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Pódio - 31 de dezembro de 2014

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Caderno C

MANAUS, QUARTA-FEIRA, 31 DE DEZEMBRO DE 2014

esportes@emtempo.com.br

(92) 3090-1017

e deixou saudade Manaus recebeu quatro partidas da Copa do Mundo, todas válidas pela primeira fase

RICARDO OLIVEIRA

SEM EMPOLGAR

Nacional e Remo inauguraram a Arena da Amazônia

Nacional e Princesa caem na 2ª fase da Copa Verde Criada para fazer parte do calendário dos clubes do Norte, do Centro-Oeste e do Espírito Santo no primeiro semestre, a primeira edição da Copa Verde contou com 16 equipes. Princesa do Solimões e Nacional foram os representantes do Amazonas no certame. Mas, sem convencer, ambos caíram na segunda fase. Atual campeão estadual à época, o Tubarão do Norte passou com dificuldades pelo Santos-AP. Em casa, a equipe saiu na frente e venceu por 1 a 0. Em Macapá, o empate por 2 a 2 classificou o time de Manacapuru. Na segunda fase, o adversário foi o Paysandu. Na primeira partida, em Belém, o Princesa foi humilhado e perdeu por 6 a 1. No jogo da volta, no Gilbertão, nova derrota: 2 a 1 para os paraenses e a eliminação do torneio regional. O Leão da Vila Municipal também encontrou dificuldades para passar da pri-

meira fase. O adversário foi o Plácido de Castro-AC. Em Rio Branco, empate por 0 a 0. Na volta, em Manacapuru, o Nacional fez 1 a 0 e avançou. Pela segunda fase, o adversário foi outro Leão: o Remo. A primeira partida foi em

ALGOZ

Pirlo foi o maestro da Itália na partida contra a seleção inglesa do garoto Sterling

UTOPIA

LAMENTÁVEL

Pancadaria generalizada mancha final do Estadual Princesa do Solimões e Nacional protagonizaram uma verdadeira batalha campal na final do Campeonato Amazonense 2014. Após vencer o primeiro duelo da final contra o Leão da Vila Municipal, o Tubarão do Norte levou a melhor e venceu por 2 a 0, com gols dos atacantes Nando e Branco e uma atuação de gala do meia Fininho. Mas, quando tudo parecia definido e o Princesa caminhava para sua segunda conquista estadual, o Nacional reverteu um resultado que parecia impossível. Após vencer o primeiro tempo por 2 a 1, o Leão da Vila Municipal precisava de mais dois gols para ficar com o título. E eles vieram no segundo tempo, com Léo Paraíba e Douglas. Com 4 a 1 no placar, o time e a torcida de Manacapuru pareciam não acreditar no que estava

acontecendo no Sesi. E após uma disputa de bola, entre Fininho e Leonardo, os jogadores se estranharam e trocaram empurrões e socos. No chão, o atacante nacionalino foi chu-

HISTÓRICA

O Nacional fez o que parecia impossível. Após perder o primeiro jogo por 2 a 0 para o Princesa, o Leão da Vila Municipal fez 5 a 1 no time de Manacapuru e ficou com o Barezão 2014

Mais um ano de fracasso na Série D do Brasileirão

tado por Nando e ficou desacordado. O atleta teve de ser retirado de campo pela ambulância. Encerrado o tumulto, o Nacional fez mais um gol com Douglas e adicionou à sua galeria o seu 42º troféu de campeão amazonense. (AT)

Paysandu e Remo foram os carrascos dos amazonenses na Copa Verde. O time bicolor goleou o Princesa por 8 a 2 e o Remo empatou com o Nacional por 3 a 3, mas avançou por ter feito mais gols fora de casa Belém e o time manauense arrancou um empate por 1 a 1. O jogo da volta marcou a inauguração da Arena da Amazônia Vivaldo Lima, e com o resultado de 2 a 2, os paraenses avançaram por terem feitos mais gols fora de casa. (AT)

Princesa do Solimões não passou da primeira fase do torneio

RICARDO OLIVEIRA

Q

uatro partidas foram suficientes para o Amazonas apresentar ao mundo todo seu encanto e deixar o torcedor manauense mal acostumado. O palco foi a Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Entre os jogos, um dos mais esperados da primeira fase do torneio, que aconteceu no dia 14 de junho, pelo grupo D: Inglaterra e Itália. Em campo, cinco títulos mundiais e astros do quilate de Steven Gerrard, Wayne Rooney, Gianluigi Buffon e Andrea Pirlo. A Azurra levou a melhor e bateu os ingleses por 2 a 1, com gols de Balotelli e Marchisio. Sturridge anotou para o English Team. No dia 18 de junho, a arena recebeu os croatas, que sem dó nem piedade golearam os camaroneses

por 4 a 0, pelo grupo A, com gols de Olic, Perisic e Mandzukic, duas vezes. Quatro dias mais tarde foi a vez do melhor jogador do mundo pisar no palco amazônico: Cristiano Ronaldo. O astro português pouco fez e sua seleção não passou de um empate por 2 a 2 com os Estados Unidos. Para os norte-americanos marcaram Dempsey e Jones. Varela e Nani fizeram para os Lusos. A despedida do estádio amazonense ficou por conta do duelo menos badalado que os outros, contudo o de maior público na Arena da Amazônia Vivaldo Lima durante o Mundial. Suíça e Honduras duelaram para 40.322 pagantes e Shaqiri marcou os três gols da vitória dos suíços por 3 a 0 diante dos hondurenhos. Após 14 partidas realizadas na arena, nenhuma superou o público presente do jogo entre a seleção europeia e a centro-americana.

RICARDO OLIVEIRA

ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

FOTOS: RICARDO OLIVEIRA

A Copa passou por aqui

Polícia teve de ser acionada para intervir na pancadaria

Empolgado com o primeiro título conquistado em sua história, o Princesa do Solimões teve um ano repleto de jogos importantes. Disputando o Estadual, a Copa Verde, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série D, era o mais importante e acessível entre todos. Para conquistar o acesso, o clube não mediu esforços: contratou um novo técnico e mais de dez jogadores, entre eles o veterano atacante Somália. Derrotado na final do Estadual de maneira surpreendente, Marcos Piter não resistiu e mesmo com o bom trabalho apresentado no comando do Tubarão do Norte, a diretoria preferiu trazer um nome com mais experiência em competições nacionais. O escolhido foi o paraense Charles Guerreiro. Com passagens por Paysandu e Remo, Charles chegou confiante e acreditando no acesso à Série C. Foi ele quem indicou alguns dos nomes contratados pelo Princesa. Contudo, apenas o

zagueiro Leandro Camilo se firmou como titular. A campanha foi regular: dos dez jogos da primeira fase, o time de Manacapuru conseguiu cinco vitórias. A eliminação, no entanto, foi traumática. Precisando ape-

CAMPANHA

Em dez jogos pela primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série D, o Tubarão do Norte venceu cinco, o que não foi suficiente para garantir sua classificação ao matamata do certame nas do empate diante do Santos-AP, na Colina, o Tubarão do Norte sofreu um gol de falta do arqueiro adversário nos últimos minutos da partida e adiou o sonho amazonense de ver um clube local garantindo um acesso ao menos à Série C por mais um ano. (AT)


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Flamengo, Vasco e Botafogo mandam partidas em Manaus e mantêm a Arena da Amazônia Vivaldo Lima em atividade ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

A

ntes mesmo da Copa do Mundo, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima recebeu partidas de alguns gigantes do futebol brasileiro. O primeiro a pisar no gramado do novo estádio foi o Vasco, que em partida válida pela Copa do Brasil diante do Resende, não saiu de um 0 a 0 contra a equipe conterrânea. Depois, foi a vez dos paulistas Corinthians e Santos, que contra os locais Nacional e Princesa do Solimões, respectivamente, levaram um bom público ao estádio e serviram como teste para as partidas da Copa do Mundo, que seriam disputadas um mês e meio mais tarde. Pela Série B, o Vasco mais uma vez frustrou a torcida local e não passou de um empate por 1 a 1 contra o Oeste, em jogo marcado por uma arbitragem polêmica. As últimas três partidas do ano na Arena da Amazônia Vivaldo Lima foram válidas pela elite do futebol nacional. Em crise financeira, o Botafogo mandou duas

partidas na capital amazonense. A primeira foi contra o Corinthians, onde acabou vencendo por 1 a 0. O segundo jogo foi o clássico carioca diante do Flamengo, que arrecadou a maior cifra de partidas entre clubes no novo estádio amazonense: R$ 4.118.040,00. O Glo-

JOGOS

Após a inauguração, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima recebeu dez partidas entre clubes. A metade envolveu clubes cariocas. Botafogo, Flamengo e Vasco jogaram duas vezes cada no estádio rioso bateu o Rubro-Negro por 2 a 1 e mesmo com as duas vitórias em Manaus a equipe acabou sendo rebaixada para a Série B. E quem fechou a série de jogos na arena foi o Flamengo. Contra o Vitória, os cariocas venceram por 4 a 0 e fizeram a festa da torcida rubro-negra.

De olho na semifinal da Copa do Brasil, o Flamengo encarou o Botafogo com o time reserva

Galo volta à elite do futebol baré RICARDO OLIVEIRA

Arena serve de palco para times cariocas

GARANTIDO

Sem sustos. Assim foi a campanha do Rio Negro na Segundinha do Campeonato Amazonense 2014. Precisando vencer um dos turnos para voltar à elite do futebol local, o Galo da Praça da Saudade tratou de garantir o acesso com a conquista da primeira ‘perna’ da Série B, ao vencer três partidas e empatar uma, sendo campeão da Taça Estado do Amazonas de maneira invicta. O resultado deu moral para o Galo, que começou o segundo turno confiando no título da Segundinha. Contudo, o Operário surpreendeu e repleto de jogadores experientes conquistou a Taça Cidade de Manaus e forçou a final em partida única contra o time da capital. Com uma excelente atuação do atacante Charles, que anotou dois gols, o time de Manacapuru venceu por 3 a 1, ficou com o troféu da Série B e voltou a elite baré, junto com o Rio Negro. (AT)


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Brasileiros duelam com

DIVULGAÇÃO

africanos na São Silvestre

Sem vencer a prova desde 2010, atletas brasileiros esperam deixar os africanos para trás na tradicional corrida internacional

S

ão Paulo (SP) - A Corrida Internacional de São Silvestre chega a sua 90ª edição consecutiva nesta quarta-feira. A prova, disputada pela primeira vez em 1925, terá uma vez mais embate entre atletas africanos, favoritos à vitória, e brasileiros, que tentam quebrar a hegemonia rival. Com largada na altura da rua Frei Caneca da avenida Paulista e chegada em frente ao edifício da Fundação Cásper Líbero, a elite feminina parte às 6h40 (de Manaus), 20 minutos antes da elite masculina e do pelotão geral. A última vitória brasileira na São Silvestre ocorreu em 2010, ano em que Marílson Gomes dos Santos conquistou seu terceiro título no evento. Entre as mulheres, o jejum é ainda maior, já que uma atleta nacional não sobe ao lugar mais alto do pódio desde 2006, quando Lucélia Peres foi a campeã. “Os africanos estão sempre revezando entre si, fazem um jogo de equipe e precisamos fazer nossa prova apesar disso. Temos que treinar e procurar fazer a corrida para tentar ganhar mesmo assim”, disse Giovani dos Santos, tricampeão da Volta da Pampulha e melhor brasileiro nas duas últimas

Disputa feminina é acirrada Entre as mulheres, a briga pela vitória também será dura, com a participação de quatro ex-campeãs da prova. Nancy Kipron venceu em 2013 e busca o bi. Prsicah Jeptoo, campeã em 2011, retorna a São Paulo depois de conquistar uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. A etíope Ymer Wude Ayalew venceu em 2008. E a brasileira Maria Zeferina Baldaia foi campeã de 2001. “Este ano será diferente porque as competidoras são muito fortes. Vou correr contra atletas que têm medalhas em Campeonatos Mundiais e preciso tentar meu melhor”, disse Kipron. “Conheço bem a São Silvestre, já participei da prova muitas vezes e gosto muito. Este ano ela será muito boa com muitas atletas fortes no feminino e acho que terei uma competição muito dura”, explicou a atual campeã. As principais brasileiras na disputa devem ser Sueli Pereira, sexta colocada e melhor brasileira no ano passado, Cruz Nonata, sétima colocada em 2013, e Joziane Cardoso, campeã da Volta Internacional da Pampulha. Uma atleta brasileira não vencia em Belo Horizonte também desde 2006, ano em que Lucélia Peres subiu ao lugar mais alto do pódio na prova tradicionalmente encarada como preparação à São Silvestre.

edições da São Silvestre. O favorito à conquista do título é o etíope Tariku Bekele, campeão da São Silvestre de 2011, medalha de bronze nos 10 mil metros nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e irmão do astro Kenenisa Bekele. Os quenianos Mark Korir e Stanley Koech, donos da segunda e terceira colocações em 2013,

respectivamente, também estão inscritos no evento. “Na primeira vez que disputei a São Silvestre, venci. Agora, estou feliz por retornar ao Brasil para participar da corrida novamente. Eu me sinto bem e fiz uma boa preparação. Em relação a 2011, estou em melhor forma e vou tentar ganhar pela segunda vez”, disse Bekele.

Disputada pela primeira vez em 1925, prova da São Silvestre deve reunir mais de 30 mil atletas


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