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Saúde - 8 de março de 2015

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Caderno F

MANAUS, DOMINGO, 8 DE MARÇO DE 2015

DIVULGAÇÃO

Saúde

e bem-estar

saudeebemestar@emtempo.com.br

(92) 3090-1017

Cuidados com o coração Páginas 4 e 5

Reposição hormonal

promove qualidade de vida Na dúvida entre fazer ou não fazer? Fomos perguntar a quem entende VERA LIMA Equipe EM TEMPO

A

reposição hormonal tem gerado polêmicas e levantado inúmeras dúvidas na cabeça das mulheres porque, como em quase todos os casos de saúde, existem os defensores e aqueles que apontam o dedo acusando o tratamento de ser uma das causas do câncer de mama e outros malefícios. Para desfazer estas e outras dúvidas frequentes, o Saúde e bem-estar foi conversar com o ginecologista e mastologista Gerson Mourão, especialista no assunto. Confira a entrevista: Saúde e bem-estar: Reposição hormonal, por que fazer? Gerson Mourão: Após a menopausa ocorre uma queda brusca daquele hormônio que faz com que a mulher, a partir da primeira menstruação deixe de ter a aparência física idêntica à do homem e comece uma verdadeira metamorfose. Esse hormônio se chama estrogênio. Serve também para evitar a osteoporose, o ressecamento da pele, da vagina e dos cabelos e é

essencial à saúde da mulher. Saúde: Tem que fazer? GM: Em tese, todas as mulheres deveriam fazer. A mulher, em nossos dias, graças aos avanços em saúde pública, está vivendo um terço de sua vida na pósmenopausa e, portanto, na mais profunda carência hormonal, o que inevitavelmente altera a sua qualidade de vida. Nós médicos queremos que as mulheres vivam mais e sem as mazelas inevitáveis da velhice. Saúde: Qual o momento certo para fazer reposição hormonal? GM: Imediatamente após a parada da menstruação para continuar tendo níveis satisfatórios de hormônios, fator essencial à sua qualidade de vida. Se retardar o início da reposição, a mulher perderá parte desses efeitos. Saúde: Qualquer mulher pode fazer a reposição hormonal? GM: Nem todas. Existem algumas contra-indicações absolutas, por exemplo, quem já teve câncer de mama e endométrio ou trombose não deve fazer uso da reposição. Em outros casos as contra-indicações são relativas. Saúde: Na balança dos benefícios e desvantagens, vale a pena fa-

zer a terapia? GM: Sem dúvida que vale, mas é de fundamental importância individualizar a terapia e entender que a privação hormonal poderá alterar a qualidade de vida dessa mulher, desde o seu sono até sua vida sexual. Saúde: A reposição hormonal tem defensores e detratores, por que essa divisão de opiniões dentro da área médica? GM: É pelo fato do câncer de mama ter tido um leve aumento após 5 anos de uso da reposição hormonal, o que o torna um divisor de águas, mas a maioria, onde me incluo, pensa numa visão mais holística, ou seja, a mulher não é só um par de mamas e se ela tiver que viver um terço de sua vida n a

pós-menopausa, que viva bem e com tudo o que a medicina pode lhe oferecer. Saúde: Uma vez iniciado o tratamento, ele é para o resto da vida? GM: Sem dúvida, porque no momento em que suspender o tratamento, lentamente vai perdendo os efeitos benéficos. Saúde: E se interromper o tratamento por alguma razão, haverá consequências? GM: Se for por um curto período de tempo, por exemplo, dois meses, não haverá problemas.


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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com / www.historiadamedicina.med.br

Doença invisível aos olhos desarmados Os registram apontam para a Grécia como o local onde alguns filósofos distinguiram a opinião do conhecimento. Não bastava mais “achar”, tornou-se importante acrescentar argumentos da idéia condutora do evento (República 509-d, 518-b, 532-b e 534-a). Naquela ocasião, a genialidade de Platão sustentou a materialidade do espaço profano, onde iriam florir os saberes para desvendar a origem do homem e das coisas. Nessa conjunção, Políbio, genro e discípulo de Hipócrates, descreveu a teoria dos Quatro Humores, a primeira explicação das doenças fora das idéias religiosas. O próximo avanço ocorreu no século 17, quando se iniciou o pensamento micrológico: o mundo nas dimensões invisíveis aos olhos desarmados, descrito por Marcelo Malpighi (1628-1694), ao usar as lentes de aumento. Dessa forma, a nova compreensão da doença tornou-se dependente do microscópio. A microscopia dominou os meios acadêmicos. Hoje, é o sustentáculo do ensino médico. Mesmo nos hospitais mais bem equipados, os tratamentos dependem do diagnóstico microscópico: infecções e tumores. Isto significa que a estrutura teórica dos saberes médicos, em pleno século 21, está inserida

nos princípios teóricos fundados no século 17. Ao mesmo tempo, a micrologia impôs a tecnologia hospitalar: os aparelhos desvendam o que o médico não pode ver. O passo seguinte ocorreu com os estudos do frade agostiniano Gregor Mendel (1822-1844), abrindo as portas da Medicina à dimensão molecular. Essa nova perspectiva no desvendar da doença dirigiu-se às estruturas ainda menores do que a célula � a molécula. Os hospitais dos países desenvolvidos já utilizam, na rotina cotidiana, o diagnóstico molecular na prática médica. Com o propósito de diagnosticar ou tratar as doenças, são analisadas as quantidades e as qualidades de uma ou mais moléculas, especialmente, as do genoma. Infelizmente, o alto custo e as dificuldades da tecnologia hospitalar de sair da célula para a molécula restringem esse avanço às ricas instituições de poucos países. Como uma das conseqüências do diagnóstico molecular, a clonagem estreitou, geneticamente, a multiplicidade das formas e das funções, criando em laboratório dos seres idênticos, a partir de células retiradas de um indivíduo adulto. Mesmo sendo tecnicamente possível, a clonagem de seres humanos é inconcebível. Não existem instrumentos nas linguagens orais e

escritas para preencher a repulsa contra o alucinado ensaio de eliminar a principal característica do planeta: a multiplicidade. Nos próximos séculos, as buscas para compreender as doenças estarão ligadas às dimensões ainda menores, ao maior domínio do binômio massa-energia que envolve os elétrons, os prótons, os nêutrons e as partículas subatômicas, em última análise, sustentadores das formas e funções dos seres vivos. A Medicina na dimensão atômica deslocará e substituirá os conceitos das dimensões celulares e moleculares e, talvez, desvendará o paradoxo fundamental da prática médica: em qual dimensão da matéria o normal se transforma em doença. Todos almejam compreender as incontáveis questões angustiantes que continuam sem resposta tanto no diagnóstico quanto no tratamento: - Como e porque aparece a primeira célula cancerosa; - Causas de certas doenças psiquiátricas; - Explicação das doenças com ligação à defesa imunológica: artrites reumatóides, ptiríases; - Porque pessoas convivendo com um tuberculoso somente algumas, e sempre de modos diferentes, manifestam a doença?

João Bosco Botelho Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

A genialidade de Platão sustentou a materialidade do espaço profano, onde iriam florir os saberes para desvendar a origem do homem e das coisas”.

Vinagre de maçã é ótimo contra manchas e rugas O vinagre de maçã é um agente clareador natural da pele. Para ter esse efeito coloque o vinagre em uma xícara, junte meia cebola e deixe de molho por dez minutos. Após esse tempo, pegue a parte da cebola e esfregue na pele, no local das manchas, deixe agir por dez minutos e enxague. Faça isso diariamente e os resultados aparecerão em duas semanas. Ele também tonifica a pele e reduz a aparência de linhas finas e rugas. A medida é simples, faça uns 50 ml de chá verde e acrescente uma colher de sopa de vinagre de maçã, passe a mistura com um algodão na pele.

Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com

Para acabar com a Aids no Brasil Na “Folha de S. Paulo”, Mário Scheffer e Caio Rosenthal, publicaram um artigo “Para acabar com a Aids no Brasil”. Pela importância cientifica e o alerta do crescimento num período de nove anos, houve o crescimento da Aids de 32% entre jovens. Leiam, na integra o artigo para melhor informação e conhecimento dessa epidemia que devora a humanidade. “Até o fim desta segunda-feira, 100 brasileiros serão infectados pelo vírus HIV e mais 30 pessoas irão morrer de Aids. Com os recursos hoje disponíveis, não faz sentido tanto sofrimento e morte causados por uma epidemia controlável. Progressos científicos, como o uso de medicamentos na prevenção à doença, permitem romper essa trajetória, desde que estejam apoiados na liderança com capacidade de dialogo, na retaguarda do sistema de saúde e na promoção dos direitos humanos daqueles grupos mais afetados pelo HIV. O SUS (Sistema Único de Saúde) já preconiza o tratamento logo que o teste dá positivo, o que garante vida normal às pessoas com HIV e funciona como um freio da epidemia, pois quem usa corretamente os remédios não passa o vírus adiante. Mas boa parte das pessoas infectadas, não sabe que tem HIV.

Dos que sabem, muitos não iniciam ou não recebem tratamentos adequado. A qualidade dos serviços de atendimento à Aids deteriorou-se: meses separam o resultado positivo da primeira consulta e há pacientes sem atenção médica. Tudo pode piorar com a insistência do Ministério da Saúde em deslocar o tratamento da Aids para as unidades básicas de saúde, no lugar de resgatar e ampliar os serviços de referência e especializados. Campanhas de incentivo ao teste falam à população em geral e resultam em poucos diagnósticos, pois não chegam onde a Aids está concentrada. Em outro improviso, em vez de profissionais do SUS serem escalados para levar o teste em horários e locais alternativos, nas comunidades vulneráveis, decidiuse terceirizar para ONGs em transformar em “bico” o diagnostico do HIV fora dos serviços de saúde. A ampliação de uso de antirretrovirais tem custo alto. Se falta dinheiro ao SUS, o governo federal precisa dizer por que aceita pagar, tanto nos genéricos nacionais como nos importados patenteados, muito mais que outros países. O Ministério da Saúde abandonou campanhas de alcance nacional que promovam ambientes sem discriminação. No Brasil é altíssima a prevalência de HIV entre grupos

cujas praticas e identidades são estigmatizadas, entre eles gays e profissionais do sexo. A cada hora no país um homossexual é atacado por intolerância. É problema de saúde pública, pois o preconceito também afasta dos serviços de saúde e da prevenção justamente aqueles mais atingidos pela Aids. Para que alguém possa se proteger do HIV, não basta assegurar seus direitos, assim como são insuficientes a determinação de praxe – “use camisinha” – ou mesmo palavras de ordens surgidas recentemente – “faça o teste”, “inicie o tratamento” ou “tome comprimidos antes ou depois do sexo sem proteção”. Desde que assegurados o acesso e a autonomia de escolha, é a oferta combinada de meios disponíveis – promoção de direitos, informação, preservativos, teste, tratamento, profilaxia pré e pós-exposição que fará com que as pessoas se tornem senhoras de sua própria saúde, assumindo atitudes protetoras para si e solidárias com os demais. Os ventos sopram contra a Aids, mas o governo federal precisa saber ouvir. Médicos, profissionais, gestores, ativistas, pessoas que vivem com HIV e pesquisadores estão a postos, unidos no corajoso compromisso coletivo de acabar com a epidemia”. FSP - 2 de dezembro de 2014.

Humberto Figliuolo farmacêutico

Tudo pode piorar com a insistência do Ministério da Saúde em deslocar o tratamento da Aids para as unidades básicas de saúde”.

Cebola é um remédio contra entupimento das artérias A cebola é um dos temperos mais apreciados pelos brasileiros. Além de muitos apreciarem seu sabor, vale lembrar que a cebola tem ótimos benefícios para nossa saúde. Ela é uma excelente aliada para ajudar no bom funcionamento do intestino, fígado, pâncreas e vesícula. Também colabora para afinar o sangue, diminuir o colesterol, aumentar o HDL (colesterol bom), combater a asma, bronquite crônica, diabetes e infecções. Entre seus nutrientes, temos a quercetina — um potente antioxidante — e outros agentes anticancerígenos. Outro componente encontrado na cebola é a olerícola. Ela é uma substância que impede a formação de plaquetas no sangue e entupimento das artérias.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br Repórter Mellanie Hasimoto

Revisão Dernando Monteiro

Diagramação Adyel Vieira

www.emtempo.com.br


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Você sabe o que é uma gravidez molar? Confira U

ma complicação que pode surgir na hora da concepção pode comprometer o futuro de uma gestação. A gravidez molar é uma síndrome rara, mas pode ocorrer durante a fertilização de óvulo acarretando anormalidades na placenta levando a interrupção da gestação. A gravidez molar também é conhecida como mola hidatiforme. “Para ocorrer à gestação, o óvulo fertilizado deve conter 23 cromossomos do pai e 23 da mãe. No caso de gestação molar, o óvulo não possui cromossomos da mãe e os do pai são duplicados”, explica a ginecologista e obstetra doutora Erica Mantelli, pós–graduada em sexologia pela Universidade de São Paulo (USP). No processo da gestação molar, geralmente não existe um embrião, membrana amniótica ou placenta. “Nesse caso, há uma formação cística dentro do útero que pode ser notada quando a mulher se consultar com o médico e fizer a ultrassonografia”, afirma a ginecologista. Será que eu tenho uma gravidez molar? A gestante pode suspeitar

que a sua gravidez é molar por causa dos sintomas. “A mulher pode apresentar pressão alta, perda de peso, intolerância ao calor, náuseas, vômitos, alteração de tamanho do útero e os hormônio da gravidez (HCG) ficam muito mais elevado”, diz a doutora Erica. Além disso, no começo da gestação , a mulher pode apresentar um sangramento contínuo que pode estender até 16 semanas. “Ela pode se queixar a partir da sexta semana de vômitos, fortes náuseas e inchaço abdominal”, ressalta a ginecologista. Em alguns casos a mulher apresenta um abortamento espontâneo e só depois descobre que era gestação molar. “Às vezes a gestante não tem conhecimento da gravidez molar e só descobre que tinha a complicação após a curetagem, pois o material é analisado”, informa a médica. Normalmente, a gravidez molar dura no máximo até oito semanas e depois sangramento e interrupção da gestação. “Geralmente é necessário realizar curetagem ou aspiração intrauterina para remover restos de células”, esclarece a especialista.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

A gestante pode suspeitar que a sua gravidez é molar por causa dos sintomas que variam da pressão alta às náuseas

A gravidez molar pode durar até a oitava semana, mas dificilmente passa desse período quando ocorre o sangramento

Para que outra gravidez ocorra dentro da normalidade é preciso fazer tratamento certo

Cuidados para outra gestação Nos casos mais graves, a mulher pode sofrer uma gravidez molar invasiva, onde os tecidos anormais podem ir em direção a corrente sanguínea prejudicando os rins, pulmões e fígado. “Por isso, é impor-

tante consultar o ginecologista e fazer um pré-natal para que o médico possa identificar qualquer alteração”, alerta a médica. É possível engravidar novamente? Após a gravidez molar, é

importante ter um acompanhamento médico para controlar os níveis de HCG para não comprometer a próxima gestação. “Seis meses após a curetagem, a mulher pode tentar uma nova gravidez”, finaliza a doutora Erica.


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Coração de mulher carece de cuidados O órgão mais citado em poesias e romances tem seu ponto vulnerável quando os cuidados necessários são negligenciados VERA LIMA Equipe EM TEMPO

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izer que coração de mulher é mais sensível poderia até parecer frase de poeta, mas se considerarmos a opinião de um cardiologista, podemos tomar a afirmação ao pé da letra, principalmente se essa mulher já tiver iniciado a fase da menopausa. Seguindo os critérios de especialistas, é a partir desse momento que os riscos aumentam e a mulher tem que redobrar os cuidados com esse órgão tão solicitado no sexo feminino. O dr. Nilton Carlos Spinola Machado, cardiologista, do Hecardi - Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, de São José do Rio Preto-SP explica as diferenças nos cuidados básicos entre o coração de homem e de mulher. “Tanto para o homem como para a mulher, os cuidados com o coração devem incluir: atividade física regular, alimentação com carnes magras, legumes e vegetais, evitar frituras, controlar o colesterol, a pressão arterial e os níveis glicêmicos (níveis de açúcar no sangue), não fumar, evitar bebidas alcoólicas, controlar o peso e o estresse, além de realizar consultas periódicas com o cardiologista”. Segundo ele, a mulher, em particular, deve dar uma atenção especial após o início da menopausa, que é quando os riscos cardiovasculares aumentam. “Muitas mulheres nem imaginam, mas as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte feminina após os 50 anos de idade, superando qualquer

A mulher hoje está tão vulnerável quanto os homens

tipo de câncer”. Se elas devem se cuidar mais após os 50, quando se trata dos homens essa medida deve ser o inverso. “Antes dos 50 anos, o risco de problemas cardiovasculares é maior entre os homens, já que os hormônios sexuais femininos, sobretudo

o estrogênio, parecem proteger o coração e as artérias. Mas essa proteção natural tem seus limites, diminuindo gradativamente após o início da menopausa, devido à diminuição dos níveis hormonais”, explica o doutor Spinola. Esses cuidados podem até

parecer excessivos, mas se considerarmos a vida atribulada das mulheres nos últimos 50 anos, com dupla jornada de trabalho existe embasamento na prevenção, conforme explica o cardiologista. “Nas últimas décadas, o papel da mulher na sociedade mudou

muito. Sem abandonar suas responsabilidades de mãe e dona de casa, elas tiveram que mergulhar no competitivo mercado de trabalho”. Ele ressalta que junto a essa sobrecarga de estresse, veio o estilo de vida pouco ou nada saudável, que inclui tabagis-

mo, dieta desequilibrada e sedentarismo. “A vantagem hormonal nem sempre consegue compensar os maus hábitos, e é por isso que o número de mulheres vítimas de infarto tem aumentado. Os cuidados devem ser redobrados para elas”, adverte.


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prevenção

10 dicas de

Fatores prejudiciais Segundo o cardiologista, a mulher tem que adotar hábitos saudáveis para preservar a saúde do coração. ”O fumo aliado à utilização da pílula anticoncepcional prejudica o coração e todas as artérias do corpo feminino. Alguns antiinflamatórios e medicações para parar de fumar também podem ser prejudiciais. Porém, o mais importante, é não tomar medicação sem orientação médica”, adverte. Os fatores externos, no entanto são apenas a ponta do iceberg na corrida contra o infarto. Para quem já entrou ou está entrando na menopausa a advertência soa como um sinal de alerta mais alto. “A baixa hormonal que ocorre na menopausa, por si só, eleva o risco de doenças cardiovasculares como o infarto e, com o avançar da idade, o risco vai aumentando e vai se igualando entre os sexos. Não bastasse isso, estudos tem revelado que, depois dos 50 anos, essas enfermidades tendem a ser mais fatais nas mulheres do que nos homens”, diz Spinola. Ele acrescenta que uma possível razão para essa inversão é que as mulheres têm artérias mais finas, o que dificulta o tratamento. “Outra explicação estaria relacionada a aspectos culturais, pois

a crença de que as mulheres estão a salvo de doenças coronárias persiste e quando sentem dores no peito, demoram a procurar assistência e até os médicos custam a suspeitar de que se trata de um infarto”. Nisso tudo como é que fica o tratamento de reposição hormonal? E quem optou por não fazer? Na avaliação do cardiologista, o papel da terapia de reposição hormonal (TRH) ainda é uma questão não muito bem definida. “Sabese que a utilização de TRH não está recomendada com a finalidade exclusiva de reduzir o risco de doença cardiovascular em mulheres no período de transição menopáusica ou de pós-menopausa. Entretanto, existem evidências de benefícios cardiovasculares quando a TRH é iniciada na transição menopáusica ou nos primeiros anos de pós-menopausa. Dessa forma, a TRH deve ser indicada de forma individualizada, após uma avaliação multidisciplinar, levando em consideração os sintomas e fatores de risco de cada paciente”, diz.

Algumas medidas essenciais podem evitar um infarto

1. Faça, pelo menos uma vez por ano, um check-up. 2. Não fume e nem use drogas; 3. Se tiver antecedentes familiares para doenças crônicas, como, por exemplo, diabetes, hipertensão, e problemas cardíacos, fique mais atento; 4. Tenha uma alimentação mais saudável; 5. Beba mais água; 6. Pratique atividade física; 7. Não deixem de ir ao ginecologista; 8. Caso tenha dor no peito ou no tórax acima do umbigo vá rapidamente ao hospital mais próximo; 9. A maioria dos casos de entupimentos das artérias coronárias, que levam ao risco maior de causar infarto, pode ser tratada com angioplastias e Stent, quando necessário; 10. O tratamento mais efetivo para o infarto é o desentupimento da artéria coronária.


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Endometriose pode afetar até o intestino feminino DIVULGAÇÃO

Sintomas gastrointestinais, como constipação, cólica aguda e diarreia podem ser sinais de uma endometriose intestinal

Cólicas intensas e frequentes são um sintoma da doença

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endometriose, doença que ocorre apenas nas mulheres, é uma inflamação provocada pelo acúmulo indevido de células do endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero) fora da cavidade uterina. “Quando a mulher menstrua parte das células do endométrio são eliminadas

na menstruação. No entanto, em alguns casos, essas células migram para outras partes do corpo formando nódulos, resultando na endometriose”, diz o ginecologista e obstetra Rubens Gonçalves Filho. De acordo o especialista, em geral a endometriose acomete 10% a 15% das mulheres em idade fértil, sendo mais

frequente na faixa-etária dos 30 aos 40 anos. O peritônio, membrana que envolve a face interna do abdômen, é a região mais afetada pela doença, seguido pelo ovário, bexiga e intestino. Ao atingir o intestino, a doença também pode provocar dores e distensões abdominais relacionadas ao período

menstrual e, em casos mais graves, sangramentos retais e obstruções intestinais. “A endometriose intestinal pode ser tratada com medicamentos ou cirurgia. Dependendo da gravidade é necessário cauterizar o local afetado do intestino ou até remover a parte do órgão doente”, explica o especialista.

Gravidez dificultada Outro prejuízo ocasionado pela doença, independente do local da inflamação, é a infertilidade. De acordo com o ginecologista, metade das mulheres diagnosticadas com endometriose apresentam problemas para engravidar devido a falhas na ovulação, obstrução das trompas

e entre outros fatores. “O diagnóstico precoce da endometriose é fundamental para reverter o quadro. Mulheres com dores pélvicas e abdominais frequentes ou com piora ao longo do tempo, relacionadas ou não ao período fértil, devem ficar atentas e procurar ajuda médica”, explica.

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Algumas medidas podem fazer a diferença para quem quer obter resultados mais rápidos

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Dicas para ganhar massa magra Quem malha está buscando resultados, pode ser definição do corpo, mais músculos, perder aquela barriguinha ou entrar em forma de maneira geral. Para agilizar os resultados selecionamos algumas dicas especialmente para você. Músculo flexível - Se você tiver menos de 40 anos, no alongamento mantenha a posição final por 30 segundos. Se tiver mais idade, permaneça nela por 60 segundos. Ao atingir a faixa dos 40, os músculos se tornam menos flexíveis e por isso devem ser alongados por mais tempo. Mais músculos, menos tempo - Não puxe ferro por mais de uma hora. Após 60 minutos o corpo começa a produzir o hormônio cortisol, que pode ter o efeito de bloquear a testosterona e assim desgastar os músculos. Exercite-se em sequência - Use halteres, barras com pesos e aparelhos, nessa ordem. Os músculos menores que você trabalha ao se exercitar com halteres entram em fadiga antes dos maiores. Conforme for se cansando, passe para os aparelhos que exijam menos dos músculos menores. Fim das desculpas - Se você acha que não tem tempo para malhar, escolha um horário para treinar por um dia.

E fique firme nele mesmo que seja só por dez minutos. Barriga para dentro - Trabalhe os músculos abdominais ocultos. O transverso abdominal fica logo abaixo do reto abdominal – o da barriga tanquinho - e achata a cintura quando você encolhe a barriga. Traga o umbigo “para dentro”, em direção à coluna, e mantenha-se assim por dez segundos respirando normalmente. Repita cinco vezes. Contagem regressiva - Conte as repetições de trás para frente. Durante a execução você pensará em quantas faltam, e não em quantas já fez. Isso faz toda a diferença. Chame a atenção com suas pernas - Faça elevações da panturrilha em pé e sentado. Ela é composta de dois músculos. Para treiná-los melhor é necessário praticar as duas versões do exercício: com as pernas esticadas e dobradas.

de líquido para dentro. Um estudo recente mostrou que os iniciantes que fizeram três séries de seis exercícios por dia e tomaram suplemento em seguida ganharam mais de 2 quilos de musculatura em oito semanas. 500 mililitros de leite achocolatado fornecem os nutrientes necessários para o bom resultado. Surpreenda-se com suas medidas - Meça-se sempre. A cada quatro semanas escolha uma variável – cintura, gordura corporal, supino – para comparála com o objetivo escolhido.

Derrote seu ponto fraco - Se não gosta de um exercício, comece a fazê-lo. Você provavelmente o evita porque é fraco nele.

Esqueça os remédios - Não tome analgésicos depois de malhar. Pesquisadores da Universidade de Ciências Médicas de Arkansas (EUA) descobriram que o ibuprofeno (Advil) e o paracetamol (Tylenol) não foram mais eficazes do que um placebo no alívio de dores musculares causadas pelo treino. E, o mais importante, eles afirmam que os remédios podem prejudicar o crescimento do músculo se ingeridos logo após a malhação.

Beba e deixe o músculo rasgado - Se você for principiante, treine até o ponto em que não conseguir fazer mais nenhuma repetição e man-

Saúde recuperada - A menos que os sintomas sejam sentidos apenas acima do pescoço, não vá malhar se estiver doente. O melhor é tirar um dia de folga.


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É Alzheimer, e agora? FOTOS: DIVULGAÇÃO

O mal de Alzheimer é tema de filme e traz à tona uma reflexão sobre a doença neurodegenerativa que compromete as funções cognitivas como memória e atenção e deixa o paciente em situação de dependência física e psicológica total

O

filme “Para sempre Alice” (Still Alice), lançado em 2014, trata de um problema que acomete milhões de pessoas ao redor do mundo: a doença de Alzheimer. A protagonista do longa, Alice Howland, interpretada por Julianne Moore, vencedora do Oscar de “melhor atriz” pelo papel, descobre, aos 50 anos, ser portadora da doença e vê sua vida mudar radicalmente. O filme traz à pauta uma doença muitas vezes negligenciada, principalmente por ser associada aos mais velhos. Muitas pessoas consideram os sintomas da doença como simples consequência da idade avançada dos pacientes. Mas não é bem assim. Falar sobre o Alzheimer e levar informação às pessoas é fundamental para que seus sintomas sejam identificados e o diagnóstico possa se dar precocemente. O que é? Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que compromete funções cognitivas como memória, linguagem, atenção e raciocínio lógico. É causada pela morte de células cerebrais, e seu desenvolvimento é lento e progressivo. Apesar de não possuir cura, quando sua descoberta é feita nos estágios iniciais é possível realizar um tratamento para retardar seu desenvolvimento e garantir uma melhor qualidade de vida do portador. Aparece com mais frequência a partir dos 80 anos, mas existem pessoas que desenvolvem a doença

a partir dos 30. No Brasil, estima-se que 1,2 milhão de pessoas sejam vítimas do Alzheimer. Esses números, no entanto, podem ser muito maiores, já que não existe um estudo preciso de quantos portadores existem no país. Desenvolvimento da doença O desenvolvimento do Alzheimer varia e envolve diversos fatores, como aponta Eliane Novaes Procópio de Araújo, psicóloga, mestre em

ESTÍMULOS

Algumas providências como exercícios físicos e mentais, rotina social saudável com bons amigos e uma alimentação equilibrada podem ajudar a reduzir a ocorrência da doença gerontologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e Coordenadora do Curso de aprimoramento em Gerontologia Social do Instituto Sedes Sapientae. “O percurso da doença varia de pessoa para pessoa, mas é de aproximadamente oito anos”, diz Eliane. “Os estágios da doença são: leve, moderado e grave”. No estágio leve, ocorre a perda de memória recente e dificuldade de aprendizado de novas informações. Também são alteradas as noções de tempo e espaço. Descobrin-

do-se a doença ainda nessa etapa, é possível realizar um tratamento, como ensina a psicóloga: “No estágio leve é importante realizar uma psicoterapia voltada a dar um apoio emocional e também a estimular os recursos cognitivos existentes”. A psicóloga conta um pouco da sua experiência de 16 anos trabalhando numa instituição para idosos e como ajuda os pacientes em seu consultório. “Utilizo estímulos para fortalecer os conteúdos reminiscentes e assim melhorar a autoestima e confiança da pessoa com demência conjuntamente com uma orientação aos familiares”, explica. Família pode ajudar? O papel da família no tratamento é fundamental, principalmente nos estágios iniciais da doença. “Nos estágios da doença em nível leve e moderado é possível mantê-la em casa com ajuda de cuidadores formais e o cuidador familiar principal supervisionando”, explica Eliane. Quando a doença já está no estágio grave, é recomendada a internação do paciente. Por isso, é muito importante que familiares estejam atentos aos sintomas iniciais. “A família é responsável pelo atendimento de seu familiar com Alzheimer. O que deve-se evitar é o estresse do cuidador familiar principal, que é geralmente o cônjuge ou a filha mulher, pois a convivência com um ente querido com Alzheimer é muito difícil, cansativa e triste”, afirma a psicóloga.

Algumas medidas podem ajudar Justamente por se tratar de uma rotina cansativa, a psicóloga sugere que haja uma alternância entre os familiares na hora de cuidar do portador da doença. Esse suporte é muito importante, principalmente para evitar um quadro de depressão. “Encontra-se prevalência de sintomas depressivos em pacientes portadores de demência do tipo Alzheimer

variando de 10% a 86% dos casos de populações estudadas”, alerta. Causas e prevenção Além de poder gerar depressão, algumas vezes o processo pode ser inverso: a depressão pode levar ao desenvolvimento da doença. “Existem estudos que relatam que casos de depressão severa podem desenvolver quadros de de-

mência geralmente advindos de desapontamentos e problemas mal elaborados no decorrer da vida”, afirma a psicóloga. Ainda não se sabe como prevenir o Alzheimer, mas estudos apontam que promover a estimulação cognitiva, exercícios físicos e integração social podem ser o caminho para manter-se longe da doença.


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Psicologia no divã

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Rockson Pessoa

rockson_pessoa@hotmail.com

Em um de seus textos mais brilhantes, o cientista Carl Sagan relata sobre uma imagem do planeta terra capturada pela sonda espacial Voyager, logo após sua passagem pelo planeta saturno. A fotografia retrata nosso planeta como um pálido ponto azul no universo. Um borrão no espaço que suscita alguns cogitações, porém mais que discutir sobre nossa relevância perante o cosmos gosto de pensar a respeito das relações que estabelecemos com o outro. Mundos que se encontram e por vezes chocam-se. O que é relacionamento interpessoal? Mais que um termo rijo para falar de pessoas e atrofiá-las pela análise inflexível de suas interações sociais costumeiras. Relacionamento interpessoal é o encontro de mundos! Simples e objetivo. Mundos de formas variadas e singulares em essência. Alguns com estrutura mais densa e outros mais frágeis. Mundos que transitam e orbitam. Esses mundos tão distintos deveriam existir de modo pacífico, porém gigantes que navegam convizinhos vez ou outra hão de chocar-se... Por isso existem conflitos e sempre existirão! Por mais que a lógica do bom relacionamento pessoal busque evitar conflitos. Temos a assertividade como uma das ferramentas mais eficazes para minimizar riscos de impactos,

mas que será ineficaz se tais astros não possuírem uma consciência autocrítica adequada. Infelizmente mundos distintos assentem buchichos naturais... Planetas errantes assumem constantemente rotas de colisão que habitualmente são inevitáveis. Mas antes de nos consternarmos é válido resgatar a palidez do pixel azul capturado pelas lentes da Voyager, porque ele nos ensina muito. Se é fato que somos dessemelhantes dos demais mundos e que uma forma gravitacional nos tende ao choque, a mesma essência nos permite evitar infortúnios. Somos seres singulares. Possuidores de googols no que importa discutir sobre cada um de nossos valores e crenças. Mas seres também alinham-se – eles orbitam! São tragados para existir com o outro e pela relação justa poderão coexistir tranquilamente. Qual nosso tamanho diante do universo e diante dos outros? A Voyager nos respondeu há mais de duas décadas. Nosso tamanho é ínfimo! Independente de que você seja um altivo e soberbo mundo ou um anêmico satélite tudo que somos é a prófuga lembrança que existimos em um pixel azul que parece flutuar em uma mancha de luz. Mundos continuarão a chocar outros mundos! A fragilizar outros astros e a

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O ponto pálido no universo Psicólogo com mestrado em psicologia Universidade Federal do Amazonas Representante Estadual da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia - SBNp

Esses mundos tão distintos deveriam existir de modo pacífico, porém hão de chocar-se...

impactar rotas e mais rotas. Talvez porque muitos são planetas tiranos ou porque certos mundos aprenderam que a colisão é um modo de existir tão somente. [...] Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso

pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos... o pálido ponto azul (Carl Sagan, The pale blue dot, 1994). Nada somos! Breves e apoucados tudo que temos

é a possibilidade de existir entre os demais! Se bons ou perversos – belos ou horríveis; nada será maior que a perfeição de viver pacificamente, pois essa é a beleza dos mundos e é isso que nos torna grandes em meio ao universo em que existimos tão brevemente.

Se bons ou perversos – belos ou horríveis; nada será maior que a perfeição de viver pacificamente, pois essa é a beleza dos mundos”.


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Saúde - 8 de março de 2015 by Amazonas Em Tempo - Issuu