Pódio - 24 de novembro de 2015

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MANAUS, TERÇA FEIRA, 24 DE NOVEMBRO DE 2015

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Amazonense inicia luta por vaga nas Olimpíadas

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Paulo Victor Souza disputará o Mundial de Luta Livre, no Irã, e dependendo do desempenho, lutará a seletiva para Rio-2016

De vermelho, lutador manauense em combate nos Jogos Universitários Brasileiro

LINDIVAN VILAÇA

Ú

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nico amazonense na lista da Confederação Brasileira de Wrestling (CBW) para a disputa do Campeonato Mundial de Wrestling, no Irã, Paulo Victor Souza, 24, pretende adquirir mais experiência no evento internacional. O atleta planeja entrar na relação dos melhores do Brasil na modalidade. A participação no torneio, nos dias 28 e 29 deste mês, é a chance que o lutador precisa para alcançar índice olímpico. Atleta da categoria até 97 quilos, o amazonense não é um calouro nesse esporte, conhecido como luta olímpica. Nos Jogos Universitários Brasileiros, ganhou a medalha de ouro. “Sem dúvida essa convocação é um divisor de águas na minha carreira. Lutar no Irã é a realização de um sonho”, disse Paulo Victor, que tem 1,84 metro de altura. O tamanho, nesse caso, é documento

quanto se trata de um esporte em que força e técnica são decisivas para a vitória. Conciliar técnica com condicionamento físico é a base do treinamento do atleta. Paulo Victor revela que, como não sabe quem serão os adversários, a preparação deve ser equilibrada entre a técnica dos golpes e a força física para anular os oponentes. “Só vou conhecer a maioria dos meus adversários na hora. Estou muito ansioso mesmo para conhecer o atual campeão olímpico da modalidade, o americano Jake Varner, que foi ouro em Londres 2012. Para mim, o mais importante é unir técnica e força física. Assim, evito ser surpreendido”, disse. A convocação para a disputa no Irã é considerada pelo amazonense como uma oportunidade de ouro para tentar uma vaga na Olimpíada do Rio, em 2016. “Essa convocação me coloca entre os atletas que poderão formar a equipe pré-olímpica

Interdição da Ponta Negra inviabilizou realização do tradicional evento

e disputar as seletivas para os Jogos Rio 2016. A competição lá é muito forte. Estão indo os principais atletas da seleção brasileira. Eles querem fazer como espelho do pré-olímpico. É um sonho para lutadores do mundo todo”, disse. O presidente da Federação Amazonense de Luta Olímpica (Falle), Helton Henrique, disse que a convocação de Victor é para ser comemorada. “Estamos num processo de revelar novas promessas para futuras convocações e assim manter a tradição do Amazonas de revelar talentos para a seleção”, disse. Para Helton, a convocação de Paulo Victor é a certeza de que há um trabalho de base promissor na luta olímpica, em Manaus. “Essa também é uma vitória particular de técnico Dagoberto Arbolaez, que é o principal responsável pela mudança e melhoria técnica de nossos atletas. Somos gratos a ele por tão brilhante trabalho”, disse Falle.

Começo A carreira no esporte teve início em um projeto social de luta livre do professor Júnior Lopes, popular em Manaus pelo ensino do jiu-jítsu. Entre os anos de 2011 e 2012, passou a treinar luta olímpica com o técnico e atleta Waldeci Silva na Nilton Lins. A primeira medalha foi a de bronze no Campeonato Brasileiro de 2013, em São Paulo. Em 2014, no Rio de Janeiro, novamente ficou em terceiro lugar. No mesmo ano, Paulo Victor foi convocado para o Sul-Americano e voltou para Manaus com mais um bronze. Este ano, o amazonense integrou a seleção brasileira de wrestling e faturou, em São Paulo, a medalha de ouro do Brasileiro Universitário. Paulo Victor treina com o técnico cubano Dagoberto Arbolaez, na Vila Olímpica de Manaus. Ele é beneficiado pelo programa Bolsa-Atleta, da Prefeitura de Manaus.

ALMIRANTE TAMANDARÉ

Travessia deste ano é cancelada Prova mais popular da natação no Amazonas, a Travessia Almirante Tamandaré, disputada nas águas do rio Negro e com 2,5 quilômetros, foi cancelada. A 43ª edição seria disputada no final deste mês, na Praia da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus. A competição, em anos anteriores, encerrava o calendário anual de atividades da Federação Amazonense de Desportos Aquáticos (Fada). A Marinha do Brasil, que promovia a disputa,

decidiu não realizá-la em 2015. O presidente da Fada, Victor Hugo, disse que o cancelamento se deu pelo fato da Federação dar preferência à segurança dos atletas. A praia da Ponta Negra está interditada, já que, com a seca, a orla da praia representa risco para os banhistas. “A prova só foi cancelada porque a Prefeitura de Manaus interditou a praia da Ponta Negra. Não há como mudar o local da chegada. Todos os anos

encaramos essa dificuldade da seca, essa também não é a primeira vez que o complexo foi interditado pelo motivo da vazante. Temos que olhar para o lado da segurança dos atletas. Se a Marinha cancelou, foi para preservar a vida das pessoas”, disse “Botinho”. A interdição será por 45 dias. Já se passaram 30. Devido ao nível do rio Negro, que está abaixo de 16 metros e, conforme o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)

assinado com o Ministério Público do Estado (MPE), em 2012, em relação à cota mínima de segurança, a prefeitura decidiu isolar a orla. Em nota, a Marinha do Brasil, por intermédio do Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN), comunicou que em virtude de razões administrativas a 43ª Maratona Aquática Almirante Tamandaré foi cancelada, não sendo possível a realização da mesma este ano.


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