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MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014
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Saúde
e bem-estar
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Hora de dar atenção ao seu coração Saúde e bem-estar F4
Quando falta a empatia! Os valores estão invertidos, as pessoas menos sensíveis e a busca desenfreada pelo sucesso nos torna a cada dia menos humanos e mais tecnológicos. Com esse ritmo de desumanização, aonde vamos parar? MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
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m trágico acidente acontece e não demora muito para fotos e vídeos pipocarem em redes sociais e no WhatsApp. Enquanto há pessoas preocupadas em ajudar, há outras mais preocupadas ainda em registrar o fato, pensando no lucro que as imagens podem trazer. Isso nos leva a pensar: estaremos menos empáticos? Mais insensíveis? O psicólogo Elizeu Saraiva explica que a inversão de valores é um dos principais fatores que provocam esse comportamento. “Na verdade, eu diria que estamos nos tornando menos humanos. Esse é um processo que se dá de uma forma tão lenta e que acontece a tanto tempo, que não percebemos isso. Juntamente, vem uma série de fatores. Estamos vivendo em uma época de inversão de valores”, diz. Para o profissional, isso acontece porque algumas pessoas desejam o sucesso a qualquer custo. “Alcançar
seus objetivos, mesmo que isso implique magoar pais, amigos, familiares. Mesmo que signifique abrir mão de seus próprios valores. É comum ouvirmos as pessoas dizerem que vão orar por alguém ou para que algo seja resolvido”, completa. Sem questionar fé, ressalta o psicólogo, não seria melhor, além de orar, fazer algo por aquela pessoa? “Isso reflete também outra característica das pessoas atualmente: a prática diferente do discurso. Dizem uma coisa e fazem outra. Também há situações piores: não dizem e não fazem nada”. Apesar de tudo isso, e de dizer que estamos nos tornando menos humanos, Saraiva acredita que “ainda somos empáticos. A questão é que existem menos pessoas empáticas. Não é que sejamos menos empáticos, o fato é que os empáticos existem cada vez em menor número”. Empatia Para a psicologia moderna, a empatia é a capacidade de
ver e compreender a realidade por meio dos olhos dos outros, como se estivéssemos no lugar da outra pessoa. “Não devemos confundir empatia com simpatia. A simpatia tem como objetivo estar com o outro e agradar. A empatia tem como objetivo conhecer, compreender e eu ainda diria mais, ajudar o outro!”, explica o profissional. No dia a dia, a empatia se manifesta de diversas maneiras – desde ajudar um idoso a atravessar a rua, por exemplo. “Não pelo ato de ajudá-lo, mas de se colocar no lugar dele, de compreender a sua necessidade de ajuda. Não é necessário que sejamos voluntários de entidades assistenciais para sermos empáticos. É algo que, quando a pessoa é empática, pode ser manifesto nas pequenas atitudes, nos pequenos gestos”, destaca Elizeu Saraiva. Aliás, dá para ser simpático sem ser empático. O profissional exemplifica. “Podemos citar como exemplo pessoas dissimuladas, que, quando querem, podem ser simpáticas. Então ajudam alguém
para receber reconhecimento, para serem admiradas, para serem elogiadas, para ‘receberem aplausos’, para ganharem a simpatia dos outros. Como a empatia é a capacidade de colocar-se no lugar do outro para entender suas necessidades, sentimentos e problemas, as possibilidades são infinitas. Vale lembrar que a empatia permite a compreensão das emoções, necessidades e atos alheios, sem ter necessariamente que concordar com os outros”. Saraiva dá um exemplo prático, como o acidente que tirou a vida da princesa Diana e que chocou o mundo. “A sede obsessiva pelo sucesso e pelo poder cegar as pessoas a ponto de passar a não mais valorizar a vida e apenas se importarem com o que vão obter em uma situação dessas, desde enviar as fotos para um grupo de contatos em um programa de mensagens ou em uma rede social até receber dinheiro por uma foto ou filmagem. Um exemplo clássico disse, é o caso dos nove fotógrafos
franceses que perseguiram o carro em que a princesa Diana estava, em Paris, com a intenção de tirar algumas fotos e acabaram contribuindo para o acidente que a vitimou em 31 de agosto de 1997. Há relatos de que mesmo com as vítimas do acidente seriamente feridas ou mortas dentro do carro destroçado, os fotógrafos continuaram a tirar fotos”, lembra. Seres humanos empáticos fariam isso? “Claro que não! Assim, podemos dizer que pessoas que agem assim não são empáticas e se importam somente com o dinheiro que irão ganhar ou com a fama que irão adquirir. Pessoas assim, na tentativa absurda de obter um valor financeiro, ou qualquer outro valor, até mesmo prestígio, acabam perdendo o verdadeiro valor humano, que é o amor ao próximo, o amor pela vida”, completa Saraiza. Praticando empatia E de que maneira o sentimento de empatia pode ser cultivado? Elizeu Saraiva explica que quando uma pes-
soa exibe sinais de alívio ou alegria após ter sido ajudada, quem ajudou pode sentir alegria empática. “Uma vez que teve essa alegria empática, a pessoa pode sentir-se motivada a ajudar novamente de modo a sentir a alegria empática outra vez. Essa autorrecompensa inerente na empatia não é um processo consciente”, diz. E, com isso, cria um ciclo que se repete. Portanto, podemos cultivar a empatia procurando, a cada dia, nos colocarmos no lugar do outro. As crianças também podem aprender a ser empáticas desde cedo. “Como a personalidade se forma na infância, os pais devem ensinar e passar valores para os filhos nessa fase. Não é o caso de dizer para os filhos serem empáticos. Mas com valores, conselhos, exemplos passados pelos pais. Isso vai moldando o caráter e a personalidade da criança. Então, a empatia será consequência. Espero que esses pais sejam bem-sucedidos! Precisamos de mais pessoas empáticas no mundo”, finaliza.
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João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
joaoboscobotelho@gmail.com / www.historiadamedicina.med.br
A teoria do caos e as origens das doenças A medicina continua desconhecendo em qual dimensão da matéria o normal se transforma em doença, se é que existe normal e doença como compreendemos hoje. Sem dúvida, as buscas das origens das doenças se dirigem às menores dimensões da matéria. Hoje, esse parâmetro está nas moléculas. Numa célula existem milhões de moléculas, uma delas, o DNA, no núcleo celular, é responsável pelas características genéticas dos seres vivos. As bactérias têm a dimensão celular; os vírus, a molecular! A complexidade da origem das doenças aumenta na certeza de cada molécula conter incontáveis átomos e partículas subatômicas, tornando claro que a origem das doenças não termina e nem começa na molécula: está em dimensões menores! Eu penso que será possível, no futuro, procurar a arqueologia da doença na caoslogia, isto é, passando da molécula ao átomo, como um caminho de mudança dos saberes em torno da doença de “coisa em si” (no sentido kantiano) para “coisa para nós”. O caos está presente na natureza e se manifesta quando um objeto é submetido ao efeito com mais de uma força criando situações impossíveis de gerenciar
com os atuais conhecimentos. Os modelos teóricos do caos podem estar na previsão do próximo movimento da folha se movendo ao sabor da correnteza do rio, no aparecimento da primeira célula cancerosa, no destino da bactéria que sobrevive na corrente sanguínea, nas fibrilações cardíacas no infarto do miocárdio até nas previsões climáticas. Não temos como prever o que poderá ocorrer à folha, à célula cancerosa, à bactéria, ao músculo cardíaco e se terá ou não tempestade em certo lugar em determinado momento, mesmo utilizando os mais modernos recursos tecnológicos. O estudo do caos e a sua relação com os fenômenos da vida não é tão recente. O matemático francês Henri-Poincaré (1854-1912) demonstrou a existência da instabilidade mesmo em sistemas simples. Esse cientista ficou conhecido pela crítica à ciência, onde as teorias científicas traduziriam unicamente a arbitrariedade da razão com o objetivo de tornar inteligível um conjunto de fatos observados. A matemática computadorizada revolucionou a ideia da exclusivamente do espaço tridimensional (o mesmo que legitima a doença celular e os tratamentos utilizados pela medicina de hoje ) e tornou viável trabalhar em muitos espa-
ços imagináveis. Em 1977, o matemático francês Mandelbrot propôs nova modalidade para quantificar as irregularidades na natureza - fractais - capazes de conter formas ainda mais irregulares e complexas. Renomados cientistas começaram, sob o enfoque da geometria de Mandelbrot, demonstraram existir incrível semelhança entre o contorno de uma ilha e os delicados meandros percorridos pelas artérias e veias do corpo humano. A estranha simetria sugere que a natureza emprega leis matemáticas ainda não completamente esclarecidas. A mecânica quântica proposta, na década de vinte, pelos cientistas Werner Heisemberg, Erwin Schrodinger e Paul Dirac, em parte fundamentada no Princípio da Incerteza de Heisemberg, mostrou ser impossível prever um único resultado à uma observação, introduzindo o elemento de impossibilidade ou causalidade na ciência. A incerteza passou a ser uma propriedade essencial da matéria! Ao utilizarmos a caoslogia e a incerteza para decompor a matéria orgânica nasce a certeza do quanto a ciência está longe do desvendar em qual dimensão da matéria o normal se transforma em doença ou se existe normal e a doença.
João Bosco Botelho Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Eu penso que será possível, no futuro, procurar a arqueologia da doença na caoslogia, isto é, passando da molécula ao átomo”.
O chá que contribui para a fertilidade O chá de inhame ajuda a engravidar por estimular a ovulação naturalmente e ser rico em vitamina B6, a vitamina que mais traz benefícios à fertilidade feminina. Além de o inhame ser rico em vitamina B6, ele possui o fito-hormônio diosgenina, que em nosso organismo se transforma em dehidroepiandrosterona (DHEA). O DHEA, por sua vez, pode ser transformado em estradiol, progesterona, entre outros. O chá de inhame, consumido nas duas primeiras semanas de um ciclo menstrual, melhora a fertilidade, convertendo a diosgenina em outros dois hormônios essenciais para a ovulação: o hormônio luteinizante(LH) e hormônio folículoestimulante(FSH).
Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com
A grande tormenta Hipertensão, grave, frequente e ainda menosprezada. Estima-se que cerca de 30% da população brasileira tenha a pressão arterial elevada, considerada um dos maiores fatores de risco à saúde. Ela é uma das causas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), além das doenças do coração, diabetes e doenças renais. O coração é uma poderosa bomba propulsora que bate constantemente, bombeando uma média de cinco litros no caso de adultos de sangue em todo o corpo, a cada minuto. Por meio dos vasos sanguíneos menores, o sangue chega a todos os tecidos, que, por serem pequenos, provocam uma resistência no fluxo do sangue. Essa circulação é essencial para a nutrição dos principais órgãos do corpo. Assim, é preciso ter certo nível de pressão arterial para manter a circulação adequada. Infelizmente não há um vilão único causador da hipertensão, a não ser o fator genético, já que pessoas com pais e parentes diretos com pressão alta tem mais propensão a ter a doença. A doença ocorre quando há uma pressão muito forte do sangue contra as paredes das artérias. Assim, uma pessoa é considerada hipertensa
quando a sua pressão arterial estiver maior ou igual a 140/90 nmHg (em milímetros de mercúrio) ou 14 por 9 cnHg (centímetro por mercúrio). Para essa consideração, as os dados devem ser medidas varias vezes de forma correta, com aparelhos calibrados e por profissionais capacitados. A hipertensão arterial não apresenta sintomas, daí a dificuldade em se diagnosticar problemas de pressão. A hipertensão é considerada uma assassina silenciosa porque chega de mansinho sem qualquer sintoma. Outro dado muito importante é que na maioria dos pacientes a hipertensão é apenas um dos sinais de uma doença muito mais complexa, denominada Síndrome Plurimetabólica, os pacientes apresentam maior predisposição à formação de coágulos em suas artérias (trombose), aumento do colesterol LDL (mau colesterol), redução de colesterol HDL (bom colesterol), elevação dos níveis de triglicerídeos e acido úrico. A hipertensão arterial sistêmica afeta nada menos do que 20% da população adulta e 40% dos idosos, é uma doença crônica que necessita, para o seu adequado tratamento, mudanças importantes nos hábitos de vida dos pacientes, sendo este
um objetivo difícil de ser atingido, pois exige: redução de peso, bebidas alcoólicas, do sal, atividade física orientada, fim do tabagismo, mudança no padrão alimentar e suplementação de potássio, cálcio e magnésio. Isso somente será conseguido através de uma abordagem no mínimo quinzenal e multidisciplinar, até que o paciente incorpore a ideia de mudanças de hábitos. No tratamento medicamentoso é enorme a gama de medicações anti-hipertensivas, onde cada paciente se enquadra em determinada categoria conforme ordem médica. Essas drogas reduzem os níveis da pressão, mas com frequência as pessoas respondem de maneira variada a essas medicações. É sempre necessário, tanto o ajuste da dosagem da droga prescrita, como a interação com outras, a fim de que se obtenha o controle da pressão. Só o médico está preparado para fazer a combinação correta dos medicamentos. Uma dica importante, é que o hipertenso nunca interrompa o tratamento, seja porque o medicamento acabou, porque a pressão está controlada, ou porque vai viajar. O controle da pressão requer colaboração do paciente e um estilo de vida saudável que são os principais aliados do tratamento.
Humberto Figliuolo farmacêutico
O coração é uma poderosa bomba propulsora que bate constantemente, bombeando uma média de cinco litros no caso de adultos de sangue no corpo”.
Quiabo é excelente para curar males estomacais O quiabo é amado ou odiado por muitos por causa da característica de ser bem “pegajoso”. Mas é justamente graças à sua “baba” que o quiabo tem muitas propriedades medicinais: é bom para a visão, trata úlcera estomacal, atua contra a asma, normaliza o colesterol, evita o câncer de cólon, combate a prisão de ventre. Outro grande benefício do quiabo é o controle do diabetes e do colesterol. Sem exagero, podemos dizer que o quiabo é o melhor remédio natural para o diabetes. E o segredo é a mucilagem liberada pelo quiabo, conhecida popularmente como “baba”, que tem uma grande concentração de fibras que ajudam a baixar os níveis de glicose no sangue a partir do intestino.
Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br
Diagramação Kleuton Silva
Repórter Mellanie Hasimoto
Revisão Dernando Monteiro João Alves
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Saúde
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Estresse afeta 80% dos brasileiros
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urante a correria do dia a dia, é difícil imaginar alguém que nunca tenha passado por uma situação de estresse e sentido um dos sintomas da doença. Mas é comum as pessoas não darem importância para esses avisos, procurando ajuda somente quando o estresse crônico já provocou alguma doença mais grave. Os sinais mais comuns do estresse são batimento cardíaco acelerado, dores na região do estômago, tensão muscular constante, insônia e respiração ofegante. De acordo com a International Stress Management Association (ISMA), o problema afeta 80% da população brasileira, sendo que 30% está em nível crítico – quando o estresse é crônico e já acarreta outras doenças. Para tentar amenizar os problemas que o estresse provoca no corpo e na mente, pesquisadores da NPT – Neuropsicotronics instalada no Cietec - Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma tecnologia de biofeedback cardíaco conhecida
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No Brasil, a ideia é conscientizar, tirar as dúvidas e auxiliar os milhares de brasileiros que sofrem com o problema
como cardioEmotion, que mede as respostas fisiológicas do coração e, por meio delas, propõe jogos interativos para auxílio na redução do estresse e suas consequências, como ansiedade, depressão, pressão alta e colesterol. De acordo com pesquisa realizada com profissionais
PESQUISAS
Pesquisadores da NPT instalada no Cietec – USP desenvolveram uma tecnologia de biofeedback cardíaco conhecida como cardioEmotion, que mede as respostas fisiológicas do coração submetidos ao treinamento por meio do cardioEmotion, comprovou-se o aumento na estabilidade emocional dos participantes e melhora no relacionamento interpessoal dentro e fora da empresa; 96% dos profissionais relataram melhora no equilíbrio emocional e 63% redução do estresse ruim.
Sintomas como ansiedade, depressão, pressão alta e colesterol evidenciam um quadro de estresse
Confira três dicas para aprender a identificar 1 – Todos nós vivemos situações de estresse O estresse pode chegar de uma forma aguda, rápida, precisa, como quando estamos expostos a um evento de risco de vida. Por meio de mecanismos de defesa, o corpo libera doses excessivas de adrenalina no sangue, preparando o corpo para ataque ou fuga. É uma reação primitiva de sobrevivência, de defesa, herdada de nossos ancestrais do tempo das
BELEZA
cavernas. O que pouca gente sabe é que existe também o estresse bom, conhecido como “eustresse”. O eustresse motiva e estimula a pessoa a lidar com determinadas situações. Funciona como uma mola propulsora. Ao contrário do estresse ruim, que adoece, fazendo com que a pessoa se intimide com a situação. 2- O estresse pode se manifestar em quatro fases
A primeira é a fase de alerta, em que ficamos ansiosos. A segunda de resistência, quando não conseguimos relaxar, mas a situação ainda é reversível e buscamos o equilíbrio interno. A terceira fase, ligada à quase exaustão, é aquela em que ficamos quase sem forças para lutar e se adaptar. E por fim a quarta fase, a de exaustão, em que graves problemas de saúde se instalam, como hipertensão arterial, úlceras gastrointestinais,
3- Fique alerta aos sintomas Sinais de estresse quase nunca são valorizados. É comum as pessoas acharem que o que sentiram foi um mal súbito e que não voltará a ocorrer. Para isso, é fundamental ficar atento aos sinais do corpo e se os sintomas ocorrerem mais de uma vez é recomendado procurar um médico para um check up.
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Para suavizar as linhas e rugas Para manter uma pele saudável mesmo depois dos 30 é preciso ter cuidados diários e abusar da hidratação. No entanto, mesmo tomando todos esses cuidados o envelhecimento cutâneo é inevitável, pois em algum momento as rugas vão surgir. As rugas podem ser finas e profundas. Quando elas são finas estão diretamente relacionada à perda de colágeno – substância responsável pela manutenção da pele. Já as profundas surgem também como consequência da diminuição do colágeno e também por causa do afinamento da derme que geralmente ocorre a partir dos 45 anos. As primeiras rugas aparecem na lateral dos olhos e nos cantos do nariz até a boca. Se você já tem 25 anos e recentemente notou marcas finas no rosto mais
câncer, algumas doenças de pele e problemas psicológicos.
tarde esse sinal pode virar uma temida ruga. Segundo a mestra em Micropigmentação Fio a Fio 3D Vanessa Silveira, o melhor tratamento para evitar as rugas aos 25 anos é iniciar um tratamento precoce. “A micropuntura para rugas é um procedimento que tem a finalidade de valorizar os traços da face para que o rosto ganhe mais expressão, além de, suavizar as principais linhas de expressão e rugas”, afirma. A técnica de micropuntura utiliza ácidos que são penetrados nas linhas de expressão por meio de uma agulha muito fina e esse ácido faz com a que a pele seja reconstituída proporcionando resultados eficazes. A vantagem da técnica é que ela pode durar até um ano, porém, é necessário fazer uma nova sessão depois de um
ano para que a pele seja reconstruída novamente. “O número de sessões irá depender da quantidade de rugas e linhas de expressão. Quem tem uma pele jovem tende a fazer menos sessões, nos casos em que a mulher já apresenta um grau elevado dessas marcas pode necessitar de 10 a 15 sessões. O ideal é fazer um intervalo de 15 dias para cada sessão para garantir um resultado eficaz.”, ressalta Vanessa. Após a sessão, é necessário manter alguns cuidados com a pele. “A paciente deve usar um produto três vezes ao dia e depois de 15 dias ela pode voltar para fazer uma nova sessão”, comenta a especialista. A micropuntura não tem contraindicação e mulheres e homens podem começar a fazer a partir dos 25 anos com bons resultados.
Tomar sol pela manhã ou no final da tarde é uma boa medida para assimilar a vitamina
Benefícios da vitamina do Sol Manter uma alimentação balanceada é importante para o funcionamento do nosso corpo e também para a prevenção de doenças. Mas, além de um bom cardápio, é importante associar ao uso de alguns suplementos orais, como a vitamina D. A vitamina D atua equilibrando o funcionamento de diferentes órgãos, além de ser responsável pela absorção de cálcio e fósforo no intestino grosso. Outro benefício dessa vitamina é que ela ajuda a manter o cérebro em pleno funcionando perfeitamente. “Ela atua ainda no fortalecimento dos ossos, prevenindo a osteoporose, fortalece dentes e músculos e melhora a saúde do coração”, afirma o médico dermatologista, Dr. Amilton Macedo, com
prática em oxidologia. Vitamina do Sol Novos estudos apontam ainda que a vitamina também atua na síntese da melanina e na diferenciação das células da pele e sangue. “A vitamina D é considerada a vitamina do sol. Isso porque, a maior fonte é absorção dos raios solares pelo organismo”, descreve o dermatologista. Alimentação rica Contudo, a deficiência da mesma no organismo pode causar fraqueza muscular e crises de contrações musculares, como espasmos, seguidos de riscos de infecção. “Na alimentação, é possível obter a substância através do consumo de peixes gordurosos e laticínios ou, ocasionalmente, por
suplementação alimentar. “Como fontes naturais estão: óleos de fígado de peixe e os peixes de água salgada, ovos, carne, leite, manteiga. No caso do banho de sol, deve ser realizado em horários próprios e com o uso do filtro protetor solar”, informa Macedo. Prevenção Segundo o especialista, a melhor forma de absorver a vitamina D é tomando via sublingual. “A suplementação ajuda o corpo a absorver minerais, cálcio e fósforo que atua no tratamento e prevenção de doenças reumáticas. Elas são úteis também no tratamento da psoríase, limitando o crescimento das células anormais da pele, bem como combate algumas formas de artrite”, finaliza Amilton.
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Cuide bem do O Dia Mundial do Coração serve para alertar as pessoas sobre o cuidado constante com esse órgão vital e tão suscetível ao impacto de fatores de risco
MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
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m setembro foi comemorado o Dia Mundial do Coração, data criada para conscientizar a população sobre a importância de cuidar bem desse órgão essencial para o bom funcionamento do corpo humano. O dia chama a atenção ainda para os riscos das doenças coronarianas, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), matam mais de 17 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. No Brasil, são cerca de 360 mil casos anuais, e as mulheres ganham cada vez mais espaço nessa estatística, representando cerca de 30% dos casos de infarto, que chega a matar mais que o câncer de mama. No Brasil, o número significa uma morte a cada dois minu-
tos. O médico Ricardo Pavanello, supervisor do setor de cardiologia clínica do Hospital do Coração (HCor), afirma que as doenças cardiovasculares são a causa número um de morte no País e representam um terço de todas as internações do SUS. Dentre as doenças mais recorrentes, estão o acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto. O AVC, também conhecido como derrame, pode ser de dois tipos: o isquêmico, que se dá pela falta de circulação provocada por obstrução de uma ou mais artérias, e o hemorrágico, que acontece devido ao rompimento de uma artéria ou vaso sanguíneo. Já o infarto ocorre quando o fluxo de sangue que leva ao miocárdio é bloqueado por um tempo prolongado, danificando o músculo. Essas enfermidades podem
ser provocadas pela hipertensão arterial, que também se caracteriza como uma doença crônica, com níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias. Essa condição exige um esforço maior do coração para que o sangue circule corretamente pelo corpo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, no Brasil, entre a população com mais de 18 anos, 23% das mulheres e 20% dos homens sofrem de hipertensão arterial. “O grande problema é que a hipertensão arterial é silenciosa e acaba sendo diagnosticada por conta de alterações nos órgãos-alvo da doença como cérebro, coração e rins. Entre os sintomas estão dor de cabeça, tontura e, em casos mais sérios, o próprio AVC. Quando relacionada ao coração, o paciente pode apresentar desde dor no peito e
insuficiência cardíaca até o próprio infarto; já nos rins, os sintomas manifestam-se por meio de quadros de inchaço e diminuição do volume urinário”, explica Pavanello. Devido à característica de ser uma doença silenciosa e de caráter progressivo de poucos sintomas, é recomendado que a população faça consultas regulares, para que os fatores de risco sejam reconhecidos e estejam sempre controlados e o diagnóstico não seja realizado tardiamente, após a ocorrência de algo mais grave. “Existem algumas formas de prevenir o aparecimento da doença, entre elas está a prática de atividades físicas, alimentação balanceada com baixo consumo de sal, açúcar e gorduras, além de evitar álcool em excesso e, principalmente, não fumar e evitar outras drogas”, ensina o médico.
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Prevenção começa com estilo de vida
Um estudo recente publicado pelo American College of Cardiology (ACC) mostra que a prevenção por meio de um estilo de vida saudável para evitar potenciais efeitos colaterais de medicamentos é mais rentável para a redução de toda população na doença cardíaca coronária. O estudo examinou durante 11 anos, uma população de 20.721 homens saudáveis com idades entre 45-79 anos, o estilo de vida e escolhas foram avaliados por meio de um questionário explorando os seguintes itens: dieta, consumo de álcool, tabagismo, nível de atividade física e adiposidade abdominal.
Foi constatada uma clara redução no risco de ataque cardíaco para cada fator de estilo de vida individual dos participantes. Por exemplo, ter uma dieta de baixo risco, juntamente com um consumo moderado de álcool levou a uma estimativa de 35% menor risco de ataque cardíaco em comparação com o grupo de alto risco. Homens que combinaram a dieta de baixo risco e consumo moderado de álcool com não fumar, ser fisicamente ativo e ter uma baixa quantidade de gordura abdominal, tiveram 86 % menor risco. Os investigadores encontraram resultados semelhantes em homens com níveis de hiper-
tensão e colesterol alto. Segundo o médico Thiago Trindade, é importante se prevenir durante toda a vida, desde a infância, adotar um estilo de vida saudável. “Saber equilibrar o trabalho com o lazer, ter uma boa rede de apoio social e familiar também ajuda no controle destes fatores de risco. E por último manter o vínculo com serviços de saúde de atenção primária, de maneira a buscar sempre que precisar profissionais da linha de frente para seu cuidado integral, as enfermeiras generalistas e os médicos de família e comunidade”, ressalta o médico.
Exercícios podem ajudar a ter o coração mais saudável, quando aliados à boa alimentação
Cobre na alimentação São inúmeras as funções do cobre no organismo, como prevenção da anemia (o metal é necessário para o processamento do ferro), doenças ósseas, o bloqueio de danos celulares e promoção do desenvolvimento fetal adequado. Embora o cobre esteja em várias partes do corpo humano, o metal tende a se concentrar em órgãos com alta atividade metabólica, como fígado, cérebro, rins e coração. De acordo com Manuel Olivares, médico titular do Laboratório de Micronutrientes do Instituto de Nutrição e Tecnologia de Alimentos (INTA) da Universidade do Chile, “o cobre contribui para melhorar a elasticidade dos vasos sanguíneos, o que permite manter um nível de pressão sanguínea apropriado”. A aorta – principal artéria do coração e a maior do corpo humano – não pode funcionar corretamente se a estrutura elástica estiver debilitada. “Também a carência de cobre altera a capacidade de relaxamento dos músculos das artérias, o que é outro fator que contribui para a hipertensão arterial”, informa. O médico acrescenta, ainda, que, por outro lado, quando há falta de cobre, há um aumento do colesterol no sangue, o que favorece a formação de placas de colesterol na parede dos vasos sanguíneos, as mesmas que, quando afetam as artérias coronárias causam o infarto do miocárdio. Além disso, uma dieta rica em cobre pode ajudar a
tratar doenças que afetam coração e músculos, tais como hipertrofia cardíaca (quando o coração aumenta de tamanho, fruto de uma doença ou aumento de pressão sanguínea). Olivares afirma que “o corpo não pode fabricar cobre, assim deve adquiri-lo por meio de alimentos ou suplementos dietéticos. O cobre está disponível em uma ampla variedade de alimentos frescos e ligeiramente processados. É preciso consumir alimentos com alto teor de cobre como parte de uma dieta balanceada para obter a dose necessária”. Os alimentos que contém maior concentração de cobre são os grãos, como cereal de grão inteiro e o pão integral; legumes, principalmente ervilhas, feijão branco e fradinho e amendoim; nozes e sementes como amêndoas, sementes de girassol; ostras; fígado e rins e chocolate. Normalmente, suplementos multivitamínicos também contêm cobre. Pessoas que dependem de suplementos dietéticos devem tomar comprimidos que não contenham mais de 100% da ingestão diária recomendada de cobre e outras vitaminas e minerais. Segundo Olivares, a carência de cobre pode produzir diversas manifestações indesejadas. A mais frequente é a anemia. “Também pode diminuir a velocidade de crescimento em crianças e as defesas do organismo, causando ainda hipertensão e o aumento da glicose e colesterol”, finaliza.
Uma alimentação rica em cobre pode ajudar o coração
Tosse seca e outros sintomas de alerta Uma das principais causas de morte evitáveis do mundo, a doença cardíaca isquêmica, é agravada pelo tabagismo e obesidade, entre outros fatores. Normalmente, as pessoas associam dores no peito aos problemas cardíacos, mas outros sinais como alteração nos batimentos cardíacos e dificuldade na respiração também podem sinalizar que há algo errado com o coração. “Dificuldade para respirar pode ser indício de doença nas artérias do coração e não apenas a consequência da má forma física, espe-
cialmente quando a pessoa está em repouso ou é obrigada a acordar durante a noite”, conta o cirurgião cardíaco Marcelo Sobral, da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Associada às doenças respiratórias, a tosse seca, sem catarro, também pode ser um alerta de que o coração não está saudável. Segundo o especialista, esse sinal geralmente acontece após a prática de atividades físicas. “Caso o desempenho piore e haja tosse e/ou falta de ar durante os exercícios, é recomendado
procurar um especialista para avaliação”, destaca. A angina, mais conhecida como dor no peito, é causada pela baixa quantidade de oxigênio no músculo cardíaco, geralmente consequência de algum esforço físico em corações com obstruções nas suas artérias. “Nesses casos, as pessoas sentem uma sensação de peso, aperto ou pressão no peito, que por vezes se estende em forma de formigamento até o pescoço, braço esquerdo ou dorso”, explica o cirurgião cardíaco. Esta angina ainda pode
causar náuseas, que quase sempre são relacionadas a sensações de mal estar. A prevenção deve ser feita de forma regular, através de consultas periódicas com especialistas, com o objetivo de controlar a pressão arterial, nível de açúcar e gordura no sangue. “Parar de fumar, ter um cardápio diário balanceado, praticar exercícios físicos acompanhados por profissionais e, após os 40 anos, realizar check-up anualmente são algumas dicas para manter um coração saudável”, finaliza.
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Dormir bem pode ser a melhor decisão da carreira DIVULGAÇÃO
Confira algumas dicas para ter um sono reparador mesmo convivendo com as pressões e o estresse do dia a dia
Ao dormir, dê preferência à posição lateral, a mais indicada pelos especialistas
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s exigências do mundo corporativo moderno vêm tirando o sono de muitos executivos. Intensas cobranças, a sobrecarga de trabalho, o gradativo acúmulo de funções e o acirramento da competitividade em todos os setores produtivos fazem com que a jornada de um profissional seja ampliada, gerando fadiga, estresse e ansiedade. Uma pesquisa recente da International Stress Management Association (Isma-BR) revelou que a média da jornada de trabalho de executivos é de 13 horas, ou seja, um aumento de 3 horas em comparação aos dados de 2010. E de que forma isso impacta na saúde? Segundo a clínica Med-Rio, especializada em check-ups de executivos, esse tipo de comportamento ocasionou um aumento significativo da insônia. Os dados revelam que 25% dos executivos sofrem com a falta de sono. Além disso, o problema registrou um crescimento de 40% nos últimos dez anos. Sistema imunológico Para a consultora do sono, Renata Federighi, ter uma boa noite de sono é indispensável
para que o sistema imunológico responda com eficácia a algumas ameaças. “Em longo prazo, a privação do sono pode comprometer a saúde, aumentando o risco de doenças como obesidade, diabetes, colesterol alto, hipertensão e, até mesmo, perda crônica da memória. Em curto prazo, pode causar cansaço, sonolência durante o dia, alte-
JORNADA
Uma pesquisa recente da International Stress Management Association (Isma-BR) revelou que a média da jornada de trabalho de executivos é de 13 horas, ou seja, um aumento em comparação a 2010 rações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão de raciocínio, irritabilidade e dificuldade de concentração. Além disso, a redução do período de sono libera o principal hormônio relacionado ao estresse, o cortisol”, esclarece.
Dicas essenciais para um bom sono O que fazer, então, para que a correria do dia a dia não prejudique as noites de descanso, a saúde e o rendimento no trabalho? Renata recomenda algumas dicas essenciais, que podem ser utilizadas mesmo por aquelas pessoas que possuem uma agenda caótica. Confira abaixo: Trate o trabalho e o lazer com a mesma importância. Portanto, programe bem o seu dia para que todas as atividades sejam realizadas dentro de um período justo, reservando tempo para o lazer e para o descanso; Tenha um sono de qualidade. Ao dormir, dê preferência à posição lateral, a mais indicada pelos especialistas. Tanto faz se é do lado direito ou do lado esquerdo. Quem dorme de lado deve usar um travesseiro para apoio da cabeça, e outro entre os joelhos, que devem estar semiflexionados. Esta não pode ser confundida com a posição de feto, onde se faz uma flexão exacerbada em toda a coluna vertebral, prejudicando-a com o passar dos dias; Escolha o travesseiro adequado ao seu biótipo e gosto pessoal. Ele deve preencher exatamente o espaço entre a cabeça e o colchão, alinhando a coluna cervical com o tronco, melhorando a circulação sanguínea e facilitando os estímulos elétricos enviados pelo cérebro aos demais órgãos; O uso do travesseiro em altura e suporte apropriados para o seu biótipo faz com que a postura de descanso favoreça a anatomia fisiológica da coluna, permitindo que a pessoa durma bem e se levante bem disposta e sem dores no corpo no dia seguinte; Fuja de estímulos sonoros que possam atrapalhar o sono. A hora de dormir é hora de desligar-se. Para que haja um descanso completo do corpo e da mente é preciso silêncio e concentração; Não leve problemas do dia a dia para casa. Pode parecer clichê, mas levar problemas do trabalho para casa só aumenta a preocupação, a ansiedade e a fantasia por resultados que, talvez, nem ocorram. Procure deixar as dificuldades longe do lar e da família. Isso ajuda a relaxar e a ter noites de sono mais reparadoras; Diminua a carga de trabalho. O excesso de atividades causa fadiga no corpo e na mente. Priorize as atividades que realmente são mais importantes. Com isso, se trabalha menos, produzindo mais; Em viagens a trabalho, sempre procure se hospedar em hotéis com quartos confortáveis. Uma boa dica é levar junto à bagagem o travesseiro pessoal, que já está adaptado ao seu biotipo e postura ao dormir; Nos dias atuais é indispensável trabalhar e se comunicar por meios eletrônicos, no entanto, é importante que o indivíduo tenha disciplina quanto à utilização destes dispositivos. Evite o uso de aparelhos celulares e tablets, pelo menos, algumas horas antes de dormir; Durma em ambientes escuros. A luz prejudica os ciclos biológicos e a produção hormonal, já que quando dormimos na claridade as produções de cortisol e melatonina são interrompidas, dando uma sensação de cansaço pela manhã; Coma alimentos leves antes de deitar. Principalmente evite alimentos que promovam o aumento dos níveis de insulina (acionando assim o metabolismo) e que podem influenciar na qualidade do sono. Quanto maior a refeição noturna, maior dificuldade de digestão e pior o sono; Evite o consumo de refrigerantes com cafeína, bebidas alcoólicas, café, chá preto ou mate durante o trabalho noturno e, principalmente, antes de dormir, pois eles são estimulantes naturais; Enfim, durma com qualidade! As alterações no sono não estão diretamente relacionadas ao tempo que se passa dormindo. Assim, algumas pessoas precisam de mais tempo de sono, outras de períodos mais curtos. O mais importante é a sua qualidade. Medidas simples, como dormir em um ambiente fresco e com travesseiros bem conservados, livres dos ácaros e bactérias podem auxiliar.
Saúde
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e bem-estar
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Bactérias do bem podem contribuir para sua saúde O
corpo humano é formado por aproximadamente 10 trilhões de células e 100 trilhões de bactérias. Aproximadamente 70% das bactérias que habitam nosso organismo concentram-se no intestino, formando o que chamamos de flora intestinal. Em uma flora intestinal saudável encontramos: - Bactérias do bem: essenciais para o bom funcionamento do organismo. - Bactérias patogênicas: potencialmente maléficas, que em condições propícias podem desenvolver doenças. Quando as bactérias do bem convivem em equilíbrio com as bactérias patogênicas, o intestino fica regularizado e isso reflete em nossa saúde e bem-estar. A flora intestinal desempenha um importante papel na digestão e absorção de nutrientes, na proteção da estrutura e função do intestino e no reforço das defesas do organismo contra substâncias e micro-organismos nocivos à saúde. De acordo com o pediatra Tadeu Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, o intestino é o maior órgão do corpo humano responsável pela imunidade, pois nele encontra-se um complexo sistema de defesa (denominado GALT – Gut Associated LymphoidTissue) que se integra ao nosso sistema imunológico. “As bactérias do bem têm grande importância para o sistema imune. No intestino elas ajudam a eliminar substâncias tóxicas e nocivas ao organismo e combatem as bactérias do mal, que tem potencial para causar doenças (como, por exemplo, as diarreias), ajudam a digerir e a absorver nutrientes. Se o intestino apresentar desequilíbrio entre as bactérias do bem e do mal, ele não vai conseguir desempenhar suas funções de forma adequada, repercutindo no sistema imunológico e favorecendo o surgimento de doenças virais, bacterianas e por fungos como os incômodos corrimentos por monília ou can-
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Elas combatem a prisão de ventre e a diarreia, aliviam sintomas como gases e atuam no reforço do sistema imunológico didíase. A carência de bactérias do bem também favorece as doenças alérgicas, principalmente a dermatite, conhecida como dermatite atópica”, relata o especialista. Doutor Tadeu explica que as bactérias do bem atuam no trato gastrointestinal inferior, um ambiente de alta capacidade imunológica que compreende a região do intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus. “Elas atuam como agentes reguladores da função intestinal, combatendo quadros de constipação e diarreia, assim como sintomas associados a estes quadros, como gases, náuseas e dor abdominal. As bactérias que habitam o corpo humano localizam-se predominantemente no trato gastrointestinal, por isso a importância de manter o equilíbrio entre as bactérias boas e ruins nesta região. Quando as bactérias ruins passam a existir em maior número do que as bactérias boas, instala-se um estado
BEM E MAL
As bactérias do bem têm grande importância para o sistema imune. No intestino elas ajudam a eliminar substâncias tóxicas e nocivas ao organismo e combatem as bactérias do mal, que podem causar doenças Os probióticos e prebióticos são conhecidos por estarem presentes em alguns iogurtes, leites fermentados e alimentos
de desequilíbrio que recebe o nome de disbiose”, esclarece. Segundo o médico, os estudos sobre a disbiose e seu tratamento preventivo com probióticos têm apresentado grandes avanços nos últimos anos. “Dieta inadequada, ingestão de álcool, uso de antibióticos, entre outros fatores relacionados ao estilo de vida moderno, contribuem para o desenvolvimento da disbiose, que se manifesta na forma de constipação, diarreia, distensão e dores abdominais, alguns tipos de alergias e certas alterações metabólicas”.
Entenda: probióticos, prebióticos e simbióticos Para contribuir com o equilíbrio da flora intestinal e tirar proveito de todos os seus benefícios, existem hoje os prebióticos, probióticos e simbióticos. Prebióticos: são fibras alimentares especiais que estimulam de forma seletiva o crescimento das bactérias do bem no intestino.
Probióticos: são as bactérias do bem, ou seja, microorganismos vivos que promovem o equilíbrio da flora intestinal, aumentando suas defesas naturais e impedindo o crescimento e atuação de micro-organismos causadores de doenças. Essas bactérias resistem ao processo de digestão e chegam
intactas no intestino, onde atuam de maneira positiva. Bifidobacterium e Lactobacillus são as mais conhecidas e presentes naturalmente no leite materno. Simbióticos: produtos que associam probióticos com prebióticos em sua composição. Os probióticos e prebióti-
cos são conhecidos por estarem presentes em alguns iogurtes, leites fermentados e em farmácias na versão em pó. Já os simbióticos são uma novidade no mercado que unem em um só produto os probióticos e prebióticos, podendo ser encontrados na versão em pó (sachês) para diluição em água.
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A prática da atividade pode queimar até 1000 calorias
MMA, músculos fortes e mente sadia Treinos de MMA são relaxantes, trabalham o corpo e a mente e podem fazer milagres pelo seu corpo. Mas isso não quer dizer que você vai sair por aí exagerando. Nada disso, tudo é uma questão de equilíbrio e bom senso. Os treinos de MMA devem respeitar os limites de cada um. Vale ressaltar que ele é um mix de diversas artes marciais, como o jiu-jitsu e o muay thai e o objetivo central dos treinos é melhorar o condicionamento físico do aluno, ensinar técnicas de defesa pessoal e ainda contribuir para a tonificação dos músculos. De modo geral, a aula começa com um bom alongamento, depois passa pelas técnicas de arte marciais e termina com mais uma série de alongamento, fator essencial para preservar a saúde dos músculos, evitando lesões. Depois, há a execução de movimentos de determinada arte marcial, de
acordo com a capacidade de cada aluno, podendo ser corpo a corpo ou só com equipamentos. É bom salientar que o treino ensina defesa pessoal e contribui para a tonificação dos músculos. Outro benefício central da aula está na dose de bem-estar que ela proporciona, uma vez que os golpes executados acabam liberando a adrenalina acumulada, o que reflete no bem-estar do praticante. Isso tudo sem falar que a prática é uma grande aliada quando se trata de eliminar aqueles quilinhos extras. Dependendo da intensidade da aula (de 1hora e meia), a queima de calorias pode resultar em até 1000 calorias. Sem contra-indicação Claro que a autorização médica é essencial, mas todo mundo tem espaço no treino, inclusive mulheres e a turma da terceira-
idade. Já quem apenas deseja melhorar o condicionamento físico pode conquistar resultados excelentes com o treino. Tirando as dúvidas O que é o MMA? A sigla refere-se ao nome em inglês “Mixed Martial Arts” (artes marciais mistas, em português) e se refere a um esporte da categoria luta que combina técnicas de diversas artes marciais, como judô e karatê. 2 - O esporte pode ser praticado por adolescentes? A opinião dos especialistas varia. Segundo Alessandro Hervaldo Nicolai Ré, professor do curso de ciências da atividade física da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) da USP, como qualquer outra atividade, não se trata de o MMA ser recomendado ou não para jovens. A questão que deve preocupar os pais é a qualidade da
prática, o modo como ela é encaminhada, a conduta do professor, que deve ser um modelo para os alunos, não um incentivador da prática violenta. “O MMA pode ser muito perigoso se não for bem trabalhado, mas não existe esporte que prejudique o desenvolvimento físico, isso é mito. Se a rotina for bem planejada e existirem períodos de descanso, não há problemas”, diz ele.
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Pimentas no combate e prevenção do Alzheimer A
baixa efetividade dos tratamentos existentes e a ausência de prognóstico positivo impulsionaram na comunidade científica uma demanda por novas formas de tratamento e/ou prevenção da doença de Alzheimer (DA). A principal forma de tratamento tem sido por meio de inibidores sintéticos de acetilcolinesterase. A ação da droga consiste em impedir que a acetilcolina, neurotransmissor envolvido na retenção de memória e aprendizagem, seja degradada pela acetilcolinesterase. “Além de terem custo elevado e apresentarem efeitos colaterais, os inibidores de acetilcolinesterase existentes não previnem ou curam a doença. Apenas tratam a perda cognitiva sem atrasar ou modificar a progressão da enfermidade. Em alguns casos, os medicamentos só funcionam por limitado período de tempo e, para alguns pacientes, não oferecem alívio nenhum”, é o que afirma Fúvia de Oliveira Biazotto, autora da dissertação “Atividade antioxidante, anticolinesterásica e perfil metabolômico de diferentes tipos de pimenta: implicações na doença de Alzheimer”.
Os alimentos funcionais inseridos nesta perspectiva têm adquirido espaço por conterem em sua composição fitoquímicos valiosos à saúde e ao bem-estar. Utilizando-se dessa alternativa para melhorar o cenário da incidência de DA, o estudo realizado na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), no
BENEFÍCIOS Diversas pesquisas vêm demonstrando que dietas ricas em alimentos antioxidantes, como a pimenta, podem reduzir a incidência da DA ao impedir e/ou neutralizar os efeitos danosos dos radicais livres programa de pós-graduação (PPG) em Ciência e Tecnologia de Alimentos, pesquisou a atividade anticolinesterásica em pimentas do reino e pimenta rosa, bem como seu potencial antioxidante e composição fitoquímica. “Diversas pesquisas vêm demonstrando que dietas ricas em alimentos antioxidantes podem reduzir a incidência da DA ao impe-
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Especiarias e seus componentes bioativos são candidatos promissores à inclusão em dietas para melhorar a saúde dir e/ou neutralizar os efeitos danosos dos radicais livres. Além disso, esses alimentos podem atuar como um aliado no combate à progressão da doença por comportarem em sua composição fitoquímicos com atividade anticolinesterásica”, explicou Fúvia. Sementes e cascas De acordo com a autora do estudo, entre as plantas medicinais, as especiarias e seus componentes bioativos são candidatos promissores para inclusão em dietas com intuito de melhorar a saúde. “Além do baixo custo e da alta acessibilidade, o uso de condimentos não traz estranheza ao consumidor. Suas diferentes partes, incluindo sementes secas, casca, frutas, raízes e flores, há muitos séculos, são utilizadas em diversas preparações culinárias conferindo sabor, aroma e cor aos alimentos”, ilustrou ela. Fúvia relatou que a doença de Alzheimer é uma enfermidade de alta incidência no mundo, com perspectivas de crescimento, e que os danos causados por esta patologia são devastadores não somente aos pacientes, mas também em seus familiares.
As pimentas contêm componentes bioativos que podem ser muito benéficos aos enfermos
Entenda melhor essa doença Trata-se de uma doença neurodegenerativa que, progressivamente, devasta a memória e as habilidades cognitivas. A patologia inicia-se silenciosamente e se agrava com o passar dos anos prejudicando, até
mesmo, o desempenho de tarefas corriqueiras. “A exata causa da doença ainda não foi elucidada, no entanto, atualmente, é considerada uma doença multifatorial. Dessa forma, minha pesquisa busca beneficiar
pacientes e famílias com a intenção de promover tanto a prevenção da doença como também a redução dos efeitos colaterais advindos dos tratamentos empregados”, expôs a autora do estudo