Skip to main content

Salão Imobiliário - 22 de junho de 2014

Page 1

MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014

(92) 3090-1017

Atraso ‘perto do fim’ Um dos grandes vilões na hora de adquirir um apartamento é o atraso na entrega. Por isso, um projeto de lei está em votação para punir as construtoras e incorporadoras que prejudicarem seus clientes

O

aquecimento do mercado imobiliário provocado pelo crescimento do poder aquisitivo da classe média e pelas facilidades de compra por meio de programas de moradia como o do governo Federal “Minha Casa, Minha Vida”, deram e ainda dão oportunidades para muitos amazonenses concretizarem o sonho da casa própria. Mas este sonho pode se tornar um pesadelo quando construtoras e incorporadoras não cumprem o prazo estabelecido em contrato e deixam de entregar o empreendimento. Diante de tantas reclamações de consumidores insatisfeitos em todo o

Brasil, em uma tentativa de fazer com que as construtoras cumpram o prazo de entrega e deem satisfação do andamento das obras aos consumidores, um projeto de lei que trata do assunto foi aprovado, no ultimo dia 11, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados e pode seguir para o Senado, caso não haja pedido de recurso por nenhum parlamentar. Para o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon), Frank do Carmo Souza, caso a lei seja aprovada será bem vinda no Amazonas e cumprida pelas empresas. “Essa é

uma discussão antiga e a proposta vai de encontro com os anseios de muitas pessoas que às vezes deixam de adquirir um imóvel na planta por insegurança do não cumprimento do contrato, mas com a aprovação todas deverão honrar o compromisso”, pondera o empresário ao afirmar que no Estado, comparando-se a outras capitais, os prazos de entrega dos empreendimentos são cumpridos pela maioria das construtoras. O texto obriga construtoras e incorporadoras de imóveis a entregarem o empreendimento com prazo estendido de até 180 dias, com aplicação de multa de 0,5% ao mês sobre o valor

pago pelo comprador e prevê que as empresas informem sobre possíveis atrasos com antecedência de seis meses. Além disso, o mesmo índice estabelecido no contrato deverá ser utilizado para calcular as correções das penalidades e ainda poderão ser deduzidas das parcelas que ainda vão vencer. Segundo o advogado, Normando Pinheiro, a propositura trará mais segurança jurídica aos compradores. “A imposição de penalidades certamente terá efeito pedagógico nas empresas em relação à pontualidade e o cumprimento do que foi ajustado”, deduz Pinheiro ao informar que em Manaus já

aconteceu de uma empresa entregar apartamentos de apenas uma das duas torres que fazia parte do empreendimento. A outra ainda não foi concluída. Casos Uma das clientes que está passando por esse “pesadelo” é a cabeleireira Mari Colares, que ao assinar o contrato da compra de um apartamento na planta, em que registrava a entrega para o ano de 2012, até hoje, ainda não recebeu a tão desejada chave. “Já me reuni diversas vezes com os responsáveis e nada foi resolvido. A única coisa que fazem é estender o prazo de entrega e oferecer café da

manhã para os clientes durante os encontros, como se isso fosse resolver alguma coisa”, desabafa. O motorista, Antônio Figueira, é outra vítima. De acordo com o contrato, a construtora deveria entregar o bloco pronto no ano de 2012. No início desse mês, quando foi vistoriar o apartamento, encontrou rachaduras, pintura descascada e acabamentos mal feitos em todo o imóvel. “Além do prazo ter extrapolado 2 anos, ainda me entregam um lugar sem condições para morar. Eu pago todas as parcelas e taxas em dia e ainda assim sou prejudicado” explica revoltado.


2

MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014

Soluções rápidas e práticas Empresa que atua no ramo da construção civil há 22 anos oferece 30 dias de garantia para clientes após entrega das reformas que, segundo o proprietário, podem causar uma séria “dor de cabeça” ao morador com o passar do tempo

A

pelar para medidas provisórias que acabam tornando-se dor de cabeça quando os problemas são com as lâmpadas que teimam em queimar, com a torneira que não para de pingar ou com o teto cheio de goteiras, por exemplo, são atitudes de muitos que deixam de contratar ou consultar um profissional da área por pura acomodação. Com isso, esse “pequeno” problema pode se transformar em um “baita problemão”. Foi o que aconteceu com a doméstica, Marlene Negrão. A torneira do banheiro não parava de pingar, mesmo apertando com mais força na hora de desligar, até que em uma noite, já sem paciência, pegou um martelo e bateu na torneira com tanta força que acabou quebrando o acessório. Resultado: era água jorrando para todos os lados. “Foi uma confusão geral, molhou tudo. Tive que fechar o registro da casa e como era noite só pude chamar um profissional no dia seguinte”, lembra. Para que esse tipo de problema não chegue ao ponto do desespero, o melhor é incluir na agenda o contato de um profissional e solicitar os serviços o quanto antes, alerta Luis Sampaio, proprietário da FLS Construções.

DIVULGAÇÃO

“O importante é não deixar aquela questão sem solução por muito tempo, porque dependendo do que seja, pode chegar a afetar outras áreas da casa. Um pequeno buraco num cano, por exemplo pode ser o vilão de uma enorme infiltração na parede”. Ele conta que viu nesses serviços um nicho a ser explorado em Manaus. Portas emperradas ou despencando, vaso sanitário entupido ou vazando, o forro da casa apresentando desnivelamento, chuveiro que não funciona, descamação na parede, caixa de gordura entupida, telhado quebrado, ou seja, esses pequenos reparos ou reformas são deixados de lado por empresas do ramo da construção civil. “Todo empreendimento seja comercial ou residencial um dia vai precisar de manutenção ou mesmo apresentar falhas que precisão ser corrigidas por isso esses serviços sempre vão ser procurados”, informa. Só que o consumidor amazonense é exigente e justamente para agradar a esse público que cursos de capacitação estão sendo cada vez mais procurados pelos profissionais. A iniciativa agrega qualidade aos serviços e torna-se um diferencial no mercado. “Toda vez que surge um curso novo na área, meus

funcionários e até mesmo eu, participamos das aulas. Acredito que isso é diferencial que nos torna mais competitivos e responsáveis”, enfatiza o empresário que atua no ramo há 22 anos e começou a trabalhar na área quando o pai, hoje com 86 anos de idade, abriu uma empresa de construção civil. De acordo com Sampaio, qualquer empresário que almeja criar um relacionamento sólido com o cliente deve oferecer diferenciais, por isso, também investe no pós-serviço, ou seja, o acompanhamento após concluir o trabalho. “Geralmente damos 30 dias de garantia do serviço, porém, sempre entramos em contato para saber se está tudo bem com o serviço e se for o caso, até fazemos visitas técnicas”, afirma.

SERVIÇO FLS CONSTRUÇÕES Onde: Rua 12, quadra N, 226, Flores Informações: (92) 3184-3421 ou 9483-6597 Diversos serviços são oferecidos pela FLS Construções, desde rápidos consertos até obras maiores

SONDAGEM

Setor de construção está pessimista

REPRODUÇÃO

Os empresários da indústria da construção civil mostram pessimismo em relação ao desempenho da economia e das empresas, segundo a Sondagem Nacional da Indústria da Construção Civil, realizada pelo SindusCon-SP (sindicato da construção) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em maio, a percepção dos empresários com relação ao desempenho atual de suas construtoras recuou 9,2% ante a pesquisa anterior e 9,9% em 12 meses. Com a queda, a perspectiva dos empresários para o desempenho das empresas marcou 44,6 pontos, em uma escala de zero a cem. Resultados abaixo de 50 pontos são interpretados como não favoráveis. “Os resultados estão em linha com a desaceleração da atividade da construção, refletida pelo baixo crescimento do emprego no setor e fruto da contenção no nível de investimentos na economia”, afirmou o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, em nota. Por Folhapress

Os resultados estão em linha com a desaceleração da atividade

Economia com queda Sobre a condução da política econômica, as perspectivas apontaram queda de 17% ante a sondagem anterior e 47,9% na comparação anual. O indicador marcou, em maio, 20,3 pontos. A perspectiva com relação ao crescimento econômico

atingiu 22,9 pontos. O número representa queda de 19,9% em relação ao trimestre anterior e recuo de 40,1% em 12 meses Já a perspectiva de inflação reduzida apresentou retração de 2,8% e 18,4%, respectivamente (para 25,5 pontos).

EXPEDIENTE EDIÇÃO Bruno Mazieri

FOTOS Alberto César Araújo

DIAGRAMAÇÃO Mario Henrique Silva

REPORTAGEM Bruno Mazieri Lineize Leal Renata Félix

REVISÃO Dernando Monteiro Gracycleide Drumond Lorena Lima

TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima


3

MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014

FOTOS: REPRODUÇÃO

O Açutuba Park Morada e Praia está planejado em uma área de 500 mil metros quadrados, dividido em 385 lotes de 15x40 cada, ou seja, 600 metros quadrados para construir e leva assinatura da empresa Kizem Imóveis

A

ponte Rio Negro, inaugurada há 2 anos, que liga Manaus a outros municípios como Iranduba, Manacapuru e Novo Airão oferece não só uma alternativa rápida para quem transita por essas cidades, mas contribuiu para fortalecer a economia, principalmente dos empreendimentos imobiliários. Atualmente existem vários sendo oferecidos do outro lado da ponte e as empresas usam como principais atrativos para os investimentos, as belezas naturais da região. A duplicação da principal estrada, a Manoel Urbano, a construção da Cidade Universitária e o comércio crescente também servem como atrativo. Afinal, morar em um lugar próximo à natureza, mas que ofereça infraestrutura é muito cômodo. Agora se, além disso, o local for calmo, fresco, com acesso à praia de areias branquinhas e banhadas pelo rio Negro, deixa de ser prático, e tornar-se um sonho, porém

Ao todo serão disponibilizados 385 lotes para construção

possível. A partir do segundo semestre do mês que vem, será lançado no município Iranduba, distante 27 quilômetros de Manaus, o Açutuba Park Morada e Praia planejado em uma área de 500 mil metros quadrados, dividido em 385 lotes de 15x40 cada, ou seja, 600 metros qua-

ESPAÇO

Para quem pratica esportes ou curte festejar com os amigos, uma área especial está sendo oferecida dentro do Açutuba Park Morada e Praia com 500 mil metros quadrados drados para construir um paraíso particular. O condomínio Açaí, na região da praia do Açutuba, segue padrões de luxo e será entregue com ruas asfaltadas, meio fio, calçadas, iluminação, área de lazer completa e duas Es-

tações de Tratamento de Efluentes (ETE) para que os dejetos não poluam o rio. Segundo um dos sócios do empreendimento, Marcelo Kizem, não existe outro projeto como esse em Iraduba. “Esse perfil de veraneio com glamour atrelado à natureza, praia e num condomínio fechado, é exclusivo”, informa o empresário. Para quem pratica esporte ou curte oferecer festas aos amigos, uma área especial será oferecida. O local será composto por quatro quadras poliesportivas e duas piscinas, sendo uma independente para o salão de festas, churrasqueira, vestiário e banheiros. A partir da ponte Rio Negro é possível chegar ao local em trinta minutos ou ir de lancha desde o Tarumã até a praia do Açutuba em cerca de 30 minutos. O empresário revela que existe um estudo para que no futuro sejam construídas uma marina e um heliporto para atender aos condôminos e facilitar mais ainda o acesso.

A partir da ponte Rio Negro leva trinta mi-


4

MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014

FOTOS: DIVULGAÇÃO

O novo showroom está disponível desde a semana passada

Do moderno ao clássico

A loja Criare Manaus conta com um showroom diferenciado e com uma série de opções para quem deseja deixar a casa com mais personalidade. Ao todo foram criados 24 ambientes para melhor servir ao cliente amazonense

T

ornar qualquer ambiente da casa ou do trabalho mais prático, bonito, aproveitável ao máximo e com um toque especial de personalidade é o sonho de muita gente. Transformar seja o quarto, a cozinha, e até mesmo a área de serviço, do escritório ou quem sabe, a recepção de um empreendimento, é possível com os móveis planejados. Eles estão cada vez mais procurados, acessíveis e tornam o espaço a cara do consumidor, conferindo

muito estilo. Texturas e cores à vontade, além de acabamentos finos são possíveis com esse tipo de mobiliário. De acordo com a diretora da loja do ramo, a Criare Manaus, Graça Oliveira, é possível encontrar na cidade uma gama imensa de cores e estilos que vão do moderno ao clássico com intenção de agradar a todos os gostos e bolsos, pois, até a forma de pagamento está mais atraente. “Conosco é possível dividir o

pagamento em até 36 vezes e combinar pagar a entrada em até 90 dias”, diz a empresária ao afirmar que isso chamou muito a atenção de quem almeja um ambiente composto por esses móveis, porém, sem comprometer o orçamento. Para auxiliar o consumidor na hora de compor o espaço desejado, foram criados na loja Criare 24 ambientes modernos e atuais. Ela destaca que o que chama a atenção para a coleção 2014 são as cores

quentes como roxo, turquesa, amarelo, verde e tons clássicos como preto, branco, terrosos e bordô, combinadas com caixas madeiradas claras. “Trouxemos para Manaus, essa coleção que foi lançada em Milão no mês de abril, na feira de móveis e decoração, o Salone Del Mobile”, conta Graça ao completar que a nova coleção traz, também, vidro e laca colorida (tratamento dado a madeira com aplicação de tinta específica) para deixar o ambiente mais alegre.

Para quem chega a loja com dúvidas sobre o projeto ou a procura de uma orietação mais específica, a empresária explica que uma equipe de profissionais composta por arquitetos e projetistas estão sempre à disposição. “É normal um cliente chegar aqui com dúvidas e pedindo sugestões sobre combinação de texturas, cores adequadas a determinados ambientes, acessórios que podem ser utilizados e isso nós oferecemos, além de indicar serviços de outros

profissionais e lojas parceiras, de acordo com o anseio de cada consumidor”, informa Acompanhar o projeto desde o início, quando ainda está no papel, passando pela montagem e a entrega é uma característica importante e que fortalece o relacionamento com o cliente, enfatiza Graça, que faz questão de estar presente durante todo o processo ao citar que transformar os sonhos dos outros em realidade não é tarefa para qualquer um.

Carlos Célio carlos@investimento.net.br

Creci x Sindicato, quem é quem Em conversas com colegas corretores, perguntava a eles, qual era o papel do sindicato e do Creci? E constatei que a grande maioria não sabe qual a finalidade das entidades que nos representam. O decreto nº 81.871 de 29/06/78 dá nova regulamentação à profissão de corretor de imóveis, disciplina o funcionamento de seus órgãos de fiscalização e dá outras providências, diz no seu art. 7º que o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) tem por finalidade orientar, supervisionar e disciplinar o exercício da profissão de corretor de Imóveis em todo o território nacional. E no art. 13 º que os Conselhos Regionais de Corretor de Imóveis (Creci) têm por finalidade fiscalizar o exercício profissional na área de sua jurisdição, sob supervisão do Conselho Federal. No art. 8º da Constituição Federal item 3 diz: ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas. Logo, fica claro que tanto o Creci, como o Sindicato tem objetivo comum: proporcionar condições favoráveis ao perfeito exercício da profissão, e em tese deveriam ter relações harmônicas e caminhar juntos. Infelizmente no Amazonas, essas instituições caminham em lados opostos e com intrigas políticas que enfraquecem a categoria. Esses conflitos e ruídos de comunicações devem serem equacionados o mais breve possivel, o Creci já faz um bom papel na fiscalização, mais precisa ser mais transparente e melhorar sua comunicação

com a categoria. O Sindicato sem recursos, precisa de criatividade, para mostrar aos corretores os benefícios que o mesmo pode proporcionar. E o corretor deve conhecer as instituições e participar efetivamente nas discussões das melhorias para categoria. Um dos ruídos a ser resolvido trata da contribuição sindical, que iremos abordar com mais propriedade em outra ocasião. É certo que ninguém será obrigado a filiar-se ou manter-se filiado a sindicato (CF, art. 8º, V) não podendo o sindicato compelir os não filiados para obrigá-los a pagar-lhe contribuição assistencial nem obrigar aos filiados a permanecerem no sindicato. Porém, não se pode confundir a chamada contribuição assistencial com a contribuição sindical, ela é de natureza compulsória, na conformidade do que prevê o Inc. 4 do art. 8º da CF de 88 c/c Arts. 578 e 579, da CLT. Já a contribuição assistencial é devida apenas aos corretores que se associam espontaneamente ao sindicato, no valor por este estabelecido (CLT, art. 548, b). A direção do Creci, como do Sindicato é eleita exclusivamente pelos corretores, ou seja, somos nós os responsáveis por estas instituições, cabe a cada corretor sua parcela de trabalho e comprometimento com a classe. Há uma frase no movimento espírita que diz: solidários, seremos união. Separados uns dos outros, seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos. Pense nisso! O seu futuro agradece.

Carlos Célio é corretor de imóveis e perito avaliador

Em conversas com colegas corretores, perguntava a eles qual era o papel do sindicato e do Creci? E constatei que a grande maioria não sabe qual a finalidade das entidades”


5

MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014

Alerta para quem gosta de aluguel por temporada Para especialistas, esse tipo de aluguel pode ser uma boa opção para quem já possui um segundo imóvel quitado

T

odos os meses o fotógrafo carioca Humberto Silveira conta com ao menos R$ 6 mil de reforço no orçamento. A ajuda vem do aluguel de um segundo imóvel da família em Ipanema, no Rio de Janeiro. “A diferença é que alugamos por temporada. Assim, conseguimos bancar os custos do apartamento e ainda ter rendimento superior ao que poderíamos obter se o aluguel fosse tradicional, no longo prazo”, afirma. “Em algumas épocas do ano, como Carnaval e Réveillon, por exemplo, chegamos a cobrar mais de R$ 10 mil por um período de poucos dias e há demanda forte, principalmente de estrangeiros”, completa Silveira. Segundo o Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi Rio), em maio, o aluguel mensal médio em Ipanema foi de R$ 6.689 mil para imóveis com dois quartos

FOTOS: REPRODUÇÃO

- mais comuns. Para especialistas, o aluguel por temporada pode ser uma boa opção para quem já possui um segundo imóvel quitado, pouco utilizado e com alto custo de manutenção. Já quem planeja investir em apartamento ou casa com este objetivo precisa considerar outras premissas. “A primeira delas é o local. Alugar imóveis por temporada costuma ser mais fácil em cidades litorâneas ou em estâncias turísticas no interior”, afirma José Augusto Viana Neto, do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo. Caso o imóvel almejado esteja em uma região com baixa procura turística, a estratégia tem de ser repensada. “Não vai ter Copa no Brasil todo ano. Imóveis que chegaram a ser alugados por até R$ 20 mil para 15 dias em Itaquera (bairro de São Paulo onde fica o estádio da abertura do Mun-

PESQUISA

Oito segmentos apresentam queda comparação trimestral

Índice de confiança cai 8,7% no mês de maio O Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou queda de 8,7% no trimestre encerrado em maio de 2014, em relação ao mesmo período do ano passado. É a maior queda desde agosto de 2012 (-9,8%). Em março, houve redução de 3,3% e em abril, de 5,9%. O resultado foi influenciado pelo Índice de Expectativas (IE-CST), que passou de -7,7%, no trimestre finalizado em abril, para -11,4%, no encerrado em maio – a maior queda da série nessa base de comparação. No mês, a variação passou de -12,2% em abril para -13,4% em maio. Já o Índice da Situação Atual (ISA-CST) passou de -3,7%, no trimestre encerrado em abril, para -5,3%, no que terminou em maio. Essa é a maior variação desde dezembro de 2013 (-6,2%). Quando avaliados os meses, o índice passou de -8,9%, em abril, para -5,2%, em maio. De acordo com a análise da FGV, a piora nos dois últimos meses foi mais acentuada nas expectativas do que nas percepções sobre a situação atual dos negócios. “O resultado geral da pesquisa sugere que o nível

de atividade do setor vem desacelerando ao longo do segundo trimestre de 2014 e que as perspectivas do setor são pouco favoráveis para o restante do ano”, diz o estudo. Dos 11 segmentos pesquisados, oito apresentaram queda comparação trimestral. Os destaques negativos foram os segmentos de preparação do terreno, cuja taxa passou de 2,7%, em abril, para -5,2%, em maio; obras de arte especiais e outras obras do tipo, de -5,8% para -10,4%; e instalações de sistema de ar-condicionado, com taxas de -3,8% e -7,6%, respectivamente, nos mesmos períodos. O quesito que mede a percepção das empresas quanto à situação dos negócios para os próximos seis meses foi o que exerceu maior influência negativa sobre o IE-CST. A variação interanual trimestral deste quesito passou de -7,5%, em abril, para -11,7%, em maio. A proporção de empresas prevendo aumento no trimestre terminado em maio de 2014 é de 31,4%, contra 43,0% há um ano, enquanto a parcela das que estão prevendo piora foi de 8,4%, contra 3,7%, em maio do ano anterior. Por Agência Brasil

dial) não devem proporcionar a mesma rentabilidade aos proprietários nos demais dias do ano”, acrescenta Neto. Cálculos É essencial colocar todas as contas na ponta do lápis. De acordo com o planejador financeiro Eduardo Cubas, o investidor tem que considerar o valor de compra do imóvel e sua capacidade de honrar o financiamento em conjunto com os gastos de manutenção da propriedade. “O valor do aluguel tem que cobrir esses custos, que são fixos. Por isso é preciso tomar cuidado com o aluguel por temporada, pois o rendimento mensal pode variar”. Antes de fazer a aquisição do imóvel também é importante considerar se o valor a ser investido renderia mais ou menos que em uma outra aplicação financeira Por Folhapress

Um apartamento em Ipanema, Rio de Janeiro, pode oferecer até R$ 6 mil de reforço no orçamento


6

MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014

Dicas para comprar o imóvel na planta Pesquisa e acompanhamento da obra estão na lista, itens que podem ser considerados simples, mas que fazem a diferença

C

omprar um imóvel quase sempre faz parte de um sonho. E no meio das expectativas, muitas vezes, são deixados de lado alguns passos simples que podem evitar muita dor de cabeça na hora de receber o imóvel. O especialista da RealtON – primeiro outlet de imóveis do Brasil, Rogério Santos, que tem mais de 25 anos de experiência no mercado imobiliário, enumera alguns passos para garantir qualidade ao adquirir um imóvel na planta: antes de mais nada é preciso escolher a incorporadora a dedo, pesquisando a idoneidade da empresa. “Em seguida, veja o que os consumidores falam sobre a incorporadora – hoje em dia, a maioria das empresas está na internet e é possível acompanhar os comentários de consumidores nas redes sociais, por exemplo, ou mesmo em sites de reclamações”, diz Santos. Observar quem são os parceiros – construtora, empreiteiros, matérias-primas, também conta no resultado final da obra. “Se possível, converse com mais de uma pessoa que já comprou imóvel da mesma empresa, assim, é possível conseguir uma média de satisfação”. Se possível, quando for fazer vistoria, leve alguém que co-

nheça o assunto ou tome nota de tudo que parecer diferente do esperado, essa é a hora de fazer os ajustes. Quando efetuar a compra, preste bastante atenção ao Memorial Descritivo da obra. Nele, estão detalhados o que deve vir já instalado no imóvel, por exemplo, e a marca das peças que serão colocadas, como louças, pisos, metais. “É um documento

CRESCIMENTO

Inovar e trazer ao cliente um atendimento personalizado com profissionais gabaritados e qualificados faz da empresa RealtON um sucesso, com sua marcada ligada a uma outra de imóvel on-line importante e que deve ser lido e usado na hora das visitas e da vistoria. Outros pontos importantes são as plantas e a convenção de condomínio, além da estimativa de valor do condomínio depois do apartamento ser entregue”, conta. RealtON Brasil A RealtON, primeiro Outlet de imóveis do mundo, oferece imóveis concluídos, semi-

prontos e na planta. O risco de atraso é mínimo, já que a entrega está muito mais próxima graças aos produtos se encontrarem em estoque durante algum tempo. As pessoas interessadas em adquirir imóveis com a RealtON são atendidas por hosts profissionais que as auxiliam em todas as etapas, desde a apresentação do imóvel, passando pela simulação de financiamento, assessoria e acompanhamento jurídico até a aquisição final do imóvel em estoque. Inovar e trazer ao cliente um atendimento personalizado com profissionais gabaritados e qualificados faz da empresa um sucesso. A marca RealtON vem de Realty Online (imóvel on-line). Dentre os objetivos, um deles é reunir as melhores ofertas de imóveis novos em um mesmo lugar para favorecer quem pretende adquirir a casa própria para morar ou investir; dar liquidez a maiores e melhores incorporadoras do mercado e melhorar a prestação de serviço na comercialização de novos empreendimentos. Sua equipe de especialistas negocia as unidades diretamente com incorporadoras renomadas com capital aberto listado na Bolsa de Valores e com balanços públicos.

DIVULGAÇÃO

Rogério Santos dá dicas que são indispensáveis na hora de uma reforma rápida e segura


7

MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014

Campos Elíseos em baixa

ARQUIVO EM TEMPO

Terrenos não legalizados podem ser um dos motivos para falta de condomínios na região que conta, ainda, com falta de lazer e serviços para os moradores

L

ocalizado na Zona Centro-Oeste de Manaus, o conjunto Campos Elíseos é uma área pouco explorada pelas empresas do segmento imobiliário. Terrenos não documentados, carência de serviços e lazer e; dificuldades na compra de grandes lotes podem ser fatores para essa carência de edifícios. De acordo com Eduardo Lopes, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), a região é cercada por outros conjuntos habitacionais e isso dificultaria investir. “As construtoras que tiverem algum planejamento de condomínio no local, terão que comprar vários terrenos para atingir a metragem desejada e isso sai muito caro”, afirma. Segundo Lopes, toda incorporadora, quando faz um planejamento, estuda as habilidades e cada uma usa suas estratégias para o concorrente não descobrir. O condomínio Flex Tapajós, da Construtora Tecnisa, é o maior empreendimento do local. Ele possui quatro torres, área de lazer completa e tem preço médio entre R$ 290 a R$ 400 Mil. Outro, é o Ville Stadium, da Incorporadora PDG; e o Vitali, lançamento da RD Engenharia. Para Demetrius Neves Santos, subgerente de lançamentos de imóveis da Innova Planejamentos Imobiliários, esses s prédios são considerados empreendimentos de baixo e médio padrão. “Não é interessante construir condomínios de luxo.

NACIONAL

Contrato para curto prazo Mesmo que o aluguel seja por um prazo pequeno, de uma semana ou pouco mais, é importante que o proprietário faça um contrato de aluguel do imóvel. Segundo José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), nesse contrato devem constar as datas de entrada e saída do inquilino, o valor, a forma de pagamento, as eventuais multas para os casos de atraso ou depredação e o número de pessoas que ficarão no imóvel. “Tem que ter também um check list: número de copos, panelas e outros utensílios que estejam à disposição”. O proprietário e o inquilino devem combinar livremente as formas de pagamento do aluguel de temporada. A prática usual, segundo o Creci-SP, é a de que 50% do valor da locação seja pago no ato da contratação, e os 50% restantes, na entrega das chaves. Costuma-se prever multa contratual por desistência de uma das partes. A exigência de um cheque caução também é opcional. Por Folhapress

Os terrenos naquela região têm preço elevado, o que não se torna lucrativo para as construtoras”, diz. Outro aspecto apontado é a dificuldade de encontrar grandes lotes naquela região restando comprar um ao lado do outro e até mesmo residência para fazer a demolição. “O grande problema é quando uma casa

ou terreno está documentado, o seguinte não. Sem registro geral de imóveis, escritura, entre outros documentos, não é possível financiar o imóvel”, esclarece. “Seria ótimo a construção de condomínios aqui. Muitas pessoas querem esse tipo de moradia, por uma série de fatores, o maior deles é a segurança”, diz a psicóloga Fabiana Lima,

moradora do Campos Elíseos, há 28 anos. Ela comenta que é vantajoso residir em um bairro planejado com casas grandes, ruas largas e boa sinalização, no entanto, a falta de pavimentação e iluminação são uma porta para a violência, além da falta de serviços como restaurantes mais próximos e opções de lazer.

A falta de iluminação é um dos fatores prejudiciais do local


8

MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Salão Imobiliário - 22 de junho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu