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MANAUS, DOMINGO, 23 DE FEVEREIRO DE 2014

(92) 3090-1017

Bom negócio, s o c s i r os Outrora febre na cidade, a aquisição de flats tornouse um bom investimento para quem não quer correr riscos, mas que pode ter uma valorização na Copa

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investimento em flats, ou apart-hotéis, não tem sido muito expressivo no mercado imobiliário de Manaus dos últimos anos, devido ao rendimento razoável e à pouca valorização desse tipo de imóvel ao longo do tempo. Ao adquirir um flat – que possui o mesmo padrão de decoração dos demais apartamentos de determinado hotel –, o proprietário pode optar em colocá-lo no pool, o sistema de administração hoteleira. Esse pool envolve a associação de vários proprietários que colocam o seu flat à disposição para ser alugado como se fosse um apartamento de hotel. A administradora do pool é responsável pelos ocupantes, pelo recebimento das diárias e extras dos hóspedes, pela manutenção e conservação dos apartamentos. Independentemente de quantas vezes os flats de diferentes donos foram alugados, todos os proprietários recebem o mesmo valor. “Se o meu foi alugado duas vezes e o seu onze vezes, eu vou ganhar a mesma coisa que você. Todo o recebimento é dividido para todos, igualmente”, explica o corretor de imóveis Jorge Ayub. Ele lembra que, anos atrás, quando os primeiros flats vieram para a capital amazonense, foi como uma febre. “Mas, com o passar do tempo, o flat não permaneceu tão interessante porque não houve uma valorização muito grande desse imóvel”, comenta. “Por exemplo, se foi comprado há 5 anos por R$ 180 mil, hoje continua em R$ 180 mil. Não tem variação na valorização do imóvel. Já o rendimento melhorou nos últimos anos”, observa. Mesmo assim, esse rendimento corresponde a um percentual de 0,6 % ou 0,7%. Ayub considera esse tipo de investimento “clássico”, sem muitos riscos para o proprietário, porém, com pouco renA valorização desse tipo de imóvel ainda é bastante questionada

dimento. “Para aqueles que são mais conservadores, o flat é uma coisa interessante porque entende-se que é um bem de raiz e tem um rendimento razoável”. Aumento de lucro Com tantos segmentos apostando em bons lucros durante o período da Copa do Mundo da Fifa, inclusive quem possui imóveis destinados à locação, é possível que os donos de flats conquistem um lucro um pouco maior. “Quem sabe agora na época da Copa, no período pré e pós, talvez renda alguma coisa interessante para o proprietário e, ao invés de estar ganhando R$ 1,3 mil ou R$ 1,4 mil por mês, de repente consiga R$ 2 mil ou R$ 3 mil nos meses de junho, julho e agosto. Ou talvez até antes, desde maio, pois tem gente que vem antes, como jornalistas e preparadores”, analisa o corretor, lembrando ainda que os valores das tarifas, certamente, estarão muito altos. Embora a aquisição de um flat tenha o seu lado bom, o excesso de oferta e a pouca procura por esse tipo de imóvel no mercado local provoca uma baixa nos preços. “Em minha

pouc

FOTOS: DIVULGAÇÃO

opinião, não acredito que tenha mais espaço no mercado porque temos uma oferta muito grande de apart-hotel. Se você abrir o jornal, vai ver que muitos proprietários estão colocando os seus à venda. Se tem muita oferta, significa que os donos não estão muito a fim desse produto. Preferem às vezes vender e comprar um terreno e esperar valorizar mais”, diz Jorge Ayub. Para ele, devido a essa pouca valorização, o mercado de Manaus, atualmente, não deva reservar mais espaço para algum flat. “Acho que quem abrir agora um apart-hotel vai amargar as vendas. Não vai ser tão bom por causa da oferta atual”. O corretor sugere ainda outros tipos de investimentos. “Acho que você pode aplicar em outros imóveis mais interessantes como uma sala comercial, com rendimentos que chegam a 0,9% ou até a 1%”.

A procura por esses apartamentos poderão ter crescimento na Copa

A aquisição existe, mas todos ficam para aluguel


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REPRODUÇÃO/DIVULGAÇÃO

Empresa investe

‘pesado’ em segurança Com cinco empreendimentos, a Engeco aplica mais de R$ 200 mil ao ano na segurança para seus funcionários aos funcionários materiais como capacete, luvas, proteção auricular, óculos especializados, sapatos especiais e aventais próprios para evitar contato com os materiais pesados. Cada obra da Engeco conta com equipe de técnicos e engenheiros de segurança no trabalho. “Outro projeto que tem dado muito certo é o “Diálogo Diário de Segurança”, onde todo dia são feitas palestras de aproximadamente 30 minutos antes do início do expediente, além das campanhas frequentes para a redução de acidentes”, completou Jória. Empresa Em 1985, foram erguidos os pilares da Engeco, junto à sua coligada Habitec – Habitação, Empreendimentos e Construções Ltda. Desde então, a busca por novas tecnologias e o investimento contínuo no talento humano foram instituídos com a finalidade de satisfazer plenamente as necessidades de cada cliente.

Pioneirismo e vanguarda são sinônimos de soluções inovadoras. A Engeco foi a primeira construtora do mercado local a lançar empreendimentos com área de lazer completa, começando pelo edifício Vista Del Rio. É de sua autoria também o primeiro prédio vertical do Brasil com utilização de concreto celular, tecnologia

FRASE

“A vida dos funcionários está em primeiro lugar, porque eles são peças chaves dentro da construção dos empreendimentos”

desenvolvida em parceria com as empresas Gethal do Brasil e Tecnometa.

Jória Said Guerreiro, marketing da Engeco

NACIONAL

Habitação aumenta custo de vida O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, teve alta de 0,73%, na segunda prévia de fevereiro, período que vai de 16 de janeiro a 14 de fevereiro comparado aos 30 dias imediatamente anteriores.

A variação ficou abaixo da apurada na primeira prévia do mês, quando a taxa havia atingido 0,86%. Dos sete grupos pesquisados, os que mais provocaram impacto inflacionário foram: habitação que passou de 0,60% para 0,69%; saúde com alta de 0,55% ante 0,48% e educação com

4,08% ante 5,89%. Em alimentação, o índice teve decréscimo com variação de 0,31% ante 0,53%; em transporte, a taxa subiu 0,42% ante 0,48% e em vestuário houve queda de 0,21%, mais significativa do que na primeira prévia (-0,15%). Por Agência Brasil REPRODUÇÃO

P

rocedimentos de segurança em empresas de construção civil têm sido cada vez mais aplicados em Manaus. Para resguardar a saúde e segurança de seus funcionários e a imagem de sua organização, as construtoras da capital têm feito investimentos pesados em equipamentos e medidas de segurança em suas obras. Um exemplo é a Construtora Engeco, que possui cinco empreendimentos em obras na cidade, que investe mais de R$ 200 mil ao ano em medidas de segurança para seus funcionários. Segundo a gerente de marketing da Engeco, Jória Said Guerreiro, a preocupação com pessoas que estão no canteiro de obras deve ser primordial para evitar acidentes, porque além da perda de produção, pode haver prejuízo para a vida do funcionário, para a empresa e sociedade. “A vida do profissional está em primeiro lugar, porque eles são peças chaves dentro da construção dos empreendimentos”, ressalta. Ela explica que na empresa é oferecido curso de manuseio do equipamento. Além disso, são entregues

Dos grupos pesquisados, um dos que mais provocaram o impacto inflacionário foi o da habitação

EXPEDIENTE EDIÇÃO Bruno Mazieri

FOTOS Alberto César Araújo

REPORTAGEM Bruno Mazieri Luiz Otávio Martins

REVISÃO Dernando Monteiro Gracycleide Drumond

DIAGRAMAÇÃO Mario Henrique Silva TRATAMENTO DE FOTOS Klinger Santiago


3 FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

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Um bairro familiar, tranquilo e consolidado Pertinho do Centro, o Aparecida não estimula futuros negócios imobiliários, mas cativa moradores

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ma região tranquila, com ares familiares e distante da violência de outras zonas de Manaus. Esses comentários são comuns quando se fala do bairro Nossa Senhora Aparecida, um dos mais conhecidos da cidade, localizado na Zona Sul, que leva o nome de sua padroeira. Quem já morou lá dificilmente corta relações de forma definitiva, e os que ainda residem normalmente nem pensam em trocá-lo por outro bairro. Ao longo dos anos, mudou de nome várias vezes, e já foi conhecido como Cornetas, Saco do Alferes, Tocos, Vista Alegre, Cajazeiras, entre outros. Seu surgimento data do final do século 19, mas não existe um registro exato de quando foi criado. Do ponto de vista do mercado imobiliário, o corretor de imóveis Daniel Aragão observa que o bairro Aparecida é uma área bem localizada, pela proximidade do centro de Manaus, e já consolidada. “Quase não existe oferta de imóveis e, quando tem, é possível diluir rápido”, diz. O metro quadrado custa em média R$ 3 mil e a maior parte dos imóveis é horizontal. Uma rara exceção é o condomínio vertical Vista Del Rio, na rua Ramos Ferreira. “Por ser um bairro consolidado, não há negócios imobiliários previstos”, comenta Daniel. “O Centro, inclusive, sofre uma influência forte do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e um novo investimento, hoje, seria inviável por questões de licenciamento. E não há espaço para edificar. O único local seria onde fica o Centro Estadual de Convivência do Idoso”, analisa o corretor. Relação Entre as pessoas que já

moraram e ainda mantêm relações com o bairro está a jornalista Lúcia Carla Gama. A sua família se mudou para o local em 1978 e ela viveu lá até se casar, em 2004. Mas, continua a visitar o bairro e a casa onde morou graças a sua mãe, que já avisou que não pretende deixar essa área. A jornalista cita a proximidade do centro da cidade como uma das vantagens do Nossa Senhora Aparecida. “Meu irmão e eu costumávamos dizer que o Centro era o quintal da nossa casa, já que íamos a pé ao banco ou fazer compras”, recorda. Mesmo perto da área cen-

Tem gente que diz que a presença da quadra da escola de samba atrapalha, mas pelo contrário, ela confere alegria ao local João Chamma, contador auditor

tral, Lucia destaca que o bairro acabou abrigando diversos serviços, como supermercado, escolas e hospital, sem falar em atrativos como a igreja de Nossa Senhora Aparecida, a feira e a quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Aparecida. “É um cantinho da cidade que ainda é legal. Tanto que há filhos de ex-moradores que hoje moram lá”, conta a jornalista. “Também é um bairro tranquilo do ponto de vista da segurança, não se ouve falar de assalto. É sossegado e existe uma relação de vizinhança porque muitos moradores são

antigos”. Como desvantagens, Lucia lista as ruas estreitas, que foram feitas para uma outra realidade de Manaus, e a ausência de garagens na estrutura original das casas. “Em algumas nem é possível construir garagem”, observa. Uma das melhorias apontadas por Lucia Carla foi a instalação, em 1986, da ponte Fábio Lucena, que liga Aparecida ao bairro de São Raimundo. “Com essa ponte, os moradores passaram a ter um transporte público que não passava ali antes. E, do outro lado, tem também o SPA (Serviço de Pronto Atendimento) do São Raimundo”, afirma. Ela cita ainda a construção do Centro Estadual de Convivência do Idoso, na rua Wilkens de Matos, num local que antigamente não era aproveitado para nada. Elogios Morador do bairro Aparecida desde 1994, o contador auditor João Chamma gosta do local porque o considera similar ao bairro Santa Teresa, no Rio de Janeiro. “É uma área bastante familiar, que tem a vantagem de ficar a cinco ou seis minutos a pé do centro da cidade”, diz. Chamma enfatiza que só vê vantagens em morar no bairro. “Tem gente que diz que a presença da quadra da escola de samba atrapalha por causa do barulho, mas pelo contrário, ela confere alegria. E todos respeitam o horário da noite”, observa. Em relação ao trânsito nas ruas do bairro, João prefere não singularizar a questão, afinal, é um problema que atinge também outras zonas de Manaus. “Eu só tenho elogios ao bairro Aparecida. Moro num condomínio e não penso em vender tão cedo o meu apartamento”, garante.

O condomínio Vista Del Rio é um dos prédios mais emblemáticos e conhecidos do local


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Tecnologia atual oferece isolamento termoacústico O vidro duplo/insulado será usado na torre comercial do empreendimento Soberane Live + Work, da SKN Incorporadora FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

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ançado em novembro do ano passado, o Soberane Live + Work, da SKN Incorporadora, tem como carro-chefe a sua torre de salas comerciais. E essa parte do empreendimento – que reúne ainda um condomínio residencial e um mall, na rua Salvador, 440, Adrianópolis – conta com uma tecnologia inédita no mercado imobiliário local. Trata-se do vidro duplo/insulado, que oferece também isolante térmico, que permite que o calor externo seja minimizado ao passar para o ambiente interno, e conforto acústico. “O vidro comum reflete o sol e isso faz com que internamente você fique em uma sala escura por causa desse reflexo. Já no caso do vidro insulado, o fato de ser duplo e ter camada de ar confere uma iluminação natural durante o dia”, explica o gerente de vendas Janderson

Ferreira. “E estudos comprovam que esse tipo de vidro reduz em até 30% o consumo de energia”, completa. O gerente enfatiza que o uso do vidro duplo/insulado nesse

NOVIDADE

Segundo o gerente de vendas do local, Janderson Ferreira, o vidro comum reflete o sol e isso faz com que internamente a sala fique escura, o fato de ser duplo confere iluminação natural empreendimento não chega a ser um item de luxo, mas sim, de necessidade, já que se torna adequado ao clima quente da cidade. “Essa tecnologia já é usada nos prédios fora de

Manaus, de padrões triplo A, inclusive nos maiores prédios de Dubai, nos Emirados Árabes”, comenta. “É sempre importante frisar que a eficiência do vidro insulado já é comprovada”. Janderson lembra que esse diferencial do Soberane tem chamado a atenção do público interessado em investir. “Querendo sempre deixar claro que não se trata de um prédio por prédio, pois estamos trazendo bastante tecnologia e inovação para esse investimento”, diz. E destaca a relação custo/benefício proporcionada pelo material. “O fato de ser tecnológico o torna um pouco mais caro do que o vidro comum, então isso encarece a obra. Mas, o nosso metro quadrado está bem em conta em relação ao mercado”, analisa. Além de economia na conta de energia e controle de luminosidade, o vidro também é esteticamente atraente.

Apartamentos modernos Na torre residencial, o Soberane Live + Work dispõe de apartamentos em estilo loſt, que Janderson Ferreira revela que são chamados de studio. “São compactos e oferecem integração, mas não necessariamente estamos chamando de loſt”, explica. O gerente de vendas esclarece ainda que a opção por esse tipo de apartamento foi decidida após estudos realizados pela incorporadora. “Nessa região só tem apartamentos grandes, casas, e, na ocasião, havia muito estoque. Então, procuramos inovar e trouxemos esses apartamentos de 53 a 92

metros quadrados. É diferente do que existe no entorno dessa região”, conta Janderson. Outros atrativos do empreendimento são o pé direito triplo e a tecnologia de piso elevado (ao invés de ser fixado no chão, é apenas encaixado, o que possibilita uma mudança de layout constante). O gerente de vendas lembra que quando o Soberane Live + Work foi projetado, havia planos para seis meses de comercialização e outros 42 meses de obras. “Pensamos em atingir nesses seis meses o número mínimo de vendas, que era de 30%. Mas, em dois meses conseguimos superar

esse número e foi um sucesso de vendas, tanto residencial, quanto comercial”, afirma. Ele destaca ainda a comodidade que o empreendimento oferece ao público, ao agregar mall e serviços pay-per-use, por exemplo. “Tudo isso está sendo o grande diferencial desse empreendimento, que não vem simplesmente com um apartamento de uma suíte, mas sim com um apartamento proporcional ao serviço, com uma qualidade de vida maior”, diz. Até o momento, já foram vendidos 40% dos imóveis do Soberane Live + Work.

O uso do vidro duplo/insulado oferece uma luminosidade natural aos diversos ambientes

Até o momento, já foram vendidos 40% dos imóveis do Soberane Live + Work


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Empresa executa projeto de importância municipal A

pós se firmar como uma das mais importantes construtoras do país no segmento de produtos residenciais e comerciais, a Capital Rossi está contribuindo com o reordenamento do Centro Histórico de Manaus. Em apenas cinco meses, empresa assumiu dois projetos da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) e reformou dois empreendimentos de comércio, as chamadas galerias populares, denominadas camelódromos, na região central da cidade. Segundo o diretor de negócios da Capital Rossi, Henrique Medina, o projeto foi assumido em outubro do ano passado, período no qual foi dado o “start” na reforma de dois espaços nas ruas Lobo D’Almada e Floriano Peixoto. “Foi com muita satisfação que assumimos a execução dessas duas empreitadas da prefeitura. Trabalhamos de forma hábil e já entregamos os dois empreendimentos que funcionarão como galerias para abrigar e proporcionar melhores condições de trabalho aos camelôs manauenses”, relata. Sobre a estrutura dos imóveis, Henrique Medina assegura que os espaços vão agradar não só os camelôs, mas

também o público em geral. “Os camelódromos terão os boxes para os profissionais comercializarem seus produtos e também será composto por restaurantes, lanchonetes e banheiros, o que dará mais comodidade para todos”, observa o executivo. Ele informa ainda que a reforma dos dois prédios foram parte integran-

PRÊMIO

Em seu primeiro ano de atuação, a Construtora Capital venceu o prêmio Master Imobiliário 2010, na categoria profissionais. Em 2012 e 2013, a empresa foi eleita a marca mais lembrada no setor te da medida compensatória nº 007/201 oriundas de processos administrativos de aprovação de projeto. Em relação à estrutura do camelódromo da rua Lobo D’Almada, o diretor informa que o prédio de nº 229 foi entregue à prefeitura em novembro do ano passado. Ele detalha que o empreendimento, localizado em um terreno

DIVULGAÇÃO

O obra foi assumida em outubro do ano passado, período no qual foi dado o “start” na reforma de dois espaços, no Centro de aproximadamente 1.330 metros quadrados no bairro do Centro, possui 231 boxes e áreas para os banheiros, lanchonetes, para a prestação de serviços e administração. Já o camelódromo da Rua Floriano Peixoto, também localizado no Centro, teve as obras concluídas neste mês e foi entregue a administração municipal no último dia 19. O empreendimento está instalado em um terreno de aproximadamente 926 metros quadrados e abrigará 204 boxes para serem ocupados pelos camelôs. Assim como o prédio da Lobo D´Almada, este camelódromo também terá área para banheiros, lanches, depósito, e administração. Parceria De acordo com o diretor de Negócios da Capital Rossi, Henrique Medina, é um prestígio para a empresa ser “parceira” da Prefeitura Municipal de Manaus. Ele alega que estar entre as executoras de projetos ligados à revitalização do Centro é um “enorme orgulho” para a construtora. “Além disso, como amazonenses que somos, sempre apoiaríamos iniciativas para ajudar a organizar e manter Manaus preservada” ressalta.

O local denominado camelódromo, teve sua restauração assinada pela Construtora Capital


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Esculturas de PVC em alta FOTOS: DIVULGAÇÃO

Realizando esse tipo de trabalho há 3 anos em Manaus, o artista visual amazonense Charlle’s Marcley afirma que o mercado ainda consome e, muito, as obras criadas por ele a partir do policloreto de vinila em sua versão expandida

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avanço tecnológico tem mudado – e muito! – o ramo da decoração. Graças a novas máquinas, arquitetos e decoradores conseguem, cada vez mais, oferecer opções diferenciadas para os clientes. Prova disso é o uso do PVC (policloreto de vinila), velho conhecido na confecção de canos, mas que em sua versão expandida pode ser utilizado em paredes, portas, tetos e, até mesmo, como luminárias. Segundo o artista visual Charlle’s Marcley, a criação das peças a partir do PVC foi uma ideia trazida a Manaus pelo arquiteto Achilles Fernandes. “Na realidade, trabalhamos com esse material cerca de 3 anos. O Achilles viu como funcionava e chegou com a novidade e, logo em seguida, eu comprei a ideia. Claro que em um primeiro momento o cliente ficou meio desconfiado se daria certo ou não, mas no final das contas ficou muito feliz com o resultado. Porém, nossa estreia para um grande público ocorreu durante a Casa Cor. As pessoas ficaram, de fato, encantadas”, comenta. Desde então, a inovação tem sido encomendada de forma

recorrente. Marcley acredita que boa parte dos pedidos é devido ao ar sofisticado que ele proporciona. “Já tivemos a oportunidade de aplicá-lo em tetos inteiros, em espelhos e em estúdios de programas de TV. Uma turma de arquitetos e decoradores perceberam que esse tipo de trabalho pode ser o toque final nos mais variados tipos de peças, incluindo portas e MDF, por exemplo”, conta. Procedimento O artista explica que o processo inicia a partir da ideia da estampa solicitada pelo cliente. “Muitas vezes eles não possuem uma ideia formada, apenas sabem que querem algo com PVC. A partir disso, começamos a conversar para poder saber do que cada pessoa gosta, suas particularidades. Baseado nisso, faço sugestões e começo a criar as estampas. Já tivemos florais, nomes próprios e vários outros tipos de desenhos”. Em seguida, o material é colocado diretamente na fresa – máquina de corte preciso – onde a criação começa a ganhar vida. Após esse processo, o produto é enviado a residência do cliente, onde aplicação é

O trabalho ainda é bastante solicitado na capital do Estado

feita – acreditem ou não – com fita dupla face. “Todo mundo fica um pouco assustado pelo uso dessa fita, mas a resistência é garantida. Não existe perigo de descolar ou coisa do tipo”, diz. Marcley destaca que é possível, ainda, colorir as estampas logo após sua confecção. “Antes do resultado final, caso alguém esteja interessado, pode ser usada tinta automotiva para dar a cor que cada um deseja”. Valor E claro que como todo bom trabalho, o uso do PVC tem um custo, ainda alto. “São uma série de fatores envolvidos. Criação, execução e aplicação. E isso estamos falando somente sobre a parte da mão de obra. Ainda temos os materiais utilização para que o resultado sai como esperado e tudo isso vem de fora, o que deixa tudo um pouco mais caro. Porém, quando é colocado em prática, cada um percebe que

vale a pena o investimento”. Entre as atuais criações de Marcley está um detalhe de uma estampa encontrada em uma roupa de Alexandre Herchcovitch, na última São Paulo Fashion Week (SPFW). “Quando bati o olho percebi que poderia render algo. Outra ideia que ainda não coloquei em prática, foi reproduzir o rosto de alguém. É algo bem mais complicado, mas o certamente será incrível. Quem sabe muito em breve não tenho essa oportunidade?”, finaliza.

Entre criação e aplicação a estampa leva cerca de 15 dias

Charlle’s Marcley é o responsável por criar as estampas que são cortadas no PVC expandido

As “rendas” podem ser usadas em diversos ambientes


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Empreendimento com atrativos diferenciados C

om clientes cada vez mais exigentes e com necessidades cada vez mais específicas, o mercado imobiliário foca agora o lançamento de seus empreendimentos com diferenciais cada vez mais inusitados, que vão de playgrounds para animais à academias especializadas para a terceira idade. A contadora Célia Lima Lopes, por exemplo, na procura de seu primeiro apartamento, faz exigências. De acordo com ela, os itens de lazer específicos para crianças serão decisivos no momento da compra. “Minhas duas filhas são pequenas e têm a necessidade de brincar e se divertir com segurança. Por isso, o ideal é uma área reservada apenas para o publico delas, onde eu possa tomar conta”, afirma. Outro item que a contadora diz ser imprescindível é a presença de elevadores nos prédios residenciais. “Minha mãe me visita com frequência e já é uma senhora idosa. Se eu morar em um apartamento nos andares mais altos, ela terá dificuldade e, mesmo que o prédio seja de quatro andares, o elevador é item necessário”, completou. Para a empresária Andréia dos Santos, que planeja morar

em um condomínio fechado, o ideal é que esses empreendimentos ofereçam novidades exclusivas, para facilitar a escolha dos clientes. “Pretendo escolher pelos itens diferenciados como serviços, área de lazer e urbanização, além da estrutura é claro”, enfatizou. Corretores, principalmente, sabem muito bem das exigências impostas no mercado. O corretor Raphael Alves, por exemplo, explica a situação atual. “As exigências estão cada vez maiores. Antes quadras e piscinas eram o suficiente, mas hoje, atrativos muito mais elaborados têm que ser oferecidos”, afirma. Uma boa opção para quem busca esse diferencial é o residencial Piazza Di Fiori, lançamento da Construtora Engeco. Ele é equipado com uma academia para pessoas da terceira idade e o inusitado pet play, itens inéditos no mercado manauara. Focada no bem estar dos moradores mais idosos, a área de fitness foi especialmente projetada para eles e consiste em uma academia com equipamentos que trazem benefícios às articulações e aos músculos, permitindo o exercício em segurança e sob baixo impacto.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Academia para a terceira idade e espaço especial para os animais de estimação são alguns dos destaques do Piazza Di Fiori

Os equipamentos oferecidos ajudam homens e mulheres da terceira idade a manterem a boa forma, mas com segurança

Um dos diferenciais é a área de lazer pensada com cuidado para pessoas da terceira idade

Pet play inova no mercado O pet play, uma espécie de playground para cães e gatos, é uma solução criativa e que promete agradar os donos e seus animais de estimação. Com a inovação, a diversão e os exercícios dos “bichinhos” de estimação estão garantidas, uma vez que a área será equipada com equipamentos específicos para os animais, o que será satisfação garantida para eles e seus donos,

que poderão se divertir e interagir ao ar livre. “Pessoas da terceira idade representam grande parte do nosso público, então sentimos o compromisso de contribuir com a saúde e qualidade de vida dessa parcela. Além disso, a maioria das famílias possuem algum animal de estimação, o que nos incentivou a ideia do Pet Play, o que é uma novidade no seg-

mento em Manaus”, disse a diretora de novos projetos e marketing da Engeco, Jória Guerreiro. Ao todo, o Piazza Di Fiori oferecerá ainda 28 itens de lazer como, praças de jogos, de leitura, salão de festas, churrasqueira, bicicletário, pergolados e espaço gourmet. O decorado pode ser visitado na rua Dom Jackson Damasceno Rodrigues, Flores.

O local é ideal para quem cuida de gatos e cachorros e gosta de brincar com eles diariamente


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Salão imobiliário - 23 de fevereiro de 2014