Pódio - 17 de dezembro de 2015

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MANAUS, QUINTA FEIRA, 17 DE DEZEMBRO DE 2015

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esportes@emtempo.com.br

FERNANDO TORRES/PAYSANDU

Pódio

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REFORÇO

Vasco fecha com Yago Pikachu Pódio E3

A estrela solitária de uma história gloriosa DIVULGAÇÃO

Nesta quinta-feira, o único título brasileiro do Botafogo completa 20 anos. Alvinegros amazonenses recordam do dia histórico

Autor de 23 gols durante o Campeonato Brasileiro, Túlio é apontado pelos torcedores como o protagonista da maior conquista alvinegra

N

esta quinta-feira (17), os botafoguenses acordaram saudosos pelos 20 anos da comemoração do único título de Campeão Brasileiro conquistado pelo clube em toda sua história. O time da estrela solitária levantou o caneco naquele ano ao empatar por 1 a 1 com o Santos, no Pacaembu, depois de ter vencido o Peixe no primeiro jogo da final por 2 a 1, no Maracanã. Em Manaus, botafoguenses ilustres relembraram a data do único Campeonato Brasileiro conquistado pelo Fogão. Para o radialista Valdir Corrêa, o que mais ficou guardado na memória dele foi o gol impedido do atacante Túlio Maravilha, que deu o título ao seu time de coração. “O que mais ficou marcado naquele título foi o gol impedido do Túlio Maravilha, que, apesar de não ser aquele atacante esplêndido, fazia os gols dele. Mas o Botafogo já havia sido tão roubado que o destino fez justiça. Eu costumo dizer que os deuses do futebol não permitiram que houvesse injustiça naquele ano”, brincou o “Garotinho”. O radialista lembrou ainda que os jogos entre Santos e Botafogo eram considerados

os maiores clássicos do Brasil e até do mundo. “Podemos até comparar o jogo desses dois times como Barcelona e Real Madrid, porque o Santos tinha Pelé e o Botafogo tinha Didi, entre outros. Nesse tempo não tinha favorito”, relembrou o torcedor. O jornalista Mário Adolfo guarda com carinho aquele

TALISMÃ Principal jogador do time de 1995, Túlio quase deixou o Botafogo dias antes do Campeonato Brasileiro começar. Sem receber há três meses, ele por pouco não vestiu a camisa do Corinthians naquele ano ano que ficou marcado na sua vida, tanto como profissional quanto como torcedor do Glorioso. “No primeiro jogo entre Botafogo e Santos, realizado no Rio de Janeiro, eu estava no Estado para participar do prêmio Esso de Jornalismo. Não ganhei o prêmio, mas recebi a notícia da vitória do Fogão por 2 a 1, na primeira final”, recordou. Conforme Mário, ele chegou a embarcar no mesmo voo que os jogadores botafoguen-

ses entre o aeroporto Santos Dumont e a capital paulista. “Fomos para o segundo jogo em São Paulo. Eu fui com um jornalista da ‘Folha de São Paulo’ e chegamos a embarcar com os jogadores. Conversei com o Túlio, com o Gonçalves, e nesse dia, o Pantera se contundiu e viajou com uma bolsa de gelo. Percebi que íamos ser campeões naquele voo, os jogadores estavam muito animados”, expõe, ao afirmar que o título só foi para General Severiano por causa do camisa 7. “O time era a cara dele”, rememora. Ex-radialista e atualmente procurador de Justiça, Nicolau Libório lembrou dos grandes times do Botafogo na história, mas também do atual momento de certa “decadência do time”. “Na verdade, a base da seleção brasileira era o time do Botafogo, como Nilton Santos, Garrincha, Zagalo, Gérson, e o Santos tinha grandes nomes, como Pelé, entre outros. Mas o título de 1995 ficou marcado apenas por conta do gol do Túlio”, contou. Como torcedor, Nicolau diz que espera para o próximo uma reformulação da equipe. “Fico temeroso se não houver reformulação o time caia para a segunda divisão, e o lugar do Botafogo é entre os grandes”, bradou Libório.

Final com emoção e polêmica O time do Botafogo era considerado mediano, pois havia começado o campeonato desacreditado, apesar do forte ataque formado por Túlio e Donizete. No meiuca, jogavam os desconhecidos Iranildo e Leandro Ávila, comandados pelo inexperiente Paulo Autuori. O Fogão chegou ao jogo da grande final após vencer o confronto de ida no Maracanã por 2 a 1, com gols de Gottardo e Túlio Maravilha O clima da final era tenso, com muitas provoca-

ções entre os jogadores dos dois times. O Santos havia chegado à decisão após ter eliminado outro time carioca na semifinal, o Fluminense, por 5 a 2. Enquanto o Botafogo ganhara do Cruzeiro. No segundo jogo da final, o Fogão chegou ao primeiro gol logo aos 24 minutos do primeiro tempo, após uma falta pelo lado esquerdo do campo, próxima da linha lateral, a bola é levantada na área, com um leve desvio de cabeça, Túlio Maravilha - em posição irregular -

empurra para o gol para o delírio dos botafoguenses. O placar significava mais do que números: era o desenho de um sonho, do primeiro título brasileiro do Botafogo. E para quem já tinha o empate a seu favor, uma bela vantagem logo no primeiro tempo representava a luta contra o relógio e o fim do jogo. O Santos ainda chegaria ao empate com um gol do atacante Marcelo Passos, mas o resultado não seria o suficiente para o título do Peixe. DIVULGAÇÃO

STÊNIO URBANO

Elenco botafoguense contava com bons jogadores e a dupla de ataque era formada por Túlio e Donizete


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