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Saúde - 1 de junho de 2014

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Caderno F

MANAUS, DOMINGO, 1º DE JUNHO DE 2014

DIVULGAÇÃO

Saúde

e bem-estar

saudeebemestar@emtempo.com.br

(92) 3090-1017

A receita para os problemas sexuais Saúde e bem-estar F5

HPV: quando prevenir é o melhor remédio Campanha pública de vacinação no país beneficia apenas uma parcela da população, meninas de 9 a 13 anos

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onsiderada por especialistas a “epidemia do século 21”, a infecção pelo HPV é um problema para homens também. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ocorrem 32 milhões de novos casos de verrugas genitais a cada ano. Em Manaus, um grupo de médicos apresentou em uma palestra promovida pela Amazonense de Ginecologia e Obstetrícia (Assago), uma abordagem prática, as formas de prevenção contra o HPV, como a vacinação nas redes pública e privada. A doença já atinge mais de 630 milhões de homens e mulheres (1 em cada 10 pessoas) no mundo – só no Brasil são 1,9 milhão de casos/ano, sendo a grande maioria associada aos

tipos 6 e 11 do HPV. A campanha pública de vacinação em território nacional beneficiará apenas uma parcela da população (meninas de 9 a 13 anos) e com foco apenas no câncer do colo do útero. Porém, as meninas fora desta faixa etária e os homens de maneira geral, também precisam se prevenir dos outros tipos de doenças causadas pelo HPV. “Infelizmente no Brasil, o método preventivo do câncer de colo do útero, isoladamente, não tem se mostrado efetivo para evitar que cerca de 9 mil mulheres morram por ano de câncer de colo do útero, o que equivale a 20 mortes por dia de mulheres brasileiras”, ressalta a ginecologista Nilma Neves, presidente da comissão de vacinas da Federa-

ção Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). “Por isso, a informação é a melhor arma para combater não só este, mas

NÚMEROS

A doença já atinge mais de 630 milhões de homens e mulheres (1 em cada 10 pessoas) no mundo – só no Brasil são 1,9 milhão de casos/ano, sendo a grande maioria associada aos tipos 6 e 11 também outros tipos de cânceres e doenças provocadas pelo HPV e que atingem também os homens, como o de ânus, de pênis e de orofaringe”, diz. A vacinação também é in-

Homens também precisam Além da ginecologista Nilma Neves, os especialistas Jefferson Elias Cordeiro Valença (hospital das Clínicas da UFPE), Hilka Flavia Barra Do Espírito Santo (ginecologista) e Gilson José Correa (ginecologista e obstetra) também participaram do evento. Segundo os médicos, as estatísticas para a vacinação masculina se mostram favoráveis.Depois de vaci-

nar meninas e mulheres de 12 a 26 anos contra o HPV num programa nacional de grande sucesso, o governo da Austrália estendeu a vacinação também para meninos entre 12 e 13 anos. “Isso porque o resultado dessa vacinação com meninas, publicado em 2011 no ‘British Medical Journal’, revelou redução de 90% das verrugas genitais entre as

vacinadas, com evidências de proteção indireta, ou seja, redução de até 30% dos casos de verrugas em homens heterossexuais de até 21 anos, não vacinados, em todo o país”, explica Nilma. Este estudo da Austrália tornou-se referência mundial de estudo ecológico, tipo de pesquisa que avalia os resultados alcançados de uma medida de saúde em nível populacional.

dicada para homens entre 9 e 26 anos. Cuidados Em Manaus, a palestra mostrou, também, os avanços na prevenção das doenças causadas pelo vírus, como as verrugas genitais – que são grandes problemas de saúde pública – e os cânceres masculinos. O uso da camisinha, tão importante para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), ajuda, mas não garante proteção total contra o contágio do HPV, já que o vírus se aloja na pele e permanece em toda a região genital e, em alguns casos, pode evoluir para câncer. Cerca de 50% dos casos de câncer de orofaringe nos Estados Unidos são

causados pelo HPV. Isso porque o HPV é um vírus muito presente na pele, em qualquer parte do corpo. “Cerca de 80% da população está infectada pelo HPV e não sabe, e podem estar transmitindo o vírus durante a relação sexual. Isso porque o HPV pode demorar anos para se manifestar em forma de verruga ou câncer”, explica a médica. O próprio Inca afirma que, pelo menos 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos (ou seja, provocam câncer). Dentre o s

HPV de alto risco oncogênico, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero. Já os HPV 6 e 11, encontrados em 90% dos condilomas genitais e papilomas laríngeos (verrugas genitais e tumores na laringe). Vale ressaltar que esses 4 tipos de HPV (6, 11, 16 e 18) são prevenidos com a vacina quadrivalente contra o HPV - que foi dada na rede pública e também se encontra na rede privada, sendo a única no país com a aprovação da Anvisa para uso em homens e mulheres.


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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com

Comitês de ética em pesquisa Após os horrores nos campos de concentração nazistas e em algumas pesquisas médicas realizadas nos Estados Unidos, nos anos 1960 (inoculação do bacilo da sífilis em pessoas de pele preta, no Mississipi, deixando-as sem tratamento, para registrar o avanço da doença, quando a penicilina já estava em uso corrente), os códigos de ética médica, ajustados às mudanças sociais e tecnológicas, se seguiram, com pontos comuns: a medicina e os médicos devem sempre manter e defender a completa proteção do doente, promovendo a saúde e o bemestar da sociedade. Na maior parte, retornaram ao ideário ético grego hipocrático. Os resultados das reuniões de Helsinki 1º, Helsinki 3º e de Tóquio estavam norteados para o indicativo para a criação dos comitês de ética em pesquisa, em todas as instituições que realizassem pesquisas, com as recomendações: - Manter estrutura admi-

nistrativa independente para investigar projetos que envolvam seres humanos direta ou indiretamente; - Aprovar ou desaprovar projetos de pesquisas; - Supervisionar e acompanhar os projetos de pesquisas aprovados; Organismos como Associação Médica Mundial (AMM), Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceram metas para ampliar os comitês de ética em todo o mundo em três etapas: - Período da criação; - Período de expansão; - Período de estabilização. De modo geral, os comitês de ética em alguns países europeus e nos Estados Unidos da América já estão na terceira fase, em outros, se encontram na primeira ou segunda fases. Esses comitês de ética deveriam se organizar para manter permanente vigilância nos padrões éticos das pesquisas

médicas acompanhando os movimentos de transformações nas práticas médicas, ajustando-as aos avanços tecnológicos e ao aumento da longevidade, em blocos de debates, acrescidos de outros, de acordo com o movimento social e os avanços tecnológicos. Por outro lado e concomitantemente os conselhos de medicina, no Brasil e em outros países vinculados à ONU, Unesco, OMS, se adaptaram às novas exigências sociais e tecnológicas e continuam discutindo deveres e direitos dos médicos e instituições médicas públicas e privadas em bloco dinâmico de discussões temáticas que são acrescidas de outras de acordo com a aquisição de novas tecnologias nas áreas: psiquiatria, biotecnologia, cirurgias estéticas, fertilização fora do útero e escolhas para viver e morrer nos doentes com imenso sofrimento sem possibilidade de cura.

João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França

A medicina e os médicos devem sempre manter e defender a completa proteção do doente promovendo a saúde e o bem-estar da sociedade”

Abóbora tem poderosa ação antioxidante A abóbora é rica em carotenoides. Esses pigmentos, que dão a cor alaranjada, são potentes antioxidantes que agem na prevenção contra o envelhecimento precoce e diversos tipos de câncer, como o de mama e o de cólon. Os carotenoides atuam na prevenção de doenças cardiovasculares e potencializam o sistema imunológico, Além disso, as sementes da abóbora ajudam a melhorar o humor porque são ricas em triptofano. E é simples prepará-las: lave e seque bem, tempere com sal e leve ao forno, preaquecido a 200º C, por 45 minutos, virando a cada 10 minutos. Retire quando estiverem douradas. Uma colher e meia (sopa) de abóbora cozida tem apenas 20 calorias. Ou seja, bem pouquinho. E o melhor: como tem muitas fibras, esse fruto ainda dá saciedade!

Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com

Enquanto isso, na saúde... José Mello assumiu a governança do Estado do Amazonas para um período de menos de um ano. Nossas esperanças, no entanto, não arrefeceram. Continuamos esperançosos na mudança do quadro para que haja melhora nas áreas da saúde, educação, segurança, melhor distribuição de renda e de justiça social, mas sem deixar de lado o respeito ao meio ambiente e a democracia, esta entendida como a possibilidade de a sociedade se organizar para ampliar sua participação em todos os foros de decisões sobre o destino do Amazonas. A saúde acumula dolorosas consequências em virtude de erros anteriormente praticados. Esta mácula se estende não só ao Amazonas, mas a todos os Estados do país. Observem o caso de Maria. Ela é diabética. Início de março. Maria não estava passando bem. Resolveu então se dirigir a uma Unidade de Saúde ou qualquer outro nome que se dá, pois são tantas as terminações que chegam a confundir. Neste dia, Maria se levanta às 4h45, e seus óbices começam a partir do momento que sai de casa. O tempo está enfarruscado, ameaçador. Fica no ponto à espera do ônibus que demora uma “eternidade” para chegar,

expondo-a aos riscos constantes de assaltos que acontecem amiúdes numa cidade grande. Finalmente às 5h45, Maria chega a Unidade de Saúde. Pega a senha número 17 para marcar a tão esperada consulta. É a quarta vez consecutiva que ela vai ao local sem ser atendida. Nas últimas vezes, o médico não compareceu por ter outros compromissos e na última, a famosa desculpa de que o “sistema caiu”. Na espera, sente as pernas trêmulas e aquela sensação de fome. Ela sai e come um salgadinho com refrigerante e se sente melhor. A atendente com ar superior vai chamando um ou outro paciente. Às 10h enfim, o nome de Maria é anunciado. Dirige-se ao balcão e ouve da “gentil” funcionária que o paciente anterior foi o último a ser atendido, isto é, “por hoje não temos mais vagas”. Após um mês, Maria e os demais pacientes não atendidos retornaram e, desta vez foram surpreendidos com a notícia que o médico havia saído de férias e só voltaria no dia 29 de maio. O médico não pode ser substituído. O problema de Maria e dos outros pacientes continuará pendente. A saúde, analisada a partir deste triste exemplo, reflete a realidade da situação em que se encontra há muito tempo esta área, onde os pacientes são atendidos de forma sub-huma-

na, muito diferente dos padrões apregoados nas propagandas eleitorais e eleitoreiras. As imagens nas TVs mostram hospitais sem leitos com pacientes atendidos pelos chãos num espetáculo deprimente. E a população aguarda por uma mudança drástica e iminente para que possa ter um pouco mais de dignidade e respeito. Usa-se o Estado como meio. O homem é a base de tudo. Por tudo isso, deve ter seus direitos adquiridos para que possa caminhar para a sua plena realização como indivíduo. O pagamento repassado aos médicos que atuam na área das Unidades de Saúde é ineficiente e a falta de equipamentos operacionais adequados compromete um atendimento mais meticuloso do paciente. A primazia concedida aos cuidados da média e alta complexidade, em detrimento das ações primária e, somados à escassez de recursos, promovem naturalmente este declínio anunciado, onde o valor econômico supera em muito o estado social. Confiamos na sensibilidade do nosso governador para que o caso requer e, esperamos que novas estratégias surjam e contemplem a população já há muito pedindo socorro, no sentido de termos uma saúde mais confiável.

Humberto Figliuolo Farmacêutico

A saúde acumula dolorosas consequências em virtude de erros anteriormente praticados. Esta mácula se estende não só ao Amazonas, mas a todos os Estados do país”

Chocolate amargo para proteger as artérias Que o chocolate escuro reúne mais cacau e, por isso, doses fartas de flavonoides - aclamados antioxidantes - não é novidade. Mas estudiosos da Universidade Wageningen, na Holanda, decidiram entender por que isso favoreceria a saúde das artérias. Eles deram 70 gramas da guloseima, ou um tabletinho, a 44 homens todos os dias por dois períodos de duas semanas. O que mudou entre uma fase e outra da pesquisa foi a composição do chocolate ofertado: apesar de a quantidade de cacau ser igual sempre, na segunda etapa o doce continha pitadas extras de flavonol, um tipo de flavonoide. Ao final da análise, ficou claro que isso evitou o enrijecimento dos vasos sanguíneos, além de impedir a formação de placas em seu interior.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br

Diagramação Kleuton Silva

Repórter Mellanie Hasimoto

Revisão Gracycleide Drumond

www.emtempo.com.br


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‘Toda mulher merece se cuidar’

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Recuperar a boa forma após ultrapassar o peso ideal e deixar o tempo passar pode ser mais difícil do que parece, mas com a parceria certa e muita força de vontade, tudo é possível

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gravidez é o sonho da maioria das mulheres. Ser mãe é dar continuidade à vida e deixar sua herança no mundo. Mas a realidade da maternidade pode ser difícil no que diz respeito ao aspecto da boa forma física. Envolvida com os cuidados que o pequeno recém-nascido exige, a mãe, na maioria das vezes, fica com pouco tempo para cuidar de si mesma e os resultados negativos podem aparecer na balança. Ansiedade, nervosismo, estresse, são fatores que podem desequilibrar a alimentação e acarretar excesso de peso. Foi mais ou menos isso que aconteceu com Elciane Brelaz, conforme ela relata em depoimento exclusivo para o Saúde e bem-estar. “Meu problema com a balança começou depois de eu ter meus filhos, consegui engordar bastante, principalmente depois do segundo bebê, e passei dos 58 kg para 85 kg”, diz. Elciane relembra que essa foi uma época da sua vida que ela estava despreocupada com o peso e não se importava com alimentação saudável. “Entretanto, sempre fui uma pessoa vaidosa, principalmente com o corpo, sempre pratiquei esporte

e frequentava academia, até que um dia resolvi mudar e consegui sair dos 85 quilos para os incríveis 68 quilos”, comemora. Infelizmente, Elciane diz que não conseguiu manter esse peso por muito tempo e voltou a engordar 7 quilos, chegando aos 75 quilos. “Foi quando tive o prazer de conhecer a Oligoflora e me

MUDANÇA

A mudança de atitude implica adotar novos hábitos alimentares, dessa vez mais saudáveis e equilibrados e aliar a nova alimentação com uma rotina que inclua exercícios pelo menos três vezes por semana apaixonar pelos tratamentos, que vão muito além de procedimentos estéticos, porque tem também a parte funcional que fez toda a diferença na minha evolução além do acompanhamento constante da equipe”, relata. Segundo ela, o tratamento focou a parte alimentícia, como detox e outros programas dife-

renciados. “Segui a risca todo o tratamento, o que faço até hoje. Lá trabalho a queima de gordura, faço massagens modeladora, radiofrequência, manthus e outros. Trabalho junto com o tratamento estético a parte muscular e aeróbica”. Para Elciane, a academia passou a ser um ponto fundamental no processo total, com a busca da tão sonhada massa magra. “Estou na metade do meu tratamento e super feliz com os resultados, já eliminei quase nove quilos e 42 centímetros de medidas. Hoje peso 66 quilos, sendo que já substituí muita gordura por massa magra. Toda mulher merece se cuidar”, assinala. O tratamento Na década de 30, o médico francês Jacques Menétrier, por meio de seus estudos em terapia ortomolecular mostrou que o corpo humano pode reestabelecer o seu equilíbrio metabólico por meio da reposição de minerais, essa reposição pode ser realizada de forma indolor e não invasiva por meio de um método chamado de oligoterapia (união do prefixo grego “oligos”, que significa pouco e a palavra terapia, que significa “cuidar”).

Beleza que vem de dentro A oligoterapia permite que pequenas doses de minerais sejam repostas ao corpo a fim de gerar grandes efeitos na saúde, pois esses minerais agem na intervenção de disfunções metabólicas que podem gerar futuras doenças. Logo, a oligoterapia permite tratar as disfunções e não as doenças já instaladas. A má alimentação, a ausência de atividade física, o estresse entre outros fatores permitem a diminuição desses minerais que são tão importantes para o bom funcionamento do corpo e manutenção de uma boa saúde. A reposição de pequenas doses de minerais faz com que o equilíbrio funcional seja restabelecido. Estética funcional A Oligoflora é um estúdio de bem-estar e estética funcional, sendo inovadora e pioneira nesse quesito, uma vez que une à saúde e bem-estar à estética. “Todos os nossos tratamentos estão direciona-

dos ao bom funcionamento do corpo. Aqui a saúde e a beleza andam juntas, são grandes aliadas; o estúdio procura promover cuidados simultâneos com o exterior e o interior. Em todos os tratamentos estão incluídos a parte funcional”, destaca a a farmacêutica responsável pelo estúdio em Manaus, Janayna Libório. Os tratamentos da oligoflora são diversos, estes vão desde ao cuidado com as mãos e os pés até redução de peso e medidas e melhoria dos sintomas do estresse e da qualidade do sono. “O nosso público é o mais diverso: homens e mulheres, das diversas faixas etárias: jovens, adultos e melhor idade. Temos tratamentos diversos e, assim como os alimentos funcionais, o treinamento físico-funcional, a Oligoflora chega inovadora com a estética funcional, que não traz apenas a beleza externa, mas o bem-estar e a saúde a cada cliente que procura por nossos serviços”, completa Janayna. ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

A farmacêutica responsável pelo Studio, Janayna Libório, explica que o tratamento da Oligoflora age de dentro para fora


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Disfunções sexuai preciso buscar tra Se não tratados, os problemas podem causar depressão, brigas conjugais e muitas vezes até o fim dos relacionamentos

As dificuldades do casal devem ser parte do diálogo normal para que não prejudiquem o relacionamento

A

s dificuldades de uma pessoa ou casal durante a atividade sexual, incluindo desejo, excitação ou orgasmo são diagnosticadas pelos médicos como disfunções sexuais. Quando se fala de problema na área sexual, é comum os homens conviverem por longos anos com a mesma situação até procurarem ajuda profissional. Mas para conseguir sucesso no tratamento é preciso um esforço conjunto da parceira. Se não tratados, os problemas podem causar depressão, brigas conjugais e muitas vezes até o fim dos relacionamentos, segundo alerta o médico urologista Anoar Samad, especialista em distúrbios sexuais masculinos. “O mais importante é a pessoa reconhecer que tem o problema e procurar ajuda de um especialista e iniciar um tratamento, seja como terapia, com remédios e até intervenções cirúrgicas, se

for o caso”, afirmou. Ele destaca os tipos de disfunção mais comuns nos homens: a impotência sexual ou disfunção erétil (que é a dificuldade do homem em atingir ou manter a ereção, ejaculação precoce (quando há uma percepção, tanto do homem quanto de sua parceira, de que a ejaculação foi mais rápida que o esperado para a satisfação de ambos), anorgasmia (quando o homem é incapaz de atingir o orgasmo). Mas ainda casos de aversão sexual (sentimentos de repulsa, ansiedade e medo pelo parceiro) e desejo sexual inibido (quando há diminuição ou ausência total de ter atividade sexual). Para cada tipo de problema, a medicina hoje possui um tratamento indicado, informa Anoar Samad. Inicialmente, é preciso pesquisar para saber se o problema em questão é de ordem

orgânica (física) ou emocional. É importante lembrar que, muitas vezes, mesmo que a disfunção tenha um caráter estritamente orgânico, não significa que o emocional não esteja abalado.

TRATAMENTOS

Dentre os tratamentos, estão os remédios facilitadores da ereção, como o Viagra e o Ciallis, as injeções intrapenianas de substâncias que provocam a ereção e as próteses penianas, um implante permanente Assim, uma terapia sexual também se faz necessária, em muitos casos, paralelamente, ao acompanhamento médico, para que a autoestima seja trabalha-

da e melhorada. Nos casos de impotência sexual, Anoar Samad explica que além dos tratamentos físicos e psicológicos, avanços significativos ocorreram nos medicamentos que podem ser usados para tratar a disfunção erétil e o primeiro passo para os homens que sentem o problema devem dar é entender a sua doença e saber que a ciência oferece, hoje, cura ou solução para o problema. Ao contrário do que se acreditava anteriormente, a maioria dos casos de disfunção erétil tem origem física e uma menor parte psicológica. Existem vários fatores de risco que podem levar o homem a desenvolver disfunção erétil, dentre eles: o diabetes, obstruções das artérias do pênis impedindo que o sangue flua com a velocidade necessária para provocar a ereção, colesterol elevado, fumo , álcool e drogas, obesidade e efeitos colaterais de alguns me-

dicamentos utilizados principalmente para tratar pressão alta, infarto do coração, insuficiência renal ou hepática e outros. Dentre os tratamentos estão: remédios facilitadores da ereção, como o Viagra e o Ciallis, as injeções intrapenianas (dentro dos corpos cavernosos) de substâncias que provocam ereção e as próteses penianas, um implante que facilita a ereção. “É importante destacar que nenhum desses tratamentos pode ser feito sem orientação médica. Os remédios, por exemplo, não podem ser utilizados pelos pacientes que utilizam determinados medicamentos, e também não quer dizer que o paciente possa tomar determinado medicamento e o seu amigo também possa, são drogas muito seguras e ao mesmo tempo podem ser muito perigosas se utilizadas juntamente com determinados medicamentos, disse.


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is têm cura, mas é atamento correto Ejaculação precoce Nos casos de ejaculação precoce, o médico destaca que o distúrbio atinge cerca de 22% a 38% dos homens em alguma fase da vida. Entretanto, esses números podem estar subestimados uma vez que muitos pacientes não reportam essas condições aos médicos. No conceito geral, a ejaculação precoce é a incapacidade em controlar a expulsão do sêmen o suficiente para que ambos os parceiros gozem a interação sexual. Pode ocorrer logo após a penetração ou até mesmo antes, sem que o homem tenha controle desse evento. Para caracterizar o distúrbio, é preciso que o episódio se repita com frequência e o homem não consiga satisfazer a parceira em pelo menos metade das relações. Há dois tipos de ejaculador precoce: o primário, que apresenta a disfunção desde o início da vida sexual, e o secundário, aquele que adquiriu o problema depois de ter tido relações satisfatórias por alguns anos. O tratamento medicamentoso nos casos secundários geralmente é mais eficiente que nos primários. No entanto, a combinação entre as duas terapias

costuma ter mais sucesso O tratamento, segundo Anoar Samad, consiste em métodos de terapias comportamentais cognitivas e psicológicas, cremes com anestésicos locais aplicados ao pênis e medicamentos por via oral. “A primeira linha de tratamento é a reorientação e a reeducação do homem ou do casal quanto à função sexual normal”. A participação da companheira Se o ato sexual for encarado mais como uma troca de afeto e menos como uma corrida pelo orgasmo, as chances de melhorar o prazer aumentam. Mulheres competitivas e dominadoras, no entanto, tendem a agravar a situação. De acordo com Anoar Samad, se o homem se identifica com alguma destas situações, não deve ter vergonha de buscar ajuda. Da mesma maneira, se conhece pessoas que estão sofrendo em silêncio por estes motivos, é importante disseminar este conhecimento. “Não devemos nos envergonhar de pedir ajuda e sim nos orgulhar disso. A sexualidade é uma parte importante da vida, e merece ser bem vivida”, disse.


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Câncer colorretal afeta mais as mulheres Especialista alerta para doença que vai atingir mais de 30 mil novos casos somente este ano no Brasil e evoluir para o câncer intestinal. “A doença pode ser tratada e até curada, desde que seja diagnosticada precocemente e não tenha atingido nenhum órgão. É importante um tratamento rápido para que as lesões benignas sejam retiradas antes de evoluírem para um câncer”, afirma o doutor Alexandre Chiari, médico oncologista da Oncomed BH. Sangramentos Uma curiosidade: o câncer colorretal é mais facilmente desenvolvido em mulheres que já tiveram câncer de ovário, endométrio (útero) ou de mama. É importante prestar atenção nos primeiros sinais, para que o tratamento se inicie o quanto antes. “Algumas mudanças no intestino devem ter uma atenção especial, como diarreia, prisão de ventre, desconforto abdominal, sangramento nas fezes, sangramento anal ou cólica. O câncer é diagnosticado pelo exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Se positivo, é necessária a colonoscopia, exame feito na parte de dentro do intestino”, finaliza o médico.

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É

comum ouvirmos falar em câncer de mama, câncer de pele, câncer de pulmão, próstata. Mas, em que consiste o câncer colorretal, também chamado câncer de cólon e reto? Embora muitos desconheçam, ele configurase como um dos tipos mais frequentes de câncer em homens e mulheres e vem aumentando consideravelmente em todo Brasil. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), as principais vítimas do câncer de cólon são as mulheres. Para 2014, a expectativa é que 17.530 mulheres e 15.070 homens tenham o câncer. A doença pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em pessoas com mais de 50 anos. O câncer colorretal pode se desenvolver no cólon ou reto. A doença normalmente se inicia na camada superficial do revestimento intestinal e, com o tempo, atinge as camadas mais profundas. Pequenas lesões se desenvolvem na parede do intestino grosso, também chamadas de pólipos, e podem sofrer degeneração

É importante prestar atenção nos primeiros sinais, para proceder ao diagnóstico e iniciar o tratamento o quanto antes

Prevenção primária e secundária No que diz respeito à prevenção primária, ou seja, ações que podem ser realizadas para reduzir o risco do aparecimento da doença, destaca-se: evitar uma dieta baseada em gorduras animais, rica em carnes vermelhas, baixa ingestão de frutas, vegetais e cereais. Deve-se evitar também o consumo excessivo de álcool. A prática regular de atividade física é considerada fator protetor para o desenvolvimento do câncer de cólon e reto. Já referente à prevenção secundária, ou seja, diagnóstico precoce do câncer de cólon e reto, algumas recomendações são bem estabelecidas. Para o paciente sem fatores que o colocam no grupo de alto risco para o desenvolvimento da doença, o doutor Alexandre Chiari dá as seguintes recomendações: - Um método de visualização da porção interna do intestino deve ser considerado, a partir dos 50 anos, com o objetivo de

prevenção (detectar e tratar pólipos e assim evitar a sua progressão para o câncer) e detecção precoce de câncer já existente. O método preferido é a colonoscopia, que deve ser realizada a cada 10 anos caso esteja normal. Outra opção é a retossigmoidoscopia flexível a cada 5 anos. - O sangue oculto nas fezes é recomendado anualmente, a partir de 50 anos, lembrando que não substitui a colonoscopia ou outros métodos de visualização do intestino. Ressaltamos também que este exame, quando realizado exclusivamente, desempenha papel no diagnóstico precoce, mas não na prevenção, haja vista a menor capacidade de detecção de pólipos do que a colonoscopia por exemplo. Para o paciente com histórico de fatores que o coloca no grupo de alto risco, o rastreamento deve ser intensificado. Esses fatores foram relacionados pelo doutor Alexandre Chiari:

Históricos de alerta - Histórico de síndrome hereditária relacionada ao câncer colorretal, como por exemplo polipose adenomatosa familiar ou câncer colorretal hereditário não polipoide; - Histórico de câncer colorretal prévio ou pólipo adenomatoso, especialmente se grande, múltiplos ou do tipo viloso; - Histórico de doença inflamatória intestinal (retocolite ulcerativa ou doença de Crohn); - Histórico familiar de câncer colorretal, particularmente se em idade jovem, em parentes de primeiro grau e múltiplos parentes afetados; - Para indivíduos com histórico familiar de câncer colorretal em parentes de primeiro grau, a colonoscopia deve ser realizada aos 40 anos ou 10 anos antes da idade em que o parente desenvolveu o câncer.

Para o paciente com histórico, que o coloca em grupo de risco, o rastreamento é essencial


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Incontinência urinária

afeta 10% dos brasileiros Distúrbio, que é muito frequente em mulheres, foi discutido em simpósio e trouxe à tona os avanços da medicina

“E

studos apontam que doenças no sistema urinário são as que mais afetam a qualidade de vida das pessoas, perdendo apenas para a depressão”. A conclusão é do professor doutor Flávio Trigo, do Centro de Incontinência Urinária do hospital Sírio-Libanês e coordenador do primeiro Simpósio Internacional de Incontinência Urinária, realizado nos dois últimos dias em São Paulo com a presença de urologistas, ginecologistas, pediatras, nefropediatras, fisioterapeutas, psicólogos e enfermeiros. O simpósio abordou avanços na área de diagnósticos e tratamentos deste distúrbio que atinge 10% da população brasileira. O percentual, no entanto, dobra com o passar do tempo, principalmente entre as mulheres. Acima dos 50 anos até 20% delas enfrentam problemas como dificuldade de esvaziar a bexiga, incontinência urinária, síndrome da bexiga hiperativa ou enurese noturna. Estes quadros são agravados com o decorrer da idade ou em pacientes de grupos específicos como neuropatas, diabéticos ou pacientes oncológicos. “Uma pessoa com incontinência urinária se distan-

cia do convívio social”, explica o coordenador do encontro. Entre os avanços na área, o especialista destaca os chamados exames funcionais que são realizados com equipamentos de última geração como urodinâmica e vídeo urodinâmica. Eles permitem a correta identificação do tipo de incontinência

MULHERES

Acima dos 50 anos até 20% das mulheres enfrentam problemas como dificuldade de esvaziar a bexiga, incontinência urinária, síndrome da bexiga hiperativa ou enurese noturna e, consequentemente, um tratamento personalizado e com resultados mais promissores aos pacientes. Os tratamentos não invasivos também foram destaque do simpósio, como a reabilitação do assoalho pélvico por meio de biofeedback, uma ferramenta terapêutica com a finalidade de desenvolver nos indivíduos uma melhor capacidade de au-

tocontrole. Com o uso dessa tecnologia, o fisioterapeuta monitora a movimentação do assoalho pélvico por meio de eletrodos de superfície, semelhante a um eletrocardiograma, e instrui o paciente a contrair e relaxar ou contrair esta musculatura nos momentos adequados. Outra forma de tratamento é a estimulação elétrica não invasiva, onde correntes elétricas de pequena intensidade são aplicadas sobre a musculatura pélvica do paciente.

Prender a urina é uma atitude que pode provocar a inflamação das vias urinárias

Estímulos elétricos As cirurgias minimamente invasivas também foram abordadas, entre elas a que permite a correção da incontinência urinária com o uso de uma tela sintética (como as usadas em reparo de hérnia), a aplicação de toxina botulínica na bexiga, e a implantação de eletrodos ligados a um gerador de pulso que modula a atividade do trato urinário por meio da emissão de estímulos elétricos de baixa intensidade (marcapasso vesical).

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Exercícios na academia também devem ser prazerosos

Aprenda a relaxar para não adoecer Pesquisas revelam que quase 63% das mulheres têm uma agenda tão atribulada que raramente reservam tempo para relaxar. O estudo também mostrou que as mulheres dedicam menos tempo ao descanso do que os homens e que 55% delas sentem-se culpadas quando tiram tempo para relaxar. Alegam que são mais felizes sentindo-se produtivas do que fazendo nada. Essa insistência em se manter sempre ativa pode ter um custo alto: vira hábito e se desaprende a relaxar, o que tem impacto negativo na saúde. O principal efeito colateral da agitação é o acúmulo de cortisol, o hormônio do estresse. A superexposição a ele aumenta o risco de insônia, distúrbios cardíacos, ansiedade, depressão, gastrite e síndrome do intestino irritável, reduz a resistência a infecções, derruba o desejo sexual e facilita o acú-

mulo de gordura, em especial os odiosos pneuzinhos ao redor da cintura. É um estrago generalizado. Como se não bastasse, a mulher torna-se mais vulnerável a compulsões como abuso de álcool, drogas e comida, alerta a psicóloga Amanda Skowron, do Casey Health Institute, em Gaithersburg, nos Estados Unidos. A boa notícia nesse emaranhado de notícias assustadoras é que você pode mudar esse quadro. O primeiro passo é reconhecer que anda tensa e isso pode detonar a sua saúde. O quadro pode ser mais assustador se a inquietação se somar à agressividade. Ao perceber que está inquieta, pare, espreguice e respire profundamente. Quando estamos agitadas, nossa respiração é curta, acelerada e torácica. Coloque a mão sobre o umbigo e respire fundo, sentindo o ar preencher seu diafragma.

Para ser mais eficaz, a exalação deve durar o dobro de tempo da inalação. Repita dez vezes. Em vez de ficar checando e-mails, torpedos e posts toda hora, estabeleça horários. Após as 20h, deixe o celular em modo avião. Reduza o consumo de café para duas xícaras no máximo, de manhã e após o almoço. A bebida é rica em cafeína, que tende a acelerar seu ritmo. Evite a síndrome do “só mais...” uma coisa que faltou, uma olhada nas redes sociais, um último zapping pelos canais de TV... Assim você vai comprimindo atividades nas 24 horas do dia e adiando o momento de deitar. Programe um tempo para relaxar: tome um banho morno, ouça música suave, leia um livro light ou uma revista sobre viagens, veja uma comédia na TV. Manter um ritual de sono

ajuda a se desligar. Descubra seu tempo ótimo de concentração (em torno de 20 minutos, 30 minutos, uma hora?) e o intercale com períodos de recuperação em que você para, levanta, bebe água ou fecha os olhos, respira fundo e se imagina num lugar agradável, fazendo algo prazeroso.

SERVIÇO SUA MELHOR ACADEMIA Local: Rua Acre, 66, Nossa Senhora das Graças Informações: 3584-0317 e 3584-2115


F8

Saúde

e bem-estar

MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014


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Saúde - 1 de junho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu