Caderno F
MANAUS, DOMINGO, 3 DE AGOSTO DE 2014
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Saúde
e bem-estar
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Doença do trabalho ou ocupacional? Saúde e bem-estar F4
Antes dos 30 anos eles já têm os cabelos grisalhos Parece uma tendência da moda, mas é apenas consequência dos tempos modernos, os jovens com cabelos brancos MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
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e repente você acorda, começa a se preparar para sair e, ao pentear os cabelos, dá de cara com fios brancos. Para algumas mulheres, esse acontecimento é uma catástrofe. Como assim, cabelos brancos com essa idade?! Isso pode ser uma coincidência genética, já que a perda de coloração nos fios pode acontecer em quem tem predisposição. Mas, de acordo com pesquisas, fatores externos também podem influenciar no embranquecimento capilar. A chef Danielle Machado, 28, começou a perceber os fios brancos quando tinha apenas 15 anos. “É meio chocante ver tanto cabelo branco, ainda mais nessa idade, quando estamos no auge da vaidade, querendo encaixar em um grupo. Mas, depois de uma conversa com a minha mãe, entendi que isso era de família – e, para o meu azar, a predisposição vem de ambos os lados”, conta. Assumindo Para remediar a situação,
Dani recorreu à solução mais famosa: a tintura. “É meio chato ter que retocar a raiz quase toda semana – por isso que resolvi assumir os fios brancos este ano –, mas antes isso do que perder os cabelos”, ri. A realidade da chef é a mesma de muitas pessoas: a predisposição a ficar grisalha bem antes da maturidade acontece com a morte do melanócito, uma célula que dá cor à pele e ao cabelo. Além do mais, cada um de nós nasce com uma programação celular específica, que determina quando o processo de despigmentação vai ocorrer. “Existem pessoas que têm tendência a ter mais cedo e outras mais tarde, mas o certo é que todas terão. Com o passar dos anos, as células sofrem um processo chamado apoptose, que é a morte programada de uma determinada célula. Nesse caso, a célula que produz a melanina
– pigmento que dá a cor aos pelos e à pele. A morte desta célula, o melanócito, é programada pela genética de cada um”, analisa a cosmetóloga Rita Teixeira. E, depois de um complexo processo, o cabelo que perdeu a maior parte de sua melanina se torna grisalho, e aquele que perdeu todo o pigmento fica branco. Estresse e alimentação De acordo com a Scientific American Brasil, os primeiros fios grisalhos aparecem lá pelos 30 anos de idade nos homens e aos 35 anos nas mulheres, mas para algumas pessoas, os cabelos podem começar a perder a cor bem cedo, aos 17 anos, ou bem mais tarde, aos
50. Mas o estresse, a má alimentação e a poluição parecem estar contribuindo para o aparecimento precoce dos fios descoloridos. De acordo com um estudo da empresa multinacional e cosméticos John Frieda, na Inglaterra, 32% das entrevistadas declararam ter cabelo branco aos 30 anos – duas décadas atrás, apenas 20% das participantes dessa faixa etária responderam que os primeiros fios já tinham aparecido. Segundo os autores da pesquisa, o stress é uma das causas. A constatação pode ter fundamento. As células que dão cor aos fios podem deixar de trabalhar corretamente e morrer quando sofrem ataques
contínuos ao DNA, conforme descobriram cientistas de uma universidade no Japão depois de submeter ratos à radiação e a componentes químicos. Os danos levaram ao surgimento precoce de pelos brancos nos animais. Radicais livres Uma das substâncias que tornam o ambiente tóxico para as células é o hormônio cortisol, relacionado ao estresse. A oxidação também é uma das vilãs – e esse processo acontece de forma natural no organismo quando ele transforma nutrientes em energia para sobreviver e, como resultado, libera os infames radicais livres. Essas moléculas, quando produzidas em excesso, podem danificar as células. Poluição, radiação solar, cigarro e álcool colaboram para aumentar a produção de radicais livres. É por isso que muitos
especialistas acreditam que, apesar de não ser determinante, o estilo de vida interfere na antecipação das mechas sem cor. Médicos de um hospital em Baltimore, nos Estados Unidos, observaram que pacientes que sofrem de estresse ficam com os cabelos grisalhos mais rapidamente. “Constatamos que pessoas que passaram por um período de estresse de dois a três anos ficaram com os cabelos grisalhos mais rápido”. Ou seja, ainda não existe comprovação científica, mas sabe-se que carências nutricionais de ferro, zinco, cobre, ácido fólico e silício orgânico podem interferir no processo, já que esses nutrientes são muito importantes na manutenção da integridade dos fios. Verduras verde-escuras e o feijão contêm ferro. O zinco pode ser encontrado no gérmen de trigo. O cobre e o ácido fólico, no grão-debico. Já o silício orgânico está nos grãos integrais e colabora para aumentar a produção de queratina, a proteína que constrói o cabelo. “A ingesta deficiente desses nutrientes podem ter relação”, finaliza a cosmetóloga.
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João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
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Milagres judaico-cristãos rompendo as leis da física Ao longo da extraordinária construção da linguagem-cultura judaica que admitiu o milagre, ligado ao dom, pressupôs a possibilidade da fuga do conhecido, do natural, do esperado. Essa ruptura é o motivo da aclamação e do júbilo! A estrutura da fé na liturgia judaica não é o simples milagre, mas sim a criação como a existência concreta e a estrutura da moral e da ética. De modo geral, o mundo visível, mensurável, marcando a experiência empírica, e o invisível, contido no espaço ficcional, onde o milagre é identificado, estão presentes na teologia dogmática. O primeiro, o mensurável, marcado à obediência das quatro forças fundamentais da natureza (gravitacional, eletromagnética, pequena-força, grande-força); o segundo, não mensurável, acima de todas as leis da natureza, por essa razão, milagre. No Antigo Testamento, Deus Iahweh, estabeleceu o ritmo das estações, dos dias e das noites, para orientar a semeadura, criou e determinou o curso eterno dos astros, a dimensão e o íntimo de todas as coisas, as leis do céu e o poder da descendência. Entretanto, os frutos do saber só seriam concedidos
junto à obediência. A herança do judaísmo observa duas tendências na leitura dos milagres. A primeira admite a Bíblia cheia deles, devendo constituir fonte de reflexão à pequenez do homem. A segunda está relacionada com as interpretações místicas, contidas no Zohar (Livro dos Esplendores, escrito em torno do século 12, na Espanha). Nesta última, os rabinos não aceitaram a necessidade do sinal, porque existe harmonia absoluta entre o Criador e a sua obra. Os primeiros padres da cristandade fizeram outra fantástica reconstrução teórica dos sinais do AT. Os milagres de Cristo, em particular os das curas, descritos pelos quatro evangelistas, assumiram grande importância na apologética da nova religião. Séculos depois, o tomismo entendeu a importância do milagre, na fé, como fato extraordinário produzido por Deus. Os anjos bons e os santos poderiam ser agentes na promoção dos acontecimentos situados à margem das leis naturais. Por outro lado, distinguiu o milagre do prodígio. Este último, simples simulacro, não era fruto do poder divino. Fundando o juízo de valor, Thomás de Aquino dividiu os milagres em absolutos ou de primeira ordem e relativos
ou de segunda ordem. Só reconheceu os primeiros como verdadeiros porque superaram em si mesmos todas as idéias da natureza criada. Só Deus poderia assumir a autoria. Os relativos seriam determinados mediante as forças do universo sensível, ligadas à antidivindade. O milagre apologético, sempre de primeira ordem, é aquele que serve de louvor. Deve ser perceptível e confirmar a origem divina da revelação. Tem particular interesse o aspecto físico, porque é observável nos corpos. Logo, a cura de uma doença, considerada fatal e irreversível, pode ser entendida como milagre, um sinal de Deus. A abordagem tomista foi duramente criticada por diversos filósofos. Voltaire, no Dicionário Filosófico, tomou a argumentação dos físicos para contestar. Afirmava ser falso pensar no milagre como transgressão das leis matemáticas, criadas pela divindade, porque são coerentes e imutáveis. Espinoza também recusou a veracidade do milagre. Apoiado na premissa de que era impossível a intervenção extraordinária para mudar o curso da criação transcendente, reafirmou o engano da prática milagrosa.
João Bosco Botelho Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
A estrutura da fé na liturgia judaica não é o simples milagre, mas sim a criação como a existência concreta e a estrutura da moral”.
Propriedades do gergelim na redução do colesterol A semente de gergelim contém grande variedade de princípios nutricionais, como 52% de lipídos (ou gorduras), basicamente ácidos graxos insaturados, o que proporciona grande eficácia na redução do nível de colesterol no sangue. Como toda boa semente oleaginosa, o gergelim é rico em minerais e oligoelementos, especialmente cálcio, fósforo, ferro, magnésio, cobre e cromo. A presença de cálcio é altamente efetiva para acalmar os nervos, conter a ansiedade e sintomas mentais de estresse. Os grãos pretos são mais ricos em cálcio e vitamina A. Vale lembrar que tem muito mais cálcio no gergelim do que no leite de vaca.
Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com
Um medicamento delicado Medicamentos corticoides: muito eficientes em crises inflamatórias, mas, a longo prazo, produtores de efeitos colaterais importantes. Produzidos pelas glândulas adrenais, que se localizam acima dos rins, os hormônios corticosteroides são responsáveis por diversas funções regulatórias, como equilibrar o metabolismo de gorduras e o volume de água corporal, a fim de disponibilizar ingredientes fundamentais ao corpo humano em termos de energia. Por isso, sintomas como fadiga, fraqueza muscular, perda de peso e vômito após crises de stress podem ser causados pela falta desse hormônio. Já o excesso gera aumento de peso, com gordura concentrada no rosto. E essa situação tanto pode ser causada por doenças metabólicas ou tumores como por uso abusivo de corticoides sintéticos, medicamentos utilizados em quadros inflamatórios graves, como crise de asma. O excesso de drogas corticoides, seja por prescrição indiscriminada ou automedicação, deve ser evitado a todo custo. O papel dos corticoides no organismo é variado, estando associado à atividade normal assim como às nossas respostas a stress de diversas origens, como infecções, lesões
traumáticas, queimaduras, hemorragias, dor, situação de medo e luta. A glândula suprarrenal produz os glicocorticoides, os mineralocorticoides e os hormônios sexuais. Os glicocorticoides, sendo o principal deles o cortisol, são sintetizados a um ritmo de concentrações máximas pela manhã e mínimas à noite. Os glicocorticoides são importantes para a manutenção do metabolismo das gorduras, das proteínas e carboidratos. Modulam o sistema imune e atuam na cicatrização de feridas, na manutenção da integridade cardiovascular e nas contrações cardíacas. Já os mineralocorticoides são responsáveis pelo equilíbrio de íons no organismo, como os do sódio e do potássio. Atuam nos rins, aumentando a absorção do sódio e consequentemente de água por troca com potássio e prótons. Também mantém a pressão arterial, impedindo quedas bruscas e o tônus vascular. O excesso de glicocorticoides no organismo é denominado de síndrome de Cushing e é mais comum que a carência. O uso indiscriminado seja para tratamento de patologias ortopédicas, reumatologias, pulmonares é a principal causa. É muito comum pessoas com crises agudas de
asma que procuram um pronto atendimento e lá recebem uma prescrição de tratamento durante cinco dias com medicamento corticoide de alívio, mas prolongam esse tratamento por conta própria, ou até indefinidamente para não voltar a ter crise. Na verdade, o efeito inicial dos corticoides produz tanto alívio que eles parecem um milagre, daí o abuso. Os corticoides podem ser utilizados em diversas situações, mas sempre sob restrita supervisão medica. Quando isso não é feito, o paciente começa a ter os sintomas típicos de um quadro de excesso de corticoides: ganho de peso corporal, com cara de lua cheia, braços e pernas finas. No nosso meio farmacêutico os corticoides são utilizados em excesso, seja por prescrição médica indiscriminada, seja pela automedicação, trazendo riscos à saúde. É muito comum que uma pessoa siga o conselho de uma vizinha ou até tome medicamentos que contenha corticoides sem que ela saiba disso. O uso comum indiscriminado é nas situações crônicas como patologias reumatologias (artrite reumatologias e outras), e no uso continuado na rinite crônica, usando descongestionante.
Acabe com as verrugas com um tratamento caseiro Humberto Figliuolo Farmacêutico
O papel dos corticoides no organismo é variado, estando associado à atividade normal e às nossas respostas a stress de diversas origens”.
As verrugas são causadas pelo vírus do papiloma humano (HPV), que tem mais de cem subtipos. Elas geralmente são inofensivas e, em algumas pessoas, costumam surgir com frequência, indicativo de queda na imunidade. Há ótimas receitas caseiras para eliminar verrugas. Experimente essas duas. Descasque uma cebola e corte-a em pedaços. Depois, amasse ou esprema para que saia um sumo, que você vai passar na verruga. Faça isso três vezes por dia até a verruga ser eliminada. Ou então, amasse bem um dente de alho e deixe-o sobre a verruga com o auxílio de uma fita adesiva ou um esparadrapo. Troque o alho todos os dias e mantenha o tratamento até a verruga “cair”.
Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br
Diagramação Kleuton Silva
Repórter Mellanie Hasimoto
Revisão Gracycleide Drumond João Alves
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Saúde
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Vaginose bacteriana tem cura e não é transmissível A
o contrário do que algumas mulheres podem pensar, a vaginose bacteriana não é uma doença transmissível por seus parceiros. O fenômeno ocorre pelo desequilíbrio da flora vaginal, quando os lactobacilos – bactérias protetoras – estão ausentes e há proliferação de bactérias como Gardnerella vaginalis e Mobiluncus. A doença, portanto, não é resultado de contaminação por meio de relações sexuais, e pode causar um corrimento esbranquiçado ou cinzento acompanhado de odor forte e muito desagradável. Diferentemente da vaginite, que é uma inflamação, a vaginose não costuma ser acompanhada de ardor. “Se pudermos apontar seu principal sintoma, sem dúvida é o mau cheiro – semelhante a peixe podre – que se acentua após as relações sexuais sem proteção e durante a menstruação. Isso acontece porque o sêmen e o sangue são alcalinos e aumentam o pH da vagina, liberando substâncias com odor fétido”, observa a Dra. Patricia de Rossi, médica ginecologista e obstetra.
Por esse motivo, muitas mulheres podem achar que seus parceiros lhes transmitiram a doença, por verificarem o fenômeno após a relação sexual. “Porém, a vaginose é um problema relacionado a fatores locais e não há evidências de que seja uma doença sexualmente transmissível. Como nem sempre o corrimento vaginal está presente, se a mulher notar esse odor é importante que procure o ginecologista”, alerta a médica. Segundo a doutora Patricia, apesar de não haver o conhecimento exato das causas da doença – o que influencia no desequilíbrio da flora bacteriana vaginal – algumas situações podem ser evitadas por facilitarem o surgimento do problema. Uma delas é evitar as duchas vaginais, uma vez que isso pode diminuir a quantidade de lactobacilos responsáveis pela proteção natural. Além disso, alguns estudos apontam que fumar aumenta a chance de infecções genitais ao diminuir a resistência imunológica local. O dispositivo intrauterino (DIU) também pode ser um fator de risco. O sexo desprotegido, como mencionado anteriormente,
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O problema está relacionado a fatores locais e não há evidências de que seja uma doença sexualmente transmissível também deve ser evitado. Como tratar? Hoje já existem terapêuticas disponíveis, além dos cremes vaginais tradicionalmente conhecidos e que podem causar alguns incômodos pela forma de administração. “O melhor tratamento da vaginose se baseia no uso de antibióticos que combatem o maior número desses micro-organismos”, lembra a ginecologista, que também observa que em um terço dos casos ela pode retornar. Algumas mulheres podem achar que o consumo de alguns laticínios (por conter lactobacilos) pode evitar a vaginose, mas não há comprovação de que tenham eficácia preventiva ou terapêutica. Na gravidez, o problema pode estar relacionado aos partos prematuros e infecções pós-parto. A médica ainda menciona que, apesar da doença não ser sexualmente transmissível, facilita a contaminação por outras patologias relacionadas ao contato sexual. De qualquer forma, o que se recomenda é a procura por um ginecologista assim que notar algum sintoma.
Aos primeiros sintomas é bom buscar ajuda médica para iniciar o tratamento o quanto antes
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Transtornos psicoss
Existe uma tendência mundial de aumento dos casos decorrentes de problemas psicossociais, e esse crescimento implica no investimento em ações que possam reduzir o impacto nesse segmento
MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
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epressão, fobia social e o uso de drogas e álcool, além do estresse, que provoca desordens musculares, hipertensão, enfermidades cardiovasculares e alteração das funções imunológicas são as principais doenças a atingir o trabalhador brasileiro. Cerca de 700 mil pessoas sofreram algum tipo de acidente no trabalho em 2012 e, desse total, mais de mil acabaram afastados por transtornos psicossociais. “Existe uma tendência mundial de aumento dos casos decorrentes de problemas psicossociais, e que esse crescimento implica no investimento em ações que possam reduzir o impacto nesse segmento”, explicou o psicólogo do Sesi, Adonias Sampaio. De acordo com o psicólogo, em 2012, o custo médio do afastamento do trabalhador por transtornos psicossociais foi de R$ 11,2 milhões. O profissional afirmou, ainda, que as causas para o adoecimento mental são multifatoriais, podendo estar relacionadas a fatores estressantes no ambiente de trabalho como sobrecarga de trabalho , hora extra e assédio moral, além de questões financeiras, violência, insatisfação pessoal, além do uso de drogas, dentre outros. “As ações devem ser preventivas para evitar o alto custo que a indústria tem com as doenças no ambiente de trabalho”, disse. A ausência de prevenção adequada contra essas doen-
ças, que podem levar à morte, tem efeitos negativos sobre os trabalhadores, as famílias e, especialmente, os sistemas previdenciários, informou o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Sampaio concorda. “Muitas empresas de pequeno e médio porte não têm um profissional especializado para tratar de situações mais sérias, como os transtornos mentais, e até os próprios trabalhadores acabam tendo preconceito”, apontou. No relatório “A Prevenção das Enfermidades Profissio-
ESTATÍSTICAS
No que diz respeito aos transtornos mentais, no Brasil, dos 166,4 mil auxílios-doença concedidos pelo INSS, cerca de 15,2 mil são por problemas mentais ou comportamentais. A depressão está no topo nais”, cerca de 2 milhões de pessoas são devido ao desenvolvimento de enfermidades e 321 mil são resultado de acidentes – cerca de uma morte por acidente para cada seis mortes por doença. Os dados apontam 2,3 milhões de mortes, por ano, que têm algum tipo de ligação com a atividade que o trabalhador exerce. Painel Os dados revelados pelo psicólogo foram baseados nas informações do Ministério da Previdência Social, e repassa-
dos aos 15 representantes de empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), durante o Painel de Especialistas da Rede Sesi de Fatores Psicossociais, que aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). Com o Painel de Especialistas, é proposta uma discussão sobre questões como presenteísmo, absenteísmo, custos com afastamentos, detecção de transtornos mentais, comportamento seguro, dentre outros. “O painel é formado por psicólogo, assistente social, médico do trabalho e enfermeiro do trabalho, que atuam em ações direcionadas aos trabalhadores da indústria e tem por objetivo identificar as reais necessidades das empresas relacionadas aos aspectos psicossociais”, esclarece Sampaio. Para a OIT, a solução passa pela adoção de medidas de prevenção, levando em conta desafios recentes, resultantes de novas tecnologias e mudanças sociais no mundo do trabalho. A organização mencionou, no relatório, um sistema de registro e notificação que integre seguridade e saúde; a gestão e a avaliação de riscos; a melhora da colaboração entre as instituições para que haja prevenção das enfermidades profissionais por meio da atuação dos profissionais de inspeção do trabalho – sobretudo em setores perigosos, como a mineração, a construção civil e a agricultura –; o fortalecimento do sistema de indenizações; e a intensificação do diálogo entre governos, trabalhadores e empregadores.
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sociais, o que fazer? FOTOS: DIVULGAÇÃO
Cuidados essenciais no ambiente profissional Em razão do Dia Nacional da Prevenção de Acidentes de Trabalho comemorado no último domingo, a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) alerta para o elevado número de mortes relacionadas a doenças profissionais e a acidentes no ambiente profissional. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), são cerca de dois milhões de mortes por doença e aproximadamente 300 mil por acidentes. Ainda de acordo com a OIT, este número é bastante subestimado e nos leva a crer que exista uma Pandemia Oculta. Considerando que os agravos à saúde do trabalhador – assim como os acidentes e as doenças relacionadas ao trabalho – são aquelas adquiridas por diversos fatores encontrados no ambiente de trabalho, a prevenção é fundamental e deve ser uma cultura adotada por toda a sociedade e, em especial, pelo governo, por empregadores e trabalhadores. “É importante alertar que a prevenção é o caminho ideal para mudar essa realidade. A promoção da saúde do trabalhador é um dever de todos, pois vai além da relação estabelecida no ambiente de trabalho e envolve toda a comunidade. Além disso, a prevenção e a promoção da saúde têm custo
menor do que a reabilitação” avalia o presidente da Anamt, doutor Zuher Handar. Outro tema importante que cabe destacar nessa data é a banalização das mortes dos trabalhadores pela sociedade. Acidentes graves e fatais continuam acontecendo com frequência em diversos ramos de atividades e em muitos casos são, infelizmente, encarados como naturais
A depressão é uma doença que tem afetado cada vez mais trabalhadores que são afastados do trabalho
PREVENÇÃO
Considerando que os agravos à saúde do trabalhador são aquelas adquiridas por diversos fatores encontrados no ambiente de trabalho, a prevenção é fundamental pela sociedade. “A responsabilidade de promover a saúde do trabalhador é de toda a sociedade e não somente daqueles envolvidos nas relações de trabalho. É importante ter a consciência que um acidente grave não é algo natural, devendo ser comunicado aos órgãos competentes. Somente com estatísticas podemos avaliar o que pode ser melhorado em relação à saúde e à segurança no trabalho”, conclui doutor Zuher.
Algumas novas enfermidades são decorrentes do uso contínuo de equipamentos como o computador
As dez mais O ranking das dez doenças que mais afastaram os trabalhadores do serviço em 2010 e resultaram em 571.042 licenças trabalhistas, uma média de 65 por hora. Os números foram baseados nos registros oficiais previdenciários, compilados pelo Ministério da Previdência Social e são referentes às licenças trabalhistas que tiveram duração superior a 15 dias, compiladas em 2010. 1- As dores nas costas, resultantes da má postura, obesidade e componente genético, é o problema de saúde que mais afastou pessoas. Foram 159.792 benefícios em 2010. 2- Os joelhos, afetados dentro e fora do ambiente profissional, ocuparam o 2º lugar no ranking de afastamentos, com 107.666 benefícios concedidos pela Previdência em 2010. 3- No 3º lugar do ranking estão as hérnias inguinais. Este problema não tem relação direta com a saúde ocupacional, mas o impacto é trabalhista. Foram 79.962 afastamentos. 4- Os transtornos de humor são crescentes no grupo de doenças ligadas ao trabalho. A depressão é o principal deles, ocupou o 4º lugar no ranking com 55.871 afastamentos. 5- O mioma uterino, doença feminina que não pode ser considerada consequência trabalhista, também mostrou impacto profissional. Ficou em 5º lugar, com 46.379 afastamentos.
Doença ocupacional ou doença do trabalho? Essa é uma dúvida frequente na cabeça dos trabalhadores. No entanto, a diferença entre uma e outra é bem simples. Doença profissional, ou ocupacional, é aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar à determinada profissão ou função, ou seja, está diretamente ligada à profissão do tra-
balhador. Um exemplo é o soldador que desenvolveu catarata. Já a doença do trabalho está mais ligada ao meio ambiente de trabalho, é aquela que tem ligação com o ambiente onde o trabalho é exercido. Neste caso, um exemplo seria um trabalhador que está exposto ao ruído excessivo, em um galpão de solda, e desenvolve surdez.
Esse é um caso típico de doença do trabalho. A fundamentação tanto da doença do trabalho quanto da doença ocupacional está na lei nº. 8.213 de 24/7/91, artigo 20, itens 1 e 2. Esse mesmo item da lei garante que tanto a doença do trabalho como a doença ocupacional são considerados acidente de trabalho.
6- Já as varizes ficaram em 6º lugar com 43.439 afastamentos e podem ser relacionadas diretamente à profissão, já que são agravadas quando a pessoa passa muito tempo sentada. 7- As doenças isquêmicas do coração, mistura de componente genético, hábitos de vida e também estresse, ficaram em 7º lugar nos afastamentos, com 27.218 registros. 8- Também pontuaram no ranking do afastamento as hemorragias no início da gravidez, com 25.232 registros, acima inclusive dos próprios afastamentos por motivo de parto. 9- O câncer de mama também apareceu no ranking, na 9ª posição, com 13.363 afastamentos. 10- O 10º lugar foi ocupado pela popular “bexiga caída”, que rendeu 12.120 afastamentos em 2010, doença que é caracterizada, em especial, pelo escape da urina.
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Os sucos desintoxicantes que limpam o organismo Além de deliciosos e nutritivos, eles ajudam a fazer uma faxina geral no seu organismo, eliminando excessos e toxinas
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posto que você nunca imaginou que tomar suco iria fazer bem à saúde e também contribuir para a perda de peso. Hoje os sucos são aliados de quem vive brigando com a balança. Mas, não é qualquer suco que tem o poder de desintoxicar o corpo. Segundo o nutrólogo André Veinert, da Clínica Healthme – Gerenciamento de Perda de Peso, para que tenha um efeito
no organismo os sucos devem ser preparados à base de frutas e vegetais frescos, que são ricos em fibras e excelentes fontes de nutrientes. “Diversas frutas e verduras conseguem desintoxicar o organismo, como a maçã, laranja, abacaxi, melão, limão, morango, mamão, cenoura, tomate, beterraba, agrião, couve, entre outros”, afirma. A desintoxicação consiste no processo de eliminação dos
excessos e das toxinas acumuladas no organismo. Para desintoxicar o organismo, o suco precisa contar com frutas e verduras para fornecer uma limpeza e desintoxicação de impurezas no organismo. “A mistura de ingredientes como frutas, legumes, folhas verdes na hora de preparar o suco proporciona diversos benefícios para a saúde, pois esses alimentos contam com diversos nutrientes indispen-
sáveis para manter o bom funcionamento do organismo”, ressalta o Dr.André. Além de contribuir para a perda de peso, os sucos desintoxicantes oferecem outros benefícios para o corpo. “O seu consumo diário deixa a pele mais hidratada, aumenta a disposição, melhora o sistema imunológico e o sono e também contribui para o funcionamento do intestino”, explica o nutrólogo.
Outra opção para desinchar o corpo é consumir os alimentos saudáveis que podem ajudar ainda mais nesse processo. “O segredo é incluir na alimentação diariamente verduras, legumes, folhas verdes, frutas, que auxiliam no emagrecimento e também no estilo de vida saudável”, recomenda o especialista. Na medida certa A dica para preparar o suco é
usar o liquidificador ou uma centrífuga para bater os ingredientes. “Evite colocar muita água na hora de fazer o suco, o ideal é meio copo de água filtrada ou de água de coco. E também não abuse do açúcar ou adoçantes”, sugere o nutrólogo. Faça sucos saudáveis, como maçã com couve, melancia, morango com hortelã, água de coco, abacaxi e gengibre ou água de coco, abacaxi e linhaça. FOTOS: DIVULGAÇÃO
Os sucos devem ser preparados com frutas, verduras e legumes frescos e, preferencialmente, consumidos na hora
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Laser terapêutico em
tratamentos não invasivos DIVULGAÇÃO
A técnica atua acelerando o processo de cicatrização no fechamento de feridas, pré e pós-operatórios cirúrgicos
Laser terapêutico de baixa intensidade tem sido utilizado para tratamentos alternativos
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onhecido também por fototerapia, o laser de baixa intensidade tem uma série de indicações, podendo ser usado isoladamente ou como coadjuvante de outros tratamentos, sempre que se necessite efeito local, pois estimula a microcirculação, esclarece a fisioterapeuta Vanessa Estima, especialista em laserterapia. Segundo a especialista, o laser terapêutico de baixa intensidade tem sido amplamente utilizado para tratamentos alternativos e não invasivos, promovendo aceleração nos processos de cicatrização, redução da dor, edema, modulando a inflamação e recentemente tem sido utilizado na
área de estética facial e corporal. “Essa técnica tem despertado aos profissionais da saúde como médicos, dentistas, terapeutas, fisioterapeutas e profissionais da área estética, que têm recomendando cada vez mais o tratamento por meio da fototerapia, ampliando continuamente a sua aplicabilidade devido aos resultados satisfatórios”, diz Vanessa, ressaltando que a laserterapia tem ganhado novos adeptos por se tratar de uma técnica totalmente não invasiva, aplicada em diversas patologias e mais recentemente no antienvelhecimento e na estética. Vanessa diz que os benefícios da laserterapia são notados logo no início do
tratamento, porém ressalta que para obter um resultado mais duradouro, é necessário que se faça uma manutenção periódica na região já tratada. “Todo esse procedimento é feito sem causar danos à saúde, além disso, assim como qualquer tratamento médico, devem ser feitos por um especialista, que saberá identificar as indicações e contraindicações e, assim, conduzir cada caso de maneira eficaz e adequada”, reforça Vanessa. Para entender os resultados da laserterapia, Vanessa explica que a técnica atua acelerando o processo de cicatrização no fechamento de feridas, pré e pós-operatórios cirúrgicos, inflamações, atuando na estimulação e
VANTAGENS
Os benefícios da laserterapia são notados logo no início do tratamento, porém ressalta que para obter um resultado mais duradouro, é necessário que se faça uma manutenção periódica na região já tratada reparo de células nervosas em parestesias e nevralgiase e lesões de mucosites oral. Atua também como drenagem linfática melhorando o edema, trata manchas faciais, lifiting facial, olheiras, hipodistrofia genóide (celulite), involução cutânea (rejuvenescimento
facial) e flacidez. “A luz emitida pelos equipamentos de laser apresenta características específicas dos fótons que a compõem. Os lasers de baixa intensidade operam em potências na faixa de miliwats (mw) e a irradiação emitida não é térmica, o que significa que seus efeitos biológicos não são causados por calor perceptível ou lesão celular e sim, por efeitos fotofísicos, fotoquímicos e fotomecânicos nas células dos tecidos irradiados”, ressalta. Diversas aplicacões Para a fisioterapeuta, Roberta Teraguiti a laserterapia é fantástica para tratar pós-operatório de cirurgia plástica. “Já atuo na área e
estou aprimorando meu conhecimento para estar melhor preparada para atender os pacientes com fibroses na cicatrização. Aqui em Manaus, são poucos habilitados para tratar o problema”, comenta. O tratamento do laser é local e indolor e a duração e número de sessões vai depender de cada tratamento. O laser atuará na cicatrização e regeneração de todos os diferentes tecidos do corpo humano, como fibras nervosas, ossos e todos os tecidos moles. Desta forma, para se ter ideia do universo de aplicações da laserterapia, podemos citar alguns exemplos: cirurgia plástica, quelóide, dores, drenagem linfática, cicatrizes, manchas e olheiras.
Personal Fitness Club DIVULGAÇÃO
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O coração da mulher é mais vulnerável e requer atenção
Coração feminino precisa de mais cuidados Mulheres, fiquem ligadas, não é de hoje que as pesquisa indicam que o coração feminino anda maltratado, e as razões são inúmeras: pressão no trabalho, acúmulo de responsabilidades e má alimentação estão entre elas. As mulheres enfrentam pressão no trabalho, acumulam responsabilidades com a família e a casa, acabam ingerindo alimentos gordurosos às pressas, estão cansadas e não encontram tempo para a vida afetiva e sexual. Como se tudo isso não bastasse, a coisa ainda pode piorar. E piora para quem aprecia bebida ou cigarro - muitas vezes ambos. Considerados antídotos para a solidão e a ansiedade, eles acabam sendo os grandes vilões dessa história. Mas ainda não dissemos tudo. Para agravar, há ainda enorme desinformação sobre o que agride a saúde car-
diovascular, o que coloca 21 milhões de brasileiras sob a ameaça de infartar. Somos diferentes As artérias femininas são 15% mais estreitas e estão mais sujeitas aos fatores de risco relacionados a entupimentos e uma vez lesionadas, as veias suportam menos a agressividade de um infarto e logo se rompem. Quando a dieta é rica em gorduras saturadas, as consequências são piores para elas. No homem, as placas adiposas acabam inflando a veia e demoram a obstruí-la. Nas mulheres, a ação é a de fechar rapidamente. Isso faz os médicos acreditarem que, após um infarto, mulheres têm risco mais elevado de morrer que os homens. ] Também por causa das artérias finas e tortuosas, as mulheres estão mais propensas à hipertensão. De novo
acabamos em desvantagem: o risco de desenvolver cardiopatias aumenta cinco vezes na mulher que tem pressão alta em comparação a não hipertensa. No homem, duas vezes. Outros fatores de risco Diabetes, menopausa, obesidade, quem nunca ouviu falar dessas doenças? Ainda assim, o desconhecimento é grande e a maioria das mulheres não tem consciência de que o excesso de glicose no sangue é implacável sobre as suas artérias delgadas. Apenas 18% veem na doença um fator de risco, sem saber que quatro em dez diabéticas morrem de males do coração. Entre os homens são três óbitos. Já a obesidade figura entre as preocupações de 80%. Mas é raro associar a medida da cintura às complicações. Nessa região, as estruturas celu-
lares adiposas se multiplicam rapidamente - e essas células interferem nos processos inflamatórios e de resistência à insulina. Quanto maior a quantidade delas, mais desprotegido o coração. Quanto à menopausa, no período, a possibilidade de infarto é duas vezes maior se comparada com a das mais jovens. Se tudo isso não servir de alerta, é bom começar a se cuidar com exercícios.
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Saúde
e bem-estar
MANAUS, DOMINGO, 3 DE AGOSTO DE 2014
Amanda Gomes E-mail: gomes.fisio@hotmail.com
O benefício do uso de cones vaginais na satisfação sexual feminina
DIVULGAÇÃO
Sabe-se que a Musculatura do Assoalho Pélvico (MAP) é constantemente mantida em desuso. Isso se dá por diversos fatores, sendo o principal a falta de informação que essa região é constituída de um grupo muscular que necessita ser trabalhado. A MAP é perfurada por três canais: uretra, vagina e reto. Deste modo, sua contração tem a propriedade de amassar estes canais, auxiliando respectivamente na continência de urina (apertando a uretra), na função sexual (apertando a vagina) e na continência fecal (fechando o reto). Diversos são os fatores que causam enfraquecimento desta musculatura como: tossir, espirrar, rir, levantar objetos pesados, praticar esportes principalmente musculação sobrecarregam a MAP. Como qualquer outro músculo do corpo, se a MAP não está forte o suficiente para responder a estes esforços, ela pode ir acumulando lesões e enfraquecendo progressivamente. E com esse enfraquecimento a maioria das mulheres sentem certa dificuldade na satisfação sexual. Cones vaginais são pequenas cápsulas de formato anatômico, constituídas de materiais resistentes e pesados que, ao serem inseridos no
canal vaginal, proporcionam o estímulo necessário para que a mulher contraia corretamente a musculatura do assoalho pélvico, evitando que os abdominais sejam contraídos durante os exercícios. Mas o principal é que eles permitirem um treinamento com aumento de carga progressivo, exatamente como acontece na musculação de academia, com pesos, para o restante do corpo. Os cones vaginais promovem uma atividade contrátil muscular mais específica e eficaz, pois para que a paciente possa mantê-los na vagina necessita de contração dos MAP. Muitas mulheres não conseguem contrair a MAP por não estarem habituadas a sentir essa musculatura. Mas felizmente qualquer mulher pode aprender a contraí-la corretamente, desde que instruída da maneira certa. Como qualquer outro músculo, a MAP pode (e deve!) ser mantida forte, sadia e ativa durante toda a vida da mulher por meio do exercício. Exercitar constantemente a MAP, além de evitar o enfraquecimento e com ele outros transtornos, melhora ainda a irrigação sanguínea desta musculatura favorecendo as condições necessárias a um orgasmo eficaz e diminui a ação degenerativa do enve-
lhecimento sobre o sistema urogenital da mulher. É a MAP que dá a sensação de pressão intravaginal sentida, tanto pela mulher quanto pelo parceiro, durante o ato sexual. Músculo exercitado é músculo forte por toda a vida. Exercitar a MAP reduz a flacidez do envelhecimento e do pós-parto. Conhecer como contrair e relaxar corretamente a MAP pode minimizar ou até evitar problemas como dor e sangramento na primeira relação sexual da mulher. O treino da MAP melhora a contração voluntária (por vontade própria) da MAP, que por sua vez incrementa a força e a coordenação motora desta musculatura. O resultado é uma melhoraria interessante do desempenho sexual da mulher: dominando esta contração, a mulher pode usá-la de diferentes formas durante a relação. Esse tipo de contração voluntária, associada a utilização da resistência (cones), transforma a vida de uma mulher e de um casal. Inovar é essencial em qualquer tipo de relação. Sexo significa saúde e saúde segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) não é apenas a ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social do ser humano.
Amanda Gomes Fisioterapeuta
Como qualquer outro músculo, a MAP pode (e deve!) ser mantida forte, sadia e ativa durante toda a vida da mulher por meio do exercício”