MANAUS, QUINTA FEIRA, 31 DE DEZEMBRO DE 2015
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IONE MORENO
Fast não terá elenco completo Pódio C3
Brasil prepara Olimpíada
‘boa, bonita e barata’
Comitê Organizador dos Jogos prevê corte no orçamento do evento, eliminando, por exemplo, televisores nos quartos dos atletas
R
io de Janeiro (RJ) - Apesar de os brasileiros não saberem quem será o presidente do país daqui a oito meses e os atletas olímpicos não terem televisões em seus quartos devido à recessão, o Rio de Janeiro promete Jogos “espetaculares” para 2016. Com o orçamento abalado pela crise econômica e a vergonha de não ter conseguido limpar a tempo a baía de Guanabara, um grande esgoto a céu aberto onde serão realizadas as provas de vela, críticas não faltam. Os organizadores destacam, contudo, que não há obras atrasadas e que as melhorias no transporte público serão um grande
legado para o Rio, que sediará entre os dias 5 e 21 de agosto do ano que vem os primeiros Jogos Olímpicos da América do Sul, onde competirão mais de 10.000 atletas de 206 países. “Hoje, o Rio está 80% pronto, em abril estará 100% pronto e, durante os Jogos, estará 120% pronto. A Olimpíada vai ser espetacular”, garantiu Mario Andrada, diretor de Comunicações do Comitê Organizador local do Rio-2016. Os organizadores torcem para que a maior democracia do continente aguente os embates do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no Congresso por supostas “pedaladas” fiscais e que a
insatisfação da população com o governo não atinja os Jogos ou volte às ruas, como aconteceu em 2013, um ano antes da Copa do Mundo. Menos caviar, mais feijão Diante da pior recessão em décadas no Brasil, de uma inflação de dois dígitos, da crescente taxa de desemprego e do escândalo de corrupção de tamanho monumental na Petrobras, o Comitê Rio-2016 propôs gastar apenas “o dinheiro que temos”, afirmou Andrada. Isso implica cortar o atual orçamento de 7,4 bilhões de reais entre 5% e 20%, explicou, eliminando, por exemplo, as televisões nos quartos dos atletas, com-
prando menos impressoras e oferecendo comida brasileira ao invés de um menu luxuoso aos convidados “VIP”. Temos “o compromisso de não gastar mais do que o necessário, algo novo para Jogos Olímpicos”, afirmou Andrada. “O país está vivendo uma crise enorme, não podemos mandar uma mensagem diferente” nem “deixar contas pendentes para o governo ou, pior, a sociedade pagarem”. Mas, diante da preocupação de federações, comitês nacionais e clientes, Andrada esclareceu que os Jogos do Rio-2016 não economizarão “nada nos campos de jogo, nada em esportes, nada na cerimônia, nada no legado”.
Rio de Janeiro, cidade segura? Após os atentados terroristas em Paris, o Brasil porá em funcionamento a maior operação de segurança integrada de sua história, com 85 mil homens e em coordenação com 80 países. “Trabalhamos permanentemente como se a ameaça fosse iminente”, declarou o chefe de inteligência brasileira, Wilson Trezza. O Comitê Rio-2016 garante que “o Rio será a cidade mais segura do mundo durante os Jogos”. Além da preocupação com a segurança, o que muitos
querem saber é se a Cidade Maravilhosa se tornará um lugar melhor para se viver depois dos Jogos. Lamartine Pereira da Costa, especialista em Jogos Olímpicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), acredita que sim. “As coisas aqui funcionam tão mal que não poderia ficar pior. Por exemplo, a porcentagem da população que utiliza o transporte público passará de 38% para 66% depois dos Jogos. Essa é a grande conquista do Rio de Janeiro”, declarou.
Portal de entrada do complexo de tênis do Jogos Olímpicos do Rio
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Maratonista brasileiro quer se manter entre os melhores do mundo
SÃO SILVESTRE
Giovani quer ficar entre os melhores São Paulo (SP) - Nas últimas três edições da Corrida Internacional de São Silvestre, o melhor atleta brasileiro foi Giovani dos Santos. O fundista mineiro está novamente entre os inscritos da mais tradicional prova de corrida de rua do Brasil e acredita que chega a São Paulo mais bem preparado do que nos anos anteriores. Giovani ficou com a quarta colocação da São Silvestre em 2012 e 2013, anos em que o queniano Edwin Kipsang subiu ao lugar mais alto do pódio. Na última temporada, ele foi o quinto da prova vencida pelo
etíope Dawit Admasu. “Este ano estou chegando mais bem condicionado. Fiz uma preparação diferente para a São Silvestre, treinando muita subida e descida na altitude e estou bem. Me sinto mais forte do que no ano passado e espero me dar bem”, disse o brasileiro, que realizou temporadas de treinamento em Campos do Jordão. As atividades de Giovani na altitude começaram como parte de sua preparação para a Volta Internacional da Pampulha. Deram certo e o atleta da equipe Pé de Vento conquistou
o evento mineiro pela quarta vez consecutiva. Assim, ganhou confiança para desafiar o domínio dos africanos nas ruas de São Paulo. O último brasileiro a vencer a Corrida Internacional de São Silvestre, que este ano terá sua 91ª edição consecutiva, foi Marílson Gomes dos Santos em 2010. Naquele ano, o brasiliense conquistou seu terceiro título da prova. “Já superei os africanos várias vezes. Não é nada impossível. O segredo é trabalhar como eu venho fazendo e tentar fazer meu melhor”, avaliou
Giovani. Seu melhor tempo foi obtido em 2013, quando completou os 15 quilômetros em 44 minutos e 49 segundos. O objetivo é superar essa marca. Com largada na altura da rua Frei Caneca e chegada em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero, na Avenida Paulista, a Corrida Internacional de São Silvestre será realizada no dia 31 de dezembro, com o pelotão geral partindo às 7h (de Manaus), 20 minutos depois da elite feminina. Os etíopes Dawit Admasu e Ymer Ayalew, atuais campeões, estão confirmados.
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