Caderno E
Manaus 344 ANOS
MANAUS, QUINTA-FEIRA, 24 DE OUTUBRO DE 2013
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‘Mercadão’ de volta MÁRIO OLIVEIRA/SEMCOM
Com a presença de pelo menos 10 mil pessoas, mercado Adolpho Lisboa é reinaugurado após uma reforma que se arrastou por quase 7 anos
IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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echado há mais de 6 anos para restauração, o mercado Adolpho Lisboa, construído no período áureo da borracha, foi reinaugurado na noite de ontem com a presença de cerca de 10 mil pessoas. Os cerca de 182 feirantes comemoraram a desocupação do anexo improvisado nos fundos do galpão e o retorno das atividades nos boxes do mercadão. Para a reestruturação foram investidos R$ 13 milhões, oriundo do convênio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e Ministério da Cultura e contrapartida da prefeitura de Manaus. As obras iniciaram em novembro de 2006 e foram paralisadas por conta de dificuldades na contratação de empresas e embargos dos órgãos de controle. As fotografias dos feirantes mais antigos foram estampadas em banners gigantes no pavilhão central do mercado. Há 50 anos, o feirante Luiz
Francisco da Costa, 72, trabalha no local e se surpreendeu ao ver a fotografia no meio do mercadão. “Gostei muito da reforma. Está muito bonito. Cheguei a Manaus em 1963, com 22 anos e já vim trabalhar aqui. O mercadão é minha segunda casa. Só não gostei das grades que colocaram nos boxes, porque pelos buracos os ratos vão passar”, disse. Apesar de observar que os boxes estão cerca de dois me-
tros menores que os antigos, o vendedor de artesanato Américo Silva dos Santos, 33, aprovou a reforma. “Está ‘very good’. Quando estávamos no anexo nosso faturamento caiu uns 50% e tive que me virar como pintor fazendo bico na casa dos vizinhos e da família”, afirmou. Após descerrar a placa, o prefeito da cidade, Arthur Neto, em companhia do governador Omar Aziz e o senador Eduardo Braga, emocionou-se e disse que o foco da prefeitura agora é investir no shopping popular, na restauração da praça da Matriz, do Relógio e organizar o Centro. “Entregar o mercado é uma sensação de dever cumprido, mas temos muito ainda o que fazer pela nossa cidade. Tenho plano de Manaus para o futuro. Quero Manaus como uma cidade líder mundial”, disse. “No aniversário da cidade, Manaus está sendo presenteada com uma obra belíssima. Nós, que moramos aqui, sabemos da importância cultural e histórica que tem o mercado municipal”, destacou Omar Aziz. ALFREDO FERNANDES/AGECOM
Omar Aziz, ao lado de Arthur Neto, enfatizou a importância cultural e histórica do mercado
Um trabalho muito caprichado Para conservar a estrutura inspirada no estilo “art nouveau”, erguida pela firma “Backus & Brisbin” em 1882, o projeto de restauração buscou aliar um espaço que atenda as necessidades dos feirantes sem deixar de resgatar o estilo arquitetônico do século 19. Uma equipe de mais 130 profissionais brasileiros e estrangeiros foram contratados para a empreitada. Para restaurar parte do mobiliário antigo, foram contratados dois restauradores vindos da Bolívia e da Itália. O novo mercado irá comportar 176 boxes, divididos em cinco pavilhões. O pavilhão central é reservado aos boxes de frutas e artesanato. As lanchonetes e cafés estão nos pavilhões Pará e Amazonas. Já a área superior é reservada para dois restaurantes.
ESTRUTURA
O novo mercado Adolpho Lisboa irá comportar 176 boxes, divididos em cinco pavilhões, sendo que o pavilhão central é reservado aos boxes de frutas e artesanatos Todos os pavilhões receberam o emadeiramento (base colocada em madeira para a cobertura) para proteção da estrutura interna. Para o telhado foi utilizado telhas em formato de escama de peixe, réplicas das originais. Para o cliente identificar a mudança entre os compartimentos, foram utilizados azulejos de cores diferentes para sinalização. O pavilhão
do peixe ganhou azulejos azuis e brancos. Já no pavilhão da carne são nas cores amarelo e branco. Os blocos de arenito, ou “pedra-jacaré”, que integram a base das colunas de ferro fundido também foram recuperadas. Uma resina acrílica foi aplicada nas peças para preservar a cor original das peças, seja por interferências climáticas ou vandalismo. A estrutura metálica foi preservada e recuperada. Todos os espaços receberam iluminação especial. Nos fundos foi construído um sistema de tratamento de esgoto. O mercado foi inaugurado em 15 de julho de 1883, pelo presidente da então Província José Paranaguá. Pelo valor arquitetônico e cultural, foi tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1986. ALEXANDRE FONSECA
Arthur Neto, Eduardo Braga e Omar Aziz durante a reinauguração do mercado Adolpho Lisboa
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Um novo ‘mercadão’ FOTOS: IONE MORENO
Recuperado, o mercado municipal Adolpho Lisboa foi entregue como presente para a população e terá medidas de inibição a atos de vandalismo que geralmente atingem o patrimônio histórico da cidade, segundo a Secretaria do Centro Últimos retoques nas obras do mercado Adolpho Lisboa
LUANA DÁVILA EM TEMPO ONLINE
Um lugar para a gastronomia
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m presente para a população amazonense, após estar desativado há quase sete anos, o mercado municipal Adolpho Lisboa se tornou uma das principais obras já executadas com a conclusão do seu primeiro restauro, e já está com seus portões reabertos desde ontem, em comemoração ao 344º aniversário de Manaus. Batizado carinhosamente de “mercadão”, o Adolpho Lisboa foi construído nos tempos áureos da época da borracha, e foi um dos mais importantes centros de comercialização dos produtos regionais da Amazônia. Um dos maiores clássicos da arquitetura de ferro, foi inspirado nas obras do mercado central de Paris, o famoso “Les Halles”, e é um dos principais prédios que constituem o acervo patrimonial histórico de Manaus. “A bela arquitetura do mercado é fortemente influenciada pelo estilo ‘art nouveau’. A generosidade dos vãos, a luminosidade e ventilação do espaço, marcados por cobertura em ferro, lanternins e venezianas, propiciavam a comercialização dos mais variados gêneros alimentícios, especialmente ideais para lugares quentes e úmidos como o Brasil.”, explica o subcoordenador de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal do Centro (Semc), Roger Carpinteiro Péres.
Operário atua na pintura de um dos pavilhões do mercadão: restauro fiel ao projeto original
Restauro O mercado municipal passou por várias reformas ao longo desses 130 anos, mas o seu primeiro restauro técnico e científico foi iniciado em 2006. A obra passou por um estudo baseado em documentos e registros fotográficos da época para resgatar a arquitetura original europeia, composta pelos estilos francês, português e italiano.
A arquitetura de ferro é edificada em pavilhões. O galpão principal, sustentado por duas colunas de ferro importadas da Inglaterra, é composto também por mais dois pavilhões laterais, importados da Escócia, e utilizados para a comercialização de carne e peixe. Há também o chamado “Pavilhão das Tartarugas”, localizado no centro do pátio sul, que era destinado à venda de quelônios, mas hoje o espaço é exclusivo para a venda de hortifrutigranjeiros. Foram instaurados também dois pavilhões octogonais, próximo às extremidades do “Pavilhão das Tartarugas”, um deles leva o nome “Amazonas” e o outro “Pará”, destinados à venda das tradicionais iguarias amazônicas: o tacacá e o açaí. Segundo o secretário municipal da Semc, Rafael Assayag, medidas de inibição ao vandalismo serão tomadas para evitar a depredação do patrimônio. “A prefeitura não vai se omitir depois da entrega do mercado, ela vai continuar presente. Equipes da Guarda Municipal e agentes da prefeitura irão integrar a segurança no local. Estamos providenciando o aperfeiçoamento de câmeras de vigilância do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) e também a instalação de um posto policial nos entornos”, declarou.
A grande novidade para aqueles que gostam de cozinhar é a instalação de uma escola de gastronomia. A atividade econômica irá complementar o ciclo econômico e dar sustentabilidade ao mercado. “Os estudantes irão aprender a selecionar os produtos, como escolher um peixe e uma carne de qualidade, e os pratos serão vendidos no próprio mercado”, diz Assayag. Outra atividade que também será desenvolvida é o atrativo turístico. Serão implantados pontos com música e artistas caracterizados como personagens históricos, tornando o ambiente agradável, além de um sistema integrado de atendimento ao turista. Outra preocupação da obra foi a instalação de dois equipamentos de tratamento de esgoto moderno, que tem índice de 95% de eficiência da água. “O subproduto desse sistema de tratamento é o metano, que está sendo canalizado e vai ser reutilizado no ‘Pavilhão Pará’ para acender o fogão”, explica o secretário. A água também poderá ser reaproveitada para limpeza dos sanitários. Os 182 permissionários no mercado municipal, que estavam em estabelecimentos provisórios durante as obras, ganharam bolsas da prefeitura no valor de R$ 2 mil. (LD)
Expediente Presidente Otávio Raman Neves
Diretor de Redação Mário Adolfo
Chefe de Reportagem Michele Gouvêa
Edição do Especial César Augusto e Michele Gouvea
Tratamento de Imagens Pablo Filard
Diretor-Executivo João Bosco Araújo
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Diagramação Mario Henrique Silva
Revisão Gracycleide Drumond e Leomir Góes
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para os manauenses Uma nova opção para o lazer RAPHAEL LOBATO Equipe do AGORA
Quem entrar no mercado Adolpho Lisboa, logo poderá sentir a explosão de cheiros de temperos, pescados, frutas e legumes típicos da terra aniversariante. Com duas praças de alimentação, em dois pavilhões de 22 quiosques, o mercado será uma atrativa opção gastronômica, como de costume dos históricos mercados ao redor do Brasil. No café da manhã, quem passar por lá, poderá encontrar o famoso desjejum regional completo. Haverá quiosques dedicados a oferecer tapioquinhas, cafés, frutas, bolos e sanduíches já conhecidos, como o “xcaboquinho”, de pão francês, queijo coalho, tucumã, ovo e banana frita. “Com certeza, será o melhor café regional da cidade”, disse uma comerciante que visitava o mercado na tarde de ontem. Mais tarde, no almoço, os visitantes poderão aproveitar o melhor da alta gastronomia regional amazonense. De acordo com o administrador do mercado, Clodoaldo Sevaliho, a intenção é de que existam quios-
ques dedicados a pratos com peixes regionais, como pirarucu, tucunaré e tambaqui, além de sopas, assados e tortas. “Estamos estudando ainda a programação musical da praça, para deixar o ambiente ainda mais agradável”, declarou. Com uma moderna estrutura de iluminação especial
Estamos estudando ainda a programação musical da praça de alimentação, para deixar o ambiente mais agradável Clodoaldo Sevaliho, administrador do mercado
que fortalece os detalhes arquitetônicos da obra no ambiente noturno, o mercado não deixará seus visitantes órfãos nos fins de tarde. Dois quiosques, intitulados, “Ponto do Pará” e “Ponto do Amazonas”, irão oferecer açaí e tacacá para os apreciadores do pôr do sol no rio Negro. “As vendas na feira se encerram às 18h,
mas a prefeitura quer que o mercado continue aberto até as 22, pra que a população aproveite o espaço”, declarou Sevaliho. Mingau coletivo Tamanha realização não poderia parar por ai. A partir das 5h de hoje, com o raiar do sol, o primeiro dia de funcionamento do novo mercado será acompanhado pelo mingau coletivo que será servido no local. Ao longo de todo o dia de hoje, estão programadas apresentações de performances e de pequenos shows musicais acústicos, em diferentes pontos do Adolpho Lisboa. Durante esta tarde está programada uma apresentação estendida do “Memória Encenada”, com aproximadamente 30 minutos de duração, quando o público presente poderá conferir histórias sobre a Manaus antiga e sobre o mercado interpretadas por atores vestidos com roupas de época. Por fim, ao cair da tarde, o primeiro dia de funcionamento do novo mercado municipal será encerrado com um show musical acústico do grupo Imbaúba. Detalhe de um dos portões do mercadão, já restaurado: cuidado em todos os aspectos
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Ponta Negra, o próximo presente para a capital Depois de muita espera, segunda etapa do principal complexo de lazer da cidade está em fase de finalização
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utro presente para a população manauense está guardado para o final do ano. O complexo da Ponta Negra, cuja primeira etapa de restauração foi entregue no ano passado, deve estar com a segunda etapa concluída e entregue até 24 de dezembro, conforme vem sendo anunciado pela prefeitura. O resgate de mais esse espaço público, agora com traços mais modernos e recuperado, vale a recuperação de sua história, pois várias intervenções foram feitas no complexo ao longo dos anos. Até a década de 1960, Manaus era uma cidade-balneário. Além do balneário do Parque 10 de Novembro, da praia da Ponta Negra, da praia do Amarelinho, da cachoeira do rio Tarumã, todos os igarapés e a orla do rio Negro eram utilizados para a realização de piqueniques, regatas, competições de natação e inúmeras festas fluviais. Em 1965, o então governador Arthur Cézar Ferreira Reis, preocupado com o futuro de-
senvolvimento de Manaus, contratou os arquitetos Luis Carlos Antony e Fernando Pereira Cunha para elaborarem o Plano Diretor da cidade de Manaus. Em 1965, Manaus era uma cidade de 230 mil habitantes, que estava se organizando para receber a infraestrutura da Zona Franca. Segundo esse Plano Diretor, Manaus teria duas barragens na boca dos igarapés de Educandos e de São Raimundo. Em 1992, o arquiteto Seve-
riano Mário Porto foi contratado para elaborar o projeto de urbanização da praia da Ponta Negra. A praia fica distante 13 quilômetros do centro de Manaus e constitui um dos cartões-postais da cidade. É o principal espaço de convivência de lazer da cidade, muito frequentada nos fins de semana. Daí, ao longo do século 20, o interesse dos prefeitos em cuidar da qualidade das infraestruturas montadas ao longo da orla do rio Negro. Com esse novo projeto, a praia da Ponta Negra se transformou num parque de Cultura, Esporte e Lazer. O complexo cultural conta com uma estrutura urbana formada por um largo calçadão, onde são dispostos vários quiosques, pequenas lojas, caminhos, uma rede de ciclovias. Possui também um anfiteatro ao ar livre, palco montado para apresentações ganhadoras do Festival Folclórico de Manaus, shows e espetáculos, quadras de areia para esportes coletivos (vôlei, basquete, futebol de areia), sorveterias, bares e restaurantes.
Projeção da nova Ponta Negra, a entrega da segunda etapa está prevista para dezembro
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Revitalização frequente D
e acordo com a divisão de acompanhamento de obras públicas da Seminfh, a primeira etapa da Ponta Negra teve custo de aproximadamente R$ 30 milhões, por meio de convênio com o Ministério das Cidades. A segunda etapa, por sua vez, de R$ 27 milhões, é custeada por meio de um convênio com a Corporação Andina de Fomento (CAF). O andamento das obras da segunda etapa do parque Ponta Negra alcançou 80% dos trabalhos concluídos. Com a praça da feira do artesanato quase pronta e com mais de 17 mil metros quadrados do calçadão de pedras portuguesas finalizados, o local estará aberto para os festejos natalinos no dia 24 de dezembro. Os 200 metros de praia perene e as alças da nova rotatória em frente à estrada do Turismo também estão praticamente finalizadas. O projeto desta segunda fase contempla dois mirantes, uma torre de observação, dois restaurantes, três quadras de vôlei, 27 mil metros quadrados de calçadão interligado com a praia, praça de artesanato, banheiro, estacionamento, e uma rotatória com chafariz semelhante à que foi construída na primeira etapa, inaugurada em dezembro de 2010. Entre as novidades do pro-
jeto, a Prefeitura de Manaus estuda a construção de alguns atrativos turísticos por meio de Parcerias Público Privadas (PPPs). Há ainda a possibilidade da segunda etapa da Ponta Negra contemplar uma marina. Dentro do projeto original, a frente de trabalho mais adiantada é a do skatepark que será entregue no dia 24 de outubro para a realização da 5ª etapa do Brasil Skate Pro – o Campeonato Brasileiro de Skate Profissional. Outras frentes, como a construção dos restaurantes e das três quadras de areia também estão adiantadas. De acordo com o diretor de engenharia da Secretaria Municipal de Infraestrutura e
Habitação (Seminfh), Antônio Nelson, serão cinco restaurantes padronizados em formato de barco e mais dois temáticos. Esses últimos passarão por processo licitatório para utilização dos espaços por empresas terceirizadas. “Quem vencer estará livre para explorar o local da maneira que achar mais interessante, sem se preocupar em manter um padrão na divulgação como os demais restaurantes que estarão espalhados ao longo dos 21 mil metros quadrados de calçadão. Os espaços padronizados em forma de barco têm um projeto muito interessante, pois são dotados de um tipo de deck onde os clientes serão acomodados nas mesas. Nossa meta é entregar três desses restaurantes/barcos até a inauguração da Ponta Negra”, avaliou. A feira do artesanato será reativada com 40 boxes e a expectativa é que até a reabertura da segunda etapa do parque Ponta Negra os permissionários já estejam trabalhando. Segundo o diretor-presidente do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), Roberto Moita, uma comissão formada pelo Implurb, Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Desenvolvimento (Semtrab) e Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manaus-
Cult), cuidará da seleção dos permissionários da feira, mas só estarão aptos os artesãos que utilizam produtos regionais, dando prioridade aos que já trabalhavam no local antes da reforma. A primeira etapa foi entregue em 24 de dezembro de 2012. Entre as novidades da reforma destacam-se o novo calçadão com pedras portuguesas, inspirado no piso do largo São Sebastião, três mirantes com vista para o rio Negro na praça da Marinha, anfiteatro, escadaria, passarela, praça na rotatória com chafariz e espelho d’água, com fonte que funciona com música e iluminação de LED. A Ponta Negra ganhou ainda novos estacionamentos e jardins. As redes de esgoto, elétrica, hidráulica sofreram intervenções, e a Ponta Negra ganhou projeto de iluminação cênica dos jardins e de todo calçadão. A arquitetura conta ainda com um aterro hidráulico para possibilitar a existência de um trecho de praia durante o ano inteiro. O anfiteatro ganhou uma marquise em concreto que valoriza a acústica do local. De acordo com a prefeitura, a área possui também rede de internet sem fio liberada para os visitantes. A Ponta Negra não passava por reforma há 18 anos.
FOTOS: SEMINF
O complexo de lazer da Ponta Negra chegou a ficar sem reformas por 18 anos. Hoje, com a finalização da segunda etapa em andamento, o espaço ficará completo para a população voltar a utilizá-lo com melhorias de infraestrutura
A segunda etapa em obras: recuperação de um local importante
O acesso à praia antes da última intervenção: melhor espaço
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Ponta Negra também será palco de comemorações E
m comemoração ao aniversário de 344 anos de Manaus, a população manauense ganha de presente uma série de atividades nos cartões-postais da cidade, como na Ponta Negra. Hoje o balneário será palco de atividades esportivas, como a 2ª Maratona Aquática Troféu Waldir Oliveira, realizada pela Secretaria de Juventude, Desporto e Lazer (Semjel). No domingo (27), haverá conscientização na área da saúde, com atividades referentes ao Dia Mundial da Psoríase, com campanha, distribuição de material informativo e esclarecimentos à população. E no dia 30 acontece o encerramento do Outubro Rosa, com uma corrida de bicicleta saindo da Ponta Negra com destino ao parque dos Bilhares. Para os banhistas, o balneário estará funcionando todos os dias, com horário para banho até as 17h e para uso da areia, de 6h até meia-noite. Em especial no fim de semana, a comissão de gestão do parque Ponta Negra estará atuando para manter a praia mais limpa para os usuários, mas se pede a colaboração da população para não jogar lixo
na areia ou no chão, evitando a contaminação dos espaços. O patrimônio natural é público, e deve ser mantido e cuidado por todos. Já está em vigor, desde o dia 19 de agosto o horário de funcionamento também para uso da faixa de areia, de 6h até meia-noite, para esporte e lazer. Até as 17h, o balneário tem salva-vidas, bombeiros e equipes de atendimento à saúde, de plantão. Depois deste horário, para a própria segurança do usuário, é proibido entrar no rio. E entrar na água à noite é uma pratica arriscada, que cons-
ta dos principais manuais de segurança de praias do país. As regras estão previstas no regulamento e nas normas de uso do parque Ponta Negra, cuja administração e gerência são de responsabilidade do Implurb. À meia-noite, a Guarda Municipal e PM têm orientação para retirar as pessoas da areia. As barreiras de contenção que existem nos acessos à praia da Ponta Negra visam coibir a entrada de animais na areia, mesmos os de estimação, e comida, para evitar contaminação da areia; de garrafas ou objetos de vidro; de material perfurocortante, como facas, mesmo de cozinha; o uso de pipas; e o banho após às 17h. Menores desacompanhados na praia também receberão orientação do Conselho Tutelar. Não é permitida a venda de bebidas por ambulantes na praia, conforme determina a legislação, e as bebidas alcoólicas só poderão ser comercializadas em pontos fixos. Em caso de dúvida ou em qualquer situação de risco, é recomendado que se procure os colaboradores do Implurb, guardas municipais, policiais militares ou salva-vidas.
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Banhistas que forem até a Ponta Negra hoje poderão desfrutar de atividades esportivas e culturais pelo aniversário da cidade
As regras estabelecidas para o uso comum da faixa de areia do balneário serão fiscalizadas
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Nas imagens antigas, praia atiça o saudosismo FOTOS: REPRODUÇÃO
Compartilhamento de fotografias da velha Ponta Negra revela a nostalgia do manauense por uma época distante
Imagens compartilhadas em redes sociais, de fotografias e cartões-postais antigos, mostram como era a praia da Ponta Negra antes do avanço do progresso na Zona Oeste de Manaus
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ão havia calçadão e o aspecto era um tanto quanto selvagem. Na década de 1970, a praia da Ponta Negra era o ponto mais distante da capital amazonense, uma verdadeira aventura para quem
buscava um dia de lazer e descanso como um banho nas águas do rio Negro. Graças à comunidade Manaus de Antigamente, criada no Facebook e hoje com mais de 30 mil seguidores, imagens antigas da praia da Ponta Negra puderam ser
compartilhadas por vários internautas. Nessas fotos, muitas de arquivos pessoais e cartões-postais, a praia aparece, hoje, como as distantes praias fluviais do Estado: em estado “bruto”, “puro”, “selvagem”. Esse resgate da memória
de um local que, fora a própria praia, quase em nada guarda semelhança com o complexo atual, serve para estimular o saudosismo de quem conheceu a Ponta Negra em um outro momento, antes da urbanização da Zona Oeste e da especula-
ção imobiliária que transformou aquela região em uma das mais valorizadas da cidade. Entre os internautas, há quem desejasse um outro destino para a principal praia de Manaus, desejo esse forte neste aniversário.
‘Deveria ter ficado isolada’ Entre comentários críticos e até mesmo gozadores, um dos seguidores da página, identificado como André, deu uma opinião curiosa. “Na minha opinião a praia da Ponta Negra deveria ter ficado isolada, apesar de que, com o avanço da ci-
dade, isso seria impossível. Hoje a praia está linda, mas preferia ela desse jeito, quase natural!”, afirmou, sob a foto de banhistas no local, tirada provavelmente no início da década de 1970. Com a chegada dos 344 anos da capital amazonen-
se, várias fotos saudosistas têm sido postadas diariamente na página Manaus de Antigamente. A Ponta Negra, no fim das contas, acabou sendo a lembrança mais comentada, depois do mercado municipal Adolpho Lisboa.
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Patrimônios históricos e culturais em revitalização FOTOS: DIVULGAÇÃO
Casarões do centro da cidade estão na lista dos imóveis que receberão atenção especial por parte da prefeitura
O Paço Municipal foi a primeira obra histórica entregue a população completamente restaurada pela atual gestão. Uma série de intervenções em monumentos históricos devem ser iniciadas
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entrega do mercado municipal Adolpho Lisboa à população de Manaus, totalmente restaurado, no dia do aniversário de 344 anos da cidade, resgata um importante patrimônio histórico, cultural e de relevância econômica, turística e social. E traz consigo, um simbolismo de renascimento. Fechado há quase 10 anos, 8 deles por conta da obra de restauro interceptada por ações judiciais, a obra ganhou agilidade na gestão do prefeito Arthur Virgílio Neto, que em sua primeira visita ao mercadão, ainda em janeiro, anunciou que o entregaria nesta data. A missão é de um lado a marca do compromisso de Arthur Neto com o resgate do centro histórico de Manaus e, de outro lado, uma aliança formada com a população para cuidar melhor do que é seu, aprofundando os laços entre a cidade e seus moradores e visitantes. “Precisamos cuidar bem do que é nosso. Juntos, poder público e população, vamos fazer ressurgir uma cidade linda, acolhedora e humanizada”, afirma o prefeito. Antes do mercado, a prefeitura já havia entregue à população outro importante símbolo da cidade: o Paço Municipal. O prédio, interditado em janeiro porque não estava finalizado, já foi reaberto, desta vez, com as obras totalmente concluídas, com recursos do Monumenta – programa de recuperação do patrimônio cultural urbano, do Ministério da Cultura, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Também com recursos do Monumenta, já está em andamento a reforma das casas 69 e 77, da rua Bernardo Ramos, tombadas como patrimônio histórico da cidade. O projeto está em fase de licitação. Mas o trabalho de devolver a Manaus o seu patrimônio histórico não para por aí. A prefeitura, por meio da Se-
cretaria Municipal do Centro (Semc), vai intervir em dez praças e prédios que compõem esse patrimônio. Os projetos, orçados em R$ 33,77 milhões, foram apresentados à presidente Dilma Rousseff e aprovados dentro do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC - Cidades Históricas). Atualmente dependem da conclusão de análises do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para posterior licitação e liberação dos recursos, por parte do governo federal. Entre esses projetos estão a requalificação do entorno do mercado Adolpho Lisboa, a restauração do prédio que foi sede da Câmara Municipal de Manaus, revitalização do hotel Cassina e do antigo prédio do Corpo de Bombeiros. O Centro também está incluído no quadrilátero da Copa, que está recebendo obras de infraestrutura viária, revitalização urbana de acessibilidade, mobilidade e segurança, executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seminfh). Essas obras incluem serviços de pavimentação completa de avenidas, requalificação de calçadas, urbanismo, além de sinalização vertical e horizontal, com placas de identificação em português e inglês, para melhor orientação dos turistas.
Humanização do Viva Centro
Algumas mudanças previstas
Paralelo ao trabalho de reconstrução do patrimônio histórico e de requalificação do Centro, a prefeitura também trabalha a humanização de serviços e espaços públicos. Com o projeto Viva Centro, realizado uma vez a cada mês, com envolvimento de todas as secretarias, são realizados trabalhos de educação em saúde, meio ambiente, limpeza pública e coleta seletiva, segurança, educação no trânsito, além de distribuição de mudas e conscientização dos vendedores ambulantes. Também está sendo re-
Conheça alguns dos projetos que serão executados em nossa cidade para recuperação do patrimônio histórico:
alizado um trabalho sério de conscientização, qualificação e reordenamento dos vendedores ambulantes. A exemplo do que já ocorreu com os permissionários do mercado Adolpho Lisboa, que passaram por cursos de iniciação a línguas estrangeiras, manipulação e higiene de alimentos, outros ambulantes do Centro estão recebendo tratamento acompanhado pelas secretarias afins (Semc, Sempab, Semtrad, Semasdh) para dar uma solução definitiva a um dos mais sérios problemas da cidade.
Entorno e jardins da praça 15 de Novembro - que vai contar com a reabertura da avenida Eduardo Ribeiro, recuperação das áreas pavimentadas com adaptação dos passeios para deficientes físicos, requalificação do canteiro central, paisagismo, iluminação, sinalização, drenagem, paisagismo e mobiliário urbano (trecho na avenida Eduardo Ribeiro, entre a avenida 7 de Setembro e Alfândega, incluindo calçadas da praça 15 de Novembro). Praça Adalberto Vale - adequação da praça localizada de frente à praça Tenreiro Aranha, quanto à acessibilidade, instalação de novo sistema de iluminação pública, sinalização e paisagismo. Pavilhão Universal - desmontagem e retirada do Pavilhão Universal, um dos belos exemplares da arquitetura neoclássica, construído em 1912, da praça Tenreiro Aranha e posterior implantação na praça Adalberto Vale, com a restauração das estruturas metálicas e demais elementos arquitetônicos históricos. Praça Tenreiro Aranha - Reforma e revitalização da praça Tenreiro Aranha, localizada no centro da cidade, entre as ruas Teodoreto Souto e Floriano Peixoto, adequando a praça quanto às normas de acessibili-
Normas para publicidade de rua são algumas medidas adotadas
dade, instalação de novo sistema de iluminação pública, sinalização, mobiliário urbano e paisagismo. Praça Dom Pedro 2º restaurações de elementos faltantes do chafariz e o coreto da praça Dom Pedro 2º, drenagem, irrigação, pavimentação, sinalização, mobiliário urbano e paisagismo. Entorno do mercado Adolpho Lisboa - recuperação das áreas pavimentadas com adaptação e acessibilidade nas calçadas, iluminação pública, sinalização, mobiliário urbano e paisagismo. Rua dos Barés, rua Barão de São Domingos, rua Miranda Leão, avenida Manaus Moderna e praça do Mercado. Biblioteca Municipal restauração das fachadas da edificação, reforma dos espaços internos, instalações e cobertura. Antiga Câmara Municipal de Manaus - restauração das fachadas da edificação e das esquadrias de madeira, reforma dos espaços internos, instalações e cobertura, além de restauração do mosaico no hall de entrada do prédio. Hotel Cassina - restauração da fachada da edificação, reconstrução de pisos, escadas, instalações e cobertura. Antigo prédio do Corpo de Bombeiros - restauração da fachada da edificação, reforma dos espaços internos, instalações e cobertura.
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O desafio para garantir nosso direito de ir e vir
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A mobilidade urbana é o grande assunto de uma cidade que será uma das sedes do campeonato mundial de futebol
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cenário é uma cidade tropical, sujeita a chuvas e trovoadas na maior parte do ano, construída sem o devido planejamento urbano, com aproximadamente 4 mil veículos novos entrando em circulação todos os meses, às vésperas de sediar uma Copa do Mundo de Futebol e com 30 anos de atraso em obras essenciais à mobilidade urbana. É claro que estamos falando de Manaus, essa senhora que completa 344 anos de idade e já teve seus dias de Paris dos Trópicos, mas hoje trava uma corrida desesperada contra o tempo para fazer jus ao título de metrópole, principal centro financeiro, coorporativo e econômico da Região Norte, décimo maior destino turístico, sexta cidade mais rica do país e sexta entre as capitais mais valiosas. A Prefeitura de Manaus, na gestão do prefeito Arthur Virgílio Neto, destravou o cronômetro, botou o bloco na rua e mudou até o expediente, ampliando o horário das obras, que agora atravessam a madrugada. Tudo
para aproveitar, da melhor forma possível, os poucos dias de verão. A ordem é recuperar as vias, implantar os terminais do sistema BRS, criar recuos e paradas de ônibus, construir calçadas e criar alternativas para resolver o transtorno do trânsito. Até o Exército foi chamado para ajudar e, literalmente, a meter a mão na massa. De quebra, os primeiros quilômetros de ciclofaixas e ciclovias já estão funcionando no corredor do Mindu, enquanto
a prefeitura se prepara para iniciar, nos próximos dias, a construção da ciclovia Boulevard-Ponta Negra, com 14,6 quilômetros de extensão. Até o final dessa gestão, a prefeitura pretende construir três viadutos, sendo um complexo viário com passagem inferior (o viaduto do aeroporto); uma passagem em desnível no conjunto Manoa com avenida Max Teixeira; e um complexo viário na Bola do Produtor. Até a Copa do Mundo de 2014, todas as principais avenidas do Quadrilátero da Copa - eixos que compreendem o aeroporto internacional Eduardo Gomes, Ponta Negra, Centro e Arena da Amazônia – serão requalificadas. As obras foram dividas em cinco lotes e estão estimadas em R$ 200 milhões, com recursos próprios e da Caixa Econômica Federal. As obras do primeiro lote, no valor de R$ 40,8 milhões, já estão em execução desde o mês de agosto, pelo consórcio Manaus Etacom, vencedor da licitação e compreendem as avenidas Djalma Batista, Pedro Teixeira, do Turismo, Dom Pedro 1º e rua Lóris
Cordovil. Também já estão em andamento os lotes 2 e 3 que compreendem as avenidas Constantino Nery, Torquato Tapajós, Max Teixeira e Noel Nutels. Esse trecho, no valor de R$ 65,7 milhões, está sendo executado pela Construtora Soma Ltda., vencedora do processo licitatório. A avenida Coronel Teixeira, uma das principais vias da Zona Oeste da cidade, faz parte do lote 3, que também já está em andamento, em parceria com o Exército, por meio do 2º Grupamento de Engenharia do Comando Militar da Amazônia (CMA), que atua na pavimentação. O lote 4, que compreende as avenidas Senador Álvaro Maia e Brasil, será executado pela Construtora Amazônidas Ltda., com valor global de R$ 22,8 milhões. As obras têm início ainda neste mês de outubro. O último lote, o de número 5, no valor de R$ 37,8 milhões, deverá ser homologado nos próximos dias e compreende as avenidas Autaz Mirim, Umberto Calderaro Filho (Paraíba) e Mario Ypiranga Monteiro (Recife).
MÁRIO OLIVEIRA/ARQUIVO EM TEMPO
Com cerca de 4 mil veículos novos entrando nas ruas de Manaus, a mobilidade urbana tem se revelado um dos maiores desafios da capital, principalmente com a proximidade da Copa do Mundo
Sistema viário local tem passado por diversas intervenções
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Um espaço para as ciclovias REPRODUÇÃO
O desejo de um espaço exclusivo e seguro para usuários de bicicletas deve ser atendido com a implantação da ciclovia Boulevard-Ponta Negra, proposta pelo Implurb
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projeto de dotar a cidade de ciclovias para atender a grande demanda de ciclistas e também funcionar como modal de transporte urbano está sendo consolidado pela Prefeitura de Manaus. A ciclovia Boulevard-Ponta Negra, proposta por arquitetos, técnicos e designers do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), integra o lote 5 das obras do quadrilátero da Copa e terá 14,6 quilômetros de extensão, começando no encontro das avenidas Duque de Caxias e Álvaro Botelho Maia, na Zona Centro-Sul, passando por vias como a avenida Brasil e Coronel Teixeira até chegar à Marina do Davi, na Ponta Negra, Zona Oeste. Além da ciclovia propriamente dita, haverá asfaltamento e reforma de calçadas por sua extensão. O plano cicloviário terá pontos de ciclovia, ciclofaixas e áreas compartilhadas. Na avenida Brasil haverá crescimento de calçada, de até 2,50 metros. O pedestre continuará contando com três pistas de calçadas, que passarão por requalificação, sem perda de espaço. No trecho do Boulevard, a ciclovia terá crescimento para
o canteiro central, também sem prejuízo para o pedestre. Já na avenida Coronel Teixeira o projeto prevê a criação da ciclovia em frente ao Comando Militar da Amazônia (CMA), sem interferir no passeio público. Para garantir a segurança de ciclistas e cadeirantes nas rampas de acesso e nos usos compartilhados da via/ciclovia, o projeto prevê em sua extensão os chamados taxões, ou balizadores. A ciclovia terá ampla sinalização vertical e horizontal para orientação e educação de pedestres, ciclistas e motoristas de modo geral.
Projeção da ciclovia Boulevard-Ponta Negra, que deverá ter 14,6 quilômetros de extensão: projeto de técnicos do Implurb
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Bus Rapid Service surge como melhor alternativa
Obras começaram em julho deste ano nas antigas paradas do sistema Expresso, iniciando pela avenida Constantino Nery REPRODUÇÃO
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nidas Camapuã, Autaz Mirim e alameda Cosme Ferreira -, estão 50% concluídos. Os forros e as platibandas estão sendo revestidas com chapas metálicas. A cobertura é feita de telha chapa de aço zincada trapezoidal, com expesssura de 0,5 milímetros. Estudos realizados pelos engenheiros comprovaram que a geometria prismática dos perfis (em forma de trapézio) torna a chapa de aço um elemento de alta resistência mecânica, apesar da sua pouca espessura. A estrutura é resistente à ação do calor e das chuvas da região, além de ser menos vulnerável a ação de vândalos.
Projeção do Bus Rapid Service, a ser implantado na Constantino Nery, Torquato Tapajós, Camapuã, Cosme Ferreira e Grande Circular
Terminais, recuos e paradas O novo sistema de transporte urbano também envolve outras intervenções como reforma de terminais, construção de recuos e novas paradas de ônibus. Os recuos, no total de sete, foram construídos para desafogar o trânsito nas ruas de Manaus por onde trafegam os coletivos e dar mais segurança aos usuários. Estudos realizados por engenheiros da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seminfh) e engenheiros de trânsito do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) já apontam uma melhoria significativa nas áreas onde foram construídas as baias, nas avenidas Darcy Vargas (praça do Galvez); André Araújo, Max Teixeira, Mário Ypiranga (Carrefour de Flores), Efigênio Sales, Djalma Batista e praça Nossa Senhora de Nazaré. Os terminais da Cidade Nova (T-3), Jorge Teixeira (T-
4) e São José (T-5) estão em reforma. No T3, um total de 20 operários executam serviços de substituição de meiosfios, demolição e construção de calçadas, construção de alambrados e mureta de contenção. A reforma também compreende a substituição de telhas, pintura da estrutura e substituição de guarda-corpos. No T-5, os serviços também compreendem a limpeza do terreno para plantio de grama e construção de alambrado. No T4, o trabalho é de recuperação de gradis e pintura dos corrimões de escadas e rampas, além da recuperação das calçadas laterais. Estão previstos, ainda, os serviços de reforma da cobertura e recuperação do pavimento. A prefeitura já anunciou que irá desativar os terminais da Constantino Nery (T1), no Centro, e o da Cachoeirinha (T2), na Zona Sul, mas ainda não há data
definida. Por enquanto, os dois terminais recebem serviços de manutenção, quando solicitados, como tapa-buracos e ações de infraestrutura básica. Novos complexos A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seminfh), já tem o planejamento para a construção de três novos complexos viários, até o final desta gestão. O viaduto do aeroporto, na avenida Santos Dumont com a Torquato Tapajós já foi licitado. A previsão é que a obra comece ainda este mês. A empresa ganhadora da licitação é J. Nasser Engenharia Ltda. e o valor da obra é R$ 24 milhões. Outros projetos são a construção de uma passagem subterrânea viária – passagem em desnível – nas confluências do conjunto Manoa com a avenida Max Teixeira. DIEGO JANATÃ/ARQUIVO EM TEMPO
transporte público utilizado durante a Copa do Mundo será o BRS (Bus Rapid Service), com faixas preferenciais para ônibus, garantindo agilidade à locomoção de pedestres e fluxo de trânsito. As obras do BRS começaram em julho deste ano nas 13 paradas das avenidas Constantino Nery e Torquato Tapajós e em agosto nas 16 paradas das avenidas Camapuã, Cosme Ferreira e Grande Circular. A empresa M P Construções Ltda. Responde pelas obras na avenida Camapuã e alameda Cosme Ferreira, que custarão R$ 844,5 mil enquanto a EDEC Engenharia Construção e Comércio Ltda., executa a intervenção na avenida Grande Circular, no valor de R$ 1.005.546,80. Já os 13 abrigos das avenidas Constantino Nery e Torquato Tapajós estão sendo realizados pela Red Engenharia Ltda., no valor de R$ 1,2 milhão. As obras de reforma das plataformas do sistema Bus Rapid Service (BRS) deverão estar concluídas em dezembro deste ano. Os 13 abrigos do Eixo Norte-Sul, que compreende as avenidas Constantino Nery e Torquato Tapajós já estão com 80% de suas estruturas finalizadas. Os 16 abrigos do Eixo Leste – ave-
Terminais de integração 1 e 2, na Zona Sul, serão desativados em data a ser definida
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Historiadora ressalta a reconstrução da cidade FOTOS: SEMCOM
Conforme Etelvina Garcia, Manaus foi construída em 40 anos e em outros 40 anos foi parcialmente destruída
Durante a palestra, a historiadora Etelvina Garcia falou sobre o desenvolvimento de Manaus
O trabalho de revitalização da cidade também foi destaque durante a palestra na academia
Prefeitura de Manaus promoveu, na noite de terça-feira (22), na Academia Amazonense de Letras (AAL), Centro, uma palestra com a historiadora Etelvina Garcia. Durante o encontro, ela debateu com o secretário municipal do Centro (Semc), Rafael Assayag, a secretária municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Katia Schweickardt, e com o público, sobre a Manaus de ontem, hoje e sempre. Segundo a historiadora, Manaus foi construída em 40 anos e em outros 40 anos foi parcialmente destruída. Para ela, não se é possível viver na Manaus de 1882, de 1940 ou 1960, mas sonhar não custa nada e depende dos governos e da população transformar esse sonho em realidade. Etelvina Garcia iniciou a palestra exibindo imagens de 1882 sobre a construção do mercado Adolpho Lisboa, que será devolvido à população, hoje, depois de 8 anos de restauração. A historiadora disse que já havia perdido as esperanças de ver o mercado municipal restaurado e reaberto. Ela destacou o trabalho do prefeito Arthur Neto e frisou que Manaus terá de volta um grande símbolo
Secretária Katia Schweickardt comentou que o verde em Manaus persiste, mas não é o suficiente
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de sua história. “Realmente, é um grande resgate de nossa história e temos de parabenizar o nosso prefeito Arthur por fazer, em tão pouco tempo, o que os governantes anteriores não fizeram”, destacou. Não foram somente as imagens do mercado Adolpho Lisboa que comoveram os participantes. Rafael Assayag se mostrou perplexo ao ver fotografias da Manaus antiga e do centro histórico. A historiadora destacou a importância do desenvolvimento de um trabalho de revitalização do espaço para que as famílias possam voltar a ter prazer de levar seus filhos
para passear. Para o secretário, com a reinauguração do mercado, a prefeitura inicia os projetos de reconstrução. ‘’Não podemos devolver o Centro como ele era, mas podemos mudar muita coisa e é isso que estamos fazendo e vamos continuar a fazer. A tarefa não será fácil, mas em breve sentiremos prazer em andar por aqui’’, afirmou. Durante a palestra, Etelvina Garcia recontou um pouco sobre o desenvolvimento de Manaus e as consequências das obras de expansão da cidade. Mostrou documentos elaborados para se manter preservado o lado ambiental da capital amazonense, quando o ato de se retirar pedras do leito dos rios e crime sujeitos a punições severas e até prisões. A secretária Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) Katia Schweickardt ficou vislumbrada em rever o balneário do Mindu, que hoje está totalmente destruído. Ela comentou que o verde em Manaus ainda persiste, mas não é o suficiente. “Nós vamos mexer com interesses de terceiros, de construções. Vamos ter muitas dificuldades, mas não vamos desistir e nem medir esforços para fazer de Manaus uma cidade mais bonita”, comentou.
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Meio ambiente, questão de máxima importância
FOTOS: IONE MORENO
Para tornar a capital um lugar próximo do ideal para se viver, a conscientização ambiental não pode ser deixada de lado
Encravada em plena Floresta Amazônica, Manaus tem um compromisso moral de ter uma convivência pacífica com a natureza, gerando desafios para a administração do município enfrentar ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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m dos pontos importantes de resgate da capital está no meio ambiente. Combate ao desmatamento, revitalização dos igarapés, arborização, entre outros projetos que visam preservar a fauna e a flora da cidade de Manaus, desde janeiro estão sendo executados. O cuidado da natureza que ainda existe – ou melhor, resiste - na capital, é a missão de cada manauense, e por isso prefeitura e governo do Estado desenvolvem trabalhos e projetos para que ocorra a interação no social da responsabilidade do cuidado e a preservação da natureza. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), por exemplo, atua por 24 horas, sempre com o objetivo de preservar e mostrar as unidades de conservação protegidas, realizar os trabalhos de educação ambiental, no combate com a fiscalização de atos ilícitos, apoiar projetos como o Salve o Mindu, entre outros. Nesse período de comemorações ao aniversário de Manaus, a secretaria reforça o projeto Salve o Mindu. A proposta é realizar a interação das crianças e dos pais e responsáveis com a natureza. Em primeiro momento, eles realizam roteiros para conhecer a nascente do igarapé do Mindu, depois expressam o que sentiram por meio de desenhos, recebem informações e mudas para plantio nas suas comunidades e entorno. Depois, cada escola envolvida no projeto fica com a responsabilidade da re-
alização de atividades nas comunidades. As escolas envolvidas são todas do âmbito municipal, entre elas a Dom Jackson Damasceno, Gilberto Rodrigues, Nossa Senhora do Rosário, Poeta Mário Quintana, João Castro Filho, Sônia Maria Barbosa, Raul de Queiroz Veiga, Senador Álvaro Maia e Edinir Telles. O primeiro estabelecimento de ensino a integrar as visitas ao parque, dentro do projeto, foi a escola municipal Moacir Elias de Araújo, situada no Val Paraíso, Jorge Teixeira, 4ª etapa. A escola é uma das dez situadas na área do entorno do parque Nascentes do Mindu. Conforme a assessoria da Semmas, no desenvolvimento do programa o gestor da escola, Laemanuel Mustaffa Paes de Lemos, elogiou a iniciativa e explicou que o projeto é importante à medida em que insere novos hábitos no dia a dia das crianças e faz com que elas conheçam o igarapé com as águas preservadas, bem diferente da realidade que estão acostumados a ver.
Praia fluvial na região do município de Manaus: ações ambientais se multiplicam em benefício de todo o meio ambiente
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Educação é o passo inicial para uma cidade melhor A
assessora técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Kelly Souza, afirma que as visitas têm por finalidade permitir que os participantes identifiquem espécies da fauna e flora e a relação destas com os recursos hídricos. “No mapeamento, elas identificam as características do lugar e desenham o que viram no parque e a relação das espécies florestais associadas à presença da água. A partir dessa compreensão da realidade do igarapé do Mindu e das nascentes, os participantes entendem a importância de manter o local limpo e preservado, bem como colaborar para a limpeza do igarapé nas proximidades da sua casa”, afirmou. Kelly explica que a participação da comunidade no processo é importante. Além de visitar a escola e realizar o plantio simbólico de duas mudas no parque Nascentes do Mindu, cada escola recebe cem mudas para fazerem o plantio na própria sede, desde que haja espaço, ou para distribuição com os pais e responsáveis. De acordo com a divisão de educação ambiental da Semmas, de cada grupo de 40 alu-
nos, serão escolhidos quatro estudantes que participarão de um curso de formação de multiplicador ambiental, com início previsto para outubro, para atuar na sua comunidade. A Semmas produziu uma coleção de folderes informativos sobre as unidades de conservação municipais com a finalidade de disponibilizar à população que visita os espaços conhecimento acerca da caracterização da área, histórico, decreto de criação, atrativos, objetivos e localização de cada área. A estratégia visa estabelecer uma proximidade maior com a comunidade para que ela perceba a
importância da unidade de conservação e suas finalidades. Além de parques de proteção integral, a série traz também informações sobre as Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que são unidades de conservação de uso sustentável passíveis de ocupação, desde que respeitadas as regras vigentes na legislação ambiental, no plano de manejo ou de gestão das mesmas. O governo do Estado do Amazonas, durante este ano, com a Lei Complementar (LC) 140/11, que atribuiu a União, Estado e municípios a gestão dos recursos naturais, promoveu mudanças nas questões da fauna silvestre, assim dando a responsabilidade de atividades de licenciamento, vistorias, fiscalizações, monitoramentos e autorizações relacionadas a fauna silvestre toda de responsabilidade ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Para cumprir com essa nova competência, o Ipaam criou a Gerência de Fauna (Gfau), composta por três veterinários, uma bióloga e dois zootecnistas, sob o comando da engenheira florestal com especialização em manejo de fauna, Sonia Canto.
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Atividades do município e do Estado buscam instituir a mentalidade preservacionista por meio de campanhas
Colocação de lixeiras em pontos de preservação ambiental é um indicador de boas atitudes
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Melhorias para a educação N
a busca pelo resgate de uma cidade melhor, a educação tem um aspecto especial. O drama do ensino público é extenso, mas as secretarias do setor mostram suas atividades diariamente realizadas para mudar o quatro de evasão escolar e a falta de preparo do estudante. A Secretaria Municipal de Educação (Semed), por exemplo, trabalha em 9 projetos que visam a melhoria do desempenho dos estudantes. Também com o mesmo objetivo, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), disponibilizada cinco projetos que também tem a intenção de cada vez mais melhorar o desempenho do ramo em Manaus e no Amazonas. Entre os programas implantados pela Semed para diminuir a evasão escolar e melhorar a qualidade de ensino na rede municipal de ensino, está o projeto Quadrinhos na Escola que visa incentivar alunos de 1º ao 9º ano a prática da leitura, usando histórias em quadrinhos com ferramenta e recurso de leitura, por meio de gibis. Outro projeto recentemente criado, com o mesmo propósito, foi o Caderno de Atividades. O projeto foi pensando na realidade das escolas da secretaria e tem por objetivo melhorar a qualidade da educação, levando em consideração não só o desafio de alavancar os índices
estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC), mas também proporcionar um material de apoio pedagógico embasado na realidade regional e cultural do alunado. Eles são destinados a alunos do ensino infantil e fundamental dos anos iniciais e finais. Nesta primeira fase, 21,6 mil alunos da educação infantil e 49.939 alunos do ensino fundamental serão contemplados. Além desse, existe o programa Viajando na Leitura que envolve diversos outros projetos voltados ao incentivo da leitura, com ações que contribuem no ensino e aprendizagem, favorecendo a prática da leitura, interpretação e produção de textos. O programa Viajando na Leitura objetiva criar condições
para contribuir com a melhoria dos índices de aproveitamento de ensino apontados nas avaliações escolares, favorecendo o desenvolvimento e a consolidação do hábito da leitura por meio de várias ações: hora da leitura (2º ao 9º ano); dia da leitura no município de Manaus (11 de junho); concurso de desenho e redação; 1º Encontro Municipal de Leitura; participação em feiras de livros; almanaque do programa Viajando na Leitura; além de espaços privilegiados de acesso à leitura; ampliação do acervo e formação específica na área. Dando a continuidade a Semed, tem o programa Escola Ativa, que é o único programa no Brasil voltado para turmas multisseriadas com uma estrutura de uma sala voltada para as dificuldades do aluno, dando um suporte para a professora e para os técnicos, um suporte metodológico e de gestão envolvendo a participação dos comunitários e alunos. Consiste em um trabalho contínuo e combina uma série de elementos e instrumentos de caráter pedagógico, social e de gestão da escola seguindo os pressupostos da ação-reflexão-ação como base da aprendizagem; o professor e o estudante como protagonistas do processo ensino e aprendizagem; a escola como um lugar de apropriação de conhecimentos e outros.
ARQUIVO EM TEMPO/JOEL ROSA
Programas de aceleração da educação, incentivo a projetos de pesquisa e extensão, bem como reforço escolar e atenção à educação básica são medidas disponibilizadas aos estudantes da rede pública de ensino do município
Apoio a pesquisa entre os alunos são alguns dos incentivos disponibilizados pelas secretarias
Incrementos aos estudantes Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, a secretaria realiza o programa Ciência na Escola. Consiste em apoiar, com recursos financeiros e bolsas, sob forma de cotas institucionais, estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental integrados no desenvolvimento de projetos de pesquisas de escolas públicas. Com duração de 18 meses, o curso oferece a conclusão
do ensino fundamental, treinamento em informática, formação profissional inicial e atividades de participação cidadã. Idiomas para todos A Secretaria Estadual de Educação (Seduc), também realiza projetos voltados na melhoria dos ensinamentos em sala de aula e no dia a dia. Dos projetos em destaque a secretaria coloca o programa Amazonas Bilíngue
que oferece cursos gratuito de Inglês, inicialmente para 958 estudantes. Além de Manaus, os cursos são aplicados nos municípios de Iranduba, Manacapuru, Novo Airão, Parintins, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva. O projeto é voltado para alunos do 1º ano do ensino médio e tem por objetivo capacitar profissionais que possam, no futuro, atuar no arco do turismo ou em demais atividades.
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Saúde do manauense, um assunto muito importante
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Com o Rede Saúde Manauara, setor busca melhoria da qualidade no atendimento e também no acesso da população
As campanhas de vacinação deixaram Manaus em boa posição
nossa realidade há anos. Com a inserção da vacina contra o HPV, pelo governo de Estado, é uma intervenção que permitirá à próxima geração de mulheres, mais saúde e menos chances de morte por este agravo”, salienta.
ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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e educação. Já a segunda dose se encontra em execução neste mês e no próximo. A terceira dose, segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Amazonas (Susam), está prevista para o mês de fevereiro do próximo ano. Conforme a secretaria estadual, a segunda fase é destinada apenas para as meninas que não receberam a primeira dose. O diretor-presidente da Fundação Vigilância Sanitária do Amazonas (FVS-AM), Bernardino Albuquerque, explicou que a vacinação é importante para diminuir o risco de contrair o câncer de colo de útero. “Hoje o que mais mata mulheres amazonenses, dentre as neoplasias é o câncer de útero, e essa é a
Experiência logística O diretor-presidente ainda acrescentou que a experiência que o Amazonas está vivenciando com a campanha certamente servirá como relato de experiência para logística a ser seguida pelo Ministério da Saúde. “Para 2014, o Ministério da Saúde está inserindo no calendário vacinal anual, e pode seguir a mesma estratégia de vacinar o público-alvo na escola, o que consideramos uma forma de atingir a meta”, explica. De acordo com o titular da Semsa, o médico Evandro Melo, o Rede Saúde busca integrar os serviços e fortalecer a atenção primária, onde é realizado o primeiro atendimento com capacidade para resolver cerca de 80% das necessidades e problemas de saúde. O objetivo é qualificar o atendimento em saúde, expandir o acesso aos serviços para atender no mínimo 70% da população por meio da Estratégia Saúde da Família, e integrar as ações para oferecer um atendimento integral aos usuários do SUS. ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
aúde é um ponto principal para qualquer e exemplo de cidade. Manaus vem sendo pioneira no combate do câncer de colo de útero, com a vacina da Papilomavírus Humano (HPV), que desde o início de agosto imunizou cerca de 103 mil meninas da faixa etária de 11 a 13 anos. Desse número, 48 mil foram da capital e 55 mil do interior do Estado, imunizando 87% do total, um exemplo de luta constante. A Prefeitura de Manaus, para comemorar o aniversário da capital, lançou o programa Rede Saúde Manauara, com a meta de melhorar a qualidade do atendimento e garantir um melhor acesso da população aos serviços de saúde. O câncer no colo do útero é a maior causa de óbito em mulheres de nosso Estado. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ano passado houve 196 mortes nessa modalidade da doença somente na capital amazonense. A enfermidade é responsável por 90% dos casos de câncer de colo do útero. A primeira dose foi distribuída nos meses de agosto e setembro, na capital e interior, teve a sua execução em estratégia de campanha, em parceria com as secretarias municipais de saúde
Segundo o secretário Evandro Melo, o Rede Saúde busca fortalecer a atenção primária
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Reformas a todo vapor A construção e a recuperação de unidades de saúde é um dos passos para tornar Manaus uma capital com destaque na área de atendimento à saúde da população, facilitando o acesso e ampliando a cobertura para usuários do SUS GIOVANNA CONSENTINI/ARQUIVO EM TEMPO
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ara executar essas ações, a prefeitura iniciou a reforma de 45 Unidades de Saúde para adequadas aos novo sistema. Também serão ampliadas 28 Unidades de Saúde, sendo 18 na área rural. Serão construídas 40 novas Unidades Básicas de Saúde nos próximos 3 anos. No mesmo período, ao menos cinco Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), um Centro de Especialidade Odontológica (CEO), duas UBSs Fluviais e duas Unidades de Acolhimento serão construídos. Também serão construídas duas unidades de Pronto Atendimento do município, para se somar com as 12 do Estado. As Policlínicas serão formatadas e colocadas em locais de mais fácil acesso. O Samu será ampliado e melhorado, deixando de ser apenas municipal, para atender toda a região metropolitana. As equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) serão ampliadas das 172 atuais para 417 equipes até 2016. A Prefeitura de Manaus também planeja a instalação de 25 equipes para atuação em Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), constituído por profissionais como assistente social, farmacêutico, psicólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e nutricionista. De acordo com o secretário Evandro Melo, a estratégia é
aumentar a cobertura de 40% para 70% da população que depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde na capital. “O principal desafio é fazer com que a população receba atendimento em uma Unidade Básica, localizada próximo da sua casa, vinculada a uma equipe de profissionais qualificados, e que ofereçam serviços de saúde que realmente resolvam os problemas”, explicou. Para todo o processo a secretaria também ampliou o horário de atendimento em algumas Unidade Básicas de Saúde, atendendo até os sábados das 7h às 21h. Conforme a Semsa, o Sistema de Regulação (Sisreg), facilitou para a população a retirada de 54 tipos de exames básicos laboratoriais.
Usuários em posto médico: um desafio para a prefeitura é fazer a população receber atendimento perto de suas casas
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Arthur NETO
‘Acredito MUITO em destino’
DIVULGAÇÃO
MÁRIO ADOLFO* Equipe EM TEMPO
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prefeito Arthur Neto assumiu o cargo no dia 1º de janeiro anunciando que faria um governo “forte, democrático, doce, porém enérgico”. Disse também que estava vindo para organizar Manaus, uma cidade completamente degradada pela indiferença do poder público. No palco do Teatro Amazonas, diante de uma plateia que ainda o encarava cheia de dúvidas, Arthur anunciou que lançaria
EM TEMPO – Qual a cidade que o senhor encontrou e que cidade pretende deixar para o futuro? Arthur Neto, prefeito de Manaus – Encontrei Manaus como uma cidade que precisava ser sacudida. Ela cobrava isso de nós. Que juntamente com ela, recuperássemos toda a nossa autoestima, respeito e sentimento. Quando eu fui a primeira vez ao mercado Adolpho Lisboa e conversei com os permissionários que, estavam na feira provisória, explicando o que pretendia fazer, eles não acreditaram muito. Os olhos deles eram de dúvida, não me passavam a ideia de que eles estavam achando que aquilo iria acontecer de fato. E eu tentei passar isso para eles, vamos entregar dia 24 de outubro. E estamos fazendo o que prometemos. Estamos vendo as coisas acontecerem. EM TEMPO – Um dos maiores problemas que o senhor teve que enfrentar nesses primeiros meses foi a questão da água. Como vem administrando esse gargalo? AN – Junto com o com o governador Omar Aziz, nós estamos fazendo uma revolução na água. 450 mil pessoas não tinha água na Zona Norte e na Zona Leste. As pessoas que já tem água não sabem o que é isso. Este é um problema grave, e parte dele vai ser resolvido até dezembro a outra parte em março. É uma coisa que o Omar e eu estamos de acordo: temos que acabar esse problema de água. É um absurdo faltar água para alguém, não vai ser no nosso governo e nem no do Omar que vai acontecer isso. EM TEMPO – O governador Omar Aziz tem sido seu grande parceiro? AN – O governador tem nos ajudado muito. É, sim, um grande parceiro. Está conosco em diversas frentes de trabalho da cidade, nos apoiando nas operações do Centro, no combate às drogas e à prostituição infantil. Tem feito trechos de ruas importantes que estão recebendo asfalto novo, sinalização, drenagem. Enfim, nós não vamos parar.
uma pacote de obras que seria realizado a partir de junho, quando terminasse o período de chuvas. Muita gente também torceu o nariz quando o prefeito garantiu que o mercado Adolpho Lisboa – coberto por tapumes e apodrecendo sob sol e chuva há 7 anos – seria reinaugurado no dia 24 de outubro, aniversário da cidade. Dito e feito. Arthur vem cumprindo tudo o que prometeu. No dia 26 de abril, o prefeito anunciou um pacote de obras orçado em R$ 600 milhões. Assim que as águas de maio deram uma
trégua, as máquinas começaram a roncar e Manaus se transformou num imenso canteiro de obras, na difícil missão de atacar os principais problemas de infraestrutura da cidade, preparando Manaus para a Copa de 2014. Ruas e avenidas estão sendo reconstruídas com asfalto de verdade e drenagem. A prefeitura da bagunça urbana, da sujeira e da promiscuidade cartões-postais de Manaus como o Relógio Municipal, para citar apenas um exemplo. Na noite de ontem, a cidade recebeu de
volta o seu mercadão, um dos maiores símbolos de Manaus. Assim, mais uma vez Arthur caiu nas graças da opinião pública e, principalmente das redes sociais, que reconhecem a transformação pela qual Manaus passou nesses dez meses. Um administrador que acorda cedo e avança pela noite, tocando obras e encontrando tempo para resolver, no diálogo e no jogo de cintura, outros problemas crônicos da cidade, como as velhas questões dos camelôs, mototaxistas e sistema de transportes.
EM TEMPO – Existe uma onda de autoestima na cidade. Foi isso que trouxe o Exército brasileiro para as ruas, unindo esforços à prefeitura? AN – Quando digo não vamos parar, é porque essa autoestima que envolve as pessoas nos faz seguir em frente, o Exército também está conosco, nas obras da Ponta Negra, reconstruindo a avenida Jorge Teixeira. As pessoas passam e ficam pasmas de ver o Exército motivado, ajudando a prefeitura. Será que ele está ajudando o prefeito? Acho que não. Está, sim, ajudando Manaus. Está cumprindo o seu dever patriótico, que é ajudar uma cidade símbolo, com uma vocação mundial, que não nasceu para ficar no esquecimento, ma para ser vitrine, para ser vedete da vida internacional. Uma turma do Ciec fez várias promoções para conseguir o dinheiro para a sua formatura. Então, me procuraram para dizer que não ia mais realizar o baile de formatura porque tinham optado a entregar o dinheiro para ajudar aos velhinhos do Dr. Thomas (asilo). No ensino médio é quando a vida começa. Muitos desses amigos que estudaram juntos não vão se ver mais. Ou vão se ver muito pouco. Então, a formatura serve para essa despedida, para a foto oficial como lembrança, para a confraternização, a despedida. E aí eles abrem mãos disso nesse momento de suas vidas, por solidariedade aos velhinhos carentes. A decisão do Exército também não é isolada. Eu percebo que é possível unificar toda uma sociedade, todas as pessoas de boa vontade em torno de um sentimento, de um projeto para estruturar Manaus e prepará-la para receber o mundial de 2014.
uma civilização sofisticada no meio da floresta. Nós temos que realizar esse destino, nos organizando politicamente, urbanisticamente.
creche. Sete já fizemos, vamos entregar mais duas. Alimentação, são três por dias. Fazendo sobrar comida em casa, seus pais se alimentam melhor.
EM TEMPO – Isso passa por mais investimentos no setor de turismo? AN – Sim. Esse turismo vai nos dar muitas alegrias. Temos que trabalhar o turismo. Manaus é o foco, vamos fazer disso aqui uma passagem obrigatória de quem quer conhecer o mundo. Quer conhecer a Tailândia e não quer conhecer Manaus? Que lógica tola é essa? A Tailândia é maravilhosa, uma viagem maravilhosa enquanto país. E Manaus? Agora, com os voos da TAP, o que vai vir de europeu para cá passar dois dias, três dias, quem sabe até mais. Depois sair daqui para Miami, daqui para o Peru, para conhecer o Machu Picchu. Nós vamos virar um hub, não é? Distribuir pessoas por aqui. Estou superanimado, superconfiante.
EM TEMPO – Atualmente, a Prefeitura de Manaus tem um custo anual de R$ 28.235.762,64 em prédios locados onde funcionam escolas. Como o senhor vai resolver isso? AN – Temos o objetivo de, ao longo dos 4 anos de governo, nos livrarmos desses aluguéis incômodos. Primeiro que não é justo. Segundo porque nem sempre encontramos espaços adequados para crianças. Com esta medida, será possível economizar R$ 19.371.046,46 em locação de prédios até 2018, e a meta é extinguir todas as locações de prédios existentes ou reduzir praticamente a zero. Para isso, o município de Manaus está trabalhando com a desapropriação de mais 54 prédios onde funcionam escolas em perfeitas condições.
EM TEMPO – Manaus será o destino diferenciado da Copa 2014? AN – Não tem outra. São Paulo é uma megalópole, industrialissadíssima, com serviços fantásticos; o Rio de Janeiro, que é a cidade maravilhosa e Manaus, a terceira cidade mundial do Brasil, com esse charme todo. Está no coração da floresta amazônica,
EM TEMPO – Nesse primeiro momento, quais os pontos que sua administração atacou? AN – Com a parceria do governador Omar Aziz, atacamos muito a reurbanização do Centro. Por meio do projeto Cidades Históricas, quando esperamos contar com a ajuda efetiva do governo federal, vamos fazer muito mais. No mercado municipal Adolpho Lisboa trabalhando fortemente para devolver à cidade seu grande símbolo; também atacamos a estruturação urbana da cidade. As pessoas estão muito felizes com o asfalto que as ruas estão recebendo, a drenagem e o saneamento básico. Águas Claras, um bairro que estamos tocando, a drenagem que colocamos lá não tem um condomínio rico que se aproxime. Estação de tratamento de esgoto e saneamento básico sempre foram uma obsessão minha. Não consigo imaginar uma cidade que não tenha saneamento básico. Tempos uma estação gigantesca lá no Jorge Teixeira 3 que vai beneficiar vários bairros e, se ela for estendida, vai beneficiar todo o Jorge Teixeira, que forma uma nova cidade. Vamos entregar agora a 9ª
EM TEMPO – O sistema de transportes coletivos também era outro calcanhar de Aquiles. AN – O transporte tem sido um drama. As pessoas agora não percebem a melhora, vão perceber daqui a pouquinho. Assinamos o decreto de lei que aprova o consórcio operacional entre as empresas de transporte coletivo. O consórcio vai possibilitar o equilíbrio econômico e financeiro oriundo da tarifa única. O trânsito vai fluir com melhores ruas, melhores avenidas, sinalização (cuja licitação será feita agora) com semaforização eletrônica inteligente onde, praticamente, o semáforo conversa com o carro. Para que o sinal verde, se não tem ninguém querendo passar? Então deixa os outros escoarem o trânsito. Se escoar demais, para, porque senão vai atravancar mais adiante. Ou seja, você maximiza a capacidade de organizar o trânsito. EM TEMPO – Como administrar uma cidade tão cheia de problemas? AN – Temos muitos proble-
mas graves, temos problemas muito graves, mas estamos avançando. Eu entendo que uma cidade que tem 344 anos de história, ela tem que ter passado por momentos até mais difíceis do que esses. Uma cidade que tem 344 anos de história não pode ser derrotada por problemas de falta de gestão. Esses problemas podem ser muito graves, não só para mim como para vocês, para todos nós. Mas são muito pequenos para Manaus. EM TEMPO – O senhor pretende se candidatar ao governo? AN – Estou tocando um apito que é dirigir bem Manaus. As pessoas me dizem que posso subir e ter um nome nacional, mas não quero saber. Se quiser saber algo sobre Manaus, eu falo. Me perguntam se vou ser candidato ou não, na hora própria vou ter minha participação. Me elegi para ser prefeito. Seria uma leviandade largar a cidade. Uma falta de respeito com a população. Meu compromisso na campanha foi de governar Manaus, superar os obstáculos, entregar uma cidade melhor. Quem vai ser governador? Não sei. Se eu tiver de ser, um dia vai chegar a hora e aí eu vou dizer o que penso. Mas não vou ficar vivendo esse assunto, não vou perder meu tempo. Seria uma leviandade com Manaus. EM TEMPO – Mas está havendo um movimento pedindo para que o senhor seja candidato a governador agora. O senhor aceitaria ser candidato em nome de um projeto? AN – Agora? Nem pensar! Seria uma leviandade com Manaus, seria uma falta de respeito com as pessoas. Não sei o destino. Acredito muito em destino. Agora, eu não vou trocar minha reputação de seriedade, meu conselho. Tudo isso vai e volta. Voto vai, voto volta. O que não volta é o conceito. * Colaborou Priscila Caldas
Manaus é o foco, vamos fazer disso aqui uma passagem obrigatória de quem quer conhecer o mundo. Quer conhecer a Tailândia e não quer conhecer Manaus? Que lógica tola é essa?”
Seria uma leviandade largar a cidade. Uma falta de respeito com a população. Meu compromisso na campanha foi de governar Manaus, superar os obstáculos, entregar uma cidade melhor”
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A vontade de cada um
Embora cada manauense tenha desejos diversos para a cidade é comum a todos a vontade de ter uma cidade que respeite cada vez mais seus cidadãos, sua história e meio ambiente em busca de um futuro melhor para Manaus e para seu povo RICARDO OLIVEIRA
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este 344º aniversário de Manaus, a sensação comum é o desejo de que a cidade finalmente tenha o cuidado que merece. A restauração do mercado Adolpho Lisboa, ontem, foi o primeiro passo, um desejo realizado para o jornalista Lucas Prata. “Enfim isso vai acontecer. Mas para que todo o contexto histórico de nossa cidade volte a ser como nas origens, seria ideal o centro histórico ser todo revitalizado”, afirma. Cada manauense tem um desejo específico de como ter uma cidade bem ao seu gosto. Para o autônomo Carlos Orrith, várias festas poderiam ser resgatadas, se fosse pela sua vontade. “Na tradicional festa da cidade, poderia haver desfile e banda de músicas da Polícia Militar pela avenida Eduardo Ribeiro, com concentração na praça da Polícia, carreata com o prefeito e todos saudando a apresentação com as bandeirolas da capital”, imagina. O aviaquário que existia na região da praça da Matriz foi lembrado pelo funcionário público Juscelino Motta como uma imagem do passado a ser resgatada. “Eu brincava lá quando criança, no início da década de 1970. Gostaria que meus netos tivessem essa vivência”, afirma. Para Natalia Lucas, jornalista, o desejo é mais ambiental.
“Gostaria de ver os igarapés limpos novamente. Lembro-me da minha mãe contando que tomava banho em determinados igarapés da cidade, que a água era limpa e que esses locais eram pontos de lazer. Hoje estão poluídos e transmitem uma imagem negativa da cidade”, declara. Para Kissya Cirne, estudante de odontologia, a Manaus ideal possui os atrativos aos olhos de cada manauense e de quem visita a capital. “Queria que fossem resgatado os pontos turísticos, como a praça do Relógio. Também seria bom que melhorassem a infraestrutura e plantassem mais árvores, que aumentassem a coleta de lixo. Tem muito lixo na rua. O porto é outro exemplo”, enumera.
Contrastes que encantam ao primeiro olhar sobre Manaus
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Lembranças e os desafios Nomes importantes no processo de revitalização de Manaus relembram com saudosismo lugares que foram importantes em sua história de vida e falam dos desafios que a nova cidade impõe a seus administradores e à população da capital DIVULGAÇÃO
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a memória de cada um, vive uma capital que hoje não existe, mas que poderia, um dia, voltar a fazer parte do cotidiano. Para o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Roberto Moita, essa lembrança marcante é representada pela ponte da Bolívia, igarapé, localizado na rodovia AM-010, próximo à atual barreira da Polícia Rodoviária Federal. “Eram águas limpas e geladas. Eu tinha inveja dos que já tinham idade para pular da ponte. Eu tinha em torno de 3 ou 4 anos”, lembra. Reviver algum momento desse passado, no entanto, já não seria possível. “Só tenho saudade do futuro. As coisas que aconteceram ficam guardadas na memória. O melhor momento para se viver é o hoje, o aqui e o agora. E neste sentido deve se fazer o melhor que se pode para melhorar a nossa vida e dos concidadãos”, afirma Moita. Para o diretor-presidente do Implurb, não se pode idealizar o passado, que também tinha seus problemas, mesmo que tenham havido perdas significativas, mas o maior desafio hoje é pensar que os problemas vão ser resolvidos em uma única gestão. “O desafio é ter uma luz de autoconsciência de que os problemas vão ser resolvidos ao longo de muitos anos e pensar que esses problemas não são possíveis de solucionar em curto
prazo, mas ao mesmo tempo é importante a gente pensar por onde é o começo da mudança. Quais são os problemas mais importantes para que possa, iniciando por eles, imaginar que as mudanças, na direção desejada, vão acontecer?”, observa. Para Moita, os maiores desafios de Manaus são mobilidade urbana, lazer urbano e centro histórico. “Em mobilidade urbana, temos a desocupação dos passeios públicos, ciclovias e o transporte público; no lazer público e gratuito, é ter espaços abertos à população com equipamentos, para dar conta da demanda por praças e parques, inclusive à beira-rio; e no centro histórico, é fundamental e inegável sua prioridade para recuperação da autoestima amazonense”, enumera.
A Ponte da Bolívia era um dos balneários mais frequentados pela população de Manaus
Revitalizar a praça dos Remédios é ainda um dos grandes problemas a serem enfrentados
Trabalho conjunto por Manaus O prefeito Arthur Virgílio Neto tem como lembrança marcante a casa de seu avô na praça dos Remédios, no Centro. “Mexeu muito com minha infância as aulas de natação que meu pai me dava no igarapé do Mindu, na época com águas límpidas e puras. Não sei se viverei bastante para vê-lo novamente assim”, afirma. E é na recuperação dos igarapés que repousa o sonho do prefeito. “Gostaria de rever os igarapés realmente saneados. Isso implica em muito dinheiro. Há tecnologia para isso, mas é preciso parar de poluir. Todas as empresas, sobretudo imobiliárias, obrigatoriamente deveriam obedecer regras do saneamento básico”, afirma Neto. Como administrador da capital, ele afirma procurar fazer tudo que está ao seu alcance nessa missão de reorganizar a cidade. “O desafio é ter uma sequência de bons ges-
tores, que não trabalhem em vaidades pessoais, choques de egos. Hoje temos entendimento bom com o governador, procurando canalisar o que temos para coisas em comum”, afirma o prefeito. Da parte do governador Omar Aziz, paulista de Garça (SP), que veio para Manaus aos 13 anos, sua impressão foi a melhor possível desde sua chegada. “Quando chegamos aqui, em 1971, tínhamos passado por uma situação muito difícil. Junto com meu pai, minha mãe e meus irmãos, havíamos sobrevivido a um terremoto no Peru, onde morávamos. Então, encontrar uma cidade como Manaus para viver foi como uma recompensa pelas provações que passamos”, afirma. “Era um lugar tranquilo e acolhedor. Lembro-me de tomar banho de rio, lá pela orla da Aparecida e São Raimundo e dos igarapés muito frequentados por todos. Participei
ativamente da vida social e política dessa cidade que me deu até mais do que eu sonhei um dia”, relembra. Em seu papel como governador, Omar afirma que no processo natural do desenvolvimento da cidade muito se perdeu, mas muitas coisas boas também foram conquistadas. “Não dá para negar que, em alguns aspectos, a qualidade de vida melhorou, mas um dos compromissos que assumi ao ser eleito governador foi melhorar a segurança pública”, afirma Omar. “Muita gente lembra ainda do tempo em que a cidade era mais tranquila e segura, era um tempo em que a população era muito menor, havia mais tranquilidade. Nos últimos anos, houve uma explosão demográfica e, junto, vieram problemas, como a violência e o trânsito caótico. São duas questões que considero os grandes desafios de Manaus”, acrescenta.
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Megaestrutura é montada para a festa do Boi Manaus ARQUIVO EM TEMPO/JOEL ROSA
Nesta sexta-feira e sábado, o Centro de Convenções vai receber o evento promovido pela Prefeitura de Manaus
Boi Manaus vai contar com mais de 20 atrações nas duas noites de festa em comemoração aos 344 anos de Manaus. O evento será realizado no Centro de Convenções e começa às 20h
A
Prefeitura de Manaus montou uma megaestrutura para a realização do Boi Manaus 2013, nos dias 25 e 26 de outubro, no sambódromo, avenida Pedro Teixeira, Zona CentroOeste. Este ano, a segurança do evento vai acontecer de maneira integrada ao Sistema de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP). O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) disponibilizará um efetivo de 256 agentes de trânsito para controlar o tráfego durante os dois dias do Boi Manaus. Entre as intervenções previstas para realização da festa, a avenida Pedro Teixeira, no trecho entre a Constantino Nery e a avenida Francisco Orellana (em frente ao hospital Tropical), será interditada a partir das 16h, nos dois dias do evento. Já as ruas Belmiro Vianez e Alameda do Samba ficarão restritas para estacionamento de veículos credenciados. O trecho da Pedro Teixeira, entre a Constantino Nery e a Djalma Batista, será interditado a partir das 18h. As avenidas Constantino Nery e Djalma não serão fechadas. A circulação será normal, inclusive para o transporte coletivo que passa a ser uma boa
opção para quem se dirige ao sambódromo. Uma das opções de acesso para sair da Zona CentroOeste (D. Pedro) deve ser a rua Francisco Orellana, que dá acesso a avenida Loris Cordovil. Para entrar na região, o condutor também pode utilizar a Loris Cordovil ou as ruas Teomário Pinto da Costa e a Desembargador João Machado (Franceses). TRANSPORTE A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) determinou às empresas do sistema de transporte coletivo a operação de frota
AÇÃO SOCIAL E DIREITOS HUMANOS
prevista para os dias úteis em todas as linhas do transporte coletivo e mais a colocação de 70 ônibus em linhas extras que circularão durante toda a madrugada. Os coletivos das 49 linhas normais que atendem a área do sambódromo estarão com a placa “Centro de Convenções” nos para-brisas. Cinquenta fiscais da SMTU trabalharão em cada noite do evento, coordenando e fiscalizando. Para os taxistas haverá um ponto exclusivo, na avenida Constantino Nery, sentido bairro/Centro, em frente ao Hemoam. Se houver a interdição da avenida Pedro Teixeira, os ônibus que passam por esta via seguirão um itinerário alternativo.
A Semasdh estará no Boi Manaus nas duas noites de festa com uma equipe de 25 servidores realizando ações de enfrentamento e fiscalização de exploração sexual comercial e de trabalho e venda de bebida alcóolica para crianças e adolescentes, além de conscientizar a população local da importância de que todos fiscalizem e denunciem casos de exploração. Além da equipe da Semasdh, se unirão a esta ação representantes de entidades que compõem a rede de proteção de crianças e adolescentes, como Vara da Infância e Juventude e Conselheiros Tutelares.
SAÚDE
COMÉRCIO AMBULANTE
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) vai manter três ambulâncias, sendo duas Unidades de Suporte Básico (USBs) e uma Unidades de Suporte Avançado (USAs), além de uma Unidade Móvel de Pronto Atendimento, para atender as ocorrências de urgência e emergência. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) também vai realizar ações de Educação em Saúde e Vigilância Sanitária.
A Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab), por meio do Departamento de Comércio Informal (Decin) irá realizar o serviço de orientação e organização de vendedores ambulantes. A equipe da Sempab contará com 28 fiscais que serão divididos em três turnos para atuar nas duas noites de evento. O primeiro vai atuar das 8h às 14h, o segundo das 15h às 23h e o terceiro das
22h até as 5h da manhã. SEMMAS Oito fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) estarão distribuídos no quadrante de segurança do sambódromo durante as duas noites de realização do Boi Manaus 2013. Os agentes atuarão no combate à presença de carros de sons, tunados ou paredões, que causam poluição sonora e prejudicam a organização do evento cultural. COMUNICAÇÃO SOCIAL Nos dois dias do evento, a comunicação atuará com a instalação de duas salas no sambódromo. Uma delas será utilizada, exclusivamente, como sala de imprensa para o atendimento de forma compartilhada por todos os parceiros do projeto. A outra sala será utilizada, exclusivamente, para a transmissão do evento via redes sociais. As salas serão equipadas com bancada, computadores e sinal de internet, funcionando ininterruptamente durante as duas noites de evento. Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) e da
Subsecretaria de Tecnologia de Informação da Prefeitura de Manaus, para o devido suporte aos profissionais que delas se utilizarem. LIMPEZA PÚBLICA A Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) vai trabalhar em várias frentes. Nos dia 22, antes da realização do evento, equipes formadas por 30 servidores farão os serviços de capinação e varrição na área interna do sambódromo. Nos dias do evento (25 e 26), a Semulsp vai colocar 220 servidores para atuar, da seguinte forma: Antes do Evento: 30 servidores farão a limpeza geral. Durante o Evento: de 20h às 4h, após a passagem de cada bloco, 40 servidores farão o serviço de limpeza. Depois do evento: a partir das 8h, 150 servidores farão a varrição nas partes interna e externa. A Comissão Especial de Divulgação e Orientação da Limpeza Pública (Cedolp), também estará no sambódromo, nos dois dias, com equipe de 25 conscientizadores, para os trabalhos de orientações e conscientização ao público.
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Força-tarefa vai garantir a segurança do público T
oda parte de segurança será coordenada pela Comissão de Segurança Integrada para Grandes Eventos (CSIGE), conforme estabelece o caderno de atribuições da Fifa – Federação Internacional de Futebol. O modelo adotado durante o Boi Manaus será o mesmo a ser usado durante a Copa do Mundo e que já foi testado no Festival Folclórico de Parintins em 2012 e 2013. Representantes de todos os órgãos municipais, estaduais e federais envolvidos nas ações, inclusive as Forças Armadas, terão representação no Centro de Comando e Controle Regional (CICC-R) e Local (CICC-L). O CICC-R será montado no Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), a partir das 14h, nos dias 25 e 26. Toda a estrutura do Ciops, inclusive os atendimentos pelos telefones 190 e 193, além da Central de Monitoramento, que estará de prontidão para qualquer eventualidade. Já o CICC-L será instalado no próprio local da festa, a partir das 15h. Na sala operacional funcionará uma Central de Monitoramento
das sete câmeras que serão instaladas em vários pontos do sambódromo. Mais 12 câmeras estarão funcionando dentro da área do perímetro de interesse da segurança pública. No CICC-L, os responsáveis estarão monitorando a matriz de responsabilidade de cada instituição, para que os serviços estejam operando conforme o planejamento. Serão cem homens da Guarda Municipal de Manaus em cada uma das duas noites. A Polícia Militar do Amazonas disponibilizará ainda cerca de 400 policiais operando na área interna, ex-
terna, terminais de ônibus e corredores viários com 17 viaturas e nove homens do policiamento montado. Somente na parte interna, serão 234 policiais vão patrulhar corredores, arquibancadas, dispersão e concentração. Três viaturas do Choque e Rocam também estarão de prontidão nos corredores. Ainda na área interna será montado um posto de comando e triagem para levar as pessoas que forem detidas por irregularidades e crimes para posterior encaminhamento a Polícia Civil. Na área externa, a PM vai dar apoio nas entradas e gradis. A revista será feita pela Guarda Municipal. Viaturas estarão paradas e circulando nas áreas próximas ao sambódromo, como avenida Pedro Teixeira, Constantino Nery e Djalma Batista. POLÍCIA CIVIL Já a Polícia Civil terá um efetivo aproximado de 35 policiais e estrutura de central de flagrantes montada no 10º DIP (avenida Desembargador João Machado), grupo Fera de plantão na Delegacia Geral, 2 peritos no Instituto de Cri-
ARQUIVO EM TEMPO/HUDSON FONSECA
O modelo adotado durante o Boi Manaus será o mesmo a ser usado durante a Copa do Mundo, no ano que vem minalística de sobreaviso. A delegacia do menor infrator estará de sobreaviso e plantão reforçado. CORPO DE BOMBEIROS Na preparação e durante a execução do Boi Manaus, o Corpo de Bombeiros vai disponibilizar 138 homens na prevenção dentro e fora do sambódromo. Também serão empregadas uma ambulância, duas motocicletas e duas viaturas de combate à incêndio, além do serviço ordinário de prontidão nos quartéis na cidade. FORÇAS ARMADAS Exército vai atuar, em ação coordenada com o Samu, no apoio da evacuação aeromédica com um helicóptero do Batalhão de Aviação do Exército (Bavex). Se necessário, a aeronave será deslocada do aeroporto de Ponta Pelada para a Vila Olímpica de Manaus, onde os pacientes serão embarcados para as unidades hospitalares. Para o Boi Manaus, a Bavex tem capacidade de operar com uma aeronave em casos de emergências.
Evento terá estrutura para garantir a segurança do público
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Entrega de 88 casas do Prourbis será amanhã
FOTOS: MICHELL MELLO/PROURBIS
Localizadas na 3ª etapa do bairro Jorge Teixeira, as unidades possuem 45 metros quadrados de área construída
Vista geral dos condomínios já prontos do Prourbis
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stá tudo pronto para a entrega, amanhã, das 88 unidades habitacionais no Jorge Teixeira 3ª Etapa, durante as comemorações pelos 344 anos de Manaus, pelo prefeito Arthur Neto. Com essa ação, a prefeitura concretiza a primeira etapa das ações desenvolvidas no bairro pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seminfh), por meio do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Socioambiental de Manaus (Prourbis). Os apartamentos têm 45 metros quadrados de área construída, sala de estar, dois quartos, cozinha, um banheiro e área de serviço, além de serem instalados em condomínios com playground, estacionamento e área para convivência. Mais duas áreas habitacionais estão em processo de construção para atender a mais famílias do Jorge Teixeira. Na área habitacional AH1 estão sendo construídas 88 unidades habitacionais, nos mesmos moldes das áreas habitacionais AH3 e a AH1-A. O diferencial está na constru-
ção das 28 unidades da área habitacional AH2. Denominadas de unidades mistas, com apartamentos habitacionais e comerciais, essas edificações estão sendo preparadas para atender às necessidades das famílias que possuem pequenos comércios. Ainda sem data marcada para entrega, os dois condomínios completam as obras habitacionais desenvolvidas no bairro Jorge Teixeira pelo Prourbis. Em complemento às obras de habitação, a Prefeitura de Manaus também está cons-
truindo três praças dentro do bairro, como opções urbanas de lazer para os mais de 8 mil moradores. Todas serão arborizadas e com áreas de lazer e descanso. E serão instaladas em pontos distintos do Jorge Teixeira para atender o maior número possível de moradores. As obras de revitalização das redes de infraestrutura e das vias do bairro continuam. A Seminfh prossegue com pavimentação de 45 ruas e recuperação das redes de drenagem e esgoto, além da construção de uma Unidade de Tratamento de Esgoto (ETE), que futuramente vai atender a todo Jorge Teixeira. O aspecto socioambiental também é prioridade do Prourbis. Por isso, além das ações socioeducacionais oferecidas para a população, em breve o programa também vai instalar equipamentos sociais da prefeitura dentro do bairro. Assim, os moradores poderão ter bem perto de casa os serviços do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas), do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e de creches.
Operários trabalham nos últimos detalhes antes da entrega das primeiras unidades do Prourbis
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“Manaus”
“Manaus”
Manaus, o clima aqui é quente, E faz jus a essa gente, Que aqui gosta de morar
Manaus, como você mudou, O seringal mirim que em uma subestação se transformou.
Manaus, és uma morena charmosa e atraente, Não tem quem não queira, Perto de você ficar.
Manaus, aquelas paisagens tão bonitas dos seringais, Pena que acabou, Não se vê mais,
Manaus dos grandes festivais. Manaus do período áureo da borracha. Manaus das pescarias. Que só dá alegria, Para quem quer relaxar
É, Manaus, o tempo não parou, Teus igarapés todos se poluíram, Sem ninguém nada fazer, Já que o progresso chegou e ninguém se importou, Com o que poderia acontecer.
É por tudo isso que eu quero te parabenizar, Pelos seus 344 anos, que você está a completar.
Dói em mim só de ver, Tantas mudanças, Sem que eu nada possa fazer.
Waldeklim de Souza
E o rio Negro que chora e ninguém vê o seu clamor, Já que a sua água está mudando de cor. Manaus, o festival folclórico, Como emocionava, Já que a disputa pelo título de campeão Era bastante acirrada. Tinha o garrote Luiz de Guerra, o Brilhante e o Corre Campo, Eles eram a principal atração, Se bem que quase não tinha confusão, Hoje em dia, Assisto tudo só pela televisão. E quando dá um certo horário, Tenho logo que fechar o portão. Manaus, para finalizar, Eu só quero, no seu aniversário, Te parabenizar Pelos seus 344 anos, Que você acaba de completar. Waldeklim de Souza
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