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Pódio - 6 de agosto de 2015

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Caderno E

Vasco fecha contratação de Nenê

Olimpíada MANAUS, QUINTA-FEIRA, 6 DE AGOSTO DE 2015

esportes@emtempo.com.br

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Estádio receberá seis jogos das Olimpíadas

Por torneio de futebol olímpico, Arena da Amazônia permanece sob administração da Fundação Vila Olímpica (FVO) IVE RYLO

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processo licitatório responsável por repassar a administração da Arena da Amazônia para a iniciativa privada foi adiado em mais um ano. Tudo porque o espaço construído para receber os jogos da Copa do Mundo da Fifa em 2014, também será palco de partidas da fase eliminatória do torneio de futebol das Olimpíadas Rio-2016. Até lá, o governo continua a arcar com a manutenção do espaço avaliada em R$ 600 mil mensais. Em outubro de 2013, a empresa de consultoria Ernst Young foi contratada pelo governo do Estado para encontrar o melhor modelo de gestão para o estádio. Além do destino da arena, a empresa também iria apresentar um estudo para o Centro de Convenções do Amazonas (CCA), Vila Olímpica e a Arena Amadeu Teixeira. Na época, foi divulgado que o estudo feito pela empresa custaria, aproximadamente, R$ 1 milhão. Um ano após o repasse do resultado da consultoria, a arena continua sob administração pública do Estado. De acordo com o presidente da Fundação Vila Olímpica, Aly Almeida, antes das Olimpíadas a licitação não pode ser aberta. “Ninguém pode fazer nada agora antes das Olimpíadas. Se fizermos não vai ter Olimpíada. As providências de licitação só poderão ser feitas depois. Porque,

como vamos alugar um negócio se assumimos o compromisso com as Olimpíadas?”, questionou. Ele apontou que é um privilégio a arena ser palco de dois eventos mundiais em curto espaço de tempo. “A prefeitura e o governo assumiram um compromisso. Nos sentimos privilegiados em receber as Olimpíadas, muitos estádios queriam e não podemos abrir mão. Privatização agora nem pensar”, analisou. Até os jogos, o governo continua a investir na manutenção do estádio, com cerca de R$ 600 mil por mês. Em um ano de cortes no orçamento por conta da crise, a verba para manutenção do espaço vem de eventos realizados e do planejamento governamental. “Esse dinheiro vem dos alugueis que a gente faz e do governo que já tem orçamento para isso. A arrecadação de visitas na arena e aluguéis de jogos dão uma renda boa”, disse. Ele explicou que em 2014, entre jogos e shows foram 23 eventos após o mundial. Este ano foram realizados três jogos do torneio Super Series, e dois do campeonato amazonense. “Na minha administração a coisa vai funcionar. Não vai ter problema de arena suja, abandonada, um elefante branco”, garantiu Aly. Até o final de 2015, a arena já tem 19 eventos agendados. Há também a possibilidade de receber dois jogos do Campeo-

nato Brasileiro da Série A: Fluminense e Santos e Santos e São Paulo. A Federação Amazonense de Futebol (FAF) também tem quatro jogos agendados no estádio. O próximo será Nacional e Remo, na próxima segundafeira (10), às 20h30. “A renda do aluguel dos jogos dos times da Série A é de R$ 300 mil, R$ 400 mil. No último jogo do Nacional, a arena ficou apenas com R$ 5 mil. É pouco, mas estamos abrindo”, explicou. De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, a arena é aberta para visitação de escolas, turistas e público em geral. A entrada é R$ 10. “La eles conhecem a história da arena, que substituiu o Vivaldão, passeiam pelo estádio e ainda ganham folder com a história. A arena está viva. Ontem mesmo assinei um contrato com a desembargadora Socorro Guedes e o governador para que nela seja feita a biometria do TRE. Estamos recebendo 1.800 pessoas por dia”, disse. Ele lembrou que, de acordo com a comissão olímpica, a Arena da Amazônia foi a mais bem avaliada internacionalmente, dada seu estado de preservação. “A África do Sul e a Grécia estão com seus campos abandonados, cheios de mato. Os governos trancaram no cadeado e não investiram mais nenhum centavo e hoje virou um elefante branco. Ao contrário da nossa arena”, assegurou.

Barezão terá calendário alterado O campeonato amazonense deste ano terminou em 20 de junho. Em 2016, por conta do torneio olímpico haverá alteração no calendário e o Barezão terá que ser encolhido. De acordo com Aly Almeida, todos os campos de futebol de Manaus serão fechados para receber as equipes olímpicas. “Nossos campos estão preparados para receber o torneio. A partir de abril não pode haver evento, eles não querem ter problemas com o gramado para não correr risco. As equipes chegam em julho para treinamento e dia 4 agosto começam os jogos. O campeonato amazonense terá que ser antes de abril ou depois das Olimpíadas”, disse. Em Manaus serão realizados seis jogos da fase preliminar. Somente, após o sorteio em março, é que serão conhecidas as equipes que disputarão jogos na arena. “Temos a possibilidade de receber mais um jogo, talvez uma semifinal”, afirmou Aly. Serão disponibilizados às

equipes olímpicas o estádio Carlos Zamith, que comporta 4 mil torcedores; o Ismael Benigno (Colina) que comporta 12 mil; e a Arena da Amazônia, com capacidade para 45.597 pessoas. “Sou técnico e não político. Sei a importância, mesmo nosso

RETROCESSO

O campeonato amazonense deste ano teve quatro meses de duração, mas o torneio olímpico vai novamente encolher o estadual, forçando os clubes a terem pouco de tempo de pré-temporada futebol na última série, de um estádio bom para levantar o futebol. Nenhum clube, nem federação pode falar que não tem estádio. Faltam os clubes fazerem a parte deles. Muitos não conseguem nem lotar o Zamith. O governo já deu a estrutura e o dinheiro. Foram R$ 250 mil para 10 clubes”, lembrou.


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Vôlei e ciência unidos no desenvolvimento escolar não será o vôlei, mas sim o conhecimento sobre fisiologia, coordenação motora e condicionamento físico que pode proporcionar. “O objetivo do projeto, entre outras coisas, é fazer com que os bolsistas saibam que músculos estão sendo mais trabalhados, que tipo de movimento é realizado, força e o ângulo correto para se aplicar na bola, ou seja, usar métodos científicos para abordar os aspectos físicos e psicológicos que a atividade proporciona”, disse. Mas antes de encarar as quadras, o primeiro passo realizado pelos cientistas, foi mergulhar nos livros, pesquisar as bibliografias e os artigos para dar o embasamento teórico necessário, visto que o conhecimento

O vôlei só pode ser praticado em grupo e isso já é um passo para incentivar o aprendizado do trabalho coletivo e em equipe Fábio Luiz Ribeiro, coord. do projeto

prático vai muito bem obrigado. Tanto desempenho, já está chamando atenção até de colegas de outras escolas. “O nosso projeto está dividido em seis partes e atualmente estamos desenvolvendo a fase dois, que consiste no estudo teórico do esporte antes de começarmos nossas aulas práticas. Nossa equipe está bem unida e o bom é que, por meio do nosso projeto, outros alunos também já se interessaram em participar do PCE”, afirmou Camilla Santos, a única mulher no grupo dos cinco cientistas júnior.

Alunos do PCE com o professor coordenador no ginásio poliesportivo do Ceti Elissa Bessa Freira, local de estudo do grupo

Metodologia alia estudo e prática do esporte A equipe se reúne por uma hora quatro vezes por semana. De acordo com Ribeiro, a ideia é fazer com que cada cientista possa encontrar seu lugar no grupo, fazendo ciência de um modo diferente, saindo do tradicional. “No vôlei, cada jogador tem uma função e um objetivo específico. Da mesma maneira, planejamos trabalhar a ciência

dentro do esporte, mostrando que a ciência não se faz apenas dentro do laboratório. Para isso, primeiro o cientista junior tem que buscar sua própria capacitação e qualificação, obtidas por meio de pesquisa e muita leitura”, comentou. Entre os resultados esperados ao final do projeto estão: estudar os músculos

que são mais trabalhados e fazer uma comparação com a estrutura muscular antes e depois do projeto; análise técnica e tática do jogador; medição do Índice de Massa Corporal (IMC); aprimoramento do condicionamento físico (força, velocidade e impulsão do atleta); etc. “Há muito de física e biolo-

gia no vôlei, por isso pretendemos aproveitar esse lado científico do esporte e fazer um levantamento completo não só da biometria, mas também estudar as melhorias que o vôlei traz tanto na alimentação correta, quanto também na socialização do aluno ensinando-o a trabalhar em equipe”, finaliza Ribeiro.

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Classificação geral 1º Lugar: Escolas Nilton Lins 2º Lugar: C.E. La Salle 3º Lugar: E. E. Tereza S. Tupinambá

Final foi disputado no ginásio do La Salle

Nilton Lins fatura ouro no torneio de vôlei masculino A equipe masculina da Nilton Lins conquistou a medalha de ouro no voleibol na categoria infantil dos Jogos Escolares do Amazonas (JEAs), ontem (5). Jogando como visitante no “caldeirão” dos donos da casa, o La Salle, o time deixou o nervosismo de lado, levou a decisão para o tie-break e com a vitória por 2 sets a 1, garantiu a disputa dos Jogos Escolares da Juventude, em novembro em Fortaleza(CE). A partida foi realizada no ginásio II do Centro Educacional La Salle, bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste e teve além do grande número da torcida da “casa”, familiares e amigos torcedores da Nilton Lins. Com a torcida ao seu favor, os “baixinhos” do La Salle, não tomaram conhecimento dos “gigantes” da Nilton Lins e abriram dez pontos de vantagem no primeiro set, enquanto isso, a tor-

cida do adversário dava um show nas arquibancadas, assim como os anfitriões. Fim de set, 25 a 18 para o La Salle. Na volta do intervalo, as equipes estavam com a mesma postura, até que a Nilton Lins ficou na frente do placar pela primeira vez no jogo, e desde então, não saiu mais. Os saques com técnica, aliada a união da equipe, permitiram o empate no placar geral ao garantir a vitória no segundo set por 25 a 17 para os visitantes. No tie-break a Nilton Lins continuou com a estratégia dos saques, trabalhou no erro do adversário e garantiu o sétimo título da escola. Para o técnico, Harlei Barroncas, a equipe mostrou que conseguiu vencer o fator psicológico também. “Sabemos que são crianças e o nervosismo é natural. Mas eles se superaram, todos estão de parabéns”, declarou.

MAURO NETO/SEJEL

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ede esticada, jogadores em suas posições, seis de cada lado aguardando apenas o apito do juiz para começar a partida. Com o saque do atleta, inicia-se a movimentação em ambos os lados da quadra e, o que era para ser apenas um simples jogo de vôlei, vem se tornando um verdadeiro experimento científico realizado pelos cientistas júnior do projeto “Os benefícios do vôlei no âmbito escolar”, do Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O projeto é coordenado pelo professor Fábio Luiz Veras Ribeiro, e desenvolvido no Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti) Elissa Bessa Freire, localizado no bairro de Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus. A equipe é formada por cinco bolsistas, todos desportistas e selecionados exatamente por já terem praticado alguma modalidade esportiva. Segundo o coordenador do projeto, o fato do vôlei ter sido escolhido como ferramenta de pesquisa, envolve o lado pessoal e também o lado estratégico. “Sou professor de geografia e não de educação física, mas durante muitos anos fui jogador de vôlei profissional, por isso posso falar com propriedade sobre os benéficos que a prática desse esporte pode proporcionar aos participantes. Sem falar que o vôlei só pode ser praticado em grupo e isso já é um passo para incentivar o aprendizado do trabalho coletivo e em equipe”, comentou Ribeiro. Não há dúvida de que o vôlei é um dos esportes que mais vem se desenvolvendo no âmbito nacional, e que tem atraído cada vez mais adeptos. Eis aí, mais um motivo para transformá-lo em instrumento de auxílio à pesquisa científica. De acordo com Ribeiro, o foco

FOTOS: ERICOPENA/PCE

Projeto do Programa Ciência na Escola transforma esporte em ferramenta para desenvolver a ciência de forma atrativa e saudável


Flu acerta venda de Gerson a Roma-ITA

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APÓS 19 ANOS

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MANAUS, QUINTA-FEIRA, 6 DE AGOSTO DE 2015

Com prioridade de compra Barcelona não cobriu oferta do time italiano

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Jogadores argentinos comemoram título continental

River Plate vence Tigres e conquista Libertadores sua vez, foi rebaixado em maio de 1991. O time gaúcho levantou o troféu da Libertadores 51 meses depois. No caminho até o tricampeonato, o River assegurou também os títulos da Série B (2012), do Campeonato Argentino (2014), da Copa Sul-Americana (2014) e da Recopa (2015). A vitória sobre o Tigres começou a virar realidade ainda na primeira etapa, com Alario, de cabeça, aos 44 minutos. Na etapa final, o time conseguiu ampliar o placar, com Sánchez e Funes Mori. Com isso, o time repetiu a história das Libertadores 1986 e 1996, quando deu a volta olímpica no Monumental de Nuñez.

Jovem meio-campista foi sondado por diversos clubes europeus

REFORÇO DIVULGAÇÃO

DE SAÍDA

Desde que voltou da Copa América, paraguaio vem sendo titular no time rubro-negro

Cáceres trocará Fla pelo Catar Rio de Janeiro (RJ) - A diretoria do Flamengo recebeu, nesta semana, uma proposta para negociar o volante paraguaio Víctor Cáceres. O jogador, que é considerado titular pelo técnico Cristóvão Borges, despertou o interesse do Al Rayyan, do Catar, e, aos 30 anos, vê com bons olhos a possibilidade de fazer de vez a sua independência finan-

essa história em pratos limpos. Recebemos uma proposta formal do Roma, muito boa. O Fluminense entendeu por bem aceitar a proposta. O jogador e o pai do jogador conversaram com o Roma e também nos sinalizaram que aceitariam. Cumprimos a obrigação com o Barcelona e enviamos a notificação. O Barcelona não exerceu a preferência, e o Fluminense deu o ok para o Roma”, explicou o presidente O atleta, porém, não deverá vestir a camisa da Roma imediatamente, porque a equipe italiana está limitada em relação aos jogadores de fora da União Europeia. Atualmente são nove atletas nesta condição, sendo três brasileiros: o zagueiro exCorinthians Leandro Castán e os laterais Maicon e Dodô. Assim, Gerson será emprestado ao Bologna por um ano, período que servirá de experiência. Com a transação concretizada, Gerson não deverá mais defender o Fluminense. O meia estava treinando e jogando normalmente, mas não vinha repetindo as boas atuações do início do Campeonato Brasileiro. Na última rodada, diante do Grêmio, chegou a ser vaiado por parte dos torcedores presentes no Maracanã ao ser substituído.

ceira. O diretor-executivo do departamento de futebol, Rodrigo Caetano, está negociando com representantes do atleta. O volante tem contrato até julho de 2016 e, por isso, a partir de dezembro estará totalmente livre para assinar um pré-contrato com qualquer outro clube. O fato dele ter 30 anos também pesa para que o Flamengo

Vasco anuncia acerto com Nenê Rio de Janeiro (RJ) - O Vasco não passa por um bom momento. Com problemas não só dentro de campo, mas financeiramente também, o presidente do clube, Eurico Miranda, dispõe de poucas cartadas na manga e ontem (5) ele tirou mais uma: a contratação de Nenê. O jogador que possui passagens importantes por PSG, onde é ídolo, futebol árabe e West Ham, seu último clube, chega ao Gigante da Colina para ajudar a tirar o time da difícil situação

em que se encontra. O jogador de 34 anos passou a maior parte de sua carreira atuando fora do Brasil. Ganhou destaque internacional quando atuou no PSG, em uma época bem diferente pela qual o clube passa agora após a compra da instituição pelo empresário Nasser Al-Khelaifi. Revelado no Santos, Nenê também teve passagens pelo futebol espanhol, quando defendeu o Mallorca, Alavés e Celta de Vigo. Pelo Vasco, o experiente

meio-campista deverá ser um dos pilares de sustentação do elenco que vive má fase. Como o jogador não estava sem clube, mesmo após o fechamento da janela de transferências internacionais o Vasco poderá contar com o ele sem nenhuma restrição. Entretanto, Nenê deverá passar por um trabalho de condicionamento físico e sua estreia não será imediata. Nenê é o reforço mais importante da temporada do Vasco DIVULGAÇÃO

Buenos Aires (Argentina) - O River Plate entrou para o seleto grupo de tricampeões da Libertadores. Ontem (5), o time argentino conquistou o título ao vencer o Tigres por 3 a 0 no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Ao garantir o título da Libertadores apenas 50 meses depois do rebaixamento, o River superou Corinthians e Grêmio, que trilharam caminhos semelhantes antes das conquistas de 2012 e 1995, respectivamente. O time paulista ergueu o troféu da Libertadores em julho de 2012, 55 meses depois da queda para a Série B do Campeonato Brasileiro. O Grêmio, por

io de Janeiro (RJ) - O futuro do meia Gerson, joia do Fluminense, foi definido ontem (5) em uma reunião na Catalunha, onde Barcelona e Roma disputaram o tradicional Troféu Joan Gamper. Os barcelonistas venceram por 3 a 0. Os dois clubes europeus estavam em negociação com o Tricolor para ter o atleta e, por enquanto, a Roma levou a melhor. Os italianos vão pagar 16 milhões de euros (cerca de R$ 60 milhões) para ter o jogador de 18 anos. O presidente do Flu Peter Siemsen afirmou que terá que devolver ao Barcelona o valor pago referente à prioridade de compra do jogador: 3,2 milhões de euros (aproximadamente R$ 12,2 milhões na cotação desta quarta-feira). Além disso, o mandatário confirmou que o clube de Messi, Neymar e cia também pagou um valor - adicional a este - para ter a prioridade do zagueiro Marlon. Este compromisso permanece com validade, mesmo após a venda de Gerson. “Não é legal ficar falando, até para não atrapalhar as negociações. Mas nesse caso, começou a ter notícias de todos os lados, muitas versões. Até para dar tranquilidade ao pai do jogador, era o momento de colocarmos

veja com bons olhos uma transferência. A diretoria prefere tratar do tema com cautela. “O Flamengo só tem o hábito de falar de negociações que estejam concretizadas e por isso mesmo não temos nada a falar em relação a uma possível saída do Cáceres. Se existir algo de concreto todos serão informados”, disse Rodrigo Caetano. Meia tem larga experiência no futebol europeu e vem para qualificar elenco vascaíno


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MANAUS, QUINTA-FEIRA, 6 DE AGOSTO DE 2015

A um ano das Olimpíadas, Rio de Janeiro vive cenário preocupante, com obras atrasadas, Baía de Guanabara tão poluída quanto um esgoto e sem verbas oriundas da União

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io de Janeiro (RJ) - Quando a candidatura do Rio de Janeiro para cidade-sede das Olimpíadas de 2016 foi anunciada, em 2008, o governo brasileiro calculou que, ao todo, o evento custaria R$ 28 bilhões aos cofres públicos. Em seguida, a prefeitura prometeu projetos e obras que visavam deixar um legado olímpico ao município, buscando beneficiar futuras gerações com o maior incentivo esportivo em diversas modalidades. Mas a um ano do início dos Jogos, a realidade da Cidade Maravilhosa é contemplada por atrasos de repasses financeiros da União, obras inacabadas e superfaturadas, além de polêmicas envolvendo alguns dos locais onde serão disputadas determinadas modalidades. Se antes a estimativa financeira para o evento não alcançava a casa dos R$ 30 bilhões, hoje já ultrapassa os R$38,2 bilhões, superando os gastos da Copa do Mundo de 2014, que ficaram em torno de R$ 27,1 bilhões. Do valor estimado, R$ 24,6 bilhões são destinados ao legado olímpico, que prevê também melhorias na infraestrutura da cidade. De acordo com o Comitê Organizador do Rio, R$ 7,4 bilhões de despesas são de orçamento privado, que

é responsável pela logística do evento – incluindo o transporte dos atletas e a organização das competições e cerimônias. O restante, portanto, ficaria para a compra de equipamentos especializados e a construção de ginásios e arenas. Sem verba Segundo o jornal “Valor Econômico”, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, teria reclamado da demora em receber a verba da União para a realização das obras, fruto dos cortes de orçamento feitos em 2015 pelo governo de Dilma Rousseff. Sem o dinheiro em mãos de prontidão, a própria prefeitura estaria gerenciando os preparativos. Para ele, o principal inimigo na organização dos Jogos Olímpicos tem sido a burocracia imposta no repasse financeiro. Se no início do ano o discurso era de que não haveria atrasos na entrega das instalações para o evento, a realidade já aponta o contrário. O próprio portal de transparência do governo já dá a construção do velódromo como atrasada. Com 51,24% dos procedimentos concluídos, a expectativa é que a obra fosse

entregue em dezembro deste ano. Instalada na região da Barra da Tijuca, o local contém 14 das 31 instalações e é considerado o principal ponto dos Jogos, principalmente por abrigar a Vila Olímpica. Também na Barra, o Centro Olímpico de Tênis é outra obra que deve ser entregue após o prazo final. Com a data de finalização prevista para o dia 21 deste mês, apenas 60,62% da construção foi concluída. Os procedimentos do Parque Olímpico têm sido realizados pelo consórcio Rio Mais, formado pelas construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken. As duas primeiras têm sido investigadas na operação Lava-Jato. Outras três regiões da cidade ficarão encarregadas de receber as modalidades: Deodoro, Maracanã e Copacabana. Na primeira, o complexo esportivo deveria ser entregue em fevereiro de 2016, mas já consta como atrasado no cronograma: apenas 42,98% da obra está pronta. O local abrigará modalidades como basquete, pentatlo, hóquei sobre grama, rúgbi, hipismo, tiro esportivo e ciclismo.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Atrasos, poluição e dívidas Marina da Glória corre risco de perder a competição de vela por excesso de poluição da água

Baía de Guanabara: risco à saúde Além da atenção com as obras inacabadas, outra preocupação passou a rondar o cenário pré-Olimpíadas no Rio de Janeiro: a poluição na Baía de Guanabara, na praia de Copacabana e na Lagoa Rodrigo de Freitas. Atletas de modalidades como vela, canoagem, triatlo e maratona aquática precisarão encarar águas semelhantes ao esgoto, com altas taxas de poluição. Uma reportagem divulgada pela AP (Associated Press) no mês de julho mostrou níveis perigosos indicando a presença de vírus e bactérias nos locais, colocando em risco a saúde dos competidores. A rota de fuga à Baía seria levar as competições da vela para o mar aberto. Na ocasião da candidatura olímpica, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, falou em realizar mais investimentos na infraestrutura de saneamento básico da cidade, prometendo a limpeza de até 80% da Baía de Guanabara. Sete anos depois, com a investigação da AP vindo à tona, o político até lançou uma tentativa de ampliar o programa de desp o lui-

ção, mas admitiu que nada pode ser feito a tempo dos Jogos. “Nós erramos, eu não vou errar de novo, é minha fala. Quero acertar, estou trazendo as universidades, os ambientalistas, a população e todos os órgãos do governo”, anunciou o governador na última semana ao apresentar o novo projeto. Um acordo foi feito entre sete universidades e três institutos de pesquisa para apresentar soluções e melhoras na limpeza do local. “Vamos juntar todas as opiniões ver o quanto isso que estamos investindo vai impac-

EM MANAUS

Manaus será a primeira cidade a assinar o Host City Contract (Contrato de Cidade Sede), o que acontecerá hoje (6) no Teatro Amazonas, como parte da programação de abertura do Ano Olímpico na cidade tar para poder falar esses números”, complementou. O legado olímpico Mesmo com as dificuldades citadas acima, há quem enxergue a execução dos Jogos em 2016 com otimismo. Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), avaliou o rendimento de atletas brasileiros em competições olímpicas de alta relevância em 2015. “Está sendo o melhor quadriênio da história olímpica brasileira. Depois de Londres nós acompanhamos que em 2013 foram 27

medalhas em Campeonatos Mundiais ou competições equivalentes e em 2014, conquistamos 24 medalhas. Duas marcas nunca antes atingidas nos primeiros e segundos anos do ciclo. Agora, em 2015, tivemos os Jogos Pan-Americanos de Toronto, onde ficamos na terceira colocação do quadro de medalhas. Neste ano, ainda temos vários importantes mundiais, que servirão de parâmetro para o que pretendemos avaliar em relação aos Jogos Rio 2016. Já estamos na fase de atacarmos os detalhes, mas os ajustes sempre p o d e m ser feitos”, afirmou. Com 353 vagas garantidas, a expectativa do COB é de ter 400 atletas participando das Olimpíadas. Testes Ontem (5), após evento de contagem regressiva para os jogos, teve início o Campeonato Mundial Júnior de Remo, que servirá de evento-teste da modalidade. As instalações do hipismo, na Região de Deodoro, também foram testadas na tarde de ontem (5).


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