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Saúde - 1 de dezembro de 2013

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Caderno F

MANAUS, DOMINGO, 1º DE DEZEMBRO DE 2013

DIVULGAÇÃO

Saúde

e bem-estar

saudeebemestar@emtempo.com.br

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Os cuidados essenciais com os olhos Saúde e bem-estar F4

Mulheres em risco

A história de que quem morre de coração é homem já não existe mais. Com a maior inserção da mulher no mercado de trabalho a partir da década de 1960, ela passou a ter as mesmas probabilidades de apresentar doenças cardíacas MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

O

estresse, tabagismo e dieta desequilibrada estão entre as principais causas das doenças cardiovasculares. E, esses males, antes considerados quase exclusivos da população masculina, estão atingindo cada vez mais as mulheres. E, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (derrame cerebral) são as principais causas de morte em mulheres com mais de 50 anos no Brasil. Aquela história de que quem morre de coração é homem já não existe mais. “Com a maior inserção da mulher no mercado de trabalho a partir da década de 1960 ela passou a ter maior exposição ao estresse, fumo, maus hábitos alimentares e sedentarismo e, assim, a mortalidade por doenças cardiovasculares se elevou no sexo feminino”, explica a médica cardiologista Lígia Alves. No entanto, a morte causada por doenças cardíacas (hipertensão arterial, doença coronariana, insuficiência cardíaca) ainda é maior em homens (39%) do que em mulheres entre 45 e 64 anos, como ressalta a especialista. “Mas, após essa idade a mortalidade por doenças cardíacas em mulheres ultrapassa a dos homens em

22%”, completa. Na sociedade atual, destaca a médica Ligia Alves, é cada vez mais prevalente a coexistência de diabetes mellitus (DM) e hipertensão arterial. “As complicações do DM, entre as quais as cardiovasculares emergem como uma das maiores ameaças à saúde. O DM triplica o risco de doenças circulatórias nas mulheres”, aponta. A médica explica, ainda, que alguns fatores elevam o núme-

PROLAPSO

Ainda desconhecido por grande parte da população, o prolapso genital atinge duas em cada dez mulheres, trazendo problemas na vida sexual, incontinência urinária e piora a qualidade de vida ro de mulheres atingidas por essas doenças. “Há fatores de risco não modificáveis, como hereditariedade, raça e idade e outros modificáveis como o tabagismo (mulheres que fumam duplicam o seu risco de desenvolver doença cardíaca coronariana), dislipidemias (LDL, o “colesterol ruim” alto e/ou HDL, o “colesterol bom” baixo), diabetes mellitus, hipertensão arterial, obesidade (principalmente a obesidade central: cintura acima de 80 cm para o sexo feminino), estresse

psicossocial, ingesta excessiva de sal, gorduras saturadas e bebida alcoólica, ingesta insuficiente de frutas, legumes e verduras, sedentarismo”. Menopausa As doenças cardiovasculares são a principal causa de morbi-mortalidade entre as mulheres em vários países como os Estados Unidos e Brasil, especialmente naquelas acima de 50 anos de idade. Após a menopausa, observa a médica, o risco cardiovascular aumenta. “Perde-se o efeito protetor do estrogênio, o depósito de gordura se concentra ao redor do abdômen e na parte superior do corpo, há redução na capacidade de exercício físico e na força muscular, a pressão arterial geralmente aumenta assim como a prevalência de doenças cardiovasculares”, diz. Além disso, uma mulher na menopausa com fatores de risco não tratados fica mais vulnerável a todas as manifestações da doença coronariana, incluindo infarto, insuficiência cardíaca e morte súbita de causa cardiovascular. “A menopausa precoce (em idade menor que 46 anos) associou-se positivamente com doença coronariana e acidente vascular cerebral em um grupo de mulheres de várias etnias, independente dos tradicionais fatores de risco para doenças cardiovasculares”.

Probabilidades de infato Existe, realmente, a probabilidade de 50% maior de uma mulher morrer em consequência de um infarto do que a de um homem com a mesma idade, mesmo ambos apresentando os mesmos hábitos, índices de colesterol, de triglicérides e pressão arterial. De acordo com a cardiologista Ligia Alves, a maior mortalidade em mulheres tem sido relacionada ao fato de que elas são acometidas de infarto agudo do miocárdio (IAM) em idade mais avançada e apresentam maior prevalência de fatores de risco como hipertensão arterial e diabetes mellitus, possuem diferenças na atividade plaquetária (coagulação), quando comparadas aos homens. “Porém é possível que exista uma associação independente entre sexo feminino, morbidade e mortalidade após infarto agudo do miocárdio. As mulheres também apresentam mais episódios de IAM com coronárias normais que os homens”, esclarece a médica. Outro agravante é o

fato de que sintomas de IAM em mulheres não são devidamente valorizados, tanto pelas pacientes, que procuram atendimento médico tardiamente, quanto pelos médicos. “O atendimento tardio aumenta a mortalidade por IAM”, aponta. O que também dificulta o diagnóstico de IAM em mulheres, conforme explica a médica, é que nelas os sintomas e história da doença são atípicos, isto é, diferente do quadro clínico característico da patologia. “As mulheres percebem mais os riscos de câncer que de doenças cardiovasculares”, diz. Quanto mais jovem for a mulher que sofreu infarto agudo do miocárdio, maior a mortalidade quando comparada com o sexo masculino. “Mulheres morrem mais de IAM porque dificilmente recebem as mesmas análises e tratamentos dados rotineiramente aos homens. É necessário montar mais linhas de estudo para entender essas diferenças e desenvolver mais abordagens direcionadas às mulheres”, completa.

Prevenção e prática de atividades A American Heart Association preconiza sete metas de prevenção cardiovascular: não fumar, ser fisicamente ativo, ter pressão arterial normal, ter colesterol total normal, ter um nível de açúcar no sangue normal, peso ideal e hábitos alimentares saudáveis. Porém, apenas 2% dos indivíduos adultos atingiram essas metas. “É necessária uma mudança de hábitos de vida das pessoas de modo a conseguimos prevenir as doenças cardiovasculares”, aponta Ligia Alves. A prática regular de exercícios físicos é preconizada como uma das principais estratégias para prevenção de doenças cardiovasculares. As mulheres devem realizar pelo menos 150 minutos por semana de exercícios moderados (caminhada rápida, por exemplo). Benefícios cardiovasculares adicionais que poderão ser obtidos por meio da prática mais prolongada de exercícios.


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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com

Separando a medicina dos ritos de cura Em contraponto à cura mágica da doença entendida como forma de castigo aos pecadores, as práticas médicas laicas constroem e reconstroem a busca da materialidade da doença. Desde o século 4 a.C., na escola médica de Cós, sob a liderança de Hipócrates, a teoria dos Quatros Humores, idealizada por Políbio, início o processo para retirar dos deuses e deusas a primazia da saúde e da doença. Por essa razão, usando a linguagem de Bachelar, eu a entendo como primeiro corte epistemológico na busca da materialidade da doença. A associação entre as ideias da escola médica de Cós à filosofia jônica possibilitou avanço gigantesco ¬— a medicina como paideia — estabelecendo a ponte que ligaria, para sempre, a busca laica da causa das doenças. A medicina como paideia abriu o caminho ao avanço da medicina oriunda das universidades. É possível compor cinco alicerces fundamentais da physis, da estrutura teórica jônica, embutidos na medicina como paideia: - Como universalidade e individualidade: todas as coisas têm a

sua physis própria, os astros, os ventos, as águas, os medicamentos, o homem com as suas partes e as doenças (das epidemias, distingue: “...a physis comum de todas as coisas, da physis própria de cada coisa”; - Como princípio: a physis é o princípio (arkhé) de tudo que existe (sobre os lugares e o homem, lê-se: “A physis do corpo é o princípio da razão da medicina”). - Como harmonia: na sua aparência e na sua dinâmica a physis é harmoniosa; é a ordem que se realiza com beleza. A natureza é harmoniosa e produz harmonia; - Como racionalidade: a natureza é racional em si mesma. Por esta razão existe uma fisiologia; a ciência na qual o logos do homem se harmoniza diretamente com os logos da natureza; - Como divindade: a physis é em si mesma divina. Esse é um dos aspectos mais interessantes na medicina, na Grécia, do século 4e a.C.: mesmo sem ataques aos deuses protetores da saúde, em especial, o deus Asclépio, os médicos de Cós e os filósofos estabeleceram elos duradouros entre o binômio

saúde-doença com a natureza circundante, como está presente na introdução do manuscrito Dos Ventos, Águas e Regiões, de autor desconhecido, escrito no século 4 a.C. (Daremberg. Oeuvres Choisies d’Hippocrate. Paris. Labe Éditeur. 1855. p. 1.050): “Quem quiser aprender bem a arte de médico deve proceder assim: em primeiro lugar deve ter presentes as estações do ano e os seus efeitos, pois nem todas são iguais mas diferem radicalmente quanto a sua essência especificada e quanto as suas mudanças. Quando um médico chegar a uma cidade desconhecida, deve determinar, antes de mais nada o que se refere as águas e a qualidade do solo, pois a mudança nas doenças do homem está relacionada com a mudança do clima.” Não é demais repetir que Platão (Político, 296a-b-c) sistematizou o pensamento corrente da época ao descrever a nova postura do médico e a do político. Ambos, baseados nos respectivos saberes, deveriam sempre que necessário, intervir na sociedade para promover melhoras.

João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França

Não é demais repetir que Platão (Político, 296a-b-c) sistematizou o pensamento corrente da época ao descrever a nova postura do médico e a do político”

Chá-mate é uma poderosa bebida antioxidante Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina constatou que consumir três doses diárias (aproximadamente 300 ml cada ou quase 1 litro por dia) da bebida diminui em 13% as taxas de colesterol ruim, o LDL, e aumenta a de colesterol bom, o HDL. Segundo os especialistas, isso acontece porque o chá-mate possui algumas substâncias - alcaloides e glicídios - capazes de interagir com os ácidos biliares e reduzir a absorção de colesterol. Por ser rico em antioxidantes, o chá-mate ajuda a prevenir doenças cardíacas. A presença de substâncias chamadas polifenois são as maiores responsáveis por essa prevenção. Além disso, a própria redução do colesterol já ajuda a proteger o coração. A erva possui ácido clorogênico, um antioxidante capaz de influenciar diversos mecanismos corporais, por meio da diminuição da oxidação celular.

Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com

A queda é drama comum entre idosos A maior ameaça à saúde e a vida dos idosos está dentro de casa e nas calçadas. São os tombos em casa e na rua responsáveis por diversas admissões em pronto-socorro de pessoas com mais de 60 anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O problema se torna ainda mais alarmante diante das projeções de aumento na população idosa brasileira ao longo das próximas décadas. De acordo com o Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), em 2025 o país terá 35 milhões de habitantes na terceira idade, e em 2050, a previsão é que quase triplique a proporção de idosos em relação à população total, resultado de uma taxa de natalidade decrescente e uma expectativa de vida maior. As quedas são um drama comum entre idosos, mas costumam ser vistas pelo resto da sociedade como próprias do avanço da idade. As consequências são sérias demais, porém, pra que o problema não seja tratado como questão primordial de saúde pública. Felizmente, uma série de estudos vem mostrando que exercícios simples podem evitar boa parte desses acidentes e, de fato, melhorar a qualidade do período da vida que alguns preferem chamar de “melhor idade”. As

consequências mais sérias das quedas, fraturas do fêmur. As muitas pedras no meio do caminho dos idosos são as calcadas esburacadas que dificultam a passagem e causam acidentes. Cadê os responsáveis pelas calcadas? O poder público ou o proprietário do imóvel, como resolver. A paisagem pelo centro histórico de Manaus não é dos melhores, não conheço a situação dos bairros, mas acredito também que seja um grande transtorno para os pedestres que passam por calçadas quebradas e com certeza muitas quedas. A causa do problema é inaceitável: isto é resultado da falta de fiscalização e depois manutenção das observações realizadas, é um absurdo que existam buracos imensos por volta da cidade. Quem sabe uma caminhada dos responsáveis para observação seja feita e depois uma campanha de conscientização poderia ser feita. Um desleixo e irresponsabilidade. Quantos mais precisarão cair até que se acabe com esse jogo de empurra-empurra. À medida que envelhecemos, torna-se mais difícil manter os músculos saudáveis. A perda de massa muscular e força é um processo natural mas que pode ser atenuado. Uma alimentação

rica em proteínas de qualidade e vitamina D associada a um programa de exercícios físicos são fatores fundamentas para melhorar a força muscular e o equilíbrio e diminuir o risco de quedas. Exercícios de fortalecimentos regulares podem melhorar a força muscular e flexibilidade. Isso ajudará evitar quedas! Com exercícios regulares nossos músculos permanecem fortes, o que se torna muito importante para garantir a mobilidade de pernas, quadris, tronco, ombros e braços. Existem exercícios especialmente projetados para fortalecer determinadas partes do corpo que podem ser feitos em casa, sejam em pé ou sentados, dependendo da capacidade de mobilidade de cada um. A regularidade vai fazer que os exercícios se tornassem mais fáceis a cada dia e torna-se um hábito depois de um tempo. Para prevenir quedas em casa, o ambiente dramático em que vive o idoso deve incorporar medidas de segurança: promova ampla iluminação, facilite a passagem, retire objetos soltos pela casa, evite piso e tapetes soltos, muitos móveis, use piso antiderrapante em escadas, banheiro e cozinha.

Canela regula níveis de açúcar no sangue Humberto Figliuolo Farmacêutico

Com exercícios regulares nossos músculos permanecem fortes, o que se torna muito importante para garantir a mobilidade de pernas, quadris, tronco, ombros e braços”

Os principais nutrientes presentes na canela são magnésio, ferro, cálcio e fibras. Estudos mostram que ela possui efeito antimicrobiano, promovido através do seu óleo essencial. A canela também pode ser benéfica no auxílio ao controle dos níveis da glicemia, ou seja, o açúcar no sangue. Isso acontece por que essa especiaria faz com que o tempo do esvaziamento gástrico seja diminuído. Além disso, a canela possui ação antioxidante e anti-inflamatória. Alguns estudos recentes estão investigando sua ação termogênica. Alimentos termogênicos são aqueles que fazem com que a temperatura corporal seja elevada, o que vai fazer com que o organismo gaste mais energia para regulá-la. Muitas vezes por conta dessa ação, a queima de gorduras acontece de forma mais rápida e/ou mais eficiente.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br

Diagramação Kleuton Silva

Repórter Mellanie Hasimoto

Revisão Dernando Monteiro

www.emtempo.com.br


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FOTOS: DIVULGAÇÃO

A materialidade da saúde e da doença Chega às livrarias de Manaus o mais recente trabalho do professor doutor João Bosco Botelho sobre a história da medicina desde a antiguidade

SERVIÇO A HISTÓRIA DA MEDICINA Autor: João Bosco Botelho 3º edição. Editora Valer. 358 páginas

VERA LIMA Equipe EM TEMPO

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medicina, como especialidade social, tem respondido a determinação do ser humano de fugir da dor ou da ameaça do sofrimento: é possível identificar o conjunto de ações e saberes dirigidos para diminuir a abstração e aumentar a materialidade com o objetivo de apreender a saúde e a doença. Com essa proposta, o professor João Bosco Botelho, doutor honoris causa na França, divulga em Manaus, numa atitude inédita, a história da medicina, mostrando sua valiosa contribuição no passado e no presente. “São centenas de páginas mostrando o valor do conhecimento do passado de uma profissão localizada, pela sua transcendência e importância dentre das categorias do pensamento humano”, escreveu o professor doutor Carlos da Silva Lacaz (in memoriam), presidente de honra da Sociedade Brasileira de História da Medicina e professor emérito da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, na apresentação à primeira edição. O livro “História da Medicina – da abstração à materialidade”, mostra com detalhes que enquanto as medicinas divina e empírica, oriundas na préhistória, mantidas pelo pensamento religioso, admitem a doença de natureza sagrada e somente o tratamento também sagrado seria efetivo, a medicina oficial, com registro a partir das primeiras cidades, articula-se ao processo social por meio de propostas teóricas para desvendar a materialidade da doença. “Não há como negar, no passado e no presente, nos quatro cantos do planeta, a significativa presença de homens e mulheres, distribuídos nas camadas sociais dos mais ricos e dos mais pobres, que valorizam de modo exclusivo a abstração e acreditam poder mudar, instantaneamente, as leis físicas que regem as relações entre os corpos

e as coisas, interrompendo o curso de certas doenças e empurrando os limites da dor e da morte”, afirma o professor João Bosco. Segundo ele, entre os muitos aspectos e conflitos da desordem da história da medicina, é possível identificar com clareza que esse processo histórico de aquisição dos conhecimentos, com o objetivo de controlar a dor e empurrar os limites da morte, tem se desenvolvido, ora valorizando menos, ora valorizando mais, a materialidade da saúde e da doença. O livro, como uma proposta teórica, traz uma primeira parte que aborda as doenças e curas interligando sagrado e profano, mostrando a medicina como especialidade social. “É mais difícil ao médico

HISTÓRIA

O livro, como uma proposta teórica, traz uma primeira parte que aborda as doenças e curas interligando sagrado e profano, mostrando a medicina como especialidade social, desde a antiguidade até hoje da atualidade compreender a medicina praticada, no Ocidente e no Oriente, se não olhar para trás e entender a dinâmica social correlacionada com as práticas e curas”, assinala o autor. “Esse saber histórico e crítico facilita o entendimento da função do médico, como um dos especialistas sociais que trabalha para evitar a dor e empurrar os limites da morte, tanto no passado quanto na sociedade contemporânea”, acrescenta. Em outro capítulo, o autor aborda os limites da cura e diz que “esse tem sido o processo dominante da história da medicina: separar o abstrato do concreto, compreender a saúde e a doença na materialidade do observável e do reproduzível.

Ordem e desordem diminuindo a abstração Traçando um quadro notável da história da medicina, O autor prossegue falando da cirurgia como arte aumentando os limites da vida dividida entre a proibição e a liberdade. A terceira parte do livro trata da “Ordem e desordem diminuindo a abstração e aumentando a materialidade”. Nessa parte, o autor fala de registros históricos no mundo, passando pelo Egito, Índia, Grécia, com

detalhes preciosos dos trabalhos médicos nas religiões monoteístas e a revolução causada pelas universidades, que impulsionaram médicos, cirurgiões, artistas e pintores que começaram movimentos conjuntos para levantar o véu opaco que cobria detalhes do corpo humano. “O Renascimento europeu ficou marcado por uma série de eventos e edição de livros que in-

fluenciaram decididamente, na mudança da medicina, em especial da cirurgia”, afirma o especialista. Dentre outros importantes capítulos, o autor aborda o sagrado e o profano; a morte rejeitada, o advento torna visível o invisível e o Deus-genético. “O fenômeno religioso transcende as relações sociais”, diz Botelho. “Os primeiros sinais dessa relação com o sagrado – entre

os homens, as mulheres e as divindades – perdemse em uma época muito distante”, acrescenta. A última parte do livro, “Menos abstração e mais materialidade”, traz um capítulo especial sobre a glândula tireoide e o tabagismo. “A passagem do tabagismo do espaço sagrado ao profano se deu, no Brasil, com a chegada do colonizador”, afirma João Bosco Botelho.


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Bons te v

Uma das maneiras mais eficientes de é por meio do exame oftalmológi FOTOS: DIVULGAÇÃO

MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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visão é um dos sentidos mais importantes do corpo humano, portanto merece cuidados especiais. Por meio deles são, também, reveladas outras doenças como diabetes e hipertensão. E é por esse motivo que é preciso ter cuidado redobrado na hora de comprar produtos ou não prescritos por especialistas, já que até mesmo óculos feitos de maneira errada podem causar ainda mais prejuízos para a saúde. Uma das maneiras mais eficientes de prevenir as principais doenças oculares é por meio do exame oſtalmológico de rotina, em adultos e crianças. “Em uma consulta, o oſtalmologista faz a história clínica do paciente, que chamamos de anamnese, e que permite relacionar doenças à razão da consulta. Em seguida, examinamos suas pálpebras, a conjuntiva, suas vias lacri-

mais e realizamos o exame de motilidade ocular, que permite diagnosticar a mobilidade da musculatura ocular e o estrabismo, por exemplo”, explica o médico oſtalmologista Leôncio Queiroz Neto. Durante a consulta, o oſtalmologista examina o fundo de olho do paciente, com um aparelho chamado oſtalmoscópio, que permite verificar se ele tem doenças como diabetes e hipertensão. “No exame oſtalmológico de rotina, a última etapa do trabalho é a refração, que permite determinar o grau dos óculos, diagnosticar a catarata e outras doenças dos olhos. Nesta etapa, a medida da pressão intraocular também é importante para o diagnóstico precoce do glaucoma”, diz. Após esta consulta, caso se mostre necessário, o oſtalmologista pode solicitar exames complementares como ultrassom, angiografia, campo visual e microscopia especular. Mas os exames básicos respondem por cerca de 95% do diagnós-

tico oſtalmológico. “É preciso lembrar que, seja qual for o exame, ele tem que ser interpretado pelo médico; exames automatizados não substituem o bom médico”, ressalta Queiroz. Quem não tem problemas oculares e indivíduos com doenças sistêmicas que predispõem a males oculares (como diabetes, leucemia, câncer, distúrbios da tireóide, entre outros) precisam fazer o exame anualmente, especialmente se já passaram dos 40 anos. “Mas nada impede que o oſtalmologista estipule outra periodicidade, levando em conta o histórico do paciente. Portadores de hipertensão, diabetes e glaucoma, especialmente, devem ficar atentos à saúde de seus olhos”, diz. Riscos A olho nu não é possível saber se as lentes dos óculos piratas têm os filtros necessários, por isso é importante que o consumidor procure sempre óticas confiáveis para evitar produtos de qualidade duvido-

sa. “É difícil afirmar que uma lente de grau de má qualidade provocará uma doença nos olhos, mas é bem provável que ela afete a qualidade da imagem ou da visão. Em alguns casos o usuário pode sentir desconforto visual ou

PREVENÇÃO

Quem não tem problemas oculares e indivíduos com doenças sistêmicas que predispõem a males oculares (como diabetes, leucemia, câncer, entre outros) precisam fazer o exame anualmente até mesmo dores de cabeça, náuseas, tonturas e cansaço visual”, aponta o médico. Nas armações de grau, o posicionamento das lentes também é fator determinante. “Lentes mal posicionadas podem não corrigir o que foi inicialmente proposto, gerar

desconfortos e interferir na visão. Quanto maior o grau de correção, maior a importância da inclinação. Portanto, é bom ficar atento durante o processo de compra e confecção das lentes”, explica. Para o médico, o conselho para evitar surpresas desagradáveis, mais uma vez, é que os usuários procurem óticas confiáveis, que utilizem equipamentos que fazem a medição correta. “É importante também verificar a procedência da lente e da armação na etiqueta do produto. O paciente deve escolher a armação que deseja antes de fazer a medição das lentes. A medição não adiantará nada se as lentes nos óculos não obedecerem aos cuidados básicos de montagem”, esclarece. No quesito óculos solares, a principal dúvida é quanto à proteção ultravioleta, já que os produtos falsificados podem não oferecer essa película protetora. “A exposição direta ao sol pode oferecer maior risco de melanoma uve-

al (melanoma intra-ocular) e até um tumor ocular ou catarata. A maioria dos óculos solares hoje conta com filtros UV. É importante lembrar que uma lente de óculos que tenha proteção UV não tem que ser necessariamente escura, pode até ser incolor. Uma lente muito escura pode permitir a passagem de raios UV, como os óculos solares encontrados em camelôs”, aponta. As crianças são as que mais necessitam de proteção contra o sol, já que seu cristalino não filtra tanto a luz solar como o dos adultos. Por causa disso, o uso de óculos solares de boa qualidade deve ser estimulado desde a infância. “Além do melanoma, a proteção UV permite adiar o início da opacificação do cristalino, que é a catarata”, explica. As pessoas que ficam muito tempo expostas à claridade, trabalham ao ar livre, que tenham parentes com melanoma, ou tenham pele e olhos claros, devem tomar cuidados redobrados com o sol.

Estatísticas revelam o quadro mundial

Alguns cuidados durante a juventude previnem doenças

Aproximadamente 6,5 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência visual, segundo números do Censo de 2010. No mundo, são mais de 285 milhões de pessoas. Os idosos concentram 84% dos casos até 2019. Dados divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oſtalmologia (CBO) revelam que o

Brasil possui um oſtalmologista para cada 10.622 habitantes. No Amazonas, essa proporção não se mantém e temos um oſtalmologista para cada 24.342 habitantes. A OMS considera ideal um oſtalmologista para cada 17 mil habitantes. Esses números só comprovam a necessidade de

uma campanha de alerta a saúde visual. Desta forma, a Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica) acaba de lançar a campanha Olho Vivo, que tem como objetivos esclarecer o consumidor sobre os riscos de usar produtos ópticos piratas ou ilegais e incentivar visitas regulares ao oſtalmologista.

“A iniciativa tem como principais objetivos esclarecer o consumidor sobre os riscos de usar produtos ópticos piratas ou ilegais; orientar sobre as melhores práticas no momento da compra de óculos solares e de receituário, além de incentivar visitas regulares ao oſtalmologista”, informa Leôncio Queiroz Neto.


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olhos ejam

evenir as principais doenças oculares de rotina, em adultos e crianças Os sintomas de problemas de visão são: • lacrimejamento constante; • fotofobia, íris muito grande; • olhos vermelhos, presença de secreção; • fechar um dos olhos em locais ensolarados; • dor de cabeça ou nos olhos frequentemente; • assistir TV muito próximo do aparelho; • olhos desviados para o nariz ou para fora; • esfregar os olhos após esforço visual; • quando vai escrever, se aproximar-se muito da folha; • esfregar o olho constantemente.

Indivíduos com esses sintomas podem apresentar alterações visuais como visão dupla, estrabismo, miopia, astigmatismo, hipermetropia e outras. O ideal é ir ao oſtalmologista para realizar um exame de vista o mais rápido possível.

Terceira idade exige atenção redobrada O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto informa que a cada cinco segundos uma pessoa fica cega. “A cegueira atinge mais de 528 mil pessoas no Brasil, de um total de 39 milhões no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Até 80% dos casos poderiam ser previstos e tratados”. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no Brasil, são quase 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos, ou seja, 7,3% dos habitantes do país. No mundo, o número de idosos com idade acima dos 65 anos era de 506 milhões em

2008, segundo o Departamento do Censo dos EUA. A entidade prevê que a terceira idade componha 14% da população global em 2040. “A catarata é a principal causa de perda da visão no mundo, embora reversível por cirurgia. Esta doença pode se desenvolver por uma série de fatores, mas o envelhecimento é o fator principal” , explica. A estimativa é, segundo Queiroz, que após os 60 anos, cerca de 20% da população desenvolve catarata. “Aos 70 anos, esse número pula para 60%; e após os 80 anos, praticamente 90% das pessoas adquirem a doença”, aponta.

Após os 60 anos, 20% das pessoas desenvolve catarata

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Saiba como se proteger de uma infecção urinária C

om o aumento das temperaturas, atividades como ir à praia ou aproveitar a piscina passam a ser recorrentes. Mas, esse período do ano requer que as mulheres, principalmente, tomem certos cuidados, pois as chances de contraírem infecção urinária aumentam pelo simples fato de permanecerem com o biquíni molhado por muito tempo. “A infecção urinária é tão frequente quanto se imagina. Ela está entre as infecções mais comuns no ser humano, perdendo apenas para as gripes. Trata-se de uma patologia que afeta qualquer parte do aparelho urinário, indo desde os rins e bexiga até a uretra”, conta o Dr. Leopoldo Vieira, ginecologista, obstetra e mastologista do Hospital San Paolo. Sabe-se que cerca de dois terços das mulheres experimentam, no mínimo, um episódio ao longo da vida, sendo que 23% dessas mulheres têm dois episódios e 5% têm recorrências. A cada episódio de cistite, a mulher passa seis dias sofrendo com os sintomas e tem de dois a três dias de comprometimento das suas atividades regulares. Dentre os tratamentos

regulares para curar a doença estão: o uso contínuo de antibióticos e medidas assintomáticas, como o consumo do suco de cranberry, também têm sido destaque. Uma frutinha vermelha, originária do norte dos Estados Unidos e sul do Canadá, que caiu no gosto do brasileiro, a cada dia, ganha mais adeptos, principalmente por conta dos seus nutrientes, sua capacidade antioxidante e pela alta concentração de vitamina C, três vezes superior a da laranja. “A cranberry é rica em diversos nutrientes e fitoquímicos, como vitaminas A e E, beta-caroteno, antioxidantes como luteína e zeaxantina, responsáveis por combater a danificação das células no organismo humano. Grande parte dos estudos envolvendo o suco também evidenciaram a prevenção de infecções do trato genitourinário, atividade antioxidante e anticâncer,” diz a nutricionista Rafaela Isis Reis Allevato. Outras medidas simples como o aumento da ingestão de líquidos, cuidados higiênicos, regularidade miccional adequada e repouso sexual garantem o combate à doença.

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Ela está entre as infecções mais comuns no ser humano, principalmente as mulheres, perdendo apenas para as gripes

Sabe-se que cerca de dois terços das mulheres experimentam, no mínimo, um episódio de infecção urinária ao longo da vida

HIGIENE

Lenços umedecidos íntimos Lidar com a rotina de cuidados de beleza diários inclui, também, a atenção com a higiene íntima. Para as mulheres que vivem na correria tentando aliar carreira profissional e vida pessoal, num vai e vem de compromissos, essa é uma missão ainda mais complicada. Entre uma reunião e outra, uma visita ao cliente ou depois da malhação, muitas vezes só sobra tempo para retocar a maquiagem, colocar um perfume e pentear os cabelos. Por isso, alguns truques simples podem proporcionar aquela sensação de asseio e ajudam na saúde feminina. Um exemplo são os lenços umedecidos próprios para a região íntima da mulher. O produto virou item indispensável na necessaire, mas muitas mulheres ainda têm dúvidas se o uso diário desses lencinhos pode acarretar problemas. De acordo com a gerente de desenvolvimento de produtos da Natura, Andrea Costa, responsável pela linha de produtos íntimos femininos Natura Hi-

geia, os lenços umedecidos íntimos são ginecologicamente testados e, por isso, apropriados para a higiene feminina. “Sua formulação também possui pH equilibrado para aplicação nessa região. O produto deve ser aplicado suavemente sobre

ATENÇÃO

Os lenços umedecidos, próprios para higiene íntima da mulher, testados dermatologicamente não apresentam contra indicação, porém em casos de alguma lesão externa na vulva é bom evitar a região genital e não necessita de enxágue. Seu uso é indicado inclusive no período menstrual”, explica. Para a ginecologista do Hapvida Saúde, Mariana Telles Brandão, o uso dos lenços umedecidos íntimos é indicado quando as mulheres

passam várias horas longe de casa ou em casos de viagens longas. “Cada produto tem seu uso específico. Os lenços umedecidos são um suporte na limpeza da região íntima, um reforço nos casos em que o banho não será possível. No avião, por exemplo, numa viagem longa. Não é adequando usá-lo constantemente, numa substituição ao banho”, destaca. A médica confirma que a higiene da região íntima deve ser complementada com lenços umedecidos no período menstrual. Nesse caso, eles são mais adequados que o papel higiênico. “Além de limpar com mais suavidade, são mais eficazes na retirada de secreções e resíduos, ou seja, mais higiênicos. É importante ressaltar que os lenços não devem ser usados de forma rotineira, pois assim como os sabonetes íntimos esses produtos podem conter substâncias causadoras de alergia ou prurido em algumas mulheres mais sensíveis a essas substâncias”. CRÉDITO DO FOTÓGRAFO

Os lenços para higiene íntima são grandes aliados da mulheres na higiene diária


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Pesquisa revela como está o cansaço dos brasileiros Estudo inédito, encomendado pela Sanofi, aponta que 98% dos brasileiros estão cansados e muito estressados

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ritmo acelerado da rotina tem deixado a população cada vez mais sem disposição. Esse cenário foi mostrado em pesquisa1 solicitada pelo Grupo Sanofi, à Conectaí – empresa do Ibope Inteligência. De acordo com o levantamento, em sua rotina, 98% dos brasileiros se sentem um pouco ou muito cansados mental e fisicamente. Por uma diferença pequena em comparação com os homens, as mulheres encabeçam esse resultado – o que reforça o fato de assumirem cada vez mais responsabilidades. 98% das mulheres declaram-se cansadas, contra 97% dos homens. Os jovens entre 20 e 29 anos formam o grupo que se sente mais cansaço – 99% deles apontaram que se sentem um pouco ou muito fatigados mental e fisicamente. Outro dado que chama a atenção é como cada região brasileira avaliou seu estado. O Sudeste foi a região onde as pessoas mais se avaliaram como can-

sadas: 65% dos pesquisados, seguido pelo Centro-Oeste e o Norte, com 62%. Quanto às camadas sociais, 63% dos entrevistados da classe B responderam que se sentem cansados. Esse item também ganhou evidência nas classes C/D/E, com 59% das respostas. Embora a maioria (63%) das pessoas

CORRERIA

O estudo revelou também as principais causas dessa fadiga. O estresse e a correria do cotidiano ficaram no topo dos motivos elencados pelos entrevistados. A falta de condicionamento físico contribui para o cansaço já acorde com algum nível de indisposição, é no período da tarde e da noite que elas se sentem mais fatigadas, 36% e 34%, respectivamente. O estudo revelou também as principais causas dessa fadiga. O estresse e a correria do cotidiano ficaram no topo dos motivos elencados pelos entrevistados. A falta de condicionamento

físico, problemas pessoais, alimentação desequilibrada, acomodação e preguiça sem motivo, problemas no trabalho e de saúde apareceram na sequência. Já os 2% que se dizem dispostos destacaram o bom sono, o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, e a alimentação equilibrada como as três principais causas de seu vigor. Outro destaque está relacionado à prática de atividades físicas, apontando o alto número de pessoas que não fazem exercícios regularmente – 74% delas. “O equilíbrio em todas as tarefas do dia, um sono regrado e uma alimentação balanceada são o que a maioria das pessoas busca para alcançar a qualidade de vida ideal. Ter disposição para manter a disciplina de uma vida saudável, com tempo para aproveitar o que é importante para cada um, nem sempre é tarefa fácil. Por isso, cada pessoa deve avaliar sua rotina e buscar maneiras de ter mais disposição mental e física para fazer aquilo de que gosta”, explica Patrícia Macedo, gerente de Marketing da Unidade CHC da Sanofi. DIVULGAÇÃO

A fadiga pode ter consequências sérias Outro destaque da pesquisa é o tipo de fadiga que a população está sentindo – 54% disseram que se sentem mental e fisicamente cansados, 26% apenas mentalmente e 20% fisicamente. O cansaço da mente também fica à frente da fadiga do corpo, quando se analisam homens e mulheres isoladamente. Essa sensação é ainda mais evidente nas pessoas de 20 a 29 anos. Mesmo quando o assun-

to é diversão, apenas 17% da população diz ter um nível alto de disposição para desempenhar atividades de lazer. Esse número sobe um pouco quando se trata de trabalhar e estudar – 19% das pessoas dizem ter bom ânimo para esses afazeres. Em contrapartida, 14% das pessoas preferem não fazer nada a fazer algo que as façam despender energia mental e física ao chegar em casa. Há também quem evite

se deslocar por cansaço. Mais da metade dos entrevistados disseram que às vezes, frequentemente ou sempre deixam de se locomover por falta de disposição. A fadiga pode ter consequências sérias na vida das pessoas. Exemplo disso é o dado que indica que 61% dos analisados deixam de cumprir obrigações com alguma frequência, devido ao cansaço. Ao avaliar o quanto isso afeta o humor, 72% disseram

que essa relação acontece às vezes, frequentemente ou sempre. O mesmo acontece na vida sexual – 49% responderam que há certa relação entre os dois temas. Para finalizar, foi avaliado ainda como está a qualidade de vida dos brasileiros e sua relação com o bem-estar. Apenas 43% da população avalia esse quesito como bom ou ótimo, 46% consideram-no regular e 11% ruim ou péssimo.

Excesso de cansaço acaba afetando o bom humor e saúde

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Alguns exercícios são muito mais eficientes quando o objetivo é fortalecer a musculatura

Preparando o corpo para o fim de ano Você entrou na academia com uma meta e agora quer chegar ao final do ano com uma barriguinha sarada para encarar sem medo os pequenos exageros das festas natalinas. Então, não dá mais para perder tempo. Falta apenas um mês para o novo ano e, se a meta é afinar, a dica é malhar. Está cientificamente comprovado que os exercícios aeróbicos são os melhores para perder barriga, daí, que o seu investimento a partir de agora tem que ser com esse objetivo. Segundo um estudo realizado pela Duke University Medical Center, nos Estados Unidos, os exercícios aeróbicos como a corrida, quando realizados com intensidade e, no mínimo, três vezes por semana, conseguem eliminar mais gordura abdominal do que os exercícios de resistência como a musculação. Os exercícios

aeróbicos também são mais eficazes para diminuir os depósitos de gordura no fígado e, consequentemente, os níveis de colesterol no sangue. A explicação é simples: os exercícios aeróbicos exigem mais da corrente sanguínea e da coordenação dos movimentos, proporcionando um maior gasto calórico, que pode ser facilmente observado na balança ao final de um mês. Entretanto, quem deseja não só emagrecer mas aumentar a musculatura deve investir na combinação: exercícios aeróbicos com exercícios anaeróbicos e reeducação alimentar. Esta combinação é poderosa e garante que os hormônios corporais estejam equilibrados, o metabolismo esteja acelerado e a boa alimentação, além de garantir a manutenção do novo peso, irá melhorar consideravelmente sua saúde.

Melhores exercícios aeróbicos para emagrecer • Spinning: 600 calorias por hora; • Step: 500 calorias por hora; • Natação: 400 calorias por hora; • Hidroginástica: 500 calorias por hora; • Correr na esteira: até 700 calorias por hora; • Body pump: 500 calorias por hora; • Elíptico: até 400 calorias por hora.

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Saúde

e bem-estar

MANAUS, DOMINGO, 1º DE DEZEMBRO DE 2013

Câimbras, um incômodo que pode ser controlado D

e repente, você sente uma dor tão intensa na panturrilha que fica quase impossível movimentar a perna. É a câimbra, um espasmo ou contração involuntária dos músculos, que pode durar de alguns segundos até vários minutos, podendo atingir um ou mais músculos de uma só vez. Embora mais comum nas pernas, as contrações da câimbra podem atingir qualquer músculo de controle voluntário, como os músculos anteriores e posteriores da coxa, pés, mãos, pescoço e abdômen. O problema costuma acontecer durante a noite ou após exercícios físicos exaustivos e as causas podem ser muitas. Segundo o angiologista Ary Elwing (CRM-22.946), especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser, geralmente há a contração muscular por uma irrigação sanguínea inadequada dos músculos, desidratação ou desequilíbrio mineral e, especialmente, pela carência de potássio. “Embora dolorosa, a câimbra não exige preocupação e nem tratamento, mas pequenas mudanças de hábitos,

como uma alimentação mais saudável, podem ajudar. No caso de aliviar a dor, é preciso provocar o relaxamento imediato do músculo atingido. A pessoa deve fazer uma massagem no local, para favorecer a circulação. Caso tenha atingido a panturrilha, por exemplo, pode-se colocar o indivíduo em pé, apoiando o peso corporal na outra perna, fazendo com que o membro afetado se movimente como um pêndulo”, explica Elwing, que alerta: se a câimbra passa a se tornar frequente, é necessária uma investigação médica. “Essa frequência pode ter origem vascular, neuromuscular ou metabólica, causadas, respectivamente, por isquemia local, miopatia alcoólica, hipoglicemia ou intoxicação por cafeína”. O único tratamento no caso de quem sofre com esses espasmos é evitando, com cuidados simples: uma boa sessão de alongamento antes e após exercícios, principalmente para sedentários; hidratação antes, durante e depois do esforço, alimentação balanceada e evitar exercícios físicos em dias muito quentes, são alguns exemplos.

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Ela acontece quando menos se espera, mas podem ser evitadas com alguns cuidados, exercícios e alimentação certa

Fique atento! Entre as causas mais comuns para o surgimento de câimbra, estão: • Deficiência de sódio, potássio ou magnésio na corrente sanguínea; • Acumulo de ácido lático ou cetona nos músculos durante o exercício físico; • Desidratação; • Doenças metabólicas, como Diabetes, Hipotireoidismo, alcoolismo, hipoglicemia; • Doenças neurológicas, como Mal de Parkinson e doença do neurônio motor; • Varizes; • Hemodiálise; • Anemia; • Cirrose; • Permanência muito tempo sentado ou deitado em uma posição inadequada; • Miopatia; • Uso de medicamentos como diuréticos ou Donepezila, Neistigmina, Ralaxifeno, Salbutamol e Cloridrato de lovastatina, por exemplo.

No caso de câimbras nas pernas, apoie o pé no chão e ande com o peso apenas no calcanhar

Dicas para aliviar as dores 1. Tome um copo de água com sal se o caso for de câimbra de calor e se não tiver problemas de pressão alta. 2. Para câimbras na panturrilha, apoie o pé no chão e ande apoiando o peso do corpo nos calcanhares.

3. Para câimbras no dedão do pé e no polegar, peça para que alguém dobre o dedo no sentido contrário. 4. No caso de câimbra no braço, peça para alguém que dobre o antebraço até formar um ângulo reto com

o braço. 5. Para câimbras no abdômen, flexione as pernas. 6. Procure fazer alongamentos. 7. Procure alimentar-se com muitas frutas e legumes que contêm minerais.


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Saúde - 1 de dezembro de 2013 by Amazonas Em Tempo - Issuu