MANAUS, DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014
(92) 3090-1017
Perfil de novos
compradores A avenida Torquato Tapajós e a Ponta Negra são os focos dos interessados em adquirir a casa própria
A
s constantes mudanças do mercado imobiliário de Manaus, que oferta empreendimentos para públicos de diferentes classes e rendas, influenciou diretamente o perfil dos novos compradores. Segundo o proprietário da Imobiliária Manaus, Tiago Borges, as pessoas que procuram um imóvel, atualmente, possuem renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, idade mínima de 30 anos e querem imóveis com dois ou três dormitórios. “São pessoas que possuem dinheiro para uma boa entrada, FGTS. Organização e planejamento são as principais características desses clientes que pode comprar tanto um imóvel na planta ou pronto”, explica. A abertura de crédito, patrocinada pelo programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”, possibilitou que pessoas com renda entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil, pudessem realizar o sonho da casa própria. Apesar de muitas pessoas optarem por morar perto do trabalho, influenciadas, principalmente, pelo trânsito, o fator renda ainda é predominante. “Muitos não olham a localização, o que vale mesmo é comprar um imóvel mais barato e sair do aluguel”, afirma Borges. A procura pela casa própria em condomínio fechado e com valores mais acessíveis foi o que tornou a avenida Torquato Tapajós o local com maior número de oferta e procura. “É uma área que atende a dois públicos, clientes com renda de até R$ 6 mil, pessoas com poder aquisitivo que estão procurando imóveis com infraestrutura, área de lazer que supra a necessidade da família. E os condomínios mais próximos a barreira que atendem o programa “Minha Casa, Minha Vida””, ressalta. A Zona Oeste, por sua vez, abrange bairros de alto padrão e de alta qualificação, além de ter as vantagens de serem tranquilos e com infraestrutura privilegiada como a Ponta Negra, por exemplo. “Quem compra nesses bairros são pessoas com renda média de R$ 20 mil, pessoas que querem morar muito bem. Hoje, com o novo shopping, a procura aumentou ainda mais, principalmente por casais com um ou dois filhos”, diz o o empresário. Para o Tiago Borges, o novo perfil de comprador também esta mais exigente e busca profissionais qualificados para lhe orientarem na hora da compra. “O corretor é obrigado a passar todas as informações para o cliente, explicar sobre as taxas, e falar abertamente sobre o tempo de entrega, caso seja imóvel na planta. As construtoras costumam dá um prazo de 36 meses
para a entrega, mas é sempre bom estimar um prazo maior de 42 meses. Caso isso não aconteça, o cliente se sente “roubado””, afirma. Primeiro imóvel Os manauaras que buscam adquirir seu primeiro imóvel têm renda média mensal a partir de R$ 2 mil e se interessam, principalmente, pelos que estão na faixa de R$ 100 mil a R$ 140 mil. Os compradores de primeira viagem têm em média 24 a 28 anos, a maioria procura apartamentos para moradia própria. Entre os interessados em
comprar da segunda propriedade em diante, a renda média mensal é de R$ 10 mil. Eles procuram apartamentos que custam em torno de R$ 250 mil a R$ 300 mil. São pessoas na faixa etária de 33 anos e que tem como locais preferidos os bairros Parque 10, Dom Pedro e Adrianópolis. “A escolha por comprar um imóvel na planta ou não vai depender do
valor de entrada que a pessoa possui e o valor que deseja financiar, pois não é somente o valor que o banco pede, existem taxas como ITBI, cartório e, até mesmo, as taxas do banco que irão ser em média 4.5% do valor do imóvel dependendo do perfil do cliente, pois a casos que há desconto no cartório”, explica Tiago Borges.
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Ministro confirma nova etapa para o mês de junho 2 já foram entregues ou estão contratadas. Até o fim do ano, o governo deve entregar ou contratar cerca de 400 mil. O anúncio da terceira etapa antes da conclusão da atual fase é importante para o planejamento das construtoras, segundo Simão, representante do setor. “O processo de construção de programa como esse não é uma coisa simples, começa na busca do terreno, na compra, na contratação, na elaboração dos projetos, dos licenciamentos, é um prazo muito longo. É importante que tenhamos esse sinal agora em junho para que os empresários possam se movimentar”, avaliou. Perguntado sobre o possível caráter eleitoreiro do anúncio a poucos meses da disputa presidencial de outubro, Simão disse o setor considera o Minha Casa, Minha Vida um programa de Estado, que deve ser mantido independentemente dos resultados eleitorais. O Minha Casa, Minha Vida financia casas e apartamentos para famílias com renda até R$ 5 mil por mês. As condições do financiamento variam de acordo com a renda familiar. O programa foi criado em 2008. Por Agência Brasil
A confirmação foi feita por Gilberto Occhi, ministro das cidades, após reunião com a presidente da república Dilma Rousseff
NACIONAL REPRODUÇÃO
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governo vai lançar em junho a terceira etapa do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que beneficia famílias de baixa renda. A data foi definida na última semana em reunião entre a presidente Dilma Rousseff, ministros ligados ao programa e representantes da construção civil. “Estamos já com a certeza da existência do programa em sua terceira fase. As condições, os números e os volumes de recursos serão objetos de trabalho, tanto na área do governo quanto na área empresarial, com as contribuições dos movimentos sociais, de todos aqueles envolvidos dentro do programa”, disse o ministro das cidades, Gilberto Occhi. Apesar da indefinição sobre os números, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, adiantou que o “Minha Casa, Minha Vida 3” deverá prever a construção de três milhões de unidades habitacionais. A segunda fase do programa, que está em vigor e tem metas até o fim de 2014, prevê 2,75 milhões de residências. Segundo Occhi, mais de 2,4 milhões de unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida
ALFREDO FERNANDES/AGECOM
Segundo dados da Câmara Brasileira da Construção, o Minha Casa, Minha Vida deverá construir três milhões de habitações
A mão de obra mais cara reflete, principalmente, o aumento salarial no Rio de Janeiro e Bahia
Aumento salarial eleva custo O Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M) teve variação de 0,67% em abril, bem acima da taxa registrada em março (0,22%), acumulando alta de 2,04%, desde janeiro, e 7,75% em 12 meses. Os materiais, equipamentos e serviços subiram 0,93% ante 0,45%, atingindo alta de 6,88% em um ano. Já a mão de obra passou de 0,01% para 0,42% com correção de 8,58% em 12 meses.
A mão de obra mais cara reflete, principalmente, o aumento salarial no Rio de Janeiro e, em Salvador, na Bahia. Entre os materiais que mais tiveram reajustes estão os itens utilizados na estrutura das obras com as peças metálicas, alta de 13,19% em 12 meses e as de madeira (6,52%). Das sete capitais onde é feita a pequisa, o índice médio da construção mais elevado foi constatado no
Rio de Janeiro com alta no mês de 2,73% ante 0,18%. Nas demais localidades foram registradas as seguintes variações: Salvador (de 0,41% para 0,40%); Brasília (de 0,11% para 0,63%); Belo Horizonte (de 0,17% para 0,41%); Recife (de 0,24% para 0,20%); Porto Alegre (de 0,29% para 0,40%) e São Paulo (de 0,21% para 0,47%). Por Agência Brasil
EXPEDIENTE EDIÇÃO Bruno Mazieri
FOTOS Ricardo Oliveira
REPORTAGEM Bruno Mazieri Mariane Barroco
REVISÃO Gracycleide Drumond
DIAGRAMAÇÃO Mario Henrique Silva TRATAMENTO DE FOTOS Pablo Filard
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Eldorado: procura elevada com baixa opção de oferta
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Eldorado está entre os bairros mais valorizados da cidade de Manaus graças a sua localização – Zona Centro Sul. Até 1982, pertencia a um bairro maior, o Parque 10, quando foi desmembrando, levando como herança algumas características, principalmente, ao que se refere a grande atividade comercial, com supermercados, bares, restaurantes, concentrados principalmente na praça do Eldorado. Além disso, a proximidade da Arena da Amazônia, que abrigará jogos da Copa do Mundo da Fifa, é outro importante atrativo. “É um local excelente e muito procurado, muitas pessoas desejam morar lá”, afirma o corretor de imóveis Daniel Aragão. Segundo ele, apesar da alta procura a expansão do Eldorado já chegou ao fim. O conjunto não possui mais área útil para construção. O ultimo empreendimento foi lançado há 7 anos. “Ao longo desses 15 anos foram construídas nove torres. Se tivesse um novo lançamento a procura seria muito grande, mas infelizmente não é possível ter mais novidades. A maioria dos imóveis são residências, que podem ser colocadas a venda ou aluguel, por isso todas as unidades que ficam disponíveis são negociadas rapidamente”, conta. O aluguel de um apartamento no local custa em média R$ 3.500 (próximo a praça dos Caranguejos) e de uma casa R$ 2.500. Já para venda, um
apartamento fica em torno de R$ 500 mil e as casas R$ 350 mil. A mesma situação se reflete na área comercial. “Com a grande expansão comercial, todos os locais foram ocupados e muitas casas foram transformadas em pontos comerciais. Se ainda tivesse espaço, seria um ótimo local para continuar investindo”, observa o corretor. O aluguel de um ponto comercial com 200 metros quadrados esta custando cerca de R$ 5.000. Um local que recebe muitos
DIVERSIDADE
O último empreendimento lançado no conjunto Eldorado foi há 7 anos. O local conta com comércio de rua, restaurantes e lanchonetes, além de uma praça com várias opções de entretenimento visitantes é a praça dos Caranguejos. O espaço é frequentado por pessoas de toda a cidade, principalmente, quando há jogos de futebol sendo exibidos nos telões de cada bar. São mais de seis bares só na região. O espaço também conta com comércio de rua, restaurantes e lanchonetes. “Apesar de ser um local que gera muita renda e atrai visitantes, muitos moradores antigos não gostam do local, por conta do barulho e grande movimentação, sendo esse o único ponto desfavo-
ARQUIVO EM TEMPO
RICARDO OLIVEIRA
O conjunto é um dos locais mais procurados, mas devido ao seu crescimento não tem mais espaço para expansão
rável do bairro. Mas ao meu vê, é um problema sazonal, típico dos grandes centros”, ressalta Aragão. Copa Devido a proximidade com a Arena da Amazônia, moradores do Eldorado disponibilizaram imóveis para aluguel na temporada da Copa da Mundo. “O Sindicato dos Corretores de Imóveis em parceria com a ManausTur cadastrou vários imóveis de bairros que ficam no entorno da arena como Alvorada, Dom Pedro, Chapada e os disponibilizou para os turistas alugarem. O Eldorado foi uma das áreas mais procuradas e os imóveis ofertados já foram alugados”, diz o corretor. Os valores dos alugueis variam entre R$ 9 mil e R$ 10 mil por mês. Segundo Aragão, 90% dos locatários são turistas estrangeiros que vem em grupos assistir os jogos em Manaus. Com relação ao comércio, o único empreendimento novo construído especificamente para a Copa foi o Centro Comercial Arena Mall, localizado na fronteira do Eldorado com o bairro Chapada. “No bairro mesmo todos os bares e restaurantes já estão locados e os proprietários realizaram trabalhos de reforma. Um posto de gasolina que fica no local também ampliou a loja de conveniência, levou uma famosa rede de fast food para lá. Mas o mais importante é o legado que vai ficar”, afirma Aragão.
A praça dos Caranguejos, localizada no conjunto, é um dos pontos mais frequentados da cidade
Insegurança é ponto negativo Para a secretaria Amélia Marques, que mora há 40 anos no Eldorado, a principal mudança que o bairro sofreu nesses últimos tempos foi em relação à segurança.
“Já vivemos tempos melhores, mais seguro. Mesmo com a delegacia próxima, sofremos com muitos assaltos que são praticados por meninos de rua”, diz. Com exceção desse
problema, Amélia diz gostar muito de viver no local. “A moradia é muito boa e a localização é perfeita. Estamos perto de shoppings, drogarias, bancos. É perto de tudo”.
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Queda preocupa empresários A
tendência de desaquecimento na construção civil preocupa os empresários do setor. Após uma sequência de estímulos do governo federal na área de infraestrutura - em especial do Programa Minha Casa Minha Vida, o setor registra quatro meses consecutivos de queda nas atividades. Com isso as expectativas estão cada vez “menos otimistas” para o próximo semestre, segundo sondagem divulgada na última semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A queda na demanda foi apontada pela pesquisa como um dos problemas mais crescentes, entre os enfrentados pelo setor no primeiro trimestre de 2014. De acordo com a Sondagem da Indústria da Construção, no último trimestre de 2013, o problema era citado por 18,4% dos empresários do setor. Já na pesquisa divulgada, passou a ser apontado por 27,8% dos entrevistados – atrás apenas dos itens carga tributária (45,3%) e falta de trabalhadores qualificados (41,5%). O quarto item mais preocupante do período é o alto custo da mão de obra (26,9%). Com isso, a expectativa do setor para o próximo semestre está apresentando indica-
REPRODUÇÃO
A ação foi apontada como um dos problemas mais crescentes enfrentados pelo setor no primeiro trimestre de 2014
dores com “menor otimismo mês após mês”. Em abril, a expectativa registrada sobre nível de atividade ficou em 54 pontos, em uma escala de 0 a 100. Valores acima de 50 pontos indicam crescimento ou atividade acima do usual; abaixo, significam queda na atividade ou abaixo do usual. É a terceira queda seguida, 4,7 pontos abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, aponta a CNI.
OTIMISMO
Com a queda a expectativa do setor para o próximo semestre está apresentando indicadores com “menor otimismo mês após mês”. Em abril, a expectativa sobre o nível de atividade ficou em 54 pontos O nível de atividade da indústria da construção caiu em março, na comparação com o mês anterior, ficando em 47 pontos. Na comparação com março de 2013, esse indicador, que mede o nível de atividade efetivo em relação ao usual, ficou em 43,5 pontos. Por Agência Brasil
Acredita-se que, a partir do segundo semestre, o otimismo do setor tenda a diminuir mês após mês, segundo indica a pesquisa
Carlos Célio carlos@investimento.net.br
Bolha imobiliária ou superoferta? Alguns leitores e vários clientes me perguntaram se estamos vivendo o mesmo processo ocorrido em 2008 nos Estados Unidos, a famosa “Bolha imobiliária”. Todas as vezes respondo sempre baseado em conceitos e fatos, e a primeira pergunta que faço a essas pessoas é: Defina o que é “bolha”? A grande e esmagadora maioria não tem a menor noção sobre o tema. Economia não é futebol, onde qualquer torcedor é um comentarista ou até mesmo, o técnico do time. Uma bolha financeira refere-se a uma falsa replicação de capitais sobre um único capital através do sistema financeiro. Exemplo: O elemento A empresta R$ 100 ao elemento B a uma taxa de juros de 1% ao mês, logo, A será credor de R$100; o B empresta ao C os mesmos R$ 100 a uma taxa de 2% ao mês, até aí A e B são credores de R$100 cada, totalizando R$ 200; C empresta os mesmíssimos R$ 100 a uma taxa de juros de 3% ao mês para D, até então, A, B e C são credores de R$ 100 cada, totalizando R$ 300. Ou seja, todos eles são credores do mesmo capital. No exemplo colocado, houve a “geração” de R$ 200 virtuais a partir de R$ 100 verdadeiramente existentes. No Brasil os números mostraram um elevado déficit habitacional represado nas ultimas décadas e a estabilização da economia alavancaram as vendas no setor atingindo números nunca vistos. O financiamento imobiliário é de apenas 6,3% do PIB em crédito imobiliário, enquanto no México e no Chile representa 15%, em países como Espanha e Estados Unidos atingem respectivamen-
te, 60% e 70% do PIB. Financiamos de 70% a 80% do valor do imóvel, diferente dos Estados Unidos que pouco antes de 2008 estavam financiando 130% do valor do imóvel. Sem Há, de fato, em minha humilde opinião uma superoferta imobiliária no Brasil. Nos últimos anos as incorporadoras procuraram outras praças para continuar atendendo as necessidades dos seus acionistas. Em Manaus, vimos lançarem vários produtos, comerciais e residenciais de R$ 100 mil a R$ 10 milhões. Uma nova arquitetura elevou o metro quadrado e surgiu uma forte especulação imobiliária. Porem essa ganância de maximizar os lucros, fizeram que essas empresas cometessem erros primários de inteligência imobiliária. Atualmente, temos vários empreendimento prontos e outros quase prontos, e muitas dessas unidades estão disponíveis, o que estar obrigando as incorporadoras a comercializar com campanhas promocionais, cortando na própria carne, ou seja, tirando toda a gordura “especulação” do preço. O fato é que, se você está pretendendo comprar um imóvel, a hora é agora. Produtos com até 20% de desconto, zero de entrada, Itbi e custas de cartórios pagos pela incorporadora e mais alguns mimos. Daqui para a frente, o preço dos imóveis vai parar de subir de forma tão acelerada e passe a acompanhar mais de perto a inflação. Temos que entender que estamos em uma época de “superoferta”. Naturalmente o mercado terá que ofertar menos. Imóvel, em todas as épocas é um bom investimento. Pense nisso! Seu futuro agradece.
Carlos Célio é corretor de imóveis e perito avaliador
O fato é que, se você está pretendendo comprar um imóvel, a hora é agora. Produtos com até 20% de desconto, zero de entrada, Itbi e custas de cartórios pagos pela incorporadora e mais alguns mimos”
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Pioneira, empresa chega aos 30 anos no mercado C
om mais de 40 empreendimentos construídos em Manaus, dentre eles um dos mais importantes shoppings da cidade, o Millennium, e uma rede de apart hotéis e hotel, o grupo Unipar comemorou na última semana 30 anos de atividades e contribuição para a modernização e crescimento vertical da capital amazonense. De acordo com o presidente do grupo, o empresário amazonense Paulonei Avelino, a Unipar foi a primeira grande empresa a observar o potencial econômico do consumidor do nosso estado, que à época ainda não tinha à sua disposição empreendimentos com a qualidade e serviços oferecidos nos moldes dos grandes centros do país. “Quando a Unipar foi lançada Manaus estava com um crescimento muito acelerado e conseguimos seguir o mesmo ritmo. Em pouco tempo estávamos com obras em diversas zonas da cidade, dando aos clientes a possibilidade de morar e investir em um imóvel de qualidade diferenciada”, afirmou. Ao longo destes 30 anos a Unipar já contabiliza mais de 700 unidades habitacionais entregues, além dos hotéis e empreendimentos comerciais. Fruto do trabalho de uma família genuinamente amazonense, o pioneirismo da Unipar teve início em 1984, com a inauguração do seu primeiro grande empreendimento, o Condomínio São Salvador, em Adrianópolis. Paulonei destaca que este
foi o pontapé inicial para uma longa lista de imóveis residenciais e comerciais, que atualmente contabiliza mais de 500 mil metros quadrados construídos. Ainda de acordo com Paulonei, a Unipar foi uma das principais responsáveis pela valorização imobiliária da Ponta Negra, com a construção de prédios de alto padrão. Quando a região ainda era pouco habitada a construtora criou ali um complexo de cinco edifícios, que até hoje servem como referência em qualidade e localização. O primeiro entregue pela Unipar naquela região foi o edifício Farol da Ponta Negra, seguido pelo Mirante do Rio Negro, Varandas do Rio Negro, Solar da Praia, Porto Seguro e Barra do Rio Negro. Hotéis Desde o início das suas atividades em Manaus, a Unipar considerou as possibilidades turísticas da região e investiu em serviços de hotelaria com qualidade diferenciada e de alto padrão, para
atender aos mais exigentes turistas nacionais e internacionais. Dentre as obras assinadas pela construtora, estão três apart hotéis e um hotel: o Saint Paul Apart Service, no Centro, o Adrianópolis Apart Service, o Millennium Apart Service, um flat de luxo que faz parte do complexo multiuso Millennium Center, além do Hotel Express Vieiralves, mais recente investida do grupo no setor de hotelaria. Paulonei destaca ainda que com a inauguração do Saint Paul, primeiro flat da região Norte do país, o mercado imobiliário se movimentou e voltou os olhos para a região. Com isso, a oferta de novos produtos do segmento cresceu significativamente,
fazendo com que a Unipar fosse referência na modernização de prestação destes serviços. Com isso, a empresa recebeu um impulso comercial ainda maior e se consolidou no mercado. Para o futuro, a Unipar vislumbra a construção de empreendimentos ainda mais ousados e com ofertas de serviços exclusivos que já tornaram-se marca da construtora. “Hoje em dia nossos imóveis conseguem atender aos mais exigentes consumidores. O fornecimento de internet gratuita nos edifícios, lavanderias equipadas com máquinas automáticas, ambientes comuns decorados e mobiliados são apenas alguns dos diferenciais que vamos continuar oferecendo”, assegurou.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
A Unipar foi uma das primeiras no segmento de apart hotéis e iniciou a valorização imobiliária da Ponta Negra
O Millennium Shopping leva assinatura da empresa
Shopping com mix de serviços Em 2004, o grupo Unipar viu mais uma oportunidade e inaugurou o Millennium Shopping, hoje um dos mais importantes da capital amazonense. Com um mix variado de lojas e serviços e localizado em um das regiões mais estratégicas de Manaus, a avenida Djalma Batista, o Millennium já é referência em Manaus não somente em compras, mas por movimentar a cena cultural local,
com oito salas de cinema e uma vasta programação cultural gratuita, que acontece todos os finais de semana. Atualmente, o shopping possui 100 lojas e dispõe de praça de alimentação com capacidade para 600 lugares, alem de 7,2 mil vagas rotativas nos estacionamentos, salão de beleza, bancos, restaurantes, lounges nos banheiros, wi-fi, setores de ‘achados e perdidos’ e de empréstimos de cadeiras de roda.
O Hotel Express Vieiralves é o mais recente empreendimento ligado ao ramo hoteleiro da empresa
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Escritório de arquitetura surge com novo objetivo O
com está mais dinâmico, o que permite ao cliente acompanhar as etapas da obra, acessando em uma área restrita, todos os arquivos de projetos, orçamentos e cronogramas. Experiência Com 20 anos de experiência, Gonçalves se destaca no Brasil e no exterior por sua arquitetura inovadora e embasada na sustentabilidade. Entre eles, está o projeto no Alto de Pinheiros, em São Paulo, e o projeto “Singular”, cujo objetivo é oferecer imóveis a preço acessíveis contemplan-
FOCO
O novo escritório do arquiteto Glaucio Gonçalves leva em conta o perfil do cliente e seu estilo de vida. O acompanhamento das obras leva a um resultado mais efetivo do projeto arquitetônico O arquiteto Glaucio Gonçalves ganhou reconhecimento pelos projetos arquitetônicos e design de interiores dentro e fora do Brasil
do aspectos socioeconômicos e ambientais. “Seja diretamente na implementação dos projetos ou na conscientização da sociedade, o intuito é fortalecer essa cultura”, completa. De acordo com o arquiteto, a chave para o sucesso está em sete aspectos fundamentais. “Ao aliar o autoconhecimento, a humildade, a perseverança, a ousadia, a inovação, as parcerias, a sustentabilidade e a fé, todos esses aspectos junto com a paciência e entender que, às vezes uma pequena fresta que surge em nossa vida pode levar a uma grande porta para o sucesso, é o que permite construir uma carreira sólida e bem sucedida”, finaliza Gonçalves.
Série de novidades ligadas à arquitetura Espaço Criar: trata-se de um escritório virtual para colaborar com jovens arquitetos que têm talento e precisam de um espaço para desenvolver seus trabalhos, projetos e ideias. Baseado no conceito de coworking, que não para de crescer no Brasil, os empreendedores podem ter a oportunidade de acompanhar todas as etapas de um projeto, desde o atendimento inicial até a finalização e a obra. “A força do
empreendedorismo está na juventude e pode ser medida pela capacidade de renovação nas duas faixas etárias que mais crescem. Hoje, o grupo dominante é formado por jovens adultos de 25 a 34 anos e somam 22,4%. Dessa forma, com o escritório virtual, esses profissionais podem adquirir experiência e iniciar uma carreira sustentável”. Turn Key: em razão do crescente lançamento de empreendimentos e apartamentos
pequenos de até 70 metros quadrados, Glaucio Gonçalves criou o projeto Turn Key, ou chave na mão. Trata-se da elaboração do projeto de interiores e execução a partir do momento em que as chaves de um determinado imóvel são entregues. A partir daí, a equipe do escritório entra em ação e, posteriormente, devolve a chave da unidade, que estará toda decorada e pronta para morar, ou então se for um investidor, estará
REPRODUÇÃO
arquiteto Glaucio Gonçalves traz uma novidade para o mercado brasileiro de arquitetura. Trata-se da abertura do escritório Glaucio Gonçalves Arquitetura e Design (www. glauciogoncalves.com), que chega para renovar e rebatizar a marca EB-A Espaço Brasileiro de Arquitetura, criada em 2007, e que se consagrou pelos projetos arquitetônicos e de design de interiores não só no Brasil, mas também no exterior. A partir de agora, o escritório terá foco em projetos de design de interiores e projetos arquitetônicos residenciais e comerciais, por meio de soluções inovadoras e diferenciadas, acolhedoras e agregadoras. Com sede em São Paulo, o escritório leva em conta o perfil do cliente e seu estilo de vida. “Entre tantos outros, um dos nossos diferenciais é o gerenciamento e acompanhamento de obras, o que possibilita resultados mais efetivos e menos tempo demandado pelo cliente para esse tipo de trabalho”, destaca Gonçalves. “Juntamente com a nova marca, estamos lançando um pacote de serviços e consultorias, pois acredito que a arquitetura é muito ampla e é um negócio que só tende a evoluir. Minha expectativa é crescer 15% no mercado a partir de agora, sempre com foco na realização de sonhos de meus clientes”, explica. O escritório também terá uma filial em Itu, interior de São Paulo, região bastante próspera e que conta com dezenas de potenciais clientes e empreendimentos, bem como nas cidades vizinhas, como Salto e Indaiatuba. Além disso, o site www.glauciogoncalves.
DIVULGAÇÃO
Novidade é fruto de mudança da marca EB-A Espaço Brasileiro de Arquitetura criada há 7 anos por Glaucio Gonçalves
Com a alta em abril, o Índice Geral de Preços - Mercado passou a acumular nos quatro primeiros meses do ano alta de 3,35%
apta para locar. DecorFit: O escritório desenvolve projetos adequados ao bolso do cliente. Assim, ele pode contratar o DecorFit e ter acesso a um pacote que dá direito a um projeto e layout, com profissionalismo e comprometimento, que são características de toda a equipe. Projeto Sustentável: Para clientes que querem fazer projetos totalmente ou parcialmente sustentáveis.
BRASIL
Inflação que regula aluguéis cai quase um ponto no país A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,78% em abril, caindo 0,89% em relação à alta de 1,67% verificada em março. Em abril do ano passado, a taxa havia variado 0,15%, de acordo com os dados divulgados na última semana pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Com a alta de abril, o IGP-M, que serve de parâmetro para o reajuste de alguns preços do mercado, como os aluguéis residenciais e comerciais por exemplo, passou a acumular nos quatro primeiros meses do ano alta de 3,35%, com a taxa anualizada (o acumulado dos últimos 12 meses) ficando em 7,98%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. A queda de quase 1 ponto percentual no IGP-M de março para abril refletiu a retração dos preços no atacado (ao produtor), uma vez que os preços ao consumidor se mantiveram estáveis e os da construção civil subiram entre um mês e outro.
Em abril, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de 0,79%, uma retração que chegou a 1,41 ponto percentual em relação à alta de 2,20% de março. Na composição do IPA, os bens finais variaram 2,19%, contra 2,23% em março; os bens intermediários, 0,18%, contra 1,28% do mês anterior; enquanto os preços no estágio inicial da produção, medidos pelo grupo matérias-primas brutas, acusaram deflação de 0,06% em relação à alta de 3,25% verificada em março. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou, em abril, variação de 0,82%, segundo o Ibre, a mesma taxa do mês anterior. A principal contribuição para a variação positiva ficou com o grupo Saúde e Cuidados Pessoais (cuja variação passou de 0,49% para 0,97%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), o único a registrar alta entre março e abril, subiu 0,67%, resultado 0,45 ponto percentual superior ao de março (0,22%). Por Agência Brasil
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Os problemas dos direitos
autorais em imóveis A questão ganha maiores contornos diante da perspectiva de que ainda haverá atividade entre arquitetos e incorporadoras reprodução. A lei confere dois direitos distintos aos autores dos projetos arquitetônicos: (a) direitos patrimoniais, que lhes garantem o aproveitamento econômico da obra; (b) direitos morais, que asseguram a reivindicação da autoria, indicação do nome como autor da obra, preservação da integridade do projeto, repúdio da autoria em caso de alteração não consentida, etc. Sendo assim, o arquiteto tem a prerrogativa de permitir ou não o uso de seu projeto e determinar as condições em que se dará este uso. Se constatada, por exemplo, a reprodução do projeto em conjunto habitacional distinto daquele que foi pactuado com o cliente, atribuindo-se a autoria a outro profissional, o arquiteto pode pleitear o ressarcimento dos danos que lhe forem causados.
É extremamente salutar, portanto, que os arquitetos e as incorporadoras formalizem por escrito as tratativas mantidas quanto ao novo empreendimento, estabelecendo, de modo claro, as
DOCUMENTOS
Na prática, pode ser muito difícil comprovar qual a forma de aproveitamento do projeto foi autorizada. Se as partes não estiverem munidas de documentos, poderão enfrentar uma longa briga condições do negócio, principalmente no que tange à titularidade dos direitos sobre o projeto arquitetônico, aos limites de sua utilização e à remuneração, a fim de evitar controvérsias futuras.
Deve-se especificar qual projeto arquitetônico está abarcado pelo contrato, onde será executado, se haverá ou não a sua reprodução em outros bairros, cidades ou mesmo países, a existência ou não de exclusividade de uso do projeto pela incorporadora contratante, a possibilidade ou não de serem transferidos os direitos a outra empresa, entre outros pontos. Não se perca de vista que, no direito autoral, vigora a regra de que os negócios jurídicos devem ser interpretados restritivamente, o que significa dizer que o uso do projeto arquitetônico deve ser expressamente autorizado, sob pena de, na dúvida, ser considerado não permitido. Dessa forma, o que não estiver por escrito no contrato será, em regra, entendido como não consentido. Caso a contratação do
escritório de arquitetura se dê apenas de forma verbal, sem a formalização da prestação de serviços por meio de contrato escrito, prevalecerá o entendimento de que houve uma autorização implícita de exploração do projeto arquitetônico pela incorporadora, porém limitada ao objetivo imediato da encomenda quando da celebração do negócio. Na prática, pode ser muito difícil comprovar qual a forma de aproveitamento do projeto foi autorizada. Se as partes não estiverem munidas de documentos hábeis a demonstrar os contornos exatos do negócio firmado, poderão enfrentar uma longa e custosa briga judicial, não se podendo olvidar do risco de não terem os seus pedidos inteiramente acolhidos. A questão ganha maiores contornos diante da perspectiva de que ainda haverá
intensa atividade entre arquitetos e incorporadoras. Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio – Embraesp revelam que o número de lançamentos residenciais na cidade de São Paulo cresceu 16,4% em 2013, em comparação com o ano anterior, denotando a recuperação do mercado imobiliário. A expectativa, segundo Balanço do Mercado Imobiliário divulgado pelo Secovi/SP, é de que o número de lançamentos permanecerá estável neste ano, apesar dos índices mais baixos nos primeiros meses de 2014, o que reforça a importância de arquitetos e incorporadoras firmarem contratos aptos a minimizarem as chances de mal-entendidos e o surgimento de conflitos quanto ao uso do projeto arquitetônico. Por Tânia Aoki Carneiro
Os projetos arquitetônicos necessitam de uma atenção especial no que diz respeito a direitos autorais
ARQUIVO EM TEMPO
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uando se fala em empreendimentos imobiliários, as atenções voltamse, principalmente, aos problemas relacionados à execução e entrega das obras pelas incorporadoras. Descumprimento de prazos, qualidade dos materiais empregados na construção, observância ao memorial descritivo são algumas das questões frequentemente enfrentadas pelo mercado. Há, todavia, outro tema importante que também deve demandar a atenção dos profissionais da área: os direitos autorais sobre os projetos arquitetônicos. Por consistirem em criações intelectuais, os projetos arquitetônicos originais são objeto de proteção pelo direito autoral, o que assegura, aos profissionais responsáveis por sua elaboração, o direito exclusivo de utilização, publicação ou
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MANAUS, DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014
Conforto e praticidade
A impermeabilização do ambiente é fundamental para que ele tenha um bom funcionamento
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eformar a casa não é uma tarefa fácil, principalmente quando se trata do banheiro, um cômodo que precisa de atenção redobrada em uma construção. Fatores como tamanho e circulação de ar devem ser analisados e planejados com o máximo cuidado, pois influenciarão na qualidade de vida do morador. “O conforto de tomar banho em um lugar higiênico, bonito e que lhe dê prazer de estar nesse espaço é essencial, por isso é muito importante planejar bem uma obra como essa”, ressalta o arquiteto Achilles Fernandes. Banheiros não costumam ser cômodos econômicos em uma obra, mas segundo o arquiteto, hoje o mercado oferece uma variedade de materiais de todos os preços sendo possível fazer uma reforma com pouco dinheiro. O que não se deve abrir mão é de um profissional capacitado para realizar o projeto. “É necessário que tudo seja pensado da melhor maneira para que o cliente não tenha dor de cabeça no futuro”, enfatiza. O banheiro precisa ser um espaço funcional e cada centímetro deve ser muito bem aproveitado para que ele possa cumprir seu papel garantindo conforto. “O espaço mínimo ideal é de 2,00m x 1,40m. Com essa medida já é possível projetar um banheiro relativamente bom e não uma sala de banho” diz Fernandes. O profissional também explica que uma forma de otimizar o espaço e ter lugares para guardar materiais de higiene pessoal, por exemplo, é a colocação de uma bancada no lavatório com espaço para instalar um armário embaixo. “Além disso, o espelho pode ser feito com uma caixa de
profundidade de 15 cm com espaço para colocar objetos. Em cima do vaso sanitário é aconselhável usar um gradil de hotel onde se pode acondicionar algumas toalhas dobradas e alguns papeis higiênico”, recomenda. O arquiteto alerta que o banheiro não é como uma roupa que muda a cada nova estação. “Não se faz casa, banheiro de acordo com a moda, principalmente o brasileiro que gosta de projetos duradouros, logo o bom é fazer algo atemporal e sem modismo, mas dentro do gosto e necessidade do cliente. Tanto para homens e mulheres a es-
MEDIDAS
O espaço ideal, segundo o arquiteto Achilles Fernandes, é de 2,00 m x 1,40 m. Com essa medida já é possível projetar um banheiro relativamente bom e não uma sala de banho, por exemplo colha de pastilhas e cerâmicas neutras é o ideal e atende todas as idades”, explica. Iluminação Muitas pessoas lembram de fazer um projeto de iluminação para a sala de estar ou de jantar e esquecem que um banheiro iluminado também é muito importante. “Os maiores erros estão no posicionamento e no tipo de iluminação, por isso é importante que tenha sempre uma iluminação geral com luz branca e no local do espelho uma iluminação cujo índice de reprodução de cor seja 100 % para que o usuário tenha a cor real da
sua pele caso se maquie no espaço”, aconselha. Outro ponto que merece atenção especial é a ventilação, que se não for bem planejada pode gerar diversos problemas. “Os banheiros precisam de ventilação para que o odor possa ser dissipado, só que temos que prestar atenção que banheiro é uma área intima, por isso em vez de janelas usamos basculantes que são espaço de ventilação acima de 2,10m de altura, impossibilitando que pessoas fora do espaço não tenham uma visão para o interior do mesmo”, acrescenta. Impermeabilização Em apartamentos é comum haver umidade nas paredes dos dormitórios, causada por banheiros com paredes e pisos sem impermeabilização. O resultado disso inclui manchas na pintura, infiltrações, além de problemas de saúde. “É importante destacar que a impermeabilização é fundamental para qualquer área ou superfície que tenha contato com água ou umidade. Normalmente se faz a impermeabilização somente no piso, mas isso é um erro, ela tem que subir de 30 a 50 centímetros nas paredes. Além disso, é preciso ter cuidado também em fazer o tratamento nos ralos”, alerta o engenheiro Leandro Moreira. O engenheiro também destaca o cuidado que deve ter por onde passam as tubulações. “O banheiro possui instalações de água, esgoto e energia e por isto precisa ser muito bem projetado por alguém que e entende do assunto. Basta um pequeno problema de projeto nas instalações que você pode ter um grande prejuízo futuro”, diz.
A iluminação deve ser motivo de preocupação na hora de construir ou reformar o cômodo
Atualmente é possível utilizar de materiais bons e baratos para a reforma dos banheiros
FOTOS: REPRODUÇÃO
É preciso ficar atento a muitos detalhes na hora de construir ou reformar o banheiro da casa, para que ele se adeque as necessidades de todos os moradores sem que possa oferecer, em um futuro próximo, algum tipo de problema