GLORIOSO
Botafogo pode conquistar Série B
Pódio MANAUS, SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO DE 2015
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C1
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De bom tamanho Em atuação discreta, Brasil arranca empate da Argentina em Buenos Aires e afunda rival na crise. Dunga ganha sobrevida para duelo diante do Peru
S
ão Paulo (SP) - A seleção brasileira conseguiu reagir ontem a um primeiro tempo sofrível e arrancou um empate por 1 a 1 no clássico contra a Argentina, no estádio Monumental de Núñez, em jogo válido pela terceira rodada das Eliminató-
Lucas Lima foi quem anotou o gol de empate da seleção brasileira
rias à Copa do Mundo de 2018. A partida, cuja data teve de ser alterada por conta das fortes chuvas que atingiram Buenos Aires na quinta-feira (12), foi mais uma prova de que Dunga terá de quebrar a cabeça para encontrar uma formação que explore o potencial brasileiro sem depender tanto de Neymar. O craque do Barcelona voltou ao time após cumprir suspensão, mas foi neutralizado pela marcação adversária e não produziu quase nada em campo. O clássico estava agendado para quinta-feira, mas o temporal que atingiu Buenos Aires e alagou o gramado do estádio Monumental de Núñez inviabilizou a disputa do confronto. A partida foi marcada para ontem porque a Conmebol exige a realização do duelo até 24 horas depois do horário inicial. Dentro de campo, a Argentina nem parecia estar desfalcada dos astros Lionel Messi, Carlitos Tevez e Sergio Agüero. Os hermanos neutralizaram por completo o esquema tático de Dunga no primeiro tempo e
fizeram de Neymar um mero coadjuvante. Com pleno domínio do clássico, os argentinos fizeram a bola correr para Lavezzi, aos 33 minutos, finalizar sem chances de defesa para Alisson. No segundo tempo, uma mudança na disposição tática recuperou o Brasil e possibilitou que Lucas Lima empatasse o duelo, aos 12 minutos. O empate entre as equipes mantém a seleção próxima à zona de classificação à Copa do Mundo. O time está em quarto lugar, com quatro pontos ganhos. Já a Argentina, que ainda não venceu nas Eliminatórias, aparece em oitavo, com apenas dois pontos. Na terçafeira (17), o Brasil vai a campo na Fonte Nova, em Salvador (BA), para enfrentar o Peru. No mesmo dia, a Argentina viaja para medir forças com a Colômbia, em Barranquilla. O jogo Em solidariedade aos mais de cem mortos nos atentados ocorridos ontem em Paris, o árbitro paraguaio An- t o nio Arias pediu um minuto de silêncio aos jogadores antes do início do jogo. A homenagem deixou o Monumental de Núñez em completo silêncio. Com a bola rolando, a Argentina
surpreendeu a seleção brasileira e chegou ao ataque com apenas um minuto. Lavezzi arriscou o chute da ponta direita e exigiu boa defesa do goleiro Alisson. Higuaín demorou a se posicionar na sequência do lance e não conseguiu concluir ao gol. Com uma trinca de volantes no meio campo, os hermanos neutralizavam todas as subidas brasileiras à frente e impediam Neymar de encostar na bola. O nó tático do técnico Tata Martino em Dunga ficava ainda mais evidente por conta da grande atuação de Di María. Aos 33 minutos, o atacante do Paris Saint-Germain lançou Higuaín em velocidade e nas costas de Fillipe Luís. O atleta foi até a linha de fundo e cruzou de forma precisa para Lavezzi concluir a gol. O jogador apareceu no meio de David Luiz e Daniel Alves e não encontrou dificuldades para superar Alisson.
Brasil cresce de produção no meio da zaga e por pouco não acertou o chute. Aos 41, o zagueiro Otamendi cabeceou próximo à meta de Alisson. A seleção voltaria a passar por apuros nos minutos finais da partida após o zagueiro David Luiz receber o
ALEJANDRO PAGNI/AFP
A Argentina voltou a assustar logo no primeiro minuto do segundo tempo. Banega foi à frente com liberdade e, após ter um primeiro chute bloqueado pela zaga, aproveitou a sobra para finalizar na trave. A persistência da apatia brasileira fez com que Dunga mudasse o esquema tático por completo. Aos 11 minutos, o técnico tirou o atacante Ricardo Oliveira para a entrada de Douglas Costa. Em seu primeiro lance no jogo, o meia do Bayern de Munique recebeu a bola na área e cabeceou no travessão. O rebote caiu nos pés de Lucas Lima, que acertou um chute de primeira para deixar tudo igual aos 12 minutos. Com as forças reequilibradas, o Brasil trabalhou melhor a bola e conseguiu levar perigo aos 28 minutos. Willian deu um belo elástico no marcador, mas chutou em cima da defesa e só ganhou o escanteio. A Argentina, contudo, não se deixou abater e quase marcou o segundo aos 32. Higuaín apareceu novamente
ATUAÇÃO O zagueiro da seleção brasileira, David Luiz, foi o pior jogador em campo. Além de ter falhado no gol anotado por Lavezzi, o beque canarinho foi expulso no final do jogo ao cometer duas faltas duras cartão vermelho, aos 43. O jogador cometeu duas faltas duras em dois minutos e foi mais cedo para o vestiário por conta do acúmulo de amarelos. Nos acréscimos, discussões e catimba por parte das duas equipes deram trabalho para a arbitragem. Já os goleiros não voltaram a ser incomodados até o apito final do clássico.
O zagueiro David Luiz perdeu a cabeça e foi expulso no final da partida após cometer duas faltas duras em menos de dois minutos