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Salão imobiliário - 6 de abril de 2014

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MANAUS, DOMINGO, 6 DE ABRIL DE 2014

(92) 3090-1017

Construtora aposta em dois novos empreendimentos E

Estruturado O novo condomínio de casas ainda não tem nome definido, mas o lançamento está planejado para o segundo semestre, no bairro Santa Etelvina. O público-alvo é o B e vai somar a outro empreendimento da Engeco em área próxima, que é o Vitta Club House, na avenida Torquato Tapajós. Jória acredita que a ideia de distância dessas áreas não se aplica mais. “Em regiões como o Santa Etelvina você consegue resolver sua vida naquela área. Existe um mercado ali. Não vejo hoje grandes dificuldades porque o Santa Etelvina já se tornou um bairro próximo e, como é antigo, já está estruturado”, observa. E espera-se que esse próximo empreendimento seja tão bem-sucedido quanto o Vitta.

A empresa possui empreendimentos em diversos bairros de Manaus

Aposta no diferencial é o objetivo da empresa Jória Said explica que a equipe da construtora Engeco busca sempre lançar produtos com características que ainda não existam no mercado. “Todo cliente, seja A ou B, quer exclusividade, desde a fachada do prédio até o tipo de acabamento. Todos os nossos empreendimentos têm essa questão do diferencial. Procuramos oferecer um produto me-

lhor dentro de determinada metragem e para qualquer tipo de público”, comenta. “Os cuidados que temos com a classe B, temos também com a classe A. Nós pensamos em todos os detalhes, como técnicos e de uso do espaço. O empreendimento tem que ter funcionalidade, praticidade e beleza”. Entre os empreendimentos mais bem-sucedidos da

Engeco nos últimos anos, Jória Said aponta o Smart Residence Downtown. “Foi o que mais nos impressionou nas vendas porque é um produto específico, que não existia no mercado local. Fica no Centro, perto de tudo, é um empreendimento muito bem resolvido. A gente imaginava que sairiam primeiro as unidades menores de um quarto. Mas foram as maio-

Afinidade com o Adrianópolis

res, que achávamos que não sairiam tão rápido, as que mais venderam”, conta. Ela lembra ainda que o Terezina 275 foi outro marco para a empresa. “Muita gente não acreditava nesse investimento, mas hoje existem poucas unidades disponíveis. E o residencial nem contou com uma grande campanha de marketing”, observa Jória.

Jória Said (à direita) afirma que a principal preocupação é oferecer empreendimentos com serviços diferenciados

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

ventos como a Copa do Mundo da Fifa e as Eleições têm feito brotar nos investidores do mercado imobiliário local uma certa cautela quando o assunto são os novos empreendimentos. Mesmo assim, algumas empresas apostam no sucesso de seus investimentos e, entre elas, está a Construtora Engeco, cuja agenda 2014 inclui o lançamento do residencial Atmosphere e de um novo condomínio de casas, além da reforma e ampliação do shopping Grande Circular. Na mesma linha de alto padrão do Terezina 275, a empresa lançará, em abril, o Atmosphere, na avenida Mário Ypiranga Monteiro, Adrianópolis, que vai ter entre os diferenciais apartamentos com uma metragem menor e acesso para os moradores por duas entradas. A coordenadora de marketing Jória Said comenta que esse empreendimento é a grande expectativa da Engeco em 2014. “O Atmosphere oferecerá metragens que não tem hoje na praça, de 215 e 288 metros quadrados. Muitas pessoas não adquiriram um imóvel no Terezina porque por mais que pudessem comprar estão em um estágio em que não precisam de um apartamento tão grande. Mas querem ter um imóvel com o mesmo acabamento e a mesma qualidade de implantação, mas numa metragem menor”, explica. “E a grande vantagem desse empreendimento é que esse terreno tem acesso principal pela avenida Mário Ypiranga Monteiro, mas terá também uma saída para a avenida Humberto Calderaro Filho”. Os arquitetos responsáveis pelo Atmosphere são Paulo Lindenberg, Werner Albuquerque e Jackson Junges, e o design de interiores será assinado por Fernanda Marques.

Embora existam empreendimentos da Engeco em diversas regiões de Manaus, como Ponta Negra, Vieiralves e Cidade Nova, Jória Said destaca que há uma afinidade maior da empresa com a área do Adrianópolis, na zona Centro-Sul, antes conhecida como Vila Municipal. “Um de nossos diretores nasceu na Vila Municipal e, se analisarmos, é o bairro que tem mais calçadas, é urbanizado, tem supermercados e você consegue ver os limites de quadra”, comenta. A Engeco completará 28 anos de existência este ano e, durante esse período, a equipe foi incentivada a buscar continuamente por aperfeiçoamento. “De 5 anos para cá, procuramos melhorar em todos os setores. É uma empresa que nunca pensa em parar e que está sempre se aperfeiçoando, numa busca contínua por melhorias”.

DIVULGAÇÃO/CHICO BATATA

No próximo mês, a Engeco, lançará o Atmosphere e, no segundo semestre, está previsto um condomínio no Santa Etelvina


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Baixa procura para investimento O bairro São Jorge pouco se desenvolveu nesses últimos anos, mas apresenta atrativos para os seus moradores como tranquilidade e boa localização

Por se tratar de um bairro mais antigo, é baixa a procura de compra e venda de imóveis

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São Jorge está entre os bairros residenciais mais tradicionais da cidade. Formado predominantemente por casas, grande parte dos seus moradores são antigos, fazendo com que poucos imóveis sejam colocados a venda ou para aluguel. “O São Jorge é um bairro tradicionalista que remete as cidades do interior. Quem mora lá, já está há muito tempo, o que o tornou um local com baixa oferta de imóveis residenciais”, observa o corretor de imóveis Jorge Ayub. Diferente do vizinho Ponta Negra, o São Jorge possui poucos e antigos edifícios residenciais. Nos últimos anos não apresentou nenhum lançamento imobiliário. “Por abrigar uma área militar muito grande, com pouco espaço para construção de prédios ou qualquer outro empreendimento, as construtoras acabaram perdendo o interesse pela

área”, explica o corretor. Ayub explica, ainda, que a grande procura no bairro são por imóveis comerciais, devido principalmente ao crescimento dos bairros próximos como Ponta Negra e Vieiralves. “A

ÁREA

Nos últimos anos o bairro São Jorge não contou com nenhum lançamento imobiliário. Isso se deve a uma grande ocupação de área militar o que impossibilita ter terrenos para construção procura nessa área tem sido muito boa, mas nos próximos 3 anos vai aumentar ainda mais, isso porque, cerca de 43 torres serão construídas nas proximidades do novo shopping que fica na Ponta Negra

e depois que a área estiver consolidada, os empresários vão procurar as proximidades, o que inclui o São Jorge”. Mas o corretor alerta que isso será um problema, já que a maioria dos clientes procuram imóveis nas ruas principais do bairro, que não dispõe de muitos. “Os empresários terão que buscar alternativas nas ruas secundárias. A maioria quer abrir restaurantes, academias e é um trabalho delicado achar um ponto bem localizado”, afirma. Em média, o aluguel de um imóvel comercial localizado na Avenida são Jorge, por exemplo , custa cerca de R$ 300. Para o corretor, apesar de pouco desenvolvido, o São Jorge é um excelente bairro para se morar. “É um bairro tranquilo e a proximidade com o exercito acaba proporcionando mais segurança, além do que, está ao lado de bairros importantes e em constante crescimento”, desta Ayub.

Boa localização e segurança A boa localização do São Jorge está entre motivos que a a autônoma, Leila Gisele, que mora há 36 anos no local, não querer se mudar do local. “É um bairro que fica próximo de lugeres que considero importantes como o centro da cidade, Ponta Negra, Constantino

Nery e Compensa. Além disso, tenho medo de sair daqui e ir para um bairro violento. Já me acostumei com a tranqüilidade do São Jorge”, diz. A falta de alguns serviços no bairro é o único motivo de reclamação para Leila. “Por ser um antigo, tem algumas

desvantagens como falta loteria, correio, delegacia. Mas para isso a damos um jeito. O importante é que já finquei minhas raízes aqui. Moro próximo dos meus familiares, a paróquia que frequento está aqui. Minha vida está aqui”, ressalta.

EXPEDIENTE EDIÇÃO Bruno Mazieri

FOTOS Diego Janatã

REPORTAGEM Bruno Mazieri Luiz Otávio Martins Mariane Barroco

REVISÃO Aurélio Neto

DIAGRAMAÇÃO Mario Henrique Silva TRATAMENTO DE FOTOS Pablo Filard

DIEGO JANATÃ

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ARQUIVO EM TEMPO

Além da ponte... Altos preços e falta de infraestrutura atrapalharam as vendas de terrenos, mas os amazonenses ainda buscam novas opções de moradia na área

Mesmo com uma diversidade de problemas no quesito infraestrutura a procura por terrenos nessa região ainda é grande

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em condomínio fechado. “Os loteamentos mais procurados são os em condomínio, pois já oferecem infraestrutura, segurança. Esse ano teremos ainda mais cinco loteamentos sendo lançados, dois na praia de Açutuba”, explica o corretor de imóveis Daniel Aragão. Atualmente um lote de 450 metros quadrados, por exemplo, custa em torno de R$ 120 mil. Mesmo com muitos amazonenses buscando opções de moradia na área, o alto preço dos empreendimentos

atrapalhou as vendas durante um período. Loteamentos eram vendidos a preços considerados desproporcionais a realidade. “Na época, houve uma precipitação na hora de determinar os preços, mas hoje fizeram os ajustes. Eles entenderam que uma pessoa não quer investir mais de R$ 120 mil apostando em um novo endereço”, afirma Aragão. O presidente do Sindicato da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon), Eduardo CHICO BATATA/AGECOM

epois que a ponte Rio Negro foi inaugurada, os olhares da construção civil se voltaram para os municípios do outro lado do rio. Segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas e Roraima (Creci), a venda de loteamentos e outros empreendimentos imobiliários na região aumentou cerca de 30%. Nesses últimos 2 anos já foram lançados dois condomínios residenciais e sete loteamentos, sendo três

Os novos empreendimentos custarão de R$ 50 mil a R$ 150 mil dependendo da estrutura utilizada pela construtora

‘Excelente momento’, diz corretor O corretor Carlos Gomes trabalha em um grupo que atua há 3 anos no segmento imobiliário de Iranduba. Segundo ele, antes da conclusão da construção da ponte, dos 1.745 lotes disponibilizados pela imobiliária, apenas 500 foram vendidos. Após a inauguração do novo acesso, 1.200 lotes já foram adquiridos. “Vivemos um excelente momento, nossos lotes estão sendo vendidos rapidamente e possuem toda infraestrutura necessária, além da facilidade de financiamento na própria imobiliária em 180 parcelas de R$ 469”, destaca. A imobiliária trabalha agora nos próximos lança-

mentos. Os novos empreendimentos vão custar em média, R$ 150 mil em condomínio fechado e R$ 50 mil em áreas abertas. Os loteamentos medirão em torno de 400 metros quadrados. Os valores sofreram reajuste, principalmente pela construção da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). “A criação da cidade universitária, maior da América Latina, que será construída a dez minutos do nosso empreendimento nos ajudou bastante também agregar valor nos terrenos”, acrescentou o corretor. Segurança O corretor de imóveis,

Jean Marcos Côrtes, resolveu investir comprando um terreno no município, um dos atrativos foram as opções de pagamento. “Paguei por parcelas baixas, com financiamento próprio e sem burocracia. Além disso, a imobiliária entregou o local com toda a infraestrutura”. Outro ponto que Côrtes levou em consideração na hora da compra foi a regulamentação do terreno. “Procurei alguns lugares e verifiquei que 80% dos terrenos estavam sem documentação. E optei por um já regularizado. Verifiquei tudo junto ao cartório e a prefeitura. Para investir é necessário ter segurança na hora da compra”, alerta.

Lopes, aponta a falta de infraestrutura como o principal gargalo para um crescimento mais expressivo da região. “A grande maioria dos terrenos ofertados são carentes de infraestrutura. Falta rede de esgoto, água, drenagem e energia elétrica. Agora é que essa realidade vai começar a mudar”, diz. Eduardo também explica que mesmo com esses problemas a procura e oferta ainda é grande. As pessoas estão adquirindo imóveis,

principalmente loteamentos, pensando no futuro. “Quem compra essas áreas são pessoas que querem investir. Nos próximos 3 anos, a região terá crescido com comércios, escolas e aí o investidor começará a ter retorno”, afirma. A procura maior ainda é por moradia, principalmente, por ser uma área pouco habitada. Na avaliação de Aragão, vale o investimento. “A tendência para quem compra é a valorização. Daqui há 5 anos um terreno no Iranduba vai valer

mais do que um em Manaus, proporcionalmente ao investimento é claro. Hoje você encontra loteamentos por R$ 170 mil no Parque das Laranjeiras, por exemplo, e por R$ 120 mil em Iranduba, mas quando finalizarem as obras de duplicação da rodovia Manoel Urbano, esses terrenos vão aumentar ainda mais. É um futuro promissor. Supermercados, escolas e clínicas particulares já estão se movimentando pra se instalarem nesses locais”, destaca.


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