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Pontos certos para o
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
MANAUS, DOMINGO, 9 DE MARÇO DE 2014
comércio A cidade abriga diversas áreas para investimento em pontos comerciais, umas já consolidadas e outras ainda em expansão
Uma área comercial muito procurada e que já está consolidada é o Vieiralves
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anaus está recheada de áreas interessantes para o investimento em pontos comerciais. Existem algumas regiões dentro da cidade que são bastante conhecidas exatamente por abrigar um bom movimento, mas há ainda aquelas que se encontram em expansão e podem vir a se tornar bons lugares para negócios. Entre as regiões mais conhecidas pelo movimento comercial está a rua do Comércio, no Parque 10, dividida em duas etapas. O corretor de imóveis Ernesto Guedes conta que essa é uma área bastante procurada para investimento em pontos comerciais, principalmente a primeira parte. “Mas, geralmente, quem já está lá há muito tempo não sai, e na rua do Comércio 2 o movimento é menor”, observa. Ainda no Parque 10, a avenida Tancredo Neves, que dá acesso ao conjunto Shangrilá, também tem sido cogitada com essa finalidade. Outra área da capital bastante movimentada é a avenida Djalma Batista, porém, também já encontra-se muito ocupada por variados tipos de comércio e praticamente consolidada. E ruas como a Pará e João Valério, no conjunto Vieiralves, bairro Nossa Senhora das Graças, representam investimentos altos. “É uma área considerada nobre na cidade e foca mais as classes A e B”, diz o corretor. Ernesto comenta que bairros da Zona Leste – com grande movimentação de comércio – costumam ser lembrados
para uso de pontos comerciais por quem deseja comprar um galpão e abrir uma loja, por exemplo. “A rua principal do bairro Zumbi dos Palmares é uma área bastante ativa. A procura por aluguel de ponto por lá é grande”, observa o profissional. “A avenida Torquato Tapajós também é procurada por empresas para a abertura de galpões”. Outras áreas listadas pelo corretor de imóveis quando o assunto é a abertura de pontos comerciais são a rua J, no bairro Alvorada 2, e a
ESPAÇO
Segundo o corretor de imóveis Ernesto Guedes, uma das áreas da capital bastante movimentada e boa para o comércio é a avenida Djalma Batista, pelo grande fluxo de pessoas avenida Dom Pedro, que liga o bairro de mesmo nome ao Alvorada, além da estrada dos Franceses, na região próxima ao Campos Elíseos. Uma região em crescimento que está começando a ficar visada é a da avenida das Torres. “A procura por essa região está começando e, quando o shopping ficar pronto, vai ser mais visada ainda”, comenta o corretor. Contratos Ernesto Guedes informa que existe um equilíbrio do público que ele atende e que busca
investimentos na área comercial, tanto de pessoa física quanto jurídica. A duração dos contratos varia. “Alguns fazem contratos de, no mínimo, três anos. Outros de um ano, para verificar o retorno financeiro. E, quando o comércio está consolidado, fazem contratos de 5 anos”, conta o corretor. “O contrato é sempre feito a partir de 12 meses. Menos do que isso a lei não permite”, diz Iran Vitor Moreira Gomes, auxiliar administrativo e jurídico da Procasa, referindose à Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91). Já o valor desse contrato pode variar muito devido a estrutura do imóvel. “Se o imóvel for antigo, com um pé direito baixo, o valor vai ser menor. E, se for novo, o valor será maior”, analisa. O corretor observa ainda que o estacionamento é um fator que pode valorizar bastante um ponto comercial. “Às vezes se constrói um prédio e não é deixado um recuo para o cliente estacionar, e isso acaba sendo um ponto negativo. Ter um local reservado para estacionamento valoriza muito”, afirma. A média de locação de um imóvel considerado barato, com dimensões pequenas, de 30 a 50 metros quadrados, está avaliada em R$ 1,8 mil por mês. “Mas esse valor depende da localidade”, enfatiza Ernesto. Ele comenta ainda que há lugares pequenos que podem abrigar lojas e, se apresentarem um bom acabamento, a média mensal pode chegar a até R$ 10 mil.
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Tecnologia em 3D agiliza a execução de projetos
A procura pelo serviço é feita, em boa parte, por profissionais da construção civil
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á cerca de 3 anos, o arquiteto e urbanista Irlan Oliveira criou a marca “Life 3D” para atuar, profissionalmente, com maquetes eletrônicas, em uma junção com a A4 Arquitetos Associados, empresa da qual é um dos sócios-proprietários desde 2009. A maior parte dos parceiros do arquiteto é do ramo da construção civil, mas ele atua ainda ao lado de outros profissionais de sua área. Irlan afirma que o objetivo da maquete eletrônica – serviço oferecido também por outras empresas da cidade – é exibir com mais realismo um projeto de arquitetura. “A maquete em 3D também possibilita que o cliente entenda o que vai ser feito antes da execução de determinado projeto”, explica. Atualmente, o resultado do trabalho de Iran pode ser visto por meio de seu blog (maquetelife3d.blogspot.com.
br/) e do Instagram (instagram. com/life3d_maquete). O arquiteto comenta que começou a criar esse tipo de maquete há 6 anos, quando ainda estava na faculdade. “Desenvolvia esses projetos por uma necessidade do curso e depois levei para o lado profissional”, diz.. O profissional destaca que a maquete eletrônica confere mais dinamismo à criação de um projeto. “Antes, somente com o desenho à mão livre, o resultado demorava muito e dificultava um pouco a criação”, observa. “Agora, é possível apresentar 99% de realismo por meio do 3D”. Normalmente, a criação da maquete eletrônica já está incluída no contrato, e o valor – que varia bastante, de acordo com Irlan – é influenciado pelo grau de dificuldade da modelação. “A maquete em 3D já se tornou uma obrigação para profissionais da área
para que os clientes compreendam melhor o que vai ser executado”, afirma. Já que muitos desconhecem as vantagens da maquete eletrônica, Oliveira conta que esse serviço na cidade é procurado principalmente por profissionais da construção civil. Mas, ele mantém ainda parceria com outros profissionais de arquitetura, que fornecem o projeto em 2D e, a partir dessa ideia, modela a maquete eletrônica.
SERVIÇO LIFE 3D
Onde: Avenida Tefé 1.371, edifício Golden Center, sala 15, Cachoeirinha Informações: (92) 3213-5401 e 9162-6700
O realismo ajuda na hora de exibir o projeto ao cliente
EXPEDIENTE EDIÇÃO Bruno Mazieri
FOTOS Alberto César Araújo
REPORTAGEM Bruno Mazieri Luiz Otávio Martins
REVISÃO Dernando Monteiro
DIAGRAMAÇÃO Mario Henrique Silva TRATAMENTO DE FOTOS Klinger Santiago
FOTOS: DIVULGAÇÃO
A maquete eletrônica se tornou uma necessidade na área de arquitetura, para exibir projetos de interiores com mais realismo
O risco da bolha imobiliária Após “boom” da construção civil, o mercado dá sinais de desaceleração de preços nas regiões periféricas do país, causando preocupação
De acordo com especialistas, o mercado dá sinais de acomodação
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epois do forte aumento dos últimos anos, valor médio do metro quadrado deve se manter estável em 2014. Alguns economistas ainda temem a bolha imobiliária. Nos últimos anos, o setor de construção civil não parou de crescer no Brasil. Prédios e mais prédios foram construídos no embalo do aumento de renda e da expansão do crédito. Mas, junto com o fenômeno, veio algo que chamou a atenção de consumidores e especialistas: o aumento vertiginoso dos preços dos imóveis. O aumento médio de 13,7% em 2013 e também em 2012, além de quase o dobro (26%) em 2011, de acordo com o Índice FipeZap, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, faz com que alguns economistas ainda cogitem a possibilidade de uma bolha imobiliária no país. Mas, para outros especialistas, depois da escalada de preços, o preço dos imóveis deve subir menos em 2014. “O mercado dá sinais de uma certa acomodação, até mesmo de estagnação nas regiões periféricas”, afirma Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec/RJ. “Entretanto, nas grandes capitais e cidades-sedes da Copa que sofreram obras de infraestrutura impactante, os bairros mais próximos dessas melhorias continuam muito valorizados”. O economista Júlio Gomes de Almeida, da Unicamp, afirma que, em regiões como o Rio de Janeiro, o aumento dos imóveis foi excessivo devido aos custos da compra de um terreno em lugar privilegiado, como na Zona Sul, que engloba bairros como Ipanema, Leblon e Copacabana. “Mas há um processo especulativo forte em relação aos terrenos localizados nas áreas urbanas, fazendo com que os preços dos imóveis fiquem muito eleva-
dos”, explica o especialista.
Fenômeno presente no Brasil?
Ano atípico Segundo Braga, este ano deverá ser de maior cautela, já que 2013 não foi tão positivo para a economia brasileira. Além disso, por ser ano de eleições, o governo federal não deve mexer de forma brusca na economia. De acordo com o especialista, mesmo com os preços subindo menos, não deve ocorrer uma queda generalizada, já que o mercado segue aquecido por haver um deficit histórico de moradias no Brasil e também por causa do farto financiamento para as famílias brasileiras. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), 2013 al-
AUMENTO
Segundo o economista Celso Grisi, mesmo com os custos com terreno, salário, aluguel de equipamento e importação de insumos altos, os preços das habitações não deverão subir mais que 6% cançou um novo recorde histórico, com R$ 109,2 bilhões em financiamentos. No período, 530 mil imóveis foram financiados. Para 2014, a expectativa é que as concessões alcancem R$ 126 bilhões, ou 15% a mais. Para o economista Celso Grisi, da Fundação Instituto de Administração (FIA), mesmo que os custos das construtoras com terrenos, salários, aluguel de equipamentos e importação de insumos continuem altos, os preços das unidades habitacionais não deverão subir mais do que o valor da inflação cerca de 6%. “As empresas vão ter que ganhar em produtividade para evitar a redução da margem de lucro”, afirma.
Este ano deve ser visto com cautela já que em 2013 o mercado não foi tão bem quanto o esperado
O aquecimento do mercado imobiliário em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, pode levar a uma sobrevalorização de preços e fazer com que uma possível bolha imobiliária estoure no Brasil, segundo alguns especialistas ouvidos pela DW. Para Samy Dana, economista da Fundação Getúlio Vargas, a bolha imobiliária já está formada, mesmo com a queda dos preços que continuam, em sua opinião, acima do valor razoável. Para ele, há um desequilíbrio na relação entre o custo do aluguel e do investimento em um imóvel novo. O economista cita o exemplo de imóveis de 100 metros quadrados em São Paulo, que custam mais de R$ 1 milhão valor que hoje, investido na poupança faria com que o montante aumentasse R$ 5 mil por mês. “Ninguém paga R$ 5 mil para morar num imóvel de 100 metros quadrados. Isso significa que os preços estão muito altos para a população brasileira”, argumenta. Já Grisi avalia que não haverá bolha imobiliária, pois o ritmo de construção de imóveis diminuiu para se adequar à demanda. “Está claro que vamos ter um ritmo de vendas mais baixo. Os imóveis deverão ser reajustados de acordo com a inflação”.
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
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Papéis de parede
personalizados
Atuante na área de eventos, a Good Times investe na aplicação de papel de parede com adesivo vinílico, que dispensa o uso de cola. Além de estampas prontas, o cliente pode utilizar desenhos criados com exclusividade para diversos ambientes
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A aplicação do papel de parede vinílico dispensa o uso de cola
specializada em assessoria e coordenação de eventos, a Good Times começou a investir recentemente em papéis de parede com adesivo vinílico, que dispensa o uso comum de cola. Um dos sócios-proprietários da empresa, André Porto, destaca a facilidade na aplicação do produto, tanto que o cliente pode optar em colocar em prática por conta própria ou em solicitar o serviço da equipe da Good Times. André explica que a empresa não investe em estoque, e os papeis de parede são feitos sob encomenda e impressos na própria máquina da Good Times. “Temos estampas prontas, pois queremos criar um catálogo, mas também desenvolvemos o design de acordo como o cliente quiser”, diz. As estampas são criadas pela designer e sócia-proprietária Carolina Azulay. Ela conta que as imagens mais pedidas envolvem desenhos de flores, corações, borboletas, pássaros, lajotas portuguesas e formas geométricas variadas, além de tijolos e textura de cimento queimado, que dão um ar rústico às paredes. “A maioria de nossos clientes até o momento é de pessoas jovens e já aplicamos os papéis de parede principalmente em ambientes como escritórios e quartos”, revela a designer. Após ser contratada, a equipe da Good Times vai até o local para medir a parede. “Essa medição não é cobrada e o orçamento é feito de acordo com o tamanho do espaço, já que trabalhamos com metro quadrado”, explica André. “Nós produzimos com o tamanho ajustado para não haver perda de material porque é caro”, enfatiza Carolina. O metro quadrado do adesivo é vendido a R$ 85 (com aplicação) e R$ 55 (sem apli-
cação). “É um produto um pouco mais caro em relação ao que tem no mercado, mas que conquista o cliente pela possibilidade de personalização”, afirma André. “E o valor cobrado não varia de acordo com o tipo de estampa”. O adesivo vinílico para os papéis de parede da Good Times está disponível em material fosco ou com brilho. “Quem quiser outras texturas, poderemos fazer uma consulta”, informa André. Ele observa ainda que alguns cuidados devem ser reservados no momento da manutenção desse tipo de papel de parede. “É recomendado que seja aplicado numa parede que não receba muito sol e que a limpeza seja feita com pano seco”, aconselha. “O pano com álcool desgasta a impressão. A limpeza com pano seco ajuda na durabilidade”, completa Carolina. Caso o cliente queira remover o papel adesivo, a designer comenta que o material pode ser retirado por inteiro, sem danos à parede. “Vai depender das condições da parede do cliente, mas normalmente ficam apenas alguns resquícios do material adesivo”, diz. E, em relação à aplicação, por se tratar de peças grandes, Carolina aconselha o uso da equipe profissional para realizar esse serviço e evitar possíveis bolinhas de ar atrás do papel adesivo.
SERVIÇO GOOD TIMES EVENTOS Onde: Alameda Arábia, 58, conjunto Itaporanga 2, P. Negra Informações: facebook.com/ goodtimeseventos.am ou (92) 8123-1166 O interessado pode contar com estampas prontas ou criá-las
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