Pódio - 10 de novembro de 2015

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Vazante faz prova ser cancelada Pódio E4

FOTOS: DIVULGAÇÃO

MANAUS, TERÇA FEIRA, 10 DE NOVEMBRO DE 2015

DIEGO JANATÃ

Pódio

E1

TRIATLO

Neymar é

10

Atacante volta após quatro jogos de suspensão e retoma a camisa 10 do Brasil

S

ão Paulo (SP) – Neymar não poderia se apresentar à seleção brasileira de maneira melhor. Na semana em que os comandados de Dunga enfrentam Argentina e Peru, o craque volta a vestir a camisa 10 verde e amarela após uma atuação de gala contra o Villarreal pelo Campeonato Espanhol, com direito a gol de placa. O número dez da camisa pode ser facilmente uma referência à nota do futebol apresentado pelo jogador no Barcelona. Outras cinco mudanças marcam a nova numeração em relação à das partidas contra Chile e Venezuela. A camisa 2 passa a ser de Danilo, que não esteve à disposição nos últimos jogos. Como Marcelo está lesionado, o número 6 passa a ser de Douglas Santos. A exemplo do que faz no Corinthians, o goleiro Cássio usa a 12 que era de Marcelo Grohe. O zagueiro Gabriel Paulista assume o número 13 que seria do lesionado Marquinhos e, por fim, Kaká volta a ter a camisa 22 que na última convocação tinha sido de Lucas Silva. Preparando-se na cidade de São Paulo, a seleção brasileira treina visando à visita a Buenos Aires, onde desafia a Argentina no Monumental de Núñez nesta quinta-feira (12). Já no dia 17 o compromisso é contra o Peru, na Fonte Nova, em Salvador. Ambos os duelos valem pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, pelas rodadas três e quatro. Retorno é comemorado O período de suspensão de Neymar acabou, e o craque vai voltar a vestir a camisa da seleção brasileira na partida contra a Argentina. Feliz com o retorno do companheiro, o zagueiro David Luiz alegou que o atacante é importante no grupo não só pela qualidade em campo, mas pela confiança que transmite ao resto do elenco. “É sempre muito importante contar com o Neymar. Além do

poder de decisão, contar com a presença dele dentro do grupo é fundamental. É uma pessoa que agrega em todos os sentidos e ter o retorno dele dá uma confiança ainda maior dentro e fora de campo”, disse David Luiz Comentando o clássico diante da Argentina, o atleta frisou respeito aos rivais, que mesmo desfalcados de Messi, ainda possuem jogadores com qualidade para causar problemas ao Brasil no confronto. “Estão sem o melhor do mundo, mas não deixam de ter jogadores de nível que também podem fazer a diferença. Assim como nós temos

Jefferson já venceu a Argentina Na última vez que enfrentou a Argentina, há pouco mais de 1 ano, Jefferson teve atuação decisiva ao pegar um pênalti cobrado por Messi em jogo válido pelo Superclássico das Américas, em que a seleção brasileira venceu por 2 a 0 e ficou com a taça disputada em Pequim. Agora, pelas Eliminatórias, o goleiro quer reavivar as lembranças boas

para tentar retomar o posto de titular, perdido após a derrota na estreia para o Chile. Assumindo certo desconforto pelo banco de reservas, Jefferson sabe da disputa acirrada por uma vaga no gol do Brasil, e independentemente do maior número de jogos com a camisa amarela, não tem dúvidas que a briga com Cássio e Alisson será dura.

“O Brasil está bem servido. A concorrência é grande, são goleiros de qualidade. Está todo mundo no mesmo páreo. Como o Dunga falou, ele vai escalar quem tiver melhor”, disse. Depois de levar dois gols na estreia, Jefferson foi preterido logo na partida seguinte, contra a Venezuela, quando Dunga testou Alisson, goleiro do Internacional. A vitória por

3 a 1 respaldou a atuação do camisa 23, que tentará agora manter a posição. O botafoguense, no entanto, promete não dar sossego. “O Dunga já deve ter alguma coisa na cabeça, espero fazer grandes treinamentos aí para ter o meu lugar. Chateado a gente fica, todo jogador quer jogar, o que resta é trabalhar para provar que tenho condições”, avaliou.

GANCHO O atacante Neymar foi suspenso por quatro jogos pela Conmebol após ter dado uma cabeçada no zagueiro Murillo, da Colômbia, durante a Copa América do Chile

também”, ressaltou. Companheiro de clube de Di Maria, Lavezzi e Pastore, rivais na partida do próximo dia 12, o atleta explicou que a ansiedade e as conversas sobre o aguardado jogo já haviam tomado o espaço dos vestiários do Paris Saint-Germain entre eles, que alimentam uma rivalidade sadia. “A conversa sobre o jogo é inevitável. Jogar pela seleção é sempre motivo de orgulho e disputar uma partida desse porte faz com que a ansiedade entre nós se torne maior. Mas é tudo muito saudável. Não apostamos nada. Até porque, um jogo desse porte não precisa disso. A motivação em ganhar um dos maiores clássicos do futebol mundial tanto para nós brasileiros como para os argentinos é muito grande e não precisa de nenhuma motivação extra”, completou o jogador.

Goleiro já pegou até pênalti em jogo contra a selação argentina, no Superclássico

Kaká quer brigar por titularidade Aos 33 anos, Kaká é um dos jogadores mais experientes do grupo. Se, em termos de idade, a diferença para os demais do elenco pode ser grande, o discurso traduz um desejo comum: o de mostrar serviço com a camisa da seleção brasileira. Aprovando a mescla entre experiência e juventude com vistas ao Mundial da Rússia, o meia mostrou que está firme na luta por um lugar no time. “Todo mundo quer jogar, mas acho que é importante todo mundo saber sua responsabilidade dentro da seleção. Eu não estou aqui para ficar no banco, estou aqui para buscar uma vaga, lutar por um lugar sabendo que eu posso contribuir. Isso sempre de uma forma correta, justa, respeitando a

decisão do treinador. Eu venho bem, de um final de temporada sem nenhum problema físico”, declarou. Ao lado de Daniel Alves, Kaká é o único jogador convocado para os confrontos contra Argentina e Peru que estava presente na última vitória do Brasil em Buenos Aires, que inclusive garantiu vaga na Copa do Mundo de 2010. Sob o comando de Dunga e vestindo a camisa 10, o meia participou de dois dos três gols da vitória por 3 a 1, puxando o contra ataque e servindo Luis Fabiano no gol que sacramentou o triunfo em Rosário. As boas lembranças servem de exemplo na busca por um resultado positivo. “Não é fácil, mas é possível.

A gente teve essa experiência em 2009. Foi um jogo muito especial e é um bom exemplo para a gente seguir. Uma vitória será importantíssima pela confiança, ainda mais que temos esse jogo contra o Peru em Salvador. O próximo vai ser

só em março, então queremos terminar esse bloco bem, somando pontos”, recomendou, sem maiores projeções sobre o futuro nas Eliminatórias. “O mais difícil é sempre o próximo jogo, e o próximo jogo é contra a Argentina”, acrescentou.

Experiente, Kaká diz que está preparado para ser titular do Brasil


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