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Salão Imobiliário - 8 de dezembro de 2013

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MANAUS, DOMINGO, 8 DE DEZEMBRO DE 2013

(92) 3090-1017

Projeto prevê construção e

regularização fundiária P

ouco conhecido pelo público em geral, o Plano de Habitação de Interesse Social é uma iniciativa da Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), que possibilita que pessoas de baixa renda (até três ou cinco salários mínimos) tenham acesso a projetos gratuitos de moradias e à regularização fundiária – mediante comprovação de que são legalmente as proprietárias do imóvel. Esse plano de habitação possui algumas características do “Sua Prefeitura”, de 2010, e algumas de suas normas foram modificadas para se adequar à nova legislação do Plano Diretor Urbano e Ambiental do município de Manaus. Segundo o arquiteto e urbanista Marcelo Megali, da Gerência de Aprovação de Projetos de Interesse Social (Gapis), geralmente os proprietários acabam tomando conhecimento dessa iniciativa ao construir um imóvel sem se preocupar com alvará de construção, por meio da denúncia ao Implurb de algum vizinho incomodado com a obra, por exemplo. Mas, os proprietários também podem solicitar por meio do Implurb o projeto para um lote vazio. “Quando nosso corpo técnico de fiscalização vai até o local e observa que são pessoas de baixa renda, o Instituto emite o auto de notificação para a pessoa que está construindo sem alvará. Quando ela vem aqui, o próprio setor de fiscalização a encaminha para o Gapis. Então, é verificado se essa pessoa tem condições de se enquadrar no que era o programa Sua Prefeitura, ou seja, se tem como regularizar o que já foi feito até então e aprovar o

FOTOS: DIVULGAÇÃO

O Plano de Habitação de Interesse Social prevê a elaboração de projetos gratuitos para moradores de baixa renda restante que ela precisa”, explica o gerente, que também é o responsável técnico por esses projetos. “Nós verificamos qual é a real situação e se as características atendem ou não ao Plano Diretor, com base numa legislação específica, que é a lei 846”. Corpo técnico Os projetos de moradias são elaborados por um corpo técnico de arquitetos ligados ao instituto. Marcelo Megali lembra que existem casos de pessoas que chegam a apresentar propostas desenhadas para elas, mas o projeto tem que ter a responsabilidade do corpo técnico do Implurb. “O instituto analisa os projetos para aprovação e para regularização do que já foi feito, e licencia o restante da obra”, diz. “Se a obra está 100% concluída, concedemos a regularização. Se a obra está no zero, aprovamos e licenciamos o alvará de construção e, mais adiante, damos o Habite-se (certidão que atesta que determinado imóvel foi construído de acordo com as exigências da prefeitura) se estiver de acordo com o que havíamos proposto”. Mesmo que o proprietário ainda não tenha o título definitivo do imóvel, mas já paga IPTU e consumo de energia elétrica e de água, essa contribuição ao município é levada em conta no momento de regularizar a situação fundiária. Mas, a procura para essa regularização a partir de iniciativa própria é mínima. “Na verdade, é uma procura induzida pela fiscalização”, observa Megali. “Dificilmente alguém chega aqui e diz, “Eu queria construir minha casa, mas não tenho dinheiro e queria me enquadrar nesse programa”. Temos tem uma demanda, mas é em função da fiscalização”.

O arquiteto Marcelo Megali afirma que os proprietários só tomam conhecimento do projeto quando constroem sem se preocupar com o alvará de construção

Modificações no programa Uma das mudanças em relação ao Sua Prefeitura diz respeito à previsão de se construir em lotes vazios moradias de apenas um pavimento. “Estamos mudando essa situação porque muitas vezes se constrói em função da dimensão do lote. A pessoa tem um terreno pequeno e só pode construir para cima”, explica Marcelo Megali, frisando que, em muitos casos, a família não é pequena. Antes o programa previa construções e modificações a partir de modelos padrão de casa. Hoje, entretanto, os projetos são pensados para se adequar ao espaço disponível. “Muitas vezes nós visitamos o local duas, três ou quatro Recentemente o programa disponibilizado pela Prefeitura de Manaus passou por mudanças

vezes para adaptar o projeto ao que o morador quer. Mas cada caso é um caso, por isso nós estamos adaptando esse programa. Não impomos aos proprietários o que faremos. Nós analisamos e realizamos um levantamento técnico”, diz o gerente. Outra mudança diz respeito ao prazo do alvará de construção, que antes previa seis meses para uma construção e, atualmente, é de 12 meses. “Se, por ventura, o proprietário perceber que não pode seguir, ele pode vir ao instituto, paralisar a obra e, quando puder dar continuidade, ele volta aqui e continua com o alvará”, explica Megali. E, se não quiser mais construir,

deve ir até o Implurb e cancelar esse documento. O orçamento da obra é outro item que foi modificado, e a gerência não realiza mais essa previsão. “Não fazemos mais essa parte porque varia muito. Então, muitas vezes o orçamento não bate com o do proprietário e ele procura o mais barato”. A Gerência de Aprovação de Projetos de Interesse Social (Gapis) funciona na sede do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), que fica na avenida Brasil, 2.971, Compensa, prédio anexo ao da Prefeitura Municipal de Manaus. Telefones: (92) 36255050 e 3625-5068.


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Blog auxilia na compra e venda de imóveis locais essa área eu tento conectar ao site. Também busco ter bastante cuidado com a qualidade das imagens postadas, pois acredito que isso confere um diferencial ao site”, analisa. Outras formas de aumentar a divulgação do site e o número de clientes foi com a divulgação do perfil do “Imóveis Online” em redes sociais como o Facebook e, principalmente, o Instagram. “Fiquei surpresa com a aceitação pelo Instagram”, revela. Até o momento, Mônica considera bem-sucedida a sua investida no universo da internet. A forma de apresentação do site é uma das preocupações de Mônica Cardoso. “Todo cliente visa praticidade hoje em dia, então, tudo que precisar fazer, ele faz pela internet. E eu invisto em uma forma de navegação fácil e rápida”, afirma. A boa aceitação do blog “Imóveis Online” também pode ser conferida por meio dos acessos dos internautas. São de 70 a 80 visitas diárias e cerca de 100 mil acessos mensais. “Fiz o blog sem intenções comerciais. Era só um link para que o cliente pudesse acessar imagens do que queria comprar ou alugar. Mas, como obtive bons resultados, resolvi ampliar o site”, explica.

Segundo a corretora Mônica Cardoso, o blog tem feito sucesso não apenas entre corretores, mais também com o público em geral

BRASÍLIA

Favelas com mais moradores O número de pessoas morando em favelas na região metropolitana de Brasília cresceu mais da metade em 10 anos. A capital federal está na contramão do restante do país, onde, em média, a população brasileira cresceu 14,5% entre 2000 e 2010 e a quantidade de pessoas morando em favelas aumentou 6%. Em Brasília, no entanto, o número de indivíduos em favelas subiu 50,7%. A informação consta do estudo Cidades em Movimento: Desafios e Políticas Públicas, divulgado na última segunda-feira, dia 2, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com

base no Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo do Ipea, Brasília está entre as capitais onde a população morando em favelas mais cresceu em uma década: 50,7%. Em seguida vem Manaus (29,2%), Belém (14,7%) e Rio de Janeiro (9,3%). De acordo com o presidente do Ipea, Marcelo Neri, o estudo não é conclusivo, mas indica a verticalização das favelas, reflexo do aumento do preço dos imóveis em grandes centros. Responsável pelo estudo, o pesquisador Rogério Boueri ressaltou, ainda, que no entorno de Brasília, onde está a

maioria desses conglomerados, há um “boom imobiliário” que tem elevado os preços dos imóveis, especialmente nas regiões de baixa renda. Por outro lado, entre as maiores regiões metropolitanas do país, diminuiu o número de pessoas morando nessas condições: Curitiba (22,1%), Belo Horizonte (12,8%) e Porto Alegre (6%), resultado da “redução da desigualdade (socioeconômica) e da pobreza”, diz o documento. O número de pessoas vivendo nas favelas passou de 10,6 milhões para 11,2 milhões, entre 2000 e 2010, em todo o país. Por Agência Brasil REPRODUÇÃO

V

oltado principalmente para vendas de imóveis pela internet, o blog “Imóveis Online” (www.imoveisonline.blog.br) está no ar desde o mês de agosto, sob a responsabilidade da corretora manauense Mônica Cardoso. Por meio do site, é possível pesquisar imóveis ainda na planta ou prontos para compra e aluguel, acessar notícias de mercado, informações sobre lotes, salas comerciais, entre outros. Mônica Cardoso enfatiza que o “Imóveis Online”, na verdade, é uma extensão do “Global Manaus”, site que ela colocou no ar há 4 anos. “Hoje, o blog é a minha ferramenta de trabalho e me auxilia bastante na captação de clientes”, observa. O site, no início, servia apenas para divulgar lançamentos de imóveis, mas aos poucos passou a incorporar outras atividades. A profissional atua nessa área há 5 anos. Já trabalhou numa empresa do ramo, mas hoje em dia é autônoma e tem escritório próprio. Ela revela que pretende incluir no seu blog também outros atrativos relacionados a imóveis como, por exemplo, dicas de decoração. “Tudo que tem a ver com

REPRODUÇÃO

Mantido pela corretora Mônica Cardoso, a página é uma boa ferramenta para informações sobre o mercado imobiliário

Em Brasília, o número de habitantes em suas favelas teve crescimento de 50,7%

EXPEDIENTE EDIÇÃO Bruno Mazieri

FOTOS Alberto César Araújo

TRATAMENTO DE FOTOS Pablo Filard

REPORTAGEM Bruno Mazieri Luiz Otávio Martins

DIAGRAMAÇÃO Mario Henrique Silva

REVISÃO Gracycleide Drumond Leomir Góes


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Bairro atrai novos

investimentos L

ocalizado na Zona Centro-Sul de Manaus, o bairro Parque das Laranjeiras é considerado uma das áreas nobres da capital amazonense, perto do Parque Dez e de Flores. A comodidade de serviços próximos atrai novos moradores que costumam adquirir empreendimentos imobiliários de médio e de alto luxo, e quem já vive no bairro há mais tempo nem pensa em se mudar graças às vantagens existentes nessa área. Iran Vitor Moreira Gomes, auxiliar administrativo e jurídico da empresa Procasa, observa que o Parque das Laranjeiras ainda é um bairro muito valorizado como investimento imobiliário. “A cada dia essa valorização se amplia porque surgem novos empreendimentos, tanto condomínios de luxo quanto de médio porte”, afirma. “É uma área privilegiada. Fica perto de faculdade, de agências bancárias, farmácias, tem linhas de ônibus, então, é excelente para fazer negócio e dá retorno financeiro”. O auxiliar jurídico diz que, em relação ao ano passado, o número de locação e de venda de imóveis no bairro sofreu uma queda por causa da crise econômica enfrentada pelo país. Mesmo assim, a movimentação imobiliária no Parque das Laranjeiras permanece significativa. “Se houvesse mais movimentação de dinheiro, haveria muito mais negócios. O mercado já esteve mais aquecido. Ainda tem gente negociando, mas não com tanta frequência”, analisa. Ele observa que os preços de aluguel também têm sofrido uma queda, devido à quantidade alta de ofertas. De acordo com Iran, o preço em média de imóveis para venda – tanto de apartamentos quanto de casas – no Parque das Laranjeiras varia muito, de R$ 250 mil a R$ 1,5 milhão. “Há apartamentos de dois ou três quartos na faixa de R$ 400 mil ou R$ 500 mil. Na área de Flores é um pouco mais baixo, de R$ 150 mil, e no Parque das

Laranjeiras tem casa de até R$ 1,5 milhão”. Já o preço do aluguel no bairro apresenta uma variação de R$ 700 até R$ 5 mil, em condomínios mais valorizados que, segundo Iran, não são fáceis de alugar. Ele lembra também que a maior parte das vendas de imóveis nessa área é feita por meio de financiamento.

O The Clube Residence contará com gerador de energia e central de gás

Tranquilidade A arquiteta Samara Félix é moradora do conjunto há 15 anos. Ela considera uma área calma e cita como vantagem a proximidade de serviços como lojas e drogarias e do bairro Parque Dez. E,

VALORIZAÇÃO

O bairro Parque das Laranjeiras, segundo o auxiliar administrativo e jurídico da empresa Procasa, afirma que o local ainda é bastante valorizado como investimento imobiliário entre os pontos negativos, Samara aponta o trânsito e a segurança. “Antes não havia muito trânsito por aqui. Com a faculdade aumentou muito o movimento de carros, principalmente nos horários de pico”, observa, referindose ao movimento de veículos para a Faculdade Nilton Lins, que fica perto da sua casa. Em relação à segurança, a arquiteta revela que nunca foi vítima de assaltos, por exemplo, mas conhece vários casos de moradores da sua rua que já passaram por essa situação. Por conta disso, ela observa que diversas pessoas acabam procurando moradias nos diversos condomínios que existem na região. Para Samara, os prós do Parque das Laranjeiras falam mais alto do que os contras. “Eu gosto de morar nessa área e conheço várias pessoas que, assim como eu, não gostariam de se mudar daqui”, afirma.

Infraestrutura que facilita a vida Ex-morador do Conjunto Shangrilá, no Parque Dez, o editor de vídeo Robinson Barreto mudou-se em março deste ano para um apartamento no Parque das Laranjeiras, incentivado por atrativos como acesso fácil e a variedade de lojas próximas. “Tem um supermercado ao lado de onde eu moro praticamente. Tem drogarias, não preciso ir longe para conseguir algo”, diz. Assim como Samara, Robinson também reclama do movimento de veículos na área. “O trânsito está cada vez pior. Quase todo mundo que vem da Cidade Nova para o Centro passa pelo Parque das Laranjeiras e

gera um trânsito muito grande”, analisa. “São praticamente 30 minutos da minha casa até a bola do Conjunto Eldorado, por exemplo”. Algumas deficiências na infraestrutura também são motivos de descontentamento por parte de Robinson. “Falta iluminação e algumas ruas são quase escuras por completo”, revela, lembrando que não há nenhum tipo de mobilização de moradores em busca de melhorias. “Há uns quatro meses a rua estava toda esburacada, todo mundo tinha que ficar desviando de buracos o tempo todo. Só vi alguns vizinhos reclamando, mas não houve uma união para tentar resolver.

Eu que aproveitei uma ação da Prefeitura no Centro, que estava coletando problemas da cidade, e preenchi uma ficha solicitando o conserto da rua”, conta. Mesmo com essas deficiências, Robinson acredita que a definição de área nobre ainda pode ser aplicada ao Parque das Laranjeiras. “É uma região muito valorizada por ter tudo próximo, e assim mesmo não deixa de ser uma área residencial”, afirma. E garante que fez um bom negócio com a sua mudança. “O Shangrilá, no Parque Dez, era numa área boa, mas muito longe de lojas e com apenas uma linha de ônibus. No Parque das Laranjeiras estou melhor”.

Novo condomínio residencial O The Club Residence é um dos lançamentos da construtora Colmeia na região do Parque das Laranjeiras. O empreendimento possui cinco torres residenciais erguidas em um terreno de 22.723,56 metros quadrados. Cada torre abriga sete pavimentos e uma diversidade de atrativos. Os moradores poderão desfrutar de praças, playgrounds, salões para festas infantis e adultas, piscinas, Clube Fitness, gerador de energia e central de gás.

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O Parque das Laranjeiras é uma das áreas nobres da cidade e mantém a valorização no mercado imobiliário


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Corretores locais promovem doações para a Casa Vhida Paschoal Guilherme Rodrigues, Solange Dourado e João Teodoro da Silva durante o evento

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lém de comemorar o Dia do Corretor de Imóveis, celebrado em 27 de agosto, o Correshow também tem caráter beneficente. Todo ano, o evento arrecada latas de leite para a Casa Vhida, instituição que atende crianças e adolescentes portadores do vírus HIV no Amazonas. O Correshow é coordenado pelo

Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) e sua quinta edição aconteceu em 27 de novembro, no Elegance Festas & Convenções. Segundo Daniel Aragão, coordenador geral do Correshow e conselheiro estadual do Creci, o evento acontece no fim de cada ano para que os profissionais da área consigam arrecadar um número

maior de latas de leite para doação. Ele revela que 700 pessoas compareceram ao Elegance, entre elas o presidente do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis, João Teodoro da Silva. Durante o Correshow, foram distribuídos troféus do Prêmio Solidário do Mercado Imobiliário para as empresas que mais arrecadaram latas para

a Casa Vhida, em duas categorias. Na primeira, “Incorporadora e Construtora”, as premiadas foram a Incorporadora Tecnisa, a Construtora e Incorporadora Arruda Guimarães e a Construtora Aliança e Incorporadora PDG. E, na categoria “Imobiliárias”, conquistaram os três primeiros lugares a C & Castro Imóveis, Innova Planejamento Imobi-

liário e a Mais Imóveis. Já o prêmio Destaque Solidário foi entregue para os corretores Caio Santos (Tecnisa), Letícia Barreto (Autêntica) e Marcello Bentes (Direcional Vendas). Este ano, foi criado o prêmio Padrinho do Leite, concedido a João Teodoro da Silva, Paschoal Guilherme Nascimento Rodrigues (idealizador do Correshow e presidente do

Creci/AM-RR) e a presidente da Casa Vhida, Solange Dourado, com o prêmio Madrinha do Leite. Daniel Aragão enfatiza que, futuramente, o Conselho Federal dos Corretores de Imóveis pretende tornar o evento nacional para mobilizar os profissionais de outros Estados para apoiar instituições filantrópicas em suas cidades.

Moradores passam por remoção Representantes de comunidades removidas ou em vias de remoção por causa de obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, participaram na última semana da audiência pública para Remoções por Grandes Projetos na Cidade do Rio de Janeiro, na Câmara dos Vereadores da capital fluminense. A violação de direitos humanos, privatização do espaço público e exclusão das comunidades envolvidas foram algumas das denúncias feitas no encontro que reuniu mais de 100 pessoas no plenário da Casa. Os moradores dessas comunidades queixaram-se da falta de informação e esclarecimento a respeito das obras e das desapropriações. Alguns reclamaram de agentes da prefeitura por fazer falsas promessas de aluguel social e de indenizações que nunca foram pagas. Para Roberto Marinho, morador do Morro da Providência, na zona portuária da cidade, os interesses comerciais estão passando por cima dos sociais na região. “Esta é uma cidade que exclui o pobre, que é cidadão, que paga impostos, trabalha e contribui para a cidade” dis-

se. “É doloroso e deprimente sofrer uma remoção. De uma hora para outra saber que sua casa será removida, sem uma satisfação. Nunca vi nenhum projeto, por onde vai passar a obra, quantas casas exatamente serão removidas”, declarou ao ressaltar que alguns moradores tiveram que sair

MUDANÇAS

A desapropiação dos espaços estão diretamente ligados aos eventos Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíadas de 2016. Nesta semana foi realizada um audiência pública sobre o assunto de casas confortáveis com varandas e foram realocados “em cubículos nos confins da cidade, mais distantes do centro”, denunciou. De acordo com o pesquisador do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbanístico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Vainer, entre 60 mil e 70 mil pessoas deixarão suas moradias no Rio até 2016. “É uma política que empurra essas pessoas para os extremos da cidade,

onde os mais pobres ficam mais afastados. E os projetos de mobilidade estão voltados para a especulação imobiliária em áreas vazias da zona oeste, quando 70% a 80% da demanda de transporte estão na zona norte e na Baixada Fluminense”, disse. Para Vainer, o legado que os megaeventos deixarão para Rio será trágico. “Uma dívida pública acrescida, uma cidade brutalmente segregada, o Poder Público cada vez mais autoritário. A população não sabe quanto custarão esses eventos, o que isso vai implicar nos próximos dez anos, 20 anos, em redução de recursos para investimento em educação, saúde, além de aumento de impostos”, declarou. Por causa das obras via expressa Transoeste, Jorge Santos perdeu a casa onde morava na antiga Vila Recreio 2, em Jacarepaguá. “Existem leis demais e pessoas de menos capazes de fazer com que essas leis sejam cumpridas. O que mais precisamos no Rio de Janeiro é de transparência. Precisamos de uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) em relação à moradia, pois o que passamos e que ainda vamos passar é uma vergonha”, lamentou. Por Agência Brasil

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RIO DE JANEIRO Moradores foram removidos de diversas áreas do Rio de Janeiro

União poderá mudar quadro Para Maria Lúcia Pontes, defensora pública do Núcleo de Terras e Habitação, apenas a união e organização dos moradores podem reverter esse quadro. “Vocês precisam se apropriar desse direito à casa, à regularização de sua comunidade. Precisam exigir o respeito ao direito humano à moradia”, declarou. A presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos

Humanos da Câmara de Vereadores, Teresa Berguer, declarou que o prefeito Eduardo Paes foi convidado para participar da audiência, mas nenhum representante do Poder Público municipal apareceu. “Hoje mesmo vamos entrar com uma moção na prefeitura sobre a questão da Vila Autódromo e uma reavaliação na questão das remoções em função de

grandes projetos envolvendo os megaeventos”, disse ao informar também que enviará um ofício ao presidente da Casa, vereador Jorge Felipe, para protestar a ausência de representante do Executivo municipal na audiência. A Secretaria Municipal de Habitação informou, por meio de nota, que os reassentamentos são feitos com base no decreto sobre direitos humanos.

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Durante o Correshow, profissionais do mercado imobiliário arrecadaram leite para a instituição e celebraram o Dia do Corretor


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residenciais neste mês

A segunda fase do Arboretto Praças Residenciais Aleixo e o empreendimento Life Centro que, juntos, totalizarão quase 300 apartamentos

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este fim de ano, Manaus vai ganhar dois empreendimentos residenciais de “peso”. A Capital Rossi vai entregar nos próximos dias a segunda fase do residencial Arboretto Praças Residenciais Aleixo e Life Centro, empreendimentos que, juntos, totalizam quase 300 novos apartamentos na cidade. Das entregas, 196 apartamentos fazem parte do Arboretto Praças Residenciais Aleixo, empreendimento localizado na Alameda Cosme Ferreira. Já o Life Centro, contará com 96 apartamentos distribuídos em uma torre residencial, segundo informações da Capital Rossi. De acordo com o gerente de vendas da Capital Rossi, Rodrigo Oliveira, o Arboretto Praças Residenciais Aleixo conta com apartamentos de 73 e 58 metros quadrados de dois ou três dormitórios, sendo um suíte. “Além disso, os imóveis farão parte de um condomínio com segurança e uma área de lazer completa instalado em uma área privilegiada por estar perto de hospitais, shoppings e do Polo Industrial de Manaus (PIM)”, diz o executivo. Oliveira salienta que o Arboretto Praças Residenciais Aleixo terá 15 torres de apartamentos, sendo que as oito primeiras, com 224 apartamentos, foram entregues em setembro. “Nessa segunda etapa, serão entregues as outras

sete torres”, frisa o gerente, ao pontuar que restam poucas unidades para comercialização. “O residencial foi um sucesso de venda, portanto, quem quiser morar no Arboretto Praças Residenciais Aleixo terá que “correr” para garantir o seu espaço”, relata. Já o Life Centro, conforme o gerente, também dispõe de poucas unidades para comercialização. O empreendimento contará com 96 apartamentos com tamanhos que variam de 55 metros quadrados a 79 metros quadrados, com opções de dois e três dormitórios, sendo um suíte. Segundo a Capital Rossi, o Life Centro proporcionará ainda piscina, fitness, pet care, espaço gourmet, brinquedoteca, salão de festas e salão de jogos. “Vale ressaltar ainda que o residencial está localizado no bairro Centro, privilegiada e de fácil acesso”, observa o gerente.

Ao todo 196 apartamentos serão entregues no residencial Arboretto Praças Residenciais

Campanha diferenciada para novos moradores Além de anunciar a entrega da segunda fase do Arboretto Praças Residenciais Aleixo e do Life Centro, a Capital Rossi informou que também dará uma “forcinha” para quem adquirir um dos imóveis restantes nos residenciais.

“O cliente poderá apresentar a sua proposta de como pretende pagar a sua nova casa e a Capital Rossi vai avaliá-la”, frisa o gerente de Vendas da empresa, Rodrigo Oliveira. O executivo destaca também que, somado à ação da avaliação da proposta, o cliente também terá out r a

vantagem na compra de um imóvel nos residenciais. “Ele (o cliente) poderá financiar até 90% do saldo do imóvel junto ao banco, dependendo do seu histórico junto à instituição financeira”, ressalta. A Capital Rossi Fruto da parceria entre a Construtora Capital, líder do segmento na região Amazonense, e a Rossi, uma das principais incorporadoras e construtoras do País, a

joint-venture Capital Rossi se consolidou em dezembro de 2009. Os números comprovam o grande potencial da joint venture, que já apresentou ao mercado de Manaus 23 projetos e possui mais de oito mil unidades vendidas na região desde o início da parceria até março de 2013. Em dezembro do ano passado, a Capital Rossi foi eleita, no segmento de Construtoras, como a marca mais lembrada dos consumidores manauaras. A joint venture venceu na categoria Top of Mind do Prêmio Amazonense de Propaganda e Marketing. Siga a Capital Rossi nas redes sociais: Facebook (facebook. com/capitalrossioficial) e Twitter (@capitalrossi).

O empreendimento Arboretto Praças Residenciais terá 15 torres de apartamentos

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Construtora entregará dois


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Novo condomínio oferece diferenciais para o público U

m dos mais recentes lançamentos do mercado imobiliário local, o residencial do Bosque Flores tem projeto assinado pela empresa Roberto Moita Arquitetos e oferece mensais facilitadas a partir de R$ 682. A execução ficou a cargo da construtora Colmeia e o terreno possui 29.408,25 metros quadrados. O empreendimento está localizado na avenida Torquato Tapajós, com entrada pela rua Dom Jackson Damasceno Rodrigues, próximo ao Condomínio João Bosco. Os principais diferenciais do Bosque Flores para o público são duas vagas de garagem cobertas para cada unidade e gerador de energia elétrica para todo o empreendimento. Estão disponíveis apartamentos com varanda de três e dois quartos (uma suíte), entregues com piso de porcelanato, cujas áreas variam de 68,10 a 59,40 metros quadrados privativos. O empreendimento também dispõe de outros atrativos, como fachadas revestidas de cerâmica, áreas comuns (piscina, playground, salão de festas, academia)

entregues decoradas e equipadas, elevadores com ar condicionado, praças, recantos e muitas conveniências. Outros diferenciais do residencial são uma infraestrutura para aquecedor de passagem a gás nos banheiros sociais, jardim dotado de irrigação automática e decorado com espécies nativas, circuito de TV fechado com câmeras para controle

O empreendimento possui o terreno total de 29.408,25 metros quadrados

ATRATIVOS

Os principais diferencias do Bosque Flores para o público são duas vagas de garagem cobertas para cada unidade e gerador de energia elétrica para todo o empreendimento de acesso de pessoas, sensores de energia nos halls e escadas e infraestrutura para medição de individual de gás dos apartamentos e das áreas comuns. O site da construtora para mais informações sobre esse empreendimento é www.colmeia. com.br.

REPRODUÇÃO

CONSTRUÇÃO

Segundo o presidente do Sinduscon-SP Sérgio Watanabe, 2013 foi ruim para o Brasil

Setor registra baixo crescimento O andamento das obras públicas e privadas em ritmo mais lento frustrou a projeção de um crescimento entre 3,5% e 4% para o setor. De acordo com as estimativas apresentadas na última semana pela diretoria do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, Sinduscon-SP, o crescimento deve alcançar 2% neste ano, ante aumento de 2,5% do PIB nacional, embora os números do exercício ainda não tenham sido fechados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O ano de 2013 foi ruim para o Brasil”, classificou o presidente da entidade, Sergio Watanabe, acrescentando que a falta de dinamismo na economia acabou criando um comportamento mais cauteloso por parte dos empresários. Para 2014, no entanto, a estimativa do Sinduscon-SP é

de retomada, não no mesmo vigor de 2010, mas ao menos com a expectativa de que a construção civil cresça 2,8% em caso de um PIB nacional com expansão de 2%. Na avaliação da economista Ana Maria Castelo, coordenadora da área de estudos de construção civil da Fundação Getulio Vargas (FGV), o que influenciou o desempenho mais fraco, neste ano de 2013, foi o segmento da infraestrutura. “O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) andou em ritmo mais devagar”, destacou. Mudança A economista destacou o fato de que já há uma mudança na percepção dos empresários quanto aos retornos dos investimentos com tendência mais positiva para 2014, segundo mostram as pesquisas de sondagem. Já o vice-presidente do Sindus-

con-SP, Eduardo Zaidan, prevê que o mercado imobiliário continuará aquecido no eixo Rio-São Paulo. O executivo mantém a defesa de que não existe uma bolha no setor. Na opinião dele, isso só ocorreria caso a economia entrasse em forte recessão, um cenário que ele não vislumbra. Ele acredita que os preços dos imóveis tendem a sofrer reajustes em índices menores do que nos últimos anos. No entanto, Zaidan disse que não há espaço para uma queda de valorização e defende maior deslanche dos negócios por meio do aumento de renda da população. Dados divulgados pelo setor apontam que o número de empregados com carteira na construção civil atinge em torno de 3,5 milhões, com crescimento previsto em 1% neste ano e 1,5% em 2014. Por Agência Brasil

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O residencial do Bosque Flores abrigará duas vagas de garagem e gerador de energia para todo o empreendimento


8 Engenheiros são quase três vezes mais do que os médicos no país

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Número de engenheiros é maior que o de médicos O dado foi divulgado com base na pesquisa “Cidades em Movimento: Desafios e Políticas Públicas” feita pelo Ipea

A

falta de médicos em determinadas regiões do país foi constatada na pesquisa “Cidades em Movimento: Desafios e Políticas Públicas”, divulgado na última segunda-feira, dia 2, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Feita com base no Censo 2010, mostra que, proporcionalmente, em relação ao número de habitantes, o país tem mais engenheiros que médicos. Além de apresentar mapas com as regiões mais carentes de médicos, o estudo revela que para cada engenheiro a

proporção é 267,62 habitantes. Já para cada médico, são 701,61 pessoas na média nacional. A proporção é menor no Maranhão, no Amapá e no Pará, onde são, respectivamente, um profissional de saúde para cada grupo de 2,3 mil, 1,9 mil e 1,5 mil pessoas. “São quase três vezes mais engenheiros que médicos no país”, reforçou o presidente do Ipea, Marcelo Neri, ao divulgar dados antecipados da pesquisa no Rio de Janeiro. “A relação é um médico no Maranhão para cada nove médicos em São Paulo”. No Maranhão, no Piauí e em Roraima, os engenheiros também são mais escassos que nos demais Estados do país, sendo um para cada grupo de 1,2 mil, 1,1 mil e mil pessoas. Coincidemente, por outro lado, os Estados com mais engenheiros e médicos são São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Segundo a pesquisa, as profissões foram quantificadas por serem fundamentais ao desenvolvimento do país e foco de políticas públicas federais como os programas Mais Médicos, do Ministério da Saúde, e o Ciência Sem Fronteiras, coordenado pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Educação. Por Agência Brasil

SÃO PAULO

Plano Diretor só em 2014 O vereador José Américo (PT), presidente da Câmara Municipal de São Paulo, afirmou nesta semana que o Plano Diretor da cidade deve ser aprovado pelo Legislativo paulistano até abril de 2014. “É uma meta que nós temos para seguir” disse ele. O cronograma para tramitação do tema está acordado tanto com o Executivo quanto com a oposição da casa. Entre as polêmicas técnicas previstas no texto enviado aos vereadores pela gestão Fernando Haddad, a que mais emergiu das discussões foi a intenção do Executivo em adensar os corredores de ônibus e trens da capital. O texto fala em quadruplicar a possibilidade de construção nestas áreas. A urbanista Lucila Lacreta, da Rede Nossa São Paulo, e Ivan Maglio, engenheiro e coordenador da elaboração do plano diretor em vigor, fizeram muitas críticas ao adensamentos dos corredores de transporte público. Para eles, esse incentivo para a construção de prédios nos corredores em toda a cidade é inviável. A cidade não terá capacidade de infraestrutura para comportar essas novas construções. Por Eduardo Geraque


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