaxia - muitas outras medidas podem e devem ser tomadas para que a saúde, um bem tão preciso, seja alcançado e preservado”, ressalta Tania Pietrobelli, presidente da FBH. Ainda para a Federação, sabe-se que uma pessoa com hemofilia ou outra coagulopatia deve realizar um tratamento específico, com hematologistas especializados e estar sempre atento aos sinais de sangramento que possam surgir.
Mulheres acima de 40 anos apresentam um grande desafio para os tratamentos de infertilidade, pois, após esta idade, os ovários envelhecem e produzem óvulos em menor quantidade e de pior qualidade. É a regra da vida! As chances de gravidez diminuem e as possibilidades de abortos e doenças cromossômicas do bebê aumentam. Os resultados dos tratamentos de fertilização tendem a ser piores e a quantidade de medicação utilizada maior, implicando também num maior custo financeiro. Alguns exames de laboratório podem confirmar esta tendência, mas não definem o real quadro de dificuldades da paciente. Os exames mais importantes para a análise do potencial reprodutivo da mulher são as dosagens dos hormônios FSH, LH, estradiol, hormônio antimulleriano e Inibina-B, todos dosados no 3º dia do ciclo menstrual. O exame de ultra-som é também bastante útil para esta avaliação. Os resultados podem até ser normais, contudo, na maioria das vezes, os óvulos são de qualidade indesejável. A utilização de novos tratamentos que serão agora apresentados oferece alternativas que podem aumentar as chances de gravidez. Nos últimos meses, novos trabalhos científicos dão uma nova perspectiva para mulheres que querem ter um bebê mas têm dificuldades. São quatro novidades que podem ajudar a ampliar as possibilidades de sucesso: Coenzyma Q10, Vitamina D, Dhea e o Etinil Estradiol. Estes medicamentos são simples, de baixo custo quando comparados aos utilizados nos tratamentos convencionais, e com efeitos colaterais indesejáveis praticamente inexistentes.
Coenzyma Q10 A Coenzima Q10 ou Quinona Q10 é uma substância natural do nosso organismo, presente em quase todas as células humanas. Desempenha um papel essencial na capacidade celular de produzir ATP (Adenosina trifosfato), que representa a unidade básica de energia utilizada pelo nosso corpo para manter as funções vitais. Está concentrada em organelas situadas no citoplasma das células (fora do núcleo), chamadas de mitocôndrias. Os óvulos das mulheres com mais idade têm uma quantidade menor de mitocôndrias e menos funcional, provocando diminuição do ATP e um provável envelhecimento dos óvulos. Esta diminuição leva a um prejuízo da divisão dos cromossomos e um aumento de malformações fetais (Síndrome de Down, Edwards e outras) comuns nas mulheres com mais idade. A concentração de ATP que as células carregam está diretamente relacionada com o potencial de implantação dos embriões. O uso da Coenzyma Q10 pode substituir a Transferência de Citoplasma (chamado por alguns, de modo inadequado, de “óvulos turbinados”), um procedimento proibido por lei e pela ética médica, embora a sua realização tenha demonstrado um aumento da taxa de gravidez. Neste processo, utilizado para compensar a perda da fertilidade, realiza-se a transferência do citoplasma dos óvulos de mulheres jovens para as mais velhas. É chamado de heteroplasma – presença de material genético de duas fontes - os bebês possuem três origens genéticas (mãe, pai e doadora). O impacto destas três origens provocou experimentalmente, em animais, nascimentos com distúrbios metabólicos graves, daí a razão da proibição.
L. R. DE SOUZA(*) Professor Associado 3 de Tocoginecologia da Universidade Federal do Amazonas. Mestre e Doutor em Tocoginecologia pela Unicamp. Felow em Reprodução Humana pelo Instituto Valenciano de Infertilidade – Espanha. Diretor do Hospital Universitário Getúlio Vargas. Diretor do LaVitta – Centro de Medicina Reprodutiva e Infertilidade da Amazônia Ltda.
Os exames mais importantes para a análise do potencial reprodutivo da mulher são as dosagens dos hormônios FSH, LH, estradiol, hormônio antimulleriano e Inibina-B, todos dosados no 3º dia do ciclo menstrual”
Saúde
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e bem-estar
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Glaucoma e catarata: os
cuidados que se deve ter D
e acordo com o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileira de Geografia e Estatística), a cegueira atinge cerca de 20% da população só no país, sendo a catarata e o glaucoma as principais causas, conforme dados da Organização Mundial da Saúde. Segundo o oſtalmologista Richard Yudi Hida, o glaucoma é a doença ocular que mais causa cegueira irreversível. A catarata é a maior causa de cegueira reversível e a que mais cresce no Brasil. As doenças são mais comuns a partir dos 40 anos para o glaucoma e 55 anos para a catarata. No entanto, o especialista alerta que existem muitos casos que surgem antes desta faixa etária e, por isso, é importante consultar o oſtalmologista regularmente. “Qualquer anormalidade deve ser investigada. Muitas doenças oculares são silenciosas e podem progredir rapidamente, independentemente da idade. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura ou tratamento adequado para evitar cegueira”, alerta. Na catarata, o principal sintoma é a baixa percepção visual, descrita pelo paciente como uma sensação de visão turva. “Esta doença está essencialmente, na maioria dos casos, ligada à idade, pois é decorrente do envelhecimento do cristalino, a lente natural do olho. O resultado deste envelhecimento é uma perda visual progressiva, que pode evoluir para a cegueira. A doença é reversível na maioria dos casos e o tratamento é cirúrgico. O diagnóstico é clínico, feito no consultório médico”, esclarece Richard. Já o glaucoma, segundo Hida, não apresenta sintomas na fase inicial e pode causar perda da visão periférica (laterais) e até cegueira irreversível na fase avançada, se não for diagnosticado a tempo. Sua principal causa é a tendência familiar, por isso a importân-
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Essas duas doenças são as principais causas de cegueira no país, mas alguns cuidados podem preservar os olhos cia de prevenção e diagnóstico precoce. “O tipo de glaucoma mais comum se chama glaucoma crônico simples. O sintoma mais comum é a perda visual periférica, chamado de perda de campo visual. Não é percebida logo no início pelo paciente porque a visão central é preservada até as fases finais desta enfermidade. É de extrema importância que todos entendam que a doença é assintomática, portanto, não sente dor, ardência, olho vermelho ou dor de cabeça. É importante que pessoas que possuem histórico familiar façam exame oſtalmológico periódico. Para diagnosticar, serão realizados alguns exames para esclarecer suspeitas”, explica.
DIAGNÓSTICO
Qualquer anormalidade deve ser investigada. Muitas doenças oculares são silenciosas e podem progredir rapidamente, independentemente da idade. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura Catarata, a maior causa de cegueira reversível e a que mais cresce no Brasil, por isso é importante consultar o oſtalmologista
O primeiro exame deve ser realizado cedo
Fases e cuidados Os cuidados com a visão devem ser iniciados antes mesmo do nascimento. Doenças como Rubéola e Toxoplasmose, que podem afetar as mães nos três primeiros meses de gravidez, podem, ao mesmo tempo, causar cegueira como a catarata congênita e problemas neurológicos na criança. Para garantir a saúde ocular também é recomendado realizar o teste do olhinho, antes que o bebê complete 1 ano ou até já no berçário. “Os cuidados devem começar durante o pré-natal, uma vez que a cegueira em recém-nascidos está comumente relacionada a doenças adquiridas durante a gestação”, explica o especialista.
A infância é uma fase importante do desenvolvimento, pois nela muitas doenças podem ser detectadas e tratadas. O desenvolvimento da visão se inicia ao nascimento e o potencial máximo da visão se estabelece ao redor dos 7 anos de idade. Quaisquer doenças oculares que possam diminuir o potencial máximo de visão até esta idade devem ser tratadas o quanto antes. O primeiro exame oſtalmológico de rotina deve ser realizado logo no berçário e
depois sugere-se passar com o oſtalmologista a cada ano. “Mas se a criança se queixar de dor de cabeça ou malestar após algum esforço visual, apresentar desinteresse por leitura, franzir a testa para enxergar objetos distantes, ou se aproximar muito de cadernos ou livros para ler, é hora de procurar um profissional, pois pode afetar no aprendizado”, alerta Hida. Na adolescência, os jovens costumam apresentar sinais de cansaço visual e dor de cabeça. Nessa fase
é comum o aparecimento de alterações refrativas, como astigmatismo, miopia e hipermetropia. “Todas elas podem ser corrigidas com uso de óculos e lentes de contatos”, diz. Já na fase adulta, as pessoas devem redobrar a atenção à saúde dos olhos. Após os 40 anos, os indivíduos ficam mais suscetíveis às doenças de visão. Os diabéticos também devem ficar atentos, pois são mais vulneráveis às complicações oculares como a Retinopatia Diabética, que é umas das principais causas
de cegueira no mundo. “Ao completar 40 anos, sugere-se que as visitas sejam a cada um ano e, a partir dos 60, o check-up oſtalmológico deve acontecer com mais frequência, dependendo da doença. O cuidado com nossos olhos é um hábito que devemos manter desde o nascimento até a velhice. Os exames oſtalmológicos garantem a manutenção de uma boa qualidade visual e qualidade de vida, portanto, não deixe de realizá-los periodicamente”, aconselha o médico.
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Alguns exercícios podem até reduzir as dores nas costas
Dor nas costas, o mal da modernidade Várias horas na frente do computador, mais um bocado de tempo presa no trânsito todo dia, estresse no trabalho, aborrecimentos que causam tensão. Tudo isso acaba tendo um alto preço quando se torna uma rotina: corpo cansado e dor nas costas. Em grande parte como resultado de má postura tanto no trabalho quanto fora. Conclusão: você está na relação da maioria dos brasileiros que sofre com o problema, cada vez mais frequente. Segundo um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, 36% dos brasileiros se queixam do problema. Dado mais alarmante: a Organização Mundial de Saúde estima que 80% da população global teve, tem ou terá dor nas costas em algum momento da vida. Só para explicar, a mais comum é na região lombar, causada principalmente por sedentarismo, excesso de
peso, erros na execução dos exercícios e postura errada no dia a dia, como sentada diante do computador e na posição escolhida para dormir. Com as mulheres a situação ainda ganha agravantes. Além da anatomia que convida a desequilíbrios posturais quadris mais largos e joelhos em xis -, há os fatores salto alto, bolsa pesada carregada em um ombro só, exagero de exercícios para o bumbum, mania de encolher a barriga a fim de parecer mais magrinha. Não se engane, todos esses fatores contribuem para provocar a temível dor nas costas. Isso sem falar no momento da gravidez - quando o peso corporal aumenta e a sobrecarga na coluna também - e no stress da vida moderna, que deixam o indivíduo com a sensação de carregar o mundo nas costas e faz o corpo sofrer de verdade. Quem já deu um mau jeito
nas costas ou sentiu a coluna travar de repente sabe o tamanho do incômodo. No auge da dor, vale tudo: analgésico, massagem, acupuntura, fisioterapia, repouso absoluto.Todas são alternativas válidas para o alívio do desconforto desde que adotadas com orientação médica. Também é importante descobrir a origem do problema, pois há casos em que a dor nas costas é um alerta de problemas respiratórios, renais e gastrointestinais ou hérnia de disco, que se forma quando os discos intervertebrais saem da posição normal e comprimem as raízes nervosas entre as vértebras da coluna. Descartadas essas opções, não vale mais nenhum desculpa para fugir da academia. Exercitar-se é unanimidade entre os especialistas como uma ferramenta para fortalecer o corpo, aumentar a elasticidade dos músculos das costas e relaxar - e, portanto, prevenir e tratar a dor.
A vantagem é que você tem muitas opções para se exercitar e afugentar esse incômodo. Pilates, natação, caminhadas, musculação ou treinamento funcional podem ajudar quem sofre com o problema. Faça uma avaliação e procure a atividade que mais combina com seu jeito de ser. Com a ajuda de um personal trainer você entra em forma e afugenta o fantasma da dor.
SERVIÇO SUA MELHOR ACADEMIA Local: Rua Acre, 66, Nossa Senhora das Graças Informações: 3584-0317 e 3584-2115
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Psicologia no Divã Rockson_pessoa@hotmail.com
A sombra de nós mesmos
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De modo corriqueiro somos atropelados por aquilo que pensam sobre nós. Seja por muito nos superestimarem ou subestimarem, muitas pessoas elaboram juízos sobre nossas atitudes e ações, isso de certo modo machuca e tantas e tantas vezes magoa. Será que os outros nos conhecem de fato? Conheceriam estes, sobre toda nossa singularidade? A resposta é não. O que somos de fato reside em pensamentos, sonhos e planejamentos que são a expressão do nosso íntimo. Certas coisas não confidenciamos nem com os mais próximos e nos assusta a possibilidade de alguém que tampouco nos é íntimo, ventilar possibilidades sobre nós. Tendemos a especular de modo corriqueiro, é sem dúvida uma qualidade dos nossos cérebros essa necessidade em responder aos questionamentos, mas como explicar as pseudoverdades que constroem de nós mesmos? Ao pensar sobre as relações humanas e sobre as dinâmicas que resultam do encontro com o outro, confabulo sobre a imagem que somos e logo sobre os reflexos que expressamos. A imagem que projetamos, como já dito, é uma construção simbólica de nós mesmos. Não que sejamos
falseados, mas nem tudo que expressamos são em tudo sinceridade. Nossos medos, temores e horrores não podem ser avistados a todo momento, isso nos tornaria vulneráveis demais. Expressamos deste modo símbolos e estes geram suas sombras que são aproximações de um pseudorrealismo. Se nos avaliam, se nos medem ou tecem certezas, tudo isso é graças as sombras de nós mesmos. Se nos julgam arrogantes ou presunçosos, astutos ou soberbos, muitas vezes é pelo espectro e altura da sombra projetada. As vezes grande demais em relação a figura e ora diminuta em relação ao que de fato somos. As sombras do que somos, por mais que não sejam verdadeiras, são o alvo de análise daqueles que com nós convivem. São estas sombras que vez ou outra são utilizadas para dimensionar aquilo que sentimos ou vivemos. Em um mundo de espectros, matizes e inúmeras possibilidades de existir vamos vivendo em meio aos anseios nossos e dos outros. Na mais dinâmica das relações que estabelecemos, aquela que é invisível a olho nu, as sombras e reflexos infinitos seguem suas próprias
direções. Ora deturpam ora camuflam o que fato somos. Estamos presos ao ciclo das cores e das ondas em uma espécie de caleidoscópio social que varia de acordo com nossas emoções, humor e paixões. Somos de fato a imagem que o outro cria, sem nosso consentimento... E quando o real se mostra distante do desejado, temos os conflitos, as feridas e os ressentimentos. Aproximação do real Infelizmente as relações que estabelecemos permitirão, vez ou outra, a desilusão por conta de uma imagem criada. Se é culpa das sombras ou irresponsabilidade do nosso olhar, nunca sabemos, pois nessa dança de cores, texturas e temperatura, vamos criando sombras daquilo que nos é desejoso. A verdade é que sempre partiremos de uma aproximação do real. Falamos aqui de imagens simplesmente, pois o real do que somos, isto não é contaminado por especulações óticas, afinal é algo que reside na própria mente e se constrói ao ponto de ser identidade. Portanto, sigamos nessa odisseia de existir sem jamais esquecer o peso do olhar do outro.
Rockson Pessoa psicólogo
O que somos de fato reside em pensamentos, sonhos e planejamentos que são a expressão do nosso íntimo. Certas coisas não confidenciamos”