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Atenção para as rachaduras em paredes Entenda as diferenças entre as fissuras e tome os cuidados necessários para evitar problemas
LUIS HENRIQUE OLIVEIRA
C
onhecidas por muitos, as fissuras em paredes, popularmente chamadas de rachaduras, aparecem com frequência em imóveis e precisam ser tratadas com atenção e cautela. O primeiro passo, segundo engenheiros especialistas, é a identificação do tipo de rachadura e qual a sua origem. De acordo com o engenheiro e presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), Romero Reis, é importante que o diagnóstico seja realizado previamente por profissionais da área. “O primeiro passo é a identificação. A pessoa prejudicada deve procurar orientação profissional, para que seja identificado o tipo de fissura. Existem dois tipos: as fissuras por conta de variação térmica, e a que acontece por conta da deformação
de estrutura. Então, quando aparece algo dessa natureza, é preciso que um profissional apropriado avalie para os procedimentos corretos que devem ser adotados”, orientou. Vítima desse problema, o empresário Antônio Salgado, 32, explicou que o a fissura surgida em sua residência se tratava de revestimento. O problema só aumentava e, segundo ele, a parede chegou a ficar infiltrada, por conta da passagem de água das chuvas. “Tinha umas rachaduras em uma parede da minha casa, que foram aparecendo lentamente. Um dia era apenas um risco pequeno, dias depois já estavam maiores. A preocupação veio quando já estava entrando água e a parede estava infiltrando. Então, resolvi chamar um engenheiro que avaliou o estado da parede e informou que era apenas por conta do revestimento que deveria ser trocado. Mudei o material e nunca mais apareceu nenhuma marca
na minha casa”, explicou. Tipos A fissura é uma abertura fina, geralmente superficial e atinge, geralmente, apenas o revestimento de parede. Já as trincas, geralmente são mais profundas e chegam a atingir a alvenaria, podendo afetar a segurança dos componentes da estrutura de uma construção. No entanto, algumas fissuras podem aumentar e acabar afetando a estrutura do prédio. Em Manaus, por exemplo, é comum o surgimento desse problema, uma vez que a variação climática é constante. “Digamos que está fazendo quase 40°C e, de repente, temos uma chuva, diminuindo o clima para 20°C. Caso o revestimento da casa não seja apropriado e não possua uma junta de dilatação correta, as fissuras podem surgir”, explicou. Dependendo do tamanho da rachadura, pode até ocorrer a passagem
de água, ventilação, a entrada de bichos e ainda de iluminação solar. O contato constante com água, também pode facilitar o aumento das marcas de fissuras. Cheia traz problemas No Amazonas, a população sofre durante o período da cheia dos rios. Diversas ruas e avenidas do Centro de Manaus ficam fechadas. Durante a última cheia, registrada no fim do primeiro semestre do ano passado, alguns moradores informaram que as rachaduras em suas casas apareceram após o contato com a água. “Eu fiquei com a metade da minha casa debaixo d’água. Quando a água desceu, apareceram as rachaduras. Fiquei com medo de desabar e tratei logo de mandar arrumar. Graças a Deus não aconteceu o pior. Tenho netos pequenos, imagina se desabasse”, indagou a dona de casa Maria do Carmo, 45.
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MANAUS, DOMINGO, 17 DE JANEIRO DE 2016
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